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Brasil bate recorde na exportação de algodão na safra 2025/2026
Mercado

Brasil bate recorde na exportação de algodão na safra 2025/2026

Por Redação 20/08/2026
Escrito por Redação

Brasil bate recorde na exportação de algodão na safra 2025/2026

O Brasil encerrou o ano comercial 2025/26 com recorde histórico na exportação de algodão. Entre agosto de 2025 e julho de 2026, o país exportou 3,37 milhões de toneladas da fibra, volume 19% superior ao registrado no ano comercial anterior, quando foram embarcadas 2,84 milhões de toneladas. As exportações geraram US$ 5,3 bilhões em receita.

Os números fazem parte do Relatório de Safra da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), que reúne os principais indicadores da cotonicultura brasileira, com dados de produção, exportações, mercado doméstico, oferta e demanda e cenário internacional.

É a primeira vez que o Brasil supera a marca de 3 milhões de toneladas exportadas em um único ano comercial. O resultado reforça a crescente relevância do país no comércio internacional de algodão e consolida sua posição como maior exportador mundial da fibra.

Os dados mais recentes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgados em agosto de 2026, indicam que o Brasil deve manter essa liderança também em 2026/27. A projeção aponta 3,33 milhões de toneladas de algodão exportadas pelo Brasil, contra 2,68 milhões de toneladas pelos Estados Unidos.

O presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli, explica que ultrapassar pela primeira vez a marca de 3 milhões de toneladas exportadas é um marco para o algodão brasileiro e para toda a cadeia produtiva.

“Esse resultado mostra que o Brasil conquistou escala, competitividade e confiança do mercado internacional. Mais do que comemorar um recorde, precisamos olhar para o que ele representa: o país se consolidou como um fornecedor estratégico de algodão para a indústria têxtil mundial.”

O desempenho ganha ainda mais relevância quando observado em uma perspectiva de médio prazo. No ano comercial 2022/23, o Brasil exportou 1,45 milhão de toneladas. O volume passou para 2,68 milhões em 2023/24, 2,84 milhões em 2024/25 e chegou a 3,37 milhões de toneladas em 2025/26.

Em quatro anos comerciais, o volume exportado pelo país mais que dobrou, evidenciando o avanço da participação brasileira no mercado internacional de algodão.

O desempenho também se refletiu na balança comercial. Entre agosto de 2025 e julho de 2026, o superávit brasileiro do algodão alcançou US$ 5,29 bilhões, resultado 9% superior ao registrado no mesmo período do ano comercial anterior.

China lidera compras do algodão brasileiro

No acumulado de agosto de 2025 a julho de 2026, a China encerrou o ano comercial como principal destino do algodão brasileiro, com 770,5 mil toneladas, aproximadamente 23% do total embarcado.

Na comparação com o mesmo período do ano comercial anterior, os embarques para o mercado chinês aumentaram 309,2 mil toneladas. Bangladesh também se destacou, com crescimento de 173,2 mil toneladas nas compras da fibra brasileira.

Turquia, Paquistão, Vietnã e Índia também permaneceram entre os principais destinos do algodão brasileiro, reforçando a presença do país em diferentes mercados consumidores.

Para Piccoli, a diversificação dos destinos contribui para ampliar a presença internacional do algodão brasileiro e fortalece a posição do país entre os principais fornecedores mundiais.

“O mercado indiano, por exemplo, ampliou significativamente sua participação, enquanto China, Bangladesh e Turquia permaneceram entre os principais compradores. Essa presença em diferentes mercados reforça a competitividade do algodão brasileiro e amplia as oportunidades para toda a cadeia produtiva”.

Brasil mantém liderança sobre os Estados Unidos

A posição brasileira também se destaca no cenário projetado para o próximo ano comercial.

Segundo o USDA, o Brasil deve permanecer na liderança mundial das exportações de algodão em 2026/27, com aproximadamente 3,33 milhões de toneladas, enquanto os Estados Unidos aparecem com projeção de 2,68 milhões de toneladas.

O Brasil também deve permanecer como terceiro maior produtor mundial de algodão, com produção projetada pelo USDA em 3,97 milhões de toneladas na safra 2026/27, atrás apenas de China e Índia.

O cenário reforça o papel cada vez mais relevante do Brasil no abastecimento da indústria têxtil mundial, combinando escala de produção, competitividade e presença em mercados estratégicos. “Os números recorde não é uma linha de chegada. É uma conquista que aumenta nossa responsabilidade. Precisamos continuar investindo em qualidade, sustentabilidade, rastreabilidade, inovação e relacionamento com os compradores para que a liderança brasileira seja cada vez mais reconhecida e sustentável no longo prazo”, destaca o presidente Piccoli.

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Moagem de cana-de-açúcar acumula 144,71 milhões de toneladas na safra 2026/27
Mercado

Produção de cana deve alcançar 705,2 milhões de toneladas na safra 2026/27

Por Redação 20/08/2026
Escrito por Redação

Moagem de cana-de-açúcar acumula 144,71 milhões de toneladas na safra 2026/27

A produção de cana-de-açúcar na safra 2026/27 está estimada em 705,2 milhões de toneladas. O volume, se confirmado, representa um crescimento de 4,7% em relação ao ciclo 2025/26, conforme indica o 2º Levantamento da cultura para a atual temporada. De acordo com o boletim, divulgado nesta quinta-feira (20) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o resultado decorre de uma elevação de 1,1% na área destinada para a colheita da cana, atualmente previsto em 9,1 milhões de hectares, e de uma melhora de 3,6% na produtividade média nacional, projetada em 77.905 quilos por hectare, diante das condições climáticas registradas que vêm beneficiando as lavouras desde o início do ciclo.

O Sudeste deve registrar uma produção de 451,4 milhões de toneladas. A principal região produtora de cana-de-açúcar no país apresenta um leve incremento de 0,4% na área destinada à colheita do produto, estimada em 5,6 milhões de hectares, e produtividade média de 80.872 kg/ha, 4,6% acima do que foi registrado na safra passada diante das condições climáticas melhores do que as observadas na última temporada. Apenas os produtores paulistas serão responsáveis por uma colheita de 362,8 milhões de toneladas.

Para a segunda maior região produtora de cana no país, o Centro-Oeste, a Conab espera para a safra 2026/27 tanto um incremento na área, com previsão de 2 milhões de hectares, como na produtividade média, podendo chegar a 78.755 quilos por hectare.

Diante deste cenário, a produção é estimada em 157 milhões de toneladas, 4,6% acima do volume obtido na safra anterior. Aumento de área e produtividade também na região Sul, onde a colheita projetada é de 37,3 milhões de toneladas de cana. Cenário semelhante é encontrado no Norte do país, onde a estimativa é de uma produção de 4,1 milhões de toneladas do produto.

Já no Nordeste, deverão ser colhidas 55,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, o que indica uma alta de 4,1%. Esse aumento é influenciado principalmente pela maior área a ser colhida, estimada em 923,5 mil hectares, uma vez que a produtividade média das lavouras na região deve registrar um leve aumento de 0,3% em relação ao ciclo anterior, projetada em 60.037 quilos por hectares.

Etanol

A Conab espera um menor volume produzido para o açúcar e um aumento na fabricação de etanol a partir da cana-de-açúcar. De acordo com o levantamento, devem ser produzidas 42,89 milhões de toneladas do adoçante na safra 2026/27, redução de 2,9% em relação à 2025/26.Já o etanol derivado da cana deve registrar aumento de 9,7% na atual safra, podendo chegar a 29,98 bilhões de litros.

Alta também para o combustível fabricado a partir do milho. A estimativa da Conab é que sejam produzidos 11,91 bilhões de litros para o combustível derivado do cereal, elevação de 17% para esta safra quando comparada com a temporada anterior. Com isso, a produção total de etanol no país deve chegar a 41,88 bilhões de litros, incremento de 11,7% em relação ao último ciclo.

Mercado

Os preços do açúcar no mercado internacional seguem em trajetória de alta em agosto, dando continuidade à recuperação iniciada no final de julho. A recuperação das cotações tem sido sustentada, entre outros fatores, pelas expectativas de maior restrição da oferta global, em um cenário marcado por riscos climáticos nas principais regiões produtoras e pela possibilidade de redução da parcela da cana-de-açúcar destinada à produção de açúcar, especialmente no Brasil.

O cenário de mercado para o etanol também permanece favorável. No mercado doméstico, a demanda pelo produto, em especial o anidro, tende a ser favorecida pela elevação do percentual obrigatório de mistura do biocombustível à gasolina, que passou de 30% (E30) para 32% (E32) no final de julho. Esse aumento pode ampliar a demanda pelo biocombustível e, consequentemente, reforçar os incentivos para o direcionamento da matéria-prima à produção de etanol.

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Tecnologia

John Deere lança nova geração de escavadeiras produzidas no Brasil

Por Redação 20/08/2026
Escrito por Redação

 

John Deere lança nova geração de escavadeiras produzidas no Brasil

A John Deere lançou a nova geração de escavadeiras DEX (Deere Excavators), formada pelos modelos 210 P, 230 P e 260 P. Desenvolvida com tecnologia própria da companhia, a linha reúne recursos de automação, conectividade e controle voltados às operações de construção e mineração.

Produzidas em Indaiatuba (SP), as máquinas chegam ao mercado latino-americano a partir de setembro. Segundo a empresa, antes do lançamento, os modelos passaram por mais de 165 mil horas de testes em diferentes países e aplicações.

O lançamento marca uma nova etapa da operação da John Deere no segmento de construção no Brasil. A companhia inaugurou duas fábricas em Indaiatuba há pouco mais de uma década, após investimento de US$ 180 milhões. As novas DEX são as primeiras escavadeiras da categoria produzidas no país com tecnologia John Deere e desenvolvidas a partir da engenharia própria e global da empresa.

“A nova geração de escavadeiras representa um divisor de águas para a John Deere no segmento. Mais do que uma renovação de portfólio, estamos trazendo ao mercado máquinas que carregam a tecnologia, a engenharia e o ecossistema da marca”, afirma Thomas Spana, gerente de Marketing da divisão de Construção da John Deere para a América Latina.

Automação e conectividade

Entre os recursos disponíveis está o SmartGrade 2D, sistema de nivelamento que utiliza referências digitais do terreno para auxiliar o operador nos movimentos de escavação. A tecnologia busca aumentar a precisão da operação e reduzir retrabalho, desperdício de material e tempo de execução.

As máquinas também podem contar com o SmartWeigh, sistema de pesagem que mede em tempo real o material movimentado, permitindo acompanhar volumes e produtividade.

Outro recurso é o Comando Inteligente, que auxilia no controle automático do braço, da lança e da caçamba. Já o sistema de Cercas Virtuais cria limites digitais para a operação e ajuda a evitar colisões com estruturas, obstáculos e áreas restritas.

A linha também incorpora sistemas de visão panorâmica e detecção de obstáculos, além de câmeras que ampliam a visibilidade ao redor da máquina.

Todas as escavadeiras são conectadas ao John Deere Operations Center, plataforma que permite monitoramento remoto, análise de dados operacionais, diagnóstico e suporte técnico à distância.

Cabine redesenhada

A cabine foi redesenhada e ganhou telas touchscreen G5 de 10 ou 12 polegadas e o CommandArm, apoio lateral que concentra os principais comandos ao alcance do operador. Os joysticks eletro-hidráulicos podem ser programados de acordo com a preferência e a aplicação.

O sistema eletro-hidráulico permite ajustes de fluxo e pressão diretamente pela cabine e foi desenvolvido para oferecer respostas mais rápidas e suaves aos comandos.

Entre os equipamentos disponíveis estão assentos com múltiplos ajustes, aquecimento e resfriamento, ar-condicionado, rádio com Bluetooth e botão de partida sem chave, com senha individual.

A John Deere também oferece recursos de acesso e controle remoto do display. O Acesso Remoto de Display (RDA) permite que técnicos acompanhem a operação, orientem ajustes e realizem atualizações de software à distância. Já o Controle Remoto de Display (RDC) permite configurar as informações do display fora da cabine, mediante autorização do operador.

As escavadeiras foram projetadas para aplicações em ambientes severos, com mudanças estruturais voltadas à durabilidade e à redução da necessidade de manutenção.

Os chassis e estruturas frontais utilizam aço estrutural de alta resistência. O novo sistema de pinos e buchas pode ampliar a vida útil dos componentes em até cinco vezes, segundo a John Deere.

O conjunto rodante teve aumento de 20% na durabilidade, enquanto as novas caçambas, desenvolvidas com materiais mais resistentes ao desgaste, podem ter vida útil até 12% maior.

A linha também apresenta aumento da força de escavação, capacidade de elevação e profundidade de escavação, além de ganhos de eficiência operacional e consumo de combustível, de acordo com a fabricante.

As máquinas podem ser configuradas com engate rápido hidráulico e diferentes linhas auxiliares, permitindo o uso de implementos para diferentes aplicações.

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Produção de soja está estimada em 180,4 milhões de toneladas, diz Abiove
Mercado

Produção de soja está estimada em 180,4 milhões de toneladas, diz Abiove

Por Redação 20/08/2026
Escrito por Redação

Produção de soja está estimada em 180,4 milhões de toneladas, diz Abiove

Clarisse Sousa – A produção nacional de soja em grão está estimada em 180,4 milhões de toneladas em 2026, segundo informações da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) divulgados nesta quinta-feira, 20. As projeções acompanham o levantamento oficial da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que aponta uma produção de 180,6 milhões de toneladas, avanço de 5,3% em relação à safra passada.

Segundo a Abiove, os dados indicam continuidade do ritmo produtivo e processador no país, acompanhando o comportamento da oferta nacional e o atendimento aos mercados interno e externo. 

As exportações do grão estão projetadas em 115,4 milhões de toneladas, enquanto o volume destinado ao esmagamento industrial alcança 63,3 milhões de toneladas.

Para as importações de soja em grão, as estimativas apontam para 900 mil toneladas. No segmento de derivados, a produção de farelo de soja é projetada em 48,7 milhões de toneladas, com volume exportado ajustado para 25,3 milhões de toneladas, representando uma alta de 1,6% em relação à estimativa anterior.

Para o óleo de soja, a produção prevista é de 12,7 milhões de toneladas, com embarques ao exterior projetados em 1,7 milhão de toneladas e importação em 125 mil toneladas.

“A revisão das estimativas reflete a manutenção do dinamismo no processamento nacional de soja e a sólida demanda externa, impulsionada pelo avanço nas exportações de farelo. O crescimento contínuo do esmagamento no acumulado do ano reforça a capacidade operacional e a competitividade do setor industrial brasileiro. Seguimos acompanhando as variáveis de oferta e demanda com prudência para garantir o abastecimento dos mercados interno e externo”, afirma Daniel Furlan Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove.

Acumulado do ano

Em junho de 2026, o processamento mensal de soja somou 4,95 milhões de toneladas, o que representa um recuo de 5,3% em comparação a maio de 2026 e uma elevação de 7,3% em relação a junho de 2025. No acumulado do ano até junho, o volume processado alcançou 28,3 milhões de toneladas, o que corresponde a um aumento de 7,7% em relação ao mesmo período de 2025, também considerando o ajuste amostral.

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Esmagamento de soja deve bater recorde em 2026, com 61,5 milhões de toneladas
Mercado

Embarques de soja em grão devem atingir 10,5 mi de toneladas em agosto

Por Redação 19/08/2026
Escrito por Redação

Esmagamento de soja deve bater recorde em 2026, com 61,5 milhões de toneladas

Os embarques de soja em grão devem atingir 10,561 milhões de toneladas em agosto, contra 8,107 milhões de igual mês de 2025, indicam projeções da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).

Já as exportações de farelo devem alcançar 2,517 milhões de toneladas em agosto, contra 2,021 milhões do mesmo mês do ano passado. Os embarques de milho devem chegar a 5,632 milhões de toneladas em agosto, contra 7,335 milhões de igual mês de 2025.

Fonte: Datagro

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Tecnologia

Manejo adequado pode reduzir impactos do El Niño sobre a soja na safra 2026/27

Por Redação 19/08/2026
Escrito por Redação
Manejo adequado pode reduzir impactos do El Niño sobre a soja na safra 2026/27

Enquanto no Sul a expectativa é de chuvas acima do normal, no Norte e Nordeste são previstas redução e maior irregularidade das precipitações // Foto: Luiz Menegheti

A ocorrência do El Niño durante a safra 2026/2027 deve exigir atenção redobrada dos produtores de soja, com riscos distintos entre as regiões brasileiras. Enquanto o Sul poderá enfrentar excesso de chuvas, maior erosão do solo e condições favoráveis à ocorrência de doenças, no Norte e no Nordeste, os principais riscos estão associados à redução e à irregularidade das precipitações. Pesquisadores da Embrapa apontam que práticas de manejo adotadas desde o planejamento da safra podem reduzir esses impactos.

Entre as estratégias recomendadas estão o respeito aos períodos de semeadura indicados pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), a formação de palhada para proteção do solo, o escalonamento da semeadura e o uso de cultivares com diferentes ciclos. As medidas ajudam a diminuir os riscos associados tanto ao excesso quanto à redução e irregularidade das chuvas ao longo da safra.

Para o pesquisador José Renato Bouças Farias, da Embrapa Soja (PR), o impacto do El Niño sobre a produção agrícola irá depender da intensidade, do volume e da distribuição de chuva e também do manejo agrícola implantado em cada propriedade. “Mesmo sendo um ano de risco, o produtor pode se precaver adotando, desde agora, diferentes práticas agrícolas que diminuam os efeitos deste fenômeno”, avalia.

A expectativa é que no Sul do Brasil, o El Niño provoque um volume de chuvas acima do normal e, no Norte e Nordeste, haja menos chuva. Para a mitigação e a adaptação aos impactos desse fenômeno climático, a Embrapa recomenda a adoção de estratégias integradas de gestão de riscos climáticos para culturas.

“Uma das primeiras observações é o respeito aos períodos de semeadura preconizados pelo Zarc para as culturas de verão”, enfatiza o pesquisador.

Ele aponta ainda que, nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, os efeitos do El Niño deverão ser menos perceptíveis na próxima safra de soja. “Às vezes, o fenômeno provoca maiores temperaturas, menor umidade do ar e atraso no início das chuvas para a safra de verão na região Centro-Oeste”, afirma. Mesmo assim, as práticas agrícolas recomendadas para o Norte, o Nordeste e o Sul podem ser estendidas também às regiões Centro-Oeste e Sudeste.

Planejamento

Tanto para a região Sul quanto para o Norte e para o Nordeste, antes da semeadura das culturas de verão como a soja e o milho, a Embrapa indica a implantação de plantas de cobertura para favorecer a formação abundante de palhada. De acordo com Farias, no Sul, um dos principais riscos será a erosão hídrica severa. Por isso, a formação da cobertura vegetal (centeio, aveia – foto abaixo -, nabo forrageiro, entre outros) ainda no inverno, aparece como estratégica para a proteção do solo. “Essa recomendação pode diminuir o efeito do impacto da gota da chuva sobre o solo: principal fator de erosão causado pela chuva”, observa.

No Norte e no Nordeste, as culturas de verão estão sujeitas ao maior risco de falta de água, o que pode ser minimizado também com a cobertura do solo com palhada, por intermédio de plantas de serviço como a braquiária, milheto, crotalária, entre outras. “

Essas plantas promovem maior disponibilidade de água, estimulando a infiltração e a diminuição da evaporação, além de reduzir a temperatura do solo”, complementa o pesquisador.

Ainda nas regiões Norte e Nordeste, o manejo fitossanitário da cultura da soja merece atenção para as possíveis alterações na ocorrência de pragas, doenças e plantas daninhas, em virtude de redução do volume e irregularidades na distribuição das chuvas. “Essa condição geralmente reduz a ocorrência de doenças foliares. Por outro lado, pode dificultar o controle de plantas daninhas e favorecer algumas pragas, como a mosca-branca. Por isso, o monitoramento é importante para orientar a aplicação de defensivos no momento adequado”, destaca o também pesquisador da Embrapa Soja Maurício Meyer.

Para distribuir o risco ao longo da safra, outra indicação apontada pela Embrapa é a semeadura escalonada para evitar o desenvolvimento concentrado numa mesma fase. A prática pode minimizar tanto os efeitos da ocorrência de seca quanto os do excesso de chuva — que também pode ser prejudicial dependendo da fase da cultura em que ocorra. Farias salienta que a indicação da Empresa é combinar o escalonamento da época de semeadura com o uso de cultivares em diferentes ciclos para reduzir os riscos, pois caso ocorra algum evento extremo, nem toda a lavoura será igualmente afetada.

Particularidades do Sul do Brasil

A Embrapa elaborou uma nota técnica que aborda a mitigação dos efeitos do El Niño 2026/2027 na agropecuária da Região Sul do Brasil. Em anos com altos volumes de chuva e maior frequência de dias nublados na primavera-verão, os pesquisadores entendem que os desafios no manejo da soja e do milho merecem atenção redobrada.

Para minimizar riscos, uma das recomendações é a semeadura em nível (ou em contorno), técnica conservacionista em que as linhas acompanham as curvas de nível, perpendicularmente ao sentido do declive. A prática reduz a velocidade do escoamento superficial ao diminuir a energia da água. Segundo Farias, favorece também a infiltração de água no perfil do solo, abastecendo o reservatório da lavoura e reduzindo a possibilidade de erosão por escoamento superficial.

Outra prática recomendada para garantir condições adequadas de drenagem superficial são os terraços. O terraceamento agrícola é uma prática de conservação do solo e da água em áreas agrícolas, por sua capacidade de reduzir o impacto da declividade, controlar o escoamento superficial, aumentar a infiltração de água no solo, minimizar as perdas por erosão hídrica, e colaborar com o armazenamento de água. Quando adequadamente dimensionado, o sistema de terraços desempenha papel central na retenção de água e na conservação dos recursos do solo.

Outro ponto importante é o manejo das tecnologias de aplicação de defensivos. O excesso de chuva pode dificultar as pulverizações para o controle de pragas, plantas daninhas e doenças. Farias alerta que “o manejo fitossanitário tem que ser muito mais racional. O produtor deve ficar atento para aplicar no momento adequado, porque senão joga dinheiro fora”.

Mais chuva, maior atenção às doenças

De acordo com o relatório do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os modelos indicam probabilidade acima de 90% de permanência do fenômeno El Niño até, pelo menos, o início de 2027, trazendo bom volume de chuvas para a cultura da soja na Região Sul.

O verão mais chuvoso, com calor e curtos períodos de sol, forma o ambiente perfeito para a incidência de doenças fúngicas na soja. Por isso, é importante reforçar o monitoramento, principalmente porque o molhamento prolongado favorece algumas doenças da soja, como ferrugem-asiática, mofo-branco, mancha-alvo, antracnose e doenças de final de ciclo; e do milho, como cercosporiose, mancha-branca, helmintosporiose e podridões.

A pesquisadora da Embrapa Trigo (RS) Leila Costamilan explica que o primeiro problema que poderá aparecer nas lavouras, em anos de chuvas frequentes, é a podridão-radicular de fitóftora, a doença mais frequente em áreas compactadas, com solos mal drenados e acúmulo de água. Ela causa maiores perdas durante a emergência das plantas, levando à ressemeadura de soja em muitas lavouras. A orientação é utilizar cultivares resistentes e fazer o tratamento de sementes com fungicida específico.

Em anos chuvosos, a principal doença a ser controlada é a ferrugem-asiática da soja, que continua requerendo atenção de controle pelo seu elevado potencial de causar redução de produtividade. Segundo Meyer, períodos prolongados de molhamento foliar e temperaturas amenas favorecem o progresso da doença.

“Recomendamos o monitoramento das condições ambientais favoráveis e o acompanhamento dos primeiros relatos de ocorrência da doença para definir o melhor momento do controle químico e a utilização de fungicidas preventivamente ou no aparecimento dos sintomas”, afirma. O monitoramento da doença, durante a safra, pode ser feito pelo site do Consórcio Antiferrugem.

Outras medidas de manejo da doença recomendadas pela Embrapa incluem o cumprimento do vazio sanitário, o escape pela semeadura de cultivares precoces (no início da época recomendada) e a utilização de cultivares com genes de resistência. A publicação Eficácia de fungicidas para controle das principais doenças na cultura da soja também pode auxiliar os produtores na composição de programas de aplicações de fungicidas para controle de doenças da soja.

 

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ExpointerTecnologia

Massey Ferguson apresenta novo trator de pequeno porte na Expointer

Por Redação 19/08/2026
Escrito por Redação

Massey Ferguson apresenta novo trator de pequeno porte na Expointer

A Massey Ferguson participa da Expointer 2026 com uma novidade: o trator de pequeno porte MF 2700, nova série voltada aos pequenos e médios produtores que amplia a atuação da marca no segmento de tratores compactos. Durante a feira, que acontece de 29 de agosto a 6 de setembro, em Esteio (RS), a marca apresenta um portfólio que reúne máquinas, agricultura de precisão, conectividade e serviços para aumentar a eficiência das operações agrícolas.

O lançamento do MF 2700 reforça a estratégia de inovação da Massey Ferguson em 2026. Ao longo do ano, a marca apresenta novidades em diferentes categorias, incluindo tratores, plantadeiras, colheitadeiras, pulverizadores e soluções de agricultura de precisão. Os lançamentos ampliam a oferta de soluções para produtores de diferentes perfis e sistemas de produção.

“Nosso objetivo é oferecer soluções que combinam equipamentos, tecnologias digitais e serviços para tornar as operações mais eficientes, econômicas e produtivas, independentemente do tamanho da propriedade”, afirma Lucas Zanetti, gerente de Marketing de Produto da Massey Ferguson.

Nova série no portfólio de tratores

Resultado da parceria com a SDF, uma das principais fabricantes globais de tratores, a nova série MF 2700 foi desenvolvida para atender às necessidades de pequenos produtores e de atividades especializadas, oferecendo robustez, simplicidade de operação e excelente relação custo-benefício.

O novo trator de pequeno porte possui potência entre 35 cv e 60 cv. Os modelos possuem motores mecânicos de três cilindros e transmissão de oito velocidades, proporcionando facilidade de operação e baixo custo de manutenção. Plataformados, são indicados para horticultura, fruticultura, grãos, pecuária, serviços gerais, entre outros.

“Com o MF 2700 ampliamos nossa atuação em um segmento estratégico e passamos a atender produtores que buscam um trator compacto, robusto e confiável para diferentes aplicações. É uma solução desenvolvida para a realidade do campo brasileiro, mantendo os atributos de durabilidade e desempenho que caracterizam a Massey Ferguson”, destaca Zanetti.

Trator MF 5M

Além do lançamento do MF 2700, a Massey Ferguson leva à Expointer tecnologias desenvolvidas para aumentar a eficiência em todas as etapas da produção agrícola.

Entre os destaques está o MF 9S, maior e mais potente série de tratores da marca no Brasil, equipada com recursos de automação, conectividade e telemetria para operações de grande escala. A linha de tratores MF 5M e MF 6M amplia o acesso à agricultura de precisão ao disponibilizar tecnologias como piloto automático e conectividade embarcada para um número maior de produtores, além de oferecer opções mais simples e com melhor custo-benefício.

Já a série MF 3700 atende produtores que demandam maior potência e versatilidade, com modelos de 75 cv a 85 cv, motores de quatro cilindros, opções de transmissão de 8, 12 ou 15 velocidades, versões com tração 2WD ou 4WD e versões plataformada ou cabinada. A linha é indicada para culturas como grãos, arroz, citrus, pecuária, hortifrúti e serviços gerais.

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Expointer

49ª edição da Expointer começa dia 29 e será carbono neutro

Por Redação 18/08/2026
Escrito por Redação
49ª edição da Expointer começa dia 29 e será carbono neutro

Lançamento da Expointer 2026 ocorreu no Palácio Piratini com participação das entidades copromotoras – Foto: Maurício Tonetto/Secom

A 49ª Expointer será realizada de 29 de agosto a 6 de setembro, no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Durante nove dias, a Expointer reunirá produtores, expositores, entidades, empresas, pesquisadores e visitantes em uma programação que contempla produção animal, agricultura familiar, máquinas e implementos, inovação, tecnologia, cultura e negócios. O lançamento ocorreu no final da tarde de segunda-feira (17/8), no Palácio Piratini.

“A feira é um momento importante no calendário cultural e econômico do Rio Grande do Sul, mobilizando um setor fundamental, o agronegócio, responsável por mais de 40% do PIB do Estado”, disse o governador Eduardo Leite.

A feira será de carbono neutro, com ação realizada pela empresa CRVR, selecionada por meio de edital público da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), utilizando créditos de carbono certificados. O processo inclui a elaboração de um inventário das principais fontes de emissão da feira, com a conversão dos dados em toneladas de dióxido de carbono equivalente (tCO₂e), seguida da compensação com base em metodologia internacional (GHG Protocol), que considera carbono neutro os eventos em que as macrogerações são compensadas, assegurando transparência e padronização.

Programação, acessibilidade e agricultura familiar

A Expointer 2026 registra 7.926 animais de argola e rústicos inscritos. O Expointer 360º estará novamente disponível para auxiliar o público na circulação pelo Parque. O Pavilhão Internacional receberá o Querência Inclusiva, espaço destinado ao acolhimento de pessoas autistas, neurodivergentes e seus familiares. A estrutura contará com ambiente de convivência, área infantil, sala de regulação sensorial e local para orientação às famílias.

O Pavilhão da Agricultura Familiar contará com 509 expositores. Serão representados 218 municípios do Rio Grande do Sul. Do total de participantes, 400 são agroindústrias familiares, 74 atuam no artesanato e 28 trabalham com plantas, mudas e flores. Entre os empreendimentos de artesanato, oito são indígenas e três, quilombolas.

Ingressos

Os ingressos para a Expointer 2026 custam R$ 22 para pedestres. Estudantes, pessoas com 60 anos ou mais e pessoas com deficiência pagam meia-entrada, no valor de R$ 11. Crianças com menos de 6 anos, acompanhadas dos pais ou responsáveis, têm entrada gratuita.

O estacionamento custa R$ 53 por veículo, sem incluir a entrada do motorista e dos demais passageiros. A entrada dos visitantes na feira é diariamente das 8h às 20h. Em breve, serão divulgadas mais informações sobre a venda antecipada de ingressos.

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Feiras & EventosMercado

Fenasucro encerra 32ª edição com movimentação de R$ 14,1 bilhões em negócios

Por Redação 18/08/2026
Escrito por Redação

Fenasucro encerra 32ª edição com movimentação de R$ 14,1 bilhões em negócios

A 32ª Fenasucro & Agrocana encerrou a edição de 2026 com movimentação de R$ 14,1 bilhões em negócios, iniciados durante os quatro dias do evento, segundo levantamento realizado pelo CEISE Br junto aos expositores. O resultado reforça a capacidade da feira de conectar fornecedores, compradores e investidores em um momento de expansão dos biocombustíveis e de novas oportunidades para o setor.

Para Paulo Montabone, diretor da Fenasucro & Agrocana, os números refletem a qualidade das conexões geradas durante o evento. “Chegamos ao fim desta edição com resultados que mostram a força da cadeia da bioenergia. Tivemos compradores, investidores e profissionais buscando tecnologias, novos projetos e soluções para aumentar a eficiência da produção”, afirma.

Segundo Rosana Amadeu, presidente do CEISE Br, a 32ª edição mostrou a dimensão e a capacidade de articulação da cadeia bioenergética brasileira, ampliando oportunidades para a indústria de base nacional. “Encerramos essa edição com a convicção de que o setor está cada vez mais preparado para ocupar novos espaços no cenário nacional e internacional e para exercer um papel ainda mais estratégico na transição energética e na construção de uma economia de baixo carbono”, disse.

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Paraná pode colher safra de 25,9 milhões de toneladas, com destaque para a soja
Mercado

Valor Bruto da Produção Agropecuária é estimado em R$ 1,39 trilhão em julho

Por Redação 18/08/2026
Escrito por Redação

Valor Bruto da Produção Agropecuária é estimado em R$ 1,39 trilhão em julho

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP), que mede o faturamento da produção agropecuária, é estimado em R$ 1,39 trilhão em julho, segundo dados da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A maior parte do valor corresponde à lavoura, que soma R$ 893,3 bilhões, equivalente a 63,9% do total. A pecuária registra R$ 504,8 bilhões, correspondente a 36,1% do VBP.

Entre os produtos agrícolas, a soja apresenta o maior valor estimado, de R$ 336 bilhões, seguida pelo milho, com R$ 158,4 bilhões, pela cana-de-açúcar, com R$ 108,7 bilhões, e pelo café, com R$ 103,4 bilhões.

Na pecuária, a carne bovina apresenta projeção de faturamento de R$ 246,5 bilhões, equivalente a 17,6% do total, seguida pela carne de frango, com R$ 106,2 bilhões.

No recorte por unidades da Federação, Mato Grosso apresenta o maior valor estimado, com R$ 216 bilhões, equivalente a 15,5% do total. Em seguida, aparecem Minas Gerais, com R$ 166,2 bilhões (11,9%), e São Paulo, com R$ 156,2 bilhões (11,2%).

 

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