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Entrevista

José Graziano: Brasil precisa parar de produzir commodities

Por redação 09/03/2021
Escrito por redação
Por Clarisse Souza

- José Graziano: Brasil precisa parar de produzir commodities

A cada ano o Brasil registra recordes nas safras agrícolas. Ano passado, mesmo com a pandemia, não foi diferente. O agronegócio manteve seu patamar e contribuiu para diminuir o rombo na economia brasileira, com aumento nas exportações. Em meio a este cenário promissor, uma realidade volta assombrar o País: a fome. Cerca de 10,3 milhões de brasileiros não têm acesso à alimentação básica, segundo o IBGE. Por causa da Covid-19, mais 3,4 milhões devem se somar a este número em 2021. 

O ex-diretor geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano da Silva, explica porque essa conta não fecha. Segundo ele, o problema do Brasil não é a falta de alimentos. “Ao contrário, temos excesso de produção (commodities) e precisamos de uma política que organize nossa produção”. Por causa da alta produção no Brasil e no mundo, ele acha totalmente possível erradicar a fome até 2025, conforme meta da FAO. Para isso, ele explica, é preciso haver uma política de governo e apoio da sociedade, dando prioridade ao combate à fome. 

Graziano da Silva possui mais de 30 anos de conhecimento acadêmico, profissional e político em questões relacionadas à segurança alimentar e ao desenvolvimento rural. Atuou como diretor-geral da FAO de 2012 a 2019, quando implementou a experiência acumulada com o programa Fome Zero no Brasil. O programa foi concebido por Graziano, que também liderou sua implementação enquanto Ministro Extraordinário de Segurança Alimentar e Combate à Fome, em 2003. Em 2020, criou o Instituto Fome Zero. Acompanhe. 

Levantamento feito pelo IBGE apontou que a fome voltou a se alastrar pelo Brasil. A que o sr. atribui esse retrocesso?

Basicamente à crise econômica que se acentuou desde 2015. Lembrando que, sem crescer, o País não gera empregos. Deve-se sobretudo ao aumento no número de pessoas desempregadas, subempregadas ou no mercado informal, com salários que não permitem sequer comprar uma cesta básica, a um aumento da concentração de renda e da propriedade da terra. As pessoas não têm, especialmente no campo, onde a miséria é maior, acesso à terra para produzir seus próprios alimentos. A falta de uma infraestrutura pública, por exemplo, com estoques de alimentos, dá no que se viu agora: uma hora sobra arroz e outra hora falta arroz, tem que importar. Causa ainda a subida exorbitante do preço do feijão, em plena safra, durante a pandemia.

Por que o acesso à alimentação ainda é tão desigual no Brasil?

A alimentação no Brasil é um problema de acesso, não de falta de alimentos. As pessoas não podem comprar os alimentos, não têm dinheiro para tal, essa é a razão básica da fome no Brasil. A desigualdade da distribuição da renda no Brasil é o que explica a desigualdade no acesso à alimentação. No Nordeste existem mais pessoas miseráveis, desempregadas, subempregadas, recebendo salários informais muito baixos, salários rurais muito baixos e também há desigualdade na infraestrutura da rede de alimentos, como na rede varejista, por exemplo. 

Apesar dos recordes anuais nas safras agrícolas, o país não tem comida para todos…

Como falei, a fome não é um problema de produzir alimentos, é sobre ter acesso aos alimentos e o Brasil tem uma peculiaridade de produzir muitas commodities para exportação. Essas commodities sobram hoje no mundo, no mercado internacional inclusive. O que falta não são commodities, o que faltam são frutas, verduras, legumes, produtos derivados de origem animal como carne, ovos e leite. Os recordes que nós temos produzido são basicamente da soja, milho e arroz. Não há uma política de segurança alimentar e nutricional que mantenha estoques reguladores, como existia anteriormente nos governos Lula e Dilma. 

O País ainda é vulnerável em relação à segurança alimentar?

O Brasil está voltando ao Mapa da Fome, o que é um caso raríssimo. Eu não saberia dizer outro país que, uma vez erradicada a fome, voltou a ela em tão pouco tempo: levamos 10 anos para sair e em cinco anos estamos de volta, em um país que exporta alimentos para o mundo todo, por falta de uma política de segurança alimentar e nutricional que seja de Estado e não de governo, que não mude a cada novo governo. O melhor exemplo é a merenda escolar: entra governo, sai governo, as crianças têm a sua refeição garantida, uma refeição de qualidade com compras da agricultura familiar, de produtos frescos. Isso é uma política de  segurança alimentar e nutricional, que falta no Brasil e a maioria dos países do mundo tem, uma política de Estado. 

Quais foram os impactos da pandemia de Covid-19?

O impacto foi basicamente sobre o mercado de trabalho. Aumentou o número de pessoas sem renda, sem trabalho, e a gente sabe que grande parte da população brasileira vive, como se costuma dizer, “da mão para a boca”: o que se produz é o que se come. Se a pessoa não trabalha naquele dia, não come. Os números do IBGE, de 2018, são anteriores à pandemia e já apontavam quase 5% da população passando fome, hoje a estimativa é maior. Estimo que estejamos com 7 ou 8% da população passando fome no Brasil, podendo esse número crescer ainda mais. As estimativas apontam agora que se realmente não se renovar o auxílio emergencial em 2021, cerca de 3 a 4 milhões de pessoas poderão engrossar esse contingente de miseráveis no Brasil, e isso jogaria os números da fome acima de 15 milhões ou mais. No mundo são mais de 150 milhões de pessoas que foram jogadas na miséria por conta da pandemia; se a pandemia se prorrogar, como indica essa segunda onda, e ocorrer o atraso da vacinação, nós poderemos ver esse número de famintos no mundo voltar a um bilhão de pessoas, como era no início do século. E o Brasil, que já voltou ao mapa da fome, poderá viver uma situação catastrófica. 

Como enfrentar esse problema?

Se não for possível ter um auxílio emergencial ainda que seja mais focalizado, com um cadastro melhor, o que se tem a fazer é melhorar e ampliar o Bolsa Família, para que ele possa cobrir as lacunas que têm hoje. Basicamente seria necessário aumentar o valor do Bolsa Família (os valores atuais são muito baixos não permitem as pessoas se alimentarem dignamente) e ampliar a cobertura: estamos deixando muita gente de fora do bolsa família porque estão no mercado informal, com empregos instáveis, principalmente mulheres que são chefes de família. O grande problema que tivemos no auxílio emergencial foram as falcatruas, as pessoas que receberam sem ter merecimento. Não é fácil saber quem passa fome, não é fácil ter um cadastro, uma lista de pessoas com nome e endereço para saber encontrar essas pessoas. Ampliar o Bolsa Família é referendar uma grande conquista da sociedade brasileira, que encontrou um modelo de redistribuição, de transferência de renda simples e eficaz; e é muito barato pelos benefícios que traz.

Em um compromisso internacional, estabeleceu-se a meta de erradicar a fome no mundo até 2025. É possível alcançar esse objetivo, mesmo com a pandemia? 

Eu acho perfeitamente possível erradicar a fome até 2025, se houver decisão política de um governo e apoio político da sociedade dando prioridade ao combate à fome. O Brasil não passa pelo problema de outros países, que estão enfrentando dificuldade de adquirir alimentos durante a pandemia. Nós, pelo contrário, temos excesso de produção e precisamos de uma política que organize essa nossa produção. Eu diria também que um Fome Zero agora, em 2021, tem que dar uma atenção especial à obesidade. O crescimento da obesidade no Brasil é assustador, especialmente a obesidade infantil. A obesidade passando de geração para geração é um problema mais complexo que a fome. Para isso precisam ter políticas de educação alimentar, etiquetar os alimentos para evitar o consumo de alimentos com muito açúcar, muito sal, gorduras trans, e um programa de defesa dos consumidores que limite a propaganda desses alimentos ultraprocessados, falsa comida, para as crianças.  

Em 2020, em meio à pandemia, o senhor criou o Instituto Fome Zero. Qual o propósito do Instituto?

O propósito do Instituto Fome Zero é manter acesa a ideia, a chama da erradicação da fome. A ideia de que é possível erradicar a fome mesmo no meio dessa pandemia. Mesmo no meio dessas circunstâncias que estamos vivendo. Muita gente começa a fraquejar, dizer não vai dar, melhor adiar a data de 2030, melhor reduzir a meta à metade. Eu sempre digo àqueles que propõem reduzir a fome à metade: o que nós vamos dizer à outra metade? Para a fome, o único número aceitável é zero. O programa fome zero foi baseado nesse princípio. De que é possível erradicar a fome e que não há outra alternativa, não há um plano B para a fome. 

Como tornar a agricultura sustentável e acessível a todos?

Eu diria que há várias condições, mas vou me debruçar sobre uma delas que me preocupa muito como agrônomo, filho de agrônomo, que tem um filho agrônomo. A revolução verde, que nasceu no século passado, nos anos 60/70, evitou que o mundo passasse por uma nova crise Malthusiana. Nos anos 70 se previa uma grande fome, uma “famine”, como se costuma definir conceitualmente, na África e na Ásia; e isso foi evitado graças à revolução verde. Essa revolução agrícola tirou o mundo da fome e deu o Nobel da paz ao agrônomo Norman Borlaug, em 1970. O Brasil tem várias iniciativas, nesse sentido, uma delas que eu gostaria de destacar, comemorando o centenário da professora Primavesi, é a da agroecologia, que tem se mostrado uma tecnologia eficiente, que permite a produção de alimentos saudáveis de forma sustentável. O Brasil como país tropical tem necessidade de proteger melhor o seu solo se não quiser enfrentar um processo de desertificação como já estamos vendo em muitas partes do País, inclusive no sul do Pará, na pré-Amazônia.

*Entrevista realizada em 15/01/2021
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Notícias

Preço do algodão sobe quase 80% em um ano

Por redação 09/03/2021
Escrito por redação

- Preço do algodão sobe quase 80% em um ano

O ano de 2021 começou bem diferente do que 2020 para o mercado do algodão. Entre os principais produtos do agronegócio, o algodão foi um dos mais impactados pela pandemia no último ano, tanto em relação ao consumo interno quanto às exportações. Mas de lá para cá, o cenário mudou. A comercialização interna do algodão se aqueceu e as indústrias voltaram a funcionar a topo vapor, assim como houve aumento nos embarques. Essa recuperação nas exportações começou a ser percebida já a partir do segundo semestre do ano passado.

Já em fevereiro deste ano, as exportações brasileiras registraram recorde para o mês, com um total de  235 mil toneladas comerializaas ao exterior, volume 38% superior ao mesmo período do ano passado. A expectativa da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) e de outras entidades do setor é de que até o fim do ciclo que encerra em junho, as vendas externas da pluma brasileira atinjam entre 2,2 milhões e 2,3 milhões de toneladas.

Se os números otimistas se confirmarem, este será um novo recorde de exportação em uma temporada. “O algodão brasileiro vem ganhando espaço no mercado internacional pela sua qualidade e pela constância no fornecimento, além da seriedade que existe entre produtores e tradings para performar estes contratos. Um trabalho bem feito de longo prazo”, enfatiza Bernardo Souza Lima, corretor de algodão associado à Bolsa Brasileira de Mercadorias.

O  resultado positivo é visto também nos preços. Há um ano, o indicador da Bolsa Brasileira de Mercadorias apontava para o valor do algodão em pluma em R$ 2,89 por libra peso, hoje, o valor é quase 80% maior. O preço do algodão no Posto São Paulo apareceu em R$ 5,16 na última sexta-feira, uma alta nominal de 78% em um ano. “O que tem formado os preços domésticos é a cotação internacional do algodão e o câmbio, além do quadro de forte demanda pelo algodão brasileiro”, explica o corretor. No mercado de câmbio, o dólar comercial bateu R$ 5,70 na primeira semana de março.

Em alerta, o mercado interno, que passou por grandes oscilações e drástica redução no ritmo especialmente no primeiro trimestre de 2020 e depois se recuperou, vê agora uma segunda e pior onda de Covid-19 no Brasil, mas, de acordo com Bernardo, o fator da sazonalidade da produção têxtil, menor para esta época, pode não provocar tanto impacto neste primeiro momento. Ao mesmo tempo, as fábricas brasileiras alegam dificuldade no repasse de preços da matéria-prima para o produto final e, com isso, começam a dar sinais de desempenho mais fraco nas vendas.

Em Nova York, a semana passada foi marcada por volatilidade especialmente em função das à questões macroeconômicas dos Estados Unidos.  Depois de fecharem em queda na semana anterior, as cotações se recuperaram e depois cederam novamente, terminando mais uma semana no campo negativo.  O contrato de Jul/21, por exemplo, fechou na sexta cotado a 88,67 U$c/lp, com queda na semana. Ainda assim o patamar atual de preços no mercado internacional é 25% mais alto do que aquele observado no período pré-pandemia.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM)
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Notícias

Controle de ervas daninhas pode ser sustentável

Por redação 09/03/2021
Escrito por redação

- Controle de ervas daninhas pode ser sustentável

Capina elétrica pode erradicar as plantas invasoras sem causar efeitos a fauna e a flora e nem ao solo da propriedade

Produzir com qualidade e alta produtividade respeitando o meio ambiente é a missão para os produtores brasileiros que desejam perpetuar sua atividade por muitos anos.  Para auxiliar nesta árdua tarefa, a adoção de novas tecnologias, ferramentas e produtos que auxiliam esse processo é fundamental. A Zasso Group possui uma dessas soluções, a capina elétrica para controle das ervas daninhas, uma dor de cabeça em muitas fazendas. Para comprovar que o equipamento é ecologicamente correto, o grupo realiza constantemente estudos ecotoxicológicos.

Ainda pouco conhecido e explorado, esse estudo não é algo tão novo. Estima-se que o termo ecotoxicologia foi criado em 1969 pelo toxicologista francês René Truhaut. O termo é um dos sub-ramos da biologia e ramo da ecologia – e estuda os efeitos e as influências de agentes tóxicos sobre diversos níveis de organização biológica: celular, individual, populacional, da comunidade e do ecossistema.

Segundo Sérgio Coutinho Co-CEO da Zasso, a companhia realiza voluntariamente as pesquisas a fim de investigar possíveis efeitos secundários em organismos não alvos da nossa tecnologia no solo. “Os ensaios de campo são conduzidos rotineiramente pelos nossos parceiros e instituições renomadas e especializadas neste tipo de estudo”, destaca.

Boa fauna do solo = produtividade

A matéria orgânica do solo, que contém a maioria das reservas de Nitrogênio para a nutrição das plantas, bem como uma larga proporção do Fósforo e Enxofre, provém dos restos das plantas, dos resíduos e excrementos de animais. Assim, desempenha um papel importante e bem conhecido na manutenção da fertilidade das terras e na recuperação das mesmas.

- Controle de ervas daninhas pode ser sustentável

A abundância de minhocas, Lumbricidae, no solo por exemplo, indica a boa qualidade deste. Pois elas incorporam os detritos vegetais que caem sobre a terra em seu interior até 15-20 cm de profundidade através dos canais que abrem e que facilitam a atuação microbiana.

Um dos primeiros testes realizados pela Zasso Group foi para investigar exatamente os efeitos da sua tecnologia Eletroberb sobre o nível populacional de minhocas e de Calembôlas, Collembolas e, em um local de abundância desses organismos. As amostras desse estudo foram coletadas antes da capina elétrica e quatro semanas depois de sua realização. Os resultados apontaram que não houve alteração significativa nesses organismos após o uso da ferramenta.

“O baixo nível toxicológico dessa solução ocorre principalmente nesse caso pelo fato de grande volume de solo que serve de condutor e dissipa a energia minimizando a corrente e a diferença de potência enfrentadas por seres vivos de menor porte”, explica Coutinho.

A multinacional possui diversas certificações que garantem a sustentabilidade da tecnologia. “Com certeza estamos oferecendo ao produtor brasileiro uma opção com alta tecnologia e pesquisa agregada, e que além de ser sustentável frente ao uso de herbicidas e outros produtos para a eliminação das plantas invasoras também entrega resultados”, finaliza o executivo da Zasso Group.

Fonte: Zasso Group AG
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CNA critica fim de incentivos fiscais em defensivos

Por redação 09/03/2021
Escrito por redação

- CNA critica fim de incentivos fiscais em defensivos

A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5.553/2016, que questiona os incentivos fiscais no mercado de defensivos agrícolas, foi discutida pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em  live promovida pelo Grupo de Estudos da Tributação no Agronegócio (GETA). A ADI 5553, movida pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), questiona o Convênio ICMS 100/97, do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que reduz a base de cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre insumos agropecuários como os defensivos.

Durante a live, o coordenador do Núcleo Econômico da CNA, Renato Conchon, lembrou que, em 2018, a Confederação protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para fazer parte do julgamento da ação.

“Nós elaboramos um parecer técnico detalhando os prejuízos da ADI para o setor agropecuário. A utilização de defensivos agrícolas é essencial para o controle e manejo de pragas, principalmente em um país tropical como o Brasil, onde se faz sol e chuva, ervas daninha crescem e insetos se reproduzem”, disse.

Para Conchon, o fim dos incentivos fiscais vai impactar diretamente nos custos de produção do produtor rural e, consequentemente, no aumento dos preços dos alimentos. No documento, a CNA explica que, se a alta do custo do produtor for repassada para o consumidor, a inflação pode aumentar em 9,5%, encarecendo o custo de vida da população brasileira.

“Não faz sentido, em um momento de pandemia que o país discute uma segunda rodada de auxílio emergencial, promover ações que aumentem a carga tributária do setor agropecuário e o preço dos alimentos para os consumidores”, destacou Renato.

Segundo o coordenador do Núcleo Econômico da CNA, tratar insumos agropecuários de maneira diferenciada é praticamente uma regra dos países que compõem a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e dos que utilizam o Imposto sobre o Valor Agregado (IVA).

“De acordo com um levantamento da CNA, mais de 140 países tratam os insumos de forma diferenciada para que o produtor tenha um custo de produção mais barato e que o produto seja vendido com um preço mais atrativo no mercado. Nós precisamos assegurar a competitividade dos produtos agrícolas brasileiros”.

O especialista da CNA também informou que se a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5.553/2016 for levada adiante, haverá uma pressão nos recursos do Plano Safra. “Está cada vez mais difícil aumentar o recurso oficial para custeio agrícola. Se estamos discutindo aumento dos custos com defensivos, então o produtor irá pagar mais juros pelo financiamento, achatando assim a sua rentabilidade”.

O tributarista e professor da USP, Fernando Scaff, também participou da live, que foi moderada pelos representantes do Grupo de Estudos da Tributação no Agronegócio (GETA), Fernanda Teodoro e Thales Falek.

Fonte: CNA
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Livro Flora do Brasil mostra riquezas de espécies nativas

Por redação 09/03/2021
Escrito por redação

- Livro Flora do Brasil mostra riquezas de espécies nativas

Projeto Flora do Brasil lança livro, coordenado pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro, em que mostra que o País tem hoje 46,9 milespécies nativas.  Em formato on-line, a publicação de 17 páginas  é resultado de 12 anos de estudos e também significa o cumprimento de uma das metas da Estratégia Global de Conservação de Plantas, vinculada à Conservação sobre Biodiversidade Biológica, da Organização das Nações Unidas (ONU) – da qual o Brasil é signatário.

O projeto Flora do Brasil 2020 é um estudo multi-institucional em desenvolvimento desde 2008, envolvendo vários botânicos e alguns ecólogos brasileiros. “É um estudo que fez uma verdadeira revolução no tema, um marco: há mais de cem anos que não ocorria uma atualização sobre a flora brasileira”, comenta o pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Brasília, DF), Bruno Walter. Ele e a colega Taciana Barbosa Cavalcanti  são membros do Comitê Gestor do projeto e participaram da produção do documento, disponível aqui.

Segundo Bruno Valter, do total de 46,9 mil espécies nativas quase 50% são endêmicas – só ocorrem no Brasil. Participam  979 taxonomistas de 224 instituições de 25 países, entre elas a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia.

Fonte: Embrapa
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Podcast conta a história de mulheres que fizeram do agro o seu negócio

Por redação 08/03/2021
Escrito por redação

- Podcast conta a história de mulheres que fizeram do agro o seu negócio

O podcast desta semana é em comemoração ao Dia Internacional da Mulher. Convidamos quatro mulheres, com histórias de vida inspiradoras, que decidiram fazer do agro o seu negócio de vida.

À frente de propriedade agrícola, atrás do balcão de uma concessionária ou liderando equipes dentro de empresas, essas mulheres contam como tiveram que, muitas vezes, vencer o preconceito para alcançar o sucesso.

Esse é o caso da produtora rural Giceli de Vargas, que trabalha diretamente no campo. É ela quem confere de perto o desenvolvimento da lavoura, opera máquinas, além de cuidar de tudo dentro da empresa, da contabilidade à cobertura de eventos do setor.

A história de Giceli se soma a de centenas de outras mulheres que conquistam espaço na gestão de fazendas. Dados do IBGE apontam que, dos cerca de cinco mil e 500 estabelecimentos rurais, no Brasil, ao menos 1 mil já são administrados por mulheres.

Acompanhe nosso Podcast Especial “Elas no agro” e deixe seu comentário!

Máquinas & Inovações Agri · #007 – Podcast conta a história de mulheres que fizeram do agro o seu negócio

 

 

 

 

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Integração Lavoura-Pecuária é tema de evento da Federarroz

Por redação 08/03/2021
Escrito por redação

- Integração Lavoura-Pecuária é tema de evento da Federarroz

Palestra que integrava programação da Abertura Oficial da Colheita do Arroz ocorre no dia 11 de março

A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) promoverá na próxima quinta-feira, 11 de março, o painel online “Intensificação da Pecuária à Pasto – Importância para a sustentabilidade da produção de grãos em terras baixas”. Esta também foi uma das programações adiadas que ocorreriam na 31ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, mas que não puderam ser realizadas devido ao vendaval ocorrido no dia 10 de fevereiro em Capão do Leão, o que paralisou a programação.

Participam como painelistas o pesquisador da Embrapa Pecuária Sul, Danilo Menezes Sant’Anna, o engenheiro agrônomo da Porteira Adentro Consultoria Agropecuária, Paulo Azevedo Osório, e o sócio proprietário da Estância Tamanca, Luciano Sperotto Terra. A mediação fica por conta do engenheiro agrônomo e diretor agrícola da Granja 4 Irmãos, Jorge de Barros Iglesias.

O sistema da Integração Lavoura-Pecuária (ILP) é um dos que vem sendo preconizados pelo setor arrozeiro na busca da diversificação na propriedade. O ILP é a exploração de atividades de forma integrada, seja em rotação ou em sucessão, na mesma área e em distintos momentos, o que consiste no aumento da eficiência do uso dos recursos naturais. Mais do que nunca, também consiste em uma diversificação da produção, gerando estabilidade produtiva e renda ao produtor.

A transmissão será pelo canal da Federarroz no Youtube no link (clique aqui).

Fonte: Federarroz
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Artigo: Dona Nhanhã e os valores da mulher no agronegócio

Por redação 08/03/2021
Escrito por redação

* Por Claudine Pinheiro Machado 

- Artigo: Dona Nhanhã e os valores da mulher no agronegócio

Dona Nhanhã

O agronegócio brasileiro está consolidado como uma potência mundial e neste Mês da Mulher é importante resgatar o papel da liderança feminina na construção dessa história de sucesso. A última pesquisa divulgada pela Associação Brasileira de Agronegócio (ABAG) apontou que a principal preocupação das mulheres do agro é com a estabilidade financeira. Outro destaque na pesquisa é que a família representa a fonte mais importante de satisfação ao mesmo tempo em que é a terceira maior preocupação.

Essas preocupações e valores na atuação feminina no meio rural e no agronegócio não são novidades. No entanto, revelam que a participação das mulheres em posições de lideranças e na administração dos negócios rurais são orientadas por esses dois valores tradicionais: estabilidade financeira e proteção da família. A leitura dessa pesquisa suscitou-me o resgate da memória de uma mulher pioneira na administração dos negócios da minha própria família: Benedita Brazilina Pinheiro Machado (Dona Nhanhã).

Em 1876, Benedita Brazilina casou-se com José Gomes Pinheiro Machado, que viria a ser um dos políticos mais influentes do país, o Senador Pinheiro Machado. Em 1878 o jovem casal mudou-se de São Paulo capital, onde José havia cursado Direito, para São Luís Gonzaga, no Rio Grande do Sul. O casal iniciou sua vida à frente da Fazenda Pirajú, pequena propriedade rural que, pela garra, ética e disciplina de Dona Nhanhã, viria a se tornar uma propriedade pioneira na introdução das raças Hereford e Durhan no Brasil.

A jovem trocara a vida confortável da capital bandeirante pela simplicidade da vida campeira, como conta o seu sobrinho-bisneto, José Antonio Pinheiro Machado, em seu livro “O Senador Acaba de Morrer”. Nhanhã passou a viver em uma casa simples de chão batido, sem revestimento e decidiu construir, ela mesma, seu próprio mobiliário. Era ela quem administrava sozinha a propriedade rural do casal, decidindo questões cruciais sobre a compra e venda de animais, pois o senador, além de sua atuação política, também viajava muito em longas tropeadas, para vender o gado de Dona Nhanhã em Sorocaba.

Certa vez, o jovem esposo estava na fazenda e recebeu a oferta de uma tropa de mulas muito boa para o transporte de mercadorias, mas ele teve de recusar a compra por falta de recursos. Foi então que Dona Nhanhã entrou em ação. Ela pediu que o vendedor passasse a tropa em desfile por três vezes, regateou o preço e o vendedor aceitou. “Todos olhavam admirados a disposição feminina”. Ela entrou na casa, buscou suas próprias economias, fez a compra, e, avisou:  – “Os lucros são meus. Dinheiro guardado vale muito!” A partir daí, sua firmeza à frente das questões financeiras da propriedade valeu-lhe a admiração e a confiança de todos.

Como se pode ver, a mesma preocupação com a estabilidade financeira e com a proteção aos interesses da família já estavam presentes no coração daquela mulher de fibra. A liderança de Dona Nhanhã, contudo, não se limitou ao pioneirismo de uma mulher à frente dos agronegócios da família. Ela teve mesmo um papel fundamental no desenvolvimento da história do Brasil na passagem do século XIX para o século XX, desempenhando com imensa bravura, por exemplo, questões logísticas durante a Revolução Federalista e administrando a vida pública do marido, à frente do famoso “Morro da Graça”, o palacete da família no Rio de Janeiro, que recebia personalidades diariamente, como o então Presidente da França, Georges Clemenceau.

Dona Nhanhã foi um exemplo da firmeza e da ética da liderança feminina. Desde o início na fazenda Pirajú, de chão batido, até a administração do salão mais requisitado do Rio de Janeiro, Dona Nhanhã nunca perdeu a simplicidade, a honestidade e a ética do trabalho. Dizem que o doce favorito do Senador Ruy Barbosa era um doce de batata que Dona Nhanhã preparava para agradar ao ilustre baiano que frequentava a sua casa. A sua bondade para com os mais humildes e o seu amor pelas crianças, além disso, eram tão conhecidos que se dizia, à época, que Dona Nhanhã era a maior madrinha do Brasil. Cerca de 4 mil crianças foram com ela batizadas no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro. “Ela é uma mulher de ferro. É o eixo de ferro da minha vida”, dizia da esposa o Senador Pinheiro Machado.

No mês da mulher, a celebração da história de Dona Nhanhã nos relembra que a pujança do agronegócio brasileiro fora construída a duras penas por milhares de mulheres como ela que, do Oiapoque ao Chuí, batalham dia a dia por uma honesta administração financeira de suas fazendas e pela proteção intransigente do bem-estar de suas famílias. No cerne do sucesso do agronegócio brasileiro está o labor e o suor de mulheres que, como ela, comungam dos valores da coragem, simplicidade, honestidade e, acima de tudo, abnegação pela família.

*Claudine Pinheiro Machado  é economista, doutora em agronegócios e CEO da Pinheiro Machado Assessoria Financeira.
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TOMRA Food apresenta soluções para produção de batatas

Por redação 08/03/2021
Escrito por redação

- TOMRA Food apresenta soluções para produção de batatas

O consumo de batatas apresenta crescimento no mercado brasileiro. A Associação Brasileira da Batata (ABBA), organizou uma videoconferência com representantes das principais regiões produtoras do Brasil para fazer uma análise do mercado e projetar o futuro e os desafios. Apesar de não serem números “oficiais”, atualmente cerca de 1.500 produtores plantam batatas em 200 municípios e classificam a produção em 200 “lavadoras”. No Brasil, o plantio e a colheita ocorrem em todos os dias do ano em uma área total de 100.000 hectares anuais. A produção é destinada ao mercado fresco (65%), à indústria de chips (15%), à indústria de pré-fritas (12%) e à batata semente (8%).

É reconhecido que o mercado de produção de batatas tem muito potencial de crescimento a curto e médio prazo. Por um lado, as lavadoras de batatas que fornecem batatas frescas para os supermercados e/ou para indústria, ainda possuem linhas pouco automatizadas, utilizando em geral a seleção manual de batatas.

O crescimento do consumo de batata pré-frita per capita no Brasil tem sido notório, e continua se mantendo em alta mesmo durante a pandemia provocada pela COVID-19. Apesar do Brasil ainda importar batata pré-frita congelada de outros países para suprir a necessidade interna, os fabricantes locais têm realizado grandes investimentos destinados ao aumento de capacidade a curto e médio prazo, com novas linhas de produção. Segundo os dados divulgados pela ABBA, no Brasil o consumo per capita de batata pré-frita congelada está em torno de 2,7 kg por ano, enquanto em mercados desenvolvidos, o consumo de batatas congeladas está entre 12 e 15 kg, portanto ainda existe um enorme potencial de crescimento.

Soluções integradas

- TOMRA Food apresenta soluções para produção de batatas

Com esse cenário em pano de fundo, a TOMRA Food Brasil se firma como solução de classificação ótica para o mercado de produção de batatas e outros segmentos. Desde batatas inteiras a batatas fritas, chips, crisps e produtos especiais, os classificadores de batata da TOMRA garantem a eliminação de produtos descoloridos, amassados, apodrecidos, com imperfeições e todos os tipos de materiais estranhos, como pedras, plásticos, madeira, vidro. De acordo com João Medeiros, Gerente Comercial da TOMRA Food Brasil, “as soluções de classificação de batatas da TOMRA podem identificar e remover imperfeições, características biológicas, formas e tamanhos, estruturas, cores, densidades e materiais estranhos.”

A TOMRA 3ª, conforme a empresa, é uma classificadora óptica robusta, confiável e econômica disponível para os produtores. João Medeiros explica que, “a TOMRA 3A usa sensores multiespectrais de infravermelho próximo (NIR) que realizam uma avaliação minuciosa de cada objeto em queda, identificando perfeitamente as batatas entre os materiais estranhos. Além disso, os sensores de cores agora detetam os produtos verdes indesejados. Os ejetores inteligentes, posicionados na extremidade da esteira rolante, atingem um nível superior de eliminação de materiais estranhos e batatas verdes com perda mínima de produto em boas condições”.

“A TOMRA 3A torna-se um aliado forte para os produtores, uma vez que permite uma combinação estratégica da tecnologia de iluminação de pulsos de LED multiespectrais, câmaras de alta resolução e softwares de análise da TOMRA garante a remoção precisa e regular de pedras, pedras de terra, rochas, madeira, ossos, plásticos, vidros, metais e borracha.”

Processadores de batata

- TOMRA Food apresenta soluções para produção de batatas

Do outro lado do negócio, os processadores de batatas (batata-frita, chips, batatas processadas) enfrentam um aumento da demanda pela qualidade dos seus produtos e pretendem torná-los cada vez mais atraentes para os consumidores finais. Para este segmento do negócio a TOMRA apresenta também uma solução bastante eficaz e com resultados excepcionais.

A máquina de classificação TOMRA 5B se destaca entre as indústrias de processamento de batata e vegetais em todo o mundo. Devido a facilidade de uso e precisão, João Medeiros explica que “a tecnologia de visualização inteligente e versátil da TOMRA 5B, com câmaras de alta resolução de vários ângulos 4K, permite a varredura de 360​​° e a ampliação para localizar até os menores defeitos. Sua configuração flexível fornece mais precisão ao expulsar objetos estranhos dos produtos, minimizando falsas rejeições de um bom produto, aumentando a produção e reduzindo o desperdício. Também existe a opção de combinar tecnologia laser e câmaras em uma mesma máquina, como se fossem duas máquinas de triagem em linha”.

O sistema aberto da TOMRA 5B tem um processo de limpeza rápido e eficiente que resulta em menos áreas inacessíveis e um menor risco de acúmulo de resíduos. Juntos, esses recursos fornecem mais tranquilidade quando auditorias de higiene são realizadas e o tempo de atividade máximo da máquina. O design funcional da máquina TOMRA 5B é conveniente para todos os usuários, ao mesmo tempo que oferece flexibilidade e permite que os processadores classifiquem de acordo com seus próprios critérios de especificação. É capaz de separar uma grande variedade de batatas e outros vegetais. O responsável da TOMRA conclui: “A TOMRA 5B apresenta uma combinação poderosa de recursos excepcionais, inovação de última geração e facilidade de uso. É um ótimo complemento para a linha TOMRA, garantindo excelentes resultados em todo o processo de classificação”.

Fonte: TOMRA Food
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Notícias

Projeto Experiências do Brasil promove turismo rural

Por redação 08/03/2021
Escrito por redação

- Projeto Experiências do Brasil promove turismo rural

Começam nesta segunda-feira (8) as inscrições para a seleção de roteiros turísticos, que contemplam empreendimentos de agricultura familiar, para participarem do Projeto Experiências do Brasil Rural. A ação visa promover o turismo em áreas rurais do país, apoiando a promoção e a comercialização de produtos, serviços e destinos da agricultura familiar. A iniciativa é resultado de parceria entre os ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e do Turismo (MTur), junto à Universidade Federal Fluminense (UFF).

As inscrições podem ser feitas até o dia 2 de abril. Neste primeiro edital do projeto, serão selecionados oito roteiros turísticos, das cinco regiões do Brasil, pertencentes às cadeias agroalimentares do queijo, do vinho, da cerveja e dos frutos da Amazônia.

“O turismo rural é uma importante ferramenta para promover a diversificação da renda do produtor familiar, a geração de empregos, a conservação do patrimônio natural e cultural e a melhoria da qualidade de vida local. Todos saem ganhando quando impulsionamos as rotas turísticas com a valorização da agricultura familiar, pois aproxima a população urbana das pessoas do campo, possibilitando um valioso intercâmbio cultural, e, ao mesmo tempo, leva renda para muitas famílias de pequenos produtores”, ressalta o secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Fernando Schwanke.

Aos roteiros selecionados neste edital será disponibilizada uma equipe de apoio técnico para auxiliar na estruturação dos destinos e empreendimentos, bem como na comercialização de produtos e serviços.

As rotas serão contempladas com uma pesquisa diagnóstica, para identificar as potencialidades e os possíveis desafios ao trabalhar a agricultura familiar como diferencial competitivo. Com base no resultado da pesquisa, será elaborado um plano de ação e inovação para superar os principais gargalos observados em cada roteiro turístico.

Também estão previstas atividades de capacitação com produtores rurais, empreendedores e empresários, voltadas para a criação e o aprimoramento de roteiros que estejam aptos à comercialização.

Por meio das ações, a iniciativa buscará promover a inserção dos produtos da agricultura familiar nos bares, restaurantes, meios de hospedagem, lojas de artesanato e outros equipamentos que fazem parte dos roteiros.

A relação parcial das propostas habilitadas na primeira etapa da seleção será divulgada no dia 9 de abril. Já o resultado final do edital será divulgado no dia 24 de maio de 2020.

Pré-requisitos

Para participar do processo de seleção, o roteiro turístico deve estar vinculado a uma das cadeias produtivas definidas pelo projeto e possuir pelo menos um estabelecimento da agricultura familiar, produzindo ao menos um produto das cadeia produtivas de interesse do projeto, com Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) válida, ou o correspondente a, no mínimo, 10% de todos os estabelecimentos da rota, caso ela contemple mais de 10 estabelecimentos.

É necessário comprovar que o roteiro turístico, incluindo os empreendimentos da agricultura familiar, é comercializado, disponibilizando informações acessíveis do roteiro na web (website, redes sociais, notícias publicadas na web, dentre outros) e/ou apresentar folders ou outros materiais que comprovem que o roteiro já é divulgado e comercializado.

Outro pré-requisito é a apresentação de declaração de órgão oficial estadual ou municipal de turismo atestando a existência e o funcionamento do roteiro turístico. Todos os empreendimentos que compõem o roteiro devem estar situados nos municípios integrantes do Mapa do Turismo Brasileiro 2019.

É indispensável que os participantes do projeto tenham acesso à internet para participarem das atividades, pois, devido às restrições impostas pela pandemia da Covid–19, a maior parte das ações será realizada de forma virtual.

O Projeto Experiências do Brasil Rural é fruto de Acordo de Cooperação Técnica, firmado entre o MAPA e o MTur, em outubro de 2020, com o propósito de ampliar e diversificar a oferta turística brasileira, incluindo produtos e serviços da agricultura familiar no mercado turístico brasileiro.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
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