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Notícias

TOMRA: soluções para beneficiamento de amendoins

Por redação 09/04/2021
Escrito por redação

- TOMRA: soluções para beneficiamento de amendoins

2020 foi um ano de recordes para o amendoim brasileiro no que diz respeito a safra. O aumento da demanda global impulsionado pela pandemia de COVID-19 elevou o patamar dos produtos brasileiros, que vêm ano após ano aumentado o desempenho do amendoim, tanto nos mercados internos como externos. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam que em 2012, o Brasil produzia 256.600 toneladas do amendoim em casca. A safra 2019/2020, entretanto, apresentou um volume bem mais significativo: 422.200 mil toneladas e, deste total, 406.500 mil (96%) são produzidas no estado de São Paulo.

Apesar da boa evolução, o Brasil ainda ocupa a 12ª posição no ranking mundial de países produtores. Todavia, o país já é o quinto maior exportador, tendo em vista a qualidade do amendoim produzido. De acordo com  alguns especialistas do setor, a área disponível para expansão da cultura no Brasil em rotação com a cana-de-açúcar traz um horizonte interessante de oportunidades para geração de caixa e consolida o país como um futuro importante player no amendoim. Os produtores argentinos, considerados referência mundial na produção de amendoim, intitulam o Brasil como um gigante ainda adormecido.

- TOMRA: soluções para beneficiamento de amendoins

No entanto, é justo se dizer que apesar de todos os resultados positivos dos últimos anos, o caminho ainda é longo. A aposta na qualidade do amendoim para os mercados de exportação realizado pelas diferentes cooperativas, pequenos e médios produtores têm marcado o ritmo da safra brasileira, no entanto com a aposta na qualidade, é inevitável o aumento da qualidade dos recursos e também de automatização de determinados processos para a obtenção de um produto cada vez mais alinhado com as exigências internacionais.

Com essa premissa em pano de fundo, a TOMRA Food tem-se consolidado como um parceiro de confiança para o mercado brasileiro, introduzindo equipamentos de última geração que permite aos produtores e beneficiadores conseguirem um produto cada vez melhor. Como? “A tecnologia da TOMRA pauta pela introdução de tecnologias de classificação inovadoras de alto desempenho, que permitem aumentar a qualidade do amendoim, reduzir as imperfeições e defeitos, e acelerar os processos em planta, que muitas  vezes ainda utilizam processos de seleção manuais”, explica João Medeiros, Gerente Comercial da TOMRA Food Brasil.

Forte aliado

No que diz respeito a produção de amendoim, as aflatoxinas continuam a ser um grande desafio, muitas vezes responsáveis por desperdícios de produto que acabam por não ser exportado. As máquinas de separação de amendoins da TOMRA podem classificar amendoim com casca, cru, esbranquiçado e torrado, e conseguem por outro lado identificar e remover materiais estranhos, como pedras, tiriricas, talos, caules, cascas, descolorações, ossos, madeiras, grãos de soja e milho, vidros, além de imperfeições impercetíveis ao olho humano, bem como reduzir contaminações por aflatoxina.

- TOMRA: soluções para beneficiamento de amendoins

João Medeiros explica a importância de combater este problema e o papel da TOMRA na ajuda aos beneficiadores: “Temos muito conteúdo e documentação sobre como a TOMRA pode ser solução para o problema. Este ponto torna-se ainda mais importante para um país como o Brasil, que disputa o mercado da União Europeia com a Argentina”. A UE tem padrões muito rígidos sobre a qualidade do produto e sem o apoio de uma máquina de classificação de alto desempenho, torna-se um desafio ainda maior vender para eles.

A detecção confiável de aflatoxinas pode ter um grande impacto nos negócios de um exportador, como explica o responsável da TOMRA Food: “A detecção criteriosa mitiga os custos extras, mão de obra e manuseio – e a interrupção da operação da planta – incorridos sempre que uma remessa é rejeitada por contaminação por aflatoxinas. Uma rejeição não é apenas cara, mas também pode afetar negativamente a reputação e a imagem da marca do beneficiador. Cada país verifica a existência de aflatoxinas testando amostras do produto, mas este não é um método muito eficiente, pois a aflatoxina tende a estar localizada em diferentes pontos dentro do carregamento. Na TOMRA, analisamos o problema e desenvolvemos uma solução, que provou sua extrema confiabilidade na detecção de aflatoxinas em várias operações, e a única forma verdadeira de reconhecer que cada amendoim é inspecionado pela tecnologia TOMRA Detox.

Papel

Com uma presença a nível mundial, a TOMRA Food procura todos os dias estar alinhada com as expectativas e necessidades dos clientes, que variam de negócio para negócio. Hsufuchi Foods, do Grupo Nestlé, é uma marca de alimentos bem conhecida com a maior participação no mercado de salgadinhos e doces na China continental, Hong Kong e Taiwan. Para reforçar sua posição, a Hsufuchi Foods coloca a qualidade como sua principal prioridade e aplica medidas rígidas de controle de qualidade para ganhar e reter consumidores, levando a uma grande participação no mercado.

Para alcançar essa melhoria nos padrões de segurança do alimento, a Hsufuchi Foods instalou duas classificadoras ópticas da TOMRA em setembro de 2016 com a tecnologia TOMRA Detox. Desde então, o nível de aflatoxina em suas linhas de processamento tem estado consistentemente abaixo dos 20 ppb permitidos pelos regulamentos chineses e com uma elevada taxa de qualidade de produto. Zhang Ahfung, vice-gerente geral responsável pela produção, comenta: “De agosto de 2015 a fevereiro de 2016, tivemos um teste no local de seis meses com o classificador da TOMRA. Durante esse período, testamos várias variedades de amendoim diferentes, e os engenheiros de suporte de aplicação da TOMRA puderam ajustar os parâmetros de classificação, por características de qualidade das diferentes variedades.

Usamos várias medidas de inspeção de qualidade para validar o conteúdo de aflatoxina nos produtos classificados e todos os resultados da validação provaram que o nível de aflatoxina está em conformidade com os altos padrões de qualidade internos da Nestlé. Enquanto isso, o classificador garante que a perda de um bom produto seja mantida ao mínimo, de acordo com os objetivos de sustentabilidade de Hsufuchi. Estamos muito satisfeitos com o desempenho e a facilidade de uso dos classificadores”.

Soluções

A TOMRA Food possui várias soluções para a classificação de amendoins que garantem a remoção de cascas e todo o tipo de materiais estranhos como vidro, pedras (incluindo quartzo), madeira, podridão, plástico, metal e aflatoxina. Os classificadores da TOMRA Food também podem detectar e rejeitar defeitos com base na cor, tamanho, forma, diferenças estruturais e características biométricas.

Validada em distintos e exigentes testes de campo, a máquina TOMRA 3C atinge eficiências de classificação e rendimento de produtos incomparáveis. Levando em consideração que não existe produto perdido, essa máquina de classificação vem aumentar o nível do campeonato. O responsável da TOMRA Food Brasil ressalta “enquanto os classificadores mecânicos são adequados para tarefas de classificação mais simples, os classificadores ópticos complementam a linha de beneficiamento, oferecendo níveis ainda mais altos de precisão, otimizando os rendimentos, reduzindo falsos rejeitos e permitindo a classificação precisa do produto, de modo que algum produto que seria rejeitado ainda possa ser recuperado para uso. A chegada da TOMRA 3C é uma razão adicional para progredir e atualizar as soluções ópticas que não são tão eficazes”.

O TOMRA 3C não depende apenas de câmeras RGB de ambos os lados, embora estas (combinadas com iluminação LED focada de alta intensidade) sejam potentes e eficazes. A diferença crucial aqui é que as câmeras podem ser complementadas por tecnologia de detecção a laser ou infravermelho próximo (NIR), para examinar também o produto de acordo com defeitos estruturais e biológicos. Esta combinação única de tecnologias permite a detecção de imperfeições e contaminantes do produto, mesmo quando as cores dos defeitos são idênticas às do produto bom.

Por outro lado, a Nimbus BSI+ surge como a solução ideal para os beneficiadores de amendoins. Consistente, versátil, alto rendimento e redução de procedimentos manuais são as principais características da máquina que revolucionaram o mercado em 2018. “A Nimbus BSI+ elevou o patamar da classificação e tem a vantagem única de ser capaz de detectar não apenas a cor, mas também a composição química dos produtos”, explica o responsável da TOMRA.

A plataforma Nimbus faz um ótimo trabalho na remoção de materiais estranhos, com o módulo BSI + ela atinge níveis ainda mais altos de segurança dos alimentos, combinando dados sobre a cor e composição dos amendoins, toma decisões mais precisas sobre a classificação do produto. Esses recursos podem beneficiar os processadores de amêndoas, castanhas de caju, avelãs, amendoins, pistache e nozes. Outra vantagem do BSI + é que ele também detecta materiais estranhos e imperfeições do produto que antes eram difíceis de detectar ou separar.

Novidade

Como a inovação é palavra de ordem na TOMRA Food, em breve chegará ao mercado de amendoim a nova máquina TOMRA 5C, um classificador de última geração que está revolucionando o mercado de nuts em geral: “Nossa nova máquina redefine o processamento”, afirma João de Medeiros. “Desenvolvemos tecnologias de ponta que tornam a classificação mais eficiente, mais eficaz e mais econômica – ao mesmo tempo em que abordamos alguns dos maiores desafios da indústria de amendoins e frutos secos, como mão-de-obra, segurança dos alimentos e qualidade do produto. O futuro da classificação começa em breve!”.

Fonte: TOMRA Food
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Notícias

Pequenos produtores aderem ao plantio de soja

Por redação 09/04/2021
Escrito por redação

 

- Pequenos produtores aderem ao plantio de soja

Os pequenos produtores resolveram aderir ao plantio da soja em detrimento da semeadura de outras culturas de menor investimento. O aspecto peculiar desta safra 2020/21 foi apontado no 7º Levantamento da Safra de Grãos, publicado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Por essa razão, a área destinada à sojicultura paulista neste ciclo foi 4,7% superior àquela registrada em 2019/20, alcançando 1,17 milhão de hectares plantados. Entre as principais razões estão: a boa margem de lucro, a facilidade de negociação e o menor risco climático, especialmente se comparado ao milho.

As boas condições climáticas das últimas semanas em praticamente todas as regiões produtoras de São Paulo favoreceram o processo de maturação e colheita da soja, que deve alcançar o potencial produtivo esperado. Com as chuvas de dezembro e janeiro, algumas localidades alcançaram produtividades de até 4.200 kg/ha, sendo que a média estadual está estimada em 3.700 kg/ha (3,7% superior ao rendimento médio obtido na safra 2019/20). Até o fim de março, cerca de 90% das lavouras de soja no estado estavam colhidas e a expectativa de produção total é da ordem de 4,3 milhões de toneladas.

Outras culturas – Com chuvas regulares desde dezembro de 2020, as lavouras de milho 1a safra têm apresentado melhor desenvolvimento em comparação ao início do ciclo, que foi de poucas precipitações. Dessa forma, a perspectiva é de produção próxima a 1,8 milhão de toneladas (resultado similar àquele verificado na temporada passada). Cerca de 60% das áreas cultivadas já haviam sido colhidas até o fim de março.

O feijão 1a safra já foi todo colhido, com produção final de 110,2 mil toneladas – uma redução de 2% em relação à safra anterior. O cultivo é bastante centralizado no estado, especialmente nos municípios de Taquarituba, Itaí, Itapeva, Avaré e Coronel Macedo.

Fonte: Conab
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Notícias

Entidades do setor aprovam plano da Câmara Agro 4.0

Por redação 08/04/2021
Escrito por redação

- Entidades do setor aprovam plano da Câmara Agro 4.0

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou da aprovação do Plano de Ação da Câmara Agro 4.0 para o período de 2021 a 2024. O plano foi construído visando à promoção de ações voltadas à expansão da conectividade no campo e à utilização de tecnologias e serviços inovadores no meio rural.

A Confederação integra o Conselho Superior da Câmara ao lado do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

“Esperamos a intensificação das ações, principalmente voltadas à conectividade no campo e à inovação, além de permitir a identificação das tecnologias mais adequadas as principais cadeias produtivas”, afirmou o coordenador de Inovação do Sistema CNA/Senar, Matheus Ferreira, que representou a CNA na reunião.

As ações do plano compreendem a introdução do uso de tecnologias do agro 4.0 nas pequenas, médias e grandes propriedades rurais; garantia de instrumentos para que soluções de empresas de base tecnológica, startups e integradoras possam ser ofertadas e disponibilizadas diretamente aos produtores; estabilidade e volume de recursos a custo adequado para implementação de iniciativas do agro 4.0, identificação e desenvolvimento de soluções adequadas ao agronegócio.

A realização dessas ações e iniciativas será de responsabilidade das instituições que compõem os quatro grupos de trabalho da Câmara Agro 4.0, que tratam dos seguintes temas: desenvolvimento, tecnologia e inovação; desenvolvimento profissional; cadeias produtivas e desenvolvimento de fornecedores e conectividade no campo.

O plano será implementado entre 2021 e 2024 e deve ser avaliado e revisado periodicamente considerando os resultados e as oportunidades de melhoria.

Fonte: Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)
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Opinião

Novos caminhos do agronegócio para o Brasil

Por redação 08/04/2021
Escrito por redação
*Por Charlie Conner

- Novos caminhos do agronegócio para o Brasil

Ao longo da última década, o agronegócio no Brasil tem se expandido consideravelmente, gerando novas oportunidades de comércio a nível mundial. Este ano não será diferente. A safra de soja, por exemplo, tem uma expectativa de crescimento em que espera-se atingir 135.1 milhões de toneladas, de acordo com a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). Por outro lado, o ano de 2021 tem um outro problema, além da pandemia, que é o atraso da colheita.

Na maioria das regiões do país, a colheita da soja atrasou, se comparada a outros anos. Além disso, temos índices altos de comercialização e preços em reais altos, criando pressão para escoar rapidamente. Portanto, temos filas grandes de navios nos portos, esperando para carregar e mandar produto para seus países de destino. Para complicar a situação, o atraso da janela de soja traz uma concorrência, entre soja e açúcar, pela logística, criando uma situação complexa para empresas do segmento. A competitividade do país no cenário internacional permanece inalterada – lembrando que, no ano passado, as exportações bateram um recorde de 81 milhões de toneladas. A estimativa é que, em 2021, sejam 86 milhões e, embora um dos grandes destaques do setor seja a soja, não se pode esquecer que milho, açúcar, arroz, entre outros, são commodities muito valorizadas na economia global e que também abrem janelas de oportunidades para a logística.

O cenário não deve mudar muito nas próximas semanas. Muita concorrência para carregar, com fretes elevados e um foco em escoar com eficiência. Em paralelo, o aumento do preço dos insumos para os caminhoneiros ao longo do tempo deveria apertar as margens deles.

Com tanta demanda, abrir o caminho digital para a logística do agronegócio é mais que inevitável. Quanto maior for o estresse no ecossistema de logística, o mais importante continua sendo que o embarcador tenha visibilidade e rastreabilidade do seu caminhão. Quanto maior for a pressão de custo de insumos dos caminheiros, mais importante será trazer benefícios concretos que ajudem os caminhoneiros a rodar mais e com menos custo gasto em meio de pagamentos ilícitos, como a carta frete, que, infelizmente ainda é adotada por alguns na estrada, ou cartões com taxas altas que reduzem a renda do caminhoneiro.

A pressão pela eficiência também traz uma necessidade de embarcadores e transportadoras utilizarem mais tecnologia nos processos para automatizar alguns fluxos e reduzir processos burocráticos. Do lado do governo, este cenário reforça a necessidade de uma fiscalização cada vez maior das leis que protegem os interesses dos caminhoneiros, como por exemplo, a “CIOT para todos”, que ainda não entrou em vigor, mas garantirá que o frete seja pago via meios de pagamento homologados, eliminando o uso da carta frete. A resolução foi regulamentada pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), através da Resolução Nº 5.862, de 17 de dezembro de 2019. A nova regra torna obrigatório gerar o Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) para todas as prestações de serviço do transporte rodoviário de cargas. Além disso, reforça a necessidade de ajudar a modernizar o setor com projetos como o Documento Eletrônico de Transporte (DT-e) – um projeto para unificar os documentos de frete, disponibilizando todos digitalmente e reduzindo muito o custo e tempo gasto com burocracias nas estradas.

O Brasil tem uma competitividade única no campo que ainda se perde nas estradas. Um foco contínuo na digitalização da cadeia pode trazer benefícios para embarcadores, produtores e para o país como um todo, principalmente, para os mais de 500 mil caminhoneiros que atuam no setor de agronegócio e são extremamente importantes para a sociedade.

* Charlie Conner é CEO da Sotran, logtech líder do setor de transporte rodoviário de cargas para o agro e criadora do Tmov, o maior marketplace de agronegócio do Brasil. O executivo foi co-fundador e co-head da operação da Arlon Group, fundo de private equity norte-americano, no Brasil. Conner possui MBA, CFA e um Fulbright Fellow em economia.
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Notícias

Produção de grãos deve superar 270 milhões de toneladas

Por redação 08/04/2021
Escrito por redação

- Produção de grãos deve superar 270 milhões de toneladas

A produção de grãos no Brasil, estimada em 273,8 milhões de toneladas no 7º levantamento divulgado nesta quinta-feira (8), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), segue registrando a marca recorde que vem caracterizando a Safra 2020/21. O crescimento atinge 6,5%, o correspondente a 16,8 milhões de toneladas sobre a safra passada.

O destaque dá-se sobretudo a partir da consolidação do plantio das culturas de segunda safra e início de semeadura das culturas de inverno, com sustentação no aumento geral de 68,5 milhões de hectares e boa performance da soja e do milho.

Já em relação ao mês passado, nota-se um aumento de 1,5 milhão de toneladas, sustentado especialmente pelo crescimento de 1,1% na área plantada de milho segunda safra, além do ganho na produtividade da soja.

Quanto à área total de plantio, o boletim registra um crescimento de 3,9% sobre a safra anterior, com previsão de alcançar 68,5 milhões de hectares. Esse volume conta com a participação de cerca de 20 milhões de hectares provenientes das lavouras de segunda e terceira safras e as de inverno, que ocuparão a pós-colheita da soja e do milho primeira safra.

No caso da soja, que tem o Brasil como maior produtor mundial, o volume deve alcançar novo recorde, estimado em 135,5 milhões de toneladas, 8,6% ou 10,7 milhões de toneladas superior à produção da safra 2019/20.

O milho total também sinaliza  produção recorde, com a previsão de atingir 109 milhões de toneladas e crescimento de 6,2% sobre a produção passada. Serão produzidas 24,5 milhões na primeira safra, 82,6 milhões na segunda e 1,8 milhão na terceira safra.

Por outro lado, a produção de arroz deve sofrer redução de 0,8% frente ao volume colhido na safra anterior, obtendo 11,1 milhões de toneladas. Para o algodão, a produção estimada é de 6,1 milhões de toneladas do produto em caroço, correspondendo a 2,5 milhões de toneladas de pluma.

Quanto ao feijão, é esperado crescimento de 2% na produção, somando-se as três safras, totalizando 3,3 milhões de toneladas. A primeira safra tem a colheita praticamente concluída, a segunda está em andamento e a terceira com o plantio a partir da segunda quinzena de abril.

Completam os números do levantamento também o amendoim, com  produção total de 595,8 mil toneladas e crescimento de 6,9%, e o trigo, cujo plantio  deve ser intensificado a partir do próximo mês, mas já sinalizando uma produção de 6,4 milhões de toneladas.

Exportação

Algodão em pluma continua com um cenário positivo no mercado internacional e, com isso, as exportações no acumulado de janeiro a março aumentaram 18,1% em relação ao último ano. Já para o milho, os embarques do ano continuam lentos. No entanto, dada a conjuntura no cenário externo, a Conab espera uma previsão de exportações em 35 milhões de toneladas para a safra atual, valor praticamente igual ao observado na última safra. Para a soja, estima-se a venda para o mercado externo de 85,6 milhões de toneladas (aumento de 3%). Confirmada a previsão, será um recorde da série histórica. O suporte seria dado pela demanda internacional ainda aquecida e pelo alto percentual de comercialização observado para a safra atual.

Destaca-se, no entanto, as informações referentes às exportações de março, que foram 24% superiores em relação ao mesmo período do ano passado. Isso ocorreu em função do atraso da colheita, o que implicou em um ritmo mais lento nas exportações em janeiro e fevereiro, compensado no mês de março.

Fonte: Conab
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Notícias

Crédito rural atinge R$ 169 bilhões em nove meses

Por redação 08/04/2021
Escrito por redação

- Crédito rural atinge R$ 169 bilhões em nove meses

O valor das contratações de crédito rural somou R$ 169,44 bilhões entre julho de 2020 e março de 2021, o que representa um aumento de 22% em relação a igual período da safra anterior. Desse valor, R$ 90,77 bilhões foram destinados para custeio (aumento de 18%), R$ 53,39 bilhões para investimento (+43%), R$ 15,51 bilhões para comercialização (-3%) e R$ 9,77 bilhões para industrialização (+7%). Os dados são do Balanço de Financiamento Agropecuário da Safra 2020/2021.

As contratações de crédito rural realizadas pelo conjunto dos pequenos e médios produtores, no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor (Pronamp) totalizaram R$ 47,1 bilhões, distribuídos em 1.311.710 operações. Este foi o maior volume de recursos já observado em igual período de safras anteriores. No total contratado desses dois programas, houve um aumento de 11,2%, sendo 17% no Pronaf, e 5% no Pronamp.

Os demais produtores aumentaram acentuadamente sua demanda de crédito para investimentos (61%), sendo que para os pequenos e médios produtores se situou, respectivamente, em 8% e 0,2%. Suas contratações totais de crédito rural aumentaram 26%. O aumento na utilização relativa de recursos em fontes não controladas teve crescimento de 32%, principalmente os provenientes da emissão de Letras de Crédito do Agronegócio – LCAs (30%) e os recursos livres (78%), em sua maior parte utilizados por grandes produtores.

No que se refere à utilização de recursos da fonte Poupança Subvencionada no crédito rural, a participação dos demais produtores foi de R$ 14,51 bilhões (43%) no custeio e de R$ 4,23 bilhões (42%) nos investimentos.

No âmbito dos programas de investimento, com recursos do BNDES, administrados pelo Mapa, os principais destaques, em valor contratado e respectivo aumento, foram o Programa de Construção e Ampliação de Armazéns (PCA): R$ 1,76 bilhão (62%), o Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária (Inovagro): R$ 1,56 bilhão (27%), o Programa de Incentivo à Irrigação e à Produção em Ambiente Protegido (Moderinfra): R$ 747 milhões (112%) e o Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop): R$ 597 milhões (151%).

O Diretor do Departamento de Crédito e Informação do Mapa, Wilson Vaz de Araújo, enfatizou o crescimento de 30% na utilização de recursos das LCAs no crédito rural, do qual participa em 15%, se situando em R$ 26,14 bilhões. Ele destacou, ainda, que o elevado crescimento da demanda por crédito rural, notadamente para investimentos. “Isso resulta do bom desempenho do setor agropecuário, evidenciado pelo aumento de suas exportações em 2020 e no início de 2021, pela previsão da Conab para a atual safra, 272,3 milhões de toneladas de grãos, aumento de 6%, e pela estimativa do Valor Bruto da Produção, que deverá atingir mais de R$ 1,0 trilhão em 2021”, explica.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
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Notícias

Evento discute produção e o uso de bioinsumos no Brasil

Por redação 08/04/2021
Escrito por redação

- Evento discute produção e o uso de bioinsumos no Brasil

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) disse na noite de terça-feira (6) que as iniciativas estaduais para promover os bioinsumos são fundamentais para aumentar a oferta desse tipo de produtos no Brasil. A ministra participou da live “A Tecnologia em Prol da Sustentabilidade”, promovida pelo sistema Faeg.

Ela comentou o exemplo de Goiás, que já apresentou uma proposta para estabelecer um programa estadual com o objetivo de ampliar o uso de insumos biológicos no estado, desenvolvendo alternativas de produção agrícola e pecuária economicamente viáveis e ecologicamente sustentáveis.

“Já avançamos muito, mas podemos ir além com o empenho dos estados, seguindo o exemplo de Goiás. Fico feliz em ver uma proposta pioneira e arrojada. Um regramento e guia que promoverá um acompanhamento profissional, com protocolos para produção, capacitação e treinamentos, aumentando a eficiência, a qualidade, a segurança e a sustentabilidade no uso de bioinsumos”, destacou Tereza Cristina.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, disse que os bioinsumos podem ser alternativas para complementar as ferramentas já utilizadas pela agropecuária brasileira. “Pelo volume de produção que temos, os bioinsumos são importantes para que possamos trabalhar com essa tecnologia em prol da sustentabilidade, em um mercado cada vez mais exigente. Aqui em Goiás já estamos dedicados a expandir essa técnica e promover uma produção sustentável em nosso estado, e com certeza seremos seguidos por outros estados”, disse.

O secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, Antônio Carlos de Souza Lima Neto, explicou que a proposta de um programa estadual, encaminhada à Assembleia Legislativa do estado, foi baseada no Programa Nacional de Bioinsumos, lançado pelo Mapa em 2020.

O uso de bioinsumos cresce globalmente em uma taxa de 15% ao ano e no Brasil o mercado nacional já apresenta taxas de 28% de crescimento em bioinsumos no segmento de proteção de plantas. Em 2020, foram registrados 95 produtos fitossanitários de base biológica registrados. “Com isso, já temos mais de 400 produtos biológicos de baixo impacto disponíveis para os agricultores”, destacou a ministra.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
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Opinião

Como um trator com reversor pode beneficiar a produção?

Por redação 07/04/2021
Escrito por redação
Por Juliano Roque Origuela

- Como um trator com reversor pode beneficiar a produção?

Quando falamos na modernização do campo inevitavelmente nos referimos a meios e soluções que visam otimizar e agilizar a operação, tornando-a mais sustentável e aumentando, consequentemente, a rentabilidade do negócio. Os tratores com reversor são exemplos de máquinas mais sofisticados, alinhadas com esse propósito e, cada vez mais, os operadores estão enxergando os benefícios desse tipo de mecanismo, que garante agilidade nas manobras e contribui para o aumento na eficiência da produção, se comparado ao trabalho realizado pelos tratores comuns (sem a tecnologia).

Mas, afinal, que tipo de dispositivo é esse? Existem essencialmente dois tipos de reversores: o mecânico e o eletro-hidráulico. Ambos têm o mesmo princípio que é mudar o sentido do trator por meio de uma simples alavanca, localizada geralmente na parte de trás do volante por razão ergonômica e permitem agilizar a manobra, economizando combustível no trabalho que estiver fazendo, além da possibilidade de um número maior de marchas frente-ré, o que também aumenta o rendimento operacional.

O reversor mecânico, presente em alguns tratores da Valtra abaixo de 135 cv, apresenta um simples deslocamento da alavanca para frente e para trás, dependendo do sentido que se almeja seguir. Em um trator sem reversor, o operador necessita realizar maior número de movimentos para reverter o sentido de deslocamento da máquina e, em alguns casos, realizar trocas em mais de uma alavanca, demandando mais tempo e causando mais fadiga operacional ao longo do dia de trabalho.

Já o reversor eletro-hidráulico está presente em tratores Valtra a partir de 79 cv. Em vez da embreagem de discos do reversor mecânico, as máquinas contam com o pacote eletro-hidráulico, sistema menos suscetível a falhas operacionais que, além de trazer mais comodidade e agilidade ao operador, não precisa usar o pedal da embreagem e consegue fazer a mudança frente-ré simplesmente acionando a alavanca.

Dito isso, vamos a alguns exemplos práticos de demonstração. Os tratores da série A4S, de 79 a 99 cv da Valtra, como, por exemplo, o modelo A94S de 99 cv, se destacam por conterem três fatores que permitem aos equipamentos trabalharem com 5% a mais de eficiência: o menor raio de giro da categoria, capaz de reduzir o número de manobras; o reversor Power Shuttle, para realizar as trocas de direções sem o acionamento do pedal da embreagem; e a possibilidade de ajustar a sensibilidade da reversão frente-ré para mais rápida ou mais suave, de acordo com o perfil e necessidade do operador. Esses são modelos mais versáteis, que conseguem absorver qualquer tipo de adversidade de condição de trabalho.

Já o A114, da série A4, por exemplo, oferece um índice até maior de eficiência, de 10%, na média, permitindo ao operador um trabalho ainda mais otimizado. Ele também conta com ajuste de sensibilidade do reversor frente-ré, que possibilita ao operador optar por manobras mais rápidas em uma situação de plantio ou aumentar a sensibilidade reduzindo a velocidade da reversão e tornando-a mais suave para trabalhos de carregamento ou abastecimento de uma carreta distribuidora, por exemplo, evitando qualquer queda de produto (esterco, calcário) e reduzindo o risco de acidentes quando o trabalho estiver sendo realizado próximo a outra máquina.

Apesar dos desafios dos últimos anos, o setor do agronegócio, único a apresentar crescimento no PIB brasileiro em 2020 (de 2%), vem se aprimorando e se tornando cada vez mais importante para a economia brasileira. O mercado dentro do setor segue este fluxo, trabalhando a todo o valor para disponibilizar uma gama de soluções tecnológicas e inovadoras que tornem o trabalho dos agricultores mais rentável e sustentável, ao mesmo tempo. E foi a partir dessa lógica que os tratores com reversor da Valtra passam a agregar valor aos negócios e vantagens para o agricultor que quer se manter atualizado e executar operações com a melhor performance possível.

* Juliano Roque Origuela é Especialista de Marketing Tático da AGCO América do Sul
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Frota de aeronaves agrícolas cresce 3,16% em 2020

Por redação 07/04/2021
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- Frota de aeronaves agrícolas cresce 3,16% em 2020

Brasil inicia 2021 com 2.352 aeronaves agrícolas, impulsionado principalmente pelo aumento das commodities no campo

A frota aeroagrícola brasileira entrou 2021 com 2.352 aeronaves, o que representou um crescimento de 3,16% no setor em 2020. O balanço foi divulgado nesta quarta-feira (7), pelo Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), durante encontro virtual com a imprensa. A apresentação ficou a cargo do diretor-executivo do Sindag, Gabriel Colle, que falou também comparativos da presença no campo de aeronaves turboélices em relação aos aviões a motores convencionais (a pistão), além da fatia de mercado de cada modelo de aeronave. E ainda o percentual de cada tipo de combustível – gasolina de aviação (avgas), querosene de aviação (qav) e etanol, entre outros dados.

O levantamento foi feito pelo ex-diretor do Sindag e consultor Eduardo Cordeiro de Araújo. Como em todos os anos, Araújo se debruçou sobre os dados do Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Segundo ele, as informações são um retrato do RAB em 31 de dezembro de 2020.

Araújo atua no setor aeroagrícola desde o final dos anos 1960 e viu de perto boa parte do seu desenvolvimento. Tendo acompanhado o início da sua regulamentação (na mesma década), o início de sua organização institucional (foi um dos fundadores do Sindag em 1991) e conhecido ou convivido com os pioneiros do setor no Brasil, desde Clóvis Candiota (primeiro piloto, empresário e seu patrono) e Marialdo Moreira, passando por Ada Rogato (primeira piloto agrícola mulher no País), Deodoro Ribas e José Carlos Christofoletti – este ainda hoje também parceiro do Sindag. Agrônomo e piloto, Araújo também trabalhou na Embraer e ajudou no desenvolvimento do projeto Ipanema – primeiro avião agrícola brasileiro.

O encontro virtual com a imprensa integra o projeto Aviação Agrícola 2022, do Sindag. A iniciativa prevê uma série de ações contínuas de qualificação, desenvolvimento e transparência do setor aeroagrícola, com foco na eficiência, segurança (operacional e ambiental) e na aproximação com a sociedade. O projeto conta com patrocínio da Syngenta.

Freio

O saldo positivo de 72 aeronaves agrícolas em 2020 confirmou o crescimento que o Sindag havia previsto em setembro do ano passado, em uma sondagem junto aos fornecedores de aeronaves agrícolas brasileiro e norte-americanos. “Erramos por apenas dois aviões em nossa projeção, mas acertamos ao dizer que o crescimento se manteria acima dos 3%, pelo terceiro ano consecutivo”, destaca o presidente da entidade, Thiago Magalhães Silva – que não participou do evento, mas fez a análise antes do encontro.

Apesar do percentual mais baixo em relação a 2019 (3,92%) e 2018 (3,74%), Magalhães lembra que a entidade previa esse freio, já que a alta e a instabilidade do dólar a partir de março do ano passado (pela crise do petróleo entre Rússia e Arábia Saudita) congelaram algumas compras previstas de aeronaves. “Com a pandemia, o dólar subiu e vieram as incertezas. Porém na sequência veio a alta das commodities e isso refletiu na retomada da compra de aeronaves.” Além do investimento em tecnologias, prevaleceu o protagonismo pilotos e profissionais que seguiram voando para fazer o campo dar conta da alta demanda de alimentos e insumos para produtos essenciais. “No início da crise sanitária a aviação agrícola foi considerada atividade essencial”, recorda Magalhães.

O presidente do Sindag lembra que 2021 também já começou com expectativa de retomada, a partir do anúncio, pela Embraer, da venda de 27 aeronaves só no primeiro bimestre – 8% a mais do que os 25 aviões vendidos pela empresa em todo 2020. Para Magalhães, essa tendência de crescimento para 2021 só não se confirma no caso de uma queda dos valores das commodities com o dólar ainda alto ou se houvesse quebra significativa de safras – por fatores climáticos, por exemplo.

Mas o dirigente faz uma ressalva sobre 2022: a questão tributária. “Tivemos em 12 março a prorrogação do Convênio ICMS-100 – pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), válido até 31 de dezembro. Se não houver renovação no ano que vem, a alíquota de ICMS para aeronaves importadas, por exemplo em São Paulo, subirá de 4% para 18%, o mesmo valendo para peças.” O que, lembra ele, atinge também aviões de fabricação nacional, “que têm em torno de 80% de componentes importados”.

Empresas e operadores privados

Segundo o balanço de Eduardo Araújo, 2020 terminou com 1.459 aeronaves agrícolas pertencendo às 266 empresas que fazem o trato de lavouras para os produtores rurais – os chamados operadores de Serviço Aéreo Especializado (SAE). O número representa um incremento de 38 aparelhos durante o ano.  Ao mesmo tempo, 869 aeronaves estão com cerca de 650 operadores privados (categoria TPP, segundo a Anac), que são fazendeiros, cooperativas ou usinas que têm seus próprios aviões – crescimento de 34 aviões e helicópteros. Apesar de ter levantado os dados gerais sobre operadores SAE e TPP, Araújo ainda não esmiuçou sua divisão entre os Estados.

Os 24 aviões restantes na conta são de governos ou autarquias federais ou estaduais, além de protótipo e aeronaves de instrução. Por exemplo, aviões pertencentes a corpos de bombeiros (combate a incêndios), os usados pela Academia da Força Aérea e aparelhos das seis escolas de formação pilotos agrícolas do País.

Combustíveis e helicópteros 

Sobre combustíveis utilizados pela aviação agrícola no Brasil, são 1.135 aviões e helicópteros movidos a gasolina de aviação (avgas), 744 aviões movidos a etanol e 473 aeronaves que utilizam querosene de aviação (qav). O que dá uma proporção de, respectivamente, 48,26%, 31,63% e 20,11% da frota.

No caso da proporção entre aviões e helicópteros, a frota aeroagrícola do País entrou 2021 com 2.331 aeronaves de asas fixas contra 21 aparelhos de asas rotativas. Números que no início de 2020 eram, respectivamente, 2.264 e 16. O que indica que a volta dos helicópteros ao mercado, ocorrida em 2016 (depois de cerca de 40 anos ausentes), aos poucos vai se consolidando. Principalmente em áreas de terreno acidentado e com mais obstáculos ou sem pista de pouso a curta ou média distância, já que o equipamento pode pousar inclusive sobre o caminhão da equipe de apoio.

Liderança

Entre as unidades da Federação, a maior frota aeroagrícola continua sendo a do Mato Grosso, que recebeu mais 26 aeronaves em 2020, somando agora 550 aparelhos. O segundo lugar na lista segue sendo do Rio Grande do Sul, apesar do Estado ter diminuído em cinco aviões a sua força aérea sobre lavouras – passando agora a 421 aeronaves.

Em terceiro na lista, o Estado de São Paulo também mantém posição, mesmo com a diminuição de seis aeronaves no ano passado. Agora são 333 aviões e helicópteros em operação em terras paulistas, segundo os registros da Anac.

No geral, o relatório aponta 14 Estados com aumento de frota e seis que apresentaram alguma redução, além dos quatro que permaneceram estáveis. Conforme Eduardo Araújo, a lista da frota por Estado leva em conta o domicílio do operador (empresa ou produtor rural) que de fato opera a aeronave. E não o proprietário, que tanto pode ser o mesmo quanto, por exemplo, alguma pessoa física ou jurídica que arrenda o aparelho. O que também pode explicar parte da oscilação entre quem perdeu ou ganhou aeronaves na lista.

O consultor adverte ainda que, no caso dos helicópteros, o número pode ter alguma quebra. Isso pela dificuldade em se identificar nos registros da Anac os aparelhos de asas rotativas certificados como agrícolas.

TPP x SAE

Os dois Estados do topo do ranking apresentam também uma diferença curiosa, constatada em 2018, no último levantamento do ranking estadual de operadores. Enquanto o Mato Grosso concentrava o maior número de operadores TPP – na época com 233 privados contra 31 empresas aeroagrícolas, a frota gaúcha estava em sua maioria nas mãos de empresas – 72 operadores SAE contra 42 produtores que tinham seus próprios aviões. Ao que tudo indica, os mato-grossenses continuam o Estado com maior número de privados e o Rio Grande do Sul como o maior número de empresas.

É aí que as das entidades aeroagrícolas do País dividem seus públicos. O Sindag vem trabalhando em um processo de melhoria contínua focado em excelência na terceirização do trato de lavouras pelos produtores. Nesse caso, defendendo vantagens como a não imobilização do patrimônio na entressafra e redução de custos com pessoal, encargos, instalações, manutenção e outras despesas – para que o agricultor possa focar energia e recursos na lavoura em si, mercado e gestão.

Já o Instituto Brasileiro da Aviação Agrícola (Ibravag) abrange os produtores que operam seus próprios aviões e o restante da cadeia aeroagrícola. Com foco em qualificar os profissionais e gestores da ferramenta nas propriedades. De comum entre as duas instituições, o esforço conjunto por boas práticas no campo, ferramentas para manter requisitos e documentações em dia e comunicação – tanto interna quanto para aproximar o setor da sociedade. Em última instância, eliminando mitos e promovendo a importância da ferramenta aérea.

Cresce a fatia de turbos

O relatório da frota em 2020 também confirmou uma tendência de maior participação das aeronaves turboélices no mercado aeroagrícola brasileiro: de 3,39% em 2011, o percentual já chegava a 18,48% em 2019 e, no ano passado, fechou com 20,11%. Na prática, a fatia de turboélices cresceu 284,5% desde 2011, passando de 123 para 473 aeronaves atuando em lavouras. Paralelamente, a frota aeroagrícola geral cresceu 38,92% no período – de 1693 aeronaves em 2011 para as 2352 no fechamento de 2020.

Segundo Gabriel Colle, as aeronaves turboélices são maiores, mais potentes e de melhor rendimento, ideias para grandes áreas de lavouras. Nesse caso, todas importadas (especialmente dos Estados Unidos, maior fabricante do setor). Por outro lado, entre os 51 modelos de aeronaves que operam no Brasil, de 16 fabricantes, a maior fatia segue sendo da Embraer, com aviões de motor convencional (a pistão).

“A empresa brasileira conta com 1.308 aviões em operação, segundo os registros da Anac e domina 55,66% do mercado, segundo os números do final de 2020. Um pouco abaixo dos 56,32%, mas longe de significar perda de fôlego, tendo em vista a arrancada de vendas no primeiro trimestre deste ano”, observa o diretor-executivo do Sindag. Tudo graças ao modelo Ipanema que, apesar de cinquentão desde julho do no passado, mantém-se atualizado com o EMB-203. Trata-se da sétima geração do modelo, lançada em 2015 e a segunda em que os aviões já saem de fábrica movidos a etanol. A exemplo de seu antecessor, o EMB-202 A – lançado em 2004 e que foi o primeiro avião no mundo homologado de fábrica para uso do biocombustível.

Air Tractor

Ocupando o segundo lugar no ranking de fabricantes presentes na frota brasileira a norte-americana Air Tractor terminou 2020 com uma fatia de 19,22% do mercado aeroagrícola brasileiro. A empresa tem oito modelos operando no Brasil, de diversos tamanhos, potência e capacidades de carga que vão de 1,5 mil a mais de 3 mil litros no hopper (tanque onde fica a carga a ser aplicada na lavoura). O que, segundo o levantamento de Araújo, faz dela dona também de 89,33% do universo de aeronaves agrícolas turboélices no País.

Aliás, os 38 aviões agrícolas enviados ao Brasil em 2020 pela fábrica de Olney, no Texas, segundo seus representantes brasileiros, representam quase um terço das 123 aeronaves turboélices entregues pela Air Trator durante todo o ano. O total de entregas da Air Tractor consta no relatório divulgado no último mês de fevereiro pela Associação dos Fabricantes da Aviação Geral dos EUA (Gama, na sigla em inglês). Dado que demonstra outra realidade que se repete nos últimos anos: o Brasil é o maior mercado da empresa texana fora dos Estados Unidos.

A outra empresa norte-americana de aviões, a Thrush Aircraft, também comemora 2020 com grandes expectativas neste ano. Mas não revela quantos dos 20 aparelhos de sua produção mundial (também segundo a Gama) vieram para o Brasil. A Thrush está reiniciando sua trajetória e aos poucos vai recuperando o fôlego no mercado, com aeronaves turboélices. A empresa originada nos anos 60 e hoje situada em Albany, no Estado da Georgia, reinventou-se depois de passar por uma recuperação judicial em 2019 e voltou renovada ao mercado.

Congresso da Aviação Agrícola

Após o balanço da frota, o Meeting com a Imprensa teve ainda uma apresentação sobre os preparativos para o Congresso da Aviação Agrícola do Brasil, que será novamente virtual este ano. O encontro vai abranger o XXIX Congresso Mercosul e Latino-Americano de Aviação Agrícola e será comemorativo aos 74 anos do setor no Brasil e seu centenário no mundo.

A programação será de 20 a 22 de julho, com palestras, debates, rodadas de negócios e exposições virtuais. Segundo a coordenadora de Eventos do Sindag, Marília Güenter explica que a nova plataforma virtual do Congresso funciona dentro do conceito de gamificação, para gerar maior engajamento dos visitantes.

“Ao participar dos eventos e das mostras, as pessoas poderão, por exemplo, visitar os estandes e interagir com os representantes das empresas expositoras por meio de chat ou botão para o whatsapp. Além de conversar com eles a qualquer momento numa sala virtual que permanecerá aberta em cada estande nos os três dias do evento”, conta Marília. Os expositores terão ainda apoio do Sindag para produção de vídeos e posts, além do treinamento para aproveitar os recursos da plataforma do Congresso. Já os visitantes do Congresso virtual contarão com um vídeo tutorial para passearem pelo evento digital, além de alguns eventos prévios com orientações.

A expectativa do sindicato aeroagrícola é bater as 17 mil visualizações dos eventos do Congresso Web 2020. As inscrições estarão disponíveis no final de abril. Ao fazer sua inscrição, o participante já terá acesso a alguns espaços da plataforma.

Fonte: Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag)
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CNA, Embrapa Solos e Firjan lançam jogo voltado ao agro

Por redação 07/04/2021
Escrito por redação

- CNA, Embrapa Solos e Firjan lançam jogo voltado ao agro

O Sistema CNA/Senar, a Embrapa Solos e a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan/Senai) lançaram  o SoilsPlay: o agro entrou no jogo, um projeto inovador que agrega o agronegócio e a indústria de jogos digitais.

A iniciativa é direcionada para startups e empresas que atuam no desenvolvimento de jogos digitais. As interessadas poderão participar de uma chamada pública para apresentar propostas de games que contemplem aspectos técnicos, capacitação e possíveis simulações de cenários, de maneira lúdica e atrativa.

Os desafios que os candidatos precisam cumprir são: sistemas integrados de produção, serviços ecossistêmicos, mercado de carbono, recuperação e conservação de solos e experiência do consumidor. A próxima etapa prevê a realização de webinars de sensibilização em relação aos temas propostos.

Na opinião do coordenador de Inovação do Sistema CNA/Senar, Matheus Ferreira, que representou o diretor-geral do Senar, Daniel Carrara, no lançamento, o projeto é uma oportunidade para o agro brasileiro difundir informações sobre sustentabilidade, mostrar o trabalho realizado pelos produtores rurais e aproximar o público jovem e urbano do campo.

“Outro ponto fundamental é a possibilidade de usarmos essa ferramenta para a educação. Já temos cursos no Senar que utilizam a realidade aumentada e virtual e isso ajuda muito o aluno a internalizar o conhecimento no seu processo produtivo. Somos entusiastas desse projeto, vamos participar ativamente de todas as etapas e estimular startups da nossa rede Agroup a enviarem propostas”, afirmou.

O SoilsPlay conta com apoio da Associação Brasileira das Empresas Desenvolvedoras de Jogos Digitais (Abragames), que promoverá o desenvolvimento dos jogos em conjunto com a Embrapa Solos e a Firjan/Senai, visando à obtenção do jogo finalizado e à articulação com o mercado e investidores.

A etapa final está prevista para junho, quando uma comissão julgadora escolherá até três propostas. As finalistas estarão automaticamente selecionadas para o edital, que prevê aporte financeiro para o desenvolvimento dos projetos.

“O objetivo é trazer inovação e novas ferramentas para que possamos transmitir e comunicar todo esse conhecimento que a gente tem de forma mais lúdica, fazer o engajamento e defender o tema da sustentabilidade da agropecuária brasileira”, disse a chefe-geral da Embrapa Solos, Petula Ponciano.

Poderão participar acadêmicos ou profissionais de diversas áreas de conhecimento, organizados em equipes de empresas ou startups. Mentores do Sistema CNA/Senar, da Embrapa Solos e da Firjan SENAI darão suporte técnico às equipes conforme previsto em edital. O período e as regras para inscrição serão divulgados após a publicação do edital.

Na opinião do diretor de Inovação do Ministério da Agricultura, Cléber Soares, é preciso promover as ferramentas conhecidas como “inovação aberta” e aprender com outros segmentos. Para ele, a “gamificação” é uma forma de entretenimento e de aprendizagem virtual e, principalmente, de atrair o público jovem para a construção do futuro do agro.

O lançamento também contou com a participação da diretora-executiva e de Inovação e Tecnologia da Embrapa, Adriana Regina Martin; do diretor-executivo do Sistema Firjan/Senai, Alexandre dos Reis; do pesquisador-chefe do Instituto Senai-RJ de Inovação em Sistemas Virtuais de Produção, Eric Romani; e do coordenador da incubadora Spcine Game e diretor de estratégia da Game Jam Plus, Pedro Zambon.

Fonte: CNA Brasil
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