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Notícias

Conectividade pode elevar produção em R$ 100 bi

Por redação 21/05/2021
Escrito por redação

- Conectividade pode elevar produção em R$ 100 bi

Estudo desenvolvido pela Esalq/USP mostra que o Valor Bruto da Produção agropecuária pode aumentar com o aumento da cobertura nas áreas rurais

Apenas 23% do espaço agrícola brasileiro possui algum nível de cobertura por internet e, mesmo assim, o Brasil consolidou-se como potência agroambiental no cenário mundial. Com a iluminação das áreas rurais ainda sem conectividade, o Brasil passará por grande transformação na forma de produzir no campo e criará novos paradigmas para o setor. É o que demonstra estudo divulgado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que balizará ações inéditas para ampliação da conectividade rural a partir de tecnologias de internet banda larga como o modelo satélite, cabo de fibra ótica e telecom, que inclui a nova geração 5G.

“Nosso produtor rural demanda tecnologia e está apto para continuar recebendo mais inovação. A conectividade promove o avanço tecnológico no campo. E também promove uma aproximação real do meio rural com os grandes centros urbanos”, declarou a ministra Tereza Cristina, em cerimônia virtual de anúncio das ações do Mapa. Ela também destacou que o aumento da conectividade será um grande estímulo para fixarmos o jovem no campo.

Desenvolvido pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), o estudo “Cenários e Perspectivas da Conectividade para o Agro” apresenta cenários para a cobertura de internet no modelo telecom (sinal 2G, 3G, 4G) em um horizonte até o ano 2026.

Em um primeiro cenário seria aproveitada a capacidade de transmissão de 4.400 torres já existentes no Brasil. Isso permitiria ampliar a cobertura atual de 23% nas áreas rurais para 48% de iluminação de sinal no território agrícola nacional, proporcionando um aumento de 4,5% do Valor Bruto de Produção (VBP). Um segundo cenário compreende a instalação de 15.182 novas torres, que seriam suficientes para suprir uma cobertura final de 90% da demanda de conectividade no campo e traiam um acréscimo de 9,6% no VBP.

Com o VBP projetado de R$ 1,057 trilhão, atualmente, a conectividade rural pelo modelo telecom contribuiria para o incremento de R$ 47,56 bilhões e R$ 101,47 bilhões para o primeiro e segundo cenários, respectivamente.

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A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e o ministro das Comunicações, Fábio Faria, durante lançamento do estudo.

 

Conectividade em áreas remotas

De acordo com o secretário de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Ministério da Agricultura, Fernando Camargo, a garantia da conectividade em áreas estritamente rurais possibilitará, além de maior produtividade e geração de riqueza no campo, difusão do conhecimento a partir da prestação de assistência técnica e capacitação online, especialmente, a pequenos e médios produtores. É uma oportunidade, também, de manter o jovem no campo ao proporcionar, cada vez mais, acesso de qualidade a Ater 5.0, modalidade educacional em crescimento no país.

Para atingir escolas rurais e comunidades longínquas, a conectividade será provida por meio do modelo de satélites geoestacionários. Em parceria com o Ministério das Comunicações, serão conectados em uma primeira fase 156 comunidades e assentamentos rurais distribuídos em 134 municípios de 10 estados, prioritariamente das regiões Norte e Nordeste.

Até o momento, 51 pontos de conectividade já foram instalados em assentamentos  dos estados de Alagoas, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba e Sergipe, levando em consideração aspectos de densidade populacional e índice de desenvolvimento humano (IDH).

A tecnologia satelital permite a comunicação de dados em banda larga a partir de faixa dedicada a essa transmissão com alta velocidade e qualidade para locais remotos e de difícil acesso. É o caso da região amazônica, onde cabo de fibra óptica e antenas não chegam ou sua viabilidade é remota.

Como alternativa para a interiorização da banda larga no país, outro modelo de conectividade é apresentado como opção pelo Mapa. São os chamados white spaces ou espaços ociosos, que estão disponíveis no espectro da radiodifusão e poderiam ser ocupados por empresas operadoras de rede de internet.

O secretário-adjunto de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Ministério da Agricultura, Cléber Soares, esclarece que essa conexão permite o tráfego de dados em baixa frequência, atendendo a uma comunicação “básica” como mensagens de texto e voz por meio de aplicativos e redes sociais. “Essa pode ser a necessidade de um pequeno agricultor do interior do país, por exemplo. O ministério é agnóstico ao modelo de conectividade. Nosso papel é fomentar, incentivar e disponibilizar a tecnologia ao produtor rural. Ele que vai decidir qual usar”.

A tecnologia, no entanto, ainda depende regulamentação pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que colocou o tema em consulta pública em maio de 2020.

5G e Internet das Coisas

Em outro panorama, no qual a agricultura digital já é realidade, o uso da internet das coisas demanda um sinal de internet 5G para conexão entre coisas (principalmente objetos) e organismos biológicos como é o caso de plantas e animais. Sensores permitem, assim, a captação de informações de componentes de solo, de componentes de plantas e de desempenho animal. Os dados capturados são processados em plataformas e sistemas, subsidiando o produtor na tomada de decisão dentro da porteira, no sistema produtivo; e fora dela, quando a produção vai para o varejo, processamento, indústria, distribuição, até a mesa do consumidor.

Para começar a ser utilizada no Brasil, a tecnologia 5G aguarda leilão da nova geração de internet, previsto para o segundo semestre deste ano. Enquanto isso, 20 projetos-pilotos serão implementados pelo Ministério das Comunicações, sendo sete deles em áreas rurais. O primeiro já foi inaugurado em Rondonópolis (MT), no último dia 11. As demais instalações estão previstas para as seguintes localidades: Padef (DF), Londrina (PR), Uberaba (MG), Ponta Porã (MS), Rio Verde (GO) , Petrolina (PE), Bebedouro (SP).

“Temos uma sinergia muito grande para um trabalho conjunto. Durante muito tempo o agro funcionou com pouca tecnologia de forma pujante. Com a chegada do 5G vamos poder realmente mostrar o poder do agro. Temos a necessidade de implementação dessa tecnologia para universalizar a cobertura móvel na área rural “, comemorou o ministro das Comunicações, Fábio Faria.

O secretário do Mapa Cléber Soares explica que, antes mesmo do sinal 5G, as empresas que participarão do leilão, devem garantir, como contrapartida, a conectividade em 4G para localidades com até 600 habitantes e nas principais rodovias do país, por onde escoa a produção agropecuária. “A conectividade é o elemento de infraestrutura primordial para a agricultura digital. Essas comunidades são essencialmente rurais e receberão sinal para poder incrementar suas produções”.

A conectividade via fibra óptica também pode atender regiões rurais desde que próximas ao perímetro urbano, já que depende de cabeamento para a conexão de internet. O modelo é considerado de alta performance sendo imune a interferências e falhas de sinal.

Para a implantação de algumas infraestruturas de conectividade, o Mapa atuará em parceria com os entes de governo para disponibilização de linhas de crédito com recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST), do qual participará do comitê gestor, ainda pendente de regulamentação via decreto.

A conectividade é apenas a infraestrutura para a chegada da internet às comunidades rurais. A partir desse caminho pavimentado outras camadas como aplicações e serviços digitais serão a alavanca para o agro digital. Assim, o desenvolvimento de plataformas e programas de internet das coisas no campo; a integração de bancos e plataformas de dados para prover painéis estratégicos; o desenvolvimento de marketplaces digitais dentre outras aplicações se tornam fundamentais para o segmento.

Fonte:Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)
21/05/2021 0 Comentários
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Notícias

Webinar discute adubação na produção de grãos

Por redação 20/05/2021
Escrito por redação

- Webinar discute adubação na produção de grãos

Garantir a eficiência econômica no uso dos fertilizantes é foco do webinar “Adubação de sistema e manejo de nitrogênio em trigo”, promovido pela Embrapa e a Yara, no dia 20 de maio, às 19h, com transmissão pelo Youtube.

Os fertilizantes têm a maior participação nos custos de produção no trigo, representando aproximadamente 25% do investimento na lavoura. O nitrogênio (N) é o nutriente absorvido em maiores quantidades pelas plantas, atuando na fotossíntese e na formação de proteínas nos grãos. No trigo, o nitrogênio tem estreita relação com o potencial produtivo, ou seja, está comprovado pela pesquisa que o investimento em adubação nitrogenada pode resultar em maior rendimento de grãos. Mas, qual o momento certo para fazer a adubação nitrogenada? Quais são os limites, econômicos e agronômicos, no aporte de fertilizantes? Como ajustar a dose em função das variações de genética e ambiente?

Essas são algumas das questões que os participantes do webinar deverão responder durante o evento, que vai contar com os pesquisadores José Salvador Foloni, da Embrapa Soja,  e Diego Guterres, da Yara, sob a moderação do engenheiro agrônomo Giovani Faé, da Embrapa Trigo.

O evento também vai trazer à discussão o planejamento da adubação em sistema de produção de grãos, aproveitando o inverno no preparo para a semeadura de verão.

Serviço

Webinar Adubação de sistema e manejo de nitrogênio em trigo
Dia 20 de maio, às 19h
Promoção Embrapa e Yara
Transmissão canal da Embrapa no Youtube (acesse aqui).

 

Fonte: Embrapa
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Notícias

Caem projeções para a segunda safra de feijão

Por redação 20/05/2021
Escrito por redação

- Caem projeções para a segunda safra de feijão

As projeções para a segunda safra de feijão caíram. Segundo levantamento de maio do Instituto Brasileiro de Estatísticas e Geografia (IBGE), a diminuição é de 8,2%, equivalente a 98,7 mil toneladas a menos do que o esperado. As condições climáticas estão por trás desse resultado. Lenisson Carvalho, gerente de grandes culturas da Ourofino Agrociência, explica que não choveu na quantidade ideal nas principais regiões produtoras, caso do Paraná.

Diante desse cenário, há a possibilidade de captura de valor para quem for investir na terceira safra da cultura, segundo o especialista da empresa de defensivos. O cultivo ocorre de abril à outubro e depende de irrigação, devido às características climáticas do período. Segundo estimativa de maio da Companhia de Abastecimento Nacional (Conab), espera-se produzir 821 toneladas do grão na safra indicada.

Uma forma de aumentar a proteção da planta e, com isso, conquistar um maior crescimento e resistência a fatores adversos é o uso correto de defensivos agrícolas. Eles atuam contra pragas conhecidas do agricultor, as lagartas, por exemplo. Nesse caso, conta Carvalho, inseticidas devem ser aplicados na área de acordo com o índice de controle da praga. No portfólio da Ourofino Agrociência, o UnânimeBR® é um produto fisiológico com ação de contato e ingestão, seletivo aos inimigos naturais.

“O controle das lagartas permite manter a área fotossintética, as estruturas reprodutivas e o desenvolvimento das plantas”, comenta o gerente da Ourofino Agrociência. Há, porém, outros desafios no campo para os agricultores controlarem. As doenças foliares também estão presentes na cultura do feijão, contra as quais agem os fungicidas.

Com a associação de dois grupos químicos, as estrobilurinas (azoxistrobina) e os triazóis (tebuconazol), o Teburaz ®️ é um fungicida sistêmico utilizado para o manejo integrado de doenças, contribuindo para o controle da mancha-angular. Também pode ser usado em conjunto com outras soluções protetoras para combater a antracnose, que é considerada uma das doenças mais destrutivas do feijoeiro comum.

Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Embrapa, a antracnose pode levar à perda integral da lavoura, isso se infectar as plantas nos primeiros estágios de desenvolvimento. O mofo-branco é outro fator preocupante porque também é devastador para esse tipo de cultivo.  “Para evitar o surgimento desse fungo, é indicado usar um fungicida como o ParrudoBR®, que consta no portfólio da Ourofino Agrociência e é formulado com o grupo químico dicarboximida. Ao – e início do estádio de desenvolvimento reprodutivo nas áreas com histórico do mofo-branco, a solução deve ser utilizada. O limite é duas aplicações por ciclo”, orienta.

Antes, no entanto, de qualquer problema se impor, o profissional indica quais são as condições mais favoráveis ao cultivo. “Solo com adubação equilibrada, disponibilidade hídrica e manejo de pragas, doenças e plantas daninhas, protegendo a planta para que esta se desenvolva e produza de forma adequada ao potencial produtivo nas condições de cultivo de cada região”, reforça.

 

Fonte: Ouro Fino
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Opinião

A nova revolução do plantio passa pelo capital humano

Por redação 20/05/2021
Escrito por redação
*Por Paulo Cesar Ferreira

- A nova revolução do plantio passa pelo capital humano

Falta na agricultura um profissional que supervisione o plantio

Considerando que uma propriedade rural tem similaridade com fábricas onde cada setor tem um supervisor e um papel a cumprir e o conhecimento da sua atividade específica é fundamental para trazer os melhores resultados para o todo; no campo, gradativamente, começa a ser regra a particularização das etapas de produção onde, seus especialistas são treinados para executar com olhar crítico para cada parte do processo de plantio, que grosso modo, sempre foi visto como uma atividade simples. Bastava determinar a área, preparar os equipamentos, definir os operadores e “largar” no campo para plantar.

Mas a ciência, a pesquisa, o desenvolvimento tecnológico foram gradativamente avançando e hoje já não se pode mais tratar o plantio como um simples ato de jogar semente no solo. Em outras palavras, se nos primórdios da agricultura havia somente a intuição e as mãos para planejar e executar a semeadura, atualmente tem-se um acumulado gigantesco de conhecimento agronômico consolidado e um notável aparato tecnológico à disposição, o que lhe permite a ir muito além.

- A nova revolução do plantio passa pelo capital humano

O resultado da pesquisa e experimentação agronômica, já comprovou o impacto que faz um centímetro a mais ou a menos na posição da semente do solo, permitindo ao agricultor a definição da melhor profundidade, até em função do tipo de solo. E nas máquinas e sistemas, já se tem equipamentos com inteligência artificial e componentes usados pela indústria automobilística para gerar alta performance, capazes de melhorar cada vez mais o espaçamento correto entre sementes em cada linha de plantio considerando, inclusive, situações de curva e áreas de sobreposições. Após tanto avanço, chegou-se a uma realidade que chamamos de encruzilhada ou, no jargão popular, sinuca de bico. O dilema é: para onde iremos agora?

Mesmo que estejamos entrando na era da Agricultura Digital, Big Data, sensores e até de condução autônoma de tratores, a realidade no campo mostra que há uma carência significativa de ter mais Pessoas! O novo cenário vislumbrado agora, pela Geração Agro a partir de anos de experiências dedicados ao Campo, exclusivamente ao plantio, é de que este setor, assim como noutros, carece de gestores capazes de tomar em suas mãos as rédeas do processo de plantio. Assim, este profissional poderá entender o que acontece em todo o ciclo para que, ao final, se dê a cada semente a chance de germinar e se tornar uma planta em condições de expressar seu máximo potencial produtivo.

Por mais intuitivo que seja, deve-se frisar que nenhuma tecnologia é capaz de compensar a perda de potencial produtivo de uma semente mal plantada. Nenhuma máquina, por mais moderna que seja a tecnologia embarcada, assegurará um plantio perfeito se o time não estiver engajado, treinado e entendendo a importância de cada processo do Ciclo do Plantio.

A pergunta que desde já aparece então é, quem cuidaria de supervisionar toda a operação de plantio? De modo algum é possível que seja o produtor/proprietário, dadas todas as suas atribuições. Estando no topo da pirâmide, seu foco é gerir o negócio e analisar indicadores de produtividade e rentabilidade, eventualmente disponibilizando novas ferramentas para melhorá-los.

O segredo então está na posição intermediária da pirâmide, a primeira com alguma autonomia e, claro, chance de reconhecimento e crescimento pessoal e profissional. Trata-se do supervisor de plantio, um profissional cuja presença tem sido cada vez mais necessária dentro do processo e requisitada, conforme demonstra o aumento de demanda da nossa formação deste tipo de profissional.

Ele precisa ser metódico, ter senso de urgência e, sobretudo, de importância. Alguém capaz de assumir a responsabilidade pelo sucesso do plantio, gerando ganhos significativos na hora da colheita. Suas principais funções são o planejamento do plantio e o acompanhamento contínuo e detalhado da operação, fazendo os ajustes necessários para assegurar o resultado esperado: um plantio de excelência.

Por fim, mas não menos importante, resta-lhe ainda missão de conduzir a equipe de plantio, exercendo plena e natural liderança sobre os funcionários da propriedade que compõem a base da pirâmide, os mecânicos e operadores. Cabe inclusive ao Supervisor de Plantio fazer o planejamento e cobrar para que os mecânicos deixem a plantadeira em ordem para os operadores bem antes do dia do plantio.

A partir do momento que este profissional é formado e começa a atuar na propriedade, mesmo que de forma terceirizada, sua figura passa a fazer parte da fazenda e ele exerce um papel central para o sucesso do plantio. Ele se torna um ponto de apoio dos operadores e mecânicos, possibilitando inclusive que formações direcionadas a esses grupos tenham maior aproveitamento graças ao seu acompanhamento.

A base da pirâmide, grupo mais numeroso, é caracterizado por respeito à hierarquia e boa vontade. Contudo, nem sempre conseguem tomar boas decisões diante de imprevistos, por falta de conhecimento. Contratar gente com brilho nos olhos e vontade de acertar é importante, mas não basta. Treiná-los corretamente, na companhia de um Supervisor de Plantio, falando a língua deles, confrontando-os com situações que lhes sejam conhecidas é o caminho.

No final, o bom supervisor terá uma boa equipe. E no momento, mais do que de novas máquinas, é deste conjunto de Pessoas, competências e talentos que o plantio precisa para dar seu próximo salto! É hora de ter alguém focado na qualidade do plantio. Só assim o produtor vai ter o planejamento corretamente executado no qual as sementes estabelecerão uma lavoura bem formada, gerando altas produtividade por hectare e, portanto, mais retorno financeiro ao final da safra.

*Paulo Cesar Ferreira é Eng.Agrônomo, Diretor Técnico da Geração Agro
20/05/2021 0 Comentários
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Notícias

New Holland lança tratores que aliam força à tecnologia

Por redação 20/05/2021
Escrito por redação

 

- New Holland lança tratores que aliam força à tecnologiaLinhas T8 e T9 PLM Intelligence possuem arquitetura eletrônica que permite aos tratores trabalhar 100% conectados

A New Holland Agriculture, marca da CNH Industrial, acaba de lançar a sua nova linha de tratores de alta potência. As máquinas contam com uma arquitetura eletrônica embarcada de fábrica totalmente remodelada e voltada para a agricultura digital, conectada e de alta performance. Os tratores T8 e T9 PLM Intelligence pretendem levar um novo conceito ao campo, que busca melhorar a eficiência, entregando maior produtividade com menor custo operacional.

O PLM (Precison Land Management) Intelligence traz, entre outros benefícios, um conjunto de alta tecnologia e capacidade para atender a demanda por agricultura de precisão do campo. A conectividade total destes tratores possibilita, por exemplo, uma melhor gestão da frota, seu controle e suporte nas operações agrícolas, já que estarão totalmente conectadas com os novos portais da marca, o MYNEWHOLLAND, de suporte e treinamento, e o MYPLMCONNECT, de telemetria.

“Com essa tecnologia 100% conectada, o produtor rural vai economizar em sementes, defensivos químicos, combustível e, ao mesmo tempo, aprimorar a gestão da frota de máquinas, otimizando assim o tempo das operações agrícolas e da mão de obra, tendo sempre em mãos informações importantes que vão ajudá-lo a fazer a tomada de decisão em tempo real e gerir da melhor forma possível a propriedade”, afirma Rafael Miotto, vice-presidente da New Holland Agriculture para a América do Sul.

O executivo reconheceu que a falta de conectividade pode ser um empecilho e que, por isso, as máquinas têm potencial para entregar todas as funcionalidades em off-line. “Mas já estamos embarcando tecnologia para as novidades que vêm por aí”, ressaltou Miotto. O executivo lembrou que a empresa faz parte do Conectar Agro, cujo objetivo é levar conectividade ao campo.

De acordo com a empresa, 100% desses novos modelos previstos para 2021 já estão vendidos. “São vendas do Sul ao Tocantins”, assinala Miotto. Ele diz que, embora a empresa atenda a todas as regiões do País, há concentração maior de vendas nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. A New Holland reconheceu que há falta de insumos no mercado, que tem prejudicado os fabricantes, como o aço, e que uma saída adotada pela empresa tem sido orientar o produtor para que se planeje cada vez mais para a renovação de frota, evitando assim, problemas pontuais como o atual.

T8: alta potência

- New Holland lança tratores que aliam força à tecnologia

A nova família T8 PLM Intelligence foi criada para atender as expectativas dos clientes que buscam tratores de alta potência. Entre os benefícios estão: a redução da janela de operação, com maior produtividade; diminuição dos custos fixos e gastos com mão-de-obra com a melhor performance do trator; conectividade e telemetria para maior controle e disponibilidade; mais conforto e ergonomia para o operador, com uma cabine com visibilidade 360 graus amigável e controles intuitivos.

Outra novidade é a transmissão Full PowerShift Ultra Command™ 21×5, que vai equipar os tratores T8.430 e T8.440.  Com novos componentes e processos de montagem, a nova transmissão proporciona maior robustez e durabilidade, suportando mais peso e potência, além de garantir o máximo de conforto e eficiência. O conjunto conta ainda com o modo Autoshift (GSM), que controla a velocidade do trator e escolhe a melhor rotação do motor com a marcha adequada para a carga do implemento.

Já o eixo dianteiro, classe V, possui menor raio de giro, com ângulo de articulação máximo de 55 graus, que permite mais versatilidade e maior produtividade. A transmissão 21×5 conta com maior distância entre eixos, oferecendo melhor equilíbrio de transferência de carga e maior tração para aplicações exigentes de barra de tração pesada, evitando o efeito “galope” durante as operações.

As novas luzes de trabalho LED do T8 são perfeitas para aumentar a disponibilidade de uso do trator. Possuem maior luminosidade, durabilidade e menor consumo de energia, transformando a noite em dia. Essas características fazem do T8 um trator bastante utilizado nas áreas de cultura de soja, milho e algodão, mas também no cultivo de cana.

T9: força e conectividade 

- New Holland lança tratores que aliam força à tecnologia

Já o T9 PLM Intelligence – máquina consagrada no mercado de tratores de alta potência – é um equipamento que atende às mais exigentes demandas de plantio e preparo de solo, mesmo com os maiores e mais pesados implementos. A nova geração do trator, que é articulado, agora está preparada para a era digital e conectada, atendendo todos os perfis de clientes, desde os que buscam maior performance com baixo custo àqueles que valorizam conectividade e serviços. Trata-se de uma máquina ideal para médias e grandes áreas e voltada para produtores que buscam a melhor performance com baixo custo operacional.

Outra característica do T9 PLM Intelligence é a nova cabine, com design remodelado. Ela foi projetada para oferecer o mais alto nível de conforto e simplicidade de operação, com controles intuitivos de última geração que podem ser facilmente customizados dependendo da operação a ser realizada.

O T9 PLM Intelligence é um trator voltado, por exemplo, para o preparo de solo, especialmente em culturas do Cerrado, como soja, milho e algodão. Por sua força, robustez – e contando com tração integral – é a máquina ideal para puxar plantadeiras maiores, por exemplo. A máquina conta ainda com controle de insuflagem em tempo real dos pneus, podendo ser aplicado também em implementos com pneus. É possível monitorar até 16 pneus simultaneamente. O sistema pode ser programado para emitir alertas em caso de baixa pressão.

- New Holland lança tratores que aliam força à tecnologia

PLM Intelligence

Conforme explica o diretor de Marketing de Produto da New Holland Agriculture para a América do Sul, Claudio Calaça, a nova arquitetura do PLM Intelligence integra um conjunto de soluções nunca apresentado pela marca no Brasil, visando atender às necessidades diárias dos agricultores. “Essas ferramentas são mais intuitivas e de alto desempenho. Além disso, permitem conectar o cliente a ferramentas de suporte remotas, em tempo real”, observa.

O PLM Intelligence traz três principais e novos componentes: o monitor IntelliView 12™, a antena PLM Cygnus™ e o modem de processamento de dados e conectividade P&CM. O IntelliView 12 tem como característica ser a principal interface entre o operador e as funções da máquina. O monitor possui uma tela colorida de 12 polegadas do tipo multi touchscreen e uma nova estrutura de menu e funcionalidades, baseada nas interfaces de tablets.

- New Holland lança tratores que aliam força à tecnologia

“Esta interface foi construída visando melhorar a experiência do operador durante a jornada de trabalho. Além disso, o monitor possui tela integral de vidro e de alta definição que permite uma leitura fácil e rápida em qualquer condição de luminosidade”, diz Marco Milan, especialista para PLM da New Holland Agriculture.

A antena PLM Cygnus, por sua vez, promove uma compensação de terreno confiável e consistente para uso do piloto automático e outras funções de agricultura de precisão, mesmo nas condições de operação mais adversas, como próximo a árvores ou em relevos acidentados onde a visibilidade dos satélites é baixa. Esse modelo de antena é compatível com multi-constelações de satélites, permitindo receber sinais do GPS, Glonass, Galileo, QZSS e Beidou para cálculo da posição do trator, aumentando a disponibilidade de sinal para trabalho.

Módulo de processamento

No coração de toda essa nova arquitetura PLM Intelligence está o P&CM (Módulo de Processamento e Conectividade, na sigla em inglês). Trata-se do centro de processamento para todas as funções de agricultura de precisão e piloto automático da máquina, assim como o ponto de partida para a conectividade do veículo. Inicialmente, a conectividade dos tratores T8 e T9 será por meio de um SIM Card 4G interno. O potente processador quad-core de 1,5 GHz e uma memória de 64 GB garantem velocidade e memória necessárias para o processamento das informações e capacidade de execução das tarefas no campo.

O P&CM permite ainda o uso de ferramentas remotas para fins de suporte técnico, como o Remote Display e o Remote Service Tool, eliminando a necessidade de deslocamento até o veículo para fins de diagnóstico de falhas e versões. Todos os tratores T8 e T9 PLM Intelligence sairão de fábrica com 3 anos de assinatura avançada do pacote de telemetria MYPLMCONNECT, Remote Display e Remote Service Tool.

Gustavo Taniguchi, diretor de Marketing Comercial da New Holland Agriculture para a América do Sul, lembra que a marca é full linere vem acompanhando a evolução do agronegócio brasileiro, buscando oferecer as soluções inovadoras que sejam eficientes e úteis para os nossos agricultores, possibilitando a eles alcançar a produtividade e economia que desejam.

“A New Holland procura sempre entregar a solução ideal para todos os tipos de agricultores, independentemente do tamanho da operação agrícola. Queremos democratizar o acesso à agricultora digital, com uma tecnologia aberta e flexível, que se adapta a todos os tipos de públicos”, diz Taniguchi.

Motorização e novas versões

O T8 estará disponível nas versões T8.295, T8.325, T8.355 e T8.385, equipados com o motor FPT Cursor 9, nível de emissões Tier 3, de 6 cilindros, com potências de 250, 280, 311 e 340 cv, respectivamente. Mas o trator agora vai contar também com duas novas versões: o T8.430, de 380 cv, e o T8.440, de 396 cv, ambos com nova concepção de potência para tratores de chassi rígido, com a mesma tecnologia dos atuais motores FPT Cursor 9. Estes modelos contam com uma nova transmissão 21×5 reforçada, eixo dianteiro com suspensão de série, opções de rodados maiores, maior distância entre eixos e peso adicional para tracionar implementos maiores e mais pesados com conforto e eficiência.

Já o T9 segue com os modelos de motor da geração anterior – T9.480, T9.565, T9.600 e T9.700 –, com 426, 507, 542 e 629 cv, respectivamente. Os motores FPT Cursor 13, além da potência, força e reserva de torque, possuem robustez e baixo custo de manutenção, fazendo com que estejam entre os mais tecnológicos e confiáveis do mercado.

Formação de operadores

- New Holland lança tratores que aliam força à tecnologia

Acompanhando o lançamento de seus novos tratores T8 e T9 PLM Intelligence, de alta potência, que possuem soluções inéditas de conectividade voltadas à agricultura digital, a New Holland Agriculture apresenta seus novos portais de telemetria e de suporte e treinamento – o MYPLMCONNECT e o MYNEWHOLLAND, respectivamente. Essas ferramentas vão possibilitar ao produtor melhorar o controle da frota, dar suporte às operações agrícolas e aprimorar a gestão da propriedade, com dados que podem ser acessados da própria máquina, do escritório ou da tela do seu smartphone.

O novo conceito de PLM Intelligence lançado pela marca traz, entre outros benefícios, um conjunto de alta tecnologia e capacidade para atender a demanda por agricultura de precisão do campo. “A telemetria embarcada nas máquinas auxilia no planejamento e gestão das fazendas, permitindo a otimização dos recursos, gerando economia de insumos e ganhos de produtividade, além de ser uma aliada do meio ambiente, por evitar, por exemplo, o uso excessivo de defensivos químicos e reduzir a queima de combustível”, afirma Claudio Calaça, diretor de Marketing de Produto da New Holland Agriculture para a América do Sul.

As ferramentas embarcadas nos novos tratores T8 e T9 vão mandar informações diretamente para o portal MYPLMCONNECT, que reunirá os dados sobre o desempenho da máquina (gestão de frota), dados agronômicos da fazenda, georreferenciados e divididos por talhão, e cruzar essas informações com o histórico da propriedade. Com isso, aumenta-se a automação dos processos de integração de dados da fazenda, além de ser uma tecnologia aberta que pode ser usada em outras máquinas, inclusive da concorrência.

O agricultor, por sua vez, poderá acessar os dados por meio do portal MYNEWHOLLAND (https://my.newholland.com/brazil/pt-br), um ambiente de interface amigável que lhe permitirá encontrar diversas ferramentas dentro de um único ambiente virtual. Nele o cliente encontrará, entre outras coisas, informações sobre suas máquinas, como manuais de operação, vídeos do PLM Academy e muito mais.

“Acessando a página do portal, o cliente pode fazer o seu cadastro, bem como o cadastro de sua frota de máquinas e equipamentos PLM e, ao registrar um produto, terá acesso a um grande acervo de informações e materiais de conhecimento e suporte relacionados a essas máquinas”, explica Marco Milan, especialista para PLM da New Holland Agriculture.

Frota na ponta dos dedos

Outra novidade que a New Holland disponibilizará é o aplicativo MYPLMCONNECT Frota, que estará disponível em breve nas lojas das plataformas IOS e Android. Com ele, o agricultor vai poder acessar todos os dados pelo novo portal, tendo uma visualização de forma simples e em tempo real das principais informações operacionais da frota.

As informações que serão disponibilizados no aplicativo e, principalmente, nos portais MYNEWHOLLAND e MYPLMCONNECT estão divididas em três áreas principais: frota, fazenda e dados. Na parte de “frota” ficam consolidadas as informações oriundas das máquinas, como a localização de cada uma, o status de trabalho, o histórico de alertas e os relatórios diários dos status de trabalho.

Na aba “fazenda” é onde ficarão localizadas as informações agronômicas da operação, como mapas de plantio, pulverização, colheita, contornos de talhão e linhas de piloto automático. Já a área “dados” é destinada para a troca de dados entre outras plataformas de agricultura digital e consultores agronômicos interessados nos dados da operação.

“Esses novos portais foram pensados e construídos para dar suporte ao agricultor na tomada de decisão a partir das informações geradas pelos dados vindos de suas máquinas, em tempo real, dentro de um ambiente simples e intuitivo”, pontua Calaça.

Além disso, a New Holland também disponibilizará nas concessionárias da marca uma Sala de Inteligência de Serviços (Control Room), que permitirá identificar remotamente falhas e/ou necessidades de manutenção dos equipamentos, antecipando, por exemplo, eventuais correções antes mesmo que a máquina apresente algum problema.

 

 

20/05/2021 0 Comentários
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Lupion assume a Frente Parlamentar do Biodiesel

Por redação 19/05/2021
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- Lupion assume a Frente Parlamentar do Biodiesel

Erasmo Carlos Battistella, no destaque, e diversos deputados e senadores, participaram do evento

Evento contou com a presenta do presidente do Conselho de Administração da APROBIO, Erasmo Carlos Battistella, diversos deputados e senadores, além de outras lideranças da indústria do Biodiesel

 

O deputado Pedro Lupion (DEM/PR) assumiu hoje (19/05) como presidente da Frente Parlamentar Mista do Biodiesel (FPBio) na gestão 2021/2023, em evento realizado em Brasília. Em seu discurso, o parlamentar ressaltou que o setor do biodiesel passa por um momento delicado, enfrentando turbulências causadas pela redução da mistura no diesel fóssil. A FPBio está completando 10 anos de existência e já contou com a presidência do deputado federal Jerônimo Goergen (PP/RS), por dois mandatos, e do ex-deputado Evandro Gussi.

“Meu objetivo é solucionar este entrave, valorizar nossos produtores, as esmagadoras, aqueles que investem no agro brasileiro e carregam o país nas costas. Eu não tenho dúvida de que o trabalho que nós fazemos de oferecer um combustível limpo, que diminui as emissões prejudiciais à camada de ozônio, agregam valor ao meio ambiente e ao nosso produto”, disse. Para ele, os biocombustíveis representam uma grande parcela do agronegócio, que é a força motriz do país.

O presidente do Conselho de Administração da Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (APROBIO), Erasmo Carlos Battistella, saudou o novo presidente Pedro Lupion por aceitar o desafio de liderar a Frente Parlamentar, integrada por cerca de 200 parlamentares, entre deputados e senadores, considerada por ele uma representação muito importante para o setor.

“Biodiesel e etanol são patrimônios do Brasil por serem energia limpa, que agregam valor à soja e ao milho, sem falar nas externalidades positivas para a saúde, economia e meio ambiente. Os biocombustíveis estão alinhados aos compromissos do governo para cumprir os objetivos anunciados de neutralização de carbono”, disse Battistella. “E nosso primeiro desafio é retomar a agenda da mistura voltando de 10% para 13%. Muitas empresas estão fazendo investimento e precisamos voltar a esse nível de mistura”, completou.

Sustentabilidade

“Ninguém tem dúvida sobre a importância do biodiesel para a sustentabilidade do país. Estamos em um momento muito importante para o setor e vamos precisar do parlamento para que possamos avançar com segurança. Este é o caminho para que o Brasil produza querosene de aviação e diesel verde”, afirmou a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Tereza Cristina.

O ministro de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, ressaltou a capacidade da ciência em transformar recursos naturais em termos de biocombustíveis. “A Ciência e Tecnologia podem ajudar a ampliar e a ter uma produção mais eficiente”, concluiu.

Quem fez eco a esta afirmação foi o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD). “Temos de trabalhar para que os produtores possam avançar, que as leis possam incentivar e, acima de tudo, não podemos esquecer o compromisso que o Brasil tem com a sustentabilidade e precisamos reforçar isso perante o mundo”, concluiu.

O evento também contou com a participação do Ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, e do Secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, José Mauro Coelho, que representou o Ministro Bento Albuquerque, que estava em viagem.

Boa notícia

Battistella disse ter sido surpreendido positivamente com uma boa notícia transmitida pelo deputado Ricardo Barros, (PP/PR), que protocolou o Projeto de Lei que estabelece o Programa Nacional dos Combustíveis Avançados Renováveis com o objetivo de incentivar a pesquisa e fomentar a produção e consumo dos biocombustíveis avançados.

Além de deputados e senadores, o evento contou com a presença do presidente do Conselho Superior da Ubrabio, Juan Diego Ferrés, e do presidente Executivo da Abiove, André Nassar, além de muitos produtores de biodiesel.

Fonte: Frente Parlamentar Mista do Biodiesel (FPBio)
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“Cinquentinha” foi o primeiro trator da Massey Ferguson no Brasil

Por redação 19/05/2021
Escrito por redação

“Cinquentinha” foi o primeiro trator da Massey Ferguson no Brasil

O primeiro trator produzido pela Massey Ferguson no Brasil, o MF 50, mais conhecido como “Cinquentinha”, tem este nome em homenagem ao momento de intensas transformações que a sociedade brasileira vivia na época, pois rememora o ideal de desenvolvimento proposto pelo presidente Juscelino Kubitschek para que o Brasil pudesse avançar “50 anos em 5”.

O modelo de 37 cavalos de potência foi lançado durante a inauguração do parque industrial da Massey Ferguson em 18 de janeiro de 1962 – evento que contou com a presença do então presidente João Goulart, e do então ministro do planejamento, Celso Furtado.

- “Cinquentinha” foi o primeiro trator da Massey Ferguson no Brasil

Lançamento do “Cinquentinha” da Massey Ferguson

De acordo com a empresa, a principal necessidade dos produtores dos anos 1960 tinha a ver com o intensivo trabalho de expansão das fronteiras agrícolas.

“A resposta da Massey Ferguson foi oferecer tratores ainda mais robustos e, posteriormente, máquinas com mais capacidade de tração, buscando sucessivas melhorias em seu sistema mecânico. A marca também tratou de atender a uma antiga reivindicação, que era a de dotar os tratores com motores a diesel, solução que foi viabilizada após uma parceria firmada com a Motores Perkins, empresa que no futuro se tornaria uma associada MF”, assinalou em nota.

Edição especial

Em 2022, em celebração aos 175 anos de atuação no mundo, a Massey Ferguson lançou uma edição especial do clássico trator MF 35x. O modelo importado que deu origem ao MF 50, o “Cinquentinha”, primeiro trator produzido pela marca no Brasil e que, por anos, foi referência no campo e símbolo do pioneirismo na modernização da atividade agrícola e expansão do agronegócio no país.

“A edição especial homenageia todos os agricultores que tanto se dedicaram à agricultura e que construíram, ao lado da Massey Ferguson, a história da mecanização agrícola brasileira. É um trator destinado a admiradores da nossa marca para relembrar o ingresso do país na agricultura moderna”, destacou à época Eduardo Nunes, diretor de Marketing da Massey Ferguson.

Com apenas 100 unidades produzidas, a série comemorativa manteve as características do modelo original, incorporando novas tecnologias. O motor, por exemplo, embora seja muito parecido com o anterior, conta com uma bomba injetora mais precisa, sistemas de filtragens mais eficientes, além dos componentes serem fabricados com novos materiais.

Fonte: Massey Ferguson

 

*Este texto foi atualizado.

 

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ZF lança TSA Basic Line e amplia portfólio agrícola

Por redação 19/05/2021
Escrito por redação

- ZF lança TSA Basic Line e amplia portfólio agrícola

A ZF acaba de lançar no Brasil os eixos agrícolas TSA 20 Basic Line. Tratam-se dos eixos da família TSA, conhecidos por atributos como estrutura robusta, tecnologia embarcada e alta flexibilidade operacional, que agora ganham configuração técnica que permite atender às demandas de fabricantes de tratores convencionais multifuncionais, utilizados nas mais diversas aplicações agrícolas, conforme divulgou a empresa.

“Os eixos dianteiros TSA 20 Basic Line foram desenvolvidos para atender as mais diversas aplicações agrícolas. Ou seja, esses eixos aliam robustez e eficiência com uma configuração simplificada e são recomendados para equipar tratores agrícolas de uso misto”, destacou a empresa.

A ZF iniciará a produção desses novos eixos para o mercado a partir do segundo semestre deste ano. Duas importantes fabricantes nacionais, a AGCO, líder mundial em concepção, fabricação e distribuição de maquinário e soluções agrícolas e tecnologia de precisão, e Landini, que atuam no País oferecendo vasta gama de produtos, já fecharam encomenda do Basic Line que passará a equipar os mais variados modelos de tratores multifuncionais produzidos no Brasil.

Referência em alta produtividade em operações pesadas no setor canavieiro, os tratores Valtra BH Geração 4 passarão a ser equipados com os novos eixos TSA 20 Basic Line. Esses equipamentos, com motores de 4 a 6 cilindros, oferecem uma das melhores relações potência e força do mercado.

Desenvolvidos pela engenharia do Centro de Competência Global de Eixos Agrícolas da ZF, em Sorocaba, SP, os novos eixos substituirão os modelos AS 3065 e AS 3070. “Trata-se de uma evolução natural e, com o Basic Line, passamos a ter uma gama completa de eixos agrícolas da família TSA. São produtos conhecidos por elevada robustez, muita tecnologia embarcada e alta flexibilidade operacional, permitindo adequação técnica às mais variadas aplicações”, comenta Márcio Ribeiro, gerente sênior de vendas da ZF.

De acordo com Ribeiro, os eixos agrícolas da Família TSA trazem diversas vantagens, com destaque para a modularidade de componentes, facilitando a inclusão de opcionais como bloqueio de diferencial hidráulico e suspensão. “A engenharia da ZF aqui no Brasil desenvolveu uma arquitetura inteligente para esses eixos para permitir uma gama de produtos que varia do premium ao standard, que é o caso do Basic Line”.

A família de eixos TSA conta com design e aplicação desenvolvidos integralmente pela engenharia de produto da ZF no Brasil, com suporte das demais áreas da empresa, e seu resultado final demonstra o total atendimento às necessidades da operação em campo, desde a plantação até a colheita, contemplando a conveniência do cliente final e das montadoras.

Centro de Competência

O Centro de Competência Global de Eixos Agrícolas ganhou relevância graças à evolução tecnológica presente nos eixos produzidos para o mercado agrícola e de construção brasileiro, chamando a atenção da própria matriz da ZF, na Alemanha.

Hoje o centro é responsável por coordenar o desenvolvimento de eixos agrícolas para todos os mercados do mundo atendidos pela ZF. A proposta de aplicar a alta expertise da engenharia nacional nesta área para oferecer soluções tecnológicas inovadoras aos outros mercados onde a ZF atua está sendo realizada de forma consistente.

O foco principal dos desenvolvimentos são os grandes mercados da América Latina, Ásia e Europa, onde há forte demanda por esse tipo de solução. Para isso, foram criados centros de engenharia correspondentes em países como China e Índia.

Fonte: ZF
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Clima seco derruba estimativa de produção do milho

Por redação 19/05/2021
Escrito por redação

- Clima seco derruba estimativa de produção do milho

Rally da Safra volta ao campo para avaliar as lavouras de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Paraná

O Rally da Safra começa neste domingo, 23 de maio, a etapa de avaliação do milho segunda safra. Trata-se de uma das temporadas mais complexas dos últimos tempos. De acordo com os organizadores, os altos preços estimularam os produtores a aumentar os investimentos nas lavouras e a área plantada, que chegou a 14,4 milhões de hectares (7% acima da temporada anterior). “Tudo isso, porém, ocorreu com o plantio mais tardio da história, empurrando o desenvolvimento das lavouras para um calendário de alto risco climático”, destacaram na divulgação do evento.

Segundo o Rally da Safra, a safra começou com alto potencial produtivo, que acabou comprometido pela estiagem em importantes regiões produtoras, prejudicando principalmente as áreas semeadas mais tarde (de março em diante). Por isso, a estimativa de produção deste início da etapa milho do Rally é de 66,2 milhões de toneladas, 15% abaixo das 78,3 milhões de toneladas que se projetava em março, na última divulgação da expedição, quando a as lavouras de milho segunda safra ainda estavam sendo semeadas.

“É uma safra que não terá todo seu potencial expressado no campo. A irregularidade climática afetou o milho de forma severa. Nossas estimativas apontam para uma produtividade de 73,4 sacas por hectare, 19,6% inferior à da temporada 2019/20. É a menor produtividade média dos últimos anos, maior apenas do que a da safra 2015/16, também marcada por uma forte quebra”, afirma André Debastiani, coordenador da expedição.

As próximas semanas serão importantes. Há chuva prevista para os principais estados produtores de milho segunda safra. Caso isso se confirme, os problemas podem até ser um pouco amenizados, principalmente no caso das lavouras mais tardias. Se continuar chovendo pouco, porém, podem ocorrer novas revisões negativas.

Por enquanto, a avaliação é que o cenário poderia ser pior, não fosse o fato de que a situação não é tão crítica no Mato Grosso, por onde as primeiras duas equipes do Rally da Safra começam os roteiros de avaliação, percorrendo as regiões Médio-Norte e Oeste. A chuva no Estado não foi tão escassa quanto em outras regiões, embora também tenha sido mais irregular e mal distribuída do que em outras temporadas. A parcela das lavouras implantada num calendário de alto risco foi menor do que em outras partes do país. Apesar disso, a queda de produtividade é de 14% em relação à temporada anterior – a estimativa atual é de 94 sacas/hectare.

Os maiores prejuízos estão concentrados no Paraná, Mato Grosso do Sul e Goiás, onde choveu menos. No Paraná, a produtividade pode chegar a 60 sacas por hectare, 29% abaixo de 2019/20. Já no Mato Grosso do Sul, a produtividade está estimada em 62 sacas por hectare, 26% inferior à safra passada. Em Goiás, a expectativa é de que as áreas plantadas em janeiro e fevereiro colham de 90 a 100 sacos por hectare (abaixo da média de 150 na safra passada). As tardias poderão chegar a 50 ou 60 sacos por hectare – ou até deixarem de ser colhidas.

A passagem do Rally pelas regiões mais afetadas acontecerá no final de maio e em junho para avaliar aspectos fundamentais que irão determinar estimativas mais precisas sobre a produção da segunda safra, como população de plantas, espigas por metro linear, tamanho de espiga, peso de grão, além do percentual da área que não chegará a ser colhida.

A exceção a esse quadro geral vem de regiões como Rondônia e o MAPITO, onde choveu bem em abril e maio, sustentando boas perspectivas para as lavouras.

Reflexos no mercado

A quebra na produção gera impactos no mercado. Considerando tanto a safra de verão quanto a segunda safra, a Agroconsult projeta a produção brasileira de milho em apenas 91,1 milhões de toneladas, inferior a 100 milhões de toneladas pela primeira vez desde a safra 2017/18, quando foram produzidas 80,7 milhões de toneladas. O reflexo da queda de produção se dá nos altos preços do milho no mercado, numa relação de troca muito desfavorável para a produção de frango e suínos. Isso também acontece com a indústria de etanol, que já trabalha com margens apertadas. Além disso, as exportações brasileiras serão prejudicadas: a estimativa para os embarques em 2021, que já foi de 35 milhões de toneladas, agora é de apenas 26 milhões de toneladas. A perspectiva é de que o ano termine com os estoques em níveis muito baixos.

Equipes em campo

Seis equipes do Rally da Safra irão campo a partir de 23 de maio. Depois do Médio-Norte e do Oeste do Mato Grosso, serão percorridos Mato Grosso do Sul, Goiás e Paraná. “Será um momento importante para acompanhar as condições climáticas. Se não chover, a produção tende a ser ainda menor – mas caso as previsões sejam confirmadas, não se descartam surpresas positivas, considerando que uma recente onda de investimentos em nutrição, perfil de solo e genética tenha aumentado a resiliência em parte das lavouras. Nesse caso, algumas regiões que receberam uma a duas chuvas a mais podem melhorar a produção”, explica Debastiani.

Fonte: Rally da Safra
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Exportação de café atinge 46 milhões de sacas

Por redação 19/05/2021
Escrito por redação

- Exportação de café atinge 46 milhões de sacas

Preço médio unitário por saca foi de US$ 125,76 e receita cambial de US$ 5,77 bilhões no período de maio de 2020 a abril de 2021

As exportações dos Cafés do Brasil em doze meses, especificamente no período acumulado de maio de 2020 a abril de 2021, atingiram um volume físico total equivalente a 45,88 milhões de sacas de 60kg, com preço médio unitário de US$ 125,76, e receita cambial de US$ 5,77 bilhões. Desse volume, 41,82 milhões de sacas foram de café verde, 4,03 milhões o equivalente a sacas de café solúvel e 25,09 mil de café torrado e moído, de acordo com dados do Relatório mensal (abril 2021) do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil – Cecafé.

Neste mesmo contexto da performance dessas exportações, apenas nos quatro primeiros meses do corrente ano, as vendas brasileiras de café aos importadores somaram 14,79 milhões de sacas de 60kg, das quais 13,53 milhões foram de café verde, 1,25 milhão de sacas de solúvel e, em complemento, 9,98 mil de torrado e moído. Além disso, o preço médio da saca exportada foi de US$ 131,78, o que gerou uma receita de US$ 1,94 bilhão.

Exclusivamente no mês de abril deste ano, foram exportadas 3,33 milhões de sacas de café de 60 kg, número que representou uma queda de 8,5% no volume exportado, caso esse desempenho seja comparado com o registrado no mesmo mês de 2020. Nesse caso específico, os cafés verdes representaram 3,03 milhões de sacas de 60kg, o solúvel 293,35 mil, o torrado e moído apenas 2,68 mil sacas, e a receita cambial foi de US$ 447,20 milhões.

Fonte: Conselho dos Exportadores de Café do Brasil – Cecafé
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