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Tecnologia

Dia de Campo aborda como transformar dejetos animais em energia limpa

Por Redação 17/08/2026
Escrito por Redação

Dia de Campo aborda como transformar dejetos animais em energia limpa

Dejeto de suíno virando combustível, energia elétrica e fertilizante. Essa é a proposta do Dia de Campo sobre Biodigestão de Resíduos Animais, que o Sistema FAEP e o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) promovem no dia 19 de agosto, próxima quarta-feira, em Salgado Filho, no Sudoeste do Estado. O evento leva o tema “Transformando Dejetos em Energia Limpa e Fertilizantes” a produtores da região. As vagas são limitadas em 100 participantes.

Para o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, iniciativas como essa apontam o caminho para um agro ainda mais sustentável. “O evento alia duas estratégias: a mitigação de impactos ambientais da produção e o aproveitamento de dejetos da suinocultura, que hoje é um passivo ambiental ao produtor rural”, afirma.

É exatamente esse passivo que a biodigestão converte em ativo econômico. Isso porque o dejeto, em especial o de suínos, pode virar energia elétrica, biogás, biometano como combustível e ainda biofertilizante. “Mais de 80% dos fertilizantes usados no Brasil são importados. Então, uma iniciativa como essa pode aumentar a nossa autonomia e gerar renda ao produtor rural. Além do mais, esse processo diversifica a produção e produz combustível, energia e biofertilizante”, completa Meneguette.

Programação

O evento terá três estações de trabalho. A primeira estação, “Biodigestão / Biogás e Energia”, fica a cargo do pesquisador Ricardo Steinmetz, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em seguida, o pesquisador Carlos Alberto Casali, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) de Dois Vizinhos, aborda a “Compostagem para transformar resíduo em fertilizantes”, explicando o processo, os cuidados necessários e o uso do composto orgânico como fertilizante. Fecha o roteiro o engenheiro agrônomo Volmir Anater, da Coopenad, com o tema “Produção de Fertilizantes a partir do composto e do digestato”.

Serviço
  • Dia de Campo Biodigestão de Resíduos Animais
    Data: 19 de agosto
    Horário: 8 Horas
    Local: Bosque Municipal – Salgado Filho
    Inscrição: DIA DE CAMPO BIODIGESTÃO DE RESÍDUOS ANIMAIS – Transformando Dejetos em Energia Limpa e Fertilizantes – https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdQfBw_R9vlD1yk7Ye8GGfgo0pu33WKC8iDZU4SM2s1ZEoVEw/viewform
17/08/2026 0 Comentários
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Mercado

Portaria libera renegociação de dívidas rurais com equalização de juros

Por Redação 17/08/2026
Escrito por Redação

Portaria libera renegociação de dívidas rurais com equalização de juros

Somente um mês após a publicação da Medida Provisória (MP) 1.376/2026, que institui um programa de renegociação de dívidas do setor agropecuário, o Ministério da Fazenda editou a portaria que faltava para que os bancos comecem, enfim, a colocar em prática as novas operações de crédito. A Portaria 2.423, de 13 de agosto de 2026, autoriza o pagamento de equalização de taxas de juros em operações de crédito rural destinadas à composição de dívidas.

Neste momento, o Sistema FAEP reforça a importância de os produtores rurais realizarem, o quanto antes, o pedido junto às instituições financeiras. Isso porque, a medida não resolve a crise de endividamento que atinge o meio rural, considerando que o valor definido pelo governo deve ser insuficiente. O total autorizado para operações subsidiadas gira em torno de R$ 25,8 bilhões. A data-limite para contratar as operações de composição de dívidas segue em 12 de novembro de 2026.

“Seguimos tratando o sintoma, não a doença. O meio rural atravessa um momento crítico, com endividamento na casa dos R$ 200 bilhões. Ou seja, o valor definido deve acabar rapidamente”, avalia o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. “Ainda mais com esse prazo justo, vale o alerta de que há o risco de os valores disponíveis nos bancos esgotarem”, complementa.

Levantamento do Departamento Técnico e Econômico do Sistema FAEP com dados do Banco Central mostra a dimensão real da crise: em junho, o Brasil somava R$ 197,2 bilhões em saldos problemáticos nos empréstimos rurais, sendo R$ 13,4 bilhões só no Paraná. Diante desse cenário, o fôlego liberado agora pela Portaria 2.423 é limitado. Somando os limites equalizáveis de todas as dez instituições financeiras habilitadas nos dois blocos da norma, agricultura empresarial (R$ 24,16 bilhões) e agricultura familiar (R$1,65 bilhão), o valor total é de R$ 25,8 bilhões.

Nas linhas de composição de dívidas, cada instituição recebeu um teto de saldo sobre o qual a União paga a diferença entre o custo de captação e a taxa cobrada do produtor. As operações estão divididas por “Faixa 1” (perdas em três ou mais safras, com redução mínima de 40% — juros de 5% a 11% ao ano) e “Faixa 2” (perdas em duas ou mais safras, com redução mínima de 30% na renda — juros de 6% a 12% ao ano, a depender da linha).

Entre as cooperativas mais usadas pelo produtor paranaense, o Sicoob concentra o maior volume (R$ 4,79 bilhões), seguido do Sicredi (R$ 3,69 bilhões). Já a Cresol, com forte presença em municípios menores do Paraná, tem menos de R$ 336 milhões disponíveis em todas as suas linhas somadas.

“A tendência é que esses valores se esgotem rapidamente diante da fila de produtores endividados”, aponta Meneguette.

A Secretaria do Tesouro Nacional pode, inclusive, reduzir esses limites ou suspender novas contratações a qualquer momento, em caso de insuficiência orçamentária, respeitando apenas o que já tiver sido contratado.

Solução definitiva parada

Enquanto o governo aposta em uma solução parcelada — MP, resolução do CMN e agora portaria, com tetos orçamentários insuficientes —, o instrumento que o próprio setor produtivo considera mais completo continua sem votação. O Projeto de Lei 5.122/2023, aprovado pelo Senado Federal em junho, cria uma linha especial de renegociação com prazo de pagamento de até dez anos, carência de até três anos e critérios de enquadramento mais amplos que os da MP — sem depender de um teto fechado a cada portaria. Porém, ainda depende de uma decisão que o Congresso adia há mais de dois anos.

Segundo o projeto, a ideia seria usar recursos já existentes — como saldos do Fundo Social do Pré-Sal e superávits dos Fundos Constitucionais (FCO, FNE e FNO) — sem criação de novos tributos. Como já divulgou o Sistema FAEP, isso significa que o PL 5.122 não ampliaria a dívida pública, ao contrário do que vem sendo alarmado pela equipe econômica, que projetou impacto fiscal entre R$ 140 bilhões e R$ 800 bilhões em dez anos — cifras que a entidade classifica como distorcidas, já que tratam o total da carteira elegível como se fosse, integralmente, custo certo para o Tesouro.

Mesmo aprovado no Senado há mais de dois meses, o PL 5.122 segue parado na Câmara dos Deputados. O governo optou por negociar uma medida provisória alternativa — a mesma MP 1.376/2026 que hoje resulta na portaria com limites tão restritos — em vez de pautar a votação do projeto em seu inteiro teor. Para o Sistema FAEP, essa escolha prioriza o controle orçamentário de curto prazo em detrimento de uma solução estrutural para um setor que amarga perdas sucessivas por eventos climáticos, queda de preços e cortes no orçamento do Seguro Rural — cuja área segurada com subvenção federal caiu 77% entre 2021 e 2025.

“O produtor não pode ficar refém de portarias que liberam um pouco de crédito a cada mês, com prazo apertado e limite curto. Um instrumento mais completo já foi aprovado no Senado. Falta vontade política para votar o PL 5.122 na Câmara, em seu inteiro teor”, cobra Meneguette.

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Tecnologia

Mecanização amplia atenção sobre componentes de plantadeiras

Por Redação 17/08/2026
Escrito por Redação

Mecanização amplia atenção sobre componentes de plantadeiras

O avanço da mecanização agrícola tem aumentado a exigência sobre os componentes das máquinas utilizadas no plantio. Em operações cada vez maiores e com janelas mais curtas, plantadeiras e semeadoras precisam permanecer disponíveis por mais tempo e trabalhar em condições que combinam poeira, palhada, umidade, fertilizantes e diferentes níveis de carga.

Nesse cenário, itens como rolamentos, mancais e vedações, embora menores dentro do conjunto, passam a ter papel importante na disponibilidade das máquinas. Uma falha durante o plantio pode interromper a operação justamente em períodos em que o produtor tem pouca margem para esperar por manutenção.

Nas plantadeiras, o disco de corte é responsável pela abertura da linha e pelo corte da palhada antes da deposição da semente. Na sequência, componentes como disco duplo de sementes, roda limitadora e roda cobridora em V participam da condução da semente, do controle de profundidade e do fechamento do sulco. O funcionamento conjunto desses sistemas influencia a uniformidade do plantio.

Entre os pontos de maior exposição estão os componentes instalados nos discos e rodas da linha de plantio. Eles trabalham em contato frequente com solo, resíduos vegetais e partículas abrasivas, o que torna a vedação uma questão importante para a durabilidade.

“O disco de corte trabalha em contato direto com palhada e solo. Por isso, a vedação deixa de ser apenas um detalhe do componente e passa a ter relação direta com a condição de operação da máquina”, afirma William L. Silva, especialista técnico da SKF.

No mercado de reposição, os rolamentos utilizados em sistemas de plantio aparecem em diferentes configurações, com opções de gaiola, vedações e preenchimento de graxa. A escolha depende das características da aplicação, do nível de exposição a contaminantes e da necessidade de relubrificação.

Outro ponto de atenção está nos eixos de transmissão das plantadeiras. Rolamentos Y, por exemplo, podem utilizar furos sextavados ou quadrados, de acordo com o desenho dos eixos que movimentam mecanismos internos, como os sistemas de distribuição de adubo e, em algumas configurações, de sementes.

A presença de fertilizantes também interfere na escolha dos componentes. Como esses produtos podem acelerar processos de corrosão, algumas aplicações utilizam peças com tratamento superficial zincado e vedações reforçadas.

Manutenção ganha importância com a mecanização

Em sistemas de plantio direto, os componentes ficam expostos simultaneamente a palhada, poeira e umidade, além das cargas impostas pela operação. Nesse ambiente, estabilidade, alinhamento, vedação e resistência mecânica são fatores que precisam ser considerados na manutenção das máquinas.

A escolha de peças para reposição também passa a exigir uma avaliação mais cuidadosa da aplicação. A substituição isolada de um componente, sem considerar montagem, vedação e lubrificação, pode comprometer o funcionamento do conjunto e reduzir a previsibilidade da manutenção.

Esse cuidado ganha importância à medida que aumenta a escala das operações. Em propriedades com grandes áreas cultivadas ou em regiões com janelas climáticas mais curtas, uma parada não planejada da plantadeira pode afetar o ritmo do plantio.

“A tendência é que a engenharia de aplicação ganhe espaço no agro à medida que as máquinas se tornam mais exigidas. O acompanhamento do tipo de solo, da cultura, da carga aplicada, da presença de fertilizantes e da exposição à contaminação deve orientar a escolha de componentes em plantadeiras e semeadoras”, destaca Clayton Ferreira, especialista da SKF.

Apesar das diferenças entre culturas e modelos de máquinas, a necessidade de controlar movimento, profundidade, vedação e resistência à contaminação permanece presente em diferentes sistemas de plantio. Com a mecanização avançando no campo, esses componentes passam a fazer parte de uma discussão mais ampla sobre disponibilidade, manutenção e eficiência operacional das máquinas agrícolas.

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Fenasucro & AgrocanaMercado

Fenasucro: biocombustíveis são a rota mais simples para descarbonização

Por Redação 14/08/2026
Escrito por Redação

Fenasucro: biocombustíveis são a rota mais simples para descarbonização

O futuro dos veículos sustentáveis passa pelos biocombustíveis. Esse foi o tema do painel “Híbridos-flex, EVs e o futuro da mobilidade sustentável” na FenaBio, que reuniu representantes da Volkswagen, Stellantis e BYD para apresentar os esforços e inovações que as montadoras têm desenvolvido rumo à descarbonização. O encontro contou ainda com a presença do ex-piloto Christian Fittipaldi.

Há consenso entre os especialistas de que o uso de biocombustíveis é a rota mais simples para a redução de emissões a curto prazo. Isso porque um veículo rodando com 100% etanol tem emissão de carbono muito próxima à de um elétrico, considerando o ciclo de vida completo. “Unir o CO2 com alguma modalidade de eletrificação vai ser sempre competitivo”, afirmou João Irineu Medeiros, vice-presidente de Assuntos Regulatórios da Stellantis.

Mas o etanol é apenas uma das rotas possíveis. Eles destacaram a importância de oferecer ao consumidor uma variedade de opções sustentáveis, dada a extensão geográfica do Brasil e das diferentes realidades regionais e sociais.

A existência de políticas públicas de incentivo à sustentabilidade no setor automotivo coloca o Brasil em uma posição de privilégio no compromisso mundial de zerar as emissões até 2050. Um exemplo é o Programa Mover, que zera a cobrança do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para veículos fabricados no país com alta eficiência energético-ambiental.

Agora, os próximos passos para o avanço da descarbonização envolvem os esforços das empresas para educar o consumidor a preferir o etanol aos combustíveis fósseis, considerando que 80% da frota rodante no país já é flex. Paralelamente, tornam-se necessários projetos de rastreamento e reciclagem das baterias num futuro próximo, com a popularização dos EVs.

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Tecnologia

Projeto da Valtra leva maior expedição de tratores do mundo para o Oeste da Bahia

Por Redação 14/08/2026
Escrito por Redação

Projeto da Valtra leva maior expedição de tratores do mundo para o Oeste da Bahia

A Valtra anunciou o destino da 5ª edição do projeto Viajando com V de Valtra, que acontece entre os dias 18 e 20 de setembro de 2026. A expedição desembarcará no Oeste da Bahia, região reconhecida globalmente como uma das principais fronteiras agrícolas do país e referência em índices de produtividade em culturas como algodão, soja e banana, além do uso intensivo de tecnologia.

Realizada em parceria com a concessionária NOSSA, uma das representantes da Valtra na Bahia, a edição Caminhos do Oeste Baiano reunirá 14 tratores em um percurso de 206 quilômetros por uma das áreas mais dinâmicas do agronegócio brasileiro, na região de influência de Luís Eduardo Magalhães, em um trajeto que liga os municípios de Correntina e Bom Jesus da Lapa.

Com mais de 2,2 milhões de hectares cultivados com soja, o Oeste da Bahia responde pela maior parte da produção de grãos do Estado e figura entre os principais motores do agronegócio nacional. O nível de mecanização, a ampla adoção da agricultura de precisão, o uso intensivo de irrigação e as condições favoráveis de solo e clima transformaram a região em referência de produtividade e sustentabilidade.

O analista de mercado agrícola Carlos Cogo destaca a Bahia como um dos estados com maior potencial de crescimento dentro da região do Matopiba (polo produtivo formado pelos Estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), impulsionada pela incorporação de tecnologia, correção de solos, agricultura de precisão e profissionalização da gestão das propriedades.

Vale destacar que, na safra 2025/26, o Oeste da Bahia registrou um recorde histórico ao alcançar produtividade média de 71 sacas de soja por hectare, uma das mais altas do País. Além da soja, o milho apresenta rendimentos expressivos, com médias superiores a 180 sacas por hectare. O desempenho reafirma a região como a locomotiva econômica da Bahia, liderando não apenas em volume de produção, mas também em eficiência por área cultivada.

“O Oeste da Bahia foi escolhido por ser uma referência nacional em agricultura de precisão, produtividade e inovação. É o cenário ideal para demonstrar como a Valtra se traduz em mais eficiência, tecnologia, rentabilidade e sustentabilidade para o produtor”, destaca Claudio Esteves, diretor de vendas da Valtra.

Projeto

O Viajando com V de Valtra é a maior expedição de tratores do mundo a cruzar as principais regiões produtoras do Brasil. O evento reúne agricultores, comunicadores e admiradores da marca para uma imersão no dia a dia do campo. O comboio é formado por tratores de diversas gerações e tecnologias, desde os modelos clássicos da Valmet até os mais modernos equipamentos da Valtra. O propósito é valorizar o agronegócio nacional, destacando a cultura regional, a história, as paisagens e a riqueza dos diferentes biomas brasileiros. Nesta edição, os tratores irão cruzar estradas, rios, fazendas e paisagens que retratam a força do agro no Oeste baiano.

O roteiro, com 206 quilômetros de extensão, será percorrido por estradas vicinais e caminhos de terra, passando por áreas de cultivo de algodão e soja, além de regiões dedicadas à pecuária e à fruticultura. A jornada de três dias parte do município de Correntina (região das Sete Ilhas) e passa pela cidade de Santa Maria da Vitória e por pequenos vilarejos, com parada especial na Fazenda Busato, referência em produtividade e tecnologia no agronegócio brasileiro e pioneira na adoção da irrigação por pivô central para a cultura do algodão na região. O encerramento acontece com a travessia da imponente Ponte Gercino Coelho, sobre o Rio São Francisco, finalizando a expedição no tradicional Santuário do Bom Jesus da Lapa.

Nos anos anteriores, as edições do Viajando com V de Valtra percorreram trajetos históricos e simbólicos para o agronegócio brasileiro. Em 2022, a caravana cruzou parte do Caminho da Fé, rumo ao Santuário Nacional de Aparecida. Já em 2023, a jornada aconteceu nos Caminhos de Caravaggio, no Rio Grande do Sul. Em 2024, o percurso foi pela Estrada Real, em Minas Gerais, e, em 2025, a caravana, com dezenas de tratores, percorreu os Caminhos dos Engenhos, em Pernambuco.

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Conab mantém projeção para a safra de grãos no ciclo 2025/26, com ligeiro aumento de 0,3%
Mercado

Conab estima produção de grãos em 360,8 milhões de toneladas na safra 2025/26

Por Redação 13/08/2026
Escrito por Redação

Conab estima produção de grãos em 360,8 milhões de toneladas na safra 2025/26

A estimativa para a produção de grãos na safra 2025/26 é de 360,8 milhões de toneladas, um incremento de 2,4%, o que representa um volume de 8,5 milhões de toneladas a mais que o volume colhido no ciclo passado. Os dados estão no 11º Levantamento da Safra de Grãos divulgado nesta quinta-feira (13) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Esse resultado é influenciado pelo crescimento de 2,1% na área cultivada, estimada em 83,5 milhões de hectares, com destaque para soja, milho e sorgo. Já a produtividade média nacional das lavouras está prevista em 4.322 quilos por hectare, desempenho próximo ao registrado em 2024/25.

Produto com maior área semeada na segunda safra, o milho deve atingir uma produção total de 143 milhões de toneladas na atual temporada. Com a colheita finalizada, a primeira safra do grão tem produção estimada em 29,5 milhões de toneladas.

No segundo ciclo do cereal, a Conab estima que sejam colhidas cerca de 111 milhões de toneladas. Em relação à terceira safra de milho, a estimativa é de uma produção de outras 2,4 milhões de toneladas. Semeado na região Nordeste, as condições climáticas ocorridas desde junho influenciaram de maneira negativa o desenvolvimento das lavouras da cultura principalmente no nordeste da Bahia, Sergipe e parte de Alagoas.

Para o algodão, a Conab prevê uma produção aproximada de 5,8 milhões de toneladas para o produto em caroço, o que resulta em 4,1 milhões de toneladas de pluma. A colheita, iniciada em junho, atinge 43,7% da área destinada para a cultura. O índice é inferior à média dos últimos cinco anos, porém superior ao registrado no ano passado, quando no mesmo período estava em 39%. As condições climáticas, de modo geral, favoreceram o bom desenvolvimento das lavouras.

Já o feijão deve registrar uma produção total próxima a 3 milhões de toneladas, somadas as três safras da leguminosa.O volume estimado atualmente representa uma redução de 3,2% comparado com o ciclo 2024/25. Ainda assim, a produção garante o abastecimento no mercado interno.

Na primeira safra do grão no ciclo 2025/26, a Conab estima que foram colhidas 973,9 mil toneladas. No segundo ciclo da leguminosa, a colheita está em fase final e a estimativa é de uma produção de 1,3 milhão de toneladas. Na terceira safra, predominantemente cultivada em áreas irrigadas no Centro-Sul e em áreas de sequeiro no Nordeste, a produção esperada é de 681 mil toneladas.

Produtos da safra de verão, soja e arroz têm produção estimada em 180,5 milhões de toneladas e 11,1 milhões de toneladas, respectivamente. No caso da oleaginosa, destaques para o Mato Grosso, maior produtor do grão no país, com 51,6 milhões de toneladas, e para a Bahia, estado com a maior produtividade média estimada em 4.260 kg/ha.

Para o arroz, a Conab identificou uma redução na produção devido ao plantio da cultura ter sido realizado em uma área 14% inferior em relação ao ciclo 2025/26. Mesmo com a queda, o volume colhido atende a demanda do mercado doméstico.

Dentre os produtos de inverno, a semeadura das culturas foi finalizada. Principal produto cultivado, o trigo deve registrar uma produção de 5,8 milhões de toneladas, redução de 26,2% em relação à safra de 2025. Essa redução na produção está relacionada à retração de 20,4% na área.

Mercado

Neste 11º levantamento, a Conab atualiza as projeções do quadro de suprimentos da safra 2025/26 para o milho. A Companhia aumentou em 152,2 mil toneladas o consumo interno do cereal, atualmente estimado em 95 milhões de toneladas. Mesmo com esse ajuste, o estoque de passagem do cereal ao final do ciclo está previsto em 15,58 milhões de toneladas.

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Novos mercados e segurança energética pautam primeiro dia da FenaBio
Feiras & Eventos

Novos mercados e segurança energética pautam primeiro dia da FenaBio

Por Redação 13/08/2026
Escrito por Redação

A 2ª edição da FenaBio começou nesta quarta-feira (12), durante a Fenasucro & Agrocana, em Sertãozinho (SP). No primeiro dia, a conferência reuniu representantes da indústria, do setor produtivo, do mercado e da academia para discutir as transformações da matriz energética e as oportunidades para a bioenergia.

Segundo Paulo Montabone, diretor da Fenasucro & Agrocana, a FenaBio foi criada para ampliar esse debate e aproximar diferentes visões sobre o futuro da bioenergia. “Temos uma cadeia que já é muito desenvolvida, mas que continua abrindo novas frentes de mercado, incorporando tecnologias e buscando mais eficiência”, afirma.

Novos mercados

Entre os mercados em expansão está o Combustível Sustentável de Aviação (SAF). Especialistas apontaram a disponibilidade de biomassa, a experiência brasileira com biocombustíveis e a diversidade de rotas tecnológicas como vantagens para o desenvolvimento dessa cadeia no país.

Segundo Gilberto Peralta, presidente da Airbus Brasil e presidente do Conselho de Administração da Helibras, o país tem potencial para ser a Arábia Saudita do SAF, podendo ser o maior produtor mundial. “O Brasil pode produzir quase dez vezes mais do que aquilo que a gente consome. É um potencial muito grande”, afirmou durante o painel “SAF: Viabilizando o potencial de liderança do Brasil”.

Segurança energética e presença internacional

A ampliação da oferta de etanol também passou pela integração entre cana-de-açúcar e milho. Os participantes destacaram a complementaridade entre as duas matérias-primas, que permite estender a operação das usinas ao longo do ano e gerar ganhos de produtividade.

O tema também se conectou às mudanças no cenário internacional. No painel sobre geopolítica, especialistas avaliaram que a busca dos países por maior segurança energética abre oportunidades para o Brasil ampliar sua presença como fornecedor de biocombustíveis.

“O xadrez geopolítico abriu uma oportunidade para a bioenergia brasileira, que ganhou espaço por se apresentar como uma alternativa viável para a transição energética. Nosso país tem maturidade tecnológica e potencial para se consolidar como fornecedor confiável de biocombustíveis”, afirmou Lucas Rodrigues, especialista em Economia e Dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA), no painel “Geopolítica, conflitos e consequências para as bioenergias”.

Mobilidade sustentável

Os biocombustíveis também estiveram no centro do debate sobre o futuro da mobilidade. No painel “Híbridos-flex, EVs e o futuro da mobilidade sustentável”, representantes de montadoras apresentaram inovações e estratégias voltadas à descarbonização do transporte.

João Irineu Medeiros, vice-presidente da Stellantis, reforçou que o Brasil é uma referência na produção de alternativas sustentáveis e também nas políticas públicas de incentivo aos biocombustíveis. “Nós estamos dando um exemplo, com políticas públicas, de redução de 35% da emissão de carbono em dez anos. Sem contar a frota de veículos de etanol já rodando”, destacou.

A programação da FenaBio continua nesta quinta-feira, dia 13, com novos debates sobre a bioeconomia brasileira. A Fenasucro & Agrocana segue até sexta-feira, dia 14.

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Tecnologia

Primeiro Centro de Treinamento em irrigação do Brasil começa oficialmente a funcionar

Por Redação 13/08/2026
Escrito por Redação

Primeiro Centro de Treinamento em irrigação do Brasil começa oficialmente a funcionar

O primeiro Centro de Treinamento em Irrigação do Brasil começou oficialmente a funcionar nesta quarta-feira (12), em Uberaba (MG). Inaugurada pela Valley, marca da Valmont Industries, a estrutura inicia suas atividades com capacitação técnica voltada à injeção de fertilizantes.

Instalado na Cidade do Agro, da Uniube, o Centro recebeu investimento de aproximadamente R$ 1,2 milhão e foi desenvolvido para se tornar uma estrutura permanente de formação em agricultura irrigada. A expectativa inicial é capacitar cerca de 400 pessoas por ano, reunindo desde estudantes e produtores rurais até operadores, técnicos, projetistas, engenheiros, agrônomos e gestores.

A operação começa com um portfólio de 24 treinamentos prioritários, abrangendo projetos de irrigação, operação, manutenção, tecnologia, gestão, serviços, manejo da irrigação e aftermarket, entre outras áreas. “Não criamos apenas um espaço físico para realização de cursos. O projeto foi estruturado para desenvolver competências em diferentes níveis e para diferentes profissionais da agricultura irrigada”, explica Carlos Augusto Ferreira, responsável pelo projeto na Valley.

A atividade, realizada nesta quarta-feira, foi destinada ao público interno da companhia. Os treinamentos abertos ao público terão inscrições divulgadas individualmente, com informações sobre público-alvo, pré-requisitos, carga horária, modalidade e número de vagas.

Da ideia à primeira aula. O início das atividades encerra uma etapa de quase três anos de desenvolvimento. As primeiras conversas sobre o projeto começaram no final de 2023, ainda durante a construção da parceria entre a Valley e a Universidade do Agro. Desde então, o trabalho envolveu não apenas a implantação da estrutura física, mas também a definição do modelo educacional, desenvolvimento do portfólio de cursos, formação de instrutores e preparação dos recursos tecnológicos e didáticos.

A programação mais estruturada de capacitações está sendo desenvolvida com colaboração pedagógica da Uniube e será lançada em 2027. O modelo deverá combinar treinamentos presenciais e híbridos e, progressivamente, conteúdos digitais. As atividades serão organizadas em trilhas de aprendizagem, considerando diferentes perfis profissionais e níveis de conhecimento. Cursos com maior componente prático terão turmas reduzidas, enquanto conteúdos teóricos e híbridos poderão receber grupos maiores.

Um dos principais diferenciais da estrutura será aproximar teoria e aplicação. Os treinamentos poderão utilizar equipamentos, componentes, sistemas de controle, ferramentas de diagnóstico e softwares, reproduzindo situações semelhantes às encontradas em propriedades irrigadas.

O conteúdo irá de fundamentos de hidráulica e elétrica a temas como pivôs centrais, dimensionamento, montagem, manutenção preventiva, diagnóstico de equipamentos, conectividade, automação, manejo da irrigação e tecnologias digitais. “O objetivo é reduzir a distância entre conhecer o conceito e saber aplicá-lo. À medida que os sistemas se tornam mais tecnológicos, o profissional precisa integrar conhecimentos de hidráulica, elétrica, agronomia, automação, conectividade, dados, manutenção e gestão”, afirma Ferreira.

Embora esteja localizado em Uberaba, o Centro foi estruturado para receber profissionais de diferentes regiões brasileiras e até mesmo de outros mercados onde a Valley atua, especialmente América Latina e África. “Tecnologia, por si só, não transforma a agricultura. A transformação ocorre quando pessoas qualificadas conseguem convertê-la em resultado. O Centro nasce para aproximar essas duas dimensões”, conclui.

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Exportações do agronegócio registram recorde em julho, com destaque para a soja
Mercado

Exportações do agronegócio registram recorde em julho, com destaque para a soja

Por Redação 12/08/2026
Escrito por Redação

Exportações do agronegócio registram recorde em julho, com destaque para a soja

As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 16,3 bilhões em julho de 2026, o maior valor da história para o mês, segundo levantamento da Consultoria Agro Itaú BBA com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O resultado representa alta de 5% em relação a julho de 2025 e foi impulsionado principalmente pelo desempenho do complexo soja.

O principal destaque foi a soja em grãos, cujos embarques somaram 13,4 milhões de toneladas, avanço de 9,3% na comparação anual. A receita atingiu US$ 5,9 bilhões, sustentada também pela valorização dos preços internacionais. O farelo de soja registrou crescimento de 18% no volume exportado, enquanto o óleo de soja apresentou um salto de 130% sobre julho do ano passado.

Apesar do recorde em valor, o relatório mostra que parte importante da pauta exportadora registrou queda nos volumes embarcados. A carne bovina in natura recuou 18%, o açúcar bruto (VHP) caiu 19%, o milho teve retração de 20% e o café verde registrou redução de 5% em relação a julho de 2025.

No caso da carne bovina, a desaceleração das compras chinesas e os preços elevados reduziram a competitividade do produto brasileiro. Já o açúcar foi pressionado pelo aumento da oferta global e pela demanda internacional mais fraca, especialmente nos mercados asiáticos.

Entre os destaques positivos fora do complexo soja, a carne de frango apresentou forte desempenho, com crescimento de 25% no volume exportado e receita de US$ 876 milhões, refletindo a recuperação dos embarques para mercados do Oriente Médio.

No acumulado de janeiro a julho, o complexo soja continua sendo o principal motor das exportações do agronegócio brasileiro. As vendas externas de soja em grãos somaram 83 milhões de toneladas, crescimento de 8%, enquanto farelo e óleo de soja avançaram 12% e 45%, respectivamente.

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EmpresasTecnologia

New Holland inaugura Centro de Treinamento em Uberaba (MG)

Por Redação 12/08/2026
Escrito por Redação

New Holland inaugura Centro de Treinamento em Uberaba (MG)

A New Holland e a Nova Holanda inauguraram nesta terça-feira, 11, o Centro de Treinamento New Holland, instalado na Cidade do Agro, novo complexo de ensino e inovação da Universidade do Agro | Uniube, em Uberaba (MG). A parceria deve beneficiar cerca de 8 mil estudantes.

Com investimento de R$ 2,8 milhões, a New Holland equipou o Centro de Treinamento com máquinas e soluções que passam a integrar as atividades da fazenda-escola da Cidade do Agro.

Em parceria com a concessionária Nova Holanda, foram disponibilizados dois tratores (TL5.80 e T6.140), uma colheitadeira de grãos CR 6 e um pulverizador Defensor 2500, equipamentos que serão utilizados na formação técnica dos estudantes e em programas de capacitação. Em breve a lista de equipamentos será complementada com um simulador cockpit de operação de colheitadeiras CR.

A inauguração do Centro de Treinamento – o primeiro em Minas Gerais – integra a abertura oficial da Cidade do Agro, projeto da Universidade do Agro | Uniube concebido para aproximar ensino, pesquisa, inovação e mercado. Dentro desse ecossistema, a New Holland passa a oferecer um ambiente de aprendizado conectado à realidade do campo, permitindo que alunos tenham contato direto com tecnologias utilizadas pelos produtores rurais em suas operações.

“Em um cenário de constante evolução tecnológica, preparar profissionais capazes de utilizar máquinas inteligentes, conectividade, automação e agricultura de precisão é fundamental para impulsionar a produtividade e promover uma agricultura cada vez mais eficiente e sustentável. Este Centro de Treinamento New Holland nasce para conectar conhecimento e prática em benefício de uma agricultura cada vez mais sustentável”, afirma Eduardo Kerbauy, vice-presidente de Marketing da New Holland para a América Latina.

Para o reitor da Universidade do Agro | Uniube, Marcelo Palmério, a participação da New Holland e da Nova Holanda amplia o potencial da Cidade do Agro como referência nacional na formação de profissionais para o setor. “A Cidade do Agro nasceu com o propósito de reunir, em um único ambiente, ensino, pesquisa, inovação e as principais empresas do setor.

A chegada do Centro de Treinamento New Holland materializa esse conceito, ampliando as oportunidades de formação, qualificação e desenvolvimento tecnológico. É uma parceria que fortalece não apenas a Uniube, mas todo o agronegócio brasileiro, ao aproximar a academia das demandas reais do mercado e contribuir para a formação de profissionais cada vez mais preparados”, destaca.

Formação conectada às tecnologias do campo

Além da formação prática dos estudantes, o Centro de Treinamento será utilizado para capacitação contínua de professores, concessionários, clientes e profissionais do setor, abordando temas como agricultura de precisão, inteligência artificial, automação, conectividade, máquinas inteligentes e soluções para agricultura de baixo carbono.

O espaço também sediará workshops, treinamentos técnicos e transmissões ao vivo para alunos dos cursos presenciais e dos polos de educação a distância da Universidade do Agro em todo o Brasil, ampliando o alcance das atividades desenvolvidas no complexo.

De acordo com Auri Orlando, diretor de Suporte ao Cliente e Concessionário da New Holland para a América Latina, o Centro de Treinamento New Holland foi planejado para oferecer uma experiência completa de aprendizagem, aproximando estudantes e profissionais das tecnologias presentes nas máquinas New Holland. “Nossa meta é contribuir para a formação de pessoas mais preparadas para atuar em um agronegócio cada vez mais tecnológico, conectado e sustentável”, pontua.

A parceria prevê ações de inovação, desenvolvimento de projetos em conjunto e programas de capacitação para colaboradores da CNH e da New Holland, fortalecendo a integração entre indústria, concessionários e universidade.

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