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Renegociação de dívidas do agro: entenda as regras da MP 1.376
Mercado

Pronaf supera 1 milhão de contratos de crédito rural em seis meses

Por Redação 27/01/2026
Escrito por Redação

Pronaf supera 1 milhão de contratos de crédito rural em seis meses

Entre julho e dezembro, o Plano Safra alcançou 1.183.669 operações de crédito, com crescimento de 20% em relação ao mesmo período da safra 2024/2025 e de 40% na comparação com a safra 2022/2023, totalizando R$ 40,2 bilhões contratados pelo Plano Safra da Agricultura Familiar 2025/2026 (Pronaf).

Além da expansão do volume de recursos, os dados indicam melhor distribuição do crédito rural, com aumento da participação de agricultores de menor renda, mulheres, jovens e beneficiários de linhas voltadas à agroecologia, à bioeconomia e à inclusão produtiva.

Para o secretário de Agricultura Familiar e Agroecologia, Vanderley Ziger, os resultados dos primeiros meses do Plano Safra indicam a consolidação de um modelo de política pública com impacto direto no campo, consolidando a centralidade do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) na política de crédito rural voltada à agricultura familiar.

“Os resultados desses primeiros meses do Plano Safra mostram que o Pronaf deixou de ser apenas um instrumento de crédito. Estamos ampliando o acesso ao financiamento, chegando a quem mais precisa, fortalecendo a produção de alimentos, promovendo inclusão social e levando mais dignidade e qualidade de vida para as famílias do campo. Esse é um caminho consistente de desenvolvimento rural sustentável, com geração de renda e redução das desigualdades”, destaca.

Crédito ampliado 

A ampliação do crédito na região Norte do país é um dos destaques deste início de safra. A região registrou 57,8 mil contratos, aumento de 80,6% no número de operações em relação à safra passada, com R$ 3,3 bilhões financiados, crescimento de 9,9% no valor contratado. O resultado reflete o esforço de ampliar o alcance do Pronaf e garantir que o crédito chegue a regiões menos atendidas.

No recorte nacional, linhas estratégicas apresentaram crescimento significativo, em comparação à safra 2024/2025. O Pronaf Agroecologia registrou alta de 102,2% nas operações e 73% no valor financiado, chegando a R$ 7,3 milhões, fortalecendo sistemas produtivos sustentáveis e a transição agroecológica. Já o Pronaf B, voltado às famílias de menor renda, teve aumento de 60,1% no número de operações, alcançando 731.722 contratos e crescimento de 52% no volume financiado, que chegou a R$ 5,1 bilhões.

Os resultados evidenciam impactos diretos na vida das famílias agricultoras. No Pronaf B, as operações destinadas a instalações sanitárias já somam 84 mil contratos, com R$ 252 milhões financiados, garantindo acesso ao saneamento básico e mais dignidade no meio rural. Já os quintais produtivos agroecológicos, conduzidos majoritariamente por mulheres, alcançaram 22 mil operações, com R$ 429 milhões contratados.

A ampliação do acesso ao crédito por mulheres e jovens é outro eixo central no Plano Safra. A linha Pronaf Jovem registrou expansão inédita de 1.555% no volume financiado, saltando de R$ 518 mil para R$ 8,6 milhões. Já as mulheres representam, neste Plano Safra atual, 42% das operações realizadas em todas as linhas. Os dados espelham o caráter inclusivo da política de crédito e seu papel no fortalecimento da autonomia econômica e produtiva no meio rural.

O acesso ao crédito também avançou entre públicos historicamente excluídos. Os povos indígenas registraram aumento de 49,7% nas operações, com R$ 56,6 milhões financiados, crescimento de 76,7% no valor contratado. Entre os pescadores artesanais, o número de contratos cresceu 179,9%, alcançando R$ 127,7 milhões, enquanto os extrativistas registraram aumento de 39% nos contratos, com R$ 8,28 milhões financiados, crescimento de 69,6% em relação à safra anterior.

O Pronaf Floresta apresentou crescimento de 81,3% nas operações e de 85% no volume financiado, enquanto o Pronaf Semiárido e o Pronaf Bioeconomia reforçaram o apoio à convivência com o clima, à produção sustentável e ao uso responsável dos recursos naturais.

Mecanização na agricultura familiar

Na safra atual, foram ampliadas as condições para aquisição de máquinas de pequeno porte, com aumento do limite de financiamento, ampliação da faixa de renda atendida e redução das taxas de juros, contribuindo para a democratização do acesso à tecnologia e o fortalecimento da indústria nacional voltada à agricultura familiar.

Os resultados destes primeiros seis meses também mostram que a modernização está chegando no campo pelo Programa Mais Alimentos, com o financiamento de máquinas, equipamentos e implementos agrícolas, que chegou a R$ 8 bilhões no volume contratado e ampliação de 39,2% no número de contratos (de 151 mil para 208 mil operações).

O resultado indica a ampliação do acesso a equipamentos de pequeno porte, mais acessíveis e compatíveis com as propriedades familiares. Entre os destaques estão o financiamento de estufas para cultivo protegido, que passaram de 10 mil para 28 mil contratos (alta de 169%).

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27/01/2026 0 Comentários
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Yanmar apresenta equipamentos da linha agrícola em versões cabinadas no Show Rural
EmpresasTecnologia

Yanmar apresenta equipamentos da linha agrícola em versões cabinadas no Show Rural

Por Redação 27/01/2026
Escrito por Redação

A Yanmar, multinacional japonesa fabricante de máquinas e soluções compactas para diversos setores da indústria brasileira, entre eles, o agrícola e de construção civil, confirma sua participação no Show Rural Coopavel, que acontece de 9 a 13 de fevereiro, em Cascavel (PR).

Durante o evento, a empresa apresentará seu portfólio de equipamentos voltados à alta performance, versatilidade e eficiência para o produtor rural brasileiro. No estande da Yanmar, os visitantes poderão conhecer soluções integradas que acompanham todas as etapas da produção agrícola .

Na linha de tratores Solis, a marca apresenta modelos que atendem desde pequenas propriedades até operações mais robustas. Entre os destaques está o Solis 26 SS 6×2, eleito Trator do Ano 2019/2020, que conta com 24 cv de potência e se destaca pela versatilidade em aplicações que exigem um equipamento estreito e baixo. O modelo é amplamente utilizado em operações de manutenção agrícola, pulverização em culturas adensadas — tanto anuais, como tomate e vagem, quanto perenes, como café, uva, pêssego e caqui — além de estufas e instalações agropecuárias, como aviários e currais.

Ainda na mesma família, o Solis 26 XL 9×9 combina design moderno com alta versatilidade operacional, oferecendo uma transmissão 9F + 9R, torque máximo de 75,2 Nm e opções variadas de rodados, que ampliam sua aplicação em diferentes segmentos e tipos de terreno. Já o Solis 60 entrega 60 cv de potência e forte desempenho na preparação de solo, favorecido pela grande distância entre eixos, que aumenta a tração e reduz a possibilidade de empinamento. O modelo conta ainda com embreagem dupla de dois estágios, ideal para operações com roçadeiras e ensiladeiras, permitindo interromper o deslocamento do trator sem desligar a tomada de potência.

Projetado para culturas perenes e adensadas, o Solis 75 Narrow Cabinado reúne características como largura reduzida, conforto operacional e alto desempenho. Equipado com motor turbo de elevado torque em baixas rotações, o modelo é indicado para aplicações que exigem potência na TDP, como trituradores e turbo atomizadores. O trator conta ainda com TDP Econômica, TDP Proporcional, tração dianteira auxiliar e sistema hidráulico com capacidade de levante de até 2.500 kg, além de duas válvulas de controle remoto.

Com foco em fruticultura e cafeicultura, o Solis 90 Narrow alia porte compacto a alto desempenho. Mesmo em dimensões reduzidas, o modelo possui motor turbo de alto torque, garantindo eficiência em implementos que demandam potência constante. O trator se diferencia pela opção de TDP Econômica, TDP Proporcional com inversão da rotação em marcha ré e sistema hidráulico com capacidade de 2.500 kg, oferecendo mais produtividade e economia de combustível no dia a dia.

Lançamentos na versão cabinada

O trator YM 347 lançado em 2022, será apresentado pela primeira vez ao público em sua versão cabinada. O modelo é projetado para atender principalmente as culturas de café e frutas, e também de aves, e se destaca no mercado pelos diferenciais competitivos.

Com fabricação 100% Yanmar, o modelo é mais econômico e promete eficiência e conforto ao operador. O trator conta com 47.6 cv de potência e motor Yanmar 4TNV88. 

Além dele, a marca também apresentará em primeira-mão o Solis 105 Cabinado, trator de maior potência do portfólio da marca. Equipado com motor 4 cilindros turbo com intercooler e 107 cv, o modelo entrega força e eficiência para operações mais exigentes.

Sua transmissão ITAT 12×12, aliada ao levante hidráulico Mita com capacidade de 3.500 kg e dois cilindros auxiliares, proporciona versatilidade no uso de implementos agrícolas. O conforto do operador também é um diferencial, com ajuste de altura do volante, iluminação em LED e sistema de engate rápido nos braços inferiores, reguladores e estabilizadores.

A colheitadeira YH 880 em sua versão cabinada é outro destaque. Com a plataforma perfurada, que facilita a passagem e eliminação de impurezas, o modelo garante uma limpeza mais rápida e eficaz do material colhido. O debulhador, componente essencial no processo de separação dos grãos, também já vem preparado de fábrica para a colheita de milho, ampliando as possibilidades de uso do equipamento para diferentes culturas.

O radiador com tela autolimpante reduz de forma significativa o acúmulo de resíduos, evitando paradas frequentes para manutenção, garantindo maior desempenho e durabilidade. Além disso, a colheitadeira possui uma caixa redutora de rotação do rotor, recurso que permite ao operador ajustar a velocidade conforme a cultura trabalhada, assegurando melhor adaptação às condições de campo e preservação da qualidade dos grãos.

No segmento de máquinas de construção civil, a Yanmar apresenta a ViO17, que se destaca pelo peso operacional de 1.740 kg, motor de 10,1 kW e profundidade de escavação de 2.200 mm, além do exclusivo sistema de abertura e fechamento de esteiras, que reduz o acúmulo de resíduos e facilita a manutenção. Já a ViO27 combina estabilidade avançada, sistema hidráulico otimizado e o conceito de Verdadeiro Giro Zero, oferecendo mais produtividade e segurança em espaços reduzidos.

A ViO33C chega ao mercado com peso operacional de até 3,4 toneladas e motor Yanmar 3TNV88-ESBV2, de 18,9 kW, aliando eficiência de combustível e conformidade com as normas de emissão. O modelo conta com engate rápido hidráulico de dupla trava, linha hidráulica adicional com vazão ajustável e recursos como monitor LCD colorido e modos Eco e de desaceleração automática. Com proposta semelhante, a ViO38 amplia o desempenho com peso operacional de até 3,7 toneladas e largura maior, mantendo o conceito de giro zero de traseiro e alta versatilidade para diferentes aplicações.

Voltada a operadores profissionais, a ViO55C se destaca pelo baixo consumo de combustível, conforto e durabilidade, oferecendo potência de 36,1 kW e capacidade de concha de 0,16 m³. Já o modelo SV100C combina potência de 54,7 kW e peso operacional de 9.825 kg, entregando rendimento de trabalho comparável a escavadeiras de maior porte, com diferenciais exclusivos das miniescavadeiras Yanmar, como deslocamento lateral da lança, lâmina frontal e sistema de inversão mecânica de comandos.

Complementando o portfólio apresentado no Show Rural Coopavel, a Yanmar expõe soluções em motores e geração de energia. O motor Yanmar 3TNV70-ASA, fabricado no Japão, possui três cilindros, seis válvulas e potência de 22,2 cv, sendo indicado para aplicações em miniescavadeiras, empilhadeiras e tratores de diferentes marcas. 

Na linha de grupos geradores, o destaque é o YBG28TE, equipamento de uso profissional com potência de até 27,5 kVA, acionado por motor Yanmar 4TNV98GGE, refrigerado a água. O gerador conta com alternador WEG eletrônico tipo brushless, frequência de 60 Hz e painel completo de instrumentos, atendendo às demandas de fazendas, construções, indústrias, comércios e residências.

“A participação no Show Rural Coopavel é estratégica, pois nos permite estar próximos dos produtores, entender suas demandas e apresentar soluções completas que contribuem diretamente para o aumento da produtividade no campo”, destaca Anderson Oliveira, gerente Comercial da Yanmar South America. “Nosso portfólio foi pensado para atender desde pequenas propriedades até operações mais complexas, sempre com foco em eficiência, durabilidade e inovação”, finaliza.

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27/01/2026 0 Comentários
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Capacidade de armazenagem agrícola cresce 1,1% e chega a 233,8 milhões de toneladas
EmpresasTecnologia

Termometria de precisão já é prática no pós-colheita, na armazenagem de grãos

Por Redação 27/01/2026
Escrito por Redação

A termometria de precisão deixou de ser uma promessa futura e passou a integrar, na prática, os sistemas modernos de armazenagem de grãos. Esse avanço está diretamente ligado à automação e ao uso de dados confiáveis para orientar decisões operacionais, especialmente no acionamento da aeração.

Nesse contexto, a estação meteorológica e o sensor plenum exercem papel central. Enquanto a estação fornece informações contínuas sobre o ambiente externo, o sensor plenum indica as condições reais do ar insuflado nos silos após o início da aeração. Essa combinação garante uma leitura precisa do cenário em que o grão está inserido.

Dados como temperatura e umidade do ar, volume e status de chuva, pressão atmosférica, vento e ponto de orvalho — obtidos pela estação meteorológica e associados a informações de previsão via satélite, disponíveis em tempo real no portal DEEPCE — criam a referência necessária para que o sistema interprete corretamente os dados e saiba quando iniciar ou interromper a aeração de forma adequada.

Essas informações são fundamentais para tornar as decisões automatizadas mais eficientes na armazenagem.

“A precisão da termometria depende da qualidade do dado que serve de referência para o sistema operar”, explica Everton Rorato, diretor comercial da PCE Engenharia. “Quando o ambiente externo e a condição real do ar insuflado são bem monitorados, o sistema consegue decidir com mais segurança o melhor momento para ligar ou não a aeração.”

Na prática, a integração entre dados externos e internos permite identificar as janelas mais adequadas do dia para a operação, normalmente associadas a períodos de menor temperatura e condições mais favoráveis do ar. O cruzamento dessas informações evita acionamentos desnecessários e melhora o desempenho do sistema de aeração.

A automação passa, então, a atuar de forma mais precisa: pode resfriar a massa de grãos, manter a temperatura estável ou realizar aeração localizada para combater focos de aquecimento. O resultado é maior controle térmico, preservação da qualidade do grão e redução de riscos durante o período de armazenagem.

Além dos ganhos técnicos, a termometria de precisão associada à estação meteorológica gera impactos diretos na operação. A menor necessidade de intervenção manual reduz custos com mão de obra dedicada exclusivamente ao monitoramento, enquanto o uso mais racional da aeração contribui para a redução do consumo de energia elétrica.

Ao tornar as medições mais confiáveis e as decisões mais assertivas, a termometria de precisão consolida-se como uma ferramenta essencial no pós-colheita moderno, alinhando eficiência operacional, qualidade do produto armazenado e competitividade para produtores e armazenadores.

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27/01/2026 0 Comentários
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Exportações de arroz crescem 13% em 2025, com receita de US$ 457 milhões
Mercado

Exportações de arroz crescem 13% em 2025, com receita de US$ 457 milhões

Por Redação 26/01/2026
Escrito por Redação

Exportações de arroz crescem 13% em 2025, com receita de US$ 457 milhões

O Brasil exportou 1,5 milhão de toneladas de arroz em 2025, com receita de US$ 457 milhões. Os números representam um aumento de 13% em volume e redução de 18% em valor na comparação com o ano anterior. Senegal, Venezuela e México foram os principais destinos do cereal. Os dados foram compilados pela Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), a partir de levantamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Considerando somente o arroz beneficiado — aquele que passa por processos industriais para retirada da casca e do farelo —, foram exportadas 953 mil toneladas no último ano, o que representa uma redução de 6% em volume e de 31% em valor frente a 2024.

Diretor de Assuntos Internacionais da Abiarroz, Gustavo Trevisan explica que o aumento da oferta de arroz proveniente da Índia, após a derrubada da suspensão das exportações pelo governo indiano, levou os preços do arroz asiático aos níveis mais baixos dos últimos anos, impactando a competitividade.

“Enquanto a Ásia concluiu sua colheita no fim de 2024 e passou a ofertar volumes elevados a preços mais baixos, o arroz brasileiro manteve custos mais altos e não conseguiu acompanhar essa dinâmica de oferta global em 2025, especialmente diante da forte atuação da Índia”, avalia Trevisan. “Também enfrentamos dificuldades logísticas, como fretes elevados, e entraves comerciais que limitaram o acesso a mercados estratégicos”.

Por meio do projeto de exportação Brazilian Rice, realizado pela Abiarroz em parceria com a ApexBrasil, a entidade vem intensificando missões e agendas internacionais, no intuito de contribuir para a abertura de novos mercados.

“É uma estratégia de médio e longo prazo, focada em relacionamento institucional, abertura de canais e construção de confiança com mercados-chave”, afirma Trevisan. “Em 2026, o cenário internacional seguirá desafiador, com incertezas em relação à Venezuela e às políticas comerciais dos Estados Unidos, que podem impactar a dinâmica global”, conclui.

Importações têm queda

Em relação às importações, foi registrada queda, tanto em volume quanto em valor. De janeiro a dezembro, foram 1,3 milhão de toneladas adquiridas, com desembolso de US$ 390 milhões. A redução foi de aproximadamente 9% e 42%, respectivamente. O arroz importado é majoritariamente beneficiado. Paraguai, Argentina e Uruguai foram os países que mais exportaram para o Brasil no último ano.

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26/01/2026 0 Comentários
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Mercado

Zoneamento de Risco Climático da cana-de-açúcar é revisado e atualizado

Por Redação 26/01/2026
Escrito por Redação

Zoneamento de Risco Climático da cana-de-açúcar é revisado e atualizado

O Ministério da Agricultura e Pecuária publicou as portarias com o novo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura da cana-de-açúcar em sequeiro para produção de etanol e açúcar e também para outros fins. A nova versão é a primeira após a revogação do Zoneamento Agroecológico da Cana (ZAE cana), ocorrida em 2019.

O Zarc da cana-de-açúcar havia sido atualizado pela última vez em 2018. Nesta nova versão, além de incluir a avaliação dos municípios até então com restrição de recebimento de financiamento público pelo ZAE Cana, os pesquisadores da Embrapa utilizaram uma metodologia atualizada do cálculo de riscos, avaliando um número maior de classes de solo. A série temporal climática também foi atualizada, pegando o período entre 1992 e 2022.

Um dos responsáveis pelo novo Zarc da cana, o pesquisador da Embrapa Agricultura Digital Santiago Cuadra, explica que mesmo com a liberação dos municípios da Amazônia e Pantanal, as alterações foram pequenas.

“A análise de risco tem uma certa correlação com a análise de aptidão que foi feita no ZAE. Teve alteração, sobretudo nos municípios de transição entre Cerrado e Amazônia, mas não teve uma mudança expressiva regionalmente. A maior parte dos municípios da Amazônia seguem fora do Zarc por causa do excesso de chuva”, afirma.

Cuadra explica que a cana-de-açúcar para produção de etanol e açúcar depende de um período de cerca de seis meses sem chuvas para realização da colheita, o que não ocorre na maior parte da Amazônia. As altas temperaturas no Pantanal também inviabilizam a cultura no bioma.

“Alguns municípios de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul que têm a maior parte do território fora do Pantanal foram incluídos, mas outros, com percentual maior no bioma ficaram fora.”

Já o Zarc de cana para outros fins, que incluem produção de cachaça, melaço e forragem para alimentação animal, todas atividades mais ligadas à agricultura familiar, teve uma ampliação de abrangência, com restrição apenas no semiárido nordestino, pela escassez hídrica, e em alguns municípios mais altos de Santa Catarina e do sul de Minas Gerais. A cana-de-açúcar não é indicada para regiões com ocorrência frequente de geadas.

Concentração no Centro-Sul

A área ocupada pela cana-de-açúcar no Brasil variou entre 9,1 e 10,2 milhões de hectares nos últimos dez anos. A maior contração está nos estados da região Centro-Sul, com destaque para São Paulo, que concentra 50% das lavouras do país. Goiás, com 11% e Minas Gerais, com 10%, são segundo e terceiro com maior área plantada com a cultura.

A nova versão do Zarc da cana-de-açúcar definiu as melhores regiões para cultivo, classificando em três níveis de risco de perdas: 20%, 30%, 40% e acima de 40%, quando não há a recomendação de plantio. A avaliação de risco levou em conta a capacidade de armazenamento de água do solo, o regime de chuvas no município e o ciclo da cultura.

A determinação do risco considerou a probabilidade de obtenção de produtividade superior a 65 toneladas por hectare, considerando um açúcar total recuperado (ATR) de referência de 135kg por tonelada de colmo, a ocorrência de geada durante o ciclo e a probabilidade de ocorrência de escassez ou excesso de chuva.

Além das duas portarias atualizadas agora, há ainda o Zarc para cana-de-açúcar em áreas irrigadas. Estas portarias foram publicadas em 2022 e seguem válidas e atuais.

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26/01/2026 0 Comentários
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Mecanização rural amplia produtividade e fortalece a agricultura familiar na Bahia
Tecnologia

Mecanização rural amplia produtividade e fortalece a agricultura familiar na Bahia

Por Redação 23/01/2026
Escrito por Redação
cana-de-açúcar - Mecanização rural amplia produtividade e fortalece a agricultura familiar na Bahia

Um dos diferenciais da política de mecanização rural é a introdução de tratores equipados com tecnologia de telemetria, que permite o monitoramento remoto do desempenho e da operação dos equipamentos por até cinco anos // Foto: Marta Medeiros

A mecanização rural tem papel estratégico para o fortalecimento da agricultura familiar. Em 2025, a entrega de máquinas e equipamentos agrícolas pelo governo da Bahia a associações, cooperativas e prefeituras municipais reduziu o esforço físico do trabalho no campo e ampliou a capacidade produtiva de milhares de famílias agricultoras em diferentes regiões do estado.

A iniciativa é executada pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), com recursos provenientes de emendas parlamentares. Foram entregues tratores e diversos implementos agrícolas, como carretas, escavadeiras, plantadeiras, grades aradoras, roçadeiras hidráulicas, tanques-pipa e veículos tipo pick-up, beneficiando municípios de 21 Territórios de Identidade da Bahia.

Entre as organizações contempladas está a Cooperativa de Trabalho Urbano e Rural de Campo Alegre de Lourdes (COOPSERCAL), que recebeu um trator com implementos agrícolas. Segundo o presidente da cooperativa, Antônio José dos Passos Filho, o equipamento trouxe ganhos imediatos para os agricultores. “O trator reduziu a necessidade de mão de obra e garantiu mais eficiência no preparo do solo, no deslocamento dos produtos e no transporte de materiais como areia e madeira”, destacou.

No município de Laje, a Associação da Gameleira também foi beneficiada com um trator, que resultou em economia direta para os agricultores. “Antes, os associados precisavam pagar cerca de R$ 120 por hora pelo aluguel de máquinas. Agora temos um equipamento moderno, que facilita o preparo da terra e o carregamento da colheita, reduzindo o esforço físico e aumentando a produtividade”, explicou o tratorista Júnior Medrado.

Já a Cooperativa de Fruticultura Irrigada de Paramirim (COOFIPA) recebeu quatro plantadeiras, o que trouxe mais eficiência ao plantio. Para o presidente da entidade, Zilton Santos Silva, os resultados superaram as expectativas. “Houve melhora no controle da quantidade de sementes, na adubação, no espaçamento e no alinhamento. O aproveitamento das sementes é muito maior, o que impacta diretamente na produtividade”, afirmou.

Entre 2023 e 2025, o Governo da Bahia ampliou os investimentos em mecanização rural, com a entrega de mais de 620 tratores com implementos agrícolas, 320 máquinas forrageiras com reboque, 46 retroescavadeiras e 30 kits de irrigação, com capacidades entre 0,5 e 2 hectares. Os equipamentos fortalecem o preparo do solo, o plantio, a colheita e outras etapas do processo produtivo da agricultura familiar.

Inovação e tecnologia

Um dos diferenciais da política de mecanização rural é a introdução de tratores equipados com tecnologia de telemetria, que permite o monitoramento remoto do desempenho e da operação dos equipamentos por até cinco anos.

O sistema possibilita o acompanhamento do consumo de combustível, localização, tempo de uso e envio de alertas de manutenção preventiva, contribuindo para uma gestão mais eficiente e para o aumento da vida útil dos equipamentos.

Capacitação para uso dos equipamentos

A política pública também inclui a qualificação dos beneficiários, por meio do Curso de Operação e Manutenção Preventiva em Tratores Agrícolas, oferecido pela CAR. A formação garante o uso adequado, seguro e duradouro dos equipamentos, com conteúdos sobre manutenção preventiva, operação segura, cuidados técnicos, prática de campo, cálculo da hora-máquina e modelos de gestão da mecanização agrícola.

Para o diretor-presidente da CAR, Jeandro Ribeiro, a mecanização rural representa um avanço estrutural para o rural baiano. “Não se trata apenas de entregar máquinas. Estamos garantindo acesso à mecanização para quem historicamente não teve essa oportunidade. Com a telemetria e a capacitação, damos um salto em tecnologia, eficiência e gestão, fortalecendo de forma estruturante a agricultura familiar da Bahia”, afirmou.

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23/01/2026 0 Comentários
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Mercado

CNA defende desconto nas tarifas de energia para agricultura irrigada

Por Redação 23/01/2026
Escrito por Redação

CNA defende desconto nas tarifas de energia para agricultura irrigada

A Comissão Nacional de Irrigação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu, na quarta (21), para discutir as ações prioritárias para 2026. A agenda deste ano tem como um dos temas centrais os descontos tarifários de energia para agricultura irrigada e aquicultura.

As tarifas especiais constam na consulta pública 209/2025, que o Ministério de Minas e Energia (MME) abriu no dia 26 de dezembro, estabelecendo diretrizes para a continuidade da concessão de subsídio tarifários para as duas atividades.

O presidente da Comissão, David Schmidt, destacou a importância da consulta pública, que tem como objetivo estabelecer diretrizes para garantir às unidades consumidoras das classes rural de irrigação e aquicultura o direito a um desconto especial na tarifa de energia elétrica durante um período diário de até 8 horas e 30 minutos.

Ele ressaltou, no entanto, o impasse em torno da proposta, uma vez que a definição desse período não pode ficar condicionada exclusivamente aos horários de menor demanda do sistema elétrico ou às necessidades operacionais do setor elétrico, devendo considerar também os critérios técnicos e produtivos da atividade agropecuária.

De acordo com a minuta, o consumidor terá apenas 30 dias para se manifestar formalmente sobre a escala de horário pretendida, prazo que, na avaliação da CNA, não é razoável e desconsidera a realidade dos consumidores rurais, além de depender fortemente da efetividade da comunicação das concessionárias.

“A experiência recente da própria Aneel demonstra que processos semelhantes exigem prazos mais amplos: no recadastramento de irrigantes e aquícolas previsto na Resolução nº 1.000, mesmo com comunicação antecipada, houve falhas relevantes na transmissão de informações, dificuldades de acesso aos canais de atendimento e até perda indevida de descontos”, afirmou Schmidt.

Na avaliação da CNA, repetir essa lógica com um prazo significativamente menor amplia o risco de prejuízos irreversíveis aos produtores, “transferindo ao consumidor o ônus de problemas regulatórios e de comunicação já conhecidos, quando o objetivo deveria ser garantir adesão consciente, informada e segura às novas regras”, ressaltou o presidente da comissão.

A CNA, as federações de agricultura estaduais e associações de irrigantes estão levantando contribuições para o documento, que tem prazo para envio até dia 27 de janeiro.

“Queremos assegurar ao produtor o direito de escolher o que é mais adequado para a sua atividade, com base no manejo agrícola e nas necessidades produtivas de cada cultura. Também estamos buscando mecanismos para garantir que o produtor não seja prejudicado por falhas de comunicação do setor elétrico ou das concessionárias, evitando a perda do direito ao desconto em razão de incompatibilidades entre o horário disponibilizado e a realidade produtiva”, concluiu David Schmidt.

Ações para 2026

A assessora técnica Jordana Girardello apresentou outras ações previstas para este ano, com temas voltados para o fortalecimento da irrigação e da segurança hídrica, com foco na tramitação de projetos de reservação de água, regulamentação da Lei de Irrigação, criação do Conselho Nacional de Irrigação, reconhecimento da barragem como utilidade pública e consolidação do Plano Nacional de Irrigação.

O plano também prevê a manutenção de subsídios à irrigação, o apoio a projetos de lei em tramitação e a inclusão da demanda do setor no planejamento elétrico, buscando melhorias na transmissão e distribuição de energia para atender as áreas irrigadas.

Na área de recursos hídricos, as ações envolvem a minuta de reuso de água, a outorga de água subterrânea, a revisão da resolução de cobrança do CNRH, além do fortalecimento do cadastro e da segurança de barragens. Nos Polos de Agricultura Irrigada, estão previstas a revisão de prioridades e a implementação de um modelo de gestão, como projeto piloto.

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Venda de máquinas cai 15,6% em janeiro e Abimaq já prevê retração em 2026
Mercado

Safra de grãos 2025/26 deve alcançar 353,1 milhões de toneladas, aponta Faesp

Por Redação 23/01/2026
Escrito por Redação

Safra de grãos 2025/26 deve alcançar 353,1 milhões de toneladas, aponta Faesp

Relatório do Departamento Técnico da Faesp, com base no quarto levantamento da Conab, indica que a produção brasileira de grãos na safra 2025/26 está estimada em 353,1 milhões de toneladas, praticamente estável em relação ao ciclo anterior, com crescimento de apenas 0,3%. A área cultivada prevista neste novo levantamento é de 83,8 milhões de hectares, 2,6% superior à área consolidada no ciclo anterior.

A cultura do trigo apresentou nova redução de área em 2025, cerca de 20% inferior à de 2024, atingindo o menor nível desde 2020. Mesmo assim, a produtividade média aumentou cerca de 25%, elevando a produção nacional para 7,9 milhões de toneladas, 0,2% abaixo do volume do ano anterior.

No mercado doméstico, os preços permaneceram firmes no primeiro semestre, mas recuaram a partir de maio, pressionados pelo avanço da semeadura, pelos estoques elevados e pelo cenário internacional que intensificou a queda nos preços devido aos estoques globais elevados com a safra mundial recorde.

Entre os cultivos de verão, o desempenho das lavouras é considerado satisfatório na maior parte do país, especialmente no Centro-Oeste e Sudeste. No Sul, chuvas irregulares afetam principalmente o milho de primeira safra no Rio Grande do Sul. Ainda assim, a previsão para a produção nacional da primeira safra de milho foi mantida em 25,9 milhões de toneladas, 3,8% superior à safra anterior.

Em relação à soja, a semeadura está praticamente concluída e a colheita já avança em algumas regiões. A área de cultivo foi revisada para 48,7 milhões de hectares, uma expectativa de crescimento de 2,8% em relação ao ciclo anterior, e a produtividade estimada permanece próxima à do ciclo passado em função das chuvas de dezembro que favoreceram as regiões produtoras. Com isso, a produção nacional de soja deve alcançar 176,1 milhões de toneladas, aumento de 2,7% em relação à safra anterior.

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Mercado

Recursos das CPR atingiram R$ 121 bilhões entre julho e dezembro de 2025

Por Redação 22/01/2026
Escrito por Redação

Recursos das CPR atingiram R$ 121 bilhões entre julho e dezembro de 2025

Os recursos captados por meio das Cédulas de Produto Rural (CPR), destinados ao custeio da safra 2025/2026, atingiram R$ 121,9 bilhões, um aumento de 30% em comparação ao mesmo período do ano anterior. As CPR consideradas nessa contabilização são apenas aquelas emitidas por produtores rurais em favor das instituições financeiras e que são contabilizadas no cumprimento das exigibilidades de aplicação das LCA’s e da poupança rural.

Os dados são da edição 01/2026 do Boletim de Desempenho do Crédito Rural, divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). No período observado, o crédito rural registrou crescimento nos recursos contratados.

O volume total de recursos contratados, sem considerar o Pronaf, entre julho e dezembro de 2025, atingiu R$ 284,08 bilhões, representando crescimento de 3% em relação aos R$ 275,18 bilhões contratados no mesmo período de 2024.

Outro destaque foi o crescimento de 43% nos recursos contratados para industrialização, totalizando R$ 17,6 bilhões.

A participação da CPR no total do crédito concedido evoluiu de 34%, para 45%.

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Produção de soja está estimada em 180,4 milhões de toneladas, diz Abiove
Mercado

Consultoria reduz projeção para a safra 2025/26 de milho do Brasil

Por Redação 22/01/2026
Escrito por Redação

Consultoria reduz projeção para a safra 2025/26 de milho do Brasil

A Datagro Grãos divulgou nesta semana seu novo relatório mensal com levantamento para a safra 2025/26 de milho do Brasil, trazendo alguns pequenos ajustes em relação ao relatório de dezembro, sobretudo para a safra de inverno, que acabam refletindo na produção total esperada do país. A nível Brasil, a estimativa para a área plantada com milho de verão na safra 2025/26 foi mantida em 4,091 milhões de hectares, o que configura um aumento de 6% ante a temporada anterior.

A consultoria, no entanto, ajustou a produtividade esperada de 6.732 kg/ha para 6.725 kg/ha, o que resultou num leve corte da estimativa de produção de 27,541 para 27,511 milhões de toneladas, um volume ainda 7% maior do que o colhido na safra 2024/25.

Milho de inverno

Quanto ao milho de inverno, que começa a ser semeado agora em janeiro, os reajustes foram um pouco mais acentuados. A projeção para a área plantada saiu de 18,867 milhões de hectares no relatório de dezembro para 18,762 milhões de hectares no atual – apesar do corte, a nova área esperada ainda está 1% acima da observada na temporada passada.

A produtividade média esperada, por outro lado, subiu de 6.077 kg/ha para 6.091 kg/ha. Com isso, devem ser colhidos na segunda safra 114,282 milhões de toneladas de milho, volume 0,3% abaixo do projetado em dezembro e 3,0% menor do que o registrado na safra 2024/25.

Total das duas safras

Somando a primeira e a segunda safra, o Brasil deverá colher 141,793 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26, volume 1% menor em comparação à temporada anterior, aponta a nova projeção da Datagro Grãos. A estimativa de dezembro era de 142,201 milhões de toneladas.

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