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Notícias

Livro sobre juventude no Semiárido é lançado pela Embrapa

Por redação 21/01/2021
Escrito por redação

 - Livro sobre juventude no Semiárido é lançado pela Embrapa

A publicação reuniu um conjunto de instituições parceiras e é resultado do Projeto Pedagroeco, executado entre os anos de 2017 a 2019

“Os jovens do campo querem ser valorizados, acessar internet e mídias digitais, participarem de formações para a agricultura, precisamos de projetos que gerem renda e educação, queremos permanecer no campo”, destaca o jovem Luiz César da Silva, 19 anos, morador da Comunidade Sítio Pedra Miúda, em Mata Grande, Alagoas.

César é um dos milhares de jovens que driblam as dificuldades para permanecerem no campo pelo desejo de seguir o caminho dos pais: trabalhar na agricultura. Dados do Censo Agropecuário de 2017 apontam o envelhecimento dos trabalhadores rurais sem reposição nas camadas etárias mais baixas como um dos principais obstáculos ao crescimento da agricultura familiar no Brasil.

E César também é um dos 150 jovens que participaram do Projeto Pedagroeco – Metodologia de produção pedagógica de materiais multimídia com enfoque agroecológico para a agricultura familiar, que foi implementado com estes atores sociais nos estados de Alagoas, Sergipe, Bahia, Piauí e Paraíba. Durante mais de dois anos, a Embrapa atuou em parceria com universidades, institutos federais de educação, organizações não governamentais que compõem a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), além do Ponto de Cultura Grãos de Luz e Griô em um projeto que teve justamente o objetivo de estimular o protagonismo juvenil e a divulgação de experiências dos jovens sertanejos e suas famílias com a agricultura familiar e com a agroecologia, com o foco na comunicação para o desenvolvimento e na valorização da cultura local.

- Livro sobre juventude no Semiárido é lançado pela Embrapa

A trajetória e os resultados deste projeto foram registrados no livro que a Embrapa e as instituições parceiras lançam hoje, nas redes sociais. A publicação Juventudes, Identidades e Saberes Agroecológicos – relatos sobre experiências e diálogos entre o Pedagroeco e a Pedagogia Griô no Nordesteapresenta os resultados do Projeto e traz a visão dos jovens que vivenciaram a experiência. O lançamento acontece, às 19h, durante o Encontro Nacional da Pedagogia Griô, na página do Facebook “Pedagogia Griô”.

Composto por sete capítulos, o livro apresenta leituras de diversos atores e reúne, portanto, uma multiplicidade de formações tais como educadores populares, agricultores, técnicos agrícolas, pedagogos, engenheiros-agrônomos, biólogos, geógrafos, cientistas sociais, jornalistas, historiadores entre outras. Traz os relatos de experiências do Projeto em cada um dos estados e apresenta a proposta metodológica que foi sendo construída no percurso. A publicação pode ser baixada gratuitamente no repositório de publicações da Embrapa, disponível neste endereço (clique aqui) .

“Não se trata de um guia metodológico. Longe disso. Mas o livro inspira, do ponto de vista metodológico, outras intervenções, outras possibilidades de diálogo entre a ciência e as comunidades locais, sejam assentamentos, comunidades quilombolas e diversos grupos sociais”, salienta o pesquisador Fernando Curado, que atua na Embrapa Alimentos e Territórios, com sede em Maceió (AL).

Sertão e agroecologia

O projeto envolveu quatro centros de pesquisa da Embrapa: Embrapa Tabuleiros Costeiros, Embrapa Algodão, Embrapa Semiárido, Embrapa Meio-Norte e organizações não governamentais com atuação em agroecologia e no sertão nordestino.
A base metodológica do trabalho foi a Pedagogia Griô – proposta pedagógica facilitadora de rituais de vínculos e aprendizagem entre idades, escolas, comunidades, grupos étnicos-raciais e de gênero, territórios de identidade, saberes ancestrais de tradição oral e as ciências, artes e tecnologias universais. Por meio de uma parceria com o Ponto de Cultura Grãos de Luz e Griô, com sede em Lençóis (BA), foi possível trabalhar a Pedagogia Griô como fio condutor dos processos de aprendizagem.

- Livro sobre juventude no Semiárido é lançado pela Embrapa

“A Pedagogia Griô articula pautas importantes no mundo contemporâneo, promovendo o diálogo e a interação com a tradição, para reinventá-las. Então são contribuições que acontecem nessas relações intergeracionais que a Pedagogia Griô facilita em suas práticas pedagógicas, tanto afetivas quanto científicas”, afirma Lilian Pacheco, que é a criadora da Pedagogia Griô.

Para a analista da Juliana Andrea Oliveira Batista, coordenadora do Projeto, e uma das editoras técnicas do livro, ao abraçar a Pedagogia Griô, o Pedagroeco ampliou seu olhar para as questões de identidades, ancestralidades e territorialidades da juventude agroecológica que convive com o Semiárido. Juliana atua na Supervisão de Inclusão Tecnológica da Secretaria de Inovação e Negócios da Embrapa (SIN), em Brasília. Ela destaca, ainda, a importância da participação das organizações não governamentais, entre elas, a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), que trouxe o componente da comunicação popular e o olhar da convivência com o Semiárido para a metodologia.

“Para nós da Embrapa um dos ganhos do projeto foi o exercício da construção coletiva e da escuta, pois ressignificamos o projeto a partir da visão e da experiência dos movimentos sociais. E isso fez com que o Pedagroeco fosse incorporado às agendas de trabalho das organizações parceiras, ultrapassando, assim, os muros da Embrapa”, afirmou Juliana, destacando, ainda que o trabalho em rede foi outra grande lição.

Comunicação

Durante todo o processo formativo, os jovens foram instigados a compreender suas realidades, ancestralidades, modos de vida e a relação com a agricultura praticada por suas famílias. Como desafio, contaram suas histórias e sistematizaram as experiências agroecológicas em formato multimídia: vídeos produzidos a partir de celulares, áudios, fotografias, cordel, poesia, teatro.

Por isso, a comunicação popular foi outro componente importante do projeto. Gleice Mary Gomes, assessora pedagógica da Associação dos Agricultores Alternativos (Aagra), com sede em Igaci (AL), diz que o Pedagroeco foi abraçado pela instituição justamente pelo fato de favorecer a divulgação das experiências agroecológicas das comunidades. “A Aagra sempre realizou cursos de formação em agroecologia para a juventude, então, o projeto só veio a fortalecer este trabalho, pois trouxe para o debate as diversas formas de comunicação que podem ser usadas para a divulgação das experiências nas comunidades e assim valorizá-las e transformá-las em exemplos a serem seguidos”, explica.

Gleice conta que os jovens atendidos pela Aagra passaram a perceber nas suas comunidades tradições que antes passavam despercebidas, como, por exemplo, os alimentos tradicionais que são produzidos pelos mais velhos, atualmente bastante valorizados em circuitos gastronômicos.

“Um dos desdobramentos importantes foi o fato de alguns jovens do projeto passarem a se inserir em atividades produtivas rurais já desenvolvidas por suas famílias. Hoje temos jovens produzindo de forma agroecológica ou se capacitando para fazerem a transição agroecológica. Essa ideia de que é possível viver no campo passou a se efetivar na prática”, finalizou a técnica da Aagra. Uma das coordenadoras da Aagra na época, Cristianlex Soares dos Santos confirma que o projeto passou a fazer parte de uma das linhas de ação da instituição. “A expectativa é dar continuidade ao projeto no âmbito da instituição”, ressalta.

Relatos de experiências

Um dos destaques da publicação são os relatos das experiências vivenciadas por jovens como o alagoano Luiz César da Silva, o sergipano, Egídio dos Santos Neto, o piauiense Miguel Andrade, a paraibana Sidineia Camilo entre tantos outros.

Para Egídio dos Santos Neto, assessor técnico do Centro Dom José Brandão de Castro, participar das oficinas influenciou positivamente inclusive em suas atividades profissionais. Morador da Aldeia Xokó, da Comunidade Indígena Ilha de São Pedro, em Porto da Folha (SE), ele destacou que as oficinas permitiram maior conexão com sua ancestralidade e identidade. “Hoje, nos encontros e capacitações reservamos um momento para a conexão dos participantes com sua ancestralidade para valorização de suas identidades individuais e comunitárias”, detalha.

Egídio já atuou em diversos projetos que tem como base o desenvolvimento de estratégias de convivência com o semiárido, por exemplo, a implantação de tecnologias sociais como o biodigestor, roçados consorciados, a produção agroecológica de quintais produtivos, a criação de pequenos animais e, recentemente, participou de um projeto do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) voltado para a recuperação de áreas degradadas, uma parceria com o Ministério do Meio Ambiente.

Mailson Melo, por sua vez, relata que as oficinas contribuíram para fortalecer o seu trabalho com o turismo comunitário em Mocambo (SE). “O turismo de base comunitária tem contribuído para o resgate de nossas origens, da nossa essência”, afirmou o estudante que atua no município como integrante da Pastoral da Juventude Rural da Comunidade Quilombola de Mocambo (SE).

“Compreendemos que esse processo de empoderamento da juventude vem de experiências anteriores. Mas a afirmação da identidade e da ancestralidade e a vivência nas comunidades potencializam essa condição da juventude”, ressalta Magda Cruciol, analista da Embrapa Informática Agropecuária, que também coordenou as atividades do projeto, trabalho iniciado quando ainda atuava na Embrapa Meio-Norte.

“As famílias que residem em comunidades rurais têm na agricultura a principal atividade econômica. Nós queremos seguir o caminho dos nossos pais, o caminho da agricultura que nos fez ser quem somos hoje. Porém, precisamos de investimentos, diz o estudante Luiz César da Silva. “O Pedagroeco nos deu visibilidade, permitiu um debate sobre as perspectivas para a agricultura e para o campo, mostrou nosso potencial e a importância de nossas origens e ancestralidades”, afirmou Luiz César da Silva, hoje estudante de Geografia da Universidade Federal de Alagoas, e morador da Comunidade Sítio Pedra Miúda, na cidade de Mata Grande.

Serviço

Lançamento do livro Juventudes, Identidades e Saberes Agroecológicos – relatos sobre experiências e diálogos entre o Pedagroeco e a Pedagogia Griô no Nordeste
Data: 21/02 – quinta-feira
Hora: 19h

Fonte: Embrapa
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Notícias

Conab aponta baixa produção de café na safra de 2021

Por redação 21/01/2021
Escrito por redação

- Conab aponta baixa produção de café na safra de 2021

O 1º Levantamento da Safra 2021 de café, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quinta-feira (21), estima uma produção total, somados conilon e arábica, entre 43,8 milhões e 49,5 milhões de sacas, indicando uma redução entre 30,5% e 21,4%, em comparação ao resultado apresentado na safra passada.

A despeito da redução da produção total, calcula-se uma produção recorde para a espécie conilon, se atingir o limite superior de 16,6 milhões de sacas de café beneficiado, com um incremento de 16% em relação a 2020. Pelo limite inferior, a previsão é de pouco mais de 14 milhões de sacas.

Para o arábica, que responde pelo maior volume nacional, a estimativa é de uma colheita entre 29,7 milhões e 32,9 milhões de sacas, o que representa uma queda de 32,4% e 39,1%, respectivamente, em comparação com a safra passada.

A produtividade no limite inferior está próxima à da safra 2017 (de 24,14 sacas por hectare), e no limite superior, à da safra 2019 (de 27,2 sacas por hectare), que também foram anos de bienalidade negativa.

Por outro lado, ao contrário da área em produção que é a menor dos últimos 20 anos, a área em formação é a maior desse período, reflexo da grave seca que assolou os cafezais e induziram os produtores a aproveitar o ano de bienalidade negativa e destinar uma maior área para realizar tratos culturais nos cafezais. A área de produção indicada é de 1,76 milhão de hectares, com uma redução de 6,8% frente a 2020.

Produção regional

Minas Gerais, estado com a maior produção nacional, deve alcançar entre 19,8 milhões e 22,1 milhões de sacas. A redução pode chegar a 42,8% em relação ao último ano, atingindo sobretudo o café arábica, que sofre maior influência da bienalidade negativa. Já no Espírito Santo, a produção total está estimada entre 12 milhões e 14,9 milhões de sacas, dos quais 9 milhões a 11,3 milhões de sacas serão para o conilon.

Nos demais estados, o levantamento aponta os seguintes números: São Paulo reduz a produção e alcança entre 4 milhões e 4,2 milhões de sacas; na Bahia há perspectiva de aumento de até 4,3%, situando-se entre 4 milhões e 4,1 milhões de sacas; Rondônia também há probabilidade de aumento e deve alcançar entre 2,3 milhões e 2,4 milhões de sacas; Paraná, da mesma forma, pode ter aumento, variando entre 906 mil e 943 mil sacas; o Rio de Janeiro segue o movimento de queda na produção e deve situar entre 270 mil e 281 mil sacas; em Goiás também há previsão de baixa, situada entre 222 mil e 231 mil sacas; e por fim, Mato Grosso, com previsão de aumento, situando entre 194 mil e 200 mil sacas.

Mercado

Sobre a conjuntura de mercado, o Boletim da Conab indica que os preços para o arábica são os mais altos dos últimos quatro anos. Chegou em R$ 604,90 por saca no mês de dezembro, com 22,6% de aumento durante o ano de 2020, enquanto o preço do café conilon, no mesmo mês, foi de R$ 379,60, com valorização de 31,67%. A valorização dos preços neste momento auxilia os produtores de café que, nos últimos três anos, enfrentaram a comercialização de suas safras com preços menos atrativos.

Fonte: Conab
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Expoagro Afubra 2021 também é cancelada

Por redação 20/01/2021
Escrito por redação

- Expoagro Afubra 2021 também é cancelada
A organização da Expoagro Afubra divulgou nota ontem em que informa o cancelamento do evento presencial este ano. A justificativa foi o crescimento do número de casos de Covid-19. “O momento requer tomada de posição quanto à realização de eventos para evitar aglomerações. Considerando a necessidade da preservação da saúde de todos, após consulta feita a patrocinadores, expositores, fornecedores e produtores rurais, a Associação dos Fumicultores do Brasil, organizadora da Expoagro Afubra, decidiu pelo cancelamento da feira, marcada para ocorrer de 17 a 20 de março de 2021, no Parque de Exposições, localizado em Rincão del Rey, Rio Pardo/RS”, destacou.

“Até o momento, estávamos otimistas com a realização da feira e trabalhando em protocolos de segurança exigidos pelos governos. Entretanto, o elevado número de público sempre presente no evento, que impossibilita o agendamento de visitação escalonada, e, ainda que, com todo cuidado e zelo que se poderia – e deveria – adotar, a insegurança de conseguirmos cumprir e fazer cumprir todos os procedimentos necessários persiste, e nos fez tomar essa decisão”, informou ainda. A organização disse ainda que lamenta, profundamente, novamente ter de cancelar a maior feira do Brasil voltada à Agricultura Familiar. “Entendemos, contudo, ser de fundamental importância continuarmos a priorizar a saúde e o bem-estar de todos.”

Fonte: Expoagro Afubra

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Projeto prepara empresários rurais para mercado internacional

Por redação 20/01/2021
Escrito por redação

- Projeto prepara empresários rurais para mercado internacional

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou, na terça-feira (19), reunião preparatória para a rodada de negócios virtual do projeto Agro.Br, com foco no comércio entre empresários rurais brasileiros e compradores dos Estados Unidos e da União Europeia. O projeto, Agro.BR, é um convênio entre a CNA e Apex-Brasil voltado para a internacionalização do agro brasileiro. A iniciativa auxilia empresários do setor, viabilizando negócios internacionais para aumentar a presença de pequenos e médios produtores no comércio exterior, além de diversificar a pauta de exportação brasileira. A primeira rodada de negócios deve acontecer de 1º a 5 de fevereiro e será organizada pela CNA, em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

O objetivo do encontro desta semana foi apresentar aos participantes a dinâmica de funcionamento das reuniões virtuais e as principais dicas sobre a negociação com os compradores internacionais.

Durante a reunião, o sócio da Broggini Consultoria, Gabriel Walmory, apresentou os detalhes e o funcionamento da plataforma que será utilizada durante a rodada de negócios.

Segundo ele, é fundamental que o empresário crie um perfil completo da empresa e do produto que deseja exportar, com o uso imagens, dados e informações, pois servirá de catálogo e vitrine para o possível comprador.

Já o diretor Executivo da Ultramares Negócios Internacionais, Maurício Manfre, falou sobre as melhores práticas para a participação de rodadas de negócios internacionais online. Para ele, a rodada é uma oportunidade de conhecer um parceiro comercial e alinhar interesses em relação ao produto, à oferta e à demanda.

“A habilidade de comunicação é muito importante, principalmente com relação ao idioma do comprador. O “pitch de vendas” deve ser ensaiado e o empresário rural deve se vestir como o faria para uma reunião de negócios presencial”.

Seminário

No dia 26 de janeiro, a CNA promove o “Seminário Virtual Agro.BR 2021: Capacitação em vendas para a Europa”, para apresentar as principais características comerciais de países estratégicos no continente europeu para diversas cadeias produtivas brasileiras. Inscrições abertas até 25 de janeiro, no link: https://mla.bs/2523c4d4

Fonte: Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA)
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Notícias

Produtores rurais serão testados para Covid-19 em SP

Por redação 20/01/2021
Escrito por redação

ing crops before harvest.- Produtores rurais serão testados para Covid-19 em SP

Proposta é testar prioritariamente cerca de 300 mil homens e mulheres do campo, bem como os munícipes

O Sistema FAESP/SENAR-SP (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo / Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) iniciou nesta semana o “Programa Semear da Esperança”, que tem como objetivo realizar a testagem de 300 mil produtores e trabalhadores rurais paulistas. A ação está sendo desenvolvida em parceria com sindicatos rurais, universidades e demais entidades do Estado de São Paulo, com apoio da Fio Cruz.

“O agro nunca parou, mesmo no começo da pandemia de Covid-19 em 2020”, afirma Fábio Meirelles, presidente do Sistema FAESP/SENAR-SP. “Agora, nessa nova onda que está atingindo o Brasil, é fundamental monitorarmos a situação, de forma que o homem do campo continue suas atividades, garantindo o abastecimento e a alimentação da população”, completa.

Além da identificação de possíveis pessoas contaminadas pela doença, o objetivo da testagem também é mapear a situação da Covid-19 no meio rural. Para tanto, está sendo aplicado testes do tipo IGG/IGM.

A testagem está sendo dividida em duas fases. Na primeira, estão participando 15 sindicatos pilotos: Avaré, Barra Bonita, Caconde, Franca, Itu, Itapetininga, Ourinhos, São José do Rio Preto, Bananal, Sertãozinho, Jales, Miracatu, Bragança Paulista e Guaíra, totalizando 123 mil testes. Para a segunda fase, que ainda não tem data de início, participarão os sindicatos rurais interessados, que se inscreverem no Programa.

“No começo da pandemia, ainda no ano passado, apoiamos a produção de 3,5 milhões de máscara para os produtores rurais, além de oferecermos informações para que os trabalhadores do campo pudessem desempenhar suas atividades de forma segura”, destaca Tirso Meirelles, vice-presidente do Sistema FAESP/SENAR-SP. “O setor mais uma vez dá um exemplo de força e organização”, enfatiza.

Fonte: FAESP/SENAR-SP

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Selo Biocombustível Social por ser solicitado pela internet

Por redação 20/01/2021
Escrito por redação

- Selo Biocombustível Social por ser solicitado pela internet

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo (SAF), disponibilizou nova plataforma digital que permite às empresas produtoras de biodiesel, detentoras do Selo Biocombustível Social (SBS), realizarem o pedido de manutenção da concessão de uso do certificado de forma online.

A solicitação pode ser feita integralmente pelo portal do Governo Federal. Ao clicar no link, o usuário será direcionado para uma página, contendo orientações de acesso ao novo serviço e links para o envio da documentação, como contratos firmados, comprovantes de prestação de assistência técnica e outros. Todas as informações devem ser apresentadas digitalmente e o responsável legal da empresa consegue acompanhar o andamento do processo pela própria plataforma.

Desde outubro do ano passado, as produtoras de biodiesel também podem fazer a primeira solicitação da concessão de uso do Selo Biocombustível Social pela internet. Para isso, o representante da empresa deve acessar o link abaixo, informar os dados solicitados e anexar cópia dos documentos requeridos. Entre eles: carta de solicitação endereçada ao secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa; autorização de produtor de biodiesel expedido pela ANP; registro especial expedido pela Secretaria da Receita Federal do Brasil; inscrição no CNPJ do Ministério da Economia; modelo de contrato celebrado com cada agricultor familiar/cooperativa agropecuária habilitada, de quem adquira matéria-prima; Declaração de Adimplência; plano de ATER; e projeto social.

- Selo Biocombustível Social por ser solicitado pela internet

O Selo pode ser solicitado por empresas produtoras de biodiesel autorizadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e com Registro Especial de Produtor de Biodiesel junto à Secretaria da Receita Federal do Brasil.
A concessão se dará ao produtor de biodiesel que promover a inclusão social dos agricultores familiares enquadrados no Pronaf, por meio da celebração de contratos antecipados de compra de matéria-prima com agricultores familiares ou cooperativas agropecuárias habilitadas, prestar serviços de assistência técnica gratuita aos agricultores familiares contratados individualmente ou por meio de cooperativas habilitadas e comprar a matéria-prima contratada em um percentual não inferior ao mínimo definido pelo Mapa.

Agentes Intermediários

Outro serviço disponível no portal do Governo Federal permite que cerealistas e cooperativas agropecuárias, detentoras de DAP jurídica ou não, solicitem por sistema online a habilitação, no âmbito do Selo Biocombustível Social, como fornecedoras de matéria-prima da agricultura familiar e como prestadoras de serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) às empresas produtoras de biodiesel.

Para fazer a solicitação de habilitação, os agentes intermediários devem observar os critérios da Portaria nº 143, de 08 de dezembro de 2020, e encaminhar a documentação pelo portal. Toda a produção a ser comercializada no Selo Biocombustível Social deve ser obrigatoriamente proveniente da agricultura familiar. O processo é realizado no portal do Governo Federal e pode ser acompanhado pelo representante da entidade. O resultado é divulgado pelo Mapa em até 60 dias.

Inclusão Social

O Selo Biocombustível Social é uma identificação concedida pelo Ministério da Agricultura a cada unidade industrial do produtor de biodiesel que cumpre os critérios descritos na Portaria nº 144, de 22 de julho de 2019. A certificação tem caráter de promover a inclusão social dos agricultores familiares enquadrados no Pronaf.

A concessão do Selo permite ao produtor de biodiesel ter acesso às alíquotas de PIS/Pasep e Cofins com coeficientes de redução diferenciados para o biodiesel, que variam de acordo com a matéria-prima adquirida e região da aquisição.

Como contrapartida, a empresa de biodiesel assume algumas obrigações, como adquirir um percentual mínimo de matéria-prima dos agricultores familiares no ano de produção; celebrar previamente contratos de compra e venda de matérias-primas com os agricultores familiares ou suas cooperativas e com reconhecimento de firma em cartório ou declaração da entidade representativa da agricultura daquele município e/ou estado; e assegurar preços mínimos, capacitação e assistência técnica aos agricultores familiares.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)
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Notícias

Expodireto Cotrijal é cancelada por precaução sanitária

Por redação 20/01/2021
Escrito por redação

- Expodireto Cotrijal é cancelada por precaução sanitária

O conselho e a diretoria da Cotrijal Cooperativa Agropecuária e Industrial informam que decidiram cancelar integralmente a edição deste ano da Expodireto, que estava prevista para acontecer de 1º a 5 de março, em modelo híbrido (presencial e digital).

“A decisão se dá pela preservação da saúde de expositores, colaboradores e visitantes. Mesmo com o protocolo de saúde já aprovado junto ao Comitê do Governo do Estado, optamos pela maior prudência possível. A Cotrijal levou em consideração o momento de incerteza quanto ao estágio da pandemia”, destacou nota divulgada ontem à noite pelo presidente da entidade, Nei César Manica.

“Como demonstração de otimismo e confiança no país, desde logo anunciamos a data da edição do próximo ano, que ocorrerá de 7 a 11 de março de 2022, no parque de exposições de Não-Me-Toque. Reafirmamos nosso propósito de seguir como uma feira-referência, com presença de público agregada à uma nova experiência digital em 2022”, afirmou ainda.

Na semana passada, diversos fabricantes haviam declarado que não participariam de eventos presenciais este ano, como AGCO, CNH Industrial e John Deere.

Fonte: Expodireto Cotrijal
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Clima é fator determinante para potencial produtivo da soja 

Por redação 19/01/2021
Escrito por redação

- Clima é fator determinante para potencial produtivo da soja 

A soja se encontra na sua fase mais crítica de desenvolvimento, na maior parte da região produtora do Brasil, sendo o clima o fator mais determinante para o potencial produtivo da cultura neste período.  As projeções do Sistema TempoCampo, da Esalq/USP, apontam que as condições meteorológicas são mais favoráveis, em relação à safra passada, para a Região Sul, Mato Grosso do Sul e Centro-Oeste Paulista, onde ganhos de produtividade superiores a 8% podem ocorrer.

De acordo com as projeções do Sistema TempoCampo, a produção de soja do Brasil poderá variar de 127,4 a 135,0 Mt, levando-se em conta os cenários pessimista e otimista, respectivamente, o que representa uma variação positiva de 5,1% a 11,3% em relação a produção média reportada pela CONAB para a safra 2019/20 (121,2 Mt).

Fonte: Esalq/USP
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Femagri e Feira do Cerrado 2021 serão realizadas 100% online

Por redação 19/01/2021
Escrito por redação

- Femagri e Feira do Cerrado 2021 serão realizadas 100% online
A Cooperativa dos Cafeicultores de Guaxupé (Cooxupé) anunciou que a FEMAGRI e a Feira do Cerrado serão realizadas em  ambiente totalmente virtual. A empresa informou, em nota, que “não haverá este ano áreas para interação social, exposição e demonstração de maquinários e outras tecnologias”, devido à continuidade da pandemia.

A FEMAGRI e a Feira do Cerrado acontecerão de 01 a 26 de fevereiro, podendo ser acessadas por duas formas, pelo site  ou pelo APP Cooxupé, nas versões Android e IOS.

“Adquirimos uma plataforma bem eficiente e dinâmica para atender aos cooperados e colocá-los em contato com os vendedores das marcas presentes nesta edição das feiras. O associado encontrará na campanha virtual os mesmos benefícios das feiras presenciais como, por exemplo, o pagamento pela troca em café, com prazos que podem ser parcelados de 3 a 5 anos”, destacou ainda a nota.

Fonte: Cooxupé
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Agricultor familiar recebe R$ 7 mil por meio do PAA

Por redação 19/01/2021
Escrito por redação

- Agricultor familiar recebe R$ 7 mil por meio do PAA

Mais de 31 mil agricultores familiares do país receberam apoio para a comercialização de 77,4 mil toneladas de alimentos. Para isso, foram investidos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) R$ 223,2 milhões em 1.766 projetos do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). O recurso gerou uma renda média de R$ 7 mil por agricultor familiar beneficiado, contribuindo para a economia de 868 municípios brasileiros.

Direcionado a propostas aprovadas na modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS), o orçamento destinado, em 2020, pelo Ministério da Cidadania foi uma das medidas adotadas pelo governo federal em face da crise econômica e social gerada pelas ações de enfrentamento à pandemia de COVID-19.

Entre os produtores atendidos pelo programa, aproximadamente 74% são mulheres. Com isso, cerca de 23 mil agricultoras familiares são responsáveis pelo fornecimento dos produtos doados pelo PAA. Outro público de destaque no programa são os Povos de Comunidades Tradicionais (PCTs), indígenas e quilombolas. Juntos, eles representam 15% dos agricultores contemplados no PAA.

O estado que recebeu o maior aporte foi a Bahia, com 15,45 milhões destinados para a agricultura familiar, seguido de São Paulo e Minas Gerais, com um com R$ 15,39 milhões e R$ 15,32 milhões respectivamente. Já com relação aos alimentos entregues nas unidades recebedoras, dentre os 284 tipos de produtos adquiridos pela Conab destacaram-se a banana, com R$ 20 milhões (9%) e 11,5 mil toneladas comercializadas, e a mandioca, que contou com apoio de R$ 18,2 milhões (8%) e possibilitando a entrega de 9,1 mil toneladas.

Emendas

Além dos recursos do Ministério da Cidadania, a Conab contou com verbas de emendas parlamentares. O aporte chegou a R$ 7,88 milhões. O maior volume destinado por meio dessas emendas foi para o Distrito Federal, com R$ 1,3 milhão. Amazonas e Tocantins também receberam cerca de R$ 1 milhão cada, de verba parlamentar voltada para o fortalecimento da agricultura familiar por meio do PAA.

A Compra com Doação Simultânea (CDS) tem como finalidade o apoio aos agricultores familiares, por meio de cooperativas e associações, a partir da compra de sua produção. Os alimentos adquiridos são destinados ao abastecimento da rede socioassistencial e também de Equipamentos Públicos de Segurança Alimentar e Nutricional, como restaurantes populares e cozinhas comunitárias.

Fonte: Conab
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