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Brasil exporta 3,89 milhões de sacas de café em setembro, alta de 3,1%
Notícias

Estiagem em 2020 causa atraso à safra de café

Por redação 04/03/2021
Escrito por redação

 

- Estiagem em 2020 causa atraso à safra de café

O mês de fevereiro foi marcado pelo contraste no volume de chuvas entre as regiões agrícolas do país. Nas regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste os volumes de chuva chegaram aos 240 mm, enquanto no Nordeste foram registradas chuvas na faixa dos 90 mm, exceto pelos estados do Maranhão, Piauí e a região do Oeste da Bahia onde valores acumulados chegaram a 240 mm. Já na Região Sul foram registrados valores de até 120 mm.

Em virtude da chuva de fevereiro, o armazenamento hídrico oscilou no intervalo de 75 a 90% na maior parte do território brasileiro. Exceto em parte do Nordeste, onde houve restrição hídrica em virtude das altas taxas de evapotranspiração, as chuvas não foram suficientes para assegurar a umidade do solo em níveis acima de 15%. Por outro lado, na maior parte do Norte e Centro-Oeste o armazenamento hídrico foi superior a 75%; no Sudeste, os valores ficaram entre 30 e 75% da capacidade máxima de armazenamento do solo.

- Estiagem em 2020 causa atraso à safra de café

No extremo Norte e partes da Região Nordeste foram registradas as maiores temperaturas máximas, superiores a 31°C. No Centro-Oeste as máximas ficaram entre 27° e 31°C, enquanto no Sudeste as máximas ficaram entre 25°C a 31°C. No Sul a temperatura máxima variou de 25°C a 29°C.

Em partes das Regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste foram registrados os maiores valores de temperatura mínima, abaixo dos 25°C, enquanto nas demais regiões as mínimas variaram entre 19 e 23 °C. Já na Região Sudeste, foram registradas mínimas na faixa dos 21°C, com destaque para Minas Gerais e São Paulo, onde foram registradas mínimas inferiores a 19°C. No Sul, as mínimas ficaram entre 16 a 19 °C na maior parte dos estados.

Tempo e agricultura brasileira

A estiagem que atingiu os cafezais brasileiros no segundo semestre de 2020 foram prejudiciais à safra atual e ainda causa preocupação aos produtores. Mesmo com a ocorrência de chuvas, os cafeicultores já começaram a notar a consolidação da quebra na safra projetada ainda no ano passado. Além disso, o grande volume de chuvas na segunda quinzena de fevereiro em Minas Gerais e Espírito Santo, causou erosão nas áreas produtoras de café e trouxe maior instabilidade às regiões.

Devido ao excesso de umidade provocado pelas chuvas e dias nublados, a colheita da soja em Tocantins foi prejudicada, além da perda de qualidade dos grãos o ocorrido pode inviabilizar a safrinha de milho. Lavouras que foram plantadas tardiamente enfrentaram problemas com aumento na pressão por doenças, levando ao aumento de gastos com insumos. Esse cenário pressionou os produtores na busca por empresas para renegociar contratos e levou a sua atenção para a segunda safra de milho, que terá janela pequena e inviabilizando o uso de insumos já comprados.

A cultura do milho no Paraná também preocupa os produtores, as lavouras tiveram atraso de chuva na semeadura da safra verão, influenciando também no atraso da semeadura do milho safrinha. Além disso, devido à umidade, os produtores que semearam na safra verão estão tendo problemas com cigarrinhas, o que pode prejudicar ainda mais a safra de milho no estado. Contudo, em São Paulo, mesmo com o ataque das cigarrinhas e a falta de água no começo de fevereiro, há expectativa de boa produtividade nas lavouras de milho.

Já o milho no Mato Grosso deve sofrer com o atraso na semeadura, concentrando as operações no mês de março, que é um mês de produtividades relativamente mais baixas por causa da climatologia regional. Contudo, os produtores que conseguiram semear no mês de fevereiro devem garantir uma produtividade adequada.

No início de fevereiro o excesso de chuvas comprometeu as lavouras de feijão na Região Sul, com perda de produtividade e qualidade dos grãos. Em localidades do Rio Grande do Sul as perdas ocorreram devido à estiagem no início do ciclo da cultura. Já em Santa Catarina houve perdas totais nas lavouras de feijão devido ao excesso de umidade.

O Estado do Paraná passa por um momento de grande expectativa com a colheita da primeira safra e plantio da segunda safra da cultura de feijão. Para este novo ciclo espera-se redução de 1% da área e, diferente da temporada anterior que foi marcada pela estiagem, a chuva agora traz preocupações aos produtores, influenciando nos trabalhos de campo, no surgimento de doenças e atraso na semeadura.

As condições das lavouras de soja melhoraram após um começo de temporada marcado pela irregularidade climática, que atrasou a semeadura e comprometeu o desempenho das variedades precoces. No Centro-Oeste, em especial no Mato Grosso, os produtores sofrem lentidão na colheita da cultura devido ao grande volume de chuvas. Na maioria das vezes a soja é colhida com grande dificuldade e com umidade acima do ideal. Caso as condições climáticas não melhorem e a velocidade de colheita continue aquém da média histórica, pode haver mais perdas de qualidade nas lavouras que estão prontas para colher.

O clima do mês de fevereiro não favoreceu os canaviais dos estados de São Paulo, Goiás e Minas Gerais, devido às chuvas próximas ou abaixo da média histórica, que junto a alta demanda hídrica, criaram condições de leve estresse hídrico. Porém nos estados, onde a demanda hídrica foi atendida, como no Paraná e Mato Grosso do Sul, a cana-de-açúcar manteve altas taxas de crescimento com expectativa de boas produtividades para esta safra.

Fonte: Esalq USP
04/03/2021 0 Comentários
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Notícias

Vacinação alcança mais de 98% do rebanho

Por redação 04/03/2021
Escrito por redação

- Vacinação alcança mais de 98% do rebanho

Cerca de 76 milhões de bovinos e bubalinos com até 2 anos de idade foram imunizados

Durante a segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa de 2020, 98,36% do rebanho brasileiro foram imunizados, o equivalente a 76 milhões de bovinos e bubalinos vacinados com até 2 anos de idade.

De acordo com os dados parciais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), das 22 unidades da Federação que adotam a vacinação, foram contabilizados os dados de 21, faltando apenas a Paraíba, que ainda não enviou o relatório com os dados finais. Em razão da pandemia da Covid-19, o prazo da vacinação e envio da declaração pelo produtor ao órgão de defesa sanitária animal do seu estado foi prorrogado em 13 estados.

“A porcentagem alcançada na etapa é satisfatória, atinge os índices estabelecidos no Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (Pnefa) e mostra o comprometimento do setor em manter o status de área livre com vacinação”, destaca o diretor do Departamento de Saúde Animal, Geraldo Moraes.

Retirada da vacinação

Conforme o Plano Estratégico do Pnefa 2017-2026, o Brasil segue executando as ações para garantir o status de país livre da febre aftosa e ampliar as zonas livres de febre aftosa sem vacinação.

Em 2020, o Mapa reconheceu seis estados brasileiros – Acre, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, regiões do sul do Amazonas e do noroeste do Mato Grosso – como livres de febre aftosa sem vacinação.

O reconhecimento nacional pelo Mapa é um dos passos para alcançar o reconhecimento internacional junto à Organização Mundial da Saúde Animal (OIE). O pleito brasileiro segue em avaliação e a expectativa é a OIE conceder esse reconhecimento para esses estados em maio deste ano.

Atualmente, no Brasil, apenas Santa Catarina é considerada, internacionalmente, como zona livre de febre aftosa sem vacinação.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
04/03/2021 0 Comentários
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Notícias

Senado aprova fundos para agroindústria

Por redação 04/03/2021
Escrito por redação
- Senado aprova fundos para agroindústria

Senador Carlos Fávaro foi o relator desse projeto de lei

O Senado aprovou nesta terça-feira (2) o PL 5.191/2020, projeto de lei que cria os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro). Os senadores não fizeram modificações na proposta, mantendo o texto que já havia sido aprovado na Câmara dos Deputados. O senador Carlos Fávaro (PSD-MT), que foi o relator do projeto, rejeitou as emendas de conteúdo apresentadas no Senado e fez apenas emendas de redação ao texto. O projeto segue agora para sanção do presidente da República.

Segundo Fávaro, o Fiagro permitirá que qualquer investidor, nacional ou estrangeiro, possa direcionar seus recursos ao setor agropecuário, diretamente para aquisição de imóveis rurais ou indiretamente para aplicação em ativos financeiros atrelados ao agronegócio.

O senador disse que a expectativa do mercado financeiro é captar até R$ 1 bilhão ao final do primeiro semestre de funcionamento do fundo. Para ele, a regulação feita pelo projeto propiciará segurança jurídica ao investidor.

Discussão

O texto-base do projeto foi aprovado no Senado em 10 de fevereiro, ficando pendente a votação de dois destaques apresentados por MDB e PT. O primeiro destaque já havia sido retirado pelo partido, enquanto o segundo ainda aguardava votação em Plenário.

Esse segundo destaque, apresentado pelo senador Paulo Rocha (PT-PA), suprimia do projeto um dispositivo que permite a aplicação de recursos do Fiagro na aquisição de propriedades rurais por investidores brasileiros e estrangeiros. Mas, antes da votação desta terça, o destaque foi retirado pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE) para acelerar o exame da matéria. O líder do PT, contudo, registrou a insatisfação dos pequenos e médios agricultores familiares com o teor do projeto que seria aprovado pelo Plenário do Senado.

“O destaque viria nesse sentido, para reposicionar o segmento dos pequenos e médios agricultores familiares, importante na produção de alimentos, sobretudo daqueles que compõem a cesta de alimentos que vai para a mesa dos brasileiros. Não vamos conseguir aprovar esse destaque, mais deixo registrada a insatisfação do segmento, importante para conter o aumento do preço dos alimentos”,  disse Rogério Carvalho.

Carlos Fávaro, por sua vez, agradeceu às lideranças do MDB e do PT pela retirada dos destaques, e disse que o texto também beneficia os pequenos e médios agricultores familiares.

“O Fiagro será relevante aos pequenos e médios produtores. Os grandes produtores já têm acesso a recursos internacionais com taxas de juros relevantes. O Fiagro pode fazer o mesmo no Brasil; poderá contribuir com o Orçamento da União para atender os mais necessitados”, afirmou Carlos Fávaro.

Ampliação de investidores

O texto inclui o Fiagro na Lei 8.668, de 1993, que instituiu os fundos de investimentos imobiliários. O objetivo do projeto é ampliar o número de investidores no setor agroindustrial, permitindo a participação tanto de investidores individuais (pessoas físicas) como institucionais. O autor do projeto, o deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), argumenta que, desse modo, a produção agropecuária poderá ser financiada pelo mercado de capitais, diminuindo a necessidade de se recorrer a recursos do Tesouro.

Além disso, o senador Carlos Fávaro destaca que, no Brasil, os meios tradicionais de financiamento do setor agropecuário estão majoritariamente concentrados em grandes bancos e cooperativas de crédito, por meio de instrumentos financeiros tradicionais que, segundo ele, limitam o acesso dos investidores aos ativos do mundo do agronegócio.

Fávaro ressalta ainda que o agronegócio foi o único setor do país que cresceu de forma expressiva e sustentada. “Para continuar esse vigoroso e importante crescimento do setor, cada vez mais aquele que se dedica a essas atividades precisa de dinheiro para financiar a aquisição de maquinário novo, sementes modernas, defensivos e demais insumos de produção.”

Regras

Os recursos do Fiagro se destinam a quaisquer ativos rurais, reais ou financeiros. Com ele será possível que as pessoas invistam em imóveis rurais, empresas rurais não classificadas em bolsas de valores, participação em sociedades que explorem atividades integrantes da cadeia produtiva agroindustrial e outras aplicações que hoje não estão disponíveis aos investidores.

Segundo o projeto, nenhum investidor pode auferir mais de 10% da rentabilidade do fundo. Os rendimentos e ganhos de capital auferidos e distribuídos pelo Fiagro sujeitam-se à incidência do imposto sobre a renda na fonte, com alíquota de 20%. A mesma alíquota será aplicada aos ganhos de capital e aos rendimentos obtidos na alienação ou no resgate de cotas dos fundos.

Não estarão sujeitas à incidência do Imposto de Renda na fonte as aplicações efetuadas pelos fundos.

O projeto também altera a Lei 11.033, de 2004, que dispõe sobre a tributação do mercado financeiro e de capitais.

Investimento estrangeiro

No caso do investidor não residente no país, o modelo do Fiagro permite, segundo Fávaro, direcionar recursos estrangeiros de forma indireta a imóveis rurais. Por intermédio do fundo, independentemente do modelo tradicional de compra e venda de um imóvel, o estrangeiro poderá ter acesso à terra agrícola sem necessidade de compra direta, que está submetida a restrições na legislação atual.

O senador ressalta que, ao adquirir cotas do Fiagro, o investidor participa do mercado de terras sem, no entanto, ter posse ou domínio de propriedade rural. Para Fávaro, esse modelo satisfaz a legislação vigente, afastando questionamentos relativos à segurança nacional. “Assim, haverá novos recursos internacionais ingressando mais facilmente no setor rural, superando limites de aquisição de terras impostos a estrangeiros”, afirma.

Aplicações

Conforme o texto aprovado, o Fiagro será destinado à aplicação, isolada ou em conjunto, em:

  • imóveis rurais;
  • participação em sociedades que explorem atividades integrantes da cadeia produtiva agroindustrial;
  • ativos financeiros, títulos de crédito ou valores mobiliários emitidos por pessoas físicas e jurídicas que integrem a cadeia produtiva agroindustrial;
  • direitos creditórios do agronegócio e títulos de securitização emitidos com lastro em direitos creditórios do agronegócio;
  • direitos creditórios imobiliários relativos a imóveis rurais e títulos de securitização emitidos com lastro em tais direitos creditórios;
  • cotas de fundos de investimento que apliquem mais de 50% de seu patrimônio nesses ativos. Os fundos Fiagro serão constituídos sob a forma de condomínio aberto ou fechado com prazo de duração determinado ou indeterminado.​
Fonte: Agência Senado/Com informações da Agência Câmara Notícias
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Notícias

Uso correto das terras pode gerar ganhos ambientais

Por redação 04/03/2021
Escrito por redação

- Uso correto das terras pode gerar ganhos ambientais

O Estado de São Paulo se destaca no cenário agropecuário nacional como um dos principais produtores de cana-de-açúcar, laranja, café e pecuária. Porém, parte significativa desta agricultura encontra-se fora da escala sustentável de uso. Conforme estudo de cientistas da Embrapa e da Unicamp, enquanto 4,5 milhões de hectares (Mha) de terras estão sendo subutilizados, outros 2,2 Mha estão sendo sobreutilizados e as pastagens destacam-se como principal uso inadequado à capacidade das terras.

Conforme Oscar Sarcinelli, pesquisador da Unicamp e um dos autores do estudo, “o uso inadequado compromete a capacidade de suporte das terras no médio e longo prazo, colocando em risco a agricultura no Estado”. Os riscos podem ser associados à fatores econômicos, como a perda de produtividade, emprego e renda, além de solo e água que são ativos das propriedades, e também ambientais, como no caso da sobreutilização das terras e sua consequente degradação.

De acordo com Lauro Pereira, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, “o estudo identificou as pastagens como principal uso inadequado, o que torna possível aos gestores públicos a elaboração de políticas agrícolas que incorporem incentivos para redirecionar o uso atual das terras que são utilizadas fora de sua capacidade de suporte, promovendo ganhos econômicos, ambientais e sociais”.

Uso das terras

Com uma extensão territorial de 24,8 milhões de hectares (Mha) de terras, o Estado dedica mais de 18,2 Mha à exploração agropecuária. Outros 4,8 Mha são destinados à conservação dos remanescentes dos ecossistemas naturais presentes no Estado, o Cerrado e a Mata Atlântica. Existem ainda, mais 1,8 Mha de terras ocupadas por infraestrutura, cidades e água.

Nas terras exploradas pela agropecuária, as áreas de cultivo mais expressivas estão atualmente ocupadas por cana-de-açúcar (6 Mha), pastagens (5,5 Mha), silvicultura (1,3 Mha), citricultura (740 mil hectares), milho (700 mil hectares), soja (400 mil hectares), cafeicultura (230 mil hectares) e outros 3,3 Mha com uma diversidade de pequenas culturas e cultivos distribuídos ao longo de todo o Estado.

A cana-de-açúcar e a pastagem são os principais usos agropecuários das terras no Estado de São Paulo. Do total de 18,2 Mha de terras dedicadas à produção agropecuária, mais de 11 Mha estão atualmente ocupados com estes usos. No caso da cana-de-açúcar, mais de 5,2 Mha encontram-se em terras para cultivos, outros 480 mil hectares encontram em terras das classes VI e VII e, portanto, estão sobreutilizando terras de baixa capacidade de uso.

No caso das pastagens, de um total de 5,5 Mha de terras ocupados com este uso, apenas 1,6 Mha encontra-se em terras adequadas à sua capacidade de uso. Outros 3,9 Mha de pastagens encontra-se em terras adaptadas para culturas agrícolas, de modo que se encontram subutilizadas. As terras classificadas como “áreas antropizadas”, representam uma grande variedade de culturas e cultivos, somando 5,3 Mha, dos quais 3,3 Mha encontram-se em terras adequadas à sua capacidade de uso. Outros 1,6 Mha utilizados pelas “áreas antropizadas” encontram-se nas classes V, VI e VII, que são de baixa capacidade de suporte.

Tanto a subutilização quanto a sobreutilização traz problemas econômicos e ambientais, além de sociais. As terras subutilizadas trazem prejuízos econômicos e sociais aos agricultores e à toda sociedade paulista, uma vez que estas terras poderiam ser utilizadas com cultivos mais intensivos, gerando maior produtividade, renda e emprego para o Estado, sem risco de degradação de seus recursos naturais.

Por outro lado, a sobreutilização traz prejuízos principalmente ambientais, uma vez que causam a degradação do solo por erosão com o passar do tempo, perdendo capacidade produtiva e interrompendo a provisão de serviços ecossistêmicos essenciais, como a infiltração da água no solo e a regulação do fluxo hidrológico, além de comprometimento da produtividade agrícola.

Os cientistas ressaltam que, no Brasil, a “Lei de Proteção da Vegetação Nativa” (Lei 12/651/2012, Novo Código Florestal) obriga todos os proprietários de terras a conservar, no mínimo, uma área equivalente a 20% da sua propriedade com vegetação nativa, ou seja, independentemente da classe, há de se esperar que sejam identificados remanescentes de vegetação nativa conforme a legislação.

O estudo completo, de Oscar Sarcinelli, do Núcleo de Economia Agrícola e Ambiental da Unicamp, Lauro Pereira, da Embrapa Meio Ambiente, Sergio Tosto, da Embrapa Territorial e Ademar Romeiro, do Núcleo de Economia Agrícola e Ambiental da Unicamp, foi publicado na Revista Terceira Margem, n. especial 16, janeiro 2021.

Fonte: Embrapa
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Notícias

Contratação do crédito rural supera R$ 147 bilhões

Por redação 04/03/2021
Escrito por redação

- Contratação do crédito rural supera R$ 147 bilhões

Valor é 18% maior em relação a igual período da safra anterior. Bom desempenho tem como destaque os financiamentos contratados por produtores de maior porte e cooperativas

De julho/2020 a fevereiro/2021 o valor das contratações de crédito rural somou R$ 147,57 bilhões, o que representa uma alta de 18%, em relação a igual período da safra anterior.

De acordo com o Balanço de Financiamento Agropecuário da Safra 2020/2021, os recursos para investimento somaram R$ 47,33 bilhões (40%), R$ 78,6 4 (14%) para custeio, R$ 8,24 bilhões (1%) para industrialização e R$ 13,34 bilhões para comercialização, que teve redução de 3%.

A menor demanda de crédito para comercialização é explicada, principalmente, pela elevação dos preços agrícolas, que torna desnecessária a formação de estoques. As maiores reduções por financiamentos dessa natureza foram observadas, principalmente, para os produtos relacionados à cesta básica, como leite (-36%), arroz (-26%), café (-7%), milho (-9%), trigo (-6%), bovinos (-6%) e suínos (-42%)

O bom desempenho do crédito rural tem como destaque os financiamentos contratados pelos produtores de maior porte e cooperativas, classificados na categoria de “Demais”, que se situaram em R$ 49,14 bilhões (16%) para custeio e R$ 35,22 bilhões (56%) para investimento. Essa categoria respondeu por 62% do crédito de custeio e 74% do crédito de investimento.

No âmbito do Pronaf, as contratações de custeio somaram R$ 12,11 bilhões e no Pronamp R$ 17,38 bilhões, com crescimento de 19% e 6%, respectivamente. Já para investimento foram contratados R$ 10,23 bilhões pelo Pronaf e R$ 1,88 bilhões ao amparo do Pronamp, crescimento de 8% e 3%, respectivamente.

Os médios produtores, amparados pelo Pronamp, também podem financiar seus investimentos por meio dos programas específicos de investimento (Moderfrota, Inovagro, Moderinfra, ModeragroPCA, ABC).

O fato de as contratações de custeio, realizadas pelos “Demais” produtores, ter crescido 16% em valor e reduzido 23% em número de contratos, elevando, assim, o ticket médio dessas operações, é explicado, principalmente, pelo aumento na utilização de recursos livres, que não têm limite de financiamento.

Tipos de linhas

Dentre as contratações de crédito rural, realizadas com recursos controlados, no total de R$ 100,15 bilhões, destaca-se a redução de 25% na utilização de Recursos Obrigatórios, se situando em R$ 27,19 bilhões, ao mesmo tempo em que a utilização de recursos da Poupança Rural Controlada aumentou 78%, atingindo R$ 42,45 bilhões.

O aumento na utilização de recursos das fontes não controladas (22%) foi superior ao das fontes controladas (17%). Na avaliação do diretor do Departamento de Crédito e Informação, Wilson Vaz de Araújo, isso confirma o acerto da política de diversificação das fontes de financiamento, com destaque para o aumento de 72% em recursos livres (de tesouraria ou próprios dos bancos), num total de R$ 12,16 bilhões, e de 15% nas contratações com recursos da fonte LCA, que ficaram em R$ 20,79 bilhões.

Em relação aos financiamentos realizados no âmbito dos programas de investimento, com recursos da fonte BNDES, administrados pelo Mapa, os programas que se destacaram, pelo valor contratado e respectivo aumento, foram o Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota): R$ 7 bilhões (33%), o Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária (Inovagro): R$ 1,56 bilhão (29%), o Programa de Construção e Ampliação de Armazéns (PCA): R$ 1,66 bilhão (60%) e o Programa de Incentivo à Irrigação e à Produção em Ambiente Protegido (Moderinfra): R$ 714 milhões (106%).

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
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CNH Industrial adquire parte da Monarch Tractor

Por redação 03/03/2021
Escrito por redação
- CNH Industrial adquire parte da Monarch Tractor

Trator elétrico da Monarch Tractor

A CNH Industrial anunciou que concluiu seu investimento minoritário na Monarch Tractor, empresa de tecnologia agrícola com sede nos Estados Unidos, que ajudará a acelerar a transformação da indústria agrícola em direção à autonomia e eletrificação. Esta parceria estratégica é um passo importante para aumentar ainda mais a sustentabilidade de longo prazo, permitindo um agronegócio rentável e com emissão zero.

A plataforma de trator elétrico da Monarch oferece uma combinação única de um powertrain totalmente elétrico com tecnologias autônomas. Isso é combinado com uma plataforma abrangente de gerenciamento de dados agronômicos e da máquina para fornecer um ecossistema de tecnologia completo. Essa tecnologia fornecerá aos produtores agrícolas uma oferta inédita no mercado no segmento abaixo de 100 cv, que reduz as emissões, melhora a o conhecimento agronômico e aumenta a segurança.

“A Monarch tem uma tecnologia pioneira de tratores que incorpora eletrificação, uso autônomo e gerenciamento de dados. Esses são três dos pilares principais de sustentabilidade, produtividade e lucratividade, tanto para a CNH Industrial quanto para nossos clientes do setor agrícola”, disse Scott Wine, CEO da CNH Industrial. “Estamos extremamente entusiasmados em trabalhar com a Monarch para desenvolver e implantar seu ecossistema de tecnologia inovador, que acreditamos ter aplicabilidade em todo o nosso negócio Off-Road. Esta parceria ressalta nosso compromisso em melhorar rapidamente nosso portfólio alternativo de propulsão e agricultura de precisão, ao mesmo tempo em que amplia nossas credenciais de líderes mundiais em sustentabilidade”, completa Wine.

A Monarch Tractor, com sede em Livermore, Califórnia (EUA), foi fundada em 2019 e está empenhada em elevar as práticas agrícolas para permitir soluções limpas, eficientes e economicamente viáveis ​​para os agricultores. Em 2020, a empresa apresentou o primeiro trator inteligente totalmente elétrico do mundo, opcional para o operador, integrado em uma única plataforma.

Fonte: CNH Industrial
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PIB cai 4,1%, mesmo com alta de 2% no agro

Por redação 03/03/2021
Escrito por redação

- PIB cai 4,1%, mesmo com alta de 2% no agro

A economia brasileira encolheu 4,1% em 2020, impactada pela pandemia do novo coronavírus, mesmo depois de registrar forte retomada no segundo semestre. Este foi o pior resultado de um ano fechado do PIB em toda a série histórica, que começa em 1996. Até então, a maior queda registrada tinha sido a de 2015 (-3,5%). Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Houve alta somente na Agropecuária (2,0%) e quedas na Indústria (-3,5%) e nos Serviços (-4,5%). O PIB totalizou R$ 7,4 trilhões em 2020. Consequentemente, o PIB per capita recuou (em termos reais) 4,8% em relação ao ano anterior, alcançando R$ 35.172 (em valores correntes) em 2020.

Resultados

A variação em volume do Valor Adicionado da Agropecuária no ano de 2020 (2,0%) decorreu do crescimento da produção e ganho de produtividade da atividade Agricultura, que suplantou o fraco desempenho das atividades de Pecuária e Pesca, com destaque para soja (7,1%) e o café (24,4%), que alcançaram produções recordes na série histórica.

Na Indústria (-3,5%), o destaque negativo foi o desempenho da atividade Construção (-7,0%) que voltou a cair este ano. A atividade das Indústrias de Transformação também recuou (-4,3%), influenciada, principalmente, pela queda, em volume, do Valor Adicionado da fabricação de veículos automotores; de outros equipamentos de transporte, confecção de vestuário e metalurgia.

A atividade de Eletricidade e gás, água, esgoto e atividades de gestão de resíduos teve variação negativa de 0,4% em relação a 2019. Apesar de as bandeiras tarifárias terem estado mais favoráveis em 2020, o isolamento social e a baixa atividade econômica foram decisivos para o resultado negativo. As Indústrias Extrativas, por sua vez, cresceram 1,3%, devido à alta na produção de petróleo e gás que compensou a queda da extração de minério de ferro.

Nas atividades que compõem os Serviços, as variações negativas foram: Outras atividades de serviços (-12,1%), Transporte, armazenagem e correio (-9,2%), Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (-4,7%), Comércio (-3,1%), Informação e comunicação (-0,2%). Apresentaram avanço as Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (4,0%) e as Atividades imobiliárias (2,5%).

Vale destacar que tanto serviços prestados às famílias, que pertencem a Outras atividades de serviços, como os transportes foram os mais prejudicados pelo distanciamento social em virtude da pandemia de COVID19.

Na análise da despesa, houve variação negativa de 0,8% da Formação Bruta de Capital Fixo. A Despesa de Consumo das Famílias recuou 5,5% em relação a 2019, principalmente pela piora no mercado de trabalho e o distanciamento social por causa da pandemia de COVID19 em 2020. A Despesa do Consumo do Governo, por sua vez, recuou 4,7%.

No setor externo, as Exportações de Bens e Serviços caíram 1,8%, enquanto as Importações de Bens e Serviços caíram 10,0%.

Recuperação

O PIB cresceu 3,2% no 4º trimestre de 2020 na comparação com o trimestre imediatamente anterior (com ajuste sazonal). A Indústria e os Serviços apresentaram variação positiva de 1,9% e 2,7%, respectivamente, enquanto a Agropecuária recuou 0,5%.

Dentre as atividades industriais, a alta se deu apenas nas Indústrias de Transformação (4,9%). As Indústrias Extrativas (-4,7%), a atividade de Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-1,2%) e a Construção (-0,4%) se retraíram no período.

Nos Serviços, as atividades de Outras atividades de serviços (6,8%), Transporte, armazenagem e correio (6,2%), Informação e comunicação (3,8%), Comércio (2,7%), Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (1,8%) e Atividades imobiliárias (0,8%) apresentam crescimento. Já as Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (-0,3%) tiveram variação negativa.

Pela ótica da despesa, destaque para a Formação Bruta de Capital Fixo com crescimento de 20,0%. Também cresceram a Despesa de Consumo das Famílias e a Despesa de Consumo do Governo, respectivamente, 3,4% e 1,1% em relação ao trimestre imediatamente anterior.

As Exportações de Bens e Serviços caíram 1,4%, enquanto as Importações de Bens e Serviços avançaram 22,0% em relação ao terceiro trimestre de 2020.

Frente ao 4º trimestre de 2019, o PIB recuou 1,1%, o quarto resultado negativo consecutivo, após 12 trimestres de alta nesta comparação. O Valor Adicionado a preços básicos retraiu 1,4% e os Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios apresentaram variação positiva de 0,2%.

A Agropecuária apresentou variação negativa de 0,4% em relação a igual período do ano anterior, com destaque para produtos cujas safras são significativas no 4° trimestre, como a laranja (-10,6%) e o fumo (-8,4%).

A Indústria avançou 1,2%. O crescimento foi puxado pelas Indústrias de Transformação (5,0%) cujo resultado positivo foi influenciado pela alta de fabricação de máquinas e equipamentos; fabricação de produtos de metal; metalurgia; e fabricação de produtos de borracha.

O volume da atividade de Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos também cresceu (1,5%). As Indústrias Extrativas, por sua vez, recuaram (-6,7%) puxadas principalmente pela retração da extração de petróleo e gás natural. A Construção (-4,8%) continuou apresentando queda, puxada pelas obras de infraestrutura.

Serviços caiu 2,2% frente ao mesmo período do ano anterior. A queda foi provocada pelos resultados negativos de Outras atividades de serviços (-9,4%), Transporte, armazenagem e correio (-4,3%) e Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (-3,8%). As demais atividades cresceram: Atividades Imobiliárias (3,5%), Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (3,1%), Comércio (2,5%) e Informação e comunicação (2,4%).

Entre os componentes da demanda interna, a Despesa de Consumo das Famílias (-3,0%) e a Despesa de Consumo do Governo (-4,1%) tiveram retração, enquanto a Formação Bruta de Capital Fixo teve alta (13,5%) em relação a igual período do ano anterior. No setor externo, as Exportações de Bens e Serviços caíram 4,3%, assim como as Importações de Bens e Serviços apresentaram queda de 3,1% no quarto trimestre de 2020.

Fonte: IBGE
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Acesso ao seguro rural mais que dobrou em 2020

Por redação 03/03/2021
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- Acesso ao seguro rural mais que dobrou em 2020

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou nesta quarta-feira (03) o resultado consolidado da execução do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) em 2020. Foram aplicados R$ 881 milhões em subvenção ao prêmio, o que permitiu apoiar a contratação de 193.470 apólices de seguro rural. Essas apólices foram contratadas pelos produtores rurais em todas as regiões do país e totalizaram 13,7 milhões de hectares segurados. Já o valor total segurado por essas apólices representou a importância de R$ 45,7 bilhões.

A Ministra Tereza Cristina comemorou o expressivo crescimento das contratações em 2020 e destacou a necessidade de consolidar o seguro rural como uma das principais ferramentas de gestão de risco disponíveis para o produtor. “No ano passado, foi possível alcançar um patamar importante para o seguro rural. Em 2019, o PSR atendia cerca de 42 mil produtores, e em 2020 conseguimos apoiar 105 mil produtores”, aponta a ministra.

“Considerando os sucessivos problemas climáticos observados nos últimos anos, cada vez mais severos, o produtor rural não deveria plantar sem a proteção do seguro e seguindo as recomendações do Zarc. Apenas em 2020 as seguradoras pagaram em indenizações aos produtores aproximadamente R$ 2,5 bilhões, isso demonstra a efetividade do seguro”, avalia   o diretor do Departamento de Gestão de Riscos do Mapa, Pedro Loyola.

O relatório publicado apresenta informações detalhadas sobre a execução do PSR em 2020, com destaque para as principais atividades. Para o próximo ano, está previsto o recurso de R$ 1 bilhão para o Programa, que depende ainda de aprovação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2020, em tramitação no Congresso Nacional. 

Contratação

O produtor que tiver interesse em contratar o seguro rural deve procurar um corretor ou uma instituição financeira que comercialize apólice de seguro rural. Atualmente, 14 seguradoras estão habilitadas para operar no PSR. O seguro rural é destinado aos produtores pessoa física ou jurídica, independente de acesso ao crédito rural.

A subvenção econômica concedida pelo Ministério da Agricultura pode ser pleiteada por qualquer pessoa física ou jurídica que cultive ou produza espécies contempladas pelo Programa. Para os grãos em geral, o percentual de subvenção ao prêmio pode variar entre 20% e 40%, a depender da cultura e tipo de cobertura contratada. No caso das frutas, olerícolas, cana-de-açúcar e demais modalidades (florestas, pecuário e aquícola) o percentual de subvenção ao prêmio será fixo em 40%.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
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Cresce participação de mulheres no CNA Jovem

Por redação 02/03/2021
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- Cresce participação de mulheres no CNA Jovem

Terceira edição do CNA Jovem (antes da pandemia)

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) tem registrado aumento na participação de mulheres a cada edição do programa de desenvolvimento de novas lideranças, o CNA Jovem. A instituição promove a iniciativa desde 2014.

O CNA Jovem é focado na liderança empreendedora e desafia os participantes a buscar soluções e propostas inovadoras para alcançar maior protagonismo no setor agropecuário. Na quarta edição, que teve início em 2020 e segue neste ano, a representatividade feminina superou a dos participantes homens. Dos 3.742 jovens inscritos em julho de 2020, 53% eram mulheres e 47% homens.

Após as etapas classificatórias e eliminatórias, as mulheres continuam sendo a maioria. Agora, são 80 jovens de todas as regiões brasileiras classificados para a fase nacional do programa, dos quais 51 são mulheres, 63,7% do total, e 29 são homens (36,2%).

- Cresce participação de mulheres no CNA Jovem

Janete Almeia

“Os dados mostram a competência e o talento que as mulheres do agro têm demonstrado e reflete a mesma tendência do aumento do total de mulheres atuando no agronegócio nos últimos anos”, declarou a diretora de Educação Profissional e Promoção Social do Senar, Janete Almeida.

Em 2014, quando foi realizado pela primeira vez, do total de participantes 32% mulheres e 68% homens. Já na segunda edição, em 2016, 43% eram mulheres e 57% de homens.

A coordenadora nacional do CNA Jovem, Fernanda Nonato, ressalta que em 2019 o percentual de mulheres finalistas da etapa nacional aumentou consideravelmente em relação às duas primeiras edições.

- Cresce participação de mulheres no CNA Jovem

Fernanda Nonato

“Começamos a realizar o CNA Jovem com apenas 32% de mulheres em 2014 e em 2021, este percentual dobrou. Espera-se realmente que, no futuro não muito distante, possamos entregar para o setor agropecuário novas lideranças empreendedoras onde as mulheres tenham uma participação muito mais significativa do que nas gerações passadas”.

Soluções

A jornada teve início em 2020 com fases introdutórias sobre o agronegócio brasileiro e oficinas digitais sobre problemas, oportunidades, propósito, liderança empreendedora e desafios.

Desde janeiro, quando foram conhecidos os 80 jovens classificados para a fase nacional da quarta edição, eles estão em grupos trabalhando de forma remota para identificar os mais relevantes desafios que levarão para a segunda fase com o objetivo de propor soluções criativas em cinco áreas de foco: empresarial, educacional, institucional, político-partidário e sindical.

As melhores soluções serão reconhecidas pelo Sistema CNA/Senar. Nas edições anteriores, os jovens vencedores ganharam viagens técnicas para a China, Nova Zelândia e para o Vale do Silício, nos Estados Unidos.

Fonte: CNA/Senar
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Morre Samuel Melo Júnior, diretor-presidente da Conab

Por redação 02/03/2021
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- Morre Samuel Melo Júnior, diretor-presidente da ConabFalecimento ocorreu nesta terça-feira (02), em São Luís (MA)

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), anunciou na manhã desta terça-feira (02), o falecimento do diretor-presidente da entidade, José Samuel de Miranda Melo Júnior, em São Luís (MA), vítima do novo Coronavírus.

Samuel Melo Júnior estava internado desde o início de janeiro para tratamento de Covid-19. A Conab emitiu uma nota de falecimento em que lamenta a morte do diretor-presidente e presta solidariedade à família enlutada.

O administrador foi eleito diretor-presidente da Conab em 4 de dezembro de 2020 pelo Conselho da Administração da Companhia Nacional de Abastecimento (Consad).

Samuel Melo Júnior era doutor em Administração pela Fundação Getúlio Vargas e mestre em Economia com ênfase em Comércio Exterior e Relações Internacionais pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Fonte: Conab
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