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Notícias

COP-27: governo recebe documento com posição do agro

Por redação 19/10/2022
Escrito por redação

Presidente da CNA, João Martins, recebeu os ministros Marcos Montes (Agricultura), Joaquim Leite (Meio Ambiente) e Carlos França (Relações Exteriores) na terça (18)

CNA entrega ao governo posicionamento do agro para a COP-27

O  presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, entregou ao governo federal, nesta terça (18), o posicionamento do agro brasileiro que será levado à 27ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-27).

A entrega foi feita aos ministros Joaquim Leite (Meio Ambiente), Marcos Montes (Agricultura) e Carlos França (Relações Exteriores) durante o evento “Agropecuária Brasileira no Acordo de Paris”, encontro de preparação para a COP-27, que acontece de 6 a 18 de novembro em Sharm el-Sheikh, no Egito.

TV MIA: Saiba quais são os EPis utilizados na operação do trator

O documento da CNA foi construído a partir de uma sistematização criteriosa dos posicionamentos da base de produtores rurais, das Federações estaduais de agricultura e pecuária, dos sindicatos rurais, e representa uma contribuição da agropecuária brasileira para os negociadores da COP.

No discurso de abertura, João Martins destacou que os 5 milhões de proprietários rurais brasileiros estão “prontos a desempenhar seu papel dentro das ambiciosas contribuições nacionalmente determinadas, propostas pelo Brasil junto ao Acordo de Paris”.

Ele lembrou que o setor agropecuário brasileiro, baseado em um modelo de desenvolvimento sustentável, investiu “pesadamente em uma atividade menos emissora de gases de efeito estufa”, além de ter apostado em na preservação de seu maior patrimônio natural, que são a vegetação nativa e a biodiversidade.

O presidente da CNA citou que o setor é referência na promoção da adaptação e mitigação da agropecuária no trópico e que não abriu mão da reponsabilidade de preservar suas florestas, cumprindo as exigências do Código Florestal. “Tal cenário proporcionou um elevado grau de resiliência produtiva sem abrir mão da responsabilidade de garantir a segurança alimentar e energética do mundo”.

“No documento, reafirmamos o compromisso dos produtores rurais brasileiros com a sustentabilidade, oferecendo, não só comida e energia limpa, mas também soluções de descarbonização compatíveis com a necessidade da retomada do crescimento econômico com menos emissões”, destacou.

Ainda segundo o presidente da CNA, mesmo com alguns países regredindo no cumprimento das metas de redução de emissões em função da busca pela segurança alimentar e energética, o Brasil não recuou em suas obrigações.

“Pelo contrário. Ampliamos nossa produção e produtividade de forma sustentável. Esse cenário coloca o país como grande provedor de soluções ambientais e climáticas”, disse o presidente da CNA e finalizou o discurso reiterando a confiança nos negociadores brasileiros.

Para o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, o setor agropecuário brasileiro mostra que é cada vez mais sustentável quando bate recordes de produção e exportação. “O Brasil tem o agro convencional mais regenerativo do mundo. Ele é parte da solução nessa nova economia verde”.

Já Marcos Montes, ministro da Agricultura, afirmou que “a COP-27 vai ter complexa de missão de falar sobre a redução de gases de efeito estufa e também da segurança alimentar”. “Estamos produzindo de maneira sustentável e mostrando que sustentabilidade não é apenas na parte ambiental, mas também econômica e social”.

O ministro das Relações Exteriores, Carlos Alberto Franco França, afirmou que “o Brasil, quando exporta alimento, exporta tecnologia. E no tema ambiental, o Brasil faz parte da solução”. Ele avaliou que, neste sentido, o agro brasileiro tem condições de ampliar sua competitividade em um contexto de regras ambientais rígidas.

Os presidentes das Federações da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner, Rio Grande do Sul (Farsul), Gedeão Pereira, Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo, e Amazonas (Faea), Muni Lourenço, participaram do evento.

Documento

O coordenador de Sustentabilidade da CNA, Nelson Ananias, apresentou os principais pontos do documento que será levado à COP-27.

A Confederação destacou cinco temas relevantes no posicionamento entregue ao governo e avaliou que a COP-27 “ocorre em um momento de particular relevância para a implementação do Acordo de Paris, em meio aos impactos gerados pela guerra entre a Rússia e a Ucrânia” e em um mundo que ainda convive com os impactos da pandemia.

De acordo com a CNA, o conflito intensifica a crise energética acenando com a retomada de fontes fósseis de energia e ampliando a insegurança alimentar, que atinge 928 milhões de pessoas de acordo com dados da Organização para Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (FAO).

Nesse contexto, o documento elaborado pela CNA diz que a COP-27 tem a “complexa missão de impulsionar a adoção das medidas que permitam reduzir emissões de gases de efeito estufa (GEEs), alinhadas com os desafios e necessidades de cada país ilustrados por suas contribuições nacionalmente determinadas (NDC), e favorecer medidas de adaptação que permitam com que cada país reduza impactos dos extremos climáticos”.

Veja os cinco pontos e o que a CNA propõe no documento para cada um deles

Nova meta quantificada de financiamento climático – Para a nova meta quantificada de financiamento climático, a CNA propõe assegurar aumento dos recursos provenientes dos países desenvolvidos, como previsto no Acordo de Paris, ampliar o financiamento para práticas, tecnologias e projetos de adaptação, visando reduzir impactos do aquecimento global e fortalecimento da segurança alimentar global.

Além disso, propõe o estímulo aos instrumentos de financiamento inovadores, como Pagamentos por Serviços Ambientais, emissão de títulos atrelados a critérios de redução de emissões, como a CPR Verde, e recursos de financiamento para apoiar a conservação e restauração da vegetação nativa, bem como na implantação do Plano ABC+.

Mecanismos focados em adaptação – A segunda proposição do documento diz respeito aos mecanismos focados em adaptação, que surgem como resposta às questões não só climáticas, mas de segurança alimentar e energética.

Para a CNA, adaptação e a resiliência são temas centrais da agenda climática. A agricultura é extremamente impactada pela incidência de eventos climáticos extremos e sofre impactos que prejudicam a produção e a disponibilidade de alimentos.

Adoção do plano de ação para agricultura, resultado das negociações de Koronívia – A Confederação entende que é fundamental a formalização e criação do Comitê de Koronívia com o objetivo de intensificar ações no setor agrícola.

Os resultados do Grupo de Koronívia permitem o fortalecimento das proposições do Brasil nas decisões do Acordo de Paris, evidenciando o papel da agropecuária como parte da solução para o enfrentamento do aquecimento global.

Operacionalização dos mecanismos de mercado de carbono – A CNA destaca a necessidade em evoluir no entendimento das Partes sobre como operacionalizar os mecanismos de mercado de carbono e recomenda, aos negociadores brasileiros, atenção especial em relação à qualificação dos créditos de carbono negociáveis entre os países e as regras de aplicação do mercado global.

A Confederação entende como fundamental estimular o desenvolvimento de projetos que gerem reduções e estoques de carbono e que gerem créditos de carbono que sejam aceitos no mercado regular.

Recomendações de ordem geral aos negociadores brasileiros – A COP-27 é o local para consolidar os compromissos das Partes diante da efetiva implementação de ações. É essencial fortalecer a visão de que incentivar tecnologias e inovação como o caminho necessário para viabilizar produção de alimentos, energia, fibras e biomassas, reduzir emissões, promover adaptação e o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

“A CNA, representando os 5 milhões de produtores rurais brasileiros, está comprometida com a implementação de ações que contribuam a segurança alimentar e a agropecuária de baixo carbono”. E diante disso espera que a COP-27 “avance com decisões que permitam operacionalizar financiamento climático, adaptação, mercado de carbono e outras agendas essenciais para viabilizar uma economia de baixa emissão de carbono”. Assista ao evento aqui.

19/10/2022 0 Comentários
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Notícias

Ministro defende autocontrole na fiscalização do agro

Por redação 19/10/2022
Escrito por redação
Marcos Montes e presidente da FPA, deputado Sérgio Souza, explicam que proposta não flexibiliza análise da sanidade dos alimentos

Ministro defende autocontrole na fiscalização agropecuáriaDurante reunião da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), nesta terça-feira (18), o ministro da Agricultura, Marcos Montes, concordou com os membros da bancada ao defender a aprovação, no Plenário do Senado Federal, do projeto de lei (1293/2021), que dispõe sobre o Autocontrole na fiscalização das atividades agropecuárias. O vice-presidente da FPA no Senado, senador Zequinha Marinho (PL-PA), lamenta a demora na análise da proposta na Casa.

“A dificuldade da aprovação na Comissão de Meio Ambiente tem travado a pauta, o que é muito ruim. O Brasil precisa gerar empregos e oportunidades para a sociedade”, completou o senador.

Aprovado em junho, na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária da Câmara dos Deputados, o projeto estabelece a fiscalização agropecuária por autocontrole. Na prática, a proposta amplia a transparência dos processos de produção e do cumprimento das normas sanitárias.

Presidente da FPA, o deputado Sérgio Souza (MDB-PR) reforçou que o projeto não flexibiliza a análise da sanidade dos alimentos, mas sim, assegura a qualidade dos produtos para o consumidor e permite maior dinamismo e liberdade às atividades econômicas agropecuárias. “O PL dá mais agilidade na hora de fazer a análise”.

O ministro Marcos Montes vê a proposta como modernização para o setor agropecuário. “O Autocontrole está longe de flexibilizar os procedimentos, pelo contrário, otimiza a força de trabalho dos auditores fiscais agropecuários para atividades estratégicas e que apresentam maior risco,” reforçou.

“Fizemos, junto com o Ministério da Agricultura e a ex-ministra Tereza Cristina, o possível e o impossível para colocar o agro na posição de sucesso que se encontra hoje, portanto, é necessário aprovarmos esse projeto ainda este ano,” disse Marcos Montes.

A intenção com o projeto de lei sobre Autocontrole na fiscalização agropecuária é fazer com que os órgãos públicos, com a função de polícia administrativa sanitária, passem a atuar de forma mais “inteligente”, com base em fatores de risco, para atingir índices de maior eficiência no desempenho das suas atribuições para o benefício de toda sociedade.

Secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, José Guilherme Leal, disse que com a aprovação do Projeto de Lei, as auditorias serão ainda mais eficientes, o que dará mais garantias ao consumidor. Na visão dele, o aperfeiçoamento do Autocontrole vai trazer melhorias nas inspeções em todo o país.

“Nós estamos prontos para regulamentar o Autocontrole, assim que for aprovado. Tenho a convicção técnica de que o projeto é bom e terá reflexo positivos no setor privado e na nossa sociedade”, explicou.

Integrante da FPA, e relator do projeto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, o deputado Pedro Lupion (PP-PR) ressaltou que é “urgentíssimo” e muito necessário aprovar o Autocontrole. “O autocontrole significa expandirmos o agro e desburocratizar o setor. Não existe nenhuma possibilidade de o Autocontrole pular etapas, é apenas agilizar o processo com menos burocracia.”

O deputado Alceu Moreira (MDB-RS) também citou a importância do projeto do Autocontrole e enfatizou a forte representatividade da bancada do agro para o país. “Vencemos diversos obstáculos nos últimos quatro anos e o Brasil é o único país em condições de superar a insegurança alimentar mundial e vamos vencer mais batalhas na próxima legislatura,” finalizou.

Orçamento

Ainda durante a reunião-almoço da bancada, o deputado Sérgio Souza defendeu a importância de votar, na Comissão Mista de Orçamento (CMO), o relatório do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO – PLN 5/22), que determina as metas e prioridades para os gastos públicos do ano que vem.

“O orçamento já está no parlamento e precisamos alocar dentro da proposta os recursos necessários para o Plano Safra, como também para o seguro rural e, principalmente, para desenvolvimento da agricultura familiar deste país.”

Fonte: Datagro
19/10/2022 0 Comentários
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Notícias

Dicas para diminuir os custos de produção em 2023

Por redação 19/10/2022
Escrito por redação

Confira dicas e orientações para você evitar gastos desnecessários 

Dicas para diminuir os custos de produção em 2023

Os custos de produção de um cultivo contemplam gastos com diversos produtos, como fertilizantes, sementes e inseticidas. Com algumas instabilidades internacionais, como a guerra na Ucrânia e os valores dos fretes, a tendência é que o preço destes insumos aumente no próximo ano. Para se ter uma ideia, estudo realizado pela Aprosoja/MS mostra que o produtor rural poderá encontrar uma aumento de cerca de 26,6% para implementar a safra de soja 2022/2023, em relação ao período anterior.

TV MIA: Saiba quais são os EPis utilizados na operação do trator

Para minimizar esse impacto dos custos de produção, o produtor rural precisa planejar detalhadamente todas as suas ações e evitar, ao máximo, os imprevistos. Em relação à máquinas agrícolas, é importante se atentar às paradas não programadas, que podem causar sérios prejuízos aos agricultores, uma vez que diminuem drasticamente o plantio e a colheita.

Nesse sentido, o recomendável é investir em um sistema inovador capaz de realizar a limpeza e descontaminação interna a seco e em poucos segundos das mangueiras hidráulicas. Desenvolvido e patenteado pela Ultra Clean Brasil, o UC System garante um melhor rendimento para as máquinas agrícolas, como colheitadeiras, pulverizadores e semeadoras.

Com resultados comprovados no campo, o UC System é um grande aliado contra as paradas não programadas das máquinas agrícolas uma vez que contribui para que elas fiquem sempre limpas, evitando prejuízos no campo e contribuindo diretamente para a preservação do ecossistema.

Bruno Ract, diretor de marketing da Ultra Clean Brasil , observa que o UC System tem vários cases de sucesso no agronegócio brasileiro, com clientes de diferentes perfis, de vários Estados brasileiros. “Um produtor rural que tem dez máquinas agrícolas nos contou recentemente que chegou a economizar mais de R$ 1 milhão, durante o ano safra, ao usar a tecnologia da Ultra Clean Brasil. Isso ocorreu porque ele não teve que retificar a bomba hidráulica e conseguiu manter o maquinário em pleno funcionamento”, conta.

Evite prejuízos

O diretor de marketing da Ultra Clean Brasil orienta os produtores rurais a adquirirem o sistema UC System para garantir, com a utilização de três projéteis, o melhor nível de limpeza, antes de instalar a mangueira na máquina agrícola. “Essa limpeza evitará que a sujeira danifique o sistema hidráulico e cause prejuízos de cerca de R$ 80 mil reais por máquina durante o ano safra.”

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Saiba quais são os EPis utilizados na operação do trator

Por redação 17/10/2022
Escrito por redação

Saiba quais são os EPis utilizados na operação do tratorNa videoaula desta semana, uma produção do Senar, e uma parceria com a Máquinas & Inovações Agrícolas, você vai saber quais são os equipamentos de proteção individual (EPIs) indispensáveis na operação do trator para garantir a segurança do operador.

O uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) é fundamental para segurança do operador. Estes equipamentos devem ser apropriados ao trabalho e estar em condições ideais de uso. Seu uso deve seguir as orientações da NR – 6 – EPI, que considera todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho.

Além de utilizar a proteção adequada, é importante se atentar para a segurança na operação com trator.

Algumas precauções básicas são necessárias na hora de operar o trator:

• O operador deve ser habilitado, capacitado e estar ciente das exigências da legislação vigente.

• A carona no trator só é permitida quando este dispuser de um assento para instrutor.

• Evite velocidade excessiva.

• Acione o freio de estacionamento antes de descer do trator.

• Não pule ao descer do trator.

• Dê partida no motor somente se estiver sentado no banco do trator.

• Quando se trafega em estradas é obrigatória a utilização do sinal de advertência, localizado na parte traseira do trator.

Confira:

 

17/10/2022 0 Comentários
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Chuvas intensas dificultam o plantio de grãos no Paraná

Por redação 17/10/2022
Escrito por redação

Para as lavouras já implantadas, o excesso de umidade provoca a perda da qualidade

Chuvas intensas dificultam o plantio de grãos no Paraná

As chuvas frequentes registradas em setembro e nesta primeira metade de outubro dificultam a colheita do trigo e o plantio de soja, milho e feijão no Paraná. Para as lavouras já implantadas, o excesso de umidade provoca a perda da qualidade. A análise está no Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária, referente ao período de 7 a 14 de outubro, elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.

No caso do trigo, que tem aproximadamente 50% da safra a ser colhida, as áreas consideradas ruins subiram de 4% para 7% no prazo de uma semana, devido quase que exclusivamente ao excesso de chuva. As lavouras que sofreram anteriormente com a seca e as geadas já foram colhidas.

Dos cerca de 500 mil hectares que restam para a colheita, 69% estão em condições boas – eram 73% na semana anterior – e 24% estão em situação média de qualidade. As lavouras consideradas melhores foram plantadas mais tarde e podem necessitar de mais aplicações de fungicidas, com aumento de custo e, possivelmente, produtividade restringida.

MILHO E SOJA

Com poucas condições para o agricultor entrar com as máquinas nas áreas de produção, o plantio da soja e do milho evolui de forma mais lenta no Estado. Ao solo encharcado unem-se as temperaturas mais baixas que o esperado para o período, acarretando impactos pontuais no planejamento do produtor, que sente a pressão de atraso no plantio e acende o alerta para a janela da segunda safra.

A semeadura do milho já atingiu 75% da área estimada e o desenvolvimento é satisfatório, com 91% em boas condições e 9%, medianas. A soja segue com menos intensidade de plantio, alcançando 26% da extensão projetada. No campo, 98% têm condição boa e 2%, mediana.

FEIJÃO E FRUTA

A mesma situação prejudicial ao plantio se verifica com o feijão, que tem aproximadamente 54% já semeados. O excesso de umidade e as baixas temperaturas também não favorecem o desenvolvimento do que já está no campo. Mesmo assim, ainda é mantida a expectativa de que sejam colhidas 243 mil toneladas, o que significa aumento de 24% em relação ao obtido no ano passado, quando a estiagem afetou profundamente a produção.

O boletim agropecuário traz, ainda, informações sobre a atividade da fruticultura no Estado, registrando que, dos 399 municípios, em apenas seis não se detectou cultivos comerciais em 2021. Os cinco principais produtores de frutas foram Paranavaí, Alto Paraná, Carlópolis, Cerro Azul e Marialva. Juntos, somaram 11,2 mil hectares, que propiciaram colheita de 311,1 mil toneladas e Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 411,9 milhões.

LEITE E SUÍNOS

O preço recebido pelo produtor por litro de leite sofreu redução de 4% na semana de 3 a 7 de outubro, comparativamente à última semana de setembro, ficando cotado em R$ 2,92%. Segundo o documento elaborado pelo Deral, parte da queda se dá pela diminuição na demanda. Além disso, importações ajudaram a reabastecer os mercados de derivados lácteos, aliviando um pouco a pressão sobre os laticínios.

A suinocultura paranaense produziu 545,7 mil toneladas de carne no primeiro semestre de 2022, volume 10% superior ao do mesmo período de 2021. O boletim agropecuário registra que o Paraná apresentou maior porcentual de crescimento. O Estado é o segundo produtor, com 21% de participação nas 1,3 milhão de toneladas produzidas pelo Brasil entre janeiro e junho deste ano. Santa Catarina, que cresceu 7% no primeiro semestre, responde por 29% da produção nacional.

17/10/2022 0 Comentários
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Mapa abre inscrição para seleção de startups do agro

Por redação 17/10/2022
Escrito por redação

As inscrições podem ser feitas até 14 de novembro pelo portal Agro Hub Brasil

Mapa abre inscrição para seleção de startups do agro no NordesteO Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em conjunto com instituições parceiras, abriu inscrições para o AgroNordeste Digital – Desafio de Startups do Agro, maior chamada de startups do Agro na Região Nordeste. As inscrições podem ser feitas até 14 de novembro pelo portal Agro Hub Brasil.

A ação tem o objetivo de identificar e selecionar as melhores soluções de base tecnológica para resolução dos principais problemas do setor produtivo nas cinco regiões polo de agropecuária regional, além de aproximar os atores dos ecossistemas de inovação do Nordeste com hubs, aceleradoras e investidores.

“Esse projeto será um divisor de águas, pois além de aproximar tecnologias e soluções das startups às demandas dos produtores e empreendimentos rurais, vai também oportunizar a aproximação às fontes de recursos privados para investimento nas melhores soluções. Estamos convidando também os fundos de investimentos, hubs e aceleradoras de todo país para participar da chamada”, enfatiza o coordenador-geral de Inovação Aberta da Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável e Irrigação (SDI-Mapa), Daniel Trento.

Segundo a Secretaria de Inovação do Mapa, o Brasil tem evoluído na consolidação do seu ecossistema de inovação, mas há uma concentração de startups, e ambientes de inovação nas regiões Sul e Sudeste, englobando mais de 80% desses empreendimentos.

A chamada também vai contribuir para a construção de uma rede nacional de inovação no setor e ajudar a desconcentrar o eixo de investimento desses empreendimentos para as regiões agropecuárias do Nordeste, que detém oportunidades de negócios ainda não exploradas.

O AgroNordeste Digital terá duas categorias: uma aberta e uma regional. Na primeira, poderão concorrer startups nacionais ou internacionais já em funcionamento e com soluções maduras ou em vias de validação. Dessas, 12 serão selecionadas para apresentarem seus pitches. A categoria regional será formada exclusivamente por startups da Região Nordeste, em estágio inicial de desenvolvimento.

O desafio é aberto para startups nacionais e estrangeiras, desde que tenham soluções que atendam aos principais gargalos do setor agropecuário nas áreas pilotos do projeto. Para identificar esses gargalos e desafios, foi contratada, com apoio do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), uma consultoria que teve a função de mobilizar os atores das áreas pilotos do projeto, elaborar diagnósticos territoriais e realizar workshops para avaliação e fortalecimento dos ecossistemas de inovação agropecuária.

As áreas escolhidas para a chamada são: Vale do São Francisco (Pernambuco e Bahia); Vale do Jaguaribe (Ceará); Vale do Açu (Rio Grande do Norte); e Oeste Baiano (Bahia) e Campina Grande (Paraíba).

No entanto, as startups não precisam ser necessariamente desses locais, pois a ideia é movimentar o ecossistema e promover a interação de diversas regiões em busca de soluções.

Confira os principais desafios identificados:

a) Gestão de recursos hídricos: soluções para combater o estresse hídrico, aumentando a produção e qualidade da produção nas condições do clima semiárido;

b) Rastreabilidade: desenvolvimento de soluções para acompanhamento e registro de informações sobre a origem do produto e processos envolvidos na produção;

c) Gestão de custos e comercialização: desenvolvimento de ferramentas digitais (aplicativos, softwares, etc) para auxiliar o produtor na gestão da propriedade rural;

d) Bioprodutos: desenvolvimento de bioinsumos de eficiência aumentada para o suprimento de nutrientes para o incremento da produção e qualidade da produção e/ou proteção de plantas contra estresses bióticos e abióticos; e

e) Digitalização de Processos agroindustriais: automatização de processos, IoT do agro, tecnologias digitais para melhorar o fluxo de trabalho, fluxo de processos e o manejo de rebanhos.

O Ministério da Agricultura tem trabalhado para viabilizar a construção de um ambiente favorável à geração de negócios tecnológicos voltados à inovação agropecuária no país, seja por meio de editais públicos ou chamadas, que visam aproximar as tecnologias inovadoras das startups às demandas do setor produtivo, aos investidores privados, como apoio ao desenvolvimento regional.

Conexão com investidores

O Projeto AgroNordeste Digital tem o objetivo de promover o empreendedorismo tecnológico na região, bem como levar conectividade e apoiar startups a desenvolverem novos negócios tecnológicos para o setor agropecuário.

Para a diretora do Departamento de Programas Territoriais Rurais do Mapa e responsável pelo Plano AgroNordeste, Adriana Melo, a chamada de startups do AgroNordeste Digital promove o direcionamento do Plano AgroNordeste para o fomento ao desenvolvimento de tecnologias estratégicas, como a gestão de recursos hídricos e os bioinsumos.

O investimento empresarial nessas fronteiras tecnológicas contribuirá para a geração de novos produtos e serviços, com a inclusão de jovens do campo, ampliação da produtividade e a rentabilidade do agro em diversas escalas.

As startups finalistas farão as apresentações a uma banca de especialistas e investidores. As startups que não conseguirem se deslocar ao local do evento, poderão fazer as apresentações online.

As premiações são: troféu para as três primeiras colocadas de cada categoria; certificado do Mapa para as finalistas de cada categoria.

As finalistas da categoria Start irão receber um programa de aceleração, coordenado pela Secretaria de Inovação do Mapa; conexão com investidores privados nacionais e internacionais da Rede Mapa Conecta (aceleradoras, hubs e fundos de investimentos).

17/10/2022 0 Comentários
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Seminário do Senar aborda Agricultura de Precisão

Por redação 17/10/2022
Escrito por redação

Mais de 260 instrutores da instituição participam de capacitação até o dia 17 de novembro

Senar promove seminário de Agricultura de PrecisãoO Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) iniciou na semana passada (13/10) o Seminário de Agricultura de Precisão, realizado no formato virtual para capacitar mais de 260 instrutores da instituição de todo o país. O treinamento tem o objetivo de introduzir a tecnologia de AP para novos instrutores. Os profissionais que já atuam nessa área também terão a oportunidade de atualizar as técnicas.

Ouça: consórcio de máquinas agrícolas cresce 326% no Brasil

“O entendimento de novos conceitos e termos de agricultura de precisão são de extrema importância. Certamente, o conteúdo do seminário contribuirá com o trabalho dos instrutores junto aos produtores e trabalhadores rurais”, ressaltou a diretora de Educação Profissional e Promoção Social do Senar, Janete Almeida.

A agricultura de precisão envolve o sistema de manejo e o uso de geotecnologias com o objetivo de reduzir custos e aumentar a produtividade na agropecuária.

No primeiro encontro do seminário, o professor Cristiano Zerbato, abordou os conceitos gerais de agricultura de precisão, as principais vertentes e os sistemas de informação geográfica.

“Previsões da FAO indicam um crescimento populacional e apontam que até 2050 o crescimento da demanda mundial por alimentos é de 40%. O Brasil tem o maior potencial no mundo para a produção de alimentos e a agricultura de precisão tem papel fundamental nesse processo”, destacou.

O Seminário do Senar tem seis módulos e seguirá até o dia 17 de novembro. Nos próximos módulos, os participantes irão aprofundar os conhecimentos sobre GNSS e Direcionamento Automático; Amostragens Georreferenciadas de Solo e Geoestatística; Taxa Variada e Mapas de Produtividade; Sensoriamento Remoto Agrícola e Drones da Agricultura.

Portal EaD

O Senar oferece sete cursos a distância e totalmente online e gratuitos na área de agricultura de precisão. Para conhecer, acesse https://ead.senar.org.br/cursos

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Falta de conectividade no campo atinge 73% dos produtores

Por redação 14/10/2022
Escrito por redação

Brasil tem 195 milhões de hectares off line; Ambiente de rede próprio 4G no campo reduz custos operacionais e eleva faturamento em até 25%

Falta de conectividade no campo atinge 73% dos produtores

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua de 2019 do IBGE mostrou que 82,7% das residências brasileiras possuem conectividade. Outra análise do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR relata que 97% das empresas nacionais usam a rede mundial de computadores para alguma finalidade.

Mas na área rural, os números ainda são baixos. Segundo o Ministério da Agricultura e a associação sem fins lucrativos ConectarAgro, 73% das propriedades rurais de norte a sul do Brasil ainda estão desconectadas e não aproveitam os benefícios que a tecnologia proporciona.

O especialista em redes wireless da FiberX, Fabrício Sgambatti, explica que a conectividade numa fazenda pode diminuir os custos operacionais em até 15% e aumentar a produtividade e o faturamento em até 25%.

“Quando os sensores de mapeamento do solo, plantadeiras, sistemas de irrigação, tratores, colheitadeiras, caminhões e outros implementos agrícolas ‘conversam entre si’, o produtor rural faz uma gestão mais eficiente, evita desperdícios, atua na lavoura com precisão e obtém resultados expressivos. É uma nova realidade”, diz.

195 milhões de hectares off line

Mas para que isso aconteça, é preciso que o sinal de internet alcance as áreas rurais. Pelos cálculos do Ministério da Agricultura, o Brasil tem 195 milhões de hectares que permanecem “off line”.

Para conectar metade desse território – usando as torres já existentes e o modelo de telefonia móvel por meio de sinal de 4G e 3G – seria preciso instalar 4.400 antenas. E para atingir 75% das propriedades rurais, é necessário construir 15.100 conjuntos de torres e antenas, o que pode demorar muito tempo.

Como implantar o 4G no campo

Enquanto as ações governamentais caminham em ritmo lento, o homem do campo pode agir por conta própria e instalar uma rede privada em sua área rural para garantir a conectividade.

Para isso, é necessário adquirir os equipamentos adequados, ter uma empresa especializada que faça todo o serviço e capacite os usuários. A fazenda vai precisar de uma torre de transmissão para expandir o sinal por fibra óptica ou micro-ondas e conectar os aparelhos.

“O custo varia de acordo com o tamanho da propriedade rural e os sistemas envolvidos, por isso os valores são individualizados em cada projeto. Entretanto, o retorno do investimento – que pode ser obtido por linha de crédito específica – acontece num prazo médio de 2 a 3 anos”, conta Sgambatti.

Depois que a rede 4G estiver implementada, todos os equipamentos podem trabalhar conectados. “Essa inteligência artificial vai gerar uma infinidade de dados que ajudam o agricultor a tomar decisões, que também pode ser feita pelo próprio sistema”, reforça Sgambati.

Por que não o 5G?

Atualmente, o 5G está se expandindo nas capitais brasileiras e depois vai para as grandes e médias cidades, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações, que é o órgão regulador no país. Por enquanto, não existe um ecossistema 5G para o agro.

Contudo, quem implanta uma rede privada de 4G na área rural poderá fazer a migração no futuro para o 5G, quando o sinal estiver disponível, a um custo mais acessível e com mais rapidez, pois a infraestrutura já estará montada.

Vantagens da rede privada

Uma rede particular garante a segurança dos dados ao produtor, que se torna dono da rede, diferente de quem contrata uma operadora e tem que pagar mensalidade.

Além disso, uma rede privada 4G é capaz de entregar até dez vezes mais cobertura em ambientes distantes dos grandes centros urbanos e quatro vezes mais cobertura em áreas próximas às cidades, quando comparada a sinal de Wi-Fi.

Exemplos práticos

O especialista em redes wireless destaca que sem a tecnologia de conexão, o produtor só saberia que uma máquina quebrou depois de muito tempo perdido, quando ela não retornasse ao final da rotina programada. Mas com a conectividade 4G no campo, é possível saber o que aconteceu instantaneamente e buscar uma solução em tempo real.

“Os equipamentos novos já vêm com os dispositivos de fábrica capazes de diagnosticar tudo. Mas quem utiliza frota mais antiga de caminhões, tratores, empilhadeiras e colheitadeiras também pode acoplar esses aparelhos e obter os mesmos resultados”, ressalta Sgambatti.

Se o produtor tem uma máquina colhendo determinada cultura e abastecendo o caminhão, esse veículo pode sair do campo direto para a estrada, sem precisar ir até a sede da fazenda emitir a nota fiscal, pois tudo é feito eletronicamente numa impressora portátil.

Muito além de uma rede própria de internet, as soluções tecnológicas atuais para o agro permitem que robôs contra pragas e drones atuem milimetricamente para corrigir problemas localizados.

“Chega de gastos desnecessários. Agindo assim, o dono ou o gestor de uma fazenda poderá economizar 15% nos gastos e faturar até 25% a mais. Quem experimenta essas vantagens nunca mais retorna aos métodos tradicionais”, complementa especialista em redes wireless da FiberX.

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Notícias

CNA orienta produtores sobre o registro de máquinas agrícolas

Por redação 14/10/2022
Escrito por redação

Material elaborado pela Diretoria Técnica foi apresentado nesta quinta-feira (13) às federações

CNA orienta produtores sobre o registro de máquinas agrícolasA Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) preparou um material com orientações para produtores rurais sobre o ID Agro Máquinas, ferramenta desenvolvida para o registro de máquinas agrícolas.

O conteúdo foi apresentado na quinta (13), em reunião com as federações estaduais de agricultura e pecuária, com o objetivo de esclarecer dúvidas sobre a nova ferramenta.

O ID Agro foi criado pelo Instituto CNA em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e atende ao Decreto 11.014/2022, que instituiu o Registro Nacional de Máquinas Agrícolas (Renagro).

O Renagro surgiu a partir da Lei 13.154/2015, alterando o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9503/1997), que dispensa a obrigatoriedade do emplacamento e o licenciamento de tratores e máquinas agrícolas. O procedimento de registro é gratuito e passou a valer em 1º de outubro de 2022, para máquinas fabricadas a partir de 2016.

“É importante deixar bem claro para o produtor que, com o registro único, ele não precisa do emplacamento e licenciamento, garantindo segurança ao proprietário e ao maquinário”, afirmou Bruno Lucchi, diretor técnico da CNA. “Nosso trabalho é facilitar essa transição junto ao produtor e divulgar esse material nos sindicatos rurais e concessionárias.”

O ID Agro Máquinas permitirá ao produtor transitar com os tratores em via pública, desde que cumpra as exigências, e proporcionará maior segurança na comercialização de máquinas usadas.

Para o registro, o produtor precisa fazer o download do aplicativo e realizar o cadastro com informações pessoais. Posteriormente, deverá solicitar o registro da máquina junto à concessionária ou revenda da marca, de forma presencial ou remota. Nessa etapa, serão analisados os documentos originais do proprietário, a nota fiscal e a numeração do chassi ou de série do bem.

“É importante destacar que ter o Renagro não significa que a máquina possa transitar em via pública. O documento é apenas um dos requisitos para isso. Além do registro, é necessário que os tratores e máquinas agrícolas possuam as dimensões adequadas e os itens obrigatórios de segurança”, ressaltou o coordenador administrativo do ICNA, Carlos Frederico Dias.

No momento só é possível registrar tratores e colheitadeiras. Outros equipamentos serão habilitados a partir do 1º trimestre de 2023.

O aplicativo está disponível no Google Play e App Store. Para mais informações, acesse: www.idagro.com.br . Para baixar o folder com as orientações, clique aqui .

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Notícias

Cresce interesse de mulheres e jovens na operação de máquinas

Por redação 13/10/2022
Escrito por redação

A procura por cursos de formação em manutenção e operação de máquinas agrícolas também tem aumentado, especialmente pela procura de jovens e mulheres

Cresce número de mulheres e jovens na operação de máquinasElas podem assustar os novatos, pelo menos à primeira vista. Máquinas agrícolas são estruturas gigantescas, pesam toneladas e conduzi-las não é tarefa das mais leves. Somado à complexidade do trabalho, o senso comum não costuma associar o ofício a mulheres e jovens, mas isso não impede que esse público procure profissionalização na área. A manutenção e operação de máquinas agrícolas está em alta, e existe para todos que estejam dispostos a trabalhar com seriedade.

Segundo Luis Colombini (@luiscarloscolombini), instrutor do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Estado de São Paulo (Senar-SP), a procura por cursos de formação em manutenção e operação de máquinas agrícolas tem aumentado. “A demanda de curso na minha região e as demais onde atuo é alta, e atribuo isso ao crescimento da agricultura e às novas tecnologias”, afirma.

Ouça: consórcio de máquinas agrícolas cresce 326% no Brasil

O setor de máquinas e equipamentos agrícolas vive um bom momento, com produtores rurais mais capitalizados e maior acesso ao crédito, após o anúncio de quase R$ 341 bilhões em crédito previstos no Plano Safra 2022/23. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas (Abimaq), o setor já vem de um ciclo de alta desde 2020 e 2021, quando teve alta no faturamento de 17,7% e 42,5%, respectivamente. A entidade divulgou aumento acumulado de 7,9% nas vendas até metade deste ano. O movimento tem reflexo na procura por cursos do Senar-SP. Em 2021, os sindicatos de todo o estado solicitaram 416 cursos da área. Em 2022, até setembro, 404 cursos haviam sido realizados ou estavam programados.

O aquecimento do mercado anima tanto os profissionais que já atuam na área e buscam atualização quanto os novatos, grupo que inclui muitos jovens recém-chegados ao mercado de trabalho e mulheres, que há alguns anos sentiam-se intimidados pela temática. As boas perspectivas de inserção profissional têm baixado as resistências.

“O mercado de trabalho está cada vez mais exigente no que diz respeito a contratar pessoas, pois é preciso garantir uma boa execução, que por sua vez gera retorno na qualidade de vida e segurança do colaborador. Com isso jovens, homens e mulheres estão à procura deste conhecimento e têm obtido resultados muito satisfatórios”, afirma Colombini, que trabalha como instrutor de aprendizagem rural há mais de 20 anos, e anualmente passa por diferentes regiões do estado ministrando cursos.

Novas perspectivas

Isabella de Oliveira Souza (@isabellasouza) tem 24 anos e chegou à formação do Senar-SP quase por acaso. “Eu já havia feito um outro curso do SENAR, o Jovem Agricultor do Futuro, e me interessei pela área. A partir disso, procurei me qualificar para tentar ingressar nesse mercado de trabalho”, conta. Ex-aluna de Colombini, ela logo pegou o ritmo das aulas. “Durante o processo de aprendizagem com a máquina eu não tive problema algum, pois sempre gostei dessa área, fui muito proativa e curiosa, e por isso prendi rápido”, lembra.

O gosto pelas máquinas também marcou o início da trajetória de Lucas Lamboia, de 27 anos, também formado operador de máquinas pelo Senar-SP. “O que me levou a fazer o curso, primeiramente, foi minha paixão por máquinas e veículos pesados. Desde pequeno tenho contato com este tipo de veículo, porém nunca havia pensado em fazer disso um meio de trabalho, nem mesmo um hobbie. Porém, passado o tempo, mudei essa mentalidade”, diz o jovem, cujo avô é pequeno produtor de café.

Conhecimento é poder

Segundo Colombini, o momento é bom para quem busca uma posição na agroindústria fazendo a manutenção ou operação de máquinas agrícolas – entre tratores, colheitadeiras, adubadoras e semeadoras. A demanda do mercado de trabalho varia de acordo com a região. Açúcar, soja e laranja são destaques em São Paulo, mas todas as culturas, de diversos tamanhos, fazem uso de maquinário. Por isso, ele lembra que pequenos e médios proprietários também se beneficiam da formação oferecida pelo Senar-SP.

“As oportunidades são grandes quando as pessoas encaram os treinamentos com dedicação e amor, aprendem muito com a teoria e prática durante as ações. Tanto empregador quanto empregado começam ver as máquinas de outra forma, mais rentável e como ferramenta de trabalho adequado para tais atividades”, afirma.

Para quem busca um emprego, a formação é um caminho que leva à atualização do currículo e construção da autoestima profissional. “Quem está à procura de um novo trabalho sai com mais segurança em suas ações e com um currículo de bagagem mais concreta. É gratificante poder ver o sorriso e a satisfação em cada um no final dos treinamentos”, conta o professor.

Essa ideia é corroborada por Isabella, que após a formação do Senar-SP tornou-se operadora de trator transbordo em uma usina de açúcar. “O curso fornece conhecimentos sobre a mecânica e o funcionamento das máquinas, sendo assim um diferencial benéfico em uma eventual escolha entre candidatos a um emprego. Conhecimento é poder e uma bagagem sólida é sempre bem-vinda”, acredita a jovem.

Teoria, prática e empoderamento profissional

A formação do Senar-SP agrega informações práticas e teóricas. Além de horas de “mão na massa”, os alunos recebem instruções de aspectos de mecânica, segurança do trabalho e legislação. A atenção às aulas é decisiva para o bom aproveitamento do período e inserção no mercado.

“No meu atual trabalho, o curso me auxilia na identificação de possíveis panes ou defeitos que o trator possa apresentar, muitas vezes antes de causar um dano ou prejuízo maior à máquina e consequentemente à empresa”, conta Isabella. De acordo com Lucas, o volume de informações é grande, mas com paciência e dedicação o aproveitamento é total.

“Meus principais desafios foram as muitas informações que o próprio equipamento possui, como usar na prática de forma eficaz, mas tudo isso foi muito bem superado graças a orientação paciente e eficaz do professor Luis”, conta.

Enquanto jovens recém-formados na área, Isabella e Lucas incentivam seus pares que têm interesse por máquinas agrícolas a buscarem formação. “Não podemos ser paralisados pelo medo de encarar os desafios. Recomendo a todos que façam cursos de formação e realmente estudem muito para ter uma boa formação, buscando o máximo de informação para serem ótimos profissionais. Assim serão absorvidos e valorizados em um mercado que está cada vez mais exigente”, indica Lucas.

Já Isabella destaca o valor da perspectiva feminina na área, ainda dominada por homens. “O preconceito só vai diminuir se nós, mulheres, não deixarmos que outras pessoas digam o que devemos ou podemos fazer. Nosso sexo não define nossa carreira, muito menos nossos sonhos”, afirma.

No entanto, a conquista de sonhos exige muita disciplina e estudo, recorda a jovem tratorista. “Precisamos buscar sempre nos formar e capacitar, para que a falta de conhecimento ou informação não seja o motivo para a nossa não contratação. Esta área está em expansão e oferece muitas oportunidades. É, portanto, uma área na qual vale a pena investir”, diz.

Fonte: Senar-SP
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