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Estudo identifica 130 municípios com elevado desenvolvimento agropecuário
Mercado

Exportação de café soma 2,6 milhões de sacas e cai 23,5% em fevereiro

Por Redação 11/03/2026
Escrito por Redação

O Brasil embarcou 2,618 milhões de sacas de 60 kg de todos os tipos do produto em fevereiro, de acordo com o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o que rendeu uma receita cambial de US$ 1,062 bilhão. Na comparação com o mesmo mês de 2025, houve queda de 23,5% em volume e de 14,7% em valores.

Com esse desempenho, as exportações de café do Brasil chegaram a 26,038 milhões de sacas no acumulado dos oito primeiros meses do ano safra 2025/26, o que implica declínio de 22,6% em relação a idêntico intervalo anterior. Já a receita cambial apresentou uma evolução de 5,3% entre julho do ano passado e fevereiro deste ano ante os oito primeiros meses da safra 2024/25, chegando a US$ 10,301 bilhões.

No primeiro bimestre de 2026, as remessas brasileiras de café ao exterior totalizam 5,410 milhões de sacas, volume que representa recuo de 27,3% frente aos dois primeiros meses do ano passado. Em valores, a perda é de 13%, com os ingressos de dólares no país saindo de US$ 2,575 bilhões para os atuais US$ 2,241 bilhões.

O presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, explica que o cenário de baixa nas exportações, neste ano, ocorre, principalmente, com a variedade arábica, cujas cotações vêm sofrendo queda acentuada e rápida na Bolsa de Nova York.

Segundo ele, os fundos estão liquidando posições compradas substancialmente, antecipando uma disponibilidade bem maior do produto na próxima safra, cenário que, aliado ao recuo expressivo do dólar frente ao real e ao fato de os produtores, capitalizados, com remanescente ajustado da safra corrente, acaba por dosar a oferta brasileira a níveis não competitivos para novos negócios frente às demais origens.

“Essa tendência deve permanecer até a entrada da próxima safra, ocasionando perda de market share do Brasil para outras origens produtoras, o que, obviamente, não é favorável em médio e longo prazos”, comenta.

Ferreira completa que esse movimento pode se acentuar com as tensões geopolíticas no Oriente Médio e os gargalos logísticos.

“A tendência de recuperação é esperada a partir da próxima safra que se avizinha e já ocorre com o conilon, que conta com maiores estoques de passagem e cuja colheita comercializada a partir de maio será também importante. No caso arábica, a expectativa de recuperação dos embarques é aguardada a partir de junho, com a chegada da nova safra, com volume bem mais relevante que a que se encerrará”, pondera.

Principais destinos

A Alemanha foi o principal destino dos cafés do Brasil no primeiro bimestre de 2026, com a importação de 786.589 sacas, o que equivale a 14,5% do total e representa uma queda de 20,1% na comparação com o acumulado entre janeiro e fevereiro de 2025.

Os Estados Unidos, com 12,1% de representatividade, adquiriram 655.998 sacas (-45,8%) e ocuparam o segundo lugar no ranking. Na sequência, vêm Itália, com a importação de 568.598 sacas (+5,9%); Bélgica, com 331.747 sacas (-6,8%); e Japão, com 315.816 sacas (-34,5%).

Tipos de café

Em janeiro e fevereiro deste ano, o café arábica, com o envio de 4,423 milhões de sacas ao exterior, permaneceu como o mais exportado pelo Brasil. Esse montante equivale a 81,8% do total embarcado, apesar de representar queda de 28,9% frente ao primeiro bimestre de 2025.

Na sequência, com o equivalente a 573.301 sacas remetidas para fora do país, apareceu o segmento do café solúvel, com um declínio de 11,5% na comparação com os dois primeiros meses do ano passado. Esse tipo de produto respondeu por 10,6% das exportações totais no período atual.

Os cafés canéforas (conilon + robusta), com 408.446 sacas – recuo de 27,7% e 7,5% do total –, e o produto torrado e torrado e moído, com 5.572 sacas (-38,7% e 0,1% de representatividade), completam a lista.

]Os cafés que possuem qualidade superior, certificados de práticas sustentáveis e/ou especiais responderam por 19,8% das exportações totais brasileiras no primeiro bimestre deste ano, com a remessa de 1,069 milhão de sacas ao exterior. Esse volume é 40,7% inferior ao registrado no agregado de janeiro e fevereiro de 2025.

A um preço médio de US$ 461,74 por saca, a receita cambial com os embarques dos cafés diferenciados foi de US$ 493,5 milhões, o que correspondeu a 22% do obtido com todos os embarques de café no primeiro bimestre do ano passado. No comparativo anual, o valor é 31,2% menor do que o registrado nos dois primeiros meses de 2025.

A Alemanha também liderou o ranking dos principais destinos dos cafés diferenciados, com a compra de 137.770 sacas, o equivalente a 12,9% do total desse tipo de produto exportado.

Fechando o top 5, aparecem EUA, com 132.179 sacas e representatividade de 12,4%; Bélgica, com 130.484 sacas (12,2%); Itália, com 124.249 sacas (11,6%); e Holanda (Países Baixos), com 86.253 sacas (8,1%).

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11/03/2026 0 Comentários
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Expodireto Cotrijal

Tramontina aposta em soluções para impulsionar a eficiência no agro

Por Redação 11/03/2026
Escrito por Redação

Tramontina aposta em soluções para impulsionar a eficiência no agro

Em um ano em que o Brasil projeta uma safra de verão histórica – com estimativa de 353 milhões de toneladas de grãos, conforme o último Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a Tramontina confirma seu retorno à Expodireto Cotrijal 2026, reafirmando seu compromisso com o agronegócio e com o produtor rural. O evento acontece de 9 a 13 de março, em Não-Me-Toque, no Norte do estado, e tem expectativa de receber mais de 300 mil visitantes nesta edição. A marca leva à feira um estande de 200 m², localizado na área principal do parque, com uma ampla gama de soluções.

“Retornar à Expodireto no ano em que celebramos 115 anos é emblemático para nós. Estamos ao lado de quem move o agro oferecendo uma solução 360°. O produtor que já confia na nossa enxada e no nosso carrinho de mão agora encontra também tecnologia a bateria com a mesma robustez. Queremos que a jornada no campo seja mais produtiva e tecnológica”, afirma Rui Zignani, Gerente de Vendas da Tramontina.

O principal destaque da participação é a linha Tramontina by TOTAL, lançamento desenvolvido para acompanhar a crescente demanda por mobilidade e eficiência na propriedade rural. Resultado da união entre a tradição da Tramontina em ferramentas e a expertise global da TOTAL em equipamentos a bateria, a linha conta com mais de 80 itens e sistema inteligente de baterias intercambiáveis, permitindo o uso de uma mesma bateria em diferentes produtos. A tecnologia Brushless contribui para maior autonomia, menor aquecimento e vida útil prolongada, reduzindo custos operacionais e paradas em períodos críticos, como preparo e colheita.

As soluções da marca no evento incluem ainda os carrinhos de mão de alta capacidade, com modelos de até 200 litros, desenvolvidos para otimizar a logística interna das fazendas e reduzir o desgaste físico em tarefas repetitivas. O item reforça a aposta em opções que combinam eficiência operacional e ganho de produtividade no dia a dia do produtor.

A Tramontina também apresenta máquinas e equipamentos projetados para otimizar o processamento de grãos na propriedade, com destaque para o Debulhador de Milho DME 60T, que alcança capacidade de até 600 kg por hora e pode reduzir em até 50% o esforço físico em comparação aos métodos tradicionais. Com lançamento previsto para os próximos meses, a solução reforça a estratégia da marca de oferecer mecanização acessível, ampliando rendimento e eficiência em pequenas e médias produções.

Durante a feira, a marca transforma o estande em um espaço de experimentação. Ao longo da programação, o público poderá acompanhar demonstrações práticas das ferramentas da linha Tramontina by TOTAL, testando desempenho, autonomia e ergonomia em situações que simulam a rotina da propriedade rural. Os visitantes poderão ainda adquirir os produtos diretamente no local, por meio de parceria com a cooperativa Cotrijal, com condições comerciais especiais válidas para o período do evento.

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11/03/2026 0 Comentários
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Apex prevê plano de R$ 130 milhões para diversificar exportações
Mercado

Superávit do agro paulista registra US$ 2,79 bilhões no 1º bimestre de 2026

Por Redação 10/03/2026
Escrito por Redação

Agro exporta US$ 10,8 bilhões e registra superávit de US$ 9,2 bilhões em janeiro

Nos dois primeiros meses de 2026, o agronegócio paulista registrou um bom desempenho no comércio exterior, alcançando um superávit de US$ 2,79 bilhões. O saldo positivo decorre de exportações que somaram US$ 3,76 bilhões e de importações que totalizaram US$ 0,97 bilhão. A participação das exportações do agronegócio paulista no total exportado pelo estado no primeiro bimestre de 2026 foi de 40,2%, enquanto as importações do setor corresponderam a 7,5% do total no estado.

“São Paulo reúne produção, indústria e tecnologia, o que permite ao estado manter um desempenho sólido nas exportações mesmo em um cenário global desafiador. Carnes, produtos florestais e o complexo sucroenergético seguem mostrando a competitividade do nosso setor produtivo”, destaca o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho.

Principais produtos

O complexo sucroalcooleiro foi responsável por 28% do total exportado pelo agro paulista, totalizando US$1,05 bilhão. Deste total, o açúcar representou 94,7% e o álcool etílico, etanol, 5,3%. O setor de carnes veio logo em seguida com 16,6% das vendas externas do setor, totalizando US$623 milhões, com a carne bovina respondendo por 82,1%.

Produtos florestais representaram 15,3% do volume exportado, com US$576,34 milhões, com 67,8% de celulose e 26,9% de papel. Sucos responderam por 9% de participação, somando US$337,70 milhões, dos quais 96,8% são referentes ao suco de laranja, e o café, com 7,4% de participação na pauta de exportações, somando US$279,17 milhões, 72,9% referentes ao café verde e 24,0% de café solúvel.

Esses cinco grupos representaram, em conjunto, 76,3% das exportações do agronegócio paulista. E na oitava posição, o complexo soja, que teve participação de 3,2% do total exportado, registrando US$120,48 milhões, 57,9% referentes à soja em grão e 24,1% de farelo de soja.

Vale dizer que as variações de valores, em comparação com o mesmo período do ano passado, apontaram aumentos das vendas para os grupos de produtos florestais (+16,5%), carnes (+9,8%) e quedas nos grupos de sucos (-44,3%), complexo soja (-39,4%), sucroalcooleiro (-8%), café (-5,9%). Essas variações nas receitas do comércio exterior são derivadas da composição das oscilações tanto de preços como de volumes exportados.

Principais destinos 

A China segue sendo o principal destino das exportações, com 20,5% de participação, adquirindo principalmente produtos florestais, carnes, fibras têxteis e itens do complexo soja. A União Europeia vem em seguida com 16,9% de participação, e os Estados Unidos somaram 9,7% de participação.

No cenário nacional, o agronegócio paulista ocupa o 2º lugar no ranking de exportações, com 16,6% de participação, logo atrás de Mato Grosso (20,5%).

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10/03/2026 0 Comentários
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Contratações do Plano Safra 2025/26 crescem 7% e Plano Safra 2025/26 e totalizam R$ 354,4 bilhões até fevereiro
Mercado

Contratações do Plano Safra 2025/26 crescem 7% e totalizam R$ 354,4 bilhões até fevereiro

Por Redação 10/03/2026
Escrito por Redação

Contratações do Plano Safra 2025/26 crescem 7% e Plano Safra 2025/26 e totalizam R$ 354,4 bilhões até fevereiro

A contratação de crédito rural empresarial registrou desempenho positivo nos primeiros oito meses do Plano Safra 2025/2026. Os recursos totais contratados entre julho de 2025 e fevereiro de 2026 somaram R$ 354,4 bilhões, um crescimento de 7% em relação aos R$ 330,8 bilhões do mesmo período da safra 2024/2025. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com base em informações do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central.

Os recursos efetivamente concedidos, ou seja, aqueles cujas operações já contratadas também tiveram liberação na conta do produtor, totalizaram R$ 342,9 bilhões, com crescimento de 4%. O saldo positivo foi impulsionado principalmente pela expansão expressiva das Cédulas de Produto Rural (CPR) e pelo avanço da industrialização, que compensaram retrações nas linhas tradicionais de custeio e investimento.

O grande destaque positivo do período foi o desempenho das Cédulas de Produto Rural (CPR) emitidas por produtores rurais em favor de instituições financeiras. As contratações via CPR chegaram a R$ 163,4 bilhões, com crescimento de 39% em relação à safra anterior.

 

Como os recursos captados por esse instrumento se destinam majoritariamente ao custeio da safra, ao somar CPR e custeio tradicional o volume total destinado a essa finalidade alcança R$ 269,8 bilhões, alta de 12% em relação à safra 2024/2025.

A industrialização também se destacou, com expansão de 56% nas contratações, que atingiram R$ 22,2 bilhões, o maior crescimento entre todas as finalidades. Nas concessões, o segmento avançou 51%, chegando a R$ 21,5 bilhões.

Custeio e investimento

Na contramão, as linhas tradicionais registraram queda. O custeio contratado recuou 13%, para R$ 106,4 bilhões, enquanto os recursos concedidos caíram 16%, totalizando R$ 103,4 bilhões.

O investimento apresentou retração ainda mais acentuada: queda de 20% nas contratações, que somaram R$ 39,5 bilhões, e de 33% nas concessões, que chegaram a R$ 33,0 bilhões. A comercialização também recuou, com queda de 15% nas contratações (R$ 22,9 bilhões) e de 19% nas concessões (R$ 21,8 bilhões).

De acordo com a Secretaria de Política Agrícola do Mapa, o boletim indica que o panorama relativo dos investimentos se manteve inalterado, com retração de 20%, refletindo a cautela do setor diante das atuais taxas de juros, dentro de uma perspectiva de redução da taxa Selic em cerca de dois pontos percentuais até o fim de 2026.

Programas de investimentos: todos em queda

Os principais programas de investimento acumularam recuos em relação à safra 2024/2025. O Moderfrota liderou as quedas, com retração de 49%, passando de R$ 6,85 bilhões para R$ 3,48 bilhões.

O Proirriga registrou redução de 48%, enquanto o Inovagro recuou 33%. O Pronamp, voltado ao médio produtor, teve queda de 34%, passando de R$ 5,49 bilhões para R$ 3,65 bilhões. O Prodecoop foi o programa com menor variação negativa, com redução de 3%.

Fontes de recursos

As fontes controladas totalizaram R$ 98,8 bilhões, com incremento de R$ 6,5 bilhões em relação a janeiro de 2026. O dado mais expressivo foi o crescimento das Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) na modalidade controlada, que avançaram 4.038% e atingiram R$ 25,7 bilhões, reflexo de mudanças regulatórias que ampliaram o uso desse instrumento.

Os recursos obrigatórios avançaram 5%, alcançando R$ 36,0 bilhões. Em sentido contrário, a poupança rural controlada caiu 26%, totalizando R$ 10,6 bilhões, enquanto os fundos constitucionais recuaram 7%, chegando a R$ 13,1 bilhões.

Nas fontes não controladas, o total alcançou R$ 80,7 bilhões, com redução de 24%. A LCA livre recuou 36%, para R$ 41,1 bilhões, enquanto a poupança rural livre cresceu 28%, alcançando R$ 35,2 bilhões. O BNDES Livre registrou queda de 18%, somando R$ 3,8 bilhões.

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10/03/2026 0 Comentários
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New Holland apresenta nova geração de colheitadeiras CR na Expodireto
Expodireto Cotrijal

New Holland apresenta nova geração de colheitadeiras CR na Expodireto

Por Redação 09/03/2026
Escrito por Redação

New Holland apresenta nova geração de colheitadeiras CR na Expodireto

A New Holland apresenta na Expodireto Cotrijal 2026, realizada de 9 a 13 de março em Não-Me-Toque (RS), a nova geração de colheitadeiras da linha CR, que incorpora sistemas de automação e inteligência artificial para otimizar as operações de colheita.

Entre os modelos exibidos estão a CR7+ e a CR11. Esta última é considerada a maior colheitadeira de grãos de duplo rotor já produzida pela marca. Equipada com motor FPT Cursor 16 de 15,9 litros e 775 cv de potência, a máquina possui tanque graneleiro de 20 mil litros, plataforma de até 61 pés e capacidade de descarga de 210 litros por segundo.

A nova geração da linha CR inclui ainda os modelos CR6, CR7, CR8, CR9 e CR10. As máquinas contam com o sistema de automação IntelliSense, que utiliza sensores e câmeras para monitorar a qualidade dos grãos e ajustar automaticamente os parâmetros de operação durante a colheita. O sistema realiza leituras contínuas da máquina e pode fazer ajustes a cada 20 segundos para reduzir perdas e melhorar o desempenho.

Entre as tecnologias disponíveis na linha estão também o IntelliTurn, para manobras automáticas em cabeceiras; o IntelliField, que permite o compartilhamento de dados entre colheitadeiras; e o IntelliCruise, que ajusta automaticamente a velocidade de operação conforme as condições da cultura. Os modelos CR9, CR10 e CR11 contam com o sistema IntelliSense de série.

Outra tecnologia disponível é o NutriSense, que utiliza sensor NIR (espectroscopia no infravermelho próximo) para medir, em tempo real, parâmetros como umidade, proteína, gordura, amido e fibras dos grãos durante a colheita. As informações podem ser integradas ao monitor IntelliView 12 e enviadas para a plataforma FieldOps para análise agronômica.

Além das colheitadeiras, a empresa apresenta na feira o trator T5.110, da nova família T5. A linha inclui também o modelo T5.100 e é equipada com motor FPT S8000, com potências de 100 cv e 110 cv.

Os tratores contam com novas transmissões 24×24 ePower Shuttle HiLo e 40×40 com super redutor, além de telemetria embarcada. O modelo pode receber diferentes configurações de eixo traseiro para atender operações como preparo do solo, plantio, pulverização e colheita.

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Expodireto Cotrijal

John Deere lança colheitadeira voltada a pequenos e médios agricultores

Por Redação 09/03/2026
Escrito por Redação

John Deere lança colheitadeira voltada a pequenos e médios agricultores

A John Deere apresenta na Expodireto Cotrijal 2026, realizada de 9 a 13 de março em Não-Me-Toque (RS), a nova colheitadeira S4, desenvolvida para atender principalmente pequenos e médios produtores, perfil predominante na região Sul. A empresa participa da feira por meio dos concessionários SLC Máquinas e Alvorada.

Disponível nos modelos S4 300 e S4 400, a máquina foi projetada para operar em áreas menores e terrenos acidentados, com culturas como milho, soja, arroz, trigo, aveia, cevada e feijão. O equipamento busca facilitar a operação em locais com menor espaço de manobra e melhorar o desempenho em diferentes condições de solo, além de contribuir para a redução de perdas na colheita.

“Queremos auxiliar o produtor rural gaúcho a ser resiliente e rentável diante das adversidades climáticas que o Estado enfrenta. Por isso, desenvolvemos soluções que, por meio da inovação e das tecnologias embarcadas em nossos equipamentos, ajudam no cumprimento das janelas de cultivo, reduzem as perdas e custos de produção e garantem maior produtividade e sustentabilidade”, reforça Horacio Meza, diretor de Vendas da John Deere Brasil.

Entre os recursos da colheitadeira estão sistema de sincronização entre máquinas e conexão com o transbordo (Machine Sync), piloto automático, ajuste automático ao terreno (ATA) e câmera de ré. A cabine traz melhorias de visibilidade, iluminação interna e redução de ruídos, além de botões digitais para controle das operações. O tanque graneleiro conta com janelas de visualização, sensor de preenchimento de três quartos e cobertura redesenhada para proteção dos grãos.

Outro lançamento apresentado pela empresa na feira é o pulverizador 1025E. O equipamento tem motor de 202 cv, tanque de 2.500 litros e opções de barras de 24, 27 ou 30 metros. A máquina pode operar a até 23 km/h na pulverização e atingir 48 km/h em deslocamento.

O modelo também vem equipado com tecnologias de agricultura de precisão, como o receptor StarFire 7500, o monitor G5 e piloto automático de série. O pulverizador possui vão livre de 1,60 metro, permitindo aplicação em culturas mais altas ou em estágios avançados de desenvolvimento.

Segundo a empresa, o equipamento foi projetado para trabalhar em terrenos irregulares e curvas de nível, mantendo as quatro rodas em contato com o solo. A bitola hidráulica permite ajuste entre 2,68 metros e 3,2 metros.

 

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Expodireto Cotrijal

 Valtra apresenta 5ª geração de tratores da Série A na Expodireto Cotrijal

Por Redação 09/03/2026
Escrito por Redação

 Valtra apresenta 5ª geração de tratores da Série A na Expodireto Cotrijal

A Valtra participa da Expodireto Cotrijal 2026, realizada de 9 a 13 de março em Não-Me-Toque (RS), com a apresentação de máquinas voltadas a diferentes etapas da produção agrícola. Entre os destaques está o lançamento da Série A5 e A5 HiTech, nova geração de tratores de média potência da marca.

Segundo a empresa, a série representa uma evolução da linha A4 e passa a utilizar motores AGCO Power de nova geração, com foco em eficiência térmica e consumo de combustível. Os modelos também incorporam recursos de agricultura de precisão, como o piloto automático Valtra Guide by Trimble, o sistema de gestão de dados TaskDoc e o Wayline Assist, que auxilia na criação de linhas de orientação em áreas de formatos irregulares. A versão A5 HiTech conta ainda com transmissão PowerShift HiTech4, que permite trocas de marcha sem uso da embreagem.

Além do lançamento, a fabricante apresenta outros equipamentos de seu portfólio, como o trator da Série S6, voltado a operações de alta potência. A linha conta com três modelos – S346, S376 e S416 – com potência máxima entre 345 e 425 cavalos e torque de até 1.750 Nm. Os tratores utilizam motor AGCO Power de 8,4 litros e transmissão CVT.

Outro modelo exibido é o trator da Série Q, com potência entre 265 e 305 cv, equipado com motor AGCO Power de 7,4 litros e transmissão CVT. Entre os recursos disponíveis está o sistema SmartTurn, que automatiza manobras de cabeceira durante as operações no campo.

A empresa também leva a plantadeira Momentum, com modelos a partir de 18 linhas de plantio e sistema de transferência de peso do chassi, e o pulverizador BS2225H HiTech, equipado com motor de quatro cilindros e sistema de pulverização com controle por válvula PWM.

Entre os equipamentos expostos está ainda a linha de tratores BM, voltada a diferentes operações agrícolas. Os modelos BM115 e BM135, com potência de até 135 cv, utilizam motor AGCO Power de quatro cilindros e transmissão sincronizada.

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Expodireto Cotrijal

Expodireto Cotrijal começa nesta segunda (9) com mais de 600 expositores no RS

Por Redação 09/03/2026
Escrito por Redação

Expodireto Cotrijal começa nesta segunda (9) com mais de 600 expositores no RS

A 26ª edição da Expodireto Cotrijal começa nesta segunda-feira (9), em Não-Me-Toque (RS), reunindo mais de 600 expositores e expectativa de público entre 250 mil e 300 mil visitantes ao longo da semana. A programação segue até sexta-feira (13).

Os portões do parque estarão abertos diariamente das 8h às 18h para visitação. Entre os destaques do primeiro dia estão a homenagem ao deputado federal Pedro Westphalen na Calçada da Fama do Agro, na área central do parque, e a entrega do Troféu Semente de Ouro ao senador Luiz Carlos Heinze, prevista para a tarde no Auditório Central.

Durante os cinco dias de evento, a programação inclui fóruns e debates sobre cadeias produtivas como soja, milho, trigo, leite, carnes e florestas. Entre as novidades desta edição estão o 1º Fórum de Seguros da Cooperativa Central de Serviços Agropecuários (CCSA), na terça-feira (10), e a Abertura Nacional da Semeadura da Canola, na quarta-feira (11).

A feira também reúne espaços voltados à inovação e tecnologia, como a Arena Agrodigital, que conta com cerca de 1,6 mil metros quadrados e participação de mais de 30 empresas apresentando soluções em agricultura de precisão, inteligência artificial e automação no campo.

Outro destaque é o Pavilhão da Agricultura Familiar, com 224 expositores de 119 municípios, sendo 48 participantes estreantes nesta edição.

A Expodireto Cotrijal é organizada pela cooperativa Cotrijal e é considerada um dos principais eventos do agronegócio no Brasil.

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Mercado

Conflito no Oriente Médio: efeitos para o agro vão dos custos de insumos à instabilidade em mercados relevantes

Por Redação 06/03/2026
Escrito por Redação

Conflito no Oriente Médio: efeitos para o agro vão dos custos de insumos à instabilidade em mercados relevantes

O avanço do conflito no Oriente Médio levanta dúvidas sobre o ambiente econômico mundial nos próximos meses. Ainda que a duração e a intensidade das tensões sejam incertas, a instabilidade em rotas logísticas estratégicas e em mercados energéticos tende a repercutir rapidamente sobre cadeias globais de produção e comércio. Para o agro brasileiro, a tendência não é diferente, uma vez que o Brasil mantém relações comerciais com diversos países do eixo potencialmente afetado pela guerra.

Apenas em 2025, o Brasil exportou US$ 12,4 bilhões em produtos agrícolas para países do Oriente Médio na região em conflito, com crescimento médio anual de 49% desde 2000. O Irã respondeu por 23,6% desse total exportado, sendo o principal destino brasileiro na região neste ano, com US$ 2,9 bilhões, seguido por Arábia Saudita (23,3%) e Emirados Árabes Unidos (20,4%). No agregado, a região representou 7,4% das exportações brasileiras em 2025, com pauta concentrada em carne de frango, milho, açúcar, carne bovina e soja.

Além disso, o Oriente Médio absorveu 29% das exportações brasileiras de carne de frango, equivalentes a 1,5 milhão de toneladas. Nesse mercado, vale destacar que o Brasil é o maior produtor e exportador mundial de carne halal, atendendo a rígidos padrões islâmicos de produção e tendo a região como principal destino.

O Irã, principal foco do conflito, foi também o principal comprador de milho do Brasil em 2025, com 9 milhões de toneladas. O volume registrado em 2025 ficou significativamente acima da média histórica de cerca de 5 milhões de toneladas observada na última década. Nesse contexto, um eventual comprometimento prolongado dos fluxos comerciais para a região pode gerar riscos relevantes. No caso de outras commodities, a exposição é menor: soja, com 1,3 milhão de toneladas, e açúcar, com 499 mil toneladas, representaram apenas 1,3% e 1,5% das exportações totais desses produtos, respectivamente.

Gargalos logísticos

Há ainda outra preocupação, relacionada à logística e ao consequente aumento de custos. Isso porque dois gargalos logísticos centrais para o comércio internacional tornam-se mais incertos: o Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do fluxo global de petróleo e gás natural; e Bab el-Mandeb, eixo de acesso ao Canal de Suez e rota essencial para o transporte de contêineres e bens de consumo entre Ásia e Europa. A instabilidade nesses locais, somada às incertezas sobre fornecedores da região, eleva o risco de um choque de oferta com alcance global, com potenciais repercussões relevantes para as cadeias do agro brasileiro.

Além disso, os custos logísticos tendem a ser afetados por desvios de rota e pela elevação da percepção de risco, com aumento dos prêmios de seguro no transporte marítimo e impactos diretos sobre o comércio. O resultado é a ampliação das despesas operacionais ao longo da cadeia. Com todos esses fatores combinados, a tendência é de redução da competitividade do setor produtivo brasileiro, em um contexto no qual produtores e empresas já enfrentam custos e juros elevados, além de restrições de financiamento.

Em suma, o agro brasileiro já tem demonstrado resiliência e capacidade de diversificação de mercados. Ainda assim, a escalada do conflito coloca em jogo não apenas mercados relevantes, mas também rotas estratégicas de transporte marítimo e o fluxo global de petróleo. Nesse cenário, a capacidade de adaptação do setor a eventuais rupturas logísticas será fundamental para, ao menos, mitigar riscos e preservar a competitividade do pujante agro brasileiro.

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EmpresasTecnologia

Cummins Brasil reforça presença no setor de tratores com cárter estrutural para motores de 4.5 litros

Por Redação 06/03/2026
Escrito por Redação

Cummins Brasil reforça presença no setor de tratores com cárter estrutural para motores de 4.5 litros

A Cummins Brasil segue ampliando sua participação no mercado agrícola ao destacar o cárter estrutural integrado à plataforma de motores off-highway de 4.5 litros. A solução compõe uma das linhas mais modernas, robustas e versáteis da companhia, formada pelo QSF 4.5, em sua versão eletrônica, e pelo F4.5, motor mecânico MAR-I já consolidado no setor.

O cárter estrutural da Cummins foi desenvolvido para atender às exigências específicas do segmento de tratores, entregando resistência, confiabilidade e desempenho aprimorado em aplicações severas. O componente integra-se diretamente ao motor de 4.5 litros e aos sistemas de transmissão e eixo dianteiro, formando a estrutura monobloco típica de tratores, que garante durabilidade e maior eficiência operacional.

Projetado com análises virtuais avançadas e testes de bancada, o cárter estrutural suporta condições extremas de trabalho, acompanhando o ritmo de um equipamento multifuncional essencial para as diversas etapas do ciclo agrícola — do arraste de implementos a atividades de maior complexidade no campo.

Plataforma F4.5 e QSF 4.5: desempenho, versatilidade e eficiência

A linha de motores off-highway de 4.5 litros da Cummins se destaca pela combinação de potência, alta densidade energética, baixo consumo de combustível e elevada disponibilidade do equipamento. O intervalo de manutenção de 500 horas é um diferencial que contribui para a produtividade e redução de custos nas operações agrícolas.

O modelo F4.5 mecânico oferece 149 hp a 2.200 rpm, mantendo sua posição como referência entre motores 4 cilindros da categoria MAR-I. Sua concepção contempla componentes mecânicos simplificados, garantindo excelente custo-benefício, durabilidade e facilidade de manutenção.

O QSF 4.5, por sua vez, entrega alta performance com gerenciamento eletrônico avançado, ideal para aplicações que demandam maior controle e precisão.

Ambas as versões compartilham um design modular que facilita o acesso aos principais componentes, agilizando intervenções técnicas. A compactação da plataforma permite ainda maior flexibilidade aos fabricantes, possibilitando otimizações no projeto — como tanques de combustível maiores, ampliando a autonomia, ou aumento de capacidade de carga.

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