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Notícias

Comitê de crise monitora Covid-19 na produção agrícola

Por redação 08/04/2020
Escrito por redação

- Comitê de crise monitora Covid-19 na produção agrícola

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) instituiu o Comitê de Crise (CC AGRO-COVID19) para monitorar e propor estratégias a fim de minimizar os impactos da pandemia do Coronavírus na produção agrícola e no abastecimento de alimentos à população. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), por meio da Portaria nº123, assinada pela ministra Tereza Cristina.

Propor ações que contribuam para a manutenção do abastecimento em todo o país bem como analisar produção, mercado, infraestrutura estão entre as competências do comitê, formado por 14 integrantes de secretarias do Ministério, além da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O trabalho do CC- AGRO-COVID 19 vai subsidiar a ministra Tereza Cristina na tomada de decisões durante a pandemia do coronavírus.

De acordo com a portaria, o escopo de atuação do grupo está estruturado em duas linhas temporais: ações de monitoramento e encaminhamento de soluções a curto prazo e elaboração de soluções de ajuste estrutural a médio e longo prazo. Neste caso, uma das funções do comitê será projetar cenários e elaborar propostas sobre impactos que poderão ocorrer nos sistemas produtivos, mercados e demanda.

Em relação ao trabalho imediato, o CC- AGRO-COVID 19 vai atuar no monitoramento do comércio varejista, o que inclui supermercados e redes de distribuição; casas agropecuárias; redes de transportes; varejões e feiras; rede de distribuição de produtos químicos; e redes de distribuição de nutrição animal.

No caso da indústria e distribuição, o monitoramento será por meio de associações e irá envolver atividades de produção de insumos básicos ou intermediários para uso nas atividades industriais que alimentam ao setor; de insumos agropecuários e atividades de produtos finais.

O CC- AGRO-COVID 19 será presidido e coordenado pelo secretário de Política Agrícola do Mapa, Eduardo Sampaio Marques. O comitê deverá também promover a interlocução com órgãos do governo federal, de estados e municípios a fim de viabilizar ações e estratégias de solução para a manutenção do abastecimento de alimentos e bebidas à população.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Climatempo
08/04/2020 0 Comentários
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Notícias

Produção agrícola garante abastecimento do país em meio à pandemia

Por redação 08/04/2020
Escrito por redação

Dados levantados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostram que o Brasil será capaz de suprir as necessidades básicas de consumo da população. Com uma safra de grãos estimada em 251,9 milhões de toneladas, de acordo com o último levantamento divulgado pela estatal, as principais culturas consumidas no país (soja, milho trigo, arroz e feijão) respondem por cerca de 97% da colheita e superam em mais de 100 milhões de toneladas o volume do consumo interno destes grãos no ano passado.

Diante da situação de enfrentamento ao novo coronavírus, o Governo Federal acionou a Conab para atuar junto aos ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), da Economia, da Cidadania e outros, além da Casa Civil, para atender às possíveis demandas de alimento em todo o país.

Além da produção agrícola, a Conab levanta também informações de comercialização nas principais Centrais de Abastecimentos (Ceasas) para auxiliar no planejamento de ações que garantam a manutenção da oferta de frutas e hortaliças em todo o território nacional. O trabalho envolve o acompanhamento do fluxo de compras, preços e produtos ofertados.

Abastecimento Social – Entres as medidas adotadas para manter o atendimento a pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional, executadas pela Conab, está a prorrogação dos projetos do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) que venceram a partir de dezembro e possuem saldo, até os que irão vencer em junho. Com isso, os agricultores familiares beneficiados terão mais tempo para entregar cerca de R$ 5,8 milhões em alimentos em 167 organizações de todo país, beneficiando mais de 700 pequenos produtores e milhares de pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional que receberão esses produtos. Já os demais projetos aprovados seguem em operação, com as entregas previstas nas propostas.

A Companhia estuda também a possibilidade de ampliar sua atuação por meio da Ação de Distribuição de Alimentos (ADA). As entregas regulares de cestas básicas atualmente é realizada a grupos populacionais específicos, como povos e comunidades tradicionais de indígenas e quilombolas. Outra ferramenta de apoio é o Programa de Vendas em Balcão (ProVB), no qual o pequeno criador de animais e micro agroindústria têm acesso aos estoques públicos de milho para uso na ração. Para esse, a Conab planeja o atendimento em novas praças, caso seja necessário para manter a produção de proteína animal e garantir o abastecimento da população.

Estoques – Em relação aos estoques, a grande reserva brasileira de grãos é garantida pela rede de armazenagem privada e pela logística interna e externa. “Quem olha o volume dos estoques públicos, está vendo uma parte muito pequena do que o país produz e do que o governo faz de ações para garantia do preço mínimo pelos instrumentos de política agrícola e da logística de abastecimento por meio dos programas sociais”, explica o presidente da Conab, Guilherme Bastos.

Segundo Bastos, a Conab possui dentro da sua rede de armazenagem 59 estruturas utilizadas como base para a montagem e distribuição de cestas. Para um programa mais extenso, poderá ser montado um esquema de parcerias.

Fonte: Conab
08/04/2020 0 Comentários
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Notícias

HELLA Modular Worklights – nova família de faróis de trabalho

Por redação 08/04/2020
Escrito por redação

Com a nova família de faróis de trabalho HELLA Modular Worklights, a Hella apresenta ao mercado um novo conceito e oferece aos seus clientes uma ferramente para diferenciar seu maquinário agrícola em termos de design. Disponíveis nas linhas Tech e Style, são oferecidos também nas versões ZERO Glare, com linhas de corte concebidas a exemplo de faróis automotivos e que evitam ofuscamento agora também no campo. Com versões de até 6.500 Kelvin e de 1.250 a 2.350 Lumens, a linha de faróis de trabalho HELLA Modular Worklights pode reduzir o número de faróis de trabalho por máquina se posicionada corretamente. A HELLA faz estudos de distribuição de luz customizados sob demanda para que seus clientes atinjam o melhor resultado com seus faróis.

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Notícias

VIGIA da Colven – Protetor Eletrônico de Motor

Por redação 08/04/2020
Escrito por redação

Quando a luz espia do painel original de sua máquina indica um problema no motor, talvez seja tarde.

O VIGIA da COLVEN é a única proteção confiável para seu motor, já que emite um alerta prévio e interrompe o funcionamento, evitando maiores prejuízos ocasionados por altos custos de consertos e retificações. O VIGIA age sempre a tempo, devido à alta sensibilidade de seus sensores e componentes de máxima qualidade que detêm o motor, evitando que aqueça ou funda por problemas de temperatura ou de pressão do óleo.

Aplicável em motores a gasolina, a diesel e com GNV, o VIGIA é líder absoluto na proteção de motores. Há mais de 35 anos, protege veículos particulares e comerciais em todo o país.

A ação do VIGIA em casos drásticos, DETÉM a marcha do motor ou emite um sinal sonoro. Assim consegue:

– Maior vida útil para seu motor.

– Menor custo de consertos e manutenção.

– Teste permanente, com informação precisa e de fácil interpretação.

– Evita perda de lucros

O VIGIA age no caso de falhas em:

– Bomba de água

– Radiador

– Correia do ventilador

– Eletroventilador

– Termostato

– Bomba de óleo

– Radiador de óleo

– Filtro de óleo

– Flexíveis

– Retentores

-Tampas de óleo

– Alternador

– Regulador de voltagem

A COLVEN desenvolveu o VIGIA, aprimorando-o desde 1970. As diferentes versões deste sistema já foram instaladas em mais de 900.000 caminhões, transporte de passageiros, maquinarias agrícolas e escavadeiras, furgões e automóveis particulares.

Para mais informações, acesse www.colvenbrasil.com.br

 

08/04/2020 0 Comentários
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Notícias

Agronegócio é pilar para reconstruir economia brasileira pós-coronavírus

Por redação 07/04/2020
Escrito por redação

Setor é o menos afetado pela pandemia e representa 25% do PIB do País

O coronavírus deve afetar todos os setores da Economia, mas, dentre todos, um tem vantagem e deve sair ileso da crise: o agronegócio. A afirmação é do professor da FECAP e especialista na área José Luiz Tejon Megido.

Segundo Tejon, o macrossetor do agribusiness movimenta cerca de U$$ 20 trilhões no mercado global, incluindo toda a cadeia produtiva do “antes, dentro e pós-porteira” das fazendas. E, com os preços altos das commodities e do dólar, são ótimas as perspectivas para o Brasil.

“O agro significa cerca de 25% do total do PIB brasileiro, com uma expressão gigantesca na economia do País e também no potencial de capilaridade e distribuição de renda por todo o interior”, diz.

Para o especialista, o ponto positivo que faz o Brasil sair na frente é o fato de sermos autossuficientes em muitas cadeias produtivas e fornecedores de produtos que já estão com preços elevados internacionalmente, como soja, milho, proteína animal, café, açúcar, papel e celulose e citrus.

Tejon vê ainda potencial de expansão considerável em muitas outras vertentes do setor. “Somos o terceiro maior produtor mundial de frutas e exportamos apenas cerca de 3% do que produzimos. Ou seja, com foco, planejamento e plano de negócios, temos no agronegócio a grande oportunidade de reiniciar o País, alavancando nossa economia nos próximos três anos com fundamentos sólidos e realistas”, prevê o professor.

Ele acredita ainda que é possível dobrar o agronegócio brasileiro de tamanho, visando a receitas de U$$ 1 trilhão de dólares nos próximos cinco anos. “É possível e temos inteligência e condições de fazer. Esta crise pode ser o chacoalhão que nos levará a isso. E neste cenário, o cooperativismo terá papel fundamental em todo o País e nas relações da intercooperação no mundo todo”, comenta.

Em síntese, a liderança é o insumo mais vital para minimizar o tamanho da crise no agronegócio. “Conforme estudos internacionais, o setor é o que sofrerá os menores impactos comparados a todos os demais setores econômicos e industriais no mundo”, finaliza.

Fonte: Fecap
07/04/2020 0 Comentários
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Notícias

Embrapa publica edital para empresas interessadas em inovar no setor leiteiro

Por redação 06/04/2020
Escrito por redação

- Embrapa publica edital para empresas interessadas em inovar no setor leiteiro

Até o dia 24 de abril, a Embrapa Gado de Leite receberá propostas para desenvolver soluções voltadas à cadeia produtiva do leite, por meio de inovação aberta. O edital prevê investimento de recursos financeiros, infraestrutura e a atuação da equipe técnica da Embrapa. Desde empresas de grande porte até microempresas, incluindo produtores rurais, startups e cooperativas, podem submeter propostas. As contrapartidas são variáveis e exigidas de acordo com o projeto e a modalidade da parceria.

O investimento da Embrapa nos projetos que forem aprovados pode chegar a R$ 1,5 milhão, sendo até meio milhão de reais em aporte financeiro. “Nosso time de pesquisadores está ao alcance das empresas. E também nossos laboratórios, fazendas experimentais e rebanhos. Tudo isso é parte do valor informado”, explica o chefe de Pesquisa e Desenvolvimento, Pedro Arcuri.

São esperadas propostas relacionadas a diferentes segmentos da cadeia produtiva, seja a atividade rural, a indústria de insumos, laticínios, logística ou, ainda, projetos que impactem mais de um segmento. Para isso, o edital indica interesse em 18 temas, dentre eles bem-estar animal, geotecnologia, pecuária de precisão, qualidade do leite, sustentabilidade e transformação digital.

Para se candidatar, a organização deve preencher um formulário e apresentar a proposta em vídeo, que pode ser filmado a partir de um celular. A submissão é feita no site da Embrapa, em https://www.embrapa.br/gado-de-leite/edital-desafio-inovacao-aberta.

O processo de inovação aberta é amparado pelo Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação, que confere a agilidade e a segurança jurídica necessárias para que organizações públicas e privadas promovam atividades em cooperação técnico-científica, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social.

Fonte: Embrapa Informática Agrícola
06/04/2020 0 Comentários
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Notícias

Sensoriamento remoto pode comprovar perdas agrícolas

Por redação 06/04/2020
Escrito por redação

- Sensoriamento remoto pode comprovar perdas agrícolas

Os produtores rurais e os agentes do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) vão poder usar ferramentas digitais e de sensoriamento remoto para a comunicação e a comprovação das perdas agrícolas, além das análises e julgamento dos pedidos de cobertura. A Resolução nº 4.796, publicada pelo Banco Central nesta quinta-feira (2), define a adoção da medida de forma temporária pelo Conselho Monetário Nacional, devido às restrições de mobilidade impostas em razão da Covid-19 que dificultam a comprovação presencial normalmente realizada pelos técnicos do governo.

O Sistema de Análise Temporal da Vegetação (SATVeg), desenvolvido pela Embrapa, poderá ser consultado para verificação das perdas agrícolas do Proagro. A tecnologia permite a observação de séries temporais de índices de vegetação por meio de imagens de satélite MODIS, oferecendo apoio a atividades de monitoramento agrícola e ambiental em toda a América do Sul. O sistema auxilia em análises relativas ao uso e cobertura da terra, possibilitando observar a frequência com que as áreas agrícolas do País sofrem alterações. Com ele, pode-se identificar o que é uma cultura anual, pasto ou mata, por exemplo, além de acompanhar o ciclo de uma cultura agrícola e sua intensificação.

Será permitida ainda consulta a informações disponibilizadas no Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (Sisdagro) do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), além de laudos, comunicados ou documentos semelhantes emitidos pelas empresas de assistência técnica e extensão rural regionais (Ematers). As ferramentas públicas devem ser capazes de aferir, com segurança, as informações necessárias à efetiva mensuração das perdas decorrentes de evento adverso, além das informações de produtividade divulgadas pelos órgãos estaduais de assistência técnica e extensão rural, de acordo com a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul.

“O SATVeg foi criado para facilitar análises sobre a dinâmica da vegetação e tem o potencial de auxiliar no acompanhamento do desenvolvimento vegetativo das culturas, podendo ser bastante útil para a verificação das informações fornecidas pelo setor produtivo”, conta o pesquisador da Embrapa Informática Agropecuária, Júlio Esquerdo. A ferramenta mostra a variação da vegetação ao longo do tempo; por isso, é excelente para monitorar a produção e, inclusive, acompanhar as perdas. Com ela é possível apoiar a identificação de áreas desmatadas, de regeneração e áreas agrícolas, entre outras.

No caso da soja, por exemplo, em um ano no qual haja um comportamento anormal, em que a cultura não se desenvolveu muito em função de estiagens ou veranicos, isso pode ser verificado por meio dos perfis espectro-temporais observados nas curvas dos índices de vegetação das imagens de satélite. “E pode-se associar essa situação a certas condições como menor produtividade, perda da safra etc.”, explica o pesquisador Alexandre Coutinho, também da Embrapa Informática Agropecuária.

“Essa ferramenta tem um potencial de aplicação muito grande no acompanhamento do ciclo fenológico das culturas agrícolas. A adoção do SATVeg pelo Banco Central para comunicação de perdas do Proagro pode acelerar a parceria com a Embrapa no sentido de evoluir a ferramenta mais rapidamente, a partir de novos sensores e plataformas”, avalia o pesquisador João Antunes, um dos desenvolvedores da tecnologia que integra a equipe da Embrapa Informática Agropecuária.

Uma das linhas de desenvolvimento é usar imagens com melhor resolução espacial, para monitorar talhões e áreas produtivas menores, mais características das regiões Sul e Sudeste do País. Hoje o sistema usa imagens obtidas pelo sensor MODIS, a bordo dos satélites Terra e Aqua, com resolução espacial de 250 metros, que são ideais para monitorar grandes áreas agrícolas, por exemplo. As tecnologias de monitoramento e de sensoriamento remoto e da área de tecnologia da informação são muito dinâmicas. O desenvolvimento de sensores, o lançamento de novos satélites e as imagens obtidas por vants, os veículos aéreos não tripulados, podem ser aproveitados para aperfeiçoar a ferramenta, na visão dos pesquisadores.

Com relação à produtividade, saber qual a porcentagem de perda depende de modelos matemáticos que façam essa estimativa. “Para isso, precisamos de uma quantidade enorme de dados para analisar as variações das curvas de produtividade”, afirma Coutinho. Uma das frentes de pesquisa para aperfeiçoamento da tecnologia é integrar as perdas informadas pelos produtores e as curvas geradas pelo sistema, permitindo monitorar as safras com mais precisão.

“As tecnologias digitais são ferramentas imprescindíveis, especialmente no momento atual, para facilitar a tomada de decisão, tanto pelos gestores públicos como por produtores rurais”, destaca a chefe-geral da Embrapa Informática Agropecuária, Silvia Massruhá. “A Embrapa tem se preparado cada vez mais para atender a essas demandas e vem investindo em pesquisas na área de tecnologia da informação e comunicação para levar soluções tecnológicas ao setor agropecuário”, completa.

Fonte: Embrapa Informática Agropecuária

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Coluna

Agronegócio: ainda bom, mas com riscos

Por redação 03/04/2020
Escrito por redação

Vivemos mais um ano de boas perspectivas para a geração de renda do agro brasileiro, porém não devemos desconsiderar os potenciais impactos da pandemia do Covid-19. A piora do ambiente de negócios fez com que a maioria das instituições revisasse suas projeções apontando para uma forte desaceleração da economia global. Embora menos danoso para o agronegócio – já que se argumenta que a demanda por alimentos seguirá firme –, esse cenário de retração atrelado às incertezas em relação a efetividade das medidas de contenção da doença afeta diretamente algumas cadeias e traz riscos adicionais para o setor.

Nesse sentido, o setor sucroenergético e a cultura de algodão se destacam. No caso do primeiro, a queda das cotações do petróleo sugere preços do etanol hidratado na usina em patamares abaixo de R$1,50/L na safra que se inicia. Com isso, a atratividade do biocombustível cai e aumenta a produção do açúcar, o que, por sua vez, afeta o valor do adoçante. Ademais, uma restrição prolongada à movimentação de pessoas deve reduzir drasticamente o consumo do biocombustível no curto prazo.

Para o algodão, a combinação entre os módicos preços do petróleo e, consequentemente, da fibra sintética aliado a desaceleração da economia fizeram com que o valor da pluma caísse radicalmente na bolsa de NY.

Quanto aos riscos comuns a todo o setor, o primeiro deles – e de curtíssimo prazo – é uma possível desaceleração da logística de exportações a reboque da redução do deslocamento de pessoas para minimizar a propagação da doença tanto no Brasil quanto nos destinos. Isso pode alterar a programação de embarques e alongar o ciclo de caixa de quem depende das vendas internacionais, bem como tende a levar a uma redução de liquidez para a comercialização de produtos no Spot.

Se o possível problema logístico se estender, as importações de fertilizantes e princípios ativos de defensivos poderão ser impactadas, aumentando o risco das entregas de tais insumos para a safra 20/21.

Não se pode descartar também que o enfraquecimento da economia global pode alterar o crescimento esperado das exportações de carnes do Brasil. Embora a expectativa seja de mais um excelente ano de vendas à China, na esteira da queda drástica de produção pela febre suína africana, outros importantes destinos, como o Oriente Médio, África e União Europeia, podem ser menos demandantes.

No Brasil a desaceleração da economia deve minimizar a recuperação do consumo de combustíveis quando o trânsito de pessoas voltar à normalidade, bem como afetar a demanda por produtos alimentícios mais sensíveis à renda, caso de cortes do traseiro do boi e produtos processados.

Por fim, esse ambiente de incertezas sugere que a volatilidade dos preços das commodities e da taxa de câmbio seguirá alta, o que implica em mais risco para a atividade. Além disso, como observado em outras crises, períodos como esse tendem a dificultar o refinanciamento, já que a percepção de risco como um todo se agrava.

Diante desses riscos, é recomendável que os empresários do agro sejam prudentes em suas decisões, minimizando os impactos desse ano desafiador. Especial atenção deve ser dada à preservação de uma boa posição de caixa, que inclusive deve ser maior que os níveis normais. Ter caixa em momentos de incerteza é um seguro que será essencial caso a crise se prolongue. Aliás, deve-se buscar um patamar seguro de insumos, que podem sofrer de inconstância no suprimento, e postergação temporária dos planos de expansão. Não temos dúvidas da importância e competitividade do Agro Brasileiro, mas o curto prazo demanda cautela.

Por: Pedro Fernandes e Guilherme Bellotti
*Respectivamente, Diretor de Agronegócio do Itaú BBA e Gerente de Consultoria Agro do Itaú BBA

Fonte: Itaú BBA
03/04/2020 0 Comentários
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Notícias

Cooxupé distribui R$ 14 milhões para cooperados

Por redação 02/04/2020
Escrito por redação
- Cooxupé distribui R$ 14 milhões para cooperados

Matriz da Cooxupé, em Guaxupé

A Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé distribuirá em espécie R$ 14,4 milhões aos cooperados, referentes aos 10% das sobras do exercício de 2019. O valor para cada produtor varia de acordo com a proporção das operações específicas em que ele realiza com a Cooxupé no decorrer do ano. O pagamento, que está de acordo com as regras estatutárias da cooperativa, acontecerá a partir do dia 06 de abril.

O presidente Carlos Augusto Rodrigues de Melo explica que esta decisão – aprovada pelo Conselho de Administração da Cooxupé, mesmo após o adiamento da Assembleia Geral Ordinária por conta da pandemia de coronavírus – tem como objetivo diminuir os impactos na rotina dos cooperados. “Estamos cientes de todas as dificuldades do momento e sabemos que a nossa produção não pode esperar”, explica Melo.

Quando a Assembleia da cooperativa acontecer – ainda sem data definida, os cooperados decidirão sobre a destinação de 20% das sobras, que totalizam R$ 28,9 milhões.

O balanço 2019 da Cooxupé foi aprovado pelo Conselho Fiscal da cooperativa e auditado sem ressalvas pela PWC.

“O atual momento mundial que estamos vivendo, nos fez adaptar às formas diferentes de trabalho. Neste período estamos todos atentos às necessidades dos nossos cooperados e buscando atendê-los em todas as áreas da cadeia produtiva, com soluções para o benefício de todos. O momento é de união e que continuemos a cuidar um dos outros, seguindo a vocação cooperativista”, conclui o presidente.

Fonte: PHideias
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Notícias

ILP aumenta a renda do produtor em 50%

Por redação 02/04/2020
Escrito por redação

Aproveitar a entressafra da soja é uma estratégia com excelentes resultados.

- ILP aumenta a renda do produtor em 50%

ILP permite ganhos com a lavoura e com a engorda de gado Cristiano Gotuzzo

Piratini/RS, março de 2020 – Segundo a Conab a área planta com culturas de verão no RS corresponde a aproximadamente 6,8 milhões de hectares. Ao mesmo tempo, a área deixada para o cultivo com trigo é de 800 milhões de hectares. Fazendo a conta entre um número e outro, tem-se que cerca de 6,0 milhões de hectares são plantados com alguma cultura para produção de palhada para a semeadura direta dos cultivos de verão, algo necessário dentro da técnica do plantio direto.

Mas o que fazer com estas restevas? Conforme o agrônomo, produtor rural e diretor executivo da Geoplan Soluções em Agronegócio, Cristiano Gotuzzo, dentro do planejamento de produção da propriedade é possível utilizar esta área plantada para formação de palhada integrada ao pastejo direto de animais nos diferentes sistemas pecuários existentes, “assim podemos melhorar os índices da pecuária tradicional da metade sul, e de outras regiões brasileiras.

Para isso, segundo ele, é preciso quebrar alguns paradigmas. Por exemplo, buscar um arrendatário-parceiro e não um extrativista dos recursos naturais do solo que só visa o máximo de produção com o menor investimento sem pensar na sustentabilidade do sistema. “Entender que não existe a lavoura de soja isolada da pastagem e sim que estamos trabalhando os sistemas integrados. Que a adubação que faremos tanto na lavoura quanto na pastagem será para fertilizar o sistema e não as culturas individualmente e que o animal dentro desse sistema poderá trazer benefícios para o cultivo de verão uma vez que irá acelerar o processo de aumento da matéria orgânica do solo que constitui a base de todos os processos que ocorrem no solo e no desenvolvimento das plantas”, afirma Gotuzzo.

Confirmando o que o agrônomo diz, um experimento que está no seu décimo nono ano, onde um dos atores é o Grupo de Pesquisa em Ecologia do Pastejo da Faculdade de Agronomia da UFRGS, vem apresentando resultados muito satisfatórios relacionados aos benefícios da presença do animal no período de inverno para o solo e consequentemente para a cultura da soja no verão.Os resultados demonstram que quando as pastagens de inverno são manejadas em alturas iguais ou superiores a 20 cm é possível obter ganhos por animal superiores a 1 kg de peso vivo/cabeça/dia e ganhos por hectare que podem variar ao redor de 350 kg de peso vivo. “Com relação ao desenvolvimento das pastagens quando manejamos com um pastejo moderado existe um aumento na produção de raízes e uma melhor distribuição das mesmas no perfil do solo comparado às áreas sem pastejo ou com pastejo intensivo (10 cm de altura de manejo do azevém)”, assinala ele.

Aos números de hoje, 350 kg de peso vivo de novilhos sobreano, estamos falando em uma renda bruta por hectare de cerca de R$ 2.450,00, descontando as despesas de fertilização e compra dos animais, sobra para o produtor ao redor de R$ 1.800,00 por hectare, transformando em sacos de soja, de 20 sacos por hectare (saca da soja a R$ 90), em um período em que essa área não estaria gerando receita ao produtor. “Esse resultado já estamos conseguindo em propriedades que atendemos desde 2011”, assegura.

Neste mesmo experimento os resultados na soja são bastante interessantes. Comparando o estande da lavoura nas diferentes alturas de manejo do azevém/aveia só teremos redução da população de plantas de soja quando a pastagem é manejada a 10 cm desde que ocorra um período seco na época da implantação, caso contrário, a própria plantadeira rompe a camada compactada superficial e num ano chuvoso não teremos diferença no estande da lavoura de soja independente da altura de manejo da pastagem de inverno.

Gotuzzo ressalta que nos anos secos a presença do animal faz com que se tenha uma estabilidade financeira da atividade, pois independente da altura de manejo da pastagem e consequentemente da produção da lavoura a receita bruta é a mesma para todos os tratamentos, ou seja, a produção animal compensa a redução da produção da soja. “Podemos ter ótimos resultados na ILP se tratarmos os sistemas de forma integrada e com isso haverá um sinergismo entre as diferentes atividades beneficiando todo o processo”, finaliza o consultor.

Fonte: Agropress
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