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Notícias

Brasil e Reino Unido criam comitê de agricultura

Por redação 11/02/2021
Escrito por redação

- Brasil e Reino Unido criam comitê de agricultura

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e o secretário de Estado George Eustice, do Departamento do Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais do Reino Unido assinaram nesta quinta-feira o Memorando de Entendimento de criação do Comitê Conjunto de Agricultura (CCA) Brasil Reino Unido. A partir desta assinatura, as autoridades dos dois países desenvolverão esforços para garantir a continuidade de consultas bilaterais sobre questões relacionadas ao comércio de bens agropecuários, e de estabelecer um fórum de debates relativos aos interesses de ambos os países, inclusive potenciais arranjos comerciais para o futuro.

O CCA consistirá de reuniões entre os participantes, que serão realizadas alternativamente em cada país (ou virtualmente, quando necessário) e entre órgãos públicos do Brasil e Reino Unido e instituições pertinentes de sanidade agrícola e saúde animal.

Outros objetivos do CCA abarcam a facilitação de discussões e colaboração sobre questões agropecuária ente os dois países, incluindo-se, mas não limitado aos itens, como o comércio agrícola e de alimentos, e acesso aos mercados; regulamentações e certificações técnicas pertinentes às matérias agrícolas; medidas de segurança alimentar e segurança de alimentos; sustentabilidade de produção agropecuária; pesquisa e inovação na área de agricultura e abastecimento, e normas sanitárias e fitossanitárias internacionais.

No encontro, a ministra convidou os representantes britânicos a conhecer importantes programas existentes no Brasil, como o Programa ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono), o Programa Nacional de Bioinsumos e o Renovabio. Também citou o Código Florestal, destacando as parcerias internacionais e o Cadastro Ambiental Rural (CAR). “Temos muitas coisas para trocar. Temos muito interesse nessa parceria, mas temos que ter o equilíbrio para que possamos caminhar cada vez mais juntos”, disse Tereza Cristina.

Ela também enfatizou que o objetivo do Comitê é desburocratizar e acelerar as interações entre os dois países. “Entendemos que, neste primeiro momento, o Reino Unido seguirá adotando muitos dos parâmetros europeus, inclusive sanitários e fitossanitários. Mas temos a expectativa de que, com o tempo, sem abandonar seus elevados padrões, o Reino Unido, nas suas normativas técnicas, se tornará mais alinhado às regras internacionais, mais próximo de abordagens baseadas na ciência”, destacou a ministra.

Também participou da assinatura do memorando o ministro para o Pacífico e Meio Ambiente do Reino Unido, Zac Goldsmit.

Comércio bilateral

As exportações do agro brasileiro para o Reino Unido cresceram 5% em valor, no comparativo 2019/2020, evoluindo de US$ 1,031 bilhão para US$ 1,087 bilhão.

Os principais produtos do agro exportados em 2020 foram principalmente: soja – US$ 220,9 milhões, aves (frango e peru) – US$ 204,4 milhões, frutas, como melões, uvas, melancias, goiabas e mangas – US$ 138,6 milhões, preparações alimentícias e conservas de origem bovina – US$ 96,1 milhões, café – US$ 96 milhões, açúcar – US$ 57,4 milhões e álcool etílico – US$ 27,4 milhões.

Os principais produtos importados pelo Brasil provenientes do Reino Unido, no ano passado, foram o uísque que alcançou US$ 55,7 milhões, e o gim com US$ 8,7 milhões. Juntas, estas bebidas representaram 60% das exportações do agro britânico para o Brasil, que foram de US$ 107,8 milhões.

De acordo com a explicação do adido agrícola em Londres, Augusto Billi, o ano de 2020 foi bastante atípico, seja pela deflagração da pandemia de Covid-19, que alterou hábitos de consumo e cadeias de suprimentos, seja também pela característica peculiar do Período de Transição do Brexit vivido pelo Reino Unido e encerrado em 31/12/20.

“A economia do Reino Unido sofreu queda brusca nos meses de março e abril, com redução de cerca de 20%, recuperando-se lentamente, mas sem alcançar os níveis anteriores de atividade econômica”, complementa Augusto Billi.

Apesar de todas as dificuldades do ano de 2020, o agronegócio brasileiro conseguiu crescer 5% no mercado britânico. As expectativas de crescimento são favoráveis para 2021.

O Reino Unido importa mais de 50% dos alimentos que consome, e cerca de 70% dos produtos são provenientes da UE. Apesar do Acordo de Comércio e Cooperação celebrado entre Reino Unido e União Européia em dezembro/20, o simples fato da imposição mútua de verificações sanitárias e fitossanitárias nas fronteiras favorece a competitividade dos produtos brasileiros.

“Um fato positivo do pós Brexit que favoreceu o Brasil foi a decisão do Reino Unido de desregulamentar algumas frutas, que deixaram de exigir Certificação Fitossanitária”, salienta Billi.

“Também a criação da Quota Tarifária Autônoma, com tarifa zero para 260 mil toneladas de açúcar bruto de cana, aumenta a expectativa positiva para o setor. Estima-se que o Brasil deve ocupar boa parte desta quota”, conclui.

 

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
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Notícias

Embrapa inaugura centro de pesquisas em Maceió

Por redação 11/02/2021
Escrito por redação

- Embrapa inaugura centro de pesquisas em Maceió

Imagine, numa área de cerca de 16 hectares, 12 km ao  norte da capital alagoana, uma moderna estrutura de pesquisas e desenvolvimento de estratégias para valorização de produtos agroalimentares brasileiros, estreitando a conexão de produtores com os consumidores.

Um espaço multi-utilitário aonde serão instalados laboratórios, cozinhas experimentação e outros equipamentos de suporte ao estudo de alimentos do Brasil. Um local que ofereça ainda capacitações, atividades de transferência, difusão e comunicação de tecnologias, oportunidades para estágios e outras modalidades de aprendizado, para que se possa identificar e promover ingredientes e produtos agroalimentares brasileiros.

Pesquisas que buscam a proteção da biodiversidade pelo uso. E ainda um espaço onde possam ser desenvolvidos processos de educação e aprendizado sobre segurança alimentar e dietas saudáveis, sempre promovendo alimentos nutritivos e acessíveis para todos. E ainda um espaço privilegiado para potencializar a gastronomia, valorizada pela adoção de alimentos territoriais da vasta tradição culinária brasileira.

“Nosso esforço inicial é para que possamos trabalhar em estreita sinergia com outras instituições públicas e privadas, tanto em âmbito regional, quanto no nacional e no global, reforçando ações de parceria e cooperação para que os desafios atuais sejam superados, e para que se possa apoiar políticas públicas para dinamizar o sistema de inovação vinculado a essa temática”, diz, João Flávio Veloso, chefe-geral da Embrapa Alimentos e Territórios.

- Embrapa inaugura centro de pesquisas em Maceió

À frente desta iniciativa desde 2016, Veloso comemorou a execução orçamentária de 99,96% de recursos na ordem de R$ 4.552.720,00 recebidos em 2020 por meio de Emenda Parlamentar da Bancada de Alagoas, para instalação desse novo espaço, que começa a se materializar no litoral norte Maceió.

O pesquisador Ricardo Elesbão, que desenhou com Veloso a proposta de criação dessa nova unidade da estatal, ressalta que a Embrapa Alimentos e Territórios possui uma atuação nacional com recortes territoriais para inserção das prospecções, desenvolvimento das ações e de entregas tecnológicas bem focadas em demandas dos diversos setores-usuários, mas com especial foco nos consumidores finais das cadeias agroalimentares. “Não descartaremos também oportunidades de trabalho com outras cadeias periféricas de importância regional, que poderão ser beneficiadas por uma ampla rede de pesquisas que estamos construindo agora”, afirma.

Chefe adjunto responsável pela coordenação de pesquisa, desenvolvimento e inovação, Elesbão afirma que há um grande leque para a contratualização institucional de parcerias do tipo público-privadas. Ele destaca que a Lei de Inovação vigente no país será um instrumento potente no avanço dessas parcerias.

Parceria, aliás, é uma das palavras-chave que norteiam o trabalho da Embrapa Alimentos e Territórios. Assim, apesar de muito recente, o centro de pesquisas já conta  com parceiros importantes, como o Sebrae, que ofereceu apoio institucional desde o início da implantação da nova unidade em Alagoas. “Mas temos recebido incentivo e apoio de Secretaria de Agricultura de Alagoas, da Emater, de várias prefeituras municipais da região, da FAO,  da Superintendência Federal do Ministério da Agricultura em Alagoas, do IPHAN, do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade, das Universidades Estadual e Federal de Alagoas e de organismos não-governamentais como AAGRA, COOPCAM, Asprobroas, AMAQUI e outros”, ressalta João Flávio.

“Estas parcerias se consolidam em projetos, eventos, ou outras formas de cooperação para ampliar os impactos positivos gerados. Dentre estas parcerias em projetos, está o mapeamento de produtos agroalimentares diferenciados (PAD’s) nos estados de Alagoas, Sergipe e Pernambuco, realizado em parceria com o Sebrae e que visa identificar estes produtos, e aproximá-los dos consumidores. Também merecem destaque as atividades para viabilizar a produção de hortaliças no entorno do Canal do Sertão em parceria com a Embrapa Hortaliças.

Ainda em 2020 foi iniciada cooperação com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para apoiar ações de fortalecimento do turismo de experiência em Alagoas, com enfoque na valorização de produtos agroalimentares produzidos localmente. “Alagoas possui turismo vibrante, que demanda grande quantidade de alimentos de qualidade, diversidade e tipicidade. Essa região deverá ser muito beneficiada com o fortalecimento da presença da Embrapa e de seus parceiros”, diz Elesbão.

Os gestores da Embrapa argumentam também que algumas das diversas cadeias produtivas da agropecuária local têm elevado potencial de crescimento, tais como as da fruticultura, lácteos e horticultura, e estão estrategicamente localizadas próximas aos centros consumidores de grandes cidades, de importantes regiões turísticas e também de portos para exportação.

É sob esse prisma que o hub nucleado pela Embrapa Alimentos e Territórios pretende aprimorar modelos da, assim chamada, “interação construtiva” entre agricultores, distribuidores e consumidores de alimentos, para minimizar os desperdícios e maximizar a eficácia das redes agroalimentares.

João Flávio lembra que para dar continuidade à estruturação do centro de pesquisa da Embrapa em Alagoas, ainda serão necessárias outras emendas nas PLOA 2021 e 2022, sendo o valor de R$15,5 milhões para 2021 (Obras e serviços) e R$20 milhões para 2022 (mobiliário, equipamentos laboratoriais e de campo). “Assim, esperamos que, ao final de 2022, deveremos ter finalizado a construção da sede definitiva da Embrapa Alimentos e Territórios, já com os laboratórios equipados e com toda a equipe presente.

“Em 20202, mesmo com um time de servidores bem enxuto, responsável por essas entregas, conseguimos executar praticamente 100% do montante recebido e estamos muito animados para continuar essa tarefa agora em 2021”, comemora Flávio Marcus Falcão, chefe adjunto de Administração da Embrapa Alimentos e Territórios.

Já com relação aos investimentos, a Embrapa Alimentos e Territórios adquiriu novos computadores e periféricos, veículos, móveis e utensílios, máquinas e equipamentos e ainda em obras e serviços engenharia. Aqui o investimento executado alcançou R$ 3.093.928,38. “Para ilustrar um pouco a importância disso, nossos pesquisadores e pessoal de apoio já está utilizando os veículos adquiridos em viagens para as zonas rurais e para serviços urbanos também”, diz Falcão.

“Com os recursos da Emenda é que pudemos, efetivamente, dar início às providências iniciais”, afirma Flávio. Nas últimas semanas foram contratados serviços de segurança e de proteção da área. Ele diz que os parlamentares certamente vão confirmar a percepção, no médio prazo e ao final da construção do centro de pesquisas, de que esse tipo de investimento em Ciência e Tecnologia se paga a cada centavo, e oferece um retorno importante para a sociedade alagoana.

Fonte: Embrapa
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Notícias

Produção deve chegar a 268,3 mi de toneladas

Por redação 11/02/2021
Escrito por redação

- Produção deve chegar a 268,3 mi de toneladas

O 5º Levantamento da Safra de Grãos 2020/21, divulgado hoje pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta um crescimento na produção total esperada, devendo alcançar 268,3 milhões de toneladas, ou 4,4% (11,4 milhões de toneladas) superior ao obtido em 2019/20.

Em comparação com o levantamento anterior, o estudo indica que houve um ganho de 3,5 milhões de toneladas, o que é sustentado pelo crescimento de 4,4% na área de plantio do milho segunda safra. Essa cultura ainda está em semeadura. Com relação à área total plantada, estimada em 67,7 milhões de hectares, representa um crescimento de 2,7% em relação à safra anterior.

Realizada na última semana de janeiro, a pesquisa mostra que neste momento está em andamento a colheita das lavouras de primeira safra. Este é um período em que a maioria dessas áreas serão utilizadas para o posterior plantio das culturas de segunda e terceira safras.

Com relação ao milho primeira safra, houve uma redução de 0,8% na área cultivada. A produção esperada é de 23,6 milhões de toneladas. Somando-se a segunda e a terceira safras, a produção total poderá atingir 105,5 milhões de toneladas, 2,9% superior à obtida em 2019/20. A soja vem mantendo a tendência de crescimento na área cultivada. Nesta safra a estimativa aponta para uma área de 38,3 milhões de hectares, crescimento de 3,6% em relação ao ciclo passado e uma produção de 133,8 milhões de toneladas.

O feijão mostra um crescimento na primeira safra de 0,6% na área e produção estimada em 1 milhão de toneladas. Quando somadas as três safras, este número de produção passa para 3,2 milhões de toneladas. Enquanto isso, a safra de arroz deverá sofrer uma redução de 2,3% na área cultivada, totalizando 1,7 milhão de hectares e 10,9 milhões de toneladas na produção.

Finalmente, com relação às demais culturas, o algodão mostra uma concentração do plantio em janeiro, e previsão de queda de 13,1% na área e 16% na produção. O amendoim primeira safra terá crescimento de 3% na área e 560,5 mil toneladas de produção estimada. Já o trigo tem o seu início de plantio a partir de março, com perspectivas de crescimento de 2,1% na área semeada e 6,4 milhões de toneladas de produção.

Mercado de Grãos

Em relação ao milho, o cereal finalizou o ano-safra em janeiro de 2021 com exportações em 34,8 milhões de toneladas, o que representa redução de 14,9% em relação ao último ano, mantida a previsão de exportações em 35 milhões de toneladas até o final de janeiro de 2022. No mês atual, os embarques alcançaram 2,5 milhões de toneladas, 22% a mais que no mesmo período do ano passado. Já a soja tem venda estimada para o mercado externo de 85,6 milhões de toneladas para este ano.

Em janeiro, o ritmo de exportações foi lento devido à pouca quantidade de safra colhida da cultura, mas caso se confirme a expectativa para o ano, o volume será recorde da série histórica, com aumento de 3,12%. Para o algodão, as exportações continuaram em ritmo acelerado se comparado com a média histórica em janeiro, porém com queda de 11,34% em relação a jan/2020. No caso do arroz, o destaque segue para as importações, que fecharam o primeiro mês do ano em 131,1 mil toneladas, contra 59,6 mil toneladas observadas no mesmo período em 2019.

Fonte: Conab
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Notícias

PIB do agro cresce 19,66% de janeiro a novembro de 2020

Por redação 11/02/2021
Escrito por redação

- PIB do agro cresce 19,66% de janeiro a novembro de 2020

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio cresceu 2,37% em novembro e chegou a uma alta acumulada de 19,66% em 11 meses (janeiro a novembro) em 2020, em relação ao mesmo período de 2019, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Com este resultado no ano, aumentam as perspectivas de um resultado recorde para 2020. “O PIB do agronegócio cresceu lentamente em abril e em maio, devido aos impactos negativos da pandemia sobre diferentes atividades do setor. Mas, com a forte aceleração verificada desde junho, a perspectiva de um crescimento recorde anual em 2020 vai se concretizando”, destaca o Comunicado Técnico.

O melhor desempenho de janeiro a novembro do ano passado foi para o setor primário, que teve expansão de 47,5%. Mas todos os segmentos tiveram alta no acumulado de 11 meses. O setor de serviços cresceu 17,06%, enquanto agroindústria e insumos tiveram elevações de 5,58% e 3,36%, respectivamente.

“É importante lembrar que a evolução do PIB do agronegócio reflete a evolução da renda real do setor, logo, sendo consideradas variações tanto de volume quanto de preços reais”, explicam CNA e Cepea no Comunicado. Tanto os ramos agrícola e pecuário tiveram expansão de janeiro a novembro do ano passado.

Agricultura

O ramo agrícola cresceu 18,16%, reflexo do aumento de produção e alta de preços. “O importante crescimento do PIB reflete os preços maiores na comparação com o mesmo período de 2019 e a maior produção anual, com uma safra recorde de grãos e crescimentos também para o café, a cana-de-açúcar e o cacau”, explica o Comunicado.

Apesar do bom desempenho, CNA e Cepea ressaltam que o resultado do ano passado representa, em parte, uma recuperação de renda em relação ao período de 2017 a 2019, período em que, mesmo com aumento de produção, houve movimento desfavorável de preços.

Outro ponto a ser destacado foi a comercialização antecipada, o que fez com que a maior parte dos produtores não se beneficiasse da elevação de preços de 2020. Há, ainda, a alta dos custos de produção, que reduziu a margem dos produtores no ano passado.

Pecuária

No acumulado de janeiro a novembro, o ramo pecuário cresceu 23,08%, com alta para os agrosserviços (25,11%), atividade primária (24,85%), agroindústria (19,91%) e insumos (6,21%). O resultado é justificado pela elevação de preços das proteínas animais em relação a 2019, além da expansão da produção e abate de aves e suínos e da produção de ovos e leite.

“Mas, apesar dos preços maiores, o forte aumento nos custos de produção tem afetado negativamente as margens dentro da porteira e na agroindústria. Além dos insumos de alimentação, que estão expressivamente encarecidos já que os grãos operam em patamares recordes, no caso da pecuária de corte, devem-se destacar também as fortes elevações do bezerro e do boi magro”, diz o Comunicado Técnico.

Novembro

O PIB mensal do agronegócio geral cresceu 2,37% em novembro passado, com expansão para os segmentos primário (5,29%), agroindustrial (0,91%) e de agrosserviços (1,88%), e resultado estável para o segmento de insumos (0,09%), na comparação com novembro de 2019.PIB do agronegócio cresce 19,66% de janeiro a novembro de 2020.

 

Fonte: Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
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Notícias

Governo lança programa de regularização fundiária

Por redação 11/02/2021
Escrito por redação

- Governo lança programa de regularização fundiária 

Aplicativo desenvolvido pelo Serpro para o Incra vai trazer mais praticidade ao processo de titulação de áreas rurais da União

Os municípios onde existem terras rurais da União aptas a regularização fundiária ou assentamentos da reforma agrária já podem acessar a página do Programa Titula Brasil e preencher o formulário de adesão ao programa, lançado oficialmente na quarta-feira pela ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina.

Na página, as prefeituras vão encontrar as orientações para a elaboração do plano de trabalho e posterior assinatura do Acordo de Cooperação Técnica com o Incra, visando efetivar as atividades previstas na Lei 11.952 de 2009, que disciplina a regularização fundiária em terras rurais da União.

Criado pela Portaria Conjunta nº 1 de dezembro de 2020, da Secretaria Especial de Assuntos Fundiários (Seaf) e Incra, o Programa tem por objetivo fomentar parcerias entre o instituto e municípios, conforme determina o artigo 32 da Lei 11.952 de 2009.

Juntamente com a página do Programa, foi lançado o aplicativo Titula Brasil, primeiro produto criado pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) para atender as demandas do Incra no contrato de desenvolvimento de serviços e sistemas, assinado em dezembro passado. O objetivo do contrato é automatizar e desburocratizar o processo de regularização com segurança por meio de soluções tecnológicas.

Na cerimônia de lançamento do Programa e do aplicativo, a ministra Tereza Cristina disse que o Titula Brasil vai melhorar a qualidade de vida de muitos brasileiros que precisam desse título. “Isso vai trazer dignidade, renda e benefícios, não só para aquela pessoa, mas para toda a região. Quando vamos entregar títulos com o presidente Jair Bolsonaro em alguns lugares, a gente vê a emoção dessas pessoas quando pegam seu título na mão. Muitos falam: ‘é a nossa alforria’”, disse a ministra.

O secretário Especial de Assuntos Fundiários do Mapa, Nabhan Garcia, enviou um vídeo comemorando o lançamento do Programa. Segundo ele, o programa vai beneficiar milhares de famílias que ajudaram a colonizar o Brasil e até hoje não têm seu titulo de propriedade. “Estamos dando um grande passo para levar mais cidadania, dignidade, segurança jurídica, segurança social e segurança econômica ao campo”, destacou Nabhan.

O presidente do Incra, Geraldo Melo Filho, destacou que o objetivo do Programa é ampliar o alcance dos serviços do Incra e agilizar os processos de regularização fundiária por meio de acordos de cooperação técnica com prefeituras municipais. “Não se trata de o Incra abrir mão do controle dos processos em si. O Incra segue fazendo o seu papel da análise, da instrução e das decisões dos processos de regularização fundiária mas, em parceria com as prefeituras que assim desejarem, que poderão atuar em conjunto com o Incra”, explicou

O presidente do Serpro, Gileno Barreto, enfatizou que a transformação digital é mudar a vida das pessoas, em especial as que estão no campo. “O Titula Brasil é um grande avanço para melhorar a vida das pessoas. Ele vai melhorar os processos e os procedimentos do Incra para que ele possa prestar um melhor serviço aos cidadãos brasileiros”.

Aplicativo

Com App Titula Brasil, o trabalho em campo dos colaboradores do Incra e das Prefeituras se torna muito mais prático e efetivo e os ocupantes de áreas públicas federais não regularizadas poderão ser atendidos com qualidade, segurança e comodidade.

Ao visitarem as áreas rurais da União, os vistoriadores poderão realizar o levantamento da situação da ocupação por meio do aplicativo, mesmo sem internet, além de coletar informações e documentos necessários à instrução do processo de regularização e titulação.

Pelo App Titula Brasil, o colaborador recebe do Incra o plano de vistoria do imóvel, podendo conferir todos os dados georreferenciados de limites dos imóveis rurais no próprio local para validação, regularização e disponibilização posterior do documento de titulação.

O formulário com o parecer técnico e todas as informações da área rural, inclusive fotos e vídeos, pode ser enviado ao coordenador do plano de trabalho pelo sistema web e aos colaboradores que também tenham o aplicativo.

A solução está disponível por sistema via web para otimizar o trabalho dos colaboradores autorizados a atuarem em campo. A tecnologia garante mais agilidade, praticidade e segurança na expedição de títulos para produtores rurais.

Adesão

Para aderir ao Programa, a prefeitura terá que preencher o formulário na página do Incra. Os técnicos vão informar sobre os assentamentos e terras da União aptas a regularização para fundamentar o Plano de Trabalho do município. Somente após aprovação do Plano é que será assinado o Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre as partes.

Após a assinatura do ACT será criado o Núcleo Municipal de Regularização Fundiária (NMRF), formado por representantes do Incra e dos municípios. Antes de iniciar a coleta de informações, os integrantes do NMFR serão treinados e capacitados pelo Incra.

Fonte:Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

 

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Aprosoja BR leva pautas dos produtores à FPA

Por redação 11/02/2021
Escrito por redação

- Aprosoja BR leva pautas dos produtores à FPA

Uma comitiva da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) se reuniu com o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Sérgio Souza (MDB/PR) e pediu apoio dos deputados e senadores da bancada de apoio ao agro para a aprovação de pautas importantes para o setor. O encontro ocorreu na última quarta-feira.

O grupo levou a Sérgio Souza a importância da aprovação de algumas propostas em tramitação no Congresso Nacional, entre eles o Projeto de Lei 6299/2002, que atualiza o registro dos Defensivos Agrícolas, o PL 2633/2020, da Regularização Fundiária, e o PL 3729/2019, do Licenciamento Ambiental.

O presidente da Aprosoja Brasil, Bartolomeu Braz, falou também ao presidente da FPA sobre outros temas que afetam a produção, como a tentativa de instituição da Moratória da Soja por parte de ongs e tradings.

“Levamos ao presidente da FPA a preocupação dos produtores em relação a esses projetos e temas de interesse de todo o país. O deputado Sérgio Souza recebeu as demandas dos produtores e se comprometeu a discutir as pautas levadas pela Aprosoja Brasil com os deputados federais e senadores membros da FPA”, destacou Bartolomeu.

Também participaram do encontro o ex-presidente da Aprosoja Brasil e diretor da Abramilho, Glauber Silveira, o diretor executivo da entidade, Fabrício Rosa, a gerente de Relações Institucionais, Renata Caixeta, e o assessor parlamentar Luciano Carvalho.

Fonte: Aprosoja BR
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Dez de fevereiro é comemorado o Dia Mundial dos Pulses

Por redação 10/02/2021
Escrito por redação

- Dez de fevereiro é comemorado o Dia Mundial dos Pulses

Os pulses representam um conjunto de leguminosas de grãos secos, que possuem grande importância na alimentação humana ao redor do planeta. Elas incluem diversas espécies vegetais, como o feijão-comum (Phaseolus vulgaris), o feijão-caupi (Vigna unguiculata), a ervilha (Pisum sativum), a lentilha (Lens culinaris) e o grão de bico (Cicer arietinum), dentre outras.

Considerando os feijões, o Brasil é um dos maiores produtores mundiais. Em 2019, o Brasil tem produzido anualmente 3 milhões de toneladas de feijões (comum e caupi), a partir de 2,6 milhões de hectares, com uma produtividade média de 1.113 kg/ha.

A Embrapa possui equipes distribuídas pelo Brasil, desenvolvendo soluções para a produção e o aproveitamento sustentáveis desses grãos. As pesquisas com feijão-comum são lideradas pela Embrapa Arroz e Feijão (Santo Antônio de Goiás, GO). Já os trabalhos com feijão-caupi são coordenados pela Embrapa Meio-Norte (Teresina, PI). Por sua vez, as pesquisas com ervilha, lentilha e grão de bico são lideradas pela Embrapa Hortaliças (Brasília, DF).

Em todos os casos, equipes de diversas outras Unidades Descentralizadas da Embrapa participam dos projetos, contribuindo para o desenvolvimento de soluções tecnológicas para o fortalecimento das diferentes cadeias produtivas de pulses no Brasil.

No feijão-comum, as ações de PD&I estão concentradas em 3 eixos principais: (a) bioinsumos, (b) sustentabilidade dos sistemas de produção e (c) cultivares melhoradas. Os bioinsumos são fundamentais no manejo integrado de insetos pragas e doenças, incluindo o controle biológico destas, e a fixação biológica do nitrogênio. A sustentabilidade dos sistemas produtivos é almejada a partir de um conjunto de ações sistêmicas, dentro das quais destaca-se as aplicações de genômica (marcadores moleculares, transgenia e edição gênica) e de fisiologia vegetal para identificar características para tolerância a seca, qualidade de grãos e resistência a doenças e pragas. No desenvolvimento de cultivares, o foco principal é na qualidade de grãos e características agronômicas superiores (carioca e preto que são a maior parte da produção), além de também contemplar nichos de mercado (grãos especiais: branco, rajado, calima, cranberry, dark red kidney mulatinho etc.) que podem crescer nos próximos anos.

Algumas soluções de destaque: 1.) Cultivares – clássicas: Pérola, BRS Estilo; mais recentes: BRS FC402 (carioca), BRS FC104 (carioca superprecoce), BRS FP403 (preto), BRS FS305 (calima), BRS FC401 RMD (carioca), BRS FC409 (carioca biofortificado); 2.) Aplicativos – Doutor Feijão, Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), 3.) Produção integrada (curso de formação de responsáveis técnicos e auditores, cobrindo todas as pulses).

Muitas outras novidades tecnológicas continuarão chegando nos próximos anos, aumentando a eficiência produtiva e a sustentabilidade; e proporcionando a produção e oferta de alimentos saudáveis e nutritivos. As parcerias com agentes da cadeia produtiva tem sido fundamentais para que as novas soluções cheguem até produtores, indústrias e consumidores, transformando esta cadeia produtiva em todo o território nacional.

O conjunto destes trabalhos contribui para que o agronegócio brasileiro consiga produzir e ofertar, cada vez mais, alimentos proteicos de origem vegetal para atender a demanda interna e acessar o mercado internacional.

 

Fonte: Embrapa
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Adjuvante específico para fungicida é lançado pela DV Agro

Por redação 10/02/2021
Escrito por redação

- Adjuvante específico para fungicida é lançado pela DV Agro

A DVA Agro acaba de lançar no Brasil o Facility, um adjuvante único e específico para aplicação de fungicidas protetores como o Mancozeb, Clorotalonil e derivados de Cobre. A empresa traz ao País um conceito semelhante aos usados nos Estados Unidos, onde eles desenvolvem um adjuvante para cada tipo de aplicação. “Aqui culturalmente os produtores estão mais acostumados a utilizar produtos com menor preço e para qualquer tipo de aplicação. Mas, as tecnologias e o alto investimento em P&D tem contribuído para mostrarmos aos produtores novas ferramentas mais assertivas”, destaca Bruno Francischelli, coordenador de marketing.

A novidade vem ao encontro do crescimento constante da adoção dos fungicidas protetores por parte dos produtores, principalmente porque estão trabalhando mais os manejos de resistência. O profissional esclarece que dentro do custo de aplicação do produtor, o adjuvante é a parte pequena. “Então, muitos não se preocupam tanto se é o produto certo, se traz benefícios reais ou não. Nosso caminho é justamente o contrário. O custo do adjuvante é mais barato, mas o do defensivo é alto. Se eu melhoro a aplicação, tenho mais resultados e melhor aproveitamento do agroquímico. Um adjuvante bem posicionado não entrega resultado, ele faz com que o defensivo para qual foi desenvolvido entregue mais”, explica Francischelli.

Proteção prolongada

Quando se fala em fungicida protetor, o nome já diz, ele é protetor, então quanto mais tempo na lavoura ele ficar, maior o efeito residual e a proteção é prolongada. O Facility, conforme conta Natália Gonçalves, líder global de adjuvantes na DVA Group, tem um efeito cola na folha da planta, além de formar gotas pequenas no momento da pulverização.

“Para um fungicida protetor o ideal é que se formem muitas gotas durante a pulverização e que elas se espalhem e recubra toda a folha. Facility promove a formação de gotinhas pequenas e densas, o que garante um recobrimento pela calda de toda a área de aplicação, inclusive no baixeiro onde ocorre maior incidência da doença. Além disso, a quebra de tensão superficial da calda deve ser controlada a um nível ótimo de aplicação para garantir um espalhamento local apenas, isso para que os esporos dos fungos não tenham facilidade em difundir-se e proliferar”, detalha a profissional.

Quando mal utilizado ou mal escolhido, um adjuvante pode prejudicar a lavoura. Natália conta que neste tipo de aplicação, uma gota grande que se espalha por toda a folha pode até mesmo ser prejudicial para o controle, uma vez que a gota irá espalhar o fungicida, mas também pode espalhar a doença em questão.

Com esse modo de ação específico, inclusive para o Mancozebe, o Facility, em pesquisas de campo da empresa realizadas no Brasil, Paraguai e Argentina, alcançou incremento de mais 10% na produtividade na soja quando comparado a testemunha e adjuvantes comuns de mercado.

Efeito filme sem entupimento

O Facility é recomendado para multiculturas e, segundo a empresa, se mostrou muito eficaz para aquelas com muitas folhagens, como a soja, por exemplo. “Quando aplicamos o fungicida na oleaginosa, ela está totalmente fechada e o fungo se dá principalmente na parte de baixo onde a umidade é maior.  Fazer com que a gota atinja essa parte de baixo é mais difícil, então vem o nosso adjuvante e muda a reologia da calda de pulverização e promove a queda de gotas mais finas, densas e com sistema antideriva”, diz Natália.

Além disso, o produto é formador de um filme. “Ele tem um sistema de cola que funciona somente quando a calda de pulverização seca sobre as folhas, formando um filme polimérico sobre elas. Esse filme é o que mantém o fungicida protetor por mais tempo na cultura e evita também a lavagem por chuva”, cita Natália.

Mas, como o Facility cola na folha e não no sistema de pulverização, o que acarretaria entupimento de bicos e filtros? A profissional afirma que isso não acontece porque o sistema desse adjuvante é controlado para que a polimerização ocorra somente quando a água da aplicação é evaporada. “Quando em água, ou seja, durante a pulverização da calda, o Facility contém monômeros em solução que tendem a envolver e proteger o fungicida da interação com os bicos, filtros e outros químicos da calda”, relata.

Assim, ele permite a compatibilidade da mistura e a limpeza das máquinas durante a aplicação. “A reação entre os monômeros para a formação do polímero ocorre somente quando a água é evaporada, ou seja, após a gota atingir a folha. Então, a formação do filme e sistema de cola só ocorre quando a calda de pulverização atinge o alvo”, aponta.

Fonte: DV Agro
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Notícias

Máquinas da Case serão usadas para infraestrutura em Roraima

Por redação 10/02/2021
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- Máquinas da Case serão usadas para infraestrutura em Roraima

Negociação realizada pela concessionária IBL Máquinas conclui a venda de 15 máquinas de construção da marca

A Case Construction Equipment, marca da CNH Industrial, por meio de sua concessionária IBL Máquinas que atua em grande parte da região norte do Brasil, concluiu este ano a entrega de 15 máquinas de construção que atuarão na infraestrutura do estado de Roraima.

A aquisição foi realizada pela empresa DR7 Serviços de Obras de Alvenaria Ltda, com objetivo aumentar sua frota de equipamentos para atuação em obras de construção e infraestrutura na Região Norte do Brasil. Entre os modelos estão cinco Motoniveladoras 885B, cinco retroescavadeiras 580N, duas pás carregadeiras 621E, uma motoniveladora 865B, uma minicarregadeira SR200 e uma minicarregadeira SR250.

“Estes equipamentos são reconhecidos no mercado nacional e mundial por sua elevada tecnologia embarcada que proporciona a combinação entre força, robustez, alta performance e maior disponibilidade mecânica. Estes atributos são de estrema importância para atender às necessidades dos clientes nas mais variadas obras, seja na construção, infraestrutura urbana e até mesmo em aplicações voltadas ao agronegócio da região”, afirma Pedro Silva, supervisor regional de vendas Case.

Segundo Roberto Oliva, diretor executivo da concessionária IBL Máquinas, a tradição e qualidade dos equipamentos da marca foram critérios importantes no processo de comercialização que contou também com a intermediação financeira do Banco CNH Industrial.

“Além da excelência dos produtos Case, fazemos questão de manter o contato direto com nossos clientes, entender suas demandas e apresentar as soluções que melhor se adequem a cada necessidade e isso fez toda a diferença neste caso”, conclui Oliva.

Com unidades em Manaus (AM), Boa Vista (RR), Rio Branco (AC), Campo Grande (MS), Várzea Grande (MT) e Ariquemes (RO) a IBL Máquinas estruturou suas unidades para garantir o suporte necessário com amplo portifólio de peças e serviços pós-venda voltados a toda a linha de equipamentos Case.

Fonte: Case Construction Equipment
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Notícias

Consórcio Magalu vai financiar máquinas agrícolas

Por redação 10/02/2021
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- Consórcio Magalu vai financiar máquinas agrícolas

Uma das maiores redes varejistas do País, o Magazine Luiza, anunciou sua entrada no financiamento de máquinas agrícolas, por meio do consórcio Magalu. A empresa já atuava no segmento de forma indireta, através de grupos de veículos, que eram usados, muitas vezes, com esse propósito.

Atenta aos resultados recordes do agronegócio brasileiro, a varejista decidiu intensificar essa participação com produtos específicos para atender ao produtor rural. O consórcio Magalu concorre diretamente com linhas de crédito tradicionais, como o Moderfrota, do BNDES, que têm se esgotado rapidamente no mercado financeiro.

O gerente executivo Comercial do Consórcio Magalu, Edvaldo Ferraro, destaca o aumento da demanda por crédito no segmento agrícola como um dos principais fatores para a aposta da empresa.

“Nós já atuávamos no segmento de maneira isolada. O cliente tinha como opção o consórcio de veículos. Percebendo o grande aumento da demanda, o crescimento do setor e tendo vários gestores de negócios, resolvemos ampliar nosso portfólio. Criamos grupos específicos para esse segmento, aumentando a faixa de crédito e tendo visibilidade maior para tingir todo setor de agro, para que os clientes pudessem comprar maquinários agrícolas”, explica. O Magazine Luiza conta com uma estrutura com 615 gestores na área de consórcio, em mais de 1,2 mil pontos, muitos em cidades movimentadas pelo agronegócio.

“Nossa expectativa agora é crescer no segmento, levando ao nosso cliente um produto de qualidade, com taxa de administração atrativa, que de maneira direta ou indireta vai acabar refletindo no preço final. Estamos contribuindo com a cadeira e com o produtor agrícola para ampliar e investir mais em seu negócio”, assinala Ferraro.

No segundo semestre de 2020, o consórcio decidiu elevar a faixa de crédito para R$ 120 mil a R$ 300 mil por cota, contemplando mais facilmente os valores das máquinas agrícolas, já que cada produtor pode comprar até três cotas, somando R$ 900 mil se contemplado em todas.

Um dos principais atrativos do consórcio é a taxa de juros. No Moderfrota, linha mais tradicional de financiamento de máquinas, os juros são de 7,5% ao ano, e no Pronaf, que atende pequenos e médios agricultores, eles são de 4,5%. No caso dos consórcios, a taxa média de administração é de 14% ao longo do contrato, segundo a Abac. Para uma cota de R$ 207 mil com pagamento de 115 meses, por exemplo, a taxa média é de 0,12% ao mês e 1,44% ao ano. No Consórcio Magalu, a taxa de administração é de 16%, em média.

Se preferir ouça nosso Podcast:

Máquinas & Inovações Agri · #004 – Edvaldo Ferraro comenta entrada da varejista no segmento de máquinas agrícolas
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