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Notícias

IVECO registra 42% de crescimento no primeiro trimestre

Por redação 27/04/2021
Escrito por redação

- IVECO registra 42% de crescimento no primeiro trimestre

Os resultados do primeiro trimestre de 2021 confirmam a trajetória de crescimento da IVECO. Somando todo o mercado em que atua, dos leves aos extrapesados, a montadora cresceu 42% nas vendas em relação ao 1º trimestre de 2020, aumentando sua participação em 1pp no período. “Isso é fruto do trabalho incansável de uma equipe altamente qualificada que mantém a marca em um movimento de crescimento sustentável”, afirma Márcio Querichelli, líder da IVECO para a América do Sul.

A marca registrou aumento de vendas com incremento de participação em todos os segmentos, sendo: leves +13% / médios + 95% / semipesados + 79% / pesados + 61%. Os números demonstram uma tendência sólida de crescimento com destaque para a família Tector, que vai dos médios aos semipesados, e quase dobrou de volume.

O executivo destaca também que o processo de expansão da rede de atendimento, que atualmente tem 77 pontos de norte a sul do país, e o portfólio completo, que atende segmentos como o e-commerce e o agronegócio, são fatores decisivos para o bom momento.

A estratégia da IVECO para continuar posicionada entre os grandes players do segmento é ter o foco total no cliente e acreditar no futuro do país. Recentemente, a marca contratou aproximadamente 800 colaboradores temporários em um ciclo que teve início no segundo semestre de 2020.

“Nossa meta é proporcionar para nossos parceiros veículos que maximizem a rentabilidade nos negócios com o melhor custo total de operação (TCO). Aliar tecnologia, robustez e economia em um produto é um grande desafio, mas conseguimos atingir esse objetivo nas linhas Daily, Tector, Hi-Road e Hi-Way”, completa Querichelli.

A marca também dá um passo à frente no que diz respeito a combustíveis alternativos com o ‘sinal verde’ para o início dos testes com veículos movidos a gás natural em território brasileiro.

Fonte: IVECO

 

27/04/2021 0 Comentários
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Opinião

Mercado de máquinas aquece, mas é preciso planejamento

Por redação 27/04/2021
Escrito por redação
*Douglas Peccin
- Mercado de máquinas aquece, mas é preciso planejamento

O mercado de máquinas, em especial o agrícola, está aquecido como poucas vezes na história. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), as vendas das empresas associadas cresceram 55% no primeiro bimestre, ante mesmo período de 2020. Nos bastidores esta informação se confirma, muitas empresas estão com seu forecast (previsão) de vendas anual praticamente todo comercializado no início do 2° trimestre desde ano.

A colheita recorde de grãos na safra 2020/21, as boas expectativas para a temporada 2021/22 e os preços das commodities alcançando cifras inéditas acabam por gerar melhores remunerações aos produtores brasileiros. Isso tudo contribui para manter as negociações em ritmo acelerado.

Porém, o grande desafio está sendo produzir e entregar no prazo acordado. Os fabricantes estão passando por uma espécie de “corrida do ouro” onde o ouro nesse caso, são matérias primas e componentes em geral. Muitas das fábricas estão com sua rotina de trabalho alterada por conta da pandemia. Além disso, muitos dos insumos para a fabricação de máquinas e implementos aumentaram excessivamente de custo como o aço, alumínio, plástico entre outros.

E com este cenário, como que a indústria e produtor devem proceder? Essa situação mais uma vez está sendo de provação para o setor, porém dessa vez é um pouco diferente do que enfrentamos em 2020. Agora o que está sendo colocado à prova não é a robustez do caixa ou a estrutura fabril das empresas, mas sim a capacidade de gerir um planejamento estratégico da marca mediante ao cenário de fornecimento de matérias primas tão instável.

No meio desse turbilhão pelo qual estamos passando, toda a cadeia vai precisar se reinventar de algum modo, desde as siderúrgicas até o produtor lá na ponta final.

No caso do produtor, o hábito e a cultura de ter um planejamento prévio para aquisição de máquinas e implementos precisará ser desenvolvido com urgência, passando a fazer ao máximo possível suas compras de maneira programada, uma vez que sempre contávamos com um farto estoque de máquinas a disposição para compra nos pátios das lojas e hoje a realidade é outra.

Por outro lado, os fabricantes, por mais tentador que seja, precisam desenvolver a capacidade de dizer: “até aqui eu consigo entregar sem comprometer meu cliente final”. E assim vender até onde sua capacidade de processamento alcança, já que um maquinário agrícola é bem diferente de um carro, por exemplo, caso extrapole o seu período de utilização e não chegar na fazenda a tempo não terá serventia para a safra em que o produtor fez a aquisição. Podendo inclusive representar sérias perdas de produtividade caso ele não conte com um outro sobressalente ou uma boa rede de contatos para auxílio na janela da operação.

E como nós do setor e desse lado do balcão podemos agir? Bom, eu diria que ampliar o portfólio de soluções alternativas para um mesmo produto é um bom caminho. Porém, mais do que aumentá-lo para uma mesma especificação técnica, poder contar com opções sem descaracterizar ou perder a eficiência do produto também é um diferencial valioso para os dias de hoje e  isso só é possível com uma engenharia rápida e ágil.

Além disso, a velha máxima que diz: “nada é tão bom que não possa ser melhorado” vem bem a calhar. Nos colocando a perguntar, qual processo ou sistema consigo trabalhar para uma resposta mais rápida às necessidades do mercado? Valendo também para os modelos de gestão!

Apesar de óbvio, o mundo segue em constante transformação e nós que somos dotados de algum tipo de responsabilidade e atividade, seja ela qual for, precisamos estar atentos a essas transformações. É essencial estarmos dispostos a sempre desapegar de pré-conceitos para nos apegarmos aos novos conceitos que constantemente batem em nossa porta todos os dias. Seja dentro de casa, nas atividades diárias, seja no ambiente de trabalho, na indústria ou na fazenda.

*Douglas Peccin é CEO da MP Agro Máquinas Agrícolas
27/04/2021 0 Comentários
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Notícias

Tecnologia em inovação aberta ganha mercado internacional

Por redação 27/04/2021
Escrito por redação

- Tecnologia em inovação aberta ganha mercado internacional

A nanoemulsão de cera de carnaúba, usada para conservação de frutas, vem despertando o interesse de setores produtivos de países da América Latina e da Europa e já está nos planos de uma multinacional alemã para desembarcar na Ásia. A tecnologia é resultado de uma pesquisa em inovação aberta, da conexão entre um centro de pesquisa, iniciativa privada e academia.

A inovação aberta é um modelo considerado essencial para acelerar o desenvolvimento de uma pesquisa, alavancar a entrada do produto no mercado e adoção pelo setor produtivo.

Entre os fatores que contribuíram para a rápida inserção estão o desenvolvimento sustentável, funcionalidade, facilidade de uso, flexibilidade, inovação, forte conexão com o setor produtivo e segurança. A tecnologia é uma das que serão apresentadas por ocasião dos 48 anos da Embrapa, cuja data é comemorada no dia 26 de abril.

Desenvolvida dentro do ecossistema de inovação da Embrapa Instrumentação (São Carlos – SP), em parceria com a QGP/Tanquímica, com sede em Laranjal Paulista (SP), e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), a  tecnologia está sendo adotada como uma alternativa às ceras convencionais.

Peru e Chile, com forte e crescente presença no mercado internacional de frutas frescas, são alguns dos países atraídos pelos benefícios da nanoemulsão, à base de carnaúba, extraída das folhas da carnaubeira, espécie natural e abundante na região Nordeste do Brasil. A relação dos países latinos com a tecnologia caminha da fase experimental para a adoção incremental em seus produtos.

A nanoemulsão mantém as propriedades sensoriais do fruto, reduz a perda de massa, proporciona maior brilho, preserva a qualidade e prolonga, em média, em 15 dias a vida útil das frutas, comparada ao revestimento convencional. O impacto na forma sustentável de produzir e de consumir reflete na redução de perdas e desperdício de alimentos que, em 2019, chegou a quase um bilhão de toneladas, segundo a Organização das Nações Unidades (ONU). A tecnologia ainda está alinhada com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que visa reduzir pela metade o desperdício de comida até 2030.

Ganhos como esses, de caráter ambiental e socioeconômico, foram decisivos para a alemã Lemon Fresh aplicar o produto em 15% das frutas beneficiadas diariamente. A empresa está revestindo o popular limão Tahiti e exportando para a Europa e Oriente Médio – região da Ásia formada por 15 países.

De acordo com diretor comercial, Luís Carlos Rugeri, a expectativa da empresa é utilizar a tecnologia em 100% do fruto, ampliar a participação no mercado europeu e entrar em todo o continente asiático, o mais extenso e populoso do mundo, com quase cinco bilhões de pessoas.

“Observamos que a nanoemulsão reduz a perda de peso da fruta, aumentando em até três vezes a vida útil em armazenagem refrigerada, além de melhorar a qualidade do suco e a coloração”, afirma o diretor.

Para o pesquisador da Embrapa Instrumentação, Marcos David Ferreira responsável pela pesquisa, o desenvolvimento e comercialização da nanoemulsão de cera carnaúba somente foi possível em curto espaço de tempo, devido à integração de uma equipe multidisciplinar, por meio de parceria público-privada, em inovação aberta.

É uma conexão que fortalece a pesquisa, acelera a saída da tecnologia do laboratório e encurta o caminho até o setor produtivo. “Esse diálogo e interações constantes foram fundamentais para essa conquista com ganhos para todos”, avalia o pesquisador.

Da ideia ao produto

A tecnologia consumiu cerca de sete anos de pesquisa e foi executada conforme metodologia internacional utilizada pela Embrapa para avaliar os níveis de maturidade tecnológica de um projeto de inovação. Classificadas em nove escalas, a última sinaliza a obtenção do desempenho em ambiente operacional, em estágio de industrialização e comercialização, caso da nanoemulsão de cera de carnaúba.

Do Laboratório Nacional de Nanotecnologia para o Agronegócio (LNNA), sediado na Embrapa Instrumentação, veio o suporte técnico e científico para transformar a cera de carnaúba em partículas ultrafinas, capazes de manter a estabilidade mecânica e as propriedades sensoriais do fruto. A pesquisa recebeu apoios da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

“Além dos impactos positivos já mencionados, a utilização da cera de carnaúba, em escala nanométrica, tem algumas vantagens adicionais pelo fato da nanoemulsão ter maior estabilidade à separação gravitacional e a agregação, comparadas às emulsões convencionais”, conta o engenheiro de materiais, Daniel Souza Corrêa, envolvido diretamente na pesquisa, que se tornou um produto comercial.

De olho no Brasil e no mundo

No Brasil, terceiro maior produtor mundial de frutas, com grande diversidade de espécies cultivadas, os produtores rurais de base empresarial e empresas de beneficiamento pós-colheita de frutos são os principais contemplados pela tecnologia. A distribuição e comercialização, nacional e internacional, da nanoemulsão de carnaúba está sendo realizada pela empresa AgroFresh.

“Eles são especialistas em pós-colheita e estão em vários países, podendo distribuir a tecnologia com pessoal capacitado”, comenta a gerente de laboratório de pesquisa e desenvolvimento da QGP/Tanquímica, Marilene de Mori Morselle Ribeiro.

A expansão nos negócios, gerada pela produção e comercialização da nanoemulsão, dentro e fora do país, está ajudando a QGP/Tanquímica, com filiais em Franca (SP) e Novo Hamburgo (RS), a alavancar o produto, mesmo diante do cenário da pandemia do novo coronavírus, e a gerar royalties para a Embrapa Instrumentação.

Fonte: Embrapa
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Notícias

ZF lança câmeras frontais que atendem máquinas agrícolas

Por redação 26/04/2021
Escrito por redação

- ZF lança câmeras frontais que atendem máquinas agrícolas

A ZF destaca os potenciais das câmeras frontais nos veículos produzidos no Brasil, tecnologia inserida no portfólio global de sistemas de assistência ao motorista – ADAS (Advanced Driver Assist Systems) da empresa. Veículos equipados com as câmeras frontais se sobressaem em quesitos de segurança e tecnologia, entregando maior valor agregado aos veículos nacionais. Os sistemas de ADAS, são capazes de identificar objetos no trajeto e ao redor do veículo e avisar o motorista ou assumir o controle do veículo para evitar ou minimizar acidentes.

De acordo com Plínio Casante, Gerente Sênior de Engenharia da ZF América do Sul, as câmeras frontais podem equipar veículos leves e comerciais, desde caminhões até máquinas agrícolas, com patamar de custo altamente competitivo. São sensores passivos, com a capacidade de rastreamento de pista e de veículos à frente. “As câmeras recebem a informação do ambiente e as imagens capturadas são processadas continuamente por meio de algoritmos complexos. Com o sistema é possível realizar reconhecimento e classificação de objetos com boa precisão e resolução angular com até 100° de abertura”, explica Casante.

A câmera frontal S-Cam 4.8 da ZF está entre as primeiras câmeras a oferecer a capacidade com campo de visão horizontal de 100 graus para funções aprimoradas de Frenagem Automática de Emergência (AEB) e Assistência de Manutenção de Pista (LKA), para veículos semiautomatizados.

Com participação do EyeQ4® da Mobileye, a S-Cam 4.8 combina a mais avançada tecnologia de reconhecimento de objetos com a experiência em controle longitudinal e transversal da ZF. A S-Cam 4.8 produzida pela ZF na Inglaterra, Polônia e China e em breve outras regiões, é a menor câmera frontal do mercado e possui algoritmos para leitura longitudinal e lateral para controle de cruzeiro adaptativo (ACC), assim como um grande leque de outros recursos e capacidade de detectar VRU cruzado (campo de visão mais amplo).

“A câmera frontal é um componente que sozinho tem a capacidade de processamento de imagem e tomada de decisão, como por exemplo a frenagem autônoma”. Para o executivo, “trata-se de um componente que pode ser bem recebido no mercado brasileiro devido aos custos. Na Europa, utiliza-se mais sensores por veículo, o que pode encarecer mais a aplicação do sistema”, explica.

Com a câmera frontal também é possível prover outras funcionalidades ligadas a conforto, como acionamento de farol alto automático, com forma de ampliar o campo de visão do condutor. O componente também consegue baixar o farol para não ofuscar a visão de outros condutores à frente ou que estejam na direção contrária. É possível ainda agregar o reconhecimento de placas de velocidade. Para isso, basta que o veículo seja equipado com controle de cruzeiro ou piloto automático. Isso pode auxiliar o condutor a seguir de forma segura uma viagem em rodovias com diferentes limites de velocidade.

A implementação deste componente é simples, mesmo para os casos de modelos que originalmente não foram projetados para serem equipados com câmeras. Para esses casos, a instalação não requer mudanças estruturais dos veículos, o que facilitaria a sua introdução em modelos vigentes. Além do suporte para fixação no parabrisa, uma capa de acabamento e da instalação de um chicote que será responsável pela alimentação de energia e comunicações, um software faz a integração com os demais componentes dos veículos para acionar as funcionalidades de assistência ao motorista, como a frenagem ou emissão de alertas. “Os veículos já possuem grande parte do que é necessário para serem equipados com câmeras frontais. Aliado a incentivos tributários relacionados ao Rota 2030, elas se tornam uma tecnologia com um custo-benefício muito interessante ao mercado brasileiro”, comenta.

A tecnologia da S-Cam 4.8 da ZF representa um importante passo em direção ao cumprimento das futuras classificações de segurança de programas como o  Euro NCAP e requisitos IIHS Top Safety Pick+ – Instituto de Segurança Automotiva independente mantido pelas seguradoras, além de regulamentações gerais que exigem protocolos de teste cada vez mais rigorosos para sistemas decisivos de segurança. Esses sistemas que se utilizam de câmeras (iguais ou semelhantes às do AEB – Frenagem Automática de Emergência) já são testados no Brasil pelo Latin NCAP, que determina o número de estrelas de um veículo de acordo com a segurança que oferece aos ocupantes. De acordo com estudos da Organização Mundial de Saúde, colisões traseiras podem ser reduzidas em até 27% com veículos equipados com AEB – Frenagem Automática de Emergência.

O executivo observa que as câmeras frontais são primordiais e representam uma das principais tecnologias para se atingir um sistema mais abrangente de assistência ao motorista, que inclui, dentre outros, câmeras com 360 graus de visibilidade, associadas a tecnologias Radar e Lidar. Tais sistemas permitem medição muito precisa de distância relativa, velocidade em curta, média e longa distâncias, além de permitir o reconhecimento e classificação de objetos com precisão e alta resolução angular. Possuem ainda boa robustez a condições climáticas como chuva e neve, bem como em ambientes de baixa ou nenhuma luminosidade.

De acordo com Plínio Casante, “esses sistemas com diversos sensores integrados e com um módulo de fusão das informações ainda não estão presentes no Brasil, mas devem ser introduzidos em maior escala quando o País alcançar níveis mais elevados de automação de direção”, explica.

Portfólio 

Atualmente a ZF fornece para dezenas de montadoras em todo o mundo tecnologias avançadas de sensores e tecnologias ADAS, incluindo câmeras frontais, radar de curto, médio e longo alcance, LiDAR (“ver”), supercomputadores automotivos e unidades de controle de processamento de imagem e fusão de dados (“pensar”) e também a mecatrônica inteligente no sistema de direção, chassi e freios converte as percepções obtidas em ações (“agir”).

Fonte: ZF
26/04/2021 0 Comentários
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Notícias

Tecnologia adiciona R$ 700 milhões a biocombustíveis

Por redação 26/04/2021
Escrito por redação

- Tecnologia adiciona R$ 700 milhões a biocombustíveis

Uma das 152 soluções tecnológicas que tiveram seus impactos econômicos, sociais, ambientais e institucionais avaliados no Balanço Social 2020 da Empresa, a RenovaCalc foi adotada pelas usinas do Programa de biocombustíveis do Governo Federal, o RenovaBio.

Uma metodologia desenvolvida pela Embrapa e parceiros para contabilizar a intensidade de carbono dos biocombustíveis, a RenovaCalc, foi uma das 152 soluções tecnológicas que tiveram seus impactos econômicos, sociais, ambientais e institucionais avaliados no Balanço Social 2020 da Empresa. A calculadora foi adotada pelas usinas do Programa de biocombustíveis do Governo Federal, o RenovaBio, o que reforça os impactos sociais e econômicos das entregas da pesquisa junto à sociedade.

- Tecnologia adiciona R$ 700 milhões a biocombustíveis

A RenovaCalc não só contribuiu na consolidação do mercado de carbono no Brasil em 2020, mas também foi a ferramenta que as 238 usinas cadastradas no Programa Nacional de Biocombustíveis – o RenovaBio, usaram para gerar os títulos certificados de descarbonização, os CBIOs, e obterem uma receita extra no ano de 2020.

O RenovaBio é uma política federal que visa estimular a expansão da produção de biocombustíveis no País em formatos mais sustentáveis. Na prática, cria e ordena o acesso a uma condição singular de mercado aos biocombustíveis com menor intensidade de carbono. A diferença dos índices de intensidade de carbono entre o biocombustível e o seu equivalente fóssil – etanol/gasolina ou biodiesel/diesel – é a rota de acesso aos CBios, passíveis de serem negociados na bolsa de valores.

O montante de negócios com esse tipo de título somente no ano passado ultrapassou os 14 milhões de CBios comercializados, gerando uma receita adicional de quase R$ 700 milhões na cadeia de biocombustíveis no Brasil.

O chefe-geral da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), Marcelo Morandi, explica que os resultados obtidos pela RenovaCalc estão em perfeita consonância com a responsabilidade social da Embrapa. Ele lembra que é uma tecnologia que foi construída com baixo aporte de recursos financeiros diretos, mas utilizando muito conhecimento acumulado pelas equipes técnicas em anos de pesquisa.

“Quando consideramos o investimento direto (recurso financeiro aplicados no desenvolvimento da tecnologia) e o indireto (custos de salário e encargos dos técnicos) vemos que a RenovaCalc teve uma taxa interna de retorno de mais de 400% em 2020. A relação benefício/custo foi de 49,28, considerando os custos de pessoal, pesquisa, administração e transferência da tecnologia. Morandi acrescenta que “além do retorno financeiro, é importante frisar o retorno ambiental, com quase 15 milhões de toneladas de Gases de Efeito Estufa (GEE) evitados no ano de 2020.” E conclui: “isso mostra o quanto vale a pena investir em ciência e tecnologia”.

Nascimento

No ano de 2017, a Secretaria de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (SPG/MME) demandou à Embrapa a construção de uma proposta metodológica de cálculo da intensidade de carbono de biocombustíveis para o então nascente Programa RenovaBio.

Como recorda a pesquisadora da Embrapa Marília Folegatti, que liderou o processo de gestão técnica na construção da ferramenta na Empresa, foi criado o Grupo de Trabalho de Avaliação do Ciclo de Vida do Renovabio (GT-ACV).

O GT foi incialmente composto por 12 pesquisadores especialistas nas diversas áreas de conhecimento, como sistemas de produção agro-energéticos, modelagem de processos de produção de biocombustíveis, geoprocessamento, modelagem para mudança de uso da terra e avaliação de ciclo de vida (ACV). Um time de cientistas de entidades parceiras oriundos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), Agroicone, além da Embrapa.

Marília destaca que na construção da metodologia houve amplo debate com todos os segmentos da sociedade envolvidos no tema, além de consultas públicas que ressaltaram o caráter democrático e científico que compõe a identidade da RenovaCalc. Segundo ela, “a proposta da RenovaCalc foi amplamente debatida em diversas oportunidades com órgãos de governo e com o setor produtivo, sempre no sentido de trazer todas as visões e reforçar o caráter científico das decisões tomadas. ”

A pesquisadora destaca que foi um processo detidamente pautado na transparência e no mais amplo diálogo com os diferentes atores envolvidos, direta ou indiretamente com o RenovaBio, e isso “foi muito importante para agilizar também todo o processo de construção do arcabouço legal do Programa. ”

A lógica da RenovaCalc

De forma prática, a RenovaCalc mapeia o desempenho ambiental das usinas quanto à emissão de GEE e mede, por meio da Avaliação de Ciclo de Vida (ACV), a Intensidade de Carbono (IC), popularmente conhecida como Pegada de Carbono. A partir desta pegada, a calculadora determina a Nota de Eficiência Energético-Ambiental que esse biocombustível faz jus, comparado ao combustível fóssil que este substitui, dando acesso à geração dos Créditos de Descarbonização (CBios), que equivalem a 1 tonelada de gás carbônico equivalente evitada.

O mapeamento da intensidade de carbono passa por todas as etapas, desde a produção de insumos, seguindo pela fase agrícola de produção de biomassa e pela fase industrial de produção dos biocombustíveis, chegando até o transporte e consumo destes. Em cada etapa, são levantados e contabilizados os principais efeitos ambientais de cada atividade, como por exemplo o uso de fertilizantes na fase agrícola, o consumo de combustíveis e energia no campo e na indústria etc. Para se certificar, cada usina insere esses dados na RenovaCalc de modo a aferirem a emissão total dos seus sistemas, passando por um processo de auditoria que garante a credibilidade dos dados.

Muito além de oficializar os papéis negociados no mercado de carbono, a calculadora também contribui para que as usinas entendam com mais clareza onde pode melhorar o seu sistema produtivo e como podem reduzir a sua pegada de carbono, sendo mais eficientes.

Como destacou Marília, com a RenovaCalc as usinas conseguem viabilizar e consolidar todos os indicadores ambientais. “Nesse novo mercado de carbono, informação de qualidade disponível é vital e estratégica para os negócios. Pode significar também receita extra”.

Balanço Social

O Balanço Social da Embrapa – BS, já está em sua 24ª edição e é fonte de dados consolidados no âmbito de diversos tipos de soluções tecnológicas como manejo, fibras e cereais, produção animal, produção de frutos, hortaliças e leguminosas, e sistemas e serviços. Agrega uma série de informações que demonstram como as atividades da empresa estão diretamente relacionadas com a sociedade e visa dar transparência nas informações qualitativas e quantitativas da responsabilidade social. Isso é feito por meio do levantamento do impacto de tecnologias sobre o aumento da produtividade, redução de custos, agregação de valor, expansão da produção, geração de empregos, além de benefícios à sociedade e ao meio ambiente.

Fonte: Embrapa
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Notícias

Clima prejudicou lavouras de soja no Centro-Oeste

Por redação 26/04/2021
Escrito por redação

- Clima prejudicou lavouras de soja no Centro-Oeste

A Aliança Agroeconômica se reuniu na última semana para lançar o relatório com dados da produção agropecuária do Centro-Oeste no primeiro trimestre de 2021. Em razão da pandemia, o encontro foi realizado por videoconferência.

Criada em 2018, a aliança é composta pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e o Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (IFAG).

O relatório destaca os dados das exportações de carnes em janeiro, fevereiro e março, além de análises sobre o impacto das chuvas na safra 2020/2021 de soja e milho e o consumo de proteína animal no Brasil. O documento apresenta, ainda, os custos de produção de soja e milho, além de informações sobre a produção e abate de carne bovina no Centro-Oeste e no país.

O objetivo é auxiliar o produtor rural em suas tomadas de decisão, subsidiar o setor agropecuário com dados e análises de demandas específicas e ainda difundir informações do agronegócio.

De acordo com o documento, no primeiro trimestre deste ano, os três estados do Centro-Oeste (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás) exportaram 275,8 mil toneladas de proteína animal, com receita de US$ 880 milhões. Os números revelam que a preferência internacional é a carne bovina, com US$ 671,3 milhões, seguida pelo frango, com US$ 182,4 milhões e carne suína (US$ 24,5 milhões).

Com relação aos impactos do clima na safra 2020/2021, a ausência de chuvas em janeiro prejudicou o desenvolvimento das lavouras de soja semeadas já com atraso tanto em Goiás, Mato Grosso do Sul e parte do Mato Grosso.

Segundo o relatório, os impactos foram piores no mês de fevereiro, quando os volumes de chuva foram acima do normal, interferindo diretamente na colheita em todo o Centro-Oeste.

Além de desencadear o atraso da colheita de soja, provocou o atraso na semeadura do milho, que consequentemente foi finalizado apenas no início de abril. Em Mato Grosso, maior produtor nacional de milho, 45,3% das áreas foram semeadas fora da janela ideal, ou seja, cerca de 2,6 milhões de hectares.

Fonte: Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)
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Notícias

Coopercitrus inaugura loja conceito

Por redação 26/04/2021
Escrito por redação

- Coopercitrus inaugura loja conceito

Consolidando sua presença no Estado de Goiás, a Coopercitrus inaugurou, na região de Cristalina, a Loja Conceito Campo Digital, um modelo de atendimento que integra produtos e serviços de agricultura de precisão e disponibiliza soluções de Agricultura 5.0. A abertura da nova loja acontecerá amanhã, 27 de abril, às 10h pelo canal do Youtube da Coopercitrus. Na ocasião, o CEO da cooperativa, Fernando Degobbi, fará um tour virtual pelo espaço, demonstrando todas as inovações disponíveis.

A loja tem mais de 1.800 metros quadrados, distribuídos em estilo aberto, sem balcões ou salas fechadas, gerando um espaço totalmente integrado para a demonstração das soluções. Segundo Degobbi, o projeto visa encurtar o caminho entre os produtores rurais e as tecnologias, e fazer com que as inovações estejam na mão do produtor rural. “A loja será um showroom de tecnologia para o campo. Nosso objetivo é fazer com que o produtor realmente tenha contato com as inovações, que ele se informe sobre essas novas tecnologias que ajudam a melhorar a sua produtividade em campo e que ele conheça a excelência do suporte da Coopercitrus, em um ambiente inovador com foco na tecnologia. Nosso foco é disseminar a cultura da inovação para que o nosso cooperado possa crescer como um todo” conceitua Degobbi.

A loja segue as premissas da plataforma Campo Digital, que agrega diversas inovações, desde piloto automático para tratores, até drones, monitoramento por satélite, análise de solo com georreferencimento, aplicação de taxa variável, projetos de sistematização de plantio, ferramentas de big data, entre outras. Lançada há dois anos pela Coopercitrus, a plataforma Campo Digital já proporcionou a mais de 6 mil produtores cooperados a oportunidade de contratarem e acompanharem os principais serviços de tecnologia agrícola.

Além da completa linha de produtos, serviços e tecnologias agrícolas à disposição, a loja contará com uma concessão máster da Jacto, referência mundial em implementos agrícolas. O espaço também contará com oficina mecânica e um time de especialistas altamente capacitados para orientar as melhores práticas agrícolas.

Fonte: Coopercitrus

 

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Embrapa fará live de aniversário com presença de ministra

Por redação 23/04/2021
Escrito por redação

- Embrapa fará live de aniversário com presença de ministra

Na próxima segunda-feira (26), a Embrapa completa 48 anos, construindo a ciência que se reinventa para estar à frente e alinhada aos desafios, especialmente durante um dos episódios mais desafiadores da história, com a pandemia da covid-19.

Na busca pela superação que a pesquisa tem provado ser capaz em todas as áreas e a produtividade de alimentos de qualidade e com sustentabilidade, a Empresa tem direcionado os investimentos no dia a dia, norteada pelos recursos da inteligência estratégica, prospecção, observação de sinais e tendências e avaliação de riscos e oportunidades.

É a agricultura movida a ciência, que usa cérebros e não tratores, como diz o pesquisador Eliseu Alves, um dos fundadores e ex-presidente da Embrapa. Entre dezenas de indicadores, é a responsável por dobrar a produção de café nos últimos vinte anos, e nos últimos quarenta anos: aumento de 509% na produção de grãos com elevação de duas vezes na área plantada; sete vezes a produção de leite; 60 vezes a produção de carne de frango; 100% o rebanho bovino (com diminuição relativa da área de pastagem); 140% a produtividade do setor florestal; 240% a produção de trigo e milho; e 315% a produção de arroz.

Esses números mostram por que o Brasil é referência em ciência, tecnologia e inovação e um dos líderes mundiais na produção de alimentos, com exportações para cerca de 170 países. Mais de 20% do Produto Interno Bruto (PIB) tem origem no esforço que vem da pesquisa e do campo.

Em decorrência da pandemia, os 48 anos  da Embrapa serão lembrados de forma virtual, com transmissão pelo canal da Empresa no YouTube.

Na quarta-feira (28), às 10h, a live “Embrapa 48 anos” será aberta ao público externo. Na ocasião serão lançados o Balanço Social 2020 e diversas soluções tecnológicas, publicações e cursos. Também será anunciada a assinatura de algumas parcerias.

Parlamentares, parceiros e a ministra Tereza Cristina falarão sobre a importância da Embrapa. Além disso, a Empresa entregará homenagens a seis atores relevantes do setor produtivo, do poder público e do universo da pesquisa. A live poderá ser acompanha por meio do link (clique aqui).

Foco

No momento em que a trajetória de quase cinco décadas de ciência agropecuária é marcada por um cenário incerto, o presidente Celso Moretti reforça a importância do foco nas metas. “Será necessário investir mais do que nunca em estratégias sustentáveis que contribuam com a garantia de produção de mais alimentos, usando menos energia e água, para alimentar 8,5 bilhões de pessoas no planeta”, diz.

“No mundo pós-pandemia, para que haja saúde e segurança alimentar para a população dos países, serão necessários novos conceitos na produção de alimentos, baseados na sanidade animal, na saúde humana, na segurança dos alimentos e na sustentabilidade”, destaca. “Estaremos diante de uma realidade nova em termos populacionais, de urbanização, de longevidade e de padrões de consumo – a Embrapa precisa estar pronta para fazer sua parte. Os últimos 48 anos a prepararam para esse protagonismo”, afirma Moretti.

Referindo-se ao VII Plano Diretor da Embrapa (PDE), pela primeira vez definido em metas quantificáveis, o presidente lembra as oito áreas prioritárias da pesquisa e as três na gestão organizacional e estratégica. “Serão ampliados os esforços nas áreas de bioeconomia, inteligência territorial, agricultura digital, mudança do clima, sanidade agropecuária, desenvolvimento territorial com inclusão produtiva, sustentabilidade com competitividade, consumo e agregação de valor aos produtos do agronegócio”, cita. “Na gestão organizacional, nosso foco será ainda mais a modernização, com o aumento da eficiência e a racionalização de custos”.

Entre os compromissos do PDE estão:

  • a ampliação em mais de 10 milhões de hectares das áreas com plantios de sistemas integrados até 2025 (hoje a área estimada com ILPF é de 17 milhões);
  • o aumento em 1 milhão de hectares da área de florestas plantadas com sistemas de produção até 2030;
  • e o aumento em 10% dos benefícios econômicos de produtores que utilizam o Zoneamento de Risco Climático (Zarc) para o plantio.

“Até 2025, queremos dobrar o número de usuários dos aplicativos da Embrapa, e em 20% o benefício econômico gerado por práticas agropecuárias e tecnologias sustentáveis capazes de reduzir os custos de produção”, completa.

Para Moretti, o que pode ser considerado “ousadia” é, na verdade, o reflexo da maturidade alcançada pela Empresa e que justifica os marcos científicos comemorados a cada ano. “São tempos de dificuldades, perdas e adaptações, mas que, ao mesmo tempo, provam o quanto a Empresa se preparou e busca estar cada vez mais apta a promover as entregas que a sociedade demanda da ciência”, completa.

Diversidade 

Desde a tecnologia que transformou os solos ácidos do Cerrado em uma das regiões mais produtivas do País, a ciência da Embrapa e parceiros acumula uma sucessão de marcos para a agropecuária. O mesmo bioma um dia considerado infértil, graças à pesquisa, hoje tem o potencial de dobrar a área cultivada com trigo no Brasil.  “Temos desenvolvido variedades adaptadas ao Cerrado, com teor de proteína quase duas vezes maior do que o do trigo produzido em outras regiões”, diz Moretti. O Brasil tem 2 milhões de hectares cultivados com o cereal, dos quais 200 mil hectares no Cerrado.

“Às vésperas de completar cinco décadas de pesquisa, outras contribuições merecem destaque, como a economia de base biológica, que representa o futuro e a garantia de sustentabilidade aliada ao desenvolvimento e à geração de emprego e renda”, comenta o presidente. “A fixação biológica de nitrogênio, o Biomaphos (primeiro inoculante nacional para fósforo), o Aprinza (inoculante para fixação biológica de nitrogênio na cana-de-açúcar), o controle biológico da vespa-da-madeira, o óleo essencial de manjericão-de-folha-larga para o controle de pragas, além dos bioinsumos desenvolvidos a partir de resíduos da cadeia de biocombustíveis, fazem parte desse rol de resultados que já chama a atenção de outros países, interessados em compartilhar o conhecimento brasileiro”.

Impactos 

Segundo Moretti, a trajetória da pesquisa agropecuária vai além da lista de soluções tecnológicas. “A contabilização dos impactos também é alta”, diz. Um exemplo: em 2020, a fixação biológica de nitrogênio (FBN) foi a responsável por uma economia de R$ 22 bilhões em adubos nitrogenados não gastos. “Sem contar que deixaram de ser emitidas cerca de 150 milhões de toneladas de CO2 equivalente”, resume.

Na área dos sistemas integrados, a pesquisa da Embrapa também se consolidou como referência para os novos rumos do agro, com a adoção da ILPF. “Para compreender o impacto, basta considerar que, se a ILPF for implantada em apenas 15% da área de produção, já seria o suficiente para compensar as emissões de gases de efeito estufa produzidos pelos animais e pela pastagem”, comenta.

Na evolução do agro, a Empresa também vem contribuindo fortemente com a necessidade de modernização dos recursos para os produtores. A agricultura digital, a rastreabilidade e a logística, associadas aos sistemas produtivos agrícolas, estão entre os temas prioritários da programação. “O universo de inovações e soluções tecnológicas é vasto, mas não há como prescindir da urgência da conectividade à disposição dos produtores rurais”, destaca o presidente.

“Quase todos os centros de pesquisa têm se dedicado ao desenvolvimento de tecnologias digitais, como sensores que medem a temperatura do animal e avaliam o conforto térmico nos sistemas ILPF, detecção de doenças, recontagem de frutos, medição de características em animais, simulação de fenômenos, previsão de safras, monitoramento de logística e transporte, rastreabilidade e suporte à tomada de decisão nas propriedades, mas o produtor precisa ter condições de acesso”, diz Moretti.

Avanços

Passados mais de 13 meses desde a declaração de pandemia no País, a Embrapa permanece com mais da metade dos empregados trabalhando remotamente. Para que projetos não fossem inviabilizados, pesquisadores e suas equipes, mesmo com o isolamento social e a necessidade de implantação das escalas de revezamento, criaram formas de preservar o trabalho no campo e nos laboratórios. Experimentos necessitavam de acompanhamento muitas vezes diário, sob o risco de serem perdidos anos de dedicação.

“Graças à solidez da Empresa, o desafio tem sido enfrentado com serenidade neste momento tão novo e incerto”, afirma o presidente. Ele lembra que as pesquisas no campo e nos laboratórios não foram paralisadas. “A pandemia funcionou como um acelerador de futuro, nos obrigando a antecipar iniciativas que estavam sendo estudadas ou iniciadas, como o teletrabalho, o investimento maior em capacitações on-line, as transmissões por internet para conversar com técnicos e produtores, o desenvolvimento de sistemas de planejamento e o monitoramento de safras por satélite”, explica. Foram realizados mais de 40 cursos a distância, oferecidos por 25 UDs, que registraram mais de 400 mil inscrições.

Integração 

No balanço dos 48 anos, cada área da Embrapa também precisou se adaptar em seu planejamento. “Nosso maior desafio tem sido preparar a Empresa para manter seu protagonismo nos próximos anos, o que implica em ganhos de eficiência operacional, maior transparência e redução da dependência do Tesouro Nacional”, avalia o diretor-executivo de Gestão Institucional, Tiago Ferreira, ressaltando a consolidação fiscal e a pandemia como os dois principais condicionantes.

Segundo ele, a Embrapa será convocada a contribuir com o ajuste das contas públicas e precisará racionalizar o uso de recursos e obter ganhos de eficiência para preservar suas operações. “A transformação digital e os centros de serviços compartilhados são as principais frentes de ação, mas precisamos também explorar as vantagens associadas ao ERP-SAP, uma plataforma organizacional robusta, que contribui com a integração e o compartilhamento de processos administrativos”, explica.

Sobre a pandemia, o diretor diz acreditar no efeito transformador das relações, inclusive de trabalho. “Estão sendo estudadas alternativas para a organização do trabalho, sendo importante ressaltar nossas restrições, em especial a financeira”, comenta. “O fato é que não devemos temer a mudança, porque as transformações trazem desafios que, se encarados adequadamente, representam grandes oportunidades – o Brasil precisa da Embrapa”, conclui.

Dinamismo

Já a diretora-executiva de Inovação e Tecnologia, Adriana Regina Martin, destaca como prioridades a aproximação com o setor produtivo e o maior dinamismo na busca por novos modelos de financiamento de projetos de PD&I para incrementar o orçamento. “Diretoria e Unidades Centrais e Descentralizadas estão engajadas em melhorar esse cenário”, diz.

De acordo com a gestora, no ano passado, dos R$ 168,1 milhões investidos em projetos de PD&I, mais de R$ 32 milhões vieram da iniciativa privada, o que significa um salto de 11,2% em 2019 para 17,3% em 2020. Nesse sentido, Adriana Martin destaca os esforços para que seja atingida a meta de mais 40% dos projetos com parceiros até 2023, em alinhamento aos temas do VII PDE e às megatendências da agricultura brasileira.

Quanto às alternativas de financiamento, ela dá como exemplo a estruturação de fundos privados com grandes players do agronegócio. Cita ainda o trabalho da Secretaria de Inovação e Negócios (SIN), como Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT), na busca de novos modelos de negócio para transferir as tecnologias ao setor produtivo e à sociedade, gerando maior valor agregado. “Estão sendo fundamentadas as bases para que a Embrapa seja sócia de empreendimentos para o desenvolvimento de produtos, processos e serviços inovadores e o lançamento de ativos, com melhor posicionamento de mercado e visibilidade”, completa.

Aumentar a visibilidade da Empresa no ecossistema de inovação nacional é outra linha de ação relevante para a agenda institucional, como forma de promover o desenvolvimento de novos mercados e o fortalecimento do empreendedorismo. “Quase todos os centros de pesquisa da Embrapa têm parcerias com empresas de base tecnológica digital e iniciativas para impulsionar o mercado de startups”, diz. “São oportunidades para embarcar ativos tecnológicos e pré-tecnológicos da Empresa em soluções digitais, de biotecnologia e de nanotecnologia, dentre outros segmentos possíveis”, conclui.

Entregas

Ajustes na programação e nos programas, tornando-os mais focados e com entregas claras e escalonadas estão entre as principais metas da área de P&D, uma das mais estratégicas e essenciais da Empresa. De acordo com o diretor Guy de Capdeville, as dificuldades devido às restrições orçamentárias exigem que a Embrapa continue se adaptando para seguir entregando à sociedade as soluções que precisa, em especial aos agricultores.

“Precisamos fortalecer nossa atuação em redes regionais e nacionais, atuando cada vez mais transversalmente e multidisciplinarmente para acelerar nossa capacidade de produzir, entregar e subsidiar o Estado brasileiro no estabelecimento das políticas públicas que farão o País avançar”, diz.

Destacando o papel da Empresa no contexto do agro, o diretor lembra as cobranças constantes por entregas mais direcionadas pelo setor produtivo. “Detemos um volume de informações e ferramentas que orienta e ajuda nossas UDs a direcionar o avanço científico para atender as inovações que precisamos produzir”, comenta. “E não se trata de obliteração da criatividade, mas sim de dar orientação e pragmatismo. Ciência pode e deve ser lucrativa, principalmente em uma empresa como a Embrapa”.

Fonte: Embrapa
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Notícias

São Paulo registrou em março pior seca dos últimos dois anos

Por redação 23/04/2021
Escrito por redação

- São Paulo registrou em março pior seca dos últimos dois anos 

Na comparação entre fevereiro e março, enquanto o Espírito Santo teve o fim do fenômeno em todo o seu território, São Paulo registrou a maior severidade da seca no Brasil: seca excepcional. Em Minas Gerais e Rio de Janeiro a área com o fenômeno aumentou no último mês

A última atualização do Monitor de Secas da Agência Nacional das Águas e Saneamento Básico (ANA) aponta situações muito diferentes do fenômeno entre os estados do Sudeste em março. Enquanto o Espírito Santo passou a estar 100% livre de seca, São Paulo registrou a pior condição do Brasil no último mês, já que o estado teve 4% de seu território com seca excepcional, a categoria mais severa da escala do Monitor e que não era registrada pelo projeto no país desde março de 2019. Tanto em Minas Gerais quanto no Rio de Janeiro aconteceu uma ampliação da área com o fenômeno entre fevereiro e março.

- São Paulo registrou em março pior seca dos últimos dois anos

Em março, o Espírito Santo ficou 100% livre de seca, o que não acontecia desde abril de 2020 no estado. A mudança da situação aconteceu em virtude das chuvas acima da média no território capixaba.

São Paulo foi a unidade da Federação acompanhada pelo Monitor de Secas com maior percentual de área com seca extrema (14%) e seca grave (37%) em março. O estado também foi o único estado a registrar seca excepcional no Brasil no último mês: 4%. Com isso, o estado teve cerca de 55% de sua área com os três níveis mais severos do fenômeno, configurando a situação mais grave de seca no país em março.

Em Minas Gerais, em março, a área total com seca subiu de 55% para 60% do estado por causa das chuvas abaixo da média. Com isso, a seca extrema avançou no Triângulo Mineiro e a seca fraca se expandiu no nordeste, norte e sul de Minas. Além disso, a seca fraca passou a moderada no noroeste mineiro. Considerando a área total com o fenômeno em março, o estado registrou a 3ª maior área nessa situação (355.436km²), ficando atrás da Bahia e Mato Grosso do Sul. Os impactos são de curto prazo no noroeste, nordeste e sudeste; e de curto e longo prazo nas demais áreas de Minas.

No Rio de Janeiro, entre fevereiro e março, a área com seca fraca saltou de 25% para 55%, especialmente no centro-sul fluminense, devido às chuvas abaixo da média no estado. Além disso, os impactos do fenômeno são principalmente de curto prazo.

- São Paulo registrou em março pior seca dos últimos dois anos

Em março deste ano, em comparação a fevereiro, as áreas com seca tiveram redução em seis das 20 unidades da Federação acompanhadas pelo Monitor de Secas: Alagoas, Maranhão, Paraná, Piauí, Santa Catarina e Tocantins. O território capixaba, por sua vez, deixou de registrar seca, o que não acontecia desde abril de 2020. No sentido oposto, Rio de Janeiro e Minas Gerais tiveram aumento de sua área com seca, enquanto São Paulo registrou a categoria mais intensa para o fenômeno no país: seca excepcional, que não era registrada pelo Monitor no Brasil desde março de 2019.

Em sete estados, 100% de seus territórios continuaram com seca no último mês em comparação a fevereiro: Ceará, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Sergipe. A Bahia passou a ter seca em 100% do estado, o que não acontecia desde março e 2019. Outros três estados registraram entre 96 e 98% de área com seca: Paraná, São Paulo e Goiás. O Distrito Federal e o Espírito Santo são as únicas unidades da Federação sem o fenômeno, conforme o gráfico a seguir.

- São Paulo registrou em março pior seca dos últimos dois anos

As cores do gráfico indicam as regiões CENTRO-OESTE, SUDESTE, NORDESTE, SUL e NORTE.

Em termos de severidade do fenômeno, os três estados do Sul tiveram o abrandamento da seca entre fevereiro e março: Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Por outro lado, seis unidades da Federação tiveram agravamento da situação de seca, marcado pelo avanço da seca grave (Alagoas, Pernambuco e Rio Grande do Norte), pela expansão das áreas com seca moderada (Bahia e Piauí) e pela acentuação da seca no noroeste de São Paulo – único estado a registrar seca excepcional no país, categoria mais intensa na escala do Monitor. Já no DF a situação se manteve sem seca. Veja a seguir a seca por grau de severidade em todos as unidades da Federação acompanhadas pelo Monitor.

Com base no território de cada unidade da Federação acompanhada, a Bahia lidera a área com seca, seguida por Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, como ilustra o gráfico a seguir.

- São Paulo registrou em março pior seca dos últimos dois anos

- São Paulo registrou em março pior seca dos últimos dois anos

As cores do gráfico indicam as regiões CENTRO-OESTE, SUDESTE, NORDESTE, SUL e NORTE.

O Monitor realiza o acompanhamento contínuo do grau de severidade das secas no Brasil com base em indicadores do fenômeno e nos impactos causados em curto e/ou longo prazo. Os impactos de curto prazo são para déficits de precipitações recentes até seis meses. Acima desse período, os impactos são de longo prazo. Essa ferramenta vem sendo utilizada para auxiliar a execução de políticas públicas de combate à seca e pode ser acessada tanto pelo site monitordesecas.ana.gov.br quanto pelo aplicativo Monitor de Secas, disponível gratuitamente para dispositivos móveis com os sistemas Android e iOS.

Com uma presença cada vez mais nacional, o Monitor agora abrange as cinco regiões do Brasil, o que inclui os nove estados do Nordeste, os três do Sul, os quatro do Sudeste, Tocantins, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul. O processo de expansão continuará até alcançar todas as 27 unidades da Federação.

O Monitor de Secas é coordenado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), com o apoio da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME), e desenvolvido conjuntamente com diversas instituições estaduais e federais ligadas às áreas de clima e recursos hídricos, que atuam na autoria e validação dos mapas.As instituições que atuam no Monitor de Secas em seus respectivos estados são as seguintes:

  • ESPÍRITO SANTO: Agência Estadual de Recursos Hídricos (AGERH); o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (INCAPER); a Defesa Civil do Espírito Santo; e a Companhia Espírito-Santense de Saneamento (CESAN);
  • MINAS GERAIS: Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM);
  • RIO DE JANEIRO: Instituto Estadual do Ambiente (INEA);
  • SÃO PAULO: Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), o Instituto Agronômico de Campinas (IAC) e a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA).

A metodologia do Monitor de Secas, em operação desde 2014, foi baseada no modelo de acompanhamento de secas dos Estados Unidos e do México. O cronograma de atividades inclui as fases de coleta de dados, cálculo dos indicadores de seca, traçado dos rascunhos do Mapa pela equipe de autoria, validação dos estados envolvidos e divulgação da versão final do Mapa do Monitor, que indica a ausência do fenômeno  ou uma seca relativa, significando que as categorias de seca em uma determinada área são estabelecidas em relação ao próprio histórico da região.

Fonte: Agência Nacional das Águas e Saneamento Básico (ANA)
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Cúpula do Clima: Bolsonaro garante neutralidade climática

Por redação 22/04/2021
Escrito por redação

- Cúpula do Clima: Bolsonaro garante neutralidade climática

Em todo 22 de abril é comemorado, mundialmente, o Dia da Terra. O tema deste ano é ‘Restaurar nossa Terra’. A finalidade da data é estimular a consciência para os problemas da contaminação, degradação e devastação ambiental. Também nesta quinta-feira, teve início a Cúpula dos Líderes sobre o Clima, que reúne chefes de estado e outros representantes para discutir sobre a urgência da crise climática.

Organizada pelos Estados Unidos, este ano a Conferência é virtual. Os países devem unir esforços para obter mais resultados do Acordo de Paris e estabelecer novas metas para reduzir a emissão de poluentes.

A vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, foi a primeira a discursar no evento. Ela trouxe a mensagem de que é possível alinhar o desenvolvimento econômico e a geração de emprego com a adoção de políticas de transferência das fontes de energia para bases produtivas limpas e renováveis na produção industrial.

A política foi seguida pelo presidente Joe Biden, que garantiu a redução das emissões de gás carbono em 50% nos Estados Unidos até o final da década. Segundo Biden, a medida “coloca o país em um projeto de zero emissão até 2050”.

“A força das nossas economias depende disso. Os países que tomarem a iniciativa agora serão aqueles que terão os benefícios da energia limpa”, afirmou Biden. Os mandatários norte-americanos frisaram o remanejamento da matriz energética para fontes limpas e renováveis como o principal mecanismo para criar empregos nesta década.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que o Brasil terá sua neutralidade climática até 2050. “Nesse sentido, determinei que nossa neutralidade climática seja alcançada até 2050, antecipando em 10 anos a sinalização anterior. Entre as medidas necessárias para tanto, destaco aqui o compromisso de eliminar o desmatamento ilegal até 2030, com a plena e pronta aplicação do nosso Código Florestal. Com isso reduziremos em quase 50% nossas emissões até essa data”.

Dia Mundia da Terra

A data foi criada em 1970, após a convocação de um protesto nacional contra a poluição por um senador estadunidense, Gaylord Nelson. Naquele dia, milhões de pessoas se reuniram para se manifestar.

A partir dos anos 90, outros países também adotaram a data. A Organização Nacional das Nações Unidades (ONU) reconheceu a data, em 2009, como o Dia Internacional da Mãe Terra.

Grupos ambientalistas e ecologistas utilizam a ocasião para alertar sobre os problemas do meio ambiente.  A data também marca atos importantes. Em 22 de abril de 2016, foi firmado o Acordo de Paris, que rege medidas de redução de emissão de gases estufa a partir de 2020.

É a segunda vez que o dia é comemorado em meio a pandemia da Covid-19. Os ambientalistas ressaltam também a importância de preservar o meio ambiente para prevenir futuras epidemias.

Fonte: Redação com agências
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