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Notícias

Suspensão de recursos do Moderfrota preocupa o setor

Por redação 02/09/2022
Escrito por redação

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) suspendeu pedidos de financiamento de várias linhas do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2022/2023, incluindo o Moderfrota, para a aquisição de máquinas e equipamentos agrícolas

Suspensão de recursos do Moderfrota preocupa o setorOs recursos para a aquisição de máquinas e equipamentos agrícolas do Plano Safra 2022/2023 já se esgotaram. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) emitiu circular informando que novos protocolos de pedidos de financiamento pelo programa Moderfrota foram suspensos “em razão do comprometimento total dos recursos disponíveis”.

No total, 11 linhas foram suspensas, entre elas o Programa Crédito Agropecuário Empresarial de Investimento, Linhas de Investimento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), Linhas de Custeio e de Investimento do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) e Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária (Inovagro).

Cerca de R$ 5,9 bilhões destinados ao programa já foram utilizados. A suspensão dos recursos do Moderfrota já era esperada pelo setor, que temia o esgotamento em pouco mais de dois meses de sua liberação devido à alta demanda por novas máquinas e equipamentos, apesar da redução de crédito rural e da alta dos juros.

A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) chegou a solicitar R$ 32 bilhões ao governo federal quando da elaboração do Plano Safra 2022/23. No entanto, foram anunciados apenas R$ 10 bilhões. De lá para cá, alguns programas sofreram cortes pelo governo federal, incluindo o Moderfrota, para remanejamento ao Pronaf.

“Neste ano, o faturamento do setor deve crescer 7,5% real. É um número muito significativo, já que estamos com uma base de comparação muito alta depois do crescimento de 17% em 2020 e 42% em 2021”, pontua Pedro Estevão Bastos de Oliveira, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Abimaq.

Apenas no primeiro semestre deste ano, as vendas de máquinas agrícolas, entre tratores e colheitadeiras, registraram um aumento de 32,9% na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo balanço da Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

02/09/2022 0 Comentários
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Notícias

Edital destina R$ 7,5 milhões para inovação do agro gaúcho

Por redação 02/09/2022
Escrito por redação

Serão aportados R$ 7,5 milhões destinados a projetos multidisciplinares, científicos e tecnológicos para o desenvolvimento do agronegócio gaúcho

Edital destina R$ 7,5 mi para inovação do agro gaúchoO Inova Agro, novo edital da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs), vinculada à Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, foi lançado em evento, nesta quinta-feira (1/9), no RS Innovation Agro Stage, palco da inovação na 45ª Expointer, em Esteio. Serão aportados R$ 7,5 milhões destinados a projetos multidisciplinares, científicos e tecnológicos para o desenvolvimento do agronegócio gaúcho.

O objetivo do edital é apoiar equipes de pesquisa instaladas no Rio Grande do Sul cujo foco seja a inovação de produtos e processos abrangendo pelo menos um dos seguintes temas: agronomia, recursos florestais e engenharia florestal; ciência e tecnologia de alimentos; engenharia agrícola; e/ou medicina veterinária, zootecnia e recursos pesqueiros.

Pessoas físicas vinculadas a Instituição de Ciência e Tecnologia (ICT), empresas de pequeno e médio porte e startups são o público-alvo, sendo que parcerias entre ICTs e empresas serão priorizadas.

A iniciativa visa estimular a pesquisa e a geração de tecnologia e inovação no universo agro. “Há alguns critérios de avaliação. Serão considerados, por exemplo, o mérito e originalidade científica/tecnológica da proposta, o potencial de inovação e a capacitação da equipe executora”, disse o diretor técnico-científico da Fapergs, Rafael Roesler.

As propostas devem ser submetidas até 21 de outubro, e a divulgação do resultado final deve ocorrer a partir de 17 de novembro. Os projetos aprovados terão o prazo máximo de 36 meses para execução. O edital completo está disponível em: fapergs.rs.gov.br.

O lançamento contou com a presença do secretário Alsones Balestrin (Sict), que destacou que o investimento em projetos de fomento ao agronegócio já atingiu a marca de R$ 38,5 milhões. “Esse não é o primeiro investimento de inovação no agronegócio, mas um edital exclusivo ao setor privilegia a importância desse segmento para o desenvolvimento do Estado. Isso é algo muito importante para fomentarmos ainda mais o nosso agronegócio”, afirmou.

Sobre o RS Innovation Agro

O RS Innovation Agro é o primeiro espaço voltado exclusivamente para inovação agro na Expointer, e sua programação segue até o encerramento da feira, no domingo (4/9). A iniciativa é uma realização da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac) com apoio estratégico da Sict.

O ambiente consiste em um hub para compartilhar, debater e divulgar soluções tecnológicas e de inovação no setor do agronegócio e acontece dentro da Casa da Febrac, na Avenida Boulevard, dentro do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio.

O evento conta com a exposição de mais de 60 startups e 10 empresas, além da participação de mais de 100 speakers. Entre seus principais espaços estão o RS Innovation Agro Stage, onde são realizados painéis, palestras e apresentações de startups.

Fonte: Secom e Ascom Sict
02/09/2022 0 Comentários
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Notícias

CNA debate registro de tratores e mercado de carbono

Por redação 01/09/2022
Escrito por redação

Palestras fazem parte da programação do estande do Sistema CNA/Senar na Expointer

CNA debate registro de tratores e mercado de carbono

Caminhos para a exportação, registro de tratores, mercado de carbono, regularização fundiária, comunicação e tecnologias de Agricultura de Baixo Carbono (ABC). Esses foram os temas debatidos no estande do Sistema CNA/Senar, na quarta (31), durante a Expointer 2022, em Esteio (RS).

A primeira palestra do dia foi sobre o projeto Agro.BR. A assessora de Relações Internacionais da CNA Rita Padilha apresentou todos os serviços que a iniciativa oferece para os pequenos e médios produtores que têm interesse em começar a exportar, como as rodadas de negócio, o programa de Aterrissagem, capacitações, missões internacionais e o apoio dos escritórios estaduais e internacionais.

Gabriela Bennett Bragança, de São Gabriel (RS), assistiu a palestra e disse que ainda não conhecia esse tipo de trabalho da CNA. “Achei muito interessante, inclusive pretendo conversar com as pessoas da minha região e levar essa informação que ainda não chegou lá. É muito importante ver os depoimentos de quem está dentro do projeto e gosta de fazer parte”.

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Em seguida, o coordenador administrativo do Instituto CNA, Carlos Ribeiro, falou sobre o Registro Nacional de Tratores e Máquinas Agrícolas (Renagro) e a importância do produtor rural formalizar a documentação de máquinas e equipamentos a partir do dia 30 de setembro.

O registro poderá ser feito por meio do ID Agro Máquinas, plataforma desenvolvida pelo Instituto CNA em parceria com o Ministério da Agricultura (Mapa). O aplicativo ID Agro está disponível para download nos sistemas Android e iOS. Para mais informações e consultas, acesse https://www.idagro.com.br/.

Em sua palestra, o coordenador de Sustentabilidade da CNA, Nelson Ananias, destacou as oportunidades do mercado de carbono para o setor agropecuário. Segundo ele, é um instrumento que auxilia o país a cumprir as metas ambientais estabelecidas na Conferência do Clima e, ainda, reconhece as ações que o produtor rural já vem fazendo no campo, como o plantio de florestas e o uso de tecnologias ABC.

Para a Andreia Brondani, de Cacequi (RS), o produtor rural é quem mais se preocupa em cuidar do meio ambiente e tem interesse em entrar no mercado de carbono. “O Brasil produz cada vez mais no mesmo território, então estamos trabalhando corretamente para aumentar a produtividade na mesma área”.

À tarde, a produtora rural e influencer digital Camila Telles falou da sua trajetória profissional e mostrou a importância das redes sociais como fonte de informação e para a imagem do setor. “O agro precisa estar em todos os lugares”.

Já o assessor técnico da CNA José Henrique Pereira apresentou a Plataforma de Governança Territorial (PGT) do Incra e os principais serviços que podem ser acessados. Nesse contexto, Pereira destacou a importância da regularização fundiária para valorizar o patrimônio do produtor, promover a segurança jurídica, dar transparência necessária para a atividade rural e possibilitar o acesso do produtor a políticas públicas governamentais, como o crédito e o seguro rural.

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O ciclo de palestras do dia foi encerrado com a apresentação do assessor técnico do Senar Rafael Costa sobre o trabalho de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) com adoção de tecnologias ABC. Ele afirmou que um bom caminho da transição para uma economia de baixo carbono é buscar representatividade, participar de programas de assistência técnica e capacitações e adotar práticas gerenciais para conhecer o negócio.

“Aprendi muito com a palestra. Acho que esse tema deveria ser obrigatório nas escola. As nossas crianças tinham que ter contato com tudo isso. É uma palestra tão curta, mas que acrescenta tanto e pode até despertar nas crianças e nos jovens um mundo novo”, disse Thais Tatini, de São Paulo, que assistiu à apresentação.

01/09/2022 0 Comentários
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Valor Bruto da Produção da agropecuária deve crescer 11,7% em 2025
Notícias

PIB da agropecuária recua 2,5% no 2º trimestre

Por redação 01/09/2022
Escrito por redação

Valor divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira se refere à comparação com igual período do ano passado

PIB da agropecuária recua 2,5% no 2º trimestreO Produto Interno Bruto (PIB) da Agropecuária registrou queda de 2,5% no 2º trimestre na comparação com igual período do ano anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (1º). Em relação ao trimestre imediatamente anterior houve alta de 0,5%.

Saiba como escolher o trator ideal para sua propriedade

Entre os produtos agrícolas, cujas safras são significativas no segundo trimestre, a soja (-12,0%) e o arroz (-8,5%) apresentaram decréscimo na estimativa de produção anual e perda de produtividade. Já o milho e o café apontaram crescimento em 2022, estimado em 27% e 8,6%, respectivamente. Já as estimativas da Pecuária deram uma contribuição positiva ao desempenho da Agropecuária no segundo trimestre, com destaque para os bovinos.

O Produto Interno Bruto (PIB) total do País cresceu 1,2% no segundo trimestre, comparado ao trimestre anterior, na série com ajuste sazonal. Frente ao mesmo trimestre de 2021, o PIB cresceu 3,2%.

Fonte: Datagro
01/09/2022 0 Comentários
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Tecnologia

Tatu Marchesan apresenta novo distribuidor de sementes

Por redação 31/08/2022
Escrito por redação

Do pequeno ao grande produtor, a marca está presente na Expointer com soluções que vão desde o preparo de solo até a colheita

Tatu Marchesan apresenta novo distribuidor de sementesA Tatu Marchesan, uma das maiores fabricantes de máquinas e implementos agrícolas da América Latina e especialista em plantio, leva para Expointer 2022 seu portfólio completo de produtos que vão desde o preparo de solo, conservação, plantio e colheita.

Dentre as novidades que poderão ser conferidas no estande da Tatu, destaque para o novo sistema de distribuição de sementes SIGMA; o novo sistema de distribuição de adubo – Alpha, presente na família das plantadeiras autotransportáveis USAP 3200 e em toda a família de plantadeiras; o Compostador de resíduos orgânicos – CRO 4.0; e a Semeadeira SDA-T, desenvolvida especialmente para as culturas de inverno.

A Tatu Marchesan inova ao unir tecnologia e tradição ao novo sistema de distribuição de sementes e de adubo (Sistema Sigma e Sistema Alpha), ampliando a família da plantadeira autotransportável USAP 3200. Outra novidade que os gaúchos terão a oportunidade de conhecer em primeira mão é a nova tecnologia exclusiva presente nas plantadeiras USAP, o novo Sistema Hidráulico Tatu Marchesan – SHT, que já vem de linha desde a Agrishow 2022.

Em um momento em que se busca a sustentabilidade na lavoura, a Civemasa, marca da Marchesan com foco em implementos para a cultura de cana-de-açúcar, comprova sua eficiência e cuidado com o meio ambiente. O destaque da Civemasa na Expointer 2022 é o Compostador de resíduos orgânicos (modelo CRO 4.0). O CRO trabalha na aeração da compostagem e vem equipado com pneus de alta flutuação (14×17.5/14L). O produtor conta ainda com opcionais, como o Kit Sulcador ou Kit Sulcador com pulverização, com tanque de 600 litros.

E reforçando o compromisso em oferecer soluções inovadoras ao mercado, com foco na região sul do Brasil, os visitantes poderão conhecer a Semeadeira modelo SDA-T, desenvolvida especialmente para as culturas de inverno. Equipada com 23 linhas e espaçamento de 175mm, possui corte de palhada e acompanhamento do terreno com as linhas pantográficas, efetua a semeadura de trigo/grãos finos com alta qualidade na distribuição das sementes. Eficaz em diversos tipos de solo e palhada, com chassi exclusivo com duas portas linhas e um ótimo desencontro, facilitando a vazão de resíduos.

Estes são apenas alguns dos produtos que estarão à disposição do público durante os nove dias da feira. Presente com todo o time Tatu Marchesan, os produtores poderão conhecer, tirar suas dúvidas e verificar os benefícios de cada implemento, a partir deste sábado (27). O estande da Tatu está localizado na quadra QCD3 LT 1, bem ao lado do SIMERS (Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no RS), no Parque de Exposições Assis Brasil.

Suporte ao cliente

Para trazer segurança e tranquilidade aos clientes, a Tatu Marchesan conta com uma rede de revendedores treinada e capacitada para oferecer suporte e assistência técnica em todo o país, em especial, aos produtores da região sul. Bem como uma equipe comercial atuante, com residentes por todo o estado do Rio Grande do Sul, prontos para atender as necessidades dos agricultores gaúchos.

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Notícias

Norte e Nordeste deverá moer 57 milhões/t de cana

Por redação 31/08/2022
Escrito por redação

Na temporada passada, processamento se situou em torno de 54 milhões de toneladas

Norte e Nordeste: moagem de cana deve chegar a 57 milhões/t Dados compilados pela Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia – NovaBio indicam perspectivas de natureza agrícola positivas para a safra 2022/2023 no Norte e Nordeste. A região, segundo cálculos da entidade que congrega 35 usinas em 11 estados brasileiros, deverá moer 57 milhões de toneladas de cana, volume superior à produção de 54 milhões de toneladas registrada na safra passada (2021/2022).

Segundo o presidente-executivo da NovaBio, Renato Cunha, a moagem no Norte e em curso nos estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Maranhão, Pará, Piauí, Tocantins, Bahia e Sergipe já superou 5,1 milhões de toneladas até 20 de agosto deste ano. “Esse volume corresponde a 8,9% do total previsto para a safra 2022/2023, de 57 milhões de toneladas. Em termos de perfil de produção, o açúcar deverá apresentar um protagonismo maior em função das condições de mercado mais favoráveis”, explica o executivo, que também preside o Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool do Estado de Pernambuco (Sindaçucar/PE).

Ainda, numa primeira estimativa para o Nordeste, projeta-se moagem total de 19,5 milhões de toneladas em Alagoas, 14 mi/tons em Pernambuco, 6,3 mi/tons na Paraíba, 5,2 mi/tons na Bahia, 3,1 mi/tons no Rio Grande do Norte, 2,5 mi/tons no Maranhão, 1,5 mi/tons no Piauí e 1,9 mi/tons em Sergipe. Na região Norte, espera-se um aumento de 3% nos estados do Tocantins e Amazonas, que deverão moer 2,44 mi/tons e 320 mil/tons, respectivamente. No Pará serão esmagadas 1,3 mi/tons de cana.

Em abril do próximo ano, haverá fechamento da safra de cana 2022/2023 nos estados da Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Piauí, Tocantins e Amazonas. Em agosto de 2023, a moagem será encerrada em Pernambuco, Alagoas, Rio Grande do Norte, Bahia, Paraíba e Sergipe.

Safra passada

No ciclo de moagem 2021/2022 do Norte e Nordeste, já encerrado, as unidades produtoras do Nordeste esmagaram 46,41 milhões de toneladas, enquanto as do Norte processaram 7,59 milhões de toneladas. No total, a produção de 54 milhões de toneladas alcançada pelas 53 usinas presentes em 11 estados do Norte e Nordeste foi 3,8% maior do que o verificado na safra 2020/2021, quando foram registradas 52 milhões de toneladas.

Na safra 2021/2022, a fabricação de açúcar atingiu a marca de 2,9 milhões de toneladas, quantidade similar ao verificado na safra anterior. Já a fabricação total de etanol foi praticamente estável em relação ao ciclo anterior. Somando anidro e hidratado, o Norte e Nordeste entregou 2,1 bilhões de litros ao mercado. O destaque mais evidente foi a produção do etanol anidro, que atingiu 1,02 bilhão de litros, quantidade 7% superior à da safra 2020/2021, quando se produziu 950 milhões de litros.

Fonte: Datagro
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Opinião

Irrigação localizada assegura florada da lavoura de café

Por redação 31/08/2022
Escrito por redação

Por Gabriela Terra*

Irrigação localizada assegura florada da lavoura de caféA florada é uma das fases mais importantes na cafeicultura, essa etapa é responsável por definir o potencial produtivo da lavoura para o próximo ano. O que sucedia nos anos anteriores, era que na retomada do período chuvoso, geralmente em setembro/outubro, as gemas se hidratavam, os botões cresciam e, alguns dias depois, ocorria a abertura floral.

Esse ano, ocorreu o adiantamento da diferenciação floral, abotoamento e florada dos cafeeiros, que, segundo a Procafé, teve esse comportamento principalmente devido às condições climáticas, estresse hídrico e temperaturas elevadas.

Com o déficit hídrico acumulado na maioria das áreas cafeeiras do Brasil, as plantas estavam estressadas com indução floral adiantada, e com o baixo índice de chuva que sucedeu, houve um estímulo da abertura floral e como esse fator ocorreu em um período seco é um grande risco para os produtores que não possuem irrigação, pois a abertura floral sem chuvas pode levar ao abortamento das flores e perdas de produção para a safra do próximo ano, já os produtores que possuem a tecnologia da irrigação conseguiram manter os botões hidratados, garantindo o pegamento da florada.

A irrigação na fase de pré florada garante plantas hidratadas, com menor índice de estresse hídrico, maior nível de hidratação das folhas, e consequentemente maior hidratação das gemas florais, o que faz com que a planta chegue na fase de florada, mais hidratada e menos estressada. Resultando assim em uma porcentagem maior de pegamento floral e menores riscos com abortamento, tendo em vista que plantas com estresse hídrico levam ao abortamento das flores.

Outro aspecto importante para a produção de flores e frutos no café arábica é garantir o crescimento de ramos plagiotrópicos, ou seja, garantir o crescimento vegetativo das plantas, que influencia diretamente no florescimento e frutificação. A irrigação contribui para a formação de folhas novas, e evita a queda prematura delas, assegurando assim uma florada de sucesso.

*Gabriela Terra é especialista agronômica da Netafim
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Notícias

Expointer aborda inteligência artificial na fruticultura

Por redação 31/08/2022
Escrito por redação

Técnicas de automação e de inteligência artificial e o cultivo de frutas com diferencial de mercado estão promovendo importantes avanços no setor

Expointer aborda inteligência artificial e avanços na fruticulturaO segmento da fruticultura no Rio Grande do Sul passa por um processo de modernização e aprimoramento. Investir em ciência, pesquisa e inovação vem fazendo a diferença para a lavoura frutícola no Estado. Técnicas de automação e de inteligência artificial e o cultivo de frutas com diferencial de mercado estão promovendo importantes avanços no setor. O tema foi discutido nesta terça-feira (30/8), durante o RS Innovation Agro, na 45ª Expointer.

A Universidade Federal de Pelotas (UFPel) está utilizando inteligência artificial para desenvolver soluções que possam otimizar o segmento. A instituição projetou armadilhas inteligentes, que são equipamentos eletrônicos usados para monitorar a população de pragas que afetam o cultivo.

Pequenos computadores, embarcados em uma rede de armadilhas espalhadas na propriedade, captam imagens e identificam, automaticamente, qual a praga — e a quantidade de insetos — que está prejudicando o plantio. Os sensores comunicam-se por meio de uma rede sem fio. A máquina faz todo o processo que antes demandava muito trabalho humano e era mais sujeito a erros. O objetivo do projeto é melhorar a realidade produtiva no campo.

“Monitoramos a população de duas pragas em pomares, com redes neurais artificiais, para verificar se é preciso aplicar defensivos. É uma técnica precisa, com alto grau de acerto. Então, a gente vê a eficiência da inteligência artificial”, afirmou Paulo Ferreira Jr., professor pesquisador da UFPel.

Outro case interessante é o da marca coletiva Amecitrus, que foi criada para fortalecer a cadeia produtiva da citricultura no Vale do Caí. Com sabor bastante adocicado e agradável, a bergamota montenegrina tem excelente aceitação no mercado brasileiro. A marca Amecitrus foi pensada como alternativa de agregação de valor, consolidando a produção de frutas cítricas naquela região do Estado. A iniciativa visa ampliar a visibilidade do produto, a partir de ações de marketing, e abrir novos mercados.

“Em 2019, foi fundada a Associação da Citricultura do Vale do Rio Caí, que compreende 77 famílias produtoras e tem o propósito específico de fazer a gestão da marca coletiva, isto é, dizer quais são as regras de utilização e quem pode utilizar. A ideia é que a fruta seja cada vez mais reconhecida pelo seu padrão diferenciado”, afirmou o gestor de projetos do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Junior Utzig.

• A programação do RS Innovation Agro segue até o encerramento da Expointer, no próximo domingo (4/9). Esta é a primeira vez que a feira conta com um espaço voltado exclusivamente para apresentar e discutir as inovações do agronegócio.

O RS Innovation é uma realização da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), com apoio estratégico da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (SICT).

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Notícias

Expointer tem público recorde no 1º final de semana

Por redação 31/08/2022
Escrito por redação

Nos 337 estandes deste ano, visitantes podem experimentar queijos, salames, melado, geleias, compotas, mel, vinhos, espumantes, cachaças, pães e cucas

Expointer tem público recorde no 1º final de semanaA 45ª Expointer recebeu no primeiro final de semana (27/8 e 28/8) um público de 154,2 mil pessoas no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, Rio Grande do Sul. O número é considerado recorde para os dois primeiros dias de evento.

O 24ª Pavilhão da Agricultura Familiar (PAF), um dos mais visitados, é fruto da parceria entre o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do RS (Seapdr/ RS) e outras entidades do setor (UFF/RJ, Fetag/RS, Emater/ RS, Fetraf Sul e Via Campesina), tornou-se a principal ação comercial do ministério voltada a este público no país.

Neste ano, o pavilhão reúne 337 expositores de 166 municípios. Além do Rio Grande do Sul, estão presentes empreendimentos de Minas Gerais, Santa Catarina e Rio de Janeiro. São dez expositores a mais do que em 2019, último ano da feira antes da pandemia, quando 327 expositores participaram da feira. Os jovens comandam 95 destes empreendimentos e as mulheres estão na liderança de 66. A área de orgânicos do pavilhão tem 21 empreendimentos.

De acordo com dados da Emater/ RS, as vendas no PAF aumentaram 278% em relação ao primeiro dia do ano passado. No comparativo ao primeiro dia da feira de 2019, houve um acréscimo de 72,16%.

Os visitantes poderão experimentar produtos tradicionais da agricultura familiar como queijos, salames, melado, geleias, compotas, mel, vinhos, espumantes, cachaças e panificados como pães e cucas. O espaço contará também com quatro cozinhas que oferecerão pratos com produtos oriundos das agroindústrias familiares.

Serviço:

  • 24ª Pavilhão da Agricultura Familiar na Expointer
  • Data: 27 de agosto a 4 de setembro de 2022
  • Horário: 8h às 20h30
  • Local: Parque de Exposições– Esteio (RS)
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Manutenção

Os avanços tecnológicos e os impactos na manutenção das máquinas

Por redação 30/08/2022
Escrito por redação

As principais frentes de desenvolvimento tecnológico incluem aperfeiçoamentos mecânicos, hidráulicos, pneumáticos, elétricos, eletrônicos de informática e comunicação

Os avanços tecnológicos e os impactos na manutenção das máquinaspor Joel S. Alves* –  Novas tecnologias se fazem cada vez mais presentes no maquinário agrícola. Mas que avanços são esses? E como fica a manutenção? Esse tipo de cuidado ainda se faz necessário ou entramos na era da rotatividade e do descarte das máquinas? E mais: quando tratamos de tecnologias de maneira geral, muitas interpretações podem surgir. Para sermos específicos, no caso das máquinas agrícolas, creio que valha esclarecer a quais tecnologias nos referimos.

As principais frentes de desenvolvimento tecnológico incluem aperfeiçoamentos mecânicos, hidráulicos, pneumáticos, elétricos, eletrônicos de informática e comunicação. Trata-se de um conjunto amplo e diversificado e nesse emaranhado tecnológico a manutenção está presente. De início, devemos considerar que no universo da mecânica os avanços não são muito marcantes: produzir e transferir força ainda requer muitos eixos, mancais, rolamentos, engrenagens e peças metálicas reforçadas. O que há de novo são materiais compostos de metais e cerâmica, mas ainda com custo elevado. No caso da hidráulica e pneumática as novas tecnologias envolvem comandos e controles mais rápidos e eficientes, bem como a transferência de força com multiplicação e rendimento torcional, como é o caso das trações hidráulicas. A elétrica e eletrônica nos oferecem evoluções constantes nos mais diversos sistemas. Já informática e comunicação são o que há de mais avançado, com o monitoramento e controle total e a Internet das Coisas (IoT).

Na prática, isso tudo traz benefícios reais? E os custos? Quais os impactos nas rotinas operacionais e de manutenção? São questões que dependem de um conjunto de variáveis e algumas que somente o tempo ajudará a responder. Com base no dia a dia, acompanhando a realidade de propriedades e locais onde é possível vivenciar o emprego de equipamentos altamente tecnológicos, podemos fazer algumas conjecturas.

Em primeiro lugar, é importante destacar que ainda estamos muito longe de ter máquinas rentáveis do ponto de vista energético, pois a tecnologia atual ainda é de largo consumo. Motores de combustão há muito deveriam fazer parte do passado, com a substituição por um modelo de produção de força mecânica. Façamos uma rápida comparação: cilindro, pistão, biela, virabrequim, bloco, cárter e cabeçote. Em 1940 já eram assim os motores. E hoje? Também. Então, o que mudou? Algo em torno das ligas metálicas, do uso da eletrônica e monitoramento da combustão. E em termos de consumo? O rendimento dos motores melhorou? Muito pouco. O consumo continua altíssimo, ainda sendo um dos grandes custos agrícolas. A tecnologia de motores ainda carece de novos recursos e modelos.

Segundo aspecto: transferência da força. Aqui há algo novo, força hidráulica. Tínhamos muitos eixos, engrenagens, mancais e acoplamentos, agora há bomba de força, válvulas, tubulações e cilindros e motores hidráulicos. Mais simples, mais eficiente, menos peças e mais rendimento final. E a manutenção? Está correndo atrás para conseguir acompanhar. O uso dos recursos da pneumática também está presente, em segurança, conforto e rendimento. Exemplo: o banco do operador com controle de amortecimento e posição por sistema pneumático oferece conforto e segurança operacional; estabilizadores nos pulverizadores garantem mais eficácia e precisão na aplicação. Hidráulica e pneumática vieram para ficar no maquinário agrícola.

Elétrica e eletrônica

Aqui há avanços significativos. Sinto-me até um pouco desconfortável, pois sou técnico mecânico, e devo reconhecer os fatos. Os conjuntos e sistemas elétricos e eletrônicos são os que mais evoluíram e com ganhos significativos de rendimentos. E com uma característica marcante: a simplicidade.

Sistemas eletrônicos estão presentes em todas as máquinas atuais, desde circuitos integrados de semicondutores até microprocessadores de controle e monitoramento, que vão desde a injeção eletrônica dos motores diesel até telemetria e piloto automático. Também a manutenção está equipando-se de ferramental de diagnóstico para os sistemas eletrônicos, e os mecânicos do passado hoje são mecatrônicos – um processo ainda em transição. Nos sistemas elétricos as novidades envolvem baterias mais duradouras, geradores mais eficientes e motores de partida mais simples, mais potentes e menores, quando comparados aos do passado. Somente nesses três itens temos uma evolução visível até para os mais desatentos. Talvez muito em breve teremos máquinas agrícolas com motores elétricos e energia de bateria tracionárias – em parques industriais já temos a presença de rebocadores e empilhadeiras dotados dessa tecnologia. Os tratores elétricos já são uma realidade e não tardarão a chegar e logo os encontraremos no meio rural. A propósito, a matriz energética de muitas propriedades está mudando, com a geração de eletricidade a partir de placas solares, energia eólica e biogás.

Para completar, a informática e a comunicação são tecnologias cada vez mais presentes, embora entenda que sejam mais uma ferramenta do que a própria tecnologia. Ressalvo, no entanto, que em certos casos há um marketing exagerado e objetivos não muito claros, sem, contar questões sensíveis sobre sigilo e propriedade de dados. De qualquer maneira, estamos diante de uma ferramenta poderosa de monitoramento e controle, que permite obter informações rápidas e precisas sobre as máquinas e seus desempenhos. Reforço que o risco é o da segurança administrativa da produção e de uma eventual perda de controle, pois são dados que podem ser captados por “outros” com “outros” interesses. Sempre vem a pergunta: quem criou o sistema? Onde nasceu todo este aparato? As informações que circulam em “nuvens” podem ou não ser acessadas? Alguém pode manipulá-las?

Para um CEO do agronegócio talvez seja cômodo ter acesso online, mas o resultado final, será que não poderia ser melhor? Recursos da informática e comunicação de dados são presenças marcantes no maquinário, mas é preciso usá-lo com cautela e pleno domínio, senão “a vaca vai pro brejo”.

Foco na prevenção

Como fica a manutenção no meio desse entrevero todo? Literalmente, correndo atrás da máquina, para manter em condições adequadas diante de um quadro de escassez de pessoal técnico especializado e de ferramental com custos elevados. Pessoas para realizar serviços de manutenção de máquinas agrícolas, com conhecimento técnico de mecânica, hidráulica, pneumática, eletroeletrônico e informática, além de boa coordenação motora para serviços práticos e que queira permanecer no campo é uma espécie raríssima.

Quanto ao ferramental também há desafios. Eles começam com o equipamento de diagnóstico, sem o qual é impossível realizar qualquer serviço. Quem tem? Qual o custo?  Quem tem quanto cobra? Muitos ainda estão restritos às concessionárias. Claro, que com ferramental adequado e pessoas capacitadas a manutenção atual de máquinas ficou mais simples e muito mais rápida. Quanto ao pessoal treinado, o que está acontecendo é o uso de equipes multidisciplinares com um ou dois técnicos em cada área do conhecimento. E o que se tem observado é que quando a máquina entra em manutenção há uma equipe de seis ou mais técnicos em sua volta. Bem diferente de tempos atrás, quando uma ou duas pessoas faziam toda revisão. As revisões ampliaram as horas de funcionamento da máquina e há menos itens a serem reparados, quando respeitadas as rotinas adequadas de intervenções preventivas. Há vantagens e desvantagens, as máquinas são maiores e produzem mais.

Quanto aos custos, cresce o número de empresas especializadas em locação de máquinas agrícolas, ou seja, um negócio novo e especializado, em que o produtor não se envolve com a manutenção, que fica a cargo de quem oferece os serviços.

Talvez essa seja uma tendência vantajosa na qual as manutenções também possam ser beneficiadas. Enquanto isso, convivemos com rotinas de oficinas onde há a presença de bancadas modernas com computadores online e equipamentos de diagnósticos juntamente com ferramental para remoção e conserto de eixos, redutores, rotores e componentes de peso.

É o rumo do futuro, pois a roda da história não anda para trás.

*Joel S. Alves é instrutor de operação e manutenção de máquinas e implementos agrícolas e rodoviários
30/08/2022 0 Comentários
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