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Notícias

Produção de café beneficiado alcança 50,9 mi/sacas em 2022

Por redação 15/12/2022
Escrito por redação

Comparado com a de 2020, também de bienalidade positiva, o índice registra a redução de 19,3% ou 12,1 milhões de toneladas, justificada pelas adversidades climáticas, como o déficit hídrico e geadas durante o ciclo da cultura no país

Produção de café beneficiado alcança 50,9 mi/sacas em 2022A produção cafeeira do Brasil fecha a safra 2022, ano de bienalidade positiva, com um volume de 50,92 milhões de sacas de café beneficiado, 6,7% acima da safra 2021. Comparado com a de 2020, também de bienalidade positiva, o índice registra a redução de 19,3% ou 12,1 milhões de toneladas, justificada pelas adversidades climáticas, como o déficit hídrico e geadas durante o ciclo da cultura no país. As informações são do 4º Levantamento da Safra de Café 2022, disponibilizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), nesta quinta-feira (15).

Com relação à área destinada à cafeicultura nacional em 2022, confirma-se um total de 2,2 milhões de hectares, sendo 1,8 milhão de hectares para lavouras em produção, com crescimento de 1,8% sobre a safra 2021, e 400,6 mil hectares de área em formação, o que resulta em um aumento de 0,6% de área total cultivada em comparação à safra passada. Das lavouras em produção, estima-se que 1,5 milhão de hectares foram dedicados ao café arábica e 389 mil hectares ao café conilon.

“Um ponto importante nessa pesquisa de safra é que identificamos um aumento na produtividade média nacional do café, que será de 27,7 sacas por hectare, 4,8% maior em relação à safra anterior”, anuncia o presidente da Conab, Guilherme Ribeiro. “Esse ganho de rendimento nas lavouras ocorreu nas duas espécies cultivadas no país: arábica e conilon. A produtividade do café arábica foi de 22,5 scs/ha, com incremento de 2,7% em relação à safra de 2021, e a do café conilon de 46,8 scs/ha, 7,9% maior que a safra anterior”.

De acordo com o levantamento da Companhia, a produção também confirmou aumento nas duas espécies. O volume do tipo arábica é de 32,7 milhões de sacas, um acréscimo de 4,1% em comparação à safra anterior, enquanto a produção do conilon é de 18,1 milhões de sacas de café beneficiado, 11,7% a mais em relação à temporada passada.

O Boletim aponta ainda que as condições meteorológicas registradas entre maio e setembro de 2021 foram determinantes para o impacto na retomada do ciclo de alta bienalidade nesta safra. Minas Gerais colheu, nesta safra de bienalidade positiva, 22 milhões de sacas de café beneficiado, uma queda de 0,8% em relação à safra de 2021, justificada pela redução de produtividade, e 36,6% inferior ao volume colhido em 2020.

De acordo com o levantamento da Conab, a possibilidade de inversão da bienalidade do café arábica existe, porém, serão necessárias pelo menos mais duas safras para confirmar essa tendência.

No Espírito Santo, segundo maior produtor de café no país, a produção foi de 16,7 milhões de sacas. Para o conilon, o montante é de 12,4 milhões de sacas, incremento de 10,1% em relação à safra anterior. Para a espécie arábica, a produção foi de 4,4 milhões de sacas, 48,1% a mais que o volume colhido no último ciclo.

A pesquisa para os levantamentos de safra da Conab utiliza também os dados fornecidos pelos monitoramentos agrícola e agrometeorológico. “O monitoramento agrícola do café é feito a partir do mapeamento das áreas de cultivo, que auxilia na quantificação da área plantada, no acompanhamento da dinâmica de uso do solo e na análise das condições agrometeorológicas, desde o início do florescimento até a conclusão da colheita”, explica o superintendente substituto de Informações da Agropecuária, Rodrigo Souza.

“Já no monitoramento agrometeorológico, reunimos outros parâmetros que afetam a safra, como a precipitação acumulada, as temperaturas máxima e mínima e os seus desvios em relação à média histórica (anomalias), além das informações de campo”.

Nos demais estados, o levantamento da Companhia aponta uma produção colhida em São Paulo de 4,4 milhões de sacas da espécie arábica, representando crescimento de 9,4% em comparação ao resultado obtido em 2021.

Na Bahia, o crescimento concretizado foi de 3,9% na produção total, com 3,6 milhões de sacas em todo o estado, sendo 1,3 milhão de sacas de arábica e 2,3 milhões de sacas de conilon.

Em Rondônia, a produção alcançou 2,8 milhões de sacas de conilon, acréscimo de 23,7% em comparação à safra passada.

No Paraná, onde o cultivo é exclusivamente de café arábica, houve uma contração de 43,2% na produção do grão em relação à safra de 2021, com 497,9 mil sacas do produto beneficiado.

Os estados do Rio de Janeiro, Goiás e Mato Grosso também registram aumentos na produção, enquanto no Amazonas, apesar da redução de área, o aumento da produtividade manteve o volume do estado praticamente igual à safra passada, totalizando 75,3 mil sacas.

Mercado

O Brasil exportou cerca de 36,4 milhões de sacas de 60 kg de café no acumulado de janeiro a novembro de 2022, segundo dados disponibilizados pelo Ministério da Economia. Esse volume representa uma redução de 5,3% na comparação com igual período do ano passado, desempenho influenciado pela quebra da produção em 2021, limitação do potencial produtivo da safra 2022 e enfraquecimento do dólar em relação ao real no período.

Apesar da redução no volume comercializado, a valorização do café no mercado internacional contribuiu para que o Brasil exportasse cerca de US$ 8,4 bilhões no acumulado de janeiro a novembro de 2022, o que representa um aumento de 52,0% na comparação com o mesmo período de 2021.

“Em outubro e novembro de 2022 observamos reduções mais expressivas nas cotações do café, devido às recentes chuvas nas regiões produtoras e à preocupação com a demanda global, além da ampliação sazonal da oferta no Vietnã e na Colômbia, que também são grandes produtores de café”, informa o superintendente de Estudos de Mercado e Gestão da Oferta da Conab, Allan Silveira.

“Apesar do recuo das cotações neste último trimestre do ano, os preços seguem sustentados pela restrição dos estoques atuais e pelos problemas climáticos que limitam a produtividade dos cafezais nos países que competem com o Brasil”.

15/12/2022 0 Comentários
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Tecnologia

CNH Industrial revela 1º trator elétrico com recursos autônomos

Por redação 14/12/2022
Escrito por redação

CNH Industrial revela 1º trator elétrico com recursos autônomos Com emissão zero, protótipo representa a próxima etapa no plano de inovação da empresa

A CNH Industrial revelou o New Holland T4 Electric Power – o primeiro protótipo de trator elétrico do setor com recursos autônomos. A apresentação do modelo aconteceu no Tech Day, evento realizado em Phoenix, no Arizona (EUA), há poucos dias.

Um esforço concentrado de especialistas da empresa nos EUA (Burr Ridge e Detroit) e na Itália (Modena) conseguiu reduzir pela metade o tempo de desenvolvimento deste protótipo graças à colaboração do parceiro estratégico Monarch Tractor, especialista em soluções eletrificadas para agricultura, com sede na Califórnia (EUA). A experiência e os recursos da CNH Industrial, em conjunto com a tecnologia disruptiva da Monarch, tornaram possível este primeiro resultado a nível mundial.

Este marco de produto é o mais recente desenvolvimento em nosso plano estratégico de eletrificação. O protótipo de trator elétrico apresentado é da marca New Holland Agriculture, enquanto o modelo comercial também se estenderá à marca Case IH. Ela segue o lançamento do multi-premiado pacote de energia e-Source – um gerador externo para implementos agrícolas elétricos.

“O trator totalmente elétrico T4 Electric Power é a solução ideal para operações de menor potência. É adequado para atividades agrícolas mistas, gado, pomares e aplicações especiais. Sabemos que nossos clientes estão ansiosos para adotar esse tipo de produto, por isso faz todo o sentido para nós continuarmos nossa jornada de eletrificação agrícola com esta plataforma”, explica Marc Kermisch, Diretor-Geral Digital & de Informação da CNH Industrial.

Os detalhes precisos: potência, desempenho e precisão

O modelo elétrico a bateria de primeira geração pertence ao segmento de trator leve utilitário. A produção comercial deve começar no final de 2023 com uma oferta de produtos mais ampla vindo em seguida.

Potência do E-motor: Até 120 cv
Torque máximo: Até 440 Nm
Tração nas 4 rodas: Sim
Velocidade máxima: 40 km/h
Emissões Zero: Sempre

Dependendo do perfil de uso, o pacote de baterias do trator fornece até um dia inteiro de funcionamento. Leva apenas uma hora para atingir 100% de potência quando se utilizam sistemas de carga rápida comercialmente disponíveis. As tomadas elétricas do trator suportam as tarefas agrícolas diárias, tais como soldagem e perfuração. Ele também funciona como um gerador de energia de reserva para necessidades diárias ou de emergência. E fornece energia para implementos elétricos. Os tradicionais implementos mecânicos, hidráulicos e de tomada de força também podem ser usados.

Desempenho

Nos testes, o T4 Electric Power mostrou um desempenho excepcional em comparação com um trator diesel convencional. Sua excelente capacidade de resposta o torna mais “agressivo”, eficiente e proporciona maior controle de tração. Um deslocamento mais suave e mudanças de marcha tornam a condução ainda mais agradável. Também reduz os custos operacionais em até 90% graças à eliminação de custos de combustível (diesel) e taxas de manutenção associadas.

E é silencioso. O ruído é reduzido em até 90% e a vibração também é substancialmente atenuada. Isto respeita as rígidas normas municipais de ruído, permite o funcionamento noturno e melhora o bem-estar do gado, especialmente quando se trabalha dentro de áreas cobertas, como celeiros.

Precisão

O que faz deste trator uma novidade mundial são suas características autônomas e suas capacidades automatizadas. Juntas, essas tecnologias fornecem soluções líderes que apoiam operadores de todos os níveis de habilidade.

O T4 Electric Power possui sensores, câmeras e unidades de controle que permitem suas características avançadas autônomas e automatizadas. Os agricultores podem ativar remotamente o trator através de um aplicativo para smartphone. O modo Shadow Follow Me permite aos operadores sincronizar as máquinas para trabalharem juntas. Um sistema de percepção de 360 graus detecta e evita obstáculos.

A telemática e a orientação automática mantêm todas as funções sob controle para os operadores. O gerenciamento de frotas permite ao gerente da exploração agrícola atribuir tarefas a cada equipamento. O reconhecimento do implemento garante que o trator se conecte perfeitamente com o acessório necessário. E os serviços digitais permitem aos agricultores operar o trator de qualquer lugar, a qualquer momento, enquanto monitoram seu desempenho e nível de bateria.

A equipe de design global da CNH Industrial estilizou o modelo. O T4 Electric Power apresenta a cor Clean Blue da New Holland – também presente no novo T7 Methane Power GNL (Gás Natural Liquefeito) apresentado no Tech Day. Seu emblema de folha iluminado e suas luzes traseiras com assinatura marcam uma clara distinção da estética dos tratores diesel convencionais.

O T4 Electric Power junta-se aos tratores T7 Methane Power GNL e T6 Methane Power da New Holland para uma oferta de fontes alternativas que demonstra ainda mais o compromisso da CNH Industrial com o avanço sustentável da agricultura para os agricultores do mundo.

14/12/2022 0 Comentários
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Tecnologia

Descascadores podem reduzir desperdício de alimentos

Por redação 14/12/2022
Escrito por redação

Tomra Food: descascadores podem reduzir desperdício de alimentosAo descascar vegetais, muitas linhas de processamento desperdiçam grandes quantidades de alimentos – e receita potencial. Com máquinas de peeling modernas, no entanto, isso pode ser evitado, além de reduzir os custos de energia e o consumo de água. Eamonn Cullen, gerente de marketing Peeling da TOMRA Food, explica como.

O desperdício de alimentos é um desperdício financeiro, mas quando as linhas de processamento descascam vegetais, muitas vezes deixam grandes quantidades de matéria-prima serem jogadas fora. As perdas de alimentos podem chegar a 30% durante o descascamento mecânico e 20% com descascadores a vapor de baixa tecnologia – e grande parte dessa perda de receita é evitável.

Os processadores de vegetais podem mudar essa realidade. Em vez de ficar com máquinas de descascamento desatualizadas ou comprar descascadores de baixo custo e baixa eficiência, os processadores podem reduzir significativamente o desperdício investindo em tecnologias mais eficazes. Há quatro razões convincentes para fazer isso.

A versatilidade do descascador

A eficácia inigualável das soluções da TOMRA resulta do investimento contínuo significativo da empresa em pesquisa e desenvolvimento, uma cultura de inovação profundamente enraizada e décadas de experiência trabalhando em estreita colaboração com processadores para entender verdadeiramente seus desafios operacionais.

Mais de 500 descascadores a vapor da TOMRA estão atualmente em operação em todo o mundo. Aproximadamente dois terços desses, processam batatas e um terço processam outros vegetais – principalmente cenouras, como também beterraba, abóbora, couve-rábano, pastinaga, abóbora e aipo. Alguns processadores descascam todos esses produtos na mesma fábrica, às vezes na mesma linha. Isso é possível pela versatilidade dos classificadores e descascadores a vapor da TOMRA; por essas máquinas serem projetadas para serem fáceis de limpar, ajudando assim a evitar a contaminação cruzada; e pelos controles da máquina com menus que permitem aos operadores alternar facilmente de um tipo ou tamanho de vegetal para outro.

A versatilidade da máquina também é importante em linhas que processam apenas um tipo de vegetal porque as colheitas que saem do solo podem ser muito variáveis. Não é fácil alcançar uma qualidade consistente do produto quando os vegetais são irregulares em tamanho, forma e qualidade. Este desafio tornou-se mais difícil nos últimos anos por causa das mudanças climáticas: temperaturas sazonais antes previsíveis e chuvas agora são erráticas, afetando as colheitas. Isso torna ainda mais importante ter um descascador com flexibilidade de processamento – uma vantagem que deve ser projetada no módulo de pesagem de lote do descascador, vaso de pressão, sistema de exaustão de vapor e programa de controle.

14/12/2022 0 Comentários
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Manutenção

Inova inaugura o 1º Centro de Reforma da John Deere

Por redação 14/12/2022
Escrito por redação

Centro de Reforma é o primeiro da América Latina e começa a atender a linha amarela; Centro deve iniciar trabalhos de reformas de componentes de máquinas agrícolas em 2023

Inova inaugura o primeiro Centro de Reforma da John DeereBuscando elevar o atendimento aos clientes e trazer soluções mais sustentáveis e ágeis para o mercado, a Inova, rede de distribuição de máquinas da John Deere em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, lança o primeiro Centro de Reforma de Componentes (CRC) da marca na América Latina.

O novo espaço, localizado em Contagem (MG), conta com o investimento de mais de R$ 2 milhões e tem 515 m². Inaugurado no dia 12 de dezembro, o CRC atenderá inicialmente os componentes da linha amarela, voltados para as áreas de construção e mineração, mas para 2023 o espaço já estará apto para atender todo o portfólio da Inova, que inclui os setores de agronegócio e pavimentação.

Com o lançamento, a empresa pretende contribuir para que os produtos atinjam seu melhor desempenho. Os clientes estavam em constante busca por reduzir seus custos e por um atendimento mais ágil, para garantir um menor tempo da máquina parada e rentabilizar os investimentos.

“Muitas vezes era necessário realizar a troca completa de um componente, o que onerava bastante os custos totais de manutenção, além de aguardar a peça chegar. Agora com o Centro de Reforma, o tempo de reparação será reduzido em 25%, pois a equipe contará com ferramentas e mecanismos que vão possibilitar que o problema seja identificado de maneira mais rápida e precisa e teremos casos que chegaremos a 70% de redução no custo de reparação, mantendo a qualidade e garantia que a peça nova proporciona”, afirma o diretor de pós-venda da Inova, Eliel Bartels.

No momento em que o cliente percebe que o equipamento apresentou algum problema, ele entra em contato com a Inova, que envia um técnico no local para realizar um diagnóstico mais completo. E como um dos aliados da John Deere está o JDLink™, um sistema de telemetria que disponibiliza informações que podem ser analisados a partir do Operations Center.

Entre seus benefícios está o gerenciamento de dados, que anteveem problemas e otimizam a manutenção, reduzindo consideravelmente o tempo de máquina parada. No local, serão oferecidos serviços de desmontagem, inspeção, elaboração de relatórios técnicos, montagem e teste de performance para reparar os motores, eixos e transmissões das máquinas. Além disso, um diferencial será o incentivo a ações sustentáveis por meio da utilização de peças remanufaturas nos reparos.

Com a análise feita pelo CRC, o cliente poderá optar por uma peça totalmente nova ou retrabalhar o elemento que está danificado, restaurando o seu uso e tendo a garantia da Inova que a peça irá funcionar como uma nova. Isso permite que o cliente tenha gastos menores e que a quantidade de lixo emitida seja reduzida.

Para alcançar tal nível de atendimento, foram contratados 25 colaboradores externos e oferecidas mais de 300 horas de treinamento para que cada colaborador esteja apto para receber as novas demandas. O esperado, também, é que até o final de 2023 haja mais R$ 2 milhões investidos para o desenvolvimento do espaço.

“Não importa qual seja a falha, o CRC está preparado para solucioná-la. Inicialmente esperados uma recuperação média de 30 componentes por mês, possibilitando que os clientes tenham acesso a novos recursos e melhoria constante nos processos”, destaca diretor de pós-venda da Inova Máquinas, Eliel Bartels. Com o objetivo de elevar ainda mais o atendimento aos clientes e contribuir para que as máquinas tenham menos tempo de parada, o CRC aposta em modernização.

“No Centro de Reforma de Componentes da Inova haverá também toda a tecnologia conectada e suporte oferecido pela John Deere. A inovação está no DNA da companhia, por isso, há um investimento contínuo, a fim de garantir que os clientes possam alcançar melhores resultados, fornecendo meios para tornar os reparos mais inteligentes e sustentáveis”, afirma Thomas Spana, gerente de Vendas da Divisão de Construção da John Deere Brasil.

Clientes focam no pós-venda e menor tempo de máquina parada

Um dos principais desafios dos clientes é ter a máquina parada em campo, pois significa pausa na produção e nos ganhos. Para evitar essas situações, o pós-venda da John Deere conta com a inovação e a tecnologia para prever possíveis problemas nos equipamentos.

Hudson Oliveira, engenheiro mecânico da Salum Construções, reforça que a confiança na companhia é o diferencial no momento da compra e no pós-venda. “A assistência que temos é rápida, atenciosa e efetiva. Para o dia a dia nos ajuda muito, principalmente porque reduz o tempo de parada das máquinas, que é primordial em nossa área”.

A Salum Construções atua a quatro décadas no setor de mineração e já executou obras nos estados de Minas Gerais, Pará, Maranhão, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul. Já Pedro Fraga, gestor de manutenção corporativa da Tradimaq, empresa que opera em diversos segmentos como mineração e locação, possui frota mista e entende que um pósvenda assertivo apoia a operação dele e de seus clientes.

“O pós-venda é um ponto muito importante quando falamos no setor de locação. Os clientes estão cada vez mais exigentes em produtos robustos e de qualidade, nossa empresa busca sempre manter um padrão alto em qualidade, e encontramos isso nos equipamentos John Deere e pós-venda com a Inova”, afirma.

Lauro Lavino, proprietário da empresa Belo Pacheco, que é responsável por fazer beneficiamento de resíduos siderúrgicos, também possui frota mista, e destaca o pós-venda como algo que pode otimizar o dia a dia. “Por conta de um erro contínuo na operação de um de nossos funcionários, a Inova analisou e sugeriu ajustes que otimizaram a nossa produção”, reforça Lavino.

O Centro de Reforma de Componentes chega para reforçar a produtividade dos produtos e o ecossistema tecnológico da John Deere permitindo aos clientes acesso às soluções mais avançadas e entrega de confiabilidade e robustez.

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Notícias

Brasil terá primeiro metaverso setorial do agronegócio

Por redação 12/12/2022
Escrito por redação

Brasil Agriland proporcionará experiência imersiva em 10 cadeias produtivas do agronegócio

Brasil terá primeiro metaverso setorial do agronegócioUm ambiente tecnológico que proporciona uma experiência imersiva com conteúdos das principais cadeias produtivas do universo Agro, espaços de relacionamento, salas de reunião de negócio, auditórios e ativações de produtos somados ao lúdico e à interatividade do ambiente virtual. Esta será a experiência a ser proporcionada pelo primeiro metaverso setorial do agronegócio brasileiro, uma iniciativa do Brasil Agribusiness, hub de comunicação, conteúdo, negócios e entretenimento criado para conectar e posicionar o Agro do Brasil no mundo.

O Brasil Agriland, que entra no ar no mês de janeiro de 2023 e foi lançado durante o Fórum Planeta Campo, será o primeiro metaverso setorial do agronegócio com experiências imersivas em 10 cadeias produtivas, da produção ao consumo. Associações setoriais serão as anfitriãs do universo de sua respectiva cadeia produtiva para apresentar os conteúdos e principais temáticas que envolvem o segmento, proporcionando integração com o consumidor e experiência de compra de produtos.

As empresas poderão ter no metaverso espaços exclusivos e customizados para receber seus clientes, promover ações de relacionamento, realizar reuniões, palestras, conferências, lançamentos e exposição de produtos em experiências imersivas e lúdicas com uso de recursos de gamificação e entretenimento.

Ser um ambiente para negócios é também um dos atrativos do Brasil Agriland, que terá espaços exclusivos para engajamento entre empresas, produtores e brokers, proporcionando oportunidades e networking.

“O metaverso é uma plataforma digital inovadora que proporciona uma nova forma de comunicação mais interativa e dinâmica. A tecnologia, que é tão forte no agronegócio brasileiro, está no DNA da construção do Brasil Agriland, que proporcionará um novo tipo de experiência nesse universo disruptivo e versátil”, destaca o sócio do Brasil Agribusiness, Bruno Wegmann.

Ao entrar no Brasil Agriland, cada usuário poderá criar o seu avatar de forma personalizada. A movimentação dentro do metaverso é intuitiva e gamificada, estilo mundo aberto que permite andar livremente pelo espaço e interagir com conteúdos ou avatares de outras pessoas em um ecossistema interligado.

“O metaverso representa uma nova era para o agronegócio ao proporcionar uma experiência imersiva e realmente diferenciada para conectar por meio da tecnologia a produção ao consumidor, que é um dos objetivos do Brasil Agribusiness. É a inovação para um futuro cada vez mais sustentável e integrado”,  afirma a CEO do Brasil Agribusiness, Carla Tuccilio.

“O Brasil Agriland contemplará ainda, em fases seguintes, um espaço edutech – ‘Vila do Conhecimento’, em parceria com Universidades e Institutos de Pesquisa, voltado para o aprendizado e capacitação em ciências do agronegócio, além de um grande marketplace de produtos e serviços do Agro para comercialização e intermediação dentro do metaverso”, complementa Wegmann.

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Tecnologia

Trelleborg é eleita o “Melhor Pneu Agrícola” em premiação nacional

Por redação 12/12/2022
Escrito por redação

Multinacional recebe pela segunda vez no ano o Prêmio Visão Agro, que reconhece fornecedores e especialistas agrícolas que trabalham para melhorar a agricultura por meio da inovação

Trelleborg é eleita o "Melhor Pneu Agrícola" em premiação nacionalA Trelleborg recebeu o prêmio de “Melhor Pneu Agrícola” na cerimônia do Prêmio Visão Agro Brasil, por seu papel no apoio à indústria agrícola local em todo o país. A cerimônia de premiação foi realizada no dia 8 de dezembro de 2022, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. O reconhecimento acontece apenas seis meses após a conquista do prêmio de “Melhor Pneu Agrícola” na edição Visão Agro Centro-Sul, em julho de 2022.

Mais uma vez, este prêmio reconhece a excelência das soluções avançadas de pneus e rodas da Trelleborg, que são projetadas para aumentar a produtividade agrícola enquanto protegem o meio ambiente e atendem até mesmo as culturas mais exigentes, incluindo o importante mercado nacional sucroenergético.

Fabio Metidieri, diretor de vendas agrícolas da Trelleborg Wheel Systems para América Latina, representou a multinacional no evento da 19ª edição da premiação. “Estamos muito orgulhosos de estarmos aqui novamente hoje, pois isso prova o reconhecimento da eficácia de pesquisa e inovação por trás de nossos melhores pneus agrícolas. Como parte do nosso DNA, nossas soluções de pneus Trelleborg ajudam a melhorar a agricultura por meio da inovação, bem como nossa experiência em pneus em todo o Brasil. É com este objetivo que estamos comprometidos nos próximos anos”.

Criado em 2003, o Prêmio Visão Agro visa anualmente reconhecer os fornecedores que se destacam nas áreas de transformação e produção do agronegócio em todo o país. O evento é realizado na cidade de Ribeirão Preto (SP), reconhecida internacionalmente como a capital do agronegócio no Brasil.

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NotíciasManutenção

Filtros de ar e hidráulicos: essenciais para evitar a entrada de impurezas

Por redação 06/12/2022
Escrito por redação

Filtros de ar e hidráulicos são essenciais para evitar a entrada de poeira e impurezas nos equipamentos agrícolas

Filtros de ar e hidráulicos: essenciais para evitar a entrada de impurezas por Gustavo Paes – A tecnologia das máquinas agrícolas vem evoluindo visando sempre a melhoria da performance na produção e também na economia de custos por parte do agricultor. Um dos mecanismos criados para a busca dessa performance de excelência são os filtros de ar e hidráulicos – que requerem uma atenção especial por parte do proprietário do maquinário agrícola. Esses equipamentos são verdadeiras “barreiras” contra a contaminação a ser absorvida pelos equipamentos agrícolas, retendo poeira, impurezas e outros contaminantes.

“Com a modernização dos equipamentos fabricados para operar no campo e, consequentemente, o aumento da performance das máquinas no campo, ampliou-se a necessidade de filtros de ar mais eficientes no que diz respeito à retenção de partículas”, comenta Marcos Azambuja, gerente de contas e suporte técnico da Cummins Filtros.

De acordo com ele, “o mesmo ocorre com os filtros hidráulicos, fundamentais para remoção das impurezas indesejadas ao impedir a degradação e a contaminação do fluido hidráulico, responsável pelos movimentos mecânicos de alto esforço nas máquinas agrícolas”.

Nessa mesma linha, especialistas da Mahle citam outros benefícios dos filtros para as máquinas agrícolas. Segundo Rosangela Leal Simões, especialista em filtros, e Eduardo Fischer, responsável pelo departamento de assistência técnica, a prevenção de danos ao motor é a principal função dos equipamentos, já que o custo de manutenção é alto.

“O uso de bons filtros auxilia na prevenção de danos que podem ser causados no motor. Quando o filtro do ar é de má qualidade, por exemplo, partículas abrasivas podem ingressar dentro do motor e danificar as partes metálicas móveis. Filtros de ar saturados, ou seja, com restrição de passagem de ar podem causar também o aumento do consumo de combustível e aumento da poluição emitida pelo motor. Já para o sistema hidráulico, se não forem utilizados filtros de boa qualidade, poderá prejudicar o bom funcionamento do equipamento e comprometer a sua vida útil”, explicam.

Com o rápido aumento da tecnologia embarcada nas máquinas agrícolas, tanto os motores quanto os sistemas hidráulicos trabalham com pressões e temperaturas de trabalho cada vez mais elevadas, dispositivos precisos e com folgas microscópicas que exigem alto nível de proteção contra contaminantes que diminuem a vida útil e prejudicam a produtividade. Para Sidnei Araújo, consultor de vendas técnicas da Mann-Filter, um sistema de filtragem eficaz deve respeitar a todas as normas impostas pelas grandes montadoras de máquinas agrícolas, para garantir a produtividade e o desempenho esperados pelos usuários finais.

O equipamento, segundo destaca o gerente de vendas da Newtec, Celso Ramos, precisa ser constituído de bons filtros, para evitar a parada da máquina fora de hora pela contaminação no óleo hidráulico e pelo desgaste prematuro de componentes. 

Por sua vez, Paulo Nascimento, diretor e gerente de vendas da UFI Filters do Brasil, ressalta que cada tipo de produto hidráulico requer uma classe de limpeza do óleo, sendo que a utilização dos filtros com eficiência de filtração abaixo do especificado faz com que essa classe não atinja o requisito do produto e, consequentemente, os equipamentos.

O código de níveis de contaminação da norma ISO 4406 consiste em três números de escala: 1º/2º/3º, que diferenciam a dimensão e a propagação das partículas. A primeira escala representa o número de partículas maiores ou iguais a 4 micrômetros por ml. A segunda escala, o número de partículas maiores ou iguais a 6 micrômetros por ml, e, a terceira escala, o número de partículas maiores ou iguais a 14 micrômetros por ml.

Manutenção é necessária

A falta de manutenção adequada pode provocar alguns problemas, mas o principal é o dano ao equipamento de uma forma geral. “O filtro de ar não substituído vai impactar na saturação deste componente, impossibilitando o processo correto de filtração e admissão de ar necessária para o motor, que ainda pode ter a sua temperatura elevada, exigindo mais de todo o sistema. Como consequência, pode elevar o consumo de combustível do motor e até mesmo impactar nas questões de emissões, aumentando o volume de fumaça preta e poluentes na atmosfera”, explica Azambuja.

Usar produtos de qualidade e procedência, respeitando os períodos de troca especificados pelo fabricante do veículo, pode ser uma das soluções, de acordo com os especialistas da Mahle. “O filtro de ar não deve ser limpo de nenhuma forma, seja com jatos de ar comprimido ou máquinas de limpeza, nem reutilizado. Essa prática pode ocasionar ‘furos’ no produto que não são perceptíveis a olho nu, mas que pode ocasionar grandes problemas para o motor. Sempre se recomenda a substituição”, reforçam.

Neste aspecto, Paulo Nascimento diz que as ocorrências mais comuns são o desgaste prematuro de componentes ou falhas na execução de procedimentos do equipamento provocando parada inesperada. “O importante é a troca sempre no tempo determinado pelo fabricante, ou quando o sistema tiver dispositivos que informem a troca, evitando o colapso do elemento, o que pode contaminar todo o sistema”, completa Ramos, da Newtec.

Para Araújo, a princípio, deve-se observar se a marca do filtro escolhido está presente como “genuíno”, nas grandes montadoras, pois este é um bom indicativo de que o produto atende às normas de proteção e aos padrões mínimos de qualidade exigidos. “Opções mais baratas podem ser perigosas e até mesmo comprometer a médio e longo prazos a vida útil do equipamento, gerando custos de manutenção e grandes prejuízos”, diz.

Uma questão polêmica relacionada à manutenção é a limpeza dos filtros. Segundo Roberto Silva, gerente de desenvolvimento de mercado da Parker Hannifin, a prática, que promete reduzir custos, na verdade tem mais desvantagens do que vantagem. Isso porque causa a perda da garantia do produto, falta do controle do progresso, falhas no processo e possibilidade de limpeza superficial.

“Limpeza de filtros do ar são muito discutidas. Trata-se de uma prática controversa nos departamentos de manutenção das empresas. Isso porque estamos falando de um item com alto valor agregado de troca, em que os departamentos de manutenção são cobrados por uma ação de redução de custos tendo em vista que o trabalho de equipamentos em regiões com alto índice de contaminação reduz a vida do elemento filtrante drasticamente, levando a trocas constantes”, indica Silva.

Evolução dos filtrantes

Os meios filtrantes cada vez mais proporcionam uma melhor filtragem, com capacidade de retenção cada vez maior, permitindo uma melhor limpeza do óleo. “Os meios filtrantes, com alta capacidade de retenção de partículas, ajudam na proteção de componentes e reduzem o desgaste do próprio óleo. Cada vez mais os fabricantes vêm aprimorando o processo e, desta maneira, aumentando a capacidade de retenção e reduzindo o tempo de troca e de parada de máquina”, diz o gerente de vendas da Newtec, Celso Ramos.

No caso da Mann-Filter, Araújo diz que muitas tecnologias foram desenvolvidas recentemente e estão à disposição, como filtro de óleo centrífugo, que através de rotores centrífugos em seu interior, consegue retirar do lubrificante partículas extremamente pequenas, garantindo uma filtragem de óleo eficaz. Além disso, também existem filtros de combustível separadores de água, que através de adaptações em linhas de sucção de combustível, oferecem uma melhor pré-filtragem no combustível, evitando a passagem de partículas maiores e de água, protegendo assim as bombas de combustível.

“Estamos desenvolvendo modelos do Senzit que monitoram, além do desempenho dos filtros de ar, o desempenho de filtros hidráulicos, combustível e lubrificante. Essa inovação, com certeza, vai revolucionar e auxiliar em muito os técnicos de manutenção preventiva e preditiva, garantindo por completo o bom desempenho dos equipamentos móveis e industriais”, diz Araújo.

As matérias-primas também evoluíram muito nos últimos anos, segundo os especialistas da Mahle. Sendo assim, a média filtrante, o maior impacto na construção do elemento, respeita a norma solicitada pelo fabricante, o que pode levar ao uso com segurança do produto. Em alguns projetos, para veículos com rodagem em condições severas, é incluído um pré-filtro. Dessa forma, as partículas mais pesadas são eliminadas de forma imediata, aumentando a vida útil do filtro.

No caso dos filtros hidráulicos houve uma evolução muito grande em relação aos meios filtrantes sintéticos, indica Azambuja. Atualmente é possível fazer uma filtração dos componentes indesejados, com um nível de eficiência muito mais elevado do que alguns anos atrás e, além disso, houve melhoras em termos da estrutura desses filtros. Eles estão mais robustos, com menor risco de falha ou dano que gere uma exposição de contaminantes. 

“Para os seus filtros de ar, a Cummins desenvolveu um elemento filtrante que contém nanofibras para fornecer a proteção adequada aos motores. Denominada NanoForce, trata-se de uma alternativa de filtragem de ar mais avançada para equipamentos pesados movidos a diesel, operando com 99,99% de eficiência. Como resultado, maior proteção para os motores aliada a menor interrupção para manutenção e baixo custo da operação”, explica.

Um dos principais exemplos de inovação vindo da Parker é o desenvolvimento de um meio filtrante, uma estrutura semelhante a uma rede composta de diâmetro submicrônico, fibras ligadas à mídia de celulose. “Outra inovação é a utilização do equipamento de monitoramento de saturação do filtro de ar, que monitora em substituição do indicador de restrição e pode ser aplicado em máquinas e equipamentos com trabalho extrapesados em ambientes agressivos de contaminação, como usinas de cana e mineradoras”, explica Roberto Silva, da Parker. O equipamento está em teste no instituto de tecnologia em São José dos Campos e, em breve, deve estar em teste de campo.

O que reserva o futuro

A projeção para esse mercado é de crescimento, tendo em vista que cada vez mais os equipamentos demandam produtos que elevem sua vida útil. Assim como a produtividade na agricultura é cada vez mais importante e, com isso, os sistemas hidráulicos estão sendo mais exigidos e mais precisos. Isso significa que a filtração do óleo hidráulico passa a ter uma importância maior para reduzir o desgaste dos produtos hidráulicos e paradas para manutenção. 

Simões e Fischer sustentam que “a conscientização da boa aplicação e a busca por atender à norma serão cada dia mais presentes nas trocas e o aplicador/mecânico possuem muita importância neste processo. A Mahle, como fabricante de peças de motores, entende a importância de trabalhar com produtos de qualidade, bem como fabricar filtros que atendam a demanda do projeto”.

Para Araújo, da Mann-Filter, os sistemas de filtragem nunca ficarão obsoletos. Além da filtragem para equipamentos móveis e industriais, a empresa também dispõe da tecnologia Hepa, que equipam dispositivos que filtram o ar de ambientes fechados e abertos, eliminando poluentes, vírus e bactérias, oferecendo proteção para o ser humano. “Essa tecnologia tem se destacado muito neste período de pandemia e doenças respiratórias”, conclui.

06/12/2022 0 Comentários
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Opinião

Uma busca contínua pela modernização do crédito no agro

Por redação 05/12/2022
Escrito por redação

Uma busca contínua pela modernização do crédito no agropor Luiz Tângari* – Ainda existe uma necessidade latente pela modernização em todo o processo de fornecimento de crédito para o agro. Isso apesar de o agronegócio ser a força motriz da economia nacional.

Se olharmos para a história, a primeira oficialização da prática no agronegócio surgiu em 1937 com a “Lei do Penhor Rural” (Lei 492/37), onde em troca do crédito o produtor sujeitava a sua cultura ou seus animais ao pagamento de suas dívidas. A Lei do Crédito Rural só foi existir em 1965 (Lei 4.829) e somente em 1967 a primeira cédula de crédito rural foi emitida.

Foram trinta anos de espaço entre uma prática e outra, e este segundo momento do crédito no agronegócio, onde cédulas de crédito rural tinham taxa de juros previstas de 15% ao ano, acompanhava a modernização da agricultura com a introdução de maquinários e fertilizantes na lavoura.

Na década de 1980, marcada pela hiperinflação nacional, o crédito rural chegava ao campo através do gerente do banco, cujas práticas nem sempre eram as mesmas para todos os clientes, enquanto o governo já não apresentava mais tanto dinheiro para subsidiar o agronegócio. A taxa de juros, antes fixa aos 15% ao ano, agora era híbrida de 3% ao ano + correção monetária. Foi neste momento em que as Tradings começaram a encontrar espaço no mercado e passaram a financiar contratos de troca diretamente com o produtor rural.

As décadas seguintes apresentaram importantes marcos para o financiamento agropecuário privado, com a Lei da Criação da Cédula de Produto Rural (CPR) em 1994, e em 2004 com os novos títulos do Agronegócio (CDA/WA, CDCA, CRA e LCA), uma sinalização do governo de que ele estava se retirando um pouco mais do setor, mas amparando o crédito privado.

Nos últimos vinte anos o Agro se tornou ainda mais Tech, assim como o sistema bancário nacional – o pix chegou em 2020 para colocar o país como o 5º do mundo com mais transações financeiras em tempo real (ACI Worldwide, 2022) – mas a realidade do crédito para o produtor rural caminha a passos lentos nessa modernização.

O crédito rural é o grande desafio do agronegócio nos próximos anos, especialmente quando olhamos para taxas como a Selic, que retornou aos dois dígitos e oneram os produtores rurais. Além disso, existe a necessidade de um crédito mais ágil, tempestivo e oportuno ao produtor.

Tecnologia nós temos! Em 2023 a movimentação a favor do crédito ágil precisa sair do modo “analógico”, onde pilhas de documentos registrados em cartório precisam ser analisadas pelo banco e podem levar entre 15 e 100 dias para sua concretização. A natureza não espera, o produtor não suporta.

Por meio da engenharia de dados, lançando mão da Internet das coisas, big data, inteligência artificial e blockchain, é possível desburocratizar e agilizar a tomada de crédito do produtor rural, com a segurança, transparência e a velocidade necessária para quem fornece o crédito e para quem o toma.

O processo de digitalização tem como principal objetivo transformar o crédito rural brasileiro em algo rápido, eficiente, seguro e barato. Não podemos virar as costas para essa necessidade tão inerente do setor responsável por mais de um quarto do PIB nacional. As agrifintechs se instalaram no setor para ajudar a fomentar essa nova realidade.

É importante que o produtor tenha mais transparência em como ele está sendo visto pelas instituições financeiras nos aspectos fiscais, ambientais, sociais, compliance e jurídico, com a possibilidade de contestar análises e até mesmo se adequar naqueles parâmetros que encarecem ou barateiam seu perfil de crédito. Da mesma forma, o credor precisa ter a segurança de uma análise robusta e confiável, que possibilite a prática de taxas de juros mais justas e individualizadas, de acordo com o perfil de quem o busca.

O agro, junto com a tecnologia, não pára, e o crédito para o agro precisa urgentemente se integrar à essa realidade.

*Luiz Tângari, cofundador e CEO da Tarken
05/12/2022 0 Comentários
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Notícias

Venda de máquinas sobe 18,5% no mercado doméstico

Por redação 02/12/2022
Escrito por redação

Dados foram divulgados nesta sexta-feira (2) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave)

Venda de máquinas sobe 18,5% no mercado domésticoA venda de máquinas e implementos agrícolas no mercado interno cresceu 9,36% em outubro na comparação com igual mês do ano passado, apontam dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), divulgados nesta sexta-feira (2). Em relação a setembro, a alta foi de 2,83%. Já no acumulado dos dez primeiros meses do ano, o avanço é de 18,52%.

Segundo o presidente da entidade, José Maurício Andreta Júnior, o desempenho no mês de outubro manteve o segmento com crescimento superior a 18,5% no ano, no acumulado dos dez primeiros meses de 2022. “Os números de outubro ficaram acima da média mensal do ano. Este é um dos segmentos que deve encerrar 2022 com alta de dois dígitos em relação a 2021.”

A Fenabrave esclarece que por não serem emplacados, tratores e máquinas agrícolas apresentam dados com um mês de defasagem, pois dependem de levantamentos junto aos fabricantes.

Fonte: Datagro
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Tecnologia

CNH Industrial inaugura seu primeiro simulador de máquinas

Por redação 02/12/2022
Escrito por redação

Referência mundial de excelência em eletrificação e automação, centro de P&D de Modena, na Itália, foi escolhido para receber a novidade

CNH Industrial inaugura seu primeiro simulador de máquinasA CNH Industrial inaugurou o primeiro Simulador Dinâmico de máquinas agrícolas em Modena, na Itália. O Centro de P&D de San Matteo abriga a primeira aplicação mundial dessa tecnologia no setor agrícola, anteriormente usada apenas na indústria automotiva. Além disso, esse simulador flexível também pode testar virtualmente os equipamentos de construção da CNH Industrial.

A cerimônia da inauguração contou com a presença de Stefano Bonaccini, presidente da Região Emilia-Romagna, Vincenzo Colla, Conselheiro Regional para o desenvolvimento econômico, economia verde, emprego e formação, e Ludovica Carla Ferrari, Conselheira da Cidade de Modena para cidades inteligentes, políticas econômicas, turismo e serviços demográficos. Eles foram acompanhados por Carlo Alberto Sisto, presidente da CNH Industrial para a Europa, Oriente Médio e África (EMEA, em inglês) e Carlo Lambro, CEO da CNH Industrial na Itália e presidente global da marca New Holland Agriculture.

Projetado e construído pela equipe de engenheiros com sede em San Matteo, o Simulador Dinâmico é o resultado de um projeto de um ano e representa um investimento significativo em tecnologia e inovação. Isso se soma à criação de 150 novos postos de empregos desde o início do ano, 120 deles para engenheiros recrutados para trabalhar nas principais áreas de foco do Centro de P&D. Eles são acompanhados por recém-formados, para os quais a CNH Industrial oferece excelentes perspectivas de carreira – graças também às suas parcerias com as principais universidades técnicas da Itália e da Europa.

“O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de San Matteo é uma instalação de última geração, um centro de excelência para a engenharia e o desenvolvimento tecnológico de nossos tratores em todo o mundo. Os investimentos significativos da CNH Industrial reforçam ainda mais as pesquisas, tanto nas áreas mais tradicionais da engenharia mecânica e elétrica, quanto na eletrificação. E verá San Matteo se tornar o principal centro europeu de eletrificação da empresa”, disse Sisto. Na Itália, a empresa possui quatro fábricas e três centros de P&D, empregando cerca de 4.500 pessoas.

Em agosto, o Ministério do Desenvolvimento Econômico italiano assinou um acordo de inovação que premiou o local com € 39,4 milhões, dos quais € 7,9 milhões foram destinados ao desenvolvimento de tecnologia híbrida-elétrica para tratores. Isso confirma ainda mais a contribuição significativa do Centro de P&D para o futuro da eletrificação.

O simulador virtual está incluído na estrutura geral desse investimento, pois facilita a melhoria de desempenho com tecnologia sustentável – conforme previsto no plano estratégico Breaking New Ground da CNH Industrial.

Simulador dinâmico de máquinas

Em termos práticos, o Simulador Dinâmico de máquinas agrícolas verifica o comportamento dinâmico do equipamento – um trator nessa versão inicial – antes de entrar em produção. Ele pode prever problemas potenciais e resolvê-los antes que eles ocorram, mesmo antes que a máquina entre em serviço.

“O Simulador Dinâmico faz parte da atividade de teste virtual da CNH Industrial. Isso marca uma revolução em nossa indústria, onde a tecnologia pode realmente fazer a diferença no desenvolvimento de produtos cada vez mais sustentáveis, avançados e seguros”, afirmou Carlo Lambro, CEO da CNH Industrial na Itália e presidente global da marca New Holland Agriculture.

O simulador apresenta benefícios reais para a CNH Industrial, para clientes da empresa e para a comunidade local, incluindo custos de desenvolvimento mais baixos, menor tempo de lançamento no mercado e produtos que apresentam a tecnologia mais recente – cada vez mais focados na redução das emissões de carbono para melhorar a sustentabilidade de toda a indústria.

Além disso, a simulação permite o design “man-in-the-loop” – os designers podem interagir com os vários controles e descobrir como o equipamento responde desde o início do processo de design.

O Simulador Dinâmico completa o conjunto principal de habilidades e ferramentas desenvolvidas pela equipe de simulação virtual da CNH Industrial. Nos últimos 10 anos, eles produziram um ambiente de simulação virtual integrado que pode testar as principais funções de toda a linha de produtos da empresa – produzindo, na verdade, “gêmeos digitais”. Para apoiar essa estratégia, a CNH Industrial aumentou cinco vezes sua infraestrutura de HPC (High Performance Computing) neste ano.

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