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Mercado

Renda do trabalhador do campo aumenta 7,3%, mostra Pnad do IBGE

Por Redação 05/01/2026
Escrito por Redação

Renda do trabalhador do campo aumenta 7,3%, mostra Pnad do IBGE

Os setores de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura registraram o maior crescimento do rendimento médio mensal real entre os grupamentos de atividade, com alta de 7,3% (o equivalente a mais de R$ 157) na comparação com o mesmo trimestre de 2024. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o impulso do setor, o rendimento real habitual de todos os trabalhos (R$ 3.574) foi recorde, com altas de 1,8% no trimestre e de 4,5% no ano. Recorde também na massa de rendimento real habitual (R$ 363,7 bilhões), com alta de 2,5% (mais R$ 9,0 bilhões) no trimestre e de 5,8% (mais R$ 19,9 bilhões) no ano.

A pesquisa também mostrou que a taxa de desocupação no Brasil atingiu 5,2% da força de trabalho, o menor patamar desde o início da série histórica, em 2012. No período de setembro a novembro, a PNAD Contínua identificou 5,644 milhões de pessoas em busca de trabalho.

Ao longo da série histórica, o maior contingente de desocupados foi registrado no trimestre encerrado em março de 2021, durante o auge da pandemia de covid-19, quando o número chegou a 14,979 milhões de pessoas.

Para o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, os resultados refletem a força do setor agropecuário e o impacto positivo das políticas públicas adotadas pelo Governo do Brasil.

“Encerramos o ano com mais uma conquista significativa: mais brasileiros e brasileiras empregados, mais renda chegando às famílias do campo e da cidade e mais dignidade para quem vive da agricultura. Esse resultado é fruto do trabalho do Governo do Brasil, da retomada de políticas públicas responsáveis, que valorizam, respeitam e cuidam da nossa gente”, destacou o ministro.

Fonte: Datagro 

05/01/2026 0 Comentários
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Mercado

Setor de máquinas agrícolas deve ter crescimento moderado em 2026

Por Redação 05/01/2026
Escrito por Redação

Setor de máquinas agrícolas deve ter um crescimento moderado em 2026

Segundo projeções da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA), a indústria brasileira de máquinas agrícolas deve iniciar 2026 com expectativa de crescimento entre 3% e 4%. Já a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) estima uma expansão moderada de 3,4% neste ano, impulsionada principalmente pelo avanço tecnológico, embora ainda impactada por juros elevados e instabilidades externas.

A entidade avalia também que as vendas tendem a se estabilizar em um patamar mais modesto, reforçando a necessidade de estratégia e novas soluções de crédito para o setor. Diante desse cenário, marcado por incertezas comerciais e volatilidade política, fatores que reduzem a busca por investimentos, o consórcio tem se consolidado como uma alternativa viável de planejamento no agronegócio.

A modalidade desponta como uma das principais ferramentas de organização financeira do setor. Dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) mostram que, entre janeiro e novembro de 2025, o segmento de veículos pesados, que engloba caminhões, tratores e implementos rodoviários e agrícolas, comercializou mais de R$ 46 bilhões em créditos, registrando crescimento de 13% em relação ao mesmo período de 2024.

Para 2026, a tendência é que o consórcio se fortaleça como uma ferramenta estratégica para a aquisição de máquinas agrícolas. O modelo se adequa à lógica do agronegócio, que opera com ciclos longos, sazonalidade e necessidade de previsibilidade financeira. Além disso, as diversas possibilidades de aplicação do crédito no campo, com valores adaptados à realidade do produtor e prazos alinhados ao calendário rural, tornam o consórcio cada vez mais competitivo frente ao financiamento tradicional.

05/01/2026 0 Comentários
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Agropecuária gera 12,5 mil empregos formais em julho
Mercado

Conselho Monetário Nacional amplia socorro a produtores afetados pelo clima

Por Redação 19/12/2025
Escrito por Redação

Conselho Monetário Nacional amplia socorro a produtores afetados pelo clima

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta quinta-feira (18) um pacote de medidas que amplia o apoio financeiro a produtores rurais impactados por eventos climáticos adversos e promove ajustes nas regras do crédito rural, segundo informações da “Agência Brasil”. As decisões, propostas pelo Ministério da Fazenda, buscam preservar a atividade produtiva no campo, reduzir riscos de inadimplência e garantir a continuidade do financiamento, sem afastar critérios socioambientais.

Entre as principais medidas está a ampliação da linha de crédito destinada à liquidação ou amortização de dívidas de produtores que sofreram perdas relevantes em razão do clima. A iniciativa beneficia operações de custeio contratadas entre 1º de janeiro de 2024 e 30 de junho de 2025, inclusive aquelas que já tenham sido renegociadas ou prorrogadas.

Também passam a ser contempladas Cédulas de Produto Rural (CPRs) emitidas no mesmo período e registradas em favor de instituições financeiras, desde que estivessem inadimplentes em 15 de dezembro deste ano.

Segundo o Ministério da Fazenda, o objetivo é evitar a quebra financeira de produtores atingidos por eventos extremos e permitir a reorganização das dívidas, mantendo a atividade produtiva.

“O foco é garantir acesso ao crédito rural, com previsibilidade para produtores e instituições financeiras, sem abrir mão do alinhamento com políticas ambientais”, informou a pasta, em nota.

Mudanças nas exigências ambientais

Além do socorro financeiro, o CMN aprovou ajustes nas normas que tratam dos impedimentos sociais, ambientais e climáticos para a concessão de crédito rural. As alterações criam um período de transição para a aplicação das exigências, com o objetivo de evitar bloqueios imediatos ao financiamento.

Pelas novas regras, a verificação de desmatamento ilegal em imóveis com área superior a quatro módulos fiscais será obrigatória a partir de abril de 2026. Para agricultores familiares e propriedades de até quatro módulos fiscais, a exigência passa a valer em janeiro de 2027.

A checagem será feita com base em listas de imóveis com possíveis indícios de desmatamento elaboradas pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, a partir de dados do sistema Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Mesmo que o imóvel conste nessas listas, o produtor poderá apresentar documentos que comprovem a legalidade da atividade, como autorizações ambientais, termos de ajuste de conduta ou laudos técnicos.

No caso de povos e comunidades tradicionais, o CMN autorizou, até 30 de junho de 2028, a concessão de crédito do Pronaf a beneficiários de Reservas Extrativistas, Florestas Nacionais e Reservas de Desenvolvimento Sustentável mesmo sem plano de manejo publicado, desde que haja anuência do órgão gestor da unidade. Segundo a Fazenda, a medida reconhece as especificidades desses territórios e evita a exclusão financeira dessas populações.

Preço mínimo e reforço ao Pronaf

O colegiado também aprovou novos preços de garantia do Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF), válido de 10 de janeiro de 2026 a 9 de janeiro de 2027. O mecanismo funciona como um preço mínimo para produtos financiados pelo Pronaf e garante desconto no financiamento sempre que o preço de mercado ficar abaixo do valor de referência definido pelo governo.

O desconto é calculado com base na diferença entre o preço médio de comercialização no mês anterior ao vencimento da parcela e o preço de garantia. O benefício é limitado a R$ 5 mil por agricultor e por ano agrícola nas operações de custeio e a R$ 2 mil nas operações de investimento.

“O PGPAF é um instrumento de proteção de renda que garante a cobertura dos custos variáveis de produção em momentos de queda de preços”, informou o Ministério da Fazenda.

Além disso, o CMN aprovou ajustes nas regras do Pronaf para ampliar o acesso ao crédito, especialmente no microcrédito produtivo voltado aos agricultores de menor renda. Entre as mudanças, está a possibilidade de o produtor autorizar o pagamento direto, pelo banco, dos serviços de assistência técnica incluídos no projeto financiado.

O prazo para contratação de crédito de custeio agrícola, que havia se encerrado em 2025, foi reaberto até julho de 2027. Também foi ampliado de R$ 3 mil para R$ 5 mil o limite de financiamento para construção ou reforma de instalações sanitárias nas propriedades rurais.

Segundo a equipe econômica, o conjunto de medidas reforça o papel do crédito rural como política pública de estabilização de renda e de apoio à produção. “O objetivo é ampliar o acesso ao financiamento, reduzir riscos para o produtor e dar mais previsibilidade à agricultura familiar”, afirmou a Fazenda.

 

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Mercado

Contratações do Plano Safra 2025/26 recuam 17% nos cinco primeiros meses  

Por Redação 18/12/2025
Escrito por Redação

Contratações do Plano Safra 2025/26 recuam 17% nos cinco primeiros meses  

Nos primeiros cinco meses do Plano Safra 2025/26, ou seja, de julho a novembro deste ano, o montante acumulado em contratações chegou a R$ 158,14 bilhões, valor 16,9% inferior ao registrado no mesmo período da safra passada, R$ 190,36 bilhões. A informação consta de levantamento realizado pela Gerência de Desenvolvimento Técnico do Sistema Ocepar (Getec).

Os recursos aplicados no crédito rural têm origem em diversas fontes, sendo a principal os Recursos Livres, que respondem por 32% do total. Na sequência, destacam-se os Recursos Obrigatórios (23%), LCA (17%), Poupança Rural (10%), Fundos Constitucionais (8%), BNDES (5%) e Outras Fontes (3%).

Para este ciclo foram disponibilizados R$ 594,4 bilhões em crédito rural. No Plano Safra 2023/24, total contratado foi de R$ 415,46 bilhões, enquanto no ciclo seguinte (2024/25), somou R$ 377,99 bilhões.

“A evolução nos últimos anos revela uma tendência de redução no volume contratado, reflexo, em grande parte, do aumento das taxas de juros em decorrência da elevação da taxa Selic”, afirma o analista da área de mercado da Getec, Salatiel Turra.

Cooperativas

As cooperativas brasileiras contrataram, neste período inicial da safra 2025/26, R$ 16,03 bilhões em financiamentos rurais. Desse total, as cooperativas paranaenses respondem por, aproximadamente, 32% (R$ 5,16 bilhão), reforçando a relevância do Paraná no cenário nacional do crédito rural.

 

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Saiba como escolher o trator ideal para a agricultura familiar
Mercado

Contratações do Pronaf Mais Alimentos crescem 45%, totalizando R$ 12,5 bilhões em 2025

Por Redação 17/12/2025
Escrito por Redação

Contratações do Pronaf Mais Alimentos crescem 45%, totalizando R$ 12,5 bilhões em 2025

Em 2025, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) alcançou antecipadamente a meta prevista para 2027 da Missão 1 da Nova Indústria Brasil (NIB), relativa à mecanização da agricultura familiar. O anúncio foi feito nesta terça-feira (16) pelo ministro Paulo Teixeira, durante a 1ª reunião do Conselho do Mais Alimentos.

O resultado foi impulsionado pelo avanço do Pronaf Mais Alimentos, que registrou um aumento de 45% nas contratações, totalizando R$ 12,5 bilhões. “Nós tínhamos uma meta para 2025 de tecnificação, que era 40% de tecnificação, e nós temos um resultado de 47% de tecnificação na agricultura familiar. De mecanização, nós tínhamos uma meta de 27%, e nós batemos essa meta”, reforçou o ministro Paulo Teixeira.

“Isso quer dizer que a meta foi realista e que o trabalho feito para atingi-la, foi um trabalho sério. Eu repito que um dos instrumentos mais importantes que o governo do presidente Lula lançou, foi o item de mecanização e tecnificação, e o Pronaf Mais Alimentos nos ajudou muito a chegarmos a esse objetivo”, destacou. Foram registradas 862 mil operações com investimento de R$ 33 bilhões.

O MDA também lançou Ata de Registro de Preços destinada à adesão de órgãos da administração pública federal, estadual e municipal, para a aquisição de máquinas, implementos e equipamentos agrícolas adaptados à agricultura familiar, composta de 21 itens por região, totalizando 105 itens, com investimento de R$ 43,7 milhões. “Esta ata inova em termos de compras de máquinas, porque essas máquinas são mais familiares à agricultura familiar”, explicou Teixeira.

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em parceira com o MDA, o Ministério da Fazenda (MF) e a Casa Civil da Presidência da República, lançaram Edital voltado ao Desafio Tecnológico para o desenvolvimento de trator de pequeno porte e de baixo custo, adaptado para a realidade da agricultura familiar, mais um conjunto de implementos agrícolas, no valor de R$ 60 milhões.

Outras assinaturas 

MCTI, a Finep e o Instituto de Pesquisa e Educação do Campo (Ipe Campo), assinaram acordo no valor de R$ 14,9 milhões voltado ao apoio para estruturação de rede de pesquisa baseada em dados e infraestrutura de pesquisa para agricultura familiar, em especial no desenvolvimento tecnológico de máquinas agrícolas e bioinsumos voltados à realidade das regiões, incluindo estudo de viabilidade da implantação de fábricas de máquinas, no âmbito do Programa Mais Alimentos.

A Finep e a União Nacional das Organizações Cooperativistas Solidárias (Unicopas) celebraram Acordo de Cooperação Técnica para promover o acesso a linhas de financiamento voltadas ao fortalecimento das atividades realizadas pelas cooperativas.

O Pronaf Mais Alimentos é uma linha de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) focada em investimentos para modernizar e aumentar a produção de alimentos pela agricultura familiar, financiando máquinas, equipamentos, tecnologias e infraestrutura.

O Plano Safra da Agricultura Familiar 2025/2026 trouxe mais incentivos para a mecanização, no contexto do Programa Mais Alimentos. O limite para a compra de máquinas e equipamentos menores foi ampliado de R$ 50 mil para R$ 100 mil com a manutenção da taxa de juros de apenas 2.5%. Para máquinas maiores, de até R$ 250 mil, a taxa de juros é de 5%, ou seja, com grande subsídio do Governo do Brasil para incentivar mais tecnologia no campo, que impacta em mais produtividade, qualidade de vida e mais alimentos para o Brasil.

 

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Mercado

Farsul estima recuo de 6% na produção gaúcha de grãos na safra 2025/26

Por Redação 17/12/2025
Escrito por Redação

A Farsul realizou, nesta terça-feira (16), coletiva de imprensa onde analisou a situação do setor agropecuário de 2025 e o que se espera para o ano de 2026. O Presidente do Sistema Farsul, Gedeão Pereira, que encerra seu mandato em 31 de dezembro, iniciou a coletiva relembrando sua trajetória em frente do Sistema Farsul. “É a primeira vez em 29 anos que fazemos uma transmissão do cargo da Presidência na Federação da Agricultura”, declarou. Gedeão assumiu o cargo após o falecimento de seu antecessor, Carlos Rivaci Sperotto. No dia 9 de dezembro, ele assumiu como 1º Vice-Presidente da CNA, mais alto posto alcançado por um gaúcho na Confederação.

Gedeão destacou que o ano de 2026 será de grande importância para o futuro do setor, e que as eleições serão o momento de decisão para o agronegócio gaúcho e brasileiro. “Hoje nós vivemos em um Brasil absolutamente indefinido quanto ao seu futuro. Os bons economistas do Brasil estão apontando para uma crise em que nosso País está se afundando”, declarou.

O presidente da Federação também trouxe atenção para a crise climática que atinge o estado e o impacto que ela tem nas finanças e em toda a população gaúcha. “Nos últimos cinco anos, bilhões de reais deixaram de circular no bolso dos gaúchos. Nosso estado é majoritariamente agrícola. Quando a agricultura falha, a riqueza deixa de circular entre todo nosso povo”, declarou.

O Presidente eleito, Domingos Velho Lopes, que assume a presidência no início de 2026, declarou que sua gestão manterá o alto nível técnico do Sistema Farsul, e que vai buscar a aproximação com o público, principalmente urbano. “Nossa meta é defender o produtor rural, ratificar o que fazemos tecnicamente, e valorizar essa aproximação com a população urbana. Nós precisamos mostrar que somos o maior exportador líquido de alimentos do mundo”, declarou.

Balanço econômico

Farsul estima recuo de 6% na produção gaúcha de grãos na safra 2025/26

O Economista-Chefe da Farsul, Antônio da Luz, iniciou a apresentação do balanço do setor de 2025, destacando o tamanho da crise em que a agricultura gaúcha se encontra.

“Estamos na quinta safra consecutiva com perdas. Nós vamos ter uma perda de 6% na produção de grãos em comparação com a safra de 2024, que foi um ano muito ruim. O setor está em uma situação em que não conseguimos sair do fundo do poço.”

Da Luz destacou que, nos últimos 20 anos, o Brasil perdeu 24% do PIB em comparação com o crescimento de outros países. “Aqui falamos de crescimento, de desenvolvimento econômico, de bem-estar social, de segurança, de saúde”, pontuou. O economista alertou que o Brasil se encaminha para uma forte desaceleração da economia em 2026, e que é necessário alterar o modelo de investimento. “Nós não vamos atingir estabilidade econômica com um fiscal desequilibrado e sem segurança jurídica”.

Sobre a situação do Rio Grande do Sul, Antônio apontou que, se a situação do PIB brasileiro é de atraso no cenário global, a do estado é de atraso no cenário federal. “O ranking da taxa de crescimento estadual coloca o RS na 26ª posição. De 2019 para cá, perdemos 11 pontos percentuais em relação ao País”.

A estiagem que assolou o estado nas últimas safras não é um problema só do produtor, afirmou Da Luz, e sim um problema estadual, reforçando a declaração de Gedeão na abertura do evento. Antônio apresentou uma comparação entre períodos de estiagem e queda populacional do Estado, e apontou que períodos de crise como o atual impactam até mesmo questões demográficas.

“O RS cresceu 1,8% entre 2010 e 2022. Santa Catarina cresceu 22%, Paraná cresceu 9,6%. Nós estamos perdendo jovens.” Quanto ao impacto financeiro, o Economista-Chefe foi claro. “O endividamento vai continuar. Mesmo que a gente colha uma boa safra, esse problema vai permanecer”, declarou, citando novamente o desequilíbrio fiscal, que gera inflação e por consequência, juros altos. “Nosso estado está ficando para trás. E isso traz consequências para toda a população, não só para o produtor”, completou.

 

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EntrevistaVídeos

Cummins aposta em múltiplos combustíveis e amplia soluções para descarbonização no Brasil

Por Redação 16/12/2025
Escrito por Redação

Cummins aposta em múltiplos combustíveis e amplia soluções para descarbonização no Brasil

Em entrevista ao Portal Máquinas Agrícolas, Mauricio Biadola, diretor de Vendas Off Highway da Cummins Brasil, destaca que o país tem uma variedade de recursos que abre espaço para diferentes caminhos rumo à descarbonização. Segundo ele, não há uma solução única: diesel avançado, etanol, biometano, biodiesel, gás natural e hidrogênio compõem o conjunto de alternativas em desenvolvimento.

Biadola explica que a Cummins trabalha com a plataforma Helm, capaz de operar com vários tipos de combustíveis a partir de uma mesma arquitetura, e que a empresa já testa protótipos a etanol no campo, além de avançar em projetos com biometano e hidrogênio. Ele ressaltou, porém, que a expansão dessas tecnologias depende de infraestrutura e de um esforço conjunto entre indústria e governo.

O executivo também comenta o lançamento do motor 4.5 litros, voltado para tratores e escavadeiras, e reforça a evolução contínua do diesel. Para ele, a Cummins deixa de ser apenas uma fabricante de motores para atuar como fornecedora completa de soluções de powertrain, consolidando sua posição na transformação energética no Brasil e no mundo.

CONFIRA A ENTREVISTA COMPLETA:

 

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Mercado

Moagem de cana soma 592,3 milhões de toneladas na safra 2025/2026

Por Redação 16/12/2025
Escrito por Redação

Moagem de cana soma 592,3 milhões de toneladas na safra 2025/2026

Dados divulgados pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA) indicam que, desde o início da safra 2025/2026 até 1º de dezembro, a moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul somou 592,3 milhões de toneladas, volume 1,9% inferior às 603,9 milhões de toneladas registradas no mesmo período da safra anterior. No mesmo intervalo, 173 usinas já haviam encerrado a moagem, evidenciando o avanço do período de entressafra na principal região produtora do país.

Na segunda quinzena de novembro, as usinas do Centro-Sul processaram 16 milhões de toneladas de cana, queda em relação às 20,8 milhões de toneladas moídas no mesmo período da safra 2024/2025. Naquele momento, 144 usinas estavam em operação na região, sendo 124 com processamento de cana, dez produtoras de etanol a partir do milho e dez usinas flex. No mesmo período do ciclo anterior, 196 usinas permaneciam em atividade.

Nos últimos quinze dias de novembro, 52 usinas encerraram a moagem. Com isso, desde o início da safra, o total de usinas que já paralisaram as operações chegou a 173, ante 141 usinas no mesmo período do ciclo anterior. Segundo o diretor de Inteligência Setorial da Unica, Luciano Rodrigues, “até o início de dezembro, cerca de dois terços das usinas já haviam encerrado as operações”.

Em relação à qualidade da matéria-prima, o teor de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) registrado na segunda quinzena de novembro foi de 133,8 kg por tonelada de cana-de-açúcar, frente a 125,3 kg por tonelada na safra 2024/2025, alta de 6,8%. No acumulado da safra, entretanto, o indicador alcançou 138,3 kg de ATR por tonelada, com recuo de 2,5% na comparação com o ciclo anterior.

Produção de açúcar e etanol

No acumulado da safra 2025/2026, até 1º de dezembro, a produção de açúcar totalizou 39,9 milhões de toneladas, ligeiramente acima das 39,5 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ciclo anterior. Já na segunda metade de novembro, a fabricação do adoçante somou 724,1 mil toneladas, queda de 32,9% em relação às 1,1 milhão de toneladas produzidas na mesma quinzena da safra 2024/2025.

O mix de produção segue se deslocando em favor do etanol. Na segunda quinzena de novembro, a participação da cana destinada à fabricação de açúcar recuou 3,1 pontos percentuais, passando de 38,6% para 35,5%.

“Essa tendência de retração no mix de açúcar vem sendo observada pela sétima quinzena consecutiva, e o mix de etanol chegou a 64,5% nos últimos quinze dias de novembro”, destacou Rodrigues.

Na segunda metade de novembro, a produção de etanol pelas usinas do Centro-Sul atingiu 1,2 bilhão de litros, sendo 727,4 milhões de litros de etanol hidratado, com queda de 7,4%, e 457,1 milhões de litros de etanol anidro, alta de 10,2%. No acumulado da safra, a produção totalizou 29,5 bilhões de litros, retração de 5,4%, sendo 18,3 bilhões de litros de etanol hidratado (-7,9%) e 11,2 bilhões de litros de anidro (-1,2%).

Do total de etanol produzido na segunda quinzena de novembro, 31,6% tiveram origem no milho, com produção de 374,8 milhões de litros, praticamente estável frente aos 375,3 milhões de litros registrados no mesmo período da safra 2024/2025. No acumulado desde o início da safra, a produção de etanol de milho alcançou 6,0 bilhões de litros, avanço de 15,1% na comparação anual.

Vendas de etanol

Em novembro, as vendas totais de etanol somaram 2,7 bilhões de litros. O volume comercializado de etanol anidro foi de 1,1 bilhão de litros, crescimento de 2,4%, enquanto as vendas de etanol hidratado totalizaram 1,6 bilhão de litros, queda de 13,8%.

No mercado doméstico, as vendas de etanol hidratado pelas usinas do Centro-Sul atingiram 1,6 bilhão de litros, retração de 11,1% em relação ao mesmo período da safra anterior. Já a comercialização de etanol anidro alcançou 1,1 bilhão de litros, alta de 7,6%.

No acumulado desde o início da safra até 1º de dezembro, as vendas totais de etanol somaram 23,3 bilhões de litros, recuo de 2,4%. O volume acumulado de etanol hidratado foi de 14,5 bilhões de litros (-6,1%), enquanto o de anidro atingiu 8,8 bilhões de litros, crescimento de 4,4%.

 

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Brasil exporta recorde de 4,5 milhões de sacas de café em setembro
Mercado

Exportações de café verde somam 1,52 milhão de sacas no início de dezembro

Por Redação 16/12/2025
Escrito por Redação

Exportações de café verde somam 1,52 milhão de sacas no início de dezembro

De acordo com os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 1,52 milhão de sacas de café verde nos dez primeiros dias úteis de dezembro, com receita de US$ 678,30 milhões. O volume representa 45,21% do total embarcado ao longo de todo o mês de dezembro de 2024, enquanto a receita corresponde a 67,55% do valor obtido no período.

A diferença entre o volume exportado e a receita confirma a valorização do café no mercado internacional. O movimento também se refletiu no preço médio da saca, que alcançou US$ 446,00, alta de 49,43% frente aos US$ 298,47 registrados em dezembro de 2024.

Fonte: Datagro

 

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Mercado

Governo anuncia até R$ 167 milhões para equalizar preços do arroz e do trigo

Por Redação 15/12/2025
Escrito por Redação

Governo anuncia até R$ 167 milhões para equalizar preços do arroz e trigo

O Governo Federal publicou portarias interministeriais que definem os parâmetros para a concessão de subvenção econômica, na forma de equalização de preços, para o arroz em casca da safra 2024/2025 e para o trigo em grãos da safra 2025/2026. As medidas visam garantir renda aos produtores, estimular o escoamento da produção nacional e contribuir para o equilíbrio do mercado agrícola.

A subvenção será operacionalizada por meio do pagamento do Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural ou sua Cooperativa (Pepro) e do Prêmio para Escoamento de Produto (PEP), ofertados em leilões públicos a serem realizados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), no âmbito da Política de Garantia dos Preços Mínimos (PGPM).

Para o arroz em casca, o montante de recursos destinado à política é de até R$ 100 milhões. Os Preços Mínimos vigentes foram fixados em R$ 63,64 por saca de 50 kg para os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, e em R$ 80,00 por saca de 60 kg para o estado do Paraná e para as demais Unidades da Federação das regiões Centro-Oeste, Nordeste, Norte e Sudeste.

No caso do trigo em grãos, o volume total de recursos previsto é de até R$ 67 milhões. O benefício está condicionado ao escoamento do produto, in natura ou processado, para fora da Unidade da Federação de produção. A subvenção será concedida apenas ao trigo produzido no Brasil, quando o preço de mercado estiver abaixo do Preço Mínimo vigente para a safra, conforme definido na Portaria MAPA nº 780, de 2025.

Poderão participar dos leilões do Pepro os produtores rurais e as cooperativas de produtores rurais. Já nos leilões do PEP, poderão participar, no caso do trigo, as indústrias moageiras e os comerciantes de cereais, e, no caso do arroz, as indústrias e os comerciantes de cereais.

O que é Pepro e PEP?

Pepro é uma subvenção econômica concedida ao produtor rural ou sua cooperativa que arrematar o prêmio equalizador em leilão eletrônico realizado pela Conab. Esse prêmio visa complementar o valor recebido pela venda de um produto para que ele atinja o valor do Preço Mínimo.

Já o PEP, o comprador, que pode ser uma usina de beneficiamento ou um comerciante de borracha, arremata o prêmio equalizador em leilão eletrônico realizado pela Conab e deve pagar o preço mínimo ao produtor rural.

A Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) é uma ferramenta para diminuir oscilações na renda dos produtores rurais e assegurar uma remuneração mínima, atuando como balizadora da oferta, incentivando ou desestimulando a produção e garantindo a regularidade do abastecimento nacional.

 

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15/12/2025 0 Comentários
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