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São Paulo chega a R$ 56 milhões investidos em irrigação sustentável
Mercado

São Paulo chega a R$ 56 milhões investidos em irrigação sustentável

Por Redação 24/02/2026
Escrito por Redação

São Paulo chega a R$ 56 milhões investidos em irrigação sustentável

Diante de períodos cada vez mais frequentes de escassez hídrica, a irrigação tornou-se estratégica para garantir a continuidade da produção agrícola, o uso racional da água e a segurança alimentar no campo paulista. Nesse cenário, a linha de crédito Irriga+SP já contabiliza mais de 8 mil hectares beneficiados, somando R$56 milhões em investimentos.

Para o secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho, a política de irrigação é uma agenda estratégica para garantir produção, renda e abastecimento. “A irrigação deixou de ser apenas uma ferramenta de aumento de produtividade e passou a ser um instrumento de segurança alimentar. Em um cenário de mudanças climáticas e eventos extremos, investir em eficiência hídrica significa proteger a produção de alimentos, dar previsibilidade ao produtor e assegurar abastecimento para a população. Cada projeto viabilizado pelo Irriga+SP representa mais estabilidade no campo e mais segurança alimentar dentro e fora do estado”, afirmou o secretário.

A linha de crédito oferece prazo de até 60 meses, com carência de até 18 meses, financiamento de até R$ 5 milhões por projeto e limite de até 1000 hectares de área produtiva. As taxas de juros são subsidiadas, variando entre 4,81% e 9,87% ao ano.

Os recursos podem ser utilizados na aquisição de sistemas modernos de irrigação, como gotejamento, aspersão, pivô central e carretel enrolador, além de soluções em energia fotovoltaica e armazenamento, tecnologias de agricultura de precisão, como drones e sensores, estufas climatizadas, projetos de captação e reuso de água, infraestrutura para transporte hídrico, bem como treinamentos e serviços especializados para implantação dessas tecnologias.

O secretário executivo do FEAP, Felipe Alves, destaca a iniciativa como uma política pública alinhada às necessidades reais do produtor rural paulista. “Ao facilitar o acesso ao crédito com condições atrativas, o programa cria condições para a adoção de tecnologias modernas de irrigação, amplia a eficiência no uso da água e contribui para o aumento da produtividade e da renda no campo. Os resultados alcançados em curto período demonstram a importância do Irriga+SP como instrumento de desenvolvimento sustentável e de apoio à segurança produtiva no Estado”, afirma.

O desempenho do programa também é destacado pela Desenvolve SP, que atua na operacionalização do crédito. “Desde o seu lançamento, a linha de crédito Irriga+SP vem sendo muito bem recebida pelos produtores rurais paulistas e tem dado apoio essencial ao agronegócio. Só em 2026, já foram mais de R$ 15 milhões em financiamentos para irrigação e agricultura de precisão, contribuindo para mitigar os efeitos da estiagem que atingiu o Estado nos últimos anos, além de aumentar a produtividade e diversificar as culturas”, ressaltou o diretor-presidente da Desenvolve SP, Ricardo Brito.

O produtor rural Jamil Buchala, contemplado com o financiamento, afirma que o Irriga+SP surgiu no momento certo e com a praticidade necessária para viabilizar o crédito. “Estamos com o reservatório pronto para receber a água, os poços concluídos e toda a estrutura do pivô em montagem. Esse projeto era um sonho antigo, e a oportunidade apareceu na hora certa”, relatou.

Além do Irriga+SP, o FEAP mantém a linha de crédito Desenvolvimento Rural Sustentável (DRS), que também atende projetos de agricultura irrigada. Em 2025, a modalidade contemplou mais de 170 operações, com investimento total de R$13 milhões.

Para a pesquisadora do Instituto Agronômico (IAC-APTA), Jane Silveira, o desenvolvimento da agricultura irrigada no estado de São Paulo está diretamente ligado à diversidade de cultivos de interesse econômico e social.

“A importância da irrigação ultrapassa as metas de produtividade e qualidade, pois abrange desde pequenos produtores que utilizam a tecnologia nos cultivos de café e olerícolas até grandes produtores da citricultura e da cana-de-açúcar. Em ambos os casos, a irrigação contribui significativamente para o aumento da produtividade e da renda, além de garantir qualidade para atender mercados mais exigentes e possibilitar o escalonamento da produção.”

Pesquisa e melhoramento genético

O Instituto Agronômico desenvolve pesquisas voltadas à eficiência hídrica e à redução da necessidade de irrigação. Os estudos avaliam a qualidade e o desempenho dos sistemas irrigáveis, suas vantagens e limitações, com o objetivo de economizar água e otimizar o uso dos equipamentos no campo.

Um dos exemplos é o Programa de Melhoramento Genético do Feijoeiro, que vai além do impacto econômico da produção e considera todos os aspectos da cultura sob a ótica da sustentabilidade. O pesquisador do IAC, Alisson Chiorato, explica que uma das frentes do trabalho está relacionada à redução do ciclo da planta.

“Com o desenvolvimento de cultivares de ciclo precoce, os produtores conseguem realizar a colheita em menos tempo, economizando até 20% de água utilizada na irrigação. Consequentemente, há também economia de energia elétrica e redução do consumo de água das represas. Essa é uma característica sustentável que a equipe do IAC vem desenvolvendo de forma consistente”, afirmou.

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24/02/2026 0 Comentários
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EmpresasTecnologia

Valtra impulsiona processos industriais e níveis de precisão das máquinas agrícolas com IA

Por Redação 24/02/2026
Escrito por Redação

 Valtra impulsiona processos industriais e níveis de precisão das máquinas agrícolas com IA

A Valtra vem ampliando o uso da inteligência artificial (IA) em seus processos industriais e nas máquinas agrícolas que são utilizadas no campo. Essa evolução busca melhorar eficiência, reduzir custos e apoiar práticas agrícolas mais sustentáveis.

Segundo o último estudo da McKinsey, intitulado “A Mente do Agricultor Brasileiro 2024”, a adoção tecnológica no campo brasileiro cresceu mais de dez pontos percentuais nos últimos dois anos, colocando o país na segunda colocação global, atrás apenas dos Estados Unidos.

A pesquisa mostra que, embora o Brasil já tenha conquistado uma posição de destaque, ainda existe um enorme potencial de expansão em áreas como inteligência artificial, automação e sistemas de apoio à decisão, soluções tecnológicas mais usadas pelos norte-americanos.

Na indústria, a IA tem papel central no controle de qualidade. Um dos exemplos é a comparação de imagens de tratores recém-fabricados com os dados dos pedidos do produto, permitindo identificar componentes ausentes ou defeituosos. O sistema da Valtra envia feedback visual direto aos funcionários da produção, que podem corrigir as falhas de forma mais ágil. Paralelamente ao reconhecimento de objetos, outro modelo de IA torna anônimos os funcionários visíveis nas fotos para proteger a privacidade.

Essas inovações fazem parte da Indústria 4.0, que envolve ainda tecnologias como sensores que monitoram e otimizam a produção, como a Internet das Coisas (Iot), rede de objetos físicos capaz de reunir e de transmitir dados. Além de gêmeos digitais, que são réplicas virtuais de fábricas e máquinas para simulações virtuais, robôs colaborativos, impressão 3D, computação em nuvem para acesso remoto e em tempo real aos dados, integração de sistemas, conectividade 5G, além de sistemas avançados de cibersegurança.

“No campo, a utilização da IA está diretamente ligada à agricultura de precisão. Os pulverizadores, por exemplo, utilizam imageamento em tempo real para identificar alvos de aplicação, como plantas indesejáveis, e aplicar defensivos de forma localizada com extrema precisão, evitando desperdício e reduzindo impactos ambientais”, comenta Elizeu dos Santos, gerente de Marketing de Produto da Valtra.

Segundo o especialista, os benefícios mais comentados da agricultura inteligente são os níveis melhorados de precisão e exatidão que podem ser alcançados. Um exemplo de melhoria na precisão é na própria condução da máquina, onde com a direção manual sobreposições de cerca de 30 centímetros são frequentemente observadas em campo, e com a orientação automática, como o Valtra Guide, isso é reduzido para apenas 5 centímetros ou até menos. Para a aplicação de fertilizantes, a direção manual pode resultar em uma sobreposição de cerca de 4,5% nas cabeceiras. Com o Valtra Guide e o Section Control, a sobreposição pode ser reduzida a zero.

“A melhor coisa sobre a agricultura inteligente é seu potencial para economizar um tempo valioso. Os tratores com direção automática utilizam software de orientação para direcionar automaticamente o trator ao longo das linhas de trajeto. Essa tecnologia pode economizar o tempo em até 4,5%, isso sem contar também a economia de combustível. Tudo isso resulta em qualidade do produto final, e especialmente em otimização de custos”, ressalta Elizeu.

Os tratores da Valtra também incorporam algoritmos inteligentes para melhorar desempenho e funcionalidade. O inovador sistema TwinTrac, exclusivo da Valtra, utiliza IA para permitir a condução reversa com mais fluidez, ampliando a flexibilidade no trabalho. Já o controle de tração ASR ajusta dinamicamente a entrega de potência para otimizar a tração, reduzir o consumo de combustível e minimizar os danos ao solo.

“A inteligência artificial deixou de ser um conceito de futuro e já está presente nas etapas de fabricação e no dia a dia do agricultor. Ao integrar tecnologia com práticas de campo, conseguimos reduzir custos, aumentar produtividade e promover uma agricultura mais sustentável”, afirma o especialista da Valtra.

Segundo ele, existe um forte acompanhamento por parte dos produtores sobre as inovações no setor de máquinas agrícolas. “A plantadeira Momentum dobrável de 18 linhas, hoje líder de mercado, surgiu de uma demanda forte por parte dos produtores, que requerem além de plantio com precisão, uma flexibilidade para transportabilidade”, destaca Elizeu.

Para os próximos anos, a Valtra prevê que a inteligência artificial será determinante para avanços em automação, uso de sensores para otimizar insumos utilizados e ferramentas de aprendizado de máquina que analisam dados em tempo real permitindo tomadas de decisões mais inteligentes para melhorar a gestão geral da fazenda.

 

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24/02/2026 0 Comentários
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Brasil e Coreia do Sul firmam acordo para ampliar a cooperação bilateral na agricultura
Mercado

Brasil e Coreia do Sul firmam acordo para ampliar a cooperação bilateral na agricultura

Por Redação 23/02/2026
Escrito por Redação
Brasil e Coreia do Sul firmam acordo para ampliar a cooperação bilateral na agricultura

O primeiro acordo, firmado entre os ministérios da Agricultura dos dois países, estabelece a ampliação do intercâmbio técnico e institucional com foco em ciência, tecnologia, agricultura digital, segurança alimentar e cadeias de abastecimento // Foto: Caroline de Vita/Mapa

O Ministério da Agricultura e Pecuária assinou, nesta segunda-feira (23), em Seul, dois memorandos de entendimento com o governo da Coreia do Sul voltados ao fortalecimento da cooperação bilateral em agricultura, sanidade, inovação e desenvolvimento rural. Os atos foram celebrados na Casa Azul durante a visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao país asiático.

“A Coreia do Sul é um parceiro estratégico e esta agenda inaugura uma nova etapa de cooperação baseada em confiança, diálogo e complementaridade econômica. Estamos aproximando tecnologia, sustentabilidade e produção responsável para ampliar oportunidades ao agro brasileiro e fortalecer a segurança alimentar” afirmou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

O primeiro acordo, firmado entre os ministérios da Agricultura dos dois países, estabelece a ampliação do intercâmbio técnico e institucional com foco em ciência, tecnologia, agricultura digital, segurança alimentar e cadeias de abastecimento. O memorando inclui a cooperação em medidas sanitárias e fitossanitárias (SPS), com previsão de harmonização de normas e troca de informações para avançar em temas de interesse comum.

O documento também prevê cooperação em infraestrutura agrícola, promoção de investimentos, intercâmbio científico e criação de um Comitê de Cooperação Agrícola Brasil–Coreia para acompanhar a implementação das iniciativas conjuntas.

O segundo memorando reúne o Ministério da Agricultura e Pecuária, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Administração de Desenvolvimento Rural da Coreia. O acordo estabelece uma estrutura de cooperação voltada ao registro, avaliação e gestão de agrotóxicos e bioinsumos, além do intercâmbio de informações e desenvolvimento de pesquisas conjuntas.

Entre as ações previstas estão o compartilhamento de dados técnicos, intercâmbio de especialistas, programas de capacitação e realização de workshops e projetos científicos conjuntos.

Os acordos integram a agenda da missão oficial brasileira na Ásia e reforçam a parceria estratégica entre Brasil e Coreia do Sul, com potencial para ampliar o intercâmbio tecnológico, estimular a inovação no campo e fortalecer a cooperação sanitária e regulatória no setor agropecuário.

 

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Café arábica: colheita evolui para 74% na região da Expocacer
Mercado

Safra de café 2026 deve crescer 16% em São Paulo e atingir maior volume desde 2020

Por Redação 23/02/2026
Escrito por Redação

Safra de café 2026 deve crescer 16% em São Paulo e atingir maior volume desde 2020

Segundo relatório da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), a safra de café 2026 no estado de São Paulo apresenta perspectivas positivas, impulsionada por condições climáticas favoráveis, bienalidade positiva e investimentos estimulados pelos bons preços praticados no ano passado.

O documento, elaborado pelo Departamento Econômico da entidade, aponta ainda que a produção paulista deve alcançar 5,5 milhões de sacas de café beneficiadas, volume 16% superior ao da safra anterior e o maior registrado desde 2020.

No estado, a área cultivada soma 196 mil hectares, mantendo estabilidade em relação ao ciclo passado. Outros 3,2 mil hectares encontram-se em formação, representando crescimento de 42%. A produtividade também deve avançar de forma expressiva, com elevação estimada de 16%, atingindo média de 28 sacas por hectare.

No cenário nacional, a estimativa para o ciclo cafeeiro de 2026 é de que a produção seja de 66,2 milhões de sacas, crescimento de 17,1% frente ao ciclo anterior. Em comparação com 2024, também de bienalidade positiva, o avanço estimado é de 22%.

O parque cafeeiro brasileiro deve registrar expansão de 3,4%, totalizando 2,33 milhões de hectares. O café arábica concentra a maior parte da área cultivada no país, com cerca de 1,9 milhão de hectares, incremento de 2,7%. A produtividade estimada é de 28,5 sacas por hectare (+18,4%), o que deve elevar a produção para 44,1 milhões de sacas, avanço de 23,3%. Já o café conilon tem produção projetada em 22,1 milhões de sacas, volume 6,4% superior ao da safra anterior, com produtividade média de 57,1 sacas por hectare (+2,3%).

 

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Tecnologia

Mecanização adaptada às condições do arroz irrigado contribui para a eficiência da produção no Brasil

Por Redação 23/02/2026
Escrito por Redação

Mecanização adaptada às condições do arroz irrigado contribui para a eficiência da produção no Brasil

A produção de arroz no Brasil avança em um cenário de busca por eficiência operacional e redução de custos. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a área semeada no país na safra 2025/2026 deve chegar a 1,6 milhão de hectares, com produção estimada em 11,1 milhões de toneladas. O volume acompanha o consumo médio anual de 10,5 milhões de toneladas, o que mantém o cereal como um dos principais itens da alimentação do brasileiro.

Solos úmidos, períodos curtos para plantio e colheita e a necessidade de operações precisas exigem mecanização específica ao longo de todo o ciclo da cultura. Para atender essas demandas, a Massey Ferguson, referência no mercado agrícola brasileiro, oferece um portfólio completo voltado ao cultivo de arroz irrigado, desde o plantio até a colheita.

“Com a produção concentrada em áreas de alta exigência operacional e diante de um cenário de variações climáticas, a mecanização adaptada ao arroz irrigado passou a fazer parte das decisões estratégicas do produtor”, ressalta Lucas Zanetti, Gerente de Marketing Produto Massey Ferguson.

A Massey Ferguson disponibiliza tratores com diferentes níveis de potência. Em áreas que demandam maior capacidade de tração e rendimento operacional, o portfólio inclui modelos de maior porte, como a série de tratores MF 7700 Dyna 6, que agora conta com o novo MF7718, de 180 cv e motorização 6 cilindros. Nesta série a potência pode chegar até a 250cv com o modelo MF7725, indicado para operações mais intensivas. Mas o uso de máquinas equipadas com pneus R2 é um fator decisivo para a operação em lavouras de arroz irrigado.

“Os pneus R2, com garras mais profundas do que os pneus agrícolas convencionais, proporcionam melhor desempenho em áreas alagadas, com menor patinagem e maior desempenho, garantindo maior regularidade das operações ao longo da safra”, explica Zanetti.

Para o plantio, a plantadeira MF 300 destaca-se por promover uma compactação adequada, favorecendo a emergência uniforme das plantas, mesmo em condições de alta umidade, devido aos pneus de alta flutuação projetados para distribuir melhor o peso da máquina sobre o solo, reduzindo a pressão exercida na superfície. Com reservatórios de sementes e fertilizantes de alta capacidade, o equipamento reduz as paradas para reabastecimento, enquanto sua divisória móvel permite ajustes ágeis na proporção de insumos, conferindo flexibilidade ao manejo.

Na etapa da colheita, as colheitadeiras híbridas combinam características dos sistemas convencional e axial, entregando eficiência nos processos de trilha, separação e limpeza, além de baixos índices de perdas e quebra de grãos, fatores determinantes para um melhor desempenho durante a safra. O portfólio da Massey Ferguson inclui os modelos MF 4690 HD, MF 5690 HD e MF 6690 HD, desenvolvidos para atender diferentes escalas de produção.

Tecnologia embarcada

A incorporação de tecnologias embarcadas tem se consolidado como uma das principais tendências nas lavouras de arroz. Sistemas de piloto automático, integrados aos tratores, permitem maior precisão na condução das operações, com melhor alinhamento das passadas e redução da sobreposição.

“A escolha de máquinas adequadas a cada etapa do cultivo, associada ao uso de tecnologias como o piloto automático, contribui diretamente para a eficiência operacional, o uso racional de insumos e a previsibilidade dos resultados, aspectos fundamentais para a sustentabilidade da produção de arroz no Brasil”, finaliza o especialista.

 

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Agro sustenta superávit de US$ 4,3 bilhões na balança comercial brasileira em janeiro
Mercado

Agro sustenta superávit de US$ 4,3 bilhões na balança comercial brasileira em janeiro

Por Redação 20/02/2026
Escrito por Redação

Agro sustenta superávit de US$ 4,3 bilhões na balança comercial brasileira em janeiro

O Brasil iniciou 2026 com superávit de US$ 4,3 bilhões na balança comercial em janeiro, alta de 85,8% em relação ao mesmo mês do ano passado. O resultado foi influenciado, principalmente, pela queda mais acentuada das importações (-9,8%), enquanto as exportações recuaram 1,0%.

O agronegócio foi decisivo para o saldo positivo, registrando superávit de US$ 9,1 bilhões. Já os demais setores da economia apresentaram déficit de US$ 4,8 bilhões.

As exportações do agro brasileiro somaram US$ 10,8 bilhões (-2,2% na comparação interanual). Café, suco de laranja e açúcar apresentaram retração, enquanto a carne bovina in natura (+42,5% na comparação interanual) se destacou como principal item exportado em janeiro, alcançando o maior valor já registrado para o período. Outro recorde histórico foi o de exportação de bovinos vivos, com elevação de 158,2%. O complexo soja também registrou crescimento expressivo, mesmo em período de entressafra.

Em São Paulo, a balança comercial total apresentou déficit de US$ 2,2 bilhões, ampliando em 34,2% o saldo negativo frente a janeiro de 2025. O agronegócio paulista, por sua vez, obteve superávit de US$ 1,3 bilhão.

As exportações do agro do estado totalizaram em janeiro US$ 1,84 bilhão (-16,6% na comparação interanual), com recuo no complexo sucroalcooleiro e no setor citrícola. Em sentido oposto, a celulose apresentou crescimento de 57,9% em comparação a janeiro de 2025, alcançando US$ 261,2 milhões, maior valor já registrado para o produto no estado. A carne bovina também registrou avanço nas vendas externas, com elevação de 10,3% no valor da carne bovina in natura e de 41,4% no caso da carne bovina industrializada.

Acordo Mercosul / União Europeia

Em um mês marcado pela assinatura do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, o relatório avalia também o fluxo comercial entre os dois blocos. Em nível nacional, em 2025 a União Europeia respondeu por 15% do valor das exportações do agronegócio e por 19% das importações do setor.

O estado de São Paulo exportou US$ 4,1 bilhões em produtos do agronegócio para a União Europeia, o equivalente a 14% do total exportado pelo setor no estado, com predominância de suco de laranja e café.

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Empresas

Cummins acelera a transição energética com a estratégia global Destino ao Zero

Por Redação 20/02/2026
Escrito por Redação

Cummins acelera a transição energética com a estratégia global Destino ao Zero

A Cummins está avançando em seu compromisso global com a sustentabilidade por meio da estratégia Destino ao Zero, que orienta a jornada da companhia rumo à neutralidade de carbono até 2050.

A iniciativa une mais de um século de inovação tecnológica a investimentos em soluções de baixo e zero carbono, com metas concretas para reduzir pela metade as emissões absolutas de gases de efeito estufa (GEE) nas operações (Escopos 1 e 2) e em 25% as emissões da cadeia de produtos (Escopo 3) até 2030.

“O Destino ao Zero traduz nossa visão de que prosperidade e sustentabilidade caminham lado a lado. É uma estratégia que conecta inovação, impacto social e crescimento responsável, ajudando nossos clientes a navegar pela transição energética enquanto fortalecemos nossos negócios”, afirma Adriano Rishi, CEO da Cummins Brasil.

Brasil como protagonista da transição energética

O Brasil é hoje uma das referências mundiais em energia limpa: mais de 88% da matriz elétrica brasileira é composta por fontes renováveis, segundo o Ministério de Minas e Energia.

A força da energia hídrica, o avanço da solar e da eólica e a liderança global em biocombustíveis, como etanol e biodiesel, posicionam o país na vanguarda da descarbonização.

Nesse contexto, após COP30 sediada no Brasil, o país se posiciona  no centro do debate global sobre energia e clima, consolidando-se como um protagonista natural da transição energética.

A Cummins alinha sua estratégia global às vocações energéticas locais, investindo em pesquisa, desenvolvimento e inovação para ampliar o uso de soluções que reduzam emissões e fortaleçam a sustentabilidade industrial.

O Centro Técnico Brasil, em Guarulhos (SP), atua como polo de inovação e tropicalização de tecnologias, desenvolvendo soluções que valorizam os diferenciais da matriz nacional e aceleram a transição para uma economia de baixo carbono.

Pilares estratégicos da sustentabilidade

O Destino ao Zero se apoia em três pilares principais, que norteiam as ações da Cummins em todo o mundo:

  • Descarbonização: reduzir as emissões de gases de efeito estufa em toda a cadeia de valor, oferecendo um portfólio diversificado de soluções energéticas — que combinam combustíveis alternativos, avanços contínuos em motores a combustão, eletrificação e hidrogênio.
  • Materiais: otimizar o uso de recursos, promover a eficiência produtiva e adotar práticas de economia circular, reduzindo desperdícios e ampliando o reaproveitamento de materiais.
  • Comunidades: gerar impacto social positivo por meio do fortalecimento das comunidades onde a Cummins atua, promovendo inclusão, capacitação e desenvolvimento sustentável.
Metas concretas até 2030

Entre os principais compromissos globais da Cummins até 2030 estão:

  • Reduzir em 50% as emissões absolutas de GEE nas operações (Escopos 1 e 2);
  • Diminuir em 25% as emissões associadas à cadeia de produtos (Escopo 3);
  • Implementar planos de circularidade em 90% dos novos produtos;
  • Reduzir em 30% o consumo absoluto de água nas operações e alcançar o status de Net Water Positive — gerar benefícios hídricos superiores ao consumo anual da companhia em todas as regiões;
  • Atingir crescimento zero de resíduos e minimizar o uso de plásticos descartáveis;
  • Fortalecer o engajamento comunitário — o programa global Every Employee Every Community já soma mais de 343 mil horas de voluntariado em projetos sociais e ambientais.
Soluções energéticas em evolução

A Cummins organiza seu portfólio em uma hierarquia tecnológica que reflete a jornada de transição energética — do aprimoramento contínuo dos motores a combustão ao avanço de soluções zero emissão:

  • Motores a diesel e biodiesel (Euro VI) – já disponíveis no mercado brasileiro, oferecem ganhos contínuos de eficiência e reduzem em até 80% as emissões de NOx e material particulado, atendendo aos mais exigentes padrões de emissões globais.
  • Soluções a gás natural e biometano – ampliam o uso de combustíveis de menor impacto ambiental, promovendo economia operacional e redução de emissões de CO₂.
  • Plataforma global Cummins HELM™ – nova geração de motores multicombustível, projetada para operar com diesel avançado, gás natural e hidrogênio. O HELM é uma solução global que oferece até 10% de ganho de eficiência e representa o futuro da eficiência térmica e da flexibilidade de combustíveis.
  • Conceito de motor a etanol – desenvolvido especificamente para o contexto brasileiro, o conceito explora o potencial do biocombustível nacional, com redução de até 65% nas emissões de CO₂ em comparação ao diesel tradicional.
  • Sistema de pós-tratamento – a Cummins segue aprimorando tecnologias de pós-tratamento que atendem aos padrões Euro VI, reduzindo significativamente os níveis de NOx e material particulado. Esses sistemas incorporam catalisadores e filtros de última geração, garantindo que os motores a combustão continuem evoluindo de forma limpa e eficiente, alinhados às metas globais de descarbonização.
  • ReCon – um dos pilares mais concretos do programa Destino ao Zero, o ReCon materializa a economia circular ao dar nova vida a motores e componentes com a mesma qualidade e garantia de um produto novo. O processo consome até 85% menos energia que a produção de um motor original, reduz emissões e amplia a vida útil dos equipamentos, reforçando o princípio de “usar mais, usar melhor e usar de novo”.
  • Geradores e soluções de energia – a Cummins também avança na oferta de soluções energéticas híbridas e de baixa emissão para geração de energia estacionária e móvel. O portfólio combina geradores a diesel e gás natural com sistemas híbridos integrados a baterias e células de combustível, permitindo aplicações mais eficientes, confiáveis e sustentáveis. Essas soluções estão alinhadas ao crescimento da demanda por energia limpa e pela eletrificação de operações críticas, industriais e de infraestrutura.
Accelera by Cummins: inovação que impulsiona o futuro zero emissão

A Accelera, unidade de negócios da Cummins dedicada a tecnologias de emissão zero, oferece um portfólio abrangente que inclui sistemas de baterias, células de combustível, e-Powertrain e eletrolisadores. A marca mobiliza inovação e escala para acelerar a jornada rumo à descarbonização global, atendendo indústrias essenciais como transporte, energia, infraestrutura e manufatura. A Accelera desempenha um papel fundamental na estratégia “Destino Zero” da Cummins, que reconhece que alcançar emissões líquidas zero até 2050 exige uma combinação ampla e integrada de soluções tecnológicas.

“A Accelera simboliza o avanço da Cummins em direção a um futuro de energia sustentável, conectando eficiência, inovação e impacto positivo para as próximas gerações”, afirma Rishi.

Compromisso coletivo com o futuro

Mais do que uma meta ambiental, o Destino ao Zero é um compromisso coletivo para construir um futuro em que pessoas, negócios e planeta prosperem juntos.

“Nosso papel é liderar pelo exemplo, inovando com responsabilidade, colaborando com parceiros estratégicos e valorizando as oportunidades únicas que o Brasil oferece em energia limpa e renovável”, completa Rishi.

Com metas mensuráveis, soluções tangíveis e impacto positivo nas comunidades, a Cummins reafirma seu papel como protagonista da transição energética global, transformando o progresso em energia para um futuro mais sustentável.

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John Deere anuncia aquisição de propriedade intelectual e ativos relacionados da Risutec Oy

Por Redação 19/02/2026
Escrito por Redação

John Deere anuncia aquisição de propriedade intelectual e ativos relacionados da Risutec Oy

A John Deere, empresa global de tecnologia que fornece software e equipamentos para os setores agrícola, de construção e florestal, anuncia a aquisição da propriedade intelectual e de ativos relacionados às soluções de plantio mecanizado de árvores da Risutec Oy, fabricante finlandesa de equipamentos industriais. A conclusão da transação está prevista para fevereiro de 2026.

O movimento reforça a estratégia de crescimento da companhia no segmento florestal e amplia sua capacidade de oferecer soluções de reflorestamento mais produtivas, seguras e sustentáveis.

“A incorporação da tecnologia da Risutec Oy representa um avanço importante para nossa atuação em silvicultura. A combinação da experiência global da John Deere com a especialização em plantio mecanizado fortalece nosso portfólio e acelera a transição para operações mais eficientes e baseadas em tecnologia”, afirma Roberto Marques, diretor da divisão de Florestal da John Deere para América Latina.

As soluções adquiridas ampliam as alternativas ao plantio manual, contribuindo para reduzir a exposição dos trabalhadores a condições climáticas adversas, terrenos complexos e outros riscos operacionais, ao mesmo tempo em que elevam os níveis de produtividade nas operações.

As plantadoras podem ser configuradas para diferentes ambientes operacionais e integradas a softwares de silvicultura de precisão, possibilitando maior controle, análise de dados e otimização das operações. A comercialização e o suporte técnico serão realizados pela rede global de distribuidores John Deere e Waratah.

 

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Mercado

Venda de etanol do Centro-Sul atingiu 2,85 bilhões de litros em janeiro deste ano

Por Redação 19/02/2026
Escrito por Redação

Valtra - Venda de etanol do Centro-Sul atingiu 2,85 bilhões de litros em janeiro deste ano

As vendas de etanol pelas unidades do Centro-Sul atingiram 2,85 bilhões de litros em janeiro deste ano. O volume comercializado de etanol anidro no período foi de 1,23 bilhão de litros – avanço de 9,58% – enquanto o etanol hidratado registrou venda de 1,62 bilhão de litros – recuo de 15,32%. As informações são da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica).

No mercado doméstico, o volume de etanol hidratado vendido pelas unidades do Centro-Sul totalizou 1,60 bilhão de litros, o que representa uma redução de 11,97% em relação ao mesmo período da safra anterior. A venda de etanol anidro, por sua vez, atingiu a marca de 1,19 bilhão de litros, avanço de 9,79%.

No acumulado desde o início da safra até 1º de fevereiro, a comercialização de etanol pelas unidades do Centro-Sul somou 29,14 bilhões de litros, registrando retração de 2,45%. O volume acumulado de etanol anidro totalizou 11,18 bilhões de litros (+5,27%), enquanto o de hidratado alcançou 17,97 bilhões de litros (-6,70%).

Produção de açúcar e etanol

Na segunda quinzena de janeiro, as unidades produtoras da região Centro-Sul processaram apenas 608,93 mil toneladas de cana-de-açúcar. No acumulado da safra 2025/2026 até 1º de fevereiro, a moagem atingiu 601,64 milhões de toneladas, ante 614,93 milhões de toneladas registradas no mesmo período no ciclo anterior – queda de 2,16%.

Operaram na segunda metade de janeiro 22 unidades produtoras na região Centro-Sul, sendo quatro unidades com processamento de cana, dez empresas que fabricam etanol a partir do milho e oito usinas flex. No mesmo período, na safra 24/25, operaram 19 unidades produtoras.

A produção de açúcar, no acumulado desde o início da safra até primeiro de fevereiro, totalizou 40,24 milhões de toneladas, contra 39,90 milhões de toneladas do ciclo anterior (+0,86%).

Na segunda metade de janeiro, a fabricação de etanol pelas unidades do Centro-Sul atingiu 439,44 milhões de litros, sendo 255,83 milhões de litros de etanol hidratado (+7,59%) e 183,61 milhões de litros de etanol anidro (+11,81%). No acumulado do atual ciclo agrícola, a fabricação do biocombustível totalizou 31,71 bilhões de litros (-4,64%), sendo 19,56 bilhões de etanol hidratado (-7,61%) e 12,15 bilhões de anidro (+0,54%).

Do total de etanol obtido na segunda quinzena de janeiro, 90,67% foram fabricados a partir do milho, registrando produção de 398,45 milhões de litros neste ano, contra 387,67 milhões de litros no mesmo período do ciclo 2024/2025 – aumento de 2,78%. No acumulado desde o início da safra, a produção de etanol de milho atingiu 7,65 bilhões de litros – avanço de 13,05% na comparação com igual período do ano passado.

 

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Show Rural recebeu 430,3 mil pessoas e movimentou R$ 7,5 bilhões
Show Rural Coopavel

Show Rural recebeu 430,3 mil pessoas e movimentou R$ 7,5 bilhões

Por Redação 19/02/2026
Escrito por Redação
Show Rural recebeu 430,3 mil pessoas e movimentou R$ 7,5 bilhões

Show Rural recebeu 430,3 mil pessoas e movimentou R$ 7,5 bilhões // Foto: Rodrigo Memlak

A 38ª edição do Show Rural Coopavel recebeu, em cinco dias de visitas técnicas, de segunda a sexta, 9 a 13 de fevereiro, 430,3 mil visitantes, recorde histórico, informou o presidente Dilvo Grolli. A melhor marca anterior era de 2025, quando o evento recebeu mais de 407 mil pessoas. O valor de comercialização dos expositores neste ano foi de R$ 7,5 bilhões, superior aos R$ 7.05 bilhões da edição anterior. O público no quinto dia de visitas técnicas foi de 61.476 visitantes.

Dilvo atribui o sucesso do evento à qualidade das inovações apresentadas, ao substancial investimento das empresas em pesquisa e desenvolvimento e também à crescente e cada vez mais necessária busca dos produtores rurais por informações e conhecimentos que possam melhorar a qualidade da produção com custos menores e sustentabilidade.

“Estamos todos muito felizes, porque cumprimos o que o evento se propõe que é levar o melhor em informações técnicas aos produtores rurais, contribuindo para acelerar o processo de aplicação de novos conhecimentos ao campo, otimizando resultados”.

A superação é uma meta permanente do Show Rural, um dos três maiores do seu segmento no mundo. Com o tema A força que vem de dentro, a 38ª edição recebeu dezenas de caravanas brasileiras e mais de 20 internacionais. Houve recorde também no número de alunos de escolas técnicas.

O presidente da Coopavel também fez o anúncio da data da edição de 2027, que vai ser realizada de 1º a 5 de fevereiro. “Esperamos a todos em fevereiro do ano que vem, na 39ª edição do Show Rural Coopavel”, convida Dilvo.

 

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