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Mais de 85% da dívida rural do RS fica fora da MP de renegociações, aponta Farsul
Mercado

Reforma Tributária altera a emissão da nota fiscal do produtor

Por Redação 16/01/2026
Escrito por Redação

Reforma Tributária altera a emissão da nota fiscal do produtor

A transição do novo modelo de tributação sobre o consumo começou no dia 1º de janeiro e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) alerta o produtor rural para as principais mudanças que vão impactar o agro, como a emissão de nota fiscal eletrônica.

A ferramenta Nota Fiscal Fácil (NFF) foi criada para promover a inclusão fiscal, aumento da formalidade, simplificação e conformidade tributária. No aplicativo, é possível um CPF ou CNPJ ter vários dispositivos associados simultaneamente. Ele também permite consulta aos documentos emitidos.

A ferramenta ainda não está disponível no Mato Grosso do Sul, Tocantins, Amazonas, Piauí, Ceará, Pernambuco e Alagoas, que possuem ferramentas próprias para emissão do documento fiscal. O app é gratuito e pode ser baixado em celular (Android e iOS) nas lojas virtuais.

De acordo com o coordenador do Núcleo Econômico da CNA, Renato Conchon, apesar de a reforma já estar valendo, 2026 será um ano de testes. “Todo contribuinte, inclusive o produtor, que possui sistema próprio de emissão de nota fiscal terá que ajustá-lo para incluir os novos campos dos tributos CBS e IBS, para aqueles produtores que usam a NFF ou similar, não é necessária qualquer mudança”.

A CBS e o IBS substituirão impostos federais, estaduais e municipais na reforma tributária do consumo (Lei Complementar 214/2025) e compõem o Imposto sobre Valor Agregado (IVA).

Renato explicou que esses novos campos terão função experimental para que a Receita Federal calibre a alíquota que será aplicada ao contribuinte e passará a valer a partir de 2027.

CNPJ Alfanumérico 

Outra mudança importante prevista este ano é a entrada em vigor do CNPJ Alfanumérico. Mesmo o produtor que opera como pessoa física passará a ter essa nova identificação de cadastro, assim como uma pessoa jurídica, mas sem perder a característica de pessoa física.

“É uma mudança de paradigma, e a expectativa é que comece a valer a partir do segundo semestre e exige preparação e mudança de mentalidade por parte dos produtores rurais”, destacou Conchon. “Mas é importante aguardar as regras que a Receita Federal do Brasil irá divulgar ao longo do primeiro semestre deste ano.”

Calculadora

Para apoiar o produtor nesse processo, a CNA lançou uma calculadora da reforma tributária, disponível gratuitamente no site da entidade. A ferramenta permite ao produtor ou contador fazer um planejamento e melhor gestão fiscal da sua atividade, além de simular o valor da CBS e do IBS a serem pagos.

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Mercado

IBGE: safra de grãos 2025 é recorde e previsão para 2026 é 1,8% menor

Por Redação 16/01/2026
Escrito por Redação
IBGE: safra de 2025 é recorde e previsão para 2026 é 1,8% menor

A produção de soja alcançou novo recorde em 2025, totalizando 166,1 milhões de toneladas, com alta de 14,6% frente à safra de 2024 – Foto: Jaelson Lucas/AEN-PR

A safra de grãos (cereais, leguminosas e oleaginosas) de 2025 atingiu 346,1 milhões de toneladas, um recorde na série histórica iniciada em 1975, de acordo com levantamento do IBGE. A produção nacional de soja (166,1 milhões de toneladas), milho (141,7 milhões de toneladas), algodão (9,9 milhões de toneladas), sorgo (5,4 milhões de toneladas) e café do tipo canephora (1,3 milhão de toneladas) também quebrou recordes.

O levantamento do Instituto também trouxe o terceiro prognóstico para a safra 2026: 339,8 milhões de toneladas, com uma redução estimada em 1,8% (ou menos 6,3 milhões de toneladas), frente a 2025.

A área colhida em 2025 foi estimada em 81,6 milhões de hectares, com aumento de 3,2% (ou 2,5 milhões de hectares) frente a 2024. Contribuíram para isso os acréscimos de 5,7% na área plantada do algodão, de 11,1% para o arroz, de 3,7% para a soja, de 4,3% para o milho e de 15,6% no sorgo. Em contrapartida, houve reduções de 7,2% na área do feijão e de 18,2% na do trigo.

Safra de grãos mais que duplicou em 13 anos

A safra de grãos 2025 teve um aumento de 18,2% frente a produção de 2024. Na série histórica do IBGE, observa-se que esses 346,1 milhões de toneladas de grãos representam mais que o dobro da produção atingida em 2012 (162,0 milhões de toneladas).

Ou seja: em 13 anos, a produção de grãos do país mais do que duplicou. No entanto, a área plantada não cresceu na mesma velocidade, variando apenas 66,8% nesse mesmo período: de 48,9 milhões de hectares em 2012 e para 81,6 milhões de hectares em 2025.

Para Carlos Alfredo Guedes, gerente de Agricultura do IBGE, “os ganhos de produtividade das lavouras são frutos de anos de trabalho de pesquisa de instituições como a Embrapa, que desenvolveu vaidades adaptadas aos diversos biomas brasileiros. Esses ganhos também se devem às decisões dos produtores rurais, de investirem cada vez mais em tecnologias avançadas, visando alcançar o máximo do potencial produtivo das plantas”.

Alfredo, observa, ainda, que o recorde de 2025 se deveu, principalmente, às performances da soja, do milho e do algodão, devido às condições climáticas bastante favoráveis, no ano.

Mato Grosso concentrou 32,0% da produção de grãos do país em 2025

A região Centro-Oeste concentrou mais da metade (51,6%) da produção de grãos do país em 2025, com 178,7 milhões de toneladas. A região Sul veio a seguir, com 86,3 milhões de toneladas, ou 24,9% do total. A produção de grãos das demais regiões também foi significativa, mas ficou abaixo dos 10%: Sudeste, com 31,1 milhões de toneladas, ou 9,0%; Nordeste, com 27,7 milhões de toneladas ou 8,0% e Norte, com 22,3 milhões de toneladas, ou 6,5%.

Entre os estados, Mato Grosso foi o maior produtor nacional de grãos em 2025, com participação de 32,0%, seguido pelo Paraná (13,5%), Goiás (11,3%), Rio Grande do Sul (9,3%), Mato Grosso do Sul (8,1%) e Minas Gerais (5,5%). Juntos, estes seis estados concentram praticamente 80% (79,7%) da safra de grão do país.

Em 2026, safra de grãos deve recuar 1,8% 

Para 2026, o prognóstico do IBGE é que a safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas, tenha uma retração de 1,8%, chegando a 339,8 milhões de toneladas, ou 6,3 milhões de toneladas a menos do que a safra de 2025. O gerente de Agricultura do IBGE observa que essa retração está ligada, principalmente, às culturas do milho, do sorgo e do arroz.

“Como safra de 2025 foi muito boa para esses produtos, partimos de um patamar elevado de comparação, algumas dessas culturas ainda serão implantadas na segunda safra, então dependemos da janela de plantio e das condições climáticas para termos estimativas mais apuradas. Além disso, as margens de lucro estão reduzidas, devido aos preços baixos, o que tem desestimulado os produtores a aumentar a área e os investimento nas lavouras”.

Em seu prognóstico de dezembro para a safra 2026, o IBGE espera aumentos de produção no Paraná (1,5%), no Rio Grande do Sul (25,2%), no Piauí (16,9%) e em Rondônia (0,5%). Por outro lado, são esperados declínios no Mato Grosso (-7,9%), em Goiás (-8,0%), no Mato Grosso do Sul (-6,8%), em Minas Gerais (-1,7%), na Bahia (-4,7%), em São Paulo (-4,8%), no Tocantins (-2,9%), no Maranhão (-0,7%), no Pará (-8,6%), em Santa Catarina (-1,6%) e em Sergipe (-7,4%).

Em 2026, o LSPA do IBGE vai incluir a canola e o gergelim, produtos que vêm ganhando importância na safra de cereais, leguminosas e oleaginosas nos últimos anos.

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Mercado

BNDES faz aprovação recorde de crédito para biocombustíveis

Por Redação 16/01/2026
Escrito por Redação

BNDES faz aprovação recorde de crédito para biocombustíveis

A partir de 2023, o Banco retomou o apoio à produção de bicombustíveis no país, em projetos diversificados, com etanol de milho e trigo, além do biometano. Nos últimos três anos, já foram aprovados R$ 13,3 bilhões, cifra 204% maior que a alcançada entre 2019 e 2022.

“O governo do presidente Lula retomou o apoio à produção de biocombustíveis no país a partir de 2023 porque representa um passo estratégico do Brasil no enfrentamento às mudanças climáticas. Ao financiar energia limpa e renovável, o BNDES fortalece a indústria nacional, contribui com a redução das emissões e consolida o país como protagonista da transição energética justa e sustentável”, afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

De acordo com o chefe do Departamento do Complexo Agroalimentar e de Biocombustíveis do Banco, Mauro Mattoso, apoiar a produção de biocombustíveis traz vários benefícios para a economia do país.

“Porque boa parte do etanol produzido vem do milho, por exemplo. Uma parte também vem do trigo. Então você agrega valor a um grão que seria em alguns casos apenas exportado; gera uma indústria, que gera emprego e renda no local de sua produção, ajudando o agricultor e a população local”, explica. “Além disso, também há a produção do biometano, feito a partir de resíduos agroindustriais ou até de centros urbanos.”

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Artigo Técnico

Logística no agronegócio: como superar os desafios do pico da safra

Por Redação 15/01/2026
Escrito por Redação

Logística no agronegócio: como superar os desafios do pico da safra

por André Pimenta* – A cada nova safra, o agronegócio brasileiro reafirma sua relevância no cenário global. De acordo com dados do IBGE, a estimativa é uma safra de 345,6 milhões de toneladas em 2025, a maior já observada no Brasil, sendo 18,1% superior a de 2024. Esses números evidenciam a força do setor e, ao mesmo tempo, a urgência de uma logística capaz de acompanhar o crescimento. À medida que os números avançam e a produtividade se consolida como um diferencial competitivo, fica claro que a eficiência na operação deixou de ser apenas uma parcela da preocupação para se tornar parte essencial e estratégica, especialmente nas épocas em que o volume é concentrado e a pressão sobre toda a cadeia aumenta.

Grande parte dessa operação nasce em regiões distantes dos centros urbanos e dos portos, o que torna a infraestrutura um dos principais desafios para o escoamento. Estradas rurais pouco preparadas, acessos fragilizados e gargalos históricos ao longo dos corredores logísticos impactam diretamente custos, prazos e previsibilidade. Mesmo com avanços graduais na malha nacional, a infraestrutura física ainda evolui de forma mais lenta que a demanda, o que reforça a importância de soluções digitais sólidas, baseadas em dados, inteligência e integração, e capazes de compensar as questões de limitações estruturais.

Outro ponto crítico é a escassez de caminhões e motoristas durante o pico da safra. A concentração de demanda pressiona valores de frete e reduz a capacidade de resposta do setor, intensificando um desafio que se repete ano após ano, especialmente em um país onde cerca de 68,8% do fluxo de soja ainda depende do transporte rodoviário, segundo dados do Esalq-Log (Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial). Esse nível de concentração torna o sistema mais sensível a qualquer oscilação, e é justamente nesse contexto que as plataformas digitais ganham protagonismo ao conectar embarcadores e transportadores com maior rapidez e assertividade, melhorando a alocação de recursos e reduzindo o impacto da sazonalidade. Quando combinamos previsibilidade, transparência e dados em tempo real, deixamos de reagir ao gargalo para antecipá-lo.

O movimento já faz parte da transformação mais profunda que o setor logístico vive. A digitalização de ponta a ponta elimina burocracia, amplia visibilidade e melhora a colaboração entre todos os agentes da cadeia. A otimização de soluções com recursos como automação e uso de inteligência artificial trazem velocidade e precisão às operações críticas, enquanto o rastreamento de cargas pode estabelecer um novo padrão de transparência e segurança. Visibilidade, que antes era diferencial, tornou-se requisito básico para operar em grande escala.

 A alta temporada do agronegócio, portanto, não deve ser vista apenas como um período de tensão operacional, mas como oportunidade para elevar o patamar logístico do setor. Quando unimos tecnologia, integração, inteligência e presença operacional, transformamos desafios históricos em vantagem competitiva, conectando o campo à estrada por meio de uma logística que responde ao agora e evolui para um futuro sustentado por líderes estratégicos, cadeias mais integradas e uma convivência madura entre o digital e o físico.

André Pimenta é CEO da Motz

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Mercado

Produção de grãos e área plantada da safra 2025/26 mantém perspectiva de novos recordes

Por Redação 15/01/2026
Escrito por Redação
Produção de grãos e área plantada da safra 2025/26 mantém perspectiva de novos recordes

A soja, principal cultura do país, alcançou 176,1 milhões de toneladas, quantidade 2,7% maior que a da safra passada // Foto: Freepik

Nesta quinta-feira (15), a Companhia Nacional de Abastecimento divulgou o 4º levantamento da produção de grãos 2025/26, que apresenta o aumento de 0,3% na produção brasileira de grãos e crescimento de 2,6% na área cultivada em relação ao ciclo agrícola anterior. Neste novo cenário publicado, a produção estimada das 16 principais culturas do país chegaria a 353,1 milhões de toneladas, em uma área prevista de 83,9 milhões de hectares, o que representa 987,5 mil toneladas a mais e 2,1 milhões de hectares superior à safra 2024/25.

A Região Norte/Nordeste, com a produção de grãos estimada em 55,8 milhões de toneladas, equivale a 15,8% do total, e a produção da Região Centro-Sul, projetada em 297,3 milhões de toneladas, corresponde a 84,2% da produção nacional. Destaque para a Região Centro-Oeste, principal produtora, com 174,5 milhões de toneladas, o que representa 49,4% do total nacional.

A soja, principal cultura do país, alcançou 176,1 milhões de toneladas, quantidade 2,7% maior que a da safra passada, o que significa dizer um aumento de 4,6 milhões de toneladas da oleaginosa. O plantio também teve um acréscimo de área de 1,3 milhão de hectares (+2,8%), saindo de cerca de 47,4 milhões de hectares para 48,7 milhões de hectares.

Apesar do aumento de produção e de área, a produtividade do grão se manteve em um cenário de estabilidade, com leve oscilação negativa de 0,1%, queda explicada por chuvas irregulares em volumes aquém do esperado em regiões do Mato Grosso do Sul e limitações físicas em solos arenosos em algumas localidades de Goiás, apesar da estimativa de aumento da produtividade do Rio Grande do Sul nessa safra.

Outra importante cultura, o milho, também apresentou acréscimo na área plantada total estimada, somando as três safras, em 22,7 milhões de hectares: a expectativa é de elevação de 4%, um salto de 21,7 milhões de hectares em 2024/25 para 22,8 mil hectares na safra atual, o que corresponde a 871,8 mil hectares a mais.

Entretanto, devido a eventos climáticos como tempestades, granizo, baixas e altas temperaturas e veranicos na Região Sul do país e falta de chuvas no estágio inicial de desenvolvimento em Minas Gerais, influenciando na primeira safra, a projeção é que o cereal tenha queda de 1,5% na produção e 5,3% na produtividade, computadas as três safras.

Em relação à produção, ela sai de 141 milhões de toneladas na safra 2024/25 para em torno de 138,9 milhões nesta safra, uma redução de 2,23 milhões de toneladas. Já no que se refere a produtividade, a estimativa é que ela caia 343 kg/ha, sendo de 6.457 kg/ha no ciclo agrícola passado e agora de 6.114 kg/ha.

Já o sorgo, uma cultura em forte expansão no Brasil, é mais um grão que tem expectativa de ampliação em área e em produção – ganhando 11,3% mais de espaço plantado nas lavouras e 9,2% na quantidade disponível do cereal. Na safra 2024/25, a produção foi de 6,1 milhões de toneladas, já no ciclo agrícola vigente, essa quantidade chega a aproximadamente 6,7 milhões de toneladas, uma diferença de 563,5 mil toneladas.

Da mesma forma, a área também deve ter uma adição de 184,3 hectares, partindo de 1,6 milhão de hectares na safra passada e chegando a 1,8 milhões de hectares na safra 2025/26. Ainda assim, a produtividade do grão tende a diminuir em 1,9%, deixando os 3.739 kg/ha do ciclo passado e chegando a 3.670 kg/ha na safra corrente. Destaca-se que o maior cultivo do sorgo acontecerá na segunda safra, após a colheita da soja.

Impulsionado pela demanda por óleo vegetal e biodiesel, a perspectiva de produção do girassol é de 101,9 mil toneladas, ou seja, 1,5 mil toneladas a mais que na safra passada, que era de 100,4 mil toneladas – um aumento de 1,5%. A área para o plantio da oleaginosa também deve ter expansão de 3,1%, aumentando em 1,9 mil hectares – de 61,9 mil hectares em 2024/25 para 63,8 em 2025/26.

Contudo, a expectativa é que a produtividade do grão apresente decréscimo de 1,5%, em razão da regularidade das chuvas, com intervalos de boa insolação e temperaturas amenas no Rio Grande do Sul. Por esses motivos, projeta-se um recuo da produtividade do grão de 24 kg/ha, o qual atingiu a marca de 1.622 kg/ha na safra anterior e deve recuar para 1.598 kg/ha na safra presente.

Por fim, a mamona, a qual também vem ampliando o cultivo no Brasil, recentemente, por causa do fornecimento do óleo de rícino para biocombustíveis, cosméticos e farmacêuticos, demonstra aumento em área, produção e produtividade. Em consequência do aumento do cultivo e de boas condições climáticas na Bahia, a estimativa é que o grão supere a produção na safra 2024/25 de 100 mil toneladas, alcançando 147,4 mil toneladas na safra atual.

Da mesma forma, a área cultivada será 9,3% maior – no ciclo passado foi de 69,6 mil hectares -, atingindo a marca de 76,1 mil hectares, o que quer dizer 6,5 mil hectares a mais. Como resultado, a produtividade também se encaminha para ter um significativo avanço de 34,8%, saindo de 1.437 kg/ha na safra anterior para 1.938 kg/ha para o ciclo 2025/26. Assim como o sorgo, a maior parte da semeadura do girassol acontecerá após a colheita da primeira safra, sobretudo no Centro-Oeste.

Demais culturas de verão

A semeadura das culturas de primeira safra está em fase final e já foram iniciadas as primeiras colheitas, ainda a depender de condições climáticas, com a área cultivada em consolidação. Além disso, o calendário de plantio das culturas de segunda e terceira safras segue até junho deste ano.

Algodão

Previsão de redução de 2,8% na área cultivada em relação à safra 2024/25, totalizando 2 milhões de hectares. A produção de pluma está estimada em 3,8 milhões de toneladas. O plantio segue em andamento, com 25,1% concluído na primeira semana de janeiro, e 64,8% da área semeada já em fase de desenvolvimento vegetativo.

Amendoim

Expectativa de queda na produção em 1,9% em comparação com o ciclo agrícola anterior, totalizando 1,1 milhão de toneladas; e de variação positiva na área semeada em 0,5% em relação a safra 2024/25, projetada para 281,8 mil hectares.

Arroz

Estimativa de redução de 9,9% na área semeada, totalizando 1,6 milhão de hectares, e queda de 13,3% na produção, projetada em 11,1 milhões de toneladas. A área irrigada apresenta redução de 6,6%, estimada em 1,3 milhão de hectares e produção de 10,2 milhões de toneladas, e a área de sequeiro reduz 21,4%, estimada em 310,1 mil hectares, com produção de 857 mil toneladas, 26% abaixo da safra anterior.

Feijão

A produção total de feijão, somando as três safras, está estimada em 3 milhões de toneladas, 0,5% abaixo da safra anterior. A primeira safra apresenta redução de 11,1% na área plantada, totalizando 807,6 mil hectares, com expectativa de produção de 983,6 mil toneladas, 7,4% inferior à safra passada. A colheita iniciou no Paraná, Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, e foi finalizada em São Paulo. A segunda e terceira safras serão semeadas entre janeiro e julho.

Gergelim

Perspectiva de estabilidade em produção e área cultivada estimadas em 399,4 mil toneladas e 608 mil hectares plantados, respectivamente.

Culturas de inverno

Este levantamento, realizado em dezembro, segue alinhado com os dados apresentados nas Perspectivas Agropecuárias, divulgadas em setembro de 2025. A colheita das culturas de inverno da temporada 2024/25 foi encerrada.

As primeiras estimativas para a nova produção de grãos dessa temporada serão divulgadas em fevereiro e, por enquanto, adota-se a safra 2025 como base para a previsão de 2026. A colheita da safra 2025 da principal cultura de inverno plantada e última a terminar de ser colhida, o trigo, foi finalizada, com a produção somando 7,9 milhões de toneladas, semelhante à de 2024.

A despeito da redução de 20% na área cultivada em relação à safra anterior, o resultado foi positivo, visto que o clima contribuiu para a obtenção de boas produtividades.

Mercado

A nova expectativa é que as exportações atinjam 41,5 milhões de toneladas – superando projeção de 40 milhões de toneladas -, impulsionada pela ampla oferta interna e pela maior demanda internacional pelo grão.

Além disso, no mercado interno, o consumo previsto para 2025 é de 90,56 milhões de toneladas, um acréscimo de 7,8% em relação à safra anterior. Esse crescimento é atribuído principalmente ao aumento da utilização do milho na produção de etanol, que vem ganhando cada vez mais relevância no setor energético.

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EmpresasTecnologia

Fendt e PTx Trimble criam sistema de controle de ervas daninhas com inteligência artificial

Por Redação 14/01/2026
Escrito por Redação

Fendt e PTx Trimble criam sistema de controle de ervas daninhas com inteligência artificial

A Fendt, fabricante alemã de máquinas agrícolas, e a PTx, marca de soluções agrícolas digitais e de alta precisão, ambas do grupo AGCO, se uniram para sanar uma das principais dores dos produtores: o controle de ervas daninhas na lavoura. Para isso, as marcas apresentam o RowPilot, uma solução inovadora que promete transformar o manejo de ervas daninhas através da inteligência artificial (IA).

O RowPilot surge como uma resposta direta à necessidade de maior eficiência e sustentabilidade no campo. Trata-se de um sistema de gerenciamento de linhas baseado em inteligência artificial projetado para orientar tratores e implementos de capina mecânica. Ao automatizar o direcionamento nas entrelinhas, a tecnologia elimina a fadiga do operador, que não precisa mais monitorar constantemente o implemento, e permite velocidades de trabalho mais elevadas sem comprometer a lavoura.

Ao contrário dos sistemas convencionais de câmeras, que se baseiam na cor (verde sobre marrom) ou na massa foliar das plantas, o software do RowPilot foi treinado para “ler” a estrutura da cultura de uma forma mais sofisticada. A inteligência artificial identifica o ponto exato onde a planta emerge do solo.

Essa mudança de paradigma técnico traz vantagens operacionais imediatas para o agricultor, como precisão em condições adversas, já que o sistema mantém a orientação correta mesmo se houver vento movendo as plantas ou se a cultura apresentar falhas e densidades irregulares. Além disso, a tecnologia mostra sua eficiência em ervas daninhas densas, pois a IA distingue a geometria da cultura, ela não se confunde em cenários onde há muita infestação de ervas daninhas (o desafio “verde sobre verde”). Outro diferencial é a operação em declives, pois a tecnologia compensa a inclinação do terreno, garantindo que o implemento não danifique a linha de plantio.

“Embora o sistema ainda esteja em fase piloto, além da aplicação para o cultivo de plantas, ele apresenta potencial para outros usos como pulverização e colheita. Trata-se de uma solução que vem ao encontro das tendências que a agricultura pede: automação e autonomia para o operador”, destaca Elizeu dos Santos, gerente de Marketing de

O desenvolvimento do RowPilot também focou na facilidade de uso. O operador precisa apenas informar a posição da câmera e o espaçamento entre linhas no terminal do trator. Não é necessário configurar parâmetros complexos como altura, largura ou cor da planta, pois o algoritmo se adapta automaticamente.

Além do ganho em produtividade, a tecnologia reforça o compromisso da Fendt e da PTx com a sustentabilidade. Ao viabilizar uma capina mecânica de altíssima precisão, o RowPilot facilita a redução do uso de defensivos químicos, atendendo a uma demanda global por práticas agrícolas mais limpas.

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Moagem de cana no Norte e Nordeste segue em queda, mas produção de anidro está mantida
Mercado

Moagem de cana no Norte e Nordeste segue em queda, mas produção de anidro está mantida

Por Redação 14/01/2026
Escrito por Redação
Moagem de cana no Norte e Nordeste segue em queda, mas produção de anidro está mantida

Produção de cana-de-açucar. 07-2021. Foto: José Fernando Ogura/AEN

A moagem de cana na safra 2025-2026 nas regiões Norte e Nordeste até 15 de dezembro de 2025 totalizou 36,5 milhões de toneladas, recuo de 8,5% na comparação com o montante de 39,9 milhões de toneladas processado em igual intervalo da temporada anterior. A queda, que reflete o desempenho tanto no Norte quanto no Nordeste, é baseada em dados fornecidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e compilados pela Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio).

Na avaliação do presidente da NovaBio, Renato Cunha, os resultados apurados até 15 de dezembro de 2025 confirmam os desafios que o setor enfrenta na safra 2025-2026: “São dificuldades climáticas e de origem internacional, que devem resultar em números menores quando concluirmos a safra, mas é importante frisar que apesar disso, a produção de etanol anidro segue estável, garantindo o esforço para reduzir emissões”, completa.

Números em queda

Na Região Norte, a moagem recuou 11,9%, caindo de 7,3 milhões para 6,4 milhões de toneladas, enquanto que no Nordeste a queda foi de 7,7%, de 32,6 milhões para 30,1 milhões de toneladas no mesmo período da safra anterior. O volume menor de cana processada refletiu diretamente na cadência de uma melhor produção de açúcar, que apresentou redução de 22,4% considerando o total das duas regiões, com 1,948 milhão de toneladas produzidas ante 2,511 milhões de toneladas do ciclo anterior.

No etanol, a produção total nas regiões Norte e Nordeste chegou a 1,52 milhão de metros cúbicos, 6,9% abaixo do apurado no mesmo período da temporada passada. Mais uma vez o etanol hidratado foi o principal responsável pelo recuo, com redução de 10,7% no acumulado até 15 de dezembro de 2025. Já o etanol anidro apresentou estabilidade, com recuo marginal de apenas 0,4%, mas no recorte do Nordeste registrou alta de 6,2%, reafirmando a mudança no perfil produtivo da safra atual.

Os dados de ATR – Açúcar Total Recuperável, principal indicador de qualidade da cana-de-açúcar, também refletem o impacto da menor moagem. O ATR total nos produtos finais caiu 14,2% nas regiões Norte e Nordeste, com o indicador por tonelada de cana recuando 6,3% no consolidado regional, pressionado principalmente pelo desempenho do Nordeste, que registrou queda de 9,1%, enquanto a Região Norte apresentou avanço de 6,8%.

No comparativo entre projeção e realização da safra 2025-2026, até 15 de dezembro de 2025, o setor alcançou 61,9% da moagem estimada de cana-de-açúcar no total das regiões. A Região Norte, que em dezembro praticamente encerrou a moagem na atual safra, apresentou execução mais avançada, com 89,8% da previsão, enquanto o Nordeste atingiu 58,1%. No etanol total, o índice de realização foi de 60,3% no consolidado regional, com destaque para o Norte, que já alcançou 97,5% da estimativa prevista para o período.

Estoques de etanol

Os estoques físicos de etanol nas Regiões Norte e Nordeste também apresentaram queda na comparação entre as safras. Na posição até 15 de dezembro de 2025, o estoque total somou 310,3 mil metros cúbicos, recuo de 34,1% em relação aos 471,4 mil metros cúbicos registrados na mesma data de 2024.

O etanol anidro apresentou redução de 32%, já apresentando indícios de estímulo pela vigência da nova mistura de 30% de etanol na gasolina, enquanto o hidratado teve queda ainda mais acentuada, de 35,9%.

 

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BNDES disponibiliza mais R$ 15,3 bilhões para o Plano Safra 2025/26

Por Redação 14/01/2026
Escrito por Redação

BNDES disponibiliza mais R$ 15,3 bilhões para o Plano Safra 2025/26

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), disponibilizou nesta terça-feira, 13, mais R$ 15,3 bilhões para operações de crédito rural no âmbito de programas do Plano Safra 2025-2026. Deste montante, R$ 10,4 bilhões serão destinados às linhas voltadas para agricultura empresarial e R$ 4,9 bilhões para agricultura familiar.

Com a medida, o total de recursos ainda disponível nos diferentes Programas Agropecuários do Governo Federal (PAGF) a serem repassados pelo Banco é de R$ 20,1 bilhões, com prazo de utilização até junho de 2026.

“Com a nova liberação de recursos para o Plano Safra 2025/26, o BNDES reafirma seu papel estratégico no governo do presidente Lula ao apoiar o agro brasileiro. São recursos para apoiar tanto aos pequenos e médios produtores quanto à agricultura empresarial. Crédito para investimento, inovação e sustentabilidade, fortalecendo a produção de alimentos e permitido que o setor siga como um dos principais motores do desenvolvimento do país”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Os recursos poderão ser utilizados por produtores rurais, cooperativas e agricultores familiares para custeio e investimento em diversas finalidades, incluindo ampliação da produção, aquisição de máquinas e equipamentos, armazenagem e inovação.

O BNDES é um dos principais apoiadores do setor agropecuário. No Plano Safra 2025-2026, o Banco já aprovou R$ 26,4 bilhões no âmbito dos PAGF e atendeu a solicitações de mais de 105 mil operações por meio de operações indiretas, realizadas pela rede de agentes financeiros credenciados.

Além dos PAGFs, o BNDES também oferece soluções próprias para garantir a oferta de crédito ao setor agropecuário durante todo o ano, como o BNDES Crédito Rural – na atual safra, o produto já soma R$ 4,4 bilhões em operações aprovadas.

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Moagem de cana acumula queda de 2,36%, com 598,2 milhões de toneladas na safra 2025/2026

Por Redação 13/01/2026
Escrito por Redação

Moagem de cana acumula queda de 2,36%, com 598,2 milhões de toneladas na safra 2025/2026

Na primeira quinzena de dezembro, as unidades produtoras da região Centro-Sul processaram 5,92 milhões de toneladas, registrando queda em relação as 8,81 milhões da safra 2024/2025. No acumulado da safra 2025/2026 até 16 de dezembro, a moagem atingiu 598,19 milhões de toneladas, ante 612,67 milhões de toneladas registradas no mesmo período no ciclo anterior – recuo acumulado de 2,36%.

Na primeira metade do mês, operaram 90 unidades produtoras na região Centro-Sul, sendo 71 unidades com processamento de cana, dez empresas que fabricam etanol a partir do milho e nove usinas flex. No mesmo período da safra anterior, 127 unidades produtoras estavam em operação.

No acumulado desde o início da safra, 208 unidades já haviam encerrado as operações até 16 de dezembro, ante 209 usinas no mesmo período do ciclo anterior. Para a segunda quinzena do mês, outras 36 unidades produtoras reportaram a intenção de encerrar a safra.

Em relação à qualidade da matéria-prima, no acumulado da safra até 16 de dezembro o indicador marcou 138,38 kg de ATR por tonelada, registrando retração de 2,21% na comparação com o valor observado na mesma posição no ciclo anterior.

Produção de açúcar e etanol

A produção de açúcar nos primeiros quinze dias de dezembro totalizou apenas 254,24 mil toneladas, registrando queda de 28,66% na comparação com a quantidade registrada em igual período na safra 2024/2025 (356,35 mil toneladas). No acumulado desde o início da safra até 16 de dezembro, a fabricação do adoçante totalizou 40,16 milhões de toneladas, contra 39,81 milhões de toneladas do ciclo anterior.

Na primeira metade de dezembro, a fabricação de etanol pelas unidades do Centro-Sul atingiu 740,61 milhões de litros, sendo 393,59 milhões de litros de etanol hidratado (-20,62%) e 347,02 milhões de litros de etanol anidro (+30,18%). No acumulado do atual ciclo agrícola até 16 de dezembro, a fabricação do biocombustível totalizou 30,27 bilhões de litros (-5,37%), sendo 18,72 bilhões de etanol hidratado (-8,17%) e 11,55 bilhões de anidro (-0,43%).

Do total de etanol obtido na primeira quinzena de dezembro, 54,14% foram fabricados a partir do milho, registrando produção de 400,96 milhões de litros neste ano, contra 377,97 milhões de litros no mesmo período do ciclo 2024/2025 – aumento de 6,08%. No acumulado desde o início da safra até 16 de dezembro, a produção de etanol de milho atingiu 6,43 bilhões de litros – avanço de 14,49% na comparação com igual período do ano passado.

Vendas de etanol

Na primeira quinzena de dezembro, as vendas de etanol totalizaram 1,53 bilhão de litros. O volume comercializado de etanol anidro no período foi de 582,49 milhões de litros – avanço de 18,03% – enquanto o etanol hidratado registrou venda de 943,22 milhões de litros – avanço de 8,18%.

No mercado doméstico, o volume de etanol hidratado vendido pelas unidades do Centro-Sul totalizou 582,49 milhões de litros, o que representa um aumento de 18,33% em relação ao mesmo período da safra anterior. A venda de etanol anidro, por sua vez, atingiu a marca de 893,96 milhões de litros, avanço de 5,53%.

No acumulado desde o início da safra até 16 de dezembro, a comercialização de etanol pelas unidades do Centro-Sul somou 24,85 bilhões de litros, registrando recuo de 1,64%. O volume acumulado de etanol hidratado totalizou 15,47 bilhões de litros (-5,34%), enquanto o de anidro alcançou 9,37 bilhões de litros (+5,14%).

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Como fica o clima no Brasil de janeiro a março, segundo previsões do Inmet

Por Redação 12/01/2026
Escrito por Redação

safra de grãos - Como fica o clima no Brasil de janeiro a março, segundo previsões do Inmet

Entre janeiro e março de 2026, o país deve apresentar um cenário climático marcado por contrastes: chuvas acima da média e boa disponibilidade hídrica no Norte, Centro-Oeste e Sul; irregularidade e déficit de precipitação em grande parte do Nordeste; e volumes abaixo da média no Sudeste, com impactos pontuais sobre lavouras e pastagens. As temperaturas tendem a ficar levemente acima da média na maior parte do território. As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).

Região Norte

A previsão indica chuvas próximas ou acima da média na maior parte da região, com exceção do Tocantins e sudoeste do Pará, onde os volumes tendem a ficar abaixo do normal. As temperaturas devem permanecer dentro ou ligeiramente acima da média.

O solo apresenta, em geral, boa disponibilidade de água, favorecendo culturas anuais e perenes. Contudo, Roraima, norte do Amazonas e áreas do Baixo Amazonas podem registrar restrição hídrica no início do trimestre, com risco para lavouras em fase inicial. A partir de fevereiro, a umidade do solo tende a se recuperar, com possibilidade de excedentes em março, o que também exige atenção a encharcamento e doenças.

Região Nordeste

Predominam chuvas abaixo da média no interior e no litoral leste, com exceção do norte do Maranhão, do Piauí e do litoral norte do Ceará, onde os volumes podem ser normais ou acima. As temperaturas ficam acima da média em quase toda a região.

O armazenamento de água no solo deve permanecer baixo (abaixo de 30%) em grande parte do território, intensificando o déficit hídrico, sobretudo em fevereiro, o que pode comprometer culturas de sequeiro e pastagens. Condições um pouco mais favoráveis são esperadas no Maranhão e em áreas pontuais do sul do Piauí e oeste da Bahia.

Região Centro-Oeste

As chuvas devem ficar próximas ou acima da média em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, enquanto Goiás pode registrar volumes inferiores. As temperaturas tendem a ficar até 1 °C acima da média.

A umidade do solo será elevada na maior parte da região, favorecendo lavouras de verão e pastagens, mas com risco de excesso hídrico e encharcamento em áreas do centro-norte de Mato Grosso e oeste e norte de Goiás, especialmente em fevereiro e março.

Região Sudeste

São previstos volumes de chuva abaixo da média em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e norte de São Paulo, com temperaturas levemente acima do normal. O norte de Minas, Espírito Santo e litoral norte fluminense podem apresentar baixa umidade do solo, afetando culturas de sequeiro, café e pastagens. No restante da região, os estoques hídricos tendem a ser elevados, com excedentes no sul de Minas e centro-leste paulista, favorecendo soja, milho, cana-de-açúcar e pastagens.

Região Sul

A previsão aponta chuvas próximas ou acima da média em toda a região, com temperaturas até 1 °C acima do normal. O solo deve manter altos níveis de umidade, beneficiando lavouras de verão, fruticultura e pecuária. Apenas o extremo sul do Rio Grande do Sul pode registrar déficit hídrico em janeiro, exigindo atenção ao manejo e, eventualmente, à irrigação.

 

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