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Notícias

Estudo mostra como a pecuária pode gerar crédito de carbono

Por redação 07/07/2021
Escrito por redação

pecuária pode gerar crédito de carbono - Estudo mostra como a pecuária pode gerar crédito de carbonoPesquisa teve por objetivo elucidar o problema da emissão de gases de efeito estufa pela pecuária, frequentemente considerada a grande vilã do aquecimento global e das consequentes mudanças climáticas

Um sistema de média lotação, de 3,3 unidades animais (UA) por hectare, em que se recuperou a pastagem degradada, foi capaz de neutralizar as emissões de gases de efeito estufa de bovinos e ainda gerar créditos de carbono correspondentes ao produzido por seis árvores de eucalipto. Uma unidade animal corresponde a 450 kg de peso vivo. Esse foi um dos quatro sistemas montados na Embrapa Pecuária Sudeste (SP) para mensurar o ônus e o bônus de carbono, indicando grau de sustentabilidade ambiental da atividade (veja quadro).

O estudo, feito em quatro níveis de intensificação de sistemas pastoris de produção pecuária, indica que a intensificação média apresentou a pegada de carbono mais baixa, com possíveis créditos de carbono. Os trabalhos foram desenvolvidos no bioma Mata Atlântica, um dos mais impactados pelas ações do homem sobre o ambiente, por se localizar em área com crescente crescimento urbano.

De acordo com a pesquisadora da Embrapa Patrícia Perondi Anchão Oliveira, a recuperação de pastagens e a intensificação da produção de bovinos nessas áreas melhoram o sequestro de carbono e mitigam as emissões de gases de efeito estufa, além de ter um efeito poupa-terra. “Também levam à redução na pegada de carbono por unidade de produto e no número de árvores necessárias para o abatimento das emissões de gases de efeito estufa. Os sistemas de produção intensificados com média lotação animal apresentaram os melhores resultados, especialmente se computados os insumos”, conta Oliveira. No caso citado pela pesquisadora, o crédito de carbono equivale ao crescimento de 6,27 árvores de eucalipto por garrote a cada ano.

O sistema com quadro mais preocupante é o de pastagens degradadas, cujo balanço resultou em saldo negativo. Em situações assim, chegam a ser necessárias 63,9 árvores para o abatimento das emissões de cada garrote mantido nessas áreas. Os resultados foram publicados na revista britânica Animal, da Universidade de Cambridge, Inglaterra. O trabalho é assinado por oito pesquisadores, cinco deles da Embrapa Pecuária Sudeste.

A cientista relata que a pesquisa teve por objetivo elucidar o problema da emissão de gases de efeito estufa pela pecuária, frequentemente considerada a grande vilã do aquecimento global e das consequentes mudanças climáticas. “A pecuária brasileira ainda é questionada em relação a sua participação na dinâmica de emissão de gases de efeito estufa (GEE)”, relata. Ela conta que os experimentos foram desenhados para cobrir as lacunas no conhecimento sobre a real contribuição dos sistemas de produção da pecuária brasileira para as emissões de GEE e para o aquecimento global.

Segundo a pesquisadora, foram desenvolvidos experimentos que permitem obter dados por métodos padronizados e reconhecidos pela comunidade científica internacional e que deram origem aos já famosos balanços de carbono. “Não foram levantadas somente as emissões de gases de efeito estufa, mas também as remoções desses gases. Isso criou condições para avaliar os sistemas de produção com capacidade de mitigar a emissão, especialmente do metano entérico, por meio do sequestro de carbono”, explica a pesquisadora.

Parceiros

A pesquisa foi desenvolvida com o apoio e a parceria do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), além de universidades e de outros centros de pesquisa da Embrapa.

“No caso da pecuária, foi possível compreender melhor os benefícios da parte do sequestro de carbono realizada pelo crescimento das plantas, seja pelo acúmulo no solo das pastagens ou no fuste [caule] das árvores, que estavam esquecidas nessa problemática ambiental”, completa. Apesar de os sistemas avaliados não possuírem árvores, as taxas anuais de remoções de GEE de árvores de eucalipto de um sistema silvipastoril com brachiaria, que faz parte de outro experimento, foram utilizadas para calcular o número hipotético de árvores necessárias para abater a emissão anual de cada sistema de produção.

No caso dos sistemas que estavam com créditos de carbono, devido ao sequestro do elemento no solo das pastagens, a mesma taxa foi usada para calcular o quanto esse crédito equivaleria em número de árvores hipoteticamente crescendo nos sistemas de produção.

O balanço de carbono é uma ferramenta que permite apontar tanto o potencial de neutralizar as emissões de gases de efeito estufa, quanto de prospectar sistemas de produção passíveis de receber créditos de carbono. Também é capaz de identificar os sistemas de produção que podem causar prejuízos ao meio ambiente do ponto de vista das mudanças climáticas, uma vez que identifica também aqueles que mais emitem do que sequestram carbono.

Oliveira conta que na pecuária tem sido comum registrar as emissões, mas o balanço entre o que a atividade emite e o que ela sequestra de carbono nem sempre é considerado. “Com a ferramenta do balanço, esse aporte de carbono é contabilizado e pode mostrar o diferencial da pecuária realizada a pasto, que além de manter o animal em seu habitat sem contenções, ainda traz o benefício do sequestro de carbono realizado pelo crescimento das pastagens”, afirma.

Conhecimento para uma pecuária de baixo carbono

Entre os impactos gerados pela descoberta está a possibilidade de adoção de sistemas de produção mais sustentáveis e de se obter produtos pecuários com baixa pegada de carbono. Essa “contabilidade do carbono” pode favorecer a exportação da carne brasileira, por exemplo, já que o mercado externo valoriza cada vez mais a produção sustentável.

O objetivo principal da pesquisa foi contribuir para a competitividade e sustentabilidade da pecuária brasileira por meio do planejamento, desenvolvimento e organização de dados que estimaram a participação dos sistemas de produção agropecuários na dinâmica de gases de efeito estufa em quatro níveis de intensificação (desde as pastagens degradadas até as pastagens altamente intensificadas e irrigadas), visando subsidiar políticas públicas e alternativas de mitigação.

O projeto também gerou informações que poderão ser usadas para o aprimoramento de normas e mecanismos de garantia da qualidade, da segurança e da rastreabilidade dos produtos pecuários. Esses resultados podem ser usados por formuladores de políticas públicas, empresas governamentais, empresas privadas e comunidade científica.

Por que as pastagens degradadas são um sério problema?

Se por um lado a pesquisa apontou que existem sistemas que podem gerar produtos pecuários com emissões neutralizadas ou com créditos de carbono, por outro também identificou as desvantagens de se manter as pastagens degradadas e a necessidade de recuperá-las.

“Elas apresentaram um balanço de carbono bem desfavorável, pois além das emissões dos animais também ocorreram emissões do solo, provenientes da decomposição e perda da matéria orgânica das áreas em processo de degradação”, detalha a pesquisadora.

Além do alto impacto ambiental, as pastagens degradadas apresentam baixa produtividade, o que aumenta a pegada de carbono por unidade de produto. Outro problema é o desperdício de terra, devido aos baixos índices zootécnicos obtidos (baixa lotação animal, baixa produção de peso vivo por hectare e baixo rendimento de carcaça), necessitando de mais área para a produção de carne e aumentando a pressão sobre os remanescentes florestais do bioma Mata Atlântica.

“A recuperação de pastagens, simultânea à intensificação da produção de gado bovino, melhorou o sequestro de carbono e reduziu as emissões de gases de efeito estufa, além de ter um efeito poupa-terra”, observa a pesquisadora.

Esses resultados embasam a produção de carne carbono neutro em sistemas de produção pastoris, em que não somente as emissões de GEE são contabilizadas, mas também há possibilidade de usar o sequestro de carbono no solo das áreas de pastagens.

Fique por dentro dos cálculos

A pesquisa avaliou cinco níveis de intensificação: pastagem degradada; pastagem recuperada com corretivos e fertilizantes e média lotação animal; pastagem intensificada com corretivos e fertilizantes e alta lotação animal; pastagem intensificada com corretivos, fertilizantes, irrigação e alta lotação animal; e a vegetação natural. A vegetação natural foi o controle positivo e a pastagem degradada foi o controle negativo.

Foi realizado o balanço de carbono entre as emissões de gases de efeito estufa – GEE (metano ruminal, metano do sistema solo-planta, óxido nitroso do sistema solo-planta) – e a remoção dos gases de efeito estufa (sequestro de carbono no solo).

Para o cálculo da pegada de carbono, além da emissão de GEE, foi contabilizada a emissão de GEE da fabricação dos fertilizantes, dos combustíveis fósseis das operações agrícolas realizadas e do uso de energia elétrica para irrigação, de acordo com cada nível de intensificação.

Também foi calculado o número de árvores necessárias para abater a emissão de GEE de cada garrote produzido nos diferentes sistemas de produção avaliados. De acordo com Patrícia Anchão, foi analisada ainda a taxa anual de sequestro de carbono de árvores de eucalipto e, com esse valor, foram calculadas quantas árvores precisariam ser plantadas e mantidas para cada animal existente nos sistemas de produção.

Resultados

O sistema degradado apresentou balanço de carbono negativo, a maior emissão de gases de efeito estufa por quilo de peso vivo produzido e a maior emissão de GEE por quilo de carcaça, necessitando de 63,9 árvores para o abatimento das emissões de cada garrote mantido em pastagens degradadas.

O sistema irrigado com alta lotação apresentou balanço de carbono negativo maior que o degradado, entretanto, como sua produção de peso vivo e seu rendimento de carcaça foram maiores, a emissão por quilo de peso vivo produzido foi diluída e menor que o sistema degradado.

Na prática, isso significa que esse sistema requer menor número de árvores para o abatimento das emissões (29,11 árvores/garrote). Mesmo computando todos os insumos utilizados, a emissão por quilo de carcaça foi menor para o sistema intensivo irrigado do que para o sistema degradado.

Já os sistemas de produção intensificados de sequeiro com média lotação animal em pastagens de brachiaria (uso de corretivos e fertilizantes, com dose de 200 kg N/ha/ano) e alta lotação animal em pastagens de Panicum maximum (uso de corretivos e fertilizantes, com dose de 400 kg N/ha/ano) apresentaram maior sequestro de carbono no solo em relação às emissões de GEE.

Consequentemente, o balanço de carbono foi positivo, o que representaria créditos de carbono equivalentes ao crescimento de 6,27 de eucalipto para cada garrote no sistema de sequeiro com média lotação, e 1,08 árvore para cada garrote no sistema de sequeiro com alta lotação. Quando computados os insumos, somente o sistema com média lotação permaneceu com créditos de carbono.

Fonte: Embrapa

07/07/2021 0 Comentários
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Notícias

Valtra apresenta suas soluções para a produção de cana

Por redação 07/07/2021
Escrito por redação

pecuária pode gerar crédito de carbono - Valtra apresenta suas soluções para a produção de canaNo Brasil desde 1960, a Valtra, que passou a fazer parte da AGCO em 2004, é especialista na concepção e fabricação de máquinas e implementos agrícolas, oferecendo um portfólio heterogêneo que emprega alta tecnologia, conectividade e inteligência nos produtos, e que se adaptam à diversos terrenos e diferentes tipos de cultivo.

“A Valtra, ao longo dos seus 61 anos de Brasil, sempre teve como uma das suas principais características a proximidade com seus clientes. Desenvolvemos e entregamos tecnologias e soluções completas, do preparo de solo à colheita, agregando valor e atendendo as mais altas exigências dos agricultores”, afirma Alexandre Vinícius de Assis, diretor de Vendas Valtra.

Para a cultura de cana-de-açúcar, concentrada principalmente na região Sudeste, a marca conta com soluções completas, de fácil controle e operação e recursos exclusivos, desde o planejamento da produção até a entrega nas usinas. A linha de tratores BH HiTech, por exemplo, maximiza o rendimento no campo com maior aproveitamento da sua área de plantio. Com a transmissão inteligente HiTech3 PowerShift e modos automáticos para otimizar a operação, o modelo é capaz de aumentar em até 8% o número de hectares trabalhados por hora. Com o Motor AGCO Power, é possível, ainda, economizar 10% em combustível.

Uma das máquinas mais premiadas do setor sucroenergético por seu ótimo desempenho e grande confiabilidade, o BH HiTech tem eixo traseiro passante versátil que dispensa a necessidade de espaçadores, e eixo dianteiro com opção de 3 metros de fácil instalação e regulagem variável, que não só atende à necessidade de espaçamento entre linhas como também livra seu canavial de pisoteios indesejáveis. O trator também possui sistema hidráulico com reservatório exclusivo e a maior vazão do mercado, que economiza tempo no descarregamento, aumenta a disponibilidade do conjunto e a agilidade do transbordo.

Já os tratores da série T CVT, combinam tecnologia e alto potência. A série é a única do Brasil equipada com a pioneira transmissão CVT, completamente automático e com variação ilimitada de velocidades, permitindo que o produtor encontre facilmente a velocidade ideal à sua operação, oferecendo rendimento de até 30% a mais.

Série T CVT, única do Brasil equipada com a pioneira transmissão CVT (Foto: Divulgação)
São quatro modelos de tratores – T195 CVT (195 cv), T210 CVT (210 cv), T230 CVT (230 cv) e T250 CVT (250 cv) -, todos equipados com o motor eletrônico com o sistema AGCO Power que traz o melhor controle da potência e velocidade para garantir 25% menos consumo de combustível. “Trata-se de um equipamento ágil que pode sair de fábrica com um sistema de piloto automático e funções de tráfego controlado, o que proporciona acuracidade e controle nas operações da sua lavoura”, afirma Winston Quintas, supervisor de Marketing do Produto tratores da Valtra.

Ainda no Sudeste, a Valtra atualiza frequentemente seus produtos e que se encaixam em variados tipos de cultivo. Destaque para a plantadora dobrável Momentum, projetada para superar todos os desafios dos grandes produtores. Desenvolvida no Brasil, ela oferece economias de até R$ 50 mil por safra, possui duas versões para adequar perfeitamente às necessidades de cada lavoura: a Momentum Sementes, com 24, 30 e 40 linhas, e a Momentum Sementes & Fertilizantes, com 24 e 30 linhas.

Finalmente, o pulverizador Valtra da série BS3300, que eleva a performance da operação com um exclusivo sistema pendular por roletes no quadro central, somado à automação do nivelamento das barras, garante estabilidade para o pulverizador. Além disso, o Motor AGCO Power garante a força e a economia, de até R$ 140 mil em sete anos de operação, necessárias para alavancar a produção agrícola.

História de inovação

Neste ano, a Valtra celebra também seus 70 anos de história no mundo inteiro. A marca finlandesa disponibiliza no mercado global uma série de produtos como tratores, plantadeiras, colheitadeiras, pulverizadores, implementos, entre outros, como tecnologias inovadoras que contribuem para o dia a dia do profissional no campo, de maneira personalizada.

No Brasil, coleciona uma seleção de pioneirismos. Foi responsável pelo o primeiro trator estreito nos anos 1960; o primeiro e mais eficiente trator com motor de ignição a diesel e torque a álcool nos anos 1970; e, nos anos 1990, o primeiro trator com cabine e ar-condicionado. A Valtra também foi a primeira marca do segmento a lançar tratores com tração 4×4 no mercado brasileiro.

“Mesmo com uma história tão impressionante atrás de nós e com os desafios que temos pela frente, nossos olhares estão postos no futuro e em desenvolvermos soluções para os agricultores cada vez mais tecnológicas, pioneiras e que agreguem valor. Esse é o diferencial que carregamos ao longo desses anos todos”, afirma Assis.

Fonte: Valtra
07/07/2021 0 Comentários
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Notícias

Produção de grãos crescerá 27% em 10 anos

Por redação 07/07/2021
Escrito por redação

pecuária pode gerar crédito de carbono - Produção de grãos crescerá 27% em 10 anosSegundo estudo do Ministério da Agricultura, soja, milho de segunda safra e algodão devem continuar puxando o crescimento da produção de grãos nos próximos 10 anos, atingindo 333,1 milhões de toneladas

A produção de grãos deverá atingir 333,1 milhões de toneladas nos próximos dez anos. Em relação ao que o país produz nessa temporada de 2020/2021, o acréscimo na produção até 2030/2031 deverá ser de 71 milhões de toneladas, alta de 27,1%, a uma taxa de crescimento de 2,4% ao ano. Soja, milho de segunda safra e algodão devem continuar puxando o crescimento da produção de grãos.

Os números são do estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, pela Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (SIRE/Embrapa) e pelo Departamento de Estatística da Universidade de Brasília (UnB).

O mercado interno, as exportações e os ganhos de produtividade, deverão ser os principais fatores de crescimento na próxima década, aponta o estudo. O avanço de inovações deve continuar permeando as atividades no campo, pois há grande atrativo para novas tecnologias.

A produção de carnes (bovina, suína e aves) entre 2020/21 e 2030/31, deverá aumentar em 6,6 milhões de toneladas, o que representa um acréscimo de 24,1%. As carnes de frango e de suínos são as que devem apresentar maior crescimento nos próximos anos: carne de frango (27,7%), suína (25,8%). A produção de carne bovina deve crescer 17% entre o ano base e o final das projeções. “Esses percentuais podem situar-se em níveis maiores, haja vista o aumento da procura por proteína animal”, alerta José Garcia, coordenador-geral de Avaliação de Políticas e Informação do ministério e um dos pesquisadores das projeções.

pecuária pode gerar crédito de carbono - Produção de grãos crescerá 27% em 10 anosRegiões em destaque

As regiões Centro-Oeste e Norte são as que deverão ter os maiores aumentos relativos de produção e área. Entre os estados do Norte, Tocantins e Rondônia deverão liderar a expansão da produção.

Entre os grandes produtores, Mato Grosso continua liderando a expansão da produção de milho e soja no país. O acréscimo da produção de milho deve ocorrer especialmente pela expansão do milho de segunda safra. Mas a soja deve apresentar forte expansão em estados do Norte, como, Tocantins, Rondônia e Pará. No Pará, a produção deve crescer a 4,8% ao ano, em Rondônia, 4,3%, e Tocantins, 3,2%. Contribuem para isso, a atração que a cultura apresenta e a abertura de novos modais de transporte com a saída para os portos do Norte.

A região denominada Matopiba – região formada por áreas majoritariamente de cerrado nos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia – deverá apresentar aumento elevado da produção de grãos. As projeções indicam que deverá produzir cerca de 36 milhões de toneladas de grãos no próximo decênio, numa área plantada de grãos de 9,3 milhões de hectares ao final do período das projeções.

Área plantada

A área plantada de grãos deve passar dos atuais 68,7 milhões de hectares para 80,8 milhões de hectares em 2030/31, acréscimo de 12,1 milhões de hectares ou 17,6% em termos relativos. A área plantada com todas as lavouras analisadas, além dos grãos, incluindo cana de açúcar, café, cacau e frutas, deve passar de 80,8 milhões de hectares, em 2020/21 para 92,3 milhões, em 2030/31.

Essa expansão está concentrada em soja, cana-de-açúcar, e milho de hectares, que totalizam 13,4 milhões de hectares adicionais. Algumas lavouras, como mandioca, café, arroz, laranja e feijão, devem perder área, mas a redução será compensada por ganhos de produtividade.

De acordo com Gasques, “deverá ser realizado um esforço de crescimento que consiste em infraestrutura, investimento em pesquisa e financiamento”.

Produtos para exportação

O mercado interno, juntamente com as exportações e os ganhos de produtividade, deverão ser as principais fontes de crescimento na próxima década. Em 2030/31, 33,7% da produção de soja deve ser destinada ao mercado interno, no milho, 71,6%, e no café, 43% da produção deve ser consumida internamente. “Haverá, assim, uma pressão sobre o aumento da produção nacional, devido ao crescimento do mercado interno e das exportações do país”, avalia Gasques.

Nas carnes, haverá forte pressão do mercado internacional, especialmente de carne bovina e suína, embora o Brasil continue liderando o mercado internacional do frango. Do aumento previsto na produção de carne de frango, 71,4% da produção de 2030/31 serão destinados ao mercado interno; da carne bovina produzida, 64,0% deverão ir ao mercado interno, e na carne suína 73,8%. Deste modo, embora o Brasil seja, em geral, um grande exportador desses produtos, o consumo doméstico continuará muito relevante.

Os produtos mais dinâmicos do agronegócio brasileiro deverão ser algodão, soja e milho, carnes suína, bovina, frango e frutas, em especial, a manga. “O mercado interno e a demanda internacional serão os principais fatores de crescimento para a maior parte desses produtos, que têm maior potencial de crescimento da produção nos próximos dez anos”, diz o coordenador da pesquisa.

pecuária pode gerar crédito de carbono - Produção de grãos crescerá 27% em 10 anos
Fonte: Ministério da Agricultura
07/07/2021 0 Comentários
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Notícias

BNDES destinará R$ 5,1 bi a pequenos agricultores

Por redação 06/07/2021
Escrito por redação

pecuária pode gerar crédito de carbono - BNDES destinará R$ 5,1 bi a pequenos agricultoresAo todo, serão oferecidos R$ 20 bilhões até junho de 2022. Um a cada quatro reais terá como destino o Pronaf

Pela primeira vez, R$ 1 a cada R$ 4 dos recursos disponibilizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no Plano Safra será destinado aos pequenos produtores. Serão oferecidos R$ 20,1 bilhões ao setor agropecuário brasileiro no Plano Safra 2021/2022, vigente entre 1° de julho de 2021 e 30 de junho de 2022. Neste plano, houve a ampliação em 58% dos recursos disponibilizados ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, o Pronaf. Ao todo, serão R$ 5,1 bilhões para esses produtores menores, frente aos R$ 3,3 bilhões do período anterior.

Neste Plano Safra 2021/2022, serão oferecidos R$ 17,1 bilhões em recursos subvencionados pelo Governo Federal, e cerca de R$ 3 bilhões em linha própria do BNDES, que poderão ser acessados pelos produtores rurais, empresas e cooperativas do setor. Os recursos sujeitos à subvenção econômica serão aplicados por meio de dez programas. Nove deles são destinados à agricultura empresarial, que contará com R$ 11,9 bilhões. As taxas de juros anuais destas linhas variam entre 5,5% e 8,5%. Já o Pronaf, terá taxas anuais entre 0,5% e 4,5%.

Como já vem ocorrendo nos últimos anos, o Programa BNDES Crédito Rural, que não conta com subvenção econômica, tem financiamento a taxas de juros variáveis de acordo com a data da contratação da operação. Desta vez, esse programa que mantém o crédito disponível durante todo o ano deverá prover pelo menos R$ 3 bilhões ao setor.

“O desejo é atender mais produtores rurais, reduzindo cada vez mais o tíquete médio”, explica Gustavo Montezano, presidente do BNDES. “Fizemos R$ 3,6 bilhões com recursos próprios (na safra 2020/21). Para este ano, não enxergamos qualquer tipo de limitação orçamentária para recursos próprios do Banco”, completa.

As soluções disponibilizadas atendem às diversas necessidades dos agricultores, como projetos de investimento, aquisição de máquinas e equipamentos, recursos para custeio, investimentos em sustentabilidade, armazenagem, inovação e modernização de cooperativas. Conheça aqui todas as linhas oferecidas pelo BNDES para crédito rural.

A obtenção de crédito se dá por meio da rede de mais de 60 agentes financeiros credenciados no BNDES, incluindo agências de fomento, bancos de montadoras, cooperativas de crédito, bancos cooperativos, bancos privados e bancos públicos. Esse modelo de operação permite uma distribuição descentralizada de recursos por todo o país, facilitando o desenvolvimento de uma política pública de apoio à agropecuária.

Desempenho

O BNDES aprovou R$ 19,8 bilhões, para mais de 60 mil beneficiários, no Plano Safra anterior (2020/2021). Foram R$ 17 bilhões para a agricultura empresarial e R$ 2,8 bilhões para a agricultura familiar. A procura pelos recursos foi tão elevada, que os orçamentos de diversos programas se esgotaram antes do fim do ano safra, mas o Programa BNDES Crédito Rural se colocou como opção perene que garantiu a oferta de recursos.

Fonte: BNDES
06/07/2021 0 Comentários
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Venda de máquinas deve crescer 20% neste ano

Por redação 06/07/2021
Escrito por redação

pecuária pode gerar crédito de carbono - Venda de máquinas deve crescer 20% neste anoMercado está aquecido, mas o segmento sofre com a falta de componentes para regularização da produção, alerta a entidade

As vendas de máquinas agrícolas no mercado interno devem registrar alta de 20,4% em 2021, aponta estimativa da Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores. Em maio, a comercialização chegou a 4,941 unidades, avanço de 10% em relação a abril e de 34,52% na comparação com igual período do ano passado.

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, o crescimento é de 34,86%. A entidade ressalva que como as máquinas agrícolas não são emplacadas, há o atraso de um mês na divulgação dos dados do setor. “As vendas estão aquecidas, mas o segmento sofre com a falta de componentes para regularização da produção”, observa o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior.

Fonte: Datagro
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Aplicação do crédito rural ultrapassa R$ 271 bilhões

Por redação 06/07/2021
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pecuária pode gerar crédito de carbono - Aplicação do crédito rural ultrapassa R$ 271 bilhõesOs investimentos ao final da temporada 2020/2021 superaram em 34% a programação de recursos e alcançaram R$ 76,2 bilhões

Com o encerramento do Plano Safra 2020/2021 no último dia 30 de junho, produtores rurais e cooperativas de crédito contrataram R$ 271,5 bilhões no crédito rural oficial, aumento de 27% em relação ao período anterior. Nesse montante, foram incluídas as aquisições de CPR (Cédula do Produto Rural) e operações com agroindústria.

De acordo com o Balanço de Financiamento Agropecuário da Safra 2020/2021, o destaque desse plano foi para os investimentos, que superaram em 34% a programação de recursos e alcançaram R$ 76,2 bilhões. O Pronaf apresentou balanço 10% superior à safra passada totalizando R$ 14,5 bilhões, e as contratações pelos pequenos produtores superaram os recursos disponíveis. Os programas Moderinfra/Proirriga (+132%), Prodecoop (+132%) e PCA (+72%) apresentaram as maiores variações das aplicações.

As aplicações no custeio alcançaram R$ 135,3 bilhões, alta de 27% em relação a temporada anterior. Já a comercialização ficou em R$ 25,4 bilhões (10%) e a industrialização em R$ 12,5 bilhões (15%).

As regiões de maior representatividade nas contratações do crédito rural foram o Sul (33%) e o Centro-Oeste (28%). A atividade agrícola participou com 67% e a pecuária 33%, sendo que os recursos contratados foram, principalmente, destinados aos produtos soja, bovinos e milho, respectivamente.

No que se refere aos segmentos, o crédito aos beneficiários foi concedido por meio de bancos públicos (55%), privados (24%), cooperativas de crédito (20%) e bancos de desenvolvimento e agências de fomento (1%). Com relação à safra passada, as cooperativas tiveram um ganho de 2% e os bancos públicos de 1% na participação do volume total de contratações.

A participação dos recursos livres apresentou um crescimento de 32% em relação à safra passada, concentrado essencialmente nos produtores de maior porte e cooperativas, sobretudo em financiamento a investimentos. “Os recursos a taxas controladas cresceram 23%, com evidência para os financiamentos concedidos a pequenos e médios produtores, financiados quase que em sua totalidade com recursos a taxas de juros controladas”, destaca o diretor de Crédito e Informação, da Secretaria de Política Agrícola, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Wilson Vaz de Araújo.

pecuária pode gerar crédito de carbono - Aplicação do crédito rural ultrapassa R$ 271 bilhõesFonte: Mapa/Inez De Podestà
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Rádio MIA

Podcast: Os desafios para a ampliação da conectividade no campo

Por redação 06/07/2021
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pecuária pode gerar crédito de carbono - Podcast: Os desafios para a ampliação da conectividade no campoBrasil tem um longo caminho a percorrer para vencer a barreira da restrição da conexão e ampliar a conectividade no campo

O agronegócio brasileiro é um dos maiores setores da economia e teve um crescimento recorde de 24% no PIB do último ano, além de responder por um terço dos novos empregos no Brasil. Apesar desses bons resultados, o presidente da Embrapa, Celso Moretti, alerta que o agro brasileiro tem um longo caminho a percorrer. Isso porque o País ainda tem um conjunto de desafios sociais, econômicos, científicos e tecnológicos a vencer, como a necessidade da redução do custo das tecnologias digitais.

Ele afirma que a agricultura avançou muito e que 84% dos produtores utilizam pelo menos uma tecnologia digital. No entanto, alerta que só 30% das propriedades rurais estão conectadas à internet. O que demonstra o tamanho do desafio para ampliar a conectividade no campo.

Ouça também: Seguro agrícola: saiba por que é importante contratar

A verdade é que existe uma grande necessidade de soluções capazes de derrubar a barreira da restrição de conexão, para que o agro possa desempenhar todo o seu potencial e atender à demanda do Brasil e do mundo.

Até 2030, Celso Moretti acredita que as transformações digitais, junto à bioinformática e à biotecnologia, devem promover ainda mais avanços e impactar as diversas áreas da produção animal e vegetal, resultando em produtos mais sustentáveis, com melhor qualidade nutricional e segurança.

Acompanhe suas considerações sobre a agricultura digital e os desafios para aumentar a conectividade no campo:

Máquinas & Inovações Agri · #022 – Celso Moretti comenta “Os desafios para a ampliação da conectividade no campo”

 

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Notícias

Técnicos do Senar-MT iniciam visitas a propriedades rurais

Por redação 06/07/2021
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pecuária pode gerar crédito de carbono - Técnicos do Senar-MT iniciam visitas a propriedades ruraisA Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT) iniciou novas frentes de trabalho na última semana de junho. Em Jaciara e em Alto Taquari, os técnicos de campo realizaram as primeiras visitas aos produtores rurais. Em ambos os municípios será atendida a cadeia produtiva de gado de corte.

De acordo com o coordenador da ATeG, Armando Urenha, durante as primeiras visitas, os técnicos de campo realizam o diagnóstico das propriedades. “Primeiramente é necessário conhecer cada realidade para que o técnico possa dar assistência da melhor forma possível. Ele vai conhecer aos poucos o gargalo de cada propriedade e orientar os produtores para obterem melhores resultados”.

Para o presidente do Sindicato Rural de Jaciara, Alberto Luiz Chiapinotto, o atendimento ao gado de corte é uma demanda antiga da região. “Nós temos muitos pecuaristas no município que não recebem suporte, porque antigamente o foco dos treinamentos era a agricultura. O Sindicato Rural lutou para que todas as cadeias produtivas recebessem apoio e estamos muito satisfeitos com o atendimento dessa demanda”.

Em Jaciara, inicialmente 20 propriedades rurais serão atendidas pela ATeG Bovinocultura de corte. O produtor rural Jorge Shinoca está feliz pela conquista para o município. “O Senar-MT e o Sindicato Rural tem feito um belo trabalho pelo nosso setor. Sabemos que é uma contribuição do produtor rural, mas ficamos muito contentes em termos esse retorno tão positivo”.

Visitas no sul do estado

Além das visitas às propriedades recém-assistidas em Jaciara e Juscimeira, o coordenador da ATeG, Armando Urenha também esteve presente em propriedades rurais de Itiquira e Rondonópolis que já fazem parte do programa. Um dos objetivos foi acompanhar os resultados. “Essa é uma forma de verificar como estão os andamentos em campo e saber a avaliação dos produtores sobre os atendimentos”, destaca.

Fonte: Assessoria de Imprensa/Senar-MT
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Empresa apresenta suas novas tecnologias na ExpoCitros

Por redação 06/07/2021
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pecuária pode gerar crédito de carbono - Empresa apresenta suas novas tecnologias na ExpoCitrosApenas quem vive o dia a dia da citricultura conhece a real dificuldade de cultivar um pomar de laranja. E ao que tudo indica, este segundo semestre de 2021 será um dos mais desafiadores, por três motivos: as previsões apontam para chuvas abaixo do esperado; o greening continua avançando; e as pulverizações estão menos eficientes por falta de uso de tecnologias mais adequadas.

Por isso, vale destacar as tecnologias lançadas pela Oro Agri durante a ExpoCitros 2021, que, devido à pandemia de Covid-19, será realizada em caráter digital entre os dias 26 e 29 de julho. A edição presencial ocorreria em Cordeirópolis/SP.

Seca mais severa de todos os tempos

A seca no estado de São Paulo, o maior polo produtor de laranja do mundo, com mais 13 milhões de toneladas registradas na última safra, chegou 60 dias mais cedo, prometendo a estiagem mais severa deste século.

Cenário esse que deve se repetir em Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e Paraná, segundo um alerta de emergência hídrica emitido pelo Sistema Nacional de Meteorologia (SMN).

As previsões mostram que não teremos chuvas expressivas até setembro nestas regiões. No último trimestre, São Paulo e Mato Grosso do Sul, em especial, registraram 350 mm de chuva, quando o normal esperado seria um volume de 600 mm, queda de quase 50%.

Para contornar a situação, a Oro Agri apresentará o Transformer Ultra, produto que visa a otimização do uso da água de irrigação e fertirrigação. “O produto otimiza o aproveitamento de água pelas plantas, principalmente nos cultivos conduzidos via sistema de irrigação ou fertirrigação”, explica Marlon Assunção, gerente de Pesquisa da Oro Agri.

Sucesso na Europa, Estados Unidos e Chile, entre outros países, o produto atua na melhoria da dinâmica da água e na sua retenção pelo solo. Isso se deve, em parte, à capacidade de renovar a atmosfera no local da aplicação, expulsando o gás carbônico dos meso e microporos. Dentre outras vantagens, possibilita, inclusive, a redução do número dos turnos de rega.

Manejo do greening

Levantamento da incidência das doenças dos citros realizado pela Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), em 2020, indicou que o número médio de laranjeiras com sintomas de greening no cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo Mineiro aumentou 9,7%, correspondendo a 41,3 milhões de árvores (20,87% do total).

O problema está cada vez mais sério e as plantas doentes devem ser eliminadas. Como tentativa de controle, produtores se viram obrigados a migrar para regiões desfavoráveis ao desenvolvimento do vetor da doença, o psilídeo.

“Em São Paulo, alguns produtores estão migrando de cidades tradicionalmente produtoras, como Bebedouro, Descalvado e Limeira, para o entorno de Ubirajara e Avaré”, relata Adriana de Cássia Mistroni da Silva, consultora de Desenvolvimento de Mercado da Oro Agri.

Segundo ela, a infestação avança de tal maneira que, nos casos mais extremos, obriga os citricultores a pulverizarem as plantações com inseticidas até semanalmente, durante o ano todo. É neste ponto que uma inovação tecnológica ambientalmente correta chega à ExpoCitros: o Prev-Am.

Trata-se de um inseticida, fungicida e acaricida inovador, à base do óleo essencial da casca de laranja, amplamente utilizado por produtores de frutas e hortaliças nos Estados Unidos, África do Sul e Europa, onde possui certificação para agricultura biológica pela Ecocert.

O produto já está registrado no Brasil e tem um modo de ação totalmente diferente, o que o torna uma ferramenta de manejo de resistência, além de não deixar resíduos nas frutas e hortaliças.

“Diferentemente da maior parte dos fitossanitários usados na agricultura, Prev-Am tem baixíssimo impacto sob a população de predadores naturais e polinizadores, a exemplo das abelhas. Eficiente em sua ação e sem deixar resíduos, os frutos podem ser consumidos ou processados 24 horas após aplicação do produto”, explica o gerente de Pesquisa da Oro Agri.

Otimização da taxa de aplicação

Entre os lançamentos da empresa na ExpoCitros, está o Principal. Trata-se de um adjuvante de última geração para cultivos citrícolas e outras culturas perenes, que, além de reduzir as perdas geradas durante o processo de pulverização, permite diminuir de forma significativa a taxa de aplicação de agroquímicos no pomar.

Melhora a cobertura, a homogeneização da calda, a padronização do espectro de gotas e aumenta o depósito. Também vale ressaltar que, além da melhor utilização do recurso hídrico disponível, o citricultor também terá vantagens sob o ponto de vista do rendimento operacional.

“Teremos um ano complicado para o citricultor, por isso estamos levando para a ExpoCitros o que de melhor existe em nosso portfólio, para ajudá-lo a enfrentar este cenário cheio de desafios”, conclui Jeferson E. Philippsen, gerente de Produtos da Oro Agri.

Fonte: Oro Agri
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Parceria busca democratizar o acesso à tecnologia

Por redação 06/07/2021
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pecuária pode gerar crédito de carbono - Parceria busca democratizar o acesso à tecnologiaSeedz se junta a Andav para disponibilizar soluções modernas de gestão de processos e engajamento do produtor para acelerar a digitalização no campo

A revolução tecnológica invadiu o agro brasileiro e não para de se expandir nos últimos anos. Porém, a maior parte das soluções inovadoras estão sendo desenvolvidas para “dentro da porteira”, atendendo às necessidades do produtor rural na gestão e operação da sua fazenda, ou para atender às grandes indústrias produtoras de insumos. A cadeia de distribuição, este importante elo que conecta todas as regiões do agro brasileiro, tem visto poucas inovações focadas em sua área de atuação e nas dores do seu negócio.

Para democratizar e levar o acesso à tecnologia a esses distribuidores de insumos agropecuários, a Seedz, especialista em inovação no agronegócio, acaba de firmar parceria com a Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav). A instituição há mais de 30 anos é responsável por levar as boas práticas ao campo e acima de tudo zelar pelo bom funcionamento da cadeia ao estender conhecimento, produtos, serviços e tecnologia ao produtor rural.

Atualmente a Andav reúne mais de 1.900 empresas de todas as regiões do Brasil. “Os Distribuidores de Insumos Agropecuários têm uma atuação muito importante em suas regiões, mesmo com equipes reduzidas e sem apoio de tecnologias no backoffice. O nosso objetivo é facilitar o acesso à processos digitais e acelerar os seus ganhos, beneficiando de forma direta todo o setor”, diz Rodrigo Fajardo, diretor de estratégia da Seedz.

Para o presidente da Andav, Paulo Tiburcio, é fundamental implementar novas tecnologias, e auxiliar no desenvolvimento dos canais do setor produtivo, através de ferramentas digitais. Ainda segundo ele, a tecnologia vem avançando rapidamente no Agro, de uma forma admirável, mas ao tratar de um país com a grandeza do Brasil, recaímos em barreiras logísticas que ainda precisam ser superadas. “Mas estamos próximos, e o melhor de todo este contexto é que, além de beneficiar o setor diretamente fortalecendo os nossos pilares econômicos, o movimento proposto pelas novas ferramentas digitais no campo, objetivam, além do incremento de produção, também a melhoria da qualidade de vida humana e da preservação do nosso ambiente. Isso torna o processo ainda mais próximo dos ideais defendidos pela Andav e seus Associados”, disse.

Trabalho intensificado

Desde sua criação, a Seedz tem focado em levar a digitalização a todos os participantes do agronegócio. Junto aos produtores e indústrias, por meio de seu programa de relacionamento, já vem fazendo um trabalho de digitalização e engajamento. Agora o objetivo é também apoiar o setor da distribuição.

Ainda segundo Fajardo, nos próximos meses haverá um esforço da equipe Seedz dedicada especialmente para divulgar as soluções da empresa e atender os distribuidores de todos os tamanhos. “Queremos que todos vejam o quanto nossa tecnologia vai agregar valor aos negócios deles. Vamos oferecer condições super acessíveis pensado justamente no perfil do pequeno distribuidor, possibilitando que tenham acesso às mesmas tecnologias que distribuidores de maior porte já têm”, finaliza.

Mais tecnologias

A Seedz oferece ao distribuidor ferramentas para gestão interna, através da qual consegue concentrar a gestão de recursos de todos os programas de incentivo recebidos da indústria em apenas um lugar e realizar a distribuição de recursos para a força de vendas de forma automatizada, transparente e acelerada.

A plataforma também dispõe ao distribuidor a possibilidade de criar seu próprio programa de fidelidade dentro da maior coalizão do agronegócio (que hoje já conta com diversos parceiros e atinge mais de 100 mil produtores participantes). Através do seu programa de fidelidade ele se conecta mais com seu cliente, passa a conhecê-lo melhor e consegue oferecer incentivos para atrair, engajar e fidelizar o produtor rural.

Combinando tudo isso, o distribuidor também tem acesso a diversas funcionalidades para transformar dados em ações. Utilizando inteligência de dados, a plataforma Seedz combina informações do próprio distribuidor, do programa de fidelidade e informações de mercado para criar inteligência de negócio e direcionar ações para sucesso comercial.

Fonte: Seedz
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