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ExpointerTecnologia

LS Tractor apresenta nova série MT3 e amplia portfólio de máquinas na Expointer

Por Redação 26/08/2026
Escrito por Redação

LS Tractor apresenta nova série MT3 e amplia portfólio de máquinas na Expointer

A LS Tractor chega à Expointer 2026 com uma estratégia voltada à renovação de seu portfólio e à ampliação das opções de mecanização para diferentes perfis de produtores. Entre as principais novidades da marca está a apresentação, em primeira mão, da nova série MT3, composta por modelos de 50 cv e 65 cv, além da presença da série Plus PRO, lançada recentemente no mercado brasileiro.

A Expointer será realizada de 29 de agosto a 6 de setembro, em Esteio, no Rio Grande do Sul, ocupa uma posição estratégica no calendário da LS Tractor. 

Segundo Felippe Vieira, diretor comercial da LS Tractor, por sua história e relevância, a Expointer é um dos principais encontros do agronegócio. “É uma feira multissetorial, que aproxima o campo da cidade e reúne produtores, empresas e toda a cadeia produtiva. Por isso, sempre buscamos levar novidades e reforçar nossa presença no evento”, afirma.

Novidades 

A grande novidade da LS Tractor será a apresentação da nova série MT3. Com modelos de 50 cv e 65 cv, a linha foi desenvolvida para atender atividades agrícolas que exigem equipamentos compactos, ágeis e capazes de operar em áreas com espaço restrito. “Os modelos são indicados para aplicações como parreirais, pomares, aviários e outras atividades que demandam mecanização em locais com limitações de circulação e manobra”, destacou Vieira.

Mesmo com dimensões compactas, a série MT3 incorpora tecnologias e recursos voltados ao conforto e à eficiência operacional. A proposta é oferecer ao produtor uma alternativa para ampliar a mecanização de atividades em propriedades que possuem áreas de difícil acesso para máquinas de maior porte.

Série Plus PRO reforça o portfólio

Outro destaque da marca durante a Expointer será a nova série Plus PRO, apresentada ao mercado durante a Agrishow 2026, realizada em Ribeirão Preto (SP). A linha conta com modelos de 80 cv a 105 cv e chega para substituir a consagrada série Plus. Os novos tratores utilizam motorização Perkins e transmissão LS, combinando componentes reconhecidos pelo mercado com a tecnologia desenvolvida pela fabricante sul-coreana.

A chegada das novas séries faz parte da estratégia da empresa de ampliar e atualizar continuamente sua linha de produtos, buscando atender diferentes necessidades de mecanização no campo. Atualmente, a LS Tractor possui 11 diferentes modelos produzidos no Brasil, com diversas configurações e potências que variam de 25 cv a 150 cv, abrangendo mais de 70% do mercado brasileiro de máquinas agrícolas.

Crédito e investimentos 

Além das novidades em produtos, a LS Tractor acompanha com expectativa positiva as perspectivas de ampliação dos investimentos no setor agrícola. O Plano Safra 2026/27 prevê R$ 525,1 bilhões em crédito rural para a agricultura empresarial, com R$ 140,2 bilhões destinados a investimentos. Para a agricultura familiar, a previsão é de R$ 85,2 bilhões em recursos para operações do Pronaf, incluindo modalidades voltadas à mecanização.

Programas como Moderfrota, Pronamp e Inovagro estão entre as alternativas disponíveis para apoiar investimentos e modernização das propriedades rurais. Além das linhas tradicionais de crédito, a LS Tractor também trabalha com alternativas próprias para facilitar o acesso do produtor à mecanização, entre elas o Consórcio Nacional LS Tractor.

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Empresas

AGCO e TNC Brasil impulsionam a recuperação de 40 mil hectares de pastagens degradadas no Cerrado

Por Redação 25/08/2026
Escrito por Redação

AGCO e TNC Brasil impulsionam a recuperação de 40 mil hectares de pastagens degradadas no Cerrado

A parceria entre a AGCO, pela atuação da AGCO Agriculture Foundation (AAF), e a The Nature Conservancy Brasil (TNC) demonstra que é possível fortalecer a produção agropecuária no Cerrado de forma sustentável. Por meio de duas frentes complementares, recuperação de pastagens degradadas e restauração da vegetação nativa, a iniciativa apoia 30 produtores rurais em mais de 40 mil hectares com assistência técnica, diagnósticos e recomendações para melhorar o desempenho das áreas produtivas.

Em 11 mil hectares de pastagens, práticas sustentáveis foram implementadas diretamente com apoio técnico especializado. Nas demais áreas, os produtores receberam diagnósticos e recomendações para orientar ações de restauração da vegetação nativa e adequação ambiental. Esses resultados estão alinhados à construção de governança local e articulação interinstitucional, demonstrando o potencial de um modelo em que produtividade e conservação avançam de forma integrada e consolidando bases concretas para que sejam ampliadas no curto prazo.

Desenvolvida em Mato Grosso, a iniciativa combina assistência técnica, capacitação e acompanhamento contínuo das propriedades rurais para apoiar os produtores na adoção de práticas de agricultura regenerativa. Entre as atividades desenvolvidas estão a recuperação da saúde do solo, a restauração de pastagens, a integração entre lavoura e pecuária, o manejo eficiente da água e o monitoramento de indicadores que permitem avaliar a evolução dos sistemas produtivos.

Além do acompanhamento técnico nas propriedades rurais, a parceria também contribuiu na formação e disseminação do conhecimento. Uma Unidade Demonstrativa instalada na Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), em Nova Xavantina, já capacitou mais de 200 participantes em temas relacionados à saúde do solo, integração lavoura-pecuária e agricultura regenerativa. Do total de participantes, 66,8% eram homens, 32,7% mulheres e 47% jovens, evidenciando a participação de diferentes perfis na formação e na disseminação de práticas inovadoras no campo.

As atividades de capacitação também incluíram a realização de quatro dias de campo, que reuniram produtores rurais, estudantes e profissionais do setor para compartilhar experiências e apresentar os resultados da adoção de técnicas regenerativas. A iniciativa também envolveu 15 recém-graduados em atividades de assistência técnica, contribuindo para a formação de novos profissionais preparados para apoiar a transição para sistemas produtivos mais sustentáveis.

Os resultados observados nas propriedades participantes demonstram, na prática, os benefícios da adoção de sistemas produtivos regenerativos. Em Nova Xavantina (MT), uma propriedade de pecuária leiteira registrou aumento de 27% na produtividade de leite após três anos de recuperação de pastagens e aprimoramento do manejo do rebanho, diversificando a renda e otimizando o uso da terra.

Em Ribeirão Cascalheira (MT), um produtor elevou a taxa de lotação animal de 0,8 para 1,17 Unidade Animal por hectare (UA/ha) ao longo de três anos de acompanhamento técnico, por meio de ajustes de manejo animal e técnicas de manejo sustentável da pastagem para recuperação pastagens degradadas, demonstrando que é possível produzir mais e restaurar a terra simultaneamente. Já em outra propriedade de Nova Xavantina, a taxa de lotação passou de 0,4 para 1 UA/ha em apenas um ano de assistência técnica, aumentando a produção na área já utilizada para a atividade. Entre as principais técnicas de reforma das pastagens, destacam-se a utilização de bioinsumos, compostagem e pó de rocha, pois tornam os sistemas ainda mais regenerativos.

Para Marcelo Traldi, gerente geral da AGCO, os resultados mostram como a combinação entre conhecimento técnico, planejamento e práticas regenerativas pode contribuir para recuperar áreas degradadas, aumentar a produtividade e fortalecer a sustentabilidade da pecuária no Cerrado. “Na AGCO, acreditamos que inovação e sustentabilidade caminham juntas. A parceria com a TNC reforça nosso compromisso em ampliar o acesso ao conhecimento e às soluções que ajudam os produtores a evoluir seus sistemas produtivos, combinando maior eficiência, conservação dos recursos naturais e resiliência no campo”, destaca o executivo.

“O marco de mais de 40 mil hectares em processo de transição para modelos regenerativos traduz o potencial de transformação de iniciativas ancoradas em ciência, assistência técnica e engajamento dos produtores. O Cerrado tem um papel estratégico para a conservação da biodiversidade aliada à manutenção e aprimoramento da capacidade produtiva, e parcerias como a construída com a AGCO são fundamentais para ampliar a adoção de sistemas produtivos regenerativos e gerar impacto positivo em escala”, afirma Julia Mangueira, Diretora de Conservação para o Cerrado.

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Tecnologia

John Deere anuncia acordo para distribuição de produtos da CMAK Agro Forest

Por Redação 25/08/2026
Escrito por Redação

John Deere anuncia acordo para distribuição de produtos da CMAK Agro Forest

A John Deere acaba de anunciar um acordo de distribuição com a CMAK Agro Forest, empresa brasileira focada em soluções inovadoras de silvicultura.

Nos termos da colaboração, a CMAK será responsável pela fabricação das plantadoras florestais e irrigadores de mudas, enquanto a John Deere fará a distribuição dos equipamentos, marcando mais um passo na estratégia da empresa de ampliar seu portfólio de soluções mecanizadas para o setor florestal.

“Este movimento estratégico nos permite entregar um ecossistema ainda mais completo e integrado ao produtor”, afirma Mary Pat Tubb, vice-presidente global da divisão Florestal da John Deere. “As tecnologias da CMAK ajudarão os clientes da John Deere a conduzir e manter seus projetos de reflorestamento com muito mais agilidade e eficiência.”

A princípio, os equipamentos serão distribuídos somente por meio da unidade Florestal da John Deere no Brasil, com previsão de expansão a mercados adicionais no futuro.

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25/08/2026 0 Comentários
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Medida Provisória autoriza renegociação dívidas rurais; saiba regras
Mercado

CMN flexibiliza uso de recursos para renegociar dívidas rurais

Por Redação 25/08/2026
Escrito por Redação

LS Tractor - CMN flexibiliza uso de recursos para renegociar dívidas rurais

Em vigor desde o fim de julho, a renegociação especial de dívidas dos produtores rurais será facilitada. Nesta segunda-feira (24), o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou uma resolução que flexibiliza o uso de recursos obrigatórios pelos bancos e cooperativas de crédito para quitar ou reduzir débitos contratados originalmente com outras fontes de financiamento, segundo informações da “Agência Brasil”.

A medida está relacionada à renegociação de dívidas rurais autorizada pela Medida Provisória 1.376/2026 e busca resolver uma dificuldade que vinha limitando a atuação das instituições financeiras.

O que mudou

Os bancos são obrigados a destinar uma parcela dos recursos captados em depósitos à vista para determinadas finalidades. Atualmente, 31,5% dos depósitos à vista são destinados ao crédito rural.

Antes da decisão do CMN, esses recursos só poderiam ser usados para renegociar operações que tivessem sido contratadas originalmente com a mesma fonte de recursos. Na prática, isso restringia a quantidade de dívidas que cada instituição financeira conseguia renegociar.

Com a mudança, os recursos obrigatórios poderão ser utilizados para liquidar ou amortizar operações contratadas originalmente com outras fontes. A exceção são as operações vinculadas aos fundos constitucionais.

Dessa forma, um banco passa a ter mais liberdade para usar os recursos obrigatórios disponíveis para ajudar na renegociação de dívidas rurais, mesmo quando o financiamento original não veio daquela mesma fonte.

A regra anterior determinava que as instituições considerassem os saldos das fontes de recursos apurados em 22 de julho. Segundo o Ministério da Fazenda, esse mecanismo dificultava a operacionalização e o controle das renegociações.

Limite de 40%

A flexibilização, porém, tem um limite. Os agentes financeiros poderão usar até 40% da exigibilidade do ano-safra em renegociações.

A exigibilidade é, de forma simplificada, a parcela dos recursos que as instituições financeiras são obrigadas a destinar a determinadas modalidades de crédito.

O teto de 40% foi estabelecido para evitar que os recursos destinados ao crédito rural sejam consumidos em grande parte pelo refinanciamento de dívidas. A intenção é preservar dinheiro também para novos empréstimos aos produtores.

Juros das operações

Poderão ser utilizados recursos direcionados não controlados ou recursos livres não controlados, respeitando as taxas de juros previstas para as renegociações.

Os juros ficarão entre 5% e 12% ao ano, conforme o nível de perdas comprovado pelo produtor rural.

A taxa, portanto, não será necessariamente a mesma para todos. A situação de cada produtor e a comprovação das perdas influenciarão as condições da renegociação.

Mais bancos

A medida também pode ampliar o número de instituições financeiras capazes de participar da renegociação das dívidas rurais.

Em 14 de agosto, o Ministério da Fazenda distribuiu R$ 25,8 bilhões em limites de equalização entre dez instituições financeiras.

A equalização é um mecanismo usado pelo governo para compensar instituições financeiras pela diferença entre o custo de captação dos recursos e os juros cobrados em determinadas operações.

Com a nova regra, bancos que não receberam limites de equalização naquela distribuição também poderão participar das renegociações usando os recursos obrigatórios.

Quem recebeu menos

A mudança também beneficia instituições que receberam um limite de equalização menor do que o necessário para atender à demanda de seus clientes.

Esses bancos poderão usar até 40% das exigibilidades dos recursos obrigatórios para complementar os valores destinados à renegociação.

Na prática, a medida amplia a capacidade das instituições financeiras de atender produtores que buscam reorganizar suas dívidas, sem retirar totalmente os recursos que precisam continuar disponíveis para novos financiamentos rurais.

Efeito esperado

O objetivo central da decisão do CMN é destravar as renegociações de dívidas rurais.

Ao permitir que mais fontes de recursos sejam utilizadas e ao ampliar a quantidade de instituições que podem participar das operações, o governo espera facilitar a repactuação dos débitos.

Ao mesmo tempo, o limite de 40% procura equilibrar os dois objetivos: ajudar produtores endividados a reorganizar suas dívidas e preservar recursos para que o sistema financeiro continue concedendo novos créditos rurais.

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ExpointerTecnologia

Jacto incorpora novos equipamentos no portfólio de drones agrícolas

Por Redação 25/08/2026
Escrito por Redação

LS Tractor - Jacto incorpora novos equipamentos no portfólio de drones agrícolas

A Jacto apresenta na Expointer, de 29 de agosto a 6 de setembro, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), a ampliação de seu portfólio de drones agrícolas. Em parceria com a empresa DJI desde 2024, a companhia passa a oferecer o novo drone agrícola T55 e o drone agrícola T100 com bateria dupla, solução que amplia o tempo de voo e proporciona maior autonomia para operações em grandes áreas.

“Os novos equipamentos se unem aos modelos já distribuídos pela Jacto, os drones agrícolas T70, T25P e o drone de imageamento Mavic 3M, ampliando a oferta de soluções para diferentes perfis de operação no campo. Com tecnologias voltadas para pulverização, distribuição de sólidos e transporte de cargas, os modelos reforçam a estratégia da Empresa de disponibilizar equipamentos que combinam eficiência operacional, precisão e versatilidade”, afirma o gerente de planejamento de produtos da Jacto, Rodrigo Madeira.

O modelo T55 é um drone agrícola leve e intuitivo, projetado para operações individuais de pulverização, distribuição de sólidos e transporte aéreo de cargas. Com capacidade de 50 L para pulverização, 55 kg para distribuição de sólidos e carga útil de até 40 kg no sistema de elevação, pode ser transportado, montado e operado por uma única pessoa.

O equipamento atinge velocidade máxima de 72 km/h, vazão de até 50 L/min na pulverização e taxa de descarga de até 400 kg/min na distribuição de sólidos, oferecendo alta eficiência operacional. Também incorpora radar de ondas milimétricas, sistema de visão quádrupla e algoritmos aprimorados que garantem maior segurança, desvio inteligente de obstáculos e operação confiável mesmo sob chuva, neblina ou baixa luminosidade.

Já o drone T100 com Bateria Dupla foi desenvolvido para aumentar a eficiência e a produtividade no tratamento de grandes áreas agrícolas. Com duas baterias inteligentes, o tempo de voo é ampliado em 50% para a mesma carga, proporcionando maior autonomia e operações contínuas.

No sistema de distribuição de sólidos oferece capacidade de carga útil de 100 kg com vazão de até 400 kg/min. No sistema de elevação e transporte de carga a capacidade é de até 80 kg. Na configuração com bateria dupla, o sistema de pulverização opera com tanque de 90 L e vazão de até 40 L/min podendo ser configurado com 2 modelos de sistema de pulverização, garantindo versatilidade e eficiência em diferentes aplicações agrícolas.

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Mercado

Safra maior de cana amplia oferta de etanol e pressiona preços

Por Redação 24/08/2026
Escrito por Redação

Safra maior de cana amplia oferta de etanol e pressiona preços

Antes de chegar à bomba, o etanol passa por uma cadeia que começa no campo e depende diretamente da produtividade e dos custos enfrentados pelo produtor rural. Encontrado recentemente por cerca de R$ 2,99 em alguns postos de Belo Horizonte, o valor do combustível reflete um cenário de maior oferta, refletindo a recuperação da produção de cana-de-açúcar e o avanço do etanol de milho.

Em Minas Gerais, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima uma produção de 82,5 milhões de toneladas de cana na safra 2026/27, alta de 7,0% em relação à temporada anterior. O resultado esperado combina aumento da área cultivada e recuperação da produtividade dos canaviais.

“Cada canavial tem suas características próprias. Depende da localização, do clima, do solo, da insolação e do regime de chuvas. Não existe uma fórmula única para obter alta produtividade”, explica o produtor Humberto de Campos Maciel, de Pompéu e integrante da Comissão Técnica de Cana-de-Açúcar da Faemg.

Nesta safra, as condições climáticas contribuíram para uma perspectiva positiva em diferentes regiões produtoras. Segundo Humberto, as chuvas foram intensas e bem distribuídas, favorecendo o desenvolvimento dos canaviais. A expectativa, segundo ele, é de uma safra nacional entre 5% e 7,5% maior que a anterior, podendo alcançar entre 640 milhões e 650 milhões de toneladas de cana.

O cenário positivo que se reflete nos postos de gasolina, no entanto, convivem com preços pressionados e custos elevados de produção. O valor pago na bomba não é o mesmo recebido pelo produtor. Entre a propriedade rural e o consumidor estão a indústria, o transporte, a distribuição, os tributos e outros agentes que compõem a cadeia.

“A remuneração da cana é influenciada, entre outros fatores, pelo preço do açúcar no mercado internacional. A queda das cotações na Bolsa de Nova York pressionou o valor do ATR, indicador utilizado na remuneração da cana, enquanto fertilizantes e outros insumos ficaram mais caros”, diz Humberto.

Produção e tecnologia

Nesse cenário, a tecnologia tem papel importante na busca por eficiência. A escolha de variedades mais produtivas e resistentes, o manejo adequado do solo, a aplicação mais precisa de fertilizantes, a irrigação e o uso de sistemas orientados por satélite estão entre as estratégias adotadas pelos produtores.

No plantio em curvas de nível orientadas por satélite, por exemplo, a tecnologia também pode ser utilizada na colheita. O sistema permite que as máquinas sigam o planejamento definido para o canavial, reduzindo danos às raízes e favorecendo um aproveitamento mais eficiente da planta.

A irrigação é outro recurso que pode ampliar a produtividade e prolongar a vida útil do canavial. Segundo Humberto, a combinação de diferentes tecnologias e práticas de manejo já permite, em determinadas regiões, dobrar a produtividade, passando de 80 para 160 toneladas por hectare.

Planejamento e assistência técnica

Para alcançar maior produtividade, porém, não basta ter acesso à tecnologia. É preciso saber onde e como aplicá-la. A analista de agronegócio do Sistema Faemg Senar, Nathália Rabelo, destaca que o planejamento deve considerar as características específicas de cada propriedade.

“Cada canavial exige uma estratégia. A análise do solo, a escolha das variedades, o manejo nutricional e o acompanhamento de pragas e doenças precisam estar alinhados às condições da propriedade. A assistência técnica ajuda a transformar essas informações em decisões mais eficientes”, explica.

Esse acompanhamento também contribui para o controle dos custos e para o uso mais preciso de insumos, fatores importantes em um momento de margens mais apertadas para o produtor.

Do campo à bomba

O desempenho dos canaviais tem reflexos sobre a disponibilidade de matéria-prima e, consequentemente, sobre o mercado de etanol. A recuperação da produção de cana ocorre em um momento de maior oferta do combustível, também favorecida pelo crescimento do etanol produzido a partir do milho.

Na última semana, o mercado apresentou sinais de reação. Segundo levantamento da consultoria Datagro, o preço do etanol hidratado ao produtor em São Paulo subiu 8,2%, chegando a R$ 2,1955 por litro. O etanol anidro avançou 6,6%, para R$ 2,5078.

“O preço do etanol está relacionado à variação entre oferta e demanda. E, por trás desse combustível, existe uma cadeia produtiva complexa e um trabalho técnico realizado diariamente pelo produtor de cana”, conclui Nathália.

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BNB contrata 52% a mais na agricultura familiar e supera R$ 8,6 bi em financiamentos
Mercado

Após sequência de recordes, número de pessoas no agro recua no 1º trimestre

Por Redação 24/08/2026
Escrito por Redação

Após sequência de recordes, número de pessoas no agro recua no 1º tri

O número de pessoas trabalhando no agronegócio brasileiro somou 27,79 milhões no primeiro trimestre de 2026, com pequena baixa de 1% (o que corresponde a uma redução de 267.298 trabalhadores) frente ao mesmo período do ano anterior, conforme apontam pesquisas realizadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). Ressalta-se que essa retração é verificada após uma trajetória de sucessivos recordes.

Segundo pesquisadores do Cepea, esse movimento acompanhou a retração do mercado de trabalho brasileiro como um todo, que apresentou taxa de desocupação de 6,1% no período. Nesse contexto, os trabalhadores do agronegócio representaram 25,73% da população ocupada no Brasil no primeiro trimestre de 2026, participação inferior à verificada no primeiro trimestre de 2025 (26,33%) e também abaixo da registrada no último trimestre do ano passado (26,03%).

A retração no número de trabalhadores nos três primeiros meses de 2026 está atrelada sobretudo à diminuição observada nos agrosserviços (de -2,9%, ou 307.994 trabalhadores), segmento que respondeu pela maior parcela da queda, seguida pelas agroindústrias (-3,1%, ou 148.527 trabalhadores) e pelos insumos (-1,2%, ou 3.756 trabalhadores). Em sentido contrário, o segmento primário registrou crescimento de 2,5%, com acréscimo de 189.979 trabalhadores, atenuando parcialmente a redução da ocupação no agronegócio.

Perfil

Na comparação entre os primeiros trimestres de 2026 e de 2025, houve redução dos empregados sem carteira assinada (-3,6%, ou 147,4 mil pessoas), dos empregados com carteira assinada (-1,2%, ou 115,8 mil pessoas), dos empregadores (-5,2%, ou 55,8 mil pessoas) e dos trabalhadores familiares auxiliares (-5,0%, ou 68,5 mil pessoas). Em contraste, os trabalhadores por conta própria apresentaram crescimento de 1,8%, com acréscimo de aproximadamente 120,2 mil pessoas. Pesquisadores do Cepea indicam que esse resultado atenuou parcialmente a retração observada nas demais categorias, mas foi insuficiente para impedir a redução da ocupação total do setor.

Em relação à escolaridade, houve diminuição do número de trabalhadores sem instrução (-1,4%, ou 16,0 mil pessoas), com ensino fundamental (-1,9%, ou 191,4 mil pessoas) e com ensino médio (-1,1%, ou 91,8 mil pessoas). Em sentido contrário, o contingente de trabalhadores com ensino superior cresceu 1,6%, o equivalente a aproximadamente 72,9 mil pessoas. Dessa forma, ainda que a população ocupada total do agronegócio tenha recuado nas duas bases de comparação, manteve-se o avanço relativo dos trabalhadores com maior nível de instrução, dando continuidade ao processo de elevação da escolaridade média da força de trabalho do setor observado ao longo dos últimos anos.

Quanto ao gênero, o contingente de homens ocupados no agronegócio apresentou retração de 1,2% (ou aproximadamente 203,4 mil pessoas) e o de número de mulheres caiu 0,5% (ou cerca de 63,9 mil trabalhadoras). Pesquisadores do Cepea apontam que, embora ambos os grupos tenham registrado redução da população ocupada nas duas bases de comparação, a retração foi relativamente menos intensa entre as mulheres, resultando em um novo avanço de sua participação relativa na força de trabalho do agronegócio e dando continuidade à tendência observada nos últimos anos.

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Tecnologia

Como silos nas fazendas pode salvar margem do produtor no segundo semestre

Por Redação 24/08/2026
Escrito por Redação

Como silos nas fazendas pode salvar margem do produtor no segundo semestre

O descompasso entre a capacidade real de armazenagem e o volume total de grãos colhidos a cada ciclo consolidou-se como um dos principais fatores de instabilidade na comercialização agrícola nacional. O gargalo ganha contornos críticos no segundo semestre com o escoamento simultâneo do milho e do algodão.

Enquanto os Estados Unidos retêm 65% de sua capacidade estática dentro das propriedades rurais, o Brasil armazena apenas 15% na origem, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB). Essa escassez força o produtor a uma venda compulsória logo após a colheita, pressionando as cotações internas no período de pico da oferta.

Segundo Franklin Oliveira, diretor comercial da AGI Brasil, uma das principais fornecedoras de soluções em armazenamento e movimentação de grãos no país, o cenário exige uma análise que vai além do espaço físico.

“O déficit mensurado é mais agudo em regiões de expansão agrícola no segundo semestre, como o Matopiba e o norte de Mato Grosso. O armazenamento planejado protege o produtor contra a oscilação de preços, mas demanda superar barreiras regulatórias locais, garantir eficiência energética e manter a estrita conformidade com as exigências técnicas de certificação”, explica.

Gargalos regulatórios 

Os investimentos privados para consolidar novos projetos nas fazendas enfrentam entraves que vão desde licenças ambientais estaduais até o atendimento à Lei nº 9.973, que regulamenta o Sistema de Certificação de Armazéns do país. Soma-se a isso a necessidade de aportes para adequar as plantas às normas de segurança do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), como a NR-33, voltada para o trabalho em espaços confinados.

Nesse ambiente restritivo, Oliveira explica que o acesso a materiais de alta especificação, como silos construídos com aços de alta resistência estrutural e revestimentos galvanizados superiores, tornou-se determinante para suportar a carga dinâmica de carregamentos contínuos.

“No entanto, para combater o estresse térmico severo no interior do silo, a engenharia de proteção do grão precisa ir além da barreira física do aço”, alerta o diretor. “Se a estrutura de armazenagem não contar com um sistema ativo e automatizado de circulação de ar, a oscilação térmica interna acelera a taxa respiratória do grão, provocando o consumo de matéria seca e a consequente perda real de peso do lote. Projetos de alta performance integram sistemas de termometria digital e ventilação automatizada, permitindo o controle da temperatura e da umidade da massa de grãos, preservando suas características físicas, sanitárias e comerciais e atendendo aos padrões exigidos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e pelo mercado exportador”.

Diante de safras que testam anualmente a eficiência logística nacional, a expansão tecnológica da armazenagem surge como o elo regulador para proteger as margens do agronegócio. “A sustentabilidade financeira da porteira para dentro depende da autonomia de comercialização. E ela só é alcançada quando o produtor dispõe de uma estrutura robusta e capaz de preservar a integridade biológica do seu patrimônio por longos períodos”, conclui o diretor comercial.

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Tecnologia

Sistema Faep lança curso inédito no Brasil sobre escoltas de máquinas agrícolas

Por Redação 21/08/2026
Escrito por Redação

Sistema Faep lança curso inédito no Brasil sobre escoltas de máquinas agrícolas

Desde o final de 2024, máquinas agrícolas podem circular em vias públicas. Isso trouxe um desafio para os produtores rurais, que precisam garantir que esse deslocamento ocorra com segurança. Para atender a essa demanda, o Sistema FAEP lançou um curso inédito no Brasil, voltado à capacitação em escoltas de máquinas agrícolas.

A formação foi desenvolvida após a publicação da Resolução 1.017/2024, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que estabeleceu critérios para o registro e a circulação de tratores e demais máquinas agrícolas em vias públicas. Entre as exigências da norma, está a realização de escolta para máquinas com largura superior a 2,80 metros durante o deslocamento em rodovias.

“A partir dessa resolução, reunimos sindicatos rurais e a Polícia Rodoviária Estadual para construir uma capacitação que permitisse esse trânsito com segurança. A criação do curso atende o campo”, explica o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. “A capacitação é inédita entre os serviços do Senar [Serviço Nacional de Aprendizagem Rural] no Brasil, reforçando o protagonismo do Paraná na busca por soluções voltadas à segurança no meio rural”, complementa.

Embora a nova resolução não estabeleça critérios de capacitação para quem realiza a escolta, exigindo apenas que o condutor seja habilitado e que o veículo esteja em condições regulares de circulação, o Sistema FAEP desenvolveu o curso para auxiliar os agricultores e pecuaristas.

“A preocupação é com quem acompanha essas máquinas. Muitas vezes é o próprio produtor ou seus familiares. Ou seja, se ocorrer um imprevisto, essa pessoa precisa saber como sinalizar a via, orientar os demais motoristas, acionar os órgãos competentes e agir de forma segura”, destaca Meneguette. “O objetivo é garantir que o deslocamento das máquinas aconteça com segurança, reduzindo riscos tanto para o produtor quanto para os demais usuários das rodovias”, acrescenta.

Formação une teoria e prática

O curso possui carga horária de 12 horas, sendo oito horas de conteúdo teórico e quatro horas de atividades práticas. Cinco instrutores do Sistema FAEP passaram por uma capacitação específica para ministrar o treinamento.

Durante as aulas, os participantes recebem orientações sobre direção defensiva, posicionamento correto do veículo de escolta, distâncias de segurança, procedimentos para travessia de rodovias, comunicação entre o operador da máquina e o escoltador, noções de primeiros socorros e protocolos de emergência.

“Abordamos situações do dia a dia, como a distância adequada entre a máquina e o veículo de escolta, como agir em caso de neblina, quando é permitido circular e como proceder se houver uma pane ou um acidente durante o deslocamento”, explica o técnico Maurinei Benedito Igerski, do Departamento de Desenvolvimento da Oferta do Sistema FAEP.

Outro tema tratado na capacitação é a Autorização Especial de Trânsito (AET), documento exigido para a circulação de máquinas com dimensões específicas. Para participar do treinamento, é necessário procurar o sindicato rural da região.

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Tecnologia

IA muda a gestão do agro antes mesmo de transformar o campo, aponta TIVIT

Por Redação 21/08/2026
Escrito por Redação

IA muda a gestão do agro antes mesmo de transformar o campo, aponta TIVIT

A inteligência artificial começa a ocupar um espaço mais relevante na operação do agronegócio brasileiro. Depois de um período marcado por projetos piloto, a tecnologia passa a apoiar decisões relacionadas ao planejamento da produção, logística, manutenção de ativos e gestão de recursos naturais, áreas em que pequenas melhorias operacionais podem representar ganhos significativos de produtividade e eficiência.

Para a TIVIT, multinacional do Grupo Almaviva, a evolução é concreta, mas ainda desigual. Grandes grupos do agronegócio já incorporaram modelos analíticos a diferentes etapas da operação, enquanto outras empresas e produtores ainda precisam organizar seus dados, integrar sistemas e superar limitações de conectividade.

“Existe uma percepção de que a IA transforma primeiro o campo, mas muitas vezes os ganhos aparecem antes na gestão da operação. Quando ela passa a apoiar decisões do dia a dia, a empresa cria uma base sólida para aplicações cada vez mais avançadas”, afirma Daniel Calero, Diretor de Digital, Dados e Inteligência Artificial da TIVIT.

Na manutenção de máquinas, por exemplo, dados de sensores e históricos de funcionamento podem ajudar a identificar sinais de perda de desempenho antes de uma falha. Na logística, modelos analíticos apoiam o planejamento do transporte e a definição de rotas. Já na irrigação, o cruzamento de informações sobre solo, clima e operação pode orientar o uso mais eficiente da água.

Em projetos conduzidos pela TIVIT no agronegócio, a integração de sensores IoT, plataformas de dados e modelos de inteligência artificial, já permitiu reduzir em até 30% as paradas não planejadas de equipamentos, aumentando a disponibilidade dos ativos e a previsibilidade das operações.

Os resultados variam conforme a cultura, o nível de mecanização, as condições climáticas e a maturidade digital de cada operação. Por isso, não existe um único indicador capaz de representar os ganhos da IA no agronegócio. Os ganhos normalmente surgem da soma de melhorias como redução de desperdícios, melhor utilização de insumos, aumento da disponibilidade das máquinas e decisões mais precisas ao longo do ciclo produtivo.

“O maior erro é imaginar que a transformação digital começa pela tecnologia. Ela começa pelo entendimento da operação. Nenhuma tecnologia substitui dados confiáveis, processos bem definidos e conhecimento técnico. Quando essa base existe, a inteligência artificial acelera resultados; quando não existe, ela apenas torna problemas antigos mais sofisticados”, explica Thiago Lourenço, Head de Negócios Digitais da TIVIT.

As aplicações mais avançadas aparecem principalmente em segmentos mecanizados e que geram grandes volumes de dados, como grãos, cana-de-açúcar, florestas plantadas, citricultura e pecuária de grande escala. A expansão de serviços em nuvem, plataformas compartilhadas e modelos por assinatura, porém, também vem ampliando o acesso de pequenos e médios produtores.

A conectividade ainda representa uma limitação importante. Segundo o Indicador de Conectividade Rural, elaborado pela ConectarAGRO em parceria com a Universidade Federal de Viçosa (UFV), a parcela da área passível de uso agrícola com cobertura móvel passou de 18,7%, no fim de 2023, para 33,9% em março de 2025. Entre as principais culturas, a cobertura 4G e 5G alcança 33% da área de soja, 66% da cana-de-açúcar e 69% do café..

Por isso, projetos voltados ao setor precisam funcionar mesmo com comunicação intermitente. Atividades que exigem resposta imediata, como o monitoramento de máquinas, podem ser processadas localmente. Dados históricos, indicadores e análises mais amplas são sincronizados com a nuvem quando a conexão é restabelecida.

Além da busca por produtividade e redução de custos, fatores como rastreabilidade, exigências regulatórias, controle sanitário, sustentabilidade e gestão dos riscos climáticos aceleram os investimentos em digitalização no agronegócio.

“O Brasil reúne escala, diversidade produtiva e conhecimento agronômico para assumir uma posição de destaque na inteligência artificial aplicada ao agro. A tecnologia será cada vez menos um diferencial e cada vez mais uma condição para produzir com eficiência, previsibilidade e competitividade”, conclui Calero.

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