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Notícias

Agricultura cria 42,5 mil postos de trabalho em maio

Por redação 01/07/2021
Escrito por redação

postos de trabalho em maio - Agricultura cria 42,5 mil postos de trabalho em maioDados constam do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgado nesta quinta

O número de trabalhadores contratados com carteira assinada em maio deste ano foi maior que o total de demitidos do mercado formal de trabalho. Segundo o Ministério da Economia, houve, no período, 1.548.715 admissões e 1.268.049 desligamentos. Os dados constam do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), cuja atualização mensal o ministério divulgou nesta quinta-feira (1º.), em Brasília.

Com o saldo mensal de 280.666 postos de trabalho durante o mês de maio, o estoque nacional de empregos formais (total de vínculos celetistas ativos) chegou a 40.596.340, com uma variação positiva de 0,70% em comparação aos 40.315.674 registrados em abril, após o ajuste divulgado hoje (em março, eram 40.199.922).

Entre os setores de atividade econômica que registraram melhores resultados quanto ao nível de emprego estão o de serviços (110.956 postos de trabalho abertos principalmente em atividades ligadas às áreas de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas); comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (60.480 postos), indústria geral (44.146 postos); agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (42.526 postos) e construção (22.611 postos).

Saldo positivo

As cinco regiões brasileiras apresentaram saldo positivo. No Sudeste, o mês de maio terminou com um saldo de 161.767 postos. O Nordeste, com 37.266 vagas, seguido pelas regiões Sul (36.929); Centro-Oeste (26.926 postos) e Norte (17.800 postos).

Considerado o período de janeiro a maio, houve 7.971.258 admissões e 6.737.886 desligamentos, o que representa um saldo total de 1.233.372 empregos formais para os cinco primeiros meses do ano. Em abril, este saldo era de 957.889 postos de trabalho formal.

As estatísticas completas do Novo Caged estão disponíveis na página do Ministério da Economia. Os dados também podem ser consultados no Painel de Informações do Novo Caged.

Ao comentar os números, o ministro da Economia, Paulo Guedes afirmou que se trata de uma “excelente notícia. A economia brasileira continua surpreendendo. [Mais de] 280 mil novos empregos criados em maio, completando, nos primeiros cinco meses do ano, 1,2 milhão de novos empregos. Importante também registrar que todas as regiões, todos os setores e todas as cidades e estados registraram a criação de novos empregos. Ou seja, é um processo bastante abrangente. É a economia brasileira se levantando. E o mais importante: setores que estavam muito fragilizados, como serviços, [estão] sendo destaques deste mês [de abril]”.

Fonte: Datagro
01/07/2021 0 Comentários
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Notícias

Iveco leva troféu ‘Excelência em Serviços ao Cliente’

Por redação 01/07/2021
Escrito por redação

postos de trabalho em maio - Iveco leva troféu ‘Excelência em Serviços ao Cliente’Mais uma conquista para a Iveco. Com crescimento acima da média do mercado em 2021, a montadora leva para casa o troféu de Excelência em Serviços ao Cliente, categoria Veículos-Caminhões, do Prêmio Consumidor Moderno.

Márcio Querichelli, líder da Iveco para a América do Sul, destaca que a premiação é resultado de um trabalho profissional e ágil dos parceiros que atuam nos 77 pontos de atendimento da marca de norte a sul do Brasil. “Essa conquista é muito importante para nós e comprova que nossa estratégia de priorizar os clientes está no caminho certo. Investimos para aumentar cada vez mais a qualidade do nosso pós-venda, com padronização na prestação de serviços. Agradeço a todos os envolvidos, do time Iveco e da rede de concessionárias, que contribuíram para essa vitória. Agora, o trabalho continua. Vamos ampliar nossa capacidade de contato com o cliente para entender, cada vez mais, o que ele precisa e proporcionar o melhor custo total de propriedade do mercado.”

Em um período em que o distanciamento é a palavra de ordem, a Iveco se manteve próxima ao cliente com ações que expandiram o contato por meio de plataformas online, como o canal via Whatsapp (31 2107-2355), lançado em 2020, entre outras iniciativas de suporte ao consumidor.

“Ampliamos as ações com os clientes para estreitar, ainda mais, o relacionamento da marca com o público-alvo. Baseado nos conceitos de Customer Experience, o pós-venda da Iveco promove um atendimento rápido, qualificado e disponível a todo o momento”, afirma Carlos Fraga, gerente executivo de Suporte ao Cliente da Iveco para a América do Sul.

A marca disponibiliza, por meio do Centro de Atenção ao Cliente, serviços como suporte técnico 24 horas, envio ágil de peças com o Iveco Windelivery, entre outros. O Centro de Atenção ao Cliente Iveco é um serviço de assistência técnica emergencial, acessado pelo telefone 0800 702 3443 que conta com uma equipe especializada 24 horas, durante todos os dias do ano, em território nacional. Este suporte técnico está disponível a todos os veículos da marca, independente do período de garantia.

Destaque também para o Iveco Connect, sistema de telemetria e conectividade que funciona 24 horas, monitorando o desempenho do motorista e as funções do veículo. As informações são enviadas a uma sala de controle, localizada no complexo industrial da Iveco em Sete Lagoas (MG), que monitora, constantemente, as mensagens recebidas pelos dispositivos, com profissionais que ficam responsáveis por antecipar demandas dos clientes em um eventual problema com o produto, contatando o motorista e sugerindo soluções.

“Atuamos também nas mídias digitais. Nossos canais oferecem dicas e soluções simples aos usuários por meio de vídeos no canal da Iveco no YouTube e no blog. O Prêmio demonstra que parte dos objetivos traçados já começa a ser visível para a IVECO e vai ao encontro dos indicadores do site Reclame aqui, no qual nossa marca tem 100% de resposta e é classificada como ‘Boa’ ”, diz Bernardo Pereira, diretor de Marketing da Iveco para a América do Sul.

Fonte: Iveco
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Notícias

Defensivos x fertilizantes: equilíbrio necessário

Por redação 01/07/2021
Escrito por redação

postos de trabalho em maio - Defensivos x fertilizantes: equilíbrio necessárioAgrônomo explica a diferença entre os produtos e fala sobre a melhoria dos cultivos quando potencializados na medida correta

O uso de defensivos e fertilizantes na agricultura vem aumentando, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal  (Abisolo). O faturamento da indústria brasileira de fertilizantes especiais foi de R$ 7,1 bilhões em 2019, apresentando um crescimento de 7,7% em relação ao ano anterior. Já em 2020, a estimativa de avanço da indústria brasileira de insumos voltados para nutrição vegetal foi de 12%, informa o órgão.

Defensivos e fertilizantes atuam de forma diferentes e, por isso, o cuidado no manejo de cada um e a aplicação também são específicos. E qual é a função e aplicação  deles? Segundo o engenheiro agrônomo Michel Butnariu, diretor da Atlantis Agro Science, para ilustrar a principal diferença entre defensivos e fertilizantes, a melhor forma é comparar com os produtos usados pelos seres humanos.

“Os defensivos seriam os remédios ou as vacinas, substâncias utilizadas para proteger a planta de algum ataque. Eles não agregam valores ou produtividade ao sistema. Já o fertilizante, serve para aumentar capacidades, aumentar potencial produtivo, a perfomance”, diz ele.

Dentro desse recorte de produtos existe ainda a diferença entre os defensivos e fertilizantes químicos e biológicos. De acordo com Butnariu, os químicos são os produtos sintetizados em laboratórios. Já os biológicos, são os produzidos com ativos biológicos.

Quando falamos sobre esse produtos e produção de alimentos, o agrônomo ressalta que há uma tendência de substituição de produtos químicos por biológicos, ou que tenham conteúdo maior de substâncias orgânicas, em razão das questões ambientais e também do desejo por inovação. No entanto, Butnariu ressalta que se usados corretamente e sem excesso, os produtos químicos proporcionam resultados satisfatórios às produções.

“Não existe o mal em si mesmo, o mal está no mau uso das coisas. Se você utiliza adequadamente tanto fertilizantes, quanto defensivos, não há problema. Porém, qualquer coisa que seja adicionada ao solo, aplicada a uma planta ou ingerida por um animal em quantidades acima do equilíbrio, causará prejuízos”, alerta o profissional.

Mais nutrientes

Conforme explicação do diretor da Atlantis Agro Science, se forem respeitadas as dosagem e o chamado intervalo de segurança, a produção de alimentos com a utilização de defensivos e, também dos fertilizantes, é muito segura, devido aos benefícios que tais produtos vão agregar à planta.

“Vamos falar do benefício de ingerir plantas com mais vitaminas, mais nutrientes, fibras melhores. A ingestão de alimentos cultivados com equilíbrio, cuja a planta foi bem nutrida, vai trazer muitas coisas boas para o organismo”, destaca o profissional.

Fonte: Atlantis Agro Science
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Exportação de máquinas cresce 22,8% no acumulado do ano

Por redação 01/07/2021
Escrito por redação

postos de trabalho em maio - Exportação de máquinas cresce 22,8% no acumulado do anoO setor de máquinas e equipamentos agrícolas também registrou incremento nas importações de janeiro a maio, com 23,8%, segundo a Abimaq

O setor de máquinas e equipamentos em geral continua em um processo de recuperação, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), após um quadro de desaceleração iniciado em 2019 (-9,4%) e a redução do comércio global em razão da pandemia em 2020. Em maio, o setor registrou crescimento na receita líquida de vendas de 0,7% frente ao mês de abril.

O desempenho do agro continua impactando positivamente, o que colaborou para que as máquinas para a agricultura se destacassem entre os melhores resultados nas exportações, com aumento de 22,8% no acumulado do ano, de janeiro a maio.  No período também se destacaram os setores de logística e construção civil (+39,0%) e de máquinas para bens de consumo (+29,0%).

No mês de maio, houve queda de 8,8% nas exportações de máquinas e equipamentos agrícolas na comparação com o mês de abril de 2021.

Importações

Com relação às importações, houve um aumento de 23,8% nos primeiros cinco meses do ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. No mês, o crescimento foi de 55,6%.

Pedro Estevão Bastos, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA), criticou o volume de recursos disponibilizado pelo Plano Safra 2021/2022, de R$ 7,5%, para o setor de máquinas agrícolas. Segundo ele, “não foi bom para o setor de R$ 60 bilhões, é pouco”, disse. Apesar disso, e das adversidades climáticas atuais, como as geadas, ele mantém a projeção de crescimento para o setor de 30% neste ano.

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Notícias

Motores Cursor da FPT movem novos tratores da New Holland

Por redação 29/06/2021
Escrito por redação

postos de trabalho em maio - Motores Cursor da FPT movem novos tratores da New HollandMotorizações da FPT Industrial entregam alto desempenho, baixo consumo de combustível e a já conhecida confiabilidade da marca da CNH Industrial

A robustez e a potência dos novos tratores T8 e T9 PLM Intelligence, da New Holland Agriculture, trazem consigo os atributos de máxima produtividade dos motores Cursor, da FPT Industrial, aplicados em diferentes missões. As novas máquinas conectadas, com arquitetura eletrônica embarcada de fábrica totalmente remodelada e voltada para a agricultura digital, vem equipadas com o FPT Cursor 9 no T8, disponível em duas novas versões – T8.430, de 380 cv de potência e T8.440, de 396 cv, e o FPT Cursor 13 no T9, assegurando alto desempenho, baixo consumo e a já conhecida confiabilidade da marca da CNH Industrial.

De construção compacta, o FPT Cursor 9 MAR-I/Tier 3, de 8,7 litros e injeção eletrônica Common Rail, traz configurações I-EGR+ (Recirculação Interna de Gases de Escape Plus) e Light SCR (Redução Catalítica Seletiva Leve) nos sistemas de pós-tratamento, aumentando a eficiência na agricultura da precisão. Os turbocompressores eVGT controlados eletronicamente garantem economia de combustível, com densidade de potência até 8% superior à média dos competidores de classe. O resultado são respostas imediatas para situações que demandam muita potência e torque e por consequência, custos mais baixos.

postos de trabalho em maio - Motores Cursor da FPT movem novos tratores da New HollandNo New Holland T8, o FPT Cursor 9 equipa as versões T8.295, T8.325, T8.355 e T8.385, com 250 cv, 280 cv, 311 cv e 340 cv, respectivamente, além das novas versões T8.430, de 380 cv, e T8.440, de 396 cv, ambas com nova concepção de potência para tratores de chassi rígido.

A última geração do FPT Cursor 13 equipa os New Holland T9.480, T9.565, T9.600 e T9.700, com 426 cv, 507 cv, 542 cv e 629 cv, respectivamente. Além da força e reserva de torque, esta poderosa unidade de 12,9 litros se destaca pela robustez e baixo custo de manutenção, fazendo com que os tratores estejam entre os mais tecnológicos e confiáveis do mercado.

Exclusiva tecnologia de pós-tratamento da FPT Industrial, o I-EGR+ dispensa a necessidade de Arla 32 e manutenção periódica, com turbocompressores de alta eficiência. Para o Light SCR o pós-tratamento conta com sensores de NOx e de temperatura.

“Os motores Cursor foram projetados para máximo rendimento em aplicações que exigem alta produtividade. O produtor que busca aprimorar a gestão de frotas pode ter a certeza de que terá a tecnologia mais robusta aliada aos menores custos operacionais”, afirma o especialista de Marketing Produto da FPT Industrial, Edinilson Almeida.

Inovações tecnológicas

Lançada pela primeira vez em 1998, a Família Cursor passou por várias melhorias contínuas para se manter em dia com as crescentes exigências dos clientes, sem deixar de atentar aos mais rígidos padrões de emissões, oferecendo sempre inovações tecnológicas como turbocompressores de geometria variável, injeção Common Rail de alta pressão, novos materiais e tecnologias revolucionárias de pós-tratamento.

Fonte: FPT Industrial
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Notícias

Ferramenta da 4intelligence monitora plantio e colheita

Por redação 29/06/2021
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postos de trabalho em maio - Ferramenta da 4intelligence monitora plantio e colheita

Ferramenta que combina algoritmo próprio da empresa com imagens de satélites para acompanhar cultivo em todo o país já representa um décimo do faturamento recorrente

O desempenho da produção agrícola é tão importante para a economia nacional que impacta diferentes setores. Acompanhar a safra de grãos torna-se, portanto, uma medida estratégica importante.

Pensando nisso, a 4intelligence, startup de soluções que apoiam a tomada de decisão por meio da análise de dados, oferece uma nova funcionalidade a seus clientes.

Desde o fim de 2020 a empresa disponibiliza uma ferramenta de monitoramento do plantio e da colheita de grãos em todo o país. Atualmente, ela acompanha a produção de soja e milho em todas as regiões com abertura por municípios e, mesmo com seis meses, já representa 10% de todo o faturamento recorrente.

Para fazer esse acompanhamento e entregar os melhores dados às empresas, a 4intelligence capta imagens diárias de satélites nas regiões. A partir daí, utiliza seu algoritmo próprio de inteligência artificial para analisar essas informações e cruzá-las com outros indicadores.

Dessa forma, os clientes conseguem acompanhar todos os estágios da produção agrícola, desde o plantio até a colheita. É possível perceber indicadores importantes, como o desempenho da safra e a produtividade. São dados ideais para diferentes setores que, direta ou indiretamente, dependem do desempenho do agronegócio.

“Trata-se de um setor importante para o país e tende a continuar crescendo. Dessa forma, usar a tecnologia para acompanhar esse desempenho faz todo o sentido. É um serviço com bastante espaço para crescimento no mercado nacional”, explica Juan Jensen, Chairman da 4intelligence.

Os números comprovam a importância do setor. O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado pelo IBGE, prevê que a safra de grãos para 2021 deve ser 3,5% superior em relação ao ano anterior, que já havia atingido recorde histórico da série. A projeção indica que a colheita deve girar em torno de 263,1 milhões de toneladas entre cereais, leguminosas e oleaginosa.

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Notícias

Competição de trator anima agricultores e mecânicos no Paraná

Por redação 29/06/2021
Escrito por redação

postos de trabalho em maio - Competição de trator anima agricultores e mecânicos no ParanáEventos foram interrompidos pela pandemia, mas produtores rurais treinam e se divertem com veículos modificados no oeste; em 200 metros, tratores atingem até 140 quilômetros por hora (reprodução G1 PR)

G1 PR – Nas horas vagas, entre os dias de trabalho no campo, agricultores de Maripá, no oeste do Paraná, se dedicam a uma modalidade de competição que une adrenalina e equipamentos rurais.

Confira o vídeo: ‘Arrancadão de trator’ mobiliza agricultores e mecânicos em competições, no Paraná

O chamado “arrancadão de trator” mobiliza produtores rurais da região e mecânicos, que trabalham na modificação dos veículos agrícolas, deixando-os mais rápidos para as pistas.

As competições de trator foram suspensas com a pandemia da Covid-19. Para matar a saudade e manter a mecânica dos tratores, alguns agricultores treinam, e se divertem, tomando os cuidados contra o coronavírus.

Enquanto um trator comum tem força pra arrastar toneladas, mas não passa de 40 km por hora, os tratores modificados para a arrancada alcançam muito mais.

“Esse trator corre em uma pista de 200 metros, ele arranca e, nesses 200 metros, ele atinge 136, 140 quilômetros por hora”, diz Jonas Radetzki, agricultor e piloto.

Para atingir essa velocidade, o “Brutus”, nome dado ao trator do Jonas, passou por um processo de adaptação. “Esse trator aqui é um trator valmet 62, a parte da caixa onde estou sentado permaneceu do valmet, e na parte da frente foram feitas adaptações”, comentou o piloto.

Na pista de 200 metros de comprimento, competem tratores de Maripá, Cascavel, Marechal, Maringá e do Paraguai. Em cada corrida, quando ocorrem as competições, são gastos pelo menos R$ 12 mil por equipe.

Além da categoria trator show, com exibições dos veículos potentes, os organizadores criaram uma forma de manter o arrancadão tradicional, com a categoria “roceiros”.

postos de trabalho em maio - Competição de trator anima agricultores e mecânicos no ParanáUm dos pilotos mostra um dos tratores usados nas competições. O veículo recebeu motor de caminhonete, quatro cilindros e tem bomba injetora. Também foi instalado um sistema de turbo.

“Esse trator aqui tem um sistema de nitro igual no Velozes e Furiosos, em que o pessoal usa assim um gás que dá uma pegada maior na hora da corrida mesmo”, diz Jonas.

Alexandro Kommerz, piloto e mecânico, trabalha com as adaptações quando sobra tempo. “Muda diferencial. Um trator desse aqui vai ter uns 50 a 60 cavalos. Um trator modificado, hoje, tem de 350 a 500 cavalos. É outra máquina? é outra máquina”, comentou.

Investimento

Segundo os competidores, uma transformação custa cerca de R$ 100 mil no total, contando com o valor do trator. Em Maripá, há menos 15 máquinas adaptadas.

A tradição da competição na cidade fez com que fosse aberto o primeiro “tratoródromo” do mundo, em 2002. As competições com essas máquinas super equipadas atraem muita gente.

“A gente espera sempre em torno de 10 a 15 mil pessoas aqui no nosso barranco do arrancadão, mas agora tem até arquibancada”, explica Eder Kurolli, Secretário de Industria, Comércio e Turismo de Maripá.

Os participantes contam que a ideia do arrancadão surgiu de um grupo de amigos, que reuniu alguns tratores e colocou os veículos para rodarem na avenida principal de Maripá, cada um em uma pista. Isso aconteceu na década de 1990.

“Ele tirava o trator da roça e trazia pra pista. E aí, ano após ano, começou a mexer um pouquinho até que chegou um momento em que começou a ficar perigosa a brincadeira, e resolveu criar um local apropriado. Daí construíram a pista aqui”, diz o engenheiro agrônomo Luiz Henrigue Lang Oening.

A professora Irani Nica Kreutz participa das competições e conta que já “deu aula” de arrancada para muitos homens. “Depois da parte mecânica o espelho é o principal aqui pra mim. Também não pode faltar, e se bobear tem, um batom. Tem que estar sempre bonita”, diz Irani.

O agricultor Jonas faz parte de uma segunda geração de pilotos de arrancada de trator em Maripá. Segundo ele, a competição chamou a atenção do filho também.

“Meu pai foi ficando velho e passou para nós, né. O trator foi feito em 2003 e, até hoje, estamos cuidando dele para levar para a pista e participar de arrancadão. Meu filho já gosta e, se um dia ele quiser, a gente ia gostar que ele continuasse”, contou o piloto.

Fonte: G1 Paraná
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BB vai destinar R$ 135 bilhões para a safra 2021/22

Por redação 29/06/2021
Escrito por redação

postos de trabalho em maio - BB vai destinar R$ 135 bilhões para a safra 2021/22Banco do Brasil vai operar com taxas divulgadas no anúncio do Plano Safra do Ministério da Agricultura, ocorrido na última semana

O Banco do Brasil vai destinar R$ 135 bilhões para a safra 2021/2022. O valor é 17% superior ao volume aplicado na safra anterior. Para pequenos e médios produtores, o valor destinado é de R$ 34 bilhões. Os números foram divulgados, nesta segunda-feira (28), durante lançamento do Plano Safra da instituição, que contou com a participação do presidente da República, Jair Bolsonaro, da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, do ministro da Economia, Paulo Guedes, e do presidente do Banco do Brasil, Fausto Ribeiro.

O Plano Safra 2021/2022 foi anunciado na semana passada pelo Governo Federal, com R$ 251,2 bilhões para apoiar a produção agropecuária nacional. O Tesouro Nacional destinou R$ 13 bilhões para a equalização de juros.

Veja também: Plano Safra 2021/2022 terá R$ 251,2 bilhões em recursos

O presidente Bolsonaro destacou que o agronegócio não parou durante a pandemia, pelo contrário, produziu mais ainda. “Isso pela abnegação, vontade e coragem do nosso homem do campo. O campo, ao não parar, cada vez mais garantiu não só a nossa segurança alimentar bem como alimentação para mais de 1 bilhão de pessoas no mundo”, disse.

A ministra Tereza Cristina lembrou que o atual Plano Safra contemplou muito o pequeno produtor rural, mas também o médio e o grande, com destaque para investimentos que era o grande clamor de todos. Ela agradeceu ao presidente do Banco do Brasil, Fausto Ribeiro, pela atuação do banco junto aos produtores brasileiros. “Fiz um desafio de chegarmos a 300 milhões de toneladas de grãos na próxima safra. Acho que com todos esses apoios e se São Pedro nos ajudar, poderemos ter esse desafio realizado”, disse a ministra.

O ministro Paulo Guedes destacou a “vocação irreversível” do país para ser o celeiro do mundo e a modernização do crédito agrícola nos últimos anos.

O presidente do Banco do Brasil, Fausto Ribeiro, falou sobre o compromisso da instituição com o apoio ao agronegócio brasileiro. Segundo ele, os recursos serão destinados para ações de inovação e crédito assistido. “Essa é mais uma oportunidade de ratificamos nosso compromisso de sermos o maior parceiro do agro de todos os tempos. Nossas mais de 5 mil agências estão preparadas para atender os produtores rurais do país”, disse.

Juros

O Banco vai operar com as taxas divulgadas no anúncio do Plano Safra do Ministério da Agricultura, ocorrido na última semana. Pequenos produtores rurais, no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), contarão com juros de 3% e 4,5% ao ano.

Para os médios produtores rurais vinculados ao Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), as taxas de juros praticadas com custeio e comercialização serão de até 5,5% ao ano. Para os grandes produtores, a taxa será de até 7,5% ao ano.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)
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Notícias

ANP lança painel dinâmico da plataforma CBIO

Por redação 29/06/2021
Escrito por redação

postos de trabalho em maio - ANP lança painel dinâmico da plataforma CBIOIniciativa disponibiliza informações sobre geração de lastro necessário para emissão de Créditos de Descarbonização, além de dados de escrituração e aposentadoria dos títulos

A ANP lançou, nesta segunda-feira (28), uma forma interativa de visualização dos dados do RenovaBio referentes à Plataforma CBIO. O Painel Dinâmico da Plataforma CBIO disponibiliza informações sobre geração de lastro necessário para emissão de CBIOs (Créditos de Descarbonização), além de dados de escrituração e aposentadoria (retirada de circulação) de CBIOs. São também apresentadas informações consolidadas referentes às negociações de CBIOs obtidas no site da B3.

O RenovaBio é a Política Nacional de Biocombustíveis. Em 2020, primeiro ano de sua efetiva operacionalização, os resultados retratam o êxito da Política. Foram aprovados 232 processos de Certificação da Produção Eficiente de Biocombustíveis pela ANP. Com o início da operacionalização da Plataforma CBIO, ferramenta disponibilizada pelo SERPRO através de contrato com a ANP, os produtores de biocombustíveis certificados iniciaram a geração de lastros dos CBIOs, permitindo a escrituração e negociação dos créditos na bolsa de valores B3.

Quanto à meta de descarbonização estabelecida para o período 2019-2020 pelo Conselho Nacional de Política Energética – CNPE, equivalente a 14,9 milhões de Créditos de Descarbonização (CBIOs), foram gerados 18,7 milhões dos quais cerca de 15 milhões foram comercializados na B3 a preço médio de R$ 43,41.

O Painel é uma ferramenta de análise destinada a empresas, órgãos de governo, universidades, imprensa e à sociedade como um todo, além de estar em sintonia com a Lei nº 13.576, de 2017, que prevê ampla divulgação dos dados do RenovaBio, bem como com a política de transparência adotada pela ANP. Acesse o painel.

Saiba mais sobre o RenovaBio:

• Plataforma CBIO: ferramenta disponibilizada por empresa contratada pela ANP para prestação de serviços de informática com vistas à geração das informações necessárias à garantia da fiel emissão de CBIOs e acompanhamento e controle das metas compulsórias anuais de redução de emissões de gases causadores de efeito estufa dos distribuidores de combustíveis;

• Crédito de Descarbonização (CBIO): instrumento registrado sob a forma escritural, para fins de comprovação da meta individual do distribuidor de combustíveis de que trata o art. 7º da Lei nº 13.576, de 2017;

• Lastro para emissão de CBIO: conjunto de informações necessárias à garantia da fiel emissão dos Créditos de Descarbonização relativo aos volumes comercializados de biocombustíveis produzidos ou importados e notas fiscais correspondentes e aos Certificados da Produção Eficiente de Biocombustíveis concedidos, renovados, suspensos, cancelados ou expirados, com dados do produtor ou do importador de biocombustíveis, da Nota de Eficiência Energético-Ambiental, da validade do certificado, entre outros, nos termos do art. 9º § 1º da Lei 13.576, de 2017;

• Escrituração de CBIO: emissão de Créditos de Descarbonização escriturais em nome do emissor primário por banco ou instituição financeira por ele contratada;

• Aposentadoria de CBIO: processo realizado por solicitação do detentor do crédito ao escriturador que visa a sua retirada definitiva de circulação o que impede qualquer negociação futura do crédito aposentado, conforme definido na Portaria MME nº 419, de 20 de novembro de 2019.

Veja mais informações sobre o RenovaBio aqui.

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Notícias

Instituto Agronômico celebra 134 anos com novas cultivares

Por redação 29/06/2021
Escrito por redação

postos de trabalho em maio - Instituto Agronômico celebra 134 anos com novas cultivaresDentre as novidades estão duas cultivares de feijão carioca, dois porta-enxerto de citros e duas cultivares de crotalárias inéditas – até então o Brasil não tinha material desenvolvido e registrado nacionalmente

O Instituto Agronômico (IAC) completa 134 anos de atuação ininterrupta em junho de 2021. Com contribuição determinante em por boa parte dos produtos alimentícios presentes no dia a dia do brasileiro, o IAC chega a este aniversário com diversas novas tecnologias para serem entregues aos setores de produção da agricultura nacional.

Dentre as novidades estão duas cultivares de feijão carioca, duas de crotalária – as primeiras desenvolvidas no Brasil – e dois porta-enxertos de citros, além da certificação do Sistema de Mudas Pré-Brotadas (MPB) de cana-de-açúcar, desenvolvido pelo IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

O Instituto é pioneiro na introdução e melhoramento genético da maioria das culturas agrícolas. Neste segmento, sua liderança é mantida por atuação moderna e integrada com redes nacionais e internacionais de pesquisa e em parceria com os agricultores de várias regiões brasileiras. Com experiência e credibilidade centenárias, o Instituto, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) incorpora novas ferramentas à sua programação científica, desenvolvendo e transferindo pacotes tecnológicos. As ações envolvem, além do melhoramento genético convencional, genomas e prospecção de genes, transformação genética por transgenia, cisgenia e, mais recentemente, por edição de genomas.

“Ciência requer estratégia a longo prazo e execução diária em consonância com as oportunidades atuais e preparação para os desafios futuros. Por isso são fundamentais a interação com os setores de produção e o conhecimento de suas demandas e realidades”, afirma o diretor-geral do IAC, Marcos Guimarães de Andrade Landell.

Para o pesquisador e gestor, a bagagem científica presente no IAC capacita suas equipes na elaboração de projetos de modo a criar bases para a sustentação da agricultura para as próximas décadas. “A tecnologia disponibilizada atualmente aos agricultores e indústrias foi desenvolvida há vinte anos; não se gera tecnologias agrícolas de um ano para outro porque dependemos, dentre outros fatores, do ciclo de vida das plantas”, comenta. Apesar do avanço trazido pela biotecnologia, por exemplo, que acelera processos antes mais lentos, ainda são necessários anos e até décadas, como no caso do café, da seringueira e mesmo da cana-de-açúcar, para se chegar à conclusão de experimentos.

As atividades de pesquisa do IAC são conduzidas em parceria com os setores de produção, atendendo às demandas da indústria, que se ligam às exigências dos mercados e dos consumidores, e às necessidades e peculiaridades dos agricultores dos diversos segmentos e regiões do Brasil.

Confira as novas cultivares IAC

As novas cultivares de crotalária são a IAC 201 CS, Crotalária spectabilis, e a IAC 201 CO, Crotalária ochroleuca, caracterizadas pelo alto teor de massa vegetal. Esses novos materiais poderão ser cultivados nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. A crotalária é usada como adubo verde para enriquecer o solo e combater, de forma natural, a infestação por nematoides. Esse resultado é alcançado por meio da rotação de culturas, alternando-as com o plantio da crotalária. Essas cultivares são inéditas no mercado brasileiro, porque até então não havia nenhuma cultivar registrada para estas duas espécies.

Os pesquisadores do IAC, Alisson Fernando Chiorato e Sérgio Augusto Morais Carbonell, trabalharam com materiais presentes no Banco de Germoplasma do Instituto, direcionando o estudo para obtenção da característica de maior massa vegetal, principalmente para uso da planta na cobertura do solo. “Fizemos seleções e diversos experimentos visando identificar duas cultivares de crotalária: uma da espécie C. spectabilis e a outra da espécie C. ochroleuca, que são espécies diferentes”, relata Chiorato.

A motivação do IAC para essa pesquisa veio com uma determinação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), em 2017, que restringiu a multiplicação de cultivares comuns de crotalária, limitando a multiplicação a apenas uma geração, ou seja, apenas um tombo, como é chamado o processo de multiplicação de sementes. “Essas cultivares IAC vêm para mudar esse mercado. Até então, não tinham cultivares específicas, o que havia eram registros da espécie, as chamadas cultivares comuns”, afirma Carbonell. A IAC 201 CS e a IAC 201 CO estão em fase de multiplicação por empresas já licenciadas, no estado do Mato Grosso.

Novos feijões tipo carioca

O feijão do tipo comercial carioca, que engloba 79% do mercado de feijão no Brasil, foi desenvolvido pelo Instituto Agronômico na década de 1960. Atualmente está na 51ª cultivar. Essa continuidade no melhoramento genético do feijoeiro contribui de forma preponderante para o alto nível tecnológico da cultura.

A cultivar de feijão IAC 1849 Polaco foi desenvolvida para atender às demandas da cadeia de produção do feijão e oferecer um produto de alta qualidade, com tolerância ao escurecimento do grão e baixo tempo de cozimento, além de ciclo precoce na lavoura. Essas características são as mais desejadas nesse segmento e agregam valor ao produto final. “A tolerância ao escurecimento está relacionada às preferências de mercado por feijões cariocas com grãos mais claros, que são relacionados com feijões de fácil cozimento, muito embora isso não esteja cientificamente comprovado”, explica Chiorato. A IAC 1849 Polaco tem grãos creme com listras de coloração marrom claro.

A precocidade da cultivar IAC 1849 Polaco tem impacto na produção e na produtividade da lavoura. A produtividade média é de 2464 quilos, por hectare, e pode atingir até 4.500 quilos, por hectare. Além desses benefícios, o ciclo mais curto reduz custos no manejo das plantas. “Por exemplo, tem-se a redução de defensivos agrícolas porque a planta fica menos tempo exposta aos estresses bióticos. O mesmo ganho ocorre para fatores abióticos: cultivares precoces de feijoeiro utilizam menos irrigações e energia até finalizar seu ciclo de 75 dias, quando comparado a uma cultivar de ciclo normal de 90 dias”, detalha Carbonell.

Ainda no aspecto agronômico, a IAC 1849 Polaco é estável em produção de grãos e tolerante às principais doenças do feijoeiro, o que possibilita um manejo integrado com os diversos sistemas de produção de grãos. Sob condições naturais de cultivo, a IAC 1849 Polaco é resistente à antracnose e moderadamente resistente à mancha angular, à murcha de fusarium, ao crestamento bacteriano e à murcha de Curtobacterium. É recomendada para o cultivo na época das águas, da seca e de inverno no estado de São Paulo, nas safras das águas e seca nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. Segundo os pesquisadores Chiorato e Carbonell, obter cultivares que reúnam os atributos de alta produtividade e qualidade do grão no campo e na pós-colheita são a meta dos programas de melhoramento do feijoeiro.

A IAC 2051 foi desenvolvida com o objetivo de atender às exigências do consumidor, que busca por grãos claros e de rápido cozimento, com qualidade de caldo e sabor. A IAC 2051 cozinha em cerca de 30 minutos e seu teor de proteína é de 20%.
Para a cadeia de produção, a mais recente cultivar de feijão carioca do IAC oferece elevado potencial produtivo, tolerância ao escurecimento dos grãos, tolerância para o patógeno da antracnose e para os patógenos da murcha de fusarium e crestamento bacteriano.

Com ciclo médio de 90 dias, nos experimentos em Mococa, em cultivo na seca de 2019, a cultivar IAC 2051 apresentou a maior produtividade de grãos, chegando a 4.250 quilos, por hectare. “Essa produtividade vai depender da época de semeadura, região de cultivo e nível tecnológico do agricultor, referente à adubação, controle de doenças e ervas daninhas e suprimento de água”, orienta Carbonell.

De acordo com os pesquisadores, para os agricultores se interessarem por uma nova cultivar de feijão, ela deve atender às exigências do mercado, como produtividade de grãos, resistência ou tolerância aos principais fatores bióticos e abióticos, que podem interferir no desenvolvimento vegetativo e qualidade de pós-colheita dos grãos. No critério pós-colheita, a característica apreciada é a tolerância ao escurecimento dos grãos durante o armazenamento, uma vez que os consumidores associam grãos escuros com a dificuldade de cozimento.

“A cultivar IAC 2051 é recomendada para o cultivo na época das “águas”, da “seca” e de “inverno” no estado de São Paulo, sendo recomendada também para a época das “águas” e da “seca” nos estados de Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul”, diz Chiorato.

Dois novos porta-enxertos trazem sustentabilidade à citricultura paulista

O Instituto Agronômico atua para oferecer aos citricultores novas opções de combinações de variedades copa e porta-enxertos que atendam à demanda do mercado por frutos de mesa, para Suco de Laranja Concentrado Congelado (FCOJ) e Suco de Laranja Não Concentrado (NFC), além de apresentarem tolerância às principais doenças que afetam a cultura. Com esse objetivo, o IAC disponibiliza dois novos porta-enxertos de citros: a parte da planta que fica sob o solo e que sustenta a copa. Os novos porta-enxertos, o IAC 3128 e o IAC 3026, induzem a planta à produção de boa qualidade de fruta.

“Os dois porta-enxertos são importantes porque são diferentes um do outro, um é mais vigoroso, que é o IAC 3128, apesar de ser semi-ananicante, o outro é menos vigoroso e induz a variedade-copa ao tamanho menor que dois metros”, explica a pesquisadora do IAC, Mariângela Cristofani Yaly.

O benefício proporcionado pelo porte ananicante é a viabilização de um espaçamento menor entre as plantas e, consequentemente, a instalação de um maior número árvores, por hectare, e maior produção por unidade de área. É o chamado plantio adensado, estratégia adotada pelo setor a partir do surgimento e expansão do Huanglongbing (HLB ou Greening), uma das doenças mais severas dos citros que causa perdas econômicas substanciais. “Para o cultivo adensado, é necessário que sejam utilizados porta-enxertos que induzam um porte menor à cultivar copa”, explica a pesquisadora.

Além da maior eficiência produtiva, a planta de menor porte facilita a colheita, a inspeção, a pulverização e a erradicação de plantas no controle do HLB, atendendo aos anseios da maioria dos citricultores no controle de pragas, doenças e seus vetores.

O porta-enxertos IAC 3128 induz a variedade de copa a ter o porte semi-ananicante e boa qualidade de fruta. Suas principais características agronômicas são a tolerância à seca, compatibilidade com laranja Pera e indução à elevada produtividade da variedade copa. O IAC 3128 se destacou em Barretos com a produção de 4.000 caixas, por hectare”, diz Mariângela.

O porta-enxertos IAC 3026 se destaca por induzir o porte ananicante à variedade de copa e gerar boa qualidade de fruta. Ele pode ser recomendado para plantios mais adensados, entretanto não apresenta tolerância à seca.

A pesquisadora explica que os porta-enxertos que induziram porte da variedade copa menor que 2 metros foram considerados ananicantes. Os que induziram porte da variedade copa até 3 ou 3,5 m de altura foram considerados semiananicantes. “Vale destacar que na região norte do estado de São Paulo, devido às altas temperaturas, radiação solar e, por ser um experimento irrigado, as plantas ananicantes tiveram um desenvolvimento vegetativo superior às plantas do experimento realizado na região Central do estado de São Paulo, entretanto a produtividade acumulada foi 13% menor que na região Central”, comenta.7

Os dois porta-enxertos novos já têm registro junto ao MAPA. Durante as pesquisas, foram feitos testes em duas regiões muito importantes para a citricultura paulista: Gavião Peixoto, na região central paulista, e Barretos, no norte do estado. “Notamos que diferentes condições de solo e clima, principalmente as maiores médias de temperatura máxima apresentada na região de Barretos, influenciaram o comportamento dos porta-enxertos quanto à fixação de frutos”, completa a cientista.
Na pesquisa, a equipe concluiu também que os porta-enxertos influenciam no tempo de armazenamento dos frutos, que podem perder massa ao longo do período em que ficam na gôndola do mercado e na casa do consumidor.

“Atualmente, a maior parte das plantas cítricas do Brasil está enxertada sobre os porta-enxertos limão Cravo e citrumelo Swingle, o que pode colocar em risco a citricultura brasileira em função da baixa diversidade genética. Por isso é tão importante a ciência gerar essas opções ao setor citrícola e o IAC está disponibilizando essas duas novas alternativas, possibilitando a formação de plantas longevas e conferindo à copa produção e qualidade de fruto e suco”, complementa Mariângela.

Sistema de Mudas Pré-Brotadas (MPB-IAC) terá certificação

O sistema de Mudas Pré-Brotadas (MPB) de cana-de-açúcar está em fase de certificação. O processo está sendo feito pela Certificadora SGS, líder mundial em inspeção, verificação, testes e certificação. De acordo com a SGS, “a certificação socioambiental no setor agrícola visa adequar processos, cadeias de valor e produtos às normas reconhecidas internacionalmente.”

A empresa Terragrata Consultoria em Responsabilidade Socioambiental está intermediando os trâmites, que devem ser concluídos em dezembro próximo. “Com essa certificação, o IAC demonstra às partes interessadas que o Instituto está disposto a mostrar para um avaliador independente suas ações de sustentabilidade e o atendimento a determinados padrões. Isso traz segurança para todos os interessados”, comenta Iza Barbosa, fundadora da Terragrata.

Para o pesquisador do IAC responsável pela tecnologia, Mauro Alexandre Xavier, a certificação insere o sistema MPB em novo nível de qualificação, que se estende às atividades dos viveiristas que adotam a produção integrada do método desenvolvido pelo IAC. “Estaremos qualificados dentro dos processos das boas práticas em relação à sustentabilidade ambiental e social, além da própria governância da tecnologia; é um passo que agrega valor a esse pacote tecnológico já adotado em diversas regiões do Brasil”, diz Xavier.

As certificações tornam as instituições e empresas preparadas para os novos padrões de consumo. Elas são meios para garantir a qualidade de produtos, serviços e processos, inseridos em uma cadeia de valor comprovadamente comprometida com regras relacionadas ao ambiente e à sociedade. “A certificação reforça a qualidade do sistema desenvolvido pelo IAC e do produto MPB perante o setor sucroenergético”, diz Xavier.

Fonte: Carla Gomes/Assessoria de imprensa IAC
29/06/2021 0 Comentários
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