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Notícias

Otimização da logística de cana é tema de encontro

Por redação 23/06/2021
Escrito por redação

Otimização da logística de cana - Otimização da logística de cana é tema de encontro

Representantes da academia e do setor produtivo falaram sobre o tema durante encontro preparatório do EsalqShow

O segundo encontro preparatório da 4ª edição do EsalqShow, organizado pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) ocorreu nesta terça (22). A iniciativa foi realizada de forma online no YouTube da Esalq, e teve como tema “Oportunidades de otimização na logística de cana no Brasil”.

O encontro, moderado pelo professor José Vicente Caixeta Filho, do departamento de Economia, Administração e Sociologia da Esalq, contou com a participação do coordenador técnico do Esalq-LOG Thiago Guilherme Péra, coordenador comercial da AGCO – América do Sul, Douglas Rocha, e do sócio fundador da Cromai, Marcos Fogagnoli.

A dinâmica do evento foi dividida em dois blocos, o primeiro expositivo, com acesso direto e interação via chat pelo YouTube e o segundo de debates, também gratuito, mas com necessidade de inscrições.

O encontro começou com uma breve introdução do coordenador técnico Thiago Guilherme Péra, sobre Ferramentas de otimização para logística da cana e o modelo ferroviário da Austrália para corte, transbordo e transporte (CTT). “A otimização da logística da cana-de-açúcar inicialmente está relacionada às tomadas de decisão que são necessárias para melhorar o custo-benefício na área da cana”. Segundo Péra, hoje em dia o emprego de uma torre de controle é tendência no sistema de produção de cana pois. “Esse modelo permite o acompanhamento em tempo real, planejamento integrado do campo, indústria e comercialização, além das tomadas de decisões a partir de um sistema programado de dados”.

Ferrovia

Thiago Péra abordou ainda o modelo australiano que utiliza transporte ferroviário. “Empregar o modal ferroviário é mais barato se comparado ao brasileiro”. Em sua fala, defendeu a implementação da ferrovia como meio de transporte no Estado de São Paulo. “Principalmente nas regiões de Ribeirão Preto e São José do Rio Preto é possível aplicar esse modelo, em virtude do relevo plano, da malha ferroviária instalada, da proximidade com as áreas de plantação e unidades de produção”.

Na sequência, para abordar o tema colheita de alta performance, Douglas Rocha ressaltou que não existe um único segredo para garantir o alto rendimento na colheita da cana-de-açúcar. “É necessário olhar de maneira ampla as condições necessárias para obter uma colheita satisfatória de cana”. De acordo com Rocha, há que se considerar a eficiência operacional que está relacionada às condições do solo, manutenção mecânica, vida útil dos equipamentos, planejamento da colheita, produtividade.

“Um dos pontos mais importantes nesse processo é a proximidade com a liderança na propriedade. A participação ativa da liderança permite resolver os problemas encontrados da forma mais rápida possível”, complementa. Em outro trecho, o coordenador da AGCO abordou o avanço da sistematização das áreas de colheitas e o ganho adquirido pelo cliente com a utilização do piloto Automático. “Esse método possibilita maior performance, eficiência, qualidade e economia no processo da colheita”.

Drones

Encerrando o debate, Marcos Fogagnoli abordou a importância do uso de drones e sensores no planejamento de produção da cana, lembrando que os modelos mais empregados em campo são com maior autonomia de vôo. “Isso possibilita a obtenção de imagens e o chamado “mosaico”, um mapa georreferenciado que trata da matéria-prima para trabalhar com sensores e permite a análise a partir de inteligência artificial”.

Fogagnoli também abordou os produtos já existentes no mercado de sensores. “Possuímos a identificação de ervas daninhas na plantação de cana que informa a espécie e a área afetada, o sistema de falhas no plantio que localiza e quantifica vazios no canavial. Além disso, em processo de adaptação temos um sistema de identificação da impureza vegetal, além de outros dois sistemas que futuramente podem ser desenvolvidos que são de previsão de safra e maturação de cana”.

Para conferir o encontro na íntegra acesse aqui.

Fonte: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP)
23/06/2021 0 Comentários
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Notícias

Conab passa a divulgar análises mensais de MG

Por redação 23/06/2021
Escrito por redação

Otimização da logística de cana - Conab passa a divulgar análises mensais de MGSerão publicadas análises de conjuntura que abordam aspectos relacionados a preços, evolução do plantio, colheita e canais de comercialização

Uma novidade oferecida a partir deste mês pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) vai facilitar o acompanhamento do mercado de produtos agrícolas produzidos no estado de Minas Gerais. Mensalmente serão publicadas análises de conjuntura que abordam aspectos relacionados a preços, evolução do plantio, colheita e canais de comercialização, dentre outras questões relevantes para o agronegócio mineiro.

A Companhia já realiza, em nível nacional, análises semanais e mensais de conjuntura, publicadas em seu site. Com a nova modalidade, Minas Gerais passa a ser o segundo estado a publicar a conjuntura local, juntamente com Mato Grosso que já oferece esta oportunidade ao público.

Já estão disponíveis no site da Conab as conjunturas referentes ao mês de maio, abordando os produtos café, feijão, milho e soja. Para a oleaginosa, a avaliação aponta que os preços no estado se mantiveram em patamar elevado, com pouca variação em relação ao mês anterior. Com a colheita concluída, as lavouras confirmam um bom desempenho, apesar do atraso no plantio.

Em relação ao milho 1º safra, apesar das intempéries climáticas que afetaram o plantio, as lavouras tiveram bom desenvolvimento e a produtividade registrou 6.171kg/ha. O mercado permaneceu aquecido no mês de maio, uma vez que as condições climáticas não contribuíram para o desenvolvimento da 2ª safra, cuja produtividade está aquém da observada no último ano, alertando assim, a ponta compradora.

Para o feijão, a expectativa é que os preços recuem com a entrada do produto de 2ª safra no mercado, atrelado à queda estimada da demanda. O cultivo de feijão 1ª safra no estado está com a colheita concluída. A produção registrou aumento em relação à safra passada de 12%.

Por fim, com a expectativa de quebra de safra, a demanda continua aquecida pelo café mineiro, principalmente a demanda externa, o que contribui para alta dos preços que atingiram patamares recordes em todas as praças no estado.

Nos próximos meses, outros produtos agrícolas devem passar a fazer parte das análises mensais de conjuntura de Minas Gerais. Confira neste link as informações na íntegra dos produtos citados.

 

Fonte: Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)
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Centro-Sul deve ter menor produção de açúcar

Por redação 23/06/2021
Escrito por redação

Otimização da logística de cana - Centro-Sul deve ter menor produção de açúcarPesquisa da S&P Global Platts aponta produção 3,4% menor na 1ª quinzena de junho na região. Estimativas de analistas sugerem produção de açúcar de 2,472 milhões de toneladas; ATR deve ser de 139,4 kg / mt e mix de açúcar de 46,6%

A produção de açúcar na região Centro-Sul do Brasil deve totalizar 2.472 milhões de toneladas na primeira quinzena de junho, queda de 3,4% ano a ano. É o que mostra uma pesquisa da S&P Global Platts com 11 analistas, divulgada nesta terça (22).

Dos analistas pesquisados, a estimativa de esmagamento da cana variou de 36,4 milhões de toneladas a 44 milhões de toneladas. A estimativa média era de moagem total de cana de 40 milhões de toneladas, queda de 4,4% ano a ano.

O clima na região Centro-Sul foi favorável para moagem durante a primeira quinzena, com uma estimativa de 2,2 dias perdidos por chuvas e cerca de 250-255 moinhos ativos em 16 de junho.

A proporção da cana utilizada para a produção de açúcar deve ser de 46,6%, ante 47,1% um ano antes. Embora os produtores brasileiros tenham aproveitado as recentes altas nos preços do etanol hidratado e anidro, as expectativas de longo prazo são de que as usinas continuem a maximizar sua produção de açúcar, dada a maior lucratividade de sua produção em relação ao etanol.

A Platts avaliou o etanol hidratado ex-mill Ribeirão Preto convertido em açúcar bruto equivalente a 16,80 centavos (dólar) por libra em 21 de junho. O contrato futuro de açúcar NY11 de outubro fechou em 21 de junho a 17,07 centavos / lb, proporcionando um prêmio de US$ 0,27 cent / lb ao etanol hidratado em bruto equivalente de açúcar.

O açúcar recuperável por tonelada de cana-de-açúcar, ou ATR, deve ser de 139,4 kg / mt, um aumento de 2,1% ano a ano.

A produção total de etanol da cana-de-açúcar deve ser de 1,78 bilhão de litros, um aumento de 0,3% em relação ao ano anterior.

A produção de etanol hidratado era esperada em 1,08 bilhão de litros, de acordo com a média das respostas dos analistas à pesquisa. Isso seria uma queda de 12,4% ano a ano. A produção de etanol anidro na primeira quinzena de junho era esperada em 705 milhões de litros, um aumento de 28,9% em relação ao ano anterior, de acordo com o levantamento.

A produção total de etanol de milho deve ser de 115 milhões de litros, um aumento de 69,1% em relação ao ano anterior. A produção de etanol hidratado era esperada em 80 milhões de litros, um aumento de 56,3% ano a ano, e a produção de etanol anidro era de 35 milhões de litros na primeira quinzena de junho, um aumento de 105,3% ano a ano.

A UNICA deve divulgar seus números oficiais de produção nos próximos dias.

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Receita do setor cafeeiro totaliza R$ 32,9 bilhões

Por redação 23/06/2021
Escrito por redação

Otimização da logística de cana - Receita do setor cafeeiro totaliza R$ 32,9 bilhõesDesse montante, R$ 25,76 bilhões são de café arábica e R$ 7,15 bilhões de café conilon, em 2021

A receita bruta total estimada dos Cafés do Brasil, com base em pesquisa realizada tendo como referência os preços médios recebidos pelos produtores de café, no período de janeiro a maio do ano em curso de 2021, foi estimada em aproximadamente R$ 32,91 bilhões, dos quais R$ 25,76 bilhões estão previstos para os cafés da espécie arábica, montante que corresponde a 78% do total, e R$ 7,15 bilhões para os cafés conilon, cifra que equivale a 22% do total calculado como faturamento bruto anual do setor.

Com base nestes dados estimados do faturamento bruto da produção cafeeira do País, se for estabelecido um ranking da receita estimada para as cinco regiões geográficas brasileiras, as quais produzem café, considerando obviamente as duas espécies (arábica e conilon), em ordem decrescente, constata-se que a Região Sudeste desponta em primeiro lugar, com R$ 28,66 bilhões, cujo montante equivale a 87% do faturamento total, seguida pela Região Nordeste, que teve sua estimativa calculada em R$ 2,16 bilhões, a valor que corresponde a 6,5%.

Em terceira posição neste ranking, vem a Região Norte, com receita bruta estimada em R$ 1,16 bilhão, que corresponde a 3,5%; e, em quarto lugar, figura a Região Sul com R$ 667,41 milhões de arrecadação com a atividade cafeeira, o que equivale a 2%. Por fim, em quinto, encontra-se a Região Centro-Oeste que tem o faturamento bruto da lavoura cafeeira estimado em R$ 261,56 milhões, montante que corresponde a 0,8% do total estimado para todas as lavouras dos Cafés do Brasil.

No mesmo contexto desta análise do faturamento bruto estimado para as lavouras produtoras de café, se for elaborado um ranking exclusivamente para os cafés da espécie arábica, cuja receita total estimada é de R$ 25,76 bilhões, tem-se a seguinte performance: as Regiões Sudeste e Nordeste, à semelhança do ranking anterior, figuram em primeiro e segundo lugares, respectivamente, com faturamentos estimados em R$ 23,68 bilhões, cuja cifra corresponde a 92%, e R$ 1,18 bilhão que equivale a 4,5%, do total da espécie arábica.

Na sequência, a terceira colocada nesse ranking de café da espécie arábica é a Região Sul, com R$ 667,41 milhões (2,6%), seguida pela Região Centro-Oeste com R$ 211,55 milhões (0,82%). E, por fim, a Região Norte, em quinto lugar, com R$ 23,38 milhões, o que equivale a 0,09% do faturamento total dos cafés arábicas.

Esta performance em análise da estimativa do faturamento dos Cafés do Brasil prevista para 2021, teve como base e referência os dados constantes do Valor Bruto da Produção – VBP (Maio/2021), o qual é elaborado e divulgado mensalmente pela Secretaria de Política Agrícola – SPA, do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento – Mapa, e também está disponível na íntegra, assim como todas as demais edições desse documento, no Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café, rede integrada de pesquisa coordenada pela Embrapa Café.

Complementando esta análise em foco do faturamento bruto das lavouras dos Cafés do Brasil, com a espécie conilon, cuja receita bruta total para este ano de 2021 está estimada em R$ 7,15 bilhões, verifica-se que o ranking das quatro regiões produtoras, haja vista que a Região Sul brasileira não produz café conilon, tem a seguinte configuração: na primeira posição, novamente, destaca-se a Região Sudeste com R$ 4,98 bilhões, receita que corresponde a 69,6%, seguida pela Região Norte com R$ 1,13 bilhão (15,8%). Em terceira posição vem a Região Nordeste com R$ 981,45 milhões (13,7%), e, por última, em quarto lugar, a Região Centro-Oeste com R$ 50 milhões, os quais equivalem a 0,7%.

 

Fonte: Lucas Tadeu Ferreira/Embrapa Café
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Para CNA, Plano atende expectativas dos produtores

Por redação 23/06/2021
Escrito por redação

Otimização da logística de cana - Para CNA, Plano atende expectativas dos produtores“De uma forma geral, nós entendemos que é um Plano Safra do tamanho que o Estado brasileiro suporta”, diz vice-presidente da CNA

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) avaliou que o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2021/2022 teve um bom resultado de forma geral e as medidas foram anunciadas dentro das expectativas do setor. Entre os pontos positivos, a entidade destaca o aumento dos recursos para pequenos e médios produtores, para a produção sustentável pelo Programa ABC e aumento dos investimentos.

O PAP foi anunciado, na terça (22), em solenidade no Palácio do Planalto, com, a participação do presidente da República, Jair Bolsonaro, da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, do presidente executivo da Abramilho, Alysson Paolinelli, do presidente do Banco do Brasil, Fausto Ribeiro, além de outros ministros de estado, parlamentares e lideranças do setor produtivo.

Para o vice-presidente da CNA, deputado federal José Mário Schreiner (DEM/GO), o PAP agradou o setor e está de acordo com o momento de dificuldade fiscal enfrentada pelo País. “De uma forma geral, nós entendemos que é um Plano Safra do tamanho que o Estado brasileiro suporta. Não podemos exigir aquilo que o Governo, do ponto de vista fiscal, não pode oferecer”, declarou.

Serão disponibilizados R$ 251,2 bilhões, aumento de 6,3% em relação ao ano passado. Deste volume, R$ 177,7 bilhões serão para custeio e comercialização. O montante para investimentos será de R$ 73,4 bilhões (+29%). Este foi um dos principais destaques apontados pela CNA neste plano.

Dentro dos investimentos, o Programa de Construção e Modernização de Armazéns (PCA) terá um montante de R$ 4,12 bilhões (84% a mais), o que amplia a capacidade de armazenagem em cinco milhões de toneladas.

Destaque também para o aumento dos recursos para o Pronaf (R$ 39,34 bilhões, alta de 19%), com aumento do limite da renda bruta e enquadramento de R$ 415 mil para R$ 500 mil, incremento de 20,5%.

Haverá ainda um volume de R$ 34 bilhões para o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), elevação de 3% em relação à safra passada, e o aumento do limite de renda bruta para classificação, de R$ 2 milhões para R$ 2,4 milhões, 20% a mais. A CNA pediu a elevação do limite da renda bruta anual em 32% tanto para o Pronaf quanto para o Pronamp.

Além do aumento dos recursos e do limite de renda para os pequenos e médios produtores, Schreiner destacou mais recursos para a construção de armazéns pelo PCA. A priorização de iniciativas como o ABC, que visa reincorporar áreas que não estão produzindo bem ou estão degradadas, também foi elogiada por ele.

Por outro lado, Schreiner revelou preocupação com o aumento das taxas de juros que, apesar da elevação da taxa Selic, representará um custo maior para os produtores rurais. Em relação ao seguro rural, o vice-presidente da CNA disse que o montante anunciado se manteve, mas que o setor já está preparado para buscar mais recursos. O orçamento para o Programa de Subvenção ao Prêmio de Seguro Rural (PSR) será de R$ 1 bilhão em 2022.

O governo também destinará um aporte de R$ 13 bilhões para equalização de juros. As taxas de juros variam de 3% a 8,5%. O PAP 2021/2022 aumentou o limite de recursos que o produtor pode acessar em subvenção ao prêmio do seguro rural, de R$ 48 mil para R$ 60 mil, para as atividades agrícolas. Para o apoio à comercialização, o volume será de R$ 1,4 bilhão.

O Programa ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono) terá incremento de 101%, totalizando R$ 5,05 bilhões. Na próxima safra, o Programa ABC vai passar a financiar a construção de unidades de produção de bioinsumos e biofertilizantes, sistemas de geração de energia renovável, além de oferecer um limite de crédito coletivo, até R$ 20 milhões, para a geração de energia elétrica, a partir de biogás e biometano.

Também foram ampliados os limites de crédito para produtores de milho e sorgo, de R$ 3 milhões para R$ 4 milhões (grandes) e de R$ 1,5 milhão para R$ 1,75 milhão para médios produtores. Esta medida visa estimular as duas culturas.

O Proirriga, programa destinado ao financiamento da agricultura irrigada, terá R$ 1,35 bilhão, e o Inovagro, voltado para inovações tecnológicas nas propriedades rurais, ficou com R$ 2,6 bilhões.

Segundo a ministra Tereza Cristina, o plano dará as condições para que o agro se mantenha como o setor mais dinâmico da economia. Em seu discurso ela destacou o maior interesse das instituições financeiras em colocar recursos na produção e que esse PAP está “mais pincelado de verde” ao destinar 101% a mais de recursos para financiar a atividade sustentável por meio do Programa ABC, priorizando investimentos em agricultura de baixo carbono.

Ela também enfatizou a elevação de recursos para a agricultura familiar e o aumento da cobertura do seguro rural nos últimos anos. Entretanto, afirmou que vai trabalhar para ampliar o orçamento destinado ao PSR. E lançou um desafio aos produtores rurais para ampliar a produção para que o país alcance o recorde de 300 milhões de toneladas de grãos no final deste governo, em 2022.

 

Fonte: Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)
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Plano Safra fica mais verde e fortalece Programa ABC

Por redação 23/06/2021
Escrito por redação

Otimização da logística de cana - Plano Safra fica mais verde e fortalece Programa ABCAlém do Programa ABC, outros programas e linhas de crédito contribuem para uma atividade mais verde

Para o próximo ciclo, o Plano Safra ficará ainda mais verde, com o fortalecimento do Programa ABC, do Inovagro e do Proirriga, abrangendo o financiamento à produção de bioinsumos, de energia renovável e à adoção de práticas conservacionistas de uso, manejo e proteção dos recursos naturais e agricultura irrigada.

O Programa para Redução de Emissão de Gases de Efeito Estufa na Agricultura (Programa ABC), que é a principal linha para financiamento de técnicas sustentáveis, teve uma ampliação de 101% em relação aos recursos disponibilizados no Plano Safra anterior. A linha terá R$ 5,05 bilhões em recursos com taxa de juros de 5,5% e 7% ao ano, carência de até oito anos e prazo máximo de pagamento de 12 anos.

Além da ampliação dos financiamentos às práticas conservacionistas de uso, manejo e proteção dos recursos naturais, o Plano Safra 21/22 prevê o financiamento para aquisição e construção de instalações para a implantação ou ampliação de unidades de produção de bioinsumos e biofertilizantes na propriedade rural, para uso próprio. Também serão financiados projetos de implantação, melhoramento e manutenção de sistemas para a geração de energia renovável. O limite de crédito coletivo para projetos de geração de energia elétrica a partir de biogás e biometano será de até R$ 20 milhões.

O Proirriga, programa destinado ao financiamento da agricultura irrigada, terá R$ 1,35 bilhão, com juros de 7,5% ao ano. Já o Inovagro, voltado para o financiamento de inovações tecnológicas nas propriedades rurais, ficou com R$ 2,6 bilhões, e taxas de juros de 7% ao ano.

 

Fonte: Datagro
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Plano Safra 2021/2022 terá R$ 251,2 bilhões em recursos

Por redação 22/06/2021
Escrito por redação

Otimização da logística de cana - Plano Safra 2021/2022 terá R$ 251,2 bilhões em recursosApesar de aumento nos recursos, houve acréscimo nas taxas de juros, conforme previsto

O governo anunciou nesta terça-feira (22) o Plano Safra 2021/2022 com recursos no valor de R$ 251,2 bilhões. O montante é 6,3% maior do que o destinado no ciclo anterior (2021/22) e contempla todas as áreas de investimento, custeio e seguro rural.

Do total, R$ 177,78 bilhões serão destinados ao custeio e comercialização e R$ 73,4 bilhões serão para investimentos. Os recursos destinados a investimentos tiveram aumento de 29%.

A expectativa é que esses recursos possam ser acessados a partir do dia 1º de julho, com sempre acontece. Neste ano, no entanto, devido ao atraso no anúncio do Plano Safra, também pode haver atrasos na liberação de recursos.

Conforme previsto – e com a alta na taxa básica de juros (Selic) -, houve aumento nas taxas de juros, o que pode impactar o acesso ao crédito por parte dos pequenos produtores. Para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), os juros subiram de 2,75% a 4% ao ano, para 3% a 4,5% ao ano.  Para o programa foram destinados R$ 39,34 bilhões, valor 19% superior ao recurso disponibilizado no ciclo anterior (2020/2021). Desse valor, R$ 21,74 bilhões são para custeio e comercialização e R$ R$ 17,6 bilhões para investimentos.

Entre as novidades do Plano Safra deste ano está o fortalecimento do Pronaf Bioeconomia, com a inclusão de financiamento para Sistemas Agroflorestais, construção de unidades de produção de bioinsumos e biofertilizantes e projetos de turismo rural que agreguem valor a produtos e serviços da sociobiodiversidade.

Para o médio produtor, no âmbito do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), foram disponibilizados R$ 34 bilhões, um aumento de 3% em relação à safra passada. São R$ 29,18 bilhões para custeio e comercialização e R$ 4,88 bilhões para investimento, com juros de até 6,5% ao ano, ante os 5% anterior.

Seguro Rural

Para 2022, o governo anunciou R$ 1 bilhão para o Seguro Rural. Houve um recuo de R$ 948 milhões ante o volume liberado para o Seguro Rural no Plano Safra anterior, que foi de R$ 1,3 bilhão.

 

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Senar capacita novos técnicos de campo e supervisores

Por redação 22/06/2021
Escrito por redação

Otimização da logística de cana - Senar capacita novos técnicos de campo e supervisoresO curso vai ensinar sobre a utilização do ISA – Indicadores de Sustentabilidade em Agroecossistemas, além de outras ferramentas para o desenvolvimento da metodologia, como Google Earth Pro, Desenhador do CAR Nacional e Web Ambiente

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) promove, até o dia 30 de junho, a capacitação de novos técnicos de campo e supervisores da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) da Bahia, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais e Tocantins para atender produtores do projeto FIP Paisagens Rurais.

O curso vai ensinar os participantes sobre a utilização do ISA – Indicadores de Sustentabilidade em Agroecossistemas, além de outras ferramentas importantes para o desenvolvimento da metodologia, como Google Earth Pro, Desenhador do CAR Nacional e Web Ambiente.

O ISA proporciona uma visão integrada da propriedade rural levando em conta os aspectos produtivo/econômico, ambiental/social e de uso e ocupação do solo.

A assistência técnica no projeto auxilia no desenvolvimento socioeconômico e ambiental das propriedades rurais assistidas, prestando o suporte técnico e gerencial aliado às estratégias que estimulem a adoção de práticas agropecuárias de baixa emissão de carbono, de conservação e restauração de áreas degradadas e de passivos ambientais.

“A ferramenta registra as informações das propriedades rurais de forma geoespacial para que os técnicos possam planejar as intervenções e orientar os produtores sobre o plano de adequação ambiental a ser realizado durante o projeto,” afirmou o assessor técnico da Diretoria de Assistência Técnica do Senar, Rafael Costa.

Além do ISA, os técnicos de campo e supervisores vão participar de uma capacitação da Embrapa, em julho, sobre Recuperação de Áreas Degradadas (RAD) e Recuperação de Pastagens Degradadas (RPD), para que possam realizar o Plano de Adequação (ISA) das propriedades rurais atendidas com base nas estratégias de recomposição prevista no Web Ambiente.

O FIP Paisagens Rurais vai beneficiar quatro mil produtores rurais com ações de ATeG, mais 5,2 mil pessoas por meio de capacitação, estimulando a adoção de práticas agropecuárias de baixa emissão de carbono em 100 mil hectares e a adoção de práticas de conservação e recuperação em sete mil hectares de área.

FIP Paisagens Rurais

O Projeto Gestão Integrada da Paisagem no Bioma Cerrado (FIP Paisagens Rurais) é financiado com recursos do Programa de Investimento Florestal, através do Banco Mundial. A coordenação é do Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e da Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa); com parceria da Agência de Cooperação Técnica Alemã (GIZ), do Senar e do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTI), por meio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Embrapa.

 

Fonte: CNA/Senar
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“É grave” situação orçamentária do Plano Safra 2023/24, diz economista
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Produção de trigo deve crescer 55% em Santa Catarina

Por redação 22/06/2021
Escrito por redação

Otimização da logística de cana - Produção de trigo deve crescer 55% em Santa CatarinaA produção catarinense de trigo deve chegar a 276.158t na safra 2021/22, um aumento de 55% em relação ao período agrícola anterior, quando o Estado produziu 172.079t do cereal

O Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Epagri/Cepa) estima que a produção da safra de inverno 2021/22 seja positiva em Santa Catarina, com previsão de aumento de produção em todo o Estado. Só o trigo deve ter um aumento de 55% no total produzido. Aveia, cevada, cebola e alho completam o rol das culturas de inverno monitoradas em Santa Catarina, todas com boas expectativas para o próximo ciclo agrícola.

Os números foram apresentados em evento on-line realizado na tarde desta segunda-feira, 21, com a presença de autoridades e lideranças do setor agropecuário. A presidente da Epagri, Edilene Steinwandter destacou o trabalho para incentivar a produção de cereais de inverno no território catarinense. Ela relatou que seis unidades de pesquisa da Epagri estão desenvolvendo experimentos em cinco regiões do Estado, além de destacar atuações da extensão rural e a execução de políticas voltadas para estas culturas.

Altair Silva, secretário da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, comemorou o passo importante que os cerais de inverno estão dando em direção ao aumento de produção em Santa Catarina. Ele destacou a expectativa de colher uma safra recorde destas culturas, o que vai contribuir para equalizar a alta demanda de alimentos para animais em Santa Catarina.

A Secretaria da Agricultura dará uma subvenção de R$ 250,00 por hectare efetivamente plantado com cereais de inverno, num limite de 10 hectares por produtor. De acordo com o secretário, a proposta estimulou o plantio de 38 mil hectares de cerais de inverno a mais no Estado catarinense, superando a meta, que era de elevar em 20 mil hectares estas áreas.

Grãos

A produção catarinense de trigo deve chegar a 276.158t na safra 2021/22, um aumento de 55% em relação ao período agrícola anterior, quando o Estado produziu 172.079t do cereal. A área plantada vai cresce 38%, chegando a 80.585ha. A produtividade deve ser 13% maior, alcançando o patamar de 3.315kg/ha em média. João Rogério Alves, analista de socioeconomia da Epagri/Cepa, credita esse crescimento aos bons preços pagos aos produtores de trigo na última safra, aliados à política de incentivo do governo estadual e a uma previsão climática favorável, de inverno com pouca chuva e de frio adequado para a cultura.

Na safra 2021/22 Santa Catarina deve produzir 53.697t de aveia, um incremento de 24% em relação ao ciclo agrícola anterior. A expectativa é de que o cereal ocupe 39.377ha no Estado, área 13% superior à ocupada na safra 2020/21. A produtividade média deve crescer 10%, chegando a 1.364kg/ha. A aveia produzia no território catarinense é toda usada para formação de pastagem de inverno para pecuária de corte e de leite, atividade de importância econômica para o Estado, explica João Alves.

A cevada é o cereal de inverno que ocupa menor área em Santa Catarina. Para a safra 2021/22 a Epagri/Cepa estima que, incialmente, serão cultivados 392ha do grão, 20% a menos do que no ciclo anterior. Contudo, a produtividade média deve crescer em 55%, o que deve resultar numa safra de 1.638t, volume 24% superior à anterior. A janela para plantio de cevada segue aberta até julho, o que pode fazer com que a área cultivada com o grão supere o estimado até agora, devido à política estadual de incentivo, analisa João Alves. Caso isso aconteça, os números serão atualizados nos próximos Boletins Agropecuários emitidos mensalmente pela Epagri/Cepa.

Hortaliças

A cebola e o alho são culturas agrícolas de inverno tradicionais em Santa Catarina. A Epagri/Cepa estima que nesta safra o Estado se mantenha como o maior produtor de cebola e o terceiro maior produtor de alho do Brasil.

Segundo Jurandi Gugel, analista de socieconomia da Epagri/Cepa, na safra 2021/22 Santa Catarina deve continuar produzindo mais de 25% de toda a cebola do país. A estimativa é de que as lavouras catarinenses produzam 494.745t da hortaliça no ciclo agrícola que se inicia, volume 27% superior ao produzido na safra passada, afetada por problemas climáticos. A produtividade média deve crescer 26% e chegar a 28.186kg/ha. A área plantada fica em 17.553ha, crescimento de 1% em relação ao ciclo anterior.

Se as condições climáticas forem normais, a produção de alho deve ter incremento de 20%, encerrando a safra 2021/22 com 17.525t produzidas. Esse resultado será reflexo do aumento de 18% previsto na produtividade média, que deve chegar a 10.213kg/ha. A área plantada sobe 2% chegando a 1.716ha na safra 2021/22.

Importância

A safra de inverno ocupa principalmente o Alto Vale do Itajaí, o Planalto e o Oeste catarinense. Tem grande importância para o Estado, historicamente pela força da produção de cebola e alho e, mais recentemente, pela necessidade de produção de grãos para alimentação de frangos, suínos e bovinos.

Santa Catarina é o maior exportador de suínos e o segundo maior exportador de frangos do país, além de ser o quarto maior produtor de leite. A grande dependência do milho para alimentação dos rebanhos vem colocando o Estado na posição de maior importador nacional deste grão. Dos 7 milhões de toneladas de milho necessários em Santa Catarina, cerca de 5 milhões vêm de outros Estados ou países. A estiagem e o ataque de pragas comprometeram a produção de milho no território catarinense na última safra. Diante disso, a produção de grãos de inverno, que podem substituir o milho na fabricação de ração animal, vem ganhando cada vez mais relevância.

 

Fonte: Epagri – Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina
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Notícias

Custos com frango subiram 19,6% entre janeiro e maio

Por redação 22/06/2021
Escrito por redação

Otimização da logística de cana - Custos com frango subiram 19,6% entre janeiro e maioOs estados de Santa Catarina e Paraná são usados como referência nos cálculos por serem os maiores produtores nacionais de suínos e de frangos de corte, respectivamente

Os custos de produção de frangos de corte já subiram 19,63% entre janeiro e maio deste ano, segundo os estudos mensais publicado pela CIAS, a Central de Inteligência de Aves e Suínos da Embrapa, que disponibiliza as informações no site embrapa.br/suinos-e-ave/cias. É o maior acumulado em cinco meses desde que o ICPFrango foi criado em 2010. Aumentos semelhantes ocorreram nos anos de 2018 (17,61%), 2016 (16,56%) e 2012 (16,23%).

Somente no mês de maio o ICPFrango subiu 5,55% em relação a abril. A alimentação impactou em 76,23% dos custos totais de produção, sendo que em maio a variação foi de 5,17%. Com isso, o índice de custo de produção calculado pela Embrapa chegou aos 407,72 pontos, novo recorde desde que o ICPFrango foi criado. O custo de produção do quilo do frango de corte vivo no Paraná, produzido em aviário tipo climatizado em pressão positiva, passou dos R$ 4,99 em abril para R$ 5,27 em maio.

Já o ICPSuíno subiu 3,21% em maio na comparação com abril. No ano de 2021, este índice acumula alta de 10,82% nos custos totais de produção de suínos. Nos últimos 12 meses, a variação é de 47,25%. Com isso, o custo por quilo vivo de suíno produzido em sistema de ciclo completo em Santa Catarina subiu R$ 0,27 entre abril e maio, chegando a R$ 7,30.

Aplicativo Custo Fácil

A Embrapa lançou recentemente a nova versão do Custo Fácil. O aplicativo traz novidades para os produtores de frangos de corte e de suínos que têm o aplicativo instalado em seus celulares e tablets. Agora é possível editar e apagar granjas e dados de lotes, além de gerar relatórios dinâmicos das granjas, do usuário e das estatísticas da base de dados no servidor da Embrapa. Além disso, os relatórios permitem separar as despesas dos custos com mão de obra familiar. O aplicativo está disponível de forma gratuita para instalação em dispositivos Android, na Google Play. A nova versão também mostra ao produtor sua posição no ranking e as médias regionais dos principais indicadores econômicos (receita bruta, custo total, lucro líquido e geração de caixa) das granjas que declararam informações por meio do aplicativo ou no portal Custo Fácil na internet.

Planilha de custos do produtor

Produtores de suínos e de frango de corte integrados podem usar na gestão da granja uma planilha eletrônica feita pela Embrapa. Ela compara a receita obtida com os custos de produção, acompanhando a geração de caixa da granja e o impacto da prestação do financiamento. A planilha ainda analisa o resultado e apresenta uma estimativa da Taxa Interna de Retorno (TIR) do investimento. Ela pode ser baixada no site da CIAS.

 

Fonte: Lucas Scherer Cardoso/Embrapa Suínos e Aves
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