*por Bruno Custódio

O poder da tecnologia




A Michelin apresentou, em evento “Tudo Sustentável para 2030: Michelin em Movimento”, realizado em abril, estratégias pautadas em sustentabilidade. Florent Menegaux, CEO do Grupo Michelin, explicou a visão de sustentabilidade do Grupo, que se baseia na busca constante pelo equilíbrio entre os 3 P’s que direcionam a empresa: Pessoas, Planeta e Performance financeira. Também foram apresentadas as ambições do Grupo para 2030, com base em doze indicadores que abrangem seu desempenho ambiental, social e financeiro.
Dentre as metas, está a de alcançar uma taxa de engajamento dos funcionários de mais de 85%; aumentar a porcentagem de mulheres em cargos de gestão para 35%; definir um padrão global em segurança no trabalho, com um TCIR¹ inferior a 0,5. Além disso, a companhia espera reduzir drasticamente suas emissões de CO2, nos Escopos 1 e 2 (em 50% em relação a 2010) e no Escopo 3 relacionado ao transporte, com o objetivo de alcançar a neutralidade de carbono nesses escopos até 2050; e aumentar drasticamente o conteúdo de matérias-primas sustentáveis em todos os seus produtos para 40% até 2030, em linha com sua meta de 100% até 2050.

As iniciativas devem impulsionar o crescimento sustentável, com um aumento médio de 5% ao ano nas vendas entre 2023 e 2030, assim que a atual crise relacionada à Covid-19 estabilizar. A Michelin divulgou ainda que espera dispor de 20% a 30% das vendas de negócios não relacionados a pneus e garantir a criação de valor significativo, com ROCE superior a 10,5% entre 2023 e 2030.
De acordo com a empresa, as tendências de mobilidade pós-Covid e o crescimento acelerado do mercado de veículos elétricos (VEs) representam oportunidades genuínas de crescimento para o Grupo, que desenvolveu liderança tecnológica incomparável no design e fabricação de pneus projetados especificamente para VEs. No segmento de transporte rodoviário, o grupo focará seletivamente na criação de valor, enquanto em Mineração, Movimentador de Terra, Agrícola, Aeronáutica e outros pneus especiais, a Michelin pretende se manter como referência, capitalizando a diferenciação de seus produtos e serviços.
Liderada por sua capacidade de inovação e sua experiência em materiais, a Michelin também pretende impulsionar uma forte expansão em cinco segmentos de negócios de pneus e outros territórios: serviços e soluções, compostos flexíveis, dispositivos médicos, impressão 3D de metal e mobilidade de hidrogênio.
Durante o Michelin Market Day, foram apresentados os vários drivers de competitividade industrial que proporcionarão uma economia líquida de € 80 milhões por ano, entre 2020 e 2023. Além disso, as despesas de SG&A no negócio de pneus serão reduzidas em € 65 milhões até 2023 e num total de € 125 milhões até 2025.
Yves Chapot, gerente geral e diretor financeiro do grupo, anunciou os objetivos financeiros do Grupo para 2023: a empresa espera reportar cerca de € 24,5 bilhões em vendas, mais de € 3,3 bilhões em receita operacional do segmento 3, € 3,3 bilhões em fluxo de caixa livre estrutural (total acima de 2022 e 2023) e um ROCE de 10,5%.
Além disso, a empresa está calculando os custos de algumas das suas externalidades negativas, como as emissões de carbono e o uso de água e solventes, e está empenhado em reduzi-los em cerca de 10% até 2023.Por último, o Grupo anunciou a revisão de sua política de dividendos, com o novo objetivo de pagar 50% do lucro antes de itens não recorrentes em 2021.
Durante o evento, Menegaux observou: “Com este novo plano estratégico Michelin em Movimento, o Grupo está embarcando em uma dinâmica de crescimento ambiciosa para os próximos dez anos. Estou convencido de que o engajamento e a capacidade de inovação de nossas equipes nos permitirão oferecer uma combinação harmoniosa de desempenho empresarial sustentado, desenvolvimento contínuo dos funcionários e compromisso com o planeta e as comunidades. Mesmo que permaneça fiel ao seu DNA, em 2030 o perfil do Grupo terá mudado significativamente com o crescimento de novos negócios de alto valor agregado em torno e além dos mercados. É esta capacidade de se reinventar constantemente que tem sustentado a força da Michelin por mais de 130 anos e que hoje nos dá confiança no futuro.”
“Apesar da crise atual e do ambiente econômico ainda incerto, a Michelin demonstrou a resiliência de seus fundamentos e a validade de seu modelo de negócios. Este novo plano estratégico da Michelin dará ao Grupo os meios para impulsionar um novo crescimento e reduzir o impacto das suas principais externalidades negativas. A empresa continuará desenvolvendo suas operações de pneus enquanto integra novos negócios, com um foco constante na manutenção de um balanço robusto e margens firmes.”, finalizou o executivo.

As exportações brasileiras de café, em março, somaram 3,438 milhões de sacas de 60 kg e renderam US$ 450,2 milhões. Esse desempenho elevou os embarques, no acumulado do primeiro trimestre de 2021, para 11,015 milhões de sacas, apresentando um crescimento de 10,4% na comparação com o mesmo intervalo do ano passado. Em receita cambial, o avanço é de 6,1% no agregado até março, com os embarques rendendo US$ 1,437 bilhão ao país. Os dados são do relatório mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).
“Diante do momento desafiador em todo o mundo, com uma menor disponibilidade de contêineres para produtos alimentícios, reflexo de questões sanitárias devido à pandemia da Covid-19 e ao elevado fluxo de contentores para a Ásia, os exportadores brasileiros têm realizado esforços e honrado seus compromissos com o mercado”, destaca Nicolas Rueda, presidente do Cecafé.
Nesse contexto, as exportações registram o melhor desempenho dos últimos cinco anos e caminham para quebrar recorde na safra atual. De julho de 2020 até o fim de março, o Brasil remeteu 35,746 milhões de sacas ao exterior, o que implica alta de 18,1% na comparação com as 30,256 milhões de sacas embarcadas nos primeiros nove meses do ciclo 2019/20. A receita cambial no acumulado da temporada 2020/21 é de US$ 4,484 bilhões, registrando incremento de 15,1% frente aos US$ 3,897 bilhões apurados no mesmo intervalo anterior.
“O desempenho das exportações é consequência da safra recorde produzida pelo Brasil em 2020 e da evolução constante da qualidade e da sustentabilidade do produto, o que fez com que aumentasse a presença do café nacional, tanto arábica, quanto canéfora, entregue nos armazéns credenciados pelas bolsas de valores mundiais, como a de Nova York, onde o país já responde por quase metade do volume”, explica Rueda.
Apesar do bom desempenho registrado até o momento, o setor tem cautela quanto ao ritmo dos embarques no futuro. O Brasil produzirá menos café neste ano em função da conhecida bienalidade, que entra no ciclo de baixa em 2021. Além disso, a prolongada estiagem e as altas temperaturas que afetaram importantes origens produtoras do país, no segundo semestre de 2020 e no início deste ano, também devem contribuir para uma colheita menor.
“Aliada à preocupação com a logística mundial, a colheita brasileira menos volumosa será mais um desafio que o segmento exportador terá em 2020/21. Ainda não é possível estimar a realidade estatística desse cenário, mas é provável que os embarques do Brasil passem por uma redução na próxima temporada”, projeta Rueda.
O relatório do Cecafé destaca, ainda, a evolução da importação feita por outras nações exportadoras. Nos três primeiros meses de 2021, o Brasil remeteu 785,6 mil sacas de café para países produtores, volume que representa elevação de 82,6% frente ao embarcado no mesmo intervalo de 2020. Ainda como destaque, surgem mercados emergentes, como a comunidade árabe, que ampliou suas aquisições em 37% no primeiro trimestre deste ano, elevando as compras de 381,6 mil para 522,3 mil sacas.
Os cafés diferenciados, que possuem certificações, também são responsáveis pelo desempenho positivo do setor no primeiro trimestre de 2021. Com o embarque de 1,643 milhão de sacas, esse segmento respondeu por 14,9% do total remetido ao exterior e apresentou evolução de 2,5% em relação às 1,603 milhão de sacas exportadas em idêntico intervalo no ano passado.
Os Estados Unidos foram os principais compradores de café do Brasil no primeiro trimestre de 2021, ao adquirirem 2,077 milhões de sacas, com avanço de 9,4% sobre as importações realizadas em 2020. Na sequência, vêm Alemanha, com 1,970 milhão de sacas (+9,5%); Itália, com 866 mil sacas (-12,9%); Bélgica, com 813 mil sacas (+ 54,2%); e Japão, com 594 mil sacas (+20,5%).
O Porto de Santos permanece como o principal canal de escoamento dos cafés do Brasil no ano. De janeiro a março, 8,599 milhões de sacas foram exportadas pelo terminal, o que representa 78,1% dos embarques totais. Na sequência, vêm os portos do Rio de Janeiro, com a remessa de 1,719 milhão de sacas (15,6% do total); e de Vitória (ES), com 309 mil sacas e share de 2,8%.

A multinacional Ascenza, integrante da holding portuguesa Rovensa, apresentará aos cafeicultores mineiros o fungicida protetor multissítio, Cuprital. Na cultura, o produto tem ação sobre a ferrugem do cafeeiro (Hemileia vastatrix) e a Mancha de olho pardo ou Cercosporiose (Cercospora coffeicola). A solução, com alta concentração de oxicloreto de cobre (Cu+2) na sua forma mais nobre, foi lançada recentemente e evita a seleção de patógenos resistentes aos fungicidas de outros grupos químicos com modo de ação específico. Ela estará disponível para que os visitantes da tradicional “Compra Minas Máquinas”, promovida pela cooperativa mineira Minasul, possam a conhecer mais de perto. Esta é a 16ª edição do evento e este ano acontece em um ambiente virtual com suporte ao atendimento em campo.
Além da ação fúngica, o Cuprital 700 também é um bactericida para desinfecção pós colheita do café, preparando a lavoura para o próximo ciclo produtivo. Segundo o engenheiro agrônomo e profissional da companhia em Minas Gerais, Edgard Luis Braz, o cobre no café já é amplamente usado, com bastante tradição de uso na cafeicultura. Porém, o produto da Ascenza possui diferenciais importantes. “No passado foi muito utilizado pelo produtor as formulações pó molhável, que eram mais difíceis de manusear. A nossa proposta é uma formulação líquida fundamental para manter alta eficiência na cobertura de folhas e ramos, e proporcionar praticidade no preparo da calda, evitando ainda entupimentos”, destaca.
Durante o evento, os produtores poderão tirar dúvidas com relação aos principais diferenciais do Cuprital 700. Dentre elas, é possível destacar a alta concentração de oxicloreto de cobre, 700 g/L de cobre metálico, fazendo com que este seja o fungicida nessa linha com a maior concentração do mineral no Brasil. “Sem dúvida isto resulta em uma menor dose por hectare, beneficiando o cafeicultor na manipulação, dosificação e descarte de embalagens. Também é importante destacar a Suspensão Concentrada (SC), que facilita sua diluição na hora da aplicação, mesmo em volumes menores. Mantendo assim as características essenciais do cobre”, aponta Braz.
Além do que já foi apontado, o oxicloreto de cobre também atua como micronutriente essencial para produzir compostos associados à resistência da planta contra os patógenos. A falta do suprimento adequado desse elemento ou a sua deficiência, podem causar perda de produtividade. “O parque cafeeiro está estável, porém, nos últimos anos, ou pelo menos nos últimos dois, a remuneração tem sido bastante interessante. O cafeicultor tem optado com esse dinheiro a mais em investir mais, buscando cafés de produtividade, com melhor qualidade. Com certeza investir em produtos como o Cuprital 700 faz parte dessa tendência”, completa o engenheiro agrônomo.
Já tradicional na região, o evento por conta da pandemia do Coronavírus acontecerá em um ambiente virtual para suporte ao atendimento em campo, simultaneamente em todas as lojas e unidades da cooperativa.
O Compra Minas Máquinas traz vantagens para quem fechar negócios na oportunidade. Entre as facilidades oferecidas ao produtor, estão os prazos estendidos, financiamentos, barter e, também, pagamentos com Coffee Coin (barter digital que poderá ser usado na compra de produtos oferecidos na feira).
16ª edição do Compra Minas Máquinas
Quando: 13 a 15 de abril
Onde: Simultaneamente em todas as lojas e unidades da cooperativa
Informações e acesso, clique aqui.
O BioTSI Kopppert, composto pelo Trianum DS (Trichoderma harzianum, Cepa T22) e o Veraneio (Bacillus amyloliquefaciens, Cepa UMAF6614 – Universidade de Malaga), é um tratamento de semente industrial (TSI) biológico com amplo espectro de ação, inédito no país, protegendo as lavouras contra o ataque de fungos e nematoides de raiz.
O programa foi utilizado em mais de 400 campos demonstrativos nas safras 2018/19 e 2019/20, apresentando uma frequência de resultados positivos em 85% das áreas, podendo-se observar menor incidência e severidade de doenças nas raízes, além de um incremento no volume de radicelas, parte aérea e produtividade. “Com os resultados consolidados, já comercializamos aproximadamente R$ 8 milhões desse tratamento na temporada 2020/21”, explica o gerente de vendas Centro-Sul da Koppert, Rodrigo Rodrigues.
Segundo o coordenador de desenvolvimento agronômico da Koppert, Marcelino Borges de Brito, com os tratamentos BioTSI os produtores deixaram de perder plantas devido a doenças causadas pelos patógenos de solo. “Além de apresentar menor incidência e severidade de doenças causadas por fungos e nematoides de raiz, as plantas que se beneficiaram com o manejo apresentaram mais vigor e sanidade em função do incremento do volume radicular. Nesta safra, tivemos um incremento de 30% do sistema radicular.”
De acordo com o sojicultor de Paranavaí (PR), André Kagueyama Takano, que utilizou o BioTSI em sua propriedade, os resultados foram muito satisfatórios. “A soja está crescendo muito bem, sem doenças que prejudicam seu desenvolvimento. Com esses resultados, pretendo aumentar a área tratada na próxima safra.”

A projeção do Valor da Produção Agropecuária (VBP) deste ano aumentou, em valores reais, 12,4% em relação ao de 2020, que somou R$ 940,9 bilhões. O valor absoluto previsto é de R$ 1,057 trilhão, o maior já obtido desde 1989.
As lavouras representam R$ 727,7 bilhões, e a pecuária, R$ 330,1 bilhões. O crescimento real deve chegar a 16,1% nas lavouras e 5,1% na pecuária, conforme levantamento da Coordenação-Geral de Avaliação de Política e Informação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
“Nos últimos três anos, soja e milho têm apresentado recordes sucessivos de faturamento. A soma dessas duas atividades resultou num valor 65,4% do VBP das lavouras. Em valores absolutos, a soja apresenta uma estimativa de R$ 345,9 bilhões e o milho, R$ 129,9 bilhões. A demanda interna e o comportamento dos mercados, dos Estados Unidos e da China, têm sido os principais responsáveis por esse crescimento”, diz o departamento.

Na pecuária, o bom desempenho é dos setores de bovino, frango e leite, que correspondem a 86,2% do valor gerado. Carne bovina representa 45,0% do valor da pecuária, acompanhada por carne de frango e leite.
Outro grupo de produtos com boas estimativas de crescimento do VBP é: algodão, arroz, laranja, trigo e uva. Em menor destaque, mas também com projeção de resultado superior ao de 2020, estão amendoim, feijão e cana-de-açúcar.
Já entre os produtos com baixa estimativa estão banana, batata inglesa, tomate e café. Os três primeiros tiveram reduções do VBP devido aos menores preços, e o café sofreu redução de produção por causa de secas sofridas no ano passado.
No grupo de 25 produtos analisados no levantamento, 16 apresentam preços recebidos superiores aos do ano passado. Pode-se dizer que, em geral, os produtores têm um ambiente de preços melhor neste ano.
A classificação do VBP por Unidade da Federação é: Mato Grosso, Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Goiás. Essas unidades federativas representam 71,2% do VBP total.

A safra de laranja 2020/21 do cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro foi finalizada em 268,63 milhões de caixas de 40,8 kg, de acordo com dados publicados em 12 de abril pelo Fundecitrus. O volume final é 6,65% menor do que o projetado inicialmente, em maio de 2020, e 30,55% menor do que o produzido no ciclo 2019/20, confirmando a maior quebra de safra já registrada desde o início da série histórica, em 1988. Cerca de 19,33 milhões de caixas foram produzidas no Triângulo Mineiro.
“Essa foi uma safra difícil não só pelo forte impacto do clima adverso, que levou a uma significativa redução da produção, mas também pelas restrições impostas pela pandemia”, diz o gerente-geral do Fundecitrus, Juliano Ayres. “Apesar disso, o Fundecitrus conseguiu realizar com segurança todo o trabalho que envolve a estimativa da safra, que oferece informações seguras e confiáveis para o planejamento dos citricultores, além da assistência e orientações para o cuidado fitossanitário dos pomares”, completa.
Os motivos para a quebra são o ciclo bienal da cultura e o clima extremamente adverso ao longo da safra. Como a temporada anterior registrou produtividade recorde, as laranjeiras chegaram à época do florescimento com suas reservas energéticas em níveis mais baixos, o que acarretou em uma redução significativa do número de frutos por árvore, fenômeno conhecido também como alternância de produção. Já o clima desfavorável começou ainda em setembro e outubro de 2019, com veranico e temperaturas elevadas que prejudicaram a fixação dos frutos recém-formados, resultando em uma menor concentração de laranjas na florada principal. Durante a fase de desenvolvimento dos frutos, a seca e o calor se intensificaram com a chegada de fenômenos climáticos como a La Niña.
De acordo com o coordenador da Pesquisa de Estimativa de Safra (PES) do Fundecitrus, Vinícius Trombin, a forte influência das condições climáticas foi determinante na maior parte do parque citrícola em 2020 – algumas regiões ficaram até 145 dias seguidos sem chuva significativa e uma onda de calor extremo fez de setembro e outubro os meses mais quentes, com temperaturas, respectivamente, 4,4oC e 3,1oC acima das médias máximas históricas.
“Essa combinação deixou os frutos 6,5% menores do que a média das últimas cinco safras, provocou a maior taxa de queda de frutos já medida e causou a morte de mais de 1,3 milhão de árvores”, comenta.
De maio de 2020 a março de 2021, a precipitação média acumulada do cinturão citrícola ficou 404 milímetros ou 30,33% abaixo da média histórica, de 1.332 milímetros, de acordo com dados da Somar Meteorologia. Em todas as regiões, os acumulados neste período foram inferiores à normal climatológica (1981-2010), sendo os menores observados nas regiões de Votuporanga (609 milímetros), Bebedouro (794 milímetros), Matão (831 milímetros), São José do Rio Preto (832 milímetros), Brotas (843 milímetros), Limeira (885 milímetros), Porto Ferreira (985 milímetros), Altinópolis (990 milímetros) e Triângulo Mineiro (993 milímetros). Apenas em três regiões, os acumulados superaram 1.000 milímetros: Avaré (1.006 milímetros), Duartina (1.063 milímetros) e Itapetininga (1.216 milímetros).

Você sabia que ostras e mexilhões contribuem ambientalmente com o armazenamento de carbono em suas conchas? Ao sequestrar um dos gases causadores do efeito estufa da atmosfera, a malacocultura – produção de ostras, mexilhões e vieiras -, se enquadra como um sistema sustentável já que também não impacta no balanço natural com a emissão desses gases. Assim, contribui para a segurança alimentar e o desenvolvimento econômico nacional, podendo atender às crescentes demandas por proteína animal.
Essas informações fazem parte de uma das pesquisas lançadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) sobre os fatores de emissão e remoção de gases de efeito estufa (GEE) na pecuária e agricultura nacionais. Em formato de coletânea, cerca de 400 pesquisadores apresentam indicadores, muitos inéditos, que levam em consideração a forma de cultivo, os diversos biomas brasileiros dentre outros fatores capazes de mostrar a realidade dos sistemas produtivos do País.
“Em um ano tão importante como 2021 para o clima, lançamos essas Coletâneas tão importantes. Ampliamos a disponibilidade de dados sobre os sistemas nacionais que levam efetivamente em conta as especificidades edafoclimáticas do Brasil, a partir de metodologias científicas e aceitas internacionalmente”, disse a ministra Tereza Cristina ao lembrar importantes agendas climáticas internacionais a serem realizadas ao longo do ano como a Cúpula da Terra e a COP-26.
A diretora de Produção Sustentável e Irrigação do Mapa, Mariane Crespolini, explicou que, já no último Inventário Nacional, entregue pelo Brasil em dezembro de 2020, a agropecuária já utilizou fatores próprios de emissão (Tier 2). As coletâneas agrupam informações adequadas para a agropecuária desenvolvida em clima tropical, podendo ser utilizadas por outros países com condições agropecuária e climática semelhantes
“Esses dados são fundamentais para quantificar mais precisamente as emissões nacionais, permitindo disponibilizar informações adequadas à sociedade, e, sobretudo, direcionar adequadamente o desenho da política setorial nacional de enfrentamento à mudança do clima”, defendeu.
Nas coletâneas, pode-se encontrar dados das pesquisas sobre os fatores de emissão e remoção de GEE para cana-de-açúcar, grãos, sistemas integrados de produção e florestas plantadas; pequenos ruminantes, grandes ruminantes e não ruminantes (suinocultura, frango de corte e pisicultura em tanque-rede).

Líder em exportação de carne bovina, o País apresenta transformações importantes nas últimas duas décadas com a redução expressiva das emissões de GEE totais por quilo de carne ou por litro de leite. Assim verificaram os estudos, levando sempre em consideração o ambiente em que o animal é criado, e não somente a emissão de gases decorrentes do processo de ruminação.
Pelos sistemas de rebanho bovino em integração, para os quais o Brasil é referência mundial, o modelo de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) permite mitigar ou até neutralizar as emissões de gases de efeito estufa quando se tem a presença de árvores, tornando o processo de produção ainda mais sustentável a partir do melhoramento genético e manejo adequado de pastagens como estratégias, por exemplo.
Neste contexto, é possível até a comercialização de uma carne com o selo carbono neutro, que atesta que os animais que deram origem ao produto tiveram as emissões de metano entérico compensadas durante o processo de produção pelo crescimento de árvores no sistema de integração LPF. “Proporcionar um produto que garanta a segurança alimentar, alinhado com as grandes tendências mundiais para o setor, como as mudanças climáticas, é muito estratégico”, destacou Mariane.
“É importante dizer para o mundo que a agropecuária brasileira emite cada vez menos gases de efeito estufa, e nós também promovemos a remoção de suas emissões”, comentou o secretário de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Mapa, Fernando Camargo.
Neste sentido, as Coletâneas agrupam o que há de mais recente em dados nacionais, além de apoiar o processo de revisão do Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC), com insumos de base científica para o fortalecimento das estratégias para o desenvolvimento de uma agropecuária sustentável.
Também participaram da live de lançamento das Coletâneas o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, o secretário adjunto de Inovação do Mapa, Pedro Neto, o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, e o diretor-geral do Senar, Daniel Carrara.

Os índices de chuva nos últimos anos no Brasil em diversas regiões produtoras têm sido abaixo do esperado. Em 2019, choveu menos 13% da previsão de séria histórica, já em 2020 foi menos 35% do que projetavam. Neste último mês de março de 2021, o esperado era 143 milímetros de chuva, e ocorreu apenas 40 mm. Ou seja, confiar somente em São Pedro não dá mais. A sustentabilidade para produzir alimento e energia a partir da cana-de-açúcar, por exemplo, têm demandado cada vez mais investimento em tecnologias de irrigação.
Pensando exatamente nesse cenário, a Lindsay oferece ao mercado o retrofit, a modernização e a atualização de equipamentos antigos. Seja para troca dos painéis de controle (passagem de painéis analógico para digital) ou substituição de componentes. Uma alternativa rentável que pode gerar economia de até 70% em relação a compra de um novo pivô. Essa foi a alternativa escolhida pela Usina Ipê, que pertence ao Grupo Pedra Agroindustrial S/A, localizada no Município de Nova Independência, região Oeste do Estado de São Paulo.
Com mais de 60 mil hectares de área plantada, a usina processa 4,1 milhões de toneladas por ano, algo em torno de 20 mil toneladas por dia. Após iniciar uma parceria agrícola em uma área próxima da usina que até então era explorada para pecuária de corte e cereais, o grupo absorveu boa parte da área da fazenda, sendo que no local haviam, dois pivôs de cereais, desativados.
Foi quando viram em um deles, que estava obsoleto, a chance de testar a irrigação nos canaviais sem ter que despender de muito investimento. “Motivados por essa situação e com a concordância dos proprietários da área, a Usina elegeu um dos pivôs para reforma e adequação para uso em irrigação de canaviais. Arcando com os custos de reforma e operação do mesmo. Eram equipamentos com 20 anos de uso. Buscamos orçamentos para fazermos a reforma e adequação para irrigar cana-de-açúcar”, diz o gerente agrícola da usina, Sérgio Luiz dos Santos.
Para o projeto, a usina contou com a ajuda da Irrigaterra, empresa especializada em consultoria, projetos e montagem de sistemas de irrigação e agricultura irrigada. Segundo Mauro Takao Suzuki, gerente de vendas da marca, as tratativas com a Ipê começaram há três anos, pois tinham interesse na irrigação.
Mas, neste meio tempo, com a contratação em parceria Agrícola da fazenda que tinha os pivôs antigos, surgiu aí a oportunidade de fazer uma área experimental com irrigação para ver quais seriam os resultados na cana-de-açúcar. “Tivemos que aumentar o vão livre do pivô que era baixo, pois era utilizado na cultura de grãos. Fizemos a reforma, redimensionamos ele, colocamos novos aspersores e, mudamos o painel colocando o modelo 700C, equipado com o gerenciador FieldNET Ethernet e o FieldNET Advisor, tecnologias by Lindsay, agregando assim mais eficiência a fazenda”, destacou o gerente de vendas.
O FieldNET gerência o pivô, liga e desliga e registra todas as operações e integra sensores, como por exemplo, o pluviômetro, que se encontra instalado. Ele pode ser ligar à Internet por Ethernet, GSM (celular), ou ainda via rádio. Já o FieldNET Advisor faz o gerenciamento do armazenamento de água no solo e a recomendação de irrigação, o chamado manejo da irrigação.
O equipamento ficou pronto e está em plena operação desde setembro do ano passado. Segundo o gerente agrícola, mesmo sendo iniciantes na irrigação, com o novo painel, já podem usufruir de uma tecnologia de ponta. “Estamos otimistas com os recursos, a Lindsay disponibilizou a inteligência para poder fazer o uso o mais racional possível da água. Toda a empresa está confiante nos resultados a serem confirmados na próxima colheita. Entendendo que a irrigação pode ser mais uma ferramenta a ser usada na busca de melhores produtividades, principalmente nessa região nossa que apresenta maiores déficits hídricos ao longo do ano para a cultura da cana”, disse.
Mesmo ainda não tendo finalizado uma safra completa, de acordo com Santos, os resultados da área irrigada em relação à testemunha são bem visíveis. “Instalamos o pivô do segundo para o terceiro corte, temos talhões, da mesma variedade, do mesmo corte, anexo à área do pivô que está recebendo só chuva e visualmente é nítido o melhor desenvolvimento da cultura com a irrigação em relação ao sequeiro”, destaca.
Além dos benefícios diretos da irrigação em si, a atualização do painel do equipamento, possibilitou modernizar o monitoramento de operação. A Usina Ipê optou pelo painel 700C, mas há a opção também do gerenciamento remoto através do Pivot Control, que pode ser instalado em qualquer pivô central, independentemente da marca ou da idade, e mantendo os controles de campo e o status remoto em sincronia.
A tecnologia possibilitou aos gestores o controle total à distância do pivô central e acompanhamento da irrigação do centro de operações agrícolas, montado dentro da usina. De lá, são monitorados todos os processos. Segundo o professor Dr. Fernando Tangerino, da Unesp, especialista em agricultura irrigada, que prestou consultoria neste projeto, o grande benefício de um processo de retrofit é a modernização do painel, para a versão digital estando apto para as Internet das Coisas (IoT). Assim, temos o controle da operação na mão por meio de um simples tablet, por exemplo. Algo muito diferente de quando o colaborador tinha que pegar a moto e ligar e desligar o pivô em qualquer hora do dia ou da noite.
Existem níveis diferentes de retrofit. O produtor pode substituir o painel antigo por um Pivot Control, por exemplo, e optar em ter o controle remoto de ligar e desligá-lo sem estatísticas. Ou pode escolher a versão com todas as informações e funcionalidades disponíveis de programação via (IoT). “São os níveis de automação que vão gerar a capacidade desejada na estratégica”, acrescenta Tangerino.
De acordo com o gerente de vendas da Irrigaterra, cada caso de retrofit de pivôs precisa ser avaliado, por se tratar de uma reforma, os custos podem variar. Mas, se o pivô estiver com uma estrutura boa, e for feita apenas uma reforma de modernização, como troca de painel, e um sistema de aspersão mais eficiente realmente compensa o investimento. “Esse tipo de reforma que não envolve mudança na estrutura é interessante ao produtor. Nessas condições ele vai investir até cerca de 30% apenas do valor que investiria em um equipamento novo, o custo benefício é interessante”, finaliza Suzuki.

Expodireto Cotrijal
O Crédito de Recebíveis do Agronegócio (CRA) garantido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foi lançado nesta quinta-feira (08). No CRA Garantido, como está sendo chamada a operação, o BNDES entra como garantidor da operação, o que gera concorrência no mercado, reduzindo os riscos da operação e, consequentemente, as taxas de juros aos produtores.
A finalidade é aumentar as fontes de crédito para os produtores rurais, inclusive para renegociação de dívidas. O projeto piloto desta nova modalidade está sendo realizado pela Cotrijal Cooperativa Agropecuária e Industrial, que reúne 7,7 mil produtores cooperados de 32 municípios do norte do Rio Grande do Sul.
“O CRA Garantido é o somatório de esforços que fez nascer essa ferramenta tão importante e inédita para o nosso agronegócio. Que ele sirva de exemplo para outras cooperativas e para que outros bancos e seguradoras também possam entrar. Precisamos de muita gente, o agro cresceu muito. Temos poucos recursos oficiais, que têm que ser dirigidos para os pequenos e médios produtores”, disse a Ministra Tereza Cistina, na live de lançamento da nova modalidade.
“Esta é a primeira operação em que o BNDES atua como garantidor. Esse instrumento de garantia, ainda pouco explorado no Brasil, vai nos permitir apoiar pequenos e médios empreendedores, não só no setor da agropecuária, mas nas mais diversas indústrias Brasil afora”, disse o presidente do BNDES, Gustavo Montezano, ressaltando que o instrumento também democratiza o crédito no Brasil.
O secretário adjunto de Política Agrícola do Mapa, José Ângelo Mazzillo Júnior, explica que esse mecanismo “concretiza um caminho mais efetivo de como o Estado deve estimular o mercado de crédito para o agronegócio brasileiro: como garantidor de instrumentos de crédito, mitigando riscos para o investidor e permitindo maior acesso pelos produtores rurais a um crédito menos oneroso”.
“Esse mecanismo é disruptivo, pois os produtores passam a ter uma alternativa de crédito privado, criando um concorrente que antes não existia. Os recursos podem ser captados no mercado financeiro brasileiro e no exterior”, declarou o presidente da Farsul, Gedeão Pereira.
O incentivo a mecanismos de financiamento privado, via mercado de capitais, com investimento estrangeiro no agronegócio brasileiro foi intensificado pela Nova Lei do Agro (Lei 13.986/2020), em vigor há pouco mais de um ano.
A Bolsa de Valores do Brasil, a B3, define o CRA como um título de renda fixa lastreado em recebíveis originados de negócios entre produtores rurais, ou suas cooperativas, e terceiros, abrangendo financiamentos ou empréstimos relacionados à produção, à comercialização, ao beneficiamento ou à industrialização de produtos, insumos agropecuários ou máquinas e implementos utilizados na produção agropecuária.
Na prática, funciona da seguinte forma: produtores rurais que precisam comprar insumos negociam com a empresa fornecedora a compra do produto a partir de uma Cédula de Produto Rural (CPR), principal título de financiamento do sistema de crédito agrícola e que serve como lastro para a emissão do CRA.
A empresa que ficou de receber o valor pela venda do insumo a longo prazo, caso queira, pode adiantar os recebíveis. Ela, então, procura uma securitizadora – que pagará em dinheiro o valor que seria recebido futuramente e transforma esses créditos em títulos de renda fixa, os CRAs, que serão disponibilizados para negociação no mercado de capitais. Ao adquirir esses títulos, os investidores recebem uma remuneração prefixada, na maioria das vezes, com rendimento superior ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI).
O CRA tem atraído os investidores pelos bons rendimentos que oferece. Todavia, como típico instrumento de mercado de capitais, não recebe a proteção do Fundo Garantidor de Créditos. É aí que o CRA Garantido apresenta seu diferencial: o BNDES passa a ser o garantidor do crédito, gerando mais segurança à operação.
A escolha da Cotrijal como piloto está no fato de ser a maior cooperativa do Rio Grande do Sul, sendo reconhecidamente preocupada com o bem-estar dos seus associados. A busca por solução para as dívidas fora do sistema bancário após a grave seca de 2020 era uma demanda dos produtores, estimulando a adoção de operações estruturadas de crédito. O valor da operação é de R$ 29 milhões com juros de 3,15% e prazo de dois anos. O Banco Alfa será o coordenador líder, garantindo a comercialização dos títulos.
A consolidação do projeto é vista pela Cotrijal como importante avanço na garantia de crédito para o campo, a custos compatíveis com a necessidade do produtor. A cooperativa tem 7,9 mil associados e está presente em 32 municípios gaúchos. Em 2020, faturou R$ 2,4 bilhões. “Viabilizar a produção, com segurança, é estratégico para a Cotrijal. Estamos otimistas com a possibilidade de acessar crédito privado e honrados por sermos pioneiros nessa iniciativa-piloto”, afirma o presidente da Cotrijal, Nei César Manica.
Procurada pela Farsul com a proposta da operação, a ministra Tereza Cristina trouxe o BNDES para o processo. A ministra destacou a participação e envolvimento de todos os participantes ao longo de todo o processo de construção. “Esse somatório de esforços que fez com que tenhamos essa ferramenta hoje tão importante para o nosso agro. Agradeço ao presidente Montezano (Gustavo Montezano, presidente do BNDES) por ter colocado toda sua equipe a pensar fora da caixinha. Durante a apresentação, o presidente do BNDES, Gustavo Montezano, comentou sobre a operação. “O que a gente está celebrando é mais do que uma operação rotineira, é uma inovação. Ela marca a entrada num mercado promissor. Estamos desconcentrando o crédito nacional”, afirmou, ao lembrar que a operação é piloto e ainda será aperfeiçoada para permitir sua ampliação.
A Farsul vem trabalhando na ampliação das operações estruturadas de crédito. O objetivo da Federação é que mais cooperativas, revendedoras de insumos, cerealistas e tradings utilizem a ferramenta. “Uma das bandeiras da Farsul é o do livre mercado. Queremos que esse tipo de operação seja cada vez mais frequentes e com mais atores. Isso significará maior concorrência, resultando em condições cada vez melhores aos produtores rurais para que possam continuar investindo no setor sem as limitações dos recursos oficiais”, afirma o presidente do Sistema Farsul, Gedeão Pereira.
A securitização será do Grupo Ecoagro. O sócio executivo Moacir Teixeira vê o CRA como instrumento de crédito do mercado de capitais que vem se consolidando como uma fonte importante de financiamento para suprir as necessidades de recursos na demanda crescente de capital para a agropecuária brasileira. “A principal característica é a democratização do crédito, transformando ativos individuais de pequenos e médios produtores em estruturas mais robustas que acessam com maior transparência e credibilidade os investidores. A inciativa da operação com a participação do BNDES beneficia diretamente o micro e o pequeno produtor, através das suas cooperativas e da própria cadeia de insumos. Sem dúvida é o primeiro passo para potencializar o financiamento agrícola de forma pulverizada, organizada, atingindo toda a cadeia do agro e permitindo principalmente o investidor pessoa física brasileiro a participar deste crescimento”, avalia Teixeira.
O Banco Alfa tem histórico como agente financeiro do BNDES desde sua origem, coordenando operações pioneiras para o agronegócio, como a primeira emissão de CRA Green Bond para o setor sucroalcooleiro. “É uma grande satisfação para o Alfa coordenar a primeira emissão realizada no Brasil de um CRA com garantia do BNDES, operação que reforça a história e o pioneirismo da instituição em operações disruptivas, e que ajuda a desenvolver ainda mais um mercado responsável por boa parte do PIB nacional. O sucesso desta operação inédita com o BNDES, Ecoagro, Farsul e a Cotrijal, servirá como referência para futuras operações do Alfa em conjunto com o BNDES para fomentar ainda mais o setor do agronegócio brasileiro”, afirma Augusto Martins, diretor executivo de Corporate & Investment Banking do Banco Alfa.
Com o objetivo de ajudar a elevar a oferta de crédito privado aos produtores rurais, o BNDES investe no novo produto financeiro como grande propulsor para esse crescimento. A experiência da instituição no agronegócio e no mercado de capitais a credencia para o desenvolvimento desse tipo de solução de crédito. A modelagem foi concebida para estimular o financiamento privado ao setor agropecuário em um contexto de alta aversão ao risco e procurando diminuir a dependência de recursos públicos pelo setor. “O CRA Garantido representa mais um passo da instituição no sentido de se estabelecer como um banco que promove o desenvolvimento por meio de uma ampla gama de serviços, inclusive aqueles complementares ao financiamento tradicional”, explica o diretor de Crédito e Garantia do BNDES, Petrônio Cançado.
Conforme dados da consultoria Uqbar, os CRAs movimentaram R$ 15,81 bilhões em 2020. Uma alta de 28% na comparação com 2019. No total, foram 65 operações envolvendo 113 títulos. Com a entrada da garantia do BNDES, esses valores devem saltar nos próximos anos garantindo um novo cenário para o agronegócio brasileiro.
O Portal Máquinas Agrícolas é uma plataforma integrada de informação, conhecimento e serviços sobre mecanização e inovações agrícolas.
R. Cristóvão Pereira, 1626
04620-012 – São Paulo/SP
Tel. + 55 (11) 5042-5260
Seu cadastro foi realizado com sucesso!
© BMComm | Portal Máquinas Agrícolas ::: Site desenvolvido por Código 1 TI