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Mercado

Previsão do Inmet indica como será o clima nas regiões agrícolas em fevereiro

Por Redação 02/02/2026
Escrito por Redação

Previsão do Inmet indica como será o clima nas regiões agrícolas em fevereiro

Para o mês de fevereiro de 2026, a previsão climática do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) indica chuva acima da média em áreas das regiões Norte e Sudeste. Por outro lado, a previsão é de chuva abaixo da média histórica de fevereiro em grande parte das regiões Sul e Centro-Oeste.

Para a Região Norte, são previstos totais de chuva até 50 mm acima da média no sudeste, oeste e extremo norte do Amazonas, centro-sul de Roraima, leste do Tocantins e grande parte do Pará. Nas demais áreas da região, o prognóstico indica valores próximos ou abaixo da média climatológica, como no sudoeste, centro e nordeste do Amazonas, leste do Acre, oeste de Tocantins, norte do Amapá e Roraima e no noroeste e nordeste do Pará.

Em relação à Região Nordeste, prevê-se chuva até 50 mm abaixo da média no norte da Bahia, sul e sudeste do Piauí, noroeste do Maranhão, sudoeste de Pernambuco e no noroeste e sudeste do Ceará. Chuva acima da média é prevista para o sul do Maranhão, extremo sul da Bahia, norte do Piauí, oeste da Paraíba e centro-norte de Pernambuco.

Para a Região Centro-Oeste, a previsão indica chuva abaixo da média em grande parte de Goiás e Mato Grosso, além do sul e nordeste do Mato Grosso do Sul. Destaque para o nordeste do Mato Grosso, com previsão de chuva até 150 mm abaixo da média histórica de fevereiro. Por outro lado, a previsão indica chuva acima da média no noroeste do Mato Grosso.

Para a Região Sudeste, a previsão é de chuva acima da média em grande parte do Rio de Janeiro, centro-norte do Espírito Santo, centro-norte de São Paulo e no sul de Minas Gerais e Zona da Mata mineira. Porém, no Triângulo Mineiro e norte de Minas Gerais, a previsão indica chuva abaixo da média.

Em relação à Região Sul, a previsão indica predomínio de chuva abaixo da média em praticamente todo o Paraná, oeste e sul de Santa Catarina, além do oeste do Rio Grande do Sul e Região Metropolitana de Porto Alegre. Nas demais áreas do Sul, são previstos totais de chuva próximos à média climatológica de fevereiro.

Temperatura

A previsão indica que as temperaturas devem ficar acima da média em grande parte do país. Para a Região Norte, são previstas temperaturas médias até 1 °C acima da média, principalmente nos estados do Amazonas, Pará, Roraima e Acre, onde as temperaturas médias devem variar entre 27 °C e 32 °C. Nos demais estados da região, as temperaturas devem permanecer dentro da média ou levemente (0,2 °C) acima da média.

Na Região Nordeste, a previsão indica temperaturas até 0,6 °C acima da média nos estados do Maranhão, Piauí, centro-sul do Ceará e oeste da Paraíba e de Pernambuco. Nos demais estados, as temperaturas devem ficar dentro da média.

Na Região Centro-Oeste, devem prevalecer temperaturas médias acima da climatologia do mês, com destaque para o centro-norte do Mato Grosso e na região central do Mato Grosso do Sul, onde as temperaturas médias podem ficar até 1 °C acima da média climatológica, com valores entre 27 °C e 30 °C.

Para a Região Sudeste, prevalecem temperaturas dentro da média, mas com valores até 0,6 °C acima da média no oeste de São Paulo e oeste de Minas Gerais. Na Região Sul, a previsão é de temperaturas próximas à média em grande parte do Paraná e Rio Grande do Sul e em todo o estado de Santa Catarina. Porém, no centro-norte do Paraná, próximo à divisa com São Paulo a previsão é de temperaturas ligeiramente acima da média (0,6 °C).

Possíveis impactos nas culturas agrícolas

Na Região Norte, a previsão de chuvas acima da média no centro-sul do Amazonas, Pará, centro-norte de Roraima e leste do Tocantins tende a favorecer a manutenção da umidade do solo e o adequado desenvolvimento das lavouras de verão. No entanto, a elevação das temperaturas, com desvios que podem ser de até 0,6 °C acima da média em áreas do Acre, nordeste do Pará e Tocantins, tende a intensificar a evapotranspiração e aumentar o risco de estresse térmico.

Essas condições podem provocar o abortamento floral e comprometer o enchimento dos grãos, especialmente em lavouras de sequeiro e em áreas com menor capacidade de retenção de água no solo.

Na Região Nordeste, a previsão de chuvas abaixo da média no norte da Bahia, norte do Maranhão, Ceará e litoral do Rio Grande do Norte, associada à previsão de temperaturas acima da média, pode comprometer o potencial produtivo das culturas de sequeiro, em razão do aumento da evapotranspiração, da redução da disponibilidade hídrica no solo e da aceleração do ciclo fenológico, elevando o risco de estresse hídrico em fases reprodutivas, como a floração e o enchimento de grãos.

Por outro lado, nas áreas com previsão de chuvas acima da média, como o sul da Bahia, litoral e sul do Maranhão, norte do Piauí e oeste da Paraíba, as condições tendem a ser mais favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, contribuindo para a manutenção da umidade do solo em níveis adequados.

Na Região Centro-Oeste, os totais de chuva abaixo da média previstos para o leste de Mato Grosso, centro-sul de Goiás e sul de Mato Grosso do Sul, associados a temperaturas elevadas, tendem a intensificar a evapotranspiração e aumentar o risco de estresse hídrico e térmico nos cultivos de primeira safra, que se encontram predominantemente em fases de desenvolvimento vegetativo, floração e enchimento de grãos.

Essas condições podem comprometer o potencial produtivo, sobretudo em áreas de sequeiro. Por outro lado, no norte de Mato Grosso, onde a previsão indica chuvas acima da média, as condições hídricas tendem a favorecer a manutenção da umidade do solo e o pleno desenvolvimento das lavouras. Contudo, o excesso de precipitação pode ocasionar atrasos pontuais na colheita da soja e na semeadura do milho segunda safra.

Na Região Sudeste, a previsão de chuvas acima da média no sul de Minas Gerais, Rio de Janeiro, norte do Espírito Santo e centro de São Paulo tende a contribuir para a adequada reposição da umidade do solo, beneficiando o desenvolvimento vegetativo, a floração e o enchimento de grãos das culturas de verão, além de favorecer a manutenção da produtividade das pastagens e de cultivos perenes, como o café.

Por outro lado, a previsão de chuvas abaixo da média no norte de Minas Gerais, Triângulo Mineiro e oeste de São Paulo, associada à previsão de temperaturas acima da média, pode limitar a disponibilidade hídrica do solo e comprometer o desempenho das lavouras em estágios reprodutivos críticos, elevando o risco de estresse hídrico e térmico.

Na Região Sul, a previsão de totais de chuva abaixo da média na maior parte da região, associada à previsão de temperaturas próximas ou ligeiramente acima da média, tendem a reduzir a disponibilidade de água no solo, podendo afetar lavouras que ainda se encontram em fase de enchimento de grãos, especialmente aquelas implantadas mais tardiamente ou em solos de menor capacidade de retenção hídrica.

Por outro lado, o cenário de menor umidade tende a favorecer a aceleração da maturação e melhora as condições operacionais para a colheita da soja e do milho primeira safra, contribuindo para a qualidade dos grãos e a redução de perdas no campo.

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02/02/2026 0 Comentários
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MercadoShow Rural Coopavel

Sicoob terá mais de R$ 2 bilhões em crédito no Show Rural 2026

Por Redação 02/02/2026
Escrito por Redação

Sicoob terá mais de R$ 2 bilhões em crédito no Show Rural 2026

O Sicoob estará presente em mais um Show Rural Coopavel, que chega à sua 38ª edição de 9 e 13 de fevereiro, em Cascavel, no Oeste do Paraná. O evento vai reunir 600 expositores e a expectativa de público fica entre 360 mil e 400 mil visitantes nos cinco dias. A entrada e o estacionamento são gratuitos.

Durante a mostra de tecnologia, o Sicoob disponibilizará um volume superior a R$ 2 bilhões em crédito. A cooperativa contará com um estande estruturado para receber cooperados e visitantes, oferecendo atendimento especializado e soluções financeiras completas.

Conforme o gerente de Negócios do Sicoob Central Unicoob, Michel Tamura, a participação no Show Rural é estratégica para a instituição.

“Mais uma vez, o Sicoob participa desse grande evento que é o Show Rural Coopavel, aqui em Cascavel. Estamos trazendo uma estrutura muito bacana, que chamamos de casa, pensada para recepcionar muito bem nossos visitantes, sejam cooperados ou não”, destaca o gerente.

O estande contará com uma equipe de aproximadamente 150 colaboradores por dia, preparados para atender produtores rurais, empresários e fornecedores. “Nossa meta é oferecer um atendimento de excelência, apresentando o diferencial do Sicoob e todas as soluções que temos disponíveis”, afirma Michel, que nesta semana esteve no parque, acompanhado de outros colaboradores da instituição, para visita ao presidente da Coopavel, Dilvo Grolli.

Linhas

Entre os destaques deste ano está o volume de recursos destinados ao crédito rural, segundo Michel. “Quando falamos em crédito, estamos trazendo um montante superior a R$ 2 bilhões para atender o produtor rural. Além disso, lançamos uma linha espelho do Inovagro, com taxa de 12,5% ao ano, prazo de até dez anos para pagamento em um volume aproximado de R$ 400 milhões”.

Invest Feira

O Sicoob também disponibilizará linhas convencionais de crédito rural com equalização, além de uma linha especial para a feira, com recursos próprios da cooperativa. “Temos o Invest Feira, que financia tudo o que a Coopavel oferece durante o evento. Isso é muito importante para que o produtor consiga investir com mais tranquilidade”, ressalta.

Outro diferencial é a linha Expo-Feira, voltada aos fornecedores e expositores. Além do crédito, o Sicoob levará ao Show Rural soluções completas em consórcios, seguros e produtos financeiros, reforçando seu papel como uma cooperativa que atende diferentes perfis e necessidades. “Quem ainda não conhece a nossa instituição financeira fica convidado a visitar nosso estande, tomar um café com a gente e conhecer tudo o que podemos oferecer”, convida o gerente Michel Tamura.

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02/02/2026 0 Comentários
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Paraná pode colher safra de 25,9 milhões de toneladas, com destaque para a soja
Mercado

Paraná pode colher safra de 25,9 milhões de toneladas, com destaque para a soja

Por Redação 30/01/2026
Escrito por Redação
Paraná pode colher safra de 25,9 milhões de toneladas, com destaque para a soja

Boletim do Deral aponta que safra 2026 ganha volume e consolida cenário positivo no Paraná
Foto: Jaelson Lucas/Arquivo AEN

A Previsão Subjetiva de Safra (PSS) do mês de janeiro, feita pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) ), confirma um dos cenários agrícolas mais expressivos dos últimos anos no Paraná. O principal destaque do documento é a safra de verão robusta, puxada pela soja, que deve ultrapassar 22 milhões de toneladas, reforçando a expectativa de uma produção total de 25,9 milhões de toneladas nas lavouras de verão.

Mesmo com ritmo de colheita mais lento, em função das chuvas, as condições gerais das lavouras seguem favoráveis e a projeção é otimista para o ciclo 2025/26. O documento detalha a condição dos segmentos de ovos, leites e frutas e horticultura.

Soja

A safra de verão se confirma como o grande motor da agricultura paranaense neste início de ano. Os dados da PSS mostram estabilidade em relação ao levantamento anterior, e o bom desenvolvimento das lavouras, aliado a uma área expressiva cultivada, sustenta a expectativa de um volume superior ao registrado na safra passada.

A soja mantém papel central no desempenho da safra. Com área próxima de 5,8 milhões de hectares, a produção projetada supera 22 milhões de toneladas, consolidando mais uma colheita histórica. Até o final de janeiro, cerca de 5% da área havia sido colhida, um ritmo abaixo do observado em anos anteriores, reflexo das chuvas frequentes.

Ainda assim, as lavouras apresentam bom padrão vegetativo, e as precipitações previstas são consideradas decisivas para confirmar os rendimentos esperados.

Milho

O milho de primeira safra apresenta boas perspectivas produtivas, mesmo ocupando área menor que a soja. A expectativa é de aumento na produção total, ainda que os rendimentos não atinjam os recordes observados no ciclo anterior. Já o milho de segunda safra começa a ser semeado dentro do calendário recomendado, com avanço do plantio principalmente nas regiões Oeste e Sudoeste, à medida que soja é colhida. O desempenho dessa etapa será fundamental para o resultado final da safra estadual.

Feijão

Já o feijão de primeira safra caminha para o encerramento com redução de área e produção, consequência direta dos preços menos atrativos ao produtor no momento do plantio. A produção estimada gira em torno de 184 mil toneladas, cerca de 46% menor que a safra anterior.

Para a segunda safra, a área projetada também é inferior à do último ciclo – embora ainda exista expectativa de recuperação produtiva, dependendo das condições climáticas e do andamento do plantio nas próximas semanas.

Horticultura

Na horticultura, o destaque é a boa qualidade dos produtos colhidos, especialmente batata, cebola e tomate. A batata de primeira safra já tem colheita avançada, com alto padrão de qualidade, enquanto a segunda safra segue em fase de plantio. A cebola concluiu a colheita com produtividades satisfatórias, apesar da redução de área.

No tomate, mesmo com leve retração na área plantada, as expectativas apontam para boa produção. O setor, no entanto, enfrenta preços mais baixos, reflexo do excesso de oferta e da concorrência com outras regiões.

Ovos

Em janeiro de 2026, os preços de varejo dos ovos para consumo no Paraná apresentaram forte retração nos preços, com queda média de 14,6% em relação a janeiro de 2025 e de 17,5% frente a dezembro. A redução foi mais intensa no ovo extra (-25,2%), seguida pelo ovo grande (-15,8%), enquanto o ovo médio registrou recuo mais discreto (-2,7%).

Esse movimento contrastou com a alta observada nos preços médios das carnes bovina, suína e de frango, reforçando a maior competitividade do ovo como fonte de proteína animal. Para fevereiro, projeta-se elevação dos preços, em função do padrão sazonal, do retorno das compras institucionais e da menor produção nacional no período.

Leite

O mercado de leite manteve, no início de 2026, a trajetória de queda observada ao longo de 2025 no Paraná, influenciada pela oferta elevada e pelos custos de produção ainda altos. O preço médio do leite posto na indústria deve se situar em torno de R$ 2,15 por litro – 22,1% abaixo do registrado em janeiro de 2025.

No varejo, o litro do leite UHT foi vendido, em média, a R$ 3,75 em janeiro, com redução mensal de 3,1% e queda anual de 23,2%. O aumento das importações de leite em pó no final de 2025 contribuiu para a manutenção da pressão sobre os preços internos.

Frutas

A fruticultura paranaense segue ampliando presença no mercado externo. Em 2025, as exportações do setor alcançaram US$ 22,4 milhões, um crescimento expressivo na comparação com a última década. Limão, lima, banana e abacate lideram os embarques, reforçando o potencial do segmento como alternativa de diversificação e agregação de valor à produção estadual.

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30/01/2026 0 Comentários
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Anvisa aprova cultivo de cannabis por empresas e amplia acesso
Mercado

Anvisa aprova cultivo de cannabis por empresas e amplia acesso

Por Redação 30/01/2026
Escrito por Redação
Anvisa aprova cultivo de cannabis por empresas e amplia acesso

Com a nova resolução do órgão, também fica permitida a comercialização de medicamentos usados via bucal, sublingual e dermatológica. // Foto: TV Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta quarta-feira (28) uma resolução que amplia o uso de terapias à base de cannabis. Com a norma, fica autorizada a venda do canabidiol em farmácias de manipulação e o cultivo da planta no país — por pessoas jurídicas — voltada para a fabricação de medicamentos e outros produtos aprovados.

Neste caso, a produção é restrita, compatível com a procura pelos itens e conforme indicado pelas empresas à Anvisa.

A Anvisa pretender criar e coordenar um comitê, integrado pelos Ministérios da Justiça, da Saúde e da Agricultura e Pecuária. Essa instância ficará incumbida de manter ações permanentes de controle e assegurar fiscalização e segurança em todas as etapas de produção.

Com a nova resolução do órgão, também fica permitida a comercialização de medicamentos usados via bucal, sublingual e dermatológica.

Também fica permitida a importação da planta ou do extrato para a fabricação de medicamentos.

Ficou decidido na reunião da Anvisa um limite de até 0,3% de THC (Tetrahidrocanabinol), composto da planta, tanto para materiais importados como para adquiridos. O THC é usado para tratamento de pessoas que vivem com diversas doenças debilitantes e crônicas.

As mudanças nas regras do uso da cannabis no país atendem a pedido do Superior Tribuna Federal (STF) que, no fim do ano passado, determinou que a Anvisa regulamentasse o uso da planta desde que com fins medicinais.

Otimismo

O mais novo passo na regulamentação da cannabis sativa como medicamento e objeto de pesquisa é recebido com otimismo por parcela significativa das entidades que levantam a bandeira.

Emilio Figueiredo, que participou da criação da primeira associação do país pensada para garantir o acesso de pacientes a medicamentos canábicos, celebra o avanço no debate e na concepção do ato normativo. “Foi muito interessante e surpreendente abrirem para a escuta”, afirmou o advogado, observando ser uma iniciativa inédita.

Cofundador da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas, Figueiredo aposta em mais lucidez e assertividade sobre as soluções de ampliação do acesso. Ele comenta, ainda, o poder de atração da cannabis em diversos círculos, independentemente da posição política-ideológica, de modo que “a gente não tem nenhum modelo em que as pessoas se reúnem da mesma forma”.

Durante a reunião desta manhã, Jair Pereira Barbosa Júnior, representante da Federação das Associações de Cannabis Terapêutica (Fact), de Alto Paraíso (GO), salientou a capacidade de auto-organização do movimento associativo e a diminuição da insegurança jurídica com a regulamentação.

Aderência à cannabis no Brasil

Apesar dos obstáculos para obtenção dos remédios à base de cannabis, o Brasil soma 873 mil pessoas em tratamento, segundo o anuário da Kaya Mind, de 2025. O número é recorde e aparece após uma curva ascendente, ano após ano.

No total, há 315 associações provedoras de cannabis medicinal, das quais 47 conquistaram avanços judiciais para cultivo. Ao todo, foram identificadas pela Kaya Mind 27 hectares de plantio mantido por essas organizações.

O faturamento anual também é uma demonstração da maior aceitação desse tipo de substância. Em 2025, houve uma alta de 8,4% na comparação com 2024, chegando a R$ 971 milhões. Por seu potencial de mercado, o Brasil sedia a ExpoCannabis, que, ano passado, realizou sua terceira edição.

A proporção é de cerca de 2,7 médicos que prescrevem medicamentos canábicos para cada 10 mil pacientes, com uma média que fica entre 5,9 mil e 15.100 profissionais da saúde receitando mensalmente. Se, entre médicos, tem havido popularização, dentistas têm tido mais resistência. Apenas 0,2% deles os indicam aos pacientes que atendem.

Desde 2015, ao menos R$ 377,7 milhões foram gastos com fornecimento público de produtos à base de cannabis e somente cinco estados ainda não têm leis de fornecimento público de cannabis medicinal. Além disso, oito em cada dez (85%) dos municípios brasileiros já tiveram ao menos um paciente tratado com cannabis desde 2019. O relatório ressalta o encaminhamento, por 68 empresas, de 210 pedidos de Autorização Sanitária pela Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) 327/19 desde 2020, com aprovação de 24 foram delas.

Fonte: Agência Brasil 

30/01/2026 0 Comentários
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Luz ultravioleta modulada reduz doença pós-colheita e amplia vida útil da goiaba, aponta estudo
Tecnologia

Luz ultravioleta modulada reduz doença pós-colheita e amplia vida útil da goiaba, aponta estudo

Por Redação 30/01/2026
Escrito por Redação

Luz ultravioleta modulada reduz doença pós-colheita e amplia vida útil da goiaba, aponta estudo

Uma técnica baseada na aplicação controlada de luz ultravioleta do tipo C (UV-C) modulada pode representar um avanço significativo no manejo pós-colheita da goiaba, fruta amplamente produzida e consumida no Brasil. O equipamento inovador de aplicação de UVC modulado foi construído pelo pesquisador Washington Melo, da Embrapa Instrumentação, e o estudo publicado na revista científica Horticultura e demonstra que a modulação da frequência da radiação UV-C é capaz de reduzir a incidência e a severidade da antracnose, sem queimar a casca, além de retardar o amadurecimento e preservar a qualidade dos frutos durante o armazenamento.

A antracnose, causada por fungos do complexo Colletotrichum gloeosporioides, é considerada a principal doença pós-colheita da goiaba. As lesões escurecidas que surgem na casca e evoluem para podridões comprometem a aparência e a textura da fruta, gerando perdas expressivas ao longo da cadeia produtiva. Atualmente, o controle depende majoritariamente do uso de fungicidas, prática que enfrenta restrições regulatórias e crescente rejeição de consumidores e mercados importadores.

Diante desse cenário, pesquisadores avaliaram a luz UV-C modulada como uma alternativa sustentável, não química e de baixo impacto ambiental para o controle do patógeno e a conservação da fruta após a colheita.

Frequência da luz faz diferença

De acordo com Itala Silva, doutoranda da Universidade Federal da Bahia (UFBA), nos ensaios laboratoriais, o fungo foi exposto a diferentes frequências de radiação UV-C. Os resultados mostraram que a modulação da luz teve efeito direto sobre o patógeno, inibindo o crescimento micelial e reduzindo a germinação dos esporos, estruturas responsáveis pela disseminação da doença.

A frequência em torno de 30 hertz apresentou o melhor desempenho, com forte redução da viabilidade do fungo. “A radiação interfere em processos celulares essenciais, como a integridade do DNA e a atividade metabólica, tornando o patógeno menos capaz de infectar o fruto”, explica Itala Silva.

“Ao modular a frequência, conseguimos aumentar a eficiência da luz UVC do controle do fungo sem elevar a dose total de radiação”, destaca a pesquisadora. “Isso reduz a dose e o risco de danos ao fruto e amplia a segurança do tratamento.”

Resultados positivos em frutos

Além dos testes in vitro, a equipe aplicou a tecnologia em goiabas recém-colhidas, acompanhando o desenvolvimento da antracnose e a qualidade dos frutos durante o armazenamento. As goiabas tratadas apresentaram menor incidência e severidade da doença em comparação às frutas não tratadas.

O tratamento também não comprometeu atributos importantes da qualidade pós-colheita. As análises mostraram que os frutos mantiveram por mais tempo cor mais verde da casca, menor perda de firmeza e taxa respiratória reduzida, indicando um metabolismo mais lento e retardo no amadurecimento.

“Esses indicadores são fundamentais do ponto de vista comercial, porque refletem maior vida útil e melhor aparência da fruta no ponto de venda”, observa Daniel Terao, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente. “A manutenção da firmeza e da coloração sugere que a tecnologia pode ajudar a reduzir perdas durante transporte e armazenamento e aumentar o tempo de vida de prateleira da fruta.”

Durante até sete dias de armazenamento, não foram observados sintomas da doença e danos visuais ou alterações indesejáveis causadas pela radiação, reforçando o potencial da técnica para uso prático.

Alternativa limpa

O estudo reforça o papel dos tratamentos físicos no manejo pós-colheita, especialmente em um contexto de transição para sistemas agrícolas mais sustentáveis. Diferentemente dos fungicidas, a luz UV-C não deixa resíduos químicos, não gera efluentes e não contribui para o desenvolvimento de resistência nos patógenos.

“A UV-C modulada se destaca por ser uma ferramenta limpa, com potencial de fácil integração às linhas de beneficiamento”, aponta Terao. “Ela pode complementar outro tratamento e reduzir a dependência de fungicidas no pós-colheita.”

Embora o uso da radiação UV-C convencional já tenha sido estudado em frutas e hortaliças, a modulação da frequência surge como um diferencial importante, pois permite maior eficiência com menor intensidade de luz, sem causar danos à epiderme da fruta, ampliando a margem de segurança do tratamento.

A goiaba é uma fruta altamente perecível, e as perdas pós-colheita representam um desafio tanto para produtores quanto para atacadistas e varejistas. Tecnologias capazes de prolongar a vida útil e reduzir doenças podem gerar ganhos econômicos relevantes e contribuir para a segurança alimentar.

Além disso, a redução do uso de fungicidas atende às exigências de mercados que demandam produtos com menor carga de resíduos e produção alinhada a princípios da economia verde.

“O controle eficiente da antracnose sem o uso de produtos químicos é estratégico para ampliar a competitividade da goiaba em mercados mais exigentes”, ressaltam os pesquisadores .

Próximos passos

Apesar dos resultados promissores, os pesquisadores destacam que ainda são necessários testes em escala comercial, para ajustar parâmetros como tempo de exposição, distância da fonte de luz e adaptação dos equipamentos às rotinas de packing houses.

O estudo, no entanto, abre caminho para a aplicação da luz UV-C modulada não apenas em goiabas, mas também em outras frutas suscetíveis a doenças pós-colheita, consolidando a tecnologia como uma ferramenta promissora para a agricultura sustentável e inovadora.

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30/01/2026 0 Comentários
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Show Rural Coopavel

Bransales Pneus apresenta tecnologias em pneus agrícolas no Show Rural

Por Redação 30/01/2026
Escrito por Redação

Inmet - Bransales Pneus apresenta tecnologias em pneus agrícolas no Show Rural

A Bransales Pneus será uma das expositoras do Show Rural Coopavel 2026, que acontece de 9 a 13 de fevereiro em Cascavel (PR), e apresentará suas principais novidades em pneus agrícolas de alta performance. Brasileira, a marca levará produtos desenvolvidos para máquinas e implementos agrícolas, com foco em tração, durabilidade e eficiência em diferentes tipos de solo.

Para João Gonsales, vice-presidente e diretor comercial da marca, a presença no evento reforça o compromisso da Bransales em estar próxima do produtor rural, entendendo suas necessidades e oferecendo soluções que aumentam a produtividade e a eficiência no campo.

“A Show Rural Coopavel é um espaço estratégico para o diálogo com o agricultor e para demonstrar, na prática, como novas tecnologias em pneus podem impactar o desempenho da lavoura e a rentabilidade das operações”, destaca João Gonsales.

Destaques da Bransales

Pneus para equipamentos agrícolas durante o evento: para colheitadeiras e tratores, o pneu Bransales 18.4-34 12 Lonas TT R-1 666 (Aro 34) oferece estrutura diagonal robusta, barras alternadas na banda de rodagem e tecnologia que reduz vibrações e acúmulo de resíduos. É um pneu diagonal de 12 lonas (12PR), classificado como TT (Tube Type – com câmara de ar) e com desenho R-1. O resultado é melhor dirigibilidade, conforto operacional, desgaste uniforme da banda de rodagem e tração em terrenos secos. Além disso, o pneu conta com barras longas e curtas alternadas, dispostas lateralmente para reduzir vibrações horizontais e verticais e minimizar o chamado efeito de galope.

O pneu Bransales 30.5L-32 16 Lonas PK-319 TL HD (Aro 32) também foi projetado para equipamentos agrícolas de grande porte. Com estrutura reforçada e capacidade de carga de 5.450 kg por pneu e 16 lonas (HD – Heavy Duty), o modelo se destaca pela alta resistência e desempenho em terrenos variados, garantindo tração superior e estabilidade mesmo em operações intensas no campo.

Para terrenos fora de estrada, o pneu Bransales Gripking 23.1-30, 16 Lonas TT R-1 HD (Aro 30) foi desenvolvido para oferecer máximo desempenho. Com design R-1 HD (Heavy Duty), o modelo combina durabilidade e tração superior, garantindo limpeza máxima e resistência ao deslizamento lateral. Projetado para fornecer energia ao solo, com 16 lonas (TT – Tubetype/com câmara), oferece robustez e suporte para cargas pesadas.

Os pneus agrícolas Bransales são fabricados com alta tecnologia e rigoroso padrão de qualidade, em parceria com especialistas da Ásia e América do Norte. “Nosso foco é combinar desempenho e custo-benefício, entregando ao agricultor produtos de alta resistência”, reforça João Gonsales.

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30/01/2026 0 Comentários
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Tecnologia

Mecanização impulsiona produção de tomate no Brasil e fortalece competitividade da agricultura familiar

Por Redação 29/01/2026
Escrito por Redação

Mecanização impulsiona produção de tomate no Brasil e fortalece competitividade da agricultura familiar

A produção de tomate no Brasil segue impulsionada pela modernização das lavouras e pelo avanço da mecanização agrícola. A produção brasileira é estimada em 4,4 milhões de toneladas, com valor de produção de R$ 9,9 bilhões, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), consolidando o tomate entre as principais hortaliças da pauta agrícola nacional.

Os estados de Goiás e São Paulo permanecem como os principais polos produtores, com a maior parte da produção voltada ao mercado brasileiro. Ainda assim, as exportações apresentam avanço consistente, especialmente para o Mercosul.

A adoção de máquinas agrícolas, insumos de alta eficiência e práticas de manejo mais precisas tem sido decisiva para o desempenho do setor. Em um cenário de margens pressionadas pela volatilidade de preços e pelo aumento dos custos de produção, a mecanização se consolida como um dos principais vetores de competitividade da cadeia do tomate.

Nesse contexto, a Agritech, pioneira na indústria brasileira ao fabricar linhas de tratores, microtratores e implementos agrícolas voltadas para a agricultura familiar, tem desempenhado um papel essencial nesse avanço, fornecendo máquinas projetadas para melhorar a produtividade e reduzir custos operacionais.

As soluções da empresa atendem especialmente pequenos e médios produtores, que respondem por parcela relevante da produção de tomate no país e enfrentam o desafio de produzir mais com maior eficiência.

“A mecanização deixou de ser uma tendência e passou a ser uma necessidade para o produtor de hortaliças. No tomate, ela permite otimizar operações como preparo de solo, plantio, manejo e colheita, contribuindo para ganhos de produtividade e maior previsibilidade de resultados”, avalia o gerente de Vendas e Marketing da Agritech, Cesar Roberto Guimarães de Oliveira.

O trator certo para a agricultura familiar

Entre as opções mais presentes no campo, Oliveira ressalta o AGT-75 Cultivo Cabinado, equipado com motor Perkins aspirado de quatro cilindros, enquadrado no padrão MAR I, com potência de 75 cavalos.

O equipamento dispõe de câmbio com 24 marchas para avanço e 24 para ré, aliado a reversor, o que amplia a precisão das operações e contribui para maior eficiência no consumo de combustível.

O modelo também é preparado para operar com biodiesel B10, o que reforça seu desempenho ambiental e ajuda a otimizar os custos da atividade agrícola.

“Em um mercado cada vez mais competitivo e pressionado por eficiência, a mecanização se consolida como um dos pilares do crescimento da tomaticultura no Brasil, e a Agritech se destaca por ser a parceira certa do agricultor familiar”, conclui Oliveira.

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29/01/2026 0 Comentários
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Vendas de tratores e colheitadeiras recuam no primeiro bimestre
Show Rural CoopavelTecnologia

Massey Ferguson apresenta novos tratores no Show Rural Coopavel

Por Redação 29/01/2026
Escrito por Redação

Massey Ferguson apresenta novos tratores no Show Rural Coopavel

A Massey Ferguson marca presença no Show Rural Coopavel, que acontece de 9 a 13 de fevereiro em Cascavel (PR), apresentando novidades em seu portfólio de tratores. Entre os destaques da feira estão o lançamento do trator MF 8S Xtra, com avanços em eficiência operacional e agricultura de precisão, as novas versões dos tratores MF 4700 e o novo modelo da série MF7700 Dyna 6, o MF 7718, desenvolvidas com foco em robustez, simplicidade e custo-benefício.

“O Show Rural Coopavel é um evento estratégico para apresentar soluções que nascem da escuta ativa do produtor. Nosso portfólio evolui para atender produtores que buscam máquinas confiáveis, simples e eficientes para o uso diário”, destaca Lucas Zanetti, gerente de Marketing de Produto da Massey Ferguson.

MF 8S Xtra

Principal lançamento da marca na feira, o trator MF 8S Xtra chega ao mercado como uma evolução da consagrada série MF 8S, incorporando novo design e tecnologias que ampliam a disponibilidade da máquina no campo, o conforto do operador e a sustentabilidade das operações.

Entre os principais diferenciais está a hélice reversível, que permite a limpeza automática com acionamento direto na cabine, reduzindo o acúmulo de impurezas no capô e contribuindo para melhor desempenho térmico do motor, especialmente em operações de colheita de grãos.

Outro destaque é o novo design, que proporciona melhor visibilidade ao operador, mais conforto, maior rendimento operacional e aprimoramentos no acesso e na manutenção. Além disso, conta com tecnologia avançada, que contribui para maior sustentabilidade e redução do custo operacional.

O MF 8S Xtra está disponível nas potências de 265 cv, 285 cv e 305 cv, com a transmissão já renomada Dyna-VT (CVT), mantendo o exclusivo conceito Protect-U, com vão de 24 cm entre motor e cabine. Esse sistema reduz drasticamente o ruído (68Db), calor e vibrações, melhorando o conforto, a visibilidade de 360° e a eficiência do motor com ar mais frio.

Novas versões MF 4700

A Massey Ferguson também apresenta a nova versão base do trator MF 4700, desenvolvida para produtores que buscam um trator versátil, robusto e de fácil operação, especialmente em atividades de citros e pecuária.

O modelo mantém os atributos consagrados da linha 4700, com motor AGCO Power, gerenciamento eletrônico, turbo e intercooler, garantindo eficiência no consumo de combustível. A transmissão 12×12 com reversor mecânico favorece operações que exigem trocas frequentes de direção, além de oferecer simplicidade operacional e alta disponibilidade no campo.

Com capacidade de levante de 3.000 kg, vazão hidráulica de 65 litros por minuto e cabine com visibilidade 360°, o MF 4700 versão base atende uma ampla gama de implementos e se posiciona como uma solução que oferece desempenho, robustez e custo-benefício.

MF 7718 Dyna 6

Outro destaque da feira é o novo modelo da série MF 7700 Dyna-6, o MF 7718, com motorização de seis cilindros e potência de 180 cv, desenvolvido para produtores que demandam força contínua, eficiência operacional e custo-benefício.

Equipado com transmissão Dyna-6 (24×24), o modelo oferece trocas automáticas de marcha e alto desempenho em diferentes aplicações. O trator já sai de fábrica preparado para piloto automático, com predisposição hidráulica, permitindo a evolução tecnológica conforme a necessidade do cliente.

O sistema hidráulico com vazão de 150 litros por minuto foi dimensionado para atender implementos exigentes, como plantadeiras pneumáticas. O MF 7718 estará disponível em três versões — grãos, cana-de-açúcar e arrozeiro — reforçando a proposta de soluções ajustadas às diferentes realidades regionais do agronegócio brasileiro.

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29/01/2026 0 Comentários
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Embarques de soja em grão devem atingir 3,2 milhões de toneladas em janeiro
Mercado

Embarques de soja em grão devem atingir 3,2 milhões de toneladas em janeiro

Por Redação 28/01/2026
Escrito por Redação

Embarques de soja em grão devem atingir 3,2 milhões de toneladas em janeiro

Os embarques de soja em grão devem atingir 3,231 milhões de toneladas em janeiro, contra 1,124 milhão de igual mês do ano passado, indicam projeções da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).

As exportações de farelo devem alcançar 1,776 milhão de toneladas em janeiro, contra 1,643 milhão do mesmo mês de 2024. Já os embarques de milho devem chegar a 3,392 milhões de toneladas em janeiro, contra 3,185 milhões de igual mês do ano passado.

Fonte: Datagro

28/01/2026 0 Comentários
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Infraestrutura portuária gera prejuízo de R$ 66,1 milhões a exportadores de café em 2025
Mercado

Infraestrutura portuária gera prejuízo de R$ 66,1 milhões a exportadores de café em 2025

Por Redação 28/01/2026
Escrito por Redação

Infraestrutura portuária gera prejuízo de R$ 66,1 milhões a exportadores de café em 2025

De acordo com levantamento realizado pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) junto a seus associados, as empresas exportadoras registraram um prejuízo de R$ 4,631 milhões com o não embarque de 1.475 contêineres – equivalentes a 486.303 sacas de 60 kg – estufados com café em dezembro de 2025 devido à infraestrutura defasada nos principais portos do país.

“Filas de caminhões, pátios lotados, falta de berços, rolagens de cargas, atrasos e alterações de escalas de navios geraram esses prejuízos milionários com armazenagens adicionais, pré-stacking e detentions”, explica o diretor técnico da entidade, Eduardo Heron.

Com a inclusão dos números de dezembro, o levantamento aponta que os exportadores tiveram um gasto extra de R$ 66,1 milhões com o não embarque de café no acumulado dos 12 meses de 2025 em função desse cenário.

“Na média mensal, 55% dos navios tiveram atrasos ou alterações de escala e 1.824 contêineres estufados com café – 601.819 sacas – deixaram de ser exportados a cada mês, o que fez com que o Brasil deixasse de receber US$ 2,640 bilhões – R$ 14,670 bilhões – como receita cambial em 2025”, revela o diretor técnico do Cecafé.

Segundo ele, a movimentação e os embarques gerais recordes nos portos, anunciados pelas autoridades públicas, dificultam o entendimento sobre o atual cenário de esgotamento e prejuízos causados aos diversos setores, pois esses resultados do comércio exterior como um todo “mascaram” os desafios enfrentados pelos exportadores, principalmente os do segmento de cargas conteinerizadas.

“Não é apenas o café que enfrenta esses entraves na infraestrutura portuária para realizar seus embarques, mas todas as cargas que dependem de contêineres, conforme apuramos com as lideranças de outros setores, como açúcar e algodão, entre outros. É preciso que nossos governantes tenham ciência dessa realidade e dos prejuízos enfrentados ao cumprimento dos recordes para que executem políticas públicas adequadas para tentar sanar, com celeridade, os gargalos, estimulando diversificação de modais de transporte, ampliando a oferta de capacidade de pátio e berços nos terminais portuários, assim como o aprofundamento de calados para o recebimento de grandes embarcações, por exemplo. Somente assim o país deixará de perder bilhões de dólares em receita”, explica.

Heron recorda que, no final de 2024, a Associação Comercial de Santos (ACS) promoveu um encontro entre a Autoridade Portuária de Santos (APS) e associações representantes do setor de café (Cecafé), algodão (ANEA), açúcar (AEXA) e produtos originários de árvores (IBÁ), oportunidade em que essas entidades setoriais do agronegócio, que utilizam contêineres para o embarque de suas cargas, puderam relatar suas dificuldades e prejuízos ao serviço público.

“Naquela ocasião, foi possível perceber que os desafios logísticos com o esgotamento da infraestrutura portuária de Santos não afetavam apenas o café, mas também outros setores importantes para o porto santista”, lembra.

No exemplo do café – completa –, o não embarque do produto por causa da infraestrutura portuária defasada implica em menor renda, inclusive, para os produtores brasileiros.

“O Brasil é o país que mais repassa o valor Free on Board (FoB) da exportação a seus cafeicultores, a uma média superior a 90% nas últimas safras. Dessa forma, o não embarque de café devido aos gargalos logísticos não representam apenas menor receita cambial e prejuízos aos exportadores, mas, também, menos receita aos cafeicultores, que se dedicam arduamente, enfrentando os desafios que a atividade possui, como as adversidades climáticas e custos de produção elevados, para que possamos entregar a todos os continentes os melhores e mais diversos cafés sustentáveis aos nossos clientes”, comenta.

O diretor técnico do Cecafé menciona, ainda, que, de 2016 a 2025, as exportações do agronegócio brasileiro registraram um crescimento de 72%, saltando de 158,9 milhões para 273,1 milhões de toneladas, conforme dados do AgroStat do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), apresentando uma taxa de crescimento médio anual de 6%.

“Se mantido esse cenário de evolução do agro e os investimentos em infraestrutura seguirem de forma morosa e burocrática, o comércio exterior brasileiro seguirá acumulando prejuízos e o país continuará perdendo competitividade e oportunidades”, conclui.

Heron projeta que a expectativa é ainda mais negativa com a possibilidade de judicialização do leilão do Tecon Santos 10 devido a uma recomendação infundada e sem evidências, com base em especulações hipotéticas — segundo consta no relatório da área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) —, proferida pelo ministro revisor da Corte e acompanhada por alguns de seus pares, que restringiu a participação ampla de armadores e deverá atrasar muito mais a tão esperada oferta da capacidade de pátio e berço no porto santista.

“Nossa expectativa é que a parceria firmada entre Imetame Porto Aracruz e Hanseatic Global Terminals (HGT), subsidiária do armador holandês Hapag-Lloyd, atraia cargas de café e outros segmentos para o Estado do Espírito Santos, visando desafogar o Porto de Santos e mitigar os prejuízos aos exportadores cafeeiros, que enfrentam dificuldades para consolidarem seus embarques. E, para tal, o Cecafé seguirá empenhando esforços para buscar diminuir os riscos e prejuízos ao comércio exportador de café do Brasil”, finaliza Heron.

Raio-x dos atrasos

Em dezembro de 2025, 52% dos navios, ou 187 de um total de 361 embarcações, tiveram atrasos ou alteração de escalas nos principais portos do Brasil, conforme o Boletim Detention Zero (DTZ), elaborado pela startup ElloX Digital em parceria com o Cecafé.

O Porto de Santos, que respondeu por 78,7% dos embarques de café entre janeiro e dezembro de 2025, registrou um índice de 65% de atraso ou alteração de escalas de navios, o que envolveu 105 do total de 162 porta-contêineres. O tempo mais longo de espera no mês retrasado foi de 82 dias no embarcadouro santista.

É válido destacar que a queda de 20% nas exportações dos cafés do Brasil reduziu a pressão e a tensão no porto do litoral paulista, mas ainda há grandes desafios e contêineres parados aguardando para conseguirem embarques.

Também em dezembro, somente 4% dos procedimentos de embarque tiveram prazo maior do que quatro dias de gate aberto por navios no porto santista. Outros 58% possuíram entre três e quatro dias e 38% tiveram menos de dois dias.

O complexo portuário do Rio de Janeiro (RJ), o segundo maior exportador dos cafés do Brasil, com 17,7% de participação nos embarques em 2025, teve índice de atrasos de 41% no mês retrasado, com o maior intervalo sendo de 13 dias entre o primeiro e o último deadline. Esse percentual indica que 52 dos 127 navios destinados às remessas do produto sofreram alteração de escalas.

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