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Notícias

Congresso Abag abordará carbono verde no agro

Por redação 22/07/2021
Escrito por redação

carbono verde no agro - Congresso Abag abordará carbono verde no agroCom a expectativa de reunir milhares de profissionais no dia 2 de agosto, o evento online contará com as avaliações de importantes especialistas que tratarão do tema central Nosso Carbono é Verde

Em meio às iniciativas, debates e ações implantadas por governos, empresas e instituições da sociedade civil para contribuir na diminuição do impacto das mudanças climáticas e para a descarbonização da economia, o 20º Congresso Brasileiro do Agronegócio, uma realização da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), em parceria com a B3, A Bolsa do Brasil, mostrará como o desenvolvimento do mercado do carbono verde no País é essencial nesse transição para uma economia mais limpa e como a atuação da cadeia do agro é primordial para contribuir nessa direção.

Com a expectativa de reunir milhares de profissionais no dia 2 de agosto, o evento online é considerado um dos mais relevantes do universo do agronegócio brasileiro e contará com as avaliações de importantes especialistas que tratarão do tema central Nosso Carbono é Verde. Eles estarão divididos em três painéis: Energia Limpa e Sustentável, Brasil Verde e Competitivo, O Futuro do Agro no Comércio Mundial para oferecer ponderações embasadas em anos de experiência e estudo, colaborando para ampliar o entendimento e a compreensão nos principais tópicos que norteiam cada temática. As inscrições para participar estão abertas, são gratuitas e podem ser feitas no site oficial.

O presidente do Conselho Diretor da ABAG, Marcello Brito afirmou em coletiva de imprensa promovida nesta quarta-feira, dia 21 de julho, que a escolha pelo tema não poderia ser diferente, com a maioria dos países debatendo o assunto e anunciando uma estruturação ou reestruturação de seus programas. “O evento trará uma prévia do que deve ser pauta na COP26. As principais economias e empresas estão avançando na estruturação financeira e econômica baseada no carbono e no pagamento de serviços ambientais. É uma nova realidade econômica, que será relevante para nosso país. Temos a chance de ser protagonista, com a implementação de uma agenda agroambiental, dentro de um mercado robusto de carbono”, acrescentou.

“Há pouco mais de um ano, passamos a oferecer plataformas tanto para o registro como para a negociação de créditos de descarbonização, os CBIOs, que ajudam o setor a efetivar seus negócios e vem atraindo, ainda que em menor número, também investidores não obrigados pelo Renovabio. Vemos grande potencial de expansão para os produtos ou iniciativas que estejam alinhados a práticas sustentáveis. Além do CBIO, temos discutido a evolução do mercado voluntário de carbono e de que forma a B3 pode contribuir para ele, considerando a pré-disposição de diversos players de aperfeiçoar esse mercado no país”, afirma Fabio Zenaro, diretor de Produtos de Balcão e Novos Negócios da B3.

A programação do evento foi construída com o objetivo de ressaltar como o potencial do agro para liderar essa transição para uma economia limpa, em sinergia com a preservação ambiental, que impulsionará o mercado de carbono verde no País. Isso porque é preciso transformar o sistema de produção mundial, buscando caminhos disruptivos e sustentáveis para o desenvolvimento nacional e global. O agro brasileiro pode ter sua terceira safra, que é justamente a neutralização do carbono.

Brito conduzirá, juntamente com o CEO da B3, Gilson Finkelsztain, a abertura do evento, a partir das 9h00, que terá o pronunciamento da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, a mensagem do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, e do deputado federal Sérgio Souza, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária.

Na sequência, o ex-ministro Roberto Rodrigues, coordenador do FGVAgro faz a apresentação de homenagem ao ex-ministro Alysson Paolinelli, indicado ao Nobel da Paz 2021. A ministra Tereza Cristina será homenageada com o Prêmio Ney Bittencourt de Araújo – Personalidade do Agronegócio. Já o Prêmio Norman Borlaug – Sustentabilidade será entregue à Celso Moretti, presidente da Embrapa.

A programação seguirá com a realização dos três painéis, moderados pelo jornalista William Waack e cuja dinâmica contará com um depoimento de importantes personalidades nacionais e o debate por renomados profissionais dos segmentos financeiro, cooperativista, energético, do agronegócio e de transporte, de institutos de pesquisa e de consultorias econômicas.

O CEO da Raízen, Ricardo Mussa, fará o depoimento do primeiro painel Energia Limpa e Sustentável, que pretende avaliar o panorama do mercado de energia renovável e biocombustíveis no País, uma vez que o desenvolvimento de novas soluções e tecnologias nesse segmento é fundamental para a descarbonização da economia. No debate, estarão: Antonio Roberto Cortes, presidente e CEO da Volkswagen Caminhões; Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS; e Solange Ribeiro, presidente adjunta da Neoenergia.

Para o segundo painel Brasil Verde e Competitivo, Otávio Ribeiro Damaso, diretor de Regulação do Banco Central do Brasil proferirá seu depoimento para, na sequência, Carolina da Costa, sócia da Mauá Capital; Fábio Zenaro, da B3; e Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados, trazerem sua avaliação sobre a importância de se ter métricas sustentáveis para uma maior competitividade do agro nacional bem como para a captação de recursos estrangeiros. Além disso, eles trarão o cenário atual e o potencial dos títulos verdes e como a sigla ESG (Governança Ambiental, Social e Corporativa) tem influenciado o mercado financeiro, por associar menos riscos ligados ao clima e à sustentabilidade.

Além de questões atuais, o Congresso Brasileiro do Agronegócio trará também a discussão sobre O Futuro do Agro no Comércio Mundial no terceiro painel. O embaixador Marcos Azambuja, conselheiro Emérito do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI) ministrará seu depoimento para o debate de Carlos Augusto Rodrigues de Melo, presidente da Cooxupé; Elizabeth Farina, diretora Executiva da WRI Brasil; e Malu Nachreiner, presidente da divisão Crop Science da Bayer no Brasil. Os especialistas farão suas ponderações sobre como o Brasil poderá seguir na jornada de crescimento global, como uma atuação mais relevante na geopolítica mundial. Eles mostrarão os desafios que o setor precisará superar bem como as vantagens competitivas que podem ser aperfeiçoadas para que o agro cumpra sua missão de alimentar o mundo com nutrição, qualidade e sustentabilidade.

O presidente da ABAG será responsável pelo encerramento do Congresso Brasileiro do Agronegócio, cuja última edição, também promovida virtualmente, reuniu mais de 8000 participantes, um público formado por empresários, líderes setoriais, autoridades públicas ligadas aos governos federal, estadual e municipal, diversos parlamentares, além de inúmeros profissionais atuantes na cadeia do agro.

Programação

carbono verde no agro - Congresso Abag abordará carbono verde no agroServiço:

  • Congresso Brasileiro do Agronegócio
  • Tema: Nosso Carbono é Verde
  • Data: 2 de agosto de 2021
  • Horário: das 9h00 às 13h30
  • Inscrições e informações: https://congressoabag.com.br/
22/07/2021 0 Comentários
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Brasil exporta recorde de 4,5 milhões de sacas de café em setembro
Notícias

Exportações de café são as maiores da história

Por redação 21/07/2021
Escrito por redação

carbono verde no agro - Exportações de café são as maiores da históriaExportações brasileiras do grão atingiram 45,59 milhões de sacas de 60 quilos na safra 2020/21, o maior volume de toda a série histórica do Cecafé

As exportações brasileiras de café na temporada 20/21 atingiram um novo recorde, somando 45,59 milhões de sacas de 60 quilos (grão verde, torrado e solúvel) entre jul/20 e jun/21, o maior volume de toda a série histórica do Cecafé, iniciada em 1990, e 13,3% acima do embarcado na temporada 19/20. Até então, a maior quantidade embarcada pelo Brasil, de 41,4 milhões de sacas, havia sido registrada em 18/19. Segundo pesquisadores do Cepea, o recorde esteve atrelado especialmente à alta produção na safra 20/21 e ao dólar elevado frente ao Real, combinação que, além de estimular produtores a exportar, também eleva a competitividade do café brasileiro no mercado internacional.

No Brasil, os preços do arábica e do robusta avançaram nos últimos dias, impulsionados pelas valorizações externas de ambas as variedades, o que, por sua vez, ocorreu devido às perspectivas de menor produção em 21/22 e da chegada de uma frente fria significativa nas regiões cafeeiras no último fim de semana. Para o arábica, a alta foi mais expressiva na sexta-feira, 16, quando o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, teve ganho de 40,74 Reais/sc no dia, fechando a R$ 875,45/sc.

O cenário mais positivo atraiu um bom número de vendedores ao mercado, permitindo o fechamento de negócios. Nessa terça-feira, 20, o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, posto na capital paulista, fechou a R$ 902,64/sc, forte alta de 7,8% frente à terça anterior, 13. Para o robusta, o Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6 peneira 13 acima fechou a R$ 549,48/sc, avanço de 5,5% frente ao dia 13.

Fonte: Cepea
21/07/2021 0 Comentários
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Notícias

Tendência é de queda nas cotações de arroz, diz Conab

Por redação 21/07/2021
Escrito por redação

carbono verde no agro - Tendência é de queda nas cotações de arroz, diz ConabEstimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam aumento dos estoques devido ao menor consumo, à elevação da produção e à queda das exportações

A expectativa de menor consumo esse ano — diante da previsão de recuperação da economia com a expectativa de maior controle da Covid-19, somado ao déficit na balança comercial no acumulado de 2021 — provocou uma tendência de queda nas cotações do arroz, encerrando o primeiro semestre de 2021 com queda significativa. A média de junho fechou em cerca de 11% abaixo da média de maio.

Os dados foram publicados no documento AgroConab, estudo divulgado mensalmente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que traz informações sobre preços internos e externos, quadro de oferta e demanda e perspectivas de curto e médio prazo das principais culturas de grãos e do mercado de carnes.

No caso do arroz, apesar do recuo dos preços em junho e da elevação do custo de produção, o cenário é de preços remuneradores ao produtor. Com a perspectiva de fortalecimento da moeda nacional, espera-se uma redução no ritmo de exportações identificado na safra 2019/2020.

A projeção é que o Brasil venda 1,3 milhão de toneladas do grão na safra 2020/2021. Com isso, o período deve encerrar com superávit de 200 mil toneladas, com importações de 1,1 milhão de toneladas para o mesmo período.

Oferta e demanda

Na análise macroeconômica, espera-se recomposição dos estoques de passagem ao longo de 2021. Espera-se retração do consumo em razão das estimativas de recuperação econômica, observada a elasticidade-renda negativa do arroz. Além do menor consumo, contribuirão para o aumento dos estoques as perspectivas de elevação da produção e de queda das exportações.

Fonte: Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)
21/07/2021 0 Comentários
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Notícias

Entidades lançam 10º Congresso sobre palma forrageira

Por redação 21/07/2021
Escrito por redação

carbono verde no agro - Entidades lançam 10º Congresso sobre palma forrageiraA Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (Faepa/PB) lançam, nesta quinta (22), o 10º Congresso Internacional de Palma e Cochonilha

O lançamento, previsto para acontecer a partir das 11h, terá a participação dos presidentes da CNA, João Martins, da Faepa, Mário Borba, e da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina, e será transmitido pela plataforma Agro pelo Brasil e pelo Canal da Faepa no Youtube https://www.youtube.com/user/FaepaSenar.

O Congresso Internacional será realizado no período de 28 a 31 de março de 2022, em João Pessoa (PB), por meio da parceria entre Faepa/PB, Sociedade Internacional de Ciência Hortícola (ISHS) e Rede de Cooperação Técnica Internacional sobre a Palma da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO-ICARDA).

O evento, que ocorrerá presencialmente em 2022, respeitando todos os protocolos de segurança, terá como foco os avanços na pesquisa e produção da palma e o compartilhamento dos resultados com a comunidade acadêmica internacional. As inscrições estão abertas e podem ser realizadas no link https://bit.ly/3eClMHp. A programação e mais informações sobre o evento estão disponíveis no endereço www.cactuscongress2022.com.

O último congresso realizado no Brasil ocorreu em 2007 também em João Pessoa. De lá para cá expressivos avanços ocorreram: a Sociedade Brasileira de Palma Forrageira e outras Cactáceas foi fundada, bem como a criação e consolidação de seu Congresso Brasileiro, realizado bienalmente, e que já se encontra em sua 5ª edição com divulgação dos resultados da pesquisa nacional com essa cultura.

Houve grande expansão no plantio de novas variedades de palma forrageira resistentes à cochonilha do carmim em toda a região Nordeste, além do registro de defensivos agrícolas no Mapa para combater essa praga em variedades susceptíveis.

Além disso, portarias que aprovam o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura de palma forrageira passaram a ser publicadas pelo Mapa com o objetivo de identificar os municípios aptos e o calendário agrícola de plantio. E, pela primeira vez, o Censo Agropecuário de 2017 do IBGE fez um levantamento de dados oficiais da cultura.

Em períodos de fortes estiagens, como as que normalmente acontecem na Região Nordeste, é observado que a palma forrageira se consolida como uma das melhores opções para a alimentação animal. Nesse sentido, o apoio à adoção a novas tecnologias, entre elas, a inclusão entre as prioridades fitossanitárias no Mapa, do registro de herbicidas para essa cultura, torna-se imprescindível o estímulo ao desenvolvimento da cultura da palma forrageira no país.

O Sistema CNA/Senar realiza um trabalho intenso para introduzir a palma na alimentação do rebanho da região. Desde 2017, em parceria com a Embrapa, desenvolve o projeto “Forrageiras para o Semiárido – Pecuária Sustentável” com o objetivo de desenvolver espécies adaptadas ao clima como alternativas para a alimentação e nutrição dos animais.

Nesse período, o projeto já avaliou o potencial produtivo e a adequação de plantas forrageiras às condições climáticas do semiárido para recomendação de novas opções de fonte de alimento para a pecuária.

Fonte: CNA
21/07/2021 0 Comentários
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Equipamentos Case evoluem em qualidade e segurança

Por redação 21/07/2021
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carbono verde no agro - Equipamentos Case evoluem em qualidade e segurançaEm um ano, marca implementou mais de 900 novos controles de qualidade na fabricação dos equipamentos de construção

Atenta às inovações tecnológicas que agregam valor aos processos produtivos e reforçam o relacionamento com a rede de concessionárias e clientes, a Case Construction Equipment, marca da CNH Industrial, apresenta uma série de processos e melhorias que impactam diretamente na qualidade de seus equipamentos.

Em 2020, a marca desenvolveu e implementou 905 novos processos que ampliam e intensificam o controle de qualidade do seu portfólio de equipamentos, evoluindo assim, para um total de 19 mil controles de qualidade, um salto de 380% nos últimos 3 anos.

A expansão destas melhorias faz parte do programa World Class Manufacturing (Manufatura de Classe Mundial) implementado pela CNH Industrial em 2007 e que possui como um de seus princípios fundamentais de sustentação a Qualidade e Segurança com foco no Cliente. Criar canais de comunicação direta com os clientes e concessionários é parte fundamental deste processo.

Neste sentido, os concessionários passaram a contar com a ferramenta DAR (Dealer Arrival Report), através da qual podem avaliar cada um dos equipamentos recebidos e propor melhorias. Todas as avaliações recebidas são analisadas e respondidas e as sugestões de melhoria provenientes de tais análises são incorporadas aos processos de qualidade existentes.

“Nosso objetivo é garantir que os clientes Case possuam os melhores e mais confiáveis equipamentos disponíveis no mercado e, para isso, nosso processo produtivo é constantemente aperfeiçoado com o que há de mais moderno afim de garantirmos a qualidade, segurança e robustez dos nossos produtos”, afirma Alexandre Paradela, Supervisor de Qualidade CNH Industrial.

Melhorias implementadas recentemente

Implementação e expansão de uso de torquímetros digitais;
Expansão da aplicação de apertos com ferramentas elétricas pulsativas;
Criação de estrutura dedicada para teste hídrico em cabines;
Uso de luz negra e cabine escura para prevenção de vazamentos hidráulicos;
Instalação de novo equipamento para carga e teste de sistemas de ar condicionado;
Desenvolvimento de módulos de treinamentos para os operadores com uso de Realidade Virtual;
Modernização das instalações de análise dimensional de peças.

Paradela diz ainda que estes aperfeiçoamentos também são parte da estratégia de oferecer soluções cada vez mais personalizadas às necessidades de cada cliente, durante toda a sua jornada de negócio. “Por isso, o contato direto com a rede de concessionárias é fundamental”.

A marca reforça a sua rede de assistência em pós-vendas nas concessionárias, que contribui com peças e serviços para manter a produtividade dos equipamentos durante todo o seu ciclo de vida.

21/07/2021 0 Comentários
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Notícias

CNA avalia impactos da reforma tributária no agro

Por redação 21/07/2021
Escrito por redação

carbono verde no agro - CNA avalia impactos da reforma tributária no agroA Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) reuniu, nesta terça (20), o Grupo de Trabalho (GT) Econômico para debater temas tributários e os impactos sobre o setor agropecuário

Um dos pontos debatidos durante a reunião foi a contribuição, ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), incidente sobre a folha de salários, que foi apresentada pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia (SPE).

Erik Alencar de Figueiredo e Sérgio de Gadelha, da SPE, afirmaram que o órgão está trabalhando na possibilidade de extinção da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), de 0,2% sobre a folha de pagamentos das empresas relativo ao Incra.

Segundo eles, o tributo incide duas vezes em algumas agroindústrias, encarecendo a folha de salários e impactando na geração de empregos formais.

“Os impactos esperados com a extinção é a redução do custo da contratação de mão-de-obra urbana e rural, aumento da formação no mercado de trabalho e do faturamento das empresas”, afirmou Gadelha.

Outro item da pauta foi a devolução do crédito do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) aos produtores rurais. Francisco Barbosa, da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) falou sobre as ações que a entidade realizou no estado.

A Federação fez um estudo sobre as regras e aplicação do imposto a partir de 2009 para identificar como tratar o crédito do ICMS do produtor se ele é um tomador de preço.

“As soluções que encontramos foi estipular o crédito presumido ao produtor rural, sendo 1% de crédito nas operações de café cru, em grão ou em coco, e 2,4% para os demais produtos. No caso do produtor de grande porte, sugerimos o aproveitamento de crédito total. O crédito presumido é considerado um plus para o produtor que não consegue embutir o ICMS no preço”, disse.

Na avaliação de Renato Conchon, coordenador do Núcleo Econômico da CNA, a solução da Faemg foi prática e pode ser uma possiblidade para os demais estados. “Existem questões técnicas e políticas que precisam ser ultrapassadas, mas é importante levar esse apelo à Secretaria de Fazenda dos estados, principalmente pelas recentes mudanças no Convênio ICMS nº100/1997.”

Conchon falou também sobre a reforma tributária debatida no Congresso Nacional e os impactos para o setor. Ele citou as propostas do governo federal e disse que poderá haver aumento no custo de produção que impactará inclusive o Plano Safra.

Renato Conchon explicou ainda que a CNA foi convidada pelo Ministério da Economia para compor um grupo de trabalho que discutirá meios de viabilizar a reforma tributária. “A reforma é necessária para o país, mas temos que tomar cuidado para não onerar os setores da economia.”

Fonte: CNA
21/07/2021 0 Comentários
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Índice de Confiança marca 115,8 pontos. Alta de 15,4 pontos sobre trimestre anterior é o patamar mais elevado desde 2013, ano de início da série
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Cadeia do trigo paulista se reúne em evento híbrido

Por redação 21/07/2021
Escrito por redação

carbono verde no agro - Cadeia do trigo paulista se reúne em evento híbridoEm meio a expectativas de safra recorde, reunião da Câmara Setorial do trigo será realizada presencialmente e on-line, no dia 29 de julho, em Capão Bonito (SP)

Com expectativa de uma grande safra em 2021, o setor do trigo paulista se reúne novamente para a Câmara Setorial do Trigo de São Paulo, que será realizada no dia 29 de julho, às 9h, no auditório da Cooperativa de Capão Bonito, em Capão Bonito (SP).

O segundo encontro do ano será realizado em formato híbrido, com a participação presencial de representantes da cadeia e, também, transmissão on-line pelo YouTube do Sindicato da Indústria do Trigo do Estado São Paulo – Sindustrigo.

Segundo o presidente da Câmara Setorial do Trigo de São Paulo, Victor Oliveira, na última reunião, em março, o cenário era pessimista, em relação à situação econômica e pandêmica do país, além de outros fatores que levaram o preço do trigo para novos recordes históricos. “Esse encontro será uma oportunidade de atualizar e alinhar a cadeia quanto ao potencial produtivo da safra 2021, custos de produção e expectativas do mercado atual e futuro”, explica.

Ao longo da reunião, o presidente fará uma breve apresentação sobre o panorama e o desafio da indústria, frente aos custos recordes de trigo durante o ano, que será seguida pela palestra de Pedro Sampaio, da empresa Gavilon, que apresentará a conjuntura do trigo mundial e nacional.

As cooperativas do estado também estarão presentes para mostrarem a evolução dos rendimentos no campo, as expectativas de produtividade, o atraso na safra e as estimativas de colheita deste ano. “Temos uma expectativa de uma grande safra em 2021, com potencial de novo recorde, se o clima permitir. Tivemos registros de que algumas regiões foram afetadas pelas geadas no início do mês de julho, por isso, com o reporte das cooperativas, teremos uma análise mais assertiva do volume de produção previsto para o estado”, afirma Oliveira.

Após as apresentações, os participantes que estiverem presencialmente na reunião serão convidados a visitar um campo de demonstração da Biotrigo, no Polo Regional Sudoeste Paulista, onde serão exibidas as cultivares ali cultivadas e as perspectivas.

“Essa é uma oportunidade muito interessante para que possamos verificar, in loco, possíveis novas cultivares da empresa, além de analisarmos seus resultados do ponto de vista de qualidade para o consumidor de farinha, rendimento no campo e resistência às chuvas e pragas”, finaliza Victor.

Os participantes que optarem pela reunião presencial deverão seguir os protocolos de segurança estabelecidos pela organização do evento, como uso de máscara obrigatório; medição de temperatura na chegada; distanciamento mínimo de 1,5 metro entre os assentos e entre os participantes da visita ao campo.

Em virtude da pandemia e restrições, a capacidade do evento será reduzida em 40%, por isso, se faz necessário o registro prévio dos participantes pelo link.

21/07/2021 0 Comentários
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Manejo correto minimiza problemas da seca na cana

Por redação 21/07/2021
Escrito por redação

carbono verde no agro - Manejo correto minimiza problemas da seca na canaEspecialistas Paulo Sentelhas, da Esalq-USP, e Gustavo Vigna, da Ourofino Agrociência, compartilham previsões e projeções para o período de seca

A grande variabilidade espacial das chuvas exige atenção de todos os profissionais que atuam nas diferentes usinas e áreas de fornecedores. Isso porque o impacto na produção da cana-de-açúcar é significativo, principalmente em anos que o período de seca é longo. Nesse contexto, o prof. Me. Paulo Sentelhas, da Esalq-USP, desenvolveu um aplicativo que monitora as mudanças climáticas, visando ter maior assertividade quanto à previsão nas perdas de produtividade.

Segundo o pesquisador, além de realizar o monitoramento, é fundamental analisar e comparar as informações com períodos anteriores, por exemplo, os prejuízos ocasionados pela crise hídrica na safra 2013/14 e as condições atuais. No entanto, há o alento de que as condições climáticas voltem à normalidade.

De acordo com o monitoramento realizado pelo aplicativo, as chuvas devem voltar a estabilizar a partir de outubro, desde que as condições sigam o que normalmente acontece em todo o centro-sul do Brasil, como informa Sentelhas. “Baseando-se na previsão climática, há informações relativas ao prognóstico de chuvas em relação à média histórica, sendo que a perspectiva é de que se tenha uma fase neutra do El Niño Oscilação Sul, o que indica condições de chuvas dentro da normalidade.”

Outro fenômeno climático que ocorre nesse período seco, e que já causou danos nos canaviais da região sudeste, é a geada. Em várias localidades, grandes áreas foram atingidas. Segundo Gustavo Vigna, gerente de marketing de cana-de-açúcar da Ourofino Agrociência, o período seco antecipado pelo segundo ano consecutivo, aliado às geadas, prejudica o restabelecimento do desenvolvimento da cana-de-açúcar, reduzindo a oferta de matéria-prima.

Em função disso, os preços do açúcar e etanol devem continuar em alta para usinas e fornecedores, tornando esse cenário atrativo ao uso de herbicidas para as diferentes épocas do ano, devido a maior interferência das plantas daninhas e aos prejuízos nos canaviais, que estão com menor desenvolvimento em função das condições de estresse hídrico. “As usinas e os fornecedores que realmente investirem terão um diferencial importante para a próxima safra, conquistando maiores níveis de produtividade. Utilizar as ferramentas certas, no momento adequado, tem se mostrado uma grande arma para o produtor que busca produzir mais e melhor”, diz Vigna.

A Ourofino Agrociência tem herbicidas para o segmento. Para o período seco, as ferramentas mais indicadas da companhia são o Kaivana 360 CS e PonteiroBR, produtos com formulações adaptadas a essa situação climática. São produtos com o selo de reimaginados da Ourofino, por serem desenvolvidos focados nas condições tropicais do Brasil. Outro destaque é o recém-lançado DistintoBR, o mais novo graminicida da empresa, um dos ativos mais utilizados na cultura de cana-de-açúcar. Mais dois produtos possuem grande utilidade nesse período e são de grande importância, são o FortalezaBR e MagnusBR.

Fonte: Ourofino Agrociência
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Notícias

Alta no custo de produção prejudica pecuária leiteira

Por redação 20/07/2021
Escrito por redação

carbono verde no agro - Alta no custo de produção prejudica pecuária leiteiraApesar do aumento no preço interno do leite, os altos custos de produção podem prejudicar as margens de rentabilidade, tanto para o produtor quanto para as indústrias do país

De acordo com a última análise de conjuntura da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgada nesta segunda-feira (19), os valores seguiram em alta no mercado, devido à redução da oferta nas principais regiões produtoras, natural do período mais seco do ano. No entanto, apesar da valorização do preço pago ao produtor, comparado a anos anteriores, e da redução das cotações de milho e farelo de soja em junho, a relação de troca na pecuária leiteira é uma das menores já registradas no acompanhamento da estatal.

Segundo o estudo, no mês de março, considerando a média de preços de mercado, a situação já era pior do que em 2016, período de grande valorização do grão. No Paraná, a relação de troca leite/milho aumentou em relação a maio, mas é 26,5% inferior quando comparado a junho de 2020, ou seja, menor poder de troca do produtor de leite em milho nesta safra. Quanto ao farelo de soja, a relação de troca vem melhorando pelo quinto mês consecutivo, mas ainda abaixo do que já foi observado em períodos anteriores.

“Historicamente, com o início da colheita do milho segunda safra, as cotações do grão tendem a cair”, explica o gerente de Produtos Pecuários da Conab, Fabiano Vasconcellos. “No entanto, a menor oferta de milho nesta safra e, mais recentemente, os danos ocasionados pelas geadas ocorridas no fim de junho, podem voltar a prejudicar essa relação para o setor leiteiro, já que o produto é utilizado na ração animal e, logo, entra na lista de custos dessa área”.

No mercado internacional, apesar da tendência de queda no valor do leite, as cotações continuam em níveis elevados, o que colabora para manter os preços internos valorizados. No primeiro semestre deste ano, o país já exportou o equivalente a 72% do valor total de 2020, chegando a US$ 54,8 milhões no acumulado até junho. É o melhor desempenho do Brasil nesse mesmo período nos últimos quatro anos. Apesar da valorização das commodities lácteas no mercado internacional, a produção de leite de vaca não deve apresentar um crescimento expressivo em 2021, limitada, entre outros fatores, pela alta dos custos com a alimentação dos rebanhos e as condições de clima no Hemisfério Sul, além de efeitos relacionados à economia devido à COVID-19.

Quanto às importações de derivados lácteos, em termos de valor em dólar, o percentual aumentou 37,2% neste primeiro semestre, em relação ao ano passado. “Mesmo que as cotações no mercado internacional estejam em patamares elevados, o que acabou freando o aumento expressivo de importações observado no primeiro trimestre de 2021, a baixa oferta interna ainda favorece as importações”, ressalta Vasconcellos.

A conjuntura da Conab aponta ainda que os preços internos devem se manter valorizados, mesmo com a expectativa de uma maior produção mundial, à medida que as economias se recuperam e a demanda é restabelecida. Atualmente, a produção de leite sob inspeção no Brasil no primeiro trimestre é 1,8% superior ao primeiro trimestre de 2020. Apesar do cenário agravado por fatores climáticos, que prejudicaram a qualidade das pastagens e silagens, além do elevado custo do milho, a captação de leite dirige-se para ser levemente superior aos últimos anos. Em 2020, a produção total chegou a 25,5 bilhões de litros no país.

Para garantir a rentabilidade dos produtores nesta safra, o Governo Federal também atualizou os preços mínimos do leite in natura, em Portaria publicada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), no início deste mês. Os preços em vigor são de R$ 1,48 (o litro) para as Regiões Sul e Sudeste, R$ 1,39 para o Nordeste, R$ 1,34 para o Centro-Oeste (exceto MT) e R$ 1,21 para a Região Norte e o estado de Mato Grosso. A medida visa a manutenção do produtor nesta atividade, extremamente necessária para a segurança alimentar.

Fonte: Conab
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Paolinelli: agricultura não depende de desmatamento

Por redação 20/07/2021
Escrito por redação

carbono verde no agro - Paolinelli: agricultura não depende de desmatamento

Indicado ao Prêmio Nobel da Paz, ex-ministro da Agricultura, Alysson Paolinelli, afirma ter “esperança de que a ciência mostre e demonstre que a árvore vale mais em pé do que caída”

“O desmatamento é um fator que nós temos de coibir. O desmatamento não é vantajoso para o Brasil; a agricultura não depende dele. Ao contrário”, afirmou Alysson Paolinelli, nesta segunda-feira (19), durante palestra na conferência virtual “Entendendo a Amazônia”, que acontece até o dia 22 de julho. De acordo com o ex-ministro da Agricultura – indicado ao Prêmio Nobel da Paz –, “a continuar o desmatamento nas proporções atuais, poderá acontecer dificuldades nos chamados grandes rios aéreos”, que “abastecem” regiões produtoras com umidade quente. Essa umidade, que se encontra com as ondas frias que surgem do Sul, provocam chuvas que beneficiam as plantações do país, informa.

“Felizmente, o desmatamento não vem da agricultura: é um fenômeno de especulação de madeireiros que utilizam a madeira da Amazônia para exportar, o que não deve continuar acontecendo. Eles estão contra a lei. A lei ali tem de ser respeitada, porque não há nenhuma vantagem no Brasil com esse desmatamento. Estamos interessados muito mais na abundância biológica na Amazônia. É realmente o maior volume de biologia no mundo e poderá ajudar o Brasil no desenvolvimento pela ciência da bioeconomia, nova fase em que nós vamos entrar”, complementou o ex-ministro da Agricultura.

Mineiro, Paolinelli tem 84 anos e começou a atuar com a agricultura há seis décadas. Nesse período, além de ter assumido a pasta federal da agricultura em 1974, foi secretário estadual da mesma área de Minas Gerais (durante três períodos entre 1971 e 1998) e dirigiu a então Escola Superior de Agricultura de Lavras – que se transformou na atual Universidade Federal de Lavras. No Ministério da Agricultura, sua gestão foi responsável pela criação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Esse trabalho contribuiu para que esse personagem histórico fosse indicado à edição de 2021 do Prêmio Nobel da Paz.

“O Brasil criou, nesses últimos 40 anos, uma agricultura tropical altamente sustentável, com a vantagem de que, só com as tecnologias existentes hoje, poderemos, na área antropizada, ter condições de suportar toda a demanda mundial de alimentos em 2050”, analisou Paolinelli. “No Brasil, a árvore está valendo mais caída do que em pé. Nós temos esperança de que a ciência mostre e demonstre o contrário. Essa é uma tarefa que teremos daqui em diante”, finalizou o ex-ministro.

Fonte: Datagro
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