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Tecnologia

Valtra leva à Expointer a plantadora dobrável Momentum

Por Daniel Santos 28/08/2019
Escrito por Daniel Santos

A Valtra, referência global na fabricação de máquinas agrícolas exibe na Expointer 2019 um dos maiores destaques da marca, a plantadora Momentum. Altamente inovadora, ela é dobrável, ficando com apenas 3,6 metros de largura quando fechada, o que facilita o transporte fora de estradas e faz da Momentum a plantadora de melhor mobilidade do mercado. 

“Nosso time de desenvolvedores realizou 100% do projeto da Momentum em terras brasileiras. É a primeira vez que isso ocorre na companhia, demonstrando a pujança da agricultura profissional do nosso país. A Momentum é um marco na história da Valtra, que será exportado para diversos países, revolucionando as tecnologias de plantio do mundo todo. É uma plantadora totalmente orientada para a agricultura digital, e é certamente um dos equipamentos agrícolas mais tecnológicos do mundo”, diz Douglas Vincensi, gerente de Marketing de Tratores, Implementos de Plantio & Fenação da AGCO.

A Momentum conta com apenas um ponto de lubrificação em toda a plantadora, sendo que todas as demais buchas da máquina são “Infinity”, de alta resistência e autolubrificantes. Além disso, o equipamento possui tecnologia 100% Precision Planting®, com dosador de sementes Vset2, sistema de controle de linhas vDrive e monitor 2020 Seedsense Geração 3. A Momentum está disponível nas versões de 24, 30 e 40 linhas no espaçamento de 45cm. A caixa de sementes também é uma das maiores do mercado, com capacidade para 5.130 litros de sementes.

A tecnologia Precision Planting® se integra com o sistema de telemetria dos equipamentos Valtra. O monitor 20/20 Geração 3 permite que o agricultor faça o monitoramento de dados da Momentum em tempo real, acompanhando informações linha a linha, como população, singulação, mapas de plantio e controle de cada uma das linhas. Isso habilita o produtor a tomar as melhores decisões em tempo real durante a atividade do plantio. Além disso, o monitor 20/20 Geração 3 foi desenvolvido desde o início para ser totalmente integrado com o software FieldView. Isso permite que a Momentum faça uso de taxa variável de sementes com a integração dos componentes: 20/20 Ger3, vDrive e FieldView.

Graças à facilidade no seu transporte e manutenção, a Momentum oferece ao agricultor a chance de aproveitar melhor as janelas de plantio, cada vez mais curtas. Mais indicada para grandes propriedades, pode ser transportada em caminhões prancha apenas com a remoção de dois rodados e duas linhas do suporte central, ficando com apenas 3 metros de largura, o que exclui a necessidade do uso de batedores. 

Outros destaques da Momentum são o subchassi Smart Frame, que traz o novo sistema de autonivelamento independente das três seções de linhas de plantio, fazendo com que a máquina mantenha todas as linhas em contato com o solo e depositando sementes na profundidade correta, mesmo em bases largas e curvas de nível.

O rodado duplo em tandem diminui a compactação do solo e os esforços aplicados ao chassi durante o transporte entre uma lavoura e outra. As larguras de trabalho são de 10,2m, 13,5m e 18m, nas versões de 24, 30 e 40 linhas, respectivamente. O índice de singulação (percentual de sementes falhas e duplas) da nova plantadora chega a 99,6% no milho, mesmo em velocidades superiores a 10 km/h de plantio.

 Plantadoras HiTech e Frontier CFS com opcionais de fábrica da Precision Planting®
Para o portfolio de plantadoras HiTech e Frontier CFS, a Valtra realizou a inclusão da tecnologia Precision Planting® como item de fábrica. Ambas estarão expostas na Expointer 1029. Trata-se de dosadores inteligentes que elevam a performance na distribuição de sementes. O sistema garante mais de 99% de singulação, mantendo um espaçamento regular entre sementes. Em 2019, ambas também passaram a contar com o motor elétrico vDrive como opcional de fábrica.

- Valtra leva à Expointer a plantadora dobrável Momentum

A Série HiTech de plantadoras Valtra é oferecida tanto nas versões Semente e Adubo quanto nas versões Seed (somente sementes), e ainda podem ser equipadas com o sistema de transmissão hidráulica que permite a aplicação de adubo e semente em Taxa Variável, além de oferecer maior capacidade de semeadura e robustez para enfrentar longas jornadas.

As plantadoras Frontier CFS e HiTech também podem ser equipadas com o sistema de transmissão hidráulica que permite a aplicação de adubo e semente em Taxa Variável, tecnologia que permite programar a distribuição de sementes e fertilizantes com um simples toque na tela de comando, de dentro da cabine, de acordo com um mapa de recomendação.

 

28/08/2019 0 Comentários
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Notícias

Edição n° 53

Por redação 21/08/2019
Escrito por redação

- Edição n° 53

21/08/2019 0 Comentários
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Notícias

Tecnologias para o setor de bioenergia estarão na 27ª FENASUCRO

Por Daniel Santos 20/08/2019
Escrito por Daniel Santos

Vitrine mundial da cadeia bioenergética, a FENASUCRO traz, em sua 27ª edição, as principais inovações, tecnologias produtos e tendências voltados ao setor. A feira, que acontecerá de 20 a 23 de agosto em Sertãozinho (SP), é o único evento do país com foco exclusivo em bioenergia e, em 2019, se renova para atender de forma mais ampla as indústrias de Biocombustíveis; Transporte e Logística; Papel e Celulose; e de Alimentos e Bebidas.

O mercado de etanol de milho será um dos destaques desta edição e também o foco da empresa JW Equipamentos Industriais, que irá apresentar a sua tecnologia denominada StarchCane®. Trata-se de uma tecnologia inovadora, 100% nacional, com separação de sólidos antes da destilação, com reciclo de leveduras.

“A produção de etanol de milho vem se consolidando como uma ótima alternativa para suprir a necessidade atual e futura de biocombustíveis. Por isso, ganha destaque na FENASUCRO e no setor como um todo. Nossas expectativas são muito positivas”, afirma Guilherme Martins Neto, diretor da JW Equipamentos Industriais.

Segundo ele, o setor já entende que o etanol de milho é um componente a mais e muito importante no processo de produção do etanol. “Do ponto de vista industrial, o etanol de milho reduz significativamente os custos operacionais, eliminado a ociosidade industrial, já que as usinas terão capacidade de gerar receita praticamente o ano todo”, explica.

Além da tecnologia aplicada ao mercado de etanol de milho, a JW Equipamentos Industriais também irá divulgar durante a FENASUCRO a sua capacidade de fabricação para atender aos mercados de Papel e Celulose e Alimentos e Bebidas.

Já a WEG oferecerá diversas soluções e serviços para a indústria de Açúcar, Etanol e Energia, com destaque para as Turbinas a Vapor, cuja linha é aplicada em geração de energia elétrica ou acionamento mecânico e está disponível de 0.1 a 150 MW, tipos contrapressão e condensação; e para os Redutores e Multiplicadores de Velocidade, disponíveis nas linhas planetários de até 8.750 kN.m para acionamentos de difusores e moendas, turborredutores de até 60 MW, especiais multiplicadores e acoplamentos flexíveis.

Implementos agrícolas
Fornecedora de implementos agrícolas para a área canavieira, além dos carros-chefes TT8022 e FertiMax, a TT do Brasil apresentará mais duas novidades na 27ª FENASUCRO: a plantadora de cana TT 3000 e o adubador FertiMax Pantográfico. “Reconhecemos a relevância que a FENASUCRO tem no mercado e consideramos de extrema importância estar em um evento deste porte. Por isso, faremos a exibição dos novos produtos durante a feira”, diz Merquisson Sanches, gerente de operações da TT do Brasil.

A TT3000 é destinada para áreas menores de plantio, é mais leve e pode ser tracionada por tratores com potência inferior a 140 HP, tornando a operação mais econômica e reduzindo a compactação do solo.

Já o adubador FertiMax Pantográfico trabalha em terreno desnivelado. O seu sistema de braços pantográficos permite a cada corpo adaptar-se ao terreno de forma independente e coloca adubo dentro do solo de forma constante e controlada.

“O foco da TT é trazer inovação em produto, que agregue valor ao usuário. Cada equipamento que é desenvolvido e vem para o mercado tem que cumprir esse papel e é isso que vamos mostrar durante os quatro dias de feira”, afirma Sanches.

Fabricante de uma completa linha de Implementos Agrícolas, que engloba as operações de preparo do solo, plantio, irrigação e colheita, a Agrimec apresentará três novidades durante a FENASUCRO, com destaque para a Transplantadora de Mudas.

O produto é indicado para o plantio de mudas de cana-de-açúcar no sistema de Plantio Direto. Ao mesmo tempo em que realiza a abertura do canteiro, a transplantadora faz o plantio com a possibilidade de regulagem da profundidade e da distância entre as mudas a serem plantadas. Segundo a empresa, o implemento garante ainda uma perfeita ”pega” e elimina perdas e falhas.

Ganhos produtivos
Para a 27ª da FENASUCRO, a Romi levará máquinas da sua nova geração, desenvolvidos para proporcionar significativos ganhos produtivos. Um dos modelos será o ROMI D 800, um Centro de Usinagem Vertical, que garante estabilidade térmica e geométrica, rigidez e alta capacidade de absorção dos esforços de usinagem. Também será exibido o Centro de Torneamento ROMI GL 300M, ideal para usinagens que exijam potência e torque elevado, sendo indicadas para ambientes de média e alta produção.

“Com a participação na feira, nosso objetivo é suprir o mercado com alta tecnologia, oferecendo soluções que agreguem às indústrias mais qualidade, produtividade, eficiência e economia”, afirma o diretor presidente da Romi, Luiz Cassiano Rando Rosolen.

As duas máquinas que estarão expostas são equipadas com CNC Fanuc, tela touch screen e acesso as principais funções em apenas dois toques, além de ter à disposição um sistema integrado às áreas de planejamento, usinagem, melhorias e utilitários diretamente na tela principal.

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Notícias

Bayer e Case IH anunciam parceria para criação de tecnologia de soja

Por Daniel Santos 20/08/2019
Escrito por Daniel Santos

A Bayer e a Case IH, marca da CNH Industrial, anunciam parceria inédita no setor, prevendo o fornecimento de cerca de 50 máquinas da Case IH para plantio, trato cultural e colheita dos campos de testes da próxima tecnologia de soja da Bayer, a Intacta 2 Xtend®, na safra 2019/20. Serão 254 campos de testes em propriedades de produtores rurais, selecionados pela Bayer (os Eleitos I2X), e as operações nessas áreas serão feitas com equipamentos da Case IH, entre eles: as plantadeiras Easy Riser 3200, os tratores Puma e as colheitadeiras de grãos das Série 130 para realizarem todas as etapas que envolvem o projeto.

O projeto Eleitos I2X levará a sojicultores das principais regiões produtoras do país a possibilidade de acompanharem, em seus campos e em primeira mão, a performance da terceira geração de biotecnologia em soja da Bayer. “Para essa etapa de pré-lançamento da tecnologia vamos contar com a parceria da Case IH. Iniciativa que faz parte da estratégia da Bayer de envolver a indústria para estar conosco nessa jornada de lançamento de nossa próxima biotecnologia em soja”, explica Gerhard Bohne head de Crop Science da Bayer no Brasil.

Outro ponto que Bohne destaca no projeto Eleitos I2X dessa safra é o foco em geração de dados e em capacitação do produtor. “Todas as máquinas Case IH que serão utilizadas nas operações são compatíveis com FieldView, ferramenta de agricultura digital da Bayer. Isso nos proporcionará um volume de dados importante para estabelecermos protocolos de operação para melhor desempenho de Intacta 2 Xtend® nos campos”. O líder da Bayer também acrescenta a relevância das parcerias dentro desse cenário de maior inovação na agricultura. “Quando indústria, acadêmicos, pesquisadores e produtores se envolvem em um lançamento como esse, os benefícios da tecnologia passam a endereçar m elhor as necessidades da agricultura brasileira”, reforça.

“A Case IH é reconhecida como uma empresa pioneira e inovadora e, desta forma, estamos sempre juntos com quem inova e busca as melhores soluções para o agronegócio. Por isso, firmamos essa parceria com a Bayer, pois sabemos que temos as melhores tecnologias, máquinas e soluções para todas as etapas do cultivo”, afirma Christian Gonzalez, vice-presidente da Case IH para América do Sul.

Projeto Eleitos I2X
O projeto Eleitos I2X terá início em setembro de 2019 e, também, prevê a realização de 20 dias de campo, com formato inovador e tecnológico, com foco nas boas práticas de aplicação de herbicidas. Os eventos reunirão cerca de mais de 10 mil produtores rurais. Nos dias de campo, os produtores poderão ver na prática como a Intacta 2 Xtend® auxiliará no controle mais amplo de plantas daninhas e quais as boas práticas que permitirão que o produtor tire o máximo de proveito dos benefícios da tecnologia, além disso, durante os eventos, especialistas da Case IH estarão em campo para acompanhar e recomendar o melhor uso das máquinas em cada operação.

Com previsão de lançamento comercial no Brasil em 2021, a soja com tecnologia Intacta 2 Xtend® proporcionará maior proteção contra as principais lagartas da cultura da soja, além de auxiliar num controle mais amplo de plantas daninhas. Para isso, além do herbicida glifosato, a soja será tolerante também ao dicamba, eficiente no controle de plantas daninhas de folhas largas como a buva, caruru, corda-de-viola e picão-preto.

Além disso, para que a terceira geração de soja transgênica desenvolvida pela Bayer se adapte às particularidades de clima e solo do Brasil e aumente sua performance, a empresa utilizou novos métodos em seus programas de melhoramento espalhados por diferentes regiões do país, além da parceria com os maiores obtentores do Brasil.

Máquinas Case IH
Entre as máquinas que fazem parte da parceria, destaque para a plantadeira Easy Riser 3200, que oferece a melhor produtividade, aliando alta capacidade de tanques e excelente rendimento operacional. A plantadeira tem design agronômico das linhas de plantio contando com o dosador Precision Planting Set e para ampliar a disponibilidade do equipamento, a Case IH reduziu o número de pontos de lubrificação (apenas seis pontos nas máquinas de chassi único e 12 pontos nas máquinas acopladas em tandem).

Com a maior capacidade de armazenamento de adubo (+25%) e de semente (+30%), Plantadeira Easy Riser 3200 consegue plantar 3,8 hectares a mais. Somado a isso, oferece o melhor corte de palha, com discos de 20”, maior desencontro entre as linhas de até 400 mm e flexibilidade para trabalhar nas mais variadas condições de plantio. O equipamento pode ser adquirido com diversas regulagens, variando de 11 a 36 linhas, com chassi único ou com chassis acoplados em tandem, com espaçamentos de 45 e 50cm.

Os tratores Puma de 140 a 234 cv de potência nominal são indicados para trabalharem em conjunto com as plantadeiras. As máquinas podem trabalhar na preparação do solo, plantio, tratos culturais e tarefas diversas, garantindo a máxima eficiência com economia de combustível. Alguns dos diferenciais dos tratores da linha Puma são a injeção eletrônica de combustível Common Rail e a transmissão SemiPowerShift (Puma 140, 155, 170 e 185) e FullPowershift (Puma 200, 215 e 230). Ambas 18 velocidades à frente e 6 à ré, rendendo alta performance com durabilidade comprovada em campo.

- Bayer e Case IH anunciam parceria para criação de tecnologia de soja

Gerhard Bohne, head de Crop Science da Bayer no Brasil, e Christian Gonzalez, vice-presidente
da Case IH para América do Sul

Outro destaque é o gerenciamento no modo APM (sigla em inglês para Gerenciamento Automático de Produtividade), item de série desses tratores, no qual o operador pode selecionar a marcha de trabalho desejada e o sistema se encarrega de realizar o ajuste mais adequado, de forma automática, para determinada operação, dependendo da carga de trabalho. Caso aconteça sobrecarga em algum momento, o equipamento reduz a marcha e, na sequência, retorna à ideal. Neste modo automático pode-se chegar a 14% de economia de combustível em relação ao controle manual.

A Case IH também é referência em produtividade quando o assunto é pulverizar. Os pulverizadores Patriot 250 e 350, possuem suspensão ativa, assegurando a melhor resposta de partida, melhor desempenho em aclives, melhor uniformidade na aplicação, além de uma excelente distribuição de peso, garantindo uma ótima estabilidade do conjunto. Como opcional, oferece o AIM Command Flex, um sistema de controle de pulverização com alta precisão, que controla vazão, faz taxa variável e compensação de curvas.

As colheitadeiras de grãos Axial Flow da Case IH garantem a melhor qualidade dos grãos e mais produtividade durante a colheita, com o menor custo operacional e oferecendo mais disponibilidade do equipamento. A AF4130 foi escolhida para integrar essa parceria com a Bayer, uma máquina equipada com motor eletrônico da NEF 6.7, da FPT Industrial, com 253 cv, que é o mais forte da categoria e com uma reserva de potência duas vezes maior que o principal modelo da concorrência. Essa característica permite que a máquina tenha resposta mais rápida para ganhar potência e torque, mantendo a velocidade de colheita, de rotação do industrial e do processamento dos grãos mesmo quando as condições de colheita são difíceis.

Com a mudança na motorização, os testes de campo mostram que o equipamento Case IH é mais produtivo e consome 18% menos combustível. Outro item que colabora para melhorar o índice de produtividade é a nova mesa de sem fim, responsável por transportar e distribuir o material separado e debulhado pelo rotor. Na Axial-Flow 4130 houve um acréscimo de 13% na capacidade de transporte e distribuição. O tanque de grãos da colheitadeira também chama atenção. A máquina da Case IH é de 7.050 litros e isso representa uma capacidade 8% maior que a concorrência. Todos estes diferenciais representam uma maior capacidade de colheita em até 4%.

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Notícias

27ª FENASUCRO começa hoje, veja programação

Por Daniel Santos 20/08/2019
Escrito por Daniel Santos

A 27ª FENASUCRO, principal feira do mundo voltada ao setor de bioenergia e que apresentará as tendências do setor, começa hoje em Sertãozinho (SP), um dos principais polos da indústria bioenergética e de produção de cana-de-açúcar no Brasil.

A abertura do evento está marcada para 13h e contará com diversas autoridades, como o Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que também é presidente de Honra da Agrocana, desta edição da feira.

A feira contará com representantes de 100% das usinas do Brasil e de outros 43 países, além de mais de 1.000 marcas expositoras com apresentação de cerca de 3 mil produtos.

A expectativa é receber aproximadamente 39 mil visitantes compradores no evento e ter um incremento de 10% no volume de negócios, que deve superar os R$ 4 bilhões da edição anterior.

Programação dia 20/agosto
Auditório Zanini
08h: XI WORKSHOP DO GRUPO GERHAI – CASES DE SUCESSO – GESTÃO DE PESSOAS
13h: Cana Substantivo Feminino
Auditório FENASUCRO
13h: ABERTURA com a presença do Ministro Ricardo Salles, seguida da 8ª CONFERÊNCIA DATAGRO & CEISE BR
Unidades Móveis
14 às 15h: FATEC: INDÚSTRIA 4.0
14h, 15h e 16h: CARRETA ALAMBIQUE: CURSOS
Auditório do SENAI (Av. Fioravante Magro, 230 – Conj. Hab. Dr. Walter Antônio de Pádua Becker – Sertãozinho)
A partir das 10h: SEMANA INOVA INDÚSTRIA
CENTRO DE INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS CANAMIX
16h: Mitsubishi: linha de produtos Suzuki: Jimny 4×4 Etanol

Serviço:
27ª FENASUCRO & AGROCANA
De 20 a 23 de agosto de 2019
Local: Av. Marginal João Olézio Marques S/N
Abertura Oficial: 13h
Horário da feira: a partir das 08h – Eventos de Conteúdo | A partir das 13h – área de exposição.

 

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Notícias

J.Assy completa 22 anos e projeta crescimento no mercado

Por Daniel Santos 20/08/2019
Escrito por Daniel Santos

Especialista no desenvolvimento de soluções tecnológicas para o agronegócio, a J.Assy está comemorando 22 anos de atuação no mercado. Focada no gerenciamento preciso da dosagem de sementes e monitoramento do plantio, a empresa que atualmente fornece suas tecnologias para as maiores montadoras de plantadeiras do Brasil e do exterior, pretende ampliar ainda mais sua atuação, se consolidando entre as principais empresas do mercado agrícola.

Para complementar seu portfólio, a companhia já planeja uma série de lançamentos de produtos, que estão em fase de testes, mas chegarão gradativamente ao mercado nos próximos oito anos. “Queremos ampliar nossa força no campo levando ao agricultor cada vez mais soluções”, destaca o Membro do Conselho de Administração, Matheus Assy.

Investimento em tecnologia
A J.Assy tem em sua filosofia o investimento constante em tecnologia. Atualmente a empresa destina o percentual de 35% do seu faturamento total para reinvestir em Pesquisa & Desenvolvimento (P&D). “Um terço dos nossos funcionários está focado em desenvolver soluções pensando no futuro. Buscamos ter as melhores cabeças para conseguir não só o melhor produto do Brasil, mas sim, um produto brasileiro que seja referência para o mundo inteiro”, destaca Matheus.

Para ampliar sua atuação no exterior, a empresa anunciará em breve a implantação de um Centro de P&D nos Estados Unidos, dentro do corredor de tecnologia americano, onde estão presentes algumas das principais empresas de tecnologia do agronegócio. “Nossa expectativa é desenvolver soluções e inovações tanto no Brasil quanto no país americano. Assim, vamos acelerar o processo de desenvolvimento tanto lá fora quanto aqui”, diz o membro do conselho de administração da J.Assy.

Crescimento
A empresa que surgiu em 1997, teve a grande virada dos negócios a partir de 2008, quando deixou de terceirizar sua produção e investiu para ter as próprias máquinas. Em 2011 inaugurou o seu atual centro de P&D na capital paulista, onde são desenvolvidas suas principais tecnologias.

No ano seguinte, lançou seu carro chefe no mercado, o dosador de sementes mecânico Titanium, que até hoje é um dos líderes de venda no Brasil. A tecnologia conta com um visor, que permite acompanhar o desempenho durante o plantio e proporciona uma distribuição de sementes com alto índice de redução de duplos e falhas.

Atualmente o portfólio da empresa é formado além do Titanium, pelo dosador de sementes pneumático Selenium, sensores de fluxo Visum Adubo e Visum Grãos finos e ainda discos de plantio Apollo. Segundo o Matheus, um dos principais diferenciais dos produtos da J.Assy é a performance. “Existem vários estudos próprios, da Embrapa e de universidades que comprovam que os nossos dosadores tem desempenho superior às outras opções do mercado. Eles sempre são desenhados para serem de fácil manuseio, com baixa manutenção pois sabemos que o período do plantio é muito importante e complexo para o agricultor”, diz o profissional.

A empresa também tem focado suas forças no fortalecimento do seu pós-venda. Qualquer problema que o agricultor tenha com algum de seus produtos, a J.Assy tem como meta resolver no máximo em um dia útil. “Hoje quando um cliente compra um produto nosso, ele recebe um equipamento com baixa manutenção, suporte para qualquer problema e um desempenho que retorna seu investimento em no máximo duas safras”, afirma Matheus.

Para entender como o mercado funciona, a empresa possui também um time de agrônomos que são responsáveis por acompanhar o agricultor no campo. Com os resultados dos produtos e testes, levam sugestões de melhorias para o time de desenvolvimento. “Nos preocupamos muito em saber o que o cliente precisa, para desenvolver algo em cima de sua necessidade. Pensando sempre no futuro e no agricultor”, finaliza Matheus.

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Coluna

Surge no radar um acordo comercial com os EUA

Por Daniel Santos 14/08/2019
Escrito por Daniel Santos

Por Marcos Fava Neves *

14De estudos mundiais relevantes que pude ver publicados em julho, vale destacar o novo relatório da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e da FAO, a agência da ONU para agricultura e alimentação reforçando o papel das Américas na produção e exportação de alimentos. O estudo coloca que América Latina e o Caribe devem passar de 23 para 25% das crescentes exportações mundiais dos agronegócios até 2028. Divididas pelas principais commodities, em dez anos o açúcar cresce 7%, arroz 24%, trigo 23%, oleaginosas 40,5%, carne bovina 57%, frango 27% e suínos 33%.

Impulsionados por este aumento de exportações, a produção de cereais deste grupo de países crescerá 22%, puxando para cima a média mundial de crescimento prevista em 15% (a produção mundial atingirá 3,053 bilhões de toneladas). Nas carnes, nossa região crescerá 16%, também acima do crescimento mundial de produção, prevista em 13%. Ou seja, bem mais que a média mundial.

O relatório fortalece nossa hipótese de que o abastecimento das crescentes importações da Ásia e da África (apesar de que a taxa de crescimento do consumo mundial de grãos cai de 2,1% a.a. para 1,2% a.a.) será feita pela nossa produção. O ponto negativo é que relatório também prevê que os preços em dólar caiam cerca de 1,2% ao ano em termos reais, ou seja, temos mercado, mas é preciso de mais eficiência para ter lucro.

No caso do milho aguardam que em 2028 a produção tenha aumentado 183 milhões de toneladas, assim distribuídas: China 47 m.t.; EUA 31 m.t.; Brasil 25 m.t.; Argentina 17 m.t. e Ucrânia 6 m.t. O consumo em 2028 seria de quase 190 milhões de toneladas a mais. Na última década o consumo cresceu 265 milhões de toneladas (comparando-se ao que era consumido em 2008 com 2018). O mercado importador de milho crescerá 33 milhões de toneladas, atingindo 193 milhões em 2028, e 90% será exportado por cinco países (EUA, Brasil, Argentina, Ucrânia e Rússia).  Os cinco maiores compradores mundiais de milho serão México, União Europeia, Japão, Coréia do Sul e Egito, com quase 45% do total.

Pelo mesmo relatório, nos próximos 10 anos, o crescimento da produção de soja no Brasil deve superar 1,8% ao ano, e nos EUA, 1,2% ao ano. Por esta projeção, chegaremos a produzir 144 milhões de toneladas de soja em 2028.  A China deve importar cerca de 113 m.t. de soja em 2028, quase 65% do total. Quase 90% da soja exportada será do Brasil, EUA e Argentina, sendo que o Brasil deve atingir sozinho mais de 42%. Ou seja, um vendedor com mais de 40% e três vendedores com 90%.

O Banco UBS também lançou um estudo (Food Revolution) onde mapeia oportunidades de US$ 700 bi no agro com as novas tecnologias e a digitalização. O uso de tecnologia aumentará bastante (estimam que seja um mercado de US$ 90 bilhões em 2030) e o mercado de proteínas vegetais (carnes de laboratório) devem saltar para US$ 85 bilhões em 2030 contra os atuais US$ 4,6 bilhões. O delivery é outra área em crescimento, aumentando cinco vezes em 12 anos.  Enfim, grandes oportunidades pela frente.

Ainda na temática mundial do agro em julho, mais detalhes sobre o acordo com a União Europeia foram divulgados. Pela análise do MAPA, quando em regime total, 82% dos produtos agro do Brasil terão acesso livre ao mercado europeu.  Outros 18% dos produtos passarão por cotas. Diversas frutas que pagavam tarifas ao redor de 10% irão a zero em 10 anos (melancia, maçã, limão, lima, abacate, uva, entre outras). No caso do café processado em quatro anos, cai a zero a tarifa atual de 9%, no fumo também cai a zero de 4 a 7 anos, dependendo do estágio de processamento. Para peixes e outros pescados de 7 a 10 anos para caírem todas as tarifas. Estes fazem parte dos 82% que não terão restrições de cotas.

Dos que terão cotas (volumes), vale destacar a carne bovina (99 mil toneladas peso carcaça com tarifa de 7,5%), e a tarifa de 20% da cota Hilton (10 mil toneladas) cai a zero no início da vigência do acordo. Nas aves a cota estabelecida foi de 180 mil toneladas com tarifa zero. Na suína, perdurou uma tarifa de 83 euros por tonelada para 25 mil toneladas, e no ovo 3 mil toneladas sem tarifa. No açúcar são 180 mil toneladas sem tarifa, no arroz 60 mil toneladas e no milho, 1 milhão de toneladas. Estes volumes todos podem aumentar a partir do quinto ano de vigência. No caso dos biocombustíveis, o etanol ficou com 450 mil toneladas de cotas para tarifa zero. Abre-se mais o mercado para cachaça cuja taxa cai de 9 para 0, em 4 anos (fonte: MAPA). As tarifas para o suco de laranja também vão a zero em 10 anos.

Outro estudo interessante lançado em julho este no Brasil, foi a tradicional estimativa de 10 anos do Ministério da Agricultura.  No cenário base, teremos que plantar a mais nos próximos 10 anos o total de 10,3 milhões de hectares. Iríamos dos atuais 75,4 milhões de hectares para 85,68 milhões quando se consideram todas as lavouras e especificamente nos grãos, saltaremos de 62,9 milhões de hectares para 72,4 milhões. Com este aumento de área e de produtividade, passaremos das atuais 236,7 milhões de toneladas para 300 milhões produzidas.

Boas notícias e oportunidades para o médio prazo. No curto prazo desta safra, a variável mais importante agora é acompanhar o desempenho da gigantesca safra americana. O fato é que áreas do corn belt americano agora enfrentam fortes temperaturas e período muito seco. Existe muita incerteza ainda com relação à produtividade desta safra. No final de julho as lavouras de milho classificadas com boas ou excelentes eram 58%, 14% abaixo da safra passada, que tinha 72% nestas condições. Na soja, 54% classificadas com boas ou excelentes, contra 70% do ano passado. Ainda há incerteza também na área total plantada e qualquer problema climático adicional trará grande impacto. Os preços dos grãos ficaram estáveis no mês, e este ponto é o que pode fazer variar mais fortemente em agosto.

No âmbito da peste suína africana, a China importou em junho mais de 160 mil toneladas de suínos, volume 63% maior que o mesmo mês de 2018.  No ano, as importações chinesas passaram de 800 mil toneladas, 26% a mais. Os preços subiram mais de 20% ao consumidor, e as importações de carne bovina estão batendo recordes, rumando para 150 mil toneladas ao mês, sendo até o momento, a Austrália, o grande ganhador nas exportações para este mercado, com crescimento de 55% em relação ao ano passado. Preocupa a inflação dos alimentos na China e isto pode ter impactos positivos ao agro brasileiro. Também o esperado gesto de “goodwill” (boa vontade) dos chineses em retomar importações do agro americano não aconteceu em julho. Vamos observar em agosto.

Para concluir um mês com bons sinais de longo prazo no seu último dia, Ministro Paulo Guedes anuncia oficialmente o início dos trabalhos para a construção de um acordo comercial entre EUA e Brasil. Ai sim estamos falando de coisas grandes. Vejam só, mesmo em produtos do agronegócio, os EUA importaram ano passado US$ 130 bilhões, e suas importações aumentaram US$ 50 bilhões em 10 anos. O Brasil exportou US$ 100 bilhões, ou seja, só os EUA importam mais do que exportamos no mundo todo. 

Os cinco fatos do agro para acompanhar agora diariamente em agosto são:

1) O mais importante: o andamento do clima na safra dos EUA e as estimativas de produção;

2) A estimativas de importações de carnes vindas da China com os impactos da evolução da peste suína africana. Grande incerteza.

3) As questões comerciais de China e EUA e se haverá mesmo gesto de boa vontade para aumentar a importação de alimentos dos EUA pela China visando acelerar as negociações, sendo este um risco ao Brasil;

4) A retomada dos trabalhos no Congresso e Senado e o andamento das reformas da previdência e outras;

5) Evoluções do acordo comercial Mercosul e União Europeia.

Passei duas semanas na China, estou com o cérebro esgotado com tudo o que eu vi, uma velocidade impressionante. Tenho feito um esforço de colocar o aprendizado nas mídias sociais e farei texto específico sobre isto. Acompanhem!

Marcos Fava Neves é professor titular das Faculdades de Administração da USP em Ribeirão Preto e da EAESP/FGV em São Paulo, especialista em planejamento estratégico do agronegócio. *

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Manutenção

Especial Trator: importância do abastecimento correto da máquina

Por Daniel Santos 14/08/2019
Escrito por Daniel Santos

Por Joel S. Alves *

Como todos sabem, para que ocorra uma combustão são necessários três elementos: combustível, oxigênio e calor. Na última publicação, abordamos o sistema de alimentação de ar, responsável por levar oxigênio para dentro dos cilindros e iniciar o processo de combustão. Anteriormente, havíamos tratado do calor, produzido pelo funcionamento do ciclo de 4 tempos (lembre-se de que no segundo tempo a compressão de ar no cilindro gera grande quantidade de calor e a temperatura pode atingir 700 ºC). Agora, abordamos o sistema de alimentação de combustível, encarregado de prover combustível no momento e na dosagem certos. Além disso, esse sistema vaporiza o combustível líquido (no caso, o óleo diesel), para que ocorra uma mistura mais homogênea possível com ar.

O sistema de alimentação de combustível possui quatro funções básicas:
1 – Fornecer o óleo diesel para o motor no momento certo
2 – Dosar a quantidade correta
3 – Vaporizar o diesel com o ar dentro do cilindro
4 – Controlar o regime de trabalho do motor através do comando do acelerador

Para executar com precisão essas funções o sistema dispõe dos seguintes componentes.
Reservatório (tanque de combustível): onde fica armazenado o óleo diesel no próprio trator. Pode variar de 50 até 200 litros ou mais, conforme o tamanho e o uso.
Bomba de sucção ou alimentadora: puxa o combustível do tanque e o envia para a bomba injetora. É de baixa pressão.
Bomba injetora: componente responsável por dosar, controlar e liberar o combustível. Trabalha em alta pressão (acima de 200 bar ou kgf/cm2).
Bomba auxiliar de acionamento manual: utilizada em casos de entrada de ar no sistema, para expulsar esse elemento.
Bicos injetores: responsável por vaporizar o combustível com ar aquecido e desencadear o processo de combustão. Possui em sua extremidade micro-orifícios (em milésimos de milímetro), capazes de fazer com que o combustível líquido seja injetado em espectro de nuvem. Há um bico para cada cilindro do motor.
Tubulações e filtros: conduzem o combustível do tanque até o ponto final junto ao bico injetor e também as linhas de retorno do combustível que sobra durante o processo de funcionamento. São tubulações de baixa e alta pressão, sendo as de alta confeccionadas em ligas metálicas especiais para suportar a pressão elevadíssima – elas não podem ser dobradas ou alteradas em seu formato. Os filtros retêm as impurezas do diesel, sendo que há um filtro separador da umidade, conhecido como copo de sedimentação ou pré-filtro.

Funcionamento do sistema
A bomba alimentadora puxa do tanque o combustível, que passa por um pré-filtro e segue para a bomba injetora, por meio dos filtros principal e secundário. A bomba injetora eleva a pressão do diesel através dos elementos internos e o distribui junto a tubulações de saída para cada bico injetor. O bico é instalado no cabeçote do motor para pulverizar o diesel na câmara de combustão junto ao ar aquecido dentro do cilindro, realizando a combustão. Tanto no bico injetor quanto na bomba são instaladas tubulações para retorno de combustível residual do processo. Junto ao tanque deve haver um orifício para entrada de ar, que é o respiro ou suspiro. Muitas vezes, esse respiro – normalmente localizado junto ao bocal de abastecimento – fica obstruído pela poeira das lavouras, deixando todo o sistema inoperante.

- Especial Trator: importância do abastecimento correto da máquina

Nas bombas em linha a alta pressão é realizada por elementos do tipo pistão individual, um para cada cilindro do motor, localizados em linha junto à saída da bomba, onde é feita a conexão dos tubos de alta pressão para cada bico. Na bomba rotativa a alta pressão é realizada por um único pistão, que, através de uma placa rotativa, distribui o combustível junto às conexões de saída em forma circular, de onde partem os tubos de alta pressão para os bicos injetores. A lubrificação da bomba rotativa é realizada pelo próprio óleo diesel, enquanto na bomba em linha o óleo diesel lubrifica apenas a parte superior da bomba, a parte inferior é lubrificada com óleo do motor, através de tubulação própria ou de um depósito localizado junto à bomba – neste caso há necessidade de reposição frequente.   

Existe ainda um outro sistema não aplicado nos tratores agrícolas comumente encontrados no Brasil. É o sistema conhecido como bomba-bico, no qual para cada cilindro do motor há um conjunto completo de elementos de bomba injetora individual e bico. Essa solução é muito utilizada nos motores da marca Caterpillar.

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Todas essas opções de sistema de injeção diesel utilizam-se de recursos exclusivamente mecânicos, porém, cada vez mais, os motores diesel fazem uso da tecnologia “mecatrônica”, que combina mecânica e eletroeletrônica. Essa tecnologia passou por fases intermediárias e, hoje, consolida-se como um sistema eletrônico de injeção diesel comercialmente conhecido como “cammon  rail”. Injeção diesel “cammon rail” é o que há de mais moderno nos motores diesel e está presente nos atuais modelos de tratores e máquinas agrícolas, inicialmente nos de média e alta potência e chegando aos motores de menor porte.

Como funciona?
O funcionamento do sistema de injeção Cammon Rail é muito simples. Ele possui uma bomba de alta pressão (mais de 1200 bar), do tipo pistões radiais, que abastece um tubo comum (cammon rail) de alta pressão e segue as tubulações para cada bico injetor. É neste bico injetor que está toda a tecnologia, pois é onde há o controle eletroeletrônico que atua no dispositivo mecânico do bico, permitindo controlar as injeções em milésimos de segundos, aumentando muito a eficiência da combustão e reduzindo perdas e emissão de poluentes.

Quanto mais tecnologia, mais cuidados se deve ter. Portanto, as intervenções preventivas devem ser observadas criteriosamente neste sistema. Trata-se de realizar revisões rápidas, porém indispensáveis, como substituição dos filtros e limpeza dos reservatórios, bem como a drenagem diária da umidade e contaminantes e seguir as recomendações do fabricante, principalmente quanto à qualidade e ao armazenagem do diesel.

Joel S. Alves é instrutor nas áreas de Operação e Manutenção de Máquinas e Implementos Agrícolas e Rodoviários *

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Notícias

Preços dos produtos agropecuários recuaram 1,76% no atacado

Por Daniel Santos 13/08/2019
Escrito por Daniel Santos

Os preços dos produtos agropecuários recuaram 1,76% no atacado na primeira prévia do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de agosto. Na mesma prévia de julho, houve alta de 1,11%, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV).

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) recuou 0,65% na primeira prévia de agosto, após ter aumentado 0,40% na primeira prévia de julho. A informação foi divulgada nesta segunda-feira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Com o resultado, o índice acumulou elevação de 4,11% no ano de 2019 e avanço de 4,96% em 12 meses.

A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem a primeira prévia do IGP-M de agosto. O IPA-M, que representa os preços no atacado, caiu 1,02%, ante um avanço de 0,42% na primeira prévia de julho. O IPC-M, que corresponde à inflação no varejo, apresentou alta de 0,04% na prévia de agosto, depois de um recuo de 0,02% em igual leitura de julho. Já o INCC-M, que mensura o custo da construção, teve aumento de 0,11% na primeira prévia de agosto, depois da alta de 1,22% na primeira prévia de julho.

O IGP-M é usado para reajuste de contratos de aluguel. O período de coleta de preços para cálculo do índice foi de 21 a 31 de julho. No dado fechado do mês de julho, o IGP-M teve alta de 0,40%.
Fonte: Globo Rural
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Notícias

Desempenho de milho e colheita de algodão explicam safra recorde, diz IBGE

Por Daniel Santos 13/08/2019
Escrito por Daniel Santos

O bom desempenho da safra de milho e o crescimento já anunciado da colheita de algodão explicam a estimativa de safra recorde deste ano, segundo o gerente de Agricultura do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Alfredo Guedes. A projeção do Instituto é que a produção deste ano alcance 239,7 milhões de toneladas. Apenas a produção de milho será de 98,8 milhões de toneladas, 21,4% mais que a de 2018.

“Apesar da projeção ser de recorde, o desempenho positivo se concentra em algumas culturas. Seria melhor se incluísse a soja, afetada pela seca e altas temperaturas nos meses de novembro e dezembro (meses de plantio)”, disse Guedes. Ele conta que a produtividade do milho “melhorou muito” com a decisão dos agricultores de antecipar o plantio, ainda em uma época de chuva. “Houve um aproveitamento da janela de plantio”, acrescentou o gerente do IBGE, destacando que o milho é um produto de relevância na economia interna, por conta da sua utilização na produção de ração para o setor pecuário.

Outra contribuição positiva para elevar a estimativa da safra de 2019 ao patamar de recorde partiu do algodão. Nesse caso, a projeção de colheita é de 6,5 milhões de toneladas, alta de 0,8% em relação ao mês anterior. Segundo o IBGE, os preços favoráveis na época de plantio e o desempenho positivo no ano anterior incentivaram a ampliação da área plantada e o aumento dos investimentos nas lavouras. “Mas o crescimento da safra de algodão era conhecido desde o início do ano”, afirmou Guedes.

Fonte: Globo Rural

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