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Notícias

Entidades publicam carta pela Reforma Administrativa

Por redação 11/05/2021
Escrito por redação

- Entidades publicam carta pela Reforma Administrativa

A Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), a Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), bem como a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), representantes e defensoras dos interesses de produtores que cultivam mais de 90% da área de cereais, fibras e oleaginosas do país, divulgaram carta, cobrando o governo pela reforma tributária.

Na carta, as entidades destacam que a reforma tributária é esperada há décadas e será bem-vinda apenas, e tão somente, na hipótese de não ocasionar elevação da carga tributária e mais burocracia. “Precisamos de uma reforma que simplifique o sistema tributário nacional e racionalize a cobrança dos tributos, afastando os efeitos perniciosos sobre quem produz e faz o Brasil crescer há décadas, inclusive em momento de pandemia”, assinalam.

“Por este motivo, o texto da reforma tributária que vier a ser discutido e aprovado deve, indispensavelmente, abordar um tratamento adequado para o setor agropecuário, em especial para os agricultores, condições estas que estão presentes em todos os países que adotam a uniformização da sistemática de tributação”, completa ainda a carta.

Neste sentido, as entidades entendem que  é indispensável que esteja previsto um tratamento adequado que abarque, dentre outros pontos, (i) alíquota especial reduzida para os insumos agropecuárias; (ii) enquadramento dos produtores rurais pessoas físicas como não contribuintes, com o respectivo crédito presumido para o adquirente da produção; (iii) aproveitamento e garantia de restituição de créditos de investimento e de exportação para cumprimento do princípio da não cumulatividade.

“Ademais, não há como o setor produtivo rural se posicionar contra uma reforma tributária, algo que o país tanto almeja, desde que respeitados os pontos destacados acima. Outrossim, é imperioso que o texto a ser aprovado pelo Parlamento, diferentemente do recentemente apresentado pela Comissão Mista da Reforma Tributária, possua uma previsão perene de tratamento diferenciado ao setor que garante comida de qualidade na mesa do brasileiro, isso sem contar os inúmeros empregos gerados, a formação de um saldo positivo na balança comercial, o fortalecimento da moeda, benefícios estes que são sentidos por toda a sociedade. Por fim, espera-se que esta reforma venha para o bem e que não afugente investimentos no nosso país”, destacam.

“Acreditamos, portanto, que o Congresso Nacional tomaria um melhor e mais curto caminho para resolver a questão orçamentária e atenderia aos anseios dos contribuintes e eleitores se, em primeiro lugar, avançasse com a reforma administrativa, embora as entidades signatárias desta carta se apresentem propositivas ao debate em torno da reforma tributária”, finalizam.

Fonte: Redação/Aprosoja

 

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Notícias

Como a pandemia impactou o trabalho no campo

Por redação 11/05/2021
Escrito por redação

- Como a pandemia impactou o trabalho no campo

O último censo agropecuário realizado, no Brasil, em 2017, apontou que o País possui mais de 5 milhões de estabelecimentos rurais. Deste total, quase 4 milhões são propriedades rurais. O levantamento mostra ainda que são mais de 15 milhões de pessoas trabalhando no setor e, deste grupo, mais de 10 milhões pertencem à agricultura familiar.

Os trabalhadores rurais em todas as cadeias do agro sempre tiveram papel de destaque na economia brasileira, mas durante a pandemia ficou ainda mais evidente a importância do trabalho no campo.

De acordo com a secretária de Política Agrícola da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CONTAG), Vânia Marques, a agricultura familiar não parou, sendo responsável por 70% dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros.

A executiva diz que o setor comemora avanços, como a ampliação do Pronaf crédito. Por outro lado, entende que ainda há uma agenda extensa de reivindicações, que inclui incentivos ao acesso à Internet, financiamento público e à produção orgânica de qualidade.

Ouça a sua declaração, no podcast abaixo.

Máquinas & Inovações Agri · #014 – Vânia Marques Pinto comenta “OS DESAFIOS ENFRENTADOS PELO TRABALHADOR NO CAMPO”
11/05/2021 0 Comentários
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Entrevista

Camilo Adas (SAE): Produção ganhou propósito social

Por redação 11/05/2021
Escrito por redação
Por Clarisse Souza

- Camilo Adas (SAE): Produção ganhou propósito social

Está na boca do povo que o agro é “a riqueza do Brasil”. No entanto, há quem acredite que exportar commodities não é suficiente e que o País precisa desenvolver tecnologias inovadoras para fortalecer ainda mais a sua produção agrícola. Dentre os muitos desafios, para o desenvolvimento de novas tecnologias, estão as mudanças climáticas, que podem influenciar o aumento e o incentivo ao uso e à fabricação dos biocombustíveis.

Apesar de ter um histórico significativo no desenvolvimento de tecnologias para os combustíveis renováveis, o Brasil precisa evoluir muito para construir um projeto estruturante de motorização, especialmente relacionado à eletrificação de motores. Essa é a opinião de Camilo Adas, presidente da SAE Brasil. Segundo ele, “temos o capital intelectual, a indústria, a fonte energética no nosso próprio agro e temos uma grande demanda de consumo do agro para o próprio agro. Ou seja, a fonte de energia está no campo e a demanda de energia também. O que se precisa fazer é criar uma visão estruturante que permita um projeto completo”, com todas as etapas de desenvolvimento.

Na entrevista a seguir, ele comenta sobre os principais biocombustíveis, o papel do diesel nos dias atuais, os desafios para a implementação e ampliação da eletrificação de motores e as transformações no agro neste sentido, entre outros temas. Acompanhe:

Qual a participação do agro nas ações da SAE Brasil?

O agro está conosco há bastante tempo. Começamos em 2006 com o Simpósio SAE Brasil através da regional de Porto Alegre. O evento tomou força. Teve um breve momento de descontinuidade, mas agora, em 2020, realizamos a sua 12ª edição. Trata-se de um evento onde conseguimos consolidar as tecnologias ligadas à questão agrícola brasileira. Outra iniciativa muito importante, e mais recente, foi a criação da Mentoria Agro, em 2020. Lembrando que um simpósio é um evento pontual, onde as pessoas se reúnem para debater determinada pauta. Já a mentoria é contínua, não é feita de eventos esporádicos, continuamente consolida conteúdo. A Mentoria Agro começou no início do segundo trimestre do ano passado e já temos 30 participantes, todos voluntários, dada a importância que o assunto tem. 

2020 foi um ano conturbado. Como avalia o setor hoje?

O agro nunca parou, mesmo no ano passado. Pelo fato de estar no campo, ter distanciamento social, depender das chuvas e de todo o ciclo da plantação, o agro não parou e registrou ótimos números. Em 2021, não acreditamos que será diferente. À medida que vários países que possuem características de plantação diferentes do nosso tiveram problemas de desabastecimento, o Brasil pôde suprir a demanda exportando. Então, a nossa produção ganhou um propósito social neste processo, além do comercial. 

Quanto à motorização, quais as principais transformações nas máquinas agrícolas?

Quero estabelecer um conceito prévio que está muito forte no mundo da mobilidade, formado por três pilares: mudanças climáticas, introdução ou desenvolvimento da inteligência artificial e mudança dos hábitos sociais. Este terceiro item não vou comentar porque é uma questão mais do mundo urbano que do agro. No caso das mudanças climáticas, está havendo conscientização e pressão muito grande, principalmente nos países desenvolvidos, para que tenhamos combustíveis renováveis. No caso da inteligência artificial, a entrada de recursos de computação, informática, algoritmo, gestão do dado, data mining, data science etc, também entra no mundo da mobilidade. Fundamentalmente, veremos no agro a motorização passando para combustíveis renováveis e, de forma mais marcante, a ampliação dos biocombustíveis. O agro já produz esse tipo de combustível renovável, como os produzidos à base de cana-de-açúcar, óleos e sementes e vários outros. Também podemos falar no biometano. Este como parte da biomassa que fica residual no campo e que pode facilmente gerar gás dentro de usinas específicas. Também temos a eletrificação das máquinas, através de baterias ou de células de hidrogênio. A tendência a médio prazo, no entanto, são os biocombustíveis, devido às dificuldades de distribuição de energia ou de geração de energia elétrica diretamente no campo. No caso da inteligência artificial, há forte automação das máquinas, as quais estão virando quase computadores ambulantes andando no campo com grande maestria. 

Entre os biocombustíveis, algum merece destaque?

Dependendo do tipo de motorização, o biodiesel pode ser uma solução. O óleo vegetal hidrogenado (HVO) é outro exemplo de combustível renovável do agro para o agro, com aplicação simples a depender da calibração do motor. E o biometano, em linhas gerais, conforme destaquei antes. 

É cedo para dizer que o diesel está com os dias contados? 

Muito cedo. No momento, o grande diferencial são as mudanças climáticas, que criam um desafio específico, independente da viabilidade econômica. Europa, China e Estados Unidos já possuem legislação para isso, então, haverá essa transição, mas não dá para dizer qual será a velocidade, até porque muitas máquinas continuarão com a condição atual. 

Na Europa a eletrificação já começa a ser adotada…

A eletrificação é um caminho importante sem volta. A propulsão elétrica não é uma tecnologia nova. Novamente, pensando na regra de mercado, sem entrar na questão climática, se você tem combustível fóssil e um motor estabelecido, você não muda. Porém, a questão da mudança climática pressiona e há uma melhoria significativa dos sistemas de controle de energia elétrica. Em função das melhorias da inteligência artificial, fazer a gestão energética de um motor elétrico ficou mais simples e controlado. Assim, quando associamos mudanças climáticas e inteligência artificial vemos o amplo campo para isso. Mas será exclusivamente eletrificação? Não entendo assim, e acho que não. O rendimento do motor a combustão ainda é bastante interessante, mas, como a necessidade de descarbonização ficará mais intensa, há forte tendência a diminuir o uso de combustível fóssil. 

Quais os desafios para a eletrificação de motores?

Há dois fatores importantes neste caso. O primeiro depende dos aspectos relacionados à infraestrutura, pois é preciso haver condição de carregamento das baterias no meio rural. Porém, quando falamos em eletrificação, é fundamental estarmos atentos à eletrificação à base da energia do hidrogênio, que também é uma forma de eletrificação. Neste caso, a produção de hidrogênio pode ser feita dentro da própria fazenda, com pequenas máquinas. Assim, a primeira questão é: como gerar eletricidade o mais próximo do ponto de consumo para mobilidade no campo? Um segundo desafio está ligado à aquisição de tecnologias. Há poucas empresas brasileiras desenvolvendo tecnologia para eletrificação. À medida que esse desenvolvimento acontece lá fora, leva-se mais tempo para chegar até aqui, fica mais caro e até o uso pode vir a depender de profissionais que não temos em nosso mercado. 

Qual a vocação brasileira no cenário de mudanças climáticas? 

O Brasil tem tradição no desenvolvimento de tecnologias renováveis. Agora, com relação a essas tecnologias mencionadas, ainda há um grande desafio e o País está longe de ser uma referência mundial neste sentido. O mercado mundial não estava mais dando conta de pagar o preço do petróleo e, em 1975, nasceu o Proálcool. A partir daí, o Brasil foi desenvolvendo capital intelectual e know how para o Proálcool. Isso foi fundamental, gerou muita pesquisa básica e aplicada, unindo a acadêmia e a indústria. Tivemos um papel superimportante em ter os primeiros veículos híbridos flex, uma solução maravilhosa. Ela combina as vantagens dos combustíveis renováveis com a eletrificação. Essa é uma coisa que nasceu no Brasil, uma tradição que vem desde o Proálcool e até hoje é uma referência. O problema principal é que isso não está acontecendo em escala global. Pode acontecer para o agro? Pode e deve, especialmente se juntarmos a experiência que obtivemos e a experiência desenvolvida através da Embrapa. 

O que falta para os biocombustíveis deslancharem? 

Essa é uma questão antiga e muita gente acredita que sem uma política pública não dá para se desenvolver. Hoje em dia se fala muito em inovação aberta e cooperação mútua. Há espaço sendo preenchido por startups onde antigamente não havia. Os hubs de inovação e centros de tecnologia e desenvolvimento geram soluções de uma forma muito inteligente. A necessidade de investidores é fundamental nesta caso. Neste sentido, é um contrassenso aceitar que uma startup precisa estar pronta para fazer um picth em uma incubadora e conseguir um investidor e, ao mesmo tempo, imaginar que as grandes empresas precisem de subsídio público. Na verdade, é preciso que estejam alinhados o governo, a indústria, a academia e o terceiro setor, porque se cada um põe energia e prioriza uma determinada pauta ou plano estratégico, os propósitos não convergem. O papel do governo não necessariamente é financiar ou subsidiar. Mas onde fica o guarda-chuva macro que vai fazer a estratégia conjunta e agregar todos os atores? Esse pode ser um papel muito mais fundamental do governo. É claro que neste processo, no começo, são necessários investimentos iniciais que podem ser subsidiados, mas dentro de um plano macroeconômico.ν

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Notícias

Exportação aos países árabes cresce 18,2% no primeiro tri

Por redação 11/05/2021
Escrito por redação

- Exportação aos países árabes cresce 18,2% no primeiro tri

Grãos, açúcar, milho e proteína animal são os principais produtos comercializados

De olho em outros produtos brasileiros, o mercado árabe abre suas portas para os grãos, açúcar, milho, além de proteína animal. De acordo com Omar Chahine, gerente de Relações Institucionais da Cdial Halal, os empresários brasileiros devem ficar atentos ao mercado islâmico, que vêm crescendo a todo vapor e conta com quase 2 bilhões de consumidores no mundo.

Conforme dados divulgados no início deste mês pela Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, a perspectiva para o mercado halal global é de atingir US$ 2,35 trilhões até 2024. O setor com maior movimento de receita é o de alimentos e bebidas, responsável por 58% do faturamento global, com foco em alimentos orgânicos, saudáveis e funcionais com certificação halal. “Todo o mundo busca por alimentos de qualidade e agora, mais do nunca, por produtos que proporcionam segurança alimentar e rastreabilidade. E a certificação halal tem sido exigida cada vez mais não só por países árabes muçulmanos, mas também por outros países que buscam alimentos seguros”, ressalta Omar.

Outros mercados em ascendência e com boas oportunidades para o empresariado brasileiro são os de moda, fármacos, cosméticos, entre outros (veja gráfico abaixo).

- Exportação aos países árabes cresce 18,2% no primeiro tri

Graças ao acelerado controle da pandemia, as projeções para o ano de 2021 são otimistas: na Arábia Saudita, maior economia da Liga Árabe, é esperado aumento de 2,8% no PIB este ano em relação ao ano passado, enquanto nos Emirados Árabes Unidos, a expectativa de crescimento é de 2,5% e recuperação total da economia prevista para 2022, atingindo índice de crescimento de 3,5%.

O cenário de expansão econômica dos países do Oriente Médio traz grandes oportunidades para o setor de importação e exportação. A expectativa comercial para o próximo ano aponta para um crescimento expressivo do mercado. Segundo dados divulgados pela Câmara Árabe, a previsão é de que o valor das importações dos países islâmicos chegue a US$1,75 trilhões. Nesse panorama, a soja e o milho são responsáveis pela maior parte dos embarques nacionais.

- Exportação aos países árabes cresce 18,2% no primeiro tri

Certificação halal

A certificação halal é um documento emitido por uma instituição certificadora reconhecida pelos países islâmicos após criteriosos processos de auditoria. O selo halal atesta que o produto certificado está apto ao consumo pelos muçulmanos e é sinônimo de qualidade.

Ainda de acordo com Chahine, para que a expansão do mercado seja possível, as indústrias e produtores precisam se adaptar às exigências da jurisprudência islâmica. “Além de ser reconhecido mundialmente como selo que atesta Boas Práticas de Fabricação, segurança e qualidade, a certificação halal tem sido solicitada, inclusive, por países que não são árabes e nem muçulmanos, como África, Japão e Canadá “, comenta.

A Cdial Halal

Uma das maiores e mais importantes certificadoras halal do Brasil. É a única certificadora da América Latina acreditada pelos principais órgãos oficiais dos Emirados Árabes (EIAC) e do Golfo (GAC), o que confere seriedade e competência nos segmentos que atua.

Fonte: Câmara de Comércio Árabe-Brasileira

 

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Notícias

Exportação de soja e milho pelo Arco Norte cresceu 487,5% em 11 anos

Por redação 10/05/2021
Escrito por redação

- Exportação de soja e milho pelo Arco Norte cresceu 487,5% em 11 anos

As exportações de soja e milho pelos portos do Arco Norte totalizaram 42,3 milhões de toneladas em 2020, um aumento de 487,5% em relação a 2009, de acordo com um estudo divulgado, nesta segunda (10), pela Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Entre 2009 e 2020, a produção de grãos acima do Paralelo 16, que engloba as regiões Norte e Nordeste e parte do Centro-Oeste, cresceu 92,6 milhões de toneladas, o que representa uma alta de 165,3%. Nesse mesmo período, o Brasil registrou uma variação de 119,4 milhões de toneladas produzidas (+110,5%) e 89,3 milhões de toneladas exportadas (+205,7%).

O vice-presidente da CNA e presidente da Comissão Nacional de Infraestrutura e Logística da entidade, Mário Borba, destacou a importância de se avançar em obras de infraestrutura para reduzir os custos dos transportes no Brasil.

“A pavimentação da BR-163, que vai do Mato Grosso ao Pará, por exemplo, permitiu a redução dos custos de transportes de grãos em 26%, contribuindo para o envio desses produtos para os portos do Arco Norte”, disse.

Segundo a assessora técnica da Comissão Nacional de Logística e Infraestrutura da CNA, Elisangela Pereira Lopes, o crescimento da produção de grãos em novas fronteiras agrícolas foi de 8,4 milhões de toneladas por ano, enquanto que o da exportação foi de 3,2 milhões de toneladas ao ano.

“É como se a cada ano fosse criada a necessidade de implantar um terminal com capacidade de 5 milhões de toneladas para atender o desempenho da produção de soja e milho, cada vez mais recorde dos estados do Mato Grosso, Pará, Maranhão, Tocantins e Bahia”, disse.

Elisangela explicou que algumas iniciativas, como a pavimentação da BR-163 MT/PA, a dragagem do rio Tapajós, a instalação dos Terminais de Uso Privado e a ampliação dos terminais de grãos no porto de Itaqui, no Maranhão, e dos portos de Belém, contribuíram para os avanços expressivos na região.

“Para continuar atendendo essa evolução, a CNA defende intervenções como a implantação da ferrovia Ferrogrão, que vai ligar o porto de Miritituba (PA) ao município de Sinop (MT), do Terminal Portuário de Outeiro (PA) e do derrocamento do Pedral do Lourenço (PA), no Rio Tocantins”, afirmou a assessora técnica.

De acordo com o estudo da Confederação, a produção de soja e milho abaixo do Paralelo 16 (regiões Sul e Sudeste e parte do Centro-Oeste) teve alta de 51,5%, um total de 26,8 milhões de toneladas de 2009 a 2020. Já os embarques pelos portos das regiões Sul e Sudeste aumentaram 149,7%, total de 54,2 milhões de toneladas.

“O crescimento das exportações nesses portos foi resultado de investimentos em ampliação, modernização e equipamentos; novos arrendamentos de terminais de grãos; medidas para melhorar a operacionalização (agendamento de caminhões); dragagem para aumentar profundidade dos canais e acesso aos píeres e melhoria dos acessos terrestres (rodovias e ferrovias)”, destacou a assessora.

Cenário 2020 – No ano passado o Brasil produziu 227,4 milhões de toneladas de soja e milho, sendo as regiões acima do Paralelo 16 responsáveis por 148,6 milhões de toneladas ou 65,3% desse total. Já a produção de grãos abaixo do Paralelo 16 foi de 78,8 milhões de toneladas (34,7%), segundo os dados da CNA.

Com relação às exportações, em 2020 o país embarcou cerca de 133 milhões de toneladas de soja e milho. Os portos do Arco Norte responderam por 31,9% ou 42,3 milhões de toneladas desse total e os da região Sul e Sudeste por 68,1% ou 90,4 milhões de toneladas.

Os portos que mais embarcaram grãos em 2020 foram Santos com 42,2 milhões de toneladas (31,8%), Paranaguá/Antonina com 22,5 milhões de toneladas (16,9%) e Rio Grande com 12,1 milhões/ton (9,1%), nas regiões Sul e Sudeste. No Arco Norte foram o Sistema Belém/Guajará com 13,7 milhões/ton (10,3%) e São Luís/Itaqui/PDM com 12,1 milhões/ton (9,1%).

Mapa logístico – A CNA lança também nesta segunda (10) um mapa que retrata a logística nos corredores internos de exportação de soja e milho em 2020 e traz a infraestrutura utilizada para o escoamento da produção pelos modos de transportes rodoviário, ferroviário e aquaviário.

Além disso, apresenta e compara a movimentação de soja e milho nos portos públicos e terminais privados, alertando para a necessidade de ações que ampliem a oferta de serviços portuários no Brasil.

O mapa contém, ainda, infográficos com informações sobre a matriz de transporte brasileira, a movimentação de produtos pelas ferrovias, o uso dos rios nos transportes de cargas e o potencial de expansão, bem como comparativos entre a infraestrutura brasileira e os principais concorrentes no exterior. “É um verdadeiro atlas da logística do setor agropecuário”, destacou Elisangela.

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Notícias

Nova fase do Projeto Satô discute produção de açúcar

Por redação 10/05/2021
Escrito por redação

- Nova fase do Projeto Satô discute produção de açúcar

A cana é um dos principais cultivos no País. Com a utilização de soluções eficientes e o manejo adequado da cultura, a cana pode ter um aumento significativo na produtividade e de rendimento no campo. A IHARA, empresa de pesquisa e desenvolvimento especializada em defensivos agrícolas, lança a segunda fase do Projeto Satô, iniciativa que têm diversas frentes de atuação e une empresas, pesquisadores e consultores com o propósito de ampliar os resultados da safra de cana-de-açúcar.

Este projeto foi feito em parceria com a Perfect Flight, agtech que oferece serviços de gestão e rastreabilidade da pulverização aérea, e também com a empresa Sabri, que possui um serviço inovador chamado de Clínica de Aeronaves que certifica a qualidade da aplicação das aeronaves com padrões internacionais. Além disso, foram realizadas diversas ações com foco em produção de conhecimento técnico e prático com as participações do Prof. Dr. Carlos Crusciol – FCA Unesp/Botucatu, do consultor Michel Fernandes, da MS Fernandes, e do Prof. Dr. Carlos Azânia, do IAC – Centro de Cana, o qual criou de forma especial um Curso de Maturação e Maturadores em cana-de-açúcar, feito de forma inteiramente digital, em formato de EAD (Ensino a Distância).

Essas diversas frentes de trabalho possibilitam a gestão eficaz dos recursos e aumento no rendimento das operações no cultivo a partir de serviços e informações oferecidas pelas companhias, além do conhecimento técnico e prático compartilhado pelos pesquisadores e consultores referência no segmento de maturação em cana. Paulo Villela, Gerente de Sucesso do Cliente da Perfect Flight, reforça o valor da parceria. “É imprescindível unir a alta tecnologia ao desenvolvimento das lavouras. Essa troca de informações e junção de serviços no Projeto Satô permite às propriedades obter resultados cada vez melhores. Com isso, ganha-se maior aproveitamento da cana-de-açúcar, gerando rentabilidade e conhecimento.”

Com maturador da IHARA, o Riper, que oferece ação rápida no aumento na produção de toneladas de açúcar por hectare (TAH), as empresas parceiras Sabri – Sabedoria Agrícola e Perfect Flight permitem que no Projeto Satô seja apresentado aos produtores a ampliação do conhecimento sobre o melhor manejo da cana-de-açúcar e os benefícios sobre a maturação. A iniciativa oferece capacitações técnicas para as equipes nas usinas, produtores e profissionais que estão envolvidos no processo.

“O Projeto Satô é de extrema importância para a auxiliar na gestão da produção de açúcar nas usinas. Essa matéria-prima possui elevado potencial, e é de onde tem-se o retorno do capital investido para quem produz cana. Pensando nisso, criamos a nova fase do projeto para garantir a melhor forma de uso dos recursos disponíveis na cana-de-açúcar e ainda levar capacitação técnica para todos os profissionais envolvidos no processo produtivo”, afirma Gustavo Canato, Gerente de Marketing Regional da IHARA, com foco na cultura da Cana.

Na primeira fase do projeto em 2020, a parceria entre as empresas processou mais de 300 mil hectares com o monitoramento aéreo e gestão da aplicação do Riper, teve a realização de mais de 30 clínicas de aeronaves e contou com participação de mais de 20 usinas e produtores de cana. Além disso, a equipe da IHARA disponibilizou um curso à distância sobre maturação, com certificação do IAC – Instituto Agronômico de Campinas, ministrado pelo professor e especialista em cana-de-açúcar, Dr. Carlos Azânia. O conteúdo online foi disponibilizado para equipe técnica das usinas, produtores e profissionais de cooperativas e revendas, totalizando mais de 150 profissionais que tiveram acesso ao material.

“Percebemos uma grande satisfação dos nossos clientes em relação ao serviço oferecido pelo Projeto Satô da IHARA. E com isso, nessa segunda fase, na cultura da cana vamos ampliar os serviços para outros segmentos de uso como herbicidas, inseticidas e fungicidas. Já neste ano estamos avaliando a expansão desse projeto, com as devidas adaptações para os cultivos de soja, algodão, citros e florestas plantadas”, comemora Canato.

Fonte: IHARA
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New Holland é reconhecida em prêmio de inovação

Por redação 10/05/2021
Escrito por redação

- New Holland é reconhecida em prêmio de inovação

A New Holland Agriculture, marca da CNH Industrial, foi premiada com uma medalha de prata e outra de bronze no SIMA 2021 Innovation Awards em reconhecimento por suas inovações na tecnologia para colheitadeiras. Os tradicionais prêmios da SIMA, que realiza uma exposição bianual internacional de máquinas agrícolas de mesmo nome, reconhecem os equipamentos, produtos, técnicas e serviços mais inovadores da indústria agrícola.

Eles são conferidos por um júri internacional de profissionais da indústria, que são auxiliados por uma rede de especialistas técnicos. A medalha de prata foi concedida na categoria “Da colheita ao armazenamento” para o NutriSense, um sistema de análise de nutrientes na colheita que coleta dados agronômicos e permite ao agricultor tomar decisões com base em informações a fim de maximizar a sua rentabilidade. A integração do sensor Near Infrared (NIR) permite a análise, registro e mapeamento da composição da cultura durante a colheita.

A medalha de bronze foi concedida na categoria “Peças, serviços e eletrônicos de bordo” para os sensores de pressão do sistema de limpeza. Este sistema de análise de pressão da caixa de peneiras, que é patenteado e exclusivo, permite uma velocidade de colheita maior e de máxima qualidade. O sistema mede a pressão na caixa de peneiras da colheitadeira e alerta o operador sobre a necessidade de ajustes para otimizar a operação.

Edison Awards 2021

Na edição de 2021 dos Edison Awards, a New Holland Agriculture foi premiada com a medalha de ouro por sua inovadora tecnologia Loop Masterknotting, apresentada nas gamas de enfardadeiras BigBaler 1290 High Density e BigBaler PLUS. O inovador sistema de amarração usa um novo tipo de nó duplo seguro, que é mais forte e tem inúmeras vantagens. O processo de amarração do laço elimina os restos do fio de serem descartados no campo, resultando em benefícios ambientais e de custo.

Com o nome e inspiração em Thomas Edison, o prêmio reconhece a excelência no desenvolvimento de novos produtos e serviços, marketing e design centrado na inovação e no ser humano. Os vencedores são selecionados com base em quatro critérios: conceito, valor, entrega e impacto.

Fonte: New Holland
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Notícias

Equipamento identifica problemas na pulverização

Por redação 10/05/2021
Escrito por redação

- Equipamento identifica problemas na pulverização

Solução desenvolvida com apoio do Sebraetec verifica vazão de cada ponteira pulverizadora, digitalmente

A Agroflux criou um produto que ajuda o agricultor na identificação de problemas na pulverização em plantações baixas como algodão e soja. A empresa desenvolveu um equipamento que agrega tecnologia na verificação das ponteiras das máquinas pulverizadoras, dispensando o trabalho manual.

“Criamos um produto que não existia no mercado, o Fluxin, para auxiliar os agricultores na verificação do equipamento e garantir que o insumo aplicado atinja o alvo na quantidade adequada. Às vezes são mais se 100 pontas que, com o nosso equipamento, podem ser verificadas de forma automatizada”, explica o empreendedor Guilherme Castro Diniz, cientista da computação.

Antes da pulverização, o equipamento é acoplado em cada uma das ponteiras do pulverizador e verifica a vazão de cada uma, enviando via bluetooth para o celular as informações para análise e gestão. É portátil e utiliza bateria recarregável de longa duração.

A ideia surgiu em 2019, a partir de uma conversa entre os outros sócios da Agroflux, o engenheiro agrônomo André Henrique da Silva e o engenheiro eletrônico Rafael Felipe da Costa. Eles identificaram a oportunidade de ajudar a solucionar uma das dores do segmento e começaram a buscar mercado em 2020, em plena pandemia.

“Por ser um produto novo e assim não ter como comparar, sabíamos que não seria fácil. O que notamos é uma dificuldade porque o púbico agro espera ver o produto funcionando, presencialmente, mas ainda no cenário de pandemia, estamos fechando vendas”, conta Guilherme.

Na fase de tração e desenvolvimento, a Agroflux, que integra o ecossistema de inovação de Campo Mourão, noroeste do Paraná, já está presente em 11 estados brasileiros e comercializa a solução também no Paraguai, Argentina, Uruguai e Bolívia.

Uma prestadora de serviços para agricultores, de Arapongas, é um dos clientes da Agroflux. A empresa adquiriu cinco equipamentos para teste no ano passado e hoje tem mais de 30. Segundo o especialista em tecnologia de aplicação da empresa, Lucas Rafael Maesta Dias, o objetivo era modernizar o serviço de verificação das ponteiras das pulverizadoras.

“Antes era manual, com balde. Agora fazemos a aferição com o equipamento que gera relatório rápido e prático. Antes, um trabalho que durava cerca de cinco horas em um pulverizador, agora leva menos de 30 minutos”, conta Rafael. Ele acrescenta que a inovação tem ajudado a fidelizar clientes.

Redesenho

O desenvolvimento do produto impôs desafios para os empreendedores. O grupo iniciou o projeto com investimento baixo por meio de recursos próprios. Guilherme conta que a primeira versão ainda apresenta acabamento rústico. “Neste formato o produto nunca deu recall, mas agora estamos fazendo o redesenho”, explica o empreendedor.

- Equipamento identifica problemas na pulverização

Fluxin: portátil e com bateria de longa duração.

A Agroflux contratou o redesign no ano passado com recursos obtidos por meio do Sebraetec, programa subsidiado pelo Sebrae/PR para oportunizar a inovação nos pequenos negócios. O modelo em 3D e o molde da versão 2.0 estão prontos. Já a parte eletrônica foi terceirizada e virá pronta da China. A expectativa é lançar o piloto em maio.

Este ano, novamente com apoio do Sebraetec, a empresa dará mais um passo na adaptação da solução também para pulverizadores de plantios de árvores, como café e laranja. Além disso, o recurso ajudou a empresa a criar o aplicativo linkado com a solução.

 

Fonte: Sebrae
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Notícias

Anvisa visita laboratórios do agro para produção de vacinas contra Covid

Por redação 10/05/2021
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- Anvisa visita laboratórios do agro para produção de vacinas contra Covid

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) iniciou as visitas técnicas aos laboratórios de produtos de saúde animal para avaliar capacidade técnica para produção de vacinas contra Covid-19. A informação foi confirmada na última sexta-feira, pela diretora Meiruze Freitas, durante reunião da Comissão Temporária do Senado.

A inspeção técnica atende a proposta do relator da CT, senador Wellington Fagundes (PL-MT). Ela está revista no Projeto de Lei 1343/2021 – aprovada no Senado e que deve ser votada nesta semana  pela Câmara dos Deputados.

As empresas visitadas pela Anvisa foram Ceva Brasil, unidade de Juatuba, na Grande Belo Horizonte (MG); e Ouro Fino, no município de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. A agência reguladora deverá inspecionar ainda a unidade da Merck Sharp & Dohme, farmacêutica, química e de ciências biológicas global, com sede em Valinhos, e a Boehringer, em Paulínia, ambas em São Paulo.

Os laboratórios de saúde animal, uma vez autorizados, pode ampliar a oferta de vacinas humanas em 400 milhões de doses, a partir da transferência de tecnologia. As quatro plantas industriais já atuam na produção de Insumo Farmacêutico Ativo para saúde animal. Segundo Fagundes, esse número é suficiente para garantir a imunização da população brasileira.

“A produção de vacina aqui mesmo é uma garantia. Não existem vacinas no mundo e hoje ninguém sabe dizer quando a vacina chegará ao braço das pessoas. Precisamos gerar segurança à população e temos condições para isso” – frisa o senador. A produção pode se dar num prazo de 90 dias.

De acordo com diretores da Anvisa, a produção de vacinas está dentro do esforço nacional para aumentar a oferta de imunizantes, indispensável ao enfrentamento à crise sanitária. Meiruze Freitas, a Anvisa relatou que a agência já autorizou a fábrica de Bio-Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz, fazer a produção do insumo farmacêutico ativo da vacina de Oxford. O Instituto Butantan ainda tem a perspectiva, no início do próximo ano, da produção do IFA.

 

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Plano ABC+ é aposta para produção sustentável

Por redação 07/05/2021
Escrito por redação

- Plano ABC+ é aposta para produção sustentável

A sustentabilidade caminha ao lado do setor agropecuário há muitos anos, contribuindo para equilibrar a produção de alimentos e a preservação do meio ambiente. Em propriedades rurais de todo o Brasil, é possível ver bons exemplos de produtores que aplicam as tecnologias de baixa emissão de carbono.

Na Fazenda Pontal dos Angicos, no Distrito Federal, o produtor João Araújo Neto separou 330 hectares para a produção integrada de pecuária e floresta, unindo eucalipto e gado de corte. Em 10 anos, o pecuarista recuperou a pastagem, melhorou a produtividade e teve mais renda.

“A reforma da pastagem já era necessária. Com a integração, a produtividade do pasto e do rebanho aumentou. O gado também ficou mais saudável e os ataques de moscas e carrapatos reduziram”, disse João.

A união entre pecuária e floresta trouxe outras vantagens para a propriedade. A ambientação entre eucalipto e capim ajuda a preservar a umidade, tanto no solo, quanto no ar, garantindo que o rebanho enfrente o período de estiagem da região Centro-Oeste com uma pastagem de qualidade.

“Um pasto recuperado e bem manejado permanece verde no período da seca. Oferecer essa pastagem para o gado é permitir o ganho de peso do animal na entressafra”, explicou o instrutor do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Distrito Federal (Senar/DF), Ronaldo Trecenti.

A recuperação de pastagens degradadas e a integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF) são tecnologias de baixa emissão de carbono trabalhadas no Plano ABC, que durou de 2010 a 2020. O programa contribuiu para que o Brasil alcançasse as metas do Acordo de Paris na redução da emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE).

Segundo o coordenador de Sustentabilidade da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Nelson Ananias, o produtor rural, através do programa ABC, cumpriu grande parte das obrigações do país na redução das suas emissões, baseadas no ano de 2005, atingindo 115% do volume proposto de carbono nas metas voluntárias.

“O produtor se mostrou preparado para atender o chamado do Brasil no desenvolvimento sustentável da atividade agropecuária”, disse o coordenador.

Produtor João Araújo Neto

Produtor João Araújo Neto

De acordo com dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a cada 1 real investido pelo Plano ABC, os produtores rurais investiram outros 7 reais em recursos próprios, comprovando a importância de uma produção voltada a aproveitar recursos naturais, através da inserção de tecnologias.

Na última safra, a linha de crédito que financia o Plano ABC atingiu quase R$ 2 bilhões em valor contratado, segundo o Banco Central. “Os produtores rurais investiram tempo, dinheiro e tecnologia para serem cada vez mais produtivos, utilizando os recursos naturais com eficiência”, afirmou Nelson Ananias.

Plano ABC+

Com o encerramento do antigo programa, foi lançado em abril deste ano o Plano ABC+ 2020-2030 com o objetivo de renovar as metas para os próximos anos. Segundo a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, o ABC+ promove a abordagem integrada da paisagem como marco conceitual, estimulando a gestão integrada das propriedades rurais e o uso eficiente dos recursos naturais.

“O novo plano também é importante para a promoção do crescimento econômico, pois os produtores rurais aderem às práticas de baixa emissão de carbono por trazerem eficiência e renda, conciliando conservação e produtividade”, disse a ministra na cerimônia de lançamento do novo plano.

Além da recuperação de pastagens e do sistema ILPF, o Plano ABC inclui tecnologias de sistema de plantio direto, fixação biológica de nitrogênio, florestas plantadas, tratamento de dejetos animais e adaptação às mudanças climáticas. No novo plano foram incluídas estratégias combinadas de atuação e mitigação de GEE e a abordagem integrada da paisagem.

Fonte: Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)
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