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Notícias

Iveco Daily ganha título de “Caminhão leve do ano 2021”

Por redação 18/03/2021
Escrito por redação

- Iveco Daily ganha título de "Caminhão leve do ano 2021"

A linha Iveco Daily recebeu  o título de ‘’Caminhão Leve do ano em 2021″ foi dado pela revista automotiva Fleet World, durante o Fleet World The Great British Fleet Awards 2021, que homenageou os melhores do setor automotivo no Reino Unido e tem como júri um painel de especialistas da publicação.

É a segunda vez que o Iveco Daily vence esta categoria, tendo sido homenageado pela primeira vez em 2019. “Este é um prêmio fantástico para consolidar ainda mais a reputação do Daily como um veículo robusto e eficiente com capacidade incomparável”, afirma Mike Cutts, diretor da linha de Negócios Leve da IVECO no Reino Unido.

No Brasil, o Iveco Daily foi escolhido o ‘melhor chassi-cabine’ do segmento de cargas, em 2020, e Top of Mind do Transporte 2020, na categoria ‘modelo leve’.

Fonte: Iveco
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Notícias

Geração de empregos no agro se mantém em janeiro

Por redação 18/03/2021
Escrito por redação
- Geração de empregos no agro se mantém em janeiro

Foto tirada antes do uso obrigatório de máscara

O setor agropecuário começou o ano mantendo o bom resultado de 2020 em relação à geração de empregos, com 32.986 novas vagas criadas em janeiro, o dobro de vagas criadas em relação ao mesmo mês de 2020 (16.482), segundo Comunicado Técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

A entidade analisou os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados na terça (16) pelo Ministério da Economia, que apontou saldo positivo de 260.353 novos postos de trabalho criados no país em janeiro.

Os dados mostram que o agro é responsável por 12,7% desse total, se tornando o setor que mais aumentou seu estoque de trabalhadores (2,05%).

As atividades agropecuárias que mais contribuíram para o bom resultado de janeiro foram as frutas de lavoura permanente (exceto laranja), com 12.960 postos. Em seguida a soja (9.194), bovinos (3.096) e florestas plantadas (1.022). Completam a lista o café (+895) e o cultivo de uva (+796).

Segundo a publicação da CNA, houve geração de empregos em quase todas as regiões. As regiões Sudeste e Sul concentraram a maior parte das novas vagas do mês.

São Paulo manteve sua posição como maior estado gerador de empregos na agropecuária, com expansão de 17.544 vagas em janeiro. Do total de vagas no estado, 23,3% foram criadas pelo setor agropecuário. Rio Grande do Sul aparece em segundo lugar, com 6.488 vagas, quase 20% do total do setor.

Fonte: CNA Brasil
18/03/2021 0 Comentários
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Notícias

Conab aponta queda no preço do tomate e da batata

Por redação 18/03/2021
Escrito por redação

- Conab aponta queda no preço do tomate e da batata 

Mesmo em um período de redução na oferta de hortaliças nos mercados, os preços do tomate e da batata caíram nas principais centrais atacadistas do país. Em São Paulo, a queda para a cotação do fruto praticada em fevereiro chegou a 26%. Já o tubérculo teve uma redução ainda maior, chegando a próximo de 52% no Rio de Janeiro. Esse movimento registrado no mês passado tende a se repetir em março, como aponta o 3º Boletim Prohort, divulgado nesta quinta-feira (18) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O menor preço da batata já era esperado, seguindo o comportamento registrado ainda em janeiro, quando foi verificada a interrupção das altas iniciadas em outubro do ano passado. No entanto, a média de preços praticadas em fevereiro deste ano ainda é superior a do mesmo período de 2020, porém inferior a de 2019. A intensificação da safra das águas do tubérculo ampliou a oferta do produto no mercado. Aliado a isso, a qualidade, entre outros fatores, pode também ter exercido influência na diminuição dos preços. O ritmo de colheita foi prejudicado pelas constantes chuvas nas áreas produtoras e o excesso de umidade provocou perda na qualidade com consequente desvalorização da batata.

As condições climáticas também tendem a afetar a qualidade do tomate oferecido ao mercado em março. Se em fevereiro houve uma maior oferta do fruto devido à colheita da safra de verão, neste mês já pode ser observado uma menor demanda. A qualidade aliada a menor procura influência na manutenção das cotações em patamares mais baixos para o mercado atacadista.

Por outro lado, a cebola continua com valores de comercialização em alta. A concentração da oferta no sul e a importação do bulbo favorecem o encarecimento do produto.

Frutas

O aumento da colheita da maçã gala, tanto para produtores com acesso às câmaras frias quanto os pequenos, sem acesso a essa tecnologia, em meio a uma demanda regular, impactou na queda de preços da fruta. Já a variedade fuji  começou a ser colhida timidamente em fins de fevereiro, movimento que se intensificará em março. Com expectativa de boa safra para o produto, as perspectivas para as exportações são boas.

Já a comercialização da melancia em fevereiro ficou mais baixa na maioria das Ceasas, o que não se converteu em aumento de preços, uma vez que o tempo chuvoso influencia em uma menor demanda. Com isso, os produtores encontram nas exportações uma boa alternativa para escoar a produção, principalmente das minimelancias cearenses e potiguares.

Comercialização

Em todo o ano passado, a comercialização de frutas e hortaliças nas Ceasas brasileiras movimentou mais de R$ 42,2 bilhões, com o escoamento de aproximadamente 16,35 milhões de toneladas de produtos. Se comparada com o ano de 2019, a quantidade de frutas e hortaliças comercializada nos entrepostos atacadistas apresentou uma retração na ordem de 2,85%. Destaque para a queda na comercialização de hortaliças folhosas. Este subgrupo registrou um percentual 14,3% abaixo do verificado em 2019. Contribuíram para essa dinâmica, a elevada perecibilidade dessas hortaliças, conjugada às medidas de isolamento e distanciamento social, adotadas no país, como forma de reduzir a disseminação do novo coronavírus.

Fonte: Conab

 

18/03/2021 0 Comentários
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Gestão digital de estoques da fazenda evita desperdício

Por redação 18/03/2021
Escrito por redação

- Gestão digital de estoques da fazenda evita desperdício 

Controle efetivo do bicudo no algodoeiro depende de logística e disponibilidade de produtos

 

O momento atual das lavouras de algodão requer cuidado e proteção, e o bicudo é uma das pragas que demandam maior atenção. Nesta época do ano, não é raro o produtor realizar diversas pulverizações na mesma semana, em talhões diferentes e, para garantir que os inseticidas estejam disponíveis no volume e no dia certos, é preciso ter uma boa gestão de estoques de insumos. De acordo com levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), os gastos com defensivos na cultura do algodão correspondem a 27% do custo total de produção. Sendo assim, o controle de estoques, feito de maneira automatizada e digital, evita desperdícios e auxilia na rentabilidade do produtor, tanto para o algodão quanto para qualquer outro insumo ou cultura.

O Farmbox, software de gestão de propriedade rurais, dentre outras ferramentas, controla as entradas e saídas do estoque de insumos, bem como a logística para a operação de aplicação. “Na tela, o produtor consegue ver e gerenciar os produtos do estoque, e seus respectivos custos. A partir daí, a equipe opera no sistema de forma que todas as movimentações estejam sempre atualizadas, e as informações disponíveis para decidir, agronomicamente, o melhor momento e dose a ser aplicada. Há ainda o menu de gestão, onde é possível avaliar e comparar a performance das operações de pulverização, bem como a eficiência das aplicações em cada fazenda, talhão ou variedade”, explica a gerente de marketing da Farmbox, Ivana Manke Schaun.

O gestor da fazenda tem ainda acesso a relatórios úteis no trabalho de administração sobre a movimentação constante do estoque. “O software é capaz de deixar o trabalho na fazenda mais simples, permitindo tomadas de decisão rápidas e eficazes, em relação a sobras no estoque, insumos específicos para cada pacote tecnológico de sementes e prazos de entrega dos produtos, tanto dos estocados na fazenda, quanto os das revendas”, exemplifica Ivana.

O Farmbox possui uma base de insumos já disponível, que permite a inserção de insumos pela fazenda sem precisar cadastrar cada produto. “Quando se começa a digitar o nome, o cadastro do produto já aparece e o produtor apenas confirma para adicioná-lo à sua base. Além de ser menos trabalhoso, elimina qualquer tipo de erro na inserção do produto no estoque.”

Além da gestão dos estoques, o Farmbox é um software de gestão de fazendas, que compila dados e informações de campo como: mapas de infestação de pragas; frequência de monitoramento de cada talhão; agenda de aplicações; pluviometria; previsão de colheita e de custos de produção, de produtividade e rentabilidade total ou por talhão, entre outros, para o planejamento completo de cada safra.

Fonte: Farmbox

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Fecap inicia nova turma do curso de agronegócio

Por redação 17/03/2021
Escrito por redação

- Fecap inicia nova turma do curso de agronegócio

A FECAP iniciou nesta semana, turma do curso avançado de agronegócio “Agribusiness Advanced Course”. Por conta da pandemia, os alunos terão aulas on-line. O curso é realizado em parceria com a instituição Audencia Business School, de Nantes, na França.

A “Master Class” foi coordenada por Roseli Azevedo (Coordenadora do International Office) nesta semana, com apresentações proferidas pelo Dr. Shigeaki Ueki (Presidente do Conselho de Curadores da FECAP), Prof. Dr. Edison Simoni (Reitor), Prof. Tejon (Coordenador do Programa), Profa. Dra. Corinne Lamour (Diretora do Programa na França) e de Marcello Brito (Presidente da ABAG – Associação Brasileira de Agronegócios).

A turma de 2021 conta com a presença de alunos de 16 países, incluindo o Brasil, França, República do Benin, China, Colômbia, Gana, Índia, Kazaquistão, Kênia, Líbano, Lituânia, República do Mali, Namíbia, Nigéria, Paquistão e Vietnã.

A escola divulgou, em anúncio do curso, que o agronegócio é um dos setores que mais cresce na economia brasileira e exige, cada vez mais, a presença de profissionais capacitados com conhecimento internacional. E para se destacar neste mercado, é preciso formação de qualidade, antenada às inovações do setor.

Curso

O curso “Agribusiness Advanced Course” é um módulo brasileiro, que totaliza carga-horária de 120 horas, acontece até 07 de maio e oferece certificação.

Os estudantes também têm a opção de participar do curso completo (incluindo o módulo brasileiro) Master of Science in Food and Agribusiness Management, ministrado na cidade francesa de Nantes, com início das aulas previstas para setembro e duração total de 3 semestres, somando carga horária de 510 horas.

Os alunos que desejarem completar a grade curricular na França receberão o título de Mestrado em Gestão e Alimentos e Agronegócios pela Universidade francesa e o MBA em Agronegócios pela FECAP.

Para as duas modalidades do programa, é imprescindível que os participantes tenham nível avançado da língua inglesa. O curso completo inclui palestras e workshops liderados por especialistas do setor, viagens de campo e/ou virtuais a empresas de agronegócios SME, SMI e multinacionais. Além disso, os alunos participam de atividades colaborativas e interdisciplinares entre estudantes do Agronegócio, Design, Veterinária, Direito e Administração (ID4FOOD).

Na realização da carga horária completa, na França, há a possibilidade de realização de um estágio mundial em “hands-on experience”. O programa conta com o apoio da ABAG (Associação Brasileira de Agronegócio), e os alunos visitam empresas líderes do segmento no Brasil, em períodos de não-pandemia, tais como: Cacau Show, Fazenda de Café 7 Senhoras, GS1, além da visita à maior exposição do Agronegócio no Brasil: a AGRISHOW, de Ribeirão Preto, SP.  O programa completo é ministrado pelos principais professores da Audencia Business School e da FECAP, e por profissionais altamente especializados no segmento da cadeia produtiva e da indústria alimentícia. A coordenação é do professor da FECAP José Luiz Megido Tejon, um dos 100 melhores especialistas em Agronegócio no Brasil.

Fonte: FECAP
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BB diversifica seguro rural para pré-custeio da safra

Por redação 17/03/2021
Escrito por redação

- BB diversifica seguro rural para pré-custeio da safra

Dentro da agenda do pré-custeio e de todo o planejamento do produtor rural já para a safra 2021/2022, a Brasilseg, empresa BB Seguros, alerta para a necessidade de contratação ou renovação do seguro agrícola. Com seguros para culturas agrícolas, florestais, pecuária bovina, patrimônio rural do produtor e para a vida do cliente, a Brasilseg é líder no segmento com 57% de participação. Em 2020, o segmento foi um dos principais impulsionadores de crescimento da seguradora, com um aumento em prêmios de 22,65% sobre o ano anterior.

Entre as coberturas, a Brasilseg destaca as de faturamento, para as culturas de soja, do milho 1ª e 2ª safra, café e para a pecuária de corte, pelas quais o produtor pode garantir margem de rentabilidade, travando também o preço do produto. “Essas coberturas são muito importantes e somos os únicos a oferecê-la em larga escala. São mais de 7,5 bilhões de reais de capital protegido com seguro de receita”, diz o superintendente de seguros rurais da Brasilseg, Paulo Hora. “O produtor está atento, em especial com a atual alta dos preços das commodities e quer se proteger de variações, sem perder a proteção contra riscos climáticos, sem comprometer a venda física do produto, e o nosso seguro é uma ótima opção”, destaca o executivo.

Condições

A Brasilseg anuncia também que vai oferecer condições especiais aos seus clientes na renovação de seguros rurais. A bonificação pode variar de acordo com a análise individual e experiência do cliente, podendo chegar até 5% de desconto no valor de prêmio de seguro. De acordo com o plano da empresa, aproximadamente 26 mil produtores rurais, clientes de seguro agrícola e agrícola faturamento da seguradora, terão condições especiais na contratação. “A bonificação é oferecida de forma customizada, tendo como base a boa experiência do cliente com a seguradora. Vamos valorizar os produtores de bom histórico conosco, melhores rendimentos em produtividade, que mantiveram boas práticas agrícolas e investimento em tecnologia, e que estão em ambientes mais favoráveis à produção”, diz Paulo Hora.

Segundo a Brasilseg, já é um diferencial estabelecido pela empresa individualizar as condições de subscrição e precificação do seguro agrícola, não só verificando a cultura e o município de risco, mas o produtor rural e as particularidades de sua área agrícola. Mesmo em uma carteira que protege mais de 8 milhões de hectares, o longo histórico de dados e informações permite, segundo a seguradora, uma condição mais personalizada e justa.

Potencial 

Outro benefício a que os produtores podem ter acesso refere-se ao potencial produtivo de sua lavoura no momento da definição da cobertura na contratação. “São produtores que aplicam boa técnica, com bom histórico e que colhem melhores resultados nas safras em relação à média da sua região. Logo, seu potencial produtivo, considerado na cobertura, é expandido com base nos dados que coletamos”, explica o executivo. “Esse trabalho técnico permite maior customização do seguro agrícola a cada perfil de produtor”, diz.

Fonte: Banco do Brasil
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Processamento de soja deve atingir 53,5 milhões de toneladas neste ano
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Área de soja convencional deve aumentar nesta safra

Por redação 17/03/2021
Escrito por redação

- Área de soja convencional deve aumentar nesta safra

Os produtores rurais de Mato Grosso começam a se preparar para safra 2021/2022 e o interesse pelo plantio da soja convencional deve crescer no Estado. O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) estima que a produção total de soja seja de 35,7 milhões de toneladas em uma área de 10,3 milhões de hectares. Desta área, 5% deve ser de variedades convencionais, segundo o Instituto Soja Livre.

“Neste ano, a procura por soja convencional tem sido grande por parte dos compradores, o que fez com que os prêmios subissem e o plantio deve aumentar. Na região Leste de Mato Grosso, vemos prêmios de US$ 4 a US$ 5 a mais por saca, o que chega até a R$ 30”, revela Endrigo Dalcin, presidente do ISL.

Ele conta que há players novos no mercado de soja convencional, como empresas corretoras e também a China, que tem interesse nestas variedades. “O nosso desafio é abrir o mercado chinês para a soja convencional”, reforça Dalcin.

O diretor administrativo do ISL, Roque Ferreti, expressa preocupação, entretanto, com a alta pluviosidade durante a colheita, que já compromete alguns campos de sementes. “Isso nos faz concluir que teremos poucas sementes na safra 2021/22, os sementeiros precisam estar preparados”, diz.

Para Romualdo Barreto, CEO da Sodrugestvo e conselheiro fiscal do ISL, os produtores rurais devem apostar mais na soja convencional no próximo ano-safra. “Acredito que eles ainda estão um pouco preocupados em cumprir os contratos e temos visto muita chuva em Mato Grosso. Mas, sim, eles devem se animar com os bons prêmios que estão sendo pagos”, afirma.

O executivo reforça, entretanto, a necessidade de os compradores da soja convencional brasileira firmarem contratos de longo prazo com os agricultores para dar segurança em relação aos bônus pagos pela soja convencional. “Acredito que o ano de 2022 vai ser bem melhor em relação a este, porém os produtores esperam ser sempre bem remunerados e é um mercado incerto”, ressalta.

Para o empresário Joel Luciano Callegaro, da Campo Real de Querência (MT), a falta de um contrato mais longo para os produtores rurais que optam pela soja convencional faz com que se sintam inseguros. “Quem plantou já vendeu antecipado 50% de sua safra. Os prêmios agora estão bons, mas não tem mais soja para comercializar”, afirma.

Fonte: Instituto Soja Livre
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MAPA anuncia projeto sustentável para Amazônia

Por redação 16/03/2021
Escrito por redação

 

- MAPA anuncia projeto sustentável para Amazônia

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo (SAF), e a Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável, por meio da GIZ, anunciaram uma nova parceria para a execução do Projeto Bioeconomia e Cadeias de Valor. A iniciativa busca expandir a comercialização de produtos de cooperativas e associações comunitárias nas cadeias de valor prioritárias para o desenvolvimento da bioeconomia sustentável e inclusiva na Amazônia.

O projeto conta com recursos do Ministério Federal Alemão de Cooperação Econômica e Desenvolvimento, que assegurou 5 milhões de euros para a execução das atividades. As ações do projeto foram iniciadas este mês, começando pela fase técnica, e acontecem até março de 2024. Serão beneficiadas cooperativas e associações de quatro estados da Amazônia: Acre, Pará, Amazonas e Amapá.

“Os recursos são resultado das negociações intergovernamentais Brasil-Alemanha sobre cooperação para o desenvolvimento sustentável, que iniciamos em outubro de 2019, durante uma missão da delegação brasileira, na Alemanha, chefiada pelo embaixador e diretor da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), Ruy Pereira. O resultado foi a assinatura de acordos de cooperação técnica e financeira com o governo alemão para o desenvolvimento de iniciativas voltadas para a bioeconomia”, ressalta o secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Fernando Schwanke.

A proposta é trabalhar no marco dos programas de Bioeconomia e Sociobiodiversidade do governo federal e nas políticas públicas de comercialização, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), com o objetivo de incluir produtos da biodiversidade nessas políticas e programas.

“Ao buscar expandir a comercialização dos produtos da bioeconomia, fortalecendo empreendimentos comunitários, estamos valorizando o trabalho de pequenos agricultores, ribeirinhos e extrativistas que vivem da comercialização de produtos da sociobiodiversidade, impulsionando a geração de renda para essas famílias e, o mais importante, com sustentabilidade e manutenção dos recursos naturais”, explica Schwanke.

O projeto atuará em cinco áreas. Além de melhorar as estruturas para a bioeconomia sustentável e inclusiva da Amazônia, a iniciativa quer tornar mais fácil para empresas a compra de produtos de cooperativas e associações das comunidades envolvidas nas atividades.

Também serão desenvolvidas ações para aumentar as capacidades empreendedoras das organizações atendidas pelo projeto, assim como atividades para promover a qualificação profissional.

Outra área de atuação do projeto visa melhorar o acesso às fontes de financiamento público e privado para cooperativas e associações de comunidades locais, assim como pequenas e médias empresas da bioeconomia sustentável e inclusiva.

A diretora de Projetos da GIZ, Tatiana Balzon, conta alguns detalhes das atividades a serem executadas. “A inovação do projeto fica por conta dos temas, como formação profissional em gestão de empreendimentos coletivos, por meio de parcerias com universidades, institutos federais e casas família agrícola. Dessa forma, pretendemos ter maior capacidade para formar capital humano nesses empreendimentos. Outra inovação é a área de financiamento público e privado para bioeconomia, que pretende apoiar na divulgação e articulação do Programa Nacional da Agricultura Familiar, o Pronaf, e de fundos de investimentos privados que atendam as cadeias de valor da sociobiodiversidade”.

Resultados alcançados

O Projeto Bioeconomia e Cadeias de Valor dará continuidade a ações já desenvolvidas a partir da parceria entre o Mapa e a Cooperação Alemã. É o caso do projeto Mercados Verdes e Consumo Sustentável, que, entre outubro de 2016 e julho de 2020, contribuiu para ampliar o acesso aos mercados para os produtos da biodiversidade e da agroecologia provenientes da agricultura familiar e comunidades tradicionais da Amazônia. Levantamentos do projeto mapearam, de um lado, 341 cooperativas e associações, de outro, 170 empresas potenciais compradoras de seus produtos.

Além de dar mais visibilidade a produtos sustentáveis da Amazônia, a iniciativa contribuiu para gerar renda. Apenas entre 2017 e 2019, a receita das cooperativas e associações da região amazônica cresceu 25%. Para garantir a participação desses atores no projeto, foram criadas 5 câmaras estaduais de comercialização e 2 espaços setoriais para discutir as cadeias de valor da Sociobiodiversidade, além da implementação de políticas públicas de comercialização como: PNAE, PAA e PGPM-Bio e a criação de políticas estaduais de agroecologia e produção orgânica.

As atividades de capacitação também tiveram impacto direto no faturamento de pequenas organizações. Com a formação oferecida pelo projeto, 225 servidores públicos responsáveis por compras institucionais de alimentos passaram a considerar produtos sustentáveis da agricultura familiar local em aquisições, como, por exemplo, para a merenda escolar. Como consequência, foram viabilizadas 20 chamadas públicas que geraram vendas de 5,5 milhões de euros para agricultores familiares.

O Projeto Mercado Verdes e Consumo Sustentável foi promovido em colaboração com o Consórcio Eco Consult/Ipam.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
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Algoritmo identifica bovinos por meio de imagens

Por redação 16/03/2021
Escrito por redação

- Algoritmo identifica bovinos por meio de imagens

A pecuária do futuro já está fazendo experimentos para tornar viável a identificação individual de animais no campo com o uso de imagens, o que tornará obsoletos os brincos, as tatuagens e as marcações usadas para esse fim. A tecnologia é similar à de reconhecimento facial, empregada em grandes aeroportos para encontrar criminosos. Com isso, um sistema de câmeras instaladas no campo, cochos, ou mesmo em drones conseguiria captar imagens para identificar em poucos segundos cada animal

Cientistas foram bem-sucedidos com a raça bovino Pantaneiro. Utilizando um sistema de redes neurais convolucionais (CNN), o estudo empregou três modelos de arquitetura de redes neurais para a identificação do bovino Pantaneiro.

Os trabalhos foram liderados pelo cientista da computação Fabrício de Lima Weber, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Weber diz que além do bem-estar animal, uma das vantagens do sistema de identificação por imagens é a economia. “Hoje, os brincos utilizados são importados e o dólar anda bastante instável. O produtor que utiliza esse sistema precisa comprar também o bastão de leitura do código impresso nos brincos. Quando o animal perde essa identificação no pasto, é preciso repor,” detalha o especialista.

“O sistema por imagem poderá agilizar o transporte de animais e a emissão da GTA (Guia de Trânsito Animal)”, explica Weber, já vislumbrando a abertura da Rota Bioceânica, que ligará o Brasil ao porto do Chile, facilitando o embarque de animais para a Ásia. Estudos anteriores já avaliaram a pesagem de animais por imagens do dorso.

De acordo com o pesquisador Urbano Gomes Pinto de Abreu, da Embrapa Pantanal (MS), coautor da publicação, foram utilizadas imagens capturadas por meio de vídeos por quatro câmeras de monitoramento. “Depois foram extraídas imagens de determinados quadros que continham o objeto de interesse: o dorso, o perfil, a lateral e a face de cada bovino”, conta.

Na etapa de classificação foram comparados três modelos conhecidos na literatura de aprendizagem profunda: InceptionResNetV2, Resnet-50 e DenseNet201. Os resultados experimentais mostram que modelos de arquiteturas utilizados na pesquisa alcançaram ótimos resultados, chegando a 99,86% de acerto. “Os resultados indicam que os modelos avaliados podem apoiar pesquisadores e pecuaristas no reconhecimento de bovinos Pantaneiros. É um método que colabora para o bem-estar dos animais”, afirma o cientista da Embrapa.

Segundo os autores, também ficou evidenciado que modelos de redes neurais convolucionais podem ser base de um sistema de visão computacional, para que a identificação dos animais seja feita automaticamente.

Para este experimento, foram mobilizados 51 animais da raça, de idades variadas e ambos os sexos. As imagens que formam o conjunto de dados foram coletadas no Núcleo de Conservação de Bovinos Pantaneiros de Aquidauana (Nubopan), na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS).

Imagens

Os vídeos coletados foram analisados e divididos em 212 vídeos menores, dos quais foram extraídos os quadros que continham imagens dos animais para a formação do banco com 27.849 imagens dos bovinos Pantaneiros.

As três arquiteturas utilizadas apresentaram taxas de precisão que variaram de 98,87% a 99,86% e tempo de processamento de imagens de 13 horas e 14 minutos (mínimo) a 54 horas e quatro minutos (máximo). Esses cálculos consideram duas etapas: a de aprendizagem da máquina, quando ela captura e processa as imagens, criando um banco de dados; e a de validação, quando imagens inéditas são apresentadas às máquinas para o reconhecimento e identificação.

Após o sucesso do experimento com o bovino Pantaneiro, Abreu conta que a próxima etapa será pesquisar os algoritmos que permitam desenvolver a mesma técnica para a identificação por imagens de gado Nelore, que representa a raça de corte mais disseminada no Brasil.

Antes, porém, Weber pretende desenvolver um aplicativo para que a identificação dos bovinos Pantaneiros já estudados possa aparecer na tela de um celular. “Se o produtor estiver em uma feira agropecuária, por exemplo, ele pode acessar os dados do animal pelo aplicativo e conhecer o histórico da raça, por exemplo, uma informação adicional de um banco de dados”, exemplifica o cientista da computação.

Tecnologias 

A pesquisa que está desenvolvendo a identificação de animais por imagens faz parte do projeto Pecuária do Futuro, coordenado pela Embrapa Pecuária Sudeste. De acordo com a pesquisadora Patrícia Menezes Santos, líder do projeto, a identificação de animais por meio de imagens irá permitir que o produtor tenha um controle melhor do rebanho, de sua localização na propriedade e, consequentemente, do manejo do pastejo. “Ela poderá ser adotada de forma isolada ou em conjunto com outras tecnologias em desenvolvimento pelo projeto, dependendo dos problemas que o produtor precisa resolver”, afirmou.

De acordo com Patrícia, a aplicação da tecnologia da informação aos sistemas de produção de gado de corte poderá nos ajudar a construir uma pecuária mais sustentável e atender aos anseios dos consumidores e da sociedade em geral.

Futuro

O Projeto Pecuária do Futuro tem o objetivo de desenvolver ferramentas de suporte à decisão em sistemas de produção de gado de corte no Brasil Central. As ferramentas que estão sendo desenvolvidas foram definidas a partir de levantamentos de demandas reais dos produtores.

O aplicativo Pasto Certo, por exemplo, permite que técnicos e produtores acessem de forma fácil informações sobre as principais forrageiras disponíveis no Brasil e ajuda as pessoas a escolherem o que plantar em sua propriedade. Também estão sendo desenvolvidas ferramentas para ajudar o produtor a planejar a produção de forragem na fazenda e a manejar melhor o pasto.

“Essas ferramentas irão permitir que o produtor faça um diagnóstico da necessidade de intervenção nos pastos e estime a quantidade de capim a partir de imagens de satélite ou de drone”, detalha a pesquisadora. Com o uso de modelos matemáticos, ele também poderá projetar a oferta e demanda por alimentos na fazenda ao longo do ano e verificar as melhores opções em termos de produção de forragem para o seu sistema de produção.

O projeto também está desenvolvendo soluções específicas para o Pantanal, como sistema de alerta para cheias e incêndios e ferramenta para orientar decisões quanto ao uso de pastagens exóticas.

Publicação e equipe

Pesquisas nessa linha já foram publicadas no artigo Recognition of Pantaneira cattle breed using computer vision and convolutional neural networks na revista ‘Computers and Eletronics in Agriculture’.

Também são autores do trabalho Vanessa Aparecida de Moraes Weber, Geazy Menezes, Adair da Silva Oliveira Junior, Daniela Arestides Alves, Marcus Vinícius Morais de Oliveira, Edson Takashi Matsubara e Hemerson Pistori.

Pecuarista: “sistema seria um sonho!”

O pecuarista Leonardo de Barros, da fazenda Santa Clara, no Pantanal da Nhecolândia (Corumbá-MS), disse que esse sistema de identificação por imagens seria ‘um sonho’. “Se pudesse ter um jeito de transmitir esses dados por bluetooth em contato direto com o computador, sem ter que digitar nada, sem ter que passar o bastão, seria um sonho”, afirma.

Segundo ele, os brincos que identificam os animais apresentam algumas dificuldades. “Às vezes não lê direito, o animal perde o brinco, a gente tem que reaplicar. Sem contar o estresse da contenção desses animais para fazer essa identificação”, disse Barros.

O pecuarista conta que faz as compras de brincos ao menos duas vezes por ano e entre 7% e 8% dos dispositivos acabam se extraviando no campo, com comprometimento dos dados. Ele destacou também que o sistema por imagem iria garantir o bem-estar animal. “Hoje, com o sistema de brincos, o animal precisa ser contido no mínimo de três a quatro vezes na vida dele. Tem que prender para colocar, depois para ler os dados. Isso causa estresse nos animais e pode machucá-los.”

Outro risco é a ocorrência de enfermidades pela própria colocação dos brincos. “Uma mosca pode pousar e levar larvas para a região. Aí você tem que curar. O sistema por imagens traria vantagens imensas”, reforça.

A expectativa de Barros é que os dados captados por imagens possam ter efeitos comerciais, já que permitiriam uma rastreabilidade com informações precisas sobre cada bovino. “Imagine uma maneira de você saber quando aquela vaca pariu, quando desmamou, os cuidados que foram tomados com ela. Eu gostaria muito de ter esse sistema na minha fazenda,” relata o pecuarista.

A única preocupação do produtor é em relação ao custo de instalação do sistema de câmeras. “Imagino que não deva ser muito barato, mas tem que ter funcionalidade”, disse. Mesmo assim, para ele, a identificação por imagens teria “tantas vantagens que nem dá para descrever”.

Fonte: Embrapa Pecuária Sudeste
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Notícias

Preço do etanol hidratado começa a perder força

Por redação 16/03/2021
Escrito por redação

- Preço do etanol hidratado começa a perder força

Depois de subir por 11 semanas consecutivas, os preços do etanol hidratado (pagos ao produtor) fecharam estáveis no estado de São Paulo entre 8 e 12 de março. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário está atrelado à proximidade da moagem da nova safra (2021/22) de cana-de-açúcar no Centro-Sul.

No geral, a quantidade de etanol a ser disponibilizada nas próximas semanas ainda deve ser pouco expressiva, mas isso já resulta em sentimento de aumento de oferta e em consequente enfraquecimento nos valores. Outro fator que teve impacto na reversão do movimento de alta observado nas últimas semanas foi a menor presença das distribuidoras no mercado spot.

De 8 a 12 de março, o Indicador Cepea/Esalq do hidratado foi de R$ 2,9059/litro (sem ICMS e sem PIS/Cofins), pequeno recuo de 0,04% em relação à semana anterior. No caso do anidro, o Indicador CEPEA/ESALQ foi de R$ 3,1229/litro (sem PIS/Cofins), baixa de 0,44% no mesmo comparativo.

Fonte: Cepea/Esalq-USP
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