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Notícias

Riscos climáticos desafiam a agricultura e ampliam espaço para ciência de dados no Brasil

Por Redação 02/03/2026
Escrito por Redação

Riscos climáticos desafiam a agricultura e ampliam espaço para ciência de dados no Brasil

A agricultura brasileira opera sob risco permanente — e cada vez mais complexo. Da volatilidade dos preços às secas prolongadas, passando por pragas, geadas e ondas de calor, o produtor toma decisões em um ambiente onde clima, mercado e tecnologia se entrelaçam. Para o pesquisador Alfredo José Barreto Luiz, da Embrapa Meio Ambiente, compreender e medir esses riscos é um dos grandes desafios contemporâneos — e uma oportunidade para a Estatística.

“O risco é parte da engrenagem. O problema maior é a incerteza”, resume o pesquisador, citando o livro O Sinal e o Ruído, de Nate Silver. A diferença é fundamental: risco é aquilo que pode ser estimado, que permite associar uma probabilidade a um evento. Incerteza é o que escapa à medição, o imprevisível que pode multiplicar erros por cem ou mil vezes. Essa distinção, aparentemente teórica, tem impacto direto no campo.

Risco: do cotidiano à lavoura

No cotidiano, o conceito de risco está associado a comportamentos como fumar, dirigir em alta velocidade ou praticar esportes radicais. Na economia, aparece no risco-país, nas aplicações financeiras voláteis, nas oscilações de juros e câmbio, no risco de crédito ou de liquidez.

Na agricultura, o cenário é ainda mais multifacetado. O produtor enfrenta volatilidade de preços de insumos e produtos, agravada pela distância no tempo entre plantio e colheita; pragas e doenças, cuja ocorrência depende do clima e do custo de controle; disponibilidade sazonal de mão de obra e condições de financiamento e acesso ao seguro rural. A esses fatores somam-se os riscos climáticos, que se intensificam com as mudanças globais.

Chuvas excessivas na colheita, granizo, geadas, ondas de altas temperaturas, secas prolongadas e, sobretudo, a desuniformidade climática dentro de uma mesma região são hoje ameaças recorrentes.

“O problema não é apenas a média do clima, mas sua variabilidade”, afirma Alfredo Luiz. Uma safra pode ser comprometida não por falta total de chuva, mas pela má distribuição ao longo do ciclo da cultura. Diante desse cenário, ferramentas baseadas em dados tornaram-se estratégicas.

ZARC: política pública baseada em risco

Aplicado pela primeira vez na safra do trigo de 1996, o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) reúne o trabalho de mais de 60 pesquisadores e resulta de um consórcio entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), a Embrapa, universidades e instituições estaduais de pesquisa.

O ZARC é uma ferramenta de apoio à política agrícola que analisa o risco derivado da variabilidade climática, considerando características da cultura e do solo. Na prática, ele quantifica o risco climático para cada época de semeadura e localidade; indica janelas de plantio mais seguras; contribui para reduzir perdas e racionalizar o crédito agrícola; apoia programas de seguro rural e funciona como instrumento indireto de transferência de tecnologia.

Ao definir períodos de menor risco, o ZARC condiciona o acesso a crédito e seguro, estimulando o produtor a adotar práticas mais seguras.

Por trás dessas recomendações estão métodos estatísticos robustos. Conceitos como risco absoluto, risco relativo, razão de chances (odds ratio) e funções de risco fazem parte do arsenal analítico utilizado para interpretar dados climáticos e agrícolas.

Além disso, a análise moderna de riscos incorpora ferramentas como inteligência artificial; simulação de Monte Carlo; aprendizagem de máquina; modelos computacionais complexos; modelos de sobrevivência, como o modelo de Cox e, segundo o pesquisador, “bom senso e boa estatística”.

“A Estatística transforma dados em informação útil para o planejamento rural”, destaca Alfredo Luiz. Segundo ele, a Ciência de Dados amplia essa capacidade ao integrar grandes volumes de informações históricas, meteorológicas e produtivas.

Entre as frentes prioritárias estão análise de séries temporais climáticas; estimativa de probabilidades de eventos extremos; modelagem estatística da produtividade; validação e calibração de modelos agrometeorológicos; avaliação de incertezas e construção de cenários e apoio à formulação de políticas públicas e comunicação de risco.

Desafio técnico e cultural

Apesar dos avanços, o pesquisador alerta que nenhuma técnica substitui o entendimento profundo do problema. “É fundamental conhecer a realidade agrícola, não apenas aplicar métodos sofisticados”, afirma.

A recomendação é clara: estatísticos e cientistas de dados devem se envolver com o campo, dialogar com agrônomos, meteorologistas e produtores. Só assim será possível transformar números em decisões eficazes.

Num cenário de mudanças climáticas globais e crescente pressão por produtividade, a agricultura brasileira dependerá cada vez mais da capacidade de medir, modelar e comunicar riscos. Se o risco “lubrifica a engrenagem”, como diz Nate Silver, cabe à Estatística garantir que a máquina continue funcionando — mesmo sob tempestades.

 

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02/03/2026 0 Comentários
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Expodireto CotrijalTecnologia

Massey Ferguson apresenta novas versões de tratores na Expodireto 2026

Por Redação 02/03/2026
Escrito por Redação

Massey Ferguson apresenta novas versões de tratores na Expodireto 2026

A Massey Ferguson anunciou a ampliação do seu portfólio com novas configurações de tratores, reforçando sua estratégia de oferecer soluções alinhadas às necessidades de cada operação no campo e aos diferentes perfis de produtores. Os tratores estarão expostos na Expodireto Cotrijal, que acontece de 9 a 13 de março, em Não-Me-Toque (RS).

As novas versões do MF 4700 e do MF 7718 foram desenvolvidas para atender às demandas de diferentes segmentos do agronegócio brasileiro. “São tratores já reconhecidos no mercado, com vários importantes prêmios, preparados para atender diferentes níveis de operação e com possibilidade de evolução tecnológica, conforme a necessidade do cliente”, afirma Lucas Zanetti, gerente de Marketing de Produto Massey Ferguson.

As novas versões do MF 4700 foram desenvolvidas para produtores que demandam um trator versátil, robusto e eficiente, por exemplo, em operações de citros, pecuária ou mesmo arroz. A configuração mantém os principais atributos da linha MF 4700, com foco em facilidade de operação e alta disponibilidade no campo.

O modelo é equipado com motor AGCO Power, com gerenciamento eletrônico, turbo e intercooler, proporcionando eficiência no consumo de combustível por hectare e desempenho adequado às aplicações do dia a dia. A transmissão 12×12, com reversão mecânica, oferece excelente escalonamento de marchas, favorecendo operações que exigem trocas frequentes de direção e controle preciso de velocidade.

Com capacidade de levante de 3 toneladas e vazão hidráulica de 65 litros por minuto, o MF 4700 atende uma ampla gama de implementos. A cabine com visibilidade 360° contribui para maior conforto, segurança e controle operacional, mesmo em jornadas prolongadas. “O MF 4700 é um trator extremamente equilibrado. Ele entrega desempenho, simplicidade operacional e robustez, características muito valorizadas por produtores de citros e pecuária, que precisam de máquinas confiáveis para o uso diário”, complementa Zanetti.

MF 7718: seis cilindros e 180 cv

O trator MF 7718 chega ao mercado como um novo modelo da renomada série MF7700 Dyna 6, desenvolvida para atender produtores que demandam um trator robusto, simples na operação e altamente confiável, especialmente em aplicações que exigem força contínua e eficiência operacional. O modelo passa a contar com motor de 180 cavalos e seis cilindros, desenvolvido para oferecer desempenho adequado às necessidades das operações no campo.

Equipado com transmissão Dyna-6 (24×24), o MF 7718 oferece versatilidade e performance, com trocas automáticas de marcha que garantem maior rendimento em diferentes tipos de aplicação. O trator mantém um conceito de simplicidade, posicionando-se como uma solução de alto custo-benefício dentro da faixa de potência de 180 cv.

O modelo já sai de fábrica preparado para piloto automático, com válvulas e pré-disposição hidráulica, permitindo que o produtor adicione futuramente terminal e antena de forma simples e viável, caso deseje evoluir em tecnologia. O sistema hidráulico com vazão de 150 litros por minuto foi dimensionado para atender implementos exigentes, como plantadeiras pneumáticas.

O MF 7718 estará disponível em três versões, desenvolvidas para atender diferentes realidades regionais e produtivas:

  • Grãos, com rodado duplo;
  • Cana-de-açúcar, com rodado simples e eixo de 3 metros;
  • Arrozeiro, com pneus R2, voltado especialmente para produtores da Região Sul.

“Nosso objetivo é oferecer soluções ajustadas à realidade do produtor, ampliando o acesso a tratores robustos e consagrados, agora em versões mais simples, competitivas e alinhadas às necessidades específicas de cada segmento do agronegócio”, finaliza o especialista.

 

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02/03/2026 0 Comentários
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Exportações de algodão crescem 18% no terceiro trimestre
Mercado

Cultivo de algodão irrigado aumenta 20% na Bahia nesta safra 2025/26

Por Redação 27/02/2026
Escrito por Redação

Cultivo de algodão irrigado aumenta 20% na Bahia nesta safra 2025/26

A Bahia concluiu, nesta quarta-feira (25), o plantio do algodão da safra 2025/2026. A área plantada com a fibra no estado se manteve estável em relação ao ciclo anterior, com aproximadamente 414 mil hectares. De acordo com a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), a estimativa inicial de produção é de 815 mil toneladas de algodão beneficiado (pluma), para uma produtividade projetada em 1.968 quilos de pluma por hectare. O destaque no período foi o algodão irrigado, que cresceu quase 20% do algodão ante o ciclo interior, ficando em 170 mil hectares. A Bahia é a líder em cotonicultura irrigada do país e a tecnologia já está presente em 40,7% da área ocupada com a cultura.

Para a Abapa, a expansão da irrigação complementar, ou de “salvamento”, é a estratégia de produtores que almejam a mitigação de riscos climáticos, já que a tecnologia permite intervenções pontuais em fases do desenvolvimento da cultura, garantindo maior estabilidade de rendimento.

“A condução das lavouras está transcorrendo bem e o clima está favorável até o momento. Ainda é cedo para afirmar com certeza sobre a produtividade e a produção, mas a nossa expectativa é positiva”, afirma a presidente da Abapa, Alessandra Zanotto Costa.

Com a semeadura concluída, o setor agora concentra esforços no manejo técnico e no monitoramento fitossanitário das lavouras. As equipes do Programa Fitossanitário da Abapa intensificam o monitoramento para o controle de pragas e doenças. A condução adequada do algodão nos estágios iniciais contribui para a sanidade e o bom estabelecimento das plantas.

 

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27/02/2026 0 Comentários
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Conab estima safra recorde de grãos com 356,3 milhões de toneladas em 2025/26
Mercado

Colheita de soja no Rio Grande do Sul está incipiente, diz Emater

Por Redação 27/02/2026
Escrito por Redação

Colheita de soja no Rio Grande do Sul está incipiente, diz Emater

A colheita de soja no Rio Grande do Sul está incipiente e ocorre apenas em algumas lavouras de ciclo mais precoce ou mais afetadas por restrição hídrica, conforme o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (26).

A cultura se encontra majoritariamente na fase de enchimento de grãos (60%), seguida por floração (28%), desenvolvimento vegetativo (8%) e maturação (4%).

Segundo a Emater/RS-Ascar, as precipitações ocorridas entre 16 e 19 de fevereiro apresentaram maior abrangência espacial e ajudaram na recomposição da umidade no solo, atenuando o estresse hídrico e contribuindo para a redução da irregularidade no desenvolvimento das lavouras, sobretudo nos cultivos em estádios reprodutivos.

Por outro lado, o órgão afirma que a restrição hídrica registrada em janeiro e na primeira quinzena de fevereiro, associada a temperaturas elevadas, resultou em perdas irreversíveis nas lavouras semeadas precocemente, principalmente em solos rasos, compactados ou com menor capacidade de retenção de água.

A Emater/RS-Ascar projeta que a área cultivada será de 6.742.236 hectares. De acordo com a entidade, uma nova estimativa de produtividade segue em análise e o levantamento de campo será realizado até o final de fevereiro, com divulgação marcada para o início de março.

Fonte: Datagro 

 

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27/02/2026 0 Comentários
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EmpresasTecnologia

Tecnologia avançada na filtragem hidráulica eleva eficiência no campo

Por Redação 27/02/2026
Escrito por Redação

Tecnologia avançada na filtragem hidráulica eleva eficiência no campo

Conteúdo patrocinado – A evolução tecnológica das máquinas agrícolas tem exigido níveis cada vez mais altos de precisão, desempenho e durabilidade dos componentes hidráulicos. Nesse cenário, a filtragem deixou de ser apenas um elemento de proteção básica contra impurezas para assumir um papel estratégico na performance operacional. Hoje, soluções avançadas desenvolvidas por empresas como a Newtec mostram que a tecnologia aplicada à filtragem hidráulica impacta diretamente a eficiência, a confiabilidade e a vida útil dos equipamentos.

Da proteção básica à engenharia de precisão

Historicamente, os filtros hidráulicos eram projetados apenas para reter partículas sólidas presentes no fluido. Embora essa função continue essencial, a complexidade crescente dos sistemas hidráulicos (presentes em tratores, pulverizadores, colheitadeiras e implementos de alta performance) ampliou significativamente as exigências técnicas.

Sistemas modernos operam sob altas pressões, tolerâncias reduzidas e componentes eletrônicos integrados. Qualquer contaminação, mesmo em níveis microscópicos, pode comprometer válvulas, bombas e atuadores, gerando perda de eficiência energética, desgaste prematuro e paradas não programadas.

Nesse contexto, a filtragem passou a atuar como parte ativa da engenharia do sistema hidráulico, contribuindo não apenas para a limpeza do fluido, mas para a estabilidade operacional do conjunto.

Tecnologia aplicada à eficiência do sistema

A nova geração de filtros hidráulicos incorpora avanços em materiais filtrantes, design estrutural e controle de fluxo. Elementos filtrantes multicamadas, por exemplo, permitem maior capacidade de retenção sem comprometer a vazão do óleo hidráulico, fator essencial para manter a resposta rápida dos comandos da máquina.

Entre os principais ganhos proporcionados pela evolução tecnológica da filtragem estão:

  • Maior eficiência energética, com redução de perdas por resistência ao fluxo;
  • Estabilidade operacional, evitando oscilações causadas por contaminação;
  • Proteção de componentes sensíveis, especialmente válvulas proporcionais e sistemas eletro-hidráulicos;
  • Intervalos de manutenção mais longos, reduzindo custos operacionais.

Na prática, um sistema hidráulico bem filtrado opera com menor esforço mecânico, o que impacta diretamente o consumo de combustível e o desempenho geral da máquina em campo.

Redução de falhas

Estudos técnicos do setor indicam que grande parte das falhas em sistemas hidráulicos está associada à contaminação do fluido. Partículas metálicas, poeira e resíduos resultantes do desgaste interno circulam pelo sistema e aceleram o dano aos componentes.

A filtragem moderna atua de forma preventiva, interceptando contaminantes antes que atinjam pontos críticos. Além disso, tecnologias atuais permitem maior estabilidade estrutural do filtro mesmo sob variações severas de pressão e temperatura, condições comuns na operação agrícola.

Esse avanço reduz significativamente o risco de falhas inesperadas, um fator decisivo em períodos de safra, quando interrupções podem gerar prejuízos operacionais relevantes.

Vida útil ampliada e menor custo de operação

Outro impacto direto da tecnologia de filtragem está no aumento da vida útil dos equipamentos hidráulicos. Bombas, motores e válvulas operam em ambiente mais limpo e estável, reduzindo desgaste interno e necessidade de substituições prematuras.

Do ponto de vista do produtor rural e das empresas agrícolas, isso se traduz em:

  1. menor frequência de manutenção corretiva;
  2. redução do tempo de máquina parada;
  3. maior previsibilidade operacional;
  4. diminuição do custo total de propriedade.

Assim, o filtro hidráulico deixa de ser visto como um item secundário e passa a ser reconhecido como componente estratégico dentro da gestão de ativos agrícolas.

Filtragem como parte da inovação no campo

A agricultura moderna avança em direção à automação, agricultura de precisão e máquinas cada vez mais conectadas. Nesse ambiente tecnológico, a confiabilidade dos sistemas hidráulicos torna-se fundamental para garantir precisão nas operações e continuidade produtiva.

A evolução da filtragem acompanha essa transformação ao integrar engenharia de materiais, testes de desempenho e desenvolvimento voltado às demandas reais do campo. Mais do que reter partículas, os filtros atuais contribuem para a inteligência operacional das máquinas.

O resultado é um sistema hidráulico mais eficiente, durável e confiável – características essenciais para sustentar a produtividade agrícola em um cenário de alta exigência tecnológica.

*Conteúdo produzido em parceria com a NEWTEC.

27/02/2026 0 Comentários
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EmpresasMercado

Kepler Weber cresce 28,5% no 4º trimestre e atinge R$ 64,8 milhões

Por Redação 26/02/2026
Escrito por Redação

Kepler Weber cresce 28,5% no 4º trimestre e atinge R$ 64,8 milhões

A Kepler Weber (KEPL3) encerrou o quarto trimestre de 2025 com resultado líquido de R$ 64,8 milhões, avanço de 28,5% frente ao mesmo período do ano anterior, quando registrou R$ 50,4 milhões. A margem no período foi de 16,2%, com expansão de 5,2 pontos percentuais na comparação anual, e o trimestre concentrou 41% do ganho apurado em 2025, que somou R$ 156,3 milhões.

O balanço da companhia, enviado ao Mercado nesta quarta-feira (25), destacou uma receita líquida no trimestre que somou R$ 398,7 milhões, recuo de 13,3% frente ao mesmo período de 2024, quando atingiu R$ 460,1 milhões. No acumulado de 2025, a companhia registrou R$ 1,5 bilhão, queda de 7,3% na comparação anual.

O EBITDA no quarto trimestre totalizou R$ 67,5 milhões, queda de 17,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foi de R$ 82,1 milhões. No acumulado de 2025, o indicador somou R$ 231,9 milhões, retração de 29,4% frente a 2024, que registrou R$ 328,7 milhões.

No balanço financeiro, a Kepler Weber destaca o retorno aos acionistas, com a distribuição de R$ 145 milhões em dividendos em 2025, equivalente a payout de 92,8% pelo regime de caixa. Segundo o documento, o resultado “reflete a geração operacional e a política de alocação de capital” da companhia.

A companhia registrou redução de 5,1% nas despesas gerais e administrativas (G&A), no trimestre e de 4,3% no acumulado de 2025, em linha com a estratégia de controle de custos e eficiência operacional.

No documento enviado à CVM, a Kepler Weber afirma que “o 4T25 encerra um ano emblemático para a companhia, em que a celebração do centenário coincidiu com um ambiente macroeconômico mais desafiador para o agronegócio. Em um cenário de juros elevados e maior seletividade nas decisões de investimento, a Companhia demonstrou resiliência operacional e disciplina de execução, sustentadas por um portfólio diversificado e por uma estratégia consistente de longo prazo”.

Desempenho por segmento

O segmento de Negócios Internacionais registrou receita líquida recorde no quarto trimestre de 2025, ao atingir R$ 102,6 milhões, alta de 31% frente ao quatro trimestre de 2024. No acumulado de 2025, a receita somou R$ 237,7 milhões, avanço de 19,4% sobre 2024, no melhor resultado anual do segmento na última década, tanto em valor quanto em volume comercializado.

A Argentina respondeu por 23% das receitas internacionais no ano, com crescimento de 16 vezes em relação ao mesmo período anterior, ampliando o peso do país na estratégia da companhia. Segundo a empresa, “o desempenho no trimestre e no ano foi impulsionado por fatores estruturais e conjunturais favoráveis nos mercados externos. Destaca-se o aumento da atividade na Argentina, Bolívia e Paraguai, além do avanço relevante das receitas em outros continentes, que concentraram as principais contribuições para o resultado do período”..

No trimestre, a Kepler Weber reforça que firmou contratos no mercado externo que somam cerca de R$ 20,1 milhões, com fornecimento de soluções completas para soja e milho em países como Paraguai, Argentina e Venezuela, além de equipamentos para beneficiamento de arroz no Equador e na Colômbia. Os novos negócios reforçam a carteira de projetos da Companhia.

O segmento de Reposição e Serviços (R&S) registrou receita líquida de R$ 95,3 milhões no quarto trimestre de 2025, leve recuo de 0,4% frente ao mesmo período de 2024. No acumulado de 2025, a receita somou R$ 310,9 milhões, crescimento de 10,1% sobre 2024. O resultado foi sustentado pela expansão de 7% na base de clientes e pela alta de 11% nas reformas, “em linha com a demanda por modernizações, melhorias de fluxo e soluções aplicadas a estruturas já em operação, ampliando a atuação da companhia ao longo do ciclo de vida dos ativos”.

A área de Fazendas, voltada ao atendimento de produtores rurais, registrou receita líquida de R$ 105 milhões no quatro trimestre de 2025, retração de 26,4% na comparação com o quarto trimestre de 2024.. No acumulado de 2025, o segmento somou R$ 469,7 milhões, redução de 9,7% em relação a 2024. Segundo a companhia, “o desempenho no trimestre e no ano foi impactado por um ambiente mais restritivo para o produtor, com margens pressionadas, custo financeiro elevado e maior seletividade nas decisões de investimento”.

No quarto trimestre de 2025, a Kepler Weber firmou contratos no segmento de Fazendas que somaram cerca de R$ 90,2 milhões, distribuídos por diferentes regiões do país. Segundo a companhia, os novos negócios foram refletidos na carteira de projetos.

O segmento de Agroindústrias, que abrange cerealistas, cooperativas e indústrias de transformação de grãos, registrou receita líquida de R$ 88,4 milhões no quarto trimestre de 2025, retração de 32,9% frente ao quarto trimestre de 2024. No acumulado de 2025, o faturamento somou R$ 405,2 milhões, queda de 17,8% em relação a 2024.

Segundo a companhia, “o desempenho no trimestre e no ano refletiu um ambiente mais restritivo para investimentos, com custo de capital elevado e maior seletividade nas decisões. A industrialização do arroz foi um dos destaques negativos, impactada pela queda de preços no segundo semestre de 2025, o que reduziu a demanda por novos projetos”.

No trimestre, a companhia firmou contratos no segmento de Agroindústrias que somaram cerca de R$ 151,4 milhões, envolvendo projetos de armazenagem, beneficiamento e transformação de grãos para cerealistas, cooperativas e indústrias nas regiões Sul e Centro-Oeste. Os valores foram incorporados à carteira de contratos, ampliando sua base.

No quarto trimestre de 2025, o segmento de Portos e Terminais registrou receita líquida de R$ 7,3 milhões, retração de 38,9% frente ao mesmo período de 2024. O resultado, segundo a Kepler Weber, reflete a característica de projetos de longo prazo, com reconhecimento de receita concentrado em etapas específicas de execução.

No acumulado de 2025, a receita esteve concentrada em contratos de grande porte e alta complexidade técnica, em linha com a atuação da companhia em projetos de infraestrutura logística para o agronegócio. A margem bruta ficou acima do padrão histórico do segmento, influenciada por efeitos pontuais relacionados à execução de reformas específicas.

A empresa manteve a execução dos contratos em andamento, que somam cerca de R$ 52,5 milhões, e encerrou o quarto trimestre de 2025 com carteira consistente, com reconhecimento de receita conforme avanço físico dos projetos.

 

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EmpresasMercado

Agritech prevê crescimento de 10% nas vendas em 2026

Por Redação 26/02/2026
Escrito por Redação

Agritech prevê crescimento de 10% nas vendas em 2026

Em suas projeções para 2026, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) estima crescimento de 3,4% para o segmento de máquinas agrícolas de pequeno, médio e grande porte, indicando um movimento mais lento na renovação de equipamentos. Enquanto esse mercado deve avançar com cautela, a Agritech, pioneira na fabricação de equipamentos voltados à agricultura familiar, inicia o ano com perspectiva mais acelerada e projeta alta de 10% nas vendas de tratores destinados às pequenas propriedades. A expectativa está apoiada no aumento da mecanização entre produtores familiares, favorecida pelo acesso ao crédito rural.

O desempenho segue sustentado pela ampliação do portfólio, que reúne mais de 49 versões do modelo 1155, principal produto da empresa, além do lançamento do trator 1185 Fruteiro, projetado para atender às demandas específicas da fruticultura, combinando potência e dimensões compactas.

No segmento de microtratores da Agritech, as vendas cresceram 96% no ano passado, refletindo a busca do produtor por soluções de mecanização com menor custo e maior eficiência operacional.

De acordo com o gerente de Vendas e Marketing da Agritech, Cesar Roberto Guimarães de Oliveira, o acesso ao crédito tem papel central nesse desempenho.

“A linha Pronaf Mais Alimentos, com juros de 2,5% ao ano e financiamento de até R$ 100 mil, tem sido decisiva para viabilizar a compra de tratores e microtratores por agricultores familiares”, afirma.

O executivo acrescenta que o Plano Safra 2025/2026, com previsão de liberar 63% dos recursos no primeiro semestre de 2026, traz previsibilidade ao produtor rural, especialmente em culturas como café, frutas e hortifrúti, favorecendo o planejamento de investimentos em mecanização.

“A taxa de juros, os custos de produção mais altos e a falta de perspectiva de valorização das commodities reduzem o ritmo da mecanização no campo. O cenário eleitoral em 2026 também contribui para a cautela do setor. Ainda assim, a Agritech mantém projeções positivas para suas vendas deste ano”, conclui Oliveira.

 

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Empresas

Cargill inaugura fábrica de suplementos para bovinos em Mato Grosso

Por Redação 26/02/2026
Escrito por Redação

Cargill inaugura fábrica de suplementos para bovinos em Mato Grosso

A Cargill inaugurou nesta quarta-feira (25) uma nova unidade de produção de suplementos para alimentação de bovinos em Primavera do Leste (MT). A planta terá capacidade para produzir até 150 mil toneladas por ano, atendendo tanto sistemas de criação a pasto quanto confinamentos. O valor do investimento não foi divulgado.

Com a nova estrutura, a empresa passa a contar com nove plantas de nutrição animal no Brasil, sendo duas dedicadas à produção de suplementos e sais minerais.

A instalação no Mato Grosso deve gerar uma redução de até R$ 600 por tonelada nos custos logísticos para atendimento da região, que até então era suprida pela unidade de Goianira (GO).

Com a reorganização operacional, a planta de Goianira passará a focar os mercados de Goiás, Tocantins, Maranhão e Pará, enquanto que a nova unidade de atenderá Mato Grosso, Rondônia e Acre.

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Acordo Mercosul-União Europeia prevê cotas específicas para o setor sucroenergético
Mercado

Acordo Mercosul-União Europeia prevê cotas específicas para o setor sucroenergético

Por Redação 25/02/2026
Escrito por Redação

Acordo Mercosul-União Europeia prevê cotas específicas para o setor sucroenergético

A Comissão Nacional de Cana-de-açúcar da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu, na terça (24), para discutir o novo Zoneamento de Risco Climático (Zarc) da cultura, as perspectivas de mercado de açúcar e etanol para as próximas safras e o plano de ação do colegiado.

O presidente da Comissão, Nelson Perez, o vice, Edilson Maia, e a assessora técnica da CNA Eduarda Lee conduziram os debates. “Esses assuntos são fundamentais para o setor sucroenergético, que deve enfrentar novos desafios esse ano. A comissão tem o papel de acompanhar esses movimentos e trabalhar para que os produtores possam produzir com tranquilidade”, disse Nelson.

O novo Zoneamento de Risco Climático da Cana-de-açúcar, publicado em janeiro de 2026, foi uma das pautas da reunião. O coordenador-geral de Risco Agropecuário do Ministério da Agricultura, Hugo Rodrigues, e o pesquisador da Embrapa, Santiago Cuadra, esclareceram sobre a atualização e as principais mudanças.

Santiago explicou que o novo estudo foi produzido em duas etapas, sendo a primeira sobre a avaliação de risco de produção de cana e a segunda de avaliação do risco de implantação. No mapeamento e classificação do risco de produção foram considerados o rendimento normalizado; a chuva no período de colheita e período mínimo de colheita/moagem.

O novo Zarc da cana também incluiu a avaliação dos municípios até então com restrição de recebimento de financiamento público pelo Zoneamento Agroecológico da Cana (ZAE). “Várias culturas passaram por uma atualização para aprimoramento e adaptação das regiões. Agora está mais abrangente”, disse Hugo Rodrigues.

O Zoneamento Agrícola de Risco Climático é uma das estratégias para mitigação de riscos na agricultura e recentemente passou a ser adotado como condição de elegibilidade no crédito rural.

Durante a reunião, o economista da Pecege Consultoria e Projetos, Raphael Delloiagono, apresentou projeções para a safra 2026/27 de cana-de-açúcar e perspectivas de mercado de açúcar e etanol, destacando as condições climáticas e produtividade, componentes de variação da moagem da cana e variação de preços do setor.

Segundo estimativas da consultoria, a produção de açúcar no novo ciclo será de 40,34 milhões de toneladas na região Centro-Sul do país. Já a produção do etanol obtido da cana está projetada em 26,53 bilhões de litros. Em relação aos preços do açúcar, etanol e Açúcar Total Recuperável (ATR), o economista alertou que as projeções indicam queda em relação à safra 25/26.

“O mercado internacional enfrenta excesso de oferta, principalmente devido a recuperação da Índia. O aumento dos estoques tem pressionado o preço para baixo. No Brasil, há ainda o efeito da valorização da taxa de câmbio, o que fez o açúcar em reais por saca também cair. Mesmo no melhor cenário, o valor médio do ATR ainda ficará muito abaixo do registrado nas últimas safras”.

Outro assunto tratado no encontro foi os desdobramentos do acordo Mercosul-União Europeia. A assessora de Relações Internacionais da CNA, Isadora Barbosa, afirmou que foram 25 anos de negociação entre os dois blocos econômicos, que resultou na assinatura em janeiro deste ano. “É o acordo mais amplo já negociado pelo Mercosul e que vai impactar 780 milhões de consumidores de ambos os lados”.

Isadora disse que para o setor sucroenergético, o acordo prevê abertura de cotas específicas. No caso do etanol, a União Europeia concederá cota de 450 mil toneladas por ano com tarifa zero para uso industrial e de 200 mil toneladas anuais com tarifa reduzida para etanol destinado a combustível. As condições tarifárias dentro dessas cotas passam a valer a partir da entrada em vigor do acordo.

Em relação ao açúcar, o bloco europeu abrirá cota de 180 mil toneladas por ano com tarifa zero, benefício que também começa a valer no primeiro dia de vigência. Apesar dos avanços, não se trata de uma abertura total do mercado europeu, já que o acesso é limitado a volumes específicos. “Só passa a valer quando o acordo for ratificado pela União Europeia e pelo Mercosul”.

O colegiado também abordou os temas prioritários a serem trabalhos durante o ano, como agroenergia, custos de produção e projetos de lei que impactam o setor.

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Brasil bate recorde na exportação de algodão na safra 2025/2026
Mercado

Plantio da safra atual de algodão atinge 97,4% da área prevista, diz Abrapa

Por Redação 25/02/2026
Escrito por Redação


Plantio da safra atual de algodão atinge 97,4% da área prevista, diz Abrapa

Até 12 de fevereiro de 2026, 97,4% da área projetada para a nova safra já havia sido semeada no país, segundo levantamento da Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa). Restam áreas pontuais a serem implantadas principalmente na Bahia (4%), Minas Gerais (10%), Piauí (8%) e Mato Grosso (2%). Em Mato Grosso, o ritmo de implantação do algodão de segunda safra ficou acima da média dos últimos cinco anos para o mês de janeiro, segundo dados do IMEA, dentro da janela considerada ideal.

Apesar do bom andamento do plantio, a área cultivada deve reduzir em 5,5% e totalizar 2,05 milhões de hectares na safra 2025/2026. As estimativas estão em atualização e uma nova projeção será apresentada em 9 de março de 2026, durante reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados do Ministério da Agricultura e Pecuária.

Beneficiamento confirma safra histórica

Enquanto a nova safra avança no campo, o beneficiamento da colheita 2024/2025 entra na fase final. Até meados de fevereiro, 99% do volume colhido já havia passado pelas algodoeiras brasileiras, restando pequenas parcelas no Mato Grosso e na Bahia.

A produção estimada pela Abrapa é recorde, 4,25 milhões de toneladas de algodão, crescimento de 14,8% em relação à safra 2023/2024. O ganho veio tanto da expansão produtiva quanto do aumento da produtividade média, que atingiu 316,8 arrobas de algodão em caroço por hectare, alta de 3,6% frente ao ciclo anterior.

Os números estão alinhados às projeções da Conab, que estima a produção de pluma da safra 2024/2025 em 4,076 milhões de toneladas, avanço de 10% sobre o volume da temporada 2023/2024.

Exportações seguem fortes, com China na liderança

No comércio exterior, o algodão brasileiro mantém desempenho robusto. Entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, o país exportou 1,722 milhão de toneladas, com receita de US$ 2,73 bilhões. A China liderou as compras neste período, importando 480,4 mil toneladas, o equivalente a 28% do total embarcado.

Além da China, chamaram atenção os aumentos das exportações para a Índia e a Turquia, ambas com crescimento próximo de 80 mil toneladas no período. O Vietnã, por outro lado, reduziu significativamente suas compras, com queda de 154,8 mil toneladas no acumulado, configurando o principal destaque negativo.

Para o ano comercial 2025/2026, a Abrapa projeta exportações de 3,2 milhões de toneladas, volume 13% superior ao do ciclo anterior, reforçando o papel do Brasil como um dos principais fornecedores globais da fibra.

Estoques sobem e pressionam preços

Mesmo com o crescimento das exportações, o avanço da produção mantém os estoques finais em patamar alto. Com produção estimada em 4,25 milhões de toneladas e embarques projetados em 3,2 milhões, os estoques ao fim de julho de 2025 devem alcançar 835 mil toneladas, alta de 65% em relação à safra passada. A relação estoque/uso deve subir de 14% para 21% até julho de 2026.

Esse cenário tem impacto direto sobre os preços internos. Desde novembro de 2025, o indicador do Cepea vem sendo negociado próximo ao preço mínimo estipulado pelo governo federal, de R$ 114,58 por arroba de pluma. No Mato Grosso, principal polo produtor, os preços médios de janeiro de 2026 ficaram 5,7% abaixo desse patamar.

Mercado internacional aponta maior oferta

No cenário global, o relatório mensal divulgado em 10 de fevereiro de 2026 pelo USDA indica aumento da oferta mundial de algodão na safra 2025/2026. A produção global foi estimada em 26,10 milhões de toneladas, crescimento de 1,1% frente ao ciclo anterior.

Entre os principais produtores, o USDA projeta expansão significativa na China, no Brasil e na Índia, enquanto Austrália, Turquia e Estados Unidos devem registrar retração. O consumo global, por sua vez, foi estimado em 25,85 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo do observado na safra passada.

Com produção maior e consumo mais fraco, os estoques mundiais devem subir para 16,35 milhões de toneladas em 2025/2026, alta de 1,8% na comparação anual, um contexto que reforça a pressão sobre os preços internacionais e exige atenção redobrada dos produtores e da indústria.

 

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