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AgrishowEmpresas

XCMG Brasil cresce até 10% na Agrishow e atrai atenção com novos tratores

Por Redação 05/05/2026
Escrito por Redação

XCMG Brasil cresce até 10% na Agrishow e atrai atenção com novos tratores

A XCMG Brasil encerrou sua participação na Agrishow 2026 com crescimento nas vendas e destaque para novos equipamentos voltados ao agronegócio. Segundo a empresa, o volume comercializado durante o evento foi entre 5% e 10% superior ao registrado na edição anterior.

“A Agrishow 2026 superou a edição anterior em termos de número de visitantes e realização de negócios. Vendemos em torno de 5% a 10% a mais neste ano e lançamos dois modelos de tratores agrícolas e um sobre esteiras, atendendo a uma tendência de mercado”, afirmou Daniel Sasaki, gerente comercial da XCMG Brasil.

Entre os destaques está o protótipo do trator XT864-5EBR, primeiro modelo da marca no país com motor Cummins. Com 80 cv de potência, tração 4×4 e transmissão 12×12 com super redutor, o equipamento é voltado à faixa de tratores de pequeno porte e foi projetado para operar em diferentes condições de campo.

Outro lançamento foi o trator XT804-5D, com 100 cv de potência, transmissão Power Shuttle 12×12 e foco em desempenho e conforto operacional. O modelo conta com cabine ampla e melhorias no sistema de admissão de ar.

Na linha de esteiras, a empresa apresentou o D200H PAT, com 206,5 hp de potência e peso operacional de 18.440 kg, indicado para operações mais severas, como movimentação de materiais e atividades de infraestrutura.

A estratégia de eletrificação também esteve presente no estande, com a pá-carregadeira XC968-EV, equipada com motores elétricos que somam 372 hp de potência, além dos caminhões elétricos E3-10T e E7-95T, voltados a operações logísticas e transporte pesado, respectivamente.

A linha elétrica inclui ainda a empilhadeira XCB38-L5-C, com capacidade de carga de 3.800 kg e sistema de baterias de lítio, voltada a operações logísticas com menor custo operacional.

Além dos lançamentos, a XCMG apresentou uma ampla linha de equipamentos para o agro e construção, além de soluções de pós-venda, com foco em suporte e manutenção.

 

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05/05/2026 0 Comentários
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Inteligência artificial avança no campo, mas ainda enfrenta barreiras de acesso
AgrishowReportagem especialTecnologia

Inteligência artificial avança no campo, mas ainda enfrenta barreiras de acesso

Por Redação 05/05/2026
Escrito por Redação

Inteligência artificial avança no campo, mas ainda enfrenta barreiras de acesso

Clarisse Sousa – O futuro já chegou – “ele só não está uniformemente distribuído”. A frase do escritor William Gibson, pioneiro do cyberpunk, ajuda a interpretar o momento atual do agronegócio. Em meados dos anos 1980, o autor antecipou não apenas o avanço tecnológico, mas os impactos sociais de sistemas inteligentes capazes de operar com autonomia, tomar decisões e interagir com humanos. À época, a internet estava longe de ser uma realidade para a maioria dos brasileiros. Ela só se tornaria acessível no Brasil anos depois, no início dos anos 1990.

Décadas mais tarde, esse futuro deixa de ser projeção e passa a ser observado na prática. Máquinas inteligentes e autônomas já dão o tom do momento atual, com tratores e colheitadeiras operando no campo com sensores e sistemas embarcados que transformam dados em decisões, consolidando uma nova etapa de produtividade agrícola.

A cada ano, os olhos do produtor rural se voltam para essas e outras tecnologias ainda mais avançadas expostas na Agrishow – a maior feira de tecnologia agrícola da América Latina, realizada em Ribeirão Preto (SP). Neste ano, a Inteligência Artificial (IA) e seu impacto no dia a dia das fazendas estiveram no centro das discussões.

Mas, afinal, qual é o ganho prático da IA embarcada nas decisões do produtor? Para o especialista Cesar Vieira Jr, diretor comercial da Calice no Brasil, a resposta passa por eficiência operacional, em um setor que enfrenta margens cada vez mais apertadas e escassez de mão de obra qualificada. 

“A IA permite ao produtor fazer mais com menos: reduzir a necessidade de inspeções físicas no campo por meio de sensores e visão computacional, receber recomendações agronômicas precisas e contextualizadas em tempo real, e acessar análises de mercado traduzidas em linguagem simples, tudo isso por canais que ele já domina, como o WhatsApp”, explica.

Na prática, segundo ele, a IA não substitui a experiência do produtor, “ela racionaliza recursos escassos, acelera a tomada de decisão e amplia a capacidade de gestão sem exigir estrutura adicional”. Em um cenário de juros altos e crédito restrito, esse ganho de eficiência é o que sustenta a margem e mantém a operação competitiva, de acordo com Vieira Jr.

Para especialistas, a tecnologia deixou de ser apenas conceitual e já se consolida como aplicação prática no campo, e algumas ferramentas já estão em uso. Um encontro no espaço Agrishow Labs levantou essa discussão com o intuito de mostrar que a modelagem computacional no agro superou a fase de promessas e entrou em um ciclo de aplicação concreta.

Na ocasião, Cesar Vieira Jr. falou sobre o seu trabalho na Calice, uma agtech multinacional especializada em soluções de tecnologia para o agro. “Ajudamos a acelerar o desenvolvimento de sementes e outros insumos agrícolas, ao entender a interação entre ambiente, planta e manejo de uma maneira muito detalhada, permitindo simular o desempenho de um determinado híbrido ou de um produto biológico em ambientes onde ainda não foram testados fisicamente”, explicou.

Máquinas inteligentes 

O avanço da inteligência artificial no campo vai além da automação das máquinas e passa a atuar diretamente na forma como os equipamentos são operados. Na prática, a tecnologia também cumpre um papel educativo, ao orientar operadores sobre práticas mais eficientes, contribuindo para a redução de custos e o aumento da produtividade.

Esse movimento tem ganhado espaço na estratégia da JCB, que já conta com mais de 500 mil máquinas conectadas no mundo, sendo cerca de 17 mil no Brasil, gerando um volume crescente de dados operacionais. Essas informações são processadas para identificar padrões de uso e, a partir disso, gerar recomendações práticas. 

“Estamos trabalhando esses dados para fornecer orientações ao operador, como a aceleração ideal da máquina ou a posição correta do braço ao final do dia para minimizar o desgaste. Hoje, isso é feito por meio de relatórios específicos e treinamentos com os clientes”, afirma Adriano Merigli, presidente da JCB América Latina.

A análise começa antes mesmo de a máquina entrar em operação. Os equipamentos já saem de fábrica com sistemas embarcados capazes de coletar e interpretar dados, dentro de uma lógica de aprendizado contínuo (machine learning). Com isso, a tecnologia deixa de atuar apenas de forma reativa e passa a antecipar ajustes, contribuindo para operações mais previsíveis, eficientes e sustentáveis ao longo de todo o ciclo de uso.

Na John Deere, a jornada com a IA começou há algumas décadas, com uma coleta de dados robusta, para então avançar com as máquinas inteligentes. “Hoje, vemos a aplicação prática [da IA] tanto no John Deere Operations Center, onde avançamos com ferramentas de IA para auxiliar o produtor a configurar sua plataforma digital, permitindo uma interação de perguntas e respostas, quanto nas máquinas”, explica Estela Dias, gerente de Marketing Tático da companhia para a América Latina. 

Quando o assunto são as máquinas, a evolução ocorreu especialmente em machine learning e visão computacional. “Precisamos de câmeras que capturem níveis de detalhes suficientes para transformar imagens em aprendizado e, posteriormente, em ação na máquina.”

XCMG - Inteligência artificial avança no campo, mas ainda enfrenta barreiras de acesso

Pulverizador da John Deere é equipado com tecnologia que identifica em tempo real o que é planta daninha e o que é a cultura

Na Agrishow, os visitantes que passaram pelo estande da fabricante puderam conferir de perto toda essa tecnologia. Um exemplo é a pulverização seletiva: câmeras instaladas na barra do pulverizador escaneiam o campo enquanto a máquina passa pelo terreno. Através de IA, o sistema identifica em tempo real o que é planta daninha e o que é a cultura. O diferencial é a ação. Em milissegundos, após a identificação, o sistema manda um comando para a máquina, que abre o bico e pulveriza apenas aquela planta específica. 

“Essa é a materialização da IA no campo. E existe uma expectativa muito grande em relação a essa tecnologia especificamente, pois o retorno financeiro é muito visível. Em uma aplicação seletiva, se eu aplicar apenas onde há planta daninha, estou economizando o produto. Se apenas 30% da área estiver infestada, eu pulverizarei apenas esses 30%. O produtor sente isso diretamente no bolso. Além da economia, há fatores intrínsecos: não aplicamos defensivos sobre toda a cultura, o que reduz o estresse da planta e evita a colocação de produtos no meio ambiente sem necessidade”, ressalta Dias.

Ainda no campo da pulverização, a Geo Agri também apresentou na Agrishow um pulverizador autônomo voltado a culturas perenes. Projetados para operar de forma totalmente autônoma, os modelos integram diferentes tecnologias de navegação e inteligência artificial, com um sistema que combina localização de alta precisão, sensores de percepção de ambiente e visão computacional, garantindo posicionamento preciso mesmo em áreas com restrição parcial de sinal.

Na operação, o equipamento realiza controle dinâmico de dosagem e calibração automática em tempo real. De acordo com a empresa, a tecnologia pode reduzir em até 40% o uso de defensivos agrícolas ao evitar sobreposições e desperdícios, além de gerar ganhos operacionais e ambientais.

Nesse contexto de evolução tecnológica, a Case IH apresenta avanços importantes, como uma arquitetura eletrônica que viabiliza a manobra de cabeceira automatizada. Na prática, a tecnologia atua justamente em uma das etapas mais repetitivas da operação no campo: o fim de cada passada no talhão. O sistema automatiza funções como a redução de velocidade, o acionamento ou desligamento de implementos e o alinhamento da máquina para a próxima linha, reduzindo a necessidade de intervenção constante do operador. 

Com isso, além de diminuir o cansaço do operador ao longo da jornada, a operação ganha em padronização e precisão nas curvas, evitando sobreposições e falhas. O resultado é um melhor aproveitamento da área, com economia de insumos e aumento da eficiência operacional.

Em outra frente, a máquina passa a se comunicar com outros equipamentos no campo, compartilhando informações que tornam a operação mais integrada e coordenada. Dentro da cabine, o operador conta com monitores de última geração, com interface intuitiva, que facilitam a navegação e a gestão das funções ao longo da jornada. 

Ao mesmo tempo, todos esses dados são transmitidos em tempo real por meio do portal AFS Connect, permitindo o monitoramento das máquinas não apenas na fazenda, mas também pela rede de concessionários e pela própria fabricante. Esse nível de conectividade, segundo Paulo Arabian, vice-presidente de Vendas da Case IH para América Latina, amplia o controle sobre a operação, melhora a tomada de decisão e contribui para maior eficiência no uso dos equipamentos.

“Levamos esses recursos desde as menores até as maiores máquinas do portfólio. Não estamos falando de protótipos ou conceitos, mas de equipamentos reais, que já saem de fábrica prontos para o trabalho”, aponta Arabian.

Desafios para expansão da IA

A constatação de William Gibson segue atual: o futuro de fato chegou, mas continua distribuído de forma desigual. No campo, essa diferença aparece de maneira clara na infraestrutura de conectividade. Apesar dos avanços, a internet ainda não rompeu completamente as barreiras geográficas da produção agrícola. Dados da ConectarAGRO indicam que apenas 33,9% da área agrícola brasileira conta com cobertura 4G ou 5G, com maior concentração nas regiões Sul e Sudeste – um cenário que ainda limita a adoção mais ampla de tecnologias digitais no agro.

Pensando em reduzir esse gargalo de conectividade no campo, a John Deere lançou, em 2025, o JDLink Boost, uma solução baseada em internet via satélite, em parceria com a Starlink, que permite manter máquinas conectadas mesmo em áreas rurais remotas, fora da cobertura tradicional de redes móveis.

“A conectividade é crítica. Muitas vezes o produtor investe em tecnologia, mas, se não consegue enxergar o quanto está utilizando dela, não tem como saber se valeu a pena. Com a conectividade, tudo o que acontece na lavoura pode ser acompanhado na tela do celular em tempo real. Se ele tem uma área de 100 hectares e aplicou [defensivos] em apenas 30 hectares, ele consegue saber esse percentual exato e o resultado da operação na hora”, diz Estela Dias, da John Deere.

Com o avanço da automação, a qualificação da mão de obra no campo passa a ganhar ainda mais relevância. “Acreditamos muito que, embora a tecnologia seja vital, o agro continua sendo feito por pessoas. Por isso, focamos intensamente na questão do treinamento e da preparação. Isso é fundamental tanto para obter o máximo de performance das máquinas quanto por uma questão social de manter essas pessoas qualificadas para o mercado de trabalho”, afirma Arabian, da Case IH.

A empresa mantém o programa Formação de Alta Performance, que reúne cerca de 200 cursos gratuitos voltados à capacitação profissional. “Somente em 2025, foram quase 15 mil certificados emitidos para participantes da plataforma”, completa o executivo.

Apesar dos desafios, máquinas autônomas avançam

Mesmo diante de limitações, o avanço tecnológico não desacelera. Empresas do setor seguem investindo no desenvolvimento de máquinas autônomas, capazes de operar com mínima intervenção humana e gerar ganhos de eficiência no campo.

Nesse sentido, a Solinftec apresentou, na Agrishow, dois equipamentos que integram sua família de robôs autônomos, além da plataforma Alice Multiagente. Com base em uma ampla biblioteca de dados, a Alice AI orienta o produtor sobre quando e como agir em cada etapa da produção, do pré-plantio ao pós-colheita. A plataforma também é responsável por programar as tarefas executadas pelo robô Solix e por analisar, em tempo real, os dados coletados em campo.

A empresa passou a estruturar o histórico de safras acumulado ao longo de até duas décadas por seus clientes, transformando esse volume de informação em decisões práticas. Diferente de modelos baseados apenas em respostas sob demanda, a proposta é antecipar problemas e sugerir ações. Na manutenção, por exemplo, sistemas monitoram códigos de falha de máquinas de diferentes marcas e identificam anomalias antes que o equipamento pare, evitando interrupções na operação.

Há ainda aplicações voltadas à sustentabilidade. Uma análise do tráfego de máquinas permite identificar níveis de compactação do solo e sugerir rotas mais eficientes, reduzindo o chamado pisoteio e seus impactos.

Segundo Emerson Crepaldi, diretor de Operações da Solinftec, o avanço dessa arquitetura está diretamente ligado à necessidade de lidar com um problema crescente no campo: “a escassez de mão de obra qualificada, não apenas na operação, mas também na gestão de dados. A IA passa a assumir um papel estratégico, funcionando como um sistema de suporte contínuo à tomada de decisão”.

Para o vice-presidente global da Solinftec, Denis Arroyo, a tecnologia já representa uma mudança de patamar na operação agrícola. “Não se trata mais apenas de analisar dados, mas de agir sobre eles. Com a Alice Multiagente, a operação ganha autonomia para prever, decidir e executar em tempo real, conectando todas as variáveis do campo de forma integrada. Esse é um avanço concreto rumo a uma agricultura mais eficiente, previsível e sustentável em escala global”, afirma.

XCMG - Inteligência artificial avança no campo, mas ainda enfrenta barreiras de acesso

Valtra apresentou na Agrishow o “Talking Tractor”, protótipo que interage com o produtor por voz e texto

Vale ressaltar, no entanto, que parte dessas inovações ainda opera no campo como conceito, apontando para o que deve se consolidar nos próximos anos. É o caso do “Talking Tractor”, apresentado pela Valtra na Agrishow. O protótipo utiliza inteligência artificial para permitir que o produtor interaja com a máquina por voz ou texto, acessando informações de desempenho, consumo de combustível e emissões, recebendo insights imediatos.

A proposta é transformar dados técnicos em diálogos simples e visuais. Na prática, o conceito funciona como um assistente digital embarcado, capaz de traduzir informações complexas em orientações práticas durante a operação. Ainda sem previsão de lançamento comercial, o modelo reforça a direção da indústria: máquinas cada vez mais conectadas, inteligentes e interativas.

Embora a adoção da inteligência artificial avance em ritmos diferentes entre regiões e perfis de produtores, algumas tecnologias de fato já operam de forma concreta, apoiando decisões, otimizando recursos e aumentando a eficiência. No caso de soluções mais avançadas, como robôs autônomos, o uso ainda se concentra em um grupo mais restrito de produtores, com maior acesso à infraestrutura e capacidade de investimento, o que evidencia que há um longo caminho para a disseminação em larga escala no Brasil. 

 

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05/05/2026 0 Comentários
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Agrishow 2026 encerra com queda de 22% na intenção de negócios
AgrishowMercado

Agrishow 2026 encerra com queda de 22% na intenção de negócios

Por Redação 04/05/2026
Escrito por Redação

Agrishow 2026 encerra com queda de 22% na intenção de negócios

A Agrishow 2026 encerrou sua 31ª edição com R$ 11,4 bilhões em intenções de negócios nos segmentos de máquinas agrícolas, irrigação e armazenagem. O resultado representa uma queda de 22% em relação ao ano anterior, quando a feira havia registrado R$ 14,6 bilhões, refletindo o momento mais cauteloso vivido pelo setor de máquinas agrícolas no país.

Apesar da retração nos negócios, o evento manteve o mesmo patamar de público da edição passada, com cerca de 197 mil visitantes ao longo dos cinco dias de feira, em Ribeirão Preto (SP). Segundo os organizadores, o número reforça a relevância da Agrishow como principal vitrine de tecnologia para o agronegócio na América Latina.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), o desempenho da feira acompanha o cenário enfrentado pelo setor ao longo deste ano. Durante coletiva realizada na Agrishow, Pedro Estevão Bastos, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA) da entidade, destacou que as vendas de máquinas agrícolas no mercado interno registraram queda de 19,9% no primeiro trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado.

Segundo Bastos, fatores como juros elevados, valorização do real frente ao dólar e preços menos favoráveis das commodities têm pressionado a rentabilidade do produtor rural e reduzido o ritmo de investimentos.

“A feira está dentro da expectativa de público. Em relação aos negócios, ainda não temos os dados consolidados, mas vemos um esforço comercial muito grande das empresas, com promoções e ações de vendas concentradas durante a Agrishow”, afirmou.

Mesmo diante do cenário mais desafiador, João Marchesan, presidente da Agrishow, destacou a resiliência do setor e a continuidade dos investimentos em tecnologia agrícola. “A agricultura vive de ciclos. Estamos atravessando um momento mais difícil, mas seguimos acreditando no potencial do agro brasileiro e na capacidade do setor de continuar investindo em produtividade e inovação”, disse.

Na edição de 2025, a Agrishow havia alcançado volume recorde de R$ 14,6 bilhões em intenções de negócios, resultado 7% superior ao registrado em 2024. À época, o ambiente ainda era sustentado por maior disponibilidade de crédito e melhores condições para investimento no campo.

 

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04/05/2026 0 Comentários
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Agropecuária avança 11,7% em 2025 e puxa PIB brasileiro para 2,3%
Mercado

BNDES já aprovou R$ 160,8 bilhões para o agronegócio desde 2023

Por Redação 30/04/2026
Escrito por Redação

BNDES já aprovou R$ 160,8 bilhões para o agronegócio desde 2023

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou, desde janeiro de 2023, R$ 160,8 bilhões em crédito para o setor agropecuário nacional. O montante é 65,3% superior ao aprovado no período entre 2019 e 2022 (R$ 97,3 bilhões). Os recursos chegaram a 93% dos municípios brasileiros.

O volume inclui recursos aprovados nos Programas Agropecuários do Governo Federal (PAGF), no BNDES Crédito Rural, além de apoio para projetos de investimento, com aquisição de máquinas, equipamentos e serviços tecnológicos.

Do total aprovado, R$ 19 bilhões reforçaram a capacidade produtiva da agroindústria, como aumento da produção de biocombustíveis, da capacidade de armazenagem de produtos agrícolas e de recursos para centros de pesquisa e inovação no setor. Entre 2019 e 2022, as aprovações de crédito com essa finalidade somaram R$ 11,7 bilhões.

“Por orientação do presidente Lula, o BNDES tem sido um dos principais parceiros do setor agropecuário brasileiro. Ampliamos o volume de recursos para esse setor em todas as áreas. Um dos destaques é a produção de biocombustíveis. Foram aprovados R$ 13,5 bilhões para 48 projetos de etanol, valor 217% superior ao que foi aprovado entre 2019 e 2022, que somou R$ 4,3 bilhões. Além disso, o Banco teve o maior orçamento já disponibilizado no Plano Safra 2025/2026, com R$ 70 bilhões”, afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Os números foram divulgados durante a Agrishow, maior feira de tecnologia agrícola da América Latina e uma das maiores do mundo, que está acontecendo até o dia primeiro de maio, em Ribeirão Preto, no interior paulista, com patrocínio do BNDES.

“No setor tão importante para a economia brasileira como setor agropecuário, o BNDES faz presente apoiando especialmente o investimento. Então ano passado foram mais de R$ 50 bilhões investidos no setor, mais de 200 mil operações realizadas por meio de uma extensa rede de parceiros, instituições financeiras, que municípios do país”, explicou o superintendente da Área de Operações e Canais Digitais do Banco, Marcelo Porteiro, presente no evento.

 

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30/04/2026 0 Comentários
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Branco celebra 90 anos e lança primeiro trator agrícola na Agrishow
Agrishow

Branco celebra 90 anos e lança primeiro trator agrícola na Agrishow

Por Redação 30/04/2026
Escrito por Redação

Branco celebra 90 anos e lança primeiro trator agrícola na Agrishow

A Branco escolheu a Agrishow para apresentar ao mercado um movimento estratégico em sua trajetória: o lançamento do seu primeiro trator agrícola. A novidade marca os 90 anos da companhia e sinaliza um avanço na atuação da empresa, tradicionalmente reconhecida por soluções voltadas ao agro, construção civil e cuidados com áreas verdes. 

O modelo BTD 25.0 chega como principal aposta da marca para 2026, inserindo a Branco em um segmento mais estruturado da mecanização agrícola. A iniciativa ocorre em um momento em que cresce a demanda por equipamentos compactos e versáteis, especialmente entre pequenos e médios produtores que buscam ampliar a mecanização com investimentos mais acessíveis e operação simplificada.

Equipado com motor a diesel de 24 cv, o trator pode atingir velocidade de até 31,5 km/h e foi projetado para oferecer um conjunto equilibrado entre desempenho e facilidade de manutenção. Entre os principais atributos estão a transmissão com reversão de 8+8 marchas e o motor de três cilindros, que favorece menor consumo de combustível e manutenção mais simples no dia a dia.

O modelo também incorpora soluções voltadas à versatilidade operacional, como duas saídas para controle hidráulico remoto, que ampliam as possibilidades de uso com diferentes implementos. A tração 4×4 com bloqueio auxiliar, aliada a pneus de maior dimensão, contribui para melhor desempenho em terrenos variados, enquanto os contrapesos frontais e traseiros reforçam a estabilidade durante as operações.

Além do lançamento, a empresa apresenta na feira seu portfólio completo, que inclui motocultivadores, geradores, motores, roçadeiras, motobombas e cortadores de grama. O estande também conta com ativações interativas e demonstrações práticas, reforçando a estratégia de aproximação com o público e de demonstração das aplicações dos equipamentos.

Segundo Mayara Amaral, gerente de Marketing da Branco, o lançamento do trator representa um passo relevante dentro da evolução da companhia. “O agro sempre foi a base da nossa história. Trazer um produto como o BTD 25.0 para o mercado reforça esse compromisso e amplia nossa presença junto ao produtor, com soluções cada vez mais completas”, afirma.

 

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30/04/2026 0 Comentários
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Agrishow

Filtros Newtec reforça liderança e apresenta evolução tecnológica na Agrishow 2026

Por Redação 30/04/2026
Escrito por Redação

Filtros Newtec reforça liderança e apresenta evolução tecnológica na Agrishow 2026

Reconhecida como a maior especialista em reposição de filtros hidráulicos do Brasil, a Filtros Newtec participa da Agrishow 2026 consolidando sua trajetória de inovação, proximidade com o cliente e desenvolvimento de soluções eficientes para o campo.

Após celebrar uma década de presença na feira em 2025, a empresa retorna ao evento reforçando seu compromisso com o mercado: entregar produtos de alta qualidade, com agilidade e foco na redução do tempo de parada dos equipamentos agrícolas — fator essencial para evitar perdas na produção.

Dando continuidade ao desenvolvimento iniciado no ano passado, quando apresentou o visor de nível de fabricação nacional, a Newtec traz agora uma nova concepção do produto, com melhorias voltadas à performance e sustentabilidade.

A evolução do visor de nível foi pensada para atender demandas reais do campo, com destaque para:

  • Melhor vedação e controle de fluidos, reduzindo riscos de vazamentos;
  • Maior confiabilidade em operação, mesmo em ambientes severos;
  • Proteção ambiental, evitando contaminações;
  • Facilidade de manutenção e substituição, com redução de tempo de parada.

O produto reforça a proposta da empresa de oferecer soluções acessíveis, mas com alto impacto operacional. Mesmo sendo um item de baixo custo, pode evitar intervenções complexas, mão de obra dispendiosa e prejuízos produtivos.

Soluções que geram eficiência no campo

A participação da Newtec na Agrishow 2026 destaca um portfólio voltado à otimização da performance dos equipamentos hidráulicos, com soluções que atuam diretamente na prevenção de falhas e na melhoria da eficiência operacional.

Entre os principais benefícios entregues pelos produtos da marca estão:

  • Redução de paradas não programadas
  • Maior controle dos sistemas hidráulicos
  • Aumento da vida útil dos equipamentos
  • Economia de tempo e custos operacionais

A empresa reforça que seu diferencial está na combinação entre engenharia aplicada, produção nacional e entendimento das necessidades do produtor rural.

Continuidade da inovação e olhar para o futuro

Os avanços apresentados em 2026 são parte de um plano contínuo de inovação. A Newtec já projeta novos desenvolvimentos para os próximos anos, com foco em ampliar ainda mais sua atuação no mercado latino-americano.

Entre as diretrizes para 2026 e 2027 estão:

  • Desenvolvimento de novos produtos com foco em eficiência e sustentabilidade
  • Expansão de mercado na América Latina
  • Aperfeiçoamento contínuo do portfólio
Experiência no estande: proximidade e escuta ativa

O estande da Filtros Newtec na Agrishow 2026 foi projetado para proporcionar uma experiência mais aberta e interativa, permitindo que clientes e parceiros:

  • Conheçam de perto os produtos
  • Tirem dúvidas técnicas com especialistas
  • Compartilhem desafios enfrentados no campo
  • Contribuam com sugestões para novos desenvolvimentos

A proposta é fortalecer o relacionamento e ampliar a capacidade da empresa de desenvolver soluções alinhadas às necessidades reais do mercado.

A expectativa da marca é manter a trajetória de crescimento, ampliando sua base de clientes e fortalecendo sua presença no setor. “A aceitação da nova concepção do visor de nível é vista com otimismo, especialmente por seu potencial de gerar ganhos diretos ao cliente, reduzindo desperdícios e aumentando a eficiência operacional”, destacou o diretor de negócios, Eduardo Azevedo.

Mais do que apresentar produtos, a Filtros Newtec reforça sua essência: ser uma empresa nacional que entrega qualidade, agilidade e confiança ao mercado agrícola.

Sua atuação é guiada pela busca constante por soluções que reduzam reparos, minimizem manutenções e ofereçam o melhor custo-benefício, sempre com foco na performance dos equipamentos.

30/04/2026 0 Comentários
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https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/noticias/governo-federal-aprova-credito-extraordinario-de-r-60-milhoes-para-o-mapa
Mercado

Governo de SP anuncia pacote de R$ 455 milhões para o agro na Agrishow

Por Redação 29/04/2026
Escrito por Redação

Governo de SP anuncia pacote de R$ 455 milhões para o agro na Agrishow

O Governo do Estado de São Paulo anunciou um pacote de R$ 455 milhões em recursos e medidas para o setor agropecuário durante a Agrishow 2026, realizada em Ribeirão Preto (SP). As ações foram apresentadas pelo governador Tarcísio de Freitas nesta terça-feira (28) e incluem ampliação do crédito rural, subvenção ao seguro agrícola, apoio aos municípios e avanço na regularização fundiária.

O principal destaque é a ampliação dos recursos do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP), que contará com R$ 400 milhões no ciclo 2026/2027. Os valores serão destinados a subvenções e linhas de financiamento para produção e investimentos nas propriedades.

“Aproveitamos esse grande evento para mostrar nosso compromisso com o agronegócio paulista. Com o repasse recorde para o FEAP, mantemos um nível de crédito que garante segurança para o produtor rural, que vai poder contar com juros subvencionados, 20% mais baixos do que em outros programas de fomento para o agro. A questão do planejamento financeiro vai ajudar a organizar as próximas safras, com a compra de insumos, defensivos e fertilizantes, além de investimento em maquinários e irrigação”, afirmou o governador Tarcísio de Freitas.

Para o seguro rural, o governo destinou R$ 100 milhões em subvenção ao prêmio, com expectativa de atender cerca de 20 mil apólices. O Pró-Trator terá R$ 40 milhões em subvenção para aquisição de máquinas e equipamentos.

O pacote também prevê R$ 25 milhões para o FEAP Mulher, linha de crédito voltada a produtoras rurais. Com o novo aporte, o programa ultrapassa R$ 50 milhões desde sua criação, em 2024. Durante o evento, também foi formalizada a criação da Câmara Temática das Mulheres do Agronegócio.

“Quando o Governo de São Paulo cria uma Câmara Temática dedicada às mulheres no agronegócio, ele reconhece que elas já estão no campo, na gestão, na inovação, na sucessão familiar e na tomada de decisão. O nosso papel é garantir que essa presença seja cada vez mais visível, fortalecida e apoiada por políticas públicas concretas. A mulher do agro precisa ser ouvida, participar da construção das soluções e ocupar os espaços onde as decisões são tomadas”, afirmou Adriana Liporoni.

Outra medida estabelece que o acesso às linhas de crédito, seguro e subvenções passa a exigir o Cadastro Ambiental Rural (CAR) em andamento.

Apoio aos municípios

Durante o evento, foram entregues 177 máquinas para 174 municípios paulistas, com investimento de R$ 55 milhões, dentro do programa Patrulha Rural. Desde 2023, o programa soma R$ 240 milhões na distribuição de 640 equipamentos para 340 cidades.

Também foram firmados convênios com 90 municípios premiados pelo programa Município Agro 2025, totalizando R$ 6 milhões em repasses. O programa incentiva a adoção de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do setor agropecuário.

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Agrishow

MIAC apresenta implementos para feijão e pimenta-do-reino na Agrishow 2026

Por Redação 29/04/2026
Escrito por Redação

MIAC apresenta implementos para feijão e pimenta-do-reino na Agrishow 2026

A MIAC, empresa da Indústrias Colombo, apresenta dois novos implementos agrícolas durante a Agrishow 2026. Os lançamentos são voltados à mecanização da colheita, com foco em eficiência operacional e qualidade do produto.

Entre as novidades está a plataforma de corte/enleiramento Winflex Draper CW14, destinada à cultura do feijão. O equipamento é acoplado a colhedoras automotrizes e realiza o corte e a formação de leiras mais estreitas, facilitando a secagem e antecipando a trilha. Com largura de trabalho de 4,2 metros e estrutura compacta – inferior às plataformas que podem ultrapassar 15 metros – , a solução foi projetada para áreas menores ou com relevo irregular.

A plataforma conta com sensores de copiamento de solo, permitindo maior proximidade no corte e contribuindo para a redução de perdas e melhoria na qualidade do grão. Segundo a empresa, o objetivo é ampliar o acesso à mecanização entre produtores de diferentes portes.

Outro destaque é a BP Master, recolhedora trilhadora de pimenta-do-reino, apresentada como um equipamento inédito para a cultura. Desenvolvida para operar acoplada ao trator, com acionamento pela tomada de potência (TdP), a máquina utiliza duas válvulas de controle remoto para funcionamento do motor e dos sistemas hidráulicos.

O equipamento possui sistema de alimentação contínua por lona, conjunto de trilha com cilindro e peneiras de limpeza, além de elevador de canecas plásticas, que garantem a separação eficiente e preservação dos grãos. Indicado tanto para pequenas áreas quanto para operações maiores, o modelo busca reduzir a dependência de mão de obra, ainda predominante na colheita da cultura.

A BP Master também traz manutenção simplificada, com fácil acesso aos componentes e ajustes rápidos, além de pulmão de ensaque para organizar o fluxo de descarga. O equipamento tem cerca de 3,2 metros de altura, 3,8 metros de comprimento e 3,5 metros de largura, e já está disponível para comercialização no Brasil e no exterior.

 

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Agrishow

Valley mira irrigante que busca tecnologia sem estourar o investimento

Por Redação 29/04/2026
Escrito por Redação

Valley mira irrigante que busca tecnologia sem estourar o investimento

Em um agro mais seletivo para investir, cresce a demanda por soluções que entreguem eficiência prática, mais previsibilidade operacional e atualização tecnológica sem exigir a troca completa de sistemas já instalados. Na irrigação, esse movimento ganha força entre produtores que estão iniciando projetos, ampliando área irrigada ou buscando modernizar a operação com mais racionalidade no uso dos recursos.

É nesse contexto que a Valley apresenta na Agrishow 2026 três lançamentos voltados a ampliar conectividade, reduzir paradas e melhorar a relação entre investimento e desempenho no campo: o painel ICON+, o Machine Diagnostics e o redutor de rodas VG252. 

“Num mercado mais seletivo, o produtor quer tecnologia que caiba no investimento e reduza custo de operação. Os lançamentos de 2026 foram desenvolvidos justamente para atender esse momento, ajudando o irrigante a operar com mais eficiência, racionalizar recursos e ampliar a disponibilidade do pivô”, afirma Saulo Gare Ginak, gerente de produto da Valmont Brasil.

Entre as novidades, o ICON+ chega como uma solução pensada para conectar pivôs da Valley ou de outras marcas já instalados e ainda sem acesso remoto. Trabalhando em conjunto com o painel originalmente instalado, ele permite levar o equipamento para o ambiente do AgSense 365 sem exigir uma atualização completa do sistema. Com tela touch de 7 polegadas, acesso remoto, GPS e integração com diferentes soluções da marca, o painel foi desenhado para simplificar a entrada na irrigação conectada e tornar mais viável a modernização de equipamentos já em campo. O próprio AgSense reúne monitoramento remoto, alertas, visualização em lista ou mapa, clima, sensores e controle de pivôs, além de bombas e tanques em uma única plataforma.

Na mesma linha, o Machine Diagnostics amplia a capacidade operacional do pivô ao monitorar continuamente parâmetros mecânicos e hidráulicos que impactam diretamente a disponibilidade e performance da máquina. Integrado ao AgSense 365, o sistema centraliza dados em tempo real sobre alinhamento, pressão dos pneus, pressão de aplicação de água por lance e tempo de funcionamento de componentes como redutores de roda e motoredutores. Com isso, o produtor consegue identificar anomalias antes que elas se transformem em falhas, direcionando a manutenção de forma preventiva, reduzindo custos e evitando paradas desnecessárias durante a safra.

Fechando o trio de lançamentos, o VG252 amplia o portfólio de soluções de movimento com foco em confiabilidade e custo-benefício. Desenvolvido para operação contínua, o redutor reúne eixos de liga de aço de alta resistência, rolamentos cônicos, eixo longo e câmara de expansão externa ventilada, conjunto construtivo que contribui para maior durabilidade, melhor transmissão de potência e desempenho consistente em campo. Nos materiais técnicos da empresa, o produto aparece como opção indicada para pivôs, aplicações para reposição e projetos com custo competitivo.

Segundo Saulo, o VG252 foi pensado especialmente para ampliar o acesso a uma solução tecnicamente eficiente e alinhada à realidade de quem está entrando na irrigação ou busca otimizar o investimento inicial sem abrir mão de qualidade e confiabilidade.

 

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Agrishow

Sicredi ultrapassa R$ 50 bilhões em crédito liberado no Plano Safra 2025/2026

Por Redação 29/04/2026
Escrito por Redação

Sicredi ultrapassa R$ 50 bilhões em crédito liberado no Plano Safra 2025/2026

Clarisse Sousa, de Ribeirão Preto (SP) – O Sicredi liberou R$ 52,8 bilhões em crédito no âmbito do Plano Safra 2025/2026 até março deste ano, uma alta de 16,5% em relação ao ciclo anterior. O destaque ficou para a linha de investimento, que saltou de R$ 9,3 bilhões em 2024 para R$ 15,4 bilhões em 2025. Para custeio, a instituição liberou R$ 19,5 bilhões (frente a R$ 19 bilhões no ciclo anterior), enquanto a comercialização recebeu R$ 1,3 bilhão, superando os R$ 889 milhões registrados em 2024.

Na safra 2025/2026, houve um crescimento de 18% na liberação de crédito para a agricultura familiar (Pronaf). Já para os médios produtores (Pronamp), o aumento foi de 22%, totalizando R$ 11,4 bilhões.

Em parceria com o BNDES, a instituição liberou R$ 11 bilhões, dos quais R$ 8,7 bilhões foram destinados ao agronegócio. Em 2026, a carteira total de crédito com recursos do BNDES atingiu R$ 35,4 bilhões.

Atualmente, a carteira agro global da instituição financeira supera a marca de R$ 120 bilhões, com presença em mais de 2 mil municípios brasileiros.

Consórcios e seguros

A administradora de consórcios do Sicredi está entre as dez maiores do Brasil, com uma carteira que supera R$ 61,8 bilhões. No último ano, o segmento agro registrou mais de R$ 3,2 bilhões em novas vendas, um crescimento de 23%.

O setor de seguros agrícolas também apresentou alta em 2025. Segundo a instituição, foram mais de R$ 60 bilhões em contratações para a proteção de benfeitorias, máquinas e lavouras, refletindo um aumento de 30% no valor segurado.

O diretor de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi PR/SP/RJ, Adilson de Sá, destacou a diversificação do portfólio como diferencial estratégico da instituição. “Temos ampliado nossa oferta de soluções para atender o produtor de forma completa, indo além do crédito tradicional. Produtos como consórcios, seguros e as operações em moeda estrangeira permitem mais planejamento, proteção e competitividade ao produtor rural”, disse.

Plano Safra 2026/2027

Para o próximo ciclo, Vitor Hugo de Moraes, superintendente de Negócios da Confederação Sicredi, projeta continuidade no crescimento. “Entendemos que teremos um Plano Safra com taxas ainda elevadas. Seguiremos com nossos produtos e a expectativa é manter o ritmo de crescimento, mesmo após o avanço de 30%, esperamos continuar evoluindo”, afirmou.

 

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