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Notícias

New Holland lança plantadeira de 27 linhas, ideal para grãos

Por redação 20/07/2021
Escrito por redação

nova plantadeira - New Holland lança plantadeira de 27 linhas, ideal para grãosMarca amplia seu portfólio com a PL 7027, equipamento versátil que proporciona maior ganho operacional ao produtor

A New Holland Agriculture, marca da CNH Industrial, está ampliando a sua linha de plantadeiras PL 7000, voltada para o plantio em grandes e médias propriedades. Lançada em 2020, com opções de 61 e 48 linhas, agora a família de plantadeiras ganha uma versão de 27 linhas e 3 seções, com espaçamento entre as linhas de 45 cm. A nova PL 7027 foi desenhada para atender agricultores que buscam uma maior eficiência da operação com o plantio somente de sementes e que precisam da agilidade para a mudança de áreas dentro e fora da propriedade.

De acordo com Cláudio Calaça Júnior, diretor de Marketing de Produto da New Holland Agriculture para a América do Sul, a transportabilidade, o monitoramento das sementes e o plantio com taxa variável são alguns dos diferenciais da PL 7027. “É um equipamento versátil que inclui agricultura de precisão embarcada e que possui um ganho operacional e uma qualidade de distribuição superiores, oferecendo ao produtor maior versatilidade, que se reflete em mais produtividade no campo”, destaca.

A facilidade no transporte é um dos destaques da nova plantadeira, tanto dentro quanto fora da propriedade. “Este modelo em modo de transporte fica com 3,2 m de largura, facilitando o deslocamento tracionado por trator ou embarcado em carreta. Importante destacar também a alta capacidade dos reservatórios de sementes (5.440 litros de sementes), ou seja, o suficiente para o plantio de aproximadamente 80 hectares sem a necessidade de reabastecimento. Essas características resultam em uma grande autonomia de plantio, que combinada ao conceito de redução dos pontos de engraxamentos, dão ao conjunto trator e plantadeira uma excelente eficiência e agilidade na operação”, explica Rogério Miyasawa, especialista em Marketing de Produto da New Holland Agriculture.

Além dos pontos de rendimento operacional, este modelo de plantadeira mantém todos os pontos de qualidade de distribuição já reconhecidos nas plantadeiras New Holland, favorecendo a ótima implantação a expressão de todo o potencial genético da lavoura.

Assim como os modelos maiores, de 5 seções (61 e 48 linhas), este modelo também possui o sistema de transferência de pressão regulável da seção central para as asas por cilindros hidráulicos, melhorando a distribuição de peso nas linhas e nos discos de corte.

Com o intuito de atender as diferenças entre regiões e de tipos de solos, a PL 7027 tem como opcional dois tipos de discos de corte: corrugado e estriado, ambos de 20 ”, sendo possível a configuração no momento do pedido.

Agricultura de precisão

As plantadeiras New Holland são compatíveis com as principais tecnologias de agricultura de precisão disponíveis no mercado. A PL 7027 vem de fábrica com módulo de controle ISOBUS, que junto com o monitor do trator, gerencia o sistema de controle de taxa (por motores hidráulicos), os sensores de monitoramento de sementes e abertura e fechamento das asas. Para as máquinas com o sistema de corte de seção opcional, o módulo também é responsável por este gerenciamento.

O corte de seção é feito pelos cabos flexíveis de transmissão com embreagem de desligamento e pelo módulo que agrupa e controla até 24 seções. Para o gerenciamento de mapas pode ser necessária a ativação de liberações adicionais nos monitores utilizados.

Na linha PL 7000, acompanham na máquina os discos de distribuição e singuladores para o milho e para soja (27 e 56 furos). Para outras culturas ou necessidades especiais é possível a compra de outros tipos de discos junto ao departamento de peças do seu concessionário New Holland.

20/07/2021 0 Comentários
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Notícias

A tecnologia a favor do desenvolvimento da agricultura orgânica

Por redação 20/07/2021
Escrito por redação

nova plantadeira - A tecnologia a favor do desenvolvimento da agricultura orgânicaPlataforma do MercadoOrganico.com facilita o acesso dos agricultores a insumos com certificação e garantia de origem, levando segurança até a mesa do consumidor

Do sonho de uma família surgiu uma grande ideia, criar uma startup que conectasse os consumidores que buscam alimentos orgânicos e naturais com menor impacto no meio ambiente e sem resíduos químicos. Assim, em 2017 foi fundada a MercadoOrgânico.com. Apesar de jovem, o e-commerce atua como um marketplace exclusivo de orgânicos, sendo o elo entre a venda de produtos orgânicos e ecológicos, principalmente de pequenos produtores, com o mercado consumidor, encurtando assim as negociações. Atualmente são mais de 2.000 mil diferentes itens como frutas, verduras, legumes, itens de mercearia, alimentos congelados, bebidas, carnes orgânicas e outros, oriundos de quase 500 produtores de todo o Brasil.

Do ano de 2019 para cá, a empresa girou a roda e teve um grande crescimento de vendas, 60%, em pleno período de pandemia pelo COVID-19. E a expectativa é que nos próximos 3 anos o MercadoOrganico.com cresça a uma taxa de 15% ao mês. “Houve um grande aumento na procura por uma alimentação mais saudável, até pela própria indicação médica de manter boa saúde e alta imunidade da população”, aponta Dário Dal Piaz, um dos fundadores, sócio e administrador da plataforma.

Nesse mesmo período, os proprietários perceberam a necessidade de sentir “as dores e prazeres” da agricultura e adquiriram uma fazenda, certificando-a orgânica, a Fazenda Guata Porã, que fica em Atibaia-SP. “Foi aí com essa relação mais próxima, no dia a dia, é que começamos a ter esse olhar de como o produtor de orgânico tem as suas dificuldades, as suas lutas, para encontrar sementes, insumos e foi aí que nós começamos a pensar diferente, que podíamos fazer ainda mais por eles”, destaca o empreendedor.

Do outro lado da ponta

Ainda segundo Dal Piaz, faltava também auxiliar o produtor a encontrar sementes e insumos certificados, de procedência e qualidade, para que todo o processo tenha realmente segurança alimentar e siga os parâmetros exigidos pelos órgãos reguladores. Por isso, se fez necessário direcionar os olhos para o período de pré-plantio.

A primeira parceria feita foi com a Bejo, especialista em sementes de hortaliças, que são encontradas à venda na plataforma. Agora, a grande novidade é que o e-commerce passa a oferecer também em uma seção específica, com os insumos certificados de alta tecnologia e desempenho para agricultura orgânica da multinacional alemã DVA Agro.

O engenheiro agrônomo e responsável pelo marketing da multinacional no Brasil, Bruno Francischelli, aponta que a empresa está seguindo a vertente da mudança de perfil e hábitos da classe produtora, que tem se tornado cada vez mais informatizada. “Para nós da DVA juntaram-se duas coisas muito positivas, o mercado de orgânicos e o e-commerce. Esta é a primeira iniciativa da empresa nesse sentido tecnológico de facilitar o acesso ao nosso portfólio. O MercadoOrganico.com já é uma plataforma maturada na parte de produtos finais e agora ingressa nesse mercado que é o nosso com a visão que eles têm do produtor que faz as entregas e vendas através deles”, destaca.

Inicialmente serão disponibilizados os produtos: Incentia Eco Zinc, fertilizante ecológico concentrado em zinco, que fornece este elemento às culturas e corrige deficiências deste elemento; Incentia Eco Humic, obtido a partir da destilação de açúcares de origem vegetal. Deve ser aplicado nos momentos mais críticos do desenvolvimento da planta e enraizamento; Incentia PhytoEco Glabraneem, é um fertilizante potássico com alta concentração de carbono e matéria orgânica e Incentia PhytoEco Reppell, fertilizante procedente de resíduos vegetais que possui ação bioestimulante e repelente.

A startup também aposta no sucesso da parceria. “Particularmente vemos com uma oportunidade, para que nós realmente façamos esse auxílio completo ao pequeno produtor. Nós não trabalhamos com pedido mínimo, oferecemos formas de parcelamento, muitas vezes frete grátis e ainda descontos para compra com CNPJ. E um outro ponto principal é a possibilidade de o pagamento ser atrelado a safras futuras, para que ele possa disponibilizar o produto dele aqui também, e agora oferecer os produtos DVA Agro será uma oportunidade sensacional”, completa Alessandra Petrina, responsável na empresa pelo marketing e produtos.

Facilitar o acesso

Para o produtor, a empresa fornece a estrutura logística de armazenamento, entrega e outros serviços que auxiliam na prospecção de clientes. Desse modo, facilitando a capilaridade deles, a fim de torná-los competitivos no mercado tradicional. “Os custos dos produtos caem, e o consumidor tem acesso à alimentação orgânica a um preço justo. Nós sempre tentamos entender a produção dele, qual o valor ele pretende colocar no seu produto, nós passamos essa questão. Tudo isso é analisado para que não chegue a um preço muito elevado, para o cliente final, mas também para que nós não deixemos o produtor numa posição ruim”, explica Alessandra.

Em sua maioria o produtor orgânico tem uma pequena produção, ele mesmo embala, tudo certinho e certificado, mas por um motivo ou outro ele tem esbarra na dificuldade de disponibilizar isso para a venda. “Principalmente se for na internet, de colocar uma descrição, montar um site. E é exatamente isso que nós fazemos, conseguimos oferecer todos esses processos a ele. E ele fica com cerca de 70% do valor de venda”, conta a profissional.

Consumidor final também ganha

Uma pesquisa de 2017 da Organis, Conselho Brasileiro da Produção Orgânica e Sustentável, apontou que a média de consumo brasileira com regularidade de produtos orgânicos é de 15%, sendo a região Sul a que apresenta maior índice, 34%. De acordo com Alessandra essa parte da sociedade busca em sua maioria mais saúde e está preocupada com as questões ambientais. “Percebemos ao longo desses anos da empresa que tudo está conectado. Alimentação não é simplesmente alimentar. É ter a segurança do que está consumindo e para isso o selo, por exemplo, faz parte dessa segurança. Tudo isso traz segurança. para que o nosso cliente possa consumir sem medo. Pode entrar no site e comprar os seus orgânicos na tranquilidade de tudo que ele está consumindo é verdadeiramente orgânico”, finaliza.

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Gestão digital pode aumentar produtividade de soja

Por redação 20/07/2021
Escrito por redação

nova plantadeira - Gestão digital pode aumentar produtividade de sojaO uso de softwares e ferramentas digitais de gestão de fazendas otimizam a produção, reduzem custos e elevam a produtividade da cultura da soja

Segundo pesquisa conduzida pela consultoria agronômica Fertigeo, na área com o manejo Farmbox, a produtividade foi de 81,2 sacas por hectare, enquanto na parcela vizinha o produtor colheu 16 sc/ha a menos (20%).

O levantamento foi feito no município de Rio Verde (GO), durante a safra 2020/21, em uma área de 80 hectares e comparou o manejo Farmbox – baseado nas boas práticas agronômicas incluindo o uso do aplicativo para registro dos dados e gestão das operações agrícolas, com o manejo do produtor – que tem como prática a calendarização das aplicações de defensivos e não utiliza ferramentas digitais.

De acordo com o CEO da Checkplant/Farmbox, André Cantarelli, além da elevação da produtividade, o manejo Farmbox obteve melhores controle de percevejos e qualidade de sementes. “O último monitoramento de pragas foi realizado com a soja em R7.2 e o número de percevejos em média foi de 0,4 na parcela Farmbox e 1,75 na parcela do produtor. Em relação às sementes, por meio do teste de tetrazólio, verificou-se uma maior porcentagem de grãos com dano de percevejo na área do produtor (8,21%), enquanto a parcela Farmbox apresentou apenas 2,09%”, explica.

O Farmbox é uma plataforma de gestão de fazendas, que compila dados e informações de campo como: estoques de insumos; mapas de infestação de pragas; frequência de monitoramento de cada talhão; agenda de aplicações; pluviometria; previsão de colheita e de custos de produção, de produtividade e rentabilidade total ou por talhão, entre outros, para o planejamento de cada safra.

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Notícias

Logística agro gera economia de até R$ 150 milhões

Por redação 20/07/2021
Escrito por redação

nova plantadeira - Logística agro gera economia de até R$ 150 milhõesPlataforma permite gerar 500 mil mapas, além de dados sobre a logística de dez produtos agropecuários que respondem por cerca de 90% das cargas no Brasil. Cerca de R$ 5,6 milhões foram poupados em economia de tempo de procura das informações

Há três anos disponível gratuitamente no Portal Embrapa, o Sistema de Inteligência Territorial Estratégica da Macrologística Agropecuária Brasileira (SITE-MLog) já foi acessado por mais de 100 mil usuários. O impacto econômico promovido pela plataforma é estimado em até R$ 150 milhões. A primeira parte desse valor, R$ 5,6 milhões, corresponde à redução do tempo gasto pelos usuários para obter as mesmas informações em outras fontes. A segunda, estimada em R$ 143,9 milhões, é atribuída à diminuição de custos para o setor agropecuário, a partir de políticas públicas influenciadas por estudos logísticos derivados do sistema.

O SITE-MLog reúne dados dispersos em mais de 20 órgãos e instituições. Mais do que disponibilizá-los todos em um só local, a equipe da Embrapa Territorial (SP) responsável pelo desenvolvimento padronizou, categorizou e espacializou as informações. Com isso, a plataforma permite gerar 500 mil mapas, além de fazer o download, em diferentes formatos, de dados sobre a logística dos dez produtos agropecuários que respondem por cerca de 90% das cargas no Brasil.

O primeiro resultado disso é a redução do tempo gasto pelos usuários em busca de informações. Em 2019, o uso sistemático por agentes públicos de dois ministérios e equipes de entidades de classe gerou economia de tempo e recursos estimada em R$ 3,1 milhões. Isso não inclui as milhares de pessoas anônimas que acessam o SITE-MLog diariamente. Para calcular o valor desse uso, a equipe de avaliadores considerou o número de usuários da plataforma até dezembro de 2020, o tempo gasto por eles navegando pelo sistema e o valor de uma consultoria na área. Chegou-se, assim, a uma economia de mais de R$ 2,5 milhões.

Coordenadora do Laboratório de Pesquisa em Logística e Comercialização Agroindustrial da Universidade Estadual de Campinas (Logicom/Unicamp), a professora Andréa Leda conhece de perto as dificuldades para obter dados sobre o tema no Brasil. Além de estarem espalhados por diferentes instituições, não há padronização. Por exemplo, alguns são organizados por municípios, outros por regiões. Unidades de medida também podem ser diferentes. Ela avalia que, além de agregar, organizar os dados com uma padronização é um dos méritos do SITE-MLog. O cruzamento de informações é outro ponto forte. “Quando você gera diferentes mapas georreferenciados, quando você cruza as informações, já há uma forma de análise”, comenta.

Retrologística e aprofundamento das análises

Para 2022, a Embrapa prepara uma nova +0do SITE-MLog, com aprofundamento das análises. O analista Gustavo Spadotti, da Embrapa Territorial, adianta que os estudos sobre armazenamento estão sendo aprofundados. “Vamos ‘entrar de cabeça’ nesse tema para entender onde há dificuldades e propor soluções”, adianta Gustavo Spadotti.

Outro tema sobre o qual a equipe se debruça é a retrologística, ou seja, a disponibilidade de carga para caminhões ou trens fazerem o caminho de volta até as fazendas e agroindústrias após levar produtos do agro aos portos ou outro destino. Uma das possibilidades para essa área é suprir a demanda por nutrientes agrícolas no território brasileiro. Informações sobre as cadeias produtivas e rotas comerciais de fertilizantes, corretivos e remineralizadores de solo estão sendo processadas em busca de soluções para a retrologística nas diferentes regiões.

Spadotti conta que também está prevista a inclusão de dados do setor agroenergético na plataforma – etanol, biodiesel, carvão vegetal, biogás etc. A equipe ainda se empenha na atualização das bacias logísticas da categoria Grãos (agrupado de milho e soja) e no delineamento de análises semelhantes para as dez cadeias produtivas já presentes no SITE-MLog: algodão, aves, bovinos, café, cana-de-açúcar, laranja, madeira para papel e celulose, milho, soja e suínos.

Leda apresenta o sistema a alunos de duas disciplinas em que ministra aulas na Unicamp: Logística Agroindustrial e Comercialização Agroindustrial. A plataforma também tem sido utilizada como ponto de partida para trabalhos de pesquisa do laboratório. “Quando você busca uma primeira ideia, fazer um modelo mental ajuda muito”, afirma. Uma pesquisa de iniciação científica, orientada por ela e publicada como artigo, inspirou-se no conceito de bacias logísticas empregado no SITE-MLog para estudar o escoamento da soja produzida em Mato Grosso.

SITE-MLog pautou obras públicas

A disponibilização de dados gerados por diferentes instituições em uma única plataforma também foi valorizada pelo secretário da Câmara Temática de Infraestrutura e Logística do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Carlos Alberto Nunes Batista. “A grande sacada foi a consolidação em uma única ferramenta de informações que eram espalhadas. Você consegue trabalhar bem e desenvolver um estudo sem sair dela”, aponta. Ele já listou o SITE-MLog entre as plataformas indicadas para consultas, em curso sobre logística agropecuária em elaboração no Mapa.

Integrante de colegiados com diferentes órgãos do governo, ele afirma que os estudos sobre obras prioritárias para o escoamento da produção realizados pela Embrapa Territorial contribuíram para o delineamento dos investimentos em recuperação ou construção de novas vias de transporte. “É uma ferramenta que conhece as demandas e a pressão que a agricultura brasileira exerce sobre a logística”, avalia.

Cinco obras indicadas nos estudos logísticos do SITE M-Log foram incluídas no Programa de Parceria de Investimentos (PPI) ou no Plano Plurianual (PPA) do Governo Federal: duas rodovias, duas ferrovias e uma hidrovia. Para duas delas, o trecho de Sinop (MT) a Miritituba (PA) da BR-163 e a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), há uma estimativa de economia de R$ 2,3 bilhões para o setor agropecuário até 2025. Com base em metodologia de quantificação de ganhos econômicos por contribuição à formulação de políticas públicas, o relatório de avaliação do SITE-MLog atribui 1/16 desse valor ao uso da ferramenta – o equivalente a R$ 143,9 milhões. Os autores chegaram a essa fração porque identificaram mais 15 instituições cujo trabalho influenciou a inclusão das obras entre as prioritárias.

Para outras três vias planejadas, Ferrogrão, Ferrovia de Integração Oeste–Leste (Fiol) e Hidrovia do Tocantins via Pedral do Lourenço, foi estimada a redução na emissão de gases de efeito estufa para o transporte das cargas. O modal rodoviário é o que mais gera esses poluentes pelo alto consumo de combustíveis fósseis. A substituição ou diminuição no uso de caminhões graneleiros por trens e navios diminui esse impacto. A redução total de emissões de gases de efeito estufa prevista com a implantação das três obras pode chegar a 8,5 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂) até 2031.

Direcionar investimentos

No setor privado, os dados e os cruzamentos também têm sido utilizados para análises de mercado e direcionamento de investimentos. Foi o caso do gerente de regulação de meio ambiente do Terminal Graneleiro da Babitonga (TGB), Bruno Christofoli. Ele conta que a plataforma foi importante para entender os corredores de logística nos quais poderia haver área de influência para atrair cargas. Atualmente em fase de preparação do terreno para início da construção, o terminal fica em São Francisco do Sul, no litoral de Santa Catarina, e tem previsão de inauguração em 2024. “Ter todas as informações disponíveis em um único ponto ajuda bastante para estudos de demanda e algumas questões mais estratégicas para viabilização de investimento”, avalia. “Entender a curva de crescimento das exportações brasileiras em cada região e da produção foi muito importante”, complementa.

Fonte: Embrapa Territorial
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Os impactos do Plano Safra mais verde na cafeicultura brasileira

Por redação 20/07/2021
Escrito por redação

nova plantadeira - Os impactos do Plano Safra mais verde na cafeicultura brasileiraNo podcast desta semana, especialista comenta sobre os efeitos de um Plano Safra mais verde na cafeicultura brasileira

O novo Plano Safra trouxe mais recursos para os programas voltados à sustentabilidade. O Programa para Redução das Emissões de Gases de Efeito Estufa na Agricultura, mais conhecido como Programa ABC, é a principal linha de financiamento de técnicas sustentáveis e ficou com R$ 5 bilhões.

O Proirriga, destinado ao financiamento da agricultura irrigada, terá R$ 1,35 bilhão. Enquanto o Inovagro, voltado para o financiamento de inovações tecnológicas nas propriedades rurais, ficou com R$ 2,6 bilhões.

Ouça também: Sensoriamento remoto pode reduzir custos operacionais

Para Silvia Pizzol, gestora de Sustentabilidade do Cecafé, o aumento desses recursos é um estímulo para os pequenos e médios produtores apostarem na adoção e tecnologias e nas boas práticas no campo, mais sustentáveis. Como é o caso da cafeicultura brasileira, desenvolvida em grande parte por agricultores familiares.

A gestora comenta sobre iniciativas do Cecafé, o Conselho de Exportadores de Café do Brasil, que têm contribuído para fortalecer a adoção de práticas ESG, que é um conjunto de práticas ambientais, sociais e de governança, na cafeicultura brasileira.

Acompanhe:

Máquinas & Inovações Agri · #023 – Silvia Pizzol comenta “os impactos do plano safra mais verde na cafeicultura”

 

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Famílias retornam ao campo para melhorar renda

Por redação 20/07/2021
Escrito por redação

 

nova plantadeira - Famílias retornam ao campo para melhorar rendaEnquanto o rendimento médio do brasileiro vem aumentando, em média, 0,9% ao ano, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a remuneração média do produtor tem avançado a 1,5% ao ano, conforme o Centro de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Cepea)

Por mais de 20 anos, Rosana Aparecida Gabardo Pallu, de 40 anos, se destacou como confeiteira, em Mandirituba, Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Apesar de ter feito fama preparando bolos para festas de casamento e de aniversário, ela vivia à beira do estresse. Cansada da vida na cidade, Rosana optou por uma mudança radical: há dois anos, trocou a cozinha pelas estufas de morango. O negócio deu tão certo que ela já dobrou o cultivo, de 10 mil para 20 mil pés. O marido José Marcos, que era metalúrgico, pediu demissão da empresa e passou a trabalhar com exclusividade na produção de morangos. Agora, o casal tem mais qualidade de vida e, de quebra, conquistou uma renda maior.

“Apesar de ser uma cidade pequena, eu vivia estressada com a rotina. Eu sempre quis morar no campo e sempre fazia cursos do SENAR-PR e da Emater [hoje, IDR]. Um dia, fiz um de hortifruticultura e me encantei com os morangos. A gente comprou a terra aos poucos, demorou para a gente conseguir ter o próprio negócio, mas estamos muito felizes. Minha renda melhorou. A qualidade de vida conta muito também. Aqui é água de poço, a casa não tem vizinho e é rodeada de mato. É natureza e ar puro”, diz a fruticultora.

Histórias como a de Rosana são cada vez mais comuns e comprovam que o setor agropecuário se consolidou como alternativa economicamente atrativa para quem quer qualidade de vida e ter seu próprio negócio, desde que a estruturação seja bem planejada. Como o Censo 2020 foi adiado pelo governo federal, não há dados que apontem se essa migração da cidade ao campo chega a se firmar como um fluxo migratório. Ainda assim, o fato é que o setor agropecuário e o desenvolvimento das cidades do interior têm garantido condições para que as pessoas não precisem se mudar aos grandes centros: as alternativas estão ali, no setor rural.

De um lado, as evoluções tecnológicas e o avanço em obras de infraestrutura mudaram a cara do campo. As estradas, a oferta de energia elétrica e o acesso à internet contribuem para conectar o meio rural às cidades. Além disso, a profissionalização e a tecnificação otimizaram os processos produtivos. Some-se a isso a pujança do setor agropecuário, que vem garantindo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e saldo positivo na balança comercial do país. Ou seja, são motivos de sobra que credenciam o campo como alternativa de vida.

“O setor evoluiu muito e, hoje, conceitos como agricultura de precisão e agricultura digital são realidades. Além de contribuir com a economia do país, o homem do campo tem qualidade de vida e excelentes perspectivas de renda. O jovem não precisa mais fazer a vida na cidade grande. Pode ser muito bem-sucedido no campo e o Sistema FAEP/SENAR-PR é um ponto de apoio para que ele consiga isso”, ressalta o presidente da entidade, Ágide Meneguette.

“Além de ser o setor mais resiliente da economia, a agropecuária tem crescido nos últimos anos. A tecnificação e a infraestrutura têm aproximado, cada vez mais, o campo da cidade, provocando uma mudança de perfil. As pessoas do campo têm acesso a bens e à cultura de uma forma que não tinham décadas atrás. Em muitos casos, a migração aos grandes centros deixa de ser atrativa. Tudo de que a pessoa precisa encontra no campo e nas cidades de interior. Isso provoca o movimento inverso: estimula pessoas que viviam nas cidades a voltarem para o campo”, reforça Luiz Eliezer Ferreira, técnico do Departamento Técnico Econômico (DTE) do Sistema FAEP/SENAR-PR.

O economista Felippe Serigati, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), destaca um aspecto que ajuda a entender porque o campo tem sido uma alternativa cada vez mais viável: a renda. Enquanto o rendimento médio do brasileiro vem aumentando, em média, 0,9% ao ano, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a remuneração média do produtor tem avançado a 1,5% ao ano, conforme o Centro de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Cepea).

A geração de riquezas também tem crescido mais no campo. Ao longo da última década, o PIB aumentou 10,5% ao ano no interior do Paraná, enquanto o avanço foi de 7,7% na RMC. Além disso, Serigati aponta que os produtos do agro, por serem bens essenciais, estão menos suscetíveis a grandes oscilações de demanda. Em períodos de crise, esse fator dá mais segurança a quem investe na área.

“A renda média do agro aumentou em um ritmo mais intenso do que no restante da economia brasileira. A economia está mais dinâmica e mais aquecida no campo, atraindo mais pessoas. Isso aumenta a demanda por mão de obra e tende a pressionar para cima a remuneração”, explica Serigati. “Os produtos do agro têm uma elasticidade menor. Ainda que haja uma crise monumental, dificilmente as pessoas vão almoçar um dia sim, um dia não. Por outro lado, se sua renda dobrou, você pode até ter almoços mais sofisticados, mas não vai almoçar duas vezes num dia. Então, a demanda está preservada”, explica.

Bons exemplos

nova plantadeira - Famílias retornam ao campo para melhorar renda
Leonardo Weinhardt, de 32 anos, cresceu em meio rural. A família dele mantém uma propriedade na Lapa, na RMC, onde cultivam soja, milho e trigo e mantêm bovinos de cria. Com vocação para a lida no campo, ele cursou Agronomia, na Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba. Em 2011, com o diploma em mãos, decidiu continuar na capital paranaense, trabalhando em uma empresa de agricultura de precisão, onde atuava com venda técnica e prestava consultoria. Logo, no entanto, optou por voltar: em 2014, passou a administrar a propriedade da família, ao lado do pai.

“Mudou tudo. Eu era empregado e passei a empreendedor. Quando você começa a empreender, a responsabilidade pelo sucesso do negócio é 100% sua”, afirma Weinhardt, que passou a morar na propriedade. “Meu pai também está feliz. Antes de eu voltar, ele arrendava terras e ficava mais na pecuária. Com a minha volta, passamos a cultivar soja e crescemos na atividade”, conta.

nova plantadeira - Famílias retornam ao campo para melhorar renda
Formada em administração de empresas e gerente de uma clínica médica em São Paulo, Izonete Arsego, a Iza, tinha uma carreira consolidada na maior cidade da América Latina. Estava, no entanto, cansada da vida estressante na megalópole, espremida entre o trânsito e o escritório. Após muito planejamento, em 2017, ela trocou a cidade grande pelo campo: voltou à pequena Nova Prata do Iguaçu, no Sudoeste do Paraná, onde nasceu e a família mantêm um sítio. No interior, passou a se dedicar ao cultivo de morangos. Hoje, a produtora rural consegue ter uma renda maior, vivendo com mais qualidade de vida e perto dos pais.

“Eu vivi por 25 anos em São Paulo. Estava cansada daquela rotina, começando a ficar doente. Viver no campo não significa trabalhar com a enxada, como era 30 anos atrás. O interior não é mais um lugar em que as pessoas não têm acesso a nada e passam dificuldades. Pelo contrário. Estou feliz e, também financeiramente, melhor que na cidade. Valeu muito a pena”, garante a produtora, de 47 anos.

nova plantadeira - Famílias retornam ao campo para melhorar renda
O casal Débora Carolina Tille, de 34 anos, e Tiago Sorgatto, de 38, também optou por regressar ao meio rural, após ter passado cinco anos em Quedas do Iguaçu, no Sudoeste do Paraná, e dois anos em Joinville, Santa Catarina. Nesse período, ela atuou como psicóloga e ele como bancário concursado do Banco do Brasil. Insatisfeitos com as respectivas carreiras, buscaram orientação profissional e descobriram que a vida no campo ia ao encontro de tudo o que procuravam. Assim, voltaram a Renascença, no Sudoeste do Estado. Lá, passaram a morar na zona rural e a cultivar morangos, em um negócio que não para de crescer, dando emprego a outras pessoas – sete mulheres trabalham na colheita, em dias alternados.

“Nós percebemos que, nas nossas carreiras anteriores, estávamos dando o nosso melhor, os melhores anos das nossas vidas, por algo que não era nosso. Como a família do Tiago já tinha propriedade rural em Renascença, nós pensamos em empreender em alimentos sustentáveis, produzidos de forma tecnológica e com poucos defensivos. Optamos pelos morangos”, diz Débora. “Aqui, temos tudo de que precisamos. Estamos felizes, trabalhando em algo nosso e com impacto social: a oportunidade que damos a outras mulheres e o resgate da agricultura sustentável”, acrescenta.

nova plantadeira - Famílias retornam ao campo para melhorar renda
A qualidade de vida e o aspecto econômico também motivaram uma mudança na trajetória de Ana Paula Rodrigues. Aos 17 anos, ela optou por morar na cidade – em Nova Prata do Iguaçu –, indo trabalhar em um cartório. Cursou administração de empresas e, posteriormente, passou a gerenciar uma empresa financeira, em Verê, também no Sudoeste do Paraná. Em 2018, decidiu, no entanto, fazer o caminho de volta e ajudar a família a implantar um alambique, com produção de cachaça artesanal. Agora aos 29 anos está satisfeita com a consolidação do negócio e com seu novo modelo de vida. “Quando pequena, meus pais sempre falavam: ‘Estude e vá trabalhar na cidade’. Eram muitas dificuldades. Desde então, muita coisa mudou. O campo traz muitas oportunidades. Eu só me arrependo de não ter voltado antes. É uma oportunidade de negócio excelente, com boa geração de renda. Além do que, estou trabalhando em algo que é nosso”, ressalta Ana Paula.

“Quando decidi voltar, meus amigos da cidade disseram: ‘Você é doida! Vai trocar o ar condicionado pela roça’. Na época, eu não respondi. O tempo está provando que eu estava certa”, acrescenta.

Especialização

Não basta, no entanto, simplesmente querer voltar ao meio rural. O modelo de negócio precisa ser rigorosamente estruturado. Como bons empreendedores, os produtores têm de conhecer a atividade a qual querem se dedicar. Além de dominar as etapas produtivas da porteira para dentro, também precisam estudar o mercado. Por isso, a especialização é fundamental.

“A agropecuária não aceita aventureiros. É um setor que requer profissionalização extrema. É importante estudar a atividade, pensar na logística, nos fornecedores, no mercado. Esse é o primeiro passo. E o SENAR-PR pode ser decisivo nesse processo”, aponta Luiz Eliezer Ferreira, do Sistema FAEP/SENAR-PR.

Izonete Arsego, por exemplo, passou por diversas capacitações, entre as quais, o Programa Empreendedor Rural (PER), da entidade, a partir do qual investiu no negócio. Hoje, a marca Império dos Morangos está consolidada, com três estufas de 50 m², 15 mil mudas plantadas, fornecendo a produção a municípios da região. Além disso, a empresa conta com quatro trabalhadores na colheita, que ganham por hora trabalhada.

“O PER fez eu me entusiasmar. A partir dali, levantei crédito, investi em novas estufas. Foi tudo planejado. O investimento é alto. Tem que se especializar”, diz. “E pensar num produto diferenciado. Eu vendo a qualidade e o frescor da fruta”, pontua.

Ana Paula Rodrigues estruturou o negócio de forma responsável, afinal, eram muitas dúvidas de como fazer. Ela também fez o PER, que deu segurança para planejar e investir no financiamento do alambique e da moenda de cana. Hoje, a Cachaça Nova Prata tem produção anual entre 20 mil e 25 mil litros. O próximo passo é otimizar a apresentação do produto, apostando em modelos de garrafas mais sofisticados.

“O meu projeto ficou entre os dez finalistas do PER de 2019. O curso abriu muito a minha visão sobre modelo de negócio, planejamento estratégico. Foi o impulso para darmos continuidade ao negócio, com profissionalização”, afirma.

Apesar de ter cursado agronomia e ter concluído MBA, Leonardo Weinhardt sentiu necessidade de continuar se atualizando. Não deixou para depois: fez diversos cursos do SENAR-PR, do NR-31 ao Manejo Integrado de Pragas (MIP). Para ele, os saberes técnicos e o planejamento do negócio são imprescindíveis ao sucesso no setor agropecuário.

“Eu peguei uma grade antiga, defasada, na UFPR. Tem muitas técnicas e tecnologias de ponta que a gente não vê na faculdade”, diz. “Apliquei o MIP na propriedade e não fiz aplicação de inseticida. A gente economiza e agride menos o meio ambiente. Se o produtor não pensar assim, está fadado ao fracasso”, defende.

Rosana Pallu também recorreu à capacitação. Perdeu as contas de quantos cursos frequentou, ofertados pelo IDR e SENAR-PR, em parceria com a Secretaria de Agricultura de Mandirituba. Em dois anos, ela já dobrou o cultivo para 20 mil pés. Agora, está terminando o processo de criação dos rótulos e embalagens da marca São Francisco Salles. “A gente fez tudo com segurança. Para montar as estufas, fizemos todos os cursos, de adubação, de [controle] de pragas… Morango precisa de muito cuidado. Se descuidar, perde a horta inteira. O conhecimento técnico sempre esteve a nossa mão, para ajudar”, aponta.

O casal Débora e Tiago fiz a transição ao campo com respaldo dos saberes especializados. Ainda em Joinville, contaram com apoio de um técnico, que tirou as primeiras dúvidas sobre o cultivo. Ainda hoje, continuam frequentando cursos e contando com consultorias para garantir a viabilidade do negócio. Começaram com uma estufa; agora mantêm três, com um total de 1 mil m² e 10 mil mudas, e com planos de expansão. A marca Dona Roça já é conhecida nos supermercados da região.

“Nós cultivamos em hidroponia, com poucos defensivos. É um produto sustentável. Então, nosso negócio demandou que a gente se especializasse”, aponta.

Fonte: Comunicação Social – Sistema FAEP/SENAR-PR
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Notícias

Produtor já pode emitir certificado de imóvel rural 2021

Por redação 19/07/2021
Escrito por redação

nova plantadeira - Produtor já pode emitir certificado de imóvel rural 2021O CCIR comprova a inscrição das propriedades e posses rurais junto ao Sistema Nacional de Cadastro Rural, que é a base de dados do governo federal gerenciada pelo Incra na qual constam informações de áreas públicas e privadas

A partir desta segunda-feira (19), está disponível para consulta e emissão o Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR) referente a 2021. O documento pode ser acessado pelos proprietários de imóveis rurais a partir de banner indicativo no site do Incra ou diretamente no endereço https://sncr.serpro.gov.br/ccir/emissao.

Outro recurso é baixar, em dispositivos móveis – como smartphones e tablets – o aplicativo “SNCR Mobile”, disponibilizado no Google Play e na App Store.

A validade do CCIR 2021 está condicionada ao pagamento da Taxa de Serviço Cadastral, por meio de Guia de Recolhimento da União (GRU), a ser impressa juntamente com o certificado. O valor depende do tamanho da área e deve ser quitado até 17 de agosto, sem cobrança de juros e correção, exclusivamente na rede de atendimento do Banco do Brasil.

No total, 6.799.659 imóveis rurais devem emitir o CCIR e pagar a taxa de serviço, cujo valor mínimo é de R$ 4,40 – para áreas com até 25 hectares. Débitos da taxa de anos anteriores serão cobradas no atual certificado.

Caso seja necessário imprimir segunda via do documento já quitado, não será preciso pagar novamente a taxa.

Importância

O CCIR comprova a inscrição das propriedades e posses rurais junto ao Sistema Nacional de Cadastro Rural (SNCR) – base de dados do governo federal gerenciada pelo Incra na qual constam informações de áreas públicas e privadas.

Titularidade, dimensão da área, localização, tipo de exploração realizada e classificação fundiária estão expressos no documento. A alteração em qualquer desses itens exige comunicação ao Incra, a ser procedida pelos proprietários via internet por meio da Declaração para Cadastro Rural (https://sncr.serpro.gov.br/dcr).

O CCIR constitui prova do cadastro do imóvel rural no SNCR. É indispensável para desmembrar, arrendar, hipotecar, vender ou prometer em venda o imóvel rural e para homologação de partilha amigável ou judicial (sucessão causa mortis) de acordo com os parágrafos 1º e 2º do artigo 22 da Lei nº 4.947, de 6 de abril de 1966.

Sem a apresentação do CCIR, os proprietários, titulares do domínio útil ou possuidores a qualquer título de imóvel rural, não poderão, sob pena de nulidade, realizar as mencionadas operações. As informações constantes do CCIR são exclusivamente cadastrais e, nos termos do parágrafo único do artigo 3º da Lei nº 5.868, de 12 de dezembro de 1972, “não fazem prova de propriedade ou de direitos a ela relativos”.

A apresentação do certificado também é obrigatória quando o produtor solicitar crédito agrícola em bancos e instituições financeiras.

Dúvidas podem ser esclarecidas junto às unidades do Incra e Unidades Municipais de Cadastramento (UMC).

Fonte: Mapa
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Novo alerta de geada para a região cafeeira do Paraná

Por redação 19/07/2021
Escrito por redação

nova plantadeira - Novo alerta de geada para a região cafeeira do ParanáO IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná—Iapar—Emater) e o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná) alertam que há previsão de geadas na madrugada de segunda (19), terça (20) e quarta-feira (21) para toda a região cafeeira paranaense

A recomendação para os plantios novos de café, com até seis meses de campo, é enterrar as mudas. Viveiros devem ser protegidos com várias camadas de cobertura plástica ou aquecimento, com a opção de adotar as duas práticas simultaneamente.

Nos dois casos — lavouras novas e viveiros —, a proteção deve ser retirada logo que a massa de ar frio se afastar e cessar o risco imediato de geada. Nas lavouras com idade entre seis meses e dois anos, a recomendação aos produtores é amontoar terra no tronco das plantas até o primeiro par de folhas. Essa proteção deve ser mantida até meados setembro, e depois retirada com as mãos.

Serviço

O Alerta Geada é um serviço que opera de maio a setembro com o objetivo de auxiliar os produtores a adotarem técnicas para proteção de cafezais.

Durante o período de operação do sistema, os pesquisadores acompanham as condições meteorológicas na região cafeeira do Estado e publicam diariamente um boletim informativo.

Além do informe diário, se houver aproximação de massas de ar frio com potencial de causar danos às lavouras de café, é emitido, e amplamente divulgado, um alerta com 48 horas de antecedência.

Avisos

O boletim diário e os alertas de geada podem ser obtidos no aplicativo IAPAR Clima, disponível gratuitamente na App Store e no Google Play.

Também é possível receber os avisos pelo WhatsApp. Basta salvar nos contatos o número (43) 3376-2248 e enviar a mensagem “quero receber o Alerta Geada”.

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Agricultura Familiar: a força de quem alimenta o Brasil

Por redação 19/07/2021
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nova plantadeira - Agricultura Familiar: a força de quem alimenta o BrasilA Semana da Agricultura Familiar ocorrerá de 19 a 24 de julho, com a realização de eventos regionais e nacional por plataforma virtual, divulgação de materiais de divulgação, lançamento do Comitê Nacional da Agricultura Familiar, entre outras ações

A agricultura familiar é responsável pela produção de mais de 70% dos alimentos que chegam à mesa da população brasileira e a 8ª maior produtora de alimentos do planeta, segundo dados do Censo Agropecuário e do Banco Mundial. São 15 milhões de trabalhadores rurais agricultores e agricultoras familiares que contribuem com a soberania e segurança alimentar e nutricional dos brasileiros e brasileiras, produzindo alimentos saudáveis, de forma sustentável, com mais sabor, potencial nutritivo e preservando os hábitos alimentares locais, o meio ambiente e a cultura local.

Todo esse potencial e protagonismo dos povos do campo, da floresta e das águas demandou a criação da Lei 11.326/2006, que estabelece as diretrizes para a formulação da Política Nacional da Agricultura Familiar e Empreendimentos Familiares Rurais. Mais recentemente, para dar ainda mais visibilidade ao setor, foi aprovada a Lei 13.776/2018, que instituiu a Semana Nacional da Agricultura Familiar, a ser celebrada, anualmente, na semana que compreender o dia 24 de julho, dia em que foi publicada a Lei 11.326/2006, também conhecida como a Lei da Agricultura Familiar.

Portanto, agora em 2021, a Semana da Agricultura Familiar será celebrada de 19 a 24 de julho, com a realização de diversas atividades, como eventos regionais e nacional por plataforma virtual, divulgação de materiais de divulgação, lançamento do Comitê Nacional da Agricultura Familiar, entre outras ações. A CONTAG também está incentivando a realização de ações nos estados e municípios durante esse período.

“Será uma semana com várias atividades, debates e ações que visam dar visibilidade ao setor, articulada à agenda da Década da Agricultura Familiar. A CONTAG reafirma o seu compromisso para fortalecer a agricultura familiar e para dar visibilidade aos homens e mulheres que alimentam o Brasil”, destacou o presidente da CONTAG, Aristides Santos.

Confira a agenda dos eventos regionais e do encontro nacional – realização pela plataforma Zoom com transmissão no Facebook e Portal da CONTAG:

  • Norte – 19/07, às 15 horas (horário de Brasília)
  • Sul – 20/07, às 10 horas (horário de Brasília)
  • Centro-Oeste – 20/07, às 15 horas (horário de Brasília)
  • Sudeste – 21/07, às 10 horas (horário de Brasília)
  • Nordeste – 21/07, às 14 horas (horário de Brasília)
  • Nacional – 22/07, às 14 horas (horário de Brasília)
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Empresas

Kepler Weber anuncia head de novos negócios focando inovação

Por redação 19/07/2021
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nova plantadeira - Kepler Weber anuncia head de novos negócios focando inovaçãoTiago Koike reportará diretamente ao CEO da companhia, Piero Abbondi, e terá entre as metas impulsionar a inovação e acelerar a digitalização no pós-colheita

A Kepler Weber, líder na América Latina em soluções de pós-colheita, acaba de contratar Tiago Koike. O executivo assume posição de head de novos negócios, criada pela companhia para impulsionar a inovação e acelerar a oferta digital para os nossos clientes.

“A meta é usar uma profunda visão tecnológica, analítica, financeira e estratégica em cada cenário, para impulsionar ao máximo o desempenho e expansão da companhia”, comenta Koike.nova plantadeira - Kepler Weber anuncia head de novos negócios focando inovação

O executivo, que reportará diretamente ao CEO da Kepler Weber, Piero Abbondi, também terá a missão de integrar setores internos da empresa, que tem mais de 1,2 mil funcionários diretos e duas unidades fabris, no Rio Grande do Sul e em Mato Grosso do Sul. Com investimentos recentes na modernização das fábricas e lançamentos de novos produtos e soluções, a companhia reforça o posicionamento como referência em armazenagem.

“Esta ponte entre as diferentes áreas da companhia levará a mais soluções digitais e serviços 4.0 de ponta, para um pós-colheita altamente produtivo, eficiente e inteligente”, afirma.

Com formação em engenharia mecatrônica (controle e automação), pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-PR) e pela Hochschule Konstanz, na Alemanha, Koike tem vinte anos de experiência e atuação em companhias nacionais e multinacionais, como Rolls-Royce, BOSCH, Gemalto e Pollux. Pós-graduado em Gestão Estratégica da Produção, na Universidade Tecnológica Federal do Paraná, foi também empreendedor e atuou como professor universitário.

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