quinta-feira, novembro 5, 2026
  • Início
  • Quem Somos
  • Assinatura
  • Anuncie
  • Fale Conosco
  • Login/Register
Máquinas e Inovações Agrícolas (MIA)
  • Início
  • Notícias
  • Especial
  • Manutenção
  • TV MIA
  • Acervo
  • Newsletter
  • Curiosidade
quinta-feira, novembro 5, 2026
  • Início
  • Quem Somos
  • Assinatura
  • Anuncie
  • Fale Conosco
  • Login/Register
Máquinas e Inovações Agrícolas (MIA)
  • Início
  • Notícias
  • Especial
  • Manutenção
  • TV MIA
  • Acervo
  • Newsletter
  • Curiosidade
Bucher
Máquinas e Inovações Agrícolas (MIA)
Bucher
Máquinas e Inovações Agrícolas (MIA)
  • Portal Máquinas Agrícolas
  • Quem Somos
  • Anuncie
  • Assinatura
  • Assuntos
    • Notícias
    • Tecnologia
    • Revista
    • Manutenção
    • Opinião
    • Coluna
  • Fale Conosco

@2024 - Todos os direitos reservados. Site por:Código 1 TI

Notícias

Aumento de juros básicos deve encarecer crédito rural

Por redação 05/04/2021
Escrito por redação
Por Adriana Gavaça
- Aumento de juros básicos deve encarecer crédito rural

O Comitê de Política Monetária do Banco Central, o Copom, subiu em sua última reunião, realizada em março, a taxa básica de juros (a Selic), em 0,75 ponto percentual, elevando-a 2,75% ao ano. A decisão do Copom ficou acima do aumento aguardado pelo mercado, de meio ponto percentual. Dessa forma, a expectativa para a Taxa Selic, ao final de 2021, subiu de 4,5% para 5% ao ano.

No campo, o impacto da medida poderá ocorrer de duas formas. Primeiro, há uma preocupação com a elevação das taxas de juros praticadas em linhas de crédito subsidiadas pelo governo. Isso porque, parte dos recursos dessas linhas vem da poupança, que é remunerada com um percentual da taxa Selic, o que deve encarecer a captação de recursos pelas instituições financeiras e, por consequência aumentar o custo de equalização por parte do governo.

Há ainda o impacto aguardado nos recursos provenientes do setor privado. Com os títulos públicos oferecendo retornos maiores, quando remunerados pela Selic, parte do mercado deve migrar de investimentos no agronegócio para a segurança oferecida por esses papéis.

Para Fernanda Schwantes, superintendente técnica adjunta da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a elevação da Taxa Selic acontece em um momento desfavorável, em que as entidades de classe e o ministério da Agricultura iniciam a negociação do Plano Safra 21/22, com ministério da economia.

Em sua opinião, como não há espaço fiscal para ampliar o volume de recursos ao setor, uma vez há gastos elevados em outras áreas, para a contenção da pandemia e para o pagamento de novas parcelas do auxílio emergencial, fica difícil imaginar qual será o cenário que o produtor rural encontrará este ano para financiar sua produção ou aquisição de insumos e máquinas.

Acompanhe sua declaração, no Podcast abaixo.

Máquinas & Inovações Agri · #010 – Fernanda Schwantes – Selic mais alta pode impactar custo do crédito rural

 

05/04/2021 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Notícias

YANMAR lança consórcio para máquinas agrícolas

Por redação 04/04/2021
Escrito por redação

- YANMAR lança consórcio para máquinas agrícolas

No último dia 1 de abril, a YANMAR South America, em parceria com a Multimarcas Consórcios, lançou no mercado brasileiro o Consórcio Nacional. O produto tem como intuito facilitar e tornar mais acessível para os produtores rurais a compra de equipamentos modernos para o agronegócio, visando impulsionar ainda mais o segmento no país.

Inicialmente, o Consórcio irá abranger apenas a linha de tratores Solis e a Transplantadeira PH1, ambas da linha Agrícola YANMAR, e também a linha de Geradores, equipamentos que são amplamente utilizados em propriedades rurais para evitar a queda na produtividade como consequência de possíveis interrupções de energia.

A ideia da parceria entre a YANMAR South America e a Multimarcas Consórcios surgiu a partir da demanda por consórcios agrícolas no país por parte dos produtores, visto que é uma forma bem mais acessível, com parcelas que cabem no bolso, de modernizar as atividades rurais. Para colocar o consórcio em prática, a YANMAR precisava que uma empresa autorizada pelo Banco Central do Brasil fizesse o gerenciamento do mesmo, e devido à credibilidade, seriedade e compromisso com a realização de sonhos, a Multimarcas Consórcios foi a escolhida.

A Multimarcas Consórcios está há 42 anos em atividade, é líder de mercado no Estado de Minas Gerais e a 17a no ranking do Banco Central do Brasil em faturamento de taxa de administração. Sua trajetória de sucesso foi conquistada por meio da realização de sonhos dos mais de 87 mil clientes contemplados em consórcios de imóveis, veículos e serviços. Atualmente, conta com 300 representações de vendas por todo o Brasil e cerca de 5.000 colaboradores e parceiros diretos.

Com esse lançamento, a YANMAR South America almeja ampliar as oportunidades de crescimento no agronegócio para os produtores rurais, que hoje ainda dependem muito das linhas de crédito do Governo Federal para adquirirem suas máquinas, um processo que demanda muita burocracia, tempo de liberação e variações na disponibilidade do recurso. A empresa acredita e trabalha para que a inovação e oportunidades de sucesso no mercado estejam igualmente disponíveis a todos, e com este consórcio, estará dando mais um passo adiante no cumprimento dessa missão.

Fonte: YANMAR
04/04/2021 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Notícias

Artigo: Modelo eficiente de mecanização agrícola

Por redação 01/04/2021
Escrito por redação
Por Prof. Otávio J.G. Abi-Saab e Prof. Ricardo Ralisch

- Artigo: Modelo eficiente de mecanização agrícola

Mecanização Conservacionista visa o menor impacto no ambiente

Das tecnologias agrícolas, a mecanização é a mais antiga, duradoura e adaptável às diferentes épocas, realidades e interesses. Ela está presente desde o início da agricultura e, consequentemente, desde o início das civilizações humanas. Considerando isto, o nível tecnológico adotado pela mecanização representa muito bem a etapa evolutiva das diferentes civilizações. Tanto é que frequentemente se ilustram diferentes civilizações, associando-as à sua agricultura e mecanização adotadas.

De forma análoga, políticas e estratégias de promoção de diferentes níveis de mecanização agrícola são empregadas como forma de induzir a evolução da atividade agropecuária de uma região ou país. Exemplos são a motomecanização introduzida no Brasil em 1959, com o Plano Nacional da Indústria de Tratores de Rodas, como sendo a única tecnologia agrícola em nossa história, induzida por uma política e que visou a modernização de nossa agricultura.

Outros casos que merecem destaque foram: a evolução do Sistema Plantio Direto (SPD), cujas etapas foram caracterizadas pelos surgimentos espontâneos de alguns implementos, como a importação dos EUA em 1972 da semeadora Allis Chalmers por Herbert Bartz, considerado o início do SPD na América do Sul, os lançamentos das semeadoras brasileiras, como a Rotacaster e as TDs e os desenvolvimentos dos pulverizadores autopropelidos. Da mesma forma, a expansão do SPD para a agricultura familiar da região sul do Brasil, fato que revolucionou este setor, foi desencadeada pela iniciativa da Federação Brasileira de Plantio Direto e Irrigação, FEBRAPDP, que, com apoio financeiro da Semeato e da Monsanto, adquiriu 36 semeadoras de plantio direto para tração animal de diversos fabricantes voltados à agricultura familiar, modelo Gralha Azul.  

É fácil visualizar a relação da mecanização agrícola com as diferentes etapas de evolução da agricultura, desde o seu início até atualmente. No início, a prioridade foi dar mais capacidade de trabalho às pessoas. Em seguida se necessitou dar mais capacidade de produção às pessoas, para ampliar a área explorada e ferramentas mais adequadas foram sendo desenvolvidas, com animais sendo domesticados para ampliar esta capacidade. Diferentes ferramentas e implementos foram surgindo e se adaptando para atender aos diversos interesses, ampliando a atividade agrícola e a produção. 

E assim vem se evoluindo a agricultura e a mecanização agrícola. A mecanização ora visou ampliar a capacidade de trabalho das pessoas, depois atendeu aos anseios de padronização dos efeitos destes trabalhos, evoluindo para a redução da penosidade destes trabalhos, tornando-os mais fáceis e seguros de serem feitos, passando pelo interesse de ampliar a produção e a produtividade.

A agricultura se modernizou e há atividades intensamente mecanizadas que exigem um excelente gerenciamento das máquinas para evitar os efeitos negativos da mecanização excessiva. Para facilitar este gerenciamento, já convivemos com a agricultura 4.0, com características digitais, onde as máquinas passaram a ser gerenciadas à distância e já há modelos autônomos no mercado, diminuindo a presença de pessoas no ambiente de trabalho, reduzindo a insalubridade e os riscos de falhas humanas nas operações.

Mas e hoje, qual será a principal função da agricultura e como a mecanização deve ser encarada?

Principal função

Em qualquer ambiente que se discuta este assunto, a maioria das opiniões sobre a principal função da agricultura giram em torno da produção de alimentos e suas derivadas, como propiciar a segurança alimentar. A segunda opção mais frequentemente citada como função da agricultura é a produção de forma ampla, envolvendo, alimentos, fibras, matéria prima e energia. Outra citação frequente, é a capacidade de gerar riquezas e fortalecer as economias locais, regionais e nacional. Com menor frequência, mas também citada é a função de propiciar desenvolvimento social, pelo reequilíbrio de distribuição das populações. Mais recentemente começaram a surgir as manifestações de que a agricultura deve se preocupar com o ambiente. 

Percebe-se que na maioria das vezes se destacam as opções associadas a capacidade de produção, porém, para se produzir, a agricultura precisa de um ambiente propício e recursos naturais equilibrados e preservados, que são basicamente, solo, água, atmosfera e biodiversidade. Porém, antagonicamente, é a própria agricultura intensificada a maior causadora de distúrbios no ambiente e nestes recursos naturais, causando degradação do solo, erosão, sedimentação e contaminação das águas, contaminação da atmosfera e drástica redução da biodiversidade. Logo, se queremos que haja uma agricultura produtiva, duradoura e perene é fundamental que esta agricultura tenha como prioridade máxima preservar o ambiente e os recursos naturais. A melhor agricultura é aquela que produz um ambiente produtivo, para que se possa perpetuar a capacidade de produzir bens de consumo, em volume e custos condizentes. Neste contexto que surgiu o conceito da Agricultura Conservacionista, produtiva e protetora do ambiente, proposto pela FAO e que se baseando no sucesso do SPD no Brasil e na América do Sul. Trata-se do último e mais recente avanço conceitual da agricultura.  

Mecanização

Considerando que a Mecanização Agrícola é a tecnologia precursora das demais tecnologias e que atende aos interesses da agricultura e que concordamos que a atual principal função da agricultura é preservar os recursos naturais, propiciando um ambiente favorável à produção agropecuária, cabe à mecanização, como tecnologia preliminar, protagonizar a proteção ambiental, favorecendo que as demais tecnologias atuem na consolidação de uma agricultura sustentável. Esta é a base conceitual da Mecanização Conservacionista: propiciar que as operações agrícolas promovam o menor impacto negativo possível no ambiente, contribuindo para bons resultados econômicos da agricultura, associados à preservação dos recursos naturais.

Sérios problemas ambientais relacionados com a agricultura, como o recente retorno da erosão hídrica, são causados por uma mecanização mal gerenciada. A busca pelo aumento do rendimento operacional sem critérios bem definidos, leva a um elevado risco da atividade. Um exemplo clássico foi a retirada dos terraços em curva de nível, para viabilizar o trabalho com máquinas de maiores dimensões, em áreas com declividade. Outro fator de risco é o aumento excessivo das velocidades operacionais. Tem havido, também, um desrespeito a topografia e para melhorar a eficiência das máquinas, opera-se nas dimensões mais longas das propriedade, mesmo que sejam operações realizadas morro acima e morro abaixo, ampliando os riscos de erosão.

A boa gestão da mecanização é fundamental para se adotar boas práticas agrícolas. Uma gestão da mecanização inclui a escolha de bons parâmetros para definir se uma operação deve ou não ser realizada. Se for realizada, em que condições esta deve ocorrer. Isto implica em adoção de bons indicadores, tanto dos fatores que motivam a realização de uma operação, como de avaliação contínua das operações realizadas.

Como tecnologia, a mecanização atua, em seus diferentes níveis de adoção, em todas as atividades agropecuárias e em todas as etapas do processo de produção, sendo que cada operação e equipamento agrícola devam ter descritos os critérios que devam ser atendidos visando a conservação do ambiente. Por ora nos deteremos a um conceito geral e quais critérios devem ser considerados para se buscar uma mecanização Conservacionista, que seguem: 

1- As operações agrícolas devem ser racionalizadas, sendo empregadas apenas as necessárias e para isto é preciso de um bom sistema de gerenciamento destas operações e dos motivos que levem a optar por elas. 

2- As operações de preparo do solo devem ser evitadas ao máximo por causarem muita degradação na estrutura do solo, afetando sua fertilidade. 

3- As máquinas devem se adaptar ao ambiente e não o ambiente às máquinas, já que o ambiente é a prioridade.  

4- O dimensionamento dos equipamentos e as condições operacionais como velocidade e trafegabilidade devem respeitar as características do solo, da topografia, do formato das glebas e das condições climáticas no momento da operação.

5- Em regiões com declividade, as obras de controle das enxurradas, como os terraços e caixas de contenção são prioridades, com todas as operações devendo ser realizadas em nível.

6- Devem ser respeitadas as características de consistência do solo, dada pela sua umidade e textura, onde se pretende realizar a operação agrícola e considerar a forma de ação das ferramentas, para se evitar as deformações e desagregações da estrutura do solo. 

Em suma, todo sucesso de nossa agricultura se deve a uma eficiente geração e emprego de tecnologia adaptada ao ambiente, incluindo a mecanização. A possibilidade de podermos conciliar grandes produtividades com a preservação ambiental é uma grande vantagem global no atual contexto, podendo vir a ser um excelente ativo comercial em breve. Para atingirmos este patamar já há informações suficientes, basta que todos os setores envolvidos na atividade agropecuária se conscientizem disto e hajam de forma coerente para tal.

A Mecanização Agrícola envolve muito mais conceitos do que só máquinas e seu uso, deve ser encarada para além de possibilitar a produção agropecuária, nos moldes que se desenvolveram através da história e que vigoram atualmente. É sim uma tecnologia que possibilita tudo isso, mas de forma que a agricultura se sustente e perdure. 

A principal função da mecanização é solucionar problemas e não os causar, o que se atinge com uma boa gestão. O problema atual é ambiental, ou seja, conciliar a produção agrícola com a preservação dos recursos naturais.

Abraços e boas safras!

* Prof. Otávio J.G. Abi-Saab e Prof. Ricardo Ralisch (Depto. Agronomia Universidade Estadual de Londrina)
01/04/2021 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Notícias

Exportação de máquina agrícola cresceu 66,9%

Por redação 31/03/2021
Escrito por redação

- Exportação de máquina agrícola cresceu 66,9%

A receita líquida total do setor de máquinas e equipamentos agrícolas avançou 6,3% em fevereiro passado, em relação a janeiro de 2021,  e em 18,0%, quando comparado ao  mesmo período de 2020. Com isso, o setor terminou o primeiro bimestre do ano com crescimento de 27,4%. O resultado anualizado mostrou nova expansão, desta vez da ordem de 9,3%. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

Após crescer 0,9% em dezembro, as exportações de máquinas recuaram 1,6% em janeiro de 2021 e 20,3% em fevereiro. Por outro lado as máquinas agrícolas não sentiram esta queda e cresceram 66,9% no mês. No faturamento houve queda em relação ao mesmo mês do ano passado, passando de 130.628,71 para 126.209,89 (US$ mil FOB) , queda de 3,4%. Os maiores compradores foram Paraguai, Argentina, Ucrânia, Rússia e Bolívia.

De acordo com Pedro Estevão Bastos, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA) da Abimaq, o bom resultado do setor é explicado pelo preço das commodities em alta, no mercado internacional, aliado à desvalorização cambial interna e à boa safra. Ele afirmou ainda que  o setor não enfrenta atrasos na produção, devido ao agravamento da pandemia e às medidas de isolamento impostas em muitas regiões do País. “Nós não temos parada na fábrica. Pode haver  atrasos em cronograma de montagens e, por consequência,  de entrega devido ao volume de pedidos”, assinala.

 

31/03/2021 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Notícias

Agro teve melhor saldo de empregos desde 2011

Por redação 31/03/2021
Escrito por redação

- Agro teve melhor saldo de empregos desde 2011

A agropecuária registrou saldo positivo de 23.055 postos de trabalho formais em fevereiro de 2021, o melhor resultado para o mês desde 2011, segundo Comunicado Técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

A publicação analisou os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado na terça (30), pelo Ministério da Economia, que apontou a abertura de 401.639 novas vagas de empregos no país em fevereiro.

No acumulado no ano, o agro foi responsável por 56.041 novas vagas, o que representa 8,5% do total de empregos gerados no período, número 192% maior que o mesmo período de 2020, quando registrou 19.214 postos de trabalho.

As atividades agropecuárias que mais contribuíram para o bom resultado de fevereiro foram o cultivo de soja, com 6.108 vagas, e a criação de bovinos, com 4.342 postos. Completam a lista as atividades de apoio à agricultura e à pecuária (+1.873), cultivo de cana-de-açúcar (+1.822) e produção florestal (+1.768).

De acordo com o documento da CNA, assim como em janeiro, houve geração de empregos em quase todas as regiões, com exceção do Nordeste. As regiões Sudeste e Centro-Oeste foram as que mais criaram vagas em fevereiro, 17.241 e 4.574, respectivamente.

São Paulo foi o estado que mais abriu postos de trabalho, mantendo sua posição como o maior gerador de empregos na agropecuária (+14.509), como foi em 2020 e em janeiro de 2021, o que corresponde a 63% do total do setor no país. Em seguida, aparece Minas Gerais com 2.435 vagas, quase 11% do total do setor.

Fonte: Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)
31/03/2021 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Notícias

Conselho do Café aprova R$ 5,9 bilhões para safra 2021/22

Por redação 31/03/2021
Escrito por redação

- Conselho do Café aprova R$ 5,9 bilhões para safra 2021/22

O Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC) aprovou montante de R$ 5,9 bilhões para aplicação nas linhas de financiamentos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para a safra 2021/22. São créditos para custeio, comercialização, aquisição de café, capital de giro e recuperação de cafezais. Na temporada anterior, foram destinados R$ 5,7 bilhões.

A decisão foi tomada durante a 73ª reunião do CDPC, realizada nesta segunda-feira (29) com a presença da ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento).  A destinação dos recursos ainda precisa passar pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

O conselho também tratou da isonomia das taxas de juros na contratação das linhas de financiamento, medida que depende da aprovação da área econômica do governo federal.

Outro tema debatido, na reunião virtual, foi sobre uma linha de financiamento para promoção do café brasileiro nos mercados interno e externo, com objetivo de divulgar a qualidade do produto e buscar novos mercados consumidores.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
31/03/2021 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Notícias

Governo aprova Fiagro: fundo para a agroindústria

Por redação 31/03/2021
Escrito por redação

- Governo aprova Fiagro: fundo para a agroindústria

O governo federal publicou nesta terça-feira (30), no Diário Oficial da União, a Lei Nº 14.130, que institui os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro). A lei é assinada pelo presidente Jair Bolsonaro e pelos ministros Paulo Guedes (Economia) e Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

O Mapa participou ativamente da construção da proposta de criação do Fiagro. O objetivo é o aumento tanto da escala, quanto da sustentabilidade do agronegócio, o que demandará, por sua vez, maior volume de recursos para investimento e a adoção das melhores práticas de governança corporativa do setor. Nesse sentido o Fiagro será uma alternativa para melhorar o aproveitamento do potencial agroecológico da agropecuária brasileira.

De acordo com o secretário-adjunto de Política Agrícola do Mapa, José Ângelo Mazillo Jr., a ideia básica do Fiagro é aproximar as finanças do agro ao processo de securitização, já testado nos mercados internacionais, pelo qual os empreendimentos securitizados experimentaram expressivo aumento de funding associado à intensificação das melhoras práticas de governança.

“Os fundos de investimentos precisam basear seus negócios nas melhores práticas de governança, pois aplicarão recursos de terceiros, atividade fortemente regulamentada pelo Estado e, no caso de má administração, exposta a pronunciado risco ‘reputacional’, especialmente quando algum fundo é questionado por algum órgão de controle. Daí o impacto extremamente positivo que o Fiagro terá no compliance das atividades rurais investidas no cumprimento da legislação ambiental, trabalhista, tributária, fundiária e a de aquisição de terras por estrangeiros”, explica Mazzillo.

O mecanismo de constituição de um Fiagro é baseado na possibilidade de o  agropecuarista integralizar cotas do Fundo com sua propriedade rural. Outro aspecto fundamental foi a inserção do Fiagro na Lei 8668/1993 para buscar paralelismo com o Fundo de Investimento Imobiliário (FII), evitando assimetrias nas regras de mercado. “Além de se aproveitar o caso de sucesso desses fundos, sua regulamentação e jurisprudência para que o Fiagro atinja os efeitos pretendidos o mais rapidamente possível”, diz o secretário-adjunto.

Segundo ele, caso se desenvolva conforme o esperado, o Fiagro deverá ter um reflexo bastante positivo na arrecadação do Fisco, contribuindo para o equilíbrio fiscal do país.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
31/03/2021 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Notícias

Panorama Setorial: Força do Matopiba

Por redação 31/03/2021
Escrito por redação

Por Gustavo Paes

- Panorama Setorial: Força do Matopiba

Região é apontada como a nova fronteira agrícola, mas sofre com infraestrutura deficiente em estradas, portos e conectividade

Região considerada a grande fronteira agrícola nacional, o Matopiba compreende o bioma Cerrado dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia e responde por aproximadamente 10% da produção brasileira de grãos e fibras, principalmente soja, milho e algodão. Batizada de “Matopiba” ou “Mapitoba” pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), hoje a região é a que mais cresce, em área plantada, em todo o País.

O nome curioso é um acrônimo referente às duas primeiras letras dos estados em que faz divisa: Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia. Até a primeira metade do século 20, essa grande área era coberta por pastagens em terras planas e vegetação de cerrado e caatinga. A agricultura era considerada improdutiva, mas desde 2005, houve um fenômeno de expansão da atividade agrícola com o surgimento de grandes fazendas de monocultura que utilizam tecnologias mecanizadas para a produção em larga escala, destinada à exportação de grãos como soja e milho e também de algodão. 

A região começou a ser explorada para o agronegócio a partir da década de 1980. Foram os agricultores da Região Sul que chegaram primeiro, atraídos pelas terras com valores mais acessíveis, quando comparados às do Centro-Oeste, Sul e Sudeste do Brasil. Logo, as pastagens extensivas em cerrados foram substituídas por uma agricultura mecanizada e áreas de irrigação. A topografia plana propícia à mecanização, os solos profundos, a disponibilidade de água e o clima favorável ao cultivo das principais culturas de grãos e fibras com dias longos e elevada intensidade de sol possibilitaram o crescimento vertiginoso da região. 

“O Matopiba representa a nova fronteira agrícola brasileira e, juntos, possuímos mais de 14 milhões de hectares de áreas legalmente atribuídas”, afirma o ex-deputado federal César Halum, que coordenava o Grupo Gestor do Matopiba e, em junho desse ano, assumiu a Secretaria de Política Agrícola do Mapa, em Brasília (DF).

Principais culturas 

A nova fronteira agrícola brasileira também é considerada complexa, o que torna ainda mais audacioso o desafio de garantir uma agricultura moderna e sustentável na região. O Matopiba reúne 337 municípios, 31 microrregiões e representa um total de cerca de 73,1 milhões de hectares (51% da área dos quatro estados). O Tocantins tem 37,95% da área, enquanto o Maranhão conta com 32,77%, seguido da Bahia, com 18,06%, e Piauí, com 11,21%.

O Matopiba abrange os biomas Cerrado com 90,94% (de toda a área), Amazônia, com 7,27%, e Caatinga, com 1,64%. Existem na área cerca 324 mil estabelecimentos agrícolas, 46 unidades de conservação, 35 terras indígenas, 36 quilombolas e 1.053 assentamentos de reforma agrária, de acordo com levantamento feito pelo Grupo de Inteligência Estratégica (GITE) da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). 

A cultura que se destaca, entre as principais regiões produtoras do Matopiba, é a soja. O lugar já é responsável por quase 12% da produção nacional e colherá aproximadamente 15 milhões de toneladas da oleaginosa na safra 2019/2020, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Mas outras culturas como arroz, milho e algodão também têm papel importante. O estudo “Brasil – projeções do agronegócio – 2019/2020 a 2029/2030”, elaborado pelo Mapa, aponta que, em dez anos, a fronteira agrícola do Matopiba produzirá cerca de 32,7 milhões de toneladas de grãos em 2029/30) em uma área plantada de 8,9 milhões de hectares ao final do período das projeções. “O Matopiba tem grande potencial e que merece atenção das políticas públicas para se desenvolver”, destaca José Garcia Gasques, coordenador-geral de Avaliação de Política da Informação do Mapa e um dos coordenadores das projeções. 

Segundo a pesquisa realizada pelo Ministério da Agricultura, grande parte deste impulso na produtividade de grãos se deve ao acesso às tecnologias hoje empregadas, como o uso de híbridos e cultivares adaptados às condições edafoclimáticas, além de boas práticas para o uso eficiente de fertilizantes, corretivos e defensivos e sistemas conservacionistas de manejo como o plantio direto e a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF).

Aumento da área

No Tocantins, maior produtor de soja da Região Norte do País, nesse período, a projeção indica que a produção passará de 5.477 milhões de toneladas para 7.174 milhões de toneladas, um aumento de 31%. Já em relação à área plantada, o aumento é de 30,7%. O estado sairá de 1.546 milhão de hectares para 2.021 milhões de hectares. 

“O Tocantins é a região que mais pode crescer em área de produção, porque tem o estado inteiro dentro da região do Matopiba. Nós temos quase 5 milhões de hectares disponíveis dentro da previsão do Código Florestal e ainda tem a área de transformação da área de pecuária para intensificação da produção de grãos”, ressalta o titular da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Aquicultura (Seagro) do Tocantins, Thiago Dourado.

O secretário lembra que todos os anos o estado registra aumento de 11% a 15% na produção das principais culturas, como soja, milho e algodão. “Produzimos 5,5 milhões de toneladas de grãos na safra passada e, neste ano, esperamos crescer entre 11% e 12% e chegar a 6 milhões de toneladas considerando todas as culturas”, estima.

Expansão da soja

A área de plantio da oleaginosa tende a crescer 2 milhões de hectares na região agrícola do Matopiba nos próximos dez anos, mas este avanço representa apenas 10% do potencial de expansão, conforme o sócio-diretor da consultoria Agroconsult, André Pessôa. O Matopiba conta com 95 milhões de hectares, dos quais somente 5 milhões são utilizados com agricultura. “É uma atuação muito preliminar perto do potencial que essa região tem”, salienta. 

Pessôa acrescenta que, nas principais áreas de fronteira do País, ainda há disponibilidade de terra para expansão de plantio, com capacidade para sustentar o crescimento da agricultura pelos próximos anos. No caso do Matopiba, a ampliação de 2 milhões de hectares em soja, apenas 10% do potencial que teria na região, seria sobre áreas de pastagem e cerrado. 

No Oeste da Bahia a agricultura se desenvolve em duas áreas com diferentes características: o vale e o cerrado. No vale predomina a agricultura de subsistência, com o cultivo de mandioca, milho, arroz e feijão, além da pecuária. No cerrado, a área é mais plana, permite mecanização e é onde se firmou o polo agrícola da Bahia. Na região estão as maiores áreas de soja, algodão, milho e café.

Só a soja ocupa quase 65% da área total cultivada na região, segundo números da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba). Na safra 2019/2020, 1,7 milhão de hectares foram cultivados com a oleaginosa. Na temporada anterior, a área foi um pouco menor, 1,62 milhão de hectares. Atualmente, a soja do Oeste da Bahia corresponde a cerca de 5% da produção nacional e a 58% da produção do Nordeste, conforme a entidade. 

O algodão, outra forte cultura do Oeste da Bahia, é considerado o primeiro em qualidade no Brasil e a região é, hoje, a segunda maior produtora nacional. Na última estimativa de safra, somando também com o milho, a área ocupada por estas culturas fica perto de um 1,9 milhão de hectares e a produção passa de 7,6 milhões de toneladas. E a agricultura na região pode crescer ainda mais. 

“O potencial de toda a região é enorme. Só no Oeste da Bahia existem 3 milhões de hectares de áreas do cerrado agriculturáveis para serem explorados”, destaca o assessor de agronegócio da Aiba, Luiz Stahlke. 

Fundada em 1990, com 16 associados, a Aiba figura hoje como a principal entidade representativa da região, reunindo mais de 1,3 mil produtores e representando cerca de 95% da força de produção em 2,25 milhões de hectares plantados.

- Panorama Setorial: Força do Matopiba

Polo pecuário

O Centro-Oeste, que é dono de mais de 34% do rebanho brasileiro de bovinos, pode perder o posto de principal produtor de carne bovina do Brasil nos próximos 20 anos. Um estudo da Embrapa mostra que a expansão da integração entre lavoura, pecuária e floresta (ILPF) com altos índices de produtividade na região do Matopiba deve formar um novo polo pecuário no Brasil nos próximos anos. Dados do Censo Agropecuário 2017, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram que a área, com algum tipo de adoção de sistema ILPF no Brasil, chegava a quase 15 milhões de hectares.

A previsão da Embrapa é de que, até 2030, 23% da área produtiva do Matopiba conte com sistemas integrados, índice que pode chegar a 36% no Maranhão. Se confirmada, a projeção representará um crescimento de 187,5% em 15 anos da ILPF na região, podendo chegar a 200%.

Precariedade

O Matopiba tem precárias condições de logística, especialmente transporte terrestre, portuário e conectividade, além de dificuldades com crédito e regulamentação fundiária. O secretário da Agricultura, Pecuária e Aquicultura, Thiago Dourado, diz que, apesar dos estados serem vizinhos e terem territórios limítrofes, a região ainda necessita de integração. “As estradas ainda são muito carentes e a logística precisa de muita estrutura. Há gargalos enormes e esses são os desafios que a gente está focado, em construir plataformas de integração para que possa, realmente, produzir em conjunto”, reconhece. 

O ex-deputado federal César Halum afirma que, na prática, a região ainda não engatou. O dirigente, que é ex-secretário de Agricultura de Tocantins, frisa que os problemas como os de estradas e infraestrutura permanecem. “Criou-se uma expectativa falsa. Todo mundo ficou achando: agora tem tudo. Mas não se cuidou dos problemas do Matopiba, que seriam regularização fundiária, rodovias, infraestrutura de transporte, crédito e seguro rural. Todos esses problemas continuaram sem uma solução desde a criação do território, há 15 anos”, diz Halum.

Apesar de estudos mostrarem a expansão acelerada da soja, outros, em contrapartida, demonstram as disparidades resultantes da prosperidade da produção; entre elas, a concentração da renda. A região do Matopiba ainda apresenta baixo e médio Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) na maioria dos municípios, e baixo e médio Índice de Vulnerabilidade Social (IVS). Infelizmente, o Matopiba convive paralelamente com a prosperidade do agronegócio e o problema de miséria e pobreza crônica da população local.

Região em números

  • Quatro estados;
  • 31 microrregiões;
  •  337 municípios;
  • Área total: 73,1 milhões de hectares (51% da área dos quatro estados). O Tocantins tem 37,95% da área, enquanto o Maranhão conta com 32,77%, seguido da Bahia, com 18,06%, e Piauí, com 11,21%;
  •  O Matopiba abrange os biomas Cerrado com 90,94% (de toda a área), Amazônia, com 7,27%, e Caatinga, com 1,64%;
  • Existem na área cerca 324 mil estabelecimentos agrícolas, 46 unidades de conservação, 35 terras indígenas, 36 quilombolas e 1.053 assentamentos de reforma agrária.
31/03/2021 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Notícias

CNA defende construção da Ferrogrão

Por redação 31/03/2021
Escrito por redação

- CNA defende construção da Ferrogrão

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) foi ao Supremo Tribunal Federal (STF) defender a construção da Ferrogrão, ferrovia que irá reduzir os custos logísticos do transporte da produção agropecuária nas regiões Norte e Centro-Oeste do país.

Pelo projeto, são 933 km de extensão ligando Sinop (MT) a Miritituba (PA). De acordo com a CNA, nos primeiros 10 anos de operação, a previsão de demanda total de carga alocada da ferrovia deve alcançar 20,7 milhões de toneladas, número que poderá chegar a 52,3 milhões de toneladas no fim do contrato.

Na segunda-feira, a CNA protocolou no STF um pedido para participar, como amicus curiae, do julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553 que questiona a alteração dos limites de uma área e pede a suspensão do processo para implantar a Ferrogrão no Pará.

O relator da ação movida pelo PSOL é o ministro Alexandre de Moraes, que concedeu liminar há duas semanas, a favor da suspensão do processo e de dispositivos da Lei nº 13.452/2017, oriunda da Medida Provisória (MP) nº 758/2016, sob o argumento de que a alteração de limites causaria danos ambientais e deve ser feita via projeto de lei e não por MP, de acordo com a tese defendida pelo partido. A decisão ainda será analisada pelo plenário do STF, com o voto dos demais ministros.

A construção desta ferrovia é defendida pela CNA para ajudar no transporte da produção agropecuária das regiões Norte e Centro-Oeste do país para a região do Arco Norte, onde estão 61,2% da produção de soja e milho do País, mas cujos portos escoam apenas 28,4% da produção desses grãos.

A CNA justifica no pedido que o projeto da Ferrogrão é paralelo à BR-163, recentemente finalizada, na mesma faixa de domínio da rodovia, o que mostra que a área ambiental protegida não será afetada pelo traçado da ferrovia. O projeto passará por todas as etapas rigorosas e previstas em lei para que seja aprovado, como consultas prévias às comunidades indígenas, por exemplo, e o licenciamento ambiental, para confirmar a aptidão.

“O Parque Nacional do Jamanxim já foi criado no contexto do desenvolvimento do projeto e implementação da BR-163. Não são políticas diferentes, como quer fazer parecer o PSOL (primeiro a criação do parque nacional para proteger o meio ambiente e depois o projeto de infraestrutura que, alega, quer destruí-lo), mas sim, a mesma política de desenvolvimento nacional com a preocupação de preservação ambiental”, diz a CNA na petição.

Ainda no pedido, a CNA diz que tem acompanhado, juridicamente e institucionalmente, todo o processo de viabilização legislativa, regulatória e econômica dessa concessão junto ao Congresso Nacional, ao Ministério da Infraestrutura e à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

O empreendimento, avalia a Confederação, “é passo essencial para a consolidação da atividade agrícola nessa região do País, garantindo o crescimento da produção, a redução da pressão de transporte pelas rodovias federais e oportunizando, como meta do setor, que 87% do escoamento de grãos dos Estados do Centro-Oeste se faça pelas ferrovias”.

Na avaliação da CNA, a Ferrogrão será protagonista na solução de gargalos de infraestrutura e transporte no escoamento da produção agropecuária. Com a aceleração das exportações de grãos no Arco Norte, prevê-se a redução em 30% dos custos logísticos.

Fonte: Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)
31/03/2021 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Notícias

Artigo: De tratorista a gestor de máquinas

Por redação 30/03/2021
Escrito por redação
Por Ricardo Ralisch

- Artigo: De tratorista a gestor de máquinas

Mecanização é a tecnologia agrícola mais antiga e longeva

Enquanto muitas outras tecnologias agrícolas nasceram e morreram no curso de evolução das práticas agropecuárias, a mecanização nasceu praticamente junto com a agricultura e a acompanhará por toda a sua história, evoluindo e se adequando às diferentes necessidades. A mecanização está presente em todas as atividades agropecuárias e atua em praticamente todas as etapas do processo de produção. Se há máquina, há quem a opere, representado hoje pelo tratorista. Vejamos neste texto como tem evoluído esta atividade e qual é a novidade que se aproxima rapidamente.

Como tecnologia, a mecanização é indutora de avanços e se empregada como tal se torna precursora das demais tecnologias que se adaptam à evolução dos sistemas de produção agropecuário. Porém, raramente estes avanços tecnológicos na mecanização foram frutos de estratégias ou políticas específicas, como ocorreu com a sua introdução no Brasil em 1959. Frequentemente se tratou de uma evolução definida pelo mercado e pela demanda, de caráter espontâneo do setor. E nesta evolução, trataremos aqui como vem se comportando um componente importante das máquinas, os operadores.

Primórdios da mecanização

No início, com uma agricultura essencialmente manual, eram as ferramentas rudimentares que auxiliavam os agricultores a intensificar sua produção. Um avanço claro aconteceu com a domesticação de animais para atuarem como fontes de potência. Considera-se que isto tenha acontecido por volta dos 5 mil anos a.C. Apesar da rusticidade das ferramentas, deve ter sido um avanço significativo e imagina-se que passou a existir pessoas que tinham mais facilidade com a lida destes animais. Esta habilidade deve ter sido valorizada e supomos que este pode ter sido a primeira “profissão” da agricultura ou, quem sabe, algo como uma prestação de serviços. Ainda no campo da suposição, imagina-se que tenha havido pessoas hábeis com os animais, mas que, eventualmente, não exerciam atividades na agricultura portanto, dependiam de instruções para conduzir os animais para estes realizassem o serviço pretendido. Se esta suposição for crível, pode-se atribuir a este contexto e momento o surgimento da figura do operador agrícola e que não era necessariamente o gestor da atividade. Uma pessoa opera e outra define o que deve ser feito, a gestora.

Tração animal

Os animais como fonte de potência tiveram ampla utilização na agricultura e evoluíram de forma significativa, trazendo grandes contribuições para o desenvolvimento da agricultura. Como tecnologia, esta alternativa teve um grande salto na idade do ferro, por volta do ano 1.200 a.C. e o surgimento das ferramentas. Destaca-se destas ferramentas o arado, que surgiu na China entre os anos 1.000 e 800 a.C. e que passou a ser amplamente empregado nas áreas agrícolas do velho mundo,  representando até hoje a agricultura genericamente e a mecanização mais especificamente, como pode ser observado na logo da Engenharia Agronômica adotada no Brasil, cuja área de ciência iniciou em 1859 e é representada por um círculo formado por cabeçalhos dos arados à tração animal.

- Artigo: De tratorista a gestor de máquinas

A tração animal evoluiu e ainda tem grande potencial de emprego em regiões de baixa aptidão agrícola ou de baixo poder creditício, não sendo, portanto, uma tecnologia ultrapassada. Em algumas realidades fundiárias e sociais é a melhor alternativa para se intensificar a agricultura, com grande impacto positivo nos aspectos sociais e econômicos, reduzido impacto negativo ambiental. 

A lida com os animais exige uma habilidade específica dos operadores, mas como esta tecnologia se consolidou numa realidade temporal em que os agricultores exploravam uma área de dimensões compatíveis com o tamanho das famílias, se tornou comum que a condução destas operações passasse a ser realizada pelo próprio produtor. A necessidade do trabalho de terceiros nestas operações passou a ser mais comum quando se trabalhava em operações de maior demanda de potência e se adotavam maiores quantidades de animais, seja individualmente multiplicando os conjuntos animal e implemento, seja nas parelhas com muitos animais. Isto foi comum na Europa no final do século XIX, quando houve a intensificação e a expansão territorial da agricultura. Porém, mesmo atuando com pessoas de fora das famílias para aumentar a capacidade de trabalho, isto era feito juntamente com os produtores, envolvidos diretamente nas operações, que definiam os parâmetros das operações, que eram pouco variáveis, ou seja, não se tinham muitos aspectos a ser considerados nas operações, pois os implementos não dispunham de muitos recursos e a fonte de potência, os animais, tem um comportamento uniforme, respectivo a cada espécie e indivíduo. Neste cenário a atuação de operadores e gestores da atividade se confundiam e eram exercidas pelas mesmas pessoas, o que perdurou por séculos.

Motores de combustão

Foi justamente esta demanda por mais potência na agricultura europeia do final do Século XIX que levou a invenção da máquina agrícola à vapor, baseado nas locomotivas que já tinham praticamente 100 anos. 

Imaginem o impacto causado por esta introdução na agricultura, quanto a potência disponível, mas principalmente quanto às habilidades necessárias para se operar com uma máquina à vapor. É necessário se preocupar com a caldeira, com a cremalheira, com a lenha, com o vapor e com as pressões, além de conduzir e verificar a operação propriamente dita. Surgiu a necessidade do maquinista. O maquinista cuida da máquina, mas quem cuida da operação ou do que a máquina está fazendo? Em geral o agricultor, ressurgindo o papel do gestor. Nesta circunstância a intenção do gestor ficava entre o que deseja fazer e o que o maquinista dizia ser possível. Ou seja, o parâmetro de qualidade da operação agrícola passou a ser mais do que a fonte de potência poderia fazer, do que aquilo que o agricultor pretendia. A máquina ditava as regras e a figura do maquinista assume uma grande importância.

Trator

A máquina à vapor teve uma vida curta, felizmente. Em 1906 surge o trator, empregando o recém inventado motor de combustão interna, tornando-o mais seguro, versátil e eficiente. 

Apesar de menor complexidade quando se compara com a máquina à vapor, o trator também trouxe uma profunda alteração de manuseio frente à tração animal. Muitos agricultores viram o trator antes de verem o carro. Imaginem saber da necessidade de usar acelerador, volante para direcionar, embreagem, alavanca de câmbio, regular a mistura de combustão e o ponto de ignição, dispositivos existentes nos veículos antigos. Era muita atenção a ser dada à condução dos tratores e pouca ao serviço propriamente dito. Ressurge a figura do condutor da máquina, aqueles que se habituaram com esta novidade e com estes comandos. Esta figura é precursora do operador agrícola, o tratorista, que foi se consolidando conforme os tratores e os implementos agrícolas foram evoluindo.

O surgimento dos tratores abriu um enorme leque de oportunidades de operações agrícolas a serem realizadas, além das rudimentares operações de preparo de solo realizado nos primórdios da motomecanização. Para o preparo de solo, uma ampla gama de implementos foi sendo concebida, tanto para preparo primário como para preparo secundário. Da mesma forma foram se ampliando as opções para implantação das culturas, para cultivos e tratos culturais e para as colheitas. Cada implemento ou equipamento possuindo suas especificidades e recomendações de emprego, incorporando ao setor de mecanização agrícola uma necessidade de contínua informação e capacitação dos interessados, que passou a ser direcionada aos operadores, que neste estágio se consolidou como uma função específica nas propriedades agrícolas, surgindo o tratorista, ou operador agrícola. 

Tratorista nas diferentes realidades

Há propriedades agrícolas em que as operações agrícolas são realizadas pelo agricultor ou por membros de sua família. Isto é muito comum na agricultura familiar e na agricultura empresarial de pequena escala, onde os produtores compartilham as operações agrícolas com funcionários. Nestes casos, a operação envolve tanto a condução da máquina como a observação do serviço realizado, que chamamos aqui de gestão da operação, pois é feita por quem tem a decisão do que fazer, como e quando. Esta ação de gerenciar uma operação agrícola só se encerra, teoricamente, ao avaliar o resultado da operação realizada e que distância os resultados ficaram da intenção inicial. Nestas situações as figuras do tratorista e do gestor se fundem nume mesma pessoa.

Há os outros casos em que a operação dos equipamentos agrícolas é feita por tratorista, que não gerenciam a atividade e as operações. É comum na agricultura empresarial de grande escala e nas de pequena escala em que os agricultores optam por não atuarem na operação. Estes são os casos típicos que empregam os tratoristas.

Por um período de 8 anos mantivemos um centro de treinamento de operadores de tratores agrícolas na Universidade Estadual de Londrina, onde tivemos a oportunidade de conviver com tratoristas, contratados para tal e com agricultores operadores de máquinas agrícolas. O centro de treinamento era voltado aos tratoristas, ou seja, sem intenção de capacitar a tomar a decisão por qual operação fazer, em função da necessidade no campo. Mas sim de torná-los aptos a realizarem a operação determinada por outras pessoas ou situação, da melhor forma possível.

Este convívio mostrou claramente que na ocasião, entre o início da década de 1990 e meados da década de 2000, havia uma clara distinção de atuação entre os tratoristas e os gestores. Foram frequentes as manifestações de tratorista que discordavam das orientações recebidos dos gestores, mas que executavam o definido, por não terem espaço para opinar. Os tratoristas têm uma posição privilegiada de visualização da fazenda e os mais observadores relataram a inadequação de algumas das decisões dos gestores, por irem pouco ao campo. Em trabalhos de avaliação dos impactos dos sistemas de produção, convivemos com inúmeros agricultores para entender a lógica empregada na gestão das suas atividades e constatamos que é muito comum que a atribuição de operação das máquinas é dada aos tratoristas pela ampliação da complexidade dos equipamentos agrícolas, com inúmeras regulagens e possibilidades. Desta forma os gestores, ou agricultores, deixavam de se responsabilizar por acompanhar esta evolução, voltando a atenção à gestão da atividade. Por algum motivo não esclarecido nestes estudos, esta situação coincidiu com um comportamento dos gestores de afastarem os tratoristas das definições das operações e da atividade. 

O oposto disto observamos nos agricultores operadores de máquinas, pois atuam como gestores e tratorista simultaneamente, tendo mais vivência com a realidade encontrada e tomando as melhores decisões. Nos parece importante envolver os tratoristas, e demais funcionários, na atividade de gestão da atividade pela vivência que eles tem no campo.

Tratoristas ou gestores?

Atualmente, as máquinas instrumentadas eletronicamente permitem aos tratoristas acompanharem melhor aspectos operacionais e do trabalho sendo realizado, ampliando seu envolvimento nestas operações. Estas informações sendo levadas em tempo real aos gestores permitem um maior envolvimento do gestor com a operação e agiliza a tomada de decisões mais realistas. Outra consequência frequentemente encontrada nas operações realizadas com equipamentos monitorados, foi a constatação de ocorrência frequente de falhas operacionais de cunho humano, mesmo com operadores experientes. Muitas são as causas possíveis para tais falhas, mas uma muito comum é o cansaço, comum nas épocas de safras.

Este avanço da eletrônica embarcada também coincidiu com uma nova postura dos gestores, ampliando a participação dos tratoristas e demais funcionários na gestão, fato positivo.

Outro grande avanço recente nas máquinas e equipamentos agrícolas foi a telemetria, o que praticamente coloca o gestor dentro da cabine da máquina, permitindo interferir na operação durante sua execução, minimizando os efeitos dos erros operacionais, favorecendo a operação e auxiliando na gestão.

Estes recursos aproximam o gestor do tratorista e devem ser empregados justamente para valorizar e reconhecer os bons exemplos. Ainda há uma carência de capacitação dos gestores para empregar todo o potencial da telemetria agrícola, pois também requer uma nova postura destas pessoas que gerenciam as operações agrícolas.  

Perspectivas para o futuro

O piloto automático nas máquinas agrícolas já uma realidade para algumas operações e alguns equipamentos, dentro do que se chama de Agro 4.0. A tendência é que as tecnologias de base digital se tornem cada vez mais acessíveis, chegando nos equipamentos de médio e pequenos portes.

Isto elevou os tratoristas a outro patamar, já que se desvencilharam de uma parte importante da operação que é a condução da máquina no local adequado. Devem voltar mais atenção aos demais componentes da operação agrícola que são o desempenho e a qualidade operacional. 

Aos gestores nestes casos, competem monitorar todas as informações disponíveis para que optem pela melhor operação e para que se certifiquem de que as decisões tomadas foram as mais adequadas. Para isto, sugere-se que envolvam os tratoristas nestas análises e decisões, para aproveitar a vivência de campo deles, como já comentado acima.

Já temos no mercado as máquinas autônomas. Restritas ainda, mas com grandes chances de evoluírem rapidamente para as mais diversas operações agrícolas. Máquinas autônomas são aquelas que operam sem tratoristas. 

Os gestores passam a assumir toda a responsabilidade pela operação e as falhas passam a ser mais decorrente do planejamento do que operacional. Esta ação demandará mais gente e será para onde deverão migrar boa parte dos tratoristas. Hoje ainda é exigido que haja uma pessoa na cabine de comando da máquina, mesmo autônomas, mas num futuro bem próximo teremos os tratoristas e os gestores dividindo uma mesma sala, programando e executando as operações agrícolas à distância, mas em tempo real.

Que nos preparemos para este cenário, mas sem perder a atenção no estágio atual de cada propriedade agrícola. Fiquem bem e boa safra!

Prof. Dr. Ricardo Ralisch é do Depto. Agronomia da Universidade Estadual de Londrina

 

30/03/2021 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Postagens mais recentes
Postagens mais antigas
Portal Máquinas Agrícolas

O Portal Máquinas Agrícolas é uma plataforma integrada de informação, conhecimento e serviços sobre mecanização e inovações agrícolas.

 

R. Cristóvão Pereira, 1626 
04620-012 – São Paulo/SP
Tel. + 55 (11) 5042-5260

Fale Conosco
  • Saiba mais
    • Quem Somos
    • Assine
    • Anuncie
    • Login
  • Acesse Também
    • TV MIA
    • Acervo Digital
  • REDES SOCIAIS
Facebook Instagram Youtube Linkedin
  • Categorias
    • Artigo Técnico
    • Coluna
    • Empresas
    • Entrevistas
    • Feiras
    • Manutenção
    • Mercado
    • Opinião
    • Especial
    • Tecnologia

Newsletter

Obrigado!

Seu cadastro foi realizado com sucesso! 

LOCALIZAR NOTÍCIA NO PORTAL

  • CONHEÇA O GRUPO
BMCOMM
TN MEDIA 60 ANOS

Acesse a nossa
Política de Privacidade

© BMComm | Portal Máquinas Agrícolas  ::: Site desenvolvido por Código 1 TI

Máquinas e Inovações Agrícolas (MIA)
  • Home
  • Notícias
  • Coluna
  • Manutenção
  • Agrometeorologia
    • Balanço hidríco climático
    • Balanço hídrico de cultivo e produtividade
    • Balanço hídrico sequencial
    • Mapas do boletim agroclimatológico
    • Índice de conforto térmico bovino
  • Multimídias
    • Youtube
Acessar

Mantenha-me conectado até eu sair

Esqueceu a senha?

Recuperação de senha

Uma nova senha será enviada para você por e-mail.

Recebeu uma nova senha? Acesse aqui