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Brasil exporta recorde de 4,5 milhões de sacas de café em setembro
Mercado

Exportações de café batem recorde para agosto e somam 4,15 milhões de sacas

Por Redação 11/09/2026
Escrito por Redação

Exportações de café batem recorde para agosto e somam 4,15 milhões de sacas

As exportações de café alcançaram 4,15 milhões de sacas de 60 kg em agosto, alta de 31% em relação ao mesmo mês de 2025. O volume é o maior já registrado para o mês. A receita cambial também foi recorde para agosto, com US$ 1,3 bilhão, crescimento de 19,8% na comparação anual, segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

O resultado foi impulsionado principalmente pelo aumento dos embarques de cafés arábica, conilon e robusta. Segundo o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, a entrada dos cafés da nova safra no mercado ocorreu após atrasos na colheita provocados pelas chuvas.

As exportações de conilon e robusta cresceram 53,6% em agosto, para 953.592 sacas. Os embarques de arábica avançaram 25,7%, para 2,8 milhões de sacas. O café solúvel teve alta de 24,3%, com 332.192 sacas exportadas.

Com o resultado de agosto, os embarques no primeiro bimestre da safra 2026/27, iniciado em julho, chegaram a 7,2 milhões de sacas, alta de 21,5% sobre o mesmo período da safra anterior. A receita somou US$ 2,2 bilhões, avanço de 4,1%.

Exportações de café no ano

Entre janeiro e agosto de 2026, o Brasil exportou 25,1 milhões de sacas para 119 países, queda de 1,2% em relação ao mesmo período de 2025. A receita recuou 9,3%, para US$ 8,8 bilhões.

De acordo com Ferreira, o resultado acumulado no ano reflete a menor disponibilidade de café no primeiro semestre, após um período anterior de embarques elevados, além do atraso na chegada dos cafés da nova safra.

As chuvas durante a colheita, especialmente em julho, retardaram a entrada dos cafés arábica no mercado. O Cecafé também aponta dificuldades na infraestrutura portuária brasileira e os impactos da política tarifária dos Estados Unidos sobre as exportações.

Os Estados Unidos foram o principal destino do café brasileiro entre janeiro e agosto, com 3,1 milhões de sacas, 21,6% menos que no mesmo período de 2025.

A Alemanha ficou em segundo lugar, com 2,8 milhões de sacas, seguida por Itália, com 2,2 milhões, Bélgica, com 2,1 milhões, e Japão, com 1,3 milhão.

Conilon e robusta avançam nas exportações

O café arábica continua como o tipo mais exportado pelo Brasil, com 17,8 milhões de sacas entre janeiro e agosto, 11,8% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.

Já os embarques de conilon e robusta cresceram 68,6%, para 4,3 milhões de sacas. O volume representa 17,3% das exportações brasileiras no período.

O café solúvel respondeu por 2,8 milhões de sacas, enquanto o torrado e torrado e moído somou 43.124 sacas.

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Mercado

Expansão do etanol de milho pode demandar até R$ 14,3 bilhões em novas florestas energéticas em MT, aponta Itaú BBA

Por Redação 11/09/2026
Escrito por Redação

Expansão do etanol de milho pode demandar até R$ 14,3 bilhões em novas florestas energéticas em MT, aponta Itaú BBA

A rápida expansão da indústria brasileira de etanol de milho está criando uma nova demanda estratégica para o agronegócio: ampliar a oferta de biomassa utilizada para abastecer energeticamente as usinas. De acordo com o relatório “O desafio da biomassa para o etanol de milho”, elaborado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, somente em Mato Grosso, os investimentos necessários para a expansão das florestas energéticas podem variar entre R$ 7,6 bilhões e R$ 14,3 bilhões nos próximos anos, dependendo da evolução da eficiência operacional das plantas industriais.

A demanda acompanha o forte crescimento do setor. Segundo o estudo, a capacidade instalada de produção de etanol de milho no Brasil deverá passar de 10,9 bilhões de litros em 2025 para 25,3 bilhões em 2030. Em Mato Grosso, principal polo nacional da atividade, o volume deverá avançar de 6,9 bilhões para 11,9 bilhões de litros no mesmo período.

Em um cenário de eficiência média, a capacidade projetada de 13 bilhões de litros de etanol de milho no Brasil até o final de 2026 exigiria cerca de 35 milhões de m³ de biomassa de eucalipto, caso esta fosse a única fonte. Para sustentar esse consumo de maneira contínua, seria necessário atualmente um estoque florestal próximo de 440 mil hectares de eucalipto plantado.

O desafio é particularmente relevante, considerando uma capacidade instalada próxima de 12 bilhões de litros até 2030, o estado demandaria aproximadamente 383 mil hectares de eucalipto para atender às necessidades energéticas da indústria. Atualmente, a área estimada é de cerca de 165 mil hectares, o que indica a necessidade potencial de adicionar 218 mil hectares de novas florestas energéticas.

Para o Itaú BBA, a disponibilidade de biomassa passa a integrar a agenda de competitividade da cadeia de biocombustíveis. Atualmente, a matriz de suprimento de biomassa da indústria é composta por diferentes fontes, incluindo biomassa proveniente de supressão vegetal legalmente autorizada, enquanto mudanças regulatórias e exigências ambientais ampliam a necessidade de fontes renováveis e florestas plantadas.

Em junho deste ano, Mato Grosso avançou na regulamentação do tema ao estabelecer regras para a redução gradual e posterior eliminação do uso de biomassa proveniente de supressão de vegetação nativa por grandes consumidores. O acordo firmado entre o Governo do Estado e o Ministério Público prevê que novos empreendimentos comprovem fontes sustentáveis de abastecimento, priorizando florestas plantadas, manejo florestal sustentável e outras alternativas renováveis. Para as indústrias já instaladas, a regulamentação estabelece limite de até 40% para o uso de biomassa nativa até 2034 e eliminação a partir de 2035.

“A disponibilidade de biomassa deixa de ser apenas uma questão operacional e passa a ser um fator relevante para a viabilidade econômica e ambiental dos projetos de etanol de milho. Empresas que estruturarem com antecedência sua estratégia de suprimento energético poderão ter maior previsibilidade de custos, menor exposição a riscos regulatórios e melhores condições para capturar oportunidades associadas à agenda de sustentabilidade”, afirma Cesar de Castro Alves, gerente da Consultoria Agro do Itaú BBA.

A pressão sobre a oferta não virá apenas do etanol. A biomassa também é utilizada por unidades armazenadoras, secadores de grãos, frigoríficos e outros segmentos agroindustriais.

Nesse cenário, a expansão da base florestal pode contribuir não apenas para garantir o abastecimento energético das usinas, mas também para fortalecer as credenciais de sustentabilidade do etanol de milho brasileiro. A combinação entre milho de segunda safra e biomassa renovável no processo industrial tende a ampliar a competitividade do produto em mercados que valorizam combustíveis de menor intensidade de carbono.

Oportunidade para produtores rurais

A necessidade de expansão das florestas plantadas também pode abrir uma alternativa de diversificação de renda para produtores rurais. Segundo estimativas do Itaú BBA, um projeto de eucalipto voltado à produção de biomassa pode apresentar Taxa Interna de Retorno (TIR) próxima de 17% ao ano e Valor Presente Líquido (VPL) positivo de aproximadamente R$ 4,3 mil por hectare, considerando uma taxa mínima de atratividade de 14% ao ano.

Em um ciclo de dois cortes ao longo de 13 anos, o projeto analisado pelo banco acumula receita de cerca de R$ 104 mil e lucro total próximo de R$ 54 mil. Nas premissas adotadas, isso representa geração média de aproximadamente R$ 4,2 mil por hectare ao ano.

Convertido para uma métrica mais familiar ao produtor, o retorno corresponde a cerca de 30 sacas de soja por hectare ao ano, o que pode tornar o eucalipto uma alternativa para áreas de menor aptidão agrícola ou para propriedades interessadas em diversificar suas fontes de receita.

“Mato Grosso reúne condições favoráveis para essa expansão, combinando disponibilidade de terras, regime adequado de chuvas e proximidade dos principais polos consumidores de biomassa. O cultivo de eucalipto pode representar uma alternativa competitiva para áreas com limitações para culturas anuais e, ao mesmo tempo, contribuir para a formação de uma cadeia regional de suprimento que tende a se tornar cada vez mais estratégica para o próximo ciclo de expansão do etanol de milho no Brasil”, conclui Alves.

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Mercado

MP abre crédito extraordinário de R$ 375 milhões para Agricultura Familiar

Por Redação 10/09/2026
Escrito por Redação

MP abre crédito extraordinário de R$ 375 milhões para Agricultura Familiar

O governo federal publicou duas medidas provisórias que autorizam a abertura de créditos extraordinários que somam R$ 6,98 bilhões. Os recursos serão destinados ao financiamento de subsídios para combustíveis e ao fortalecimento da agricultura familiar por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), segundo informações da Agência Brasil.

A maior parte dos recursos, R$ 6,6 bilhões, foi autorizada pela Medida Provisória nº 1.389 e será destinada ao Ministério de Minas e Energia, por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Do total, R$ 5,6 bilhões serão aplicados na subvenção econômica à produção e à importação de óleo diesel de uso rodoviário, de acordo com a Medida Provisória nº 1.363. Outros R$ 998 milhões serão direcionados à subvenção econômica para produção e importação de combustíveis derivados de petróleo.

Agricultura familiar

Também foi publicada a Medida Provisória nº 1.390, que abre crédito extraordinário de R$ 375 milhões ao Pronaf, sob supervisão da Secretaria do Tesouro Nacional, vinculada ao Ministério da Fazenda.

Os recursos serão destinados ao financiamento de operações de crédito no âmbito do principal programa federal de apoio à agricultura familiar, para a produção de alimentos.

As duas medidas provisórias foram editadas com base nos artigos 62 e 167 da Constituição Federal, que permitem a abertura de créditos extraordinários por ato do Executivo em situações consideradas urgentes e relevantes.

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Mercado

Crédito rural para agricultura empresarial soma R$ 65,7 bilhões no início da safra 2026/27

Por Redação 09/09/2026
Escrito por Redação

Crédito rural para agricultura empresarial soma R$ 65,7 bilhões no início da safra 2026/27

Clarisse Sousa – Os produtores da agricultura empresarial contrataram R$ 65,7 bilhões em crédito rural nos dois primeiros meses da safra 2026/27, entre julho e agosto de 2026. Os dados são do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com base em informações do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central.

As Cédulas de Produto Rural (CPRs) responderam pela maior parcela das contratações, com R$ 32,4 bilhões, ou 49,2% do total. O volume superou os R$ 23 bilhões contratados em operações de custeio convencional, que representaram 34,9% do crédito concedido no período.

No custeio, os demais produtores empresariais contrataram R$ 12 bilhões, enquanto os produtores enquadrados no Pronamp somaram R$ 11 bilhões.

Investimentos em máquinas e equipamentos

As operações de investimento, que incluem a aquisição de máquinas e equipamentos, irrigação e modernização das estruturas produtivas, movimentaram R$ 3,5 bilhões no bimestre.

Entre os programas de investimento, o Pronamp Investimento registrou R$ 428 milhões em contratações e o RenovAgro, R$ 413 milhões.

Também foram contratados R$ 4 bilhões para comercialização da produção agropecuária e R$ 2,9 bilhões para industrialização.

Crédito rural por região

A agricultura empresarial registrou 70.657 contratos de crédito rural nos dois primeiros meses da safra. As regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste concentraram os maiores volumes contratados.

O Sul liderou, com R$ 11,7 bilhões e 22.631 contratos, seguido pelo Sudeste, com R$ 9,6 bilhões, e pelo Centro-Oeste, com R$ 7,2 bilhões. Nordeste e Norte registraram R$ 3,2 bilhões e R$ 1,7 bilhão, respectivamente.

Entre os contratos realizados no período, 23.478 foram operações de CPRs.

Recursos equalizáveis

A programação de recursos equalizáveis para a safra 2026/27 soma R$ 97,6 bilhões. Nos dois primeiros meses do ciclo, foram concedidos R$ 10,9 bilhões nessa modalidade.

Entre os programas de investimento com recursos equalizáveis, o RenovAgro concentrou R$ 412,9 milhões, seguido pelo Pronamp, com R$ 380,3 milhões, e pelo Moderfrota, com R$ 250,2 milhões.

Banco do Brasil e BNDES responderam juntos por cerca de 77% das concessões de investimento com recursos equalizáveis.

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Consórcio agrícola ganha espaço no planejamento de investimentos no campo
Mercado

Consórcio agrícola ganha espaço no planejamento de investimentos no campo

Por Redação 09/09/2026
Escrito por Redação

Consórcio agrícola ganha espaço no planejamento de investimentos no campo

A renovação de máquinas, a ampliação da estrutura produtiva e a adoção de novas tecnologias exigem planejamento financeiro do produtor rural. Como os investimentos podem envolver valores elevados e o fluxo de caixa acompanha o ciclo da produção, o consórcio agrícola pode ser utilizado para programar a aquisição de bens e equipamentos sem a cobrança de juros bancários.

A modalidade é voltada principalmente a investimentos que não precisam ser realizados de forma imediata. Ao definir o valor da carta de crédito e incorporar as parcelas ao orçamento da propriedade, o produtor pode distribuir o custo do investimento ao longo do tempo, preservando recursos para as despesas do ciclo produtivo.

Dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) mostram o avanço da modalidade entre os investimentos em máquinas agrícolas. Em 2025, foram comercializadas 100,94 mil cotas, enquanto os créditos comercializados chegaram a R$ 25,46 bilhões, alta de 14,2% em relação aos R$ 22,30 bilhões registrados em 2024. Em dezembro, havia 467,22 mil consorciados ativos, crescimento de 7,7% em um ano.

Para Marcelo Lucindo, fundador e CEO da Evoy Consórcios, o modelo se relaciona com o planejamento de longo prazo necessário na atividade rural.

“O produtor é, por natureza, um planejador. Ele precisa decidir com antecedência quando renovar uma máquina, ampliar uma área, investir em armazenagem ou incorporar tecnologia à operação. O consórcio cria uma rota organizada para esses investimentos, com parcelas previsíveis e sem juros bancários. É uma ferramenta que pode ajudar a preservar o fluxo de caixa e dar mais racionalidade às decisões de longo prazo”, afirma.

Como funciona o consórcio agrícola

Diferentemente do financiamento, em que o recurso é disponibilizado para a aquisição imediata do bem, o consórcio reúne participantes que contribuem mensalmente para um fundo comum. A contemplação ocorre por sorteio ou lance e, quando contemplado, o participante recebe uma carta de crédito para realizar a compra prevista no contrato.

Para o produtor rural, o crédito pode ser utilizado na aquisição de tratores, colheitadeiras, pulverizadores, plantadeiras, caminhões e outros equipamentos, além de imóveis rurais, estruturas e determinadas tecnologias, conforme as regras de cada grupo.

O modelo também permite distribuir investimentos de maior porte de acordo com o fluxo financeiro da propriedade. Preparação do solo, plantio, colheita, comercialização e compra de insumos concentram despesas em diferentes períodos do ano, o que torna o planejamento dos investimentos uma parte importante da gestão da propriedade.

“O planejamento não significa olhar apenas para o valor da parcela inicial. É preciso considerar o prazo, a taxa de administração, a existência de fundo de reserva, seguros eventualmente contratados e os critérios de reajuste. A contratação precisa estar alinhada à capacidade de pagamento do produtor e ao momento em que ele pretende realizar o investimento”, explica Marcelo.

Consórcio ou financiamento para comprar máquinas agrícolas?

Para investimentos que não precisam ser realizados imediatamente, o consórcio para máquinas agrícolas pode ter custo menor que um financiamento, principalmente pela ausência de juros bancários. A diferença, porém, depende das condições de cada operação.

Em um exemplo apresentado pela Evoy, um trator de R$ 500 mil seria adquirido com R$ 100 mil de entrada e R$ 400 mil financiados em 60 meses. Ao final do período, o desembolso chegaria a cerca de R$ 640 mil, dos quais aproximadamente R$ 240 mil corresponderiam aos juros.

No consórcio, o produtor poderia utilizar os R$ 100 mil disponíveis e contratar uma carta de crédito de R$ 400 mil. Considerando um plano de 60 meses, taxa de administração de 15% e fundo de reserva de 2%, as parcelas ficariam em torno de R$ 7.800, com custo total aproximado de R$ 468 mil.

A comparação, no entanto, não considera apenas os valores finais. O financiamento garante, em geral, acesso imediato ao recurso, enquanto o consórcio depende da contemplação por sorteio ou lance. Além disso, as parcelas e a carta de crédito podem sofrer reajustes previstos em contrato.

Consórcio agrícola também tem custos

A ausência de juros bancários não significa que o consórcio seja isento de custos. O produtor deve considerar a taxa de administração, o fundo de reserva, eventuais seguros e os critérios de atualização das parcelas e da carta de crédito.

Por isso, a decisão deve levar em conta o custo total do consórcio, o prazo de pagamento, a capacidade financeira da propriedade e o momento previsto para a realização do investimento.

Outro ponto importante é a contemplação. Como ela ocorre por sorteio ou lance, não há garantia de recebimento imediato da carta de crédito.

“Não existe contemplação imediata garantida em um consórcio regular. Quando o investimento pode ser planejado, porém, o consórcio pode se tornar uma ferramenta interessante para organizar a renovação de ativos e preservar recursos para outras necessidades da atividade rural”, finaliza Marcelo.

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Mercado

Tecnologia agrícola ajuda produtores a enfrentar impactos do Super El Niño

Por Redação 09/09/2026
Escrito por Redação

Tecnologia agrícola ajuda produtores a enfrentar impactos do Super El Niño

O excesso de chuva no Sul e a irregularidade das precipitações no Centro-Oeste estão reduzindo as janelas de operação das máquinas agrícolas nesta safra. Diante dos efeitos do Super El Niño, a tecnologia agrícola, especialmente ferramentas de agricultura de precisão e gestão de dados, ganha espaço na tomada de decisões no campo.

Na região Sul, o excesso de precipitação reduz os dias disponíveis para entrar na lavoura. Já no Centro-Oeste e em áreas ao norte da região, a irregularidade e a escassez de chuvas podem encurtar a janela para aproveitar a umidade do solo.

“Não dá para controlar o clima, mas dá para controlar uma série de fatores que também influenciam na produtividade. A tecnologia entrega ao produtor a régua para medir, ajustar e decidir mais rápido, e isso pesa justamente nos anos em que o tempo não coopera”, afirma Rosiéli Mika Bonette, gerente de Marketing de Produto da PTx Trimble na América Latina.

Dados ajudam a tomar decisões no campo

Em anos de maior instabilidade climática, dados agrícolas ganham importância na tomada de decisão. Mapas de produtividade, análises de solo, monitoramento de operações e sensores embarcados podem deixar de ser apenas registros históricos e passar a orientar decisões em tempo real.

Essas informações podem apoiar desde a definição da população de sementes até a priorização de aplicações e o direcionamento de investimentos para áreas com maior potencial de retorno. A integração dos dados em plataformas de gestão agrícola também permite acompanhar a evolução da safra e antecipar ajustes conforme mudam as condições do tempo.

Entre as tecnologias utilizadas na rotina de parte dos produtores brasileiros estão o piloto automático, para direcionamento de alta precisão, e os sistemas vSet e vDrive, da PTx, voltados à distribuição e ao acionamento individual das linhas da plantadeira.

Tecnologia no plantio e na aplicação

No plantio, o sistema Delta Force mede a resistência do solo e ajusta individualmente a força (downforce) exercida em cada linha. Segundo análise da PTx, o manejo incorreto pode resultar em perdas de até 17 sacas por hectare. Em condições climáticas adversas, a uniformidade da germinação é um dos fatores que podem influenciar o resultado da lavoura.

Nas aplicações, o avanço do El Niño pode aumentar a pressão de pragas e reduzir as janelas disponíveis para a operação. Nesse cenário, o sistema de recirculação ReClaim agiliza a limpeza, o enxágue e o preenchimento da barra do pulverizador, reduzindo o tempo de parada da máquina.

Combinado ao Symphony Nozzle, que realiza o controle individual dos bicos por meio do sistema PWM (Pulse Width Modulation), o conjunto permite padronizar o tamanho das gotas, desligar bicos individualmente e compensar a aplicação em curvas.

Gestão de dados amplia controle sobre a operação

A gestão de dados também ganha relevância em períodos com janelas mais curtas de plantio e colheita. A plataforma FarmENGAGE, da PTx Trimble, permite reunir informações de máquinas de diferentes marcas e modelos.

Já o Panorama, da Precision Planting, leva para o celular ou computador do produtor informações que antes ficavam disponíveis apenas na cabine da máquina, por meio do monitor 2020.

Tecnologias podem ganhar espaço em anos de clima adverso

A maior instabilidade climática também pode acelerar a adoção de tecnologias ainda pouco utilizadas em determinadas regiões e culturas. Um exemplo é o manejo de águas, já empregado na cultura do arroz no Sul, que pode ser ampliado para outros cultivos em áreas historicamente afetadas pelo excesso de chuvas.

Também ganham espaço decisões agronômicas baseadas em mapas de taxa variável, tanto para sementes quanto para insumos, além da escolha de variedades e populações de plantas mais adequadas às características de cada ambiente.

Em um cenário de necessidade de tecnologia e restrição de recursos, o retrofit de máquinas agrícolas aparece como alternativa à renovação do parque. A solução permite incorporar tecnologia embarcada a equipamentos usados sem a necessidade de substituí-los integralmente.

Agricultura de precisão ajuda a reduzir impactos do clima

Embora o produtor não possa interferir em fenômenos climáticos como o El Niño, ferramentas de agricultura de precisão permitem atuar sobre fatores que estão sob seu controle. O monitoramento das operações e o ajuste de máquinas e insumos podem contribuir para reduzir variabilidades e melhorar a eficiência da lavoura em condições adversas.

“O produtor não decide se vai chover mais ou menos. Mas decide como vai plantar, quanto vai aplicar e onde vai investir. É nesse espaço que a tecnologia entra — transformando dado bruto em decisão, e decisão em resultado no fim da safra”, finaliza Rosiéli.

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El Niño aumenta atenção sobre manejo do café para a safra 2026/27
Mercado

El Niño aumenta atenção sobre manejo do café para a safra 2026/27

Por Redação 08/09/2026
Escrito por Redação

El Niño aumenta atenção sobre manejo do café para a safra 2026/27

Depois de uma safra marcada por oscilações no mercado e por chuvas que dificultaram a colheita e a secagem dos grãos, a cafeicultura brasileira volta as atenções para a safra 2026/27. A possibilidade de ocorrência de um El Niño de forte intensidade aumenta a preocupação com as condições climáticas, principalmente nas áreas de sequeiro, mais vulneráveis à irregularidade das precipitações e às temperaturas elevadas. Em um cenário de preços ainda atrativos, preservar o potencial produtivo e a qualidade do café ganha importância para o produtor.

Segundo o pesquisador Ricardo Teixeira, os preços do café vêm apresentando volatilidade, alternando períodos de alta e baixa, mas permanecem em níveis considerados atrativos ao cafeicultor. Para a atual temporada, a expectativa é de uma safra superior a 66 milhões de sacas de 60 kg, o que desloca parte da atenção para a capacidade de manter a qualidade do produto diante das condições climáticas que vêm se apresentando.

É o caso, por exemplo, das chuvas registradas em junho e julho, que já prejudicaram a colheita e a secagem, especialmente do café arábica produzido em Minas Gerais e São Paulo, com reflexos também sobre a qualidade da bebida.

“Os preços ainda são considerados bons, mas com uma safra que aponta maiores preocupações relacionadas à qualidade do café do que propriamente à quantidade produzida. Para o mercado futuro de longo prazo, no entanto, ainda existem muitas incertezas”, avalia Teixeira.

O especialista reforça ainda que o clima está entre os fatores que mais ameaçam a produtividade do cafeeiro justamente por ser aquele sobre o qual o produtor tem menor capacidade de intervenção. Diferentemente da genética, dos tratos culturais e da nutrição, que podem ser planejados e manejados ao longo do ciclo, as condições climáticas exigem que a planta esteja preparada para enfrentar períodos de estresse durante todo o ano.

“Hoje, entre os grandes fatores, as alterações climáticas representam aquele no qual temos a possibilidade de sofrer as maiores perdas e, ao mesmo tempo, temos menor capacidade de intervenção. Dessa forma, é necessário preparar as lavouras não apenas durante a florada, formação dos frutos ou enchimento dos grãos, mas ao longo dos 12 meses do ano”, explica.

El Niño coloca próxima safra no radar

Para a safra 2026/27, o comportamento climático passa a ser um dos principais pontos de atenção. A cafeicultura de sequeiro permanece especialmente vulnerável à má distribuição das chuvas. A irrigação reduz essa exposição, mas não elimina completamente os efeitos de condições climáticas adversas.

Caso se confirme um El Niño de forte intensidade, semelhante ao fenômeno observado entre 2023 e 2024, a expectativa é de maior pressão sobre a produção de café. Atualmente, a produtividade média brasileira está próxima de 30 sacas beneficiadas por hectare. “Se isso realmente acontecer de maneira mais intensa, podemos observar uma queda considerável de produtividade dos grãos em comparação à última safra”, afirma Teixeira.

O risco não está restrito à disponibilidade de água. Déficit hídrico, chuvas irregulares, temperaturas elevadas e baixa umidade relativa do ar podem interferir em diferentes etapas do ciclo do cafeeiro, desde a florada e o pegamento das flores até a formação e o enchimento dos grãos. Segundo o especialista, a falta de água compromete a absorção e o transporte de nutrientes e reduz a capacidade da planta de produzir energia por meio da fotossíntese.

Já temperaturas muito elevadas podem levar ao fechamento dos estômatos por períodos mais prolongados, impactando a transpiração e dificultando a termorregulação do cafeeiro.

“O fechamento desses estômatos reduz a capacidade da planta de transpirar. A diminuição da transpiração eleva a temperatura interna do cafeeiro, dificultando a formação de diversas substâncias diretamente relacionadas não apenas à produtividade, mas também às características que determinam a qualidade da bebida”, explica.

Diante desse cenário, a preparação da lavoura precisa ocorrer durante todo o ano, e não apenas quando uma condição de estresse já está instalada. Para Teixeira, além da irrigação, quando tecnicamente e economicamente viável, a manutenção da saúde do solo e uma estratégia nutricional adequada são fundamentais para ampliar a capacidade de resposta da planta.

“Entre os principais investimentos que podem ser recomendados aos produtores estão, quando possível, a irrigação e a adoção de um manejo voltado ao fortalecimento da planta diante das adversidades climáticas”, destaca.

É nesse contexto que a Agroallianz posiciona seu portfólio para a cafeicultura, com soluções voltadas ao manejo e à preparação das plantas para enfrentar condições de estresse ao longo do ciclo.

“ O melhor entendimento dos fatores ambientais que podem ser limitantes de produtividade, atesta a necessidade de adoção do uso de tecnologias que permitem as plantas suportar estas influências negativa, durante o ciclo produtivo, preservando parte do seu potencial produtivo e rentabilidade ao produtor” destaca Renato Menezes, engenheiro agrônomo e gerente de Marketing Técnico da Agroallianz.

 

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ExpointerMercado

Expointer registra R$ 6,2 bi em negócios, com crescimento de 40%

Por Redação 08/09/2026
Escrito por Redação
Expointer registra R$ 6,2 bi em negócios, com crescimento de 40%

Somente neste domingo (6/9), último dia de feira, foram 144.516 visitantes – Foto: Mauro Nasscimento/Secom

A 49ª Expointer, que terminou neste domingo (6/9) no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, registrou R$ 6,2 bilhões em negócios e recebeu mais de 900 mil visitantes ao longo dos nove dias de feira. Um dos destaques de vendas foi do setor de máquinas e implementos agrícolas, que faturou R$ 5,46 bilhões. A feira também registrou R$ 14,4 milhões de comercialização do Pavilhão da Agricultura Familiar.

O balanço geral do evento foi apresentado em coletiva de imprensa realizada no auditório do governo do Estado, no Pavilhão Internacional, com a participação do secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Márcio Madalena, e do secretário de Desenvolvimento Rural, Gustavo Paim, além de outras autoridades e dos copromotores da feira.

Agricultura familiar

O Pavilhão da Agricultura Familiar continua sendo um dos queridinhos da feira, registrando R$ 14.4010.946,85 em vendas. O espaço contou com a presença de 509 empreendimentos expositores, com maior participação das agroindústrias.

Ao todo, foram registrados 7.926 exemplares de animais inscritos nas competições e exposições — entre rústicos e de argola. As vendas alcançaram R$ 21.985.745,00 entre as diferentes raças.

O setor automobilístico fechou com um volume de R$ 668.757.000,00 em negócios. Já o setor de Máquinas e Implementos Agrícolas registrou R$ 5.461.320.583,60 em vendas. E o do artesanato contabilizou R$ 2.111.374,50 em itens comercializados.

Expointer 2027 já tem data marcada

A próxima edição da feira será realizada de 28 de agosto a 5 de setembro de 2027, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio.

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Abimaq lança guia com as principais linhas de crédito do Plano Safra 2026/2027
Mercado

Intenções de compras caíram 25% na Expointer em relação ao ano passado

Por Redação 08/09/2026
Escrito por Redação

Intenções de compras caíram 25% na Expointer em relação ao ano passado

A Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (CSMIA/Abimaq) divulgou nota, nesta terça-feira (8), com um balanço dos resultados de seus associados que participaram da da Expointer.

De acordo com o levantamento realizado pela entidade, as intenções de compras caíram em relação à edição do ano passado em 25%. Segundo Pedro Estevão Bastos, presidente da CSMIA, o resultado é semelhante ao atual momento do mercado. O boletim estatístico da entidade aponta queda do faturamento no mercado interno de 26% no período Janeiro a Julho de 2026 quando comparado ao mesmo período do ano passado.

Segundo a nota, “o mercado atual está bastante desafiador e a Expointer reforçou a tendência atual”.

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Abimaq lança guia com as principais linhas de crédito do Plano Safra 2026/2027
Mercado

Abimaq lança guia com as principais linhas de crédito do Plano Safra 2026/2027

Por Redação 04/09/2026
Escrito por Redação

Abimaq lança guia com as principais linhas de crédito do Plano Safra 2026/2027

Produtores rurais e empresários do agronegócio já podem consultar o Guia de Financiamentos ao Setor Agrícola, elaborado pelo Departamento de Financiamentos da Abimaq. O material reúne as principais informações sobre as linhas de crédito do Plano Safra 2026/2027, além de apresentar condições oferecidas por instituições financeiras parceiras para a aquisição de máquinas, equipamentos e tecnologias.

O guia foi desenvolvido para facilitar o acesso às opções de financiamento disponíveis, auxiliando produtores e empresas na identificação das alternativas de crédito mais adequadas para investir em modernização, ampliação da capacidade produtiva e renovação do parque de máquinas.

Com linguagem objetiva e conteúdo prático, a publicação apresenta um panorama das principais linhas de financiamento disponíveis para o setor agrícola e pode ser acessada clicando aqui. 

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