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Notícias

Panorama Setorial: Demandas do setor canavieiro

Por redação 29/03/2021
Escrito por redação

Por Gustavo Paes

- Panorama Setorial: Demandas do setor canavieiro

Colheita com uso de máquinas está presente em 91,6% dos sistemas

de produção no Brasil

A história da cana-de-açúcar (Saccharum ofúcinarum) no Brasil teve início no século 16, quando a planta foi introduzida pelos colonizadores portugueses, trazida do sudoeste asiático. Desde então, a cultura se tornou uma das mais importantes e representativas do agronegócio brasileiro. O País é responsável por 20% da produção mundial de açúcar e por 45% da exportação. Somos o maior produtor de cana-de-açúcar e de açúcar do mundo e segundo maior produtor de etanol, perdendo apenas para os Estados Unidos.  

O cultivo do vegetal no Brasil se concentra na região Centro-Sul do País, com 93% da área, e 7% na região Norte-Nordeste. “Isso é impressionante, visto que apenas 1,2% do território brasileiro é utilizado para o cultivo de cana”, destaca o diretor técnico da União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (UNICA), Antonio de Padua Rodrigues. A concentração do cultivo nessas duas regiões deu-se por motivos de adaptação da cultura ao clima e econômicos, como acesso a mercados consumidores e à infraestrutura logística, como portos para exportação. 

“Além das condições climáticas favoráveis em São Paulo, com um ambiente de produção já conhecido e dominado, temos o principal mercado de etanol do País. Apesar da frota paulista representar 40% da frota nacional, em termos de mercado combustível, o Estado representa 60% das vendas, dada a política tributária, de 12% de ICMS, desde janeiro de 2004”, afirma. Outro ponto importante, aponta Rodrigues, é a logística, pois o Estado tem o principal porto exportador de açúcar e etanol do País. 

Na safra 2019/20, a produção brasileira foi de 590,36 milhões de toneladas de material processado. O número é quase 3% superior ao registrado na temporada anterior. Apesar dos reflexos causados pela pandemia provocada pelo novo coronavírus, o setor se mantém altamente produtivo, o que faz das expectativas para a safra 2020/2021 animadoras. A UNICA estima que a produção possa superar a marca dos 600 milhões de toneladas processadas. Já a agência de dados financeiros Bloomberg aponta que os contratos futuros que têm a cana-de-açúcar como commodity acumulam valorização em 2020. 

A cadeia da cana traz inúmeros benefícios para o País. Do ponto de vista econômico, o valor bruto movimentado pela cadeia sucroenergética superou US$ 100 bilhões em 2019, com um PIB de US$ 40 bilhões, valor equivalente a cerca de 2% de todo o PIB nacional. Além disso, o setor foi o 4° segmento na pauta de exportação do agronegócio do Brasil no ano passado, gerando US$ 6,1 bilhões em divisas externas com as exportações de açúcar e etanol. 

Por ser uma agroindústria, o setor é um importante motor de desenvolvimento econômico no interior do País, por gerar uma ampla gama de postos de trabalho que exigem qualificação. “Estudo da ESALQ/USP concluiu que a renda per capita aumenta em US$ 1 mil por ano na cidade onde uma usina é construída. Nas localidades ao redor, onde há plantação de cana, o incremento de renda per capita ano é de US$ 500”, afirma o diretor técnico da UNICA. 

Em todo o Brasil são mais de 747 mil empregos formais gerados apenas pelo setor produtivo, mas somados os empregos indiretos gerados pelo setor, chega a 2,3 milhões de pessoas empregadas na cadeia da cana. Também tem os produtores rurais independentes, que são cerca de 70 mil. “Já em São Paulo existe 286 mil postos de trabalho formais no setor produtivo. Mas, partindo do princípio que para cada emprego direto há pelo menos dois indiretos, podemos dizer que o número é superior a 850 mil pessoas’, afirma Rodrigues.

Maior produtor nacional, na última safra São Paulo respondeu por 54% do volume processado de cana no País, totalizando 343,75 milhões de toneladas. Isso se deve à qualidade do solo e das condições climáticas favoráveis, às pesquisas realizadas por institutos de pesquisa públicos e privados e à forte mecanização. O Brasil possui 376 unidades produtoras em operação, sendo 163 delas localizadas em São Paulo, muitas em cidades do interior do Estado, em especial no oeste paulista. No total, 475 municípios paulistas estão envolvidos no cultivo da cana-de-açúcar (mais de 70% do total do Estado), com 6 milhões de hectares cultivados em 2020. 

Do ponto de vista sustentável, o setor se destaca na preservação do meio ambiente, produzindo um dos biocombustíveis com menor pegada de carbono do mundo, o etanol, que reduz em até 90% as emissões de gases de efeito estufa (GEE) e zera a dispersão de material particulado se comparado com a gasolina e o diesel. “A cana é a principal fonte de energia limpa e renovável do País, sendo responsável por 17,4% de toda a matriz energética nacional”, salienta Rodrigues.

Centro-Sul

A Região Centro-Sul do Brasil concluiu a safra 2019/2020 em março deste ano, com 590,36 milhões de toneladas de cana-de-açúcar processadas, crescimento de quase 3% sobre as 573,17 milhões de toneladas registradas na temporada 2018/2019. A matéria-prima foi convertida majoritariamente em etanol. Somente 34,32% dessa quantidade destinou-se à produção de açúcar, o menor percentual dos últimos 22 anos. Com isso, a fabricação da commodity alcançou 26,76 milhões de toneladas, similar as 26,51 milhões de toneladas na safra 2018/2019.

Já a produção de etanol foi a maior da história do setor sucroenergético: 33,26 bilhões de litros – 9,95 bilhões de litros de etanol anidro e 23,31 bilhões de litros de etanol hidratado. O recorde anterior, observado na última safra, era de 30,95 bilhões de litros. Estima-se um incremento de 53,6% nesta temporada na produção, podendo alcançar mais de 2,7 milhões de toneladas de açúcar. Quanto à geração de etanol, a perspectiva é de uma redução de 14,3% em relação à safra passada, já que as usinas de cana foram bastante afetadas pela pandemia, que provocou o isolamento domiciliar, a redução da circulação de pessoas e, por consequência, a queda no consumo interno de etanol.

Regiões produtoras

Goiás aparece como o segundo maior produtor do País, com 11,3% da produção nacional (75,7 milhões de toneladas), segundo a Conab. O Estado vem, ao longo dos últimos anos, aumentando sua importância no cenário nacional na produção de cana-de-açúcar, com aumento da área plantada, produção e produtividade média. Entre os fatores que favorecem esse incremento está o clima tropical mais adequado para a produção da cana-de-açúcar.

Além disso, a região é favorecida pela sua latitude e o fotoperíodo adequado à cultura, ou seja, a planta recebe as horas de iluminação necessárias para ter bom desenvolvimento vegetativo. Além disso, o relevo e topografia auxiliam na mecanização das lavouras e, com isso, há redução nos custos de produção e no impacto ambiental. A área destinada à produção de cana-de-açúcar nesta safra está estimada em 965,9 mil hectares, sendo 2,4% maior que a observada na temporada passada. 

Minas Gerais é o terceiro maior produtor nacional de cana, sendo responsável por 11,1% do total produzido no País. No Estado, a área em produção de cana-de-açúcar cresceu 5,1%, somando 842,64 mil hectares. Na safra 2020/2021, as usinas mineiras devem moer 72,1 milhões de toneladas, um aumento de 5% em relação ao ciclo anterior. 

Mecanização 

No Brasil, o sistema de colheita mecanizada – que é feita sem queima prévia, com o uso de colhedoras – tem avançado muito nos últimos anos. O percentual, que era 37,1% na safra 2008/9, na atual safra está estimado em 91,6%. Porém, na região Centro-Sul, beneficiada por relevo que favorece a mecanização, já chega a 97,8% da colheita com o uso de máquinas. 

Em São Paulo, Estado responsável por aproximadamente 50,3% da área colhida na safra atual, o índice de colheita mecanizada saiu de 47,6% na safra 2008/9 para 98,6% na safra 2020/21. “A cana é uma cultura que tem o maior índice de mecanização, precisa de máquinas desde a implantação até a colheita”, afirma o Professor Doutor Ricardo Ralisch, da Universidade Estadual de Londrina (UEL). E isso exige dos administradores das unidades de produção um bom gerenciamento da frota de máquinas. “Temos exemplos de usinas que administram bem e outras que administram mal, com ociosidade de máquinas”, avalia o especialista. O uso da telemetria para monitoramento da produção em tempo real seria uma medida eficaz, segundo ele.

Diferentemente da região Centro-Sul, a Norte/Nordeste tem 25,5% da colheita mecanizada. Em Alagoas e Pernambuco, onde se encontra mais de 60% da área colhida dessa região, os percentuais são menores ainda, sendo 23,7 e 0,6%, respectivamente, uma vez que as áreas de produção são acidentadas e com declives acentuados e, por outro lado, existe maior disponibilidade de mão de obra. 

O sistema manual, onde o trabalhador realiza o corte/ braçalmente, com ferramenta apropriada, e a cana é carregada inteira nos caminhões, é um tipo de colheita que tem sido menos frequente no País. Nesta safra, o percentual de colheita manual foi estimado em 2,2% na Região Centro-Sul. Já na Região Norte/Nordeste, tanto pelo relevo mais acidentado quanto pela disponibilidade de mão de obra, esse percentual ainda é alto, sendo de 74,5%.

Para efeito de comparação, o Centro-Sul já havia atingido um percentual menor na safra 2008/9, 57,2%. Sendo assim, a média brasileira de corte manual de cana sofreu forte decréscimo, saindo de 62,9% da produção total na safra 2008/9 para 8,4% na atual safra, segundo levantamento da Conab. 

“A topografia é o único fator atualmente para manter o corte manual da cana em algumas regiões do País. Declividades maiores do que 12% impedem o uso das colhedoras. Contudo, estão sendo desenvolvidos implementos para a colheita de cana-de-açúcar com declives superiores a 12%”, adianta o diretor técnico da União da Agroindústria Canavieira do Estado de São Paulo – UNICA.

- Panorama Setorial: Demandas do setor canavieiro

Soluções dos fabricantes

A Jacto ingressou no mercado de cana com a Hover 500, colhedora que promete proporcionar mais produtividade e economia, uma vez que tem o diferencial de colher simultaneamente duas linhas, com potencial redução de até 35% no consumo de combustível por tonelada de cana colhida. O design da plataforma de colheita flutuante na parte frontal da máquina permite que a colhedora se adapte às irregularidades do terreno, proporcionando um corte de maior qualidade, na altura adequada, evitando o carregamento de terra, palhada ou outras sujeiras para a usina. A Hover 500 permite maior produtividade, já que segue a tendência de colheita em duas linhas, com o dispositivo de corte e transporte de cana localizado na parte frontal da máquina, em um conceito do tipo plataforma flutuante. “O grande desafio foi criar um sistema capaz de acompanhar as irregularidades do solo não só ao longo da linha de cana, mas também no sentido transversal às linhas”, afirma o gerente de negócios de Colheita de Cana da Jacto, Adilson Bazucco. 

Aumento da eficiência 

A Case IH lançou neste ano a Série A8810, que reduz em até 15% o consumo de combustível durante a colheita. O equipamento é uma das soluções da montadora que contribuem para o fim das queimadas nas usinas.  “O fim das queimadas no setor de cana é um fato importante não só para as usinas, mas também para toda a sociedade, pois a redução na emissão de gases foi expressiva”, afirma o gerente de Marketing de Produto, Roberto Biasotto.

Máquinas de construção

A Case Construction desenvolveu uma pá-carregadeira com a versão canavieira, para operar o bagaço da cana com maior segurança, economia e aumento da produtividade nas usinas e fazendas. O modelo 721E tem características exclusivas para atender ao mercado sucroenergético, conforme o gerente de produtos da Case Construction, Gabriel Freitas.

Alta potência e desempenho

A linha de tratores T7, da New Holland, ganharam uma bomba hidráulica, o que aumentou o fluxo de 151 litros para 180 litros por minuto. A nova configuração permite agilidade em operações com implementos que demandem uma vazão maior. Os tratores também contemplam as configurações voltadas para o cultivo da cana, com barra de tração, eixo de 3 metros reforçado e freio pneumático de transbordo. “Todo o conjunto foi reforçado, incluindo pinos de engate, dimensões da barra e suporte, aumentando a confiabilidade da linha T7”, explica o gerente de Marketing, Nilson Righi.

Número recorde

A quantidade de colhedoras de cana em uso no Brasil chegou a 6.195 unidades na safra 2016/17, número recorde para o País, conforme a Conab. O aumento desde a safra 2007/8 até a safra 2019/2020 foi de 372,2%, o que equivale a 5.462 colhedoras a mais nas lavouras. O declínio do número desse tipo de equipamento nas últimas safras é resultado do melhor rendimento e de variedades adaptadas à colheita mecanizada. As novas colhedoras são capazes de colher duas linhas de cana simultaneamente, apresentando maior eficiência e produtividade que os equipamentos mais antigos, de apenas uma linha.

29/03/2021 0 Comentários
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Opinião

A importância do aporte de recursos para agricultura

Por redação 26/03/2021
Escrito por redação
*João Marchesan

- A importância do aporte de recursos para agricultura

Enquanto diversos setores da economia brasileira tiveram que lidar com enormes prejuízos causada pela Covid-19, o agronegócio manteve seu crescimento graças à produção de grãos e às exportações agrícolas de commodities e de equipamentos. Contexto esse que demanda dos produtores, recursos para aquisição de máquinas e equipamentos agrícolas, insumos e, construção de armazéns. No entanto, conforme já prevíamos, pelo ritmo de desembolsos, os recursos disponibilizados para o Plano Safra 2020/21 não serão suficientes para suprir essa demanda.

A disponibilidade de linhas de financiamentos a custos competitivos e em volume de recursos adequado à demanda do setor, são fatores essenciais para a continuidade da reposição dos equipamentos, aprimoramento tecnológico da frota e manutenção da produtividade, evitando interrupções que para o setor são extremamente danosas em função da natureza dos produtos.

Além disso, a previsibilidade e estabilidade na oferta de crédito são fundamentais para elaboração do planejamento empresarial notadamente nas decisões de investimento. A descontinuidade na oferta de financiamento é altamente perniciosa para a indústria que se vê obrigada a parar a produção com prejuízos irrecuperáveis. Estas interrupções se somam ao custo Brasil onerando as indústrias e consequentemente o agricultor. Por outro lado, o agricultor fica com janela de compra menor, nem sempre comprando na melhor época.

Vale destacar ainda que volumes de recursos adequados é fator de previsibilidade e estabilidade no sistema de comercialização de máquinas agrícolas. Agricultores podem planejar suas compras na época adequada e o fluxo de negócios não sofre paradas que se ocorrerem trazem prejuízos para todos os participantes do sistema.

Outro ponto que se deve em levar em consideração são financiamentos com juros fixos para que o agricultor possa conhecer o valor das prestações facilitando a tomada de decisão. Ressalto que esses juros devem ser compatíveis com a atividade econômica.

Para que o segmento de máquinas e implementos agrícolas possa dar continuidade ao seu crescimento e, consequentemente, seguir contribuindo com a retomada econômica do país, reforçamos a necessidade de aporte adicional de recursos para alguns dos programas que compõem o Plano Safra 2020/21.

Os recursos do Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota) necessitam de aporte de R$ 7 bilhões. O Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) carece de custeio de R$ 3,8 bilhões. A linha Inovagro precisa de incremento de R$800 milhões. Já o Pronaf Mais Alimentos requer acréscimo de R$1,8 bilhão. Esta situação influencia diretamente na movimentação dos negócios no segmento agroindustrial.

Por outro lado, além da mobilização junto ao governo, a ABIMAQ também está em busca de soluções próprias e favoráveis junto aos bancos privados. Nessas reuniões pedimos a fixação de taxas para as linhas próprias dessas instituições semelhantes às já existentes no mercado oriundas do Plano Safra a fim de contribuir para alavancagem do agronegócio brasileiro. Sabemos que não é fácil, mas estamos trabalhando para tentar viabilizar o suplemento desses recursos.

O segmento agrícola está investindo, renovando seu parque de máquinas, que tem 50% da frota com idade média de 10 a 15 anos de uso. Não podemos perder este momento de contínuos investimentos na modernização, levando em conta que estamos entrando na era da Agricultura 4.0. Por tudo isso, continuaremos nossos esforços para encontrar uma forma de administrar a escassez dos recursos agrícolas.

 

*João Marchesan – Administrador de empresas, empresário e presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos.

 

 

 

 

26/03/2021 0 Comentários
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Notícias

UFI Filters anuncia lançamento de divisão hidráulica no Brasil

Por redação 26/03/2021
Escrito por redação

- UFI Filters anuncia lançamento de divisão hidráulica no Brasil

A UFI Filters, líder em filtragem e gerenciamento térmico, anunciou o lançamento da UFI Divisão Hidráulica no Brasil. A fábrica do Brasil irá distribuir os produtos da linha hidráulica, tanto para o equipamento original quanto para o mercado de reposição.

“O fornecimento de energia hidráulica confiável para veículos e equipamentos que atendem aos árduos requisitos da indústria da construção, protegem a utilização do veículo e seus níveis de produtividade, além de evitar problemas caros de manutenção e reparo, associados a paralisação não planejada. A UFI Divisão Hidráulica possui o conhecimento e a tecnologia de engenharia para enfrentar e dominar esses problemas com uma linha de produtos de filtragem para o cliente móvel. Fabricantes renomados de veículos e equipamentos de construção, colocam sua confiança na capacidade e alta qualidade dos produtos UFI”, destacou a empresa em nota.

A Divisão Hidráulica UFI é voltado para máquinas CNC, prensas, aplicações de moinhos de vento e sistemas hidráulicos industriais. “Meios de filtragem, microfibras de alto desempenho e  alto volume de vazios, garantem níveis validados de capacidade de retenção de sujeira, coerentes com os intervalos econômicos de manutenção e vida útil prolongada da máquina exigidos pelo mercado. Não há evidências de que o óleo pode exceder certo nível de limpeza e, portanto, a qualidade da filtragem deve ser tão eficiente quanto o espaço, os custos e a queda de pressão permitirem”, apontou ainda a nota.

A UFI Filters atende a uma ampla gama de setores de aplicações como: automotivo, aeroespacial, marítimo e outras aplicações especiais em hidráulico industrial e customizado. Os produtos e o know-how da UFI Filters podem ser encontrados em todos os tipos de veículos desde carros de corrida da Ferrari e outras escuderias da F1 até a espaçonave européia ExoMars.

A UFI fornece filtros do óleo, combustível, ar, cabine, hidráulico e refrigeração para o setor automotivo, atendendo as necessidades de quase todas as montadoras de veículos de passeio, comerciais, linha pesada e maquinário agrícola. No mercado de produto original, é um importante fornecedor de filtros de óleo e líder mundial em filtragem de diesel. Com as duas marcas, UFI e SOFIMA, cada família de filtros cobrem ao menos 96% da frota europeia.

Uma das primeiras empresas italianas a identificar oportunidades de crescimento no Extremo Oriente, hoje a UFI possui 19 fábricas, 55 escritórios comerciais e mais de 4.000 colaboradores em 16 países, sendo 168 deles, engenheiros em Centros de Inovação na Itália, Índia e China e possui 206 patentes internacionais. Nos últimos cinco anos, as vendas da UFI cresceram em média 12% ao ano. Como empresa voltada para a pesquisa, investe mais de 5% de sua receita em pesquisa e desenvolvimento.

Fonte: UFI Filters
26/03/2021 0 Comentários
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Notícias

Em 2020, emissões de CRA somaram R$ 15,81 bilhões

Por redação 25/03/2021
Escrito por redação

- Em 2020, emissões de CRA somaram R$ 15,81 bilhões

Em 2020, o mercado primário de Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) alcançou valor recorde de R$ 15,81 bilhões em emissões, em 65 operações e 113 títulos, segundo dados do Anuário 2021 da Uqbar Consultoria e Educação Financeira.

A publicação foi lançada nesta quinta (25), durante webinar promovido pela empresa. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) foi uma das apoiadoras do evento virtual.

Os CRAs são títulos de crédito, criados em 2004 pela Lei dos Títulos do Agronegócio, e que permitem aos produtores e empresas do agro captar recursos diretamente de investidores, no mercado de capitais.

A CNA tem trabalhado em uma agenda estratégica que visa a diversificação de fontes de financiamento para o setor, o desenvolvimento do mercado de capitais e das operações pulverizadas de CRA para financiar pequenos e médios produtores.

De acordo com o documento, apresentado pelo CEO da Uqbar, Carlos Augusto Lopes, os CRAs lastreados em carteiras de risco de crédito pulverizado foram minoria no ano passado, com um total de 14,3% das operações. Apesar do grande volume de emissões, ainda predominam os títulos com lastros em um único crédito corporativo.

Ao longo do ano passado, o mercado de CRAs registrou emissões de títulos associados a nove segmentos do agro. A pecuária, que apresentava volume anual reduzido desde 2016, quadruplicou o volume em 2020, alcançando R$ 6,22 bilhões, responsável por 39,3% do montante total emitido.

O segmento de insumos agrícolas é o mais representativo em termos de número de operações e de títulos. As emissões cresceram mais de 20%, atingindo R$ 2,55 bilhões em 22 operações e 54 títulos, ficando novamente com a segunda maior fatia de mercado. Já o setor sucroenergético apresentou redução na sua participação, correspondendo a 13,6% do montante anual, com R$ 2,16 bilhões, 11 operações e 16 títulos.

A maioria dos CRAs emitidos de ambos os segmentos está indexada ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e possuem prazo médio de vencimento superior a cinco anos.

Além do lançamento do anuário, a programação do webinar contou com um debate sobre os resultados da publicação e as perspectivas futuras para esse mercado. O sócio executivo da Ecoagro, Cristian Fumagalli, disse que a redução da Selic poderia gerar impacto na demanda por crédito tomado por meio de CRA. Entretanto, a Ecoagro fez 29 operações, que somaram cerca de R$ 5 bilhões disponibilizados ao agro. “Entre essas operações, houve uma de CRA Verde”.

Cristian também destacou que, apesar da pandemia, o agro se mostrou um setor econômico resiliente, com produção e preços em patamares altos. “É um setor muito importante para o Brasil, então é fundamental continuar buscando crédito para os pequenos e médios produtores”.

Para o sócio da Santos Neto Advogados, Gabriel Leutewiler, os dados do anuário mostram a necessidade do Brasil por crédito e o aumento da participação de menores players nesse mercado.

“O CRA se consolidou em 2020 como uma fonte alternativa de captação de recursos para o agronegócio. O setor é um bom pagador de juros, possui estrutura resiliente e capacidade de geração de divisas para o país”.

Já o cofundador da iDtrust, Junior Santos, afirmou que o cenário da pandemia do coronavírus trouxe, de forma natural, uma transformação digital que impactou todos os setores. “O próprio agro se adequou e se preparou para essa mudança. Vimos muitos produtores abraçando as tecnologias, por meio do acesso a títulos e ao crédito, dando agilidade ao processo operacional”.

Para ele, a tendência dessa transformação digital consolidou o cenário positivo de emissões do CRA em 2020.

Fonte: CNA Brasil
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Cai o preço da gasolina e do diesel nas refinarias

Por redação 25/03/2021
Escrito por redação

- Cai o preço da gasolina e do diesel nas refinarias

Os preços do litro da gasolina e do óleo diesel ficam R$ 0,11 mais baratos a partir de hoje (25) nas refinarias da Petrobras. Com isso, o litro da gasolina está sendo vendido a R$ 2,59 para as distribuidoras (uma queda de 4,1%), conforme anúncio feito pela Petrobras.- Cai o preço da gasolina e do diesel nas refinarias- Cai o preço da gasolina e do diesel nas refinarias

Já o óleo diesel está sendo comercializado nas refinarias pelo valor de R$ 2,75 por litro (uma queda de 3,8% no preço anterior).

A Petrobras ressalta que o valor do combustível para os consumidores finais ainda sofre a influência de tributos, da adição obrigatória dos biocombustíveis e da margem de lucro das distribuidoras e postos.

Fonte: Agência Brasil

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Notícias

Cortes no orçamento preocupam trabalhador rural

Por redação 25/03/2021
Escrito por redação

- Cortes no orçamento preocupam trabalhador rural

Além da preocupação com os cortes orçamentários nas políticas públicas e programas direcionados à agricultura familiar, já manifestado anteriormente, a Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CONTAG) está igualmente preocupada com outras políticas estratégias que estão sendo afetadas com a diminuição do seu orçamento para 2021, entre eles o INSS e o IBGE.

Segundo informações divulgadas pelo INSS, a demanda de orçamento do órgão para o ano de 2021 é na ordem de R$ 1,563 bilhão, sendo que no PLOA 2021 o relator do orçamento está garantindo apenas R$ 1,176 bi, ou seja, um déficit de R$ 387 milhões. Conforme avaliação do presidente do INSS, as atividades que serão mais afetadas são as seguintes: funcionamento das agências do INSS; serviços pelo canal 135; contratos com a Dataprev; serviços de reconhecimento de direitos, perícia médica e reabilitação profissional; entre outros.

Caso não haja suplementação do orçamento, corre sério risco de algumas agências do INSS só funcionarem até o mês de agosto, por falta de recursos para pagar despesas com a sua manutenção, com serviços de água, luz, telefone, limpeza, vigilância, entre outros, o mesmo risco com o funcionamento do Canal 135. A apuração de irregularidades ficará comprometida a partir de agosto tendo em vista a falta de recursos para emissão de cartas para apresentação de defesa, bem como a reabilitação profissional, tendo em vista a falta de recursos para realização de cursos e aquisição de órteses e próteses. Por fim, o trabalho de redução das filas ficará comprometido pela falta de recursos para automação de processos pela Dataprev e para capacitação dos servidores transferidos de áreas meio para a análise de requerimentos.

Quanto ao IBGE, a CONTAG entende que é fundamental garantir a realização do Censo Demográfico em 2021 e reitera a nota publicada por oito ex-presidentes do Instituto no último dia 22. Em 2018, quando o projeto foi apresentado pelo Instituto, a previsão era de destinação de R$ 3,4 bilhões para a sua realização. Em 2019, o projeto contou com um corte orçamentário, passando para R$ 2,3 bilhões, e, em 2020, para R$ 2 bilhões. Agora, a CONTAG recebe com preocupação a notícia de que o parecer final do relator do Orçamento 2021, senador Márcio Bittar (MDB-AC), prevê um valor de apenas R$ 240 milhões, o que representa uma redução de R$ 1,7 bilhão. Com esse corte drástico, dificilmente o Censo Demográfico será realizado. O último foi em 2010 e, desde então, não temos um retrato preciso para subsidiar as políticas sociais e econômicas de Estado, por exemplo.

Diante dos cortes orçamentários em políticas tão importantes para o País, a CONTAG pede aos deputados, deputadas, senadores e senadoras que garantam a recomposição do orçamento para a agricultura familiar, o INSS e o IBGE.

Fonte: Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CONTAG)
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Notícias

Parceria público-privada é criada para controle de praga

Por redação 25/03/2021
Escrito por redação

- Parceria público-privada é criada para controle de praga

A 3tentos e a Embrapa Pecuária Sul oficializaram acordo de cooperação técnica para ajudar no controle da praga caruru, planta daninha que afeta o cultivo da soja no Brasil. O contrato, válido até o fim de 2021, prevê o desenvolvimento de estudos conjuntos para entender quais mecanismos de defensivos agrícolas podem conter a invasora de forma mais eficiente. A partir das análises feitas até agora, os pesquisadores descobriram que é possível combater o caruru por meio de herbicidas inibidores de Protox já existentes no mercado brasileiro. Os resultados ainda não foram divulgados publicamente.

Com resistência confirmada ao glifosato e a outros herbicidas inibidores da enzima ALS, o caruru é atualmente um dos maiores problemas de sojicultores, uma vez que tem fácil capacidade de disseminação e causa prejuízos diretos às plantações. A resistência múltipla da invasora aos defensivos usualmente empregados em seu combate foi registrada principalmente na região da Campanha (RS), mas o problema preocupa produtores de outras áreas do estado e do país. A semente do caruru – que ficou mais resistente – pode chegar a outras localidades por meio de fatores humanos e naturais, como maquinário sujo e vento, alertam especialistas.

A parceria público-privada entre a Embrapa Pecuária Sul e a 3tentos para o controle do caruru já conta com estudos de campo, em casa de vegetação e em condições de laboratório. A expectativa é de que a cooperação possa se estender a pesquisas de outras plantas de difícil combate no país. Ao todo, a 3tentos pretende investir até R﹩ 2 milhões em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PDI) em 2021. A empresa hoje conta com oito especialistas próprios, entre mestres e doutores, além de projetos colaborativos desenvolvidos com universidades e pesquisadores autônomos.

Fonte: Embrapa
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Notícias

TVH passa a distribuir eixos dianteiros para tratores Hema

Por redação 25/03/2021
Escrito por redação

 

- TVH passa a distribuir eixos dianteiros para tratores Hema

Peça Hema

São mais de 100 referências cadastradas e em estoque para atender o mercado agrícola

 

A TVH, multinacional belga distribuidora de peças para equipamentos e acessórios para as linhas industriais, de movimentação e agrícola, que está no Brasil desde 2000 e é referência na distribuição de peças para tratores agrícolas no País, agora conta com mais uma novidade para atender ao mercado de peças de reposição com a linha de eixos dianteiros da fabricante turca Hema.

- TVH passa a distribuir eixos dianteiros para tratores Hema

Peça Hema

Fundada em 1973, a Hema é das melhores fabricantes mundiais de eixos para tratores, com soluções nos setores automotivo, agrícola, industrial, de defesa e aviação. Além disso, a empresa é o único distribuidor Hema no Brasil com eixos dianteiros para diversas marcas e modelos de tratores.

Global

Criada na Bélgica em 1969, o grupo TVH é  fornecedor global de peças e soluções para equipamentos com mais de 70 unidades no mundo atendendo a mais de 170 países. São mais de 43 milhões de referências cadastradas de peças para equipamentos como empilhadeiras, plataformas aéreas e telescópicas, manipuladores telescópicos, tratores e implementos agrícolas, mini escavadeiras, lavadoras de piso e transportadores de carga pessoal.

No Brasil, está presente desde 2000, atuando nos segmentos de movimentação e industrial e em 2012, com a aquisição da Dinâmica Tratores, passou a atuar no segmento agrícola.

 

Fonte: TVH Brasil
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Notícias

Horsch anuncia investimento de R$ 220 mi em nova fábrica

Por redação 24/03/2021
Escrito por redação
Por Adriana Gavaça
- Horsch anuncia investimento de R$ 220 mi em nova fábrica

Plantadeira Maestro Kompass

A Horsch, fabricante alemã de máquinas e implementos agrícolas, anunciou investimentos de R$ 220 milhões na construção de uma fábrica, na Cidade Industrial de Curitiba (PR). Presente no mercado brasileiro há sete anos, a nova unidade permitirá à empresa multiplicar por cinco o volume de produção atual. Juntamente com o investimento, a Horsch anunciou o lançamento de três produtos: a adubadora Evo CS e as plantadeiras Maestro Kompass e a Maestro Evolution, cujos projetos foram parametrizados para possíveis ajustes aos solos e culturas nos diversos estados brasileiros.

“Nosso objetivo é produzir equipamentos que ofereçam benefícios para o produtor rural”, destacou o diretor geral da Horsch do Brasil, Rodrigo Duck, em coletiva para apresentação dos produtos. Ele explicou que a empresa está preparada para lidar com as exigências da agricultura atual que, no seu entendimento, não é a mesma de 10 anos atrás. Para isso, ele conta que produtores rurais de diferentes localidades foram convidados para participar do processo de desenvolvimento de produtos.

A empresa está instalada hoje em uma área de 18 mil m2, e gera 120 empregos diretos e outros 1000 indiretos. “Com a nova fábrica entrando em operação, o que está previsto para início de 2023, a geração de postos de trabalho diretos e indiretos será bem maior”, ressalta Duck. A expectativa da empresa é de que até 400 pessoas trabalhem na nova fábrica.

O mercado brasileiro representa hoje para a empresa cerca de 4% de seu faturamento mundial. A expectativa é de que, quando a nova fábrica estiver em plena operação, esse número cresça substancialmente. “Hoje, operamos com a montagem de máquinas e componentes, e com esse lançamento oficial no Brasil da adubadora e plantadeira, vamos estreitar nossa relação com os produtores”, explica.

Pioneirismo

A postura de focar em criar soluções de acordo com as necessidades do manejo, é natural para a Horsch que nasceu, em 1984, já com seu DNA forjado no campo, uma vez que a família Horsch sempre atuou na produção agrícola e ainda hoje, mantém a produção de suas fazendas onde plantam em cerca de 6 mil hectares – fonte de onde vem o talento da empresa para mexer com a terra.

“Agora já estamos prontos para iniciar uma expansão sólida no país, que vem sendo um grande laboratório para tornar nossa capacidade de adaptabilidade ainda mais rápida e precisa para às necessidades produtivas dos diferentes cultivos e regiões brasileiras”, afirma Duck, complementando que a empresa possui três fábricas na Alemanha (matriz), além de outras na Rússia, EUA e agora no Brasil. Escritórios de administração e vendas na França, Reino Unido, Polônia, Canadá, China e Ucrânia.

Produtos

Dentre os produtos anunciados pela Horsch estão:

Evo CS: adubadora de alto desempenho para aplicação de fertilizante granulado por meio de hastes sulcadoras em profundidades de até 35cm. Configurada na versão 24 linhas com espaçamento 45cm, a EVO abrange uma largura de trabalho de 10,80m.

Maestro Kompas: plantadeira articulada composta por duas barras de plantio independentes que proporcionam perfeita adaptação ao terreno. Desenvolvida para o plantio direto a Kompass é uma plantadeira adubo e semente, disponível nas versões 12, 14, 16 e 18 linhas nos espaçamentos de 45 e 50cm.

Maestro Evolution: versão atualizada da plantadeira Maestro SW que recebeu o novo dosador HORSCH Airvac (ainda mais preciso), além de upgrades que aumentaram sua eficiência e facilidade de operação. Desenvolvida para o plantio direto, a máquina é biarticulada e está disponível nas versões: 24, 30, 36, 39 e 40 linhas nos espaçamentos 45, 50 ou 60cm.

 

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Notícias

Ipea revisa de 1,5% para 2,2% o PIB agro para 2021

Por redação 24/03/2021
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- Ipea revisa de 1,5% para 2,2% o PIB agro para 2021

Nova safra recorde de soja impulsiona o crescimento da produção vegetal

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou a nova projeção do valor adicionado do setor agropecuário para 2021. Os pesquisadores revisaram de 1,5% para 2,2% a estimativa de crescimento do setor para este ano, com base nas estimativas do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e em projeções próprias para a pecuária a partir de dados das Pesquisas Trimestrais do Abate, Produção de Ovos de Galinha e Leite.

A nova estimativa leva em conta projeções atualizadas para a produção agropecuária e uma revisão metodológica que visa considerar de maneira mais precisa a evolução do consumo intermediário a partir dos valores das Tabelas de Recursos e Usos do Sistema de Contas Nacionais. Dessa forma, o valor acionado do setor passa a ser desagregado em dois componentes: produção animal (que inclui os segmentos da pecuária – bovinos, suínos, aves, leites e ovos –, além da pesca e aquicultura) e produção vegetal (composta por produtos da lavoura e pela exploração florestal e silvicultura).

Para este ano, os pesquisadores projetaram um aumento de 2,3% no valor adicionado da produção vegetal e 1,9% no valor adicionado da produção animal. Na produção vegetal, o destaque é a nova safra recorde de soja, que tem alta prevista de 7,3%, sendo a única cultura entre as mais importantes da lavoura com perspectiva de crescimento elevado em 2021. A produção de milho deve avançar 0,3%. Na contramão, há previsão de queda nas produções de cana-de-açúcar (-1,5%) e de café (-23,9%), sendo esta última em função das características cíclicas da cultura do grão.

Na produção pecuária, a projeção é de crescimento em todos os segmentos, principalmente na produção de aves (3,8%). O desempenho positivo também é previsto para os segmentos de bovinos (1,5%), leite (1,7%), suínos (1,7%) e ovos (2,3%).

Para Pedro Garcia, pesquisador associado do Ipea e um dos autores do estudo, “o segmento de bovinos causa certa preocupação, apesar da alta estimada de 1,5%, porque o nível de abates no sistema de inspeção federal, que serve como uma proxy da produção bovina, foi muito baixo em janeiro”. Isso indica uma oferta pequena de animais bovinos para abate no início de 2021. “Nossa expectativa é que isso melhore no segundo semestre de 2021, mas essa oferta baixa no começo do ano pode prejudicar o segmento de bovinos e impactar negativamente a estimativa que temos para o resultado total do setor agropecuário no ano.”

Fonte: Ipea
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