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Notícias

Programa reduz gasto com água em fazendas de leite

Por redação 19/03/2021
Escrito por redação

- Programa reduz gasto com água em fazendas de leite

A Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos – SP) e a Nestlé estão monitorando o consumo de água de 60 propriedades leiteiras no país. Comparando-se o consumo total das fazendas em 2019 com o de 2020, a economia chegou a 19 milhões de litros de água. De acordo com o pesquisador Julio Palhares, da Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos -SP), isso equivale a água ingerida por mais de 300 mil vacas em fase de lactação em um ano.

O acompanhamento ocorre há dois anos em 60 propriedades localizadas nos estados de São Paulo, Paraná, Goiás e Minas Gerais. O monitoramento é realizado mensalmente por meio de hidrômetros instalados em vários pontos de consumo. Com ajuda de técnicos, são feitas anotações em planilhas ou diretamente no aplicativo leiteria da Nestlé.

Segundo Barbara Sollero, gerente de Desenvolvimento de Fornecedores e Qualidade da Nestlé Brasil, a partir de indicadores gerados, na segunda fase do programa serão propostas ações para melhorar a eficiência hídrica nas fazendas. Barbara destaca que monitorar a água com hidrômetros não é uma prática usual nas propriedades. Para ela, é uma inovação e a parceria terá dados em larga escala para gerar pesquisas e propor ações de manejo sustentável desse recurso tão importante.

Só com o monitoramento já foi possível identificar ganhos de eficiência hídrica. Em uma das fazendas, em sistema semiconfinado, onde o hidrômetro mede os consumos da água de lavagem do curral e da sala de ordenha, identificou-se uma redução de 36% no consumo de água. “Isso significa 3 mil litros a menos de água consumida em 2020, o que equivale ao consumo de uma família rural de quatro pessoas por uma semana. Destaco que o número de vacas em lactação e a produção de leite de 2019 para 2020 mantiveram-se iguais”, conta Palhares.

O Programa de Boas Práticas Hídricas, uma parceria entre a Embrapa Pecuária Sudeste e a Nestlé, tem duração de quatro anos e busca levar a gestão da água para as fazendas leiteiras, tornando o uso desse recurso mais eficiente.

Manejos simples, como raspagem do piso e lavagem sob pressão, podem fazer a diferença na economia de água. Segundo o pesquisador, detectar vazamentos também é uma prática bastante eficaz contra o desperdício. Outras medidas podem custar um pouco mais de investimento, como a reutilização da água da lavagem da sala de ordenha para fertirrigação e sistema de captação da água da chuva, mas trazem retorno financeiro e ambiental.

Para que a produção agropecuária seja sustentável, é essencial que o produtor adote boas práticas hídricas na propriedade. Além da melhor gestão da água, o manejo hídrico é uma importante ferramenta para a preservação e conservação dos recursos naturais.

Fonte: Embrapa Pecuária Sudeste
19/03/2021 0 Comentários
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Notícias

Tecnologia 5G deve impulsionar agricultura

Por redação 19/03/2021
Escrito por redação

- Tecnologia 5G deve impulsionar agricultura

A tecnologia 5G representa uma grande oportunidade para a melhoria da competitividade da agricultura brasileira, trazendo mais eficiência, aumento de produtividade e redução de custos. Mas para que os produtores possam se beneficiar dessa inovação é preciso superar, principalmente, os desafios de infraestrutura e ampliar a conectividade.

Os impactos dessa tecnologia e a importância de melhorar a conexão no setor rural foram discutidos em audiência pública, realizada por videoconferência nessa quinta-feira (18), pelo grupo de trabalho (GT) da Câmara dos Deputados que acompanha a implantação do 5G no Brasil. O objetivo do grupo é analisar o processo de implantação e propor estratégias normativas buscando aperfeiçoar a legislação relativa aos serviços de telecomunicações.

Silvia Massruhá, chefe-geral da Embrapa Informática Agropecuária e uma das integrantes do GT, explicou como a transformação digital deve influenciar os rumos da competitividade e sustentabilidade das cadeias produtivas agropecuárias brasileiras. Ela ainda falou sobre a evolução da agricultura e a importância da conectividade na sociedade 5.0, caracterizada pela automação e robotização, lembrando que o foco do avanço tecnológico está na melhoria da qualidade de vida, trazendo inclusão e sustentabilidade econômica, social e ambiental.

“Entendemos que essa é uma questão estratégica para o Brasil. É algo que vai nos trazer uma melhora da produtividade, da eficiência, da competitividade dos produtos do Brasil, e obviamente isso significa aumentar os empregos no campo, o consumo do campo que acaba acontecendo na cidade – máquinas, equipamentos; e isso movimenta a economia brasileira”, disse o deputado Vitor Lippi (PSDB-SP), parlamentar que pediu a audiência pública para debater o tema.

Lippi ressaltou que a ampliação da conectividade é “um fator determinante para aumentar a produtividade dos setores industrial e agrícola”, mostrando preocupação com a realidade brasileira, já que mais de 70% das propriedades rurais ainda não têm acesso à internet. Por isso, frisou a importância de se debater a questão exatamente nesse momento em que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou a proposta do edital para o leilão do 5G, que segue para análise do Tribunal de Contas da União (TCU) nos próximos dias.

Leilão do 5G

Esse é o maior edital da história da Agência, com diversas faixas de radiofrequência, para aprimorar os serviços de telecomunicações no País, tanto de quarta como de quinta geração, segundo Leonardo Euler de Morais, presidente da Anatel. Com o espectro da rede de baixa frequência do 5G na faixa de 700 mega-hertz (MHz), espera-se melhorar a cobertura das áreas rurais.

De acordo com a Anatel, 89,2% da população brasileira já é atendida com a rede de internet 4G. Entretanto, observa-se que essa cobertura está concentrada nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e no Distrito Federal, ao passo que Maranhão e Piauí apresentam os menores percentuais. Das 21 mil localidades com cobertura, identificadas pela Agência no País, que incluem os municípios sedes e não-sedes – como povoados, vilas e aglomerados, apenas 57% têm 4G. Entre 12 e 14 mil localidades não-sedes não dispõem de nenhuma cobertura.

O edital 5G deve contemplar 8 mil locais que ainda não têm acesso à rede e também vai propiciar maior conexão do campo. A cobertura desse tipo de localidade e de estradas é a que mais se relaciona com a conectividade rural, na visão de Morais. “Ainda que sejam localidades urbanizadas, a característica de propagação da faixa de 700 MHz, uma faixa mais baixa, certamente contribuirá para a melhoria da cobertura em áreas rurais”, afirmou o presidente da Anatel.

Outra vantagem é a ampliação da malha rodoviária de seis rodovias federais que vão de norte a sul do País, cuja cobertura 4G é de apenas 41%. No caso da BR 364, que passa  por Cordeirópolis (SP) e vai até Mâncio Lima, no Acre, só 23% têm 4G. A expansão nas rodovias vai favorecer o escoamento da produção agropecuária. Além disso, o 4G permite conectar cerca de 10 mil dispositivos por quilômetro quadrado (Km2) enquanto o 5G possibilita que até 1 milhão desses dispositivos estejam conectados por Km2. Isso deve impulsionar a internet das coisas (IoT) no campo, com maior uso de sensores e equipamentos agrícolas automatizados, trazendo maior confiabilidade na coleta de dados.

Digital é o novo paradigma

Para Cléber Soares, diretor de Inovação da Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), “o novo paradigma do agronegócio no mundo será suportado pelo digital”. Numa metáfora, conectividade é a pavimentação inicial de uma grande estrada para se chegar a um caminho, mas ela não é tudo, explicou o diretor. É importante também desenvolver ferramentas digitais, sistemas, softwares e serviços.

“Quando nós falamos em conectividade no campo é importante termos a consciência e a ciência de que no melhor cenário, ano-base 2020, apenas 23% do território agrícola brasileiro têm algum nível de conectividade”, alertou Soares. Segundo ele, o Ministério da Agricultura está preocupado com essa realidade e vem trabalhando em estratégias para  elevar esse índice.

Um estudo em parceria com a Associação Brasileira de Marketing Rural (ABMR), também de 2020, identificou que 94% dos produtores rurais têm celulares e, desses, 68% possuem smartphones. “Isso mostra que o nosso produtor rural, mais ou vez, está apto e pronto para receber tecnologias”, enfatizou. Soares disse, ainda, não ter dúvida de que a conectividade vai dar um novo dinamismo ao agronegócio e será a promotora do novo paradigma do agronegócio brasileiro e tropical.

O Mapa também está olhando para outras formas de conectividade, seja usando fibra óptica, conexão via satélite e até mesmo as bandas analógicas com baixa frequência, que possuem qualidade, baixo custo e podem resolver os problemas dos produtores que estão em locais de difícil acesso. Em um cenário de ampliação de 25% na conexão atual do campo, o Ministério prevê um aumento de 6,3% no valor bruto da produção agropecuária do País, cuja estimativa é de 1 trilhão de reais em 2021.

“A conectividade vai melhorar a eficiência, ajudar na otimização dos insumos e dos recursos naturais, melhorar a eficiência das operações agrícolas, e também ajudar na melhoria da produtividade e na redução de custos”, avaliou a chefe da Embrapa Informática Agropecuária. Ela também mostrou que 85% dos pequenos e médios produtores já estão usando algum tipo de tecnologia digital para gerenciamento de suas propriedades, segundo um levantamento realizado pela Embrapa, em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Outra característica relevante é que a tecnologia digital é transversal a toda cadeia de valor da agropecuária, desde a pré-produção à produção. A tecnologia 5G pode beneficiar uma série de aplicações no setor agrícola, como estimativa de safra, monitoramento de culturas e animais, colheita e pulverização automatizadas, detecção de pragas e doenças agrícolas, entre outras. Essa discussão da conectividade vai muito além de trazer tecnologia para o campo, na opinião de Silvia. “É uma oportunidade para o Brasil criar um programa de modernização da agricultura”, enfatizou.

Conectar pessoas e incentivos

“Conectar o agro não é somente máquinas; muito mais do que máquinas, são as próprias pessoas”, reforçou Tomás Fuchs, CEO da Datora Telecomunicações. Ele contou que as pequenas e médias operadoras foram as responsáveis por expandir a internet para as pequenas cidades do Brasil. Mas citou que 3,8 milhões de propriedades brasileiras não possuem conexão, destacando que a conectividade no agro representa aumento de produtividade, melhoria de gestão, segurança e retenção no campo, tanto de trabalhadores como familiares.

O leilão 5G pode proporcionar uma grande melhoria para o agronegócio, principalmente, com a oferta da rede de 700 MHz, considerada por especialistas do setor a ideal para as áreas rurais, de acordo com o CEO. Fuchs defendeu incentivos à desoneração, com redução do imposto sobre circulação de mercadorias e serviços (ICMS) nos estados para estimular o mercado, o que poderia ser feito com um fundo garantidor usando recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), contribuindo assim para gerar ganhos, promover o desenvolvimento e reduzir desigualdades.

Joaci Franklin de Medeiros, coordenador técnico do Instituto CNA, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA),  salientou que o agro “é movido a ciência, tecnologia, inovação e, além disso, por pessoas”. Medeiros lembrou a importância da criação da Embrapa em 1973, contribuindo para a evolução da agricultura brasileira.

Ele apresentou dados econômicos que mostram a relevância do setor, responsável por 21,4% do produto interno brasileiro (PIB), 32,3% da mão de obra e 48% das exportações do País, em 2019. O coordenador apontou que dos 5,07 milhões de propriedades rurais, 72% possuem internet; entretanto, no Nordeste, apenas 50% dos empreendimentos estão conectados, segundo o Censo Agropecuário 2017, produzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“A conectividade é um fator de desenvolvimento regional. Então, é importante levar para essas regiões e para todos os produtores rurais”, destacou Medeiros, frisando que a infraestrutura é um fator limitante no meio rural. Os dez maiores municípios produtores de grãos no Brasil ainda possuem dificuldades de acesso à internet. No caso de Sorriso, em Mato Grosso, principal produtor, o acesso à rede é de 54%. Por isso, ele defendeu a universalização dos serviços de telecomunicações e um ambiente regulatório favorável, com segurança jurídica, observando que a expectativa é que a nova geração de internet ainda demore de dois a quatro anos para chegar às capitais brasileiras.

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) vem se esforçando para a regulamentação dos recursos do Fust na implantação do 5G, além de viabilizar uma política voltada à área rural, “para que a conectividade no campo chegue o mais rápido possível”, conforme seu consultor João Henrique Hummel Vieira.

Vitor Lippi reafirmou que o Brasil é uma potência no setor agrícola e, com esse trabalho integrado, vai ser uma superpotência, para gerar as riquezas necessárias e dar segurança alimentar ao mundo. “Sem dúvida, o grande desafio é a conectividade”, concluiu. Assim, tanto é fundamental a implantação das novas tecnologias, como a garantia dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, beneficiando a Embrapa e todos os institutos de pesquisa do Brasil, acredita.

Durante as discussões, o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) também ressaltou essa mobilização da FPA, reafirmando que é preciso melhorar o acesso à tecnologia para o desenvolvimento agrícola. Ele ainda questionou a adoção do padrão standalone no edital de 5G, que exige investimento novo das operadoras e pode ser mais demorado e caro, destacando que o agricultor no interior não tem conexão, mas tem pressa. Já o deputado General Peternelli (PSL-SP), além de solicitar esclarecimentos sobre aspectos técnicos, chamou a atenção para a necessidade de aumentar a produção agrícola em 70% até 2050, para alimentar 9 bilhões de pessoas no planeta, em um ambiente integrado e sustentável.

Fonte: Embrapa Informática
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Opinião

Futuro do agronegócio passa pela conexão no campo

Por redação 19/03/2021
Escrito por redação
Por José Carlos Bueno

- Futuro do agronegócio passa pela conexão no campo

Não é novidade afirmar que vivemos uma revolução no campo, nem que o agronegócio atual já está exigindo a profissionalização da gestão ou tecnologia para produzir mais com menos. Tudo isso está bem claro para os produtores rurais, cooperativas, empresas, fornecedores e até consumidores. O que por um tempo ficou complicado foi saber como realizar todas essas ações. Sempre pareceu complexo e muito demorado viver essa revolução. Entretanto, recentemente, o que parecia distante tornou-se acessível.

Em julho do ano passado, foi lançada a Associação ConectarAGRO, que tem como objetivo incentivar a expansão do acesso à internet nas áreas agropecuárias do Brasil. Está claro que a inovação e a tecnologia são tão importantes quanto fertilizantes para lavoura e ração para a criação. Afinal, com tecnologia é possível saber, por exemplo, a quantidade utilizada de cada um deles, otimizando o uso dos insumos e dos ganhos ou entender o porquê do prejuízo.

- Futuro do agronegócio passa pela conexão no campo

O Brasil é vítima do seu sucesso, sendo o maior produtor de alimentos do planeta. O País tem lavouras diversificadas, rendendo em determinadas regiões até três safras no ano; em regiões como os Campos Gerais do Paraná, há uma atuação altamente produtiva e diversificada, da criação de gado leiteiro, passando pela suinocultura, soja, milho, feijão e trigo, ou seja, culturas de verão e inverno. É esse know-how nacional que eleva a expectativa da comunidade internacional.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estimou, certa vez, que a produção de alimentos pelo Brasil deve aumentar 41% para atender a demanda global, ou seja, os mais de 9 bilhões de habitantes até 2050. Outros países ou grupo de países teriam uma “meta” muito menor: nos Estados Unidos, o crescimento seria de 10%; na União Europeia, 12%; no Canadá, 9%; na China, 15%; na Rússia, 7%; e na Oceania, 9%.

Os produtores brasileiros têm todas as condições de promover esse aumento, e já o fazem há décadas, com a rotação de cultura, utilização do sistema de plantio direto, investimento em maquinários que reduzem o desperdício de defensivos e assim por diante. Mas, como já destacado, os agricultores necessitam de mais ferramentas para gerar esse crescimento exponencial. A tecnologia – máquinas, equipamentos e infraestrutura – e os profissionais para gerenciá-la precisam de internet de qualidade para lidar com esse desafio. A Associação ConectarAGRO, já na próxima safra, pretende conectar 13 milhões de hectares com a internet 4G, uma rede aberta, pública e segura.

A Trimble, referência global em agricultura de precisão, é uma das empresas que fundaram a ConectarAGRO, antes mesmo de ser uma Associação, e tem certeza sobre a possibilidade de promover internet no País para não somente garantir informações a quem está no campo, mas interligar todas as máquinas e equipamentos na propriedade. Nesse sentido, muitas dessas tecnologias são subaproveitadas justamente por falta de internet de qualidade.

A Trimble desenvolve uma série de soluções ao produtor rural, como softwares para gerenciamento de propriedades – integrando dados gerados pelas máquinas -, manejo da água na lavoura ou mesmo a pulverização seletiva de herbicidas, reduzindo em até 95% os custos.

Com a ampliação do acesso, o uso da internet não se limitará a apenas acompanhar o clima e os preços dos grãos. Surgirá outro patamar! Dependendo do nível de tecnologia da área, tratores, colheitadeiras, drones, pulverizadores, chips nos animais e uma infinidade de ações conversarão entre si, em tempo real, tudo interligado a uma central que caberá na palma da mão. O escritório da propriedade estará localizado no bolso do produtor.

Durante muito tempo destacava-se o futuro, mas, com a velocidade com que as ações estão ocorrendo, o futuro é hoje, o futuro é agora.

*José Carlos Bueno é diretor-comercial da divisão agrícola da Trimble para a América Latina.
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Notícias

Mudanças climáticas impactam produção de cana-de-açúcar

Por redação 19/03/2021
Escrito por redação

- Mudanças climáticas impactam produção de cana-de-açúcar

Pesquisadores sugerem que são necessárias estratégias de mitigação para proteger a produção global de cana-de-açúcar desses riscos climáticos

O futuro da cana-de-açúcar permanece incerto devido às diferenças nas projeções climáticas e porque as respostas da sua ecofisiologia aos fatores climáticos como a temperatura e umidade do ar, precipitação e a concentração de CO2 ainda não foram totalmente compreendidos.

Cientistas do Reino Unido, China e Brasil analisaram quão sensível às mudanças climáticas é a produtividade da cana-de-açúcar, incluindo extremos climáticos, e quais são os fatores climáticos principais atuantes. O trabalho utilizou um modelo biofísico do Solo-Planta-Atmosfera e medições detalhadas de séries temporais de parcelas experimentais em Guangxi, China, e no estado de São Paulo. Foi simulado o crescimento da cana-de-açúcar sob o clima histórico (1980-2018), e seis projeções climáticas futuras (2015–2100).

Os autores concluíram que os impactos das mudanças climáticas futuras e extremos climáticos na produção de cana-de-açúcar variam substancialmente nas duas principais regiões produtoras. No sul da China, foram apresentadas evidências de que o rendimento médio e a variabilidade associada com os extremos climáticos não mudarão nas décadas futuras.

Mas no estado de São Paulo, houve evidências de que o rendimento médio provavelmente diminuirá e efeitos climáticos extremos irão reduzir os rendimentos mínimos ainda mais fortemente. Assim, no Brasil, a produção de cana-de-açúcar apresenta um risco climático muito maior.

Os pesquisadores sugerem que são necessárias estratégias de mitigação que visam os fatores climáticos locais para proteger a produção global de cana-de-açúcar desses riscos climáticos. Além disso, trabalhos futuros devem se concentrar na resposta climática da fenologia da cana, em particular, as ligações entre clima, taxa de desenvolvimento e senescência das folhas.

O trabalho completo de Sophie Flack-Prain, da University of Edinburgh, Edinburgh, UK; Liangsheng Shi, da Wuhan University, Wuhan, China; Penghui Zhu, da University of  Edinburgh e Wuhan University; Humberto R. da Rocha, da Universidade de São Paulo; Osvaldo Cabral, da Embrapa Meio Ambiente; Shun Hu, da Wuhan University e Mathew Williams, da University of Edinburgh, Edinburgh, foi publicado em GCB Bioenergy.

Fonte: Embrapa
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Notícias

Projeto Agro.BR aponta espaço para produtos lácteos

Por redação 19/03/2021
Escrito por redação

- Projeto Agro.BR aponta espaço para produtos lácteos

Para discutir as oportunidades para o setor lácteo brasileiro nos Estados Unidos, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promoveu, nesta sexta (19), um seminário virtual do Projeto Agro.BR.

O webinar contou com o apoio da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB) e da Associação Brasileira de Laticínios (Viva Lácteos) e a participação do adido agrícola do Brasil em Washington, Filipe Lopes.

Na abertura do encontro, a coordenadora de Promoção Comercial da CNA, Camila Sande, afirmou que o Brasil é o terceiro maior produtor de lácteos do mundo, com aproximadamente 36 bilhões de litros de leite produzidos em 2020. Segundo ela, o consumo anual por habitante é de 173 litros de leite. Nos Estados Unidos, esse consumo chega a 296 litros por habitante ao ano.

“Os EUA é um mercado com muito potencial e certamente tem espaço para os produtos lácteos brasileiros. A ideia do seminário foi discutir como podemos qualificar a presença dos produtores brasileiros nesse mercado”, disse Camila.

O adido agrícola em Washington, Filipe Lopes, foi o convidado para falar sobre as principais características comerciais do país americano e as oportunidades para o setor de lácteos. “Os EUA são uma sociedade de consumo avançada e possuem um mercado bastante desenvolvido, voltado para produtos de consumo direto”.

De acordo com Lopes, a projeção da produção total de leite dos Estados Unidos para 2021 é de 103,1 milhões de toneladas, um aumento de 1,8% quando comparado a 2020. Com relação ao perfil de importação americana, o adido informou que o país importa US$ 103 bilhões em produtos disponíveis para o consumo direto, sendo os produtos lácteos responsáveis por 3,08% (US$ 3,3 bilhões) desse total.

Em sua apresentação, Filipe também destacou os principais concorrentes do Brasil no mercado de lácteos dos EUA: os europeus concentram a pauta exportadora e são grandes concorrentes em razão das preferências tarifárias; a Argentina é o maior exportador sul-americano e possui cotas específicas e o Chile tem acordo tarifário com os norte-americanos.

“Para produtos exportados pelo Brasil os principais competidores são os europeus e parceiros da América do Norte. O Chile é o maior concorrente quando o assunto é leite condensado. Queijos maturados é a Itália, leite e creme de leite o México, manteiga é a Irlanda, leite em pó também o México e iogurte o Canadá”, explicou Lopes.

Por fim, o adido agrícola em Washington afirmou que nos Estados Unidos há uma previsão de aumento da produção e das exportações de produtos lácteos, especialmente manteiga, devido aos preços competitivos. Também há estimativa de redução nas importações de “butter fat” e concentrados proteicos de leite.

Para os interessados no mercado americano de lácteos, Filipe Lopes alertou que o câmbio e a diferenciação do produto são fundamentais. “A promoção de produtos atualmente é limitada por causa da pandemia, então o ideal é focar no longo prazo e pensar em coordenação logística”.

O diretor executivo da Viva Lácteos, Gustavo Beduschi, foi um dos debatedores do seminário e destacou que o Brasil tem aumentado as exportações de lácteos para os EUA, mas ainda há potencial para expandir. “Precisamos trabalhar com um olhar à frente e buscar estratégias para sair do mercado da saudade”.

Já o analista técnico econômico da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), Fernando Pinheiro, disse que o país americano é um mercado consumidor forte, que sabe o que quer. “Os EUA não quer commodity ou produto a granel, ele quer algo pronto para o consumidor. É muito importante saber o que o cliente quer e, principalmente, quem são os concorrentes”.

Projeto Agro.BR – É uma iniciativa da CNA e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) voltada para a internacionalização do agro brasileiro. O Projeto auxilia empresários do setor, viabilizando negócios internacionais para aumentar a presença de pequenos e médios produtores no comércio exterior, além de diversificar a pauta de exportação brasileira.

Fonte: CNA Brasil
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Estão em vigor novos padrões de classificação para o café torrado
Notícias

Cafés do Brasil produzirão 47 milhões de sacas

Por redação 19/03/2021
Escrito por redação

- Cafés do Brasil produzirão 47 milhões de sacas

Receita bruta da lavoura de café arábica foi estimada em R$ 20 bilhões e de conilon R$ 6 bilhões, totalizando R$ 26 bilhões de faturamento

A produção dos Cafés do Brasil está estimada em aproximadamente 46,72 milhões de sacas de 60kg para o ano de 2021. A safra nacional de café arábica deverá atingir 31,35 milhões de sacas, enquanto que a de café conilon está prevista em 15,36 milhões de sacas. O estado de Minas Gerais será a unidade federativa com maior produção de café arábica, com safra estimada em 20,66 milhões de sacas, o que representa 66% da produção total da espécie no País. O Espírito Santo será o protagonista nacional na produção de conilon, com produção estimada em aproximadamente 10,15 milhões de sacas em 2021, volume que também configura 66% da produção brasileira da espécie.

Neste contexto, vale ressaltar que a área em produção do café arábica neste ano está estimada em 1,38 milhão de hectares, que, se comparada com a área em produção do ano passado, representa decréscimo de 8,8%. Com produtividade média de 22,7 sacas por hectare, o que configura uma queda de 29,5% na produtividade média da espécie se comparada a 2020, o que é justificado principalmente pelo fato de 2021 ser um ano de bienalidade negativa, característica do café arábica brasileiro que alterna um ano de produção maior com produção menor no ano seguinte.

Com base nos dados dessa pesquisa, se for estabelecido um ranking do faturamento bruto estimado para as cinco regiões geográficas brasileiras que produzem café, considerando as duas espécies (arábica e conilon), em ordem decrescente, constata-se que a Região Sudeste desponta em primeiro lugar com R$ 22,42 bilhões, cujo montante equivale a 86,7% do faturamento total previsto para 2021, seguida pela Região Nordeste que teve sua estimativa calculada em R$ 1,6 bilhão, a qual corresponde a 6,2%.

Fonte: Embrapa Café
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Notícias

Parceria identifica produtos com potencial de mercado

Por redação 19/03/2021
Escrito por redação
- Parceria identifica produtos com potencial de mercado

Castanha-do-Brasil produzida em comunidade indígena e exportada para os EUA

Uma iniciativa conjunta do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) identificou 26 produtos nos biomas Amazônia, Caatinga, Mata Atlântica e Cerrado com potencial de serem inseridos no mercado. Os produtos envolvem plantas medicinais, aromáticas, condimentares e alimentícias nas regiões Norte, Nordeste, Sul e Sudeste.  A conclusão é do projeto ArticulaFito – Cadeias de Valor em Plantas Medicinais.

De acordo com a coordenadora técnica e executiva do ArticulaFito, Joseane Carvalho Costa, são chás, colírios, repelentes, hidratantes, azeites para uso na gastronomia, que têm como matéria-prima espécies vegetais da flora brasileira.

“Agora, para inserir esses produtos no mercado, é necessário superar desafios identificados pelo ArticulaFito, que desde 2015 vem trabalhando para promover essas cadeias de valor, prestando capacitações e outros serviços para adequar os produtos aos diferentes mercados, em âmbito local, nacional e internacional”,  acrescentando que “não é apenas o valor monetário, mas também os valores étnicos, sociais, culturais e ambientais agregados às cadeias de valor mapeadas”.

O secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa, Fernando Schwanke, destaca que o projeto contribui para a  geração de renda e agregação de valor aos produtos da sociobiodiversidade, base do Programa Bioeconomia Brasil. “São inúmeras ações em várias partes do Brasil e acreditamos no potencial da nossa biodiversidade”.

Segundo o coordenador-geral de Extrativismo do Mapa, Marco Aurélio Pavarino, a iniciativa fortalece a base produtiva nacional de plantas medicinais e fitoterápicos. “Apoiar o aprimoramento das cadeias de valor de produtos da sociobiodiversidade brasileira é estratégico para impulsionar o desenvolvimento econômico local, a partir de ações que integrem produção sustentável, geração de renda, conservação da biodiversidade e empoderamento social das populações extrativistas e dos agricultores familiares”.

A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, aponta que preservar a cultura e os saberes tradicionais é, também, promover saúde. “Povos e comunidades tradicionais e agricultores familiares produzem riqueza de forma sustentável, o que contribui com a preservação do ambiente e com relações produtivas mais justas, criando territórios saudáveis. Um dos impactos positivos que observamos nesse sentido é a equidade de gênero, conquistada a partir do protagonismo feminino nesses espaços. Tudo isso nos aproxima dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável propostos pela Organização das Nações Unidas (ONU) para 2030″.

Visão de futuro

O mapeamento das 26 cadeias de valor em plantas medicinais, aromáticas, condimentares e alimentícias envolveu agricultores familiares, extrativistas, representantes da indústria, do comércio e de instituições públicas, além da equipe técnica do ArticulaFito.

O processo foi pautado pela metodologia Value-Links-Biodiversidade, desenvolvida pela Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ, na sigla em alemão).

Entre 2015 e 2018, foram realizadas oito oficinas de mapeamento em Foz do Iguaçu (PR), Petrópolis (RJ), Natal (RN), Montes Claros (MG), Palmas (TO), Macapá (AP), Marabá (PA) e Belém (PA). Nesses encontros, foram identificados, coletivamente, problemas e as oportunidades.

“As informações são decisivas para a proposição de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável, à promoção da saúde e ao fortalecimento da base produtiva nacional”, destaca a coordenadora técnica e executiva do projeto.

A ArticulaFito vem desenvolvendo estratégias de governança para propiciar um ambiente de equilíbrio e diálogo constante entre os diferentes atores ligados ao desenvolvimento de uma cadeia de valor.

Para apoiar o percurso dos agricultores familiares e extrativistas até as visões de futuro de suas cadeias de valor em plantas medicinais, aromáticas, condimentares e alimentícias, o ArticulaFito promove oficinas de capacitação.

Com a pandemia de Covid-19, as oficinas passaram a ser virtuais sobre temas como, boas práticas de cultivo e manejo, farmácias vivas, legislação fitossanitária, acesso a mercados diferenciados e sistemas agroflorestais. A coordenadora Joseane Carvalho adianta que um ciclo com novos temas está em andamento.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
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Agro é alternativa para investimento em títulos verdes

Por redação 19/03/2021
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- Agro é alternativa para investimento em títulos verdes

Ao participar de evento sobre finanças verdes, promovido pela Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e a Rede Brasil pelo Pacto Global, a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) destacou nesta sexta-feira (19) que o agronegócio brasileiro é uma boa alternativa para investimento privado em títulos verdes. O evento virtual reuniu representantes de vários países e de multinacionais.

Um dos destaques da agropecuária nacional é o avanço nos indicadores de sustentabilidade. De 1977 a 2018, a produção de grãos cresceu 425%, enquanto a área plantada aumentou pouco mais de  40%. Outro número citado pela ministra mostra que a pecuária alcançou importantes ganhos de produtividade e eficiência, em um período de 20 anos, ocupando apenas 22% do território nacional e mantendo 66% da vegetação nativa preservada.

“Nossa produção é cada vez mais sustentável. Graças às condições naturais e climáticas favoráveis, temos capacidade de colher duas safras ao ano em uma mesma área, podendo chegar a três com o emprego de tecnologias sustentáveis. Algo impossível para agricultura em países com clima temperado”, destacou.

Além disso, programas nacionais trabalham na recuperação de milhões de hectares de pastagens ociosas e degradadas para expansão da pecuária, sem necessidade de desmatamento, com a adoção, por exemplo, dos sistemas integrados de lavoura-pecuária-floresta.

“Nossos produtores há muito tempo já compreenderam que a preservação e a produção são indissociáveis, e que a sustentabilidade já é lucrativa. Isso cria um ponto fundamental para que a gente cresça mais na pecuária sustentável”, disse.

A ministra voltou a reforçar que os produtores rurais devem cumprir uma das mais rigorosas legislações ambientais do mundo, o Código Florestal, que determina a manutenção de reservas legais nas propriedades privadas.

Títulos verdes

Para responder à demanda global por alimentos, fibras e energias renováveis, a agropecuária brasileira necessitará de um grande volume de recursos. Anualmente, o setor necessita de US$ 100 bilhões somente para giro, sem contar os demais investimentos em outros elos da cadeia produtiva, como produção de insumos, logística, comercialização, armazenagem e industrialização. Com esse cenário, os títulos verdes são importante ferramenta de financiamento do setor.

Em 2019, o Brasil emitiu apenas 0,5% ou US$ 1,5 bilhão de todos os títulos verdes do mundo, apesar de representar mais de 2% do PIB mundial. Com o objetivo de ampliar esse mercado e atrair os investidores estrangeiros, o governo está adotando medidas para melhorar o ambiente de negócios, desburocratizar a entrada de recursos externos e equacionar aspectos tributários para não atrapalhar o fluxo de recursos internacionais..

Uma dessas ações foi a promulgação da Lei do Agro, em 2020, que tornou as operações financeiras mais simples, transparentes e seguras juridicamente, além de aprimorar instrumentos como a CPR e os títulos do agro (CRA). Outra medida foi a parceria firmada, em 2019, com a Climate Bonds Initiative (CBI), maior certificadora de títulos verdes do mundo, para definição de critérios globais para agricultura e pecuária e elaboração de um plano de investimento para a agropecuária sustentável.

“Queremos aproveitar os mercados financeiros e domésticos ainda com muita liquidez. Existem trilhões de dólares e reais em busca de boas alternativas de investimento, melhores retornos e riscos menores. O nosso agronegócio oferece, com certeza, essas oportunidades”, ressaltou a ministra.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
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Ourofino lança livro de bioenergia a partir da cana-de-açúcar

Por redação 18/03/2021
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- Ourofino lança livro de bioenergia a partir da cana-de-açúcar

Chega ao mercado nesta sexta-feira, dia 19, o livro “Bioenergy from Sugarcane”. A publicação, apoiada pela Ourofino Agrociência, conta com uma seleção de alguns dos principais textos sobre bioenergia a partir da cana-de-açúcar, publicados por especialistas e organizados pelos autores Marcos Fava Neves e Rafael Bordonal Kalaki.

Formados em engenharia agronômica, os autores possuem os títulos de mestre e doutores e somam cerca de 25 anos de experiência de mercado. Fava é ainda um dos conselheiros da indústria de defensivos agrícolas. A obra será disponibilizada gratuitamente pela internet para interessados do mundo inteiro. Por isso, o material foi escrito em inglês, um dos idiomas mais difundidos do globo.

São quase 300 páginas com análises de mercado, gráficos de produção de etanol no mundo, métodos para realizar planejamentos estratégicos para o aumento da produção e expectativas para o futuro do segmento, um dos mais relevantes do Brasil. Apresenta também vários outros dados que podem contribuir para uma maior sustentabilidade e para o desenvolvimento de toda a cadeia produtiva, assim como destaca casos importantes de empresas e organizações, como a Copersucar e a Socicana.

Para Norival Bonamichi, presidente da Ourofino Agrociência, a obra possibilitará a ampliação do conhecimento mundial sobre o trabalho realizado pelo setor sucroenergético brasileiro, que, amparado pela cadeia produtiva do agro, investe cada vez mais em tecnologia e aumento de produtividade. Segundo ele, é mais uma forma de cumprir com o propósito da companhia em contribuir com o desenvolvimento sustentável do agronegócio.

“A publicação nos dá a oportunidade de entender, por meio de dados e fatos trabalhados mundialmente, a importância da cana-de-açúcar para o planeta. Esse cultivo, que é um dos pilares do agronegócio brasileiro, se destaca por sua variedade produtiva, além de ser fundamental para a previsibilidade e sustentabilidade ambiental, econômica e social”, pontua.

O autor e especialista Rafael Kalaki explica que, junto com Marcos Fava Neves, trabalhou para reunir um time de grandes autores, que vão desde professores, pesquisadores até consultores e profissionais de mercado: “esperamos também levar, mais uma vez, o nome do setor e do Brasil para todo o mundo”.

Fava Neves conta que o livro é uma ideia antiga e que ele espera que seja capaz de fortalecer o setor e ser uma porta de entrada para aspectos importantes da bioenergia. “O apoio da Ourofino foi absolutamente fundamental para que eu e o Rafael Kalaki pudéssemos ter essa obra concluída, e hoje o mundo pode conhecer mais sobre a cana e sua sustentabilidade na produção de energias renováveis”, explica.

O livro “Bioenergy from Sugarcane” conta com layout, revisão de texto e planejamento da equipe de comunicação da indústria. Estará disponível para download nos sites da Ourofino Agrociência (no endereço ourofinoagro.com.br), Socicana e DoutorAgro, e também nos principais sites de instituições e organizações de cana-de-açúcar, como a Unica, Udop e Orplana, entre outras.

Autores

Marcos Fava Neves é engenheiro agrônomo formado pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, da Universidade de São Paulo (Esalq/USP). Possui mestrado, doutorado e livre-docência em estratégias empresariais. É professor em tempo parcial das faculdades de administração da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto e Fundação Getúlio Vargas (FGV) em São Paulo. Também é conselheiro da Ourofino Agrociência.

Rafael Bordonal Kalaki é graduado em engenharia agronômica pela Universidade Paulista (Unesp), mestre e doutor em administração de empresas pela Universidade de São Paulo (USP), pesquisador pela Markestrat – Centro de Pesquisa e Projetos em Marketing e Estratégia – e CEO da Socicana.

Fonte: Ourofino Agrociência

 

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Produtores deixam clima de lado e investem na fertirrigação

Por redação 18/03/2021
Escrito por redação
- Produtores deixam clima de lado e investem na fertirrigação

Fertirrigação por gotejamento

Celebrada mundialmente pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Dia Mundial da Água (comemorado no próximo dia 22 de março) serve como um alerta anual sobre a importância da conservação e proteção deste importante recurso natural. Enquanto nas zonas urbanas a conscientização quanto ao desperdício é uma das principais formas de preservar a água, no campo a água potável para beber e para higiene pessoal não é a única preocupação: as lavouras também dependem da água e ela nem sempre cai do céu.

São várias as opções de irrigação para atender às mais diversas práticas agrícolas e sistemas de cultivo. No caso das lavouras de tabaco, as indústrias estão incentivando os produtores a adotarem formas de irrigação que sejam mais adequadas às realidades de cada propriedade com o propósito de minimizar eventuais prejuízos. Por exemplo, na safra 2020/2021 em que a falta de chuvas foi problema em muitas regiões, houve uma percepção ainda maior de que investimentos em irrigação são essenciais. Enquanto alguns produtores tiveram quebra de produção por causa da seca, aqueles que utilizaram a irrigação tiveram safras normais e até superiores às expectativas.

No tabaco, a tecnologia que vem despontando para mitigar o problema da falta de água é a fertirrigação. A técnica vem se tornando uma alternativa importante na agricultura por garantir os níveis de produção em épocas de estiagens. É um tipo de irrigação capaz de suprir as demandas hídricas das plantas em quantidade de água ideal e no momento certo para cada cultura, levando-se em consideração as condições de solo e de clima. 

Segundo o assessor Técnico do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Darci José da Silva, trata-se de um sistema que realiza a irrigação e a adubação ao mesmo tempo, por meio de um sistema de gotejamento. “A fertirrigação consiste em um conjunto de mangueiras instaladas nas lavouras para gotejar a água e os fertilizantes necessários diretamente nas linhas de plantio e direcionadas às plantas, minimizando desperdícios. Na prática, a água da irrigação é usada também para transportar os fertilizantes e seus nutrientes diretamente aos locais necessários”, explica.

As vantagens são várias: além de permitir maior eficiência no uso da água e dos fertilizantes, há também redução na demanda de mão de obra. “É importante ressaltar que a aplicação dos fertilizantes via água de irrigação difere da aplicação via solo por acelerar o ciclo dos nutrientes. A fertirrigação segue princípios conservacionistas porque exige pré-requisitos que garantem a sustentabilidade, como análise e correção do solo, plantio em nível e com camalhão, além dos cultivos de cobertura do solo, destinados à proteção e melhoria das suas características físicas e biológicas”, complementa Darci.

 Fonte: SindiTabaco

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