segunda-feira, outubro 19, 2026
  • Início
  • Quem Somos
  • Assinatura
  • Anuncie
  • Fale Conosco
  • Login/Register
Máquinas e Inovações Agrícolas (MIA)
  • Início
  • Notícias
  • Especial
  • Manutenção
  • TV MIA
  • Acervo
  • Newsletter
  • Curiosidade
segunda-feira, outubro 19, 2026
  • Início
  • Quem Somos
  • Assinatura
  • Anuncie
  • Fale Conosco
  • Login/Register
Máquinas e Inovações Agrícolas (MIA)
  • Início
  • Notícias
  • Especial
  • Manutenção
  • TV MIA
  • Acervo
  • Newsletter
  • Curiosidade
Mahindra
Máquinas e Inovações Agrícolas (MIA)
Mahindra
Máquinas e Inovações Agrícolas (MIA)
  • Portal Máquinas Agrícolas
  • Quem Somos
  • Anuncie
  • Assinatura
  • Assuntos
    • Notícias
    • Tecnologia
    • Revista
    • Manutenção
    • Opinião
    • Coluna
  • Fale Conosco

@2024 - Todos os direitos reservados. Site por:Código 1 TI

Mercado

Concessão de crédito rural alcança mais de R$ 83 bilhões no 1º semestre de 2025

Por Redação 08/12/2025
Escrito por Redação

Concessão de crédito rural alcança mais de R$ 83 bilhões no 1º semestre de 2025

Dados exclusivos do Boletim Agro da Serasa Experian revelaram o cenário da busca por crédito rural no país. De acordo com o levantamento, a concessão do recurso financeiro em linhas rurais e agroindustriais alcançou o montante de R$ 83 bilhões nos seis primeiros meses de 2025. Na comparação com o mesmo período de 2024, por exemplo, houve uma queda de 16% no montante, o que representa redução de aproximadamente R$ 16 bilhões.

Os dados utilizados para esse estudo foram analisados com base em cerca de 2,8 milhões de pessoas físicas mapeadas na população rural que contrataram financiamento rural ou agroindustrial e autorizam o uso de dados do Cadastro Positivo.

“O recuo de cerca de 16% na concessão no primeiro semestre de 2025 tem como um dos fatores o movimento de maior cautela no mercado”, afirma o head de agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta. “Ao mesmo tempo, o setor convive com desafios como a elevação gradual da inadimplência, eventos climáticos e critérios mais rigorosos de conformidade socioambiental. Nesse contexto, dados e modelos preditivos ganham ainda mais relevância, apoiando as instituições financeiras na calibragem do apetite de risco e na manutenção de uma oferta de crédito sustentável”, diz o executivo da datatech.

Ainda na visão trimestral, os dados do segundo trimestre de 2025 – que alcançou R$ 47 bilhões em concessão de crédito rural e agroindustrial – mostram que o ticket médio registrou retração enquanto o volume de novos contratos teve alta na comparação com o mesmo período do ano passado. O valor médio por CPF ficou em R$ 157,9 mil, uma queda de 22,1%, enquanto a quantidade total de contratos atingiu 343,6 mil – um aumento de 11,4% na mesma base de comparação.

Centro-Oeste, Sul e Nordeste são destaques 

Também no segundo trimestre de 2024, de acordo com os dados da datatech, o Centro-Oeste Agro se destacou em relação aos maiores resultados sobre: valor por contrato (R$ 468 mil), número de contratos por CPF (1,37) e ticket médio por CPF (R$ 639 mil). Já a região Sul liderou frente ao montante de empréstimos (R$ 15 bilhões). No Nordeste Agro o destaque ficou para a maior quantidade de CPFs com contratos (108 mil) e quantidade de novos contratos (111 mil).

Inteligência artificial aplicada à análise de crédito

Segundo especialistas da Serasa Experian, a tecnologia já é parte estruturante do agronegócio brasileiro e tende a ganhar ainda mais espaço. Nesse contexto, a aplicação de Inteligência Artificial (IA) se dissemina por várias etapas da cadeia rural, fortalecendo soluções que aumentam eficiência, precisão e transparência no setor.

No mercado de crédito rural, um dos exemplos é o Agro Score, ferramenta desenvolvida pela Serasa Experian que utiliza técnicas de Machine Learning para cruzar dados e identificar padrões que ajudam instituições financeiras a avaliar riscos e ampliar o acesso ao crédito.

No segundo trimestre de 2025, o Agro Score revelou que a média da pontuação da população rural de pessoas físicas é de 605 – um resultado positivo. No Sul, esse número é maior, chegando a 720. Já em regiões de mais recente expansão como o Norte Agro, a média cai, indo para 477, por exemplo. As informações geradas por esse modelo preditivos são capazes de projetar comportamentos financeiros e incluir no mercado de crédito desde pequenos até grandes produtores, além de arrendatários e grupos econômicos sem registro rural formal, com ofertas de crédito adequadas para cada tipo de perfil.

“Aqui na Serasa Experian demos início à nossa jornada no agronegócio com o objetivo principal de democratizar o acesso ao crédito e à informação justamente pelos resultados que alcançamos com o uso de IA para a avaliação de scores. Construímos um time especialista para ampliar a análise de imagens de satélite com IA e temos projetos pilotos com aplicação de GenAI em outras soluções”, finaliza Marcelo Pimenta.

 

ASSINE MÁQUINAS E INOVAÇÕES AGRÍCOLAS – A PARTIR DE R$ 6,90

➜ Siga a Máquinas & Inovações Agrícolas no Instagram e no Linkedin!

08/12/2025 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Tecnologia

Nova tecnologia 5G Satelital visa transformar operações agrícolas e conectividade no campo

Por Redação 08/12/2025
Escrito por Redação

crédito rural - Nova tecnologia 5G Satelital visa transformar operações agrícolas e conectividade no campo

A Myriota, empresa de conectividade IoT habilitada por satélite, anuncia hoje a disponibilidade geral da HyperPulse, uma plataforma de conectividade global e altamente escalável que simplifica para parceiros da indústria a criação, implantação e expansão de soluções IoT em qualquer lugar do planeta. A rede estará disponível a partir de 15 de dezembro no Brasil, Estados Unidos, México, Austrália e Arábia Saudita. Disponível desde o início do ano para early adopters, a solução já atende clientes de diversos segmentos, com ampla aplicação em monitoramento ambiental, monitoramento de óleo e gás, rastreamento de ativos e rastreamento de animais.

A HyperPulse é projetada e operada pela Myriota, combinando a arquitetura 5G NTN da empresa com capacidade em banda L alugada da Viasat. A camada exclusiva de otimização da rede permite ajustar dinamicamente o desempenho da conectividade, como latência e volume de dados, em resposta à demanda do cliente ou a condições ambientais. O resultado é uma plataforma global e altamente escalável que torna simples para parceiros de indústria criar, implantar e expandir soluções IoT em qualquer lugar do mundo.

No Brasil, a HyperPulse deve desempenhar um papel transformador em indústrias que exigem conectividade contínua e confiável em áreas remotas e de difícil acesso. A solução viabiliza casos de uso como monitoramento e automação para grandes operações agrícolas; manutenção preditiva e preventiva para infraestrutura de transmissão de energia e sites de energia renovável; monitoramento remoto para produção de óleo e gás e oleodutos; rastreamento logístico e transporte multimodal; e coleta avançada de dados ambientais, incluindo recursos hídricos, estações meteorológicas e iniciativas de sustentabilidade. Essas capacidades são críticas para um país de vasta extensão territorial, cadeias de suprimentos complexas e forte dependência de operações de campo remotas.

Com a expansão planejada da cobertura NTN para outros países da América Latina, incluindo Argentina, além da Europa e Sudeste Asiático no início de 2026, a Myriota está pronta para redefinir a acessibilidade e o alcance da conectividade IoT globalmente.

Complementando o serviço UltraLite da Myriota, focado em máxima eficiência energética, segurança e eficiência espectral, o HyperPulse oferece menor latência e maiores franquias diárias de dados. Esses recursos possibilitam aplicações onde relatórios mais detalhados e sensoriamento enriquecido são vantajosos, incluindo rastreamento e monitoramento de equipamentos pesados, contêineres, vagões ferroviários e carretas; medição inteligente para utilities; sensoriamento ambiental para estações meteorológicas, qualidade do solo, ar e água; e manejo animal, incluindo cercamento virtual, otimização de alimentação e monitoramento remoto.

Construída com base nos padrões 3GPP 5G NTN e utilizando a infraestrutura de satélites comprovada da Viasat, a HyperPulse oferece interoperabilidade contínua com um número crescente de chipsets e dispositivos NTN-capazes, fornecendo um caminho alinhado a padrões para implantação de longo prazo e escalabilidade global. A empresa já certificou o módulo nRF9151 da Nordic em diversos casos de uso, cenários e ambientes, com certificações adicionais de outros fornecedores em andamento.

Reconhecendo que soluções IoT modernas exigem mais do que apenas uma conexão de rede, a Myriota também está lançando um conjunto de produtos de habilitação para apoiar seu ecossistema de parceiros na integração e desenvolvimento de soluções para a rede HyperPulse. Junto com o serviço, chega o primeiro desses recursos, o HyperPulse Developer Kit, que suporta prototipagem rápida e validação de prova de conceito, e foi projetado para uso em campo, com invólucro à prova de intempéries, operação por bateria e múltiplas opções de sensores e interfaces.

“Com a HyperPulse, estamos tornando a conectividade 5G não terrestre uma realidade prática para IoT em escala”, afirma Oscar Delgado, Diretor de Vendas para a América Latina na Myriota. “Ao oferecer maior volume de dados, menor latência e cobertura baseada em padrões, a HyperPulse dá às organizações a capacidade de rastrear e monitorar ativos, obter insights e tomar decisões, mesmo nos ambientes mais remotos e desafiadores. Com um roadmap de novos recursos chegando no próximo ano, este é um passo empolgante para a conectividade IoT em todo o mundo.”

 

ASSINE MÁQUINAS E INOVAÇÕES AGRÍCOLAS – A PARTIR DE R$ 6,90

➜ Siga a Máquinas & Inovações Agrícolas no Instagram e no Linkedin!

08/12/2025 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Mercado

Para CNA, projeto aprovado no Senado moderniza e fortalece seguro rural

Por Redação 05/12/2025
Escrito por Redação

Para CNA, projeto aprovado no Senado moderniza e fortalece seguro rural

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) destacou que o Projeto de Lei 2951/2024 aprovado na quarta (3), no Senado, será um novo marco regulatório para o seguro rural no país, com melhores condições de utilização e contratação por produtores, seguradoras e resseguradoras.

O texto do projeto, de autoria da senadora Tereza Cristina (PP/MS), teve relatoria do senador Jayme Campos (União-MT) na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado e, agora, segue para a Câmara dos Deputados.

O PL propõe, entre outros pontos, a modernização do seguro rural no país e regulamenta do Fundo de Catástrofe.

“O seguro rural é um instrumento crucial para proteger o produtor de perdas inesperadas, mantendo sua capacidade financeira para honrar os compromissos assumidos, sem a necessidade de aumento do endividamento,” afirmou Tereza Cristina.

Para Jayme Campos, relator do substitutivo ao PL 2951/2024, é preciso modernizar a legislação atual, “sobretudo em contexto de recorrentes quebras de safras dos últimos anos, o que tem prejudicado muitos produtores do país”.

O assessor de política agrícola da CNA, Guilherme Rios, avalia que o projeto fortalece a previsibilidade orçamentária do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e melhora o ambiente de gestão de riscos, que ele considera como aspecto fundamental para estimular a oferta de produtos em regiões e culturas ainda pouco atendidas.

Segundo ele, um dos pontos mais relevantes do texto é a reformulação do Fundo de Catástrofe, que passa a contar com a possibilidade de aportes variados da União, uma estrutura administrativa mais sólida e maior participação dos cotistas nas decisões.

“A medida tende a oferecer maior capacidade de resposta frente a eventos climáticos extremos, garantindo continuidade às operações do mercado segurador”, ressalta Rios.

Ele explica que o projeto abre caminho para estímulos como juros diferenciados no crédito rural segurado e prioridade no acesso aos recursos subvencionados, ao mesmo tempo em que institui uma base nacional de dados mais completa sobre as operações.

“A expectativa é que esse conjunto de medidas aumente a capacidade de precificação adequada dos riscos, reduza a dependência de renegociações após perdas severas e ofereça mais segurança para todo o setor”, completa.

A CNA acompanhou de perto a construção da proposta desde sua fase inicial. A entidade contribuiu com sugestões técnicas durante o workshop “PL 2951: Modernização do Seguro Rural no País”, realizado em Cuiabá, e apresentou posicionamentos em audiência pública no Senado, reforçando a necessidade de um arcabouço mais eficiente para ampliar a cobertura do seguro rural.

A partir de agora, explica Rios, a expectativa é que a tramitação seja acompanhada de perto pelo setor produtivo, que considera o tema estratégico para ampliar a proteção dos produtores diante das oscilações climáticas e do aumento dos riscos no campo.

 

ASSINE MÁQUINAS E INOVAÇÕES AGRÍCOLAS – A PARTIR DE R$ 6,90

➜ Siga a Máquinas & Inovações Agrícolas no Instagram e no Linkedin!

05/12/2025 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Queda nos preços deve reduzir faturamento da agropecuária em 2026
Mercado

PIB da agropecuária cresce 10,1% no terceiro trimestre, aponta IBGE

Por Redação 04/12/2025
Escrito por Redação

PIB da agropecuária cresce 10,1% no terceiro trimestre, aponta IBGE

Clarisse Sousa – O Produto Interno Bruto (PIB) do país registrou ligeira alta de 0,1% no terceiro trimestre de 2025, em relação ao trimestre anterior, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta quinta-feira (4). No período, Agropecuária (0,4%) e Indústria (0,8%) avançaram, enquanto o setor de Serviços, que tem maior peso na economia, manteve-se praticamente estável, também com variação de 0,1%.

O PIB brasileiro atingiu R$ 3,2 trilhões no terceiro trimestre. O Valor Adicionado somou R$ 176,2 bilhões na Agropecuária, R$ 682,2 bilhões na Indústria e R$ 1,9 trilhão no setor de Serviços.

Segundo Claudia Dionísio, analista das Contas Trimestrais do IBGE, “o grande escoamento de produção de commodities, impulsionado pelo bom desempenho da Extrativa Mineral e da Agropecuária, contribuiu positivamente para a atividade de transporte, armazenagem e correio”.

Na comparação com o mesmo trimestre de 2024, o PIB nacional avançou 1,8%. Grande parte desse resultado veio da Agropecuária, que registrou alta de 10,1%, impulsionada por aumentos superiores a 10% em três culturas com forte peso no terceiro trimestre: milho (23,5%), laranja (13,5%) e algodão (10,6%). Já a produção de cana-de-açúcar recuou 1,0%.

No acumulado do ano até o terceiro trimestre de 2025, o PIB cresceu 2,4% frente ao mesmo período de 2024. Nesse intervalo, todos os grandes setores registraram alta: Agropecuária (11,6%), Indústria (1,7%) e Serviços (1,8%).

 

ASSINE MÁQUINAS E INOVAÇÕES AGRÍCOLAS – A PARTIR DE R$ 6,90

➜ Siga a Máquinas & Inovações Agrícolas no Instagram e no Linkedin!

04/12/2025 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Brasil exporta recorde de 4,5 milhões de sacas de café em setembro
Mercado

Com maior safra de conilon, produção de café é estimada em 56,5 milhões de sacas em 2025

Por Redação 04/12/2025
Escrito por Redação

Com maior safra de conilon, produção de café é estimada em 56,5 milhões de sacas em 2025

A produção brasileira de café em 2025 está estimada em 56,5 milhões de sacas de 60 quilos. Mesmo sendo um ano de bienalidade negativa, este resultado representa o terceiro maior registrado da série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), atrás apenas dos anos de 2020 e 2018, ambos de bienalidade positiva da planta, e uma alta de 4,3% se comparado com o volume obtido no ano passado.

O resultado é uma combinação de uma ligeira queda de 1,2% na área em produção, estimada em 1,85 milhão de hectares, com uma melhor produtividade média nacional, projetada em 30,4 sacas por hectare, reflexo do bom desempenho verificado nas lavouras de conilon. É o que mostra o 4º Levantamento de Café 2025, divulgado nesta quinta-feira (4).

Com menor influência da bienalidade, a produção de conilon em 2025 atinge 20,8 milhões de sacas, um novo recorde para a espécie ao se analisar a série histórica da Companhia, ultrapassando 2022, quando foram colhidos 18,2 milhões de sacas. Em relação à safra passada, o atual resultado representa um crescimento de 42,1%. A regularidade climática favoreceu o vigor das plantas e resultou em elevada carga produtiva.

No Espírito Santo, maior produtor de conilon do país, a colheita da espécie chega a 14,2 milhões de sacas, crescimento de 43,8% em relação ao ano de 2024. Na Bahia, é esperado um volume de produção para o conilon de 3,29 milhões de sacas, alta de 68,7% quando comparada à temporada passada. Em Rondônia, a safra estimada em 2025 é de 2,32 milhões de sacas, aumento de 10,8% em comparação à safra de 2024.

Já para o café arábica, houve uma redução na colheita diante de o atual ciclo ser de bienalidade negativa, ano em que a planta não apresenta todo o seu vigor produtivo. Além disso, períodos de escassez hídrica ao longo da safra também reduziram o potencial produtivo das lavouras.

Nesse cenário, a área em produção para a espécie registrou uma queda de 1,5%, chegando a 1,49 milhão de hectares, enquanto a produtividade média das lavouras de arábica caiu 8,4% sobre a safra de 2024, chegando a 24,1 sacas por hectare. Com isso, a colheita no atual ciclo é estimada em 35,76 milhões de sacas, diminuição de 9,7% em relação à temporada anterior.

Com a colheita finalizada em setembro, Minas Gerais, maior estado produtor de café do país, registra uma colheita de 25,17 milhões de sacas de arábica, redução de 9,2% em relação ao volume total produzido na safra anterior, devido ao ciclo de bienalidade negativa aliado, principalmente, ao longo período de seca nos meses que antecederam a floração.

Em São Paulo, a colheita apresenta redução de 12,9% em relação ao volume produzido em 2024, sendo estimada em 4,7 milhões de sacas. Essa queda é atribuída aos efeitos biológicos de baixa bienalidade e ao clima adverso, marcado por estiagem e altas temperaturas. Em contrapartida, na Bahia o arábica apresenta crescimento de 2,5%, ficando em 1,14 milhão de sacas. Destaque para a região do Cerrado, com crescimento de 18,5%.

Mercado

O Brasil exportou cerca de 34,2 milhões de sacas de 60 quilos de café no acumulado de janeiro a outubro deste ano, o que representa uma baixa de 17,8% na comparação com igual período de 2024, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Essa redução na quantidade exportada no acumulado dos dez primeiros meses de 2025 se deve especialmente à limitação dos estoques internos no início do ano, após o embarque recorde de 50,5 milhões de sacas de 60 quilos em 2024.

Ainda de acordo com o MDIC, a exportação brasileira de café somou US$ 12,9 bilhões no acumulado dos dez primeiros meses de 2025, superando o total exportado nos 12 meses de 2024 e representando um novo recorde anual, mesmo faltando contabilizar os dados do último bimestre de 2025.

Esse crescimento no valor da exportação brasileira de café em 2025 ocorre mesmo diante da redução da quantidade embarcada para o exterior no acumulado dos dez primeiros meses, na comparação com igual período do ano anterior. O aumento dos preços médios do café no mercado internacional em 2025 favoreceu o crescimento da exportação brasileira do produto em valor no acumulado dos dez primeiros meses do ano.

Mesmo com a expectativa de aumento na produção mundial de café na safra 2025/26, conforme análises do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), não são esperadas reduções expressivas nas cotações em razão do baixo patamar do estoque remanescente do ciclo anterior. O estoque mundial no início da safra 2025/26 é o mais baixo dos últimos 25 anos, previsto em 21,8 milhões de sacas de 60 quilos.

 

ASSINE MÁQUINAS E INOVAÇÕES AGRÍCOLAS – A PARTIR DE R$ 6,90

➜ Siga a Máquinas & Inovações Agrícolas no Instagram e no Linkedin!

04/12/2025 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Mercado

Vendas de máquinas agrícolas mantêm ritmo estável e acumulam alta de 9,4%

Por Redação 03/12/2025
Escrito por Redação

Vendas de máquinas agrícolas mantêm ritmo estável e acumulam alta de 9,4%

Clarisse Sousa – O setor de máquinas agrícolas deve encerrar o ano com crescimento de 8% no faturamento. A estimativa, divulgada ainda no primeiro trimestre pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), permaneceu estável ao longo de 2025, mesmo diante de um início de ano que indicava um possível cenário mais favorável, com safra robusta, clima adequado e maior rentabilidade para os produtores, especialmente nas lavouras de grãos.

Entretanto, alguns fatores contribuíram para conter qualquer avanço adicional. A imposição do tarifaço de 50% pelos Estados Unidos sobre diversos produtos brasileiros, a partir de agosto, foi um deles.

“Apesar dos pesares, será um ano positivo, mas ainda baixo. Lembrando que o recorde de faturamento do setor foi de R$ 99 bilhões em 2022; em 2023 caiu para R$ 75 bilhões, no ano passado recuou para R$ 62 bilhões, e este ano deve fechar em torno de R$ 67 bilhões”, afirma Pedro Estevão Bastos, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA) da Abimaq.

Ele ressalta que, apesar de ser um ano positivo, o crescimento é pequeno e ainda “bem aquém do potencial de mercado. Neste ano, com o preço das commodities, como soja e milho, mais baixo, o mercado não foi tão comprador. Além disso, tivemos a questão dos juros altos e os bancos muito restritivos ao crédito, que acabaram limitando ainda mais o mercado. No fim, o desempenho não foi pior que o do ano passado, mas também não conseguiu avançar muito além disso”, completa.

Embora o setor tenha conseguido redirecionar parte da produção para outros mercados e preservar a competitividade internacional, o desempenho permaneceu dentro do previsto. Assim, o crescimento de 8% se manteve como a projeção mais realista para o fechamento do ano.

Em meio a esse cenário, as vendas de máquinas e equipamentos agrícolas recuaram 11,8% em outubro, na comparação com setembro, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (3) pela Abimaq. Na comparação com outubro de 2024, o setor também registrou queda, de 9,9%.

Mesmo assim, o acumulado do ano confirma a estabilidade prevista pela entidade: de janeiro a outubro, as vendas cresceram 9,4%, totalizando R$ 57,4 bilhões, desempenho que sustenta a projeção de um avanço de 8% no faturamento anual.

Exportações e importações

Em outubro, as exportações de máquinas agrícolas cresceram 28,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado de janeiro a outubro, houve alta de 8,8% frente ao mesmo período de 2024. Na comparação com setembro, as vendas externas aumentaram 7,3%.

As importações também tiveram aumento em outubro, com incremento de 37,3% na comparação com igual mês de 2024, e de 17,9% frente a setembro. No acumulado do ano, porém, as importações registram queda de 3,3%.

Tratores e colheitadeiras

O segmento de tratores e colheitadeiras também teve aumento nas vendas totais em 2025, com 52.443 unidades comercializadas de janeiro a outubro, frente às 43.936 registradas no mesmo período de 2024, um incremento de 19,4%.

*Texto atualizado em 04/12 às 8h30

 

ASSINE MÁQUINAS E INOVAÇÕES AGRÍCOLAS – A PARTIR DE R$ 6,90

➜ Siga a Máquinas & Inovações Agrícolas no Instagram e no Linkedin!

03/12/2025 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Vendas de tratores e colheitadeiras recuam em outubro, aponta Fenabrave
Mercado

Vendas de tratores e colheitadeiras recuam em outubro, aponta Fenabrave

Por Redação 03/12/2025
Escrito por Redação

Vendas de tratores e colheitadeiras recuam em outubro, aponta Fenabrave

Os tratores registraram queda de 17,4% nas vendas em outubro na comparação com setembro, mas alta anual de 13,1%, totalizando 4.968 unidades comercializadas, aponta acompanhamento da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

“Apesar da retração em outubro ante setembro, o segmento está positivo, totalizando 7.107 unidades comercializadas no acumulado dos dez primeiros meses do ano – avanço de 18,8% em relação a igual período de 2024”, pondera o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior.

No caso das colheitadeiras, a comercialização recuou 15,7% em outubro no comparativo mensal e 9,5% em relação ao mesmo mês de 2024.

“A despeito da queda em outubro, tanto em relação a setembro quanto a igual mês de 2024, a categoria segue positiva no ano. No acumulado dos dez primeiros meses do ano foram vendidas 2.640 unidades, incremento de 10,4% ante o mesmo intervalo de 2024”, observa Arcelio Junior.

Por não serem emplacadas, os resultados sempre são divulgados com um mês de defasagem, devido ao trabalho de coleta de dados junto aos fornecedores, esclarece a Fenabrave.

Fonte: Datagro

 

ASSINE MÁQUINAS E INOVAÇÕES AGRÍCOLAS – A PARTIR DE R$ 6,90

➜ Siga a Máquinas & Inovações Agrícolas no Instagram e no Linkedin!

03/12/2025 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Produção industrial cai 0,2% em maio e interrompe quatro altas seguidas
Mercado

Produção industrial brasileira apresenta variação positiva de 0,1% em outubro, diz IBGE

Por Redação 02/12/2025
Escrito por Redação

Produção industrial brasileira apresenta variação positiva de 0,1% em outubro, diz IBGE

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou, na manhã desta terça-feira (2), que a produção industrial do Brasil teve uma variação positiva de 0,1% em outubro frente a setembro. A expectativa do mercado era de alta de 0,4%.

Em relação a outubro de 2024, na série sem ajuste, houve recuo de 0,5%. O acumulado no ano foi de 0,8% e o dos últimos 12 meses chegou a 0,9%.

 

ASSINE MÁQUINAS E INOVAÇÕES AGRÍCOLAS – A PARTIR DE R$ 6,90

➜ Siga a Máquinas & Inovações Agrícolas no Instagram e no Linkedin!

02/12/2025 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Tecnologia

Irrigação estratégica do trigo no Cerrado reduz pela metade a emissão de gases de efeito estufa

Por Redação 02/12/2025
Escrito por Redação
Irrigação estratégica do trigo no Cerrado reduz pela metade a emissão de gases de efeito estufa

Repor água quando são usados 40% da capacidade da água disponível (CAD) no solo tem impacto positivo no potencial de aquecimento global, o que pode contribuir para a sustentabilidade ambiental // Foto: Jorge Chagas

Estudo inédito da Embrapa Cerrados (DF) revelou que usar a água de forma estratégica na irrigação do trigo pode reduzir pela metade as emissões de gases de efeito estufa (GEEs) sem perda de produtividade. O ponto de equilíbrio entre produtividade e sustentabilidade ambiental encontrado pela pesquisa melhora o manejo do cereal em regiões tropicais em um cenário de mudanças climáticas.

Pense no solo como uma esponja gigante que guarda água para as plantas. Os cientistas descobriram que o momento perfeito para irrigar o trigo é quando essa esponja já usou 40% da água que tinha guardada.

Os pesquisadores testaram quatro estratégias de controle da irrigação, equivalentes a deixar o solo esgotar 20%, 40%, 60% e 80% da água disponível antes de irrigar novamente. O objetivo era encontrar o ponto de equilíbrio entre produtividade da lavoura, economia de água e impacto ambiental.

Os resultados da pesquisa foram divulgados no artigo Sustainable irrigation management of winter wheat and effects on soil gas emissions (N2O and CH4) and enzymatic activity in the Brazilian savannah, publicado na revista Sustainability MDPI.

O ponto de equilíbrio a 40%

Após dois anos de experimentos, a equipe da Embrapa Cerrados concluiu que o momento ideal para irrigação do trigo ocorre quando as plantas utilizaram 40% da reserva da água do solo.

“Esse é o ponto ideal, com resultado favorável entre produtividade e intensidade de emissão de gases de efeito estufa, alcançando o melhor índice de Potencial de Aquecimento Global”, revela a pesquisadora Alexsandra Oliveira, uma das responsáveis pelo estudo. Esse potencial se refere às emissões de óxido nitroso (N2O) e metano (CH4).

Com a reposição da água após o uso de 40% da capacidade da água disponível (CAD) do solo, o trigo alcançou a maior produtividade – 6,8 toneladas por hectare, com o menor índice de emissão de óxido nitroso (em média, inferior a 3,0 kg por hectare), gás quase 300 vezes mais potente que o dióxido de carbono (CO₂).

Já o pico de emissão de óxido nitroso foi atingido quando a reposição de água foi feita após o uso de 60% da CAD (5,69 toneladas por hectare), resultando no maior Potencial de Aquecimento Global (PAG) —1.185,8 quilos de CO2 equivalente, (ver tabela abaixo). Em comparação, o tratamento de 40% emitiu quase metade GEEs (-41,3%), ao mesmo tempo em que registrou quase 20% a mais de produtividade.

Irrigação estratégica do trigo no Cerrado reduz pela metade a emissão de gases de efeito estufa

“O que comprovamos com esse estudo é que um simples ajuste no momento da irrigação pode alterar radicalmente a emissão de gases de efeito estufa e seus efeitos sobre as mudanças climáticas”, justifica Oliveira.

A pesquisadora completa: “Quando o solo era irrigado tardiamente, com o esgotamento de 60% ou 80% da água do solo, as emissões aumentaram consideravelmente. No geral, manter uma umidade intermediária no solo, em torno de 40%, proporcionou o melhor equilíbrio entre produtividade e sustentabilidade ambiental. Essa é uma estratégia climaticamente inteligente e eficiente em relação ao uso dos recursos naturais para a produção de trigo irrigado em sistemas tropicais”.

Segundo a pesquisa, os ciclos de reumidificação do solo são promotores de emissões de gases de efeito estufa. Ou seja, deixar o solo secar demais e depois irrigá-lo, causando grandes alterações em sua umidade, estimula a ação de microrganismos produtores desses gases.

A caixa d’água invisível do solo

Para entender o experimento, imagine que o solo é como uma caixa d’água subterrânea. Quando os cientistas falam em “depleção de 60%”, significa que essa caixa foi esvaziada em 60%. Irrigar demais desperdiça água; irrigar de menos causa estresse nas plantas. Portanto, o segredo está em saber a hora certa de reabastecer.

“Quando a caixa d’água do solo fica muito vazia, as plantas sofrem. Quando enchemos demais, perdemos água e aumentamos as emissões de gases”, explica Jorge Antonini, pesquisador da Embrapa Cerrados e participante do estudo. Isso porque o reabastecimento intermitente estimula reações microbianas no solo, que geram especialmente óxido nitroso.

Menos emissão, mais eficiência

Os dados consolidados mostraram que é possível produzir a mesma quantidade de alimento com maior eficiência, considerando-se a relação emissão/produto. “Não se trata apenas de irrigar mais ou menos — e sim de irrigar com precisão. Esses achados mostram que é possível produzir trigo no Cerrado com alto rendimento e baixo impacto climático. Basta respeitar o limite do solo e saber o momento certo de irrigar. A agricultura tropical precisa trabalhar com precisão hídrica para ser produtiva e sustentável”, resume o pesquisador Jorge Antonini.

Portanto, manter a irrigação com o índice de uso da CAD em 40% é uma estratégia eficiente para os produtores do Cerrado: “Assim a produtividade se mantém alta, com quase 7 toneladas por hectare, e o impacto ambiental é o menor possível”, enfatiza.

Com as informações geradas pelo estudo, os produtores rurais podem aproveitar melhor a água da irrigação sem comprometer a rentabilidade da lavoura e com o mínimo impacto na condição climática do planeta. O metano virou aliado Outra constatação importante foi quanto ao comportamento do metano (CH₄).

“Em vez de liberar esse gás, em condições ideais de irrigação, o solo do Cerrado atuou como um dreno, absorvendo metano da atmosfera, um achado em sistemas agrícolas irrigados”, ressalta Oliveira. A explicação está nas características do solo tropical: boa drenagem, aeração e ausência de encharcamento.

Essas condições favorecem a atuação de microrganismos que consomem metano, transformando um vilão climático em aliado. O experimento nas condições do Cerrado O experimento foi realizado entre 2022 e 2024, na área da Embrapa Cerrados, em Planaltina, Distrito Federal.

As parcelas foram plantadas em sistema de plantio direto, com sucessão soja-trigo. As cultivares usadas foram as BRS 4782 RR e BRS 264, respectivamente. O trigo plantado no inverno, após a colheita da soja, é uma combinação bastante adotada pelos produtores rurais da região. “Para monitorar a umidade do solo em tempo real, foram instaladas sondas a 70 centímetros de profundidade, altura onde estão concentradas as raízes do trigo”, explica Artur Müller, também pesquisador e integrante da equipe.

Já para as emissões de gases de efeito estufa, foram usadas câmaras estáticas fechadas. Esse método é aceito pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), da Organização das Nações Unidas (ONU). Além da produtividade e do óxido nitroso e metano, os cientistas analisaram a atividade enzimática do solo, como indicativo de sua saúde biológica.

Os resultados não mostraram variações significativas em relação à atividade das enzimas, o que indica que pode não existir uma relação direta entre elas e o momento da irrigação do trigo em sucessão à soja.

Uma explicação possível, segundo Oliveira, pode ser a ausência de umidade em excesso, já que, no estudo, a irrigação apenas repôs a água até a capacidade de campo, sem excesso. Outro fator pode estar relacionado ao plantio direto, que mantém, na sucessão de cultivos, a palhada na lavoura, reduzindo a perda de umidade do solo.

 

ASSINE MÁQUINAS E INOVAÇÕES AGRÍCOLAS – A PARTIR DE R$ 6,90

➜ Siga a Máquinas & Inovações Agrícolas no Instagram e no Linkedin!

02/12/2025 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Tecnologia

Sensores e aplicativos elevam a precisão na dosagem de fertilizantes

Por Redação 02/12/2025
Escrito por Redação

Sensores e aplicativos elevam a precisão na dosagem de fertilizantes

A agricultura brasileira atravessa um período de transformação tecnológica. No centro das operações de plantio, em que cada semente e cada dose de fertilizantes influenciam diretamente o resultado da safra, a precisão deixou de ser um diferencial competitivo para se tornar uma exigência técnica e produtiva. Para atender a essa nova realidade, a FertiSystem, empresa brasileira de soluções para dosagem e aplicação de fertilizantes e sementes, amplia o uso de sensores inteligentes, motores elétricos e aplicativos de calibragem, e transforma o manejo em um processo mais eficiente, conectado e sustentável.

Há pouco tempo, o ajuste da dosagem de fertilizantes era feito de forma mecânica, por engrenagens e correntes acionadas pelos pneus das plantadeiras. Esse método, embora funcional, limitava a precisão e aumentava o risco de falhas operacionais. Hoje, com a automação, motores elétricos controlados por sistemas eletrônicos ou aplicativos móveis permitem ajustes instantâneos na vazão de adubo e fazem isso com base em mapas de aplicação, dados de solo e recomendações agronômicas.

De acordo com o levantamento da Embrapa Instrumentação (2024), o uso de automação na dosagem de insumos pode reduzir em até 15% o desperdício de fertilizantes e aumentar a uniformidade de aplicação em mais de 20%, índices que impactam diretamente o rendimento final da lavoura.

“O produtor consegue ter controle total sobre o que está sendo distribuído. Motores elétricos e sensores sem fio comunicam-se com o sistema da cabine, informando se há queda de produto e se a dosagem está correta”, explica Fábio Leone, promotor técnico especializado da FertiSystem.

Dose Certa

Entre as inovações desenvolvidas pela FertiSystem para ajudar o agronegócio nacional nas distribuições de sementes e adubo, está o aplicativo Dose Certa, criado para simplificar o processo de calibração do dosador, etapa essencial para garantir que o equipamento trabalhe dentro da faixa recomendada. O app orienta o produtor a escolher o sem-fim adequado (mecanismo helicoidal que determina o volume de adubo liberado) conforme a dose desejada.

Além disso, o aplicativo calcula a regulagem ideal e possibilita as correções de acordo com o tipo de fertilizante, cultura e velocidade de deslocamento da máquina. “O Dose Certa é uma ferramenta de campo, não de laboratório. Ele traduz o conhecimento técnico em algo simples, prático e confiável para o produtor”, explica o especialista.

O olhar eletrônico da plantadeira

Os novos sistemas de monitoramento contam com sensores ópticos e sem fios capazes de detectar falhas, duplas e interrupções na distribuição, tanto de semente quanto de adubo. “Durante o plantio, esses sensores enviam informações em tempo real para o operador, permitindo ajustes imediatos sem a necessidade de parar o equipamento. Isso reduz perdas e melhora a uniformidade da linha de plantio”, detalha o promotor técnico.

A Associação Brasileira de Agricultura de Precisão (AsBraAP) aponta que o uso de sensores e automação já está presente em cerca de 60% das grandes propriedades agrícolas brasileiras. Esse número tende a crescer com a expansão da conectividade rural e programas de financiamento voltados à modernização de máquinas.

Apesar da sofisticação dos sistemas, Leone reforça que a base de qualquer tecnologia eficiente é a manutenção. Sensores, motores e controladores eletrônicos dependem de componentes mecânicos em bom estado para operar corretamente. “Não adianta ter um sistema de automação de ponta se o dosador está sujo ou com rolamentos comprometidos”, alerta.

Essa integração entre tecnologia e manutenção também contribui para a longevidade do equipamento. Estudos da ANDA (Associação Nacional para Difusão de Adubos) indicam que a manutenção preventiva pode aumentar em até 30% a vida útil dos dosadores, reduzindo custos de reposição e paradas inesperadas.

O futuro da dosagem inteligente

A empresa também tem concentrado esforços no desenvolvimento de sistemas de taxa variável, tecnologia que permite ajustar automaticamente a quantidade de fertilizante aplicada em cada ponto do terreno. A prática vem se consolidando como uma das principais estratégias para reduzir o uso excessivo de insumos e aumentar a eficiência do plantio.

Esse modelo acompanha a expansão do plantio digital, em que sensores, mapas de solo e dados de produtividade orientam decisões em tempo real. “O futuro está na integração total entre o maquinário, o agrônomo e o produtor. A plantadeira inteligente será a extensão da decisão agronômica em campo”, afirma o especialista.

A tendência é que a automação avance de forma gradual, acompanhando o ritmo de adoção da agricultura de precisão no país. Para Leone, com ferramentas mais acessíveis e máquinas conectadas, o campo caminha para uma operação cada vez mais técnica e baseada em dados, um movimento que redefine o papel do produtor e reforça a importância da manutenção e da calibração no desempenho das novas tecnologias.

 

ASSINE MÁQUINAS E INOVAÇÕES AGRÍCOLAS – A PARTIR DE R$ 6,90

➜ Siga a Máquinas & Inovações Agrícolas no Instagram e no Linkedin!

02/12/2025 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Postagens mais recentes
Postagens mais antigas
Portal Máquinas Agrícolas

O Portal Máquinas Agrícolas é uma plataforma integrada de informação, conhecimento e serviços sobre mecanização e inovações agrícolas.

 

R. Cristóvão Pereira, 1626 
04620-012 – São Paulo/SP
Tel. + 55 (11) 5042-5260

Fale Conosco
  • Saiba mais
    • Quem Somos
    • Assine
    • Anuncie
    • Login
  • Acesse Também
    • TV MIA
    • Acervo Digital
  • REDES SOCIAIS
Facebook Instagram Youtube Linkedin
  • Categorias
    • Artigo Técnico
    • Coluna
    • Empresas
    • Entrevistas
    • Feiras
    • Manutenção
    • Mercado
    • Opinião
    • Especial
    • Tecnologia

Newsletter

Obrigado!

Seu cadastro foi realizado com sucesso! 

LOCALIZAR NOTÍCIA NO PORTAL

  • CONHEÇA O GRUPO
BMCOMM
TN MEDIA 60 ANOS

Acesse a nossa
Política de Privacidade

© BMComm | Portal Máquinas Agrícolas  ::: Site desenvolvido por Código 1 TI

Máquinas e Inovações Agrícolas (MIA)
  • Home
  • Notícias
  • Coluna
  • Manutenção
  • Agrometeorologia
    • Balanço hidríco climático
    • Balanço hídrico de cultivo e produtividade
    • Balanço hídrico sequencial
    • Mapas do boletim agroclimatológico
    • Índice de conforto térmico bovino
  • Multimídias
    • Youtube
Acessar

Mantenha-me conectado até eu sair

Esqueceu a senha?

Recuperação de senha

Uma nova senha será enviada para você por e-mail.

Recebeu uma nova senha? Acesse aqui