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Notícias

John Deere e Rota Oeste apresentam pá-carregadeira 444G 

Por redação 14/09/2022
Escrito por redação

John Deere e Rota Oeste, rede de distribuidores localizada no Mato Grosso, apresentam a pá-carregadeira 444G, demonstrando seu uso na agricultura e na construção

John Deere e Rota Oeste apresentam pá-carregadeira 444G Clarisse Sousa/Cuiabá – A John Deere e a Rota Oeste, rede de distribuidores localizada em Mato Grosso, promoveram um evento nesta terça-feira (13) para apresentar à imprensa a pá-carregadeira 444G. Durante o encontro realizado em Cuiabá, técnicos da John Deere apresentaram as principais características do equipamento e o seu funcionamento na prática, especialmente na agricultura.

A máquina da linha amarela é um dos lançamentos mais recentes da marca e foi desenvolvida no Brasil para atender às necessidades locais e atuar na categoria de 10.000 kg de peso operacional. A pá-carregadeira 444G foi projetada para atender diversas segmentações e por isso é classificada como um equipamento bastante versátil, que atende tanto o segmento da construção, como da agricultura, oferecendo ganhos em produtividade e redução de custos ao produtor rural.

O pecuarista e engenheiro agrônomo Rafael Gaeta Bender conta sua experiência com a máquina, adquirida há pouco mais de dois meses. “Há cinco anos vinha tentando trabalhar com um trator com concha. Sempre foi um problema lidar com aterramento de cochos no confinamento do gado, arrumar as estradas e fazer a limpeza de pastagem, por exemplo. Então, resolvi buscar uma solução mais acertada para atender essa minha demanda de forma mais eficiente”, conta. Na fazenda, Bender também usa o equipamento para carregar calcário e descarregar big bag de adubo, entre outras funções.

Bender afirma que a máquina é “simples, prática e intuitiva”, o que facilitou o trabalho com o equipamento somente com as informações obtidas na entrega técnica. “É mais fácil do que o trator”, diz. No entanto, entende que o treinamento do pessoal que opera a pá-carregadeira é importante e já planeja a capacitação de seus colaboradores para melhorar ainda mais o rendimento operacional.

A pá-carregadeira é equipada com uma cabine espaçosa, para maior conforto do operador, com assento e volante ajustáveis. Possui controles e joystick posicionados ergonomicamente, com direção hidráulica, além de pedais e módulo de interruptor selados para facilitar o trabalho do operador.

A máquina possui motor John Deere PowerTech  e pode ser equipada com um acoplador Hi-Vis (engate rápido). Com relação à manutenção, todos os pontos, incluindo abastecimento de combustível, estão agrupados no lado esquerdo da máquina, acessíveis à nível do solo, para facilitar o acesso.

“As máquinas precisam ser mais eficientes, seguras e oferecer o menor impacto ambiental, atendendo às necessidades dos clientes”, destacou Thomas Spana, gerente de vendas da Divisão de Construção John Deere Brasil.

E um dos principais pontos para isso é o uso de tecnologias. “Além de serem mais eficientes, com o uso dessas tecnologias, o desafio é sempre fazer com o que as máquinas fiquem menos tempo paradas. E esse também tem sido o nosso foco”, completou Spana.

Mercado promissor

John Deere e Rota Oeste apresentam pá-carregadeira 444G O uso de equipamentos de linha amarela na agricultura vem crescendo ano a ano, porque o produtor tem percebido seus benefícios no campo.

Thomas Spana faz uma comparação. “De 2000 a 2010, o uso desses equipamentos de linha amarela na agricultura era em média de 6%. De 2010 a 2020, esse número saltou para 20%. Existe um crescimento que vem da necessidade de se gerar mais produção agrícola com menos impacto e com melhor uso do solo. Isso é possível com o uso da pá-carregadeira,” diz.

“A pá-carregadeira 444G, lançada no final de 2021, é voltada à produtividade. Isso porque percebemos a necessidade de uma máquina mais versátil, que pudesse atender, de fato, uma série de atividades”, completa Spana.

Tratores grandes: pesados e potentes, para grandes áreas agrícolas

Pós-venda

Durante o encontro, Alexandre Tibúrcio, diretor de operações da Rota Oeste Máquinas, falou sobre a importância do serviço prestado ao cliente da pré ao pós-venda. Técnicos da distribuidora destacaram o auxílio na gestão operacional através de análises de rendimento obtidas com o JDLink Connect, da John Deere, sistema que faz um monitoramento dos equipamentos em tempo real e fornece relatórios periódicos.

“Aqui, a gente fala que ‘somos a casa de amigos’. É como queremos que o nosso cliente se sinta, em toda filial da Rota Oeste, que ele seja realmente atendido em suas necessidades”, diz Tibúrcio. Para estar mais perto do cliente, a rede tem investido na expansão de filiais. São cinco no Mato Grosso, sendo 10 filiais em todo o Centro-Oeste.

Para Thomas Spana, o Brasil ainda tem muito para se desenvolver. “Para isso, precisa de infraestrutura. Não tem como não ser otimista olhando para o mercado de construção, que está ligado às infraestruturas e às commodities”, explicou.

14/09/2022 0 Comentários
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Notícias

Valor da produção está estimado em R$ 1,2 trilhão

Por redação 13/09/2022
Escrito por redação

A redução de preços das carnes bovina, suína e de frango provocaram a queda do valor da produção deste ano

Valor da produção está estimado em R$ 1,2 trilhão
O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2022, obtido com base nas informações de agosto, está estimado em R$ 1.207,41 trilhão, com ligeira tendência de queda (-0,3%) em relação ao ano passado. Em relação a 2021, o VBP das lavouras apresenta acréscimo de 1,7% real, enquanto a pecuária teve queda de 4,4%.

A redução de preços das carnes bovina, suína e de frango provocaram a queda do valor da produção deste ano. Na pecuária, leite e ovos foram a exceção nesse grupo, que tiveram alta de 2,7% e 3,9%, respectivamente.

Outro produto que contribuiu para a queda do VBP foi a soja, cujo principal fator associado à redução do faturamento foi o decréscimo da produção, já que os preços médios do ano não mostram sinais de redução.

Para o complexo soja, formado por grãos, farelo e óleo, as exportações de janeiro a julho deste ano geraram uma receita de US$ 43,78 bilhões, e as carnes, US$ 14,6 bilhões.

A maior parte dos produtos analisados apresentou contribuição positiva para a formação do VBP. O algodão registrou aumento de 27,7% no faturamento real, banana 13,6%, batata inglesa 13,8%, café 35,9%, cana de açúcar 10,2% mandioca 9,2%, milho 13,9%, tomate 23,8% e trigo 40,4%. Outros com menor destaque são amendoim, feijão, mamona e mandioca. Os produtos dessa relação representam 52,5% do VBP total.

Neste ano, o algodão, café, milho e trigo apresentaram recordes de valor numa série de 33 anos, iniciada em 1989. Especialmente o milho e o trigo apresentaram volumes de produção excepcionais: milho 110,0 milhões de toneladas e trigo 9,7 milhões.

Para os produtos que se destacaram pela sua contribuição positiva, os preços foram uma variável decisiva nos resultados. Alguns produtos como algodão, café, tomate, trigo, batata inglesa, banana e tomate apresentam fortes elevações de preços em relação a 2021.

Os resultados regionais mostram a liderança de Mato Grosso, Paraná, São Paulo e Minas Gerais na geração de valor na agropecuária. Em valores absolutos o montante é de R$ 642,9 bilhões, o que corresponde a 53,2% do VBP total.

13/09/2022 0 Comentários
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Notícias

Prazo para declarar imposto rural termina dia 30

Por redação 09/09/2022
Escrito por redação

Em caso de atraso na Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural 2022 (DITR), produtor deve pagar multa a partir de R$ 50

Prazo para declarar imposto rural termina dia 30A apresentação da Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural 2022 (DITR) encerra no dia 30 de setembro. A entrega depois do prazo deve seguir os mesmos procedimentos de envio. No entanto, com multa de R$ 50 (mínimo) ou um por cento ao mês-calendário calculado sobre o total do imposto devido.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina (Faesc) e vice-presidente de finanças da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), José Zeferino Pedrozo , explica que a DITR é a Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural que deve ser entregue por toda pessoa física ou jurídica que seja proprietária, titular do domínio útil ou possuidora a qualquer título, inclusive a usufrutuária, de imóvel rural.

“É fundamental que o produtor fique cada vez mais atento ao prazo para evitar multas, que tenha cuidado para preencher a declaração de forma correta e também que esteja atento às novidades que surgem a cada ano. Afinal, a declaração influencia nas atividades produtivas e também nas transações de compra e venda de propriedades rurais”, enfatiza Pedrozo.

A DITR deve ser enviada por meio do Programa Gerador da Declaração do ITR (Programa ITR 2022), que estará disponível no site da Receita Federal. Além disso, continua sendo possível a utilização do Receitanet para a transmissão da declaração, ou ainda a entrega da declaração gravada em conector USB em uma unidade de atendimento da Receita Federal.

O valor mínimo do imposto é R$ 10,00. Valores inferiores a R$ 100 devem ser pagos em quota única até o dia 30 de setembro de 2022. Valor superior a R$ 100 pode ser pago em até quatro quotas, cada quota deve ter valor igual ou superior a R$ 50. A primeira deve ser paga até dia 30 de setembro, já as demais devem ser pagas até o último dia útil de cada mês, e serão acrescidas de juros Selic mais 1%.

O pagamento do imposto pode ser antecipado total ou parcialmente. Pode-se ainda ampliar para até quatro o número de quotas do imposto anteriormente previsto mediante apresentação de DITR retificadora antes da data de vencimento da primeira quota a ser alterada, observando o limite mínimo de R$ 50,00 por quota.

Retificadora

Se, depois da apresentação da DITR exercício de 2022, o contribuinte verificar que cometeu erros ou esqueceu alguma informação, deve enviar uma declaração retificadora, sem interromper o pagamento do imposto apurado na DITR original. A DITR retificadora deve conter todas as informações anteriormente declaradas mais as devidas correções. É necessário informar o número do recibo de entrega da última DITR de mesmo exercício.

Formas de pagamento do imposto rural

Transferência eletrônica de fundos por meio de sistemas eletrônicos das instituições financeiras autorizadas pela Receita Federal.

Darf, em qualquer agência bancária integrante da rede arrecadadora de receitas federais, ou Darf com código de barras gerado pelo Programa ITR 2022 e emitido com o QR Code do pix, em caixa eletrônico de autoatendimento ou aplicativo do banco, ou qualquer instituição integrante do arranjo de pagamentos instantâneos instituído pelo Banco Central do Brasil (Pix), independentemente de ser integrante da rede arrecadadora de receitas federais.

Atenção! A DITR é composta pelo Diac – Documento de Informação e Atualização Cadastral do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural e pelo Diat – Documento de Informação e Apuração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural. As informações prestadas por meio do Diac da DITR não serão utilizadas para fins de atualização de dados cadastrais do imóvel rural no Cafir (Cadastro de Imóveis Rurais). O contribuinte cujo imóvel rural já esteja inscrito no Cadastro Ambiental Rural (CAR) deve informar na DITR 2022 o respectivo número do recibo de inscrição.

09/09/2022 0 Comentários
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Notícias

Solo arenoso é desafio para a cultura do algodão

Por redação 08/09/2022
Escrito por redação
Fatores como a baixa quantidade de matéria orgânica, pouca retenção de água, entre outros, podem comprometer a produtividade em solos arenosos de uma das culturas com mais alto custo de produção

Solo arenoso é desafio para a cultura do algodãoO algodão é uma cultura de ciclo longo, que necessita de boa quantidade de água e sol até a metade do seu ciclo de produção, e ausência de chuva na outra metade. Ou seja, o fator preponderante para o seu sucesso em solos arenosos é a água. Por outro lado, esses ambientes possuem, por natureza, menor quantidade de retenção dela devido à proporção inferior de microporos e ausência de cargas, comparado aos solos com maior teor de argila. Essa condição favorece uma alta taxa de drenagem, baixa quantidade de matéria orgânica, acúmulo e armazenamento de nutrientes e susceptibilidade à erosão hídrica.

Consequentemente, tudo isso gera limitações ao fornecimento de água e nutrientes para o desenvolvimento da cultura. Por isso, é necessário que os cotonicultores de regiões com esse perfil de área realizem ajustes no sistema de produção para alcançar maior produtividade frente a um cultivo que tem elevado custo de produção.

Durante o XIV Encontro Técnico Algodão da Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT), realizado em Cuiabá/MT, especialistas debateram os principais pontos a respeito desse assunto. Conforme o pesquisador da instituição, engenheiro agrônomo e mestre em Ciência do Solo, Felipe Bertol, há alguns ajustes que podem ser realizados para que esse ambiente impacte menos no final da safra como, por exemplo, a época de semeadura e o aporte de matéria orgânica.

“A época de semeadura aumenta a pluviosidade acumulada no ciclo da cultura, diminuindo os riscos por déficit hídrico. Já o aporte de matéria seca, em quantidade e qualidade, pode aumentar a matéria orgânica e consequentemente elevar a retenção de água e nutrientes”, explica o pesquisador.

Ainda segundo o especialista, o atual cenário ideal para a cotonicultura em ambientes arenosos é caracterizado por algodão verão, aquele semeado no mês de dezembro e precedido, quando possível, por uma planta de cobertura com aporte de massa suficiente para proteger o solo, não afetar a plantabilidade e também fornecer nutrientes ao algodoeiro.

Quais ferramentas adotar?

A principal ferramenta que o agricultor tem hoje nestes ambientes com solos arenosos e no objetivo de produzir mais pluma, é a adequação do manejo com o conhecimento técnico adaptado para cada situação. Para Bertol, deve-se ter em mente:

  1. O sistema de produção pode definir o sucesso econômico e sustentável do ambiente;
  2. O cultivo de duas culturas comerciais na mesma safra tem um risco muito elevado, sobretudo quando uma das culturas é o algodoeiro;
  3. O aporte de matéria orgânica de forma racional (quantidade e qualidade) define a plantabilidade, disponibilidade de nutrientes, retenção de solo e água e, por fim, o sucesso econômico;
  4. A agricultura em solos arenosos deve ser embasada em processos e não em insumos.
Como ter sucesso?

Durante o Encontro Técnico Algodão, especialistas debateram sobre como é possível ter sucesso na cotonicultura em solos arenosos. Bertol conta quais são algumas das medidas que podem ser adotadas nesses casos. “A primeira está relacionada ao sistema de produção, que deve falar mais alto: preconizar matéria orgânica, aporte de nitrogênio via planta, rotação de culturas, aprofundamento do sistema radicular, evitar descompactação e perda de água e solo”, diz.

Além disso, é recomendado realizar um manejo nutricional adequado, trabalhando com doses e parcelamentos. A janela de semeadura adequada ao sistema de produção também é importante, seguida pela observação periódica do campo e tomada de decisão em tempo real com ação em curto espaço de tempo.

O pesquisador alerta que mesmo fazendo tudo o que foi sugerido, o cultivo de algodão em solos arenosos não garante produtividades elevadas, visto que o discurso “cada ano é um ano” é muito aplicável para estas condições. “Nesses ambientes, todo impacto negativo é maximizado e pode gerar perdas significativas. As principais perdas são por déficits hídricos em momentos chaves da cultura, excesso hídrico, podridão e aborto de maçãs, nematoides e outros”, complementa.

Atenção regional

Cada região produtora tem sua especificidade, tanto ambiental quanto de manejo. Isso é difícil de ser mapeado, até porque há diferenças entre solos arenosos (por exemplo, proporção de areia fina e areia grossa). Mas, para fomentar a discussão e mostrar diferenças e semelhanças entre as regiões, profissionais das principais regiões produtoras de Mato Grosso e da Bahia participaram do XIV Encontro Técnico Algodão da Fundação MT.

O cotonicultor da Bahia, Paulo Schmidt, da Schmidt Agrícola, conta que em suas fazendas cultiva em dois tipos de solo: arenoso e o mais argiloso. A área de algodão é mantida em oito mil hectares e é feita rotação. Diz, ainda, que às vezes, dentro da propriedade e num raio de quatro ou cinco quilômetros, é possível encontrar talhão mais arenoso, passando por um mediano e terminando em um argiloso. “Isso dá um impacto muito grande na produção, quanto mais argila, nós temos visto que as produções sempre são melhores. E na nossa região, que há uma tendência de ser bem mais arenoso do que algumas outras partes do País, com o teor de argila acima de 35%, já é muito argiloso”, descreve.

O produtor explica que o solo arenoso é um pouco mais trabalhoso em termos de fertilidade, mas que para executar as operações de plantio e maquinário é melhor. No entanto, “a adubação é feita especificamente para cada área, realizamos análises química, física, junto com o corpo técnico, e aí vem as recomendações. Normalmente, solos mais arenosos necessitam de menos calcário do que os mais argilosos e outros detalhes referente a fósforo”.

Para melhorar, Schmidt, em áreas arenosas e também nas demais, realiza o plantio de coberturas, reforçando o que o pesquisador da Fundação MT orientou, visando melhorar a matéria orgânica. “São essas plantas de cobertura que vão dar uma estabilidade melhor nesse solo e vai com certeza melhorar a capacidade dele em termos de produtividade”, destaca.

Tempo de cultivo

O cotonicultor aponta como o tempo é um grande personagem para o sucesso do plantio de algodão em solo arenoso. Segundo ele, é preciso e benéfico que o solo envelheça. “Para cultivar a pluma na Bahia, nesse tipo de área, tem que ter pelo menos 10 anos de cultivo de soja, milho e outras culturas, para que o algodão possa realmente ter uma boa produtividade”, finaliza.

08/09/2022 0 Comentários
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Tecnologia

John Deere lança movimento com doação de valor de colheitadeira

Por redação 08/09/2022
Escrito por redação
Live de lançamento terá show beneficente do cantor Michel Teló e a presença do presidente da John Deere Brasil, Antonio Carrere

John Deere lança movimento com doação de valor de colheitadeira

A John Deere fará uma transmissão para lançar o movimento Agro pela Vida. A ideia surgiu durante as comemorações da produção da colheitadeira de número cem mil pela John Deere no Brasil, celebrada em Horinzontina, no mês de julho. Como primeira iniciativa do Agro pela Vida, o valor da venda do equipamento será doado ao Centro Infantil Boldrini, um hospital filantrópico considerado referência mundial em oncologia e hematologia pediátrica, localizado em Campinas (SP), e para a Associação Beneficente Oswaldo Cruz (ABOCH), que fica em Horizontina (RS).

A live de apresentação do Agro pela Vida será realizada na segunda-feira, 12 de setembro, e será conduzida por Antonio Carrere, presidente da John Deere Brasil, e contará com show beneficente do cantor Michel Teló. A expectativa da companhia com o evento é arrecadar ainda mais fundos a serem destinados às instituições e dar sequência ao projeto com sua rede de distribuidores e concessionários em todo o Brasil para contribuir com demandas locais.

“O Agro pela Vida tem como intuito retribuirmos para a sociedade os méritos que conquistamos. Produzir e vender a colheitadeira de número cem mil nos diz que estamos no caminho certo quando se trata de pessoas e tecnologia. Agradecemos muito pela dedicação dos nossos funcionários, clientes e concessionários”, afirma Carrere.

O marco da John Deere é motivo de orgulho para a companhia, mas é também reflexo do desenvolvimento da agricultura nacional. A evolução vai além das fazendas e contempla todo o polo de inovação do campo. Para que uma colheitadeira chegue à lavoura com soluções de agricultura de precisão e conectividade, existem vários colaboradores, das mais diversas áreas, que são responsáveis pelo sucesso do maquinário e das operações.

“São 57 anos desde que a primeira colheitadeira surgiu para revolucionar o modo de se trabalhar nas lavouras. Nesse período, não paramos de evoluir em momento algum e hoje contamos com soluções muito mais modernas, tecnológicas e sustentáveis. Estou muito orgulhoso do caminho que percorremos”, ressalta o presidente da John Deere Brasil.

A live está prevista para começar às 19h nas redes sociais da John Deere. Durante a apresentação será feita a divulgação da plataforma para continuar a arrecadação.

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Notícias

Produção de grãos bate recorde na safra 2021/22 com 271,2 milhões de toneladas

Por redação 08/09/2022
Escrito por redação

Levantamento da Safra de Grãos publicado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta produção brasileira de grãos na safra 2021/22 de 271,2 milhões de toneladas

Produção de grãos bate recorde na safra 2021/2022 A produção de grãos na safra 2021/22 está estimada em 271,2 milhões de toneladas, um acréscimo de quase 14,5 milhões de toneladas, quando comparada ao ciclo anterior, como aponta o 12º Levantamento da Safra de Grãos publicado nesta quinta-feira (8) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). “Embora tenha passado por adversidades climáticas em algumas regiões produtoras, principalmente nos estados da região Sul do país, esta é a maior colheita já registrada dentro da série histórica de produção de grãos no Brasil”, ressalta o presidente da Conab, Guilherme Ribeiro.

Tratores grandes: pesados e potentes, para grandes áreas agrícolas

Principal produto cultivado, a soja teve o desenvolvimento marcado pelas altas temperaturas em importantes regiões produtoras, como as lavouras do Paraná, Santa Catarina e em parte do Mato Grosso do Sul. Essa condição climática adversa trouxe impacto severo nas produtividades, influenciando na queda da produção. No Rio Grande do Sul, por exemplo, a quebra registrada superou 50%. Diante desse cenário, a colheita para o grão no país está estimada em 125,6 milhões de toneladas, uma redução de aproximadamente 10% em relação à safra 2020/21.

No caso do milho, houve uma recuperação na produção de grãos total com uma colheita estimada em 113,2 milhões de toneladas, o que representa um incremento de 30% quando comparado com o ciclo anterior. Enquanto na primeira safra houve uma certa estabilidade na produção em 24,9 milhões de toneladas, devido às condições climáticas desfavoráveis principalmente nos estados do Sul, a segunda safra foi marcada por uma retomada na produção em torno de 41,8%, sendo estimada em 86,1 milhões de toneladas.

O resultado só não foi melhor devido a falta de chuvas em Goiás, São Paulo e Minas Gerais. Nesses estados, além da estiagem, houve registro de ataque de cigarrinhas nas lavouras, praga que também afetou a produtividade no Paraná. “Há duas safras houve o registro de cigarrinhas em regiões de clima frio. A partir daí, a praga tem aparecido de forma mais recorrente. Para a safra 2022/23, os produtores precisam ter bastante atenção quanto ao surgimento desse vetor de forma a tentar melhor controlá-lo”, explica o diretor de Informações Agropecuárias e Políticas Agrícolas, Sergio De Zen.

Outro importante produto, o algodão teve a produtividade parcialmente afetada por estresse hídrico em algumas lavouras, enquanto que a qualidade da pluma, que tem produção estimada em 2,55 milhões de toneladas, está muito boa devido ao clima. Em contrapartida, a falta de chuvas favorece o andamento da colheita, prevista para finalizar em setembro. Destaque também para o sorgo, que impulsionado pelos preços do milho registra uma produção recorde de 2,85 milhões de toneladas, crescimento de 36,9% em relação à safra passada.

Já os produtores de feijão enfrentaram problemas climáticos em todas as 3 safras da leguminosa. Ainda assim a produção está estimada em aproximadamente 3 milhões de toneladas, o que atende ao abastecimento do país. No caso do arroz, o volume total a ser colhido é estimado em 10,8 milhões de toneladas, apresentando diminuição em relação a 2020/21, em razão de menor destinação de área para o plantio, bem como pela redução na produtividade média nacional. Ainda assim, a produção também é suficiente para a demanda do mercado interno.

Mapeamento da soja

Nesta edição, a Companhia apresenta os resultados do mapeamento de áreas cultivadas com soja. Na safra 2020/2021, o trabalho foi desenvolvido nos estados da região Centro-Oeste e em Rondônia. Já na atual temporada, a metodologia foi utilizada para a região do Matopiba, composta por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

Com a conclusão das atividades, foi possível aprimorar os processos de análise e disponibilizar informações com maior segurança e transparência à sociedade, bem como promover a aplicação de novas tecnologias nas estimativas de safra da Companhia em colaboração com o Inpe. Além de viabilizar o acesso da localização de áreas cultivadas com soja, com base em sensoriamento remoto e geoestatística, a estatal atualizou as estimativas de área da soja para a região com base nesse trabalho.

Culturas de inverno na produção de grãos

Dentre as culturas de inverno, a Conab projeta uma produção recorde para o trigo, podendo chegar a 9,4 milhões de toneladas. Houve leve atraso na semeadura no Sul do país devido ao excesso de chuvas, mas as condições são favoráveis ao desenvolvimento das lavouras.

Mercado

No âmbito externo, a Companhia ajustou o volume a ser exportado para o algodão, diante a ligeira queda na expectativa de produção quando comparado com o volume esperado no último levantamento. Com isso, as vendas externas devem atingir 1,9 milhão de toneladas. Já a estimativa para os estoques finais segue estável, projetada em torno de 1,3 milhão de toneladas.

No caso da soja, os estoques finais foram atualizados diante dos resultados do trabalho de mapeamento da cultura. Com a revisão nos dados, o estoque de passagem da safra 2020/21 passou para 8,85 milhões de toneladas, o que também influencia em um acréscimo nos estoques finais da atual safra, sendo estimados em 6,19 milhões de toneladas.

Também foi elevada a projeção de exportação da oleaginosa, com expectativa de atingir um volume de 77,19 milhões de toneladas. No acumulado entre janeiro e agosto já foram exportadas 66,6 milhões de toneladas.

Alta também para o estoque de passagem para o trigo em 2023, influenciado pela maior produção esperada para o cereal. Na nova estimativa, a previsão é que o estoque finalize em 1,6 milhão de toneladas para a safra com ano comercial de agosto de 2022 a julho de 2023.

No caso do milho, a queda na produtividade de importantes regiões produtoras na segunda safra, reduziu o volume esperado para o consumo e exportação do cereal, agora estimados em 76,5 milhões de toneladas e 37 milhões de toneladas respectivamente. Mesmo com essas quedas, a projeção para o estoque final também foi ligeiramente diminuída, saindo de 9,7 milhões de toneladas para 9,4 milhões de toneladas.

Quanto ao arroz, a Conab prevê um consumo menor do produto quando comparado com o levantamento divulgado em agosto, devendo atingir o patamar de 10,8 volume estável em relação à safra anterior. Com isso, os estoques de passagem estarão em níveis mais confortáveis, com previsão de que fechem o ano em 2,36 milhões de toneladas. Importante ressaltar que tanto o volume exportado quanto importado para 2022 foram revistos.

Assim, a nova previsão é que o Brasil exporte 1,4 milhão de toneladas e importe 1 milhão de toneladas de arroz em 2022, sendo a motivação dos ajustes o acompanhamento da evolução das exportações até o momento. Para o feijão, os números no quadro de suprimentos não apresentaram alterações significativas neste levantamento.

Os dados completos sobre o 12° Levantamento da Safra de Grãos 2021/22 e as condições de mercado destes produtos podem ser conferidos no Portal da Conab, enquanto que as informações detalhadas sobre o mapeamento da soja estão publicadas no Portal de Informações da Companhia. Outros detalhes sobre os efeitos do clima nas safras são disponibilizados regularmente nas edições do Monitoramento das Condições das Lavouras e no Boletim de Monitoramento Agrícola da Conab.

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Empresas

Caterpillar anuncia novo presidente da empresa no Brasil

Por redação 06/09/2022
Escrito por redação

Carlos Alexandre Oliveira assume liderança da empresa no Brasil

Caterpillar anuncia novo presidente da empresa no Brasil A Caterpillar Brasil anuncia que Carlos Alexandre Medeiros de Oliveira é o novo presidente da empresa. Ele substitui Odair Renosto, que se aposentou após 42 anos de trabalho na Caterpillar e estava à frente da empresa desde junho de 2014.

Carlos Alexandre vai liderar as fábricas da Caterpillar de Piracicaba-SP e Campo Largo-PR. As unidades fabricam uma variedade de equipamentos de construção, incluindo motoniveladoras, carregadeiras, escavadeiras e retroescavadeiras, tratores de esteiras e compactadores.

O executivo também assume a responsabilidade de “country manager” da Corporação no Brasil, desempenhando um papel relevante no relacionamento governamental em apoio à estratégia da companhia para todas as suas unidades de negócios que, além dos segmentos de construção e mineração, fornece máquinas, tecnologias e serviços para os setores de geração de energia e transporte, óleo e gás, agronegócio, ferroviário, entre outros.

Carlos Alexandre é engenheiro metalúrgico e tem 23 anos de experiência na Caterpillar. Antes de se tornar presidente, ele era o diretor de operações da fábrica de Piracicaba. Sua experiência anterior na empresa inclui funções de liderança em planejamento avançado, engenharia de manufatura, qualidade, “saúde, segurança e meio ambiente” (EHS), manufatura enxuta (Lean), compras, comércio exterior, transporte, cadeia de fornecimento e operações. E trabalhou em unidades da companhia na Bélgica e nos Estados Unidos em áreas de supply chain e Lean.

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Notícias

AP ajuda a produzir vinhos diferenciados em São Paulo

Por redação 06/09/2022
Escrito por redação

Pesquisadores comprovaram que a variação de atributos do solo e da planta em pequenas áreas de um mesmo vinhedo acarreta características diferentes nas uvas e vinhos produzidos no local

AP ajuda a produzir vinhos diferenciados em São PauloNa rota paulista do vinho, no interior do estado, a mais de 700 metros de altitude, um vinhedo está colhendo os resultados da aplicação da vitivinicultura de precisão. A constatação de pesquisadores brasileiros de que a variação dos atributos do solo e da planta ocorre mesmo em pequenas áreas de um vinhedo permitiu a colheita seletiva de uvas ‘Syrah’ e a obtenção de vinhos finos de inverno com características distintas.

A variabilidade espacial e temporal em pequenos vinhedos foi comprovada em pesquisa realizada pela Embrapa Instrumentação (SP) na vinícola Terras Altas (Ribeirão Preto, SP), em parceria com a Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu (SP), e o Núcleo Tecnológico Epamig Uva e Vinho, em Caldas (MG).

Realizado no modelo on farm research, que permite o estudo direto na propriedade agrícola, durante o ciclo da cultura da videira para vinho, o trabalho avaliou dois anos de produção de uva – 2020 e 2021 – em sistema de dupla poda. Nele, uma poda é realizada em agosto para indução do ciclo vegetativo e outra entre janeiro e março, para indução do ciclo produtivo e colheita de uvas no inverno.

“É um trabalho inédito em nossas condições de produção. E vem complementar a técnica de produção da dupla poda, aprimorada pelos pesquisadores da Epamig”, afirma o diretor da vinícola Terras Altas, o engenheiro agrônomo Ricardo Baldo.

Uvas e vinhos com características diferentes

Nos dois anos, os vinhos ‘Syrah’ de inverno apresentaram algumas características distintas em função das duas zonas de manejo delimitadas, denominadas de Z1 e Z2, e conforme os dois porta-enxertos adotados: ‘Paulsen 1103’ e ‘IAC 572’.

Em ambos os ciclos de produção de uvas, o número de cachos, massa total por planta e a massa média de cachos, sólidos solúveis, potencial hidrogênico (pH), antocianinas (pigmentos vegetais responsáveis pela cor do vinho) e compostos fenólicos (que conferem adstringência, coloração, sabor e aroma) nas sementes foram maiores em Z2. Os compostos fenólicos nas cascas foram maiores em Z1.

Os vinhos originados do porta-enxerto ‘Paulsen 1103’ apresentaram maior acidez volátil nas duas zonas de manejo em 2020, enquanto o ‘IAC 572’ conferiu aos vinhos valores maiores de pH e teor de antocianinas, e poder antioxidante em Z2.

Já em 2021, os vinhos provenientes da Z1 apresentaram maior teor de álcool e açúcar, maior pH e tonalidade. Os vinhos elaborados a partir das uvas da Z2 apresentaram maior concentração de antocianinas, maior índice de polifenóis totais – substâncias que influenciam o sabor e na cor do vinho e são benéficos para a saúde – e maior intensidade.

“As informações são estratégicas para a vitivinicultura de precisão e para o manejo de vinhedos, porque a partir delas o viticultor pode tomar decisões quanto à condução diferenciada de práticas agrícolas utilizadas no cultivo de uvas. Uma delas é a colheita seletiva”, diz o pesquisador da Embrapa Luís Henrique Bassoi.

Segundo ele, a adoção dessa prática pode originar vinhos com características diferentes e de interesse da vinícola. “Os resultados da pesquisa têm impacto direto na qualidade do vinho e podem, sem dúvida, contribuir para o aumento da qualidade do produto nacional”, reforça Baldo.A pesquisa orientada por Bassoi foi conduzida pela engenheira agrônoma Larissa Godarelli Farinassi, da FCA Unesp, para obtenção do título de doutora em Irrigação e Drenagem. Ela investigou a influência da variabilidade espacial em vinhedo irrigado na qualidade da uva e do vinho ’Syrah’ de inverno.

“Utilizamos os resultados dos estudos em nossos vinhedos, a colheita seletiva de determinadas áreas dos vinhedos já se tornou uma realidade. Os ganhos de qualidade já são percebidos no campo e estarão na taça do nosso consumidor”, indica Baldo.

Vitivinicultura de precisão

A vitivinicultura de precisão é a adoção de procedimentos e de uso de equipamentos e sensores para a prática da agricultura de precisão (AP) em sistema de produção de uva para vinho.

Essa forma de gestão da área de produção de uvas permite caracterizar a variabilidade espacial e temporal do solo e da planta, além de auxiliar na execução de práticas agrícolas de modo diferenciado no vinhedo. No caso específico da pesquisa na vinícola Terras Altas, foi adotado o sistema de dupla poda, fazendo com que a colheita de uvas para vinificação ocorresse durante o inverno. De acordo com Bassoi, os próximos passos da pesquisa envolvem análises da variabilidade espacial e temporal entre vinhedos.

Hipótese comprovada

Os pesquisadores partiram da hipótese de que a variabilidade de atributos do solo e da videira em um mesmo vinhedo poderia acarretar características diferentes nas uvas e nos vinhos delas originados.

Assim, foi caracterizada a variabilidade espacial do vinhedo irrigado por gotejamento a partir da delimitação de duas zonas de manejo. Em uma delas a avaliação foi referente aos atributos do solo – condutividade elétrica aparente e umidade. Na outra, a avaliação foi voltada à planta – índices de vegetação.

Além disso, os pesquisadores avaliaram se as zonas de manejo se diferenciavam entre si quanto aos atributos químicos e físico-hídricos do solo, bem como em relação aos aspectos produtivos, quantitativos e qualitativos das uvas e à composição dos vinhos, nos ciclos de produção investigados.

Conforme suspeitavam, a variabilidade espacial e temporal do vinhedo pertencente à vinícola Terras Altas, constatada em duas zonas de manejo, ocorreu mesmo em pequenas áreas da unidade de produção.

Colheitas mais seletivas

Farinassi explicou que as zonas de manejo também possibilitaram a avaliação de diferenças quanto aos atributos físicos-hídricos do solo. “Os valores de umidade do solo, em decorrência das irrigações realizadas e chuvas ocorridas, foram maiores em Z2 nas profundidades de 0,4 até 1,0 metro. A diferença observada entre as zonas de manejo 1 e 2 aumentou em profundidade em ambos os ciclos de produção”, confirma a pesquisadora.

Para Ricardo Baldo, o projeto desenvolvido em parceria com a Embrapa é muito importante, considerando que o foco de produção da empresa é voltado totalmente para a qualidade do vinho.

“Conhecer a fundo as características de cada vinhedo e delinear as áreas de melhor produção em relação à qualidade do fruto nos faz trabalhar com colheitas mais seletivas privilegiando o tipo de uva mais adequado para cada perfil de vinho a ser produzido”, observa o diretor.

Outra vinícola na qual a pesquisa também é realizada é a Casa Verrone (Itobi, SP). De acordo com o seu diretor-proprietário, Márcio Vedovato Verrone, o estudo trouxe informações que vão apoiar decisões futuras e de estudo em outras áreas.

“Neste ano, por exemplo, foi necessário entrar no vinhedo em que o trabalho de pesquisa está sendo realizado para uma colheita antecipada. Conforme os resultados obtidos pela pesquisa nos anos anteriores, é que tomamos a melhor decisão de qual parte colher primeiro”.

O conhecimento da variabilidade do vinhedo está auxiliando a instalação do sistema de irrigação por gotejamento na vinícola, ao definir os setores do sistema de irrigação, para aplicação de uma lâmina de água variada, caso necessário.

A pesquisa conta também com o apoio financeiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Microvinificação

Com base nos dados das zonas de manejo, as colheitas seletivas de inverno das uvas da ‘Syrah’ foram realizadas em julho de 2020 e em julho de 2021.

As uvas foram encaminhadas para o Núcleo Tecnológico Epamig Uva e Vinho, para a microvinificação – processo de fabricação do vinho em pequena escala – e determinação de parâmetros como pH, acidez total, açúcar, alcalinidade, entre outros.

Para a coordenadora do Programa Estadual de Pesquisa em Vitivinicultura da Epamig, Renata Vieira da Mota, a vitivinicultura de precisão é uma ferramenta importante nas pesquisas, pois contribui para o conhecimento detalhado do vinhedo e fornece as informações que ajudam a explicar o comportamento fisiológico da planta.

“A vitivinicultura de precisão é essencial quando pensamos na elaboração de vinhos finos de melhor qualidade, pois o conhecimento das características das uvas em cada talhão permite que o enólogo elabore produtos diferenciados a partir da colheita seletiva das uvas, trazendo maior valor agregado ao vinho”, avalia a coordenadora.

Potencial vitícola

De acordo com o zoneamento pedoclimático realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), mais de 70% do estado de São Paulo apresenta aptidão edáfica para o cultivo da videira.

No entanto, conforme o estudo, o potencial vitícola regional é mais proeminente nas estações de outono e inverno, quando as condições climáticas são favoráveis à maturação das uvas.

Conforme a Associação Nacional de Produtores de Vinho de Inverno (Anprovin), 13 vinícolas adotam a técnica da dupla poda no estado de São Paulo, produzindo vinhos de inverno em uma área de 60 hectares.

Emprego e renda

“O impacto socioeconômico das vinícolas tem sido cada vez maior, sobretudo em razão dos projetos que envolvem o enoturismo. Há exemplos bem-sucedidos de vinícolas que agregaram espaços de visitação e recepção aos turistas, fomentando negócios e gerando empregos”, diz o gerente-executivo da Anprovin, Matheus Cassimiro.

Segundo ele, o cálculo de geração de emprego no campo é de um funcionário por hectare, sem contar os espaços enoturísticos, quando há. “Isso impõe a contratação de uma mão de obra na área de serviços, com treinamento para recepção ao público e até conceitos de hotelaria. Esses espaços atraem renda não só para os próprios locais, mas também para os municípios”, afirma o gerente-executivo.

No Brasil, conforme a Anprovin, o cultivo da videira para a colheita de uvas no inverno ocorre em 267 hectares, o que possibilita a obtenção de 400 mil litros de vinho por ano e de 500 mil garrafas, produzidos por 35 associados presentes em cinco estados brasileiros – Bahia, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e São Paulo. Obs: Esta matéria contou com a colaboração da Associação Nacional de Produtores de Vinho de Inverno (Anprovin)

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Notícias

Venda de máquinas agrícolas bate recorde na Expointer

Por redação 06/09/2022
Escrito por redação

Faturamento do setor superou R$ 6,5 bilhões, valor 159% acima do registrado na edição de 2019, última sem restrições sanitárias

Venda de máquinas agrícolas bate recordes na ExpointerO otimismo se confirmou e ultrapassou todas as expectativas. O setor de máquinas e implementos agrícolas movimentou R$ 6.598.851.000 em negócios na 45ª Expointer, recorde histórico de vendas, superando as previsões anteriores ao evento, de que poderia chegar aos R$ 4 bilhões.

O setor segue sendo o maior responsável pelo faturamento da Expointer, com o equivalente a 93% do total de vendas da feira, que teve um total de R$7.145.626.026,21 em comercializações. Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul (SIMERS), Cláudio Bier, o crescimento significativo dos números se deve a três principais fatores. “A tecnologia embarcada e a qualidade das máquinas entusiasmaram os agricultores gaúcho, brasileiros e até do exterior que vieram ao nosso parque. E teve a inflação, a alta dos preços do maquinário foi pressionada, também, pela falta de insumos, como o aço”, avalia. “Mesmo assim fomos surpreendidos pela grande procura”, reconheceu o dirigente.

O volume representa um aumento de 159,2% em relação a 2019, última edição sem restrições, que comercializou R$ 2,546 bilhões. Bier afirmou que um dos atrativos do Parque das Máquinas foi a possibilidade de o consumidor comparar as diferentes opções de maquinário. “Estão todas ali, lado a lado. Ele passa, se agrada e avalia as vantagens de cada uma. É uma disputa sadia onde quem ganha é o produtor rural”.

O público que lotou o Parque Assis Brasil durante nove dias também movimentou estandes e ruas do Parque de Máquinas e as 1.800 vagas de estacionamento do SIMERS. “O nosso produtor também estava sequioso para ver os lançamentos e novas tecnologias. Somos o setor dos grandes negócios da feira e, sem medo de errar, o mais importante”, declarou Bier, empresário há 40 anos e, desde 2001, uma liderança do setor frente ao Simers. “A Expointer 2022 foi o coração do agronegócio brasileiro e o maior player da América Latina, não se encontra feira com essa magnitude”, comemorou.

As vendas diretas foram de aproximadamente R$ 1,8 bilhão. “Esse dado mostra a pujança do nosso Estado, bem mais da metade das vendas diretas foram à vista”. Do total de financiamentos negociados na feira, cerca de R$ 1 bilhão foram obtidos junto ao Banco do Brasil, seguido pelo Badesul, com R$ 900 milhões. O Banrisul financiou R$ 861,6 milhões, a Caixa outros R$ 737 milhões e o BRDE R$ 483 milhões. Via Santander, foram R$ 459 milhões, seguido pelo Sicredi, com 125 milhões e Cresol com R$ 55,251 milhões e mais R$ 1 bilhão foram obtidos junto a outras cooperativas. Atualmente, a indústria não dispõe de estoque para pronta-entrega. “Nós vendemos máquinas para entregar em fevereiro de 2023, se a taxa de juros fosse menor o comprador receberia só na próxima Expointer”, arriscou Cláudio Bier.

Atualmente, cerca de 65% das máquinas e implementos agrícolas fabricados no país são produzidos pelas indústrias do Rio Grande do Sul. Os maiores polos estão localizados nas regiões Norte e Noroeste do Estado. O mercado gaúcho absorve 11% de toda a produção, enquanto o restante é comercializado Brasil afora.

O otimismo do presidente do Simers já projeta a Expointer 2023. “Ano que vem vamos chegar aos R$ 10 bilhões”, arriscou. Na 45ª Expointer, o SIMERS contou com o patrocínio do Banrisul, Caixa, BRDE, Sicredi e Sebrae.

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Expointer tem público recorde e faturamento de R$ 7,1 bilhões

Por redação 05/09/2022
Escrito por redação

Na maior de todas as edições, 742 mil pessoas estiveram na Expointer 

Expointer tem público recorde e faturamento de R$ 7,1 bilhõesA 45ª Expointer se encerrou neste domingo (4/9) batendo recordes. O balanço dos resultados desta edição, a primeira sem restrições desde o início da pandemia de covid-19, foi divulgado à tarde no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. O total de negócios chegou a R$ 7.145.626.026,21, representando um crescimento de 164,67% em relação a 2019, o último em que a feira ocorreu com presença totalmente liberada de público.

Os dados foram apresentados na Central de Imprensa, em entrevista coletiva com a presença do governador Ranolfo Vieira Júnior, do secretário da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Domingos Velho Lopes, da subsecretária do parque, Elizabeth Cirne-Lima, do prefeito de Esteio, Leonardo Paschoal, e de representantes de entidades copromotoras.

Ao anunciar os dados, o governador destacou o número de visitantes desta edição, o maior registrado até hoje. Até as 13h30, 742 mil pessoas estiveram na feira desde o seu início. Em 2019, foram 416 mil. “Esta Expointer mostra um amadurecimento cada vez maior da relação institucional entre o Estado, o município de Esteio e as entidades copromotoras. Nossa expectativa foi superada em muito, começando pelo público, que bateu todos os recordes. Os números da movimentação financeira também demonstram que esta é a maior de todas as Expointer”, resumiu Ranolfo.

Todos os números apresentaram crescimento em relação a 2019. No setor de máquinas e implementos, o mais rentável da feira, o valor movimentado chegou a R$ 6.598.853.022 (+ 159,2%). No setor automobilístico, o resultado foi de R$ 490.961.814, com 1.674 unidades vendidas (+ 251%).

Na pecuária, houve a venda de 1.309 animais, totalizando R$ 11.991.364 (+ 42,02%). O setor da agricultura familiar, um dos mais populares entre os visitantes, vendeu R$ R$ 8.106.105,43 (+ 78,52%). A venda de artesanato somou R$ 1.520.000 (+ 9,74%), quando também foi contabilizado o setor de comércio, que teve movimentação de R$ 34.193.720.

O secretário Lopes destacou a união de forças para a realização da feira e a valorização do produtor rural, independentemente do seu tamanho. “Conseguimos conjugar o nós permanentemente durante essa Expointer e mostramos o que o Rio Grande unido pode fazer. Nossa estimativa era audaciosa, de R$ 4 bilhões, e chegamos a R$ 7 bilhões. Mostramos a união de agro, comércio, indústria, serviços, e a potência do Rio Grande do Sul que, como foi dito na COP 26, é uma das maiores diversidades produtivas do mundo. Deixamos para a sociedade a mensagem de que sabemos trabalhar unindo meio ambiente e produção”, comentou.

O prefeito Paschoal disse que os benefícios econômicos da feira foram sentidos pelo município e pela região, para além dos muros do Parque Assis Brasil. A rede hoteleira do município esteve com a ocupação acima de 80%, sendo mais de 50% em função do evento. “Se estamos vivendo uma feira de números recordes é porque o trabalho se desenvolveu com muita sinergia e união. A prefeitura esteve envolvida com 170 servidores, com trabalho iniciado ainda em julho. Não tivemos nenhum registro de surto alimentar, apenas três autos de infração pela vigilância sanitária, o menor número de toda série histórica, mostrando a importância do trabalho preventivo, mas também a responsabilidade dos expositores”, destacou.

Os representantes das entidades copromotoras também falaram sobre a retomada dos grandes resultados depois de dois anos atípicos, impactados pela pandemia, e sobre a superação das expectativas. O presidente da Farsul, Gedeão Pereira, o vice-presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag-RS), Eugênio Zanetti, o presidente da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), João Francisco Wolf, o presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul (Simers), Claudio Bier, e o gerente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS (Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul e Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Estado), Tarcísio Minetto, celebraram os resultados desta edição.

Para Gedeão Pereira, a 45ª Expointer foi “o retrato fiel da pujança do agronegócio gaúcho e brasileiro”. O setor de máquinas e implementos, que representou 93% das vendas da feira, superou as expectativas, como disse Claudio Bier. “O nosso agricultor observou a tecnologia embarcada que está sendo aplicada nas máquinas e se entusiasmou. Isso mostra a pujança do nosso Estado”, observou.

Representado a Fetag, Zanetti citou o Pavilhão da Agricultura Familar, que bateu recorde de vendas em um único dia já nos primeiros momentos da feira. “Falar do pavilhão é sempre uma emoção muito grande. É uma alegria ver a satisfação de todas as famílias entre os 337 expositores desta edição. Por trás de cada estande existe uma história e um sonho, representado o que há de melhor na agricultura familiar no Rio Grande do Sul”, destacou.

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