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Notícias

Chuvas prejudicam colheita de trigo no PR e em SC

Por redação 24/10/2022
Escrito por redação

Precipitações também geram preocupação em relação à queda de qualidade por excesso de umidade nos grãos

Chuvas prejudicam colheita de trigo no PR e em SCA combinação de frentes frias e áreas de instabilidade na primeira quinzena de outubro provocou chuvas abrangentes no Paraná e em Santa Catarina, chegando a superar 300 mm em importantes regiões produtoras. A precipitação excessiva acabou prejudicando parcialmente o manejo, a maturação e a colheita do trigo da safra 2021/2022. A análise é do Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA), publicado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), na quinta-feira (20). O Boletim analisou o período de 1° a 15 de outubro de 2022.

O excesso de chuvas gera preocupação em relação à queda de qualidade por excesso de umidade nos grãos do trigo na região Sul e em São Paulo – onde 80% das áreas foram colhidas até o fim da primeira quinzena de outubro. No Paraná, a área total colhida chega a cerca de 50% e apesar do potencial produtivo ter sido impactado pela seca em fases anteriores, o rendimento médio é satisfatório. No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, a colheita já foi iniciada (3%), apesar das chuvas frequentes terem limitado as operações.

Para as culturas da safra 2022/2023, foi observado que as precipitações favoreceram a semeadura de soja em Mato Grosso e no Paraná. Entretanto, o excesso de umidade atrasa esta etapa em São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. Em Minas Gerais e na Bahia, o plantio foi iniciado no começo de outubro, após o fim do vazio sanitário. Na região do Matopiba, o início da semeadura da soja foi possível apenas em áreas irrigadas em razão da baixa umidade no solo.

No caso do milho 1° safra, a semeadura evolui rapidamente, chegando a 74% da área estimada no Rio Grande do Sul e 75% no Paraná, com destaque para as regiões de Ponta Grossa, Guarapuava/Irati e Pato Branco. Porém, o plantio segue em ritmo lento em São Paulo e Santa Catarina, principalmente em razão do excesso de umidade. A etapa também segue devagar em Goiás, onde os produtores têm dado prioridade à soja.

Análise climática de outras regiões

No período analisado, os maiores acumulados de chuva ocorreram nas regiões Norte e Sul do Brasil. Na região Norte, os índices pluviométricos foram mais elevados no oeste do Amazonas, em Rondônia, no Pará e no Acre. Ocorreram chuvas volumosas também nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, onde áreas de instabilidades associadas a calor e umidade resultaram em até 200 mm no oeste de Mato Grosso e no sudoeste de Mato Grosso do Sul.

Enquanto isso, pouca ou nenhuma precipitação na região Nordeste foi observada, o que inclui as regiões do Sealba e parte do Matopiba. O cenário beneficiou a maturação e a colheita do feijão e do milho de 3ª safra no Sealba.

O estudo é resultado da colaboração entre Conab, Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e Grupo de Monitoramento Global da Agricultura (Glam), além de agentes colaboradores que contribuem com dados pesquisados em campo. O Boletim de Monitoramento Agrícola está disponível na íntegra no site da Conab.

24/10/2022 0 Comentários
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Notícias

Sicredi já liberou R$ 17,6 bilhões do Plano Safra 2022/23

Por redação 24/10/2022
Escrito por redação

Volume é 31% superior ao registrado em igual período da temporada anterior

Sicredi já liberou R$ 17,6 bilhões do Plano Safra 2022/23O Sicredi, instituição financeira cooperativa com mais de 6 milhões de associados em todo o país, liberou, entre julho e setembro, mais de R$ 17,6 bilhões para contratação de crédito rural para custeio e investimento agropecuário. O volume é 31% superior ao registrado no mesmo período da safra passada.

Se considerar apenas os produtores rurais associados nos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, a instituição já liberou mais de R$ 4,3 bilhões para custeio na safra 2022/2023, superando em 37,9% os volumes liberados no mesmo período da safra anterior.

O Sicredi liberou R$ 37,3 bilhões em crédito rural durante o Plano Safra 2021/2022. O volume recorde registrado foi 26% superior ao verificado no ciclo anterior. Somente para a agricultura familiar, foram liberados mais R$ 7,5 bilhões para os produtores associados. Nos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, o valor liberado para o Plano Safra 2021/2022 foi de R$ 9,8 bilhões (alta de 18%), em mais de 7,6 mil operações.

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Manutenção

Saiba quais são os cuidados essenciais para a manutenção do trator

Por redação 21/10/2022
Escrito por redação

Manutenção do trator no período certo permite melhor aproveitamento e maximiza a vida útil do equipamento

Saiba quais são os cuidados essenciais para a manutenção do tratorpor Gustavo Paes – O trator agrícola é fundamental no processo produtivo. Mas para reduzir a intensidade do desgaste provocado pelo uso diário na lavoura, o produtor precisa adotar práticas de manutenções rotineiras que, quando realizadas no período certo e de forma correta, permitem um melhor aproveitamento da máquina e maximizam sua vida útil. A manutenção do trator evita danos prematuros ao equipamento e possibilitam operações com qualidade e menor custo operacional. 

A manutenção periódica é muito importante para garantir o bom funcionamento do equipamento e também para prolongar a sua vida útil, evitar quebras inesperadas e desgastes prematuros, além de garantir eficiência, produtividade e assegurar o valor do equipamento na hora da colheita. “Sem os cuidados diários, os danos e panes dos equipamentos se tornam frequentes e acarretam perdas econômicas significativas”, ensina o especialista em mecanização Joel Sebastião Alves. 

https://br.brasil110-8020.com.br/~wportalmaquinasaiba-quais-sao-os-epis-utilizados-na-operacao-do-trator/

 

Os tipos mais comuns de manutenção são a preventiva, corretiva e preditiva. A preventiva procura prevenir a ocorrência da falha. A intervenção programada é realizada para reduzir ou evitar a queda de desempenho do maquinário. Tarefas programáveis como inspeções, reformas, lubrificação e trocas de alguns componentes e fluídos são classificadas como atividades preventivas. Os serviços a serem executados são preestabelecidos por horas de funcionamento, semanas, quilômetros rodados etc. Com base nos manuais do fabricante, histórico de manutenção do equipamento ou ensaios de desgastes.

A corretiva é a manutenção executada quando o equipamento deixa de funcionar ou entra em pane parcial ou acusa defeito. Apresenta um alto custo, pois normalmente envolve troca de peça e componentes que, se a manutenção preventiva tivesse sodo executada, não haveria necessidade de substituição. “Além de acrescentar o custo do equipamento parado no momento em que necessita de sua utilização, o que aumenta significativamente os custos, pois a máquina fica indisponível justamente no momento que mais se precisa”, salienta Alves.

Já a preditiva fundamenta-se no acompanhamento de parâmetros do sistema e a intervenção é programada quando estes parâmetros indicam a aproximação da falha. Seu objetivo é predizer as condições dos equipamentos com eles produzindo, o que privilegia a disponibilidade do maquinário para a operação. E, assim, aproveitar a vida útil total dos componentes e da máquina.

O gerente de serviços AGCO América do Sul, Guilherme Gomes, analisa que, devido às janelas de preparo de solo, plantio e colheita cada vez mais curtas, a disponibilidade do maquinário no campo é fundamental. “Um trator pode ter uma vida útil entre 10 e 15 mil horas de trabalho, em média. No entanto, este tempo está diretamente ligado ao tipo de aplicação, cultura e aos cuidados que o produto recebe”, adverte.

Os cuidados mais importantes são aqueles que o produtor ou seu operador realizam periodicamente e devem estar em conformidade com o manual do operador. “As revisões incluem lubrificação, verificações e ajustes, além da adequação dos implementos e suas regulagens particulares para cada aplicação”, esclarece. “Os cuidados com o trator podem reduzir significativamente o risco de uma parada não programada nos períodos de alta demanda, impactando diretamente na disponibilidade, vida útil, performance e valor de revenda da máquina”, alerta.

Saiba quais são os cuidados essenciais para a manutenção do trator

Faça manutenção diária

Uma manutenção periódica, seja preventiva ou corretiva, influencia diretamente na prolongação da vida útil do equipamento. Os custos de manutenção periódica são pequenos em comparação com os de reparação decorrentes da falta de revisão;

Lubrificação de peças móveis: observar e seguir os prazos determinados no manual do operador para lubrificação dos componentes móveis. Recomenda-se utilizar os fluidos indicados pelo fabricante;

Fluido de arrefecimento: verificar se o fluido está no nível adequado e com os aditivos apropriados. Substitua o fluido se a coloração está com aspecto de ferrugem;

Peças frágeis: ter cuidado especial no manuseio de peças que podem quebrar com mais facilidade;

Qualidade do combustível: eliminar água do sistema diariamente por meio do dreno dos filtros – substituí-los quando necessário –, ter atenção com o armazenamento do combustível tanto aos cuidados com a limpeza quanto ao prazo de validade. No Brasil, é oferecido o diesel S10 e Diesel S500, com menos e mais presença de enxofre em sua composição (o diesel comum, ou S500, possui 500 partes de enxofre por milhão, enquanto o S10 contém apenas 10 partes por milhão) além da presença de biodiesel. Para mantê-los com as mesmas propriedades por mais tempo, utilize os aditivos recomendados pelo fabricante.

Limpeza e armazenamento: lavar ou limpar o equipamento com frequência, evitando acúmulo de resíduos e oxidação. Ao lavar, deixe-o secar bem ou passe ar comprimido antes de guardá-lo, removendo o excesso de água principalmente em conectores de cabos elétricos. Nos períodos entressafra, guarde-o em local apropriado e protegido. Esses cuidados evitam oxidação.

 

Opere adequadamente

Assim como os carros, boas práticas no momento da operação do trator também influenciam na vida útil da máquina. Para isso, a capacitação do operador é importante para que, além de operar corretamente, o profissional consiga identificar quando algo está errado com o equipamento. Já os implementos devem ser adequados ao peso e ao tamanho do trator, além do tipo de cultivo. Os ajustes no trator envolvem o rodado, lastros, regulagens hidráulicas, marcha e rotações do motor adequadas.

 

Use peças originais

As peças genuínas possuem as especificações ideais para cada máquina, são de maior qualidade, mais confiáveis e possuem a garantia de fábrica quando instaladas pela concessionária. Caso o produtor opte por peças genéricas, o especialista recomenda adquirir itens de qualidade e que não comprometam o desempenho do trator.

 

Siga o manual do operador

Instruções como quando se deve fazer a manutenção preventiva e como operar a máquina corretamente estão contidas no manual do operador, que deve ser visto como uma ferramenta de apoio ao trabalho. A leitura do manual também pode ajudar o operador a aumentar o desempenho e o rendimento da máquina e deve ser estimulada por técnicos e pelos produtores rurais.

Monitoramento constante

Aelton Silva, coordenador de serviços da LS Tractor, frisa que a manutenção do trator está diretamente ligada à sua vida útil. Quanto maior o comprometimento com as manutenções, melhor será o desempenho do trator, seja ela a manutenção diária ou semanal, que é realizada pelo operador ou as preventivas e preditivas feitas pelo concessionário.

A atenção dedicada pelo operador é importante para os diagnósticos prematuros, pois a manutenção preditiva só é possível por meio do monitoramento constante, e pode antecipar e encontrar a causa raiz, mesmo antes de se tornarem problemas potenciais. “Esta técnica, aliada à manutenção preventiva realizada dentro do período estipulado pelo fabricante, faz com que a disponibilidade do equipamento seja muito maior”, assegura. 

Silva recomenda que o operador ou proprietário leiam o manual do operador, onde consta o intervalo das manutenções, sendo que algumas delas são de obrigação do operador, como as manutenções diárias e semanais (nível de óleo motor, filtro de ar, nível de óleo hidráulico, nível do aditivo do radiador, aperto de rodas, entre outros). “E também conheçam os demais sistemas do trator como motor, transmissão redução final e eixo dianteiro”, finaliza.

O especialista de Treinamento Comercial da New Holland, Miguel Furmann, lembra que a manutenção preventiva é determinada pelo fabricante do trator para um intervalo de horas de utilização. São trocados itens de desgaste e contaminação, como óleos lubrificantes e filtros. Em grandes frotas é economicamente viável fazer análise de contaminantes de óleo, em laboratório, para verificar e, por meio de referência de valores, pode-se aumentar o tempo de troca de óleos lubrificantes e saturação de filtros de óleo e combustíveis, em função da intensidade de uso dos tratores.

A manutenção preditiva visa antecipar e encontrar a raiz de problemas em máquinas agrícolas. Pode ser algo simples, como uma inspeção visual para verificar vazamentos, trincados, falta de itens e proteções do trator. Ou algo mais elaborado, em que é preciso realizar um diagnóstico ou ter o histórico de operação.

A prática também pode ser elaborada a partir do histórico de falhas da propriedade agrícola e pode intervir no trator durante a entressafra. Por exemplo: se a propriedade agrícola trabalha com tratores e implementos que utilizam TDP de forma muito severa e tem histórico de falha de rolamento interno da tomada de potência com 10 mil horas, se essa falha ocorrer durante o trabalho com alto esforço, pode danificar o eixo ou engrenagem da tomada de potência. Sabendo disso, o produtor rural pode antecipar e substituir o rolamento com 8 mil horas, prevendo a possível falha e substituindo apenas o rolamento.

Furmann avalia que as manutenções básicas são primordiais para manter o pleno desempenho dos equipamentos agrícolas e seu baixo custo de manutenção comparado com a falta de manutenção preditiva e preventiva. Pode, em alguns casos, ocorrer o sucateamento ultra precoce dos equipamentos por falta de manutenção básica. “Quanto mais precisa e completa for a manutenção, maior será a vida útil desse equipamento e maior será seu retorno financeiro”, salienta.

Em alguns casos, pode-se antecipar a manutenção preventiva do trator para a entressafra para não precisar fazer durante a safra. Também há casos em que o trator fica um bom tempo parado armazenado (mais de um ano) e deve se realizar a manutenção preventiva antes de retomar seu funcionamento. Isso porque microrganismos, como fungos e bactérias, degradam o elemento filtrante dos filtros e causam rompimento. Também degradam óleos lubrificantes, que perdem sua propriedade de lubrificação. Podem, ainda, degradar combustíveis e inutilizá-los.

Chuvas - Saiba quais são os cuidados essenciais para a manutenção do tratorRedução de custos

O especialista em Pós-vendas da Mahindra, Josué Beutler, reforça que a manutenção adequada do trator proporciona ao usuário o melhor aproveitamento da máquina, devido a redução do tempo de máquina parada. Ele frisa que a conservação dos tratores não está ligada apenas aos fatores de desempenho, mas também à questão econômica, uma vez que previne gastos com consertos (manutenções corretivas) e juntamente com as boas práticas de operação diminuem o desgaste dos componentes e do trator e pela economia de combustível, já que tratores com manutenção adequada consomem menos diesel. 

E a manutenção adequada ajuda a melhorar a segurança do operador e de quem trabalha próximo ao trator. “Acidentes com o veículo podem ser evitados quando freios, arcos de segurança e demais componentes da máquina são verificados e mantidos em boas condições para uso”, ensina.

Beutler avalia que as manutenções preditiva e preventiva se mostram como excelentes ferramentas para evitar perdas com paradas para conserto. 

“São manutenções que podem ser feitas diariamente, como observação do desgaste de correias, pneus ou estado da bateria”, indica. Ou mais complexas, como a análise de fluídos (óleo lubrificante) que, pela contaminação, podem expor desgaste em engrenagens ou buchas, que estão em partes internas do motor, caixa, por exemplo. “Esse tipo de manutenção previne contra quebras e consequentes paradas para conserto”, aponta.

Na preventiva, enquadram-se as trocas periódicas de filtros e óleos, regulagens de válvulas e trocas de correias, mesmo sem avaliação do desgaste. “Mesmo com as indicações do manual, nós recomendamos aos proprietários e operadores que, dependendo das condições no local de trabalho, poeira, umidade e das condições de uso e esforço do trator, as manutenções podem ser antecipadas em relação a orientação inicial”, ressalta.

O gerente de marketing de produtos da Case IH, Lauro Rezende, avalia que qualquer equipamento mecânico está sujeito a defeitos e falhas, porém, com uma manutenção adequada e periódica é possível reduzir e antecipar a ocorrência de falhas e aumentar a vida útil do trator. “A vida útil longa está diretamente relacionada com uma boa manutenção”, pondera.

Para ele, a manutenção periódica preventiva é a melhor maneira de evitar a parada da máquina no campo. E destaca que é importante realizar a revisão na entressafra. “Que, além de mais barata, reduz o índice de parada do equipamento no campo, evita correrias e garante o funcionamento perfeito e contínuo do equipamento”, afirma. 

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Opinião

6 medidas para evitar os ciberataques no agronegócio

Por redação 21/10/2022
Escrito por redação

6 medidas para evitar os ciberataques no agronegóciopor Helder Assis*  – Numa crescente evolução, o agronegócio se tornou uma das principais atividades econômicas do Brasil, alcançando 27,4% do Produto Interno Bruno (PIB), segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea – Esalq/USP), em parceria coma Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Dada sua relevância para a economia nacional e internacional, o setor tem investido cada vez mais em tecnologias e mecanismos para a automatização de processos, o que possibilita melhorias na cadeia produtiva e, consequentemente, mais produtividade.

Porém, nos últimos anos, em função dessa nova onda de digitalização, vimos o aumento dos casos de incidentes de segurança da informação, tornando o setor um novo alvo para potenciais investidas de cibercrimosos, com ciberataques. Na rotina do agronegócio, um dos principais riscos é o de indisponibilidade dos sistemas, uma vez que as práticas de produção são bastante suportadas por tecnologias e processos mecanizados. Desta forma, é fundamental que os produtores estejam atentos e protegidos contra vulnerabilidades de segurança que possam impactar sua operação.

Isso significa que não são apenas os grandes players que estão sofrem com os ciberataques. Os pequenos também. Toda a cadeia está se digitalizando e os cuidados devem ser tomados da pequena à grande operação, pois os ciberataques podem ocorrer de forma direcionada ou por meio de iscas, que alcança diferentes empresas.

Em junho de 2021, a maior empresa de processamento de carne do mundo, a brasileira JBS, foi alvo de um ciberataque sofisticado. Por meio de um ransonware, modalidade em que um vírus sequestra o computador da vítima e os criminosos cobram um valor em dinheiro pelo resgate, a JBS teve algumas de suas operações, como na Austrália, Canadá e Estados Unidos, fechadas temporariamente, afetando toda sua rotina.

Meses depois, o FBI divulgou um alerta comunicando que grupos de cibercriminosos estariam atacando empresas do setor e gerando diferentes prejuízos, seja no impacto à disponibilidade de sistemas, com solicitações de resgates após os ataques, ou mesmo com os custos de contenção, remediação e investigação dos incidentes. Os alertas do FBI chamaram a atenção ao mencionar que pequenas fazendas e produtores locais também foram alvo dos cibercriminosos.

De olho nesse cenário e considerando que muitos ataques não são divulgados por se tratar de empresas de menor porte, seguem seis recomendações que valem para operações de qualquer porte minimizarem os impactos de um potencial ataque:

1 – Instalar e manter atualizados softwares de antivírus ou antimalware e EDR (Endpoint Detection Response), que é utilizado para o bloqueio de ransomwares e a criptografia de arquivos nos servidores, desktops e notebooks.

2 – Realizar um ciclo permanente de gestão de vulnerabilidades do ambiente tecnológico para identificar as vulnerabilidades, priorizá-las e corrigi-las.

3 – Implementar o monitoramento dos eventos de segurança por meio de um SOC (Security Operation Center), que dará todo o suporte em caso de eventual incidente.

4 – Implementar uma política de backup que permita a restauração das informações caso necessário.

5 – Criar um processo de verificação e sanitização das contas com acesso aos ambientes, especialmente as que tenham acessos administrativos ou privilegiados.

6 – Implementar uma política de senha forte para os usuários.

Sabemos que não existe um ambiente 100% seguro, pois novos tipos de ataque surgem diariamente. Entretanto, essas medidas podem proporcionar um padrão inicial de segurança no setor e, com um contínuo monitoramento, reduzir as vulnerabilidades.

*Helder Assis é gerente de cibersegurança e de privacidade de dados na Protiviti, empresa especializada em soluções para gestão de riscos, compliance, auditoria interna, investigação, proteção e privacidade de dados.
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Artigo Técnico

Visão de futuro para o agro brasileiro: as megatendências

Por redação 21/10/2022
Escrito por redação

Visão de futuro para o agro brasileiro: as megatendências

Por Décio Luiz Gazzoni e Elísio Contini* – Ao olhar para o futuro, a primeira visão que nos ocorre é que não bastará produzir, será necessário fazê-lo com sustentabilidade. E essa é a primeira tendência, considerada transversal às demais, contida no documento “Visão de futuro do agro brasileiro”, produzido por uma equipe de centenas de técnicos da Embrapa, com o objetivo de balizar as suas ações nos próximos anos. Serve também como fonte de reflexão a todos os participantes dos diferentes elos das cadeias de valor do agronegócio, para que ninguém seja seduzido por sua zona de conforto e, sim, motivado a trilhar as sendas que mantenham a pujança e a competitividade do agro nacional.

Desenvolvimento sustentável, na definição adotada na Rio-92, é aquele que atende às necessidades do presente, sem comprometer a habilidade das gerações futuras de atender suas próprias necessidades. Do ponto de vista do agro, significa produzir com menores emissões de gases de efeito estufa (GEE), conservar a água, manejar adequadamente a fertilidade do solo, utilizar insumos de forma tecnicamente recomendada, ampliar o uso de bioinsumos, evitar desperdícios e perdas, e atentar para a condição social no campo, com emprego e renda dignos.

Sustentabilidade é uma imposição da sociedade global, que servirá como marco referencial para a ocupação de mercados. Esses exigirão demonstrações inequívocas, como o processo de rastreamento dos produtos agrícolas, descrevendo as tecnologias e as condições presentes ao longo de seu ciclo de vida. Temas como bioeconomia e bem-estar animal passarão a ser importantes vetores da produção agropecuária. A qual deverá harmonizar-se com o ambiente, o que implica na valoração e pagamento por serviços ambientais aos produtores, uma questão de justiça na repartição dos custos que gerarão benefícios a todos.

Mudanças climáticas

A multiplicidade e intensidade dos eventos climáticos extremos ocorridos em 2021, nos envia o sinal óbvio de que as previsões dos modelos matemáticos usados pelos cientistas transbordaram dos artigos científicas e passaram para o dia a dia do produtor rural. A agropecuária é fortemente impactada pelas mudanças climáticas. Que, ao mesmo tempo, também é chamada para fazer parte da solução. Produzir com a menor emissão de GEE por unidade de produto agrícola, a cada nova safra, é o grande desafio que se nos antepõe.

O Brasil já dispõe de políticas públicas bem-sucedidas, como o Plano ABC e o Programa de Bioinsumos. Mas, há muito mais a incorporar. Por exemplo, estudos da Embrapa demonstram ser possível ampliar a produtividade agrícola com o uso de polinizadores, sem expandir o uso de terra, insumos ou maquinários. Ou seja, produzir mais, com os mesmos recursos e insumos. No caso da soja, a cultura de maior expressão, sua integração com a apicultura pode significar até 18% de incremento de produtividade. O que permitiria reduzir em mais de 7 milhões de hectares a área necessária para obter a mesma produção. É o ganha-ganha com sustentabilidade.

Digitalização e automação

Há meros 50 anos, tudo o que se exigia de um trabalhador rural era bem operar enxada, facão ou gadanha. As colhedoras modernas possuem mais eletrônica embarcada que muitos aviões bimotores. Seus operadores necessitam conhecimento técnico e aprimoramento constante. O agro se torna progressivamente digital, tanto na gestão quanto nas operações técnicas. Grande parte dos controles passam a ser digitais, muitas vezes remotos. O que demanda um novo perfil no campo, com treinamento e assistência técnica permanente. E investimentos em universalização da energia e da conectividade das propriedades rurais.

As margens no negócio agrícola estão se tornando progressivamente menores, com os ganhos de produtividade e as exigências de competitividade. Para tanto, além da escala, é necessário um ajuste fino nos métodos de gestão e produção. O que aumenta a responsabilidade de órgãos de capacitação, como o Senar, e de associativismo, como as cooperativas, que têm o desafio de inserir o pequeno e médio produtor no contexto do complexo agronegócio moderno, cada vez mais digital.

Tecnologia e agregação de valor

Cada vez menos cidadãos habitam e labutam nas propriedades rurais. Menos mão-de-obra exige intensificação tecnológica, mais automação e mecanização, ganho de escala produtiva e avanços tecnológicos. Dos laboratórios de pesquisa vertem inovações, que facilitam a vida do agricultor. Também surgem novas tecnologias que aumentam a saudabilidade dos alimentos, inclusive com melhoria de suas propriedades nutricionais e de redução de risco de determinadas doenças, beneficiando todos os cidadãos.

Novos desafios exigirão novas tecnologias. À guisa de exemplo, o enfrentamento das mudanças climáticas, com secas mais intensas e prolongadas, exigirá novas variedades, que mantenham a capacidade produtiva, mesmo sob condições de estresse hídrico. A pressão por sustentabilidade exigirá sistemas de produção que aumentem continuamente a produtividade agrícola, com menor demanda de insumos por unidade produzida.

O desenvolvimento tecnológico demandará cada vez mais integração de profissionais com formação e habilidades diversificadas. Os institutos de pesquisa serão requisitados com intensidade crescente, para antecipar-se aos problemas e entregar soluções inovadoras, com quebras de paradigma, para sempre atender às exigências dos consumidores. O que impõe aos governos e à iniciativa privada investimentos elevados e contínuos no quantitativo e na qualidade dos cientistas, além de equipamentos e condições de trabalho à altura dos desafios.

O aumento da renda per capita, do acesso à informação e da comunicação leva ao aumento da demanda por alimentos específicos, como proteínas animais. Em contraponto, surgem novos hábitos como o veganismo ou flexitarianismo, e todos precisam ser atendidos. As cadeias de valor necessitam adequar-se rapidamente para contemplar as novas tendências, sejam elas nichos ou macro mercados. A incorporação de valor antes da exportação é um dos principais desafios a solver no futuro mediato, para garantir a pujança do nosso agronegócio.

Governança

A sigla ESG, copiada do inglês Environmental, Social and Governance, significa atenção para os aspectos ambientais, sociais e de governança de um empreendimento. É um conceito de introdução recente, mas sintetiza algo que veio para ficar, um sinônimo de sustentabilidade. As cobranças com a proteção ao ambiente, com as interfaces sociais (do trabalhador rural ao consumidor) e com a gestão correta e transparente serão permanentes e fator de competitividade.

A atenção aos critérios ESG inclui a gerência de riscos, desde os que afetam a produção na fazenda, como os que percolam a cadeia de valor, até o consumidor. O que inclui atenção aos sistemas de produção, observância de recomendações técnicas, conexão permanente com o mercado e capacidade de introjetar ao longo da cadeia de valor os desejos e anseios dos consumidores, bem como as imposições de certificação (setor privado) e de normas legais (governos) ou convencionadas (organizações internacionais).

Agropensa

O Agropensa é o ponto focal da inteligência estratégica da Embrapa. Trata-se de uma iniciativa que visa produzir e difundir conhecimentos que apoiem a formulação de estratégias para o agronegócio, beneficiando não apenas a Embrapa, mas outras instituições que atuem no setor. Os interessados no tema podem acessar https://www.embrapa.br/agropensa, e quem quiser se aprofundar na visão de futuro do agro brasileiro pode ingressar em https://www.embrapa.br/visao-de-futuro.

Os autores são pesquisadores da Embrapa. D. L. Gazzoni é membro do Conselho Consultivo Agro Sustentável.
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Notícias

Um dos pilares da economia, agro representa 27% do PIB

Por redação 21/10/2022
Escrito por redação

Mesmo em tempos de crise acentuada, o segmento continuou prosperando no Brasil

Um dos pilares da economia, agro já representa 27% do PIB do paísSegundo pesquisa recente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, o agronegócio brasileiro é um dos pilares da economia e já representa 27% do PIB do país. O que faz com que empresas nesse segmento sejam uma ótima opção para quem deseja empreender, tendo em vista que o segmento é recorrente e está em expansão.

Mesmo em tempos de crise acentuada, esse segmento continuou prosperando no Brasil e, de acordo com Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da USP, apenas no segundo semestre deste ano mais de 19 milhões de pessoas estão empregadas no agronegócio brasileiro.

Para Romário Alves, CEO de uma das principais empresas no setor de agronegócios, a rede de franquia Sonhagro – especializada em Consultoria de Crédito Rural para pequenos, médios e grandes produtores rurais –, o crédito rural é o adubo do agronegócio, “havendo mais investimentos por parte do governo, a carteira de pessoas que terão seus sonhos realizados será maior”, comenta.

Com mais de 3 mil contratos realizados no plano safra 2021/2022, a rede pretende ultrapassar o faturamento de R$ 10 milhões no plano safra 2022/2023. “Os modelos de franquias é algo já validado e com total suporte da franqueadora. Por isso, o risco é muito menor do que com relação aos negócios próprios”, afirma o CEO da rede Sonhagro.

Para aquele que deseja se tornar um franqueado e ter o seu próprio negócio com lucratividade acima de 30%, a Sonhagro dispõe de três modelos de negócio. O investimento inicial é a partir de R$19.990,00 mil na modalidade Home Based, a partir de R$41.520,00 no Agro Room e a partir de R$64.740,00 no modelo Comercial. O prazo de retorno do investimento varia de 4 e 24 meses.

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Tecnologia

Livro caixa do produtor: tecnologias auxiliam na obrigação fiscal

Por redação 21/10/2022
Escrito por redação

Burocracias do documento podem ser resolvidas com o auxílio de soluções de gestão

Livro caixa do produtor: tecnologias auxiliam na obrigação fiscalO Livro Caixa do Produtor Rural (LCDPR) é uma das mais importantes obrigações fiscais no agronegócio e deve ser entregue até o fim do prazo para envio da Declaração de Imposto de Renda. Geralmente, nos últimos meses do ano os produtores rurais começam a organizar as informações do LCDPR, mas hoje há ferramentas que podem ajudá-los nessa tarefa.

Todas as pessoas físicas que atuam na área de exploração rural e que tiveram renda bruta acima de R$ 4,8 milhões ao longo do ano precisam entregar o livro caixa – LCDPR obrigatoriamente. Na escrituração, devem constar as receitas, investimentos, despesas de custeio, adiamentos, notas fiscais, contratos e outras informações referentes às movimentações financeiras.

Com o apoio da tecnologia, o produtor rural pode utilizar soluções que auxiliam no controle financeiro em tempo real. Softwares de gestão, por exemplo, conseguem registrar as atividades da propriedade e, no período de entrega do LCDPR, geram o arquivo automaticamente, seguindo o padrão da Receita Federal.

Segundo Leandro Xavier, CEO do MyFarm, startup que leva o mesmo nome do software de gestão para pequenos e médios produtores rurais, as novas soluções digitais garantem a adequação do LCDPR. “Não há mais a necessidade de reunir as informações de forma manual, o que pode ocasionar muitas falhas, devido ao volume de dados necessários”, diz o CEO.

Caso o documento seja enviado fora do prazo ou com informações incorretas, o produtor rural pode pagar uma multa de até 1,5% do valor das transações comerciais. “Para seguir rigorosamente o padrão exigido pela legislação, é importante não deixar para a última hora e usar uma tecnologia eficiente”, afirma Leandro Xavier.

21/10/2022 0 Comentários
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Agro sustenta superávit de US$ 4,3 bilhões na balança comercial brasileira em janeiro
Tecnologia

Fundação da AGCO inicia projeto com Universidade de Berna

Por redação 20/10/2022
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Fundo apoiará a universidade no desenvolvimento de soluções agrícolas para aumentar a eficiência na produção

AGCO Agriculture Foundation inicia projeto com Universidade de BernaA AGCO Agriculture Foundation (AAF), fundação privada que tem como objetivo prevenir e combater a fome por meio do desenvolvimento agrícola sustentável, anunciou uma doação de CHF 195.000 (francos suíços) para a Universidade de Ciências Aplicadas de Berna (Escola de Ciências Agrícolas, Florestais e Alimentares). A doação apoiará a implementação de um projeto agrícola de três anos, que busca promover a aplicação de métodos de controle de ervas daninhas baseados em plantio direto, com robôs leves de campo desenvolvidos para climas frios e úmidos, como o da Europa Central.

O projeto se concentrará em métodos de controle de ervas daninhas sem contato, em conjunto com pequenos robôs, com o objetivo de ajudar a aumentar a sustentabilidade da produção agrícola, evitar a compactação do solo e minimizar a emergência de ervas daninhas. A iniciativa será realizada com a participação de estudantes universitários, em nível de mestrado e graduação, envolvendo o escopo do projeto e outras questões relacionadas à sustentabilidade. As descobertas e inovações relacionadas aos conhecimentos emergentes do projeto serão repassadas aos agricultores e às principais partes interessadas, com o intuito de melhorar a produção de culturas sustentáveis e a eficiência da operação na propriedade rural.

Apoiar os agricultores para aumentar a produtividade agrícola torna-se cada vez mais importante, à medida que as mudanças climáticas têm intensificado os problemas causados pelas ervas daninhas e continuam a afetar a produção global de alimentos. Além disso, soluções agrícolas, como robôs de campo semiautônomos, pequenos e leves, podem contribuir para um aumento significativo na eficiência da produção agrícola, reduzindo o impacto da pressão sobre o solo.

Juntamente com a Universidade de Ciências Aplicadas de Berna (Escola de Ciências Agrícolas, Florestais e Alimentares) e o apoio técnico da Fazenda do Futuro da AGCO, na Suíça, o projeto promoverá o uso de culturas aráveis em linha com agricultura de precisão, disponibilizando, assim, mais áreas de plantio.

“A eficiência na produção de alimentos continua sendo um dos maiores desafios do mundo agrícola no contexto de eventos e mudanças climáticas. Esperamos que nossa contribuição a programas como este da Universidade de Berna possa ajudar a superar alguns desses desafios e avançar na formação de profissionais nesta área para o benefício mais amplo das comunidades agrícolas na Europa”, afirma Roger Batkin, Presidente do Conselho da AGCO Agriculture Foundation.

20/10/2022 0 Comentários
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O crescimento da produção de grãos deverá ser de 6,5 milhões de toneladas o que representa um volume 2,8% superior
Notícias

Safra de grãos será a maior já registrada na história do Brasil

Por redação 20/10/2022
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Setor deve alcançar 312,4 milhões de toneladas, aumento de 15,32% em relação ao ano anterior

Safra de grãos será a maior já registrada na história do BrasilA safra de grãos deve alcançar novo recorde para 2022/2023, chegando em 312,4 milhões de toneladas, aumento de 15,32% em relação ao ano anterior. Já a soja e o milho, juntos, devem produzir 279 milhões de toneladas na temporada. A soja é responsável por 50% da produção, seguida por milho (40%), arroz (3,5%) e trigo (3%).

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o aumento na safra de grãos se deve ao clima e ao crescimento em 3% da área plantada. Para o especialista Leonardo Sodré, CEO da GIROAgro, empresa de fertilizantes, “a alta se deve também às técnicas aprimoradas no manejo das culturas, controle de pragas e doenças, genética e o uso de fertilizantes, tanto no solo (macronutrientes) quanto na folha (micronutrientes)”.

As estimativas são de que a colheita de grãos seja a maior já registrada na história do Brasil, sendo a primeira vez que a safra alcança a casa dos 300 milhões de toneladas. O principal Estado na temporada de produção é o Mato Grosso, seguido por Paraná e Rio Grande do Sul.

Com a alta da produção, a expectativa é de crescimento do nível de exportações. “Nos últimos anos, o agronegócio brasileiro tem se destacado e vem disputando o mercado internacional em igualdade com outros grandes players, como Estados Unidos, China e Índia. Se mantivermos o ritmo de investimentos, aprimorando técnicas agrícolas com desenvolvimento tecnológico, novos recordes serão batidos constantemente. Isso consolida a posição de destaque do Brasil no mercado global de produção agrícola”, finaliza Leonardo.

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Notícias

Você sabia? Grades para preparo de solo não são iguais

Por redação 19/10/2022
Escrito por redação

Escolha errada pode comprometer toda a operação, seja para nivelamento, incorporação ou aração; especialista orienta para o produtor não amargar prejuízos

Você sabia? Grades para preparo de solo não são todas iguaisTão importante quanto o preparo de solo, é a escolha dos equipamentos para esta etapa do plantio, como as grades por exemplo. É fundamental que o produtor a enquadre de acordo ao seu objetivo, seja ele o nivelamento, incorporação ou ainda aração. O implemento também precisa ser adequado para a potência do trator.

Os diferentes modelos de grades hoje no mercado têm diversas finalidades, características, espaçamentos e dimensões de discos, cada qual com funções específicas para tipo e nível de compactação de solo. Por isso, requerem diferentes faixas de potência do trator. Mas, o resultado operacional pode ser um desastre já que muitos produtores, por não terem suporte técnico adequado, ou quando induzidos pelo preço de custo do produto, acabam errando no investimento de sua grade e amargando prejuízo.

Segundo Joel Backes, bacharel em administração de empresas pela faculdade Anhanguera e diretor comercial no Grupo Piccin, são vários os fatores que o produtor deve se atentar ao escolher sua grade. A etapa inicial é avaliar qual o manejo, a exemplo: abertura de áreas novas/virgens, recuperação de pastagens, corte de palhada/resto de culturas para plantio direto, niveladoras para acabamento, niveladoras para movimentação, nivelamento mais pesado, incorporação de corretivos (atentando a profundidade ideal).

“Sobre esta informação inicial, cabe identificar qual o espaçamento necessário entre discos, tamanho ideal deles, tipo de mancal, estrutura de solo e a potência do equipamento escolhido”, detalha o profissional. Além disso, o tamanho, potência e características do trator que irá realizar o tracionamento do equipamento é de extrema relevância, uma vez que ele irá fornecer a força, vazão de óleo e velocidade necessária para o implemento em referência.

O especialista destaca que outro ponto importante é a variabilidade de terrenos e solos que o Brasil possui em seu território e que estes ainda possuem peculiaridades menores ainda. A Piccin Equipamentos por exemplo, oferece em seu portfólio implementos variados, para diversas necessidades, visando que o produtor tenha a melhor performance, qualidade nos resultados, facilidade na operação e aumento de sua produtividade. “Considero que a consultoria de um técnico é fundamental para ele atingir a elegibilidade do equipamento correto para sua propriedade”, diz Backes.

Máquina errada, prejuízo certo

A escolha de um equipamento inadequado acarreta prejuízos financeiros e operacionais. Por exemplo, com a grade incorreta, o produtor terá que realizar mais de uma operação sobre a mesma área. Fato muito comum, conforme o diretor diz, inclusive, resultando em consumo extra de combustível, custo de tempo hora dobrado, depreciação do implemento/trator e podendo afetar inclusive a lavoura, dada a janela de trabalho.

“Dependendo do tamanho da área, o prazo disponível para o manejo de solo x clima x cultivar, pode resultar em uma perda de produtividade do cultivo. O inverso também vale citar, já que em algumas situações existem equipamentos que podem eliminar uma ou mais operações; em consequência, elegendo o produto correto, alcança um ganho operacional aliado a uma redução de custo”, conta Backes.

Grades com tecnologia

Visualmente as grades transparecem ser um produto simples e de fácil engenharia, contudo este segmento de máquinas exige muito conhecimento e prática de campo. As da Piccin Equipamentos possuem um equilíbrio entre seus ângulos de corte, peso estrutural, espaçamentos e estabilidade de trabalho/flutuação.

As aradoras têm alto poder de corte e penetração. “A empresa é a única fabricante que trabalha com discos com corte em “V” e maior ângulo de ataque ao solo, proporcionando melhor corte e incorporação. Temos também um sistema de flutuação do quadro equilibrado, entregando flexibilidade de trabalho em diferentes condições de solo”, relata Backes.

Já os chassis são produzidos com vigas estruturais que entregam resistência e durabilidade, evitando manutenção, custos operacionais e prolongando a vida útil do equipamento.

19/10/2022 0 Comentários
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