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Notícias

Atrasos na safra de soja prejudicam exportações do agro

Por redação 02/03/2021
Escrito por redação

- Atrasos na safra de soja prejudicam exportações do agro

As vendas da Agropecuária caíram 10,8%, em fevereiro, motivadas por efeitos sazonais, com destaque para a situação da safra agrícola

O Brasil registrou uma corrente de comércio de US$ 31,21 bilhões em fevereiro, com aumento de 8,2% pela média diária, em relação ao mesmo mês do ano passado. As exportações cresceram 3,9% e somaram US$ 16,18 bilhões, enquanto as importações subiram 13,4% e totalizaram US$ 15,03 bilhões. Assim, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,15 bilhão, com diminuição de 50,4%. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia.

No acumulado de janeiro e fevereiro, em comparação a igual período do ano anterior, a corrente de comércio subiu 9,6%, atingindo US$ 61,95 bilhões. As exportações cresceram 8,5%, somando US$ 30,99 bilhões, e as importações aumentaram 10,7% e totalizaram US$ 30,96 bilhões, gerando um superávit de US$ 30 milhões, o que representou uma redução de 95,6% em relação ao primeiro bimestre de 2020.

Agro em queda

As exportações foram impulsionadas pelo aumento das vendas de 3,5% na Indústria de Transformação e 13,8% na Indústria Extrativa, com recuo de 10,8% na Agropecuária. O aumento na Indústria de Transformação foi puxado por maiores embarques de açúcar, farelos de soja, produtos siderúrgicos, aeronaves e óleos vegetais.

Já na Indústria Extrativa, o destaque foi o minério de ferro, que teve um preço de exportação 75,6% superior em fevereiro, em relação ao preço de fevereiro do ano passado. Houve também aumento de 10,9% no volume embarcado. Assim, a alta das exportações desse produto no mês foi de 95%, em valor. “É uma demanda aquecida, que favorece os embarques da indústria extrativa e os preços dos produtos exportados”, explica o subsecretário de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior, Herlon Brandão.

As vendas da Agropecuária, por outro lado, caíram 10,8%. Quedas assim, tanto em fevereiro quanto no acumulado deste ano, são motivadas por efeitos sazonais, com destaque para a situação da safra agrícola. “As exportações da Agropecuária caíram, principalmente, pela redução de 33,1% na exportação de soja, em fevereiro. Temos uma safra tardia neste ano, o que faz com os embarques aconteçam mais à frente”, comenta Brandão.

Ele prevê maiores volumes de soja embarcados a partir de março, ao contrário de 2020, quando desde janeiro houve embarques mais significativos da oleaginosa. Lembra, também, que houve crescimento das vendas de outros produtos, como milho e algodão bruto, o que reduz os efeitos da queda da soja. “O milho teve aumento de mais de 150% no valor exportado”, frisa o subsecretário.

Importações

Já do lado da importação, houve crescimento das compras da Indústria de Transformação (12,4%), que representa 90% do que o Brasil adquire do exterior, e da Agropecuária (14,9%). Esse aquecimento é influenciado por vários fatores, com destaque para uma demanda maior por importados como eletroeletrônicos, adubos, fertilizantes e produtos farmacêuticos. Também houve importação de energia elétrica, no total de US$ 340 milhões, da Argentina.

Outro fator que influenciou a alta das importações, segundo apurou a Secex, foi a nacionalização de plataformas de petróleo, no valor total de US$ 1,4 bilhão em fevereiro e, aproximadamente, US$ 2,8 bilhões no acumulado do bimestre. “O regime Repetro se encerrou em 31 de dezembro de 2020, dando lugar ao Repetro-Sped. Isso fez com que um grande movimento de nacionalização de equipamentos ocorresse até o fim do ano passado, mas algumas operações ainda foram desembaraçadas neste primeiro bimestre. Então, temos algum efeito das plataformas, distorcendo os dados nesse período”, avalia Brandão.

Recuperação econômica

Ele afirma que o aumento das importações pode estar ligado à recuperação da atividade econômica. “Acredito que esse movimento esteja dentro desse contexto de melhor atividade econômica, mas ainda há muita instabilidade. É difícil saber se isso vai se manter, mas observamos a importação de produtos como insumos eletroeletrônicos, adubos e fertilizantes, que denotam uma necessidade da indústria por insumos para atender a sua demanda”, diz.

Brandão ainda vê incertezas sobre os possíveis impactos de uma nova onda de Covid-19, mas destaca que o comércio, tanto mundial quanto brasileiro, “está em um bom momento” e que o próprio índice de atividade da Organização Mundial do Comércio (OMC) “está em um patamar superior ao pré-Covid”.

A expectativa da Secex para exportações e importações em 2021, portanto, está mantida, com previsão de crescimento de 5% nas duas pontas e com “saldo comercial robusto”. De acordo com Brandão, o comércio exterior brasileiro tem se mostrado muito estável nos últimos anos e foi resiliente no ano passado, principalmente nas exportações.

Essa resiliência, acredita o subsecretário, deve se manter neste ano. “Há uma grande necessidade por bens importados para complementar a produção, principalmente insumos. Por outro lado, a exportação brasileira é muito necessária no mundo – principalmente alimentos – e agora, nesse momento de recuperação da economia mundial, temos o insumo industrial, que é o minério de ferro, que é base de várias cadeias industriais”, justifica.

Fonte: Ministério da Economia

 

02/03/2021 0 Comentários
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Notícias

Boletim oferece informações sobre principais culturas

Por redação 01/03/2021
Escrito por redação

- Boletim oferece informações sobre principais culturas

Os agricultores e agentes do setor poderão acompanhar os estágios de crescimento e desenvolvimento das lavouras do país. Agora, além dos percentuais de plantio e colheita, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) passa a informar a fenologia das plantas. A nova informação estará publicada a partir desta segunda-feira (1º), no boletim do Progresso de Safra, divulgado no site da Conab a partir das 18h.

A iniciativa consolida os dados levantados pela Companhia em todo o país, além de trazer um retrato mais próximo das fases de crescimento e desenvolvimento encontrados nas lavouras das principais culturas cultivadas. Outro objetivo da proposta é ampliar o acesso às informações coletadas no campo, permitindo o aumento da transparência das atividades realizadas, com confiabilidade para o setor.

“Este produto permite uma previsibilidade do andamento da safra, e com isso um planejamento das ações futuras necessárias, tornando-se uma importante ferramenta para auxiliar tanto os atores públicos como privados, seja na formulação das políticas agrícolas e de abastecimento, ou para subsidiar as tomadas de decisão”, destaca o gerente de Acompanhamento de Safras da Conab, Maurício Lopes. “Uma empresa, por exemplo, que negocia grãos em todo o país, poderá fazer o planejamento da comercialização, inclusive logístico, tanto atual como futuro, ao conhecer os percentuais plantados e colhidos e a fenologia das culturas plantadas, a partir das informações publicadas pela Companhia”.

O primeiro levantamento do Progresso de Safra foi publicado em novembro do ano passado. O documento traz o andamento dos cultivos e permite que o setor tenha dados atualizados com agilidade. Atualmente, a publicação traz indicações sobre milho, soja, arroz e algodão. Também serão disponibilizados no site da Conab outros produtos, como feijão e trigo, de acordo com o calendário de plantio destas culturas.

Fonte: Conab
01/03/2021 0 Comentários
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Notícias

Case renova design e interface de minicarregadeiras

Por redação 01/03/2021
Escrito por redação

- Case renova design e interface de minicarregadeiras

Ambiente interno dos equipamentos foi atualizado com elementos que agregam mais qualidade e segurança ao operador

A Case Construction Equipment, marca da CNH Industrial, atualizou o design e a interface das cabines da série B de minicarregadeiras.  Além do visual, a novidade traz melhorias nos quesitos conforto, facilidade de operação e segurança.

Com mais de 100 anos de atuação no Brasil, a marca produz e comercializa seis modelos de minicarregadeiras, sendo quatro delas de levantamento radial (SR150B, SR175B, SR200B e SR250B) e dois de levantamento vertical (SV185B e SV300B). Com potência de 60 hp a 90 hp e carga operacional de 680kg a 1.364kg, todos os modelos contam agora com cabines aprimoradas.

“Sabemos que o conforto e bem estar impactam diretamente na qualidade do trabalho. Por isso, cada detalhe nas cabines da nova série B foi planejado com base na experiência dos operadores para melhor atendê-los com mais qualidade e proteção”, afirma Pablo Sales, especialista em produtos Case.

Ainda mais confortáveis e práticas, os equipamentos passam a contar com design melhorado do duto de ar condicionado, nova localização das portas USB e auxiliar, novos porta-copos, além da inclusão opcional de rádio bluetooth.  As máquinas ganham também mais espaço para posicionamento das pernas graças à redução da base dos joysticks do controle eletro-hidráulico.

Na operação, a novidade fica por conta dos joysticks, agora com design mais ergonômico e os novos interruptores ainda mais fáceis de acionar nos postes esquerdo e direito, todos orientados horizontalmente e reposicionados.

O quesito segurança também foi reforçado. Ajustes foram realizados nos postes esquerdo e direito, tornando-os mais estreitos para aumentar a área envidraçada da cabine. A tela lateral também está com fio superfino, para proporcionar uma visibilidade de 360º, além da exclusiva iluminação lateral da Case.

Fonte: Case
01/03/2021 0 Comentários
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Projeto quer fortalecer imagem do café de Rondônia

Por redação 01/03/2021
Escrito por redação

- Projeto quer fortalecer imagem do café de Rondônia

A proposta inovadora busca fortalecer a cafeicultura em Rondônia e promover uma agricultura sustentável na Amazônia. Por meio do projeto Rede Estadual de Avaliação de Clones de Cafés, que envolve a participação da pesquisa, de instituições governamentais do estado e de produtores, serão avaliados os melhores materiais genéticos disponíveis atualmente nas principais regiões produtoras de café em Rondônia. “É o reconhecimento e a valorização dos produtores que desenvolveram, multiplicaram e difundiram seus próprios clones para alavancar a cafeicultura do estado. Foi uma aposta que deu certo, com ganhos em produtividade e qualidade. O projeto vai agregar valor à esses clones”, destaca o pesquisador da Embrapa Rondônia, Alexsandro Teixeira.

Ao final das avaliações, será elaborada uma ficha técnica para cada clone avaliado, com as informações agronômicas e qualitativas, possibilitando o registro do material genético junto ao Registro Nacional de Cultivares – RNC, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa. As cultivares poderão ser recomendadas para todo o estado, fortalecendo ainda mais a cafeicultura na região.

O projeto foi lançado em fevereiro de 2021, por meio da assinatura de convênio entre o Governo de Rondônia e a Embrapa. Para a execução do projeto, o Conselho de Desenvolvimento do Estado de Rondônia (Conder) aprovou a liberação de 4,2 milhões de reais do Fundo de Desenvolvimento Industrial de Rondônia (Fider), por meio da Superintendência Estadual de Desenvolvimento Econômico e Infraestrutura – Sedi. Equipes da Embrapa Rondônia, Emater-RO, Secretaria de Estado da Agricultura de Rondônia – Seagri, produtores e viveiristas de café estarão unidos nessa ação, que conta também com o apoio da Câmara Setorial do Café de Rondônia e Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia – Idaron.

 

Fonte: Embrapa Café

 

 

01/03/2021 0 Comentários
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Notícias

Paraná entra para a rota nacional de produção de maçãs

Por redação 01/03/2021
Escrito por redação

- Paraná entra para a rota nacional de produção de maçãs

Cultivar desenvolvido no Estado tem baixa necessidade de frio, com maturação precoce e ciclo desde a floração estimado em 123 dias, chegando antes ao mercado

A pesquisa e a tecnologia ajudaram o Paraná a marcar presença, mesmo que ainda de maneira sutil, em um seleto mercado dominado pelos vizinhos do Sul. A idealização do cultivar de maçã Eva, no fim da década de 1970, pela antiga Iapar-PR (atual Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná –IDR-PR), possibilitou ao Estado produzir uma especialidade da fruta que tem baixa necessidade de frio, com maturação precoce e ciclo desde a floração estimado em 123 dias.

As características fazem com que a colheita da Eva comece em dezembro, antes de outras variedades como Gala e Fuji, que dominam as plantações de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Assim, a espécie “paranaense” chega antes ao consumidor, ganhando uma fatia importante do mercado de maçãs. É essa história que vai abrir o mês de março da série “Paraná que alimenta o mundo”, conjunto de reportagens que pretende ressaltar o poderio do Estado no agronegócio.

“Podemos dizer que foi uma maçã desenvolvida no Paraná, que como precisa de poucas horas de frio, pode ser plantada em mais cidades, como na Região Metropolitana de Curitiba”, diz o engenheiro agrônomo da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Paulo Camargo. O Paraná é o terceiro produtor nacional com 3,6% de participação. Em 2019 foram 28,4 mil toneladas e VBP de R$ 69,2 milhões.

Paula Freitas

Um dos beneficiários da técnica é o agricultor Rui Afonso Fleith, de Paula Freitas, no Sul do Paraná. Há duas décadas no ramo, ele colhe cerca de 500 toneladas de frutas por ano. Em torno de 80% da produção, ou 400 toneladas, são da maçã Eva – kiwi e ameixa completam as variedades.

Ele conta que a produção de maçã tem destino certo. A maior parte vai para Fraiburgo, em Santa Catarina. De lá, um distribuidor parceiro encaminha para diferentes pontos do País. Outra fatia, menor, fica na própria região, no comércio de cidades como União da Vitória, Porto Vitória e Paulo Frontin. “Já as frutas machucadas são comercializadas com fábricas que fazem vinagre”, conta Fleith.

“Como nessa região não faz muito frio, a Eva se adaptou perfeitamente por ser menos exigente. Além disso, por colher antes das grandes áreas produtoras, conseguimos um preço um pouco melhor”, afirma o agricultor.

Fleith destaca que a espécie é bastante produtiva, com frutos de excelente aspecto visual, firmes, suculentos, adocicados e com agradável teor de acidez. Há, porém, o que melhorar. Ele explica que a obsessão na fazenda é para que a maçã ganhe mais cor, principal atrativo para clientes de quitandas, supermercados e sacolões. Quanto mais chamativa, mais fregueses. “Buscamos uma mutação para que fique ainda mais colorida”, diz.

Produção

- Paraná entra para a rota nacional de produção de maçãs

Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, o Paraná é o terceiro produtor nacional de maçã com 3,6% de participação no mercado interno. Em 2019 foram 28,4 mil toneladas e Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 69,2 milhões – Rio Grande do Sul (53,7%) e Santa Catarina (41,7%) dominam o mercado.

Quase metade da produção estadual está concentrada na região de Curitiba (49,2%), com destaque para a Lapa, o segundo município produtor do Paraná, com 22,8% das colheitas. Palmas, no Sudoeste, responde por 27,9% da colheita, liderando a atividade que se espalha por 37 municípios de Paraná.

Nas Ceasas do Estado foram comercializadas 46,5 mil toneladas da fruta em 2019, a sétima em volume (8,1%) e a primeira em montante financeiro transacionado, com R$ 194,7 milhões (13%). O preço médio do quilo se estabeleceu em R$ 4,18.

Para 2021, a safra no Paraná deve superar 32 mil toneladas, o que representa uma oferta ajustada ao consumo, por isso o preço melhor para o produtor. Desse total, 14 mil toneladas são da variedade Eva.

Tecnologia

Para conseguir maior faturamento e mais sobras de caixa é necessário elevar a produtividade. Para isso, os produtores estão trabalhando em novas tecnologias como a questão nutricional das plantas, além de não descuidar da poda, prática essencial do cultivo de maçã.

Outro ponto é a aplicação de novos produtos para quebra de dormência da planta e pomares mais adensados, com pés mais altos. Na questão nutricional, a preocupação dos produtores é equilibrar a planta com aplicação de adubo, correções de solo.

Armazenagem

O Paraná conta também com a rede de frio do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná, que mantém um armazém com capacidade para 7,5 mil toneladas em Guarapuava, onde também são feitas as classificações e embalagens das frutas. A iniciativa privada, por sua vez, coloca à disposição dos produtores mais câmaras frias que totalizam um adicional de 3 mil toneladas.

Série 

As maçãs de Paula Freitas fazem parte de uma série de reportagens “Paraná que alimenta o mundo”, desenvolvida pela Agência Estadual de Notícias (AEN) que busca mostrar o potencial do agronegócio paranaense. Os textos serão publicados sempre às segundas e quintas-feiras. A previsão é que o material se estenda durante todo o ano de 2021.

Fonte: Agência de Notícias do Paraná
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Notícias

Custos de produção do trigo têm alta de 21,77%

Por redação 01/03/2021
Escrito por redação

- Custos de produção do trigo têm alta de 21,77%
Projeção da FecoAgro/RS avalia que gasto do produtor será de R$ 3,99 mil por hectare ou R$ 66,62 a saca

A safra de trigo deste ano iniciará com alta de 21,77% nos custos de produção se comparado a 2020. É o que indica o primeiro levantamento dos custos de produção da cultura do trigo para 2021 realizado pela Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS). Na avaliação da entidade, a relação de troca poderia ser melhor se os valores não aumentassem além da inflação.

Segundo a FecoAgro/RS, para cobrir estes gastos, incluindo a aquisição de insumos, manutenção de máquinas e equipamentos, combustíveis, entre outros, serão necessários desembolsar para cada hectare produzido R$ 3.997,10 considerando uma produtividade média de 60 sacas por hectare, ou seja, o custo para a produção de uma saca é de R$ 66,62 a saca de 50 quilos e o produtor precisará colher 52,96 sacas para pagar todos os gastos da lavoura. Na safra anterior o custo era de R$ 3.282,38, representando um custo por saca de R$ 54,71.

Conforme o economista da FecoAgro/RS, Tarcísio Minetto, entre os ítens que compõem os custos básicos e que compõem a lavoura, os insumos e as máquinas são os maiores, além dos aumentos nos combustíveis nas últimas semanas que também deverão impactar. “Apesar dos aumentos de custos a relação de troca melhorou com a elevação do preço dos grãos em geral. Esse cenário se mostra favorável, mas no caso do trigo poderia ser melhor pois os custos se elevaram significativamente sendo repassada também para estes custos a variação cambial”, observa.

Para o presidente da FecoAgro/RS, Paulo Pires, o aumento dos custos preocupa, pois isso diminui o resultado do produtor. O dirigente salienta que, mesmo com o aumento de custos, a Rede Técnica Cooperativa projeta um aumento de 10% na área de trigo no Rio Grande do Sul. Isso faz com que este ano se plante 1,02 milhão de hectares. “Esperamos não ter problema de clima e que possamos ter uma safra recorde de trigo, o que é muito bom para o produtor e para a economia”, destaca.

Fonte: FecoAgro/RS
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Case IH é destaque na abertura da colheita de soja

Por redação 01/03/2021
Escrito por redação

- Case IH é destaque na abertura da colheita de soja

As novas colheitadeiras Axial-Flow Série 250 Automation comandaram a Abertura Oficial da Colheita de Soja no Piauí. O evento ocorreu de 17 a 19 de fevereiro na Fazenda Ribeirão, do grupo RISA S/A, localizada no município de Baixa Grande do Ribeiro. Durante a megaoperação, as máquinas da Case IH, marca da CNH Industrial, colheram cerca de 15 mil toneladas de soja.

Ao todo, 20 colheitadeiras da Case IH participaram da operação, sendo 12 do modelo 9250 da Axial-Flow Série 250 Automation e 8 do modelo 9230 da Série 230. As colheitadeiras, lançadas no ano passado, foram adquiridas pelo grupo no último trimestre de 2020, junto com dez tratores Steiger, 12 plantadeiras Fast Riser e 6 pulverizadores Patriot 350.

“A abertura da colheita da soja é um evento muito representativo para o Estado do Piauí, importante produtor de grãos não apenas da região do MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), mas também de todo o Brasil”, comenta Silvio Campos, diretor de Marketing de Produto da Case IH. “Nós ficamos honrados ao ver nossas máquinas atuando com excelente desempenho em todos os cantos do país, contribuindo para o aumento da produtividade e da rentabilidade do agronegócio nacional”, complementa.

Para o organizador do evento e diretor comercial da RISA S/A, Anderson Gorgen, a Abertura da Colheita da Soja mostra a força do Nordeste no agronegócio brasileiro. “O Piauí é um estado muito forte na produção de grãos e nós sabemos o quanto representamos no agronegócio do Brasil”, afirma Gorgen.

Para trabalhar na Fazenda Ribeirão de 20.456 hectares, Gorgen optou pelas colheitadeiras Axial-Flow Série 250 Automation. “O sistema Automation coloca as colheitadeiras da Case IH em outro patamar tecnológico, pois ela proporciona um grau de autonomia muito grande aos operadores. Ou seja, aumenta a qualidade e performance no campo, uma vez que a interferência nos comandos é mínima e, assim, diminui as chances de erros também. Essa máquina é um passo para o nosso futuro todo automatizado”, analisa.

Com sistema inteligente de regulagem automática, as colheitadeiras Axial-Flow Série 250 AFS Harvest Command Automation têm quatro modos de colheita que proporcionam mais simplicidade na operação e aumentam a produtividade. Com 16 sensores que coletam dados do sistema industrial, o Automation se autorregula e encontra o ponto ótimo de trabalho para cada situação. O sistema de automação real controla automaticamente 9 operações da colheitadeira sem necessidade de intervenções do operador.

Fonte: CNH Industrial
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Notícias

Grão de Ouro amplia atuação com New Holland no Pará

Por redação 01/03/2021
Escrito por redação

- Grão de Ouro amplia atuação com New Holland no Pará

Grupo mineiro que já opera concessionárias da marca no Tocantins e Maranhão inaugura mais duas lojas em Marabá e Redenção

 

O Grupo Grão de Ouro, reconhecido por sua atuação sempre comprometida com a eficiência e inovação na oferta de soluções para os agricultores, inaugura hoje duas novas lojas New Holland Agriculture nas cidades de Marabá e Redenção, ambas no estado do Pará. As novas concessionárias se juntam às outras sete que o grupo mantém (seis no Tocantins e uma no Maranhão), ampliando a expansão da rede nacional da New Holland, marca da CNH Industrial.

Atuando em uma região onde a agropecuária vem crescendo a cada dia, a expectativa com as novas unidades é levar toda a estrutura de pós-venda já implementada nas concessionárias atuais do grupo para o Sul do Pará e ter um time comprometido e capacitado para atender o cliente da melhor maneira possível, conforme explica o sócio-diretor da Grão de Ouro Máquinas, Luciano Navarini. “Vamos atender na região um grande volume de pecuaristas e também produtores de soja que estão investindo na região, inclusive com a compra de áreas e na transformação de pastagens em lavouras”, afirma.

Expansão

As novas lojas no Pará ao todo terão 50 colaboradores, que vão se somar aos outros 120 que já atuam nas demais unidades sediadas em Gurupi, Palmas, Lagoa da Confusão, Alvorada, Guaraí e Araguaína (cidades do Tocantins), além da de Balsas, no Maranhão. Sediado no sul de Minas Gerais, o Grupo Grão de Ouro atua como revendedor New Holland desde 2016.

“Tenho certeza de que a atuação da Grão de Ouro no Pará vai levar para o produtor rural dessas duas cidades o melhor do pós-venda New Holland, não só por este ser um grupo extremamente competente no que faz, mas também por sua solidez nos negócios e constantes investimentos em melhoria, além de uma nova mentalidade nos negócios. Os agricultores da região estarão muito mais próximos da New Holland com essas novas concessionárias, que estão comprometidas em serem mais acessíveis para o cliente. Além disso, terão conceitos modernos de customer experience, levando o nosso portfólio completo de produtos e soluções para a agropecuária paraense”, diz Paulo Máximo, diretor de Desenvolvimento de Rede da New Holland Agriculture para a América do Sul.

Essa confiança no bom trabalho, de acordo com Luciano Navarini, se deve ao fato de o Grão de Ouro possuir em seu DNA valores como respeito, amor, comprometimento e integridade. “Isso somados à visão da empresa, que é ser reconhecida como a melhor empresa do agronegócio pela qualidade, eficiência e inovação, moveram o grupo ao patamar que está hoje”, observa.

Para Paulo Máximo, o desempenho que o Grão de Ouro vem demonstrando nos últimos anos está alinhado com a filosofia da New Holland Agriculture, que é prestar um atendimento ágil e personalizado aos clientes. “Vamos com toda a força prover a melhor solução para o agricultor, do plantio à colheita. Uma concessionária que já vem com o conceito de customer experience, com pós-vendas forte, certamente será muito importante para expandirmos a nossa participação na Região Norte do país”, conclui.

Fonte: Grão de Ouro
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CMN aprova linhas de financiamento para o setor leiteiro

Por redação 01/03/2021
Escrito por redação

- CMN aprova linhas de financiamento para o setor leiteiro

Conselho autorizou o financiamento para beneficiamento ou industrialização do produto e a ampliação de prazo de custeio para o setor

Por solicitação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) o Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou na última semana a contratação, até 30 de junho deste ano, com recursos obrigatórios, de Financiamento para Garantia de Preços ao Produtor (FGPP) para beneficiamento ou industrialização de leite. O limite de crédito é de até R$ 65 milhões, com taxa de juros de 6% ao ano e prazo de reembolso de até 240 dias.

Também foi ampliado de um ano para dois anos o prazo de reembolso para contratação de crédito de custeio pecuário para retenção de matizes bovinas de leite.

Segundo o CMN, as medidas foram adotadas para evitar a descapitalização desse segmento e garantir o abastecimento do mercado. O aumento dos preços dos insumos para ração das vacas leiteiras, como milho e farelo de soja, levou à queda na relação de troca entre esses insumos e o leite. Para 2021, não há expectativa de recuo no preço dos insumos e do custo da alimentação desses animais. Assim, dependendo do comportamento do preço do leite, a rentabilidade do setor pode ser prejudicada, o que pode induzir ao descarte precoce de matrizes leiteiras e, consequentemente, reduzir a oferta interna de leite.

Agricultura Familiar

Outras duas medidas aprovadas na reunião do CMN, também a pedido do Ministério da Agricultura, vão ao encontro dos interesses dos agricultores familiares. A primeira autoriza o financiamento de operações de investimento, na fonte Recursos Obrigatórios, no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), o que pode resultar em até R$ 1,5 bilhão para em recursos novos para essa finalidade.

A segunda medida amplia o prazo de crédito de curto prazo às agroindústrias familiares de um para dois anos, também em operações ao abalado do Pronaf.

Ambas as medidas também tem prazo de contratação até 30 de junho de 2020.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA)
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Preço do leite ao produtor acumula queda de 6,7%

Por redação 01/03/2021
Escrito por redação

- Preço do leite ao produtor acumula queda de 6,7%

O preço do leite no campo caiu pelo segundo mês consecutivo, acumulando queda real de 6,7% no primeiro bimestre. De acordo com pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, o preço do leite captado em janeiro e pago aos produtores em fevereiro recuou 2,2% na “Média Brasil” líquida, chegando a R$ 1,9889/litro. É a primeira vez em seis meses que o preço fica abaixo do patamar de R$ 2,00/l. Ainda assim, o valor é 34,5% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, em termos reais, e representa um novo recorde de preço para o mês de fevereiro (descontando a inflação pelo IPCA de jan/21).

A desvalorização do leite no campo se deve ao enfraquecimento da demanda por lácteos, dado o contexto de diminuição do poder de compra do brasileiro, do fim do auxílio emergencial para muitas famílias, do recente agravamento dos casos de covid-19 e da elevação do desemprego.

Colaboradores consultados pelo Cepea informaram que, diante da instabilidade do consumo, houve um esforço das indústrias em ajustar a produção para manter os estoques controlados, de modo a evitar quedas mais bruscas de preços, tanto para os derivados quanto para o produtor. No entanto, o nível de estoques vem crescendo, e, desde dezembro de 2020, observa-se a intensificação da pressão exercida pelos canais de distribuição junto às indústrias para obter preços mais baixos nas negociações de derivados.

O desempenho ruim das vendas em janeiro influenciou negativamente o pagamento ao produtor pelo leite captado naquele mês. Pesquisas do Cepea, com apoio financeiro da OCB, mostraram que, na média de janeiro, os preços do leite UHT e do queijo muçarela negociados no atacado do estado de São Paulo caíram 6,8% e 8,9%, respectivamente, frente ao mês anterior, enquanto os do leite em pó se mantiveram praticamente estáveis. As cotações de leite spot em Minas Gerais também recuaram, 12,3% na média de janeiro.

Durante fevereiro, os derivados continuaram se desvalorizando, o que reforça a tendência de baixa para o produtor no mês que vem. Até o dia 25, houve queda de 5,4% nos preços do UHT, 8,1% para a muçarela e de 7,2% nos valores do leite em pó em São Paulo. No caso da média mensal do spot, em Minas Gerais, o recuo foi de 0,7% frente a janeiro.

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A pesquisa do Cepea apontou que, em janeiro, a captação das indústrias caiu 4,5% frente ao mês anterior, segundo o Índice de Captação Leiteira (ICAP-L), puxada pela redução média de 6,5% no volume adquirido nos estados do Sul do País. A expectativa de agentes do setor é de que, nos próximos meses, a oferta se reduza ainda mais em decorrência do início da entressafra. Além disso, a produção de leite deve ter impacto negativo diante das menores quantidade e qualidade das silagens neste início de ano, em decorrência de condições climáticas adversas no último trimestre de 2020. Ademais, a valorização considerável e contínua dos grãos (principais componentes dos custos de produção da pecuária leiteira) tem comprometido a margem do produtor, prejudicando o manejo alimentar dos animais e a produção.

Pesquisas do Cepea mostram que, em janeiro, o pecuarista precisou de, em média, 41,2 litros de leite para a aquisição de uma saca de 60 kg de milho, 16,3% a mais que em dezembro/20. Com isso, é importante pontuar que, mesmo diante de preços do leite em patamares considerados altos para o período do ano, a margem do produtor tem caído – o que desestimula o investimento na atividade e pode refletir em dificuldade na retomada da produção no segundo semestre.

 

- Preço do leite ao produtor acumula queda de 6,7%

Gráfico 1. Série de preços médios recebidos pelo produtor (líquido), em valores reais (deflacionados pelo IPCA de janeiro/2021)

 

Fonte: Cepea-Esalq/USP

 

 

01/03/2021 0 Comentários
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