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Notícias

O papel do líder nos novos rumos do agro brasileiro

Por redação 29/06/2021
Escrito por redação
Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio - O papel do líder nos novos rumos do agro brasileiro

Teka Vendramini, presidente da Sociedade Rural Brasileira

A 6ª edição do Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio (CNMA) debate as mudanças culturais nas organizações e os novos desafios dos gestores do setor

As mudanças recentes no mundo obrigarão as organizações do agro, seus gestores e empreendedores, a ficarem mais próximos de seus clientes e desenvolverem a capacidade de resolver problemas que surgirão com a velocidade multiplicada da digitalização.

Essas mudanças implicarão em uma nova cultura empresarial, uma nova visão dos negócios e um novo timing gerencial das operações. Essa mudança coorporativa será tema da 6ª edição do Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio – CNMA, que debaterá como obter sucesso frente aos desafios dos novos tempos, nos dias 25, 26 e 27 de outubro, em formato Digital Experience, com o tema “Digital & Agregação de Valor. A nova liderança no Agro”.

“Mudanças tão profundas, vivenciadas nos últimos meses, implicarão em uma mudança cultural nas empresas, que exigirão, ainda, uma atitude educadora radical do líder, que terá a responsabilidade de adaptar e lapidar seus recursos humanos. Esse é o foco de discussão para o CNMA, quando colocaremos em debate o papel da liderança nesse novo momento do setor”, destaca a Show Manager do evento, Carolina Gama.

Reinvenção do agro

À frente de uma das mais antigas entidades do agronegócio nacional, a presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Teka Vendramini, acredita que as mudanças vividas por conta da pandemia oferecem novos desafios aos líderes, principalmente do setor, tendo o papel estratégico de importância da produção do campo, para a alimentação mundial.

“Gosto muito de colocar isso em pauta, principalmente nesse momento que estamos passando, com a pandemia, em que o Brasil tem safras e produções recordes, nos colocando no papel de maior fábrica de alimentos do mundo. Estamos vivendo ainda no imponderável da vida e, essa fragilidade é uma crise transformadora”, afirma ela.

Para Teka, a pandemia fez com que todos tivessem uma percepção muito grande da importância da sanidade humana e animal, da segurança do alimento e da importância da consistência do sistema de controle sanitário. “Acho que começamos a nos cercar e perceber, cada vez mais, pontos que não eram tão relevantes nos julgamentos, que não nos preocupávamos tanto. Por isso é importante trazer para o debate o papel dos líderes no entendimento desse contexto, entendendo como o agronegócio está se reinventando”, aponta.

Liderança à frente do seu tempo

A presidente da SRB destaca, como um dos pontos-chaves que devem ser desenvolvidos pelos líderes, a flexibilidade mental. “Estamos repensando os nossos negócios, como administrar as empresas. Tenho uma preocupação muito grande com a gestão, pois temos que ouvir nossas equipes e nos cercar de profissionais capacitados e inteligentes. Além disso, o líder precisa transmitir segurança e, de alguma maneira, elevar o espírito das pessoas que trabalham a nossa volta. Na minha opinião, a liderança tem que fazer essa integração, tem que levar e elevar o espírito dessas pessoas e mostrar que nós vamos continuar caminhando”, reforça.

Nesse pensamento, Teka entende que o mundo digital impactou diretamente as lideranças, que precisaram se adaptar rapidamente ao mundo virtual, com a capacitação da equipe para viver esse novo momento. “Vivemos um período muito digital, em que as relações se desenvolveram pela tecnologia. Diversas empresas passaram por dificuldades quanto à capacidade de se adaptar ao uso das ferramentas on-lines. Foi um momento intenso de transferência de conhecimento entre as pessoas. Sem dúvida esse foi um desafio de liderança”, afirma.

Inscrições abertas

As inscrições para o 6º CNMA estarão abertas a partir do dia 1º de julho. Quem se interessar por mais informações ou por garantir a participação no Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio pode acessar aqui.

29/06/2021 0 Comentários
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Notícias

Estudos fortalecem cadeia produtiva do algodão

Por redação 29/06/2021
Escrito por redação
Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio - Estudos fortalecem cadeia produtiva do algodãoResultados recentes e mais promissores são sobre variedades mais produtivas, adubação e rotação de culturas

O fortalecimento e a sustentabilidade da cadeia produtiva do algodão em São Paulo passam pelo Grupo Técnico do Algodão (GTA) do Oeste Paulista, conforme o diretor executivo da Associação Paulista dos Produtores de Algodão (Appa), Thiago Pijnenburg. Grupo do qual faz parte o pesquisador Fábio Echer, coordenador do Programa de Pós-graduação Stricto Sensu em Agronomia da Unoeste, com mestrado e doutorado.

Em recente encontro do grupo, semana passada em Martinópolis, foram apresentados dados de três estudos desenvolvidos na universidade, com destaque para os resultados mais promissores em variedades mais produtivas e com potencial de mercado; adubação equilibrada de nitrogênio, potássio e boro; e rotação de cultura para melhor equilíbrio do solo, com reflexo na melhoria da produtividade ao longo do tempo.

Tudo melhor

O grupo formado por cotonicultores da região, técnicos da Appa e pesquisadores da Unoeste tem gerado informações que auxiliam nas melhores tomadas de decisões para enfrentar de forma melhor todos os gargalos, auxiliando na produção de algodão com qualidade superior, melhor produtividade e, consequentemente, com melhor rentabilidade, conforme Thiago.

De acordo com o dirigente, a parceria com a Unoeste tem sido muito positiva e a excelente coordenação do Dr. Fábio, na condição de especialista no assunto, tem gerado bons resultados de estudos e projetos que abrangem diversos temas da cultura do algodoeiro. Ao longo dos anos o trabalho conjunto tem gerado ricas informações que são compartilhadas com os associados.

Satisfação

“Estamos muito satisfeitos para continuar com essa parceria de forte relacionamento. Além de tudo isso, é muito bom saber que diversos universitários estão estudando a cultura do algodão e, provavelmente, muitos deles, depois de formados, irão trabalhar com essa cultura, na qual temos sério problema de mão de obra especializada, com formação de boa qualidade”, diz o diretor executivo.

Outro fato destacado por Thiago é sobre os intercâmbios de estudantes no exterior, que lhe dão condições de se especializarem ainda mais. “A Unoeste contribui muito com os produtores de algodão do estado de São Paulo, no fortalecimento e na sustentabilidade; e também na formação de mão de obra especializada”, comenta o diretor que esteve no encontro acompanhado do gerente de campo Alexandre Keller.

Resultado positivo

Na reunião na Fazenda Santo Antônio e com a recepção do produtor Lucas Cordeiro, além dos resultados dos estudos apresentados pelo Fábio, Thiago e Alexandre mostraram dados sobre a captura do bicudo-do-algodoeiro nas últimas duas safras (2019/20 e 2020/21); inseto de maior incidência e com maior potencial de dano na cultura do algodão.

O consultor Anderson Pereira apresentou resultados da safra corrente e ofereceu sugestões de manejo, visando melhorias para a safra 2021/22. O resultado do encontro foi avaliado como positivo pelos envolvidos, sendo que parte da Unoeste os estudos apresentados foram de alunos de pós-graduação e de graduação, com inserção em iniciação científica através de trabalho de conclusão do curso de Agronomia.

Fonte: Unoeste
29/06/2021 0 Comentários
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Notícias

Seminário gratuito aborda a importância da fertirrigação

Por redação 28/06/2021
Escrito por redação

Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio - Seminário gratuito aborda a importância da fertirrigação

A Yara, especializada em nutrição de plantas, promove na próxima quinta-feira (1°), a partir das 18h, o encontro “Fertirrigação: uma tecnologia ao alcance de todos”

Com o intuito de trazer conhecimento ao campo, a Yara, empresa especializada em nutrição de plantas, promove na próxima quinta-feira (1°), a partir das 18h, o encontro “Fertirrigação: uma tecnologia ao alcance de todos”, um seminário online sobre fertirrigação para produtores rurais de todo o Brasil.

Veja também: Benefícios da fertirrigação para a cafeicultura

O webinar abordará três tópicos principais: “Fertirrigação: o caminho para sustentabilidade”, “Manejo da fertirrigação para alta produtividade” e “Viabilidade da fertirrigação e inovações em portfólio”. O evento é gratuito. Para mais informações e inscrições, acesse aqui.

Fonte: Yara
28/06/2021 0 Comentários
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Notícias

Sorocaba recebe piloto de internet 5G para o agro

Por redação 28/06/2021
Escrito por redação

Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio - Sorocaba recebe piloto de internet 5G para o agroO projeto dará suporte a testagem e prototipagem de produtos e serviços por empresas, startups e academia, incluindo aplicações para inovação no agronegócio

O uso de máquinas autônomas no campo, como pulverizadores que identificam sozinhos quais pontos devem receber os produtos, só é possível a partir de conexão de internet de alta performance. Foi o que demonstrou a conexão 5G inaugurada, na sexta-feira (25), em Sorocaba (SP), pelo Governo Federal.

A antena de transmissão 5G foi instalada no Centro Universitário Facens e faz parte das ações piloto para a entrada em vigor da tecnologia no Brasil. A inauguração do projeto piloto contou com a presença do presidente Jair Bolsonaro e dos ministros Tereza Cristina (Agricultura), Fábio Faria (Comunicações) e Marcos Pontes (Ciência, Tecnologia e Inovações).

“O agro segurou nossa economia no ano passado, o homem do campo não ficou em casa. Só com tecnologia podemos agregar valor ao que temos nas terras brasileiras. A tecnologia, a ciência são muito importantes para o nosso futuro e para nossa sobrevivência”, declarou Bolsonaro.

Para o campo, a conexão em 5G permite maior produtividade e reforça o papel do Brasil como protagonista no cenário mundial de produção de alimentos a partir da redução de custos e diminuição de perdas na produção.

“Acabamos de assistir uma demonstração do que é a agricultura moderna, agricultura de precisão e sustentável que esse país já faz e que vai fazer ainda mais quando tivermos uma conectividade democratizada no nosso país”, destacou a ministra Tereza Cristina ao citar que apenas 23% do espaço agrícola brasileiro possui algum nível de cobertura por internet.

O ministro Fábio Faria corroborou a importância da conectividade no agro brasileiro. “Todo o agro conectado permitirá um ganho de economicidade, produtividade, eficiência e sustentabilidade. Nosso agro vai dar lição ao mundo de sustentabilidade e meio ambiente”.

O projeto em Sorocaba dará suporte a testagem e prototipagem de produtos e serviços por empresas, startups e academia, incluindo aplicações para inovação no agronegócio. Instalada pelas empresas Ericsson e Claro, a antena tem serviço de transmissão em alta velocidade a partir de geração pela própria estrutura. É o chamado 5G “pura” ou standalone.

O ministro de Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, reforçou o uso de tecnologia e conhecimento para o desenvolvimento do país. “Temos que trabalhar juntos, a tecnologia, a ciência e as inovações não só ajudam o país a sair da Covid, mas a recuperar a economia do Brasil”.

Internet 5G

Os projetos de antena 5G são pilotos para a efetiva entrada em vigor da tecnologia no Brasil, após leilão das frequências de operação a ser realizado no segundo semestre. Enquanto isso, 20 projetos-pilotos serão implementados pelo Ministério das Comunicações, sendo oito em área rural. O primeiro foi inaugurado em Rondonópolis (MT), em maio.

Segundo o ministro das Comunicações, a expectativa é que todas as capitais brasileiras tenham internet 5G até julho do ano que vem e que todos os brasileiros tenham acesso a internet até 2028.

Fonte: Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa)
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Opinião

Benefícios da fertirrigação para a cafeicultura

Por redação 28/06/2021
Escrito por redação

Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio - Benefícios da fertirrigação para a cafeicultura*Lucas Satiro

O Brasil é o maior produtor global de café, responsável por cerca de um terço da produção mundial do grão. E dentro deste ecossistema de sucesso, existem métodos que podem impulsionar ainda mais a safra cafeeira, como a fertirrigação. Ainda pouco utilizada por muitos produtores, mas fundamental para o ganho de produtividade, a técnica consiste na aplicação de fertilizantes via irrigação, e encontra no café uma de suas principais culturas de atuação no Brasil.

Com um sistema de irrigação bem instalado e os cuidados necessários para realizar a fertirrigação, o produtor de café pode ter diversos benefícios em relação aos métodos convencionais. Dentre deles, temos como exemplos: redução de gastos com mão de obra nas operações de adubação e menor tráfego de máquinas dentro da propriedade, que leva à redução da compactação do solo, bem como a disseminação/incidência de pragas e doenças.

Outro ponto de destaque, é que realizando a fertirrigação, o agricultor tem um melhor aproveitamento do sistema de irrigação, condicionando melhor uso do capital investido. A fertirrigação ainda elimina a dependência de chuvas para realização das adubações, possibilita a aplicação de nutrientes de acordo com a necessidade das plantas, e perto de suas raízes, onde são facilmente absorvidos. A combinação desses benefícios aumenta o aproveitamento dos fertilizantes e conduz a lavoura para uma colheita de sucesso.

Em resumo, com a fertirrigação conseguimos produzir mais utilizando menos recursos – o que acarreta o aumento de rentabilidade para o agricultor, tornando seu empreendimento mais sustentável. Por esse motivo, essa técnica que é considerada o estado da arte em nutrição, cresceu a passos largos nos últimos anos, e continuará crescendo nos próximos, impulsionada pela necessidade de uma agricultura mais eficiente.

*Lucas Satiro é especialista agronômico da Yara Brasil
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Notícias

Produtor está comprando mais pela internet

Por redação 28/06/2021
Escrito por redação

Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio - Produtor está comprando mais pela internetA Novozymes, de soluções biológicas, fez quase 100% da comercialização deste ano com ferramentas digitais

A Novozymes BioAg, empresa especializada em soluções biológicas para agricultura, diz que o produtor está comprando mais pela internet. Isso porque a empresa efetuou cerca de 95% das vendas de 2021 por meio de plataformas digitais. Em 2020, desde quando começou a pandemia, a empresa fechou 80% das vendas pela internet. Para oferecer uma experiência de compra ainda melhor ao agricultor, a companhia acaba de lançar uma loja virtual no marketplace Agrofy.

Em poucos cliques, o produtor poderá saber detalhes sobre os produtos, acessar a ficha técnica e até mesmo se comunicar diretamente com o vendedor de maneira simples e rápida.

Segundo Maximiliano D’Alessio, diretor de Operações na América Latina, o agricultor está migrando para o digital por conta da praticidade. “Entendemos que a venda online é um caminho sem volta também na agricultura e queremos que o nosso cliente tenha o melhor atendimento possível”, diz.

Fonte: Novozymes BioAg
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Notícias

Resolução prorroga prazo para emissão de CPRs

Por redação 28/06/2021
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Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio - Resolução prorroga prazo para emissão de CPRsLei do Agro: resolução publicada pelo Banco Central prorroga prazos para emissão de CPRs a partir de R$ 250 mil, favorecendo pequenos e médios negócios

Empresas do agronegócio terão mais seis meses para se adaptarem às novas regulações sobre o registro de CPRs (Cédulas do Produtor Rural). Conforme a Resolução CMN n° 4.927, publicada na noite de quinta-feira (24/06) pelo Banco Central, a obrigatoriedade de registro ou depósito centralizado de CPRs com valor igual ou superior a R$ 250 mil, que ocorreria a partir do dia 1º de julho, foi postergada para o dia 1º de janeiro de 2022. Para Mariana Bonora, fundadora da agtech Bart Digital, a prorrogação desse prazo atendeu às demandas do mercado.

“A obrigatoriedade de registro centralizado das CPRs foi definida em prazos escalonados, para que as empresas conseguissem se adequar. Primeiramente, as CPRs com valor referencial de emissão igual ou acima de R$ 1 milhão deveriam ser registradas a partir do dia 1º de janeiro de 2021, e essa régua de prazos cairia ao longo dos meses e anos seguintes. O segundo prazo seria para as CPRs com valor a partir de R$ 250 mil, que deveriam atender ao registro agora em 1º de julho. Mas o que acontece? Quando a gente sai de R$ 1 milhão e vai para R$ 250 mil, é uma quantidade muito grande de CPRs que passariam a atender a legislação, de empresas menores. São pequenos produtores e cooperativas menos digitalizados, que não conseguem atender hoje essa exigência”, pontua Mariana.

Após a mobilização dos players do mercado sobre a necessidade de reescalonar os prazos para a nova legislação, o Banco Central atendeu os pedidos. Agora, as CPRs de valor igual ou maior a R$ 250 mil só precisarão ser submetidas a registro centralizado a partir de 1º de janeiro de 2022, e as CPRs com valor igual ou maior a R$ 50 mil, em 1º de janeiro de 2023.

“Esse reescalonamento foi importante porque no ano passado as empresas tiveram que reaprender a como executar os seus negócios com as restrições da pandemia, e nem todas conseguiram se reestruturar a tempo. Com o prazo maior, essas entidades poderão se preparar de forma adequada, já que toda mudança digital também envolve uma mudança educacional no setor, principalmente em um mercado que ainda possui processos analógicos como o mercado agro”, conclui Bonora.

Fonte: Bart Digital
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Notícias

SC destina recursos para reduzir impactos da estiagem

Por redação 28/06/2021
Escrito por redação

Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio - SC destina recursos para reduzir impactos da estiagem

Recursos na ordem de R$ 100 milhões serão destinados para construção de cisternas e conservação de fontes e nascentes, além de suporte aos municípios

O novo aporte de recursos foi garantido pelo governador Carlos Moisés e irá reforçar os projetos da Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural que apoiam a construção de cisternas e conservação de fontes e nascentes, além de suporte aos municípios.

“Ciente das demandas do agronegócio catarinense, principalmente em relação à estiagem, o governo estadual liberou R$ 100 milhões, que serão aplicados em ações para minimizar os impactos da falta de chuvas em Santa Catarina. Nossa intenção é que cada propriedade rural possua um mecanismo de reservação de água; assim, os agricultores poderão enfrentar os tempos de adversidade e essa água se transformará em produção, renda e desenvolvimento para o nosso Estado”, destacou o secretário da Agricultura, Altair Silva.

A Secretaria da Agricultura irá aplicar os R$ 100 milhões em programas existentes e também no apoio direto aos municípios. Esses recursos se somarão às ações já executadas para minimizar os efeitos da crise hídrica e fomento ao setor produtivo, que chegam a R$ 243,5 milhões este ano.

O secretário adjunto Ricardo Miotto explicou que o montante será divido da seguinte forma: R$ 70 milhões para reforçar os programas de armazenagem, captação e uso de água, além de conservação do solo e recuperação de fontes e nascentes, e R$ 30 milhões para aquisição de equipamentos que darão suporte a essas ações nos municípios.

“Mais um dia histórico para Santa Catarina, porque tivemos avanços importantes nas políticas públicas disponibilizadas pela Secretaria da Agricultura. Melhoramos nossas linhas de crédito e tornamos ainda mais atrativas para os agricultores que sofrem com os impactos da estiagem. É importante ressaltar que os R$ 100 milhões são recursos próprios, dos cofres do governo do Estado, resultantes do bom trabalho de gestão que vem sendo desenvolvido pelo governador Moisés”, lembrou Miotto.

Os novos limites de apoio e de subvenção dos programas foram aprovados pelo Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural (Cederural) na sexta-feira, 25.

Prosolo e Água

O programa Prosolo e Água receberá um aporte de R$ 60 milhões que serão aplicados em financiamentos sem juros para agricultores de Santa Catarina.

Na linha Água para Todos, os produtores terão acesso a até R$ 100 mil, sem juros e com quatro anos de prazo para pagar. Os beneficiários adimplentes terão uma subvenção de 50% no valor das parcelas, ou seja, o governo do Estado pagará metade do financiamento. Podem ser feitos investimentos em captação, armazenagem, tratamento e distribuição de água na propriedade rural.

As famílias em situação de vulnerabilidade social e de renda poderão acessar até R$ 20 mil, sem juros e com quatro anos de prazo. Além disso, terão subvenção de 75% em caso de pagamento das parcelas em dia.

Os produtores rurais contam com apoio também para isolamento e recuperação de mata ciliar, proteção e recuperação de nascentes, terraceamento e cobertura do solo. Na linha Cultivando Água e Protegendo o Solo, estão disponíveis financiamentos de até R$ 30 mil, sem juros e com quatro anos para pagar, sendo um ano de carência. Os beneficiários adimplentes receberão subvenção de 50% no valor das parcelas.

Investe Agro SC

A Secretaria da Agricultura ampliou também os limites para o programa Investe Agro SC – Água para o Campo. A partir de agora, os produtores poderão acessar até R$ 150 mil, com a subvenção de juros de até 3% e repasse em uma única parcela para os beneficiários. São incentivados projetos de captação, armazenamento, tratamento e distribuição de água para utilização na propriedade.

Orientações básicas para os produtores

A Secretaria da Agricultura recomenda aos produtores rurais que procurem apoio nos escritórios municipais da Epagri. Os técnicos poderão orientar quais práticas, tecnologias e políticas públicas podem ser aplicadas para minimizar os prejuízos e enfrentar os períodos de pouca chuva.

É fundamental também que os agricultores acompanhem as previsões meteorológicas da Epagri/Ciram e façam o planejamento para ampliar a reserva de água no solo, com o uso de práticas conservacionistas, ou em cisternas.

Fonte: Datagro
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Notícias

Setor avalia seguros disponíveis para pecuária

Por redação 28/06/2021
Escrito por redação

Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio - Setor avalia seguros disponíveis para pecuáriaA área segurada alcançou um total recorde de 13,7 milhões de hectares. E as seguradoras foram responsáveis por R$ 4,6 bilhões de indenizações aos agricultores em 2019 e 2020

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na sexta (25), da reunião virtual do projeto Monitor do Seguro Rural 2021 para discutir e avaliar produtos e serviços de seguro disponíveis para a pecuária bovina de leite e de corte e pastagem e milho silagem.

O projeto é uma iniciativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em parceria com a CNA e outras entidades do setor. Em abril, foram avaliados os seguros para as culturas de inverno.

Na abertura da reunião, o vice-presidente da Comissão Nacional de Bovinocultura de Corte da CNA, Francisco de Castro, afirmou que o setor vive um bom momento de preços, mas os custos de produção estão muito elevados. “Para reduzir o risco da produção é importante discutir esse projeto. A CNA tem total interesse em fomentar o seguro rural e fazer com que ele chegue até o campo”.

O vice-presidente da Comissão de Seguro Rural da FenSeg, Daniel Nascimento, destacou que, em percentual, o seguro da pecuária é o que mais cresce entre as modalidades do agro. “Foi o que mais cresceu em 2020, cerca de 250%, saindo de R$ 6 milhões para R$ 23 milhões de subvenção”.

O diretor do Departamento de Gestão de Riscos da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, Pedro Loyola, apresentou alguns dados do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), em 2020. Segundo ele, mais de 193 mil apólices foram subvencionadas e mais de 105 mil agricultores atendidos.

“A área segurada alcançou um total recorde de 13,7 milhões de hectares. E as seguradoras foram responsáveis por R$ 4,6 bilhões de indenizações aos agricultores em 2019 e 2020”, disse. O seguro rural de pecuária conta com subvenção ao prêmio de 40% e, em 2020, registrou 1.722 apólices contratadas no PSR.

A superintendente de Seguros Agrícolas do Mapfre, Cátia Rucco Rivelles, fez uma apresentação sobre os produtos e serviços que a empresa oferece para os pecuaristas. “O seguro pecuária garante indenização em caso de morte de animal destinado exclusivamente a consumo e produção de cria recria e engorda. Atende também animais destinados à reprodução para incremento e/ou melhoria de planteis por monta natural, coleta de semente e transferência em embriões”.

De acordo com Cátia, a cobertura básica garante indenização equivalente ao LMI, em caso de morte do animal segurado durante a vigência do seguro, em decorrência de doenças de caráter não epidêmico, acidente e incêndio, entre outros. “Algumas obrigações do segurado incluem a vacinação de todos os animais e a conservação em bom estado do ambiente do animal”.

O representante do Banco do Brasil, Luiz Leonardo Leite Filho, também apresentou os produtos da instituição. “O BB seguro pecuário faturamento é destinado a bovinos machos na fase de recria/engorda, mais pastagem e suplementação animal”.

Segundo Leonardo, o produto cobre: doença não epidêmica; acidente; incêndio; raio; insolação e eletrocussão; luta e ataque; seca e incêndio sobre pastagem e redução do preço da arroba do produto.

Por fim, o representante da operadora de seguro Agrobrasil, Daniel Sussumu Yuri, falou sobre a PG milho silagem ll, que oferece cobertura de silagem de planta inteira, cobertura adicional para replantio e seguro multirrisco, como granizo e geada.

“O contrato de seguro cobre baixa do índice de produção forrageira e a vigência é de acordo com a macrorregião”. A franquia do seguro é de 10%, 20% e 30% e a subvenção federal de 20%. O monitoramento da área segurada é feito por imagens de satélite e dados meteorológicos.

A próxima reunião do Projeto Monitor será realizada no dia 16 de julho, para avaliar os produtos de seguro disponíveis para o arroz.

Fonte: Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)
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Notícias

Tecnologia pode mitigar efeitos negativos da seca

Por redação 28/06/2021
Escrito por redação

Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio - Tecnologia pode mitigar efeitos negativos da secaEntre as tecnologias para a gestão dos recursos hídricos, especialista destaca a utilização do sistema hidropônico e do cultivo protegido como ferramentas para a economia de água e o controle climático, entre outros

Instituições que desenvolvem estudos sobre os efeitos das mudanças climáticas têm frequentemente relacionado esse processo ao fenômeno que vem sendo anunciado como a pior seca dos últimos 111 anos no Brasil, com consequências mais graves nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, principalmente na geração de energia elétrica e na agropecuária.

Para o pesquisador Carlos Eduardo Pacheco, da área de Solos e Nutrição de Plantas da Embrapa Hortaliças (Brasília, DF), que desenvolve trabalhos envolvendo a mitigação e a adaptação dos sistemas produtivos de hortaliças às mudanças climáticas, essa relação não pode ser ignorada, mas não é a única causa.

“Podemos observar ao longo dos últimos anos que esses fenômenos climáticos extremos como seca ou chuvas torrenciais têm se tornado mais frequentes e mais intensos, ocorrências projetadas em cenários de mudanças climáticas que têm sido estudados e desenvolvidos por aplicação de modelos climáticos já há algum tempo, mas não é possível associar esses eventos de seca tão somente a essas mudanças, a questão é mais complexa”, considera o pesquisador.

Dentro desse raciocínio, ele explica que nos estudos voltados para essa questão são trabalhadas projeções, realizadas por meio de aplicação de modelos treinados para responderem o mais próximo possível daquelas condições que temos no mundo real, mas “nem sempre os cenários projetados vão ocorrer exatamente da forma que foram mostrados, embora na maioria dos casos haja coerência”.

“Um cenário muito bem aceito é o que aponta o aumento de temperatura em todas as épocas nas regiões do País e que pode chegar a cerca de 4,5 graus Celsius, em média, com impactos sobre todos os outros componentes climáticos que se observa no território brasileiro – como consequência, eventos extremos de seca e chuva podem ser observados em regiões específicas e que podem causar, por exemplo processos de desertificação em parte do semiárido e significativa redução dos índices de precipitação na região Norte e aumento da ocorrência de queimadas nas regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste”, sublinha Pacheco.

Ainda de acordo com o pesquisador, as alterações projetadas para a região Norte do País podem ainda resultar em modificações expressivas na vegetação da Amazônia, impactando o regime de chuvas de boa parte das outras regiões brasileiras, com destaque para o Centro-Oeste e Nordeste. Segundo ele, também não deve ser ignorada a possibilidade do aumento da intensidade dos eventos de chuva em outras épocas, sobretudo no verão e na primavera, em todas as regiões, que podem ocasionar deslizamentos de terra e inundações, por exemplo.

Mitigação

Apesar dessa conjuntura, o pesquisador chama a atenção para o que classifica como “instrumentos que podem amenizar esse panorama”. “Nós somos ainda capazes de mitigar os impactos negativos desse quadro porque existem tecnologias já desenvolvidas e em desenvolvimento para adaptar as diferentes atividades, a exemplo do que tem sido trabalhado em diversas linhas de pesquisa conduzidas na Embrapa Hortaliças”.

Entre essas tecnologias importantes para a gestão dos recursos hídricos, ele destaca a utilização do sistema hidropônico e do cultivo protegido como ferramentas para a economia de água e o controle climático, a recomendação de sistemas conservacionistas (lavoura-pecuária-floresta), o uso do sistema de plantio direto e da agricultura orgânica – que são capazes de reter o carbono no solo -, e o reúso da água de chuva e dos efluentes domésticos e industriais após tratamento adequado.

Pacheco insere nesse contexto o papel desempenhado pelo melhoramento genético, com a busca por cultivares adaptadas a temperaturas extremas, eficientes no uso da água e nutrientes, e que apresentem tolerância a doenças e pragas emergentes (sobretudo nos cenários climáticos projetados).

Como reforço à sua argumentação, ele registra que, ao contrário de algumas máximas que circulam em torno do tema, a nossa agricultura é muito voltada para o desenvolvimento de sistemas que chamamos de conservacionistas. “Se observarmos o desenvolvimento da agricultura de grãos no Brasil, boa parte dele foi realizada com base no sistema plantio direto e tem sido buscado nesse momento o uso da integração lavoura-pecuária-floresta, capaz de sequestrar carbono e melhorar significativamente a qualidade do solo”, assinala. “Acredito que de todos os setores da economia no Brasil talvez o que mais tem atuado no campo da sustentabilidade seja o da agropecuária”.

Fonte: Embrapa Hortaliças/Anelise Macedo
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