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Coluna

Agricultura 4.0: mapa da qualidade das argilas do solo

Por Daniel Santos 24/09/2019
Escrito por Daniel Santos

A quarta revolução tecnológica é marcada pela convergência de tecnologias digitais, físicas e biológicas. Na agricultura, novas abordagens como agricultura digital, e-agriculture e agricultura 4.0 já fazem parte do dia a dia dos profissionais desse setor e de produtores rurais. Essa nova fase da agricultura moderna também é marcada por sensores mais precisos e de alta performance. Nesse sentido, várias técnicas estão sendo testadas para solos e utilizadas em escala comercial, como a espectral (Vis-NIR), a fotônica, a fluorescência, a isotópica, a elétrica e a magnética. Dentre essas técnicas, o magnetismo do solo é altamente específico e apropriado para solos tropicais, o que inclui os solos brasileiros. Mas, por que usar o magnetismo na gestão agrícola das propriedades rurais?

Para responder essa pergunta, é necessário entender um pouco os solos brasileiros e saber em qual nível de detalhe que nós os conhecemos. Nesse ponto, historicamente, as dificuldades financeiras do Brasil, de uma forma ou outra, dificultaram os avanços de políticas públicas, entre elas, aquelas com foco na governança de solo. Quando falamos em governança de solo, esse conceito passa pela necessidade de mapearmos os nossos solos em uma escala ultra-detalhada (por exemplo, 1 a 5 hectares), o que corresponderia ao nível de série no Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (SiBCS). Para se ter uma ideia, é na escala ultra-detalhada ou a nível de série que se tomam as decisões agrícolas com foco em aumento de performance agrícola. Além disso, o SiBCS preconiza, no nível de família e série, a inclusão da conceituação de tipos de argila. A cor do solo, uma característica dos solos influenciada pela qualidade das argilas, é utilizada de forma prática. Mas, solos com mesma cor podem ter argilas diferentes.

Causa e consequência: características do solo e adaptações na engenharia agrícola
No entanto, as dificuldades financeiras do Brasil não nos permitiram chegar a esse nível de detalhe nos mapeamentos dos solos brasileiros, e com muitos esforços, conhecemos nossos valiosos solos numa escala de 1 para 5.000.000. Atualmente, com a criação do PronaSolos (Programa Nacional de Solos), o Brasil tem retomado essa brilhante iniciativa de mapear seus solos, que terá uma escala de 1 para 100.000 e ficará totalmente pronto próximo do ano de 2050. Especialistas brasileiros da área de solos estimam que para cada R$ 1 investido no mapeamento do solo podem ser retornados até R$ 185, o que contribuirá muito positivamente para a economia nacional e a governança de nossos solos, mas que ainda será insuficiente para balizar as tomadas de decisão no setor agropecuário. Com isso, progressos no mapeamento dos solos em escala ultra-detalhada e no conhecimento da qualidade de nossas argilas são primordiais para o aumento da eficiência de nossos sistemas de produção agrícola.

- Agricultura 4.0: mapa da qualidade das argilas do solo

Assim, a pergunta que surge é: como fazer o mapeamento ao nível de detalhe de 1 a 5 hectares de forma eficiente e rápida, capaz de servir de suporte para as tomadas de decisão? Diante desse desafio, pesquisadores brasileiros têm estudado há mais de 20 anos a caracterização das argilas dos solos brasileiros e há 10 anos a técnica de magnetismo do solo para avaliação da qualidade das argilas tropicais (minerais menores que 0,002 mm). Com sensores precisos, leituras rápidas e de baixo custo comparadas às análises convencionais e com alta operacionalidade podendo as leituras ser feitas no campo ou laboratório, o magnetismo do solo é uma característica diretamente relacionada com os minerais que vêm da rocha e que se formam no solo. Os minerais variam na paisagem e por sua vez os atributos físicos e químicos do solo acompanham essa variação. Esses minerais regem diversas propriedades no solo como, por exemplo, a CTC (capacidade de troca catiônica), CTA (capacidade de troca aniônica), grau de estruturação dos agregados, dentre outras características que afetam diretamente fenômenos como adsorção e disponibilidade de nutrientes, retenção e infiltração de água e sorção de herbicidas. Assim, zonas de manejo específico podem ser definidas com base no magnetismo do solo, pois estará sendo detectada a qualidade de argila, que afeta de forma direta os fenômenos do solo e define o potencial agrícola das áreas. Numa analogia, a qualidade das argilas é para os solos como o DNA é para os seres vivos, pois como o código genético influência as características da biodiversidade, os tipos de argila afetam às propriedades do solo.

Além disso, como o mapa de qualidade das argilas nos permite conhecer a variabilidade dessas características dos solos com precisão e elevado nível de detalhe, pois reflete os fatores e processos de formação a que o solo foi submetido, ele ajuda no direcionamento do uso de outros sensores embarcados e não embarcados, de forma que esses obtenham resultados mais precisos e representativos de campo e da realidade dos solos brasileiros.

Casos de sucesso: qualidade das argilas, preparo do solo, irrigação e aplicação de herbicidas
Com esse forte alicerce de pesquisa básica e aplicada, diversos protocolos agrícolas para uso e ocupação sustentável de terras baseados no magnetismo do solo já foram desenvolvidos pela ciência brasileira. Os produtos são resultados bastante sólidos sobre o potencial de adsorção de fósforo e capacidade de suporte de vinhaça, de sorção de herbicida, de erosão e compactação, de emissão de gases do efeito estufa e de produção quali-quantitativa para diversas culturas como café, cana, citros, milho, soja e outras. Por se tratar de uma eficiente ferramenta de planejamento e gestão do empreendimento rural, o magnetismo do solo tem relação direta com a mecanização agrícola. A partir do mapa de qualidade das argilas com base no magnetismo é possível realizar desde o preparo do solo, irrigação e recomendações de fertilizantes e herbicidas em taxa variável.

- Agricultura 4.0: mapa da qualidade das argilas do solo

Em relação ao preparo de solo, resultados de pesquisa de campo comprovam redução de 68% da necessidade de área subsolada com base no magnetismo do solo quando comparado ao método tradicional, além de redução de 7,1% no consumo de combustível (litros por hectare) e no potencial de emissão de dióxido de carbono do solo (quilogramas por hectare). Como consequência, a subsolagem com profundidade variável em função do magnetismo aumentou em 10,9% a capacidade operacional (hectares por hora) (Cortez, 2013). Para irrigação com água residuária (vinhaça), a variação entre a dose do método convencional e aquela definida por meio do magnetismo pode chegar até aproximadamente 25% (Peluco et al., 2013). Para a dose de herbicida pré-emergente, variação de até 30% também foram observadas entre a metodologia tradicional e aquela baseada na qualidade das argilas (Peluco, 2016), que consequentemente influenciam a eficiência no controle de plantas daninhas. Esses números demonstram a importância de considerar a qualidade das argilas, o DNA dos solos, nas tomadas de decisão. Desse modo, diversos maquinários, como para aplicação de adubos e herbicidas a taxa variada, podem se beneficiar da utilização do mapa magnético.

Por fim, o magnetismo sempre foi alvo de curiosidade da sociedade, sendo utilizado para benefício da civilização em diversas aplicações, seja num exame de ressonância magnética para detecção de enfermidades ou no próprio celular. Agora, ele também pode ajudar o produtor rural na gestão agrícola do seu solo.

Por Renan Gravena, Engenheiro Agrônomo e Doutor em Fitotecnia pela USP-Piracicaba; Fábio Leal, Engenheiro Agrônomo e Doutor em Produção Vegetal pela UNESP-Jaboticabal; Diego Siqueira, Engenheiro Agrônomo e Doutor em Produção Vegetal pela UNESP Jaboticabal

Clique aqui para ver as referências bibliográficas:

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Notícias

Referências bibliográficas – artigo Agricultura 4.0: mapa da qualidade das argilas do solo

Por Daniel Santos 24/09/2019
Escrito por Daniel Santos

 

Referências bibliográficas – artigo Agricultura 4.0: mapa da qualidade das argilas do solo – Título original: Mapa da qualidade das argilas do solo: agricultura 4.0 ao alcance do produtor rural

 

Referências

CORTEZ, L. A. Subsolagem em profundidade variada com base no mapeamento de áreas de manejo específico. 57p. Dissertação (Mestrado em Agronomia/Produção Vegetal) – Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Jaboticabal, 2013.

 

PELUCO, R. G. Magnetismo e cor na identificação de solos com diferentes potenciais de sorção de imazaquim. 92p. Tese (Doutorado em Agronomia/Ciência do Solo) – Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Jaboticabal, 2016.

 

PELUCO, R. G.; MARQUES JÚNIOR, J.; SIQUEIRA, D. S.; PEREIRA, G. T.; BARBOSA, R. S.; TEIXEIRA, D. B.; ADAME, C. R.; CORTEZ, L. A. Suscetibilidade magnética do solo e estimação da capacidade de suporte à aplicação de vinhaça. Pesquisa Agropecuária Brasileira, v. 48, p. 661-672, 2013.

 

Autores

Renan Gravena

Engenheiro Agrônomo e Doutor em Fitotecnia pela USP Piracicaba

regravena@gmail.com

 

Fábio Leal

Engenheiro Agrônomo e Doutor em Produção Vegetal pela UNESP Jaboticabal

e-mail: lealft@bol.com.br

 

Diego Siqueira

Engenheiro Agrônomo e Doutor em Produção Vegetal pela UNESP Jaboticabal

e-mail: diego_silvasiqueira@yahoo.com.br

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Notícias

Tecnologia permite cultivo de trigo em áreas antes não exploradas, diz Embrapa

Por Daniel Santos 23/09/2019
Escrito por Daniel Santos

O plantio de trigo em áreas antes não exploradas em virtude de condições desfavoráveis ao desenvolvimento do cereal, como o Cerrado e o Triângulo Mineiro, já é realidade no Brasil graças a pesquisas científicas, disse há pouco o presidente interino da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Celso Moretti.

“Com tecnologia e com melhoramento genético, estamos levando o cultivo de trigo para regiões antes nunca vistas e alcançando produtividades excelentes. No Centro-Oeste, temos áreas produzindo cerca de oito toneladas por hectare”, afirmou Moretti, durante abertura do 26º Congresso Internacional da Indústria do Trigo, em Campinas (SP).

Moretti destacou que a integração entre pesquisa científica e esforços do setor privado, por meio da indústria moageira nacional, vem permitindo a descentralização do plantio do cereal, antes restrito a algumas áreas das regiões Sul e Sudeste.

Fonte: Globo Rural

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Notícias

Evento da Embrapa apresenta tecnologia para aumentar produção de grãos

Por Daniel Santos 23/09/2019
Escrito por Daniel Santos

Biomaphos é o nome do primeiro inoculante nacional para solubilização de fósforo, elemento essencial para o desenvolvimento das plantas no campo. Tecnologia que poderá diminuir a dependência dos produtores rurais brasileiros quanto a fertilizantes importados, é um produto natural que foi desenvolvido em conjunto pela Embrapa e pela empresa Bioma. Depois de ser apresentada em vários estados pelo Brasil, chegou a ver do Tocantins conhecer melhor a tecnologia. Na noite da próxima sexta-feira, 27 de setembro, haverá evento de lançamento do Biomaphos na Embrapa Pesca e Aquicultura, em Palmas. O público prioritário é formado por produtores, consultores e técnicos do meio rural com atuação na região.

Quem esteve à frente da equipe responsável pela pesquisa que chegou ao produto foi Christiane Paiva, pesquisadora da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG). Ela explica que “como o produto aumenta a absorção de fósforo pelas raízes, a planta acumula mais esse elemento internamente e, consequentemente, nos grãos. Então conseguimos comprovar que o microrganismo solubilizou mais fósforo quando medimos sua concentração nos grãos. Percebemos que, em uma planta que foi inoculada, há mais presença de fósforo que em outra que não recebeu o produto. E o fósforo está diretamente relacionado à produção de grãos. Então, com a inoculação, você terá um consequente aumento na produtividade de grãos”.

Em termos efetivos, nos experimentos chegou-se a aumentos médios de cerca de 10% na produtividade na cultura do milho; conforme a região, isso pode significar 10 sacas ou 600 kg a mais por hectare. O produto tem surtido efeito positivo também na cultura da soja; como exemplo, o produtor André Ricardo Denardin, de Braganey-PR, obteve oito sacas a mais em cada um dos 10 hectares em que testou o BiomaPhos na última safra.

O Matopiba, região que reúne partes dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, vem crescendo sua área de produção de grãos, com destaque para soja e milho, como em geral ocorre no país. Atualmente, a região responde por cerca de 10% da produção nacional de grãos. Eric Routledge é chefe-adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Pesca e Aquicultura, Unidade da empresa que fica em Palmas-TO e mantém um grupo de pesquisa e transferência de tecnologia em sistemas agrícolas voltados para o Matopiba.

Para ele, “quanto mais tecnologia embarcarmos no sistema de produção para dar suporte e segurança ao planejamento do produtor, mais sustentável poderá ser o ganho de produtividade e o interesse por áreas de fronteira agrícola como do Tocantins e Matopiba”. Fazendo a conta dos 10% a mais que o BiomaPhos pode proporcionar, Eric diz que a produtividade do milho tocantinense, hoje em torno de 4.900 kg/ha, poderá ficar mais perto da média nacional de 5.850 kg/ha.

Expectativa – A Bioma, empresa parceria da Embrapa no desenvolvimento do BiomaPhos, vê com bons olhos a adoção do produto na safra que se aproxima. Para Marilia Taffarel, supervisora comercial da empresa que atende Tocantins, Maranhão e Pará, “nossa expectativa é de que boa parte dos produtores pelo menos testem essa tecnologia. A gente sabe que temos uma região com potencial, mas que temos diversas variáveis que nos impossibilitam ter uma produtividade média mais alta. A gente tem certeza de que esse produto, com a tecnologia toda da Embrapa, vem pra auxiliar o produtor a conseguir médias maiores de produtividade”.

A aposta da supervisora comercial na região é visível já para a próxima safra: “a minha expectativa, hoje, nesses três estados é de que a gente consiga trabalhar em torno de 40.000 hectares nesse primeiro ano”, afirma. E se a receptividade for a mesma da encontrada em outros estados, não é um desafio impossível de ser vencido. Artur Soares é gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Bioma e destaca a receptividade dos participantes dos eventos de lançamento do produto.

Segundo Artur, “(a receptividade) não poderia ser melhor. Todos os locais em que nós estamos realizando os eventos, nos estados do Paraná, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, o público foi excelente. Empresas e produtores participaram, a imprensa local de todas as regiões de realização dos eventos participou em massa; houve muita divulgação”. Quanto à Embrapa, o gerente elogia: “a parceria da Embrapa está sendo fantástica. A pesquisa e a chefia da empresa estão participando em todos os eventos como um grande parceiro mesmo”.

Lançamentos
A pesquisadora Christiane tem participado de lançamentos do BiomaPhos em várias áreas de produção de grãos no Brasil. O primeiro evento foi em 20 de agosto em Cascavel-PR (confira matéria neste link); no dia seguinte, o lançamento aconteceu em Campo Mourão-PR; e em 22 de agosto foi a vez de Dourados-MS conhecer a tecnologia num evento na Embrapa Agropecuária Oeste.

No mês de setembro, ela já fez palestras durante lançamentos do produto em três estados: Mato Grosso, em Primavera do Leste no dia 5; Minas Gerais, nas cidades de Varginha (dia 10), Uberaba (11) e Paracatu (dia 12); e Goiás, onde houve eventos nos dias 17 em Rio Verde, 18 em Caldas Novas e 19 em Uruaçu. Nesta semana, antes de Palmas (na sexta, 27 de setembro), o BiomaPhos será lançado em dois municípios gaúchos: Cruz Alta no dia 24; e Passo Fundo em 25 de setembro. E, para outubro, já há três eventos programados para acontecerem no Mato Grosso: dia 1º em Lucas do Rio Verde; no dia seguinte em Sorriso; e, em 3 de outubro, é a vez de Campo Novo.

O chefe de P&D da Embrapa no Tocantins entende que tecnologias como o BiomaPhos agregam valor aos produtos que as utilizam. Para Eric, “o mercado, sobretudo o internacional, está cada vez mais interessado em um produto sustentável, que seja produzido não só com um mínimo de impacto e mantendo o ambiente em equilíbrio, mas com menos dependência de insumos que são caros e finitos. Soluções tecnológicas que busquem aproveitar a própria natureza, fazendo a mesma trabalhar a favor de uma agricultura inteligente, são com certeza o melhor tipo de valor que se pode agregar à produção e à imagem da agricultura brasileira”.

Serviço:
Lançamento no Tocantins do BiomaPhos, primeiro inoculante nacional para solubilização de fósforo
27 de setembro (próxima sexta-feira), às 19h
Local: Embrapa Pesca e Aquicultura (Prolongamento da Avenida NS 10, cruzamento com a Avenida LO 18, sentido Norte, Loteamento Água Fria, Palmas – TO)

 

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Vídeos

Aprosoja lança plataforma para produtor gerenciar riscos climáticos

Por Daniel Santos 23/09/2019
Escrito por Daniel Santos

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) lançou a plataforma Aproclima, que promove o gerenciamento de riscos nas lavouras de soja e milho por meio da compilação de dados de medição meteorológica em ao menos 33 estações instaladas em propriedades rurais no Estado.

O programa analisa informações meteorológicas de todas as regiões de Mato Grosso para formação de um banco de dados que subsidiará os produtores na tomada de decisões sobre o cultivo. Produtores conseguem acompanhar como foi o clima em sua propriedade e as previsões meteorológicas. O programa gera o informe mensal “Relatório de Acompanhamento Climático” com avaliações para o período seguinte.

“O ganho foi muito grande, porque a gente conseguiu programar melhor as coisas, ter uma prévia de como estaria a nossa meteorologia na fazenda e na nossa região”, disse a produtora Daila Dellai, do município de Paranatinga, que tem uma estação física em sua propriedade há um ano.

Segundo a gerência de Defesa Agrícola da Aprosoja-MT, responsável pelo programa, como o Estado tem biomas variados e microrregiões que apresentam diferentes realidades meteorológicas, buscar maior precisão na aferição dos eventos climáticos pode contribuir para a produção de soja e milho.

“Mato Grosso é muito grande. Para lidar com as variações de características e conseguir se posicionar é preciso um histórico com maior precisão possível, o que temos a partir das estações físicas nas propriedades”, afirmou o gerente de Defesa Agrícola da entidade, Daniel Pasculli.

Fonte: Globo Rural

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Vendas de máquinas agrícolas recuam 43% em janeiro
Empresas

Case IH reformula sua estrutura administrativa na América do Sul

Por Daniel Santos 23/09/2019
Escrito por Daniel Santos

Com objetivo de fortalecer ainda mais a presença da Case IH, marca da CNH Industrial, na América do Sul, a empresa reformula sua estrutura administrativa no continente. Diogo Melnick é o novo responsável pelo departamento de Desenvolvimento de Rede de Concessionários; Eduardo Penha passa a responder pela área de Marketing Comercial; e Jean Freitas assume o departamento de Serviços da montadora.

Melnick é formado em Comunicação Social com especialização em Planejamento de Marketing pela UFPR (Universidade Federal do Paraná). Iniciou sua trajetória na CNH Industrial em 2001 e atuou em diversos setores relacionados ao marketing, comercial, planejamento e estratégia de produtos. Exerceu atividades durante oito anos no Banco CNH Industrial e, após passagem em montadora de grande porte no segmento automotivo, Melnick retornou ao grupo e assumiu o departamento de Marketing Comercial da Case IH. Hoje, é o novo responsável pelo Desenvolvimento de Rede de concessionários da marca para a América do Sul.

“A rede Case IH é a que mais cresce na América do Sul e o nosso objetivo é de fortalecê-la cada dia mais, expandindo sua presença de maneira sustentável, buscando excelência e profissionalismo no atendimento aos clientes e maximizando o retorno financeiro aos nossos concessionários”, afirma Melnick.

Penha, novo responsável pelo Marketing Comercial da Case IH América do Sul, é formado em Administração de Empresas, com especialização em Logística Empresarial e MBA em Gestão Financeira pela FGV (Fundação Getúlio Vargas). Com 19 anos de experiência no segmento Agrícola da CNH Industrial, tem passagens por Administração de Vendas e Planejamento de Demanda América Latina.

“A Case IH é uma das marcas mais valiosas do segmento agrícola e, por isso, nossa missão é continuar sendo referência em pioneirismo e em inovação. Seguimos trabalhando e investindo para levarmos sempre as melhores opções ao produtor”, diz Penha.

Formado em Engenharia Mecânica e com especialização em Gestão Empresarial, Freitas está na CNH Industrial há mais de dez anos, tendo entrado na empresa como estagiário. Nesse período, sempre esteve ligado ao pós-vendas atuando nas áreas de suporte técnico ao produto, atendimento ao cliente e serviços. Atualmente, à frente da área de Serviços, Freitas se diz motivado com o desafio.

“Um dos nossos objetivos é o de desenvolver a área de serviços da rede de concessionários para que a mesma se torne uma unidade de negócios, gerando satisfação ao cliente com rentabilidade para área de pós-venda”, descreve Freitas.

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Notícias

Impactos do acordo Mercosul-UE sobre o agro brasileiro serão tema de seminário

Por Daniel Santos 23/09/2019
Escrito por Daniel Santos

Analisar as repercussões e os desdobramentos do acordo comercial firmado entre o Mercosul e a União Europeia; o impacto da peste suína na produção de cereais do Brasil; os efeitos da macroeconomia na agropecuária brasileira, além da identificação dos possíveis cenários do agro no Brasil e no mundo. São estes alguns dos pontos que farão parte do XIX Seminário de Planejamento Estratégico Empresarial que será promovido no dia 4 de outubro pela Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA) da Abimaq – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos.

Denominado O Agro Brasileiro no Ambiente Internacional, o evento será na sede da Abimaq, contará com a participação dos mais renomados profissionais que atuam em diferentes segmentos da cadeia produtiva do agronegócio e é direcionado para fabricantes de máquinas e implementos agrícolas, associados ou não à CSMIA. Com início programado para 8h30, o encontro se prologará até o fim da tarde e será constituído de diversas palestras, seguidas de debates abertos a todos os participantes.

Logo após a solenidade de abertura, está programada a palestra Proteína Animal: Acordo Mercosul X União Europeia, Peste Suína Africana e seus Impactos na Produção de Cereais no Brasil, que será proferida por Ariel Antônio Mendes, diretor de Relações Institucionais da ABPA – Associação Brasileira de Proteína Animal. Em seguida, o pesquisador Silvio Crestana, ex-presidente da Embrapa tratará do tema Alimento, Água e Energia: Nexus ou Sem Nexo? Fechando a parte da manhã, Guilherme Gonsales Panes, gerente de Desenvolvimento de Negócios da Jacto, abordará o tema A Circulação de Dados no Agronegócio – Iniciativa da Abimaq com o Banco de Dados Colaborativo do Agricultor (BDCA).

Na parte da tarde será proferida a palestra Macroeconomia e Seus Efeitos no Setor Agropecuário Brasileiro, apresentada por Fernando Honorato, economista-chefe do Departamento de Pesquisa e Estudos Econômicos do Bradesco e Vice-presidente do Comitê de Macroeconomia da Anbima – Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais. Por fim, encerrando o evento, o consultor Carlos Cogo, da Cogo Inteligência em Agronegócio falará sobre Cenários da Agropecuária no Brasil e no Mundo.

Serviço:
O Agro Brasileiro no Ambiente Internacional
Data: 4 de outubro de 2019
Local: Sede da Abimaq – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Av. Jabaquara, 2925 – São Paulo
Horário: 8h30 às 16h30

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Tecnologia

Lorenzetti lança linha completa de bombas submersas para uso rural

Por Daniel Santos 23/09/2019
Escrito por Daniel Santos

A Lorenzetti apresentou a linha completa de Bombas Submersas, indicadas para abastecimento doméstico, irrigações de jardins e transferência de água limpa de poços, cisternas e reservatórios subterrâneos. De fácil instalação, os modelos BSL-POP, BSL-650, BSL-800 e BSL-900 se diferenciam pela pressão e vazão durante a utilização, com submersão máxima de até 20 metros de profundidade.

As Bombas Submersas Lorenzetti são compactas, com corpo em alumínio e parafusos em aço inox, que garantem mais durabilidade e melhor desempenho.

Líder em duchas, chuveiros e aquecedores de água a gás, a Lorenzetti possui em seu mix de produtos pressurizadores de água e bomba de circulação, constituídos em material resistente à corrosão. As soluções atendem às necessidades de uso doméstico, comercial e rural.

 

 

- Lorenzetti lança linha completa de bombas submersas para uso rural- Lorenzetti lança linha completa de bombas submersas para uso rural- Lorenzetti lança linha completa de bombas submersas para uso rural- Lorenzetti lança linha completa de bombas submersas para uso rural

Os produtos são indicados para abastecimento doméstico, irrigações de jardins e transferência de água limpa de poços, cisternas e reservatórios subterrâneos

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Notícias

New Holland entrega 20 tratores ao governo de São Paulo

Por Daniel Santos 13/09/2019
Escrito por Daniel Santos

A New Holland Agriculture, marca da CNH Industrial, entregou 20 tratores do modelo TL75E cabinado para o Governo do Estado de São Paulo. Os tratores serão usados no programa Patrulha Agrícola, que atende pequenos produtores rurais na prestação de serviços.

A entrega aconteceu na quinta-feira (12), no Dia de Campo na Fazenda Santa Elisa, em Campinas (SP). O evento reuniu mais de 800 produtores rurais de 20 cidades do interior paulista. As máquinas foram entregues para as prefeituras pelo governador João Doria e o secretário de agricultura Gustavo Junqueira.

Com mais de 20 anos no mercado, o TL é um dos modelos mais tradicionais do país. Campeão de vendas, o trator da New Holland tem o melhor custo/benefício da categoria para o agricultor. Com 12 marchas à frente e à ré; o trator tem um sistema de reversor mecânico, que oferece mais agilidade e desempenho. O TL75E pode ser utilizado nas mais diversas atividades no campo, dentre elas: agricultura familiar, em pequenas ou médias propriedades, pecuária, olericultura, produção de milho e soja, frutas e cana-de-açúcar.

- New Holland entrega 20 tratores ao governo de São Paulo

Os equipamentos serão usados no programa Patrulha Agrícola, que atende a pequenos produtores rurais na prestação de serviços Foto: Governo do Estado de São Paulo

“A New Holland é referência no atendimento ao pequeno e médio agricultor. O nosso portfólio completo oferece a tecnologia ideal para facilitar o trabalho nas lavouras. Somos a marca parceira do produtor rural”, diz o gerente de marketing Brasil da New Holland Agriculture, Juliano Mendonça.

Família de Sucesso
No evento, a New Holland Agriculture levou a Van Família de Sucesso. O projeto tem o objetivo de apresentar serviços e soluções da marca aos produtores rurais.

Além do trator TL75E, a marca também apresentou o pulverizador Defensor 2500. O autopropelido de 2.500 litros da New Holland realiza a aplicação em inclinações de até 21% e possibilita uma redução no consumo de combustível de 15%, devido ao modo EcoCruise que, ao ser acionado, ajusta a faixa de rotação da máquina sem prejudicar a aplicação.  

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Notícias

Feira gratuita apresenta produtos e serviços que levam mais tecnologia para o campo

Por Daniel Santos 12/09/2019
Escrito por Daniel Santos

De 18 a 21 de setembro, o Haras Manoel Leão, localizado em Jardinópolis (SP), recebe a 10ª edição da Colorado Show, feira de negócios gratuita, voltada ao produtor rural. O evento contará com mais de 30 expositores, palestras, demonstrações em campo, startups, entre outros, com foco em apresentar mais tecnologia e evolução para o campo.

Um dos destaques desta edição é o Startup Show, atividade que será realizada durante todos os dias do evento e que oferecerá uma programação voltada a solucionar os problemas frequentes encontrados pelos produtores rurais, por meio de iniciativas inovadoras de startups. Serão discutidos temas como controle biológico, drone/aviação agrícola, market place, gestão agrícola e experimentação agrícola.

Além disso, durante a Colorado Show os visitantes terão a oportunidade de assistir palestras ministradas por renomados especialistas. Os temas abordados serão “Planejamento da fertilização através de diagnóstico nutricional de solos”, “Avanços na tecnologia de amostragem de solos”, “Previsão Climática e o impacto na produtividade de culturas”, “Perspectivas do negócio de amendoim. Por que vamos crescer?” e “Transformação Digital”.

Em todos os dias do evento, o público poderá conferir as demonstrações em campo e visitar os estandes dos expositores que apresentarão soluções para máquinas, implementos agrícolas, mudas agrícolas, crédito e financiamento, veículos/pickups, entre outros.

- Feira gratuita apresenta produtos e serviços que levam mais tecnologia para o campo

Realizada pela Colorado Máquinas, com apoio da John Deere, a Feira de Negócios Colorado Show vem crescendo a cada ano. A edição de 2018 contou com cerca de mil visitantes e movimentou mais de R$30 milhões em negócios

“Sabemos que a edição de 2019 será ainda maior e por isso incluímos um dia a mais na programação e buscamos um local mais amplo para podermos realizar mais atividades”, explica João Falaschi, Gerente Geral de Negócios.

Ele afirma que a expectativa é superar os números do evento do ano passado já que para a 10ª edição foram preparadas condições especiais para os visitantes. “Teremos muitos descontos em peças e serviços, alguns chegando até 70%. Além disso, quem adquirir uma colheitadeira de grãos ou um pulverizador ou uma colhedora de café OXBO ganhará uma viagem para a Farm Show nos Estados Unidos em 2020”, comenta.

A 10ª Colorado Show será realizada no Haras Manoel Leão, localizado na Rodovia Cândido Portinari KM 327, em Jardinópolis (SP). As inscrições para o evento são gratuitas e as credenciais serão feitas na recepção do evento. Mais informações pelo telefone (16) 99608-7703 ou pelo site www.coloradoshow.com.br.

Veja abaixo programação completa:

Dia 18/9, quarta-feira
16h30: Planejamento da fertilização através de diagnóstico nutricional de solos – com Claudimir Penatti, engenheiro agrônomo e mestre em solos e nutrição de plantas.
17h: Avanços na tecnologia de amostragem de solos – com Diogo Maza Barbieri, engenheiro agrônomo e mestre em produção vegetal com ênfase em manejo de solos.

Dia 19/9, quinta-feira
15h30: Previsão Climática e o impacto na produtividade de culturas – com Evandro Henrique da Silva, engenheiro agrônomo e mestre em engenharia de sistemas agrícolas
16h: Perspectivas do negócio de amendoim. Por que vamos crescer? – com Luiz Antônio Vizeu, engenheiro agrônomo e diretor de relações institucionais das Indústrias Colombo, diretor da Abimaq

Dia 20/9, sexta-feira
14h: Transformação Digital – com Celso Azevedo, engenheiro agrônomo e mestre em engenharia de sistemas agrícolas.

SERVIÇO
10ª Colorado Show – Feira de Negócios
Dias: 18, 19, 20 e 21 de setembro
Local: Haras Manoel Leão, localizado na Rodovia Cândido Portinari KM 327, em Jardinópolis (SP)
De 18 a 20/9, a partir das 14 horas; dia 21/9, a partir das 8 horas
Inscrições: Gratuitas (credencial pode ser feita na recepção do evento)
Informações: (16) 99608-7703 ou pelo site www.coloradoshow.com.br

12/09/2019 0 Comentários
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