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Mercado

Mapa anuncia R$ 25 milhões para defesa agropecuária e modernização do monitoramento climático no RS

Por Redação 11/05/2026
Escrito por Redação

Mapa anuncia R$ 25 milhões para defesa agropecuária e modernização do monitoramento climático no RS

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou um pacote de R$ 25 milhões em investimentos para fortalecer o agro no Rio Grande do Sul, com foco em infraestrutura meteorológica, defesa agropecuária e modernização laboratorial.

Do total, R$ 12,8 milhões foram destinados à ampliação da rede de estações meteorológicas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que agora passa a contar com 98 unidades automáticas no estado, ampliando o monitoramento climático em tempo real. Outros R$ 8,2 milhões foram aplicados na entrega de veículos, drones, tratores, retroescavadeira e equipamentos voltados à defesa sanitária animal e vegetal.

Além disso, o Mapa assinou um termo aditivo de R$ 4 milhões para a reforma do Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor, com foco na modernização da estrutura e ampliação da capacidade de diagnóstico sanitário no estado. Segundo o governo federal, os investimentos buscam reforçar a capacidade de resposta do agro gaúcho após os eventos climáticos extremos registrados nos últimos anos.

 

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Mercado

Queda das temperaturas amplia a vulnerabilidade das lavouras de segunda safra no centro-sul 

Por Redação 11/05/2026
Escrito por Redação

Queda das temperaturas amplia a vulnerabilidade das lavouras de segunda safra no centro-sul 

As condições climáticas adversas vêm impactando de forma significativa o andamento da segunda safra de grãos nos estados do Paraná e Mato Grosso do Sul, segundo previsões do Inmet. Em algumas regiões, o atraso na colheita comprometeu a janela ideal de semeadura das culturas subsequentes, ampliando os riscos associados à redução das chuvas e à maior probabilidade de incursões de massas de ar frio, que normalmente avançam sobre a região ao longo do mês de maio.

Durante a implantação das lavouras de milho e feijão, observou-se redução nos volumes de chuva, causando problemas iniciais no desenvolvimento das culturas, principalmente no oeste paranaense e sul do Mato Grosso do Sul.

Ambas as culturas entraram em fases críticas de desenvolvimento ao longo de abril e início de maio, dependendo da região de cultivo, sendo fortemente impactadas pela escassez hídrica justamente no período de maior demanda de água pelas plantas. Essa condição já resultou em perdas significativas, mesmo com a melhora das chuvas observada entre o final de abril e o início de maio.

No momento, as previsões meteorológicas indicam o avanço de uma intensa massa de ar polar sobre a Região Sul, sul de São Paulo e Mato Grosso do Sul. O cenário aponta para um declínio acentuado das temperaturas, favorecendo a ocorrência de geadas em grande parte da Região Sul do Brasil. Esse quadro representa elevado risco para culturas de verão, como o milho e o feijão, que se encontram em fases críticas de desenvolvimento nos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Nesse contexto, destaca-se a importância econômica do núcleo regional de Ponta Grossa (PR), que possui cerca de 33 mil hectares cultivados com milho de segunda safra. De acordo com o Departamento de Economia Rural do Paraná (DERAL), aproximadamente 95% dessa área encontra-se em fases mais sensíveis ao estresse térmico, sendo 25% em floração e 70% em frutificação.

Diante desse cenário, a previsão de queda das temperaturas mínimas nos próximos dias, com valor em torno de 3,6 °C na terça-feira (12), aumenta a preocupação com possíveis impactos sobre a floração e o enchimento de grãos. Essas condições podem provocar falhas na polinização, redução na formação dos grãos e, consequentemente, queda da produtividade. Além disso, o período prolongado de estiagem entre os dias 10 e 26 de abril, evidenciado na Figura 1, contribuiu para elevar a vulnerabilidade das plantas ao estresse térmico.

A combinação de déficit hídrico antecipado e queda brusca de temperatura intensifica o risco de danos severos às lavouras, especialmente em áreas mais suscetíveis à formação de geada. Para a cultura do feijão que apresenta sensibilidade ainda maior às baixas temperaturas, pode ocorrer abortamento floral e a redução na formação de vagens. Durante o enchimento de grãos, a geada pode causar enrugamento, além de redução do tamanho e peso dos grãos. Por outro lado, culturas de inverno em fase de implantação ou em desenvolvimento inicial, como trigo, aveia, canola e pastagens, não devem apresentar impactos negativos significativos neste momento.

Previsão do tempo

A previsão para os próximos dias indica a passagem de uma frente fria sobre a Região Sul, favorecendo a ocorrência de chuvas intensas e condições de tempo severo em áreas do sudoeste e centro-sul do Paraná, além do norte de Santa Catarina, com acumulados que podem superar 80 mm.

As temperaturas deverão permanecer baixas em grande parte da Região Sul, especialmente no sul do Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e do Paraná, além do extremo sul do Mato Grosso do Sul. A massa de ar frio continuará atuando ao longo do final da semana, com destaque para áreas do centro-sul do Paraná e da região serrana de Santa Catarina, onde as temperaturas mínimas podem ficar abaixo de 8 °C, com valores inferiores a 2 °C em áreas mais elevadas. Esse cenário de frio intenso, associado à possibilidade de geada em áreas de maior altitude do Paraná e de Santa Catarina, aumenta o risco de impactos sobre as lavouras que se encontram em fases mais sensíveis de desenvolvimento.

Esse quadro reforça a necessidade de atenção no planejamento das atividades agrícolas na região, recomendando-se o acompanhamento contínuo das atualizações meteorológicas a fim de subsidiar a tomada de decisão no manejo das lavouras, reduzir riscos operacionais e otimizar o planejamento das operações de campo.

 

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Mercado

Receita das exportações da agropecuária cresce 6,6% no 1º quadrimestre

Por Redação 11/05/2026
Escrito por Redação

Receita das exportações da agropecuária cresce 6,6% no 1º quadrimestre

No mês de abril de 2026 as exportações somaram US$ 34,1 bilhões, batendo recorde histórico, e as importações, US$ 23,6 bilhões, com saldo positivo de US$ 10,5 bilhões e corrente de comércio de US$ 57,8 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 116,6 bilhões e as importações, US$ 91,77 bilhões, com saldo positivo de US$ 24,8 bilhões e corrente de comércio de US$ 208,3 bilhões. Esses, e outros dados, foram divulgados nesta quinta-feira (7), pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

Nas exportações, comparados o mês de abril / 2026 (US$ 34,15 bilhões) com abril / 2025 (US$ 29,89 bilhões), houve crescimento de 14,3%. Em relação às importações houve crescimento de 6,2% na comparação entre o mês de abril / 2026 (US$ 23,61 bilhões) com o mês de abril / 2025 (US$ 22,22 bilhões).

Assim, no mês de abril/2026 a corrente de comércio totalizou US$ 57,76 bilhões e o saldo foi de US$ 10,54 bilhões. Comparando-se este período com o de abril/2025, houve crescimento de 10,8% na corrente de comércio.

Nas exportações, comparado o valor de janeiro/abril 2026 (US$ 116,55 bilhões) com o de janeiro / abril – 2025 (US$ 106,76 bilhões) houve crescimento de 9,2%. Em relação às importações, houve crescimento de 2,5% entre o valor do período de janeiro/abril – 2026 (US$ 91,77 bilhões) com janeiro/abril – 2025 (US$ 89,49 bilhões). Por fim, o valor da corrente de comércio totalizou US$ 208,32 bilhões e apresentou crescimento de 6,1% na comparação entre estes períodos.

Exportações e importações por setor

No mês de abril/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores foi o seguinte: crescimento de US$ 1,28 bilhão (16,1%) em Agropecuária; de US$ 1,26 bilhões (17,9%) em Indústria Extrativa e de US$ 1,71 bilhões (11,6%) em produtos da Indústria de Transformação.

No acumulado do ano atual, comparando com igual período do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores foi o seguinte: crescimento de US$ 1,64 bilhão (6,6%) em Agropecuária; de US$ 5,32 bilhões (22,2%) em Indústria Extrativa e de US$ 2,76 bilhões (4,8%) em produtos da Indústria de Transformação.

No mês de abril/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores foi o seguinte: crescimento de US$ 4,3 milhões (0,4%) em Indústria Extrativa, e de US$ 1,51 bilhão (7,4%) em produtos da Indústria de Transformação; houve queda de US$ 0,15 bilhão (25,8%) em Agropecuária.

No acumulado do ano atual, comparando com igual período do ano anterior, o desempenho dos setores importadores foi o seguinte: crescimento de US$ 2,94 bilhões (3,6%) em produtos da Indústria de Transformação; queda de US$ 0,49 bilhões (21,4%) em Agropecuária, e de US$ 0,22 bilhões (5,3%) em Indústria Extrativa.

Fonte: Datagro

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Fabricante gaúcha de máquinas agrícolas reforça gestão para acelerar decisões no agro
Empresas

Fabricante gaúcha de máquinas agrícolas reforça gestão para acelerar decisões no agro

Por Redação 08/05/2026
Escrito por Redação

Fabricante gaúcha de máquinas agrícolas reforça gestão para acelerar decisões no agro

A fabricante de máquinas agrícolas São José inicia um novo ciclo de gestão com a criação do NEX (Núcleo Estratégico Executivo), estrutura que substitui o modelo tradicional de conselho consultivo e passa a atuar diretamente na definição e execução das estratégias da companhia.

A mudança vem acompanhada de metas mais ambiciosas de crescimento, com a empresa projetando elevar a participação das exportações, movimento que exige maior velocidade de decisão e capacidade de execução.

A nova estrutura marca uma virada no modelo de administração, com foco em agilidade decisória, proximidade com a operação e resposta mais rápida às transformações do agronegócio.

“O modelo tradicional já não acompanha a velocidade do agro. Precisamos conectar estratégia e execução de forma direta”, afirma o fundador e presidente, Geraldo Recktenwald.

O NEX reúne executivos com atuação direta no negócio e responsabilidade sobre decisões estratégicas, priorização de frentes e acompanhamento de resultados — um formato mais alinhado ao ambiente atual do setor, marcado por pressão, eficiência, inovação e competitividade.

Entre os nomes que passam a integrar a estrutura estão Paulo Herrmann, ex-presidente da John Deere no Brasil e ex-CEO da FIERGS, e Paulo Bruning, especialista em governança e sucessão empresarial.

A chegada de Herrmann reforça a visão de mercado da companhia em um momento de transição do agro e de expansão para novas regiões e mercados. “O agro entra em um novo ciclo, com demanda relevante por renovação tecnológica. Quem estiver preparado agora tende a capturar esse movimento”, avalia.

Já Paulo Bruning traz uma visão estruturante para sustentar o crescimento da empresa no longo prazo. “Crescer exige estrutura. Governança, clareza de decisão e capacidade de execução são fundamentais para sustentar esse movimento no longo prazo”, afirma.

Com sede em São José do Inhacorá (RS), a empresa está inserida em um dos principais polos da indústria de máquinas agrícolas do mundo e busca, com o novo modelo de gestão, alinhar sua estrutura à complexidade crescente do setor e ampliar sua presença no mercado nacional e internacional.

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Tecnologia

Drones e inteligência artificial indicam melhor momento de abate do gado

Por Redação 08/05/2026
Escrito por Redação

Drones e inteligência artificial indicam melhor momento de abate do gado

Um sistema que combina drones e inteligência artificial para monitorar o crescimento de bovinos em confinamento pode ajudar pecuaristas a identificar o momento ideal de venda ou abate dos animais, reduzindo custos e aumentando a eficiência produtiva. A tecnologia foi apresentada em artigo recentemente publicado por pesquisadores do projeto Semear Digital na revista científica Computers and Electronics in Agriculture.

Sediado na Embrapa Agricultura Digital, em Campinas, o Semear Digital é um dos Centros de Ciência para o Desenvolvimento (CCDs) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

“Métodos tradicionais de pesagem exigem manejo intensivo e podem causar estresse aos animais, afetando negativamente seu bem-estar e ganho de peso”, explica Everton Tetila, pesquisador de pós-doutorado do Semear Digital, professor da Universidade Federal da Grande Dourados. “Além disso, a pesagem com balanças, pode incorrer em avarias frequentes”, complementa, Jayme Barbedo, pesquisador da Embrapa Agricultura Digital.

A proposta do estudo foi reduzir o estresse associado às pesagens e identificar o momento ideal de abate, quando o animal atinge seu pico de ganho de peso e, a partir daí, passa a converter alimento em peso de forma cada vez menos eficiente.

Ponto de inflexão

O sistema foi testado em um confinamento no Mato Grosso do Sul, onde os pesquisadores acompanharam um lote de bovinos ao longo de 112 dias. Durante esse período, foram realizados voos regulares com drones a cerca de 15 metros de altitude para capturar imagens dos animais.

A partir dessas imagens, os pesquisadores da Embrapa Agricultura Digital, da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) desenvolveram modelos de inteligência artificial que identificam os bois, recortam e segmentam automaticamente seus corpos e extraem medidas corporais como comprimento e largura. Com base nesses dados, os pesquisadores acompanharam o crescimento do lote ao longo do tempo. “Fizemos voos periódicos desde a entrada do gado no confinamento até a fase final. A ideia foi modelar a relação entre medidas corporais e o ganho de peso, considerando variações não lineares ao longo do ciclo produtivo”, explicou Tetila.

Um dos principais resultados foi a identificação de um padrão típico de crescimento. “O animal ganha pouco peso no início em sua fase de adaptação, depois entra em uma fase de ganho de peso acelerado e, no final, ocorre uma desaceleração”, disse Tetila. O ponto de inflexão corresponde ao momento de máxima taxa de ganho de peso, a partir do qual o crescimento passa a desacelerar. Este seria um indicativo do momento economicamente mais vantajoso para venda ou abate.

Identificar esse ponto de inflexão com precisão pode gerar ganhos expressivos para o produtor, especialmente em rebanhos de grande escala. “Em um lote numeroso, a diferença de apenas um dia pode ter impacto significativo nos custos de manejo, principalmente com alimentação, além de influenciar diretamente a eficiência produtiva e a rentabilidade do sistema”, afirmou o pós-doutorando.

Aplicações potenciais

O trabalho também abre caminho para outras aplicações. A mesma base de dados já vem sendo utilizada para desenvolver modelos capazes de identificar o comportamento alimentar dos animais e detectar anomalias, como sodomia bovina ou monta entre animais, frequentemente associadas ao estresse ou a práticas inadequadas de manejo em sistemas de confinamento.

Para Tetila, o próximo passo é expandir o sistema para outras raças e validar sua aplicação em escala comercial. “Nós pretendemos adaptar o modelo para outras raças além de Nelore, como Angus e Brahman, e avançar na validação para uso direto no confinamento”, afirmou o pesquisador.

A expectativa é que soluções desse tipo contribuam para a chamada pecuária de precisão, aumentando a eficiência produtiva e reduzindo custos. “Se você consegue identificar o momento ideal de abate, é possível diminuir os custos de produção e até contribuir para a redução do preço da carne”, disse Tetila.

Apesar dos resultados promissores, os pesquisadores destacam que a tecnologia ainda está em fase de desenvolvimento avançado. “Estamos próximos de um protótipo funcional, mas ainda é necessário um parceiro para transformar isso em um produto comercial”, finaliza Barbedo.

 

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Moagem de cana-de-açúcar acumula 144,71 milhões de toneladas na safra 2026/27
Mercado

Safra de cana 2025/26 encerra com 673,2 milhões de toneladas e queda na produtividade

Por Redação 07/05/2026
Escrito por Redação

Safra de cana 2025/26 encerra com 673,2 milhões de toneladas e queda na produtividade

Relatório elaborado pelo Departamento Técnico da Faesp, com base em dados da Conab, aponta que a safra 2025/26 de cana-de-açúcar, que encerrou em abril, teve produção total de 673,2 milhões de toneladas, volume 0,5% inferior ao registrado no ciclo anterior. O resultado superou em 1,5% a estimativa inicial.

A área colhida cresceu 2,1%, alcançando 8,95 milhões de hectares, mas as condições climáticas adversas — como restrições hídricas, especialmente na Região Centro-Sul, altas temperaturas e incêndios — impactaram a produtividade, que caiu para 75.184 kg por hectare. O rendimento industrial também apresentou recuo, com queda de 2,3% no ATR, que totalizou 90,9 milhões de toneladas. O ATR médio atingiu 135 kg por tonelada de cana.

Em São Paulo, principal estado produtor, a colheita somou 347,9 milhões de toneladas, redução de 1,6% na comparação entre safras. A produtividade média estadual caiu 2,1%, atingindo 78.425 kg/ha, influenciada por fatores climáticos e episódios de geada, enquanto o ATR teve retração de 2,8%, totalizando 47,8 milhões de toneladas. “Mesmo diante de desafios climáticos, a produção paulista se reafirma, consolidando sua liderança nacional com quase 60% da produção de açúcar de todo o país”, diz Tirso Meirelles, presidente da Faesp.

O mix de produção ao longo da safra priorizou o açúcar, que teve produção estimada em 44,2 milhões de toneladas, praticamente estável em relação ao ciclo anterior. Os preços apresentaram queda significativa, refletindo um cenário global mais equilibrado entre oferta e demanda.

Já a produção total de etanol chegou a 37,5 bilhões de litros, crescimento de 0,8%, impulsionado pelo avanço do etanol de milho, que registrou volume recorde. Em contrapartida, o etanol de cana apresentou queda de 6,9%, impactado pela menor disponibilidade de matéria-prima, redução do ATR e enfraquecimento de preços.

Mesmo com preços médios mais elevados ao longo da safra, o mercado de etanol apresentou oscilações e redução no volume comercializado do hidratado, indicando ajustes na demanda.

 

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07/05/2026 0 Comentários
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Mercado

Novo Desenrola Rural contempla renegociação de dívidas da agricultura familiar

Por Redação 07/05/2026
Escrito por Redação

Novo Desenrola Rural contempla renegociação de dívidas da agricultura familiar

O Governo Federal anunciou o Desenrola Rural “3”, programa voltado à regularização de dívidas e à retomada do acesso ao crédito na agricultura familiar, com foco especial nas operações do Pronaf. A nova etapa, que será formalizada por meio de decreto publicado ainda esta semana, amplia as possibilidades de renegociação e liquidação de débitos até 20 de dezembro de 2026, com oferta de descontos, prazos estendidos para pagamento e outras medidas de apoio financeiro.

A ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, destacou que a continuidade e o aprimoramento do programa reforçam o compromisso do governo com o fortalecimento da agricultura familiar. “O Desenrola Rural é retomado em condições ainda mais facilitadas, com maior abrangência. No caso dos assentados da Reforma Agrária, nós também incluímos a possibilidade de renegociação de dívidas que remetem ao Programa de Crédito Especial para Reforma Agrária (Procera). É o Governo do Brasil ao lado de todos os trabalhadores e trabalhadoras rurais, ao lado do povo brasileiro”, acrescentou Machiaveli.

Com a nova etapa, agricultores familiares passam a ter mais prazo para aderir ao Programa e aproveitar as condições diferenciadas para renegociação de débitos conforme o valor devido e o tipo de dívida, com parcelamentos que podem chegar a até dez anos. O Desenrola Rural 3 permite ainda que beneficiários com operações contratadas até 31/12/2015, cujo recurso seja com risco integral da União, que estejam inadimplentes, e que não tenha sido incluído na Dívida Ativa da União (o que impossibilita aderir à renegociação do Desenrola Rural), possam efetuar nova operação de crédito rural, com risco integral da União pelo Pronaf.

Lançado em 2025, o Desenrola Rural já alcançou mais de 500 mil agricultoras e agricultores familiares, com mais de R$ 23 bilhões em dívidas renegociadas e centenas de milhares de contratos regularizados. Os dados indicam a abrangência da iniciativa e o volume de operações já regularizadas no âmbito do programa. Para o secretário de Agricultura Familiar e Agroecologia do MDA, Vanderley Ziger, a nova etapa consolida e amplia uma política que já vem apresentando resultados. “O Desenrola Rural 3 aprofunda uma política que já mostrou resultado. Estamos ampliando as condições para que mais agricultores regularizem sua situação, voltem a acessar crédito e sigam produzindo”, complementa.

Podem acessar o programa agricultoras e agricultores familiares, assentados da reforma agrária, pescadores artesanais, povos e comunidades tradicionais e cooperativas da agricultura familiar com dívidas em atraso há mais de um ano. A adesão ao Desenrola Rural varia conforme o tipo de dívida:

– Débitos inscritos na Dívida Ativa da União podem ser consultados e negociados no site REGULARIZE;

– No caso de dívidas do Pronaf ou contratadas junto a instituições financeiras, a regularização deve ser feita diretamente nas instituições;

– Já os débitos de Crédito de Instalação podem ser quitados junto ao Incra, com condições específicas de desconto.

Fonte: Datagro 

07/05/2026 0 Comentários
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Mercado

Vendas de tratores recuam 15,2% no primeiro trimestre, diz Fenabrave

Por Redação 06/05/2026
Escrito por Redação

Vendas de tratores recuam 15,2% no primeiro trimestre, diz Fenabrave

As vendas de tratores registraram queda de 15,2% no primeiro trimestre ante igual intervalo de 2025, enquanto que a comercialização de colheitadeiras recuou 45,1% na mesma base comparativa, indica balanço da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), divulgado nesta terça-feira (5).

Em março, porém, as vendas de tratores subiram 50% frente a fevereiro, embora apresentaram queda de 21,1% no comparativo anual. No caso das colheitadeiras, a comercialização caiu 13,4% em março ante fevereiro e 51% no comparativo com o mesmo mês de 2025.

“Os fatores apontados para essa retração estão na pressão de custos e baixa rentabilidade do produtor rural, que segue sem apetite para renovar a frota de máquinas agrícolas, especialmente, diante das incertezas geopolíticas existentes, decorrentes dos conflitos no Estreito de Ormuz e consequente encarecimento do diesel e fertilizantes, que são insumos essenciais para a produção agrícola”, diz o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior. “Também o baixo preço de venda média das commodities, que atrelado às altas taxas de juros para financiamentos, tem levado o setor a retrair investimentos.”

A Fenabrave esclarece que por não serem emplacadas, as máquinas agrícolas apresentam dados com um mês de defasagem, pois dependem de levantamentos junto aos fabricantes.

Fonte: Datagro

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Mercado

Baixa oferta de fertilizantes e preços mais altos de combustíveis elevam custos de produção

Por Redação 06/05/2026
Escrito por Redação

Baixa oferta de fertilizantes e preços mais altos de combustíveis elevam custos de produção

Um relatório elaborado pelo Departamento Econômico da Faesp, a partir de dados da CNA/ESALQ-USP (Campo Futuro), mostra que o preço da maioria dos fertilizantes pesquisados sofreu alta no mês de março. As restrições de exportação da China, um dos principais fornecedores do Brasil, estão entre as causas. A redução da oferta desses insumos ocorre em escala global e se soma às tensões geopolíticas no Oriente Médio que afetam rotas de transporte, pressionando os preços.

A guerra e as tensões no Oriente Médio influenciaram também na alta das cotações do petróleo no mercado internacional, refletindo no aumento de 13,6% no diesel e de 3,9% na gasolina em março. O etanol também sofreu alta, mas foi mais moderada, de cerca de 0,5%, devido à maior oferta. Entre março de 2025 e março de 2026 esse produto acumulou alta de 7,8%.

Outros insumos que tiveram alta foram o nitrato de amônio granulado (+30,6% em março e 56,7% em 12 meses), e formulados – com destaque para o 20-00-10+b, que teve elevação de 24,3%. Como muitos produtores adquiriram esses fertilizantes com antecedência, o efeito dessas altas de preços pode não ser imediato.

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Número de pessoas trabalhando no agro registra recorde em 2023
Mercado

População ocupada no agro alcança recorde com 28,4 milhões pessoas

Por Redação 06/05/2026
Escrito por Redação

Número de pessoas trabalhando no agro registra recorde em 2023

A População Ocupada (PO) no agronegócio brasileiro alcançou o número recorde de 28,4 milhões de pessoas em 2025, o que representa crescimento de 2,2% em relação a 2024 (601,8 mil pessoas a mais).

As informações constam no boletim “Mercado de Trabalho no Agronegócio Brasileiro”, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Com isso, a participação do setor na geração total de empregos no país passou de 26,1%, em 2024, para 26,3% em 2025.

Por segmento, com exceção do setor primário (que registrou queda), todos os elos da cadeia apresentaram expansão, com destaque para os agrosserviços (6,1%), seguidos por insumos (3,4%) e agroindústria (1,4%).

A publicação apontou crescimento de 4,6% no número de trabalhadores com carteira assinada e de 3,2% entre os que trabalham por conta própria. Por nível de escolaridade, houve aumento da participação de trabalhadores com ensino superior (8,3%) e ensino médio (4,2%).

Ainda de acordo com o boletim CNA/Cepea, a participação da mão de obra feminina cresceu 2,6%, enquanto a masculina avançou 1,9%.

O rendimento médio da população ocupada no agronegócio também registrou alta de 3,9% em 2025, na comparação com 2024, ficando 0,5 ponto percentual acima da média total de empregos, que foi de 3,4%.

Massa salarial

A partir desta edição, o boletim passou a incluir um novo indicador: a massa salarial do agronegócio, que corresponde ao montante total de rendimentos do trabalho auferidos pelos ocupados em determinado setor ou na economia. O objetivo é avaliar não apenas a geração de empregos, mas também o poder de compra e o potencial de consumo associados à renda do trabalho.

Nesse contexto, a massa salarial total do agronegócio cresceu 7,2% em 2025 em relação a 2024, com destaque para a categoria “trabalhadores por conta própria”, que apresentou alta de 7,2%, e para “empregados e outros”, com crescimento de 6,7%.

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