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Mercado

Área plantada de arroz no RS recua 8% nesta safra 2025/26, diz Irga

Por Redação 13/02/2026
Escrito por Redação

Área plantada de arroz no RS recua 8% nesta safra 2025/26, diz Irga

O Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) divulgou, nesta quinta-feira (12), a estimativa para a safra 2025/2026 de arroz no Rio Grande do Sul. Os dados foram apresentados durante encontro com a imprensa, na sede da autarquia, em Porto Alegre, pelo presidente do Irga, Alexandre Velho, e por técnicos do Instituto.

A projeção aponta retração de 8,06% na área semeada em relação ao ciclo anterior. Na safra 2024/2025, o Estado registrou 970.194 hectares cultivados. Para 2025/2026, o plantio foi de 891.908,5 hectares.

Segundo o presidente do Irga, a redução reflete o cenário desafiador enfrentado pelos produtores em 2025, marcado por dificuldades no acesso ao crédito e pelos elevados custos de produção do cereal. A estimativa inicial de plantio, que era de 920 mil hectares, foi revisada para cerca de 892 mil hectares.

As seis regiões arrozeiras do Estado, distribuídas em 135 municípios, registraram queda na área plantada, com variações entre 4% e 11%, resultando na média geral de retração de 8,06%.

“Isso deve resultar em uma produção menor em relação à safra anterior. No entanto, o resultado final dependerá das condições climáticas ao longo do ciclo da cultura, especialmente na fase de floração, quando a luminosidade tem impacto significativo”, avaliou Alexandre Velho. A expectativa é que a produtividade fique entre 8.500 e 9.000 quilos por hectare na atual safra, projeta o presidente do Irga.

O presidente também destacou a necessidade de equilíbrio entre oferta e demanda. “Precisamos buscar alternativas para ampliar o consumo no mercado interno e fortalecer as exportações do grão”, afirmou.

Genética Irga

Representando a Diretoria Técnica do Irga, o engenheiro agrônomo Luiz Fernando Siqueira apresentou os dados detalhados e contextualizou o cenário atual. Segundo ele, o Instituto realiza acompanhamento semanal desde o início da semeadura até o encerramento da colheita. As cultivares desenvolvidas pelo Irga estão presentes em 58,05% da área plantada, que corresponde a cerca de 70% da produção nacional.

“A genética desenvolvida pelo Instituto e a atuação pública no setor demonstram a força do Rio Grande do Sul na orizicultura em relação a outras culturas agrícolas. O acompanhamento técnico e os levantamentos periódicos serão fundamentais para atualizar os dados ao longo do ciclo”, destacou.

O Irga reforça que seguirá monitorando a evolução da safra e as condições climáticas nos próximos meses — fatores que poderão influenciar diretamente o desempenho final da produção gaúcha, responsável pela maior parte do arroz colhido no país.

Dados apresentados
  • Safra 2025/2026 – Arroz irrigado no RS
  • Área semeada: 891.908,5 hectares
  • Safra (2024/2025): 970.194 hectares
  • Variação: redução de 8,06% na área plantada

A nova estimativa confirma retração na área destinada ao arroz irrigado no Rio Grande do Sul em comparação ao ciclo anterior.

Fonte: Datagro 

13/02/2026 0 Comentários
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Kuhn do Brasil apresenta lançamentos para pulverização e tecnologias de manobra
Show Rural Coopavel

Kuhn do Brasil apresenta lançamentos para pulverização e tecnologias de manobra

Por Redação 13/02/2026
Escrito por Redação

Kuhn do Brasil apresenta lançamentos para pulverização e tecnologias de manobra

A Kuhn do Brasil também participa da 38ª edição do Show Rural Coopavel, que acontece entre os dias 09 e 13 de fevereiro, em Cascavel (PR). Como o evento de abertura do calendário agrícola nacional, a feira é o palco escolhido pela marca para apresentar tecnologias que prometem transformar a eficiência operacional e a rentabilidade do produtor brasileiro. O destaque é o lançamento do pulverizador ARBO 400 , que pela primeira vez está em exposição para o público.

Com foco em precisão, robustez e redução de custos, a Kuhn também apresenta ao seu estande a tecnologia Airspray , o sistema de esterçamento Giro nas 4 Rodas para as linhas Stronger e Accura, e a alta produtividade da segadora tripla GMD 8730 .

“Na Show Rural Coopavel, o mercado passa a ter uma visão mais apurada do ritmo que deverá marcar o restante do ano, especialmente no primeiro semestre. O evento também é palco da estreia do ARBO 400, já apresentado previamente em nosso encontro exclusivo para parceiros e colaboradores no final do ano, além da segadora tripla GMD 8730 que vem para completar a nossa gama, mostrando a nossa força na linha de fenação”, destaca Lucas Moraes Castro, gerente de Marketing e Desenvolvimento de Redes.

A presença na Show Rural Coopavel 2026 marca o lançamento da campanha da Kuhn do Brasil para este ano, com a mensagem “Força que permanece entre gerações”. O propósito é valorizar a confiança construída entre a marca e os produtores com a visão de pensar nas raízes sem perder o futuro de vista.

ARBO 400: a evolução na pulverização

O destaque para o pequeno e médio produtor que busca transformar eficiência em rentabilidade é o novo ARBO 400 . Desenvolvido para oferecer uma aplicação precisa e segura, o equipamento combina um projeto moderno com a robustez necessária para as condições mais desafiadoras do campo.

O ARBO 400 foi projetado para assegurar a máxima uniformidade nas aplicações, reduzindo desperdícios e aumentando o aproveitamento dos insumos. O modelo chega ao mercado como alternativa de investimento voltada à eficiência e resultados consistentes ao longo das safras, auxiliando os produtores que buscam aumentar o padrão de qualidade das suas propriedades.

Sistema Airspray

A Kuhn eleva o patamar dos pulverizadores autopropelidos Boxer, Fighter e Stronger HD com o sistema Airspray . A tecnologia utiliza um comando eletropneumático para gerenciar múltiplas seções com resposta instantânea. O diferencial é a recirculação contínua, que mantém a cauda em movimento constante mesmo com os bicos desligados.

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Crédito rural cresce 6% e atinge R$ 316,6 bilhões para o período da safra 2025/26
Mercado

Crédito rural cresce 6% e atinge R$ 316,6 bilhões para o período da safra 2025/26

Por Redação 12/02/2026
Escrito por Redação

Crédito rural cresce 6% e atinge R$ 316,6 bilhões para o período da safra 2025/26

O crédito rural empresarial apresentou desempenho positivo para o período do Plano Safra 2025/2026. Entre julho de 2025 e janeiro de 2026, os recursos contratados somaram R$ 316,57 bilhões, crescimento de 6% em relação ao mesmo período da safra anterior. Os recursos efetivamente concedidos, já liberados nas contas dos produtores, alcançaram R$ 307,11 bilhões, alta de 3%, segundo dados do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central.

O principal destaque do período foi o crescimento das Cédulas de Produto Rural (CPR), que avançaram 37%, atingindo R$ 143,22 bilhões. Como a maior parte dos recursos captados por meio da CPR destina-se ao custeio da safra, ao somar o custeio tradicional e a CPR, o volume total destinado ao financiamento da produção alcançou R$ 241,38 bilhões, 10% acima do registrado na safra 2024/2025.

Em sentido oposto, o crédito para investimentos recuou 20%, totalizando R$ 35,41 bilhões contratados. Entre os programas, o Programa de Construção de Armazéns (PCA) manteve-se praticamente estável, com leve retração de 1%.

Cenário de cautela

O ambiente mais restritivo reflete fatores tanto de demanda quanto de oferta de crédito. Do lado da demanda, os produtores rurais priorizaram o custeio, essencial para a produção imediata. Do lado da oferta, as instituições financeiras adotaram postura mais cautelosa, influenciadas pelas elevadas taxas de juros, a Selic mantém-se em 15% ao ano, embora haja expectativa de redução superior a dois pontos percentuais até o fim de 2026.

A comercialização registrou R$ 20,56 bilhões contratados, queda de 10%. Já a industrialização apresentou movimento oposto, com R$ 19,22 bilhões e crescimento de 45%, indicando maior interesse no beneficiamento e na agregação de valor à produção agrícola.

Fontes de recursos

As fontes controladas totalizaram R$ 92,26 bilhões, recuo de 7% em relação ao ano anterior. Destacam-se os recursos obrigatórios (R$ 30,89 bilhões, -6%), a LCA controlada (R$ 24,60 bilhões, +4.649%) e a poupança rural controlada (R$ 12,73 bilhões, -8%). Os fundos constitucionais somaram R$ 11,74 bilhões, com desempenho variado entre as regiões.

As fontes não controladas registraram R$ 71,63 bilhões (-25%), com destaque para a LCA livre (R$ 37,41 bilhões, -33%) e a poupança rural livre (R$ 30,35 bilhões, +21%).

Número de contratos

O total de contratos firmados caiu 24%, passando de 445.156 para 337.548 operações. A redução concentrou-se principalmente nos segmentos de agricultura empresarial (demais produtores, -38%) e de CPR (-14%). O Pronamp registrou 133.261 contratos, queda de 18%.

Os dados indicam um semestre marcado pela expansão da CPR e pela retração das linhas tradicionais, especialmente as de investimento. A participação da CPR no total concedido passou de 34% para 47%, sinalizando mudança no perfil de captação de recursos pelos produtores rurais brasileiros.

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12/02/2026 0 Comentários
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Apex prevê plano de R$ 130 milhões para diversificar exportações
Mercado

Agro exporta US$ 10,8 bilhões e registra superávit de US$ 9,2 bilhões em janeiro

Por Redação 12/02/2026
Escrito por Redação

Agro exporta US$ 10,8 bilhões e registra superávit de US$ 9,2 bilhões em janeiro

As exportações do agro somaram US$ 10,8 bilhões em janeiro de 2026, uma queda de 2,2% em relação ao primeiro mês do ano anterior. Apesar do aumento do volume exportado em 7,0%, que demonstra acesso cada vez maior dos produtos brasileiros no exterior, houve queda do preço médio em 8,6%. Entre os fatores associados ao recuo nos preços médios, está a redução dos preços internacionais para algumas das principais commodities, conforme atesta o Índice de Preços de Alimentos da FAO que recuou em janeiro deste ano na comparação com dezembro do ano anterior.

O resultado foi o terceiro maior da série histórica para meses de janeiro e respondeu por 42,8% do valor total exportado pelo país no período. Por sua vez, as importações de produtos do agronegócio somaram US$ 1,7 bilhão, um decréscimo de 11,2%, resultando em superávit de US$ 9,2 bilhões (-0,4%).

Entre os destaques do mês, vale ressaltar as exportações do agro brasileiro para os países da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), que cresceram 5,7% em janeiro de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano anterior, indicando avanço em um bloco que reúne mercados relevantes do Sudeste Asiático e formado pelos seguintes países: Brunei, Camboja, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Mianmar, Singapura, Tailândia, Timor-Leste e Vietnã.

O ranking dos três principais compradores de produtos agropecuários brasileiros segue inalterado, com a China mantendo a liderança (US$ 2,1 bilhões, 20% das exportações totais), seguida pela União Europeia (US$ 1,7 bilhão, 11% das exportações totais) e pelos Estados Unidos (US$ 705 milhões, 6,6% das exportações totais).

Entre os mercados que ampliaram suas compras no período, destacam-se Emirados Árabes Unidos (aumento de US$ 127,3 milhões, 58,5%), Turquia (aumento de US$ 72,2 milhões, 72,18%), Filipinas (aumento de US$ 67,2 milhões, 90%), Irã (aumento de US$ 66,4 milhões, 21,5%), Iêmen (aumento de US$ 51,6 milhões, 336,9%), Iraque (aumento de US$ 43,2 milhões, 38,2%), Chile (aumento de US$ 43,2 milhões, 29,1%), Arábia Saudita (aumento de US$ 42,6 milhões, 21,6%), Japão (aumento de US$ 42,3 milhões;19,8%) e Marrocos (aumento de US$ 41,5 milhões, 56,3%).

Por sua vez, os seis principais setores exportadores pelo agro brasileiro no mês foram carnes (US$ 2,58 bilhões, 24,0% do total das exportações e incremento de 24,0% em relação a janeiro de 2025), complexo soja (US$ 1,66 bilhão, 15,4% do total das exportações e incremento de 49,4% em relação a janeiro de 2025), produtos florestais (US$ 1,38 bilhão, 12,8% do total das exportações e decréscimo de 8,8% em relação a janeiro de 2025), cereais, farinhas e preparações (US$ 1,12 bilhão,10,4% do total das exportações e incremento de 11,3% em relação a janeiro de 2025), café (US$ 1,10 bilhão, 10,2% do total das exportações e decréscimo de 24,7% em relação a janeiro de 2025) e complexo sucroalcooleiro (US$ 0,75 bilhão, 7,0% do total das exportações e decréscimo de 31,8 em relação a janeiro de 2025).

Destaque para a carne bovina in natura, item de maior valor exportado no período, com US$ 1,3 bilhão e 231,8 mil toneladas, com embarques destinados a 116 países. Em janeiro, as compras dos Estados Unidos do produto cresceram 93%.

Segundo o ministro Carlos Fávaro, as ações de sanidade e de negociação comercial conduzidas pelo governo federal no último ano tem sido fundamentais para o desempenho positivo das exportações brasileiras. Entre os destaques, o país foi reconhecido pela OMSA como livre de febre aftosa sem vacinação, recuperou em pouco tempo o status de livre de influenza aviária após um único foco e, no campo comercial, avançou em tratativas que resultaram na retirada da tarifa adicional dos Estados Unidos para uma lista de produtos brasileiros, incluindo a carne bovina in natura.

Conforme menciona o Secretário Luis Rua, desde 2023, foram abertos 535 novos mercados para produtos do agronegócio, destes 10 apenas em janeiro de 2026. Iniciativas como AgroInsight, webinars e a Caravana do Agroexportador têm aproximado produtores e exportadores de oportunidades em novos mercados, levando informação qualificada que estimula e apoia a entrada de pequenos e médios exportadores no mercado internacional.

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12/02/2026 0 Comentários
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Conab mantém projeção para a safra de grãos no ciclo 2025/26, com ligeiro aumento de 0,3%
Mercado

Produção de grãos é estimada em 353,4 milhões de toneladas em 2025/26

Por Redação 12/02/2026
Escrito por Redação

Produção de grãos é estimada em 353,4 milhões de toneladas em 2025/26

Clarisse Sousa – Com o início da colheita das culturas de primeira safra, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou os dados preliminares da produção de grãos no país, agora estimada em 353,4 milhões de toneladas na temporada 2025/26. O volume representa um crescimento de 0,3% em relação ao obtido no ciclo 2024/25, mantendo a perspectiva de recorde na série histórica.

A área plantada deve alcançar 83,3 milhões de hectares, alta de 1,9% em relação ao ciclo anterior, o que representa um acréscimo de 1,5 milhão de hectares. Já a produtividade média nacional das lavouras tende a recuar 1,5%, passando de 4.310 quilos por hectare em 2024/25 para 4.244 quilos por hectare em 2025/26. Os dados constam no 5º Levantamento da Safra de Grãos da atual temporada, divulgado nesta quinta-feira (12) pela Companhia.

Neste levantamento, a Conab projeta uma safra de 178 milhões de toneladas de soja, volume 6,5 milhões de toneladas superior ao registrado no ciclo anterior e que configura um novo recorde para a cultura. As condições climáticas no período analisado vêm favorecendo o desenvolvimento das lavouras nas principais regiões produtoras.

A colheita da oleaginosa já foi iniciada na maioria dos estados e alcança 17,4% da área, percentual superior ao verificado no mesmo período do ano passado e ligeiramente abaixo da média dos últimos cinco anos, conforme o Progresso de Safra divulgado nesta semana pela estatal. Em Mato Grosso, principal estado produtor do grão, os trabalhos atingem 46,8% da área, com produtividades próximas às estimativas iniciais.

Milho

Para o milho, a previsão é de uma safra total de 138,4 milhões de toneladas, o que representa recuo de 1,9% em relação ao ciclo anterior. Apesar da estimativa de redução na produção ao fim da temporada, a primeira safra do cereal apresenta crescimento de 7,2% na área, estimada em 4 milhões de hectares, com produção projetada em 26,7 milhões de toneladas, alta de 7,1% sobre a safra passada.

Para a segunda safra, a área destinada ao cultivo deve alcançar 17,9 milhões de hectares. O plantio já foi iniciado e, na primeira semana de fevereiro, atingia 21,6% da área estimada, com produção projetada em 109,3 milhões de toneladas.

Arroz

Com a semeadura praticamente concluída, a área destinada ao arroz deve atingir 1,6 milhão de hectares, 11,6% inferior à cultivada na safra anterior. No Rio Grande do Sul, principal produtor do grão no país, as lavouras estão em pleno desenvolvimento vegetativo. Os mananciais, que apresentavam níveis reduzidos, registraram recuperação do aporte hídrico às áreas produtoras do estado após as últimas chuvas.

A Conab estima que a produção alcance 10,9 milhões de toneladas. Mesmo com a expectativa de menor colheita em 2025/26, a perspectiva é de que o volume seja suficiente para assegurar o abastecimento interno.

Feijão

Para o feijão, a produção deve se manter próxima de 3 milhões de toneladas, considerando as três safras da leguminosa. Na primeira safra, há redução de 11,4% na área plantada, que totaliza 804,7 mil hectares, com expectativa de produção de 967,2 mil toneladas, volume 9% inferior ao registrado na safra passada. A queda é influenciada, sobretudo, pelos resultados estimados na região Sul, em especial no Paraná. Em contrapartida, em Minas Gerais, a Conab prevê aumento de 9,5% na produção, estimada em 224,6 mil toneladas, o que deve tornar o estado o principal produtor de feijão neste primeiro ciclo.

Já os produtores de algodão, outra importante cultura de segunda safra, devem destinar cerca de 2 milhões de hectares ao cultivo da fibra, redução de 3,2% em relação à safra anterior. A estimativa é de produção de 3,8 milhões de toneladas de pluma. De acordo com a Conab, aproximadamente 88,1% da área já foi semeada.

Mercado

Neste levantamento, a Conab apresenta os dados consolidados da comercialização do milho da safra 2024/25. A produção recorde do ciclo passado permitiu que as exportações alcançassem 41,5 milhões de toneladas, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O avanço em relação à safra 2023/24 foi impulsionado pela ampla oferta interna e pela maior demanda internacional pelo grão.

O consumo interno também registrou alta, passando de 84 milhões de toneladas em 2023/24 para 90,5 milhões de toneladas na safra passada, novo recorde na série histórica da Companhia. O crescimento é atribuído, principalmente, ao maior uso do milho na produção de etanol, que vem ganhando relevância no setor energético.

Para a temporada 2025/26 de milho, a expectativa é que haja um novo aumento tanto nas exportações como no consumo interno, com estimativas de 46,5 milhões de toneladas e 94,5 milhões de toneladas respectivamente. Mesmo com a elevação, os estoques de passagem do grão, em janeiro de 2027, devem se manter em torno de 12 milhões de toneladas.

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Leilões de máquinas agrícolas reúnem grandes grupos do setor sucroenergético
Mercado

Leilões de máquinas agrícolas reúnem grandes grupos do setor sucroenergético

Por Redação 11/02/2026
Escrito por Redação

Leilões de máquinas agrícolas reúnem grandes grupos do setor sucroenergético

Leilões de máquinas e equipamentos agrícolas reúnem um recorde de ativos de grandes grupos do setor sucroenergético, com oportunidades para produtores rurais e empresas interessadas na renovação do parque de máquinas. O bom momento do mercado de usados fez com que a Superbid Exchange criasse um evento especial, batizado de SuperAgro, com oportunidades ao longo do mês de fevereiro. O valor geral dos lotes deve movimentar mais de R$ 50 milhões.

Ao todo, são mais de 600 ofertas, entre máquinas e implementos agrícolas, disponibilizadas por empresas como Amaggi, Tereos, Atvos, Usina Batatais, Usina Santa Adélia, Tietê Agroindustrial e Usina São Martinho. Os ativos estão localizados nos estados de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Goiás.

O movimento ocorre em um momento de expectativa de aumento da área de plantio na safra de grãos 2025/26. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a expansão da área cultivada deve impulsionar a demanda por máquinas agrícolas, pressionando a renovação dos equipamentos em operação no campo.

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a área de plantio no ciclo 2025/26 deve alcançar 84,24 milhões de hectares, ante 81,74 milhões de hectares na safra anterior. Para o presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA) da Abimaq, Pedro Estevão Bastos de Oliveira, a projeção indica maior resiliência do produtor rural e cria um ambiente favorável para investimentos em mecanização.

As máquinas ofertadas nos leilões contemplam diferentes perfis de compradores, com equipamentos voltados para operações agrícolas, industriais e de apoio à produção.

Para participar, os interessados devem realizar cadastro na plataforma Superbid SuperAgro, onde é possível consultar os lotes disponíveis, condições de venda e cronograma dos leilões.

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11/02/2026 0 Comentários
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Mercado

Plantio do milho de inverno 2025/26 no Paraná alcança 22% da área projetada, informa o Deral

Por Redação 11/02/2026
Escrito por Redação

arroz - Plantio do milho de inverno 2025/26 no Paraná alcança 22% da área projetada, informa o Deral

A semeadura do milho de inverno safra 2025/26 no Paraná alcançou 22% da área projetada na última semana, após um avanço de 10 pontos percentuais no período, mostra o boletim semanal de condições de tempo e cultivo do Departamento de Economia Rural (Deral), publicado nesta terça-feira (10).

Da área semeada, 39% se encontra em desenvolvimento vegetativo e 61% em germinação. Em relação às condições, 99% das lavouras estão classificadas como boas e 1% em situação mediana.

Segundo Deral, o plantio da segunda safra vem se intensificando, com produtores aproveitando a melhoria da umidade do solo após as chuvas recentes.

Paralelamente, a colheita do milho de verão no estado chegou a 18% da área estimada, após avançar 8 p.p. nos últimos sete dias. Das lavouras que ainda restam em campo, 57% se encontram em estágio de maturação, 42% em frutificação e 1% em floração.

A projeção do Deral para a safra 2025/26 é de uma colheita de 3,47 milhões de toneladas de milho de verão e 17,3 milhões de toneladas de milho safrinha.

Fonte: Datagro

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11/02/2026 0 Comentários
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Exportações de café do Brasil recuam em volume e preço em abril
Mercado

Exportações de café recuam 31% em janeiro no comparativo anual

Por Redação 11/02/2026
Escrito por Redação

Exportações de café recuam 31% em janeiro no comparativo anual

O Brasil exportou 2,78 milhões de sacas de 60 kg de todos os tipos de café em janeiro de 2026, volume que implica declínio de 30,8% em relação aos 4,016 milhões de sacas registrados no primeiro mês do ano passado. Em receita cambial, a queda foi de 11,7%, com os recursos obtidos com os embarques somando US$ 1,175 bilhão. Os dados são do relatório estatístico mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

De acordo com o presidente da entidade, Márcio Ferreira, o movimento de baixa dos preços iniciado em janeiro – intensificado em fevereiro – devido à previsão de boa recuperação na produção brasileira de café na safra 2026/27, principalmente da variedade arábica, aliado à queda do dólar, desaqueceu os negócios internacionais.

“Vivemos um cenário de produtores capitalizados em função dos bons preços nos últimos anos, estoques de arábica limitados no período de entressafra e os cafés conilon e robusta sendo utilizados para suprir, majoritariamente, o mercado interno. Esse contexto é o que vem ocasionando a redução acentuada nos volumes negociados com o exterior e deve permanecer até a entrada da próxima safra”, explica.

Ferreira completa que, no exemplo do conilon e do robusta, à medida que se aproxima a nova safra, a partir de maio, já é notada uma possibilidade de recuperação das exportações, com o Brasil se alinhando aos principais concorrentes.

“Possivelmente, deveremos observar o mesmo cenário para o café arábica a partir de julho, com a chegada da safra 2026/27. Até então, os volumes de exportação devem seguir apertados dada a falta de competitividade, principalmente dos arábicas, frente a outros países produtores concorrentes”, conclui.

Tipos de café

Em janeiro deste ano, o café arábica, com 2,347 milhões de sacas, permaneceu como o mais exportado pelo Brasil. Esse volume equivale a 84,4% do total embarcado, mas implica recuo de 29,1% frente a janeiro de 2025.

Na sequência, aparece o café solúvel, apesar da baixa de 32 pontos percentuais na comparação anual. No primeiro mês deste ano, foram remetidas 249.148 sacas desse produto ao exterior, gerando uma representatividade de 9% nas exportações totais.

Os cafés canéforas (conilon + robusta), com 181.559 sacas – redução de 45,6% ante jan/25 e 6,5% do total –, e o segmento industrial do produto torrado e torrado e moído, com 2.317 sacas (-53,8% e 0,1% de representatividade), completam a lista.

Principais destinos

A Alemanha foi o principal destino dos cafés do Brasil no mês passado, com a importação de 391.704 sacas, o que equivale a 14,1% do total, porém implica declínio de 16,1% na comparação com janeiro de 2025.

Os Estados Unidos, com 13,9% de representatividade, adquiriram 385.841 sacas (-46,7%) e ocuparam o segundo lugar no ranking. Fechando o top 5, vêm Itália, com a importação de 285.580 sacas (+6%); Bélgica, com 180.812 sacas (-12,7%); e Japão, com 169.357 sacas (-32%).

Cafés diferenciados

Os cafés especiais, que possuem qualidade superior e/ou certificados de práticas sustentáveis responderam por 21,2% das exportações totais brasileiras no mês passado, com a remessa de 588.259 sacas ao exterior. Esse volume é 41,9% inferior ao registrado em janeiro de 2025.

A um preço médio de US$ 463,53 por saca, a receita cambial com os embarques dos cafés diferenciados foi de US$ 272,7 milhões, o que corresponde a 23,2% do obtido com todos os embarques de café no primeiro mês deste ano. Na comparação com janeiro do ano passado, o valor é 30,6% menor.

No ranking dos principais destinos dos cafés diferenciados, a Alemanha aparece na liderança, com a compra de 78.352 sacas, o equivalente a 13,3% do total. Completando o top 5, vêm EUA, com 70.048 sacas e representatividade de 11,9%; Itália, com 68.978 sacas (11,7%); Bélgica, com 63.072 sacas (10,7%); e Holanda (Países Baixos), com 58.265 sacas (9,9%).

Portos

O Porto de Santos foi a principal porta de saída dos cafés do Brasil ao exterior em janeiro, com o embarque de 2,252 milhões de sacas e representatividade de 81% no total. Na sequência, aparecem o complexo portuário do Rio de Janeiro, que respondeu por 15,7% das exportações ao remeter 435.958 sacas para fora do país, e o Porto de Paranaguá (PR), responsável pela exportação de 31.244 sacas, com participação de 1,1% no geral.

Safra 2025/26

No acumulado de julho de 2025 a janeiro de 2026, as exportações brasileiras de café totalizam 23,406 milhões de sacas, gerando o ingresso de US$ 9,235 bilhões no país. Na comparação com os mesmos sete meses do ciclo cafeeiro 2024/25, a atual performance apresenta queda de 22,5% em volume, mas incremento de 8,1% em receita cambial.

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Conab estima safra recorde de grãos com 356,3 milhões de toneladas em 2025/26
Mercado

Safra de soja 2025/26 deve alcançar novo recorde no Brasil

Por Redação 10/02/2026
Escrito por Redação

Safra de soja 2025/26 deve alcançar novo recorde no Brasil

A safra brasileira de soja 2025/26 caminha para um novo recorde de produção, impulsionada por boas condições climáticas em grande parte do ciclo e pelo desempenho acima do esperado em importantes regiões produtoras. De acordo com a consultoria Céleres, a produção nacional está estimada em 181,3 milhões de toneladas, crescimento de cerca de 5% em relação à safra anterior, que havia atingido o recorde de 172,8 milhões de toneladas.

O avanço reflete, principalmente, as produtividades observadas no Sul do país. Estados como Rio Grande do Sul e Paraná se destacaram ao longo da safra, beneficiados por um regime climático favorável, o que levou a consultoria a revisar para cima sua projeção inicial, que era de 177,2 milhões de toneladas.

“As lavouras apresentaram um desempenho bastante consistente, especialmente no Sul, o que reforça a leitura de uma safra cheia e acima das expectativas iniciais”, afirma Anderson Galvão, consultor da Céleres.

A área plantada cresceu de 47,64 para 48,60 milhões de hectares, ou seja, 2,0% a mais, indicando continuidade da expansão, ainda que em ritmo mais moderado. Falando especificamente de produtividade média, esta avança de 3,63 para 3,73 t/ha, ou seja, 2,9% maior.

Por outro lado, o início da colheita na Bahia ficou levemente abaixo do esperado, pressionando a produção no MATOPIBA (região formada pelo estado do Tocantins e partes dos estados do Maranhão, Piauí e Bahia). Ainda assim, segundo Galvão, o impacto regional não compromete o crescimento agregado da safra nacional.

Dados regionais

A região Sul do Brasil está representando o principal motor do crescimento, com a produção subindo de 42,8 para 47,5 milhões de toneladas, 11% a mais. Com destaque para a produtividade, que cresce expressivos 10,6%, passando de 3,16 t/ha para 3,49 t/ha.

Já o Centro-Oeste, de acordo com a Céleres, apresenta um crescimento sustentado, com aumento de produção de soja de 3,6%, chegando a 87,5 milhões de toneladas. Também com aumento de área, de 2,1%, mantendo a região como maior produtora do país.

O Nordeste tem estabilidade com pressão de produtividade, sendo 18,8 milhões de toneladas. O Sudeste tem ganhos moderados, com maior produção, 2,3%, alcançando 14,4 milhões de toneladas.

A região Norte, com expansão gradual, sendo aumento de 3,2% da produção da oleaginosa, para 13,1 milhões de toneladas e área crescendo 5,4%, uma das maiores taxas do país.

Estoques e desafios

Com a produção elevada, a Céleres projeta um aumento significativo dos estoques de soja em 2026.. A estimativa indica que os finais devem ficar próximos de 8 milhões de toneladas na temporada 2025/26, com uma relação estoque/consumo de 4,4%, o maior nível desde a safra 2018/19.

Esse cenário, no entanto, traz desafios para o produtor rural. O ritmo mais lento de comercialização, aliado à sazonalidade da colheita e à recente valorização cambial, gera preocupações quanto às margens e à capacidade de pagamento no primeiro semestre de 2026.

“O produtor enfrenta um ambiente mais desafiador do ponto de vista comercial, com preços pressionados e maior incerteza financeira no curto prazo”, destaca o consultor.

Diante desse contexto, a Céleres avalia que a tendência de preços da soja é “baixista” ao longo de 2026, inclusive durante o período de entressafra, refletindo o aumento da oferta e o crescimento dos estoques no mercado interno.

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10/02/2026 0 Comentários
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Show Rural Coopavel

Jacto apresenta pulverizador tratorizado Advance 2000 AM24

Por Redação 10/02/2026
Escrito por Redação

Jacto apresenta pulverizador tratorizado Advance 2000 AM24

Com a demanda crescente por equipamentos mais compactos e adequados aos mais diversos tipos de propriedades, a Jacto, multinacional brasileira de máquinas, serviços e soluções agrícolas, lança durante o Show Rural Coopavel o pulverizador tratorizado Advance 2000 AM24.

O equipamento chama a atenção por reunir alta capacidade operacional, tecnologias avançadas de controle e design compacto que reduz amassamento e facilita manobras, ampliando as possibilidades para pequenos e médios produtores rurais.

Com barra de 24 metros e chassi mais curto, o pulverizador trabalha mais próximo ao trator, proporcionando menor escorregamento lateral e mais eficiência nas operações. O sistema de três dobras da barra deixa a máquina mais compacta, o que auxilia especialmente em propriedades com áreas irregulares e obstáculos.

“O novo conjunto de tecnologias presente no modelo Advance 2000 AM24 chega para entregar muito mais eficiência ao produtor. O sistema Multicontrol, que gerencia toda a pulverização e mantém o volume correto de produto mesmo quando a velocidade de operação varia, segue com destaque, pois proporciona uma aplicação uniforme em todo o talhão. Além disso, o sistema faz o corte automático de até oito seções, evitando falhas ou sobreposição de gotas. Isso reduz desperdícios, aumenta a qualidade da aplicação e contribui para menor impacto ambiental”, ressalta Renan Trovo, coordenador da linha de pulverizadores tratorizados da Jacto.

Desempenho e versatilidade no campo

Entre outros destaques, o Advance 2000 AM24 oferece recursos que tornam a operação mais simples e precisa no dia a dia. O equipamento conta com joystick para acionamento da barra, o que facilita os ajustes de altura e posicionamento, além de um display com comandos integrados que permite configurar o volume de aplicação de forma prática e intuitiva. Outro diferencial é o incorporador de defensivos, que possibilita a mistura segura de produtos líquidos e sólidos, contribuindo para uma preparação mais eficiente da calda.

O pulverizador também é equipado com o sistema de telemetria da linha de agricultura digital da Jacto, que disponibiliza dados da pulverização, gera relatórios e mapas operacionais gratuitos, apoiando o produtor na tomada de decisão.

Complementando o conjunto, o modelo possui reservatório de 2.000 litros e altura de trabalho variável entre 0,55 m e 1,78 m, proporcionando versatilidade para diferentes condições e necessidades de aplicação.

“Todas essas características mostram que o pulverizador foi desenvolvido para atender produtores que buscam precisão, economia e facilidade de operação. Com esse lançamento, a Jacto reforça seu compromisso em oferecer soluções acessíveis e eficientes a pequenos, médios e grandes produtores”, complementa Renan.

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