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Vídeos

Concessionária LS Tractor lança uma tecnologia baseada em telemetria

Por Daniel Santos 09/10/2019
Escrito por Daniel Santos

A concessionária LS Tractor lançou uma tecnologia baseada em telemetria para acompanhar todas as atividades executadas pelo trator à distância, sem necessidade de ir a campo. De acordo com as informações divulgadas pela empresa, essas são funcionalidades que se tornam muito úteis no gerenciamento da frota da propriedade rural.

“A Telemetria chegou para proporcionar ao administrador da propriedade toda uma gama de informações referente ao funcionamento de uma determinada máquina agrícola. Com ela é possível saber quantas horas o trator trabalhou em um dia, qual foi a produtividade, o consumo de combustível e se já está na hora de fazer alguma manutenção preventiva. A transmissão destas informações é feita via sinal de celular diretamente para o escritório da propriedade rural, onde serão processados os dados e feitos os relatórios”, disse a empresa por meio de sua assessoria de imprensa.

De acordo com o gerente geral da concessionária Flávio Scalioni, o objetivo é de prestar aos seus clientes, um serviço de acompanhamento à distância, de tudo o que o equipamento está fazendo no seu período de trabalho. “Podemos ver quanto está gastando de combustível por operação, orientar o operador caso esteja usando o equipamento de forma errada, ver se ele está trabalhando na rotação certa, como ser mais eficiente na operação que está realizando, quais as condições do trator naquele momento, e ir reportando ao administrador da fazenda para que ele tome as decisões necessárias para cada situação”, afirma.

“E é um serviço que tende a crescer porque depois que o cliente começa a usar,é como o whatsapp, não se consegue viver sem”, explica.

Fonte: Agrolink

09/10/2019 0 Comentários
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Notícias

Sistemas integrados são alternativa para intensificar produção e aumentar rentabilidade

Por Daniel Santos 09/10/2019
Escrito por Daniel Santos

Atualmente, ocorre a intensificação do uso da terra, principalmente por meio de sistemas integrados. Essa tendência foi foco de debates em seminário sobre a conjuntura do sistema de Integração Lavoura-Pecuária (ILP) na produção agropecuária mineira, realizado na Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG).

Wallisson Lara, analista de Agronegócios da Assessoria Técnica do Sistema Faemg, destacou a necessidade de aumento da produção de alimentos. “Em 2050, será preciso alimentar 9 bilhões de pessoas. Hoje, a população mundial é de 7,6 bilhões de habitantes. Para suprir a demanda populacional, será preciso aumentar a produção de alimentos de qualidade em 70% até 2050. Isso será possível com intensificação sustentável, que tem como um exemplo a Integração Lavoura-Pecuária”, explica Wallisson.

Segundo o analista, fundamentos que poderão ser chave do sucesso são: gestão, investimentos em tecnologias de ponta, organização de produtores e indústrias para aumentar a eficiência das cadeias produtivas.

Os números atuais já demonstram como a adoção de tecnologias garante retorno aos produtores. A pecuária de corte (recria e engorda) com aplicação crescente de tecnologia apresentou rentabilidade de 3,6% em 2018. Já a mesma atividade com baixa tecnologia teve um déficit de 0,2%.

Nesse sentido, o pesquisador Rubens Miranda, da Embrapa Milho e Sorgo, analisa que a pecuária extensiva não apresenta perspectivas para o futuro. “Há uma necessidade de maior eficiência, de intensificação da produção. A pecuária extensiva, com pastagens degradadas, não se sustenta”, avalia.

O pesquisador apresentou dados dos Censos Agropecuários que revelam mudanças na pecuária ao longo dos últimos anos. Houve, por exemplo, uma inversão nas taxas de utilização de pastagens naturais para pastagens plantadas. Em 1975, eram mais de 125 milhões de hectares de pastagens naturais contra 39 milhões de hectares de pastagens plantadas.  Em 2017, passou-se para mais de 111 milhões de hectares pastagens plantadas, enquanto as naturais caíram para 46 milhões de hectares.

Rubens comentou uma estimativa, publicada no portal Compre Rural, de que 60% dos pecuaristas em atividade vão desaparecer em 20 anos. E apresentou números que demonstram oportunidades desfavoráveis à pecuária extensiva. O arrendamento de terras nas principais regiões produtoras de soja tem valores atrativos, chegando ao preço de 24 sacas de 60 quilos de soja por hectare no Paraná. Nessas regiões, torna-se mais interessante para o produtor arrendar seu terreno do que manter a atividade pecuária.

“É improvável que a pecuária predominantemente extensiva no Brasil se aproxime do perfil da atividade praticada nos Estados Unidos nos próximos anos. Contudo, há uma clara tendência de intensificação do uso da terra, principalmente por meio de sistemas integrados”, avalia o pesquisador.

Nos últimos anos, houve um crescimento expressivo desses sistemas no país. A área com algum tipo de adoção de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) era de 1,87 milhões de hectares no ano de 2005 e chegou a 15 milhões de hectares em 2017.

Nesse cenário, dentre as possibilidades de configuração dos sistemas, entre os produtores cujo foco predominante é a pecuária, a ILP é a mais adotada, com 83%; ILPF tem 9% de adoção; Integração Pecuária-Floresta (IPF), 7%; e a Integração Lavoura-Floresta (ILF), 1%.

A pesquisadora Márcia Cristina Teixeira da Silveira, da Embrapa Pecuária Sul (Bagé-RS), demonstrou que é possível melhorar a eficiência da produção sem, necessariamente, aumentar custos. “O manejo adequado de pastagens permite um incremento de produção a partir de conhecimento. Podemos produzir muito mais do que estamos produzindo, sem gastar mais para isso”, explica.

Márcia demonstrou que o custo de forragem em pastejo equivale a um terço do custo de outras fontes de alimento, como silagem, feno e concentrado. E destacou que ações de manejo são relações de causa e efeito. “Por isso, não se pode trabalhar com tentativa e erro. É preciso entender e conhecer os fatores de implantação da área, como escolha de sementes, preparo do solo, cuidados no plantio, e também a forma de utilização da pastagem”, afirmou.

A pesquisadora explica que, pensando em adoção de estratégias simples, o uso do manejo por altura tem trazido bons resultados. É uma estratégia que visa respeitar o crescimento de plantas e possibilitar aos animais consumirem no melhor momento e em quantidade.

“A planta nem sempre responde a dias de descanso e ocupação fixos. Tem ritmo de crescimento variável, de acordo com região, fertilizantes, condições climáticas. Por isso, a entrada e a saída do gado não devem seguir intervalos fixos. O ajuste da carga de animais deve ser feito de acordo com altura mínima e máxima, seguindo as recomendações para cada espécie”, explica Márcia.

A pesquisadora demonstrou que a relação entre massa e altura permite trabalhar com a altura como um parâmetro seguro para manejo de pastagens, a fim de garantir forragem em quantidade e qualidade aos animais. Ela destaca que uma mesma planta forrageira com diferentes manejos pode ter melhor ou pior valor nutritivo. Além disso, é possível colocar o gado para melhorar o solo via manejo correto do pasto e animal.

Há recomendações técnicas para as diversas espécies de forrageiras. A pesquisadora cita como exemplo a publicação “Uso da altura para ajuste de carga em pastagens”, que traz medidas recomendadas para entrada e saída de animais em áreas com diferentes gramíneas.

Fonte: Milho e Sorgo

09/10/2019 0 Comentários
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Notícias

ILP favorece recuperação de pastagens e produção de alimento em período de seca

Por Daniel Santos 09/10/2019
Escrito por Daniel Santos

Na região Central de Minas Gerais, a atividade agropecuária convive com dois problemas climáticos que são determinantes no rendimento das lavouras e da pecuária. Um deles é a estação seca no outono e inverno, quando ocorre falta de forragem para os animais. Outro é o veranico durante a estação chuvosa, com duração e período de ocorrência incertos.

A questão é agravada quando as pastagens estão degradadas, apresentando baixa disponibilidade de forragem de alimentos para os animais durante todo o ano. Uma das alternativas tecnológicas que pode ser utilizada para minimizar estes problemas, de forma econômica, é a estratégia Integração Lavoura-Pecuária (ILP).

O Sistema ILP combina atividades agrícolas e pecuárias em uma mesma área de forma sustentável. Um dos objetivos é agregar diversas tecnologias, de manejo cultural, de práticas pecuárias e de conservação do solo e da água, para que a propriedade tenha maior estabilidade de produção.

Com o objetivo de obtenção de coeficientes técnicos e para demonstrar o potencial da ILP na região, foi implantada na Embrapa Milho e Sorgo, na safra 2005/06, uma Unidade de Referência Tecnológica e de Pesquisa (URTP). Esta unidade incorpora lavouras anuais e a recria e terminação de bovinos de corte. Parte dos resultados obtidos foram apresentados no dia de campo sobre ILP, em 2 de outubro de 2019, na URTP.

O pesquisador Miguel Marques Gontijo Neto, da Embrapa Milho e Sorgo, considera que a implantação de uma lavoura anual, como o milho e o sorgo, cultivada de forma consorciada com os capins, favorece a obtenção de uma grande produção de grãos ou de forragem na propriedade, que podem ser ensilados e conservados para o período da seca.

“Esta recuperação acontece porque a utilização de uma cultura de ciclo curto, milho, sorgo ou mesmo a soja, pode pagar, total ou parcialmente, os custos de correção da fertilidade do solo em uma safra. Assim, no caso de lavouras de milho ou de sorgo, conseguimos produzir forragens, um alimento para o rebanho, para o período de entressafras, além de  recuperar a pastagem degradada”, complementa.

O pesquisador ressalta que em um planejamento para implantação de um sistema ILP, após escolher as lavouras e os consórcios, as culturas precisam ser rotacionadas entre as glebas. “Então o primeiro passo é recuperar uma área com pastagem degradada com um ou dois anos de lavoura. Na sequência passa-se para outras áreas, rotacionando as lavouras entre as todas as áreas da fazenda. Esta estratégia permite a recuperação das pastagens de toda a propriedade”, diz.

Gontijo acrescenta que não existe um modelo ou um pacote tecnológico a ser adotado em todas as áreas/propriedades. O produtor rural vai adotar o sistema de acordo com seu interesse, capacidade de investimento e as condições locais de solo e clima. “De acordo com as características da propriedade é que será encontrada a melhor combinação de culturas mais adequadas e as áreas que serão cultivadas anualmente. A estratégia ILP não apresenta restrições quanto ao tamanho da área e nível tecnológico do produtor, sendo viável para pequenos, médios e grandes produtores”, afirma.

“As culturas mais utilizadas por pecuaristas para recuperação de pastagens tem sido o milho e o sorgo, em função, principalmente, da produção de forragem para alimentar seus animais na estação seca do ano. Entretanto, às vezes, em regiões com restrição hídrica mais severa, o milheto pode também ser uma alternativa interessante para a consorciação e produção de forragem em relação ao milho ou o sorgo”, orienta.

Sobressemeadura de capim na soja
Outra alternativa testada, neste ano, pelos pesquisadores, na URT de Integração Lavoura-Pecuária da Embrapa Milho e Sorgo, foi a sobressemeadura de capim na soja.

De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Campos Abreu, na região Central de Minas Gerais, eles têm trabalhado e obtido resultados satisfatórios quando utilizam a soja para recuperação da fertilidade do solo de regiões com restrição hídrica. “Isto porque a adequação de épocas de semeaduras da soja com ciclos de cultivares mais tardias está permitindo resistir (escapar) ao veranico tradicional do mês de janeiro”, explica.

“Assim, a soja consegue passar este período de veranico ainda no estádio vegetativo e, depois, quando as chuvas retornam em fevereiro ou março, a soja volta à sua capacidade de produção de vagens em boas produtividades. Já o milho, por sua vez, difere desta condição, pois, quando seu plantio coincide com o veranico do mês de janeiro, o enchimento de grãos fica comprometido e ocorre baixa produtividade. Por isso, a soja tem-se mostrado uma cultura bem interessante para a recuperação de pastagens e composição de sistemas ILP na região Central de Minas”, afirma.

“Uma questão relevante é que quando falamos de sorgo, de milho e de milheto estamos utilizando a consorciação destas lavouras com capim, no momento do plantio. Então é usado o plantio consorciado destas culturas anuais com capim. Já no tocante à soja, em algumas regiões, tem sido possível fazer a sobressemeadura do capim, em sulcos nas entrelinhas da soja, quando a cultura se encontra nos estádios vegetativos R5-R6, resultando na formação de uma pastagem na entressafra”, ressalta Abreu.

Fonte: Embrapa Milho e Sorgo
09/10/2019 0 Comentários
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Notícias

Conab amplia bônus do PGPAF com safra de castanha-de-caju e mandioca

Por Daniel Santos 09/10/2019
Escrito por Daniel Santos

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) vai ampliar o número de Estados que vão receber os bônus de descontos utilizados por agricultores e extrativistas no Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF), em virtude da boa safra de castanha-de-caju e de mandioca na região nordestina nesta temporada.

A lista de produtos e Estados selecionados foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta terça-feira (8), com validade de 10 de outubro até 9 de novembro, informa a Conab em comunicado. Entre as culturas que receberão bônus, a castanha de caju tem porcentagens de desconto para os Estados de Pernambuco (40,83%), Maranhão (33,73%), Piauí (30,77%), além de Ceará e Paraíba (28,99%). Já para a mandioca, o porcentual segue para o Espírito Santo (46,45%), Ceará (39,25%), Piauí (37,47%), Alagoas (18,06%), Rio Grande do Norte (13,79%), Paraíba (13,75%), Sergipe (2,97%) e Pernambuco (1,26%).

Também o Distrito Federal participa da relação, com um porcentual de 15,62% para o tomate. Mas os maiores valores, entre 12 culturas, vão mesmo é para o babaçu do Maranhão e do Tocantins (51,32 e 50,66%), o mel do Piauí (45,28%) e o feijão caupi também do Maranhão (43,04%). O cálculo do porcentual é feito mensalmente pela Conab e o parâmetro usado baseia-se nos custos de produção elaborados pela estatal, que constatou que o valor de mercado desses produtos esteve abaixo do preço de garantia nos Estados. Com o bônus, os agricultores familiares podem solicitar os descontos no pagamento ou na amortização de parcelas do financiamento no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Fonte: revista Globo Rural

09/10/2019 0 Comentários
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Produção de cana-de-açúcar deve alcançar 673,2 milhões de toneladas na safra 2025/26
Coluna

Procedimentos otimizam etapas de corte, transbordo e transporte na indústria sucroalcooleira

Por Daniel Santos 09/10/2019
Escrito por Daniel Santos

Por João Carlos Rocha Abdo e Fabiano de Aragão Pimenta

A produção agropecuária nacional tem obtido um desenvolvimento extremamente relevante nas últimas décadas, mesmo em períodos economicamente hostis. Cada vez mais as operações agrícolas estão integradas, e a complexidade das diversas cadeias produtivas demandam um trabalho forte na integração e otimização desta logística operacional. Nas diferentes culturas, por exemplo, a cana-de-açúcar, as operações de colheita e transporte podem ser determinantes na rentabilidade, chegando em algumas situações a 50% do custo da produção agrícola.

Entre os grandes desafios da gestão agrícola, em que ações dinâmicas e simultâneas ocorrem, está a execução eficaz das operações. Este processo tem algumas características, tais como:

Alto investimento em equipamentos
Necessidade de dimensionamento
integrado e dinâmico
Necessidade de equipamentos específicos
Utilização sazonal dos equipamentos
Funcionários capacitados e especializados
Falta de escala no tempo
Terceirização
Operações dispersas espacialmente
Variáveis não controladas (climáticas)

Consideradas essas características, o modelo de gestão a ser adotado deve atender as demandas acima citadas, com foco no dimensionamento e otimização, padronização e roteirização dos procedimentos. Para solucionar problemas complexos como esses, cuja solução busca um equilíbrio entre as operações, são aplicadas as técnicas de pesquisa operacional (PO), cuja função é minimizar os custos.

A origem da Pesquisa Operacional data da II Guerra Mundial. A Inglaterra necessitava obter um posicionamento mais eficiente de radares antibombas, determinando a localização ideal das antenas e da melhor distribuição de sinal. Através dos estudos de PO, conseguiram dobrar a eficácia do sistema de defesa aérea e evitar a tomada do país pela Alemanha nazista.

No decorrer da guerra a aplicação da pesquisa operacional se tornava cada vez maior e os Estados Unidos utilizaram a técnica na distribuição mais inteligente de combustíveis e suprimentos, tendo em conta uma série de restrições e condições impostas pela realidade, como a máxima velocidade dos navios, a quantidade de suprimentos a serem transportados e o combustível necessário para chegar ao seu destino.

Com base nestas informações, os norte-americanos foram capazes de modelar a guerra naval, e determinar se era melhor uma estratégia baseada em comboios compostos por um grande grupo de navios de carga escoltados por muitos contratorpedeiros, ou por grupos pequenos e mais difíceis de o inimigo localizar. A Inglaterra criou outros grupos, da mesma natureza, para obter melhores resultados na batalha.

Após a guerra, um dos resultados do desenvolvimento da pesquisa operacional foi o Simplex (Programação Linear), concebido quando um projeto de apoio à tomada de decisões foi implantado na Força Aérea dos Estados Unidos. George Dantzig fazia parte desse projeto, e no decorrer do projeto em 1947, criou o Algoritmo Simplex, uma técnica eficiente para resolver problemas de planejamento, o modelo usa métodos lineares para resolução de problemas.

Durante a Guerra Fria, a União Soviética (URSS), excluída do Plano Marshall, queria controlar as comunicações terrestres, incluindo as rotas fluviais, em Berlim. Para evitar a rendição da cidade e sua submissão como parte da Zona Comunista Alemã, Inglaterra e Estados Unidos decidiram abastecer a cidade, tanto por comboios escoltados (que poderia levar a novos confrontos) ou por transporte aéreo, quebrando ou fugindo em qualquer caso do bloqueio de Berlim. A segunda opção foi escolhida, iniciando a Luftbrücke (transporte aéreo) em 25 de junho de 1948.

Depois da Segunda Guerra Mundial, considerou-se adequado organizar os recursos dos Estados Unidos (energia, armas e todos os tipos de suprimentos) por meio de modelos de otimização, resolvidos pela Programação Linear.

Durante as décadas de 1950 e 1960, aumentou o interesse e desenvolvimento da Pesquisa Operacional, incluindo a sua aplicação no domínio do comércio e indústria. Um exemplo disso é o problema de calcular o melhor plano de transporte de areia de construção para as obras de construção da cidade de Moscou, onde havia 10 pontos de origem e 230 pontos de destino. Para resolver o problema foi utilizado um computador rudimentar de 1958, e após 10 dias de cálculos retornou uma solução que proporcionou uma redução do 11% dos gastos com referência aos custos originais planejados.

As aplicações não militares da Pesquisa Operacional se estenderam para todas as áreas, com problemas relacionados com espera, misturas e formulações, controle de estoques, redes de transporte e abastecimento, logística de distribuição e localização de centros de distribuição, que similarmente se aplica ao problema agroindustrial.

Tendo em vista estes conceitos, foi desenvolvido um processo, inicialmente dentro da cadeia sucroenergético-alcooleira que utiliza ferramentas de agricultura de precisão, softwares e algoritmos matemáticos, objetivando planejamento e otimização do processo de colheita, transbordamento e transporte.

Tendo como base a cana-de-açúcar, as variáveis fundamentais para que se tenha sucesso em uma colheita mecanizada são: o layout do talhão, os atributos da variedade plantada, as condições operacionais dos equipamentos e manutenção, a capacitação dos operadores e a logística de corte e transporte.

Com base nesses fatores foi criado um sistema de planejamento da colheita mecanizada visando atuar na parcela de maior custo da cana: o CTT (Corte, Transbordamento e Transporte), otimizando a estrutura e criando um roteiro operacional de modo a maximizar os rendimentos da colheita.

O sistema LOC (Logística Otimizada de Colheita) provê um roteiro ao gestor da colheita em forma de mapas e relatórios, ou com arquivos de dados integrados, de forma a otimizar a colheita ao definir o planejamento de alocação das colhedoras nos blocos de colheita, de maneira que haja melhor aproveitamento do tempo da colhedora (diminuição de paradas por falta de transbordos) e uma regularidade de entrega horária da matéria-prima na indústria. O serviço é acompanhado de uma validação do projeto no campo, para que o gestor execute a melhor estratégia de entrada e saída da frente de colheita e consequente alocação das máquinas.

A ferramenta também integra as áreas de manutenção e qualidade, proporcionando melhor aproveitamento das janelas de manutenção, racionalizando as operações e garantindo uma cana de boa qualidade da matéria-prima, seja pelo melhor cumprimento das metas estabelecidas na operação (velocidade, manobras) ou pela maior disponibilidade de tempo e consequente dedicação do líder da frente quanto a esse tema (pisoteio, perdas e qualidade da matéria-prima).

O LOC utiliza técnicas de programação linear que permitem um aproveitamento eficiente dos equipamentos na operação de colheita da cana-de-açúcar, definindo os pátios de carregamento dos caminhões e os tempos envolvidos no corte e transbordamento da carga. Para isso, são realizados os cálculos da carga de cana em cada uma das linhas de colheita, otimizando os pátios de transbordamento, levando-se em conta a velocidade de operação da colhedora, os tempos de manobra, as capacidades do transbordo, o tamanho dos tiros e a distância de cada linha de cana para o pátio, buscando aumento de rendimento e redução de custo.

Além do processo de planejamento, foi criado um software para simulação tática e acompanhamento de cada operação, adaptando as variáveis modificadas entre o planejamento e a execução das operações. Com o sistema, estima-se ganhos de rendimento de colheita até 30%, e diminuição de rodagem dos transbordos, obtendo redução no consumo de óleo diesel na ordem de 15% a 30%. Adicionalmente, o sistema cria um modelo de gestão que aponta os principais gargalos operacionais e define a melhor estratégia de operação, e quando da renovação e plantio da área adequa o melhor layout para as operações, definindo previamente pátios e caminhamentos.

O LOC tem sido adotado também para planejamento e otimização de operações como aplicação de adubos, corretivos e defensivos, plantio mecanizado e aplicação de resíduos sólidos e líquidos.

João Carlos Rocha Abdo, engenheiro agrônomo, especializado em cana-de-açúcar; e Fabiano de Aragão Pimenta, engenheiro agrônomo, especializado em geoprocessamento e professor do curso de especialização em agronegócios do PECEGE/ESALQ. Ambos são diretores da Agroabdo, consultoria especializada em logística e otimização de colheita.

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Coluna

Técnica mais precisa auxilia a análise das características e da qualidade da uva

Por Daniel Santos 09/10/2019
Escrito por Daniel Santos

Por Maria Aparecida Lima e Antônio Odair Santos

A viticultura tem um grande interesse em qualificar os seus frutos, pois a qualidade da uva pode variar ao longo do vinhedo. Os compostos fenólicos da uva contribuem para a cor, sabor, textura e adstringência do vinho e para as suas propriedades antioxidantes.

As uvas não amadurecem de forma homogênea devido a diferentes microclimas em torno dos cachos e bagas. O que gera necessidade de inovação tecnológica e gestão da produção no vinhedo, pois se uma variação na qualidade for detectada a campo, isso gera uma oportunidade de manejo mais adequado na colheita, possibilitando delinear zonas para uma colheita seletiva, de acordo com o destino e os conceitos de qualidade pré-estabelecidos da uva.

A indústria vinícola busca desenvolver métodos analíticos rotineiros que possam ser usados como medidas objetivas de qualidade. As medidas rotineiras estabelecidas, como açúcar, acidez titulável e fenólicos totais, são uma parte dos componentes do vinho que contribuem para a percepção geral da qualidade, no entanto, essas avaliações são realizadas por métodos destrutivos e apenas em uma quantidade restrita de frutas. Essas análises, são demoradas, consomem tempo e reagentes contaminantes.

A Espectroscopia no infravermelho próximo (NIRs) é uma técnica não destrutiva para monitoramento da qualidade e seleção vegetal, adequado para os requisitos da agricultura em termos de controle da qualidade. Essa técnica permite a caracterização qualitativa e quantitativa de amostras de materiais através do espectro de absorção na região do infravermelho.

Estes espectros possuem informação relacionada com a composição química e com as propriedades físicas da amostra. Na região do infravermelho próximo detecta-se bandas de combinação e sobretons produzidos pela vibração das moléculas. O espectro de absorção NIR é um registro do número e tipos de movimentos vibratórios possíveis para o composto em estudo. Cada molécula possui um espectro de absorção único, como uma “impressão digital”.

Os sobretons e as bandas de combinação molecular observadas no infravermelho próximo produzem espectros complexos. A quimiometria permite a extração do máximo de informações químicas relevantes dos espectros, utilizando técnicas de análise multivariada (por exemplo, análise de componentes principais, regressão pelo método de mínimos quadrados parciais, ou redes neurais artificiais). Isto permite a construção de modelos de classificação, no qual as informações das amostras como o sinal analítico instrumental, a formulação ou características físico-químicas, podem ser associadas a atributos pré-definidos e uma vez validados, estes modelos são utilizados para classificar novas amostras. O processo de modelagem emprega um grupo de amostras-padrão, no qual o computador “aprende” como relacionar uma propriedade de interesse (concentração, por exemplo) com o respectivo espectro. Como muitas variáveis (muitos valores de absorvância a vários comprimentos de onda distintos) do espectro serão utilizadas para estabelecer a relação, tem-se assim uma calibração multivariada.

- Técnica mais precisa auxilia a análise das características e da qualidade da uva

Essa técnica tem sido desenvolvida para a determinação dos atributos da qualidade do fruto, com confiabilidade estatística e de forma não destrutiva. A agricultura de precisão voltada à cadeia produtiva da uva tem na espectroscopia de infravermelho próximo (NIRs) uma ferramenta alternativa às análises químicas convencionais particularmente interessante para o monitoramento em tempo real de vários componentes durante o processo de maturação da uva. Vários estudos realizados em diferentes variedades de uvas demostraram a viabilidade do uso do NIRs combinado com análise multivariada para estimar parâmetros de qualidade da uva. Alguns equipamentos citados na literatura:

NIR portátil – espectrômetro de infravermelho próximo
por refletância difusa
Luminar 5030 (Brimrose Corp., Maryland, EUA) (figura 1)
microPHAZIRTM (Thermo Fisher Scientific Inc., Waltham, MA, USA) (figura 2)

FT-NIR de bancada – espectrômetro de infravermelho próximo com transformada de Fourier
Spectrum IdentiCheck (PerkinElmer, Norwalk, CT, EUA)
InfraProver (Bran & Luebbe, Norderstedt, Alemanha)

A vantagem do uso do NIRs portátil é que ele permite que análises sejam realizadas diretamente no campo. A seguir, alguns exemplos de tomada de espectros com NIRs portátil.

Maria Aparecida Lima e Antônio Odair Santos são pesquisadores do Instituto Agronômico de Campinas, Centro de Engenharia e Automação – CEA/IAC *

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Manutenção

Avanços tecnológicos e impactos na manutenção do maquinário agrícola

Por Daniel Santos 09/10/2019
Escrito por Daniel Santos

Por Joel S. Alves

Novas tecnologias se fazem cada vez mais presentes no maquinário agrícola. Mas que avanços são esses? E como fica a manutenção? Esse tipo de cuidado ainda se faz necessário ou entramos na era da rotatividade e do descarte das máquinas? E mais: quando tratamos de tecnologias de maneira geral, muitas interpretações podem surgir. Para sermos específicos, no caso das máquinas agrícolas, creio que valha esclarecer a quais tecnologias nos referimos.

[private]

As principais frentes de desenvolvimento tecnológico incluem aperfeiçoamentos mecânicos, hidráulicos, pneumáticos, elétricos, eletrônicos de informática e comunicação. Trata-se de um conjunto amplo e diversificado e nesse emaranhado tecnológico a manutenção está presente. De início, devemos considerar que no universo da mecânica os avanços não são muito marcantes: produzir e transferir força ainda requer muitos eixos, mancais, rolamentos, engrenagens e peças metálicas reforçadas. O que há de novo são materiais compostos de metais e cerâmica, mas ainda com custo elevado. No caso da hidráulica e pneumática as novas tecnologias envolvem comandos e controles mais rápidos e eficientes, bem como a transferência de força com multiplicação e rendimento torcional, como é o caso das trações hidráulicas. A elétrica e eletrônica nos oferecem evoluções constantes nos mais diversos sistemas. Já informática e comunicação são o que há de mais avançado, com o monitoramento e controle total e a IoT (Internet das Coisas).

Na prática, isso tudo traz benefícios reais? E os custos? Quais os impactos nas rotinas operacionais e de manutenção? São questões que dependem de um conjunto de variáveis e algumas que somente o tempo ajudará a responder. Com base no dia a dia, acompanhando a realidade de propriedades e locais onde é possível vivenciar o emprego de equipamentos altamente tecnológicos, podemos fazer algumas conjecturas.

Em primeiro lugar é importante destacar que ainda estamos muito longe de ter máquinas rentáveis do ponto de vista energético, pois a tecnologia atual ainda é de largo consumo. Motores de combustão há muito deveriam fazer parte do passado, com a substituição por um modelo de produção de força mecânica. Façamos uma rápida comparação: cilindro, pistão, biela, virabrequim, bloco, cárter e cabeçote. Em 1940 já eram assim os motores. E hoje? Também. Então, o que mudou? Algo em torno das ligas metálicas, do uso da eletrônica e monitoramento da combustão. E em termos de consumo? O rendimento dos motores melhorou? Muito pouco. O consumo continua altíssimo, ainda sendo um dos grandes custos agrícolas. A tecnologia de motores ainda carece de novos recursos e modelos.

Segundo aspecto: transferência da força. Aqui há algo novo, força hidráulica. Tínhamos muitos eixos, engrenagens, mancais e acoplamentos, agora há bomba de força, válvulas, tubulações e cilindros e motores hidráulicos. Mais simples, mais eficiente, menos peças e mais rendimento final. E a manutenção? Está correndo atrás para conseguir acompanhar. O uso dos recursos da pneumática também está presente, em segurança, conforto e rendimento. Exemplo: o banco do operador com controle de amortecimento e posição por sistema pneumático oferece conforto e segurança operacional; estabilizadores nos pulverizadores garantem mais eficácia e precisão na aplicação. Hidráulica e pneumática vieram para ficar no maquinário agrícola.

Elétrica e eletrônica. Aqui há avanços significativos. Sinto-me até um pouco desconfortável, pois sou técnico mecânico, e devo reconhecer os fatos. Os conjuntos e sistemas elétricos e eletrônicos são os que mais evoluíram e com ganhos significativos de rendimentos. E com uma característica marcante: a simplicidade.

Sistemas eletrônicos estão presentes em todas máquinas atuais, desde circuitos integrados de semicondutores até microprocessadores de controle e monitoramento, que vão desde a injeção eletrônica dos motores diesel até telemetria e piloto automático. Também a manutenção está equipando-se de ferramental de diagnóstico para os sistemas eletrônicos, e os mecânicos do passado hoje são mecatrônicos – um processo ainda em transição. Nos sistemas elétricos as novidades envolvem baterias mais duradouras, geradores mais eficientes e motores de partida mais simples, mais potentes e menores, quando comparados aos do passado. Somente nesses três itens temos uma evolução visível até para os mais desatentos. Talvez muito em breve teremos máquinas agrícolas com motores elétricos e energia de bateria tracionárias – em parques industriais já temos a presença de rebocadores e empilhadeiras dotados dessa tecnologia. Deixo uma provocação: caso prevaleça interesse pela tecnologia, tratores elétricos não tardarão a chegar e logo os encontraremos no meio rural. A propósito, a matriz energética de muitas propriedades está mudando, com a geração de eletricidade a partir de placas solares, energia eólica e biogás.

Para completar, a informática e a comunicação são tecnologias cada vez mais presentes, embora entenda que sejam mais uma ferramenta do que a própria tecnologia. Ressalvo, no entanto, que em certos casos há um marketing exagerado e objetivos não muito claros, sem, contar questões sensíveis sobre sigilo e propriedade de dados. De qualquer maneira, estamos diante de uma ferramenta poderosa de monitoramento e controle, que permite obter informações rápidas e precisas sobre as máquinas e seus desempenhos. Reforço que o risco é o da segurança administrava da produção e de uma eventual perda de controle, pois são dados que podem ser captados por “outros” com “outros” interesses. Sempre vem a pergunta: quem criou o sistema? Onde nasceu todo este aparato? As informações que circulam em “nuvens” podem ou não ser acessadas? Alguém pode manipulá-las?

Para um CEO do agronegócio talvez seja cômodo ter acesso on-line, mas o resultado final será que não poderia ser melhor? Recursos da informática e comunicação de dados são presenças marcantes no maquinário, mas é preciso usá-lo com cautela e pleno domínio, senão  “a vaca vai pro brejo”.

Foco na prevenção
Como fica a manutenção no meio desse entrevero todo? Literalmente, correndo atrás da máquina, para manter em condições adequadas diante de um quadro de escassez de pessoal técnico especializado e de ferramental com custos elevados. Pessoas para realizar serviços de manutenção de máquinas agrícolas, com conhecimento técnico de mecânica, hidráulica, pneumática, eletroeletrônico e informática, além de boa coordenação motora para serviços práticos e que queira permanecer no campo é uma espécie raríssima.

Quanto ao ferramental também há desafios. Eles começam com o equipamento de diagnóstico, sem o qual é impossível realizar qualquer serviço. Quem tem? Qual o custo?  Quem tem quanto cobra? Muitos ainda estão restritos às concessionárias. Claro, que com ferramental adequado e pessoas capacitadas a manutenção atual de máquinas ficou mais simples e muito mais rápida. Quanto ao pessoal treinado, o que está acontecendo é o uso de equipes multidisciplinares com um ou dois técnicos em cada área do conhecimento. E o que se tem observado é que quando a máquina entra em manutenção há uma equipe de seis ou mais técnicos em sua volta. Bem diferente de tempos atrás quando uma ou duas pessoas faziam toda revisão. As revisões ampliaram as horas de funcionamento da máquina e há menos itens a serem reparados, quando respeitadas as rotinas adequadas de intervenções preventivas. Há vantagens e desvantagens, as máquinas são maiores e produzem mais.

Quanto aos custos, recentemente Máquinas & Inovações Agrícolas publicou uma reportagem mostrando que está em franca expansão de empresas especializadas em locação de máquinas agrícolas, ou seja, um negócio novo e especializado, em que o produtor não se envolve com a manutenção, que fica a cargo de quem oferece os serviços. Talvez essa seja uma tendência vantajosa na qual as manutenções também possam ser beneficiadas. Enquanto isso, convivemos com rotinas de oficinas onde há a presença de bancadas modernas com computadores online e equipamentos de diagnósticos juntamente com ferramental para remoção e conserto de eixos, redutores, rotores e componentes de peso. É o rumo do futuro, pois a roda da história não anda para trás.

Novos conceitos
A “aldeia global” de Herbert McLuhan passou, o conceito de globalização está mudando. Hoje é tudo nas “nuvens”: mapas de produção, controle das máquinas, mapas de colheita.  Tudo flutuando em nuvens: livre, leve e solto. Do Texas, de Washington ou de qualquer parte do planeta pode-se enxergar máquinas e plantações nas várzeas do Rio Jacuí  ou do  Arroio Bretanhas, ou até mesmo no longevo Chuí. Há questões de segurança nacional envolvidas, mas essa é uma discussão que extrapola os limites técnicos deste artigo. Por ora, vamos pensar: como ficam as rotinas de manutenção diante das novas tecnologias?

- Avanços tecnológicos e impactos na manutenção do maquinário agrícola

 

Joel S. Alves é instrutor de operação e manutenção de máquinas e implementos agrícolas e rodoviários *

 

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Trator Valtra cor de rosa promove a prevenção do câncer de mama

Por Daniel Santos 09/10/2019
Escrito por Daniel Santos

A Valtra, referência na fabricação de máquinas agrícolas, vai promover uma série de ações de conscientização sobre o Outubro Rosa no Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio.  O destaque fica por conta do trator série T CVT250, um dos mais tecnológicos do portfólio da Valtra e o primeiro do Brasil com câmbio CVT, pintado na cor rosa, especialmente para a ocasião. O evento anual, que acontece simultaneamente com a primeira edição do YAMI (Youth Agribusiness Movement International), tem se consolidado como um dos mais importantes do setor. Ambos os congressos ocorrem nos dias 8 e 9 de outubro, no Transamérica Expo Center, em São Paulo. 

As visitantes do estande da marca no CNMA + YAMI vão poder experimentar o conforto e fotografar o trator livremente. A marca irá distribuir laços da campanha do Outubro Rosa, além de oferecer cadeiras de massagem para que as congressistas possam relaxar entre as palestras do evento.

- Trator Valtra cor de rosa promove a prevenção do câncer de mama
Em uma ação em conjunta com a FEMAMA (Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama), as participantes do CNMA + YAMI que realizarem uma doação de R$ 50 reais para iniciativas de combate ao câncer de mama, vão poder sortear para si um dos itens da Valtra Store como presente. A grife da Valtra no evento oferece souvenires, como chapéus, botas, camisetas, chaveiros e miniaturas das máquinas da marca.

 

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Jacto realiza ação pioneira para influenciadores digitais do agronegócio

Por Daniel Santos 07/10/2019
Escrito por Daniel Santos

A incorporação das tecnologias digitais na agricultura, com a possibilidade de conexão de máquinas, serviços e pessoas via internet estão transformando não só a paisagem, rotinas e processos, mas também os hábitos do homem do campo. Cada vez mais conectados e atentos, esse público já ganha a atenção também de pessoas e empresas do segmento agrícola, com a produção de conteúdo específicos, como é o caso dos influenciadores digitais.

Para se ter ideia da importância dos influenciadores, um estudo do Instituto QualiBest indica esses criadores de conteúdo já são a segunda fonte para tomada de decisão, e só perdem em influência para parentes e amigos quando o consumidor está em busca por um produto ou serviço.

Em atenção a esse cenário, a Jacto, empresa de máquinas e equipamentos agrícolas, fez um movimento para estar cada vez mais presente nesse novo espaço e promove de forma pioneira o primeiro “Jacto Talks”. O encontro vai reunir em Pompeia/SP, onde está localizada a matriz da Jacto, nos dias 29 e 30 de outubro de 2019, influenciadores digitais do agronegócio. O objetivo é discutir assuntos, tendências e novidades relacionados ao setor e formas de se comunicar e potencializar informações sobre o segmento.

“A empresa tem como valor estar sempre ao lado do produtor e não poderia deixar de acompanhá-lo também no mundo virtual e estar perto de quem fala diretamente com eles: esse novo grupo de pessoas identificado como influenciadores digitais. A necessidade de informações qualificadas é cada vez maior nesse ambiente e acreditamos que só temos a aprender com quem está produzindo conteúdo que possa auxiliar o agricultor em suas atividades diárias. Esse é um dos grandes objetivos de estarmos presentes no meio digital e o Jacto Talks tem o compromisso de contribuir para levar conteúdo de qualidade para o agronegócio brasileiro”, reforça Wanderson Tosta, diretor de marketing da empresa.

“O Jacto Talks vai ser uma oportunidade para a empresa promover uma experiência institucional tanto no contexto digital, como com um evento presencial. Nos relacionamos sim com estes influenciadores pelas redes, mas queremos conhecê-los pessoalmente para que possam fazer uma imersão na marca”, afirma Guilherme Panes, gerente de business development da Jacto.

A primeira edição do evento deve reunir cerca de 20 influenciadores digitais atuantes em diversos segmentos, como agricultura de precisão, máquinas e equipamentos e culturas especificas.

“A escolha desse primeiro grupo, que vai inaugurar esse encontro e que tem a intenção de se tornar uma prática, foi feita a partir da observação e contato direto com esses influenciadores nos eventos e feiras em que a empresa está presente. O objetivo é formar novos grupos e expandir o formato para outros espaços e com a participação de públicos diferentes e atuante no agronegócio”, explica Fabiano Neves, responsável pelas mídias digitais da Jacto.

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Fórum debateu o poder do agro e o futuro com base em tecnologia e sustentabilidade

Por Daniel Santos 04/10/2019
Escrito por Daniel Santos

O tema central “A inserção internacional do Agronegócio” do 8º FÓRUM LIDE DE AGRONEGÓCIOS provocou a discussão de assuntos como novos mercados, segurança jurídica, abertura comercial, tecnologia e meio ambiente. Realizado nesta sexta-feira (4/10), no Hotel JP, em Ribeirão Preto – SP, o fórum reuniu líderes do agronegócio, entre autoridades, empresários e especialistas. Neste ano, o evento trouxe ainda como novidade o “Prêmio Startup”. Em parceria com a Onovolab, maior centro de inovação independente do País, o LIDE reconheceu as melhores ideias e soluções focadas para o setor. A vencedora foi a startup “Olho do Dono”.

Na abertura do fórum, estiveram presentes importantes autoridades como o secretário adjunto de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Flávio Bettarello; o secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, Marcos Troyjo; o vice-governador do Estado de São Paulo, Rodrigo Garcia; Manoel de Queiroz Pereira Calças, presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo; o deputado federal Arnaldo Jardim; o secretário estadual da Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Gustavo Junqueira; o prefeito da cidade-sede, Duarte Nogueira; Celia Pompeia, vice-presidente executiva do Grupo Doria; Mônika Bergamaschi, presidente do LIDE AGRONEGÓCIOS; o chairman do LIDE Ribeirão Preto, Maurilio Biagi Filho e o presidente do LIDE Ribeirão Preto, Fábio Fernandes; além de presidentes e dirigentes de empresas, cooperativas e especialistas.

O debate de abertura reforçou a inserção internacional do agronegócio como tema que vem ganhando cada vez mais espaço na mídia, ressaltou Mônika Bergamaschi. “Quando escolhemos essa pauta para o Fórum deste ano, não imaginávamos que tudo estaria com essa efervescência que está hoje. Não me lembro na minha história de ter visto esses assuntos com tanta ênfase. Nós sairemos daqui com a reflexão de o que devemos fazer para colocar o Brasil onde ele precisa estar”, concluiu. 

Ainda na abertura, as lideranças trouxeram um tom patriota e destacaram a agricultura brasileira como pujante e que alavanca de forma importante o setor no País. De acordo com Flávio Bettarello, o Ministério da Agricultura e o Governo Federal estão firmemente empenhados para esse projeto de Brasil, de Nação forte, para o qual todos neste encontro estão comprometidos. “O Brasil é e continuará sendo uma potência agroambiental. Nós somos o país que poderá resolver esse grande desafio de conciliar segurança alimentar e nutricional”, destaca. Rodrigo Garcia também seguiu o mesmo tom afirmando que “graças ao agronegócio o Brasil não faliu nos últimos anos” e explicou que mesmo com todas as dificuldades, foi o agronegócio que salvou o PIB brasileiro nos últimos anos. “Enfrentamos crises econômicas e políticas, mas o agro, com suas ações individuais, com sua capacidade de inovação e investimento na pesquisa, conseguiu superar dificuldades e se desenvolver”.

Gustavo Junqueira lembrou a importância da geração de empregos, do cooperativismo e da melhora da gestão pública e também afirmou que é necessário melhorar a governança em relação aos incêndios e discutir junto com os países líderes do setor, do qual o Brasil tem potência para embarcar. “Vamos trabalhar para que tenhamos um país muito mais sustentável, eficiente e produtivo”, destacou. Maurílio Biagi Filho enfatizou a importância de uma comunicação eficaz. “Temos que parar de reclamar e agir. No Brasil, são gerados mais de um milhão de toneladas de produtos, se um real por tonelada de produto fosse destinado à Comunicação e Marketing, teríamos 1 bilhão de reais para investir.”

O primeiro painel discutiu Tecnologia e Meio Ambiente, com exposição e debate de Almir Araújo Silva, líder em Agricultura Digital da BASF, e Caio Penido, presidente do GPTS – Grupo de Trabalho da Pecuária Sustentável. Ambos falaram sobre a importância de unir o país em defesa do meio ambiente e o protagonismo dos produtores rurais que precisam transformam o que hoje é um passivo, em ativo. 

Segurança Jurídica no Agro foi o tema do painel 2, com participação de Manoel de Queiroz Calças, presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo; Jacyr Costa Filho, diretor Região Brasil da Tereos, e Roberto Rodrigues, embaixador especial da FAO para o Cooperativismo e ex-ministro da Agricultura. Calças anunciou, em primeira mão, a inauguração, em breve, de uma vara especializada em Direito Empresarial na 6 região, que é a de Ribeirão Preto. “O direito empresarial é fundamental para garantir a segurança jurídica no setor de agronegócios e descentralizar as varas especializadas é um grande avanço.”

- Fórum debateu o poder do agro e o futuro com base em tecnologia e sustentabilidade

Vencedores do Prêmio LIDE de agronegócios | Foto: Anderson Timóteo/Rampini Produções

O painel 3 tratou da Abertura Comercial e Perspectivas para o Agronegócio com a participação do professor sênior de Agronegócio Global do Insper e titular da Cátedra Luiz de Queiroz da Esalq – USP 2019, Marcos Jank; do secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Marcos Troyjo; e de Ligia Dutra, superintendente de Relações Internacionais da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). A discussão foi sobre conjunturas, macrotendências, abertura e estrutura em torno da internacionalização do agronegócio.

No último painel, Agronegócio: percepção dos mercados, as lideranças que fizeram parte foram Marcello Brito, presidente da ABAG – Associação Brasileira do Agronegócio; Marcos Quintela, CEO do VMLY&R Group no Brasil e presidente do LIDE Comunicação, a deputada federal Joice Hasselmann; e Pedro Celso Gonçalves, vice-presidente da APAS (Associação Paulista de Supermercados). Os destaques foram a comunicação e imagem do agronegócio interna e externamente. A deputada destacou que o agronegócio não pode ser vendido como vilão. “Nós precisamos reunir as grandes cabeças pensantes do agro para que tenhamos um alinhamento desse discurso dentro e fora do Brasil, só assim venceremos essa guerra de narrativas.” 

Em seguida aos painéis, na parte da tarde, foram anunciados os vencedores do PRÊMIO LIDE AGRONEGÓCIOS 2019, distribuídos em seis categorias. Os premiados foram: na categoria Alimentos e Bebidas, a Coplana – Cooperativa Agroindustrial e Sococo; Em Entidades de Representação, a ABPA – Associação Brasileira de Proteína Animal, OCB – Organização das Cooperativas Brasileiras e SRB – Sociedade Rural Brasileira; Insumos, Santa Clara Agrociência, Netafim e Longping High-Tech; Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação Embrapa Pecuária Sudeste – Programa Balde Cheio, Centro de Cana IAC e UNESP Botucatu; Sustentabilidade, Socicana, Inpev, Grupo Balbo/ Native; e Tecnologia no Agro, Bevap, TMA e TGM. 

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