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EmpresasTecnologia

Fazenda Conectada Case IH apresenta safra recorde e redução de custo de mais de R$ 1 mi

Por Redação 12/01/2026
Escrito por Redação

Fazenda Conectada Case IH apresenta safra recorde e redução de custo de mais de R$ 1 mi

A Fazenda Conectada Case IH apresenta novos resultados após o fechamento da safra 2024/25. Fruto da parceria da Case IH, marca da CNH, com a TIM, a fazenda real de mais de 3 mil hectares foi transformada em um laboratório de inovação e produtividade.

Com safra recorde, a produção total foi de 14.054 toneladas, com produtividade média de 75 sacas por hectare. Com isso, ela foi 19% mais produtiva do que a região em que está, 14% maior do que em relação ao estado de Mato Grosso, além de ser 27% mais produtiva do que a média brasileira durante o mesmo período, segundo dados da Conab.

“A Fazenda Conectada é um laboratório vivo de inovação e produtividade. Esse bom desempenho é resultado de um conjunto de fatores como boas práticas de manejo, tomada de decisão orientada pela gestão de dados, capacitação de pessoas e uso de tecnologias de ponta, que vão desde o preparo do solo até a colheita. Isso garantiu menor custo de produção e maior rendimento, fatores essenciais para o produtor rural que tem enfrentado um cenário desafiador nos últimos tempos”, comenta Leandro Conde, diretor de Marketing e Comunicação da Case IH para América Latina.

Além dos resultados agronômicos, o projeto evoluiu para um modelo com práticas de Agricultura Regenerativa, com integração de tecnologias que restauram o solo, reduzem emissões e aumentam a eficiência operacional.

Para essa última safra, a Fazenda Conectada Case IH recebeu novas tecnologias em todas as etapas do ciclo produtivo, como o XactPlanting, que fornece plantio inteligente com controle individualizado; FieldXplorer, que faz o mapeamento e monitoramento por imagem aérea; e o FarmXtend; estação meteorológica que fornece dados localizados em tempo real.

Para avaliar o impacto dessas novas tecnologias na redução das emissões de carbono, foi realizada uma comparação entre as safras 23/24 e 24/25. O estudo considerou as emissões de carbono associadas ao consumo de combustível e ao uso de agrodefensivos nos talhões mais produtivos onde as soluções foram aplicadas. O resultado foi uma redução de 23,6% de toneladas de CO2e por saca de soja.

Segundo Alexandre Dal Forno, Diretor de IoT e 5G da TIM, o resultado reforça o papel estratégico da conectividade no ganho de eficiência e produtividade do campo. “O 4G habilita a transformação digital no agronegócio, permitindo a criação de um ecossistema que potencializa cada etapa do ciclo produtivo. Na Fazenda Conectada, conseguimos novamente demonstrar a importância da conectividade, que além de habilitar a telemetria das máquinas e o monitoramento em tempo real, garante a previsibilidade, sustentabilidade do negócio e eficiência operacional ao produtor. A conectividade não é custo, mas um investimento fundamental para a digitalização do agronegócio brasileiro”.

O estudo é conduzido pela Agricef em parceria com a Unicamp, e tem como foco avaliar os impactos da conectividade e da tecnologia na eficiência operacional, sustentabilidade e viabilidade econômica da produção agrícola.

Evolução do projeto

Ano após ano, o projeto tem mostrado como a tecnologia e conectividade aplicadas com inteligência transformam a produtividade e a sustentabilidade no campo, além de potencializar a integração de pessoas e reduzir custos operacionais.

Ao comparar os dados da última safra com a de 22/23, já com conectividade, a Fazenda Conectada Case IH vem apresentando uma construção contínua de gestão integrada de dados com impacto direto na eficiência das operações e no rendimento.

A safra 24/25 produziu 1.138 toneladas a mais do que a safra 22/23 e foi 10% mais produtiva do que a de 22/23, tendo avançado de 68 sacas/ha para 75 sacas/ha.

Entre os ganhos em diferentes etapas do ciclo produtivo está o redimensionamento da frota, com redução de um trator e uma plantadeira entregando mais resultado e reduzindo custos com combustível e manutenção. Na colheita, houve o aumento de 25% na média de área colhida por dia, reduzindo em 8 dias a janela de colheita, importante considerando que o período está cada vez mais curto.

Isso tudo garantiu uma economia de 32% no consumo de combustível graças ao acompanhamento em tempo real de toda a frota que, entre diversos benefícios, proporcionou redução do tempo de motor ocioso e melhor uso do maquinário.

A gestão integrada também impactou positivamente nas despesas gerais. Houve redução de 7% no custo por hectare, uma economia total de mais de R$ 1 mi, em relação ao início do projeto, com impacto significativo em redução de insumos com uso de tecnologia e tomada de decisão baseada em dados gerados em tempo real.

“A Safra 22/23 foi a primeira que apresentamos o impacto da conectividade no campo e esses novos dados de crescimento mostram a evolução na rotina da fazenda, principalmente no monitoramento diário de indicadores conectados à operação e na gestão de equipe, com capacitação e desenvolvimento de plano de carreira alinhado aos resultados”, explica Conde.

 

12/01/2026 0 Comentários
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Mercado

Agro paulista fecha 2025 com superávit de US$ 23 bilhões

Por Redação 12/01/2026
Escrito por Redação

Agro paulista fecha 2025 com superávit de US$ 23 bilhões

O agro paulista manteve desempenho robusto no comércio exterior em 2025 e registrou superávit de US$ 23,09 bilhões, mesmo diante do impacto do tarifaço norte-americano no segundo semestre do ano. As exportações do setor somaram US$ 28,82 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 5,73 bilhões. Os dados são de levantamento da Diretora de Pesquisa do Agronegócios (APTA), vinculada à Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento de SP.

De janeiro a dezembro de 2025, o agronegócio respondeu por 40,5% do total exportado pelo Estado de São Paulo, reforçando sua relevância para a economia paulista. Já as importações do setor representaram apenas 6,6% do total estadual.

Segundo o diretor da APTA, Carlos Nabil Ghobril, os números refletem a força do agro paulista. “As exportações de 2025 registraram o segundo maior resultado de toda a série histórica. São números bastante expressivos, que geram desenvolvimento, empregos e fortalecem a economia do estado”, afirma.

Principais produtos exportados

O complexo sucroalcooleiro liderou a pauta exportadora do agro paulista em 2025, com 31% de participação e US$ 8,95 bilhões em vendas. Desse total, 93% correspondem ao açúcar e 7% ao etanol.

Na sequência, o setor de carnes respondeu por 15,4% das exportações, com US$ 4,43 bilhões, tendo a carne bovina como principal item (85%). Os sucos representaram 10,4%, com US$ 2,98 bilhões, praticamente concentrados no suco de laranja (97,9%).

Os produtos florestais somaram US$ 2,97 bilhões (10,3%), com destaque para celulose (55,8%) e papel (35,5%). Já o complexo soja respondeu por 8% das exportações, com US$ 2,32 bilhões, puxado pela soja em grão (77,9%) e pelo farelo de soja (16,7%).

Esses cinco grupos concentraram, juntos, 75,1% das exportações do agronegócio paulista. O café aparece em seguida, com 6,3% de participação e US$ 1,82 bilhão, sendo majoritariamente café verde (77%) e café solúvel (19,3%).

Na comparação com 2024, houve crescimento nas exportações de café (+42,1%), carnes (+24,2%) e complexo soja (+2%). Já os grupos sucroalcooleiro (-28,4%), produtos florestais (-5,2%) e sucos (-0,7%) registraram retração, reflexo das oscilações de preços e volumes exportados.

Principais destinos

A China foi o principal destino das exportações do agro paulista em 2025, com 23,9% de participação, seguida pela União Europeia (14,4%) e pelos Estados Unidos (12,1%), este último com crescimento de 0,6% em relação a 2024.

O impacto do tarifaço norte-americano, iniciado em agosto, provocou queda nas exportações para os EUA ao longo do segundo semestre: 14,6% em agosto, 32,7% em setembro, 32,8% em outubro e 54,9% em novembro. Parte dessa redução foi compensada pela ampliação das vendas para mercados como China, México, Canadá, Argentina e União Europeia.

A retirada das tarifas sobre determinados produtos brasileiros foi anunciada em 20 de novembro, com a isenção de itens como café, frutas tropicais, sucos, cacau, banana, laranja, tomate e carne bovina. Para o pesquisador do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), José Alberto Ângelo, a expectativa é positiva.

“Nos últimos três anos, as exportações para os Estados Unidos apresentaram crescimento consistente, o que reforça a perspectiva de retomada do fluxo comercial”, avalia.

No cenário nacional, o agronegócio paulista respondeu por 17% das exportações do setor no Brasil em 2025, ocupando a segunda posição no ranking nacional, atrás apenas de Mato Grosso (17,3%).

 

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12/01/2026 0 Comentários
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Acordo Mercosul-União Europeia prevê cotas específicas para o setor sucroenergético
Mercado

Líderes europeus comemoram aprovação provisória de Acordo UE-Mercosul

Por Redação 09/01/2026
Escrito por Redação

Líderes europeus comemoram aprovação provisória de Acordo UE-Mercosul

O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, e alguns setores empresariais comemoram, nesta sexta-feira (9), a conclusão provisória das negociações do acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul, iniciadas há 25 anos, segundo informações da “Agência Brasil”. O Conselho da União Europeia (UE), no entanto, ainda não anunciou oficialmente a assinatura do acordo.

“O acordo UE-Mercosul é um marco na política comercial europeia e um forte sinal da nossa soberania estratégica e capacidade de ação”, escreveu Merz em sua conta no X.

“Isso é bom para a Alemanha e para a Europa, mas 25 anos de negociações foram muito longos – precisamos avançar mais rápido”.

Repercussão

A ministra das Relações Exteriores da Áustria, Beate Meinl-Reisinger, também usou as redes sociais para expressar seu contentamento com a notícia, apesar de seu país ter votado contrariamente à iniciativa.

“Estou emocionada! Finalmente, há uma maioria entre os Estados-membros da UE para [a assinatura] do acordo com o Mercosul”, afirmou Beate na rede social.

“Não é nenhum segredo que eu esperava que a Áustria apoiasse o acordo também. Porque uma coisa é clara: nossa economia, nossos negócios e nossa prosperidade se beneficiarão enormemente disso”, acrescentou a ministra, defendendo que a Áustria aprofunde as relações comerciais com outras nações, começando pela Índia, país com o qual a Áustria já negocia um acordo bilateral.

“Isso é especialmente crucial, pois a ordem global está passando por mudanças maciças – a Europa, e a Áustria também precisa de novos parceiros. Temos agora de aprofundar os nossos laços com outras regiões do mundo”, defendeu Beate.

De acordo com o ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural da Polônia, Stefan Krajewski, além de seu país e da Áustria, os embaixadores da França, Hungria e da Irlanda também se manifestaram contra o acordo.

“Se a Itália estivesse do nosso lado, o acordo seria bloqueado”, lamentou Krajewski.

“Infelizmente, as consequências desta decisão afetarão todos nós. Repito o que tenho dito: vamos proteger os agricultores poloneses”, acrescentou o ministro, destacando que o Parlamento polonês já vem propondo mecanismo legais para proteger os setores produtivos de seu país e para garantir eventuais compensações ao setor agrícola.

Indústria

Em nota, a Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (Acea) afirmou que o apoio da maioria dos Estados-membros ao acordo UE-Mercosul é um “momento marcante e um sinal claro de que a Europa quer manter uma economia forte, aberta e focada no comércio”.

Segundo a entidade, a assinatura do acordo reduzirá, “de forma muito significativa”, as tarifas sobre os automóveis fabricados na UE (atualmente, de até 35%), resolverá os obstáculos técnicos ao livre-comércio entre os dois blocos e reforçará as cadeias de abastecimento de matérias-primas críticas.

“A Acea insta agora os tomadores de decisões políticas do Parlamento Europeu a ratificar rapidamente o acordo para que todos os setores envolvidos se beneficiem rapidamente das vantagens comerciais e estratégicas do acordo.”

Prazo

Segundo a agência de notícias Reuters, os embaixadores dos 27 Estados-membros da UE indicaram as posições de seus governos na manhã desta sexta-feira, mas cada país deve confirmar seu voto por escrito até as 17h (13h, em Brasília) de hoje.

Ainda de acordo com a Reuters, ao menos 15 países, que juntos representam pelo menos 65% da população total do bloco europeu, votaram a favor da assinatura, conforme exigido.

Se o resultado for confirmado, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen poderá viajar ao Paraguai já na próxima semana para ratificar o acerto com os os países-membros do Mercosul – bloco formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

O Parlamento Europeu também precisará aprovar o acordo para que ele possa entrar em vigor.

Fonte: Agência Brasil 

09/01/2026 0 Comentários
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Agro fecha 2025 com recorde em exportações de US$ 169 bilhões e superávit de US$ 149 bi
Mercado

Agro fecha 2025 com recorde em exportações de US$ 169 bilhões e superávit de US$ 149 bi

Por Redação 09/01/2026
Escrito por Redação

Agro fecha 2025 com recorde em exportações de US$ 169 bilhões e superávit de US$ 149 bi

Em 2025, as exportações do agronegócio brasileiro totalizaram US$ 169,2 bilhões, o que representa um aumento de 3,0% em relação aos US$ 164,3 bilhões registrados em 2024. O valor corresponde a 48,5% de todo o valor exportado pelo Brasil no ano passado. O resultado foi impulsionado pelo aumento de 3,6% no volume de produtos enviados ao exterior, desempenho que compensou a queda de 0,6% nos preços médios.

De acordo com o ministro Carlos Fávaro, o recorde no valor exportado é resultado da estratégia adotada pelo governo federal, por meio da ação coordenada entre o Mapa, o Ministério das Relações Exteriores (MRE), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e a ApexBrasil, de diversificação de produtos e destinos, além da resiliência e do esforço do produtor brasileiro, que produziu em 2025 quantidade suficiente para abastecer o mercado interno, ajudando no controle dos preços, e exportar os excedentes, gerando emprego, renda e desenvolvimento para o país por meio de uma agropecuária cada vez mais tecnológica e sustentável.

Por sua vez, as importações de produtos agropecuários no ano passado somaram US$ 20,2 bilhões, um aumento de 4,4% em relação a 2024. Com isso, a corrente de comércio agropecuário no último ano foi de US$ 189,4 bilhões, e o saldo da balança comercial do agronegócio, ou seja, a diferença entre o que o setor vendeu e o que comprou do exterior, fechou o ano com um superávit de US$ 149,07 bilhões.

Em dezembro de 2025, as exportações somaram US$ 14 bilhões, recorde para o mês e crescimento de 19,8% em comparação com as exportações do mesmo mês de 2024. Já as importações foram de US$ 1,62 bilhão, incremento de 6,8% em relação a dezembro de 2024, resultando em saldo da balança comercial de US$ 12,38 bilhões no último mês.

Vale destacar que, em 2025, o agronegócio brasileiro alcançou a marca de 525 novos mercados abertos desde 2023. Segundo o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, os mercados abertos desde o início desta gestão já trouxeram aproximadamente US$ 4 bilhões em receitas cambiais adicionais, sem contar o impacto das inúmeras ampliações de mercado realizadas no período.

Além disso, a estratégia de diversificação de produtos elevou, durante o último ano, as exportações de produtos não tradicionais em cerca de 15%, e a diversificação de destinos possibilitou que o agronegócio brasileiro enfrentasse turbulências no cenário internacional (tarifaço, casos de influenza aviária, redução dos preços internacionais de algumas commodities, etc.).

Há ainda destaque para o efeito da safra recorde de grãos 2024/2025, que atingiu 352,2 milhões de toneladas, representando um incremento de 17% em relação ao ciclo anterior. Na pecuária, a produção atingiu níveis recordes para as carnes bovina, suína e de frango, permitindo a existência de excedentes exportáveis sem comprometer a oferta de produtos agropecuários para o mercado interno.

Destaques por produtos e mercados

Entre os três principais compradores de produtos agropecuários brasileiros, a China lidera o ranking (US$ 55,3 bilhões, 32,7% das exportações e crescimento de 11% em relação a 2024), seguida pela União Europeia (US$ 25,2 bilhões, 14,9% das exportações e aumento de 8,6% em relação ao último ano) e pelos Estados Unidos (US$ 11,4 bilhões, 6,7% das exportações e queda de 5,6% em relação a 2024).

Destaque ainda para mercados que expandiram suas compras de produtos agropecuários brasileiros: Paquistão (US$ 895,6 milhões; +122%), Argentina (US$ 573,79 milhões; +29%), Filipinas (US$ 332,6 milhões; +9,18%), Bangladesh (US$ 256,75 milhões; +4,64%), Reino Unido (US$ 231,5 milhões; +3%) e México (US$ 217 milhões; +2%).

Entre os principais produtos da pauta exportadora, a soja em grãos manteve-se como o principal item, gerando US$ 43,5 bilhões em receitas cambiais (+1,4%), com volume embarcado recorde de 108,2 milhões de toneladas, aumento de 9,5%. A carne bovina também registrou recorde, com receitas de US$ 17,9 bilhões (+39,9%) e incremento de 20,4% em volume. Durante o ano de 2025, foram abertos 11 mercados para a carne bovina brasileira.

Ainda no setor de proteínas animais, destaque para o incremento de 19,6% no valor e de 12,5% no volume exportado de carne suína, tornando o Brasil, pela primeira vez, o terceiro maior exportador mundial do produto, e para o aumento de 0,6% no volume exportado de carne de frango, mesmo diante de um cenário desafiador no ano anterior, em função do primeiro e único caso registrado de influenza aviária em granjas comerciais.

O café, outro produto tradicional da pauta exportadora, apresentou crescimento de 30,3% em valor, totalizando US$ 16 bilhões, impulsionado por preços internacionais que atingiram níveis históricos, tanto para o café verde quanto para o café solúvel. Destaque também para o incremento no valor e no volume exportado de frutas (+12,8% e +19,7%, respectivamente), além da abertura de 26 mercados nos últimos três anos, e para os pescados (+2,6% em valor e +17% em volume).

Embora o complexo soja, as proteínas animais, o complexo sucroalcooleiro e o café liderem o faturamento das vendas externas brasileiras, a balança comercial de 2025 registrou crescimento expressivo de produtos menos tradicionais da pauta exportadora, que se apresentam como oportunidades para os setores envolvidos por meio da abertura e ampliação de mercados. Vale ressaltar a conquista de recordes em produtos específicos. Após a abertura do mercado chinês para o gergelim brasileiro, em novembro de 2024, as exportações desse produto para aquele país já geraram US$ 195,1 milhões.

Outro produto com expansão notável foram as miudezas de carne bovina, que apresentaram incremento de 20,6% em valor (US$ 605 milhões) e de 16,9% em volume (267 mil toneladas), com aberturas relevantes no ano anterior, como Indonésia e Filipinas.

O DDG de milho (grãos secos de destilaria), coproduto da produção de etanol, também apresentou crescimento de 4,3% em volume (825 mil toneladas). Como exemplo, a Turquia passou de US$ 35,6 milhões para US$ 62,7 milhões em compras desse produto (+76,1%). Já os feijões tiveram desempenho recorde em 2025, com aumento de 32% em valor (US$ 443 milhões) e de 55,5% em volume (533 mil toneladas), em comparação com o ano anterior.

Diversos itens que não compõem o grupo principal de commodities alcançaram marcas históricas em 2025, quando comparados a 2024:

  • Pimenta piper seca ou triturada: US$ 517,81 milhões em valor (+81,1%) e 803 mil toneladas (+34,6%)
  • Amendoim: US$ 366,9 milhões em valor (+1,9%) e 311,5 mil toneladas (+37,3%)
  • Óleo de amendoim: US$ 264,6 milhões em valor (+147,4%) e 173 mil toneladas (+180,4%)
  • Melões frescos: US$ 231,5 milhões em valor (+24,9%) e 283,4 mil toneladas (+16,4%)
  • Castanha de caju: US$ 75,8 milhões em valor (+72,7%) e 16,6 mil toneladas (+120,2%)
Apoio ao exportador

Durante 2025, foram desenvolvidas ferramentas e iniciativas como o AgroInsight, Passaporte Agro e Caravanas do Agro Exportador, que tem aproximado produtores e cooperativas de oportunidades nos mercados internacionais, levando informação qualificada que estimula e apoia à entrada de exportadores no mercado internacional.

O AgroInsight, por exemplo, foi lançado em janeiro de 2025 e já identificou mais de 800 oportunidades de negócios, mapeadas pelos adidos agrícolas em 38 países. Os resultados positivos refletem a estratégia de ampliar o alcance internacional do campo por meio de novas oportunidades de mercado.

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09/01/2026 0 Comentários
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Senado avança em projeto que cria nova lei do trabalho rural e substitui regras de 1973
Mercado

Farsul alerta para risco de “efeito bola de neve” no crédito rural

Por Redação 08/01/2026
Escrito por Redação

Farsul alerta para risco de "efeito bola de neve" no crédito rural

A saúde financeira do agronegócio brasileiro acendeu um sinal de alerta. Em Nota Técnica, a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), utilizando dados do Banco Central, aponta que a “carteira estressada” do crédito rural (que soma atrasos, inadimplência e dívidas renegociadas) saltou de R$ 72,2 bilhões em julho de 2024 para R$ 123,6 bilhões em novembro de 2025. O crescimento de 71% no período revela uma deterioração acelerada, concentrada principalmente nos últimos meses.

Atualmente, cerca de 15% de toda a carteira ativa de crédito rural no Brasil (estimada em R$ 812,7 bilhões) encontra-se sob algum tipo de estresse financeiro. Diferente de crises anteriores, o quadro atual no Brasil não é provocado por questões climáticas. A Farsul enfatiza que o país registrou uma safra recorde em 2025, o que reforça que o problema é econômico.

A entidade aponta o nível elevado da taxa de juros como o principal ofensor, mas faz uma ressalva importante: a culpa não é da autoridade monetária. “A raiz está no desequilíbrio fiscal, que pressiona a inflação e obriga a manutenção de juros altos”, afirma o documento, reiterando o apoio às decisões do COPOM no controle inflacionário.

A análise da execução da Medida Provisória nº 1.314/2025 e da Resolução CMN nº 5.247/2025 revela distorções que preocupam os produtores. Dos R$ 28,2 bilhões renegociados até dezembro de 2025, apenas 19% (R$ 5,4 bilhões) utilizaram recursos públicos com juros subsidiados. 81% (R$ 22,8 bilhões) foram renegociados com recursos livres, sujeitos a taxas de mercado.

Para a Farsul, renegociar dívidas a juros de mercado em um cenário de Selic elevada pode transformar a solução em um problema maior. Com carência e parcelamento, o saldo devedor tende a crescer, criando uma acumulação exponencial do passivo que pode levar a novos episódios de estresse no futuro.

Outro ponto crítico é a focalização dos valores. Enquanto o Tesouro Nacional direcionou boa parte de seus recursos ao Pronaf e Pronamp, os “demais produtores”, que detêm o maior volume de endividamento em condições mais caras, acabaram recorrendo quase exclusivamente aos juros de mercado. Dos R$ 22,8 bilhões renegociados via recursos livres, 100% foram destinados a este grupo, evidenciando a falta de efetividade da política pública para o segmento.

O cenário para o curto prazo não é animador. A previsão é que a situação do crédito rural continue a piorar no primeiro semestre de 2026, com uma possível estabilização apenas após o mês de maio, dependendo da normalização fiscal e da ausência de novos choques econômicos.

Como saída para a crise, a Farsul defende a aprovação urgente do PL 5.122, atualmente em tramitação no Senado, visto como uma alternativa mais adequada para estruturar o endividamento do setor. A entidade também recomenda a redução da dependência de renegociações a juros de mercado. Além de acelerar soluções que ataquem o núcleo do problema fiscal brasileiro e recalibrar os mecanismos de apoio para que alcancem os produtores mais expostos aos juros livres.

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08/01/2026 0 Comentários
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Mercado

Exportações do agro mineiro alcançam cifra recorde de US$ 19,8 bilhões em 2025

Por Redação 08/01/2026
Escrito por Redação

Exportações do agro mineiro alcançam cifra recorde de US$ 19,8 bilhões em 2025

As exportações do agronegócio mineiro alcançaram o valor recorde de US$ 19,8 bilhões em 2025, confirmando o bom desempenho dos meses anteriores e fechando o ano com o melhor resultado das vendas externas dos produtos agropecuários de toda a série histórica, realizada desde 1997, e mantendo-se como o principal setor exportador do estado.

No acumulado de janeiro a dezembro, a receita teve acréscimo de 15,5%, na comparação com o mesmo período de 2024. Os embarques de produtos agropecuários de Minas Gerais representaram 43,5% da pauta mineira de exportação. Já o volume apresentou queda de aproximadamente 5%, com o embarque de 16,2 milhões de toneladas.

Na avaliação do Secretário Adjunto de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, João Ricardo Albanez, o agronegócio mineiro força, resiliência e sua importância para o estado como fonte geradora de emprego, renda e alimentos de qualidade para o Brasil e o mundo. “O desempenho foi tão significativo que Minas Gerais foi o estado que mais cresceu nas vendas externas do segmento entre os principais estados exportadores, mesmo num cenário econômico mundial de adversidades e barreiras tarifárias, ficando em terceiro lugar entre os estados exportadores de produtos agropecuários”, destaca.

Diversidade

A pauta exportada pelo agronegócio mineiro englobou um mix de 650 diferentes produtos agropecuários, que foram enviados para 178 países. Os principais destinos foram a China (US$ 4,6 bilhões), Estados Unidos (US$ 1,9 bilhão), Alemanha (US$ 1,8 bilhão), Itália e Japão (US$ 1 bilhão).

O secretário-adjunto João Albanez ressalta o crescimento da diversidade e a ampliação de mercados para outros produtos típicos do estado. “Além das tradicionais cadeias produtivas exportadoras como o café, soja, carnes e produtos florestais e do setor sucroalcooleiro, tivemos bons resultados com o mel, queijos e até doce de leite”.

Café

O bom desempenho do café, carro-chefe das exportações do agro mineiro, foi fundamental. A redução dos estoques dos principais países produtores e os prêmios crescentes para cafés especiais puxaram para cima a cotação na bolsa, influenciando o cenário de comercialização.

Em 2025, o café alcançou US$ 11,4 bilhões, respondendo por 57,2% do valor total exportado do agro mineiro. O volume embarcado foi de 27,4 milhões de sacas.

Soja

O complexo soja (grão, farelo e óleo) registrou quedas de 9,8% na receita e de 1,2% no volume. O resultado foi de US$ 2 bilhões e 4,7 milhões de toneladas.

Complexo sucroalcooleiro

O complexo sucroalcooleiro apresentou retração de 20% em relação ao ano anterior. A receita alcançou US$ 2 bilhões e 4 milhões de toneladas.

Carnes

O segmento das carnes (bovina, suína e de frango) registrou o maior valor exportado da série histórica, alcançando US$ 1,85 bilhão e se consolidando o melhor desempenho já observado para o setor. Já o volume ficou em 513 mil toneladas.

Outros produtos

Queijos e doce de leite garantiram a liderança de Minas Gerais nas exportações desse segmento frente aos outros estados. Os dados demonstram não apenas crescimento em receita, mas uma reconfiguração qualitativa do posicionamento internacional dos derivados mineiros, especialmente queijos e doce de leite, produtos que carregam em sua essência a identidade cultural do estado. Os queijos alcançaram US$ 10 milhões e a receita do doce de leite foi de US$ 838 milhões.

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Biocombustível: o aliado do agro brasileiro rumo a descarbonização

Por Redação 07/01/2026
Escrito por Redação

Biocombustível: o aliado do agro brasileiro rumo a descarbonização

Conteúdo patrocinado – A agenda de descarbonização no agronegócio brasileiro avança de forma consistente, impulsionada pelo uso de biocombustível e pela sólida matriz energética renovável que o país já possui. O Brasil se destaca mundialmente por integrar fontes limpas em sua matriz, como os biocombustíveis, que por mais de duas décadas fazem parte da realidade do campo. Essa base consolidada permite que a transição para práticas mais sustentáveis ocorra de maneira estruturada, aproveitando soluções já testadas e reconhecidas, como o biodiesel, e abrindo espaço para novas tecnologias que reforçam o compromisso com a redução das emissões.

No agro, as rotas de descarbonização passam pela redução das emissões sem comprometer produtividade, eficiência operacional e confiabilidade das máquinas. Nesse contexto, o biodiesel se destaca por permitir a diminuição da pegada de carbono utilizando a infraestrutura existente, sem exigir mudanças drásticas nos equipamentos ou na logística de abastecimento. Além disso, o combustível renovável contribui para a geração de empregos no meio rural, fortalece cadeias produtivas locais e reduz a dependência de combustíveis fósseis importados.

Essa trajetória ganha ainda mais relevância com o Programa Combustível do Futuro, que estabelece diretrizes para o aumento gradual da participação de biocombustíveis na matriz energética brasileira. A meta de evolução da mistura de biodiesel, do atual B15 para o B20 (20% de biodiesel) até 2030, reflete uma transição planejada e técnica, alinhada às características do parque de máquinas em operação no país e à realidade do produtor rural. O governo, por sua vez, está elaborando um plano de testes para assegurar que esse aumento para B20 seja tecnicamente viável, garantindo segurança e eficiência antes da implementação definitiva.

O agro como protagonista da transição energética

O setor agrícola ocupa posição estratégica nesse processo, tanto como usuário quanto como elo fundamental da cadeia produtiva do biocombustível. As máquinas agrícolas, por sua vez, tornam-se protagonistas dessa transformação, exigindo motores robustos, eficientes e preparados para operar com misturas crescentes de biodiesel, sempre respeitando as regulamentações vigentes.

É nesse cenário que a tecnologia dos motores ganha papel central. A adaptação à nova matriz energética precisa caminhar junto com desempenho, durabilidade e baixo custo operacional, fatores decisivos para a competitividade no campo. Além disso, é fundamental que o usuário adote boas práticas no manuseio do combustível, como a drenagem periódica da água dos tanques e a estrita aderência ao plano de manutenção recomendado no manual do proprietário, garantindo assim a máxima eficiência e confiabilidade do equipamento.

Tecnologia Cummins alinhada à evolução do biodiesel

Reconhecida no agro pela confiabilidade e robustez de suas soluções, a Cummins desenvolve motores preparados para o presente e adaptáveis ao futuro da matriz energética brasileira. Os motores utilizados no setor agrícola já incorporam sistemas de combustão otimizados, alta eficiência energética e soluções voltadas à redução de emissões, mantendo compatibilidade com as misturas atuais de biodiesel, como o B15, e preparados para acompanhar a evolução rumo ao B20.

A proposta da Cummins é clara: oferecer tecnologia que acompanhe a transição energética de forma natural, sem antecipar exigências regulatórias e sem gerar insegurança ao mercado.

Motor F4.5: engenharia pensada para o campo brasileiro

Motor F4.5: engenharia pensada para o campo brasileiro

Um exemplo dessa abordagem é o motor F4.5 mecânico com cárter estrutural, desenvolvido para tratores de pequeno a médio porte, com faixa de potência entre 99 cv e 210 cv. Projetado para aplicações agrícolas severas, o F4.5 combina alta durabilidade e desempenho consistente, mesmo em operações contínuas e ambientes desafiadores.

O conceito de motor estrutural permite reduzir peso sem comprometer resistência, contribuindo para maior durabilidade do conjunto do motor e do sistema de transmissão. Leve, compacto e moderno, o F4.5 foi desenvolvido por engenheiros brasileiros para atender às demandas específicas do mercado nacional, entregando alta performance em elevadas rotações, com baixo consumo de combustível.

Outro diferencial é a tecnologia de controle eletrônico da Cummins, que possibilita o ajuste do desempenho do motor conforme a operação realizada na fazenda. Dessa forma, o produtor conta com potência e torque adequados a cada ciclo de trabalho, otimizando eficiência, consumo e produtividade.

Robustez e sustentabilidade na mesma direção

Ao unir inovação tecnológica, eficiência operacional e preparo para combustíveis renováveis, a Cummins se posiciona como parceira estratégica do produtor rural na jornada de descarbonização do agro. A evolução para o B20 não representa uma ruptura, mas sim a continuidade de um caminho já em curso, sustentado por motores projetados para acompanhar essa transformação com segurança e confiabilidade.

No campo, sustentabilidade e desempenho não são conceitos opostos, são complementares. E, com soluções pensadas para a realidade brasileira, a tecnologia de motores segue como aliada fundamental do agro em um futuro cada vez mais eficiente e sustentável.

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Tecnologia

Uso de inteligência artificial aumenta a produtividade e a viabilidade econômica das lavouras

Por Redação 07/01/2026
Escrito por Redação

Uso de inteligência artificial aumenta a produtividade e a viabilidade econômica das lavouras

O uso de inteligência artificial no agro brasileiro avança de maneira acelerada e consistente. De acordo com a projeção da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), em parceria com o CEPEA-USP (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) da USP, os investimentos em tecnologia no campo devem ultrapassar os R$ 25 bilhões em 2025, impulsionando tanto a grande agricultura quanto os pequenos e médios produtores, que encontram na inteligência artificial um meio de ampliar produtividade e viabilidade econômica.

Aplicações já consolidadas englobam desde sistemas preditivos para manejo climático e do solo até o monitoramento automatizado de pragas, sensores inteligentes e o uso de gêmeos digitais para simulação e teste de diferentes estratégias produtivas. Essa digitalização crescente permite ganhos expressivos, como a redução na aplicação de fertilizantes e o aumento médio de produtividade, além de contribuir ativamente para práticas ambientais mais responsáveis.

Ao integrar inteligência artificial em seus processos industriais e nas linhas agrícolas, na Fendt, por exemplo, fabricante alemã de máquinas e implementos agrícolas da multinacional AGCO, a inteligência artificial desempenha papel essencial no controle de qualidade dos produtos: as máquinas recém-produzidas passam por uma análise automatizada de imagens, que são comparadas aos dados do pedido, permitindo a identificação imediata de componentes ausentes ou imperfeições.

Esse sistema garante não apenas um rigor maior nas etapas fabris, mas também oferece feedback visual instantâneo aos funcionários, o que acelera e direciona os ajustes necessários, elevando o nível de excelência da produção. Preocupada com a privacidade dos colaboradores, a Fendt também utiliza modelos específicos de inteligência artificial para preservar automaticamente os funcionários nas imagens, demonstrando responsabilidade no uso das novas tecnologias.

Tecnologia de ponta no maquinário

O impacto da inteligência artificial se estende aos produtos da marca. Em tratores, colheitadeiras e plantadeiras, a tecnologia permite o controle autônomo de seções, ajustes precisos e comunicação contínua com implementos por meio do ecossistema FendtONE. Essa integração resulta em operações mais eficientes, com maior rendimento, economia de insumos e processos mais sustentáveis.

“A automação já é uma realidade no campo. Os equipamentos da Fendt possuem uma série de funções totalmente automatizadas. Manobras de cabeceiras é sempre o primeiro em melhor exemplo, onde o conjunto de trabalho, ao chegar no final de uma passada, faz todo o processo de manobra como redução de marcha, controle do implemento, a manobra em si e a retomada do trabalho; tudo de forma autônoma. E, para isso, o operador deve apenas indicar para qual lado o trator deve manobrar”, diz Elizeu dos Santos, gerente de Marketing de Produto da Fendt.

Os dados obtidos em campo são capazes de aumentar a produtividade de duas formas: a partir de informações da máquina e da operação que, após análises de especialistas dos concessionários da Fendt, são enviados aos produtores relatórios e recomendações da performance da frota e da operação, com sugestões de melhorias do processo.

“A segunda forma é através de dados da lavoura, conhecidos como dados agronômicos. Nessa situação, os dados de produtividade são analisados e cruzados com dados de solo, relevo, clima, entre outros, fornecendo ao agricultor uma visão de onde sua lavoura tem uma performance melhor e onde existem espaços para melhoria ou, então, locais onde há real limitação de produção”, complementa Santos.

No caso das colheitadeiras Fendt IDEAL, elas se destacam ao empregar algoritmos capazes de ajustar automaticamente diferentes parâmetros de funcionamento, o que eleva a produtividade, reduz significativamente o consumo de combustível e melhora a qualidade dos grãos colhidos, estabelecendo novos padrões para o setor. A inteligência artificial está presente também nos pulverizadores que, através do processo de obtenção de imagens em tempo real, identificam os alvos de aplicação, especialmente plantas indesejáveis, realizando aplicações localizadas e direcionadas com extrema precisão.

Enxame de robôs e transformação no campo

Em dia com as tendências tecnológicas, a Fendt conta com o projeto Xaver, que estuda a automação total do plantio através do chamado “enxame de robôs”. “A essência desse projeto são os robôs autônomos Fendt Xaver, que trabalham em equipe, colaborando de maneira autônoma e eficiente para tarefas como de semeadura. A ideia principal é simplificar o processo com menos sensores, controles robustos e uma estrutura de hardware clara, tornando cada robô extremamente confiável e produtivo”, explica o executivo.

Ele destaca que os pequenos robôs operam em grupo no campo, permitindo a continuidade do trabalho, sem interrupções, mesmo se uma das unidades apresentar falhas. A gestão do Fendt Xaver é realizada por meio de uma solução baseada na nuvem, onde os dados são monitorados e controlados, facilitando o acesso remoto e a documentação precisa da semeadura. “Os benefícios desse projeto são a eficiência e a sustentabilidade. Pois, devido ao seu baixo peso, os robôs Fendt Xaver causam uma compactação mínima do solo e são projetados para operar 24 horas por dia, aumentando a produtividade e a eficiência energética, além da precisão agrícola, pois, com a navegação por satélite e a gestão de dados em tempo real, os robôs podem semear com precisão ao centímetro, otimizando o uso de sementes, pesticidas e fertilizantes”, completa.

A consolidação da inteligência artificial no agronegócio representa uma transformação profunda e irreversível, colocando empresas inovadoras como a Fendt na liderança de um novo ciclo de produtividade, sustentabilidade e competitividade no Brasil e no mundo.

“A Fendt não para e, sendo uma marca relativamente nova no Brasil, lançamos recentemente um portfólio amplo, moderno e tecnológico para atender a agricultura brasileira, como uma linha de tratores para preparo e plantio muito ajustada à nossa realidade, a plantadeira Fendt Momentum e a linha Fendt IDEAL, que revelou ser a melhor colheitadeira em termos de rendimento operacional e qualidade de grãos, além do pulverizador Fendt Rogator que é, sem dúvida, o produto com melhor tecnologia de aplicação do mercado. E muito mais está por vir”, finaliza Santos. 

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Brasil bate recorde na exportação de algodão na safra 2025/2026
Mercado

Exportações de algodão batem recorde em 2025 e consolidam liderança do Brasil

Por Redação 07/01/2026
Escrito por Redação

Fazenda Conectada - Exportações de algodão batem recorde em 2025 e consolidam liderança do Brasil

Segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), nesta terça, (6), o Brasil exportou 452,5 mil toneladas de algodão em dezembro, estabelecendo o maior volume mensal já registrado e superando o recorde anterior de 415,6 mil toneladas, alcançado em janeiro de 2025.

Raphael Bulascoschi, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, empresa global de serviços financeiros, explica que o desempenho foi impulsionado pela ampla oferta de pluma após uma colheita recorde em 2025. “Estimamos uma produção de 4,15 milhões de toneladas no ano passado. Essa disponibilidade, aliada a condições logísticas favoráveis, garantiu um ritmo acelerado de embarques no fim do ano”, afirma.

Com isso, o Brasil fechou 2025 com exportações históricas, totalizando pouco mais de 3 milhões de toneladas. “O país manteve a liderança conquistada em 2024 como maior exportador global de algodão”, completa Bulascoschi.

A China foi o principal destino das vendas, seguida por Bangladesh e Paquistão, países com indústrias têxteis de grande relevância mundial.

Para 2026, a expectativa é de uma produção levemente menor. “Os preços internacionais estão bastante baixos, o que tem desestimulado a produção em diversas regiões”, observa o analista. Ainda assim, caso a safra apresente produtividade dentro da normalidade, o Brasil deve continuar ocupando a posição de principal fornecedor global.

 

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Tecnologia

Embrapa lança curso com foco em produção animal sustentável

Por Redação 06/01/2026
Escrito por Redação

Fazenda Conectada - Embrapa lança curso com foco em produção animal sustentável

A sustentabilidade dos sistemas pecuários é essencial para uma produção animal responsável e em equilíbrio com o meio ambiente. Para ajudar produtores e técnicos a desenvolverem modelos agropecuários com foco em princípios de agroecologia, agricultura sustentável, orgânica e regenerativa, a Embrapa Pecuária Sudeste lançou o curso virtual “Produção animal em pastagens e sustentabilidade”. 

A capacitação está disponível pela plataforma da Embrapa, o E-Campo, em  https://ava.sede.embrapa.br/enrol/index.php?id=617. 

Com carga horária estimada em 30 horas, o treinamento é gratuito e coordenado pela pesquisadora Sandra Aparecida Santos.

No total, são dois módulos compostos por várias aulas. No primeiro, intitulado “Conceitos e princípios de sustentabilidade aplicados em sistemas de produção animal em pastagens”, o participante terá acesso aos conceitos e princípios de agroecologia, agricultura sustentável, orgânica e regenerativa e suas aplicações em modelos de produção animal em pastagens e a importância dos bovinos no sistema. O segundo módulo “Sistemas de produção e práticas sustentáveis e regenerativas na pecuária a pasto”, os alunos vão conhecer as principais etapas do planejamento de sistemas de produção animal em pastagem, alguns modelos e práticas de manejo da pecuária que proporcionem eficiência produtiva e incremento dos serviços ambientais.

No curso, serão tratados assuntos como, por exemplo, práticas ESG na atividade pecuária;  Serviços ecossistêmicos e ambientais,  tecnologias de precisão para manejo das pastagens, manejo e conservação do solo, alguns modelos de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), uso racional da água, práticas de mitigação da emissão de gases de efeito estufa, protocolos de baixo carbono.

Segundo a pesquisadora Sandra Santos, o curso visa capacitar profissionais e demais interessados nos conceitos e práticas de manejo sustentável de animais no  pasto. O foco é apresentar diferentes formas de uso da terra que promovem eficiência produtiva e incrementem os serviços ambientais. Serão abordadas diversas práticas de manejo de pastagens, com destaque para sistemas integrados, ministradas por pesquisadores da Embrapa.

A capacitação contribui ainda para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 2, 12 e 13, promovendo uma pecuária mais eficiente, responsável e em harmonia com o meio ambiente.

06/01/2026 0 Comentários
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