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Notícias

Programa ABC financia mais de 750 mil hectares

Por redação 16/03/2021
Escrito por redação

- Programa ABC financia mais de 750 mil hectares

De julho a dezembro de 2020, a área agrícola do país com tecnologias sustentáveis e financiadas pelo Programa ABC superou 750 mil hectares, equivalente a cinco vezes a área da cidade de São Paulo. Na comparação com o mesmo período do ano-safra anterior, houve um crescimento de 47%.

O Programa ABC é a linha de crédito do Plano ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono) destinada ao financiamento de tecnologias e sistemas de produção nas propriedades rurais, para promover uma agropecuária mais adaptada à mudança climática e também mitigadora de gases de efeito estufa.

Com base em dados do sistema Sicor do Banco Central, a equipe do Departamento de Produção Sustentável e Irrigação (Depros), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), destaca que o valor contratado pela linha de crédito alcançou cerca de R$ 1,958 bilhão, montante 16,3% superior em relação ao mesmo período do ano-safra anterior (2019-2020).

Tecnologias

A tecnologia mais buscada pelos produtores rurais para financiamento pelo Programa ABC é a recuperação de pastagens degradadas, que soma 372,5 mil hectares, seguida pelo plantio direto (307,9 mil ha), integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) e sistemas agroflorestais (47,2 mil ha).

Os produtores também podem buscar financiamento (linha de crédito ABC Ambiental) para adequar as propriedades ao Código Florestal, por meio da recuperação de reserva legal, áreas de preservação permanente, recuperação de áreas degradadas e implantação e melhoramento de planos de manejo florestal sustentável. As áreas financiadas para este fim apresentaram crescimento de 534%, chegando a 13 mil hectares.

- Programa ABC financia mais de 750 mil hectares

Desde julho de 2020, os produtores podem financiar a aquisição de cotas de reserva ambiental, medida aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (ABC Ambiental – Resolução CMN n° 4.105 de 28/6/2012). Os financiamentos para recomposição de reserva legal e de Áreas de Preservação Permanente (APPs) têm taxa de juros de 4,5% ao ano, menor taxa empresarial do Plano Safra.

Outros sistemas e tecnologias que podem ser financiados são o tratamento de dejetos animais, a fixação biológica de nitrogênio e o cultivo de florestas plantadas.

Regiões e estados

No período analisado, o Centro-Oeste foi a região com maior volume de financiamento para tecnologias sustentáveis, com mais de R$ 650,3 milhões, bem como em área financiada (291 mil ha). As demais aparecem na seguinte ordem: Sudeste (R$ 428,5 milhões e 114,8 mil ha), Nordeste (R$ 337,3 milhões e 135,7 mil ha), Norte (R$ 291,6 milhões e 117,6 mil ha) e Sul (R$ 250,7 milhões e 92 mil ha).

Entre os estados do país, Mato Grosso lidera em área financiada no atual ano-safra pelo Programa ABC (136,7 mil ha), seguido por Minas Gerais (86,3 mil ha) e Mato Grosso do Sul (80,7 mil ha).

“Os benefícios do Programa ABC, enquanto mecanismo de política pública, não se limita apenas àqueles produtores que são financiados diretamente pelo Programa mas, sobretudo, ao efeito multiplicador que a visibilidade na adoção dessas tecnologias provoca em uma determinada região. Isso faz com que outros produtores, que possuem formas alternativas de se financiarem, passem também a adotá-las”, destaca o diretor do Departamento de Crédito e Informação do Mapa, Wilson Vaz de Araújo.

- Programa ABC financia mais de 750 mil hectares

Plano ABC

De 2010 a 2018, aproximadamente 50 milhões de hectares já adotaram as tecnologias previstas no Plano ABC, conforme publicação da Embrapa  e do Lapig/UFG . Os dados consideram, além das áreas financiadas com recursos do Programa ABC, aquelas com investimentos dos próprios produtores e outras linhas de créditos.

Considerando apenas o financiamento do Programa ABC, a área agrícola com a adoção das tecnologias soma quase 10,5 milhões de hectares, maior que o território do estado de Pernambuco e do Distrito Federal juntos. O Programa ABC já financiou, desde 2010/11 quando foi criado, mais de R$ 21 bilhões.

No Plano Safra 2020-2021, o programa conta com R$ 2,5 bilhões para financiamentos, uma ampliação de R$ 400 milhões em relação ao ano-safra anterior. As taxas de juros são de 4,5%, quando o crédito é destinado à recomposição de reserva legal e para APPs, a segunda menor taxa do plano, atrás apenas do Pronaf, e de 6% ao ano para as demais tecnologias, bens e serviços financiados. O Programa cumpre importante papel na adequação da propriedade rural ao Código Florestal.

A diretora do Departamento de Produção Sustentável e Irrigação, Mariane Crespolini, ressalta que o Plano ABC passa neste momento por uma revisão para a segunda fase, no período de 2020 a 2030.  “O objetivo é torná-lo ainda mais abrangente, mantendo as tecnologias já fomentadas, incluindo outras e acrescentando bases estratégicas fundamentais, como a abordagem integrada da paisagem. A política agrícola nacional é um dos pilares fundamentais para impulsionar uma agropecuária mais sustentável, produtiva e inovadora”.

 

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
16/03/2021 0 Comentários
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Notícias

Irrigação produz 4,3 mi de toneladas de itens agrícolas

Por redação 15/03/2021
Escrito por redação

Mais de R$ 3,4 bilhões em valor bruto de produção (VBP) – isto é, a estimativa do valor total obtido pelos agricultores com a venda da produção agrícola – e cerca de 281 mil empregos diretos, indiretos e induzidos. Esse foi o saldo alcançado, em 2020, pelos projetos públicos de irrigação implantados pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) na bacia do rio São Francisco. Em torno de 4,3 milhões de toneladas de itens agrícolas, sobretudo frutas, foram produzidos nesses projetos. Os dados são do balanço divulgado pela Área de Gestão de Empreendimentos de Irrigação da Companhia.

“Tivemos um aumento em relação a 2019, quando a produção registrada nos projetos de irrigação foi de 3,7 milhões de toneladas de itens agrícolas. Nesse contexto da pandemia, as pessoas estão consumindo mais alimentos em casa, o que representa uma oportunidade para os agricultores, que continuaram produzindo para atender a essa demanda do mercado”, afirma o diretor da Área de Gestão dos Empreendimentos de Irrigação da Codevasf, Napoleão Casado.

A área cultivada em 2020 foi de 99 mil hectares, favorecendo 12 mil famílias, a maioria produtores familiares, que representam 10,8 mil. No período, o carro-chefe da produção agrícola continuou sendo a fruticultura irrigada, com destaque para uva, manga e banana, principais culturas do Vale do São Francisco, de acordo com o valor bruto de produção.

O produtor Pedro Henrique Pereira, do projeto de irrigação Ceraíma, no município de Guanambi, no Médio São Francisco baiano, começou, no ano passado, a produzir uva em seu lote, tornando-se o primeiro produtor da localidade a investir nessa cultura. Segundo ele, foram 4 hectares ao todo, ocupados com as variedades Isabel e Violeta, cuja produção foi destinada tanto para fabricação de suco como diretamente para a mesa do consumidor por meio da comercialização em mercados locais, feiras e distribuidoras.

Balanço de irrigação - uva

“Meu pai tinha esse projeto 20 anos atrás, e eu resolvi colocar para frente. É uma uva mais rústica e resistente a pragas, que usa menos água na irrigação. Em dois anos, conseguimos até cinco produções completas. Acredito que, nesse ano, a produção deve triplicar. Vou começar a fazer uma poda dela agora em março, devemos colher no final junho. Eu acho que é um modelo que outros produtores do projeto podem seguir, pois é uma cultura mais fácil de trabalhar e que compensa. A qualidade da nossa uva foi, inclusive, elogiada por produtores de Petrolina, que já têm tradição nesse campo”, conta Pereira.

No que diz respeito a produção animal, os projetos públicos de irrigação implantados pela Codevasf alcançaram uma produção de 7,2 mil toneladas, incluindo peixes, leite, carne e camarão, em uma área produtiva de 1.485 hectares.  O valor bruto de produção alcançado nessa categoria foi de R$ 54,9 milhões, com destaque para projetos localizados no oeste da Bahia, Sergipe e Alagoas.

“Os produtores tiveram de se adequar em relação aos cuidados sanitários, mas a atividade agrícola não parou nessa pandemia. Podemos ver isso refletido no PIB do nosso país. O agronegócio foi o grande motor da nossa economia”, observa a gerente de Apoio à Produção da Codevasf, Andrea Sousa.

Produção, emprego e renda

Os projetos públicos de irrigação implementados pela Codevasf localizam-se nos estados de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas. A empresa também atua em outros dez projetos implantados pela Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf) na década de 1990 ― para compensar famílias que residiam na área onde se formou o lago da usina hidrelétrica de Luiz Gonzaga (PE) –; estes são identificados conjuntamente como Sistema Itaparica.

Todos esses projetos contribuíram, ao longo dos anos, para o desenvolvimento socioeconômico da região onde estão inseridos. Exemplo disso são os polos de Petrolina (PE)/Juazeiro (BA), Formoso e Correntina (BA) e do Norte de Minas Gerais, que têm favorecido o aumento das exportações e da geração de superávits comerciais por meio da oferta de produtos de excelência e de alto valor comercial.

Os números retratam que, ao longo dos anos, com esses projetos, houve, na região, aumento da produção e da produtividade agrícola; maior oferta de alimentos à população; ampliação da oferta de empregos diretos e indiretos e geração de renda estável, seja na zona rural ou na urbana.

Fonte: Codevasf
15/03/2021 0 Comentários
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Notícias

Valor da Produção Agropecuária deve atingir R$ 1 trilhão

Por redação 15/03/2021
Escrito por redação

- Valor da Produção Agropecuária deve atingir R$ 1 trilhão

A previsão do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) para 2021 é de R$ 1,032 trilhão, o que representa 12,1% acima do obtido em 2020. Apesar da questão climática, as lavouras geraram R$ 708,3 bilhões, com aumento real de 15,4%, e a pecuária, R$ 323,9 bilhões, com aumento de 5,4% em relação a 2020.

Entre as lavouras, os principais destaques são arroz, com aumento de 6,0% no VBP, cacau 6,9%, laranja 7,2%, milho 21,9%, soja 30,1% e trigo 13,6%. A soja teve aumento real no valor de 73,0% nestes dois anos. Os aumentos nos valores de soja e milho foram os mais elevados desde o início desta série, em 1989. Redução expressiva no VBP vem ocorrendo em banana (-3,7), café (-24,2), e tomate (-10,4%).

Os resultados mostram que soja, milho, cana de açúcar, café e algodão, os cinco primeiros colocados no VBP, são responsáveis por 57,3% do VBP das lavouras. Ligeira recuperação da cana-de-açúcar vem sendo observada, e isso é relevante pois a ela tem importante participação no faturamento do setor.

Na pecuária, contribuições positivas ao VBP são de carne bovina (10,7%), carne de frango (2,4%) e leite (4,6%). Contribuição negativa foi observada em suínos (-2,6) e ovos (-6,7%).

“Os preços da maioria dos produtos examinados são superiores aos do ano passado. Esse comportamento também pode ser observado em produtos da pecuária. Também neste ano houve investimento acentuado em tecnologia, e na incorporação de novas áreas, como mostram os dados levantados pela Conab (2021). Ambas contribuíram para os resultados obtidos, embora o crescimento da produção seja impulsionado principalmente pelos ganhos de produtividade, e não pelo acréscimo de área”, informa a Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Os estados de Mato Grosso, Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, são os primeiros classificados no valor da produção. Juntos respondem por 62,6% do VBP total. As regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste representam 83,6% do valor da produção. As regiões Nordeste e Norte respondem por 15,1% do VBP.

- Valor da Produção Agropecuária deve atingir R$ 1 trilhão

VBP

O VBP mostra a evolução do desempenho das lavouras e da pecuária ao longo do ano e corresponde ao faturamento bruto dentro do estabelecimento. Calculado com base na produção da safra agrícola e da pecuária e nos preços recebidos pelos produtores nas principais praças do país, dos 26 maiores produtos agropecuários do Brasil.

O valor real da produção, descontada a inflação, é obtido pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) da Fundação Getúlio Vargas. A periodicidade é mensal com atualização e divulgação até o dia 15 de cada mês.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
15/03/2021 0 Comentários
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Notícias

Prêmio Mulheres do Agro está com inscrições abertas

Por redação 15/03/2021
Escrito por redação

- Prêmio Mulheres do Agro está com inscrições abertas

Estão abertas as inscrições para a 4ª edição do Prêmio Mulheres do Agro, a iniciativa idealizada pela Bayer, em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), promove a valorização de produtoras rurais brasileiras que fazem a diferença no campo e que mostram que, quando lideram os seus negócios, são mais sustentáveis e inovadoras se destacando à frente da gestão de propriedades de pequeno, médio e grande porte.

“A Bayer vem acompanhando histórias que mostram o empenho da agricultura brasileira em trabalhar com sustentabilidade. O Prêmio Mulheres do Agro oferece visibilidade tanto a esses cases de sucessos, como ao papel da mulher no campo dando voz às produtoras rurais valorizando e reconhecendo suas contribuições para o setor através de boas práticas agropecuárias, inovação no campo, entre outras qualidades, como implementações que visam desenvolver comunidades locais”, explica Daniela Barros, diretora de Comunicação Corporativa para a área agrícola da Bayer Brasil.

Com o início das inscrições em março deste ano, o tema do prêmio é Gestão Inovadora e reconhecerá iniciativas para boas práticas agropecuárias e gestão sustentável com foco nos pilares econômico, social e ambiental como: uso racional de recursos naturais, aumento da eficiência da produção com gestão inovadora, projetos que permitam o desenvolvimento social da comunidade ou colaboradores da propriedade, bem-estar animal e valorização do capital humano. Serão premiadas as candidatas que ficarem nas três primeiras colocações de cada categoria (pequena, média e grande propriedade), o que significa um total de nove mulheres reconhecidas.

Para se inscrever, basta acessar o site: https://www.premiomulheresdoagro.com.br até o dia 20 de agosto. As vencedoras serão reveladas durante o 6º Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio , que terá formato digital em 2021, e será realizado entre 25 e 27 de outubro. Desde sua primeira edição, mais de 550 produtoras já se inscreveram na iniciativa, que já premiou 27 produtoras de várias regiões do Brasil.

Conheça as Embaixadoras do Prêmio Mulheres do Agro 2021: Tatiele Dalfior Ferreira (Governador Lindenberg, Espírito Santo); Simoni Tessaro Niehues (Serranópolis do Iguaçu, Paraná); Mara Motter (Três Arroios, Rio Grande do Sul); Clarisse Liana Weber Volski (Pitanga, Paraná); Kamila Laida Guimaraes Aguiar (Rio Verde, Goiás); Michelle Rabelo de Morais (Pato de Minas, Minas Gerais); Flávia Montans (Rio Verde, Goiás); Simone Felisbino (Rio Verde, Goiás); Luciana Dalmagro (Batatais, São Paulo); Aretuza Negri (Piracicaba, São Paulo) e Simone Dameto (Goiânia, Goiás).

Fonte: Prêmio Mulheres do Agro
15/03/2021 0 Comentários
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Notícias

Estudo aponta Brasil como maior exportador de grãos

Por redação 15/03/2021
Escrito por redação

- Estudo aponta Brasil como maior exportador de grãos

Responsável por produzir uma quantidade de alimentos que atende a 800 milhões de pessoas em todo o mundo, o Brasil deve continuar ampliando sua contribuição para o abastecimento mundial a ponto de se tornar, nos próximos cinco anos, o maior exportador de grãos do planeta, superando os Estados Unidos. A informação está em levantamento feito pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa),- Estudo aponta Brasil como maior exportador de grãos- Estudo aponta Brasil como maior exportador de grãos

De acordo com a Embrapa, em apenas dez anos a participação do Brasil no mercado mundial de alimentos saltou de US$ 20,6 bilhões para US$ 100 bilhões, tendo como destaque carne, soja, milho, algodão e produtos florestais.

O maior exportador de grãos em 2020 foram os Estados Unidos com 138 milhões de toneladas. O Brasil está em segundo lugar com 122 milhões de toneladas. “Nos próximos 5 anos o Brasil deverá superar os Estados Unidos em exportação. Com base neste histórico e com os elevados preços internacionais dos produtos, a produção do Brasil deverá atingir a 3% de crescimento mundial”, disse.

“E até 2050 a produção brasileira de grãos poderá superar os 500 milhões de toneladas, sendo ainda mais importante para a segurança alimentar do mundo”, acrescentou.

A afirmação tem por base o estudo “O Agro brasileiro alimenta 800 milhões de pessoas”, divulgado recentemente pela Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas da Embrapa, tendo como autores Elisio Contini e Adalberto Aragão.

Contini lembra que a contribuição brasileira para a alimentação das pessoas é expressa de forma direta e indireta, uma vez que parte da produção de soja e milho tem como destino a alimentação de gado e, consequentemente, a produção de carnes e leite.

“A produção de grãos, de 2011 a 2020, cresceu no Brasil 5,33% ao ano, enquanto a do mundo em 2,03% ao ano. Isto significa que o Brasil cresceu mais do que o dobro do mundo”, disse.

Dessa forma, acrescenta o pesquisador, o Brasil tem uma “janela de oportunidades de negócios” por, pelo menos, 20 anos, que deve ser aproveitada. “Afinal, estamos nos tornando uma economia de recursos naturais”.

A situação privilegiada do país se deve, entre outros fatores, à grande quantidade de terras aráveis que se encontram no país. “Parte dos 160 milhões de hectares de pastagens pode ser convertida para a produção de grãos, tem regime de chuvas regulares como nos cerrados, líderes mundiais em tecnologia tropical e agricultores competentes”, argumentou, ao lembrar que as terras disponíveis para agricultura em outros países, como os Estados Unidos, estão praticamente esgotadas.

Além disso, acrescenta ele, já há algumas tecnologias com potencial de aumentar ainda mais a produção nacional, como sementes melhoradas, insumos eficientes, maquinaria da melhor qualidade no mundo e sistemas de produção eficientes como o plantio direto, integração lavoura-pecuária.

“Falta-nos melhoria na infra-estrutura e marketing dos nossos produtos. A solução para a questão ambiental é vital para as nossas exportações”, complementa.

Fonte: Agência Brasil
15/03/2021 0 Comentários
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PIB do agronegócio recuou 2% no primeiro trimestre de 2026, diz CNA
Notícias

Inflação e câmbio podem barrar crescimento do agronegócio

Por redação 12/03/2021
Escrito por redação
Por Adriana Gavaça

 

- Inflação e câmbio podem barrar crescimento do agronegócio

 

A agropecuária foi o único setor que conseguiu driblar a crise provocada pela pandemia da Covid-19 e crescer em 2020. Enquanto a economia brasileira encolheu 4,1%, no ano passado – o pior resultado de um ano fechado do PIB em toda a série histórica do IBGE, que começa em 1996 – o agro registrou aumento de 2%, em igual período.

Apesar do bom resultado, especialistas que estão à frente de entidades ligadas ao agronegócio enxergam que é possível avançar mais. Para isso, listam uma série de desafios que o setor terá de enfrentar a curto e médio prazos, como volatilidade cambial, volta da inflação e infraestrutura precária, por exemplo, para o Brasil se consolidar como principal produtor e exportador de alimentos mundial.

Acompanhe!

Renato Conchon – Coordenador do Núcleo Econômico da CNA

- Inflação e câmbio podem barrar crescimento do agronegócioA Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), acredita que o PIB da agropecuária deverá crescer 2,5% em 2021. Esse resultado deve ser atribuído a boa safra de grãos que vai se concretizando. A safra verão apresenta bom desenvolvimento das principais culturas (soja e milho), embora tenha havido atraso no plantio e na colheita. Nossa expectativa para a segunda safra é que nem todo milho safrinha será plantado no tempo ideal, aproximadamente 1/3 da safrinha será plantada fora da janela ideal, o que pode comprometer a produtividade e a produção, influenciando em uma possível queda do PIB agro para 2021, mas ainda não temos cenário claro que haverá queda.

Retração

Na última década, o PIB da agropecuária apresentou crescimento de 25,4%, enquanto o PIB Brasil apresentou retração de 1,2%. Essa queda se deve ao fato de não haver políticas públicas que promovessem a ampliação da produtividade na economia na última década.

Para o agro, essas políticas foram criadas e se apresentaram condizentes com as necessidades naquele momento. Ocorre que agora o setor precisa de uma nova etapa para promover ainda mais esse crescimento. Para essa nova etapa, precisamos avançar na questão logística, embora é meritório dizer que muito evoluiu, nos últimos anos, propostas como a BR do Mar, BR dos Rios, e que irão impulsionar o escoamento da safra com custos menores.

Financiamento

Em outra frente, precisamos impulsionar o financiamento da atividade agropecuária por outras fontes, uma vez que os recursos públicos estão, ano após ano, sendo reduzidos. Para isso, a proposta do FIAGRO deve melhorar o ambiente para os fomentadores de crédito.

A reforma tributária também é imprescindível para reduzir a insegurança jurídica. Mas, diante do cenário fiscal que vivemos atualmente, é um risco que uma reforma amplie ainda mais a carga tributária, e isso é o que a sociedade brasileira menos precisa no momento.

Antonio da Luz – Economista-chefe da Farsul

- Inflação e câmbio podem barrar crescimento do agronegócioO mais relevante não é nem o resultado do PIB brasileiro de 2020, de queda de 4,1%. O que mais me chama atenção é o resultado da década. Quando fechamos o decênio, percebemos que foi uma década literalmente perdida. A taxa média de crescimento da economia brasileira foi de apenas 0,3%. Ou seja, se nós achávamos que a década de 80 foi ruim, essa última década foi muito pior, onde o Brasil estacionou mesmo.

Entretanto, isso não se verifica no agro. No agro, a realidade é completamente diferente. Nós crescemos a taxa de país emergente, que é exatamente o que nós somos. Se o país não faz aquilo que se espera, não faz aquilo que se imagina que um país emergente possa fazer, no agro nós fazemos. Nós estamos mantendo um padrão internacional de crescimento.

Para o agro, foi uma década em que crescemos bastante. Foi uma década que nos desenvolvemos bastante, que agregamos muita tecnologia e, sem dúvida, o setor de máquinas agrícolas foi determinante para esse resultado. Seja pela produtividade, que cresce na agropecuária a partir da mecanização, a partir da transferência da tecnologia do setor industrial para o setor agrícola, quando se utiliza maior nível de mecanização; seja pelo próprio PIB, que agrega dentro do segmento do agronegócio.

Previsão

É absolutamente possível crescer mais em 2021 do que crescemos em 2020. Eu diria até que provável que iremos crescer mais em 2021. Afinal de contas tivemos em 2020, no Rio Grande do Sul, por exemplo, um clima péssimo. O Rio grande do Sul que é o terceiro em produção de grãos no Brasil teve uma das piores estiagens da história. Resultado esse que não deve se repetir em 2021. Estamos bastante confiantes que não só a safra gaúcha, mas a safra brasileira em todos os seus estados, deve ter um bom desempenho e que, vendido a preços superiores, deve trazer um resultado maior para a agropecuária e, por consequência, para o PIB como um todo.

Gargalos

Temos ainda muitos desafios a vencer. Hoje um dos grandes gargalos está na infraestrutura. Temos visto uma melhora no setor de infraestrutura brasileira, mas as de melhoria são pífias perto da necessidade de crescimento que o Brasil rural do mundo agro necessita. Precisaríamos de taxas de evolução muito mais importantes do que essas que vemos, para poder dar conta de uma safra que cresce, não raro, acima de dois dígitos.

A volatilidade cambial também pode ser vista como gargalo. Quem garante o nosso custo de produção na próxima safra? De quanto será o custo de manutenção? Qual será o custo de reposição de máquinas, de peças etc? O câmbio parece muito bonito quando ele sobe e com ele o valor de produção. E o preço do custo, como é que fica? Será que no final desse ciclo de alta do câmbio não vamos ficar apenas com inflação como resultado? Afinal de contas sobe o preço, mas também sobe o custo. São questões que nós temos que observar.

O baixo crescimento econômico também traz como gargalo o mau desempenho do mercado doméstico de consumo de alimentos. Isso pra nós também é um problema. É verdade que chegamos com nossos produtos em duas centenas de países e regiões, mas também é verdade que nosso principal consumidor é o interno. E esse é um consumidor que vem arroxado de um crescimento de 0,3% ao ano em uma década. Não dá para exigir muito dele depois de um tombo de 4,1%, como aconteceu no ano passado. Então o consumo interno eu diria que é um outro gargalo.

Entrando em um gargalo bastante familiar ao setor de máquinas agrícolas, está a ausência de crédito. O crédito rural tal qual nós conhecemos, baseado com funding BNDES, equalização do tesouro, essas coisas todas, nos ajudaram a chegar até aqui e nós somos muito gratos. Entendemos a importância desses mecanismos, eles foram muito bons, continuam sendo bons, mas são absolutamente insuficientes para atender à demanda. Seja dos produtores rurais para comprar, para fazer seus investimentos, seja do setor de máquinas agrícolas para vender. O sistema de crédito precisa se renovar, ter outras alternativas. Os setores, tanto produtores quanto indústrias, precisam olhar com mais atenção para operações estruturadas de crédito, se informar melhor sobre isso, entender de que forma elas podem ajudar no seu negócio.

E, por fim, tem ainda a ausência de matéria prima que está criando um apagão nas peças de reposição e, por consequência, também na montagem de novos equipamentos.

Pedro Estevão Bastos – presidente CSMIA da Abimaq

- Inflação e câmbio podem barrar crescimento do agronegócioNo ano passado, tivemos uma ótima safra agrícola, as exportações do agronegócio bateram recordes e a valorização do dólar em 30% propiciaram uma grande rentabilidade para os agricultores das culturas de exportação como soja, milho, café, algodão, laranja, celulose e carnes.

O setor é muito dinâmico e é influenciado por variáveis incontroláveis como a safra agrícola dos hemisférios norte e sul que se colhe em épocas distintas; o câmbio que pode determinar a rentabilidade das lavouras; o clima imponderável; e as questões internas de crédito agrícola. Essas questões são conjunturais apesar de ter a capacidade de alterar os rumos dos resultados em determinado ano. Sobre fatores estruturais, o agronegócio está bem capacitado e com ótimas perspectivas para o médio e longo prazos.

Perspectivas

O Brasil se tornou um grande fornecedor de alimentos para o mundo, principalmente para Ásia onde as áreas aráveis para cultivo estão em grande parte tomadas. No entanto, a população cresce numericamente e aumenta sua renda, demandando alimentos e o Brasil prossegue como um dos grandes fornecedores desse mercado. Baseada nessa conjuntura, a previsão para o próximo ano é de um crescimento real de 3% (descontada a inflação) e nominal de 10% nas vendas, chegando a R$ 21,9 bilhões de faturamento.

Cláudio Bier – Presidente do Simers/RS

- Inflação e câmbio podem barrar crescimento do agronegócioObservando os dados do IBGE, nós da indústria de máquinas e implementos agrícolas, percebemos que este crescimento vai acontecer em 2021, pelo número de pedidos que chegam às indústrias.

A expectativa é boa mas estamos apreensivos, pois os insumos e produtos primários para fabricação de máquinas estão escassos e muito caros no mercado. Um exemplo disso é o aço, no ano de 2020 aumentou o valor em 80%, e neste ano já aumentou 38%.

Os números mostram que teremos uma supersafra de grãos e para a indústria é uma ótima notícia tendo em vista que os produtores terão dinheiro para investimento na sua lavoura.

Plano Safra

O que se observou nos últimos Planos Safra é que os juros estão superiores ao esperado e os valores disponibilizados para linhas de crédito terminam antes do final do ano, sendo que até o próximo Plano Safra fica uma lacuna de, no mínimo, cinco meses, em que o agricultor deixa de comprar maquinário para sua próxima colheita e até plantação, e, consequentemente estagnando o sistema do agronegócio.

Sempre fizemos pedidos aos ministros de agricultura e até mesmo ao próprio presidente da República para aumentar os valores a serem disponibilizados para o Plano Safra. Pois, o agricultor tem interesse em investir comprando máquinas e equipamentos de ótima tecnologia para sua lavoura render e, assim, lucrar mais.

 

 

 

 

12/03/2021 0 Comentários
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IBGE prevê safra recorde de 263,1 mi de toneladas

Por redação 12/03/2021
Escrito por redação

 

- IBGE prevê safra recorde de 263,1 mi de toneladas

Em fevereiro, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas estimada para 2021 alcançou mais um recorde, devendo totalizar 263,1 milhões de toneladas, 3,5% acima (9,0 milhões de toneladas) da obtida em 2020 (254,1 milhões de toneladas) e 0,3% (908,4 mil toneladas) acima da informação anterior (262,2 milhões de toneladas). O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) aponta que a área a ser colhida é de 67,0 milhões de hectares, sendo 2,3% (1,5 milhão de hectares) maior que a área colhida em 2020 e 0,2% (156,5 mil hectares) maior do que o previsto no mês anterior.

O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, que, somados, representam 93,1% da estimativa da produção e respondem por 87,7% da área a ser colhida. Em relação a 2020, houve acréscimos de 3,4% na área do milho (3,3% na primeira safra e 3,4% na segunda); de 3,1% na da soja e de 0,2% na do arroz. Por outro lado, houve declínio de 11,3% na área do algodão herbáceo. 

Esperam-se recordes na produção de soja, totalizando 130,4 milhões de toneladas, com alta de 7,3% na comparação com 2020, e na produção de milho (declínio de 2,9% na primeira safra e alta de 1,4% na segunda), totalizando 103,5 milhões de toneladas, com alta de 0,3% frente a 2020. Mas houve declínio nas estimativas de produção de algodão herbáceo (-16,5%), totalizando 5,9 milhões de toneladas, e de arroz em casca (-0,7%), totalizando 11,0 milhões de toneladas.

 

- IBGE prevê safra recorde de 263,1 mi de toneladas

A informação de fevereiro para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas de 2021 alcançou 263,1 milhões de toneladas e uma área colhida de 67,0 milhões de hectares. Em relação a 2020, a área a ser colhida cresceu 2,3% (1,5 milhão de hectares). Frente ao previsto no mês anterior, houve alta de 156,5 mil hectares (0,2%).

As regiões a Sul (14,1%) e a Nordeste (0,9%) tiveram acréscimos em suas estimativas, sendo que a primeira deve produzir 83,4 milhões de toneladas (31,7% do total do país) e a segunda 22,8 milhões de toneladas (8,7% do total). Já o Centro-Oeste (-0,9%), com 120,6 milhões de toneladas (45,8% total); o Sudeste (-0,6%), com 25,6 milhões de toneladas (9,7% do total); e o Norte (-2,2%), com 10,7 milhões de toneladas (4,1% do total) tiveram queda em suas estimativas.

Entre as unidades da federação, o Mato Grosso lidera, com uma participação de 27,2%, seguido pelo Paraná (15,8%), Rio Grande do Sul (13,4%), Goiás (9,8%), Mato Grosso do Sul (8,5%) e Minas Gerais (6,0%), que, somados, representaram 80,7% do total nacional. As variações positivas nas estimativas da produção, em relação ao mês anterior, ocorreram no Paraná (703,7 mil toneladas), em Sergipe (230,7 mil toneladas), em Goiás (161,0 mil toneladas), em Minas Gerais (2,5 mil toneladas) e no Espírito Santo (1,4 mil toneladas).
Já as variações negativas ocorreram na Bahia (-108,0 mil toneladas), no Rio Grande do Sul
(-67,5 mil toneladas), no Amapá (-13,0 mil toneladas) e no Ceará (-2,4 mil toneladas).

Destaques

Em fevereiro, destacaram-se as variações positivas nas seguintes estimativas de produção em relação a janeiro: trigo (16,8% ou 965,8 mil toneladas), café canephora (12,1% ou 98,1 mil toneladas), cevada (9,0% ou 32,9 mil toneladas), aveia (2,2% ou 21,3 mil toneladas), café arábica (1,6% ou 30,6 mil toneladas), milho 2ª safra (0,3% ou 262,8 mil toneladas) e soja (0,1% ou 117,2 mil toneladas).

Por outro lado, são esperados declínios na produção do arroz (-0,1% ou 8,8 mil toneladas), do feijão 3ª safra (-0,1% ou 810 toneladas), do feijão 2ª safra (-0,7% ou 8,6 mil toneladas), do tomate (-1,2% 46,0 mil toneladas), do milho 1ª safra (-1,7% ou 441,3 mil toneladas) e do feijão 1ª safra (-3,6% ou 46,8 mil toneladas).

ARROZ (em casca) – A estimativa da produção foi de 11,0 milhões de toneladas, declínio de 0,1% em relação ao mês anterior, e redução de 0,7% em relação à 2020. Mas a produção deve ser suficiente para abastecer o mercado interno brasileiro.

O Rio Grande do Sul, responsável por quase 70,0% da produção nacional, deve produzir 7,6 milhões de toneladas, com queda 2,1% em relação à 2020 e de 2,7% em relação à produtividade (7.958 kg/ha). A produção catarinense, de 1,2 milhão de toneladas, deve declinar 4,1% em relação a 2020.

CAFÉ (em grão) – A estimativa da produção brasileira de café para 2021, considerando-se as duas espécies (arábica e canéfora), foi de 2,9 milhões de toneladas, crescimento de 4,8% frente ao mês anterior e declínio de 23,9% frente ao ano anterior, com o rendimento médio (1.580 kg/ha), aumentando 4,7% em relação ao mês anterior, porém, declinando 19,7% no comparativo anual. A área plantada apresenta declínio de 4,9% e a área a ser colhida, 5,2%.

Para o café arábica, a produção estimada foi de 1,9 milhão de toneladas, ou 32,2 milhões de sacas de 60 kg, crescimento de 1,6% frente ao mês anterior, mas queda de 32,5% frente ao ano anterior. Em 2020, a safra brasileira de café arábica foi de bienalidade positiva, sendo uma produção recorde da série histórica do IBGE. Em 2021, a safra de arábica será de bienalidade negativa, o que deve resultar em uma retração expressiva da produção. Minas Gerais é o maior produtor de café arábica, devendo responder, em 2021, por 67,9% da produção brasileira, com 1,3 milhão de toneladas, 35,9% a menos que no ano anterior.

Já para o café canephora, mais conhecido como conillon, a estimativa da produção foi de 905,3 mil toneladas, ou 15,1 milhões de sacas de 60 kg, com crescimento de 12,1% em relação ao mês anterior, e aumento de 4,6% em relação à 2020, com rendimento médio 4,0% mais elevado (2.296 kg/ha). No Espírito Santo, maior produtor brasileiro (67,9% da produção total), a estimativa encontra-se em 614,4 mil toneladas com crescimento de 18,0% em relação ao mês anterior e de 9,3% frente a 2020.

CEREAIS DE INVERNO (em grão) – Os principais cereais de inverno produzidos no Brasil são o trigo, a aveia branca e a cevada. A estimativa da produção do trigo foi de 6,7 milhões de toneladas, crescimento de 8,2% em relação ao ano anterior, com o rendimento médio devendo aumentar 9,0%.

A Região Sul deve responder, em 2021, por 87,9% da produção tritícola nacional. No Paraná, maior produtor (46,4% do total nacional), a produção foi estimada em 3,1 milhões de toneladas. O Rio Grande do Sul, segundo maior produtor, com participação de 39,1% do total nacional, deve produzir 2,6 milhões de toneladas, 25,0% a mais que em 2020.

A estimativa da produção da aveia foi de 997,5 mil toneladas, crescimento de 7,8% em relação ao ano anterior. Rio Grande do Sul e Paraná, os maiores produtores brasileiros do cereal, devem ter safras de 740,5 e 189,2 mil toneladas, respectivamente.

Para a cevada, a produção estimada encontra-se em 397,2 mil toneladas, crescimento de 4,8% em relação ao ano anterior. Os maiores produtores do cereal são Paraná, com 272,0 mil toneladas, e Rio Grande do Sul, com 111,1 mil toneladas.

FEIJÃO (em grão) – A segunda estimativa da produção de feijão para 2021 foi de 3,0 milhões de toneladas, declínio de 1,9% em relação à de janeiro. A área a ser colhida aumentou 0,2% e o rendimento médio diminuiu 2,0% no mesmo comparativo. Com relação à variação anual, a estimativa para a área a ser colhida (0,7%), para a produção (2,2%) e o rendimento médio (1,4%) aumentaram. Os estados com maior participação na estimativa de produção de feijão, considerando-se as três safras, são: Paraná (24,3%), Minas Gerais (18,8%) e Goiás (10,9%).

A 1ª safra de feijão, que participa com 42,1% da produção total, foi estimada em 1,2 milhão de toneladas, declínio de 3,6% frente à estimativa de janeiro, o que representa 46,8 mil toneladas a menos. Destaques negativos para as estimativas de produção da Bahia, com uma diminuição de 15,4%, e do Paraná, com uma diminuição de 10,3%. Em relação a 2020, houve reduções de 5,1% na estimativa da produção e de 5,9% no rendimento médio.

A 2ª safra de feijão, que representa 39,1% do total, foi estimada em 1,2 milhão de toneladas, declínio de 0,7% frente à estimativa de janeiro. Destaques positivos para o Rio Grande do Sul, com aumento de 1,7% em sua estimativa de produção, e para Sergipe, com um aumento de 16,5%. Já no Paraná (-1,7%) e em Goiás (4,0%) houve redução.

Com relação à 3ª safra de feijão, a estimativa de produção foi de 553,7 mil toneladas, redução de 0,1% frente à estimativa de janeiro. A estimativa da área a ser colhida recuou 0,2%. A unidade da federação responsável por esta diminuição foi o Paraná (-26,7%). Em relação ao ano anterior, a estimativa da produção declinou 3,0%.

MILHO (em grão) – Com uma área colhida de 18,9 milhões de hectares e um rendimento médio de 5.483 kg/ha, em relação à última informação mensal, a estimativa da produção declinou 0,2%, totalizando 103,5 milhões de toneladas. Em relação ao ano anterior, a produção deve ser 0,3% maior, havendo aumento de 3,4% na área a ser colhida e declínio de 3,0% no rendimento médio. A produção brasileira de milho em 2021, apesar do declínio em relação ao mês anterior, continua recorde da série histórica do IBGE.

A 1ª safra de milho deve participar com 24,9% da produção brasileira e está estimada em 25,8 milhões de toneladas, declínio de 1,7% em relação ao mês anterior, devido à queda na produtividade das lavouras (-2,0%). As maiores variações negativas na produção foram observadas na Bahia (-5,7%), no Paraná (-5,8%) e no Rio Grande do Sul (-3,3%). Em relação à 2020, essa produção é 2,9% menor.

Para a 2ª safra, que deve representar 75,1% da produção nacional, a estimativa da está em 77,7 milhões de toneladas, crescimento de 0,3% em relação ao mês anterior e de 1,4% frente a 2020. Contudo, o rendimento médio deve declinar 2,0%, em decorrência da menor “janela de plantio” para essa cultura, já que o atual ano agrícola atrasou e a colheita da soja deverá ser mais tardia. Os maiores produtores do milho 2ª safra, em 2021, devem ser o Mato Grosso (33,5 milhões de toneladas e participação de 43,1% no total nacional) e o Paraná (13,6 milhões de toneladas e participação de 17,4% no total nacional).

SOJA (em grão) – A estimativa da produção da soja foi de 130,4 milhões de toneladas, aumento de 0,1% em relação ao mês anterior, o equivalente a 117,2 mil toneladas. Essa estimativa de produção para a safra de 2021 é novo recorde da série histórica do IBGE. A área plantada, de 38,2 milhões de hectares encontra-se 0,1% maior no comparativo mensal.

Em fevereiro houve pequenos ajustes positivos nas estimativas em Goiás (0,7%) e no Rio Grande do Sul (0,5%). Já o Paraná (-0,3%) e o Amapá (-23,8%) reduziram a produção.

Em relação ao ano anterior, a estimativa da produção encontra-se 7,3% maior, o equivalente a 8,9 milhões de toneladas. Destaques para o crescimento da produção no Rio Grande do Sul (72,8%), Mato Grosso do Sul (5,2%), Minas Gerais (8,6%), Bahia (6,3%), Piauí (15,6%), Santa Catarina (5,5%), Maranhão (2,9%) e Pará (2,9%).

TOMATE – A produção brasileira de tomates em fevereiro foi estimada em 4,0 milhões de toneladas, com declínio de 1,2% em relação ao mês anterior. As maiores variações negativas nas estimativas da produção, em relação a janeiro, foram no Espírito Santo (-12,8%) e Goiás (-2,1%). Em relação à 2020, a estimativa de produção permaneceu praticamente inalterada.

Goiás é o maior produtor brasileiro de tomates, com 28,6% do total nacional; seguido por São Paulo, com 25,9%; Minas Gerais, com 13,2%; Bahia, com 5,6%; Paraná, com 5,4%, e Rio de Janeiro, com 3,8%.

 

Fonte: IBGE

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Notícias

Brasil exporta US$ 6,5 bi em produtos do agro

Por redação 11/03/2021
Escrito por redação

- Brasil exporta US$ 6,5 bi em produtos do agro

Número representa um incremento de 2,8% em relação ao mesmo mês do ano passado. As importações de produtos do agronegócio somaram US$ 1,22 bilhão

O agronegócio brasileiro exportou US$ 6,47 bilhões em fevereiro deste ano, o que representa um incremento de 2,8% em relação ao mesmo mês do ano passado (US$ 6,29 bilhões). As importações de produtos do agronegócio somaram US$ 1,22 bilhão (+14,9%), portanto, o saldo da balança alcançou US$ 5,22 bilhões.

As vendas externas dos demais produtos que o Brasil exporta subiram 4,5%. Com este incremento maior nos demais produtos, a participação do agronegócio nas exportações brasileiras caiu de 40,3% (fevereiro/2020) para 39,9%.

De acordo com a análise da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), as exportações do agronegócio foram afetadas negativamente pela queda das exportações de soja em grãos (-US$ 560,64 milhões em valores absolutos).

O declínio das vendas externas da soja em grãos foi compensado pelo incremento de quatro produtos, que totalizaram US$ 585,26 milhões em valores absolutos: farelo de soja (+ US$ 211,62 milhões em valores absolutos); açúcar de cana em bruto (+US$ 158,56 milhões); algodão não cardado nem penteado (+US$ 109,68 milhões em valores absolutos); e milho (+US$ 105,39 milhões em valores absolutos).

De acordo com a SCRI, a queda dos embarques de soja ocorreu em função de dois fatores: o clima seco no início do período de plantio entre outubro e dezembro do ano passado e, mais recentemente, o excesso de chuvas que atrasou o processo de colheita da oleaginosa que ocorre entre janeiro e meados de abril na maioria dos estados produtores. Desta forma, a quantidade soja em grãos diminuiu quase dois milhões de toneladas”.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
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Governo reajusta preços mínimos da laranja e do trigo

Por redação 11/03/2021
Escrito por redação

- Governo reajusta preços mínimos da laranja e do trigo

A partir de julho deste ano, os preços mínimos para laranja in natura, o trigo em grão e semente de trigo sofrerão reajustes. O novo valor da caixa de 40,8 kg da laranja in natura na safra 2021/2022 é de R$ 17,76, alta de 14,36%.

O trigo em grão e a semente de trigo tiveram um reajuste de 11,04%, para o período de julho deste ano até junho de 2022. O trigo em grão, pão tipo 1, ficou estabelecido em R$ 48,18/sc 60 kg, para a Região Sul (Para as demais classes e tipos do trigo  e  demais regiões do Brasil, será corrigido pela  variação de 11,04%).

E a semente de trigo, em R$ 1,98 (unidade), válido para os estados da região Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

A decisão consta da Portaria Nº 47, publicada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no Diário Oficial da União desta quinta-feira (11). A medida foi discutida na última reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), na semana passada.

Esses produtos fazem parte da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), que é uma importante ferramenta para diminuir oscilações na renda dos produtores rurais e assegurar uma remuneração mínima, atuando como balizadora da oferta de alimentos, incentivando ou desestimulando a produção e garantindo a regularidade do abastecimento nacional.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

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Brasil pode ampliar zonas livres de febre aftosa

Por redação 11/03/2021
Escrito por redação

- Brasil pode ampliar zonas livres de febre aftosa

Parecer ainda será avaliado em Assembleia Mundial da OIE em maio. Ministra Tereza Cristina informou governadores de seis estados sobre análise técnica

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) informou que o Brasil recebeu parecer favorável da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) para reconhecimento dos estados do Paraná, do Rio Grande do Sul e do Bloco I (Acre, Rondônia e parte do Amazonas e do Mato Grosso) como zonas livres de febre aftosa sem vacinação. O Paraná também recebeu parecer favorável como zona livre de peste suína clássica independente. Em maio, o parecer será avaliado durante a 88ª Sessão Geral da Assembleia Mundial dos Delegados da OIE.

Tereza Cristina informou os governadores e secretários de Agricultura dos estados em reunião virtual, na quarta-feira (10), sobre o parecer técnico.

“A fase mais difícil nós vencemos. Estamos praticamente aprovados. Quero cumprimentar todos vocês pelo esforço”, diz a ministra.

“Este foi um importante passo conquistado em direção ao reconhecimento internacional das zonas livres, resultado do empenho conjunto dos setores público e privado no País”, destaca o secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, José Guilherme Leal.

Participaram da reunião os governadores do Paraná, Ratinho Junior; de Rondônia, Marcos Rocha; do Amazonas, Wilson Lima; do Mato Grosso, Mauro Mendes; o secretário da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul, Covatti Filho, e o secretário de Produção e Agronegócio do  Acre, Edivan Azevedo.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
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