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Agritech e Cooxupé firmam convênio para venda de tratores via barter
Mercado

Agritech e Cooxupé firmam convênio para venda de tratores via barter

Por Redação 17/03/2026
Escrito por Redação

Agritech e Cooxupé firmam convênio para venda de tratores via barter

Segundo comunicado divulgado nesta segunda-feira (16), a Agritech firmou um convênio com a Cooxupé para viabilizar a comercialização de tratores por meio de operações de barter, permitindo que produtores paguem pelos equipamentos com café.

A iniciativa amplia as alternativas de negociação para os cooperados, que passam a contar com mais flexibilidade na aquisição de máquinas agrícolas.

O anúncio oficial do acordo será realizado durante a Femagri, que acontece entre os dias 18 e 20 de março, em Guaxupé. Promovida pela Cooxupé, a feira reúne produtores, empresas e instituições ligadas à cafeicultura, com foco na comercialização de máquinas, insumos e tecnologias para o setor.

Pelo modelo definido, os cooperados poderão adquirir tratores da Agritech utilizando sacas de café como forma de pagamento.

A cooperativa ficará responsável por intermediar a operação, recebendo o produto, enquanto a rede de concessionárias da fabricante realizará a entrega dos equipamentos.

Fonte: Datagro

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17/03/2026 0 Comentários
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Inteligência artificial e satélites mapeiam terras agrícolas abandonadas no Cerrado
Tecnologia

Inteligência artificial e satélites mapeiam terras agrícolas abandonadas no Cerrado

Por Redação 17/03/2026
Escrito por Redação
Inteligência artificial e satélites mapeiam terras agrícolas abandonadas no Cerrado

A maior parte das áreas abandonadas (87%) analisadas no estudo corresponde a antigas plantações de eucalipto destinadas à produção de carvão vegetal // Foto: Edson Sano

Estudo pioneiro desenvolvido pela Embrapa e pela Universidade de Brasília (UnB) utilizou imagens de satélite e inteligência artificial (IA) para mapear o abandono de áreas agrícolas no Cerrado brasileiro. Resultados obtidos no município de Buritizeiro, no norte de Minas Gerais, apontam mais de 13 mil hectares de terras agrícolas abandonadas entre 2018 e 2022, o equivalente a quase 5% da área agrícola existente no início do período. Esse mapeamento detalhado representa a primeira avaliação desse tipo no bioma e pode orientar políticas públicas voltadas à restauração ecológica, à contabilização de carbono e ao planejamento territorial sustentável.

Os estudos foram conduzidos por equipes da Embrapa Cerrados (DF), Embrapa Agricultura Digital (SP) e Embrapa Meio Ambiente (SP), além da UnB. A pesquisa utilizou imagens do satélite Sentinel-2 da Agência Espacial Europeia (ESA), combinadas a técnicas de aprendizado profundo (deep learning), para mapear mudanças no uso e cobertura da terra.

Por meio da Rede Neural Totalmente Conectada (FCNN, sigla em inglês), modelo computacional capaz de reconhecer padrões nas imagens, os pesquisadores conseguiram classificar diferentes categorias: vegetação nativa, pastagens cultivadas, lavouras anuais, plantações de eucalipto e, de forma inédita, áreas agrícolas abandonadas. A acurácia do mapeamento foi de 94,7%, considerada excelente para classificações de uso da terra com sensoriamento remoto.

Segundo o levantamento, a maior parte das áreas abandonadas (87%) corresponde a antigas plantações de eucalipto destinadas à produção de carvão vegetal. O município de Buritizeiro destaca-se pela extensa área plantada com eucalipto, além da criação de gado bovino.

“A região caracteriza-se por desafios produtivos, como baixa produtividade em pastagens durante períodos secos e custos crescentes de insumos fertilizantes, fatores que contribuem para o abandono de áreas agrícolas”, afirma o pesquisador da Embrapa Cerrados Edson Sano.

De acordo com ele, a partir das imagens analisadas, os cientistas identificaram que a maior parte das áreas abandonadas correspondia a plantios de eucalipto, tanto mal-mantidos como que transicionaram para vegetação campestre ou arbustiva depois da extração da madeira.

“A predominância do abandono em áreas de eucalipto está associada à queda da atratividade econômica da produção de carvão vegetal em função de fatores como o aumento nos custos logísticos e de produção. O principal destino do carvão vegetal era o polo siderúrgico do estado de Minas Gerais em Sete Lagoas”, explica Sano.

Segundo o pesquisador, além disso, o aumento dos preços de fertilizantes e de insumos agrícolas tem incentivado a descontinuação de atividades produtivas. “Embora a maioria das terras abandonadas tenha sido identificada em áreas de silvicultura, nenhum abandono significativo de lavouras anuais (como soja ou milho) foi observado no período analisado. Isso sugere que os sistemas agrícolas mais intensivos mantiveram sua produtividade ao longo dos cinco anos analisados”, complementa.

Implicações para políticas públicas

De acordo com Gustavo Bayma, analista da Embrapa Meio Ambiente, os mapas gerados por essa metodologia trazem informações espaciais detalhadas sobre o abandono de terras. Esses dados podem ser usados para incluir áreas subutilizadas em estratégias nacionais de restauração ambiental e de mitigação das mudanças climáticas. Tais estratégias podem consistir, por exemplo, na estimativa do potencial de sequestro de carbono ou na criação de corredores de restauração ecológica no Cerrado.

“O estudo também ressalta a importância de políticas que reduzam a volatilidade dos preços de insumos agrícolas e incentivem alternativas econômicas sustentáveis para pequenas e médias propriedades, uma vez que fatores econômicos foram identificados como motor importante do abandono das áreas de pastagem na região”, afirma Bayma.

Ele observa que a pesquisa mostra, contudo, que o monitoramento ainda enfrenta limitações, como a necessidade de séries históricas mais longas para separar abandono permanente de períodos temporários de pousio (descanso da terra por um ano ou menos).

Mesmo assim, os resultados demonstram o potencial das tecnologias de inteligência artificial para apoiar políticas públicas de restauração ambiental, planejamento territorial e adaptação às mudanças climáticas no Cerrado. “A análise se baseou em apenas duas datas de aquisição de imagens durante um período de quatro anos, o que impede distinguir com precisão entre abandono permanente e práticas temporárias de pousio. Embora o uso de imagens de alta resolução e de visualizações auxiliares tenha ajudado na validação, a confirmação de abandono ainda depende, em parte, da interpretação visual e do conhecimento local”, acrescenta o pesquisador da Embrapa Agricultura Digital Édson Bolfe.

Outro desafio destacado por ele é a dificuldade de diferenciar pastagens degradadas de vegetação nativa (como gramíneas e arbustos) apenas por sensoriamento remoto, uma vez que suas assinaturas espectrais podem ser muito semelhantes.

Segundo os especialistas, o estudo comprovou que métodos de aprendizado profundo, aliados a imagens de satélite, podem mapear terras agrícolas abandonadas no Cerrado de forma robusta e precisa, um avanço metodológico importante para a avaliação de transições de uso da terra em savanas tropicais.

“Os resultados fortalecem a necessidade de incorporar áreas abandonadas em políticas ambientais e agrícolas, com vistas à restauração ecológica, à mitigação climática e à sustentabilidade rural”, afirma Bolfe.

 

17/03/2026 0 Comentários
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Benefícios fiscais na compra de máquinas agrícolas são prorrogados até 2028
Expodireto CotrijalMercado

Faturamento do setor de máquinas agrícolas recua 7% em seis meses

Por Redação 16/03/2026
Escrito por Redação

Faturamento do setor de máquinas agrícolas recua 7% em seis meses

Clarisse Sousa – O faturamento do setor de máquinas e equipamentos agrícolas caiu 7% nos últimos seis meses, segundo balanço divulgado pela Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA), da Abimaq, durante a Expodireto Cotrijal.

Em janeiro, o faturamento do segmento recuou 15,6%, indicando um “cenário mais desafiador”, de acordo com Pedro Estevão Bastos, presidente da CSMIA. Segundo ele, a alta inadimplência, o maior rigor na concessão de crédito, os juros elevados e a queda nos preços das commodities estão entre os fatores econômicos que explicam esse declínio do mercado.

Além desses fatores, a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã também “traz variáveis negativas”, que ainda não foram ponderadas neste momento e poderão ser consideradas posteriormente.

Para Estevão, nesse cenário de margens reduzidas e alta imprevisibilidade, os agricultores tendem a priorizar a compra de insumos. Com isso, os investimentos na renovação de frota ficam em segundo plano.

Diante desse contexto, a expectativa para o setor neste ano é de queda de 8% em relação a 2025, com forte viés de baixa, o que abre espaço para eventuais revisões negativas.

 

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16/03/2026 0 Comentários
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Produção de soja está estimada em 180,4 milhões de toneladas, diz Abiove
Mercado

Estimativa do IBGE projeta novo recorde para a safra de soja em 2026

Por Redação 13/03/2026
Escrito por Redação

Estimativa do IBGE projeta novo recorde para a safra de soja em 2026

A produção de soja deve alcançar um recorde na série histórica. Mas essa não é a novidade. A estimativa de janeiro já apontava que 2026 superaria o resultado de outros anos. Porém, a projeção de fevereiro ajustou a previsão em mais 0,4%. Assim, o valor total estimado para a produção do grão foi para 173,3 milhões de toneladas no ano, ante 166,1 milhões de toneladas em 2025.

O dado é parte do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado mensalmente pelo IBGE. O resultado do estudo indicou alta de 4,3% na comparação do volume esperado para este ano com o resultado obtido em 2025. A estimativa aponta que a área cultivada de soja deve crescer 0,8% em 2026 e alcançar 48,2 milhões de hectares. O rendimento médio por hectare deve crescer 3,5% no comparativo com o ano anterior e atingir 3.600 kg/ha.

O gerente de Agricultura da pesquisa, Carlos Alfredo Guedes, explicou que o bom resultado tem relação com a recuperação da produção em alguns estados: “O Rio Grande do Sul, principalmente, foi muito prejudicado no ano passado por falta de chuvas e altas temperaturas. Essas condições climáticas também afetaram outros estados como norte do Paraná e sul do Mato Grosso do Sul.”

De acordo com o levantamento, o Paraná, com uma produção de 22,3 milhões de toneladas, deve ter o segundo maior volume colhido do país neste ano, com crescimento de 4,3% em relação ao volume de 2025. O Mato Grosso do Sul aguarda uma produção de 15,0 milhões de toneladas, crescimento de 14,0% sobre o total do ano passado. Já o Rio Grande do Sul estimou uma produção de 20,8 milhões de toneladas para este ano.

Maior produtor nacional da oleaginosa, o Mato Grosso estimou uma produção para 2026 de 48,5 milhões de toneladas, queda de 3,3% sobre o volume colhido no ano anterior, enquanto a área plantada deve crescer 1,9%. A estimativa é que o rendimento médio por hectare apresente queda de 5,0% no estado.

Projeção para safra de cereais, leguminosas e oleaginosas aumenta

A estimativa para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas, em 2026, foi de 344,1 milhões de toneladas, volume 0,6% menor que o alcançado em 2025 (346,1 milhões de toneladas). A projeção feita em fevereiro elevou em 1,4 milhão de toneladas (0,4%) o resultado que tinha sido previsto no mês anterior para este ano. Já a área a ser colhida em 2026 foi estimada em 82,9 milhões de hectares, apresentando aumento de 1,3 milhão de hectares frente à área colhida em 2025, crescimento anual de 1,6%.

O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos da pesquisa. Juntos, os três itens representaram 92,8% da estimativa da produção e respondem por 87,5% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, a projeção aponta um crescimento de 0,8% na área do cultivo da soja e de 2,4% para o milho.

Para o arroz, a projeção é de declínio, na área de cultivo, de 6,3% em 2026. No que se refere à produção, a estimativa é de um acréscimo de 4,3% para a soja; de decréscimos de 8,0% para o arroz em casca e de 5,3% para o milho (crescimento de 12,2% para a 1ª safra e redução de 9,1% para a 2ª safra). Quanto ao milho, o montante foi de 134,3 milhões de toneladas. Já a produção do arroz em casca foi calculada em 11,6 milhões de toneladas.

Região Sul deve ter maior crescimento da safra no ano

Entre as Grandes Regiões, o volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição na projeção para 2026: Centro-Oeste, 167,9 milhões de toneladas (48,8%); Sul, 95,2 milhões de toneladas (27,7%); Sudeste, 30,5 milhões de toneladas (8,9%), Nordeste, 28,9 milhões de toneladas (8,4%) e Norte, 21,5 milhões de toneladas (6,2%).

A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou variação anual positiva para as Regiões Sul (10,3%) e Nordeste (4,2%), e negativas para Centro-Oeste (-6,0%), Sudeste (-1,9%) e Norte (-3,5%). Quanto à variação mensal, apresentaram crescimentos na produção: Norte (0,2%), Centro-Oeste (0,3%), Sudeste (1,1%) e Nordeste (2,3%), enquanto a Sul apresentou queda (-0,1%).

Na distribuição pelas Unidades da Federação, o Mato Grosso liderou o mês passado, mais uma vez, como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 30,2%, seguido pelo Paraná (13,9%), Rio Grande do Sul (11,7%), Goiás (10,7%), Mato Grosso do Sul (7,6%) e Minas Gerais (5,5%). Somados, esses estados representaram 79,6% da produção nacional.

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13/03/2026 0 Comentários
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Conab mantém projeção para a safra de grãos no ciclo 2025/26, com ligeiro aumento de 0,3%
Mercado

Conab mantém projeção para a safra de grãos no ciclo 2025/26, com ligeiro aumento de 0,3%

Por Redação 13/03/2026
Escrito por Redação

Conab estima novo recorde para a safra de grãos, com ligeiro aumento de 0,3%

Os agricultores brasileiros deverão colher 353,4 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26, resultado que mantém a expectativa de um ligeiro crescimento de 0,3% em relação ao volume obtido no ciclo 2024/25 e que, se confirmado, estabelece um novo recorde na série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Os dados estão no 6º Levantamento da Safra 2025/26 de Grãos, publicado nesta sexta-feira (13) pela Companhia. De acordo com o documento, a área destinada para o plantio deve crescer 1,7%, sendo estimada em 83,2 milhões de hectares, enquanto a produtividade média nacional das lavouras deve chegar a 4.250 quilos por hectares no atual ciclo.

As principais culturas de primeira safra já se encontram em fase de colheita. Para a soja, já foram colhidos em torno de 50,6% da área semeada. Fevereiro foi um mês desafiador para o produtor da oleaginosa, com excesso de precipitações no Centro-Oeste e Sudeste, em especial em Goiás e em Minas Gerais, e com irregularidade climática em grande parte do Rio Grande do Sul.

Já no início de março, as regiões Norte e Nordeste são as que têm os trabalhos de campo prejudicados pelo excesso de chuvas. Mesmo com os desafios encontrados, de maneira geral as condições climáticas favoreceram o desenvolvimento da cultura e a expectativa é que a produção atinja um novo recorde e chegue a 177,8 milhões de toneladas.

As precipitações em abundância no Sudeste e Centro-Oeste, que limitaram um maior avanço da área colhida de soja, refletiram também em um plantio mais tardio da segunda safra de milho. Alguns estados, como Goiás, Maranhão e Minas Gerais, já indicam redução na área destinada ao cereal. Com este cenário, a estimativa de área da segunda safra de milho é de 17,7 milhões de hectares e uma produção projetada em 108,4 milhões de toneladas.

Já o cultivo da primeira safra de milho o panorama é de crescimento tanto de área, estimada em 4,1 milhões de hectares, quanto de produção, podendo chegar a 27,4 milhões de toneladas. Ao considerar as três safras do cereal, semeadas ao longo da temporada, a expectativa da Conab é que a produção chegue a 138,3 milhões de toneladas.

Para o arroz, a colheita atingiu 19,1% da área semeada, índice superior à média dos últimos 5 anos. As estimativas da estatal apontam para uma produção de 11,2 milhões de toneladas na safra 2025/26, redução de 12,4% se comparado com o volume obtido no ciclo passado, queda que acompanha a menor área destinada para o cultivo do grão. Ainda de acordo com o boletim da Companhia, os dias com elevada radiação solar registrados no Rio Grande do Sul, principal estado produtor da cultura, favoreceram o desenvolvimento e a sanidade das plantas.

No caso do feijão, a produção total, somada as três safras da leguminosa, está estimada em 2,9 milhões de toneladas, 4,7% abaixo da safra anterior. A primeira safra apresenta redução de 11,2% na área plantada, totalizando 807,2 mil hectares, com expectativa de produção de 954 mil toneladas. Mesmo com a perspectiva de diminuição na colheita, o volume total assegura o abastecimento interno.

Para o algodão, o plantio já foi concluído, e a maior parte da área semeada se encontra em fase de desenvolvimento vegetativo. A estimativa da estatal é de redução de 3,5% na área plantada em relação à safra anterior, prevista em cerca de 2 milhões de hectares, com uma produção de pluma estimada em 3,8 milhões de toneladas.

Mercado

Diante dos ajustes na produção total de milho, reflexo dos ajustes na área semeada da 2ª safra do cereal, os estoques de passagem do grão ao final do ciclo também foram atualizados, estimados em 11,6 milhões de toneladas ao final de janeiro de 2027. No caso do arroz, a Conab estima um estoque de passagem em torno de 1,7 milhão de toneladas, segundo maior volume em comparação com os últimos 5 ciclos mesmo com a redução nas projeções de produção da atual temporada.

Para a soja, a produção recorde permite expectativas de exportações robustas em 2026, com a projeção de embarques podendo chegar a 114,39 milhões de toneladas, um novo recorde de venda ao mercado externo caso o volume se confirme ao final do ano comercial da oleaginosa.

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13/03/2026 0 Comentários
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Exportações do agro somam US$ 12,05 bilhões em fevereiro e registram recorde para o mês
Mercado

Exportações do agro somam US$ 12,05 bilhões em fevereiro e registram recorde para o mês

Por Redação 12/03/2026
Escrito por Redação

Exportações do agro somam US$ 12,05 bilhões em fevereiro e registram recorde para o mês

O agro exportou US$ 12,05 bilhões em fevereiro de 2026, o melhor resultado da série histórica para o mês. O valor representa 45,8% de todas as exportações brasileiras no período.

Em comparação com fevereiro de 2025, houve crescimento de 7,4%, impulsionado principalmente pelo aumento do volume exportado, que avançou 9% em relação ao mesmo mês do ano passado. O resultado reflete a estratégia adotada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com outras instituições governamentais e com o setor privado, voltada à ampliação e abertura de mercados para os produtos do agro brasileiro.

Apesar do avanço nas vendas externas, o preço médio internacional registrou retração de 1,5%, acompanhando a tendência observada em índices globais de alimentos, como os divulgados pelo Banco Mundial e pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

No mesmo período, as importações de produtos agropecuários somaram US$ 1,5 bilhão, queda de 9,1% em relação a fevereiro de 2025. Com isso, o saldo da balança comercial do agronegócio atingiu superávit de US$ 10,5 bilhões (10,3%).

A China permaneceu como principal destino das exportações do agro brasileiro, com US$ 3,6 bilhões e participação de 30,5% no total exportado. Em seguida aparecem a União Europeia, com US$ 1,8 bilhão (15,2%), e os Estados Unidos, com US$ 802,9 milhões (7%).

O mês também registrou expansão das exportações para outros países da Ásia, com destaque para o Vietnã, que importou mais de US$ 372,6 milhões em produtos do agro brasileiro (alta de 22,9% em relação a fevereiro de 2025), e para a Índia, com embarques de US$ 357,3 milhões (crescimento de 171,1%). No ranking dos principais destinos do agronegócio brasileiro em fevereiro, Vietnã e Índia ocuparam a 4ª e a 5ª posições, respectivamente. Outros mercados também ampliaram suas compras no período.

Entre os principais setores exportadores do agro brasileiro em fevereiro destacam-se o complexo soja, com US$ 3,78 bilhões (31,4% do total exportado e alta de 16,4% em relação a fevereiro de 2025), proteínas animais, com US$ 2,7 bilhões (22,5% do total e crescimento de 22,5%), produtos florestais, com US$ 1,27 bilhão (10,5% de participação e recuo de 1%), café, com US$ 1,12 bilhão (9,3% de participação e decréscimo de 0,2%), e o complexo sucroalcooleiro, com US$ 861,35 milhões (7,1% do total e queda de 4,2%).

Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, o resultado reflete o aumento da oferta e o trabalho contínuo de ampliação de mercados.

“O Brasil caminha para colher safra recorde nos produtos vegetais e produção crescente nas proteínas animais. Esse aumento da produção amplia o excedente exportável do país e fortalece a presença do agro brasileiro no mercado internacional, demonstrando a capacidade do setor de atender à demanda global com regularidade, qualidade, sanidade e confiança”, afirmou.

Para o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luís Rua, o desempenho também está relacionado à agenda de acesso a mercados. “O Brasil amplia sua oferta, mas também amplia suas oportunidades de comércio. Foram nove novas aberturas de mercado apenas em fevereiro e 544 desde o início de 2023. Esse resultado reflete a importância de uma agenda contínua de negociação e aproximação com outros países”, destacou.

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12/03/2026 0 Comentários
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Café arábica: colheita evolui para 74% na região da Expocacer
Mercado

Safra de café do Brasil pode atingir 75,3 milhões de sacas em 2026/27, aponta StoneX

Por Redação 12/03/2026
Escrito por Redação

Safra de café do Brasil pode atingir 75,3 milhões de sacas em 2026/27, aponta StoneX

A produção de café do Brasil na safra 2026/27 pode alcançar 75,3 milhões de sacas, segundo a primeira revisão da estimativa divulgada pela StoneX, empresa global de serviços financeiros, após novas visitas de campo realizadas entre janeiro e março nas principais regiões produtoras do país.

O volume representa um aumento de 6,5% em relação à projeção preliminar de novembro, quando a consultoria estimava 70,7 milhões de sacas, além de uma alta de 20,8% frente à temporada anterior.

Logo após o período de florada, em novembro, a StoneX já havia indicado a possibilidade de uma safra recorde. No entanto, a equipe retornou a campo para atualizar o cenário produtivo com base em avaliações mais detalhadas das lavouras.

“Depois da estimativa preliminar divulgada em novembro, voltamos a campo para avaliar com mais precisão as condições das lavouras. Apesar das instabilidades climáticas registradas no início do ciclo, observamos uma recuperação importante das plantas, favorecida pela melhora das chuvas, pela boa umidade no solo e por temperaturas mais amenas”, ressalta Leonardo Rossetti, especialista em Inteligência de Mercado da StoneX.

Segundo João Pena, técnico de pesquisa de campo da StoneX, o pegamento da florada acabou sendo melhor do que o inicialmente observado pela equipe técnica. “De fato houve alguns problemas no início do ciclo, com irregularidade de chuvas e episódios de abortamento de flores. Mas, no retorno a campo, verificamos que o pegamento foi superior ao esperado, o que contribuiu para a revisão positiva da produção”, explica Pena.

Arábica pode atingir recorde histórico

Para o café arábica, a StoneX projeta produção de 50,2 milhões de sacas, o que representaria um recorde absoluto. Embora algumas lavouras ainda não estejam em condições ideais, praticamente todas as principais regiões apresentaram melhora desde a última avaliação.

Entre os destaques estão Sul de Minas, Matas de Minas, Cerrado Mineiro e São Paulo, que devem registrar crescimento significativo na produção da próxima colheita.

A recuperação ocorre após anos em que o potencial produtivo das lavouras de arábica foi limitado por condições climáticas adversas, incluindo os impactos mais severos observados na safra 2025/26.

“Mesmo que algumas regiões ainda apresentem produtividades abaixo do potencial máximo, a safra 2026/27 mostra uma recuperação relevante em relação ao ciclo anterior”, destaca Rossetti.

Robusta mantém base de crescimento da produção

No caso do café robusta (conilon), a StoneX elevou sua estimativa para 25,1 milhões de sacas. Embora o volume fique 2,8% abaixo do recorde registrado no ano passado, ainda representa um patamar elevado para a cultura.

As projeções para Espírito Santo e Bahia foram revisadas ligeiramente para cima, mas permanecem abaixo dos níveis observados na temporada passada, movimento já esperado após a supersafra anterior.

A principal surpresa positiva veio de Rondônia, onde a produção deve crescer cerca de 66% em relação à safra passada.

Tecnologia, novas áreas e preços sustentam crescimento

De acordo com a StoneX, o avanço da produção brasileira está ligado a fatores estruturais que vêm se consolidando nos últimos anos, como a expansão da área cultivada, a entrada de novas lavouras em produção e o uso crescente de tecnologias e materiais genéticos mais produtivos, especialmente no caso do robusta.

Além disso, os preços elevados do café no mercado contribuíram para que produtores mantivessem níveis adequados de adubação e manejo das lavouras.

“O conjunto formado por expansão de área, avanço tecnológico e renovação do parque cafeeiro tem impulsionado o crescimento da produção brasileira. Mesmo com diferenças regionais de produtividade, esses fatores estruturais ajudam a sustentar um cenário positivo para a safra”, discorre Pena.

A StoneX destaca ainda que continuará monitorando o desenvolvimento das lavouras ao longo da temporada. Novos ajustes nas estimativas poderão ser realizados após as avaliações de rendimento previstas para o final da colheita de arábica e robusta.

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Valtra exibe motor remanufaturado que reaproveita até 85% dos materiais e reduz consumo
Expodireto Cotrijal

Valtra exibe motor remanufaturado que reaproveita até 85% dos materiais e reduz consumo

Por Redação 12/03/2026
Escrito por Redação

Valtra exibe motor remanufaturado que reaproveita até 85% dos materiais e reduz consumo

A Valtra leva para a Expodireto Cotrijal uma solução que une eficiência econômica e responsabilidade ambiental: o motor AGCO Power Reman. Exibido no estande da marca, o componente remanufaturado materializa o conceito de economia circular, estendendo a vida útil dos equipamentos com a mesma qualidade e garantia de um produto novo.

A tecnologia AGCO Reman consiste em um processo industrial altamente técnico, onde o motor usado é desmontado, higienizado e tem seus componentes inspecionados individualmente. Peças que não atendem às especificações da margem de segurança são substituídas por novas, e o conjunto é testado em simuladores para garantir performance e confiabilidade idênticas às de um motor saído da linha de montagem.

Para Leônidas Miler, técnico de motor na AGCO Power Brasil, o motor Reman reforça que a sustentabilidade no campo vai além do manejo do solo, abrangendo também a gestão do maquinário.

“A remanufatura é a prática da sustentabilidade. Ao recuperar um motor conseguimos reaproveitar cerca de 85% dos componentes originais. Isso representa uma redução drástica no consumo de matéria-prima e uma economia de aproximadamente 80% de água em comparação à fabricação de um motor novo”, explica Miler.

Ganhos para o produtor e ao meio ambiente

Além do ganho ambiental, a solução oferece atrativos econômicos para o produtor rural. O motor remanufaturado chega a custar 30% menos que um modelo novo, mantendo a mesma garantia de fábrica de um ano oferecida nos motores novos. Outro diferencial é a agilidade, já que a modalidade funciona à base de troca e é uma solução “plug and play”, que facilita a instalação e reduz significativamente o tempo de máquina parada, garantindo que o trator volte rapidamente à operação.

A tecnologia está disponível para diversas linhas da Valtra, abrangendo desde motores de 3, 4 e 6 cilindros, atendendo tanto máquinas mais novas quanto modelos de gerações anteriores que ainda operam no campo. “Entregamos ao cliente um motor testado no mesmo nível que os novos, assegurando que ele tenha em mãos a mesma durabilidade e potência original. É uma forma inteligente de renovar a frota, reduzindo custos e apoiando a preservação de recursos”, completa Miler.

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Expodireto Cotrijal

Novo trator Fendt 800 Vario Gen5 promete elevar o padrão de potência e eficiência no campo

Por Redação 12/03/2026
Escrito por Redação

Novo trator Fendt 800 Vario Gen5 promete elevar o padrão de potência e eficiência no campo

A Fendt apresenta com exclusividade na Expodireto, em Não-Me-Toque (RS), a quinta geração do trator Fendt 800 Vario, completamente renovada, com foco em produtividade, conforto e sustentabilidade. Desenvolvido para médias e grandes propriedades agrícolas, o novo modelo oferece até 343 cv, com tecnologias inéditas na série — como o conceito de baixa rotação Fendt iD e o sistema de limpeza passiva do filtro de ar da cabine.

“Nossos lançamentos nesta edição da feira foram desenvolvidos para garantir que o produtor tenha a máxima produtividade com o menor custo, sendo o foco da Fendt transformar tecnologia em rentabilidade”, destaca Rafael Antonio Costa, diretor Comercial da Fendt.

A linha Fendt 800 Vario Gen5 chega ao mercado brasileiro com dois modelos — Fendt 829 e 832 Vario —, que entregam potência de 290 a 320 cv, graças ao motor CORE80, de 8 litros, desenvolvido pela AGCO Power, especialmente para a Fendt. Além disso, a máquina conta com o sistema DynamicPerformance (DP), que adiciona até 23 cv extras quando há demanda, otimizando a potência de acordo com a necessidade, chegando a 313 e 343 cavalos de potência máxima.

“O novo Fendt 800 Vario combina força, tecnologia e eficiência. É um trator que entrega alto torque mesmo em baixas rotações, com consumo reduzido e conforto excepcional para o operador. Ele foi pensado especialmente para quem passa longas horas no campo, tornando-se o trator mais confortável da categoria”, destaca Luís Agostini, coordenador de Marketing de Produto da Fendt.

Entre os destaques do novo trator está o motor CORE80. Homologado para operar com o diesel HVO100, originado de óleos vegetais e gordura animal, reduzindo significativamente as emissões de CO₂ e a pegada de carbono no agronegócio. Outra novidade é o intervalo de troca de óleo da transmissão, que saltou de 2.000 para 4.000 horas, permitindo a redução com os custos de manutenção.

O trator Fendt 800 Vario também se destaca pela nova cabine, que oferece o sistema FendtONE, com até três áreas de visualização e o novo assento Super Comfort, com ajuste elétrico, e aquecimento. O ar-condicionado automático e o refrigerador de 12 litros mantêm o conforto térmico mesmo sob altas temperaturas.

O novo conceito de iluminação UltraVision, com até 114.700 lúmens, garante visão total em qualquer horário. Os refletores de LED ajustáveis e a iluminação traseira Fendt GroundVision facilitam operações noturnas e o acoplamento de implementos com segurança.

A VarioDrive, já consagrada nos tratores de alta potência da marca, chega à série Fendt 800 Vario com tração independente nas quatro rodas, proporcionando maior manobrabilidade e proteção ao solo. A função pull-in turn reduz o raio de giro, considerado ideal para áreas com manobras frequentes. Já o conceito Fendt iD de baixa rotação garante torque máximo com economia de combustível, atingindo 50 km/h a apenas 1.200 rpm.

Outros diferenciais são a capacidade hidráulica de até 385 l/min, lastro máximo de 17,5 toneladas e opções de pneus simples ou duplos para melhor capacidade de tração. “O novo Fendt 800 Vario está preparado para qualquer desafio, seja na agricultura de larga escala, no transporte pesado ou em outras aplicações”, ressalta Agostini.

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Safra 2025/26 de soja em Mato Grosso deve superar 51,5 milhões de toneladas, projeta Imea
Mercado

Emater/RS-Ascar apresenta estimativa de safra na Expodireto Cotrijal 2026

Por Redação 11/03/2026
Escrito por Redação

Emater/RS-Ascar apresenta estimativa de safra na Expodireto Cotrijal 2026

As chuvas insuficientes e irregulares, principalmente nos períodos críticos de desenvolvimento das culturas, especialmente no caso da soja, e o calor intenso em alguns momentos, vão impactar a produção de grãos no Rio Grande do Sul. Segundo estimativa da Emater/RS-Ascar, a redução será de 7,1%. Os dados foram apresentados pelo presidente da instituição, Claudinei Baldissera, nesta terça-feira (10), durante a 26ª Expodireto Cotrijal.

A projeção atual é de 32,8 milhões de toneladas de grãos para esta safra. A estimativa anterior, divulgada em agosto de 2025, era de 35,3 milhões de toneladas. Na soja, a produção deve alcançar 19 milhões de toneladas, redução de 11,3% frente às 21,4 milhões de toneladas projetadas inicialmente.

Além da falta de chuva, fatores como a redução de 1,7% da área projetada inicialmente, dificuldade de emergência devido às baixas temperaturas e umidade, assim como problemas de acesso ao crédito, contribuíram para essa redução em produção.

No milho grão, a projeção é de crescimento em 3% na produção: de 5,7 milhões de toneladas para 5,9 milhões de toneladas, impulsionada pelo aumento da área cultivada com o grão, que passou de 785 mil hectares para 803 mil hectares.

Já o milho silagem apresenta queda de 6,9% na produção, devido, principalmente, à redução de 5,7% na área e de 1,3% na produtividade, representando 968 mil toneladas a menos. No total, o milho silagem deve produzir 13 milhões de toneladas.

No feijão primeira safra, a produção passou de 46 mil toneladas para 41 mil toneladas, queda de 11,6%. Para o feijão segunda safra, a estimativa é de redução de 16,3 mil toneladas para 11,6 mil toneladas (28,6%).

O arroz, com área de 891,9 mil hectares, deve alcançar 7,7 milhões de toneladas, volume 3,1% menor do que as 8 milhões de toneladas previstas na estimativa inicial, devido à redução da área cultivada – estimulada pelo risco em termos de mercado.

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