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Notícias

Produtores de arroz ganham cultivar que usa 15% menos água

Por Daniel Santos 19/02/2019
Escrito por Daniel Santos

Pesquisadores da Embrapa acabam de desenvolver uma cultivar de arroz irrigado que demanda 15% menos irrigação em comparação às cultivares de ciclos mais longos. Chamada de BRS Pampa CL, o novo arroz é destinado à Região Sul do Brasil e necessita de apenas uma aplicação de fungicida, caso necessário, pois apresenta resistência genética a fungos.

As cultivares convencionais, predominantes na lavoura gaúcha, são suscetíveis às principais doenças e demandam, em média, três ou mais aplicações de fungicidas. Somente esse diferencial impacta em uma economia de R$130,00 por hectare ao agricultor. Mais eficiente, a BRS Pampa CL é capaz de apresentar alta produtividade em solos mais pobres.

Por reduzir o emprego de químicos e o uso de água, o novo cereal é ambientalmente mais sustentável. Classificado como arroz de grão nobre, ou premium, o produto apresenta, se bem manejado, altas taxas de grãos inteiros após o beneficiamento, cerca de 64%, característica relacionada ao valor do produto do mercado.

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Kepler Weber apresenta novo centro de distribuição

A BRS Pampa CL é um resultado do projeto Melhoramento Genético para Produtividade e Qualidade dos Grãos da Cultura do Arroz no Brasil, Ciclo II, feito em parceria pelas unidades da Embrapa Clima Temperado(RS) e Embrapa Arroz e Feijão (GO).Ela é oriunda da BRS Pampa, do grupo das cultivares precoces, colhida em média de 118 dias, e com produtividade média de dez toneladas por hectares.

É uma planta considerada moderna, com alta capacidade de perfilhamento e possui características exigidas pelo mercado como ter grãos tipo agulhinha, longo-fino, e seu maior destaque está na possibilidade de fazer parte do sistema “clearfield”, que quer dizer, campo limpo. Ou seja, esta cultivar está apta a desenvolver-se em áreas com a presença de arroz vermelho, uma planta invasora que ameaça à lavoura por infestar os cultivos de forma agressiva.

Classificado como arroz de grão nobre, ou premium, o produto apresenta, se bem manejado, altas taxas de grãos inteiros após o beneficiamento, cerca de 64%, característica relacionada ao valor do produto do mercado | Foto: Ariano Magalhães

Classificado como arroz de grão nobre, ou premium, o produto apresenta, se bem manejado, altas taxas de grãos inteiros após o beneficiamento, cerca de 64%, característica relacionada ao valor do produto do mercado | Foto: Ariano Magalhães

“Após a mutação induzida de variedades de arroz feita por melhoristas, se identificou um gene resistente a herbicidas, que foi incorporado à cultivar desenvolvida pela Embrapa”, conta o pesquisador da Empresa, Ariano Martins de Magalhães Júnior, responsável pelo lançamento da cultivar. O cientista afirma que a técnica foi um sucesso e o novo arroz apresentou resistência aos herbicidas empregados para controle do arroz vermelho. “Hoje, cerca de 80% de orizicultores do RS utilizam o sistema clearfield”, informa o pesquisador pontuando que a genética da BRS Pampa CL é quase a mesma de sua cultivar de origem. “Ela possui 99,7% do genoma da BRS Pampa pontua Magalhães Júnior.

Menos herbicídas
A nova cultivar é um resultado do retrocruzamento entre a cultivar comercial BRS Pampa e a variedade Puitá Inta CL, da empresa Basf, que é fonte de tolerância aos herbicidas do grupo das imidazolinonas.

“O uso dessa cultivar vai proporcionar um melhor controle de invasoras, pois quando estas aparecem, ainda associadas às doenças, são certamente as principais barreiras limitantes da produtividade”, fala o engenheiro agronômo Rafael Vergara, técnico responsável pelas lavouras da Sementes Simão, de Dom Pedrito, município da região da Campanha do RS, parceira da Embrapa na produção de sementes da cultivar BRS Pampa CL.

Para ele, a cultivar que está inserida no sistema CL além de facilitar a diminuição de aplicações de herbicidas, tem a principal vantagem de obter maior eficiência na aplicação. “O orizicultor tem um material genético que suporta aquela determinada molécula dos herbicidas”, explica o agronômo.

Atualmente, o material está em fase final de testes em propriedades rurais gaúchas e as suas sementes estão garantidas para os orizicultores na próxima safra de 2019/2020. A cultivar será conhecida à campo durante a realização da 29ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz no Rio Grande do Sul, marcada para acontecer entre 20 a 22 de fevereiro, nos campos experimentais da unidade de pesquisas da Embrapa Clima Temperado, em Pelotas (RS).

Fonte: Embrapa Clima Temperado

19/02/2019 0 Comentários
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O CD atende a todo o estado do Paraná e conta com um estoque de R$10 milhões em peças originais a pronta entrega. | Foto: divulgação
Tecnologia

Kepler Weber apresenta novo centro de distribuição

Por Daniel Santos 19/02/2019
Escrito por Daniel Santos

A Kepler Weber apresentou seu portfólio exclusivo durante a última edição da Show Rural Coopavel. Entre os destaques apresentados pela empresa estão as soluções e produtos de armazenagem desenvolvidas pela companhia e as facilidades que o produtor rural encontra no Centro de Distribuição de peças originais que a companhia inaugurou em Cascavel (PR) em novembro de 2018.

O CD atende a todo o estado do Paraná e conta com um estoque de R$10 milhões em peças originais a pronta entrega. Parte das peças é universal, principalmente para canalização, ou seja, servem em equipamentos de outros fabricantes, o que garante rapidez e maior agilidade na manutenção.

“Com a garantia de volume a pronta entrega, o cliente reduz a quantidade de peças no estoque próprio, uma vez que tem todo o suporte da companhia para a entrega dos produtos com rapidez e qualidade”, ressalta Márcio Geraldo Schafer, responsável pelo CD da Kepler Weber de Cascavel.

O CD atende a todo o estado do Paraná e conta com um estoque de R$10 milhões em peças originais a pronta entrega. | Foto: divulgação

O CD atende a todo o estado do Paraná e conta com um estoque de R$10 milhões em peças originais a pronta entrega. | Foto: divulgação

Além de Cascavel, a Kepler Weber contas com outros três Centros de Distribuição localizados em Panambi (RS), Campo Grande (MT) e Rio Verde (GO).

Fonte:  Kepler Weber/Assessoria

19/02/2019 0 Comentários
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NotíciasVídeos

Documentário apresenta a produção de vinhos no Vale do São Francisco

Por redação 18/02/2019
Escrito por redação

A história, as peculiaridades e os desafios da vitivinicultura do Vale do São Francisco, no Nordeste brasileiro, foram tema do segundo episódio da série de documentários Vinhos do Brasil, produzida e veiculada pela TV NBR. O trabalho foi resultado de uma parceria com a Embrapa.

O episódio destaca a região como um grande produtor e exportador de frutas, o que é possível por meio da irrigação, que utiliza as águas do rio São Francisco. Neste contexto é que se insere, ao lado do tradicional cultivo de uvas de mesa na região, também a produção de uvas finas para a elaboração de vinhos e espumantes com características do Semiárido.

No vídeo, as pesquisadoras Patrícia Coelho de Souza Leão e Aline Biasoto Marques abordam alguns dos trabalhos realizados pela empresa na região. Patrícia fala das avaliações das variedades de videiras e sua adaptação ao ambiente semiárido. Também destaca o diferencial da região de poder colher uvas em qualquer época do ano. Já Aline explica os trabalhos que são desenvolvidos no Laboratório de Enologia da Unidade. Ela cita as características dos vinhos do Vale do São Francisco e os estudos que são feitos para oferecer novas alternativas para os produtores.

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Além dos estudos realizados pela Embrapa, o documentário mostra as experiências das vinícolas instaladas na região e o incentivo que a vitivinicultura dá ao desenvolvimento econômico e do enoturismo na região. Também apresenta os trabalhos de pesquisa e ensino na Escola do Vinho, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano (IF Sertão-PE).

A série Vinhos do Brasil foi idealizada por Bernardo Castro e dirigida por Alessandro Oliveira, que também realizou as entrevistas, e por Daniel Paranayba, responsável pela fotografia do documentário. O primeiro episódio abordou a vitivinicultura da Serra Gaúcha, realizado em parceria com a Embrapa Uva e Vinho. Assisita ao documentário completo abaixo

Fonte: Embrapa

18/02/2019 0 Comentários
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A TC5090 Arroz tem potência nominal e máxima de 258 cv e 270 cv, respectivamente; capacidade de armazenamento de 7.200 litros; velocidade de descarga de 63 litros por segundo; plataforma de 20 ou 25 pés; 3,90 m de altura; e 3,40 m de distância entre os eixos. | Fot: Divulgação
Tecnologia

New Holland participa da Abertura da Colheita do Arroz

Por Daniel Santos 18/02/2019
Escrito por Daniel Santos

Pioneira na produção de máquinas agrícolas para rizicultura, a New Holland Agriculture, marca da CNH Industrial, participa da 29ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz no Rio Grande do Sul, evento que acontece entre os dias 20 e 22 de fevereiro, em Capão do Leão, cidade localizada a 24 quilômetros de Pelotas.

No estande da marca estará em exposição a colheitadeira TC5090 Arroz, lançada em agosto do ano passado. A máquina dispõe de um sistema híbrido, formado por cilindro e duplo rotor, e tecnologia que a torna leve, com alta performance e resistente, aspectos fundamentais para enfrentar o ambiente alagadiço, de maior massa de palha e abrasivo, característicos da rizicultura.

A TC5090 Arroz tem potência nominal

A TC5090 Arroz tem potência nominal e máxima de 258 cv e 270 cv, respectivamente; capacidade de armazenamento de 7.200 litros; velocidade de descarga de 63 litros por segundo; plataforma de 20 ou 25 pés; 3,90 m de altura; e 3,40 m de distância entre os eixos. | Fot: Divulgação

A TC5090 Arroz tem potência nominal e máxima de 258 cv e 270 cv, respectivamente; capacidade de armazenamento de 7.200 litros; velocidade de descarga de 63 litros por segundo; plataforma de 20 ou 25 pés; 3,90 m de altura; e 3,40 m de distância entre os eixos. | Foto: Divulgação

e máxima de 258 cv e 270 cv, respectivamente; capacidade de armazenamento de 7.200 litros; velocidade de descarga de 63 litros por segundo; plataforma de 20 ou 25 pés; 3,90 m de altura; e 3,40 m de distância entre os eixos. A abrasividade singular do arroz, que causa muito desgaste nos produtos devido à raspagem, também foi levada em consideração: todas as peças da máquina que têm contato com o arroz, foram reforçadas e tiveram um tratamento especial para entregar ao rizicultor uma melhor performance.

Por ser uma máquina híbrida, com cilindro e duplo rotor, a TC5090 Arroz tem o melhor das duas tecnologias. O cilindro característico da TC é responsável por fazer a debulha (retirada do grão da vagem) para que os rotores façam a separação do grão, que vai ao graneleiro, e da palha, que é expelida. Junto a essa capacidade de colheita está ainda o motor eletrônico da FPT Industrial (MAR-1/Tier 3), que acrescentou à máquina mais economia, força e estabilidade, ou seja, mesmo em condições adversas, o motor mantém a estabilidade do sistema industrial da máquina. A marca também leva ao estante os tratores da linhas T6 e T7.

Painel
Ao longo dos três dias de evento haverá uma programação técnica para os produtores rurais. No dia 20 (quarta-feira), às 15h, o vice-presidente para a América Latina da New Holland Agriculture, Rafael Miotto, participa do painel “Segredos e Particularidades do Plantio na Várzea”.

O Rio Grande do Sul é responsável por quase 70% do grão produzido no país, com 12 mil produtores no estado. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra deste ano será de 7,3 milhões de toneladas. “As nossas máquinas sempre foram referência e tiveram liderança no mercado de arroz, que têm características peculiares do plantio a colheita”, afirma Miotto.

O gerente comercial da New Holland, Jefferson Kohler, diz que a New Holland não poderia deixar de participar da Abertura Oficial da Colheita do Arroz, principal vitrine do setor no país. “Somos pioneiros na produção de máquinas agrícolas específicas para produtores do cereal”, complementa.

A Abertura Oficial da Colheita de Arroz será realizada de 20 a 22 de fevereiro, na Estação Experimental Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão. O evento é realizado pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Embrapa e Federarroz.

Fonte: New Holland/Assessoria

18/02/2019 0 Comentários
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A maioria dos cafeicultores brasileiros realiza, rotineiramente, tratamentos com fungicidas para o manejo da ferrugem do cafeeiro em lavouras instaladas com cultivares suscetíveis
Notícias

Institutos alertam sobre alta incidência da ferrugem no café

Por Daniel Santos 18/02/2019
Escrito por Daniel Santos

Pesquisadoras do Instituto Agronômico (IAC) e do Instituto Biológico (IB), ambos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, alertam os cafeicultores paulistas sobre a antecipação dos danos causados pela ferrugem do cafeeiro na safra de 2018-2019. A principal doença da cultura está amplamente distribuída em todas as regiões cafeicultoras do Brasil, podendo reduzir a produção em até 35%. A ferrugem forma lesões amareladas na face inferior das folhas, levando-as à queda e debilitando a planta, que não consegue formar os botões florais da safra seguinte, reduzindo a produção.

Segundo as pesquisadoras Angelica Prela Pantano, do IAC, e Flávia Rodrigues Alves Patrício, do IB, por ser a ferrugem muito dependente do clima, a epidemia pode variar em cada região em que o cafeeiro é cultivado no Brasil. “Este ano a doença está muito agressiva em função do clima que tem altas temperaturas e chuvas desuniformes, foi muita chuva em novembro e pouca em dezembro, quando esquentou muito”, comenta Angelica sobre as condições que favorecem a disseminação da ferrugem, causada pelo fungo Hemileia vastatrix. Normalmente, há maior incidência de chuvas em dezembro e janeiro.
- Institutos alertam sobre alta incidência da ferrugem no café

Este ano, os volumes de janeiro foram inferiores aos esperados. Em alguns locais como Franca, Mococa e Caconde, o volume esperado era de 281 mm, 275 mm e 247 mm e foram registrados cerca de 65,5 mm, 105,2 mm e 45,3 mm, respectivamente. No ano anterior, nesse mesmo mês, a precipitação pluviométrica registrada foi de 193 mm, em Franca, e de 250 mm em Mococa e Caconde. “Em Campinas, o volume registrado de 225 mm foi pouco abaixo do esperado, que era em torno de 240 mm, porém em todos os locais citados, as temperaturas médias mínimas foram acima da média histórica, o que favorece a doença”, diz Angelica.

A maioria dos cafeicultores brasileiros realiza, rotineiramente, tratamentos com fungicidas para o manejo da ferrugem do cafeeiro em lavouras instaladas com cultivares suscetíveis. As pesquisadoras acreditam que o calor que ocorreu em janeiro deste ano em todas as regiões cafeicultoras deve ter contribuído para inibir o progresso da doença no período.

“No entanto, o fato de haver inóculo em plantas sem tratamento, ou com tratamento deficiente, indica que os produtores devem estar atentos para o ressurgimento da doença assim que as condições climáticas se tornarem mais favoráveis”, afirma Flávia.

A pesquisadora orienta os produtores a não reduzir o número de aplicações, mas sim diminuir o intervalo entre elas, caso as condições climáticas estejam favoráveis à ferrugem novamente. “Fazemos essa recomendação especialmente considerando que os uredosporos da ferrugem são bastante resistentes a condições climáticas adversas e que as folhas contendo lesões de ferrugem podem permanecer no campo”, diz Flávia.

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De acordo com a pesquisadora do IB, a epidemia de ferrugem, em geral, inicia-se em dezembro, e pode se manifestar até o inverno, quando a temperatura começa a decrescer. As condições climáticas que favorecem a ferrugem são temperaturas entre 20ºC e 22oC e chuvas acima de 30 mm. Temperaturas máximas médias mensais acima de 30oC e mínimas médias mensais abaixo de 15oC desfavorecem a ocorrência.

Os pesquisadores do IAC e IB fazem avaliações de campo mensalmente nas regiões de Campinas, Mococa, Caconde e Franca. Ainda em janeiro, observaram que em alguns locais a doença já havia atingido o nível aceitável e era necessário iniciar o controle químico. Essa necessidade pode aumentar os custos da produção porque requer mais pulverizações. “Tem produtores que, para economizar, esperam atingir o nível aceitável, para então dar início às pulverizações”, conta a pesquisadora do IAC.

Nos levantamentos realizados na safra de 2018-2019, causam preocupação as elevadas incidências de ferrugem já em janeiro nas regiões de Campinas, Franca e Caconde. Foi observada a doença, nas áreas sem tratamento, em 44,4% das plantas da cultivar Catuaí, em Campinas, em 32% da cultivar Mundo Novo, em Franca, em de 33% e 53% nas cultivares Catuaí e Mundo Novo, respectivamente, em Caconde. “Apenas em Mococa, região mais quente que as demais, as folhas com ferrugem encontradas em novembro caíram e a ferrugem ainda não está ocorrendo nas áreas sem tratamento”, afirma Flávia.

A maioria dos cafeicultores brasileiros realiza, rotineiramente, tratamentos com fungicidas para o manejo da ferrugem do cafeeiro em lavouras instaladas com cultivares suscetíveis

A maioria dos cafeicultores brasileiros realiza, rotineiramente, tratamentos com fungicidas para o manejo da ferrugem do cafeeiro em lavouras instaladas com cultivares suscetíveis.

Por ser composta por um pó, a ferrugem tem fácil disseminação por vento e umidade. “A folha doente cai no chão e o fungo permanece vivo; ao nascer uma nova folha ela já é contaminada”, explica a pesquisadora do IAC. A ferrugem ataca somente as folhas, não incide sobre os frutos, mas ao causar a desfolha, compromete a safra do ano seguinte. Isso porque a planta gasta sua energia para fazer o novo enfolhamento, recurso este que deveria ser usado para a produção de fruto. “Assim, não terá fruto, por isso o prejuízo acontece na próxima safra”, resume Angelica.

Há os cafeicultores que atuam preventivamente e iniciam o controle químico em novembro, totalizando, por safra, quatro pulverizações, sendo uma via solo e três foliares. O custo desse controle é de R$ 140,00 a R$ 180,00, por hectare, somente com os produtos, sem considerar a mão de obra. Em geral, o manejo preventivo é adotado por fazendas que miram o mercado de exportação. No município de Franca, por exemplo, há propriedades com esse perfil que fazem o controle rigoroso, com calendários de aplicações, tendo ou não a doença. O resultado é bastante positivo: apenas cerca de 3% de plantas contaminadas na época de pico da doença. As pesquisas mostram que sem o tratamento preventivo, a incidência da ferrugem aumenta. “Sobra inóculo para o próximo ano e causa a desfolha da planta”, diz Angelica.

Desde 2016, uma equipe formada por pesquisadores do Instituto Agronômico, Instituto Biológico, Embrapa Café e produtores rurais de Franca e Caconde realizam levantamentos em Franca, Caconde, Mococa e Campinas para estudar a relação entre a ocorrência de doenças e pragas e o clima do período analisado. Nesses locais, pequenas áreas das lavouras são disponibilizadas para os levantamentos e permanecem sem tratamentos químicos contra doenças e pragas durante os experimentos.

Fonte: IAC/Assessora de imprensa

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Notícias

Capacitação impulsiona qualidade do leite de produtor do Paraná

Por Daniel Santos 18/02/2019
Escrito por Daniel Santos

A mudança foi imediata. Assim que, em 2017, concluiu o curso “Manejo de Gado de Leite” oferecido pelo SENAR-PR, o produtor Sílvio Garcia passou a implantar as técnicas e práticas abordadas ao longo da capacitação em sua propriedade. A nova visão fez com que ele contemplasse a atividade de uma forma diferente. O pecuarista passou a apostar em qualidade e, um ano e meio depois, já seria reconhecido pelo leite que produz. Ele esteve entre os produtores do Norte Pioneiro premiados pela cooperativa Capal, sediada em Arapoti.

“[O curso] deu outra visão, em relação a toda a atividade, as instalações, ao rebanho. Depois, muitas coisas mudaram na propriedade e isso teve um reflexo na qualidade e um impacto econômico muito bom”, diz Garcia, de 55 anos, dono de uma propriedade em Joaquim Távora.

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Garcia vem de uma família que já se dedicava à pecuária leiteira. Após se afastar da atividade por um período, ele decidiu retomar a produção em 2011. Recomeçou com 11 cabeças e comercializava o leite com base na quantidade produzida. Nos anos seguintes, surgiu a possibilidade de passar a vender o produto pela qualidade a um laticínio que passaria a captar na região. Mas faltava qualificação para deflagrar o gatilho da mudança do processo.

“Eu sempre quis fazer o curso de manejo do SENAR-PR. Mas como éramos apenas eu e um funcionário, ficava difícil sair da propriedade. Aí, meu filho, que estava estudando fora, voltou a Joaquim Távora e passou a ajudar. Isso abriu possibilidade de eu fazer o curso”, conta.

Fonte: FAEP

18/02/2019 0 Comentários
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Tecnologia

Tecnologia para máquinas agrícolas dribla falta de internet no campo

Por Daniel Santos 18/02/2019
Escrito por Daniel Santos

O agronegócio tem um papel importante para o desenvolvimento do Brasil, tanto do ponto de vista econômico quanto social. No entanto, é um dos segmentos mais afetados pela ineficiente infraestrutura de comunicação do País. Para contornar o problema, empresas como a multinacional sueca Hexagon tentam driblar a falta de conectividade e garantir a eficiência de suas soluções digitais. A divisão de Agricultura da empresa, sediada em Florianópolis, desenvolveu um sistema autônomo de coleta de dados máquina a máquina em seus computadores de bordo. Em um caso específico, a colhedora de cana transmite dados para o trator que, por sua vez, transmite para o caminhão que levará a matéria-prima até a usina, onde há internet e os dados poderão ser descarregados e analisados.

“Dessa forma conseguimos fazer o controle dos processo, alguns em tempo real, outros com atraso de meia ou 1 hora. O objetivo não é resolver completamente o problema de conectividade, mas ao menos viabilizar a entrega da nossa tecnologia”, explica Adriano Naspolini, CTO da divisão de Agricultura da Hexagon. Segundo o executivo, a falta de conectividade no campo é o maior obstáculo para a transformação digital na agricultura. Sem cobertura de internet não é possível transmitir em tempo real os dados captados por sistemas tecnológicos. Como em qualquer negócio, na agricultura, a gestão de dados é fundamental para aumentar a produtividade e a lucratividade do negócio. A partir da análise desses dados é possível corrigir problemas no cultivo, na colheita ou mesmo na logística de transporte da matéria-prima.

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Recentemente, a São Martinho, uma das maiores usinas de cana-de-açúcar do Brasil, adquiriu o HxGN AgrOn Monitoramento de Máquinas e integrados ao sistema, 1.700 displays Ti7 que englobam um conjunto de hardware, softwares e sensores que, instalados em tratores e colhedoras , fazem a automação de todas as etapas das operações agrícolas. “Os displays coletam dados dos processos e os transformam em informações relevantes para tomada de decisões”, destaca Bernardo de Castro, presidente da divisão de Agricultura da Hexagon.

Fonte: Hexagon/Assessoria

18/02/2019 0 Comentários
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NotíciasVídeos

Documentário apresenta a produção de vinhos no Vale do São Francisco

Por Daniel Santos 18/02/2019
Escrito por Daniel Santos

A história, as peculiaridades e os desafios da vitivinicultura do Vale do São Francisco, no Nordeste brasileiro, foram tema do segundo episódio da série de documentários Vinhos do Brasil, produzida e veiculada pela TV NBR. O trabalho foi resultado de uma parceria com a Embrapa.

O episódio destaca a região como um grande produtor e exportador de frutas, o que é possível por meio da irrigação, que utiliza as águas do rio São Francisco. Neste contexto é que se insere, ao lado do tradicional cultivo de uvas de mesa na região, também a produção de uvas finas para a elaboração de vinhos e espumantes com características do Semiárido.

No vídeo, as pesquisadoras Patrícia Coelho de Souza Leão e Aline Biasoto Marques abordam alguns dos trabalhos realizados pela empresa na região. Patrícia fala das avaliações das variedades de videiras e sua adaptação ao ambiente semiárido. Também destaca o diferencial da região de poder colher uvas em qualquer época do ano. Já Aline explica os trabalhos que são desenvolvidos no Laboratório de Enologia da Unidade. Ela cita as características dos vinhos do Vale do São Francisco e os estudos que são feitos para oferecer novas alternativas para os produtores.

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Além dos estudos realizados pela Embrapa, o documentário mostra as experiências das vinícolas instaladas na região e o incentivo que a vitivinicultura dá ao desenvolvimento econômico e do enoturismo na região. Também apresenta os trabalhos de pesquisa e ensino na Escola do Vinho, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano (IF Sertão-PE).

A série Vinhos do Brasil foi idealizada por Bernardo Castro e dirigida por Alessandro Oliveira, que também realizou as entrevistas, e por Daniel Paranayba, responsável pela fotografia do documentário. O primeiro episódio abordou a vitivinicultura da Serra Gaúcha, realizado em parceria com a Embrapa Uva e Vinho. Assisita ao documentário completo abaixo

Fonte: Embrapa

18/02/2019 0 Comentários
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Notícias

Parceria vai impulsionar o cultivo da soja no nordeste paraense

Por Daniel Santos 18/02/2019
Escrito por Daniel Santos

O acordo de cooperação técnica oficializado na última quinta (14), entre Embrapa, Sindicato Rural de Castanhal e Secretaria Municipal de Agricultura, vai apoiar o cultivo de soja na região do Guamá e Caeté, no estado do Pará. O objetivo, segundo a agrônoma Mazillene Borges, analista da Embrapa Amazônia Oriental, é instalar unidades experimentais de cultivo de soja em áreas de produtores para avaliar sistemas sustentáveis de produção desse grão na região.

O diretor do sindicato, Francisco Gomes, afirma que o cultivo da soja é uma demanda antiga dos produtores de Castanhal e municípios vizinhos. “Os produtores querem iniciar seus plantios, mas ainda precisam de orientações técnicas da pesquisa para investir nessa cultura”, ressaltou.

De acordo com Roni Azevedo, pesquisador da Embrapa, o estado do Pará plantou, em 2018, cerca de 450 mil hectares de soja, sendo mais de 200 mil na região Paragominas, que é o principal pólo produtor de grãos do estado.

Além de avaliar cultivares de soja já desenvolvidas pela Embrapa, o trabalho poderá gerar novos materiais genéticos adaptados à região, segundo o pesquisador Jamil El Husny, da Embrapa.

O secretário de agricultura de Castanhal, Francisco Carlos de Souza, ressaltou a necessidade de aproveitar áreas alteradas para a produção de alimentos. “O cultivo sustentável da soja, com base em tecnologia e pesquisa, é uma alternativa para gerar renda e alimentos para a população local”, completou. A ação faz parte do projeto Transferência de Tecnologias e Comunicação para Sistemas Sustentáveis de Produção de Soja, liderado pela Embrapa Soja (Londrina, PR).

Fonte: Embrapa/Assessoria

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Coluna

Algoritmos no comando das nossas vidas

Por Daniel Santos 13/02/2019
Escrito por Daniel Santos

Por Maurício Antônio Lopes*

Algoritmos fazem, cada vez mais, parte das nossas vidas, razão por que precisamos entender o que são e as possibilidades que nos oferecem. É fácil entender a função dos algoritmos quando os comparamos, por exemplo, a uma simples receita. Para fazer um bolo é necessário seguir um conjunto definido de instruções ─ pré-aquecer o forno; misturar farinha, açúcar e ovos; adicionar fermento; despejar em uma assadeira; e levar a assar por tempo determinado. Algoritmos, como receitas, são instruções detalhadas para resolver um problema ou concluir uma tarefa. E eles se tornaram amplamente conhecidos como elementos essenciais no funcionamento dos computadores, que são parte do nosso dia a dia.

Os computadores não entendem a nossa linguagem e, por isso, os programadores criaram linguagens que servem de ponte entre nós, humanos, e a máquina. Assim, escrevem algoritmos para dar comandos à máquina, desde os mais corriqueiros, como fazer um cálculo matemático, até os mais complexos, como interpretar imagens ou controlar satélites na órbita da terra ou de outros planetas. Esse é um campo do conhecimento que vem alcançando avanços vertiginosos nos últimos anos, a ponto de muitos afirmarem que o futuro pertence aos algoritmos, que estarão no comando de indústrias, do comércio, de veículos autônomos e até de robôs que mimetizarão seres humanos nas mais variadas atividades.

Já fazem parte do nosso dia a dia os algoritmos desenhados para gerar imensos volumes de dados a partir do nosso uso sistemático de computadores e smartphones ou de objetos de uso cotidiano – principalmente utensílios domésticos e vestimentas. Ao usar mecanismos de buscas na internet, navegar pelas mídias sociais ou realizar compras online, estamos alimentando bases de dados sobre o nosso comportamento e preferências. Assim, algoritmos cada vez mais sofisticados são usados para gerar nossa história de vida e encontrar padrões em nossos dados que indiquem o que gostamos de consumir, os esportes que praticamos, com quem nos relacionamos, e até mesmo decisões que tomaremos no futuro. As implicações de tais avanços são obviamente enormes, embora muito difíceis de mensurar de forma precisa. 

Mas, à medida que a sofisticação dos algoritmos permitir produzir e utilizar Inteligência Artificial (IA) na prática, as discussões em torno dessas implicações irão, inevitavelmente, se aprofundar. Essa realidade virá com a crescente produção e disseminação de dispositivos capazes de simular habilidades humanas, que, por sua vez, incluem a capacidade de ver, ouvir, tomar decisões e resolver problemas. A expectativa é que, em breve, tenhamos dispositivos que mimetizem capacidades humanas, entre elas o raciocínio e a inteligência. Tais avanços poderão ter um efeito transformador, representando grandes oportunidades em diversos campos da atividade humana, como medicina, comércio, finanças, educação, agricultura, transporte, etc.

Tais avanços poderão também representar perigos, para os quais não estamos preparados. Imagine quando se disseminarem dispositivos operados por algoritmos capazes de imitar o no00sso cérebro e “aprender” funções complexas por meio da repetição de tarefas com melhoras e aperfeiçamentos sucessivos. Dispositivos que possam ser treinados a “pensar” de forma semelhante a nós, humanos, buscando aprimoramento contínuo com base na experiência. O que assusta é a possibilidade de tais máquinas se tornarem mais capazes que nós, fenômeno conhecido como “singularidade” – a possível emergência de dispositivos aptos ao autoaperfeiçoamento, gerando uma superinteligência que altere radicalmente a civilização e a natureza humana.

O que parece ficção científica precisa ser levado a sério por uma razão muito simples: enquanto nós, humanos, acessamos e aprimoramos conhecimento ao longo de anos de dedicação e estudo ou de inúmeras interações com outros humanos, os computadores interligados em grandes redes globais e munidos de algoritmos capazes de autoaperfeiçoamento poderão acessar e processar imensas quantidades de dados e informações em grande velocidade, livres de quaisquer barreiras temporais, culturais ou linguísticas. Ganhariam, assim, a capacidade de resolver problemas extremamente complexos e aprender novas habilidades de forma significativamente mais rápida que nós, com consequências imprevisíveis. 

A emergência da Inteligência Artificial prenuncia o limiar de uma nova era, com profundas implicações para a sociedade. Diante disso, governos mais atentos, apoiados nas suas comunidades científicas, estão definindo agendas que orientem o desenvolvimento da Inteligência Artificial, e também definindo medidas para identificar e gerir riscos, sem retardar o progresso científico e tecnológico. A tarefa é complexa e precisaremos usar nossa criatividade e imaginação para nos colocarmos sempre à frente dos algoritmos. E mais, precisaremos ser capazes de ensinar às gerações futuras a habilidade da reinvenção, que as permitam superar os perigos criados pela própria engenhosidade humana.


Maurício Antônio Lopes
é p
esquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)

13/02/2019 0 Comentários
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