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Notícias

Perfect Flight é a nova parceira do Broto do BB

Por redação 16/04/2021
Escrito por redação

- Perfect Flight é a nova parceira do Broto do BB

Empresa se soma aos serviços prestados pela plataforma agro da BB Seguros

A plataforma de negócios Broto, da BB Seguros, chegou ao mercado com o intuito de auxiliar o produtor rural na tomada de decisão em todas as etapas de sua cadeia produtiva, com ênfase na elevação da produtividade e mitigação de riscos. Neste mês, a agtech Perfect Flight se uniu a esse ecossistema para reforçar as possibilidades ao agricultor.

A Perfect Flight é especialista em levar alta tecnologia ao campo por meio de soluções que permitem o rastreamento e a assertividade das aplicações. Tem uma ferramenta capaz de gerar relatórios instantâneos de análises das pulverizações, com relatórios de performance contendo índices e gráficos de fácil visualização.

A solução da agtech faz as leituras pré e pós-aplicação, além de monitorar os voos de aeronaves, helicópteros e drones. No pré-voo, é possível selecionar as áreas de aplicação, então, a ferramenta já indica dentro da rota os lugares proibidos (apiários, florestas, rios, APPs, etc), direcionando o GPS. O sistema também oferece um relatório ambiental, que mostra os parâmetros de segurança de áreas restritas. Dessa forma, o cliente tem ganho de performance, reduzindo custos e desperdícios com produtos e melhorando ganhos de produtividade e índices sustentáveis.

“Fazer parte do Broto é de grande relevância, pois é mais uma maneira de pontuarmos nossas soluções e contribuirmos para a potencialização da produtividade e dos resultados no campo, inclusive com foco em sustentabilidade. É um ambiente digital excelente para o produtor navegar e conhecer possibilidades e tecnologias para os negócios”, diz PedroBuonamici, sócio da Perfect Flight.

A plataforma digital Broto se diferencia por atuar em toda a cadeia do agronegócio, usando inteligência de dados para conectar o produtor a soluções, produtos, serviços e conteúdos que o ajudem a gerir sua propriedade de forma sustentável. “Nossa proposta vai muito além da vitrine virtual. Nosso objetivo é estar cada vez mais próximos do produtor rural,  sendo relevantes, e contribuindo continuamente no aumento da produtividade máxima econômica em sua propriedade, com aumento do volume de produção aliado ao melhor resultado financeiro”, explica Rodrigo Caramez, CEO da Brasilseg, uma empresa BB Seguros.

Para o Banco do Brasil, parceiro da plataforma Broto, a inclusão de oferta para serviços inovadores na plataforma está alinhada ao objetivo da companhia de participar do ecossistema do agronegócio. “Soluções disruptivas que agregam valor aos nossos clientes, elevando a produtividade e reduzindo despesas é um grande diferencial em serviços oferecidos no Broto”, considera João Pinto Rabelo Júnior, Vice-Presidente de Agronegócios e Governo.

A Perfect Flight é a primeira solução cadastrada na plataforma para gerenciamento e rastreamento da pulverização aérea. “A facilidade em ter ao alcance tudo de que precisa para a gestão dos negócios traz aos produtores de grande, médio e pequeno porte a oportunidade de conhecer tecnologias inovadoras de forma dinâmica e ágil”, pontua Buonamici.

A mais recente parceira desse ecossistema tem hoje uma atuação tanto nacional quanto internacional e conta com o maior banco de dados para pulverização agrícola do mundo. A agtech está presente em mais de 100 cidades brasileiras, nos principais estados agrícolas do país, já tem contratos com Argentina e Honduras e está abrindo operação nos Estados Unidos.

Fonte: Perfect Flight
16/04/2021 0 Comentários
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Notícias

Agricultores familiares receberão Garantia-Safra

Por redação 16/04/2021
Escrito por redação

- Agricultores familiares receberão Garantia-Safra

A Portaria Nº 18, que determina o pagamento do Garantia-Safra, foi publicada nesta sexta-feira (16) pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Neste mês, receberão o pagamento agricultores de Alagoas, da Bahia, do Ceará, de Minas Gerais, da Paraíba, de Pernambuco e Sergipe. O montante chegará a mais de R$ 21,5 milhões.

Diante do cenário imposto pela pandemia do Covid-19, a Secretaria de Política Agrícola decidiu antecipar, de forma excepcional, o pagamento do Programa Garantia-Safra na safra 2019/2020. Conforme publicado na Portaria 15, de 14 de abril de 2020, esse pagamento será realizado integralmente em parcela única de R$ 850.

O Garantia-Safra tem como objetivo garantir a segurança alimentar de agricultores familiares que residam em regiões sistematicamente sujeitos à perda de safra, por razão de estiagem ou enchente. Têm direito a receber o benefício os agricultores com renda mensal de até um salário mínimo e meio, quando tiverem perdas de produção em seus municípios igual ou superior a 50%. O benefício Garantia-Safra é disponibilizado obedecendo o calendário de pagamento dos benefícios sociais.

Benefício bloqueado

Com o lançamento do serviço “Solicitar Requerimento de Defesa após Bloqueio do Benefício Garantia-Safra”, na plataforma Gov.br, os agricultores aderidos ao Garantia-Safra que tiveram a concessão do benefício bloqueado nos municípios com autorização do pagamento no mês de janeiro/2021, devem cumprir com as orientações dispostas na Portaria Nº 25, de 8 de julho de 2020, para regularização do benefício.

Caso o benefício esteja bloqueado, o agricultor deve acessar o seu perfil no Sistema de Gerenciamento do Garantia-Safra e verificar o motivo do bloqueio através da notificação que consta no perfil. O agricultor terá até 30 dias, após a publicação da Portaria que autoriza o pagamento do benefício, para se manifestar quanto o bloqueio.

A relação dos agricultores que tiveram o benefício bloqueado, de forma cautelar, será encaminhada pelas Coordenações Estaduais aos gestores municipais.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
16/04/2021 0 Comentários
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Notícias

Senar lança programa agrodigital com cursos gratuitos

Por redação 16/04/2021
Escrito por redação

- Senar lança programa agrodigital com cursos gratuitos

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) criou o programa Agrodigital, com dois cursos online e gratuitos em Agropecuária Digital e Energia Fotovoltaica para produtores, trabalhadores rurais e interessados em se aperfeiçoar no meio rural.

Os cursos estão com inscrições abertas, mediante disponibilidade de vagas no Portal de Educação a Distância do Senar (clique aqui).

De acordo com a diretora de Educação Profissional e Promoção Social do Senar, Janete Almeida, a intenção é atender a crescente demanda do setor agropecuário.

“Temos presenciado um grande avanço no desenvolvimento de tecnologias inovadoras no mundo, especialmente no setor agropecuário, como o uso de máquinas mais inteligentes, autônomas e robotizadas”, destaca.

A diretora reforça que o conteúdo tem linguagem objetiva e de fácil aplicação no campo.

Com carga horária de 24 horas, o curso Agropecuária Digital mostra as principais tecnologias e inovações e as possibilidades de implementação na propriedade rural. O aluno aprenderá sobre a evolução da agropecuária, tecnologias para o agro, a computação utilizada na agropecuária digital, além de moedas e contratos digitais.

Na capacitação “Energia Fotovoltaica”, o participante vai entender o funcionamento da geração de energia solar fotovoltaica e será capaz de analisar a possibilidade de instalação desses sistemas em propriedades rurais. A carga horária é de 20 horas.

Os participantes têm acesso 24 horas por dia às videoaulas, fóruns e chats, atividades interativas e o apoio de tutores e monitores. Os cursos emitem certificados.

Outros cursos gratuitos

A EaD Senar disponibiliza mais de 80 cursos gratuitos no portal, distribuídos por programas como qualidade de vida, gestão e empreendedorismo, produção vegetal, campo sustentável, agricultura de precisão, inclusão digital rural e agricultura de baixa emissão de carbono.

Desde 2010, quando foi lançado o portal de educação a distância do Senar, mais de 1 milhão de matrículas foram realizadas.

16/04/2021 0 Comentários
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Opinião

A agricultura praticada no Brasil é conservacionista?

Por redação 16/04/2021
Escrito por redação
*Por José Eloir Denardin, pesquisador da Embrapa Trigo
- A agricultura praticada no Brasil é conservacionista?

A Lei n° 7.876, de 13 de novembro de 1989, institui o Dia Nacional da Conservação do Solo a ser comemorado, em todo o País, no dia 15 de abril de cada ano. Essa data foi a escolhida, inclusive em vários países, por marcar o nascimento de Hugh Hammond Bennett, em 15 de abril de 1881.

Bennett era agrimensor, pesquisador e difusor incansável do combate à erosão do solo. Criou, em 1935, o Serviço de Conservação do Solo nos Estados Unidos e foi seu diretor até 1951, quando se aposentou. Faleceu em 07 de julho de 1960 e, por sua trajetória em prol do conservacionismo, foi cognominado o Pai da Conservação do Solo, nos EUA, e considerado um modelo como protetor do solo aqui no Brasil e em muitas nações.

Assim, o dia 15 de abril é dedicado a reflexões alusivas à qualidade com que o solo está sendo utilizado e ocupado pelo homem. Nesse dia, cabe uma análise de o quanto e como o recurso natural solo, que constitui o centro da resolução dos principais problemas da humanidade, vem sendo preservado, mantido ou recuperado, objetivando conquistar a sustentabilidade das atuais e futuras gerações. Nesse contexto, questionar se a agricultura praticada no Brasil é conservacionista é tema propício à meditação neste dia.

Esse questionamento, direcionado exclusivamente à utilização do solo para fins agrícolas, que, aparentemente, suscita resposta simples, do tipo “sim” ou “não”, para ser, oportuna e adequadamente abordada, requer uma diversidade de considerandos e, até mesmo, a formulação de outras perguntas, como: O que é Conservação do Solo? O que se entende por Agricultura Conservacionista? Qual o significado de Conservacionismo? Qual é o conceito de solo? A que extensão de área agrícola a pergunta é referida a alguns estabelecimentos rurais, a alguma bacia hidrográfica específica ou a toda área agricultada do País?

Em adição, há que se considerar a relatividade implícita no compasso ou descompasso entre a evolução do conhecimento técnico-científico, pertinente ao manejo do recurso natural solo, e o avanço da utilização ou ocupação deste recurso pelo homem. Portanto, a resposta a essa pergunta, supostamente simples, assume inúmeros pontos de vista, dignos de reflexão e propícios ao debate, não apenas no Dia Nacional da Conservação do Solo, mas permanentemente nas cotidianas e corriqueiras tomadas de decisão relativas à utilização do solo.

Conceitos inerentes à ciência da Conservação do Solo

Conservacionismo: é a gestão da utilização dos elementos da biosfera, de modo a produzir benefícios à população humana, mantendo suas potencialidades necessárias às gerações futuras. Portanto, o conservacionismo contempla ações de preservação, manutenção e recuperação dos elementos da biosfera.

Solo: sob o ponto de vista elementar, é, simplesmente, um corpo da paisagem natural representado por uma matriz de sólidos que abriga líquidos, gases e organismos vivos. Solo, sob o enfoque funcional agrícola, constitui o ambiente natural onde se desenvolvem as plantas, atuando como elemento de suporte e de disponibilização de água e nutrientes, e determinante da produtividade do sistema produtivo em função de limitações de sua fertilidade.

Sob esse enfoque, solo é um recurso natural renovável, patrimônio da coletividade, essencial à vida e à soberania da nação, independente de sua utilização e posse. Contudo, na escala de tempo do ser humano, o solo deve ser tratado como um recurso natural não-renovável, tendo em vista que taxas de erosão induzidas pela atividade antrópica podem superar ao infinito as taxas de erosão natural, de renovação e de reposição de solo. A utilização do solo interfere na qualidade do ambiente (ar, água, biodiversidade, clima), na produção agrícola, na segurança alimentar e na saúde humana.

Conservação do Solo: é a ciência que estuda e apregoa ações de preservação, manutenção e restauração ou recuperação das propriedades biológicas, físicas e químicas do solo, estabelecendo critérios para sua utilização, sem comprometer suas potencialidades primitivas.

Agricultura Conservacionista: é a agricultura praticada em conformidade com os fundamentos do conservacionismo e as indicações técnicas enunciadas pela ciência da conservação do solo. Portanto, a agricultura conservacionista é entendida como a agricultura conduzida sob a proteção de um complexo de tecnologias de caráter sistêmico, objetivando preservar, manter e recuperar os recursos naturais, mediante o manejo integrado do solo, da água e da biodiversidade, devidamente compatibilizado com o uso de insumos externos.

O complexo de processos concebido pela agricultura conservacionista constitui a base de sustentação da agricultura, conservando o solo, a água, o ar e a biota dos agroecossistemas, bem como, prevenindo poluição e degradação dos sistemas do entorno. Portanto, agricultura conservacionista é entendida como agricultura eficiente ou efetiva na utilização dos recursos disponíveis, e, por esta razão, é contemplada como mecanismo de transformação, organização ou reorganização e sustentação de agroecossistemas, objetivando obter competitividade para o agronegócio, atender às necessidades socioeconômicas, garantir segurança e qualidade alimentar e manter respeito ao ambiente.

Analisando as ações inerentes aos conceitos de conservacionismo, de conservação do solo e de agricultura conservacionista, é possível perceber que todas têm como sujeito o homem, e que os agentes passivos dessas ações são os recursos naturais ou os elementos da biosfera. Portanto, a implementação do conservacionismo, da conservação do solo e da agricultura conservacionista é, simplesmente, o estabelecimento de relações entre o homem e os elementos da biosfera, do qual o homem busca vicejar benefícios de natureza econômica, social e ambiental, tanto para a atual como para as futuras gerações.

É a essa qualidade da relação entre o homem e os elementos da biosfera, com emergência de benefícios econômicos, sociais e ambientais à humanidade, que se denomina, verdadeiramente, de sustentabilidade. Em outras palavras, sustentabilidade refere-se à emergência de ambiência suprema ou de bem-estar a toda a biodiversidade do Planeta, a partir do relacionamento estabelecido entre o homem e os elementos da biosfera.

Agricultura Conservacionista compreende:

– Consideração à capacidade e à aptidão de utilização do solo;

– Preservação de ecossistemas sensíveis (margens de rios, de córregos e de lagos, entorno de nascentes, terrenos declivosos, solos rasos e de textura arenosa…);

– Redução ou eliminação de mobilizações intensas de solo;

– Preservação de restos culturais na superfície do solo;

– Manutenção da cobertura permanente do solo;

– Aporte de material orgânico ao solo em quantidade, qualidade e frequência compatíveis com a demanda biológica do solo;

– Ampliação da biodiversidade, mediante o cultivo de múltiplas espécies, em rotação e/ou em consorciação de culturas;

– Diversificação de sistemas agrícolas produtivos (sistemas agropastoris, agroflorestais, agrossilvipastoris, silvipastoris…);

– Redução do intervalo de tempo entre a colheita e a semeadura (implementação do processo colher-semear);

– Emprego de práticas mecânicas para controle da erosão;

– Controle de tráfego de máquinas e equipamentos agrícolas;

– Uso preciso de insumos agrícolas; e entre outros

– Manejo integrado de pragas (insetos, doenças e plantas daninhas)

Aplicação da ciência da conservação do solo

O recurso natural solo sempre esteve e estará no centro da resolução dos principais problemas da humanidade. A soberania de uma nação está alicerçada nos preceitos da conservação do solo. A degradação do solo pode ser extremamente rápida, porém sua formação e/ou regeneração, comprovadamente, é lenta. Solos inadequadamente manejados e contaminados podem levar à perda irreversível de suas propriedades.

Exemplos, como os das últimas enchentes vivenciadas no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, em São Paulo e em Minas Gerais e os dos desmoronamentos ocorridos em Niterói, em Angra dos Reis e na região serrana do Rio de Janeiro mostram que a simples ocupação errônea e desordenada do solo pode levá-lo à perda de suas propriedades potenciais de sustentar a vida na terra.

Todavia, apesar da importância que é dedicada ao solo, há pouco conhecimento público a respeito de sua conservação e proteção. A legislação brasileira, que disciplina a utilização do solo, não prevê, adequadamente, sua proteção. Mesmo diante desse cenário, o estudo da ciência do solo, voltado à utilização agrícola, propiciou ao Brasil evoluir de níveis insustentáveis de produção para uma potência agrícola de reconhecimento mundial, mediante a geração de tecnologias orientadas à identificação, avaliação e utilização do solo, visando preservar, manter e recuperar suas funções, e assegurando benefícios econômicos, sociais e ambientais.

Em referência à utilização agrícola do solo no Brasil, lastimavelmente são poucos os produtores rurais que aplicam, em sua plenitude, os fundamentos apregoados pela conservação do solo ou que implementam, integralmente, o complexo de tecnologias preconizadas pela agricultura conservacionista. São raros os produtores rurais que propiciam emergência de ambiência nas relações que estabelecem com o solo, a água e a biodiversidade ao gerirem agroecossistemas.

Fatos históricos que ilustram e comprovam essa percepção é que, na época em que predominava o preparo convencional do solo, a preocupação conservacionista resumia-se à prevenção da erosão provocada pela enxurrada, adotando-se, isoladamente e, em larga escala, o terraceamento agrícola. Naquela época, os efeitos decorrentes da energia erosiva da gota de chuva sobre o solo intensamente mobilizado e desnudo eram desprezados. Em adição, os aspectos relacionados ao respeito, à obediência e à utilização de áreas frágeis, com a promoção da biodiversidade, com a preservação dos restos culturais, com o controle do tráfego de máquinas e equipamentos agrícolas e, entre outros, com o uso preciso de agroquímicos eram, praticamente, desconsiderados.

Na atualidade, com a adoção em larga escala do Plantio Direto, e embora a abrangência das preocupações conservacionistas tenha sido ampliada, mediante ações de prevenção da erosão causada pelo impacto da gota de chuva sobre o solo (reduzindo e suprimindo mobilizações de solo, preservando restos culturais na superfície do solo e mantendo cobertura permanente do solo), de ampliação da biodiversidade, de controle do tráfego de máquinas e, entre outras, de racionalização do uso de agroquímicos, é evidente a desconsideração para com a erosão provocada pela enxurrada que continua a fluir da área de lavoura para os sistemas do entorno, transportando solo, corretivos, fertilizantes, nutrientes, material orgânico, matéria orgânica e, até mesmo, com remoção completa de frações expressivas da camada superficial do solo, com consequentes perdas econômicas e poluição ambiental.

Em adição, ainda é notório, em extensas áreas, o aporte de material orgânico ao solo em quantidade, qualidade e frequência aquém da demanda biológica do solo, má preservação de carreadouros e o desrespeito à preservação de ecossistemas sensíveis, como margens de mananciais hídricos e de nascentes, terrenos declivosos e dentre outros solos rasos e de textura arenosa. Portanto, no Brasil, não se incorre em risco de erro ao afirmar que as relações estabelecidas entre o homem e os recursos naturais, na gestão de agroecossistemas, ainda estão aquém do almejado conservacionismo com emergência de sustentabilidade.

Razões determinantes desse cenário, em que há apenas adoção parcial do complexo tecnológico preconizado pela agricultura conservacionista, encontram argumentos em inúmeros fatores. Dentre esses, a substancial redução da concentração de solo em suspensão na enxurrada produzida em áreas manejadas sob Plantio Direto, associada ao incipiente conhecimento da mecânica da erosão hídrica pluvial, por parte de expressivo contingente de técnicos e produtores rurais, e a ainda frágil consciência conservacionista no Brasil podem ser apontados como fatores de relevância.

Contudo, a carência de discernimento para eleger um complexo mínimo de técnicas exigidas e essenciais para induzir conservacionismo a distintos sistemas produtivos, indubitavelmente, contribui para restringir a implementação plena da agricultura conservacionista. Nesse contexto, os próprios conceitos de conservacionismo, de conservação do solo e de agricultura conservacionista são confundidos com os conceitos de Semeadura Direta, Plantio Direto, Plantio Direto na Palha e Sistema Plantio Direto. É, portanto, primordial perceber a evolução e a diferenciação conceitual implícita nos termos Semeadura Direta, Plantio Direto, Plantio Direto na Palha e Sistema Plantio Direto, pois nenhum deles possui fundamento, amparo ou suporte etimológico.

É manifesto, portanto que no gerenciamento de agroecossistemas, a simples e isolada adoção do Sistema Plantio Direto não constitui relação entre o homem e os elementos da biosfera capaz de propiciar a emergência de sustentabilidade. A perseverança nesse propósito requer adoção plena de todo o complexo de ações preconizadas pelo conservacionismo, pela conservação do solo e pela agricultura conservacionista, e o Sistema Plantio Direto constitui apenas a ferramenta fundamental, considerada propícia, inquestionável, irrepreensível e de valor inestimável.

No Brasil, mesmo diante do crescimento da área manejada sob Semeadura Direta ou Plantio Direto e da magnífica evolução técnico-científica de Semeadura Direta ou Plantio Direto à Sistema Plantio Direto, que passou a caracterizá-lo como eficiente e eficaz ferramenta da conservação do solo e da agricultura conservacionista, há que se lamentar a existência de fatores conjunturais limitantes, de cunho logístico, genético, mecânico, agroindustrial e, entre outros, político, que dificultam a expressão absoluta do potencial do conservacionismo na promoção de ambiência suprema, benefício este, não apenas à população brasileira, mas ao Planeta Terra como um todo.

Diferenciação entre os termos:

Semeadura Direta ou Plantio Direto: termos que expressam, simplesmente o ato de depositar no solo sementes ou partes de plantas na ausência de mobilizações intensas de solo, tradicionalmente promovidas por arações, escarificações e gradagens. Esses termos são fiéis ao conceito dos termos “zero-tillage” ou “no tillage” ou “no-till”, ou seja, “sem preparo de solo” ou “sem amanho”, oriundos dos EUA e da Inglaterra, de onde essa técnica foi introduzida em 1969, sob o enfoque de um simples método alternativo de preparo reduzido de solo. Portanto, Semeadura Direta ou Plantio Direto reúne apenas dois preceitos da agricultura conservacionista: redução ou eliminação da mobilização intensa de solo e preservação dos resíduos culturais na superfície do solo.

Plantio Direto na Palha: termo que expressa o ato de depositar sementes ou partes de plantas no solo na ausência de preparo intenso de solo, mediante arações, escarificações e gradagens, porém, necessariamente na presença de palha ou de restos culturais na superfície do solo. Portanto, Plantio Direto na Palha é sinônimo de Semeadura Direta ou Plantio Direto, apenas ressaltando a presença obrigatória de palha na superfície do solo, condição esta que não assegura a adoção dos demais preceitos da agricultura conservacionista.

Sistema Plantio Direto: termo, genuinamente brasileiro, que surgiu, em meados dos anos 1980, em consequência da percepção de que a viabilidade da Semeadura Direta ou do Plantio Direto, de modo contínuo e ininterrupto, em regiões tropical e subtropical, requeria um complexo tecnológico mais amplo do que simplesmente o abandono do preparo intenso de solo e a preservação dos resíduos culturais na superfície do solo.

A Semeadura Direta ou Plantio Direto necessitavam ser entendidos e praticados como um sistema de manejo e não como um simples método alternativo de preparo reduzido do solo. Nesse contexto, o termo Sistema Plantio Direto passou a ser, consensualmente conceituado como um complexo de processos tecnológicos destinado à exploração de sistemas agrícolas produtivos, compreendendo mobilização de solo apenas na linha ou cova de semeadura, manutenção permanente da cobertura do solo e diversificação de espécies, via rotação e/ou consorciação de culturas.

No início dos anos 2000, esse conceito foi ampliado, passando a incorporar o processo colher-semear, que representa a minimização ou supressão do intervalo de tempo entre colheita e semeadura, prática relevante para ampliar a biodiversidade e, consequentemente o número de safras por ano agrícola, construir e/ou manter solo fértil e aportar ao solo material orgânico em quantidade, qualidade e frequência compatíveis com a demanda biológica do solo.

Portanto, é sobre essa base conceitual que, na atualidade, Sistema Plantio Direto é interpretado como ferramenta da conservação do solo e da agricultura conservacionista capaz de induzir caráter de sustentabilidade à agricultura. Enquanto a Semeadura Direta ou o Plantio Direto atende a apenas dois preceitos da agricultura conservacionista (reduzir ou eliminar a mobilização intensa de solo e preservar os restos de cultura na superfície do solo), o Sistema Plantio Direto, em razão do verbete sistema, atende a, pelo menos, sete preceitos da agricultura conservacionista (reduzir ou suprimir a mobilização intensa de solo, preservar os restos de cultura na superfície do solo, manter a cobertura permanente do solo, aportar material orgânico ao solo em quantidade, qualidade e frequência compatível com sua demanda biológica, ampliar a biodiversidade mediante o cultivo de múltiplas espécies em rotação e/ou em consorciação de culturas, diversificar sistemas agrícolas produtivos e reduzir o intervalo de tempo entre a colheita e a semeadura).

O Sistema Plantio Direto preconiza, ainda, a associação de todo esse complexo tecnológico aos demais preceitos da agricultura conservacionista. Assim, o Sistema Plantio Direto engloba a Semeadura Direta, o Plantio Direto e o Plantio Direto na Palha. Portanto, a agricultura conservacionista não é sinônimo de Sistema Plantio Direto. A agricultura conservacionista é mais ampla que Sistema Plantio Direto e Sistema Plantio Direto envolve apenas parte dos preceitos da agricultura conservacionista.

Sistema Plantio Direto na Palha: termo que abriga o mesmo conceito de Sistema Plantio Direto, apenas enfatizando a presença obrigatória de palha na superfície do solo, condição esta já implícita no verbete “sistema”. Portanto, Sistema Plantio Direto na Palha também é englobado pelo Sistema Plantio Direto.

*José Eloir Denardin é pesquisador da Embrapa Trigo
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Notícias

Artigo: Gestão do solo para desenvolvimento sustentável

Por redação 16/04/2021
Escrito por redação
*Por Mariane Crespolini e Petula Ponciano Nascimento

- Artigo: Gestão do solo para desenvolvimento sustentável

A carência de informações detalhadas sobre os solos brasileiros é um grande entrave para o desenvolvimento do país. Apenas 5% do território nacional conta com mapeamentos em escalas adequadas, dificultando ações para a promoção do desenvolvimento sustentável. Em 2020, isso começou a mudar com a implementação das ações do Programa Nacional de Levantamento e Interpretação de Solos no Brasil (PronaSolos). Para 2021, o desafio aumentou e esta importante política pública busca o apoio de parcerias, no modelo público-privado.

Com dimensões continentais, o Brasil partiu para o desafio de conhecer melhor e cuidar do principal patrimônio natural do cidadão brasileiro, para assim promover todos os setores da economia. Não apenas a agropecuária, mas, também, indústria, geração e distribuição de energia, saneamento básico, telecomunicações.

Coordenado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), envolvendo Embrapa, Casa Civil da Presidência, outros cinco ministérios e cerca de 30 instituições públicas e privadas, o programa busca engajar diferentes setores para mapear minuciosamente os solos de 1,3 milhão de km² do país, nos primeiros 10 anos, e mais 6,9 milhões de km² até 2048, em escalas que permitam um nível de detalhamento muito significativo dos solos.

A construção do PronaSolos, um programa de Estado, começou em 2013, quando o mundo despertava para a importância da ciência do solo para a segurança alimentar. Dois episódios foram fundamentais. O primeiro foi o acórdão 142/2015 do Tribunal de Contas da União (TCU), que deu ênfase à falta de governança e apontou a insuficiência de informações e a dificuldade de acesso a dados de nossos solos. O segundo foi a mobilização interinstitucional liderada pelo Mapa e pela Casa Civil, que formularam a proposta de um programa nacional apoiados pelas instituições que atuam com base na ciência do solo. A formalização do PronaSolos aconteceu em 2018, e a nomeação dos comitês estratégico e executivo, em 2020, por decretos presidenciais.

Em dezembro, foi entregue à sociedade brasileira a versão 1.0 da plataforma tecnológica do PronaSolos, uma das mais modernas do mundo. Por meio de um sistema de informações geográficas (SigWeb), ela reúne mapas e dados de solos produzidos ao longo dos últimos 60 anos por diversas instituições. Pela primeira vez, é possível acessar um vasto acervo sobre solos brasileiros em um único local.

Alguns dos mapeamentos são inéditos, como os mapas nacionais de suscetibilidade e vulnerabilidade dos solos brasileiros à erosão hídrica. Eles podem subsidiar o setor produtivo e o poder público na seleção de áreas para ações de conservação e recuperação. Em breve, serão disponibilizados o mapa de condutividade elétrica do solo, importante para os setores de telecomunicações e de transmissão de energia, e o mapa nacional atualizado de estoque de carbono, um pilar fundamental para as finanças verdes e as boas práticas ambientais, sociais e de governança — conhecidas como ESG.

Os maiores desafios do PronaSolos estão no horizonte. É preciso executar os trabalhos de campo previstos para as próximas décadas. Para o agronegócio, será possível planejar, ao nível de propriedade, o melhor uso das terras; realizar manejo mais adequado das culturas e aperfeiçoar práticas que reduzam a erosão; otimizar o uso de fertilizantes e defensivos e os projetos de irrigação; ampliar a adoção de sistemas integrados.

O PronaSolos terá, ainda, impactos para muito além da agropecuária. Será possível, por exemplo, otimizar a expansão urbana; reduzir a sedimentação dos rios, enchentes e desastres naturais; criar mecanismos mais precisos para avaliação das terras e apoiar a concessão de crédito agrícola, reduzindo riscos para agricultores e financiadores. O programa também viabilizará que todos os municípios tenham zoneamento agroecológico (ZAE), ferramenta fundamental para o desenvolvimento sustentável.

A força das parcerias, presente desde o início do PronaSolos, terá que ser intensificada para que esses avanços aconteçam e beneficiem o setor produtivo e a sociedade. Os desafios exigem engajamento das esferas públicas e privadas. Hoje, a legislação dá oportunidades para a criação de consórcios público-privados e para a formação de fundos financeiros de apoio à inovação. O PronaSolos é inovação tecnológica, institucional e social. Quem ganha é o Brasil.

*Mariane Crespolini — diretora de Produção Sustentável do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)
*Petula Ponciano Nascimento — Chefe-Geral da Embrapa Solos (RJ)
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Notícias

Evento debate sistemas agroalimentares

Por redação 15/04/2021
Escrito por redação

- Evento debate sistemas agroalimentares

A ministra Tereza Cristina lembrou o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 2, previsto na Agenda 2030, que tem a meta de acabar com todas as formas de fome

Os Ministros e secretários da Agricultura das Américas participaram nesta quinta-feira (15) da 3ª Reunião Hemisférica de Ministros e Secretários de Agricultura. No encontro, organizado pelo Ministério da Agricultura do Peru, pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), foram apresentadas as políticas de contenção à Covid-19 e iniciativas para a recuperação dos sistemas agroalimentares, da segurança alimentar, da agricultura e do mundo rural.

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil, Tereza Cristina, enfatizou três pontos que o Brasil vê como fundamentais para viabilizar a transformação sustentável dos sistemas alimentares: investimentos em inovação, a erradicação da fome no mundo e o reconhecimento do comércio como solução transformadora, “com foco em regras justas e transparentes, e na eliminação dos subsídios agrícolas distorcivos e barreiras injustificadas”.

Tereza Cristina lembrou o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 2, previsto na Agenda 2030, que tem a meta de acabar com todas as formas de fome e a má-nutrição. “Nossos esforços serão em vão se não lograrmos erradicar a fome no mundo na próxima década, conforme preconiza o ODS 2. Serão em vão, igualmente, se não tivermos êxito em disseminar as boas práticas produtivas aos pequenos produtores, aos agricultores familiares e àqueles mais vulneráveis, levando a sustentabilidade a cada propriedade agrícola do planeta”.

Também participaram da reunião o diretor-geral da FAO, QU Dongyu, Representante Regional da FAO, Sr. Julio Berdegué, o Diretor-Geral do IICA, Manuel Otero, o ministro de Desenvolvimento Agrário e Irrigação do Peru, Federico Tenorio, além de outros ministros e secretários de países das Américas.

No ano passado, os ministros e secretários da agricultura das Américas tiveram dois encontros virtuais com o apoio do IICA e da FAO, o primeiro em abril, promovido pelo Chile, e o segundo aconteceu em julho, patrocinada pelo México.

Cúpula

Durante o encontro, os ministros e secretários debateram a participação no processo preparatório da Cúpula dos Sistemas Alimentares, que será promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU), em setembro deste ano. A ministra destacou a importância de explicitar a diversidade de sistemas alimentares e produtivos existentes no mundo e, em particular, no hemisfério Sul.

“Não há um caminho único para a sustentabilidade, devemos evitar a consolidação de visões restritivas e excludentes sobre os sistemas alimentares que acabem por comprometer seriamente sua principal função: prover segurança alimentar e nutricional à população mundial. É essencial, portanto, que as diferentes visões dos Estados sejam adequadamente capturadas pelo processo preparatório da Cúpula. Afinal, são os Estados que têm a responsabilidade de implementar políticas públicas de redirecionamento dos sistemas alimentares rumo à sustentabilidade”, destacou.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
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IBGE prevê crescimento de 7,0% na safra 2025 frente a 2024
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Valor de Produção deve ultrapassar R$ 1 trilhão

Por redação 15/04/2021
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- Valor de Produção deve ultrapassar R$ 1 trilhão

O Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária, que projeta a receita do setor primário (dentro da porteira), deve bater um novo recorde e chegar a R$ 1,192 trilhão em 2021, alta de 15,2% na comparação com o ano passado, segundo estimativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Para a atividade agrícola, a previsão de faturamento para este ano é de R$ 798,69 bilhões, elevação de 19,3% na comparação com 2020, reflexo da safra de grãos e da alta dos preços das principais commodities no mercado internacional. O VBP da soja deve alcançar R$ 390 bilhões em 2021 (alta de 33,6%), enquanto o milho deve ter incremento de recita de 32,2%, chegando a R$ 160,41 bilhões.

Em relação à pecuária, a estimativa para 2021 é de alta de 7,6% frente a 2020 e o VBP deve superar R$ 394 bilhões. A carne bovina é o principal destaque, com previsão de crescimento de 14% no faturamento da cadeia (R$ 206,68 bilhões). O desempenho é resultado do aumento tanto de preços (11,7%) quanto da produção (2,4%).

O segmento de aves também é destaque na pecuária, com projeção de crescimento de 4,6% nesse ano na comparação com 2020. Assim, o valor bruto da produção do setor deve alcançar R$ 64,42 bilhões.

Segundo a CNA, o bom resultado do VBP é impulsionado principalmente por commodities produzidas no país (soja, milho, trigo e algodão). Uma das exceções neste ano tem sido o café. Embora seja uma commodity, a tendência é de redução do VBP da cultura em razão da queda de produção típica da cultura em anos de bienalidade negativa.

Produtos voltados ao consumo doméstico, como tomate, mandioca e maçã, também apresentam tendência de retração no faturamento.

Fonte: Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)
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Manejo de solo é prioridade na cooperativa agrícola Cocamar

Por redação 15/04/2021
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- Manejo de solo é prioridade na cooperativa agrícola Cocamar

O Dia Nacional de Conservação de Solo, celebrado nesta quinta-feira (15), tem muito a ver com as atividades técnicas realizadas pela Cocamar Cooperativa Agroindustrial junto aos seus cooperados, nos estados do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. A cooperativa atua em regiões com diferentes tipos de solos, desde os mais férteis (de consistência argilosa) aos arenosos, que apresentam baixo teor de argila.

De acordo com o gerente técnico Rafael Furlanetto, a variação de fertilidade não é empecilho para uma alta produtividade de soja, por exemplo, porque o produtor pode se valer de um bom manejo e tecnologias apropriadas para obter os melhores resultados. “Temos produtores que cultivam em solos arenosos e colhem praticamente o mesmo que seus colegas na chamada terra roxa”, diz Furlanetto. Tudo, segundo ele, depende das práticas e do pacote tecnológico adotado.

“Construir a fertilidade está ao alcance de qualquer produtor, independente do tipo de solo”, comenta o gerente técnico, salientando que a variação do mesmo é comum em uma propriedade. Hoje em dia, explica, os recursos da agricultura de precisão ajudam a perceber essa variedade de solos – e de fertilidade – e trabalhar no sentido de homogeneizá-los.

ILPF e braquiária

-Entre as iniciativas nessa área, há mais de 20 anos a Cocamar incentiva o programa de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) em que pastos degradados, de solos exauridos de nutrientes e matéria orgânica, são recuperados após sua incorporação ao moderno sistema produtivo de grãos. Por outro lado, desde 2008 a cooperativa difunde junto aos seus cooperados o plantio de capim braquiária de forma solteira ou em consórcio com o milho no período de outono/inverno para proteção do solo e garantir um plantio direto de qualidade no verão.

Revestido de cobertura de palha, o solo fica menos vulnerável aos efeitos da incidência solar, retém umidade por mais tempo, incorpora matéria orgânica e, entre outros benefícios, o intenso enraizamento da braquiária rompe a camada de compactação, melhora a infiltração de água e cicla nutrientes de camadas mais profundas, conforme cita o gerente técnico Emerson Nunes.

Na UDT – O manejo de solo é, também, um dos principais protocolos da Unidade de Difusão de Tecnologias (UDT) da cooperativa em Floresta, em trabalhos realizados com instituições parceiras, entre elas a Embrapa e a Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Avaliação – Com a Embrapa, a Cocamar implementa um projeto inédito no Brasil para avaliar a qualidade física, química e biológica do solo, em propriedades rurais de diferentes regiões atendidas pela cooperativa, no Paraná. Idealizado por aquela instituição, o trabalho foi iniciado na safra 2018/19. De acordo com o pesquisador Henrique Debiasi, da Embrapa Soja, o trabalho pioneiro é resultado da sinergia que há entre aquela empresa e a Cocamar.

“A ideia nasceu com o pesquisador Júlio Franchini e foi abraçada pela cooperativa, que se dispôs a custear as despesas da realização e também a indicar produtores em sua região, os quais abrem as portas de suas propriedades para que possamos fazer as análises”, afirma.

Fonte: Cocamar

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Granja de suínos usa ozônio para reduzir mortes

Por redação 15/04/2021
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- Granja de suínos usa ozônio para reduzir mortes

Uma granja de suínos de Santa Catarina que passou a utilizar o ozônio no tratamento da água dos leitões registou 92,9% de redução na taxa de mortalidade num período de apenas 40 dias após a implantação da solução. Antes, a purificação da água era feita do modo tradicional, por meio do cloro e controladores de pH. Segundo Francelino Ribeiro, empresário do grupo familiar que administra a granja, “assim que as mortes foram diminuindo, concluímos que a grande culpada era a água que estávamos entregando para a nossa produção”.

A empresa responsável por produzir o sistema de tratamento da água com ozônio foi a Panozon Ambiental S/A. “Esta é uma aplicação com resultados muito expressivos pois traz uma enorme redução na mortalidade dos animais e também no uso de remédios, resultando em ganhos financeiros expressivos para o cliente”, conta Carlos Heise, CEO do grupo.

Ainda foi possível registrar uma redução de 81% nas diarreias dos animais. De acordo com Ribeiro, por consequência, houve uma menor necessidade de comprar antibióticos. A diminuição registrada na compra desses remédios foi de 33%. “Ela (diarreia) não faz mais parte da nossa rotina”, conta Ribeiro.

Criada há dois anos, a função da granja de Ribeiro é receber e inseminar as leitoas. Posteriormente, suas crias são passadas adiantes para as “creches”, onde os animais são criados ao longo dos anos. Atualmente eles contam com 1700 matrizes em suas duas instalações. Ribeiro conta que no início da produção, as leitoas tinham um ciclo de natalidade que girava em torno de 2.800 a 2.900 crias, mas com a utilização do ozônio ocorreu um aumento para 3.000 a 3.300 leitões nascidos.

“A Panozon Ambiental S/A tem investido fortemente no mercado de agronegócios pois vemos grandes oportunidades para uso do ozônio no auxílio do tratamento da água, ar e superfícies, garantindo uma maior desinfecção e, consequentemente, maior eficiência nos processos produtivos do setor” diz Heise. “Ainda estamos criando a cultura do ozônio nesse mercado, pois muitos produtores não sabem que têm problemas que podem ser solucionados com essa tecnologia”.

Fonte: Panozon Ambiental
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Bayer emite CPR digital em parceria com a BBM

Por redação 15/04/2021
Escrito por redação

- Bayer emite CPR digital em parceria com a BBM

A Bayer acaba de ingressar no mercado de emissões da Cédula do Produto Rural (CPR) em formato 100% digital. A iniciativa nasceu de um projeto colaborativo com a BolsaAgro CPR, da Bolsa Brasileira Mercadorias (BBM), junto com distribuidora Super Safra Agropecuária, que indicou um produtor para a realização do piloto. O serviço, que teve a sua primeira emissão na safra de café 20/21, já está disponível no programa de relacionamento Impulso Bayer para agricultores, revendas e cooperativas.

Para o consultor de Crédito e Cobrança da Bayer, Élcio Luís Borges, esta parceria reforça a importância da inovação para a companhia e para o agronegócio como um todo. “A digitalização nos permite melhorar a eficiência das nossas próprias operações e, ao mesmo tempo, nos ajuda a identificar novas maneiras de gerar tecnologia para atender demandas cada vez mais específicas de nossos clientes. E isso não seria diferente em relação às ferramentas financeiras”, declarou.

A plataforma BolsaAgro CPR revolucionou o mercado de emissão de papeis para o financiamento de produtores rurais e cooperativas. Após o preenchimento dos dados, a minuta da CPR é apresentada para as assinaturas com certificação digital. É possível vincular, como anexos à CPR física, todos os documentos obrigatórios e exigidos pelo credor. Com a aprovação, os emitentes recebem um link e um código via e-mail que permite a assinatura de todos os documentos que serão integrados e estruturados digitalmente. Outro diferencial deste serviço é o link direto com a B3 para o registro do título.

“Junto ao BolsaAgro CPR percebemos que o processo é viável e que facilita todas as negociações no mercado agro, como as operações de barter, por exemplo. Essa ferramenta chega para atender a demanda nas emissões desses títulos de forma 100% digital, com qualidade técnica e jurídica, além de baixo custo operacional e agilidade nos registros cartoriais para os nossos parceiros e clientes”, pontua Borges.

Para a Super Safra Agropecuária, o trâmite no mercado do café também representou a estreia do grupo na digitalização da CPR. A principal vantagem observada foi a rapidez e a praticidade no processo. “Graças a esta parceria, o tempo para a emissão da CPR caiu pela metade, além de diminuir a burocracia e a papelada para este tipo de negociação. Outro ponto positivo é a redução de nossos custos com cartórios, correios e deslocamento de equipe”, declarou Adalberto Bueno, gerente-geral da Super Safra Agropecuária. “Acredito que na próxima safra faremos quase todas em formato digital”, finalizou.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

 

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