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Notícias

Sistema faz contagem de plantas por imagens de drones

Por redação 20/04/2021
Escrito por redação

- Sistema faz contagem de plantas por imagens de drones

Uma rede colaborativa com professores e pesquisadores de instituições públicas e privadas, nacionais e internacionais, desenvolveu uma solução pioneira no País, que detecta e conta plantas ao mesmo tempo que identifica linhas de plantio em imagens obtidas com drones. A tarefa é executada graças a uma combinação de técnicas avançadas de visão computacional e aprendizagem profunda (deep learning), capaz de tomar decisões por conta própria. Isso reduz custos e incertezas, facilita a gestão sustentável da lavoura e alavanca o agro 4.0.

Em experimentos com cultivo de milho e citros nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, o método alcançou alto índice de acerto no monitoramento de sistemas agrícolas, além de demonstrar versatilidade e permitir a redução da dependência de inspeções visuais, que são demoradas, trabalhosas e tendenciosas. Outra vantagem em relação aos métodos tradicionais é que a solução proposta permite uma varredura completa do talhão ou da área plantada.

O mapeamento preciso das áreas de cultivo é um pré-requisito importante para auxiliar o gerenciamento do campo e a previsão de produção na chamada agricultura de precisão. Isso porque as culturas são sensíveis aos padrões de plantio e têm uma capacidade limitada para compensar áreas ausentes em uma linha, o que impacta negativamente o rendimento por unidade de área de solo durante a época de colheita.

Identificar as linhas de plantio pode ajudar os produtores a corrigir problemas ocorridos durante o cultivo de mudas, informação essencial na tomada de decisões. Por isso, imagens ópticas com sensores embarcados em veículos aéreos não tripulados (Vants) são um meio de baixo custo comumente usado para capturar cenas, cobrindo áreas cultivadas.

Versatilidade e precisão

O estudo envolveu pesquisadores da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), Universidade de Waterloo, no Canadá, e da Embrapa Instrumentação (SP). A proposta do grupo foi desenvolver um método de aprendizado profundo baseado em uma rede neural convolucional (do inglês, Convolutional Neural Network – CNN) para contar e detectar simultaneamente plantas e linhas de plantio com imagens obtidas por sensores embarcados em Vants.

Apoiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), a pesquisa é um dos resultados do projeto sobre tecnologias com potenciais disruptivos para automação e agricultura de precisão, liderado pelo pesquisador da Embrapa Lúcio André de Castro Jorge, especialista em processamento de imagens captadas por diversos tipos de drones.

- Sistema faz contagem de plantas por imagens de drones

Arte: Lúcio Jorge e Lucas Osco

A pesquisa

O estudo foi conduzido com plantas de milho, em estádio inicial, mas com alta densidade, em área experimental da Fazenda Escola da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, com aproximadamente 7.435 m². A pesquisa cobriu um total de 33.360 pés de milho em 224 fileiras de plantas.

O método alcançou alto desempenho para contagem, errando aproximadamente seis plantas por imagem, cada uma com mais de 100 plantas, e desempenho similar na localização e extração de linhas de plantio. Em citros, o método foi igualmente superior a outras redes neurais previamente desenvolvidas em outros estudos, errando entre uma e duas árvores por imagem.

Em campos de milho, as áreas com falhas podem ser preenchidas por plantas dessa mesma cultura, caso detectadas a tempo de se realizar a intervenção na mesma safra. Essa condição ocorre em diferentes culturas, como cana-de-açúcar, soja, tomate, entre outras, com características semelhantes. De olho nessa lacuna, os pesquisadores focaram em uma solução que pudesse ser replicada em outras culturas, não restrita somente aos campos de milho e citros.

- Sistema faz contagem de plantas por imagens de dronesMenção Honrosa e publicação

A pesquisa “Uma abordagem baseada em CNN para contar e detectar simultaneamente plantas e linhas de plantio com imagens de UAVs” recebeu Menção Honrosa no Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia – 2020, promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. A premiação abordou o tema Inteligência Artificial, com seis subtemas. O Prêmio Mercosul foi lançado simultaneamente na Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai. 

 

Outra contribuição importante do método é a detecção de culturas plantadas em alta densidade, ou adensadas com espaçamento reduzido. As plantas nas imagens da área experimental foram identificadas por meio de fotointerpretação. O professor da Unioeste Lucas Prado Osco, supervisionado pelo pesquisador José Marcato Junior durante o seu pós-doutorado na UFMS, explica que esses dados foram inseridos na rede neural como exemplo para a aprendizagem.

“Assim, o método aprende por meio desses exemplos. Ocorre que as plantas se encontram muito próximas umas das outras, e isso pode ser um fator problemático para métodos convencionais de deep learning. Esse método utiliza uma abordagem cuja a probabilidade de cada pixel ser uma planta é real e, a partir de um refinamento inteligente, consegue definir o pixel central e detectar a posição da planta na imagem”, detalha Osco, que é bolsista na Embrapa Instrumentação no projeto sobre tecnologias disruptivas.

Segundo o Castro Jorge, nenhum dos estudos implementou uma detecção de linha de plantio em seus métodos com rede neural convolucional, outro diferencial da abordagem atual. “Embora muitas redes profundas de detecção de objetos possam ser usadas para detectar plantas e linhas de plantio, elas exigem várias etapas de processamento de imagem com técnicas convencionais extremamente custosas e modificações para executar ambas as tarefas em conjunto”, compara o pesquisador.

A abordagem proposta usa uma arquitetura de duas ramificações, um modelo que permite a troca de informações entre os ramos da rede. “Dessa maneira, a detecção de linhas pela rede é beneficiada com aprendizagem da detecção de plantas, e vice-versa, uma vez que ela entende que não haverá plantas fora das linhas, e uma linha não poderá ser formada sem que existam plantas. Isso também contribui para reduzir a detecção de plantas daninhas, embora estudos futuros ainda sejam necessários para avaliar essa condição com maior clareza”, relata Castro Jorge.

- Sistema faz contagem de plantas por imagens de drones

O pesquisador lembra que as evoluções nas tecnologias de sensoriamento remoto e métodos de visão computacional sofreram um avanço disruptivo com as redes convolucionais e estão melhorando significativamente o mapeamento de sistemas agrícolas. “Essa integração está beneficiando a agricultura de precisão em diversas aplicações, como controle de ambiente, caracterização fenológica, avaliação nutricional, previsão de rendimento, análise temporal, além da gestão da lavoura, entre outros benefícios”, avalia.

Diante da estimativa da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), de que para atender a demanda por alimentos em 2050 a produção agrícola terá de crescer mais de 60%, com participação de 41% só do Brasil, é esperado que os produtores rurais aumentem a produtividade no campo.

“No entanto, esse aumento deve vir de avanços tecnológicos e otimização das áreas de produção, em vez de sua expansão. Uma estimativa precisa das plantas em campos de cultivo é importante para prever a quantidade de rendimento enquanto monitora o seu crescimento”, diz o professor da Faculdade de Engenharia, Arquitetura e Urbanismo e Geografia da UFMS José Marcato Junior.

Para o professor, a detecção de plantas e linhas de plantas consiste em uma métrica importante na avaliação de campos agrícolas, porque o número de plantas auxilia agricultores e técnicos rurais a estimar a produtividade no fim do ciclo da cultura.

“Esse tipo de avaliação, quando realizada nas fases iniciais do plantio, é importante para a tomada de decisão rápida. Para o milho e outras culturas, a janela de decisão é breve e uma detecção rápida pode ajudar a mitigar ou prevenir problemas com a produção. Essas práticas devem melhorar as aplicações da agricultura de precisão, resultando no manejo sustentável do sistema agrícola”, acrescenta.

Baixo custo como diferencial

Uma versão preliminar do método foi aplicada pela primeira vez para contar árvores cítricas, e obteve uma precisão de aproximadamente 97% de acertos. Tanto em citros quanto em milho, o grupo usou imagens de um campo cultivado, captadas por câmera com sensores RGB embarcada em drones para compor o conjunto de dados. O sistema RGB – um sistema de cores aditivas em que o vermelho, o verde e o azul são combinados – por ser uma solução de baixo custo, é instalado na maioria dos drones, é facilmente replicável e possui alta disponibilidade no mercado.

- Sistema faz contagem de plantas por imagens de drones

“Essa tendência de utilizar os sensores RGB permitu resultados importantes com custos reduzidos quando comparados ao uso de sensores especiais em outras faixas do espectro de luz. Assim, o método é uma alternativa de baixo custo e viável para ser aplicada em qualquer cultivo. Mas um grande diferencial ainda está na possibilidade de embarcar diretamente no Vant um sistema inteligente que permite detectar em tempo real a partir das redes treinadas”, avalia Castro Jorge.

Um dos principais desafios envolveu a detectação de plantas nas bordas das imagens, quando a maior parte delas se encontra obstruída. “A complicação se dá em função de regiões com alta oclusão, onde uma planta se sobrepõe a outra. Além disso, outra dificuldade, nesse caso com a detecção de linhas, está relacionada ao espaçamento entre plantas. Existem linhas em que, por perdas durante o plantio, a distância entre uma planta e outra é grande. Isso dificulta a aprendizagem da rede, pois ela pode não compreender que uma planta muito distante das outras possa ainda pertencer à mesma linha”, conta o cientista. “Não obstante, mesmo nesses poucos casos, observamos que o método publicado é capaz de predizer corretamente a posição da maioria das plantas e das linhas”, afirma Lucas Osco.

Perspectivas futuras

Os cientistas acreditam que pesquisas e aplicações futuras poderão tirar proveito do método desenvolvido para auxiliar redes neurais profundas na contagem simultânea de plantas e detecção de fileiras de plantios em outros tipos de culturas. “Estamos implementando novos recursos ao método para superar diferentes desafios relacionados aos padrões de plantio. E, também, estamos confiantes com o patamar atual, pois proporciona um aprimoramento nas tarefas de tomada de decisão ao mesmo tempo em que contribui para uma gestão mais sustentável dos sistemas agrícolas”, conclui o professor da UFMS José Marcato Junior.

Deep learning

Em termos simples, redes neurais artificiais são algoritmos computacionais utilizados com a intenção de simular a aprendizagem de um cérebro biológico para extrair e reconhecer informações e padrões. Essas redes têm ganhado cada vez mais espaço na análise de dados, sobretudo nos últimos anos. 

“O aprendizado profundo (deep learning) é um tipo de técnica de aprendizado de máquina que usa redes neurais artificiais complexas e profundas para aprender um padrão e extrair informações dele. Essa técnica tem sido usada em várias aplicações nos últimos anos e ganhou popularidade em tarefas relacionadas ao sensoriamento remoto e à agricultura de precisão. Contudo, requer uma quantidade considerável de exemplos rotulados para aprender, mas uma vez que tenha aprendido, pode aplicar seu conhecimento em diferentes cenários e condições, sendo um método altamente generalizante”, acrescenta o professor Wesley Nunes Gonçalves, da Faculdade de Computação da UFMS, responsável pelo desenvolvimento do método aplicado.

Fonte: Embrapa
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Notícias

Brasil suspende taxa para importar milho e soja

Por redação 20/04/2021
Escrito por redação

- Brasil suspende taxa para importar milho e soja

O Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) suspendeu novamente a alíquota do imposto de importação aplicado às importações de milho, soja, óleo de soja e farelo de soja. A medida entra em vigor sete dias após a publicação de resolução Gecex e termina em 31 de dezembro de 2021.

Em outubro do ano passado, a Camex já tinha autorizado a suspensão do imposto de importação para o milho até 31 de março de 2021 e da soja, do óleo em bruto e da farinha e pellets até 15 de janeiro de 2021.

A expectativa naquele momento era de que haveria estabilização nas cotações externas e a safra de grãos, em 2021, teria uma produção suficiente, de modo a reequilibrar a relação de preços com as proteínas animais, reduzindo a pressão de custos para as indústrias integradoras. Porém, as cotações internacionais tiveram comportamento de alta, pressionando ainda mais os preços internos.

Além do cenário de preços não ter se confirmado, apesar da safra recorde de 109 milhões de toneladas de milho e 135,5 milhões de toneladas de soja, os preços internos seguiram em alta em virtude da forte demanda externa e da manutenção da desvalorização do real frente ao dólar.

Gecex

O Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) é o núcleo executivo colegiado da Camex, responsável por definir alíquotas dos impostos de importação e exportação, fixar medidas de defesa comercial, internalizar regras de origem de acordos comerciais, entre outras atribuições.

Segundo o Decreto 10.044/2019, o Gecex é integrado pela Presidência da República, pelos ministérios da Economia, das Relações Exteriores e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
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Notícias

Aggro mira expansão pelo centro-oeste e sudeste

Por redação 19/04/2021
Escrito por redação

- Aggro mira expansão pelo centro-oeste e sudeste

Rede de agronegócios focada em suplementação animal planeja abrir 30 franquias nessas regiões ainda este ano

Na contramão de alguns segmentos, o agronegócio movimentou, e muito, a economia do país no último ano. Dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apontaram que o PIB do agronegócio teve uma expansão de 24,31% em 2020, um recorde para o setor, que ampliou para 26,6% sua participação no PIB total do Brasil no ano passado, contra 20,5% em 2019.

É seguindo esse ritmo de crescimento no mercado, que a franquia Aggro Nutrição Inteligente no Campo foca expandir os negócios para região centro-oeste e sudeste do país, uma das metas a serem conquistadas este ano.

De acordo com o CEO da marca, Marcus Alonso, apesar do agronegócio ser um dos setores mais promissores, ainda existem poucas franquias nesse setor. “Trata-se de um segmento muito importante dentro da economia brasileira. Investir em uma franquia possibilita que o franqueado receba suporte adequado de uma equipe especializada, o que torna um investimento ainda mais seguro”, afirma o executivo que acrescenta: “A projeção da expansão é de 10 novas franquias por mês, crescimento de forma responsável, podendo atender toda a rede com máxima qualidade”, explica.

Em menos de um ano no mercado de franchising – rede entrou em agosto de 2020 – a Aggro já bateu a marca de 50 unidades vendidas até o momento. As operações estão distribuídas em diferentes regiões do país. Das 50 unidades, 3 estão localizadas no centro-oeste como Colinas do Tocantins/TO, Antonio João/MS e Anápolis/GO, e 8 no sudeste em Quintana/SP, Machado/MG, Laranjal Paulista/SP, Sorocaba/SP, Uberaba/MG, Passos/MG e Uberlândia/MG. Agora a Aggro busca novas oportunidades de negócios para continuar crescendo nessas regiões.

Centro-Oeste

Cidades como Goiânia/GO, Palmas/TO, Campo Grande/MS, Rio Verde/GO, Jatai/GO, Lucas do Rio Verde/GO estão no projeto de expansão da marca. Essas localidades apresentam boas oportunidades para abertura de novas franquias devido ao poder econômico local. Além disso, a região tem se consagrado como líder em agronegócio no país.

Os últimos dados da ABF (Associação Brasileira de Franchising) divulgados por região são referentes ao segundo trimestre de 2020 e mostram que, o centro-oeste faturou durante esse período R$2,387 bilhões. Ainda segundo a pesquisa, a região concentrava 830 redes de franquias, enquanto que no mesmo período de 2019 o número de marcas presentes no centro-oeste do país era de 799, uma variação de crescimento de 4%.

As unidades franqueadas também cresceram de um ano para o outro. Em 2020 a região concentrou 9.481 operações, enquanto que no ano anterior era de 8.771, ou seja, um aumento de 8% na variação.

Entre os maiores segmentos em participação por unidades no segundo trimestre do ano passado, destaca-se o setor de alimentação, que representa 27,3% das unidades ativas, seguido por saúde, beleza e bem estar (18,4%); moda (12,9%), e serviços e outros negócios (12,1%).

Sudeste

Outra região que não poderia ficar de fora do plano de expansão da franquia é o sudeste. Celeiro de oportunidades, apesar de contar com o peso das indústrias, a região contribui para o agronegócio brasileiro, principalmente as cidades do interior.

Ainda segundo os dados da ABF, o sudeste concentrou no segundo trimestre do ano passado, 1.416 redes de franquias, frente a 1.387 em 2019. Já o número de unidades foi ainda maior, passando de 57.437 em 2019 para 61.387 no último ano, um aumento de 7% e faturamento de R$14,541 bilhões para o período.

O segmento de alimentação desponta como tendo a maior participação dessas unidades, com 29,7%. Em seguida está o de saúde, beleza e bem-estar (17,4%); serviços educacionais (11,4%), Moda (10,8%), e serviços e outros negócios (9,9%).

Alonso destaca que para essa região busca captar novos investidores principalmente nos municípios de Pouso Alegre/MG, Montes Claros/MG, Ipatinga/MG, Patos de Minas/MG, Itabira/MG, Betim/MG, Ubá/MG, Divinópolis/MG, Bragança Paulista/SP, Birigui/SP, Salto/SP, Itapetininga/SP, Jacareí/SP, Leme/SP, Catanduva/SP, Piracicaba/SP, por estarem mais aptas a receberem o modelo de negócio proposto pela franquia.

Perfil do franqueado

Para investir nesse segmento, Alonso enfatiza que é necessário que o franqueado tenha perfil de investidor e empresário, que é aqueles que desejam buscar um novo segmento para investir como renda extra; além de estudantes recém-formados, que tenham interesse em entrar nesse mercado com profissionais com experiência e ótima atuação.

A microfranquia Aggro solicita investimento inicial a partir de R$25 mil, incluindo taxa franquia, estoque inicial, capital de giro e instalação, com prazo de retorno estimado a partir de 6 meses.

A franquia atua na modalidade Flex, onde o franqueado pode atuar em três frentes: Home (trabalha de sua própria casa) e é o modelo mais comercializado pela rede; Sala Comercial (para quem irá montar uma equipe de vendas (televenda); ou Ponto Comercial (para receber o cliente em sua loja). Na modalidade flex o franqueado pode fazer upgrade no modelo de atuação de acordo com a evolução do seu negócio sem qualquer custo adicional.

O franqueado poderá atuar em todo território nacional, visitando o produtor rural no campo, atuando com vendas por telefone, em parceria com lojas agropecuárias e e-commerce.

“Para o franqueado atingir a excelência nos resultados, a Aggro conta com uma equipe com experiência em franchising e no segmento do agronegócio, além de investimentos em tecnologia que facilita o trabalho técnico e comercial do empreendedor, e também melhorar a comunicação entre as partes”, diz o CEO da marca.

A Aggro oferece treinamento e suporte completo, mesmo a matriz estando localizada em São José do Rio Preto (SP), um pouco distante desse público, o franqueado receberá todo treinamento 100% on-line.

A rede tem como proposta de oferecer ao mercado um mix completo de soluções para a pecuária: nutrição animal (engloba bovinos, suínos, equinos, ovinos, caprinos, aves e cachorros); nutrição foliar (ácido húmico pode ser utilizado em todas as culturas, isoladamente ou em conjunto com outros fertilizantes com 100% em solubilidade), e projetos agropecuários (desenvolvidos por uma equipe composta por zootecnistas e engenheiros agrônomos e tem como principal objetivo levar tecnologia de grandes propriedades ao médio e pequeno produtor).

A marca está presente em 18 estados brasileiros, além de seis unidades em implantação nas cidades de Anápolis (GO); Maceió (AL); Quintana (SP); Rio Pardo (RS); Várzea Grande (MT); e Macapá (AP). A expectativa é encerrar este ano com faturamento estimado em R$4 milhões.

Fonte: Aggro
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Notícias

Artigo: Por dentro de defensivos químicos e biológicos

Por redação 19/04/2021
Escrito por redação
*Por Larissa Elias

- Artigo: Por dentro de defensivos químicos e biológicos

Os mecanismos de ação são o modo como os produtos agem no controle de uma praga. Soluções químicas e biológicas atuam de formas diferentes e, por isso, o cuidado no manejo também é específico. De maneira geral, os pesticidas costumam apresentar os efeitos de forma mais rápida. Os biológicos, entretanto, geram resultados mais duradouros e sustentáveis.

A maioria dos pesticidas químicos atuam sobre o sistema nervoso da praga, nas membranas das células. As moléculas químicas atuam desequilibrando o transporte de íons, fazendo com que a célula fique superestimulada ou subestimulada. Em quaisquer dos casos, o funcionamento normal das células é desregulado, causando uma “pane geral” no corpo do artrópode, gerando sua morte.

Outros compostos químicos atuam impedindo a metamorfose. A metamorfose é uma transformação que ocorre por várias vezes na vida dos insetos (por exemplo, de lagarta para ninfa e para borboleta). Impedir esse processo é uma forma de bloquear o desenvolvimento da praga, que acaba morrendo, em vez de seguir para a próxima fase da vida.

Quando o produtor escolhe um inseticida, o produto deve ter o mecanismo de ação associado à inibição adequada. Um inseto adulto não sofre mais metamorfose, por exemplo, e, portanto, um produto que atua nesse processo não seria eficaz em seu controle.

Já o controle biológico pode ser caracterizado de uma forma sintética como o uso de organismos vivos para controlar a população de uma praga específica, tornando-a menos abundante e menos danosa. Estes inimigos naturais podem ser diversos organismos, como vírus, fungos, bactérias (microrganismos), insetos e ácaros (macroorganismos), e são utilizados diretamente na regulação da população praga.

Os principais mecanismos de ação dos agentes biológicos são a patogenicidade, o parasitismo e a predação.

Patogenicidade: ocorre quando dois organismos interagem e uma espécie bloqueia o crescimento, funções vitais ou reprodução da outra. Neste caso, associada principalmente aos microorganismos, a praga-alvo é infectada por seu inimigo natural, que a deixa “doente”. A ação do microrganismo usado para controle não acontece em um só lugar, o corpo todo do artrópode-alvo é tomado pela infecção. No caso do fungo, uma vez dentro do corpo da praga, se desenvolve consumindo os tecidos e liberando toxinas, levando-a à morte e, muitas vezes, atingindo outros indivíduos da praga-alvo. Na agropecuária, por exemplo, o controle do carrapato-do-boi já tem sido feito por meio dessa técnica natural, sustentável e não agressiva aos humanos, animais e meio ambiente.

Parasitismo: o parasitismo é o fenômeno em que um determinado organismo utiliza outro organismo para se desenvolver. Existem alguns casos de espécies muito conhecidas na agricultura, como a microvespa Trichogramma pretiosum, que se desenvolve a partir de ovos de espécies de pragas, e a Cotesia flavipes, que parasita lagartas e se desenvolve por meio do uso de seus fluidos corporais. Essas espécies de parasitoide sempre acabam matando seu hospedeiro.

Predação: neste caso, são utilizados organismos que se alimentam diretamente de pragas em diversas fases de seu desenvolvimento, como ovos, larvas ou adultos. Um exemplo é o Orius insidiosus, um percevejo predador que se alimenta de diversas pragas agrícolas, como tripes e lagartas.

Vale ressaltar que o uso de inimigos naturais como agentes de controle biológico traz uma série de benefícios em relação aos químicos, pois não deixa resíduos nos alimentos, é seguro para quem aplica e quem consome a produção, bem como para animais de produção e criação, além de não agredir o meio ambiente. A ausência do período de carência entre a aplicação do inimigo natural e a retirada do leite para comercialização, por exemplo, é uma vantagem notável do uso de controle biológico na pecuária.

Outro ponto relevante é a resistência de pragas. Muitas delas adquirem resistência às moléculas químicas dos produtos, o que dificulta seu controle e causa danos severos aos cultivos, pastagens e rebanho. O uso de agentes de controle biológico diminui o risco de seleção de organismos resistentes, como ocorre com os químicos. Isso se deve principalmente devido ao seu modo de ação mais generalizado no corpo todo da praga, que dificulta um “contra-ataque”, e à variabilidade genética que também ocorre nos inimigos naturais.

O potencial que o controle biológico oferece é expressivo e é preciso tornar essa ferramenta uma realidade para a saúde animal. Por meio de soluções ecológicas integradas e do incentivo à produção mais natural de alimentos, é possível proporcionar mais saúde aos animais, pessoas e meio ambiente.

* Larissa Elias é bióloga e pesquisadora da Decoy Smart Control, desenvolvedora de soluções biológicas para o controle de pragas.

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Público já pode acessar plano de ações Agro 4.0

Por redação 19/04/2021
Escrito por redação

- Público já pode acessar plano de ações Agro 4.0

As estratégias digitais e ações para Incentivar soluções tecnológicas e acesso à internet no campo estão disponíveis no Plano de Ação para o período 2021-2024, publicado no site do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O documento foi aprovado no começo do mês de abril pela Câmara do Agro 4.0, coordenada pelo Mapa e o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações (MCTIC), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

O diretor de Apoio à Inovação para Agropecuária, Cleber Soares, explica que há grande expectativa do setor agropecuário em relação à transformação digital.  “O plano norteia as prioridades em termos de políticas públicas para esse grande eixo estratégico que é a agricultura digital”.

O documento define prioridades e campos tecnológicos levando em conta a integração de importantes áreas como a conectividade, a agricultura e pecuária de precisão, os avanços em inteligência artificial, machine learning, mineração de dados, realidade aumentada, cloud computing, big data, internet das coisas, computação holográfica e outras tecnologias.

“A agenda Agro 4.0 levará ao campo conectividade, informação qualificada, tecnologia e inovação, elementos essenciais para manter o Brasil como protagonista no Agro global”, diz o coordenador-geral de Inovação Aberta, Daniel Trento.

A importância do tema engloba ainda novos modelos de negócio, entendendo o contexto de inovações crescentes para gerar emprego e renda tanto para as empresas como para os produtores rurais.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)
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Sequenciamento genético é implantado no RS

Por redação 19/04/2021
Escrito por redação

- Sequenciamento genético é implantado no RS

Para que o produtor possa extrair a máxima performance de sua fazenda é necessário ter atenção especial com o solo. Por meio de análises químicas e físicas que já habitualmente realizam, é possível verificar as condições de fertilidade, estrutura e até os teores disponíveis de nutrientes cruciais para um bom plantio. Porém, ainda existe uma enorme lacuna entre essas duas análises, que é obter informação detalhada sobre os componentes biológicos presentes no solo. Informações essas, até então, pouco conhecidas.

Com o objetivo de realizar uma análise completa de solo, melhorando as questões de sanidade e vigor das lavouras, identificando os microrganismos benéficos e também os potencialmente patogênicos, a Biotrop, empresa que desenvolve soluções biológicas e naturais, em parceria com a 3Tentos Agroindustrial, iniciou um projeto no mundo em escala comercial, batizado de Agrobiota.

No projeto piloto foram contemplados os produtores de soja do Rio Grande do Sul. A primeira etapa da iniciativa consiste na coleta de dados nos solos das fazendas parceiras, que cruzadas com informações disponíveis sobre genética, sistemas de produção, clima e solo criarão um grande banco de metadados. Com todos os dados compilados, os agricultores terão informações precisas sobre a biologia do solo, tornando mais acurado o manejo das lavouras, possibilitando, por exemplo, superar platôs de produtividade.

Método do projeto

Para realizar o mapeamento e organizar a coleta das análises, os idealizadores do projeto Agrobiota dividiram o estado gaúcho em três microrregiões. O segundo passo foi selecionar a área por tipo de solo, nível de produtividade e sistema de manejo. A técnica escolhida a ser utilizada no processo foi o sequenciamento genético, o metagenoma. Somado aos dados de genética, também serão considerados os dados de análise física e química do solo, o histórico de sucessão de culturas daquela área e ainda os dados climáticos.

Na prática, após a coleta, as amostras de solo vão para um laboratório especializado e ali são analisadas. “No laboratório extraímos o DNA da amostra e identificamos os genes de todos os microrganismos que estão lá. Conseguimos sequenciar toda a vida microbiana do solo, e identificar o papel de cada microrganismo”, diz Juliana Marcolino Gomes, PhD em genética e pesquisadora da Biotrop, responsável pelo projeto Agrobiota.

Com a identificação do gene, o produtor poderá saber a função de cada microrganismo no solo. “Vamos identificar quais deles ajudam as plantas, se fornecem nitrogênio ou mobilizam fósforo, por exemplo, atuando na nutrição, ou se produzem antibióticos e outros compostos que atuam na defesa da planta. Também poderemos identificar os patógenos que causam danos para as culturas. O grande diferencial dessa análise é possibilitar não só identificar cada microrganismo, mas também quantificar isso”, destaca a pesquisadora.

Com os algoritmos utilizados, o Agrobiota possibilitará aos agricultores fazerem comparações de áreas por meio dos laudos gerados. “Esses laudos vão indicar os pontos fortes da área ou os microrganismos benéficos que estão em falta ali, antecipando as necessidades de manejo. Também vai apontar as ameaças, por exemplo, quais patógenos devo começar a manejar, e o nível de infestação. O interessante desse tipo de análise é que eu posso fazer um manejo preventivo, detectar a ameaça mesmo antes dela se manifestar”, acrescenta a pesquisadora.

Ganhos aos produtores

Um dos parceiros e integrantes do projeto é o agricultor Waldemiro Aguiar, que cultiva na Agropecuária Aguiar, situada em Santa Vitória do Palmar/RS, 1.000 hectares de soja e 600 hectares de arroz. O produtor que há mais de 50 anos se dedica as atividades no campo é um dos pioneiros no controle biológico no estado e hoje utiliza o manejo natural em 100% de sua lavoura de soja. “O manejo com biológicos é totalmente diferente, muito mais saudável e benéfico ao meio ambiente, deixando um resíduo muito bom no solo”, destaca.

Segundo o agricultor, o projeto proposto pela Biotrop, da análise da microbiologia do solo, será um divisor de águas na agricultura, pois será possível saber de forma precisa a real necessidade que a terra tem, seja por excesso ou o que falta de algum elemento biológico. “Já tivemos a revolução verde e agora com o projeto de metagenoma estamos diante de outra revolução”, ressalta o produtor.

Ele acrescenta ainda que o projeto com a Biotrop veio para complementar a filosofia da fazenda. “Com todas as informações, teremos um equilíbrio da microbiologia no nosso solo o que vai refletir também em um equilíbrio ambiental. Este é o caminho para o novo modelo de agricultura, por isso esperamos boas colheitas daqui para a frente e com equilíbrio biológico do solo”, diz Aguiar.

Parceria consolidada

Para auxiliar neste importante projeto, a Biotrop conta com o apoio da 3Tentos Agroindustrial. A empresa é referência no agronegócio brasileiro e disponibiliza aos produtores completa oferta de produtos, serviços e soluções. A companhia tem forte presença e atuação no Rio Grande do Sul, atuando em 40 unidades e dois parques industriais, distribuídos em 37 municípios.

É por essa grande expertise no Estado e visão estratégica de futuro que a 3Tentos foi escolhida como parceira ideal nesse levantamento. De acordo com Benhur Vione, diretor de Insumos da 3Tentos, fazer parte de um projeto pioneiro no Mundo é muito gratificante. Principalmente por se tratar de uma iniciativa que visa estabelecer um manejo mais sustentável, por meio do uso de produtos biológicos.

Ainda segundo Vione, o projeto tende a melhorar ainda mais o relacionamento da empresa com os produtores, uma vez que as análises são customizadas para a propriedade. “Eu sempre comparo o mercado agrícola com a medicina, pois o médico só fará uma recomendação de remédios após uma série de perguntas e exames. No caso dessa análise da biologia do solo, é exatamente uma consulta que fazemos. Saberemos quais são as carências, os problemas, quais são os organismos que estão ali presentes e de que forma vamos poder trazer um tratamento mais adequado para essa situação”, destaca.

Vione acrescenta também que essa é a evolução de um serviço, que de certa forma será mais científico, com informações regionalizadas e individualizadas dentro de cada cliente. “Esse novo movimento dos biológicos é totalmente diferente do que nós tivemos em outras épocas. Realmente os bioinsumos trazem muita tecnologia em termos de formulação, logística, e tempo de prateleira. Situações que até pouco tempo eram um grande empecilho. Agora vamos gerar uma solução a partir da informação obtida no solo. Sem dúvida é um grande passo para consolidarmos o uso de biológicos no Brasil”, afirma.

Recomendação 

Entre todos os benefícios da análise biológica do solo está o fator do produtor ter recomendações de produtos específicos para a realidade e necessidade de suas propriedades. Para Vagner Cassol, gerente regional de vendas da Biotrop no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, o projeto tornará ainda mais precisas as recomendações aos clientes. “Pelo fato de a Biotrop ser uma empresa que desenvolve, produz e comercializa biológicos, ao utilizarmos esse resultado da análise da biologia do solo, vamos poder fazer recomendações personalizadas para aquelas áreas. Isso vai nos ajudar e muito a oferecer uma solução completa para o nosso cliente, pois ele investirá da forma correta, para que assim consiga alcançar mais rápido o seu objetivo”, conta.

Após o piloto no Rio Grande do Sul, a ideia da empresa é que o projeto seja ampliado, muito em breve, para produtores de todo o País. “A nossa meta é fazer com que essa análise se popularize, assim como uma análise físico-química do solo. Que o produtor crie essa cultura e entenda que, assim como é importante saber o pH, é importante conhecer a biologia do solo. Esse é o nosso objetivo. Vai bem ao encontro da ideia de agricultura biológica e de precisão”, finaliza Juliana Marcolino.

Fonte: Biotrop

 

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Vacinação contra febre aftosa começa dia 1º de maio

Por redação 19/04/2021
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- Vacinação contra febre aftosa começa dia 1º de maio

A primeira etapa da campanha nacional de vacinação contra a febre aftosa de 2021 começa no dia 1º de maio. Nessa etapa deverão ser vacinados bovinos e bubalinos de todas as idades, para a maioria dos estados brasileiros, conforme o calendário nacional de vacinação. Ao todo, espera-se imunizar cerca de 170 milhões de animais.

Dos 21 estados que realizam a imunização dos animais neste período, no Amazonas e em Mato Grosso participam apenas os municípios que ainda não suspenderam a vacinação, enquanto no Espírito Santo ocorrerá para bovinos e bubalinos com até 24 meses de idade.

As vacinas devem ser adquiridas nas revendas autorizadas e mantidas entre 2°C e 8°C, desde a aquisição até o momento da utilização – incluindo o transporte e a aplicação, já na fazenda. Devem ser usadas agulhas novas para aplicação da dose de 2 ml na tábua do pescoço de cada animal, preferindo as horas mais frescas do dia, para fazer a contenção adequada dos animais e a aplicação da vacina.

Além de vacinar o rebanho, o produtor deve também declarar ao órgão de defesa sanitária animal de seu estado. A declaração de vacinação deve ser realizada de forma online ou, quando não for possível, presencialmente nos postos designados pelo serviço veterinário estadual nos prazos estipulados.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) reforça que devem ser adotadas medidas de cuidado com a Covid-19 para a garantia da manutenção dos compromissos com as zonas reconhecidas como livre de febre aftosa com vacinação perante a Organização Mundial da Saúde Animal (OIE).

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)
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Cocamar investe em usina de biodiesel

Por redação 19/04/2021
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- Cocamar investe em usina de biodiesel

Totalmente automatizada, unidade demanda investimento de R$ 40 milhões

A Cocamar, cooperativa agroindustrial, deu início em março à construção de uma usina de biodiesel no seu parque industrial em Maringá (PR). Prevista no planejamento estratégico do ciclo 2020/25, a planta vai receber investimentos de R$ 40 milhões e a previsão é que comece a operar em dezembro deste ano, produzindo 300 toneladas/dia.

Totalmente automatizada, a unidade vai demandar o óleo extraído de 1,5 mil toneladas de soja por dia, em média. O gerente executivo industrial, Valdemar Cremoneis, informa que está prevista para o mesmo ciclo do planejamento a ampliação em 50% na capacidade de esmagamento de soja na indústria de óleo da cooperativa, que vai passar de 3 mil toneladas para 4,5 mil toneladas/dia. “Com isso teremos mais matéria prima para atender tanto a usina de biodiesel quanto a produção de óleo destinada ao varejo.”

“A usina é uma nova oportunidade de negócios para os produtores cooperados que, assim, agregam mais valor à sua produção”, afirma o superintendente de Negócios da cooperativa, Anderson Alves Bertolleti, salientando que a cooperativa avança em sua verticalização no complexo soja. Neste ano, a Cocamar deve processar 1 milhão de toneladas do grão – mais da metade em relação às 1,7 milhão de toneladas de recebimento previstas na safra 2020/21 que está sendo finalizada.

Selo social

Os produtores proprietários de pequenas áreas, que se cadastraram até 18/11, têm direito ao Selo Social, em que vai ser oferecido um valor adicional de R$ 1,20 por saca de soja. São para propriedades com até quatro módulos fiscais enquadradas no Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) e tenham DAP (Declaração de Aptidão ao Pronaf) ativa e o CAR (Cadastro Ambiental Rural).

O Selo Social é um programa interministerial do governo federal que tem como finalidade promover a inclusão do biodiesel na matriz energética brasileira e fortalecer a agricultura familiar.

A Cocamar mantém operações nos estados do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, com atendimento a cerca de 15,5 mil produtores cooperados.

Fonte: Cocamar
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Cresce volume de exportações por portos do Arco Norte

Por redação 19/04/2021
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- Cresce volume de exportações por portos do Arco Norte

Porto de Santarém (PA)

Os portos do Arco Norte começam a ganhar destaque no cenário do agronegócio nacional. No ano passado, eles foram responsáveis por escoar 42,3 milhões de toneladas de grãos (entre soja e milho), volume muito próximo do que foi transportado, por exemplo, pelo Porto de Santos: que exportou, sozinho, em igual período, 42,6 milhões de toneladas de grãos.

Para Edeon Vaz, presidente da Câmara Temática de Infraestrutura e logística do Ministério da Agricultura e diretor do Movimento Pró Logística do Mato Grosso, grande parte desse resultado se deve ao investimento, nos últimos anos, em modais de transporte, como rodovias, hidrovias e ferrovias. Além da proximidade com estados produtores, o que reduz o custo com frete.

Até 2030, o especialista acredita que o Arco Norte deverá ser responsável por transportar 100 milhões de toneladas de grãos.

Apesar de bem representativo, Vaz alerta que muitas vezes confundem o volume exportado atualmente com a movimentação de carga e, que isso, acaba gerando confusão a respeito de quanto é escoado pelos portos do Arco Norte.

Acompanhe sua declaração, no podcast abaixo:

Máquinas & Inovações Agri · #012 – Edeon Vaz comenta “Portos do Arco Norte ganham destaque”
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Exportações do agronegócio batem recorde em março

Por redação 16/04/2021
Escrito por redação

- Exportações do agronegócio batem recorde em março

As exportações do agronegócio brasileiro atingiram o valor recorde para o mês de março, alcançando US$ 11,57 bilhões. A cifra nunca havia ultrapassado US$ 10 bilhões para os meses de março, em toda a série histórica desde 1997. O valor é 28,6% superior aos US$ 9,0 bilhões no mesmo período de 2020.

Um dos motivos que explicam o bom desempenho do agronegócio é o aumento dos preços dos produtos exportados, que registraram alta de 8,7% na comparação com março de 2020. A quantidade vendida ao exterior registrou aumento de 18,3%.

O complexo soja foi o setor de maior destaque, com aumento nas exportações absolutas de US$ 1,66 bilhão. As condições climáticas da safra 2020/2021, que geraram atrasos na colheita do primeiro bimestre de 2021, em função do excesso de chuvas, concentraram os embarques da soja em grãos para março.

O setor de carnes também bateu recorde de exportações, ao totalizar US$ 1,60 bilhão, alta de 16,1%. A China foi o principal país responsável pelo aumento das exportações de carne bovina e carne suína do Brasil.

“O setor de criação animal para produção de carne na China possui histórico de enfermidades nos anos recentes, com destaque para Peste Suína Africana e a gripe aviária de alta patogenicidade, que assolaram e afetam os rebanhos chineses, sendo o principal fator responsável pela expansão das exportações brasileiras de carnes”, segundo análise da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa.

A principal carne exportada foi a bovina, com US$ 711 milhões em vendas externas (alta de 11,9%) e volume recorde de 158 mil toneladas (+7,8%). As exportações de carne suína também bateram recorde, com aumento de 51,2% no volume exportado, alcançando 108 mil toneladas equivalentes a US$ 260 milhões (+57,4%).

O complexo sucroalcooleiro observou a maior taxa de crescimento percentual dentre os principais setores exportadores (+59,4%). O volume de açúcar atingiu recorde de praticamente 2 milhões de toneladas em março de 2021 (+39,6%). Esse recorde de volume, em conjunto com o aumento de 9% no preço médio, gerou US$ 638,96 milhões em exportações (+52,1%).

Apesar do recorde das exportações do agronegócio em março, houve também forte elevação dos valores demais produtos (+37,6%), fato que explica a queda da participação do agronegócio de 49,1% para 47,4% no total do mês.

As importações do agronegócio também aumentaram, passando de US$ 1,28 bilhão em março de 2020 para US$ 1,34 bilhão, o que representa elevação percentual de 4,5%.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
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