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Revista

Fontes alternativas: é o fim do caminho para o diesel?

Por redação 11/05/2021
Escrito por redação

Por Leonardo Gottems

- Fontes alternativas: é o fim do caminho para o diesel?

Era uma quinta feira, dia 23 de fevereiro de 1893, quando o engenheiro alemão Rudolf Diesel recebia a patente para seu motor de autoignição. No entanto, somente no começo de 1897 é que foi construído o primeiro motor a diesel do mundo. Sua peculiaridade, na época, era o alto grau de rendimento, que conseguia aproveitar para o movimento um quarto da energia do combustível. Hoje pode parecer pouco, mas na época era um recorde.

O motor a diesel passou a ser largamente utilizado na indústria de construção naval, automobilística e aeronáutica, que, na época, se resumia à balões dirigíveis. Na agricultura essa história é um pouco mais recente. Em 1931 a Caterpillar começou a produzir o seu primeiro modelo de trator a diesel, o Caterpillar Diesel Sixty Tractor. O motor D9900 entrou em produção em 1931 e ganhou notoriedade por ser o primeiro motor diesel produzido em massa do mundo.

Apenas em 1938 a John Deere criava o primeiro trator projetado por um desenhista industrial, que chamou de Styled Model A. Até 1949, os tratores eram movidos a gasolina, já que o diesel chegou na empresa somente naquele ano, com o Model R. A popularização se iniciou quando algumas destas máquinas são levadas para a Europa no início da década de 1950, pelo Plano Marshall.

Com o Plano Nacional da Indústria de Tratores Agrícolas, em 1959, o Brasil começou a fabricação de tratores, sendo que, antes disso, as máquinas utilizadas eram importadas, e a frota nacional contava com cerca de 60 mil unidades. Nessa época, os motores mais populares eram movidos com óleo diesel. 

Contudo, essa popularidade foi por muitas vezes “ameaçada”. Nas décadas de 60 ou 70, por exemplo, a preocupação com o fim do diesel estava em alta, já que o petróleo também estava ameaçado e já se falava na falta dessa matéria-prima. Somente depois dos anos 2000, com a descoberta do pré-sal, é que o petróleo teve uma espécie de respiro. A ameaça agora é outra e inevitável: A tecnologia. 

“Hoje, se faz uma recontagem e sim, muito provavelmente o diesel está próximo da exclusão. Agora não mais por falta. Acho que é por substituição tecnológica e competição com as novas fontes. Provavelmente não vai ser em anos e será no mundo urbano primeiro. A agricultura sempre é uma das últimas e o trator será um dos últimos da fila, depois do transporte urbano e de cargas”, comenta José Paulo Molin, professor-associado do Laboratório de Agricultura de Precisão (LAP).

Já para João André Ozório, que é um dos fundadores da fábrica de tratores elétricos da YAK, esse futuro em que o diesel não será protagonista nos motores da agricultura, principalmente dos modernos tratores não está tão perto assim de se tornar realidade. Ele acredita que é muito provável que esse combustível fóssil tenha uma redução no seu uso nos próximos anos, mas alguns setores da economia ainda terão resistência em abandoná-lo por completo.

“Eu não diria que o fim do uso do diesel está próximo, mas acredito fielmente que é um combustível que tende a ter uma redução significativa. O uso intensivo deste combustível ainda se dá pela falta de alternativas, mas a medida que tecnologias como a tração elétrica se popularizarem mais no Brasil e no mundo os produtores rurais, indústrias e inúmeros setores da economia certamente irão abandonar o diesel”, comenta o especialista. 

Um dos empecilhos para que isso aconteça, conforme explica Luís Eduardo Ferrari, gerente de Assuntos Corporativos e Regulatórios da John Deere para o Brasil, é a concorrência que está atrasada. Segundo ele, os combustíveis alternativos ao diesel ainda estão em fase de experimentação e irá demorar, e muito, para se popularizarem. “Neste momento, as fontes de energia alternativas ao diesel estão em fase experimental e necessitam de importantes aprimoramentos até atingir o grau de eficiência e produtividade exigidos pelo mercado brasileiro. Sendo assim, comercialmente falando, ainda deve levar algum tempo para que aconteça essa substituição”, indica.

Alternativas 

De acordo com Ozório, existem uma série de possibilidade para a geração de energia, falando de agricultura, as PCHs e usinas fotovoltaicas têm se mostrado uma das alternativas mais eficientes e economicamente viáveis. Quem corrobora com esse pensamento é Ferrari, que destaca que tudo isso ainda precisa ser trabalhado. “Por enquanto, continuamos aprimorando a utilização de blends cada vez maiores de biodiesel para uso no curto e médio prazo. Trabalhamos também tecnologias de eletrificação pura ou com tecnologia híbrida diesel-elétrica”, diz ele.

“Quando o Proálcool tomou volume, isso na década de 80, toda a indústria trabalhou forte para fazer um caminhão com etanol e até chegou a existir. Recentemente se fala muito do biogás ou GLP ou gás em geral, que também é um grande candidato, mas ele deve vir a ser complementar em algum sistema de produção. Depois, tem o hidrogênio que é uma vertente que não deslancha nem no automóvel. E sobra a eletricidade”, acredita Molin.

Segundo o professor do LAP, o sistema eletrificado pode vir para ficar e, em alguns aspectos, está mais perto do que nunca. “Indo direto ao assunto, o trator, como fonte de potência na agricultura é uma unidade compacta e pesada porque tem que ter aderência. Para isso, ele precisa ter potência e, para ter potência, necessita de um contraponto muito forte, uma inconsistência muito com o conceito da energia elétrica para acionar veículos, em que precisa de muita potência e de horas de trabalho sem recarga. Então o trator grande, por enquanto, tem pouca chance de vingar. O trator pequeno e médio, da agricultura familiar, já estaria apto a estar no mercado, porque ele não tem o mesmo ritmo de trabalho do trator grande”, indica.

Nos laboratórios da John Deere, Ferrari diz que isso já é uma realidade. Há muitos anos a companhia trabalha em prol do desenvolvimento projetos nas áreas de eletrificação, tanto que, em 2020, a empresa foi pioneira e apresentou o conceito do primeiro trator autônomo elétrico. A partir disso, o trator possui uma unidade de acionamento elétrica, compacta e eficiente, capaz de operar 100% com energia elétrica. Isso significa trabalho sem emissão de gases poluentes e níveis de ruído extremamente baixos.

“Além de trazer um benefício financeiro muito grande a eletrificação proporciona um ambiente de trabalho mais limpo, saudável e silencioso. Apesar de um trator elétrico ter um custo superelevado, ele tem um payback muito rápido e saudável para o fluxo de caixa das grandes propriedades. Em números simples, estamos falando de uma redução de 70% do custo operacional atual, além do ganho de eficiência e da possibilidade de agregar valor ao produto final por meio de uma produção mais sustentável”, opina o fundador da Yak.

Nesse mesmo cenário, existem alguns combustíveis que vem ganhando espaço. “Majoritariamente o foco ainda é o blend de biodiesel (diesel mineral misturado a biodiesel, em proporção definida pelo governo). Qualquer outra possibilidade de utilização de novos combustíveis ainda está em estágio inicial. Fontes alternativas esbarram em requisitos técnicos diversos, desde menor poder calorífico, logo menor autonomia, como o caso do biogás, até inexistência de baterias adequadas  (no caso de eletrificação). É importante ressaltar que isso ocorre em todo o mundo, e não somente no Brasil”, explica Ferrari.

Gás natural como opção

Um desses combustíveis alternativos que ganham espaço mundo afora é o gás natural. A  FPT Industrial, por exemplo, anunciou a produção do 10.000º motor FPT Cursor 13 Gás Natural na linha de produção da fábrica de Bourbon-Lancy, na França, em 9 de março. Esse motor em questão se destaca pela potência e é 100% movido a gás natural. Desenvolvido para missões de longa distância, e prometendo entregar alta confiabilidade e menores custos de operação. Em relação às especificações, o FPT Cursor 13 NG tem potência de 460 hp a 1.900 rpm e torque de até 2.000 Nm a 1.100 rpm, representando uma solução de fácil utilização para os usuários finais, já que aceita GNV (gás natural veicular) e GNL (gás natural liquefeito). A solução de biometano é capaz de reduzir os níveis de emissões de CO2 a um patamar próximo a zero. “Alcançar 10.000 motores FPT Cursor 13 NG é uma conquista incrível”, afirma o gerente da fábrica da FPT Industrial, Luc Bernardini.

Eletrificação na prática

Um exemplo da eletrificação é o sistema eAutoPower que integra os tratores 8R da John Deere. “É a primeira caixa de engrenagens eletromecânicas de energia dividida para utilização agrícola no mundo. Trata-se de uma tecnologia que substitui a unidade hidráulica (bomba/motor) por dois motores elétricos. Estes motores foram construídos para que não apenas forneçam o inversor, mas também até 100 kW de energia elétrica para consumo pelo implemento. Entre os benefícios estão maior eficiência da caixa de velocidades e menores custos de manutenção”, completa o gerente da empresa.

A grande barreira para a chegada de máquinas eletrificadas ao mercado são as baterias. Nesse momento, a tecnologia existente não é capaz de suprir as demandas energéticas necessárias para manter uma máquina agrícola operando por um dia completo.

Outra tentativa, tão contundente quanto, para eletrificar os sistemas de produção agrícolas veio da própria YAK, que planeja, para esse ano ainda, o pré-lançamento de um trator elétrico para uso agrícola. Atualmente, a startup conta com três modelos de tratores elétricos de pequeno porte produzidos para uso industrial, com potências que variam de 9 a 24 kW. No dia de campo para apresentar a tecnologia, a YAK utilizará equipamentos semelhantes aplicados à atividade agrícola.

 “De maneira geral utilizamos baterias de alta tecnologia com vida útil longa e uma boa autonomia, além disso, os tratores da YAK têm sistema de carga rápida, motores com uma vida útil enorme e são totalmente conectados com a internet”, conta Ozório.

Tendência sem volta

A eletrificação é considerada uma tendência sem volta para os especialistas consultados para essa reportagem. “Acredito que as máquinas agrícolas eletrificadas serão parte importante da agricultura brasileira do futuro”, corrobora Ferrari. “No entanto, acho que não estamos no ponto ainda, preparados, para competir com outras soluções que hoje abastecem os tratores grandes”, assinala Molin.

O fundador da YAK, no entanto, tem uma visão um pouco diferente dos citados anteriormente. Ele acredita que o futuro da eletrificação já começou. “Na verdade a tração elétrica já é uma realidade, carros, caminhões, motos e uma série de outros veículos já são elétricos, os tratores ainda estão dando os primeiros passos, mas com toda a certeza seguirão esta tendência, que vejo como um caminho sem volta”, conclui Ozório.

11/05/2021 0 Comentários
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Revista

Reposição: a importância da qualidade de peças e componentes

Por redação 11/05/2021
Escrito por redação
Por Gustavo Paes

- Reposição: a importância da qualidade de peças e componentes

Procedência e correta especificação desses itens interfereM diretamente no desempenho dos equipamentos

Os motores possuem vários componentes, desde os mais básicos, como cilindro, pistão e biela, até específicos para cada marca e modelo, tais como bicos injetores, tubulações e filtros, e tantos outros. Todos fazem parte de um conjunto de peças responsáveis pelo correto desempenho para o qual o equipamento foi projetado. 

Esses componentes devem ser sempre os recomendados pelo fabricante, conforme o instrutor de operação e manutenção de máquinas e implementos agrícolas e rodoviários Joel Sebastião Alves. “Do contrário, os objetivos de rendimento, desempenho e potência ficarão comprometidos e podem ocasionar quebras, rupturas e até levar ao desgaste prematuro e antecipar uma reforma completa do propulsor”, assinala o especialista.

Alves avalia que a evolução das peças de motores não foi muito significativa, pois os próprios motores de combustão interna não evoluíram como outras tecnologias, como no mundo da eletrônica. Ele pega como exemplo um computador dos anos 90 e um atual, ou um telefone celular, e tantos outros exemplos da área de eletrônica e informática. 

“Os motores de combustão estão parados no tempo”, decreta. Alves, porém, reconhece que houve algumas melhorias, principalmente nos processos de fabricação e na qualidade dos materiais empregados.

Ele afirma que o advento de novas ligas metálicas, mais leves e resistentes, contribuiu para um avanço bastante significativo. Os fabricantes utilizam ligas sinterizadas com material sintético ou cerâmico, o que aumenta a vida útil do componente e possibilita trabalhar em temperaturas mais elevadas. Há toda uma nova tecnologia a ser empregada para que haja um melhor desempenho dos motores. 

“Mas os motores de combustão interna estão no limite de sua capacidade operacional, por mais que se tente acrescentar ou maquiar suas aplicações, parece-me que estamos no fim de um era, pois os motores elétricos estão chegando com toda força. Ainda haverá um período de convivência entre ambos, talvez possa ser até longa”, projeta Alves.  

Durabilidade e desempenho

As peças e componentes possuem papel-chave em toda a vida útil dos motores, pois garantem a durabilidade, desempenho e o menor custo de operação a longo prazo para o produtor no campo, conforme o especialista de marketing e vendas de motores AGCO Power para a Valtra, Fernando Silva. “Uma peça com defeito impacta todo o funcionamento da máquina e a operação do produtor”, alerta. 

Silva conta que a evolução de peças e componentes dos motores se utilizou de novos materiais em sua composição, visando atender novas demandas de mercado em aplicações de uso severo, menor número de paradas, revisões mais espaçadas de manutenção periódica, e assim, aumentar a durabilidade de todo o conjunto. 

Entre as principais inovações, ele cita os filtros de combustível, ar e óleo de maior durabilidade e maior tempo para substituição. E também elenca o kit de giro (troca somente dos componentes essenciais do motor em campo, prolongando sua vida útil), os sistemas de alta pressão de combustível (otimização de todo o processo de combustão e performance do motor) e o catalisador (redução na emissão de poluentes sem comprometer o desempenho do motor).

O especialista da Valtra acredita que o tucho hidráulico substituirá o tucho mecânico, que realiza a abertura e fechamento das válvulas do motor, mas não precisará de manutenções periódicas. 

Outra aposta de Silva é o turbo eletrônico, que permite ganho de precisão na admissão de ar para o motor, otimizando a combustão e o consumo e reduzindo perdas em todo o processo de geração de energia da máquina.

Assim como o ECU (Engine Control Unit), módulo de controle do motor. “O ECU é o “cérebro” do conjunto e estará cada vez mais avançado, gerindo todos os sensores, gerando diagnósticos imediatos para o operador, mapeando o comportamento do propulsor e evitando quebras e perdas com maior autonomia”, salienta. 

E assegura que os fluidos, mesmo não sendo considerados peças por alguns, serão fundamentais no futuro. 

Processo de qualidade 

O diretor da Unidade de Negócios de Peças de Reposição e Marketing da MWM, Thomas Püschel, frisa que oferecer peças com qualidade tem um papel fundamental, pois elas seguem um processo de validação segundo as especificações e características técnicas desenvolvidas pela engenharia da MWM. 

A marca possui uma engenharia local e conta com um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da América do Sul, com 25 bancos de provas, que são dedicados para o desenvolvimento de novas motorizações e para suportar o desenvolvimento de aplicações e componentes.

Püschel garante que o desenvolvimento de cada um dos componentes do motor segue os mais rígidos critérios e especificações de forma a entregar um produto dentro da potência especificada, de acordo com a durabilidade, qualidade e confiabilidade do produto genuíno. 

“A utilização de peças genuínas é de fundamental importância para o bom desempenho, em termos de performance e consumo de combustível dos motores aplicados em máquinas agrícolas”, orienta.

A área de desenvolvimento de produto da MWM busca e desenvolve os componentes/peças que atendam aos requisitos da equipe de engenharia, a demanda dos clientes e os requisitos legais, impostos pelos órgãos competentes. 

“Atualmente temos em produção os motores para aplicações agrícolas que atendem às normas de emissões – MAR-I, além das peças para motores não emissionados dependendo da necessidade de cada cliente”, destaca.

O diretor comenta que, além da busca por qualidade, que requer investimentos e inovação, a MWM entende que a exigência e as necessidades dos consumidores vêm sofrendo alterações. Como, por exemplo, áreas com maior extensão para plantio e colheita. “Essas áreas dependem de máquinas com maior desempenho, produtividade, durabilidade, menor consumo de combustível e, além de atendimento a todos estes requisitos, um eficiente trabalho de pós-vendas”, recomenda. 

A empresa tem investido em aumento de capilaridade da rede e novas soluções, conforme a necessidade do mercado. A MWM possui mais de 580 pontos de vendas de peças de reposição em âmbito nacional. 

Além das peças genuínas, a empresa também possui um portfólio de peças multimarcas, denominada Master Parts. A linha foi desenvolvida de acordo com os critérios de qualidade e confiabilidade MWM. 

“Procuramos buscar soluções e desenvolvimento de peças para qualquer motorização a diesel, considerando a demanda do mercado e da nossa rede de distribuição. A MWM criou o projeto de venda de peças on-line e desenvolveu uma plataforma própria para a comercialização de peças no modelo marketplace. 

A marca conta com mais de dois mil itens disponíveis, tanto de peças para motores MWM, quanto peças para motores multimarcas. 

Testes de campo

O gerente de Assuntos Corporativos e Regulatórios da John Deere para o Brasil, Luís Eduardo Ferrari, entende que a qualidade das peças e componentes são importantes para a potência e saúde dos motores de máquinas agrícolas. 

“A aplicação agrícola é uma condição extremamente agressiva e o desenvolvimento adequado de peças e componentes é fundamental para garantir desempenho e durabilidade do motor”, observa. 

O especialista ensina que, nessa etapa, é preciso considerar diversos fatores da vida real, como variação de umidade do solo, variações de esforço, vibrações, temperatura, poeira etc. 

“Em nosso processo de engenharia experimental, os componentes passam por constantes evoluções e aprimoramentos, contando com toda nossa experiência e tecnologia a seu favor”, declara. 

Ele salienta que a marca promove ensaios e testes de campo de novas tecnologias, o que eleva o padrão de qualidade e excelência, e proporciona ao produtor máquinas e implementos que ajudam a melhorar a produtividade e rentabilidade, além de impactar na redução do tempo de máquina parada. 

O processo de evolução na John Deere baseia-se na experiência acumulada nos mais de 180 anos e centenas de milhares de produtos entregues para clientes em todo mundo, segundo ele. 

“Temos como um diferencial o fato de sermos fabricantes de motores e máquinas, de forma a proporcionar o casamento perfeito e simbiótico entre os conjuntos”, afirma. No Brasil, a empresa propôs normas ambientais de emissões, ajudando o País a tornar-se pioneiro no assunto. 

Ferrari diz que o segredo de um motor ou uma máquina completa não está em seus componentes de forma isolada, e sim na interação entre os diversos sistemas que compõem um veículo, como motor, transmissão, cabine etc. 

or essa razão, os testes virtuais e de campo fazem com que a empresa evolua de forma constante e sustentável. “Isso permite o desenvolvimento de tecnologias que vão ao encontro das necessidades de nossos agricultores e que fazem a diferença no desempenho produtivo e econômico das lavouras”, encerra. 

As peças e componentes da Cummins trazem a vantagem do desenvolvimento de engenharia integrado com os motores da empresa, como os turbocompressores Holset e a Cummins Filtros. 

A Cummins utiliza o segmento agrícola como um campo de provas para o desenvolvimento e aprimoramento de seus produtos. A marca desenvolve peças e componentes que atendam às demandas de produção, o que gera confiabilidade, alta disponibilidade do equipamento e baixo consumo de combustível. 

Peças genuínas

As peças genuínas Cummins procuram, segundo a empresa, garantir o atendimento das necessidades específicas do motor no que se refere a dimensões, material, durabilidade e interação do conjunto de peças que o compõem. Entre os principais benefícios do uso de peças genuínas estão a maior durabilidade e economia a longo prazo. 

“Essa peças possuem um desempenho superior, possuem garantia do fabricante, asseguram a manutenção da garantia do motor e dão mais segurança ao motor/veículo/equipamento e ao motorista”, afirma o gerente de Aftermarket da Distribuidora Cummins Brasil, Marcos Azambuja.

A evolução das peças acompanha a dos motores que, ao longo dos anos, seguem em desenvolvimento na busca de melhoria de desempenho, durabilidade e redução de emissões segundo Azambuja. 

“Dentre estes avanços podemos elencar ainda todos as tecnológicos ligadas as sistemas de combustível, turbo compressores com geometrias de alta performance, intercoolers e demais controles eletrônicos embarcados nos motores”, finaliza.

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Revista

Tecnologia aplicada: a evolução dos motores em máquinas agrícolas

Por redação 11/05/2021
Escrito por redação
Por Gustavo Paes

 

- Tecnologia aplicada: a evolução dos motores em máquinas agrícolas

Até o século 18, a agricultura utilizava ferramentas rudimentares, fabricadas de forma artesanal em madeira e ferro. Porém, com o crescimento da população urbana e o aumento da necessidade de alimentos, surgiu a demanda por maior aproveitamento da produção agrícola. Para garantir uma melhor produtividade, a mão de obra humana foi substituída, aos poucos. Primeiro deu lugar à força animal e, depois, à motorização a vapor e, posteriormente, aos motores de combustão interna. 

A tração animal só foi completamente trocada por tratores antes da Segunda Guerra Mundial na América do Norte e, logo após, na Europa. O primeiro trator à gasolina foi fabricado em 1892 pelo norte-americano John Froelich, nos Estados Unidos, e seu projeto foi adquirido por John Deere, servindo de base para a fabricação de seus tratores no início do século 20. 

Essas máquinas tiveram um importante papel no desenvolvimento da mecanização no século passado. Elas permitiram que os agricultores aumentassem a produtividade, tornaram o trabalho menos árduo e ainda elevaram a qualidade das operações agrícolas. 

Desde 2015 está em vigor no Brasil o Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve) MAR-I, que estabelece limites de emissões. A primeira fase, para máquinas agrícolas, iniciou em janeiro de 2017. A segunda, em janeiro de 2019, quando a legislação passou a ser válida também para equipamentos agrícolas e florestais. 

Porém, antes mesmo de a legislação entrar em vigor, as fabricantes se anteciparam e lançaram novos motores, mais eficientes, econômicos e menos poluentes. Outra preocupação das montadoras foi com a redução das emissões de ruídos, para proporcionar maior conforto para os operadores das máquinas. A indústria segue apostando em inovações, como o trator movido a bioetano, da New Holland, ou o trator autônomo inteligente e totalmente elétrico da Monarch Tractor.

O especialista em mecanização agrícola Joel Sebastião Alves ressalta que houve uma grande evolução com a melhoria da qualidade do material usado na fabricação dos motores. “As ligas metálicas melhoraram muito. Hoje temos material cerâmico nas ligas metálicas, policarbonato e ligas sintéticas”, salienta. Outro avanço, frisa Alves, foi o da eletrônica. “A segunda evolução é a parte eletrônica no tocante à melhoria da eficiência do processo de combustão dos motores”, aponta.

 A FPT Industrial produz motores no segmento off-road  de máquinas agrícolas, das famílias F5, F28, S8000, NEF, Cursor e V20. A gerente de Marketing da FPT, Isabela Costa, afirma que a evolução tecnológica é contínua, conforme as necessidades de mercado, aplicações e novas especificações. No Brasil, o último salto foi a implementação dos motores MAR-I/Tier 3 entre 2017 e 2019, reduzindo os níveis de emissões e de ruídos. A fabricante homologou mais de 50 novos motores. “Para se dimensionar a evolução da tecnologia, os motores MAR-I/Tier 3 emitem, em média, 60% menos poluentes comparados a um motor anterior não emissionado”, compara.

Os investimentos em melhorias dos processos para a chegada do MAR-I/Tier 3 levaram as fábricas de Sete Lagoas (MG) e Córdoba (Argentina), a obter, em 2016 e 2018, as certificações do World Class Manufacturing, sistema da CNH Industrial projetado para eliminar desperdícios e perdas do processo de produção. 

A executiva explica que tecnologias, como a injeção eletrônica Common Rail e o sistema de pós-tratamento I-EGR, asseguram alta produtividade para tratores, colheitadeiras e pulverizadores, e fornecem energia para outras fases da produção – seja em plantio, cultivo ou colheita. Para aplicações que exigem grande disponibilidade de força, a injeção Common Rail proporciona equilíbrio entre resposta de aceleração, torque e potência, além de menor consumo de combustível. O sistema I-EGR recircula os gases de escape sem a necessidade de manutenção periódica, atingindo menores emissões. 

A FPT, que atende grandes players, desenvolve motores híbridos, aliando expertise em gás natural aos elétricos. A energia do futuro, associada ao uso de diferentes combustíveis, reflete-se em menor consumo, maior eficiência e reduções de emissões. A busca por um futuro mais verde é sintetizada no motor conceito Cursor X, que mostra como a marca enxerga inovação: multipotência, modular, multiaplicação e conectado.

Flexibilidade

A introdução no Brasil dos padrões de emissão MAR-1 para motores agrícolas entre 25 e 101 hp, em 2019, também provou ser uma grande oportunidade para a Perkins, que ofereceu aos clientes uma variedade de motores mecânicos da série 1100 para atender a esses requisitos do mercado local. A marca, que há 85 anos produz motores para máquinas agrícolas, é parceira de vários fabricantes no Brasil, como a LS Tractor, Agrale e Landini.

- Tecnologia aplicada: a evolução dos motores em máquinas agrícolas

Motor Perkins

A empresa sul-coreana utiliza motores mecânicos e eletrônicos Perkins em seus tratores da série Plus e H, conforme o gerente de Marketing para a América Latina da Perkins, Rafael de Souza. E a Agrale lançou no mercado seus tratores 575 e 5105. A Landini também trouxe seus motores das séries Brutus e Rex com motor Perkins para o mercado brasileiro. “Em todo o mundo, existem mais de 300 modelos diferentes de tratores equipados com motores Perkins. Estima-se que mais de 500 mil motores agrícolas Perkins estejam em operação”, ressalta. No final de 2017, a fábrica da Perkins em Curitiba (PR) comemorou a fabricação de 250 mil motores para a indústria fora de estrada, incluindo setores como agricultura, geração de energia elétrica e construção.

A principal fonte dessa potência vem dos motores da série 1100, que é o mais conhecido dos produtos Perkins na América Latina. Fabricado na capital paranaense, o propulsor é conhecido por sua flexibilidade na aplicação e instalação. “Outros benefícios incluem tecnologia de vedação avançada, partida rápida a frio e boa aceitação de variações de combustível e presença de biodiesel, que pode variar de uma região para outra”, enfatiza Souza.

Menos poluentes

O diretor da Unidade de Negócios de Motores e Geradores da MWM, Cristian Malevic, diz que a competitividade dos produtos agrícolas brasileiros no mercado mundial fez com que o produtor invista mais em equipamentos de alta produtividade, o que significa motores com menor consumo de combustível, alto nível de qualidade e disponibilidade, e menor custo de manutenção. 

- Tecnologia aplicada: a evolução dos motores em máquinas agrícolas

Motor MWM

Com o aumento da precisão agrícola, as máquinas passaram a trabalhar com base em algoritmos de maior complexidade, que conduzem os equipamentos para maior eficiência produtiva e qualidade da planta. Situação que exige resposta mais rápida e precisa dos motores, tanto para a propulsão, como geração de força hidráulica para implementos. “A evolução dos motores diesel para máquinas agrícolas trouxe o benefício de redução do nível de emissões, pois os motores são mais eficientes e trazem um elevado nível de tecnologia embarcada”, afirma.

O diretor observa que os motores com alimentação de ar natural passaram a ser substituídos por modelos equipados com turbocompressores e resfriadores do ar de admissão. Os sistemas de injeção eletrônicos, que sempre enfrentaram muito preconceito, passaram a figurar entre as máquinas de médio e grande porte. 

“Os sistemas de pós-tratamento de gases já são normalmente utilizados em outros mercados, reduzindo o nível de óxido nitroso e material particulado e, mais importante, os ciclos de operação dos diferentes tipos de equipamentos passaram a ser considerados no desenvolvimento dos motores, para aperfeiçoar a eficiência e reduzir o consumo de combustível em pontos de maior densidade de operação”, assinala.

As mudanças visam aumentar a produtividade no campo e atender às normas de emissões. Permitem ampliar a densidade de potência, onde um motor mais compacto passa a fazer o mesmo nível de trabalho que um motor maior e mais pesado, reduzindo o impacto ao solo e o tamanho da máquina e, eventualmente, o custo de aquisição. “Também diminuem o consumo de combustível, fazendo cair um importante custo de produção, e ainda tornam a operação mais previsível, já que os novos motores trazem sistemas de controle conectados ao gerenciador da fazenda, facilitando o planejamento e a tomada de decisão nas paradas de manutenção ou substituição de equipamentos”, aponta.

A customização de soluções para diferentes máquinas é uma tendência, aproximando as áreas de desenvolvimento de produto para o campo. “Os motores acompanharão esta tendência, com sistemas de controle e atuadores dedicados ao tipo de máquina, ou ao tipo de planta a ser produzida”, projeta. 

Melhor desempenho

Os motores agrícolas evoluíram principalmente em design e desempenho, na busca por maior eficiência, economia, aumento de produtividade e sustentabilidade. Eles avançaram para acompanhar as novas demandas de mercado, legislações, combustíveis alternativos e tecnologias de alto rendimento, conforme o especialista de marketing e vendas motores da Valtra, Fernando Silva.

- Tecnologia aplicada: a evolução dos motores em máquinas agrícolas

Motor AGCO

Entre as inovações está a eletronificação (inclusão de módulo e componentes eletrônicos nos motores para otimizar performance e atender emissões), além da injeção direta de combustível, que garante melhor aproveitamento da combustão e consumo de combustível. Outras evoluções foram a EGR (recirculação dos gases para reaproveitamento no motor e redução de poluentes para o meio ambiente), o SCR (sistema de pós-tratamento dos gases de escape, que converte os poluentes transformando-os em efluentes não nocivos) e as peças intercambiáveis entre motores. “Além dos turbos e intercoolers, que aumentam a eficiência e geram maior potência em um mesmo tamanho de motor ou até menor”, ressalta. 

O executivo aponta que os tratores e colheitadeiras foram as máquinas mais impactadas. Ele vislumbra que as tendências mais fortes devem seguir na linha da eficiência e da sustentabilidade. Motores que sejam mais econômicos e que gerem redução na emissão de poluentes. “Outro ponto de evolução é o aumento no nível de autonomia da máquina, que permite ao operador focar na operação de campo, sem se preocupar com a performance da máquina”, aponta.

Tecnologia embarcada 

O desafio da fonte de energia do motor, o combustível e a mão de obra escassa para manutenção têm sido drivers para o desenvolvimento de motores a combustão, segundo o gerente de Vendas, Marketing e Pós-vendas AGCO Power para Massey Ferguson, André Rocha. Ele revela que foram observados os perfis diferenciados dos clientes pequenos até grandes frotistas, usinas e diversas aplicações que vão do preparo de solo, gradeamento, plantio, transbordo e colheita, respeitando os diferenciais de região, como variação de temperatura e janelas curtas. “Foi possível atingir uma evolução considerável em termos de tecnologia embarcada, o que contribui com todos os aspectos de produtividade, vida útil, otimização no custo operacional para a produção e maior disponibilidade para evitar máquina parada. Além de promover soluções que prolonguem a vida útil do motor, consumo de fluidos, combustível otimizado e soluções cada vez mais integradas que trazem simplicidade de manutenções, rapidez e produtividade sustentável”, ressalta.

A tecnologia aplicada a motores visa o aprimoramento de resultados com a busca para alcançar resultados superiores com a menor utilização de recursos. O foco principal é na utilização menor de recursos, como combustíveis com impacto positivo a emissão de gases para reduzir o custo operacional durante a operação. Ou, por exemplo, prolongar os intervalos para manutenções periódicas com sistemas de filtragem de alta eficiência e fluidos por meio da aplicação de tecnologia em aditivos de alta performance. 

O executivo entende que o caminho deve ser a adequação à utilização de combustíveis renováveis contribuindo a um impacto até mesmo negativo para o meio ambiente. Por meio da utilização de fontes renováveis, como biometano, biogás, diesel verde (HVO), diesel de cana ou até mesmo mistura ternária (diesel, biodiesel – vegetal ou animal e álcool). “Assim, reduzindo emissões do equipamento e reaproveitando resíduos de descartes promovidos por um ciclo regenerativo. Além disso, motores de combustão interna deverão iniciar uma etapa de solução em veículos híbridos, contando com fontes auxiliares como a elétrica”, completa.

Motor eletrônico

As inovações ocorridas nos motores estiveram alinhadas à própria evolução das máquinas agrícolas, e tiveram como foco a incorporação de mais tecnologia embarcada, especialmente por meio da chegada dos motores eletrônicos. “Com isso, nossos conjuntos ficaram mais inteligentes e geraram impactos positivos em quesitos como redução do uso de combustível, menor emissão de gases e otimização geral do uso e regulagem dos equipamentos”, afirma Luís Eduardo Ferrari, da John Deere.

A força motriz das mudanças foi a adequação às normas de controle de emissões de gases, em linha com a legislação MAR-I, mas os efeitos foram muito além, desde a otimização no consumo de combustível, maior produtividade a partir de serviços inteligentes oferecidos, até uma maior eficiência na manutenção do equipamento. “O resultado foi uma máquina pronta para agricultura moderna e para gerar uma produção agrícola mais barata, de maior qualidade e em menos tempo, na mesma área plantada”, afirma. A tendência é da continuidade de evolução tecnológica. “A tecnologia é fundamental para que o produtor consiga obter o máximo potencial produtivo de seu equipamento, aumentando a lucratividade na lavoura de forma sustentável e ambientalmente correta”, sublinha Ferrari. 

Densidade de potência

Com os novos recursos desenvolvidos pela Cummins em seus motores – como a eletrônica embarcada e os avanços de componentes internos, como filtros, turbocompressores com geometria variável e a presença de novos materiais em todo o sistema – foi possível aperfeiçoar a densidade de potência, o que trouxe benefícios para os equipamentos em operação no mercado agrícola. 

- Tecnologia aplicada: a evolução dos motores em máquinas agrícolas

Motor Cummins

A marca oferece motores eletrônicos menores, mais leves, compactos e mais potentes, o que permite uma melhor instalação nos equipamentos das montadoras, conforme o gestor de Vendas da Distribuidora Cummins Brasil, Marcos Azambuja. A evolução dos motores eletrônicos permitiu que as máquinas agrícolas pudessem ter melhor gerenciamento das informações que contribuem com maior vida útil do motor. Os modernos sistemas de injeção também possibilitam um processo de queima mais controlado, com precisão na quantidade de combustível e ajuste de tempo para a queima. “Como consequência, além da redução do consumo de combustível, mais torque e potência, os motores atingem níveis de emissões mais apurados”, salienta. 

Os motores da Cummins para o setor agrícola estão em conformidade com as normas de emissões vigentes no País, MAR-I. A fabricante oferece propulsores eletrônicos com cilindradas que variam de 4.5 a 9 litros (QSB 4.5, QSB 6.7, QSC 8.3 e QSL 8.9), no caso dos motores nacionais. A Cummins ainda conta com duas versões importadas: QSX 15 litros e QSG 12 litros. Para o mercado agrícola, a empresa também traz vantagens ao desenvolver motores dedicados às aplicações do setor, como a linha Q. “São motores mais robustos, com tecnologias específicas e desenvolvidos sob medida”, destaca. 

O executivo diz que, no campo, o regime de torque e potência dos motores é contínuo e solicitado pelas fabricantes. Os equipamentos operam de forma severa durante todo o ciclo e por um longo intervalo de tempo. 

“Para operar em um regime mais forte, linear, sem ciclos de redução de potência, como ocorre nas aplicações agrícolas, o motor deve ser dimensionado e preparado eletronicamente para atender às demandas”, completa Azambuja. 

11/05/2021 0 Comentários
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Revista

Legislação: o que mudou nas emissões depois da MAR-1

Por redação 11/05/2021
Escrito por redação
Por Viviane Taguchi

- Legislação: o que mudou nas emissões depois da MAR-1

O avanço tecnológico do agronegócio, que a cada safra, agrega mais inteligência artificial e ferramentas digitais de precisão para minimizar os impactos da produção mecanizada ao meio ambiente, também inclui o desenvolvimento de motores mais sustentáveis. No Brasil, as máquinas agrícolas (movidas por motores à combustão, com óleo diesel, biodiesel, biometano ou HVO – Hydrotreated Vegetable Oil) devem seguir normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), instituídas desde os anos 1960 e atualizadas constantemente e, mais recentemente, regulamentações do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), similar às normas internacionais Tier 3 (Estados Unidos) e a Stage 3 (Europa).

A preocupação com o nível de emissões de poluentes na atmosfera, pelas autoridades brasileiras, começou na segunda metade da década de 1980, com o Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (PROCONVE), criado pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), através de resoluções que estabeleceram diretrizes, prazos e padrões legais de emissões para diferentes categorias de veículos. “No Brasil, o controle das emissões de motores diesel de máquinas agrícolas é realizado através da resolução 433/2011, que dispõe sobre a inclusão no Proconve e estabelece limites máximos de emissão de ruídos”, explica o Chefe de Secretaria ABNT/CB-203, engenheiro Leoni de Souza Leite. 

Para os veículos leves e pesados, a fase 1 do Proconve teve início em 1989, mas para as máquinas agrícolas e rodoviárias, a regra passou a valer em 2015 para as máquinas rodoviárias e, 2017, para as agrícolas (modelos com potência igual ou superior a 75 kW – 101 cv – até 560 kW, 761 cv) e 2019, para todos os modelos abaixo de 100 cv até 25 cv. É o Proconve MAR-1. “Hoje, todos os motores a combustão, que utilizam diferentes tecnologias, para veículos agrícolas, novos ou importados, precisam seguir as normas do MAR-1”, diz Rafael Sousa, engenheiro mecânico especialista em motores a diesel. 

A operacionalização e o cumprimento da resolução 433/2011 ocorre através da Instrução Normativa do IBAMA nº 6, de 15/04/2015. “Nesta instrução, são citadas as normas técnicas referentes às emissões de motores a diesel, que tem o mesmo conteúdo das normas internacionais da International Organization for Standardization (ISO)”, comenta Souza Leite. Existem quatro normas técnicas da ABNT que têm relação com as emissões: ABNT NBR ISO 8178/1:2012 (medição das emissões de gases e material particulado em banco de ensaio); ABNT NBR ISO 8178-4:2012 (ciclos de ensaio em regime constante para diferentes aplicações do motor); ABNT NBR ISO 8178-7:2012 (determinação de família de motor) e a ABNT NBR ISO 14396:2011, que especifica os requisitos adicionais para os ensaios. “Existem outras normas para motores diesel, componentes e máquinas agrícolas que devem ser seguidas, mas não são especificamente relacionadas às emissões”, afirma o Souza Leite.

Para atender os novos limites de emissões do MAR-1 implicaram em modificações nos motores por parte de todas as indústrias, como a utilização de diesel com teor de enxofre reduzido, por exemplo. “Existem inúmeras normas técnicas para motores de máquinas agrícolas e a MAR-1 veio para atender todos os critérios da legislação e normas técnicas”, complementou Sousa, que é autor de um trabalho que exemplifica a utilização da nova geração de motores no campo, sob o ponto de vista do usuário. “A agenda de controle de emissões varia para cada país, leva em conta a tecnologia de combustão no motor, qualidade do combustível usado e deve, também, considerar o impacto dessas novas tecnologias para o produtor rural”, diz, se referindo à manutenção dos equipamentos, vida útil, custos e conforto para o operador.

Menos poluentes

A nova legislação MAR-1 definiu limites de emissões dos poluentes monóxido de carbono (CO), hidrocarbonetos (HC), óxidos de nitrogênio (NOx) e material particulado (MP). Nota técnica da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) aponta que, se comparada com motores não certificados ou não regulamentados, os antigos, a redução da poluição de material particulado da fase MAR-1 pode chegar a 85% e a de NOx até 75%. “Motores não regulamentados podem emitir, em média 4 gramas de material particulado por 1 kWh, algo em torno de 6 quilos de material particulado em quatro meses, enquanto em motores regulamentados, essa emissão cai para 0,3 gramas por 1 kWh”, comparou Sousa.

Para atender às novas especificações, a indústria precisou investir e aportar tecnologias aos seus produtos como o controle eletrônico de injeção, recirculação de gás de escapamentos (EGR) e redução catalítica seletiva (veja quadro). “Alguns fabricantes de motores optaram por instalar motores de controle eletrônico de três cilindros enquanto outros atenderam a norma MAR-1 com motores mecânicos de quatro cilindros”, afirmou Sousa. “O mercado brasileiro está em adaptação a todas essas mudanças”.

Fazer mais com menos

Para a indústria, grandes multinacionais que atendem diversas marcas de máquinas e tratores comercializados no Brasil, as modificações que os padrões MAR-1 impuseram na fabricação de motores agrícolas e rodoviários no Brasil não foi, exatamente, um desafio, já que nos Estados Unidos e na Europa, os padrões Tier 3 e Stage 3 já eram exigidos. “A redução das emissões de poluentes seguindo os padrões Tier-3 já eram realidade na Europa desde 2006, então, o que fizemos foi trazer a tecnologia que já utilizávamos lá para o Brasil”, explicou André Rocha, gerente de vendas e pós-venda da divisão de motores da AGCO Power, fabricantes de motores das marcas Massey Fergusson, Challenger, Fendt e Valtra. “No entanto, houve um intenso período de testes de adaptações para a realidade da agricultura no Brasil, uma tropicalização desses motores”.

De 2019 para cá, a AGCO Power praticamente renovou todo o seu portfólio de motores para aplicação no campo. “É uma evolução das tecnologias em busca da redução de emissões de poluentes na atmosfera até zerar essas emissões”, disse o executivo. “A tecnologia eletrônica embarcada a partir das novas especificações transformou os motores e hoje, o motor não é mais apenas uma peça mecânica no veículo”, afirmou Rocha. “É o cérebro da máquina que trabalha em parceria com o operador, inclusive antecipando, através de telemetria, qualquer problema que possa vir a apresentar”.

A multinacional FPT, do Grupo CNH Industrial, fabrica os motores para as montadoras Case e New Holland, e desde 2015, já desenvolveu pelo menos 50 novas configurações para seus produtos para atender a MAR-1. “As máquinas agrícolas sofreram grandes evoluções tecnológicas em um curto período de tempo”, disse o especialista em marketing de produto da FPT Industrial, Edinilson Almeida. “Novas tecnologias chegaram e possibilitaram às máquinas utilizar combustíveis alternativos de baixa ou zero emissões. O MAR-1/Tier 3, como chamamos na FPT, estabeleceu no Brasil um novo patamar tecnológico para motores, a partir do desenvolvimento de novas soluções em pós-tratamento”.

Almeida diz que existe um “antes e depois” do MAR-1. “Anteriormente, não havia limites e os motores eram considerados não emissionados, ou Tier 0, com emissores brutas acima do chamado Stage 1. Hoje em dia, com os novos limites em vigor, houve uma redução média de emissões de 60% de material particulado e de 56% de óxidos de nitrogênio”. Segundo ele, seis máquinas equipadas com motores MAR-1/Tier-3 trabalhando no campo ou em uma obra geram o mesmo volume de emissões de apenas uma máquina não emissionada. 

Diesel ou biodiesel

A busca pelas reduções de emissões agrega a tecnologia embarcada nos motores ao tipo de combustível utilizado. O MAR-1 estabeleceu que o óleo diesel utilizado deve obedecer a resolução ANP nº 50, de 23 de dezembro de 2013, com curva de destilação melhor definida, maior número de cetano e menor teor de enxofre. Para a Anfavea, o “novo diesel” só traz vantagens, como a redução das emissões de material particulado, menor desgaste dos anéis e cilindros, com aumento da vida útil da máquina e menor deterioração do óleo lubrificante. 

Mas para que haja uma redução de poluentes significativa, além do que é estipulado pelo Proconve MAR-1, o tipo de combustível utilizado nas operações agrícolas também deve ser levado em consideração. Atualmente, no Brasil, há dois tipos de diesel, o S-10 e o S-500, biodiesel em suas diferentes concentrações que vão até o B100 (biodiesel sem mistura ao óleo diesel), o biometano e o Hydrotreated Vegetable Oil (HVO), o chamado diesel verde, que pode ser produzido a partir de lodo de esgoto, gorduras residuais como o óleo de cozinha, gordura animal, óleo alto (de madeira) e óleos vegetais. “Uma ação interessante para avançarmos ainda mais nas reduções seria a comercialização de um único tipo de óleo diesel com baixo teor de enxofre”, aponta Edinilson Almeida, da FPT.

Ele aponta que outro avanço seria a criação de uma especificação técnica padrão para os biocombustíveis. “O biodiesel, por exemplo, pode ser de origem vegetal ou animal e cada uma dessas origens têm impactos diferentes no consumo, na performance e na quantidade de emissões de poluentes”, diz. 

Rocha, da AGCO Power, concorda. “Hoje, todo os setores da indústria buscam a redução das emissões, é uma meta global e os combustíveis renováveis, de todas as fontes, tendem a ser cada vez mais utilizados em motores, com diferentes tecnologias”, afirma. “É uma evolução: tínhamos o carvão, o petróleo, o diesel e agora, o biodiesel, mas também precisamos nos preocupar com as origens dessas fontes. Não adianta reduzirmos as emissões de um lado e aumentar de outro”, diz o executivo, citando casos de eletrificação. “Tem que ser um trabalho conjunto”.

Ainda não há definições sobre as próximas fases do Proconve MAR-1. Nos EUA e na Europa, as normas de emissões de poluentes estão em fase final das resoluções Tier 4 e Stage 5. Com os novos requisitos, os motores produzidos terão emissão praticamente zero de poluentes. “Com o Stage 5, que já está em vigor na Europa, o ar sai do motor mais limpo do que entrou”, finaliza o engenheiro Rafael Sousa.

Box:

Novas tecnologias

Com o MAR-1, as indústrias agregaram inovações aos seus motores:

ω Controle eletrônico de injeção – É uma tecnologia adotada por quase todos os fabricantes de motores, que garante maior pressão de injeção e melhor precisão no fluxo de combustível. 

ω Recirculação do Gás do Escapamento (Exhaust Gas Recirculation – EGR) – Tecnologia pela qual o gás de escapamento retorna à câmara de combustão do motor, reduzindo a temperatura da combustão e a formação de óxidos de nitrogênio (NOx). Adicionalmente, é necessário um sistema de turboalimentação mais complexo. 

ω Redução Catalítica Seletiva (Selective Catalityc Reduction – SCR) – Nesta alternativa, um reagente líquido, o Arla 32, é pulverizado no gás de escapamento, ocorrendo uma reação química no catalisador, que praticamente neutraliza a geração de NOx. Nos casos da utilização do SCR, pode haver um mecanismo de avaliação conhecido como On-Board Diagnose (OBD), que identifica a presença do Arla 32 e registra as falhas causadas pelo não uso do reagente. O OBD também pode reudzir a potência do motor quando falta o Arla 32, e alertar o operador, através de sensores no painel.. Quanto ao material particulado (MP), esse poluente é reduzido no próprio motor durante a combustão.

* A tecnologia EGR reduz as emissões de NOx no interior do motor por meio da reinjeção de parte do gás de escapamento

* A tecnologia SCR reduz as emissões de NOx fora do motor (no catalisador) através de reação química causada pela injeção do Arla 32. 

Escalonamento do PROCONVE MAR-1:

Para as máquinas de construção (rodoviárias):

– 2015 Novos modelos introduzidos ou lançados no mercado de potência igual ou superior a 37 kW (50 cv) até 560 kW (761 cv) 

– 2017 Todos os modelos com potência igual ou superior a 19 kW (25 cv) até 560 kW (761 cv)

Para as máquinas agrícolas e implementos:

– 2017 Todos os modelos com potência igual ou superior a 75 kW (101 cv) até 560 kW (761 cv) 

– 2019 Todos os modelos com potência igual ou superior a 19 kW (25 cv) até 75 kW (101 cv)

Combustíveis limpos

Para atender as especificações do Proconve MAR-1, a indústria agregou tecnologia aos motores e a tendência é que cada vez mais eles utilizem combustíveis alternativos:

– Óleo diesel S-10 e S-500 com menor teor de enxofre

– Biodisel – já experimentos industriais com motores movidos com o produto, feito a partir de soja, macaúba, palma, etc. A AGCO Power desenvolveu motores para a utilização da mistura B100.

– HVO (Diesel Verde) – testes experimentais com o diesel verde estão sendo feitos pela indústria. Esse produto pode ser obtido a partir de fontes vegetais, como o biodiesel, animais, de gorduras residuais ou animal, e logo de esgoto.

– Biometano – A FPT já lançou no mercado motores para tratores movidos a biometano, gás obtido a partir das fezes de suínos. De acordo com o fabricante, os motores apresentam o mesmo desempenho da versão a diesel, com 30% de redução de custos. “Permite ao produtor rural um patamar mais elevado de operação, não somente pela produção com menor impacto ao meio ambiente, mas podendo trabalhar com autonomia energética, redução de custos e o mesmo desempenho de um trator padrão”, diz Edinilson Almeida.

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Revista

Revisão: manutenção em dia, produtividade em alta

Por redação 11/05/2021
Escrito por redação
Por Viviane Taguchi

- Revisão: manutenção em dia, produtividade em alta

As máquinas agrícolas são consideradas as maiores aliadas do agronegócio e, portanto, a sua manutenção ainda é a melhor forma de manter sua eficiência e vida útil. Para manter os motores em dia, é possível realizar três tipos de manutenções: as preventivas, as preditivas e as corretivas. Nesse caso, essa última é sempre melhor evitar, já que ela é a que vai corrigir problemas que já ocorreram e o objetivo é não deixar que problemas ocorram. “A manutenção dos motores é essencial para garantir a durabilidade da máquina agrícola”, diz Jean Freitas, gerente de serviços para a Case América Latina. “Hoje em dia, existem ferramentas on board e off board à disposição do usuário para que ele possa realizar a manutenção adequada, reduzir seus custos e evitar o que mais impacta o trabalho no campo: horas paradas durante a safra”.

A manutenção preventiva é realizada para reduzir ou evitar uma falha ou queda de desempenho do equipamento. Normalmente, segue um plano previamente elaborado pelo fabricante, com recomendações técnicas específicas e intervalos de tempo definidos para cada motor. “Também deve ser realizada de acordo com a quantidade de horas que os equipamentos foram utilizados”, lembra Freitas. Nesta manutenção, o usuário deve se atentar para itens como lubrificação, elétrica, eletrônica, mecânica e a segurança do motor.São as ferramentas off board.

O instrutor técnico credenciado do Senar/MT, Cassiano Cunha, explica que, na lubrificação é fundamental conferir a viscosidade do óleo e da graxa, dois componentes que agem entre as partes móveis dos mecanismos, reduzindo o atrito e auxiliando a limpeza do equipamento e até na temperatura. “Usar o óleo errado pode colocar em risco a saúde do equipamento”, alerta. “Outros pontos importantes são os equipamentos elétricos que atuam na partida do motor, acendimento de luzes, medidores do painel, tomada de potência”, diz o especialista. “A bateria é o componente do sistema elétrico que mais requer cuidado e por isso, o nível de solução eletrolítica e a limpeza dos terminais e cabos devem ser sempre realizados”.

Para a parte mecânica, Cunha diz que o usuário deve prestar atenção em itens que contribuem para manter o motor na temperatura correta de trabalho. “A troca da tampa do radiador a cada dois anos é importante e, nessa troca, é preciso prestar atenção na especificação da pressão adequada às marcas e modelos do motor”, alertou. “A troca do líquido de arrefecimento também é fundamental”. 

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) tem cartilhas que orientam o usuário a realizar a manutenção preventiva. No material, é indicado ao operador ficar de olho em itens como a temperatura, rotação do motor, passagem de ar, lubrificação, nível do combustível e dos fluidos, pressão, filtros de ar, pontos de engraxe e sistemas elétricos.

Tecnologia prevê falhas

Com tanta tecnologia de ponta abarcada em motores agrícolas, hoje em dia são as próprias máquinas quem avisam os usuários de que algo não anda bem, ou melhor, avisa o condutor de que daqui a pouco, ela vai apresentar um problema. 

A telemetria e o compartilhamento remoto de dados sobre os veículos e suas partes, permitem antecipar problemas, inclusive as manutenções pelas quais os motores devem passar. É a chamada manutenção preditiva. 

“As ferramentas on board  do motor avisam o operador, através dos inúmeros sensores instalados no painel da máquina, que uma falha pode vir a ocorrer dali a tantas horas ou dias”, explica Jean Freitas, da Case. “Dá tempo de realizar o reparo, evitar que a máquina fique parada e reduzir o custo de uma manutenção corretiva”.

A manutenção preditiva, de acordo com especialistas, prediz o tempo de vida útil dos componentes do motor e as condições necessárias para que ele seja mais bem aproveitado, aumente a eficiência do trabalho no campo e redução de custos. 

Entre os benefícios estão a antecipação da necessidade de serviços de manutenção do equipamento, evitar desmontagens desnecessárias, aumento do tempo de disponibilidade do equipamento, aumentar a eficiência do equipamento e o desempenho. “É possível determinar previamente as interrupções para realizar as manutenções que exigem a parada da máquina”, diz Freitas. “O reparo sempre será mais simples e rápido”.

Segundo ele, essa rapidez pode realmente fazer a diferença. “Se um motor eletrônico apresentar um problema, tradicionalmente, a parada que ele exigiria seria de mais ou menos oito horas. Com a manutenção preditiva, essa parada se reduziria para 45 minutos”. 

De acordo com ele, hoje em dia cerca de 80% a 85% dos motores utilizados no campo já atuam com esse sistema, mas problemas inesperados, como o encurtamento da janela de colheita, por exemplo, tem gerado uma alta nos reparos. “O pessoal está no campo, precisa correr para aproveitar a janela e acaba negligenciando um pouco a manutenção, o que aumenta o risco de quebra. Com as novas gerações de motores que seguem a padronização Tier 3 e MAR-1, os motores eletrônicos exigem cuidados mais específicos, já que seu sistema permite o reaproveitamento dos gases de escape”, explica Freitas. “Quanto mais aumenta a tecnificação do motor, melhora o seu desempenho e exige cuidados específicos”, diz ele. 

Aplicativos e experiência

Não foi devido à pandemia apenas, mas as montadoras correram para investir em tecnologias na palma da mão voltadas para o produtor rural. 

“O Brasil é um país muito grande e, por mais que a rede de concessionárias esteja presente em todas as principais regiões agrícolas, os aplicativos ajudam o produtor a realizar manutenções na própria fazenda”, diz André Rocha, da AGCO Power, fabricante de motores. “Quando o carro quebra, você vai até a oficina. Quando uma máquina agrícola quebra, a oficina tem que ir até ela”. 

No entanto, especialistas garantem que, mesmo com toda a tecnologia disponível, “o olho do dono é que engorda a boiada”, por isso estar atendo a alguns detalhes é sempre importante: ruídos diferentes, cor da fumaça, vibrações anormais, atenção aos sensores, poeira em excesso no filtro de ar. “O motor hoje em dia conversa com o usuário, mas tem alguns cuidados que sempre serão de responsabilidade do operador”, finaliza Rocha.

Box: A hora de parar 

Esteja sempre atento aos seguintes parâmetros de funcionamento:

ω Temperatura além do intervalo

ω Rotação do motor

ω Indicador de restrição de passagem de ar

ω Falta de lubrificação

ω Nível de combustível

ω Nível de fluidos (cárter, transmissão, radiador etc.)

ω Pressão e estado dos pneus

ω Filtros de ar

ω Pontos de engraxe

ω Sistemas elétricos (partida, luzes etc)

ω Sensores do painel

Perigos da falta de manutenção

Negligenciar a recomendação do fabricante para as manutenções pode causar prejuízos e falhas como:

ω Queda na produtividade e no desempenho ω Riscos à segurança dos operadores

ω Redução de vida útil dos equipamentos

ω Aumento de custos operacionais

ω Falhas no momento de operação

Maus hábitos danificam motores

Além da falta de manutenção, algumas outras práticas muito comuns produzem danos às máquinas: 

ω Permitir que funcionários não treinados operem os equipamentos, pois as modernas máquinas estão cada vez mais complexas. Sem a devida capacitação, os operadores podem ocasionar problemas nos equipamentos e até provocar acidentes. ω Lembre-se: muitos fabricantes fornecem treinamentos para operações ao adquirir a máquina. Para saber manusear os equipamentos corretamente, os operadores devem participar desses treinamentos.

ω Ignorar as especificidades de cada motor: os fabricantes já determinam por padrão a periodicidade de manutenção de cada tipo de equipamento, as quais devem ser respeitadas. 

ω Ignorar as recomendações do fabricante. Por motivos óbvios, o fabricante do produto é o mais indicado para dar orientações sobre como cuidar de sua manutenção. Desprezar os procedimentos de fábrica e fazer do seu próprio jeito pode reduzir a vida útil do motor.

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Revista

Inovação: estacionários, mas em constante evolução

Por redação 11/05/2021
Escrito por redação
Por Viviane Taguchi

- Inovação: estacionários, mas em constante evolução

Motores são equipamentos que convertem energia elétrica em mecânica. Encarregados pelo consumo principal de energia em áreas rurais e agroindústria, eles oferecem vantagens e podem ser utilizados em muitos ambientes. São equipamentos flexíveis e versáteis e, devido aos diferentes níveis de voltagem, conseguem se ajustar a vários tipos de máquinas, auxiliando os profissionais do setor agrícola em suas atividades rotineiras, que vão desde a instalação e transporte de pessoas à versatilidade de utilização, como locomoção de máquinas fixas, limpeza, lavagens, geração de energia, bombeamento e força. Estas últimas tarefas são realizadas pelos motores estacionários ou motores de força, como são reconhecidos.

O motor estacionário é um modelo de combustão interna, cujo conjunto não se autodesloca. Seu eixo é acoplado à movimentação das máquinas e a sua principal característica é possuir rotações constantes durante o funcionamento. É utilizado para mover máquinas fixas como os geradores de energia, moinhos, estações de bombeamento, bombas e ferramentas de trabalho como roçadeiras, assopradores, veículos de deslocamento curto e embarcações. Podem ser de ciclo diesel, gasolina, motor dois tempos, quatro tempos ou a vapor. 

O setor agrícola tem sido o segmento responsável, nos últimos anos, por retomar a movimentação no setor de motores de força, produtos que podem custar entre R$ 800 até R$ 40 mil, em média. Fabricantes apontam que o segmento é responsável por 60% a 70% das vendas. Em todas as atividades agrícolas, mas com diferentes focos de utilização, os clientes agrícolas puxaram essas vendas nos últimos anos, e mais fortemente, em 2020, com a pandemia. 

“As pessoas precisaram se reinventar, o que levou a uma movimentação interessante: com o auxílio emergencial, por exemplo, muitos investiram em um negócio próprio, uma barraca de caldo de cana, que precisa de um motor estacionário, uma embarcação para transportar pessoas, que também precisa de um motor estacionário”, contou o diretor geral da Branco Motores, Juliano Silva. “O agronegócio empresarial não parou também”.

Silva ainda cita que muitas pessoas, na pandemia, adotaram um estilo de vida mais próximo à natureza, o que também movimentou o mercado. “Famílias decidiram sair das grandes metrópoles e foram morar em chácaras e sítios. E as ferramentas que uma propriedade rural demanda inclui motores estacionários, como as roçadeiras, trituradores, geradores”, emendou. O responsável pelas vendas de motores estacionários e geradores da Yanmar, Sérgio Scarton, também ressalta que 2020 ‘foi uma surpresa’. “No início da pandemia, achávamos que o mercado ficaria paralisado, mas a partir do mês de maio, houve uma retomada de negócios”, contou. A Yanmar é uma das líderes do setor e fornece produtos para as montadoras. “Foi uma surpresa muito positiva”, completa.

Mercados como os das regiões Norte e Nordeste foram os que mais puxaram as vendas de produtos estacionários no ano passado, mas o crescimento do setor foi sentido em todo o País. “Fazem parte da lista dos clientes para os motores estacionários de uma grande propriedade rural, com complexos sistemas de refrigeração, armazenamento, irrigação e processamento industrial até o ribeirinho, que utiliza o motor estacionário para transportar a sua família nas embarcações típicas da região e ralar a mandioca, ou o pequeno agricultor, que tem a sua horta”, explicou Alexandre Badra, supervisor de vendas de motores de força da Honda, uma das líderes do setor.

Alta demanda

A expectativa otimista do setor anda de mãos dadas com o crescimento do agronegócio. A safra de grãos, em 2021, deve totalizar 9 milhões de toneladas acima do volume da safra 2020, um crescimento de 3,5% em comparação ao ciclo anterior, que já tinha sido a maior desde os anos 1970, conforme informações do Levantamento Sistemático da Produção agrícola (LSPA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E, para a temporada 2021/2022, a projeção é de alta, com preços elevados para as commodities. “Os preços estão bastante favoráveis no mercado internacional e a demanda continua em alta, por isso, os produtores seguem ampliando as áreas de plantio e os investimentos em infraestrutura continuarão em alta porque são necessários para a produção”, afirmou o gerente da pesquisa do IBGE, Carlos Barradas. 

Ele afirma que o incremento de tecnologias nos equipamentos e o acesso aos mesmos, seja pelo auxílio emergencial ou microcrédito, também foi responsável pela alavancada do mercado. “O agricultor que antigamente utilizava uma enxada e hoje, tem a possibilidade de utilizar uma roçadeira, um furador e um triturador, não vai abrir mão disso porque são ferramentas que possibilitam a ele ter uma maior rentabilidade”, disse o pesquisador. “Saímos do mundo analógico para uma era tecnológica e mecanizada na agropecuária. Ainda que nem todos os brasileiros tenham acesso à digitalização, a mudança é significativa, constante e crescente”.

A expectativa dos fabricantes é que o setor continue bem aquecido neste ano. A média de crescimento deve ser de 20% em relação ao ano passado, segundo levantamento de desempenho setorial da Associação Brasileira da Indústria (ABI). Esse índice vem sendo registrado pelo setor de motores de força há pelo menos três anos. O relatório ainda aponta que, nos primeiros meses do ano, os fabricantes registraram queda, mas o segundo semestre registrou a reação. 

Em 2020, o faturamento da Branco Motores, que tem sede em Araucária (PR), aumentou 50% em relação ao ano anterior e, para este ano, a expectativa é que o crescimento seja de 30%. “Foi uma surpresa porque, no início da pandemia, não sabíamos como o mercado iria reagir, mas passados os meses iniciais, houve uma movimentação muito forte”, explicou Juliano Silva, da Branco, reforçando as impressões do relatório. “O agronegócio em si vive um momento de muita prosperidade e consequentemente puxa muitos setores complementares”. A empresa já se prepara para lançar mais produtos no mercado e renovar até 30% do seu portifólio em 2021. 

A MWM, de São Paulo, também estimou um crescimento positivo para este ano, no setor de motores de força. Segundo o CEO da companhia, José Eduardo Luzzi, a expectativa é que em 2021, a empresa cresça 35% em relação ao ano passado, que foi um ano atípico devido à pandemia. Em 2020, a MWM teve queda na produção, mas registrou alta de 4% nas vendas. Para este ano, a meta é vender mais de 30 mil unidades. 

A Yanmar, também projeta um ano otimista: em 2020, a empresa, de origem japonesa, instalada em Indaiatuba (SP), aumentou em 50% do seu faturamento no ano 2020/2021, encerrado em abril, e espera crescer 30% a 40% em 2021/2022. Com uma produção globalizada, todos os componentes da empresa são importados da Yanmar/Japão. “A pandemia encareceu a logística (dos navios cargueiros) e o frete, que girava em torno de US$ 1 mil/contêniner, hoje está em torno de US$ 4 mil/contêiner”, disse Scarton. Para chegar ao Brasil, essas peças levam em torno de cinco meses. Em 2020, a Yanmar também aumentou a família de motores estacionários com pelo menos duas linhas novas e, por enquanto, a novidade vai ficar para 2022, com produtos de maior potência, que foi lançada recentemente no Japão. 

Sem feiras

Para driblar a suspensão das feiras do setor, como Agrishow, Bahia Farm Show, Feacoop, entre outras, a Branco Motores apostou em tecnologias digitais para se aproximar dos clientes e revendas. “Criamos opções para nos aproximar dos clientes, mas neste setor nada substitui a interação pessoal. Na feira, as pessoas podem testar, pegar e manusear os equipamentos. As alternativas digitais mitigam, mas não substituem o contato presencial”, afirmou Juliano Silva. “O impacto financeiro (da suspensão temporária das feiras agrícolas) não mudou em nada, mas o que foi sentido foi a falta dessa aproximação direta com o consumidor”, reforçou a gerente de marketing da Branco, Mayara Amaral.

Ela conta que uma das inovações da companhia foi desenvolver uma plataforma digital voltada para o setor varejista. “Quem está tendo contato com os consumidores são as redes varejistas, ainda que obedecendo aos horários de isolamento social e medidas de segurança. Então, criamos uma plataforma interativa e educativa para que eles possam auxiliar esse consumidor”, contou. “Acontece, muitas vezes, de unirmos o atendimento digital e presencial com essa plataforma”.

Para a Yanmar, cujo modelo de negócios não é voltado ao consumidor final e, sim, às fábricas, a suspensão das feiras não interferiu. “Realizamos workshop, intensificamos o contato virtual e telefônico com os nossos clientes para dar suporte e gerar novos negócios”, afirmou Scarton. “As feiras não são o foco da Yanmar, mas podem sim gerar grandes negócios: em uma semana é possível gerar negócios que normalmente levariam quatro meses”. A companhia também realizou um Feirão On-line. 

Pequenos e médios

A movimentação no setor nos últimos meses tem sido atribuída à pujança do agronegócio, mas principalmente, aos pequenos e médios produtores rurais. “Em todos os setores da agricultura, houve a mecanização e a entrada de motores estacionários como o primeiro avanço tecnológico nas propriedades”, afirmou Silva, da Branco. “A agricultura familiar deixou de ser de subsistência para se tornar uma atividade econômica para aquela família principalmente na pandemia, período em que o consumidor também passou a demandar uma alimentação mais saudável, pois passou a preparar o alimento em casa, estava preocupado com a saúde”, complementou Barradas. “Hoje temos inúmeros produtores de alimentos orgânicos, é um setor em franco crescimento e que também demanda os motores estacionários para desenvolver a atividade”.

Em pequenas e médias propriedades rurais, os motores estacionários mostram a sua versatilidade: eles são utilizados em embarcações, veículos de transporte pequenos e artesanais, roçadeiras, trituradores de galhos, assopradores, arados, furadores, cortadores de grama, geradores de pequeno porte. Com as inovações tecnológicas embutidas, hoje é possível encontrar equipamentos que aram áreas em desnível, implementos desenvolvidos para cada cultura e suas demandas específicas. “Hoje em dia, a indústria também pensa em questões como conforto para o usuário, ergonomia e saúde”, afirmou Silva. “Levamos tudo isso em consideração na hora de desenvolver um equipamento. É para facilitar a rotina do agricultor e a sua rentabilidade”.

Grandes fazendas

As demandas para motores estacionários mudam um pouco quando o cliente é um grupo agrícola ou uma agroindústria, garantem os executivos do setor. Nessa área, o que mais tem puxado as vendas de motores estacionários é a demanda por energia elétrica, ou seja, os geradores de energia.

A energia elétrica é um dos itens que mais interferem no orçamento do processo do setor agropecuário e, sem ela, toda a cadeia produtiva de alimentos ficaria comprometida. A sua falta, oscilações e falhas no fornecimento impactam desde a produção, armazenamento, logística até a estrutura de uma agroindústria. “A energia elétrica é fundamental para manter sistemas de irrigação de lavouras de qualquer porte, a ordenha mecânica das fazendas leiteiras, a refrigeração e a climatização adequadas à produção de inúmeros itens como frutas, leite, aviários, galpões de vacas leiteiras e do processamento da produção de grãos ao seu escoamento”, exemplificou Scarton, da Yanmar, que fornece motores para refrigeração de caminhões. “A cadeia de alimentos não pode ficar sem a refrigeração”.

As grandes propriedades rurais demandam equipamentos como geradores de energia que podem ser utilizados como suporte da produção, como fonte única de abastecimento ou complementar à rede. Silva, da Branco, lembra ainda que, mesmo em realidades diferentes, a demanda por energia elétrica é constante. 

No Brasil, as oscilações de energia elétrica podem ocorrer por falta de abastecimento ou logística e investimentos em infraestrutura, mas em países como os Estados Unidos, por exemplo, a energia elétrica pode faltar por intercorrências naturais como nevascas, tempestades ou tornados. “No ano passado, em Santa Catarina, tivemos a ocorrência de um tornado e foi um acontecimento que também alavancou as vendas de geradores naquela região”, disse Mayara. “Mais recentemente, um incêndio em uma estação em São Paulo, atingiu inúmeras granjas no seu entorno. O aumento da temperatura nos galpões causou um grande prejuízo com a morte de milhares de aves, porque faltava um gerador para manter a temperatura ambiente adequada para os animais”.

De acordo com o Sistema Interligado Nacional (SIN), ainda existem no país duas cidades, no Acre, com população superior a 20 mil habitantes que não estão ligadas ao sistema nacional e, portanto, não possuem energia de concessionárias. Para abastecer as duas cidades, foram instalados 12 geradores de 550 kVA, de acordo com o SIN.

Demanda urbana

Não é só no campo que os geradores de energia são essenciais e a necessidade de ter energia elétrica de forma ininterrupta atinge toda a sociedade. Da residência de uma família a um hospital, que precisa manter todo o sistema funcionando sem falhas, ao supermercado, que necessita manter todos os alimentos bem conservados. Investir em um equipamento, segundo especialistas em energia, é sinônimo de reduzir a dependência do fornecimento das concessionárias e só este motivo já valeria o investimento. 

De acordo com o IBGE, 86% dos consumidores, residenciais e comerciais, utilizam exclusivamente a energia produzida a partir de hidrelétricas e distribuída através das concessionárias. Ao mesmo tempo em que a rede nacional tem capilaridade e robustez, também tem um histórico de falhas e instabilidade, como ocorreu no Amapá no final do ano passado, quando a população ficou 22 dias sem fornecimento de energia, e mais recentemente, neste mês de abril, quando pelo menos 15 municípios ficaram novamente sem energia por pelo menos 16 horas. O apagão teria ocorrido porque uma estação em Macapá pegou fogo e não havia, ali, geradores para complementar o abastecimento, segundo a Linhas de Macapá Transmissores de Energia (LMTE). O Coletivo Nacional dos Eletricitários estimou que o prejuízo no Estado superou os R$ 200 milhões. 

Em grandes metrópoles, mais recentemente, é a legislação que vem impulsionando a obrigatoriedade do investimento em geradores. Em São Paulo, por exemplo, um projeto de lei que tramita na Assembleia Legislativa do Estado prevê a obrigatoriedade de prédios comerciais e residenciais terem grupos geradores. A lei diz que o auto de vistoria do Corpo de Bombeiros somente poderá ser aprovado se o imóvel possuir gerador de energia, em prédios comerciais com mais de 60 metros de altura e edifícios residenciais com mais de 80 metros de altura. Em Goiânia, a obrigatoriedade de geradores vale para edifícios públicos e privados construídos a partir de 2016. O mesmo vale para hospitais, que são obrigados a possuir grupos de geradores para não correr o risco de faltar energia.

Os fabricantes de geradores explicam que há equipamentos com diferentes tipos de combustíveis – óleo diesel, gasolina ou gás natural – e a variação da potência vai de 25 kVA a 1500 kVA e de regimes de funcionamento (constante ou em período determinado). Tamanhos e dimensões são diversificados e dependem da demanda. Os preços praticados no mercado costumam variar entre R$ 450 a R$ 50 mil. 

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Massey Ferguson comemora 60 anos com lançamentos

Por redação 11/05/2021
Escrito por redação

 

- Massey Ferguson comemora 60 anos com lançamentos

Pulverizador MF 8225

Marca apresenta o pulverizador MF 8225, que alia baixo consumo a alta capacidade de tração, e o trator MF 4400, ideal para pequenas propriedades

Em 2021, a Massey Ferguson, maior fabricante de máquinas agrícolas da América Latina e referência no mercado agrícola brasileiro, completa 60 anos no Brasil. Em comemoração à data, a marca apresenta dois lançamentos: o pulverizador MF 8225, projetado para enfrentar os desafios do campo com eficiência, e o trator MF 4400 Plataformado, ideal para pequenas propriedades e agricultura familiar.

A marca, sinônimo de confiança, tecnologia descomplicada e de alta qualidade que entregam valor para o agricultor, passou por uma ampla renovação de portfólio nos últimos anos. “Temos desde produtos de baixa potência e tecnologia mais simples até produtos com altíssima tecnologia agregada para atender as necessidades de nossos agricultores. Seguimos vislumbrando diversas outras oportunidades de equipamentos e máquinas com custos bastante competitivos”, destaca Luis Felli, Vice-Presidente Sênior AGCO Corporation & Head Global Massey Ferguson. “A Massey Ferguson ainda tem ainda muito a crescer e entregar aos seus clientes, com soluções de reconhecida qualidade, confiabilidade e tecnologia em todo mundo”.

O trator MF 4400 Plataformado foi desenvolvido para atender o pequeno produtor, que representa 77% das propriedades rurais no Brasil, segundo o Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Disponíveis nas potências de 80 cv, 89 cv, 99 cv e 105 cv, os tratores são equipados com o consagrado motor AGCO Power de 3 cilindros Turbo-intercooler Common Rail, que trabalha em menores rotações e com injeção eletrônica, economizando até 10% de combustível. O motor possui um sistema inteligente com sensores de monitoramento em tempo real que evita falhas, pois detecta qualquer problema que venha acontecer, aumentando sua durabilidade e garantindo uma maior vida útil “O MF 4400 Plataformado é perfeito para produtores que querem simplicidade, eficiência e versatilidade”, destaca Eder Pinheiro, coordenador de Marketing Produto Tratores da AGCO, empresa que detém a marca.

- Massey Ferguson comemora 60 anos com lançamentos

Trator MF 4400 Plataformado

 

A tecnologia do pulverizador MF 8225 alia baixo consumo de combustível a alta capacidade de tração, além do conforto operacional, para contribuir com a produtividade diária, seja em pequenas, médias e grandes propriedades rurais. Com motor AGCO Power quatro cilindros de 174 cv, projetado especificamente para uso agrícola, o equipamento propicia economia de combustível de até 60% em relação a outros modelos do mercado e possui autonomia de combustível até 237% superior, auxiliando no incremento da produtividade. “Nosso objetivo foi pensar em um produto robusto, confiável e que esteja disponível para trabalhar no tempo certo de cada a plicação, atendendo todos as atuais necessidades no manejo da lavoura, reduzindo impactos ambientais, gerando economia e otimizando o trabalho rural”, destaca Carlo Stella, supervisor Marketing Produto Estratégico Equipamentos de Aplicação AS da Massey Ferguson.

A marca possui ainda uma gama de soluções tecnológicas e inovadoras para a agricultura. Dentre elas, a plantadeira Momentum Sementes, com 24, 30 e 40 linhas, e Momentum Sementes e Fertilizantes, com 24 e 30 linhas, ou seja; no momento da passada a máquina deposita os dois produtos ao mesmo tempo, semente e adubo, proporcionando oportunidade de ganhos de produtividade acima de 15%. O modelo recebeu o prêmio Machine Of The Year 2020/2021, o mais importante do segmento de máquinas no Brasil, na categoria Semeadora.

Outro destaque é o piloto automático Massey Ferguson Guide, by Trimble™, solução embarcada de fábrica nos tratores das linhas MF 7700 e o MF 6700R, que simplifica as operações agrícolas a partir de um ambiente intuitivo e inovador. Com os níveis de precisão que a solução é capaz de entregar ao agricultor durante todo o ciclo produtivo, a tecnologia oferece um retorno de mais de 800% sobre o investimento feito na contratação do serviço de correção de sinal via satélite.

A marca oferece também a ferramenta Farm Solutions, pacote com soluções tecnológicas para a agricultura de precisão desenvolvido por empresas especializadas e parceiras, que podem ser embarcadas nos equipamentos Massey Ferguson. O uso das soluções auxilia na economia de combustível, eficiência agronômica dos defensivos agrícolas, aumento de produtividade da lavoura e redução total na sobreposição.

Além dos lançamentos, outras ações serão desenvolvidas durante a ano em comemoração aos 60 anos da marca do Brasil. O objetivo é reforçar a forte conexão da Massey Ferguson com o produtor rural brasileiro e as contribuições da marca para o agronegócio nacional com foco em sua história e nos próximos anos. Serão ativações físicas e virtuais que atingirão desde os produtores rurais, parceiros, fornecedores, concessionárias, jornalistas e formadores de opinião.

A Massey Ferguson possui mais de 201 pontos de venda e 4 fábricas no Brasil – Canoas/RS, Santa Rosa/RS, Ibirubá/RS, Mogi das Cruzes/SP e um centro de distribuição de peças em Jundiai/SP- e oferece uma linha de produtos que inclui tratores, colheitadeiras, plantadeiras, implementos, pulverizadores, enfardadoras e produtos e serviços de agricultura de precisão.

Fonte: Massey Ferguson
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Notícias

David  Del Castillo é novo diretor da TOMRA Food Chile

Por redação 11/05/2021
Escrito por redação

- David  Del Castillo é novo diretor da TOMRA Food Chile

David del Castillo se juntou à equipe TOMRA Food. Trabalhará na nova sede regional inaugurada em Santiago, Chile, em 2020. Possui mais de 13 anos de experiência em cargos de vendas na indústria de alimentos, sempre intimamente ligado ao setor de alimentos e tecnologia. “Essa combinação de alimentos e tecnologia é o futuro da indústria em nível global e, claro, da LATAM”, afirma.

David del Castillo gerenciou equipes multidisciplinares durante a maior parte de sua vida profissional. Embora tenha estudado Medicina Veterinária, sempre se interessou mais pela Ciência dos Alimentos. “Aqueles foram os anos em que a segurança dos alimentos e a industrialização explodiram. Fui um dos primeiros graduados em Ciência e Tecnologia de Alimentos na Espanha, então não esperei muito para receber ofertas”, explica. “Acredito firmemente que a tecnologia avançada e a indústria de alimentos andarão de mãos dadas no futuro. Um exemplo claro disso é o que a TOMRA Food tem feito todos esses anos globalmente. Estou muito animado com esta oportunidade de desenvolver a excelente equipe que nós temos e alcançarmos as metas ambiciosas que estabelecemos para os próximos anos”.

Estes são tempos desafiadores devido à pandemia do coronavírus e suas consequências em todo o mundo. “O ano de 2020 foi difícil com o fechamento de restaurantes, hotéis etc. O setor de alimentos foi duramente atingido e os processadores suspenderam novos investimentos por conta da incerteza sobre o fim da crise da saúde. Agora, em 2021, com o aumento dos custos de matéria-prima, muitos processadores estão recorrendo à tecnologia da TOMRA para otimizar seus processos e obter maior qualidade de produto para ganhar vantagem competitiva”, afirma.

Thomas Molnar, Chefe de Vendas Globais da TOMRA Processed Food na TOMRA Food, afirma: “Estamos muito satisfeitos por David ter se juntado à nossa equipe. Ele tem uma vasta experiência e traz uma nova visão que é essencial nestes tempos difíceis. Seu histórico na indústria de alimentos ligada à tecnologia é muito interessante e se encaixa perfeitamente no caminho que percorremos na TOMRA Food”.

Metas e expectativas para o futuro

Neste contexto, David del Castillo estabeleceu para si vários objetivos gerais para o curto e médio prazo. Ele prioriza a equipe de trabalho para toda a região, com novas contratações em vendas, suporte técnico e serviços. Essa decisão mostra o quanto ele está em sintonia com um dos pilares mais importantes da TOMRA: a excelência no atendimento ao cliente. “Nosso negócio tem crescido continuamente nos últimos anos. Precisamos continuar apoiando nossos clientes, não só com a melhor tecnologia, mas também com a melhor equipe. A presença local é muito importante. Devemos estar próximos de nossos clientes, entender suas necessidades, e dar-lhes as melhores soluções para continuarmos a crescer juntos. A médio prazo, queremos lançar novas tecnologias que nos permitam entrar em novos mercados e crescer em países que ainda não exploramos totalmente, mas que têm muito potencial para a TOMRA “, acrescenta.

O Brasil é um grande mercado onde a TOMRA Food experimentou uma tremenda expansão com mais de 150 máquinas instaladas. “É um mercado em crescimento, onde continuaremos a apoiar nossos clientes com o melhor serviço local e entrega rápida de peças de reposição. Temos um plano ambicioso para modernizar o parque de máquinas existente por meio de atualizações para oferecer a tecnologia mais recente do mercado. Queremos também aumentar a nossa presença em segmentos de produtos e aplicações ainda não totalmente explorados. Podemos agora oferecer excelentes soluções para atender às necessidades da indústria graças ao desenvolvimento dentro da TOMRA. Em suma, vamos apostar muito forte no Brasil, onde já temos uma extensa base de instalações e uma presença local bem estabelecida de vendas e serviços”, observa o responsável.

Por outro lado, o Chile é um mercado que a TOMRA conhece bem, onde conseguiu uma expansão significativa: instalou mais de 130 máquinas no país e no ano passado inaugurou novos escritórios em Santiago, Chile, que também inclui um armazém de peças de reposição e sala de demonstração que estão se mostrando muito úteis.

“É um mercado maduro, e continuaremos a oferecer aos nossos clientes o melhor serviço local e entrega de peças de reposição 24 horas por dia. Estamos trabalhando lado a lado com nossos clientes, introduzindo nossas novas plataformas em aplicações inovadoras específicas para o Chile. Além disso, neste ano lançaremos uma nova máquina com tecnologia nunca antes vista”, explica.

Sobre as expectativas, ele diz que, embora esteja há pouco tempo na empresa, já está conhecendo sua história passada e presente. “Para o futuro, gostaria de formar uma equipe sólida para continuar nosso crescimento na América Latina. Existem grandes oportunidades na região e, com a excelente tecnologia da TOMRA e sua equipe, tenho certeza que alcançaremos os objetivos que traçamos para os próximos anos”.

Expansão para novos mercados

David del Castillo afirma: “Chile, Argentina e Brasil são os principais mercados da América Latina. Também queremos crescer em outros mercados emergentes como Peru e Colômbia. Além disso, este ano, estamos incluindo o México em nossa região. Vemos grande potencial nesse mercado de hortaliças e muitos mais produtos exportados para os Estados Unidos”, esclarece.

Ele destaca duas tendências globais que também estão presentes na América Latina. “A primeira tendência é o consumo de alimentos saudáveis ​​como nozes, frutas e vegetais – principais segmentos de mercado da TOMRA na região. Em segundo lugar, a segurança alimentar é fundamental: nenhum cliente aceitará um produto que possa prejudicar sua saúde. A tecnologia da TOMRA é específica visa reduzir esses riscos para o consumidor final”, garante.

David del Castillo se junta à equipe da TOMRA Food com energia e um desejo genuíno de alcançar seus objetivos. “Gostaria de agradecer a calorosa acolhida que recebi da equipe LATAM e dos meus colegas da Europa e dos Estados Unidos que, apesar das dificuldades do momento e das restrições de mobilidade, me fizeram sentir parte deste grande família desde o início. Estou mais do que feliz por fazer parte desse grupo de profissionais de alta qualidade”, finaliza.

Fonte: TOMRA Food
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ZF investe na emissão de título verde

Por redação 11/05/2021
Escrito por redação

- ZF investe na emissão de título verde

Pela primeira vez, a ZF Friedrichshafen AG emitiu um título verde. A empresa utilizará 500 milhões de euros para financiar seus negócios de energia eólica e mobilidade elétrica. A ZF é a única empresa de tecnologia que desempenha um papel importante em ambas as tecnologias e pode, portanto, reduzir holisticamente as emissões de gases de efeito estufa – porque a mobilidade elétrica, que protege o clima, precisa de eletricidade gerada de forma sustentável.

“Com este título verde, criamos um instrumento financeiro atraente que nos ajuda a financiar tecnologias futuras sustentáveis. Estamos tratando de novos investidores e podemos alinhar nosso financiamento com as metas de sustentabilidade da empresa, e também com nossa estratégia de “Mobilidade de Próxima Geração”, disse o CFO do Grupo ZF, Dr. Konstantin Sauer. Uma meta integral da estratégia da ZF é ser totalmente neutra para o clima até 2040.

A obrigação emitida pela ZF Finance GmbH na Bolsa de Valores do Luxemburgo, destinada a investidores institucionais, despertou grande interesse e apresentou um excesso de subscrições na ordem de seis vezes. Tem um prazo de seis anos e um rendimento de 2,0%. A ZF fez a emissão no âmbito do programa EMTN (Euro Medium Term Note) lançado no ano passado, permitindo uma emissão de obrigações mais rápida e flexível.

A base para a questão é o novo Framework de Financiamento Verde da ZF. Neste contexto, a ZF definiu as condições gerais e os critérios para um financiamento sustentável; atende aos padrões internacionais ICMA – International Capital Market Association e da União Europeia (Regulamento de Taxonomia e Padrão de Títulos Verdes da UE). Os recursos obtidos sob este Framework de Financiamento Verde serão predominantemente direcionados para as categorias “Transporte Limpo” e “Energia Renovável” do ICMA. Neste caso, os 500 milhões de euros serão destinados a projetos e investimentos na unidade de negócio de energia eólica e para a produção de acionamentos para veículos elétricos. Ambas as áreas estão experimentando um crescimento dinâmico – uma tendência que continuará no longo prazo devido aos esforços globais de proteção do clima.

Em sua Opinião de Segunda Parte (SOP) independente, o ISS ESG, um ramo da Institutional Shareholder Services, certificou a ZF como tendo um perfil de sustentabilidade convincente como base para a emissão de títulos verdes.

“Estamos convencidos de que o Green Finance é uma ferramenta eficaz para direcionar investimentos em projetos que tenham um benefício ambiental e contribuam para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável globais, bem como os do Acordo de Paris”, disse o Dr. Konstantin Sauer.

Fonte: ZF
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Federarroz orienta produtores a antecipar safra

Por redação 11/05/2021
Escrito por redação

- Federarroz orienta produtores a antecipar safra

Alta dos custos dos insumos preocupa entidade que recomenda compras e preparo do solo com antecedência

A Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Federarroz), emitiu nota recomendando aos orizicultores a focarem nos trabalhos de compras e preparo do solo com a maior antecedência possível. A afirmação decorre da alta dos custos dos insumos e das previsões climáticas para a safra 2021/2022, bem como ante a necessidade dos produtores de arroz do Estado seguirem provendo arroz de qualidade e na quantidade ao exigente consumidor brasileiro.

Conforme o presidente da Federarroz, Alexandre Velho, o produtor deve se antecipar em relação à próxima safra, seja no preparo de solo e na antecipação da aquisição de fertilizantes e agroquímicos para escapar de novas elevações de preço. “Temos uma preocupação em relação ao aumento do custo de produção no próximo período”, observa o dirigente.

Outro ponto salientado na nota é o abastecimento e consolidação dos mercados internacionais, esses que seguem buscando o arroz brasileiro, sobretudo o gaúcho, para prover a alimentação das respectivas populações dos países compradores do produto. “É muito importante que os produtores tenham consciência da importância da exportação para regular melhor o mercado interno”, salienta o presidente da Federarroz.

Fonte: Federarroz
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