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Notícias

Congresso abre espaço para startups com soluções em ILPF

Por redação 23/03/2021
Escrito por redação

- Congresso abre espaço para startups com soluções em ILPF

Startups de todo Brasil podem se inscrever até o dia 9 de abril na chamada  ILPF Conecta, um desafio que visa atrair propostas de negócios de empresas jovens de base tecnológica, as startups do Agro, mais conhecidas como Agtechs. A chamada visa a seleção de tecnologias inovadoras para a adoção em sistemas de produção que integram atividades agrícolas, pecuárias e florestais em uma mesma área, chamados de Integração lavoura, pecuária, floresta – ILPF.

As Agtechs interessadas devem apresentar tecnologias aplicadas às áreas temáticas da chamada, e que estão em sintonia com a tendência mundial de intensificação sustentável da produção agropecuária, e que também contribuam com o negócio do produtor rural e com o aspecto social da produção.

O ILPF Conecta acontece paralelamente ao II Congresso Mundial sobre ILPF (World Congress on Integrated Crop-Livestock-Forestry Systems) – WCCLF 2021, que nesta edição será realizado em formato 100% Digital, nos dias 4 e 5 de maio de 2021. O evento é realizado pela Embrapa, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Rede ILPF, Semagro MS e Famasul MS, e tem expectativa de público de mais de 800 participantes, entre especialistas, acadêmicos, produtores e outros públicos interessados na troca de experiências e conhecimentos, bem como na atualização sobre os mais recentes resultados de pesquisa, desenvolvimento e inovação em Sistemas ILPF no mundo.

Sobre o IPF Conecta

O ILPF Conecta é uma iniciativa que pretende aproximar as Agtechs dos principais investidores privados e de aceleradoras para aportar recursos nesses negócios e fomentar a participação desses novos empreendimentos no ecossistema de inovação.
O desafio será realizado em três etapas, começando pela inscrição que é gratuita e encerra dia 9 de abril, quando os interessados precisam preencher um formulário. Para a seleção das startups serão adotados critérios como relevância, ineditismo, maturidade e usabilidade/aplicabilidade das soluções propostas.
No dia 4 de maio de 2021, as startups selecionadas participam da 2ª etapa, com a apresentação dos pitchesao vivo e, na fase final, as três startups finalistas se apresentarão no Painel Especial de Inovação do WCCLF 2021, que acontece dia 5 de maio para todos os participantes do evento, e quando será anunciada a vencedora. As três startups premiadas no ILPF Conecta estarão automaticamente classificadas para a fase de apresentações ao vivo na Smart Farm AgroBIT, da Vila Tecnológica de Londrina (PR).
Para Lucimara Chiari, secretária executiva do Congresso Internacional de ILPF e pesquisadora da Embrapa Gado de Corte (MS), essa é uma grande oportunidade de networking para as startups que atuam ou querem desenvolver inovações para uma produção agrícola sustentável, e que possam ser adotadas por pequenos, médios e grandes produtores e em todos os biomas brasileiros.

Áreas temáticas

As startups que se inscreverem para o desafio ILPF Conecta devem apresentar soluções para as seguintes áreas temáticas:
o Mudanças climáticas: resiliência e adaptação; emissões de gases de efeito estufa e descarbonização dos sistemas
o Integração dos Sistemas de produção e uso sustentável dos recursos naturais
o Modelos de negócios para sistemas integrados
o Avaliação e análise de impacto dos sistemas integrados
o Bem-estar animal
o Finanças verdes (green bonds)
o Agricultura digital e de precisão (IA, IoT, Blockchain, Big Data, etc)
o Aspectos econômicos e sociais e Agricultura Familiar
o Rastreabilidade, certificação e conceitos emergentes
o Políticas públicas, interações nas cadeias de suprimentos e comércio internacional

Serviços

ILPF Conecta – As inscrições vão até o dia 9 de abril de 2021 e devem ser feitas pelo formulário no site.
WCCLF 2021 – De 4 e 5 maio de 2021, realizado de forma 100% digital, as inscrições vão até o dia 03 de maio pelo site do evento.
Fonte: Embrapa
23/03/2021 0 Comentários
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Notícias

MAPA regulamenta produtos orgânicos no Brasil

Por redação 23/03/2021
Escrito por redação

- MAPA regulamenta produtos orgânicos no Brasil

Nova portaria atende às solicitações do setor e de técnicos e visa estimular produção no país

Foi publicada nesta terça-feira (23) a Portaria nº 52 que atualiza o regulamento técnico, bem como as listas de substâncias e práticas permitidas em sistemas orgânicos de produção. Uma das novidades é a incorporação de normas para produção de sementes, mudas e de cogumelos comestíveis na agricultura orgânica.

A atualização traz ainda o incremento na caracterização da unidade de produção orgânica, a obrigatoriedade da adoção de medidas de proteção contra contaminação por unidades de produção vizinhas, mudanças nas regras para a produção animal e mel, inclusão de substâncias para uso como dessecantes, prazo mínimo para o período de conversão.

As medidas da portaria atendem às solicitações de produtores e técnicos dando mais segurança ao sistema produtivo, agilidade nas alterações das listas positivas de substâncias e práticas autorizadas.

“Há grande expectativa de impacto positivo no desenvolvimento da produção orgânica brasileira, pois o novo texto está adequado à atualidade, com linguagem mais clara, incorporação de novas substâncias e práticas às listas positivas, ampliando as opções tecnológicas à disposição dos produtores e melhor adequação do texto aos princípios da produção orgânica”, explica a coordenadora de Produção Orgânica do Mapa, Virgínia Lira.

A portaria faz parte ainda dos esforços da Secretaria de Defesa Agropecuária no cumprimento do Decreto nº 10.139/2019, que dispõe sobre a revisão e a consolidação dos atos normativos inferiores a decretos.

Produtos Orgânicos

É considerado um produto orgânico, in natura ou processado, aquele que é obtido em um sistema orgânico de produção agropecuária ou oriundo de processo extrativista sustentável e não prejudicial ao ecossistema local.

Atualmente, há 24.608 produtores orgânicos no Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos (CNPO).

Para serem comercializados, os produtos precisam ser certificados por organismos credenciados no Mapa. Estão dispensados da certificação aqueles produzidos por agricultores familiares de organizações de controle social cadastradas no Ministério, que vendem exclusivamente de forma direta ao consumidor.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
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Notícias

Brasil pode se transformar no maior exportador de grãos do mundo

Por redação 23/03/2021
Escrito por redação

Por Adriana Gavaça

 

- Brasil pode se transformar no maior exportador de grãos do mundo

O Brasil deve ampliar sua contribuição para o abastecimento mundial a ponto de se tornar, nos próximos cinco anos, o maior exportador de grãos do planeta, superando os Estados Unidos. A afirmação tem por base o estudo “O Agro brasileiro alimenta 800 milhões de pessoas”, divulgado recentemente pela Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas da Embrapa, tendo como autores Elísio Contini e Adalberto Aragão.

De acordo com a Embrapa, em apenas dez anos a participação do Brasil no mercado mundial de alimentos saltou de US$ 20,6 bilhões para US$ 100 bilhões, tendo como destaque carne, soja, milho, algodão e produtos florestais.

O pesquisador da Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas da Embrapa e um dos autores do estudo, Elísio Contini, conversou com nossa reportagem e explicou que o Brasil vem ganhando ano a ano espaço no cenário internacional de exportação, principalmente de grãos.

No ano passado, ele lembra que os embarques brasileiros, contendo produtos do agronegócio, só ficaram 12,8% atrás das exportações dos Estados Unidos.

Para o pesquisador, permanecendo este cenário internacional de demanda agressiva por alimentos, principalmente pela Ásia, a liderança deve ocorrer no prazo estimado pelo estudo.

Contini listou ainda a necessidade de investimentos em infraestrutura para que o objetivo de fato seja alcançado, como a redução de custos de produção e transporte. Ele também destacou a questão do meio ambiente, como fundamental nesse momento.

Confira sua  declaração no Podcast abaixo.

Máquinas & Inovações Agri · #009 – Elísio Contini comenta “Brasil pode se tornar maior exportador de grãos do planeta”

 

23/03/2021 0 Comentários
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Notícias

Alta do diesel afeta preços de frete e de alimentos no campo

Por redação 23/03/2021
Escrito por redação

- Alta do diesel afeta preços de frete e de alimentos no campo

Somente este ano, a Petrobrás já realizou seis aumentos no preço da gasolina e cinco, no diesel, sendo que o último passou a vigorar no dia 9 de março, quando a gasolina subiu 8,8% e o diesel 5,5%. A política de reajustes da Petrobrás reflete o aumento do valor internacional do barril de petróleo, além da variação cambial.

No início do mês, a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis, apontava a necessidade de um aumento de 8%, no diesel, a fim de reduzir a distância entre os preços cobrados internamente e fora do País.

O temor é de que a importação do diesel agora cause prejuízos à empresa. A Petrobras sinalizou, inclusive, às distribuidoras que pode não ter condições de atender a toda demanda por diesel entre março e abril. A Agência Nacional de Petróleo já confirmou que as distribuidoras estão em busca de alternativas, caso isso aconteça.

Se a falta de diesel se materializar, a colheita e a exportação de soja, que este ano seguem com atraso, poderão ser prejudicadas.

Toda essa movimentação ocorre em um momento delicado, com o anúncio de troca no comando da Petrobrás pelo governo.

No campo, os produtores rurais reclamam da falta de previsibilidade, já que o combustível, em alguns casos, é responsável por até 30% dos custos de produção.

O engenheiro agrônomo, consultor na área de agronegócios e produtor rural da região de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, José Luis Coelho, não acredita que chegará a faltar o combustível. Ele critica a atual política de preços adotada pela Petrobras, que tem provocado aumentos nos valores de frete e, por consequência, no preço dos alimentos. Em sua avaliação o produtor não pode continuar prejudicado por essa política e diz que os governos em todas as esferas devem fazer sua parte.

Ouça o que ele fala para o nosso Podcast!

Máquinas & Inovações Agri · #008 – José Luís Coelho comenta “O impacto da alta do diesel no agronegócio”

 

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Embrapa monitora resíduos de agrotóxicos no MS

Por redação 22/03/2021
Escrito por redação

- Embrapa monitora resíduos de agrotóxicos no MS

No Dia Mundial da Água, 22 de março, a Embrapa entrega um resultado de pesquisa à sociedade. Um trabalho com duração de um ano, em que a Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados, MS) em parceria com a Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), monitorou resíduos de agrotóxicos, em amostras de água do Rio Dourados (que pertence à Bacia Hidrográfica do Rio Dourados – BHRD), em Mato Grosso do Sul.

“Estudos de monitoramento dos resíduos de agrotóxicos em águas superficiais são necessários para avaliar os níveis de exposição de organismos não-alvos, incluindo os seres humanos”, diz o pesquisador Rômulo Penna Scorza Júnior da Embrapa Agropecuária Oeste.

“A Embrapa, ao longo de sua história, tem trabalhado e se dedicado a pesquisar soluções e alternativas que contribuam com a conservação, uso e reaproveitamento d’água. A Embrapa Agropecuária Oeste sempre esteve atenta a essa questão, e as pesquisas que vem sendo desenvolvidas ao longo dos anos demonstram essa dedicação”, disse Harley Nonato de Oliveira, chefe geral da Embrapa Agropecuária Oeste.

O objetivo, segundo ele, é a “busca por soluções que contribuam com o uso racional da água no campo e com a sua conservação, através do desenvolvimento de sistema sustentáveis, que permitem melhor infiltração e aumento da quantidade de água armazenada nos solos e nos lençóis freáticos e, nos últimos anos, no desenvolvimento de metodologia e monitoramento da qualidade da água, cujo informações podem apoiar a elaboração de novas políticas públicas”, completou.

Ele enfatiza que esse trabalho é fruto de uma parceria com o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, Ministério Público Federal, Ministério Público do Trabalho e do Instituto do Meio Ambiente de Dourados a Embrapa Agropecuária Oeste, disponibiliza documento que apresenta metodologia e traz avanços e resultados em relação a avaliação da qualidade desse importante recurso natural. A publicação pode ser acessada gratuitamente por este link https://bit.ly/3f8bL5F

Também fazem parte do projeto, como parceiros, o Ministério Público Federal (MPF – PRM/Dourados), o Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS), Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul (MPT-PTM/Dourados) e o Instituto de Meio Ambiente de Dourados (IMAM)/Prefeitura Municipal de Dourados.

Durante o período de um ano (10/12/2019 a 11/12/2020), 46 diferentes agrotóxicos e seus produtos de degradação, todos registrados no Brasil, foram monitorados. Os compostos selecionados nesse método foram estabelecidos com base no volume de comercialização de cada princípio ativo em Mato Grosso do Sul, uso nas culturas de soja, cana-de-açúcar e milho e a previsão legal dos valores máximos permitidos em agua superficial estabelecidos nas legislações estadual e federal.

De um total de 46 diferentes agrotóxicos e seus produtos de degradação considerados nesse estudo, encontrou-se 32 desses compostos em pelo menos uma amostra, resultando na frequência de ocorrência igual a 70% dos compostos analisados. Desses 32, apenas um possui (atrazina) tem os valores máximos permitidos em águas superficiais  previstos na legislação.

Frequência de resíduos

De acordo com Scorza Júnior, “os compostos mais frequentes nas amostras analisadas foram a deetilatrazina (DEA), 2-hidroxiatrazina, atrazina, carbendazim, clorantraniliprole, clotianidina, epoxiconazole, hexazinona, imazetapir, imidacloprido, tebuconazole, tebutiurom e tiametoxam. As maiores concentrações encontradas dos resíduos de agrotóxicos nas amostras de água do Rio Dourados foram de atrazina (0,130 µg L-1), tiametoxam (0,077 µg L-1), 2-hidroxiatrazina (0,074 µg L-1) e imidacloprido (0,072 µg L-1).”

Dentre os agrotóxicos detectados, o cientista relata que apenas a atrazina (0,130 µg L-1) chegou mais próxima ao valor máximo permitido estabelecido na legislação brasileira, que é de 2,0 µg L-1.  Dessa forma, os resíduos de atrazina encontra-se em conformidade legal.

O pesquisador explica que “os resultados servem como um diagnóstico do nível de exposição do Rio Dourados aos agrotóxicos utilizados nos principais sistemas de produção da região em estudo, fornecendo dados técnicos-científicos para aprimoramento de políticas públicas (por exemplo, inclusão de agrotóxicos não previstos na legislação brasileira que regula valores máximos permitidos desses compostos em águas superficiais) e para o processo de avaliação do risco ambiental de agrotóxicos pelas autoridades regulatórias, subsídio na definição de medidas mitigatórias para atenuação da problemática como o transporte dos agrotóxicos para as águas superficiais, entre outros.”

As ações mitigatórias para atenuar o problema podem ser, por exemplo, medidas para racionalização do uso de agrotóxicos nos sistemas de produção predominantes na BHRD, recomposição das matas ciliares nas margens do Rio Dourados, incentivo ao uso de insumos biológicos, entre outros.

Parceiros

Segundo Marco Antonio Delfino de Almeida, procurador do MPF, “o monitoramento é extremamente importante a qualquer atividade econômica que produza impactos ao meio ambiente. Via de regra ele acaba ocorrendo nos empreendimentos que a gente entende como de grande impacto e via de regra ele é feito pelos próprios empreendedores. Esse monitoramento da água do Rio Dourados é importante para que tenhamos a dimensão do impacto das atividades econômicas no meio ambiente e obviamente na saúde da população que se abastece desses recursos, justamente para que possam ser efetivados eventuais ajustes, bem como se atenda ao que é essencial igualmente que é o dever da informação à população sobre esses impactos. Um desdobramento decorrente desse monitoramento é a produção de dados e a consequente utilização, inclusive, na produção de artigos. O monitoramento acaba por ter dois relevantes: o papel de monitorar o impacto das atividades econômicas, informar a população e obviamente permitir que a sociedade se enriqueça com os dados científicos que são produzidos.”

Já Amilcar Araujo Carneiro Junior, promotor do MPMS, a parceria entre Embrapa Agropecuária Oeste e Ministérios Públicos resultou em um trabalho em que “agora se colhe o fruto que é este resultado de pesquisa e que nos faz chegar a algumas conclusões, já que antes não havia nenhum tipo de estudo. Agora, se tem a noção do que representa em termos de posição desses resíduos no Rio Dourados, que é uma das fontes de abastecimento da cidade. O que vamos fazer? Podemos usar esses dados coletados e fazer cruzamento com os dados que temos, com o CAR, por exemplo. É um ponto de partida para irmos para outros trabalhos. Sem esses dados da pesquisa não teria por onde começar”.

Para Luciano Furtado Loubet, promotor do MPMS, “é de extrema importância esse tipo de pesquisa, uma vez que há poucos dados sobre a presença de agrotóxicos no ambiente, especialmente em rios e córregos. Justamente por isto o MPMS apoiou a EMBRAPA neste projeto, pois, com base nele, podemos trazer o assunto à tona e cobrar das autoridades competentes providências. Vejam que a maioria dos produtos encontrados sequer possui legislação de volume máximo presente na natureza.”

Na visão do procurador do Trabalho Jeferson Pereira, “os resultados apontados no Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento no que atine à análise dos resíduos de Agrotóxicos em águas do Rio Dourados/MS, corroboram agora de uma forma técnica, respaldada por uma metodologia científica, a identificação de uma considerável quantidade existente de diferentes compostos agrotóxicos, corroborando o que antes já era disseminado em termos de notícias veiculadas em nossa Região, quanto à essa contaminação das águas superficiais do Rio Dourados/MS. Não obstante restar apontado que um dos componentes químicos encontrados com maior frequência nas amostras não tenha ultrapassado o Valor Máximo Permitido disciplinado pela Resolução CONAMA nº 357 de 17/03/2005, os demais componentes químicos encontrados também nas águas do Rio Dourados não puderam ser avaliados em tal escala, justamente por não possuírem tal valoração na Legislação Brasileira, o que nos causa grande preocupação, sendo necessário, portanto, que referido estudo sirva de propulsão para que tais componentes sejam previstos e incluídos nessa escala de avaliação.”

E, de acordo com Rudolf Guimarães da Rocha, diretor-presidente do IMAM, “Pesquisas como esta são de extrema importância, pois servem como instrumento de investigação das consequências ocasionadas pelas ações antrópicas junto ao meio ambiente, fornecendo as informações necessárias para a gestão adequada dos nossos recursos hídricos. Os resultados obtidos nesta pesquisa são extremamente relevantes, pois ao mesmo tempo que nos passa a tranquilidade de se constatar que os parâmetros previstos na legislação vigente se encontram abaixo dos valores permitidos, por outro lado ressalta a necessidade de revisão das legislações brasileiras, com o intuito de se intensificar os estudos relacionados aos demais compostos encontrados durante a pesquisa.”

Fonte: Embrapa
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Brasil exporta recorde de 4,2 milhões de sacas de café em abril
Notícias

Seca provocou prejuízos à produção cafeeira em 2020

Por redação 22/03/2021
Escrito por redação

- Seca provocou prejuízos à produção cafeeira em 2020

A seca trouxe severos prejuízos à cafeicultura, aponta a Pesquisa da Safra Cafeeira 2020 elaborada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e Café Point. O estudo ouviu 321 produtores de nove estados entre 1º de outubro e 19 de dezembro de 2020.

Segundo o levantamento, a ocorrência de déficit hídrico foi mencionada por 89% dos respondentes, sendo que 77% indicaram que a severidade deste problema comprometeu a produção da próxima safra que será colhida em 2021.

“O setor sofreu em 2020 uma das maiores secas dos últimos 20 anos, cenário que afetará a safra 2021, esperando-se, inclusive, um déficit mundial de café devido ao impacto do clima”, afirmou Raquel Miranda, assessora técnica da Comissão Nacional do Café da CNA.

A pesquisa também sinalizou que houve impacto da pandemia do novo coronavírus na disponibilidade de mão de obra para a colheita de café. Entre os produtores que participaram da pesquisa, 31% afirmaram que sofreram de alguma maneira.

“Através do acompanhamento do setor realizado pela CNA, há indicativo de que em algumas regiões com maior dependência de mão de obra migrante, houve elevação dos custos com a contratação de colaboradores safristas e o preço pago pela medida de café colhido”, ressaltou Raquel.

Segundo o estudo, houve crescimento de 7% na realização de venda futura em comparação com os resultados levantados no ano anterior. Outro dado destacado foi o aumento na adoção da colheita mecanizada.

O levantamento também aponta a contribuição das pequenas e médias propriedades para a cafeicultura. As pequenas propriedades, com área inferior a 50 hectares, representam o perfil fundiário de 65% dos produtores respondentes, enquanto que 47% possuem propriedades com menos de vinte hectares.

Raquel pontua que a contribuição da agricultura familiar para a cafeicultura brasileira é ainda maior do que aponta o resultado da pesquisa da CNA e Café Point. “De acordo com os dados oficiais do IBGE, 85% dos estabelecimentos com café possuem área inferior a 50 hectares e 69% têm área entre 1 e 20 hectares.”

Fonte: Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)
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Congresso de Direito discute segurança alimentar

Por redação 22/03/2021
Escrito por redação

- Congresso de Direito discute segurança alimentar

 

No dia 31 de março, o Congresso Brasileiro de Direito do Agronegócio (CBDA) reunirá especialistas para tratar dos temais mais atuais e relevantes na área jurídica e na formação de políticas públicas no agro nacional. O segundo painel, intitulado Sustentabilidade e Segurança Alimentar, contatará com a participação do engenheiro agrônomo Francisco Beduschi Neto, executivo da National Wildlife Federation (NWF) no Brasil, que fará uma avaliação sobre a adoção de boas práticas para o crescimento sustentável do setor.- Congresso de Direito discute segurança alimentar

De acordo com Beduschi, a pressão dos principais compradores de alimentos do Brasil e dos investidores internacionais está nacomprovação da origem do produto e o respeito à critérios de produção como bem-estar animal. No caso da pecuária, essa demanda por informações tem se ampliado exponencialmente, somado a preocupação crescente dos consumidores por encontrar produtos que respeitem questões ambientais e a comunidade local. “Por isso, nossa comunicação precisa estar calçada na adoção de tecnologias para
maior rastreabilidade, governança e transparência das propriedades rurais, culminando na união entre viabilidade econômica, preservação ambiental e responsabilidade social”.

Na análise de Beduschi, o desmatamento legal é um direito do pecuarista, mas com o uso de manejos e tecnologias pode-se reduzir ou até dispensar essa prática e ainda garantir o atendimento à demanda
por alimentos.

Outra questão importante para que o ruído de comunicação diminua entre o agro e o mercado é o combate à ilegalidade. O executivo da NWF avalia que uma parte muito pequena está interferindo negativamente na reputação e no trabalho promovido no setor. “Esse minúsculo monte de joio está sujando uma saca inteira de trigo. Desse modo, faz-se necessário essa separação para que os diversos atores entendam
realmente o que é o agro nacional”.

O trabalho realizado pela NWF no Brasil está relacionado justamente a esse processo de conectar todos os elos da cadeia produtiva da pecuária bovina nacional – desde o produtor até o consumidor final -, a fim de possibilitar que informações relevantes transitem de uma ponta a outra, contribuindo para um melhor entendimento de todas as partes, resultando em sustentabilidade, competitividade, qualidade e rentabilidade para o setor.

O CBDA é uma realização do Instituto Brasileiro de Direito do Agronegócio (IBDA) e terá transmissão virtual pelo Canal do YouTube da entidade. Além da discussão sobre sustentabilidade e segurança alimentar, contará com mais três painéis: As Reformas e a Competitividade; Participação do Investimento Estrangeiro; e Sistema
de Financiamento Privado.

Fonte: Instituto Brasileiro de Direito do Agronegócio (IBDA)
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Notícias

New Holland Construction se destaca no mercado argentino

Por redação 22/03/2021
Escrito por redação

- New Holland Construction se destaca no mercado argentino 

Marca da CNH Industrial se posiciona como primeira no mercado argentino de máquinas de construção em 2020, fortalecendo presença no país

Presente nos principais mercados da América do Sul, a New Holland Construction se posicionou como líder em vendas em máquinas de construção na Argentina em 2020, destacando-se pelo desempenho obtido principalmente nos segmentos de retroescavadeiras e minicarregadeiras, graças ao trabalho conjunto da marca e Rede de Concessionários.

De acordo com o último relatório da Câmara Argentina de Empresas de Equipamentos e Fornecedores de Motores (CAEPEM), a marca da CNH Industrial fortalece sua presença no mercado argentino, com uma linha completa de produtos, voltados às mais diferentes aplicações – da agricultura à construção.

“O mercado argentino é muito importante para nós e a prova está nos investimentos feitos pela New Holland Construction e, claro, na cobertura de nossos distribuidores em todas as partes do país. As concessionárias possuem estruturas especialmente preparadas para acompanhar e atender nossos clientes com excelência”, afirma o gerente de Marketing da New Holland Construction para a América do Sul, Giovanni Borgonovo.

Borgonovo ressalta que, independentemente do momento e dos desafios impostos pela pandemia, os resultados de 2020 “são uma consequência direta dos nossos valores como marca: proximidade com o cliente, desenvolvimento de produtos inovadores e serviços eficientes, de acordo com as necessidades do mercado”.

Na Argentina, a New Holland Construction é representada pelos concessionários Nordemaq, Grupo Rosario Máquinas, Abercar, Covema e Bartolomé Cerutti, com 11 filiais dedicadas aos trabalhos de venda e pós-venda em equipamentos e serviços para todas as necessidades, garantindo disponibilidade em todo o território do país.

Equipamentos

A New Holland Construction conta com uma linha de equipamentos, leves, médios e pesados,  que inclui retroescavadeiras, motoniveladoras, tratores de esteira, escavadeiras, pás carregadeiras, minicarregadeiras e miniescavadeiras.

As minicarregadeiras da Série 300 tornaram-se uma das preferidas pelos clientes argentinos, entregando melhor estabilidade e visibilidade, permitindo que os operadores movimentem cargas maiores, trabalhando com um novo nível de confiança.

Também se destacam localmente as retroescavadeiras da Série B, preparadas para os trabalhos mais exigentes, conseguindo realizar tarefas de escavação, levantamento de carga ou abertura de valas com grande rapidez e precisão.

Fonte: New Holland Construction
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Agro movimento 25 mi de toneladas por terminais da FCA

Por redação 22/03/2021
Escrito por redação

- Agro movimento 25 mi de toneladas por terminais da FCA

O montante reúne grãos, açúcar e fertilizantes; crescimento de 27% em comparação com 2019; em cinco anos, acréscimo foi de 189%

Com um total de 25 milhões de toneladas, o volume do agronegócio transportado pelos trilhos da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) em 2020 cresceu 27% em comparação com o ano anterior. O acréscimo segue a tendência dos últimos cinco anos, período no qual esse tipo de carga teve alta de 189%. De 2016 a 2020, a VLI – empresa de logística que integra terminais, ferrovias e portos no Brasil, e controladora da (FCA) – movimentou um volume superior a 119 milhões de toneladas de soja, milho, açúcar, farelo, fertilizantes na ferrovia.

Em 2020, os grãos (soja, milho e farelo de soja) responderam por 11,6 milhões de toneladas, os fertilizantes e insumos somaram 8,1 milhões de toneladas e o açúcar superou as 5,3 milhões de toneladas. Esses itens são escoados por meio da conexão entre a FCA, em quatro terminais multimodais localizados em Minas Gerais, São Paulo, e nos
litorais capixaba e paulista. Os ativos integradores recebem produtos pelas rodovias e transferem as cargas para vagões. O sistema conecta ferrovia, terminais e portos garantindo eficiência e capacidade na
movimentação de grãos, insumos e outros produtos.

O agronegócio foi um dos responsáveis pelo balanço de positivo da FCA em 2020, publicado recentemente. No ano passado, considerando todos os segmentos escoados pela Ferrovia Centro-Atlântica, foram movimentadas 39,55 milhões de toneladas, ante 36,04 milhões no ano anterior, um crescimento de 9,7%. No comparativo entre 2016 e 2020, o fluxo de cargas cresceu 28,8%. A receita líquida destas operações saltou de R$ 2,42 bilhões em 2019 para R$ 2,69 bilhões em 2020, o que representa uma alta de 11%. O balanço financeiro positivo das operações na FCA é
fruto do aumento no volume transportado ao longo da malha no período.

Eficiência

O modal ferroviário é apontado por especialistas como o mais adequado para movimentar grandes volumes. Um vagão graneleiro, por exemplo, comporta, em média, mais de 70 toneladas enquanto um caminhão bitrem carrega somente 36 toneladas. No cenário brasileiro, a prática de interligar modais (rodovia e ferrovia) representa mais velocidade no escoamento das cargas.

O papel dos terminais contribui para esse atributo. Antes dessas unidades centralizarem grandes volumes, o processo de embarque nas composições era disperso e resultava em longos intervalos para formar o trem. Araguari, no Triângulo Mineiro, sedia o primeiro terminal da VLI. Por lá, um processo que durava mais de dois dias sem o terminal, passou a durar, em média, sete horas.

Em Guará, interior de São Paulo, a VLI conta com um terminal exclusivo para movimentar açúcar. Essa unidade, inaugurada em 2015, recebe a commodity pela rodovia e envia o produto para o Tiplam (Terminal Integrador Luiz Antônio Mesquita), no litoral santista. O terminal de Guará concluiu uma ampliação em 2020 e tem capacidade de 4,5 milhões de toneladas por ano.

Fonte: FCA
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Notícias

Evento on-line comemora Dia Mundial da água

Por redação 22/03/2021
Escrito por redação

- Evento on-line comemora Dia Mundial da água

Em comemoração ao Dia Mundial da Água, o governo federal realiza o Seminário das Águas Brasileiras. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) é um dos organizadores do evento.

O objetivo é discutir a importância e os desafios da revitalização das bacias hidrográficas, de modo a garantir água em quantidade e qualidade necessárias para o desenvolvimento do Brasil. A abertura do seminário virtual está marcada para esta segunda-feira (22), às 15h.

As atividades continuam nos dias 23 e 24 de março e podem ser assistidas online, sem necessidade de inscrição prévia.

A diretora de Produção Sustentável e Irrigação do Mapa, Mariane Crespolini, apresentará estratégias integradas para a conservação de água e solo com ênfase nos programas Plano ABC, Projeto Rural Sustentável e Águas do Agro. A participação faz parte do painel “O setor do agronegócio e sua contribuição para a Segurança Hídrica”, que acontece no dia 22, a partir das 16h30.

O painel ainda contará com a participação da coordenadora de Conservação de Solo e Água do Mapa, Soraya Barrios de Araújo, que abordará o tema “PronaSolos – uso da inteligência territorial para aumento da produtividade e sustentabilidade”. O painel poderá ser acompanhado neste link.

Durante os três dias do seminário ainda serão discutidas iniciativas e agendas estratégicas nas áreas de saneamento básico, segurança hídrica, habitação, desenvolvimento produtivo, pagamento por serviços ambientais e prevenção e mitigação de riscos. Participam do seminário representantes governamentais, da academia, do setor empresarial e da sociedade civil.

O evento é uma promoção conjunta dos Ministérios do Desenvolvimento Regional (MDR), Meio Ambiente (MMA), Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Controladoria Geral da União (CGU) e Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
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